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TECIDOS A histologia é a ciência da estrutura microscópica das células, tecidos e órgãos. Também nos ajuda a entender a relação entre estrutura e função. Examinando, sob um microscópio, uma fina fatia de tecido ósseo colorido com técnicas especiais de coloração, você verá que esses ossos aparentemente simples são, na verdade, um pequeno mundo complexo, contendo uma matriz de estruturas com várias funções diferentes. FATOS IMPORTANTES SOBRE HISTOLOGIA HISTOLOGIA: Microanatomia ou anatomia miscroscópica. O estudo das células e tecidos, dos seus componentes intracelulares à sua organização em órgãos e sistemas de órgãos ESTRUTURA CELULAR: Membrana celular, citoplasma, organelas, núcleo TECIDOS: Unidade de células com uma estrutura semelhante que, em conjunto, expressa uma função definida e única. Epitelial, conjuntivo, muscular, nervoso. ÓRGÃOS: Unidade de tecidos com um conjunto mais complexo de funções, definido pela combinação da estrutura e da função dos tecidos constituintes SISTEMA DE ÓRGÃOS: Grupo de órgãos unidos por funções semelhantes. Cardiovascular, nervoso, tegumentare, musculoesquelético, respiratório, digestivo, excretor, endócrino, linfático, reprodutivo TÉCNICAS HISTOLÓGICAS: Preparação do tecido, coloração do tecido, microscopia, hibridização Células E Tecidos Uma célula é a menor unidade funcional de um organismo. Todas as células do corpo humano são eucarióticas, o que significa que elas estão organizadas em duas partes: núcleo e citoplasma. O citoplasma contém subunidades especializadas chamadas organelas, que funcionam como "pequenos órgãos". As organelas podem ser (mitocôndrias, aparelho de Golgi, retículo endoplasmático) ou não membranares (ribossomos [ribossomas], nucléolos, centríolos). O núcleo é considerado o cérebro da célula. Ele contém informações sobre cada estrutura e processo da célula e do organismo, na forma de DNA (ácido desoxirribonucleico). O ADN encontra-se condensado e enrolado em cromossomos (cromossomas). Todas as células são envolvidas por uma membrana semipermeável de duas camadas, que serve como um meio dinâmico para a interação da célula com o ambiente externo. De forma mais ou menos semelhante à polícia de fronteira, esta membrana controla tudo o que entra ou sai da célula. As células são categorizadas em vários tipos, todos com funções diferentes. Estes tipos incluem células epiteliais, fibroblastos, neutrófilos, eritrócitos, queratinócitos e condrócitos, entre outros. Principais tipos de tecidos As células juntam à matriz extracelular (um fluido gelatinoso) para formar os quatro tipos de tecidos encontrados no corpo humano: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. Os tecidos se unem em diferentes arranjos para formar os órgãos do nosso corpo. Os órgãos trabalham juntos em sistemas. Tecido epitelial O tecido epitelial pode cobrir as superfícies externas (pele), o interior dos órgãos ocos (intestinos) ou formar glândulas. É composto por células epiteliais densamente compactadas com uma quantidade reduzida de matriz extracelular (MEC). As células situam-se no topo de tecido conjuntivo denso irregular, a membrana basal (MB).O epitélio é classificado de acordo com a morfologia celular e o número de camadas celulares. Com base na morfologia, as células epiteliais podem ser pavimentosas (escamosas), cúbicas (forma de cubo) ou cilíndricas (colunares). Dependendo do número de camadas, o tecido epitelial é classificado em simples (camada única) ou estratificado (múltiplas camadas). Em conjunto, isso nos dá os vários tipos de tecidos epiteliais, como epitélio pavimentoso (escamoso) simples, epitélio cúbico estratificado, epitélio cilíndrico (colunar) pseudoestratificado e muitos mais. São possíveis subclassificações adicionais, com base nas especializações celulares. Tecido conjuntivo O tecido conjuntivo liga, separa e suporta os órgãos do corpo. Consiste em algumas células e uma matriz extracelular abundante. A MEC contém diferentes fibras proteicas (colágeno [colagénio], reticulares, elásticas) embutidas na substância fundamental. Dependendo do tipo de células presentes (fibroblastos, osteócitos, eritrócitos) e da disposição da MEC, o tecido conjuntivo pode ser classificado como tecido conjuntivo propriamente dito ou tecido conjuntivo especializado. O tecido conjuntivo propriamente dito é ainda subdividido em tecido conjuntivo laxo, encontrado principalmente em órgãos internos como o estroma tecidual de suporte, e tecido conjuntivo denso, que pode ser regular (tendões, ligamentos) ou irregular (derme da pele, cápsulas de órgãos). O tecido conjuntivo especializado inclui o sangue, reticular, cartilagem, osso e tecido adiposo. Um terceiro tipo de tecido conjuntivo é o tecido embrionário (fetal); este é um tipo de tecido primitivo presente no embrião e no cordão umbilical. Tecido nervoso O tecido nervoso é constituído por células (neurônios e células gliais) e matriz extracelular. A MEC do tecido nervoso é rica em substância fundamental, com poucas ou nenhumas fibras proteicas. Os neurônios são células especializadas que contêm um corpo (soma) e um ou mais processos (dendritos, axônios). Com base no número de processos, os neurônios são classificados em multipolares, bipolares e unipolares. Os processos neuronais formam conexões (sinapses) entre si e com outros tipos de células, de modo a trocar sinais elétricos. As células gliais, como os astrócitos, os oligodendrócitos, as células de Schwann e outras, fornecem suporte, nutrição, mielinização e proteção aos neurônios. As células de suporte não recebem tanto crédito quanto os neurônios na cultura popular, mas você sabia que as células da glia compõem pelo menos 80% do tecido nervoso? Tecido muscular O tecido muscular mantém funções de síntese e contráteis. É categorizado como esquelético, cardíaco ou liso. Com base nas suas propriedades funcionais, este é descrito como voluntário (esqueléticas) ou involuntário (músculo cardíaco e liso). Apesar das suas diferenças, todos eles têm uma coisa em comum: células musculares alongadas especializadas, chamadas fibras musculares. Essas células contêm filamentos contráteis (miofibrilas) chamados actina (fina) e miosina (espessa). Em microscopia de luz, o músculo esquelético e o cardíaco parece estriado devido ao arranjo paralelo dos seus filamentos contráteis em unidades repetitivas chamadas sarcômeros. O tecido muscular liso parece não-estriado devido ao arranjo menos ordenado dos seus filamentos. As células musculares têm um tipo especializado de retículo endoplasmático liso chamado retículo sarcoplasmático, que armazena íons (iões) de cálcio. Todas essas características dão aos músculos a capacidade de contrair e executar várias funções, como o movimento das extremidades (músculo esquelético), peristaltismo do trato gastrointestinal (músculo liso) e os batimentos cardíacos (músculo cardíaco).