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1 Questão Gilson Clay, advogado, foi convidado por Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para ser assessor jurídico. No dia seguinte ao convite, Gilson assumiu a função comissionada (função de confiança). À luz do que dispõe o Estatuto da OAB: Gilson, a partir da assunção da função comissionada, passará a exercer atividade incompatível com a advocacia, ficando proibido de advogar apenas contra o Estado do Rio de Janeiro Gilson, ao assumir a função de assessor de Desembargador, poderá exercer normalmente a advocacia, salvo contra ou a favor do Poder Público, em todos os níveis. Gilson, ao assumir a função de assessor de Desembargador, ficará incompatibilizado para o exercício da advocacia, mesmo em causa própria Gilson deverá comunicar tal fato à OAB, a fim de que seja averbada em seus assentamentos a assunção de atividade geradora de impedimento, ficando, a partir de então, proibido de advogar contra o Estado do Rio de Janeiro Respondido em 19/10/2021 16:49:20 Explicação: O art. 28, inciso IV, do EOAB estabele que todos vinculados ao Poder Judiciário direta ou indiretamente, tornam-se incompatíveis com a advocacia. Este é o caso de assessor de desembargador. 2 Questão Assinale a afirmativa INCORRETA. O Vereador, Presidente da Câmara Municipal, sofre impedimento para o exercício da advocacia. Os Deputados Federais e Estaduais sofrem impedimentos no exercício da advocacia. Os Senadores da República sofrem impedimento ao exercício da advocacia. Os fiscais de trânsito, com atribuição inclusive para aplicar multas, estão incompatibilizados com o exercício da advocacia. O Procurador-Geral do Estado está exclusivamente legitimado para o exercício da advocacia vinculada à função que exerce. Respondido em 19/10/2021 16:49:22 Explicação: O parlamentar que ocupa a mesa diretora de sua casa legislativa deve, se for advogado, licenciar-se da advocacia porque passou da situação de impedido do art. 30, II, EOAB para incompatível na forma do art. 28, I, parte final do EOAB. 3 Questão Um Advogado, regularmente inscrito na OAB/RJ, foi escolhido em lista tríplice pelo Governador e empossado no cargo de Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Pergunta se: Como fica a situação daquele Advogado junto à OAB/RJ? (a) Continuará inscrito na OAB/RJ e exercendo livremente a advocacia; (d) Será licenciado da advocacia, não podendo advogar apenas durante o tempo em que exercer a atividade de Desembargador. (c) Terá sua inscrição na OAB/RJ cancelada e, por conseqüência, não poderá mais exercer a advocacia; (b) Continuará inscrito na OAB/RJ, ficando, porém, proibido de advogar apenas contra a Fazenda do Estado do Rio de Janeiro; Respondido em 19/10/2021 16:49:26 Explicação: "Art. 4º. São nulos os atos privados de advogados praticados por pessoa não inscrita na OAB, sem prejuízo das sanções civis, penais e administrativas. Parágrafo único. São também nulos ou praticados por advogado impedido - no âmbito do impedimento - suspenso, licenciado ou que passar a exercer atividade incompatível com a advocacia." Portanto, a nulidade dos atos de advocacia será sempre de causa formal, guardando direta relação com a situação jurídica da inscrição do indivíduo junto à OAB, assim entendida como requisito legal para o direito de exercer a advocacia, e também com as proibições circunstanciais do exercício da profissão, impostas ao advogado pelo Estatuto da Advocacia. 4 Questão (XIX Exame Unificado - Caderno Tipo I - Branco - (Prova aplicada em 03/04/2016 / ADAPTADA) - Carlos integrou a chapa de candidatos ao Conselho Seccional que obteve a maioria dos votos válidos e tomou posse em 1º de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição. Um ano após o início do mandato, Carlos passou a ocupar um cargo de direção no Conselho de Administração de uma empresa, controlada pela Administração Pública, sediada em outro estado da Federação. Nesse caso, de acordo com o Estatuto da OAB, assinale a afirmativa correta. Não se extingue o mandato de Carlos, pois a ocupação de cargo de direção em empresa controlada pela Administração Pública, em estado da Federação distinto do abrangido pelo Conselho Seccional, não configura incompatibilidade a ensejar o cancelamento de sua inscrição. Extingue-se o mandato de Carlos mediante deliberação de dois terços dos membros do Conselho Seccional, pois a ocupação de cargo de direção em empresa controlada pela Administração Pública pode configurar incompatibilidade a ensejar o cancelamento de sua inscrição O caso narrado é típico de uma incompatibilidade descrita no artigo 30, II do EOAB Não se extingue o mandato de Carlos, pois a ocupação de cargo de direção em empresa controlada pela Administração Pública, em qualquer circunstância, não configura incompatibilidade a ensejar o cancelamento de sua inscrição. Extingue-se automaticamente o mandato de Carlos, pois a ocupação de cargo de direção em empresa controlada pela Administração Pública, em qualquer circunstância, configura incompatibilidade a ensejar o cancelamento de sua inscrição. Respondido em 19/10/2021 16:49:28 Explicação: A incompatibilidade, tendo em vista que é a proibição total para o exercício da advocacia, não permite sequer a advocacia em causa própria, e permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função afaste-se temporariamente. Conforme dispõe o artigo 27 do Estatuto da OAB a incompatibilidade determina a proibição total para o exercício da advocacia, enquanto que o impedimento, a proibição parcial. Por proibição total compreende-se que, ainda que em causa própria, quem exerce determinadas atividades está impossibilitado de exercer qualquer atividade privativa de advogado. Já por proibição parcial compreende-se que há possibilidade de exercer as atividades típicas e legais da profissão, observadas as exceções, in verbis: Art. 27. A incompatibilidade determina a proibição total, e o impedimento, a proibição parcial do exercício da advocacia. O artigo 28 do Estatuto da Advocacia e da OAB traz um rol taxativo das atividades incompatíveis com a advocacia, uma vez que se trata de uma norma restritiva de direitos que proíbe o exercício de uma profissão. Não é possível pleitear-se inexistência da incompatibilidade para exercício da advocacia em território diverso daquele onde se exerce a atividade que gera a proibição total de advogar. A incompatibilidade irá aonde quer que vá o indivíduo, sendo antes uma condição pessoal (em razão de determinada atividade que desempenhe), do que territorial. PAULO LUIZ NETTO LÔBO ensina categoricamente: ¿(¿). Apenas cessa a incompatibilidade quando deixar o cargo por motivo de aposentadoria, morte, renúncia ou exoneração. 5 Questão Das opções abaixo, assinale a que apresenta hipótese de impedimento para a advocacia: Aqueles que exercem serviços notariais e de registro. Servidores da administração direta e indireta. Aqueles que exercem atividade policial de qualquer natureza. Serventuários da justiça e terceirizados do tribunal de Justiça. Aqueles que tenham competência de lançamento, arrecadação ou fiscalização de tributos. Respondido em 19/10/2021 16:49:34 Explicação: A regra está prevista no art. 30, inciso I e II, EOAB. O inciso I expressamente diz que os servidores públicos sem poder de decisão sobre a vida de terceiros podem exercer a advocacia com restrição, não podem advogar contra a fazenda que os remunera. 6 Questão (OAB/CESPE/2007 - Adaptada) - Rubens, advogado inscrito na seccional do Paraná da OAB, foi aprovado no concurso para auditor tributário da Receita Federal, ficando encarregado, após a posse nesse cargo público, da aplicação da legislação tributária na União. Considerando essa situaçãohipotética, assinale a opção correta em relação à inscrição de Rubens na OAB. Enquanto for auditor, Rubens não poderá exercer a advocacia, exceto em causa própria. Rubens poderá exercer a advocacia, exceto em causas contra a fazenda pública que o remunere. A atividade de auditor tributário é, sem qualquer exceção, incompatível com a da advocacia. A função exercida por Rubens é um caso típico de incompatibilidade descrito no artigo 30, inciso II do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil. Rubens poderá continuar a exercer a advocacia apenas em relação aos processos ajuizados antes da posse no cargo de auditor. Respondido em 19/10/2021 16:49:36 Explicação: O fundamento está no art. 28, inciso VII, EOAB. 7 Questão Sabrina, advogada, nas eleições municipais de 2012, foi eleita Prefeita, tendo como Vice-Prefeito o advogado Carlos. À luz do Estatuto da OAB: Sabrina, quando da posse, tornar-se-á incompatível, ficando totalmente proibida de advogar, ao passo que Carlos, na condição de Vice-Prefeito, ficará impedido de advogar apenas contra o seu Município Sabrina e Carlos, a partir da posse, passarão a exercer atividade incompatível com a advocacia, ficando proibidos de advogar. Será caso de cancelamento da inscrição de ambos Sabrina e Carlos, a partir da posse, passarão a exercer atividade incompatível com a advocacia, sendo caso de licença do exercício profissional. Sabrina e Carlos, a partir da posse, passarão a exercer atividade incompatível com a advocacia, sendo caso de cancelamento da inscrição de ambos. Somente Sabrina terá vedação expressa em lei para exercer a atividade da advocacia. Respondido em 19/10/2021 16:49:38 Explicação: A incompatibilidade, tendo em vista que é a proibição total ao exercício da advocacia, não permite sequer a advocacia em causa própria, e permanece mesmo que o ocupante do cargo ou função afaste-se temporariamente. PAULO LUIZ NETTO LÔBO ensina categoricamente: ¿(¿). Apenas cessa a incompatibilidade quando deixar o cargo por motivo de aposentadoria, morte, renúncia ou exoneração. O advogado que exercer atividade incompatível com o exercício da advocacia deverá solicitar o seu licenciamento, conforme o disposto no artigo 12 do EAOAB, se dará licença ao advogado que: "(...) Passar e exercer, em caráter temporário, atividade incompatível com a advocacia ¿ As atividades consideradas incompatíveis estão disciplinadas no artigo 28 do EAOAB. Todavia, apenas os cargos com mandado eletivo ou exoneráveis ad nutum, que possuem caráter temporário, geram a licença da inscrição do advogado"; Durante o licenciamento, a inscrição do advogado fica suspensa apenas durante um período determinado, haja vista que o profissional brevemente retornará a exercer as suas atividades. Neste período o profissional não pagará anuidade e nem votará nas eleições da OAB. Assim, quando o período de licença termina, o advogado retorna a advogar com o mesmo número de inscrição que possuía e sem precisar fazer prova dos requisitos exigidos no artigo 8º do EAOAB. 8 Questão Das afirmativas abaixo, assinale aquela que apresenta uma afirmativa INCORRETA sobre o EOAB: Os Deputados Federais e Estaduais sofrem impedimentos no exercício da advocacia. O Procurador Geral do Estado está exclusivamente legitimado para o exercício da advocacia vinculada à função que exerce. Os fiscais de trânsito, com atribuição inclusive de aplicar multas, estão incompatibilizados com o exercício da advocacia. O chefe do executivo e seus substitutos legais sofrem incompatibilidade para o exercício da advocacia. O Vereador, Presidente da Câmara Municipal, sofre impedimento para o exercício da advocacia.