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AULA 1 - Sistemas de gestão integrada

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DESCRIÇÃO
Conceitos e aplicação de sistemas de gestão, entre eles ERP e MRP, a integração de sistemas
modernos e/ou legados, suas vantagens e desvantagens e os principais processos logísticos
abrangidos.
PROPÓSITO
Compreender conceitos importantes sobre sistemas de gestão integrada, objetivos,
características, vantagens e desvantagens, ERP e MRP, a interação do sistema de gestão
sobre os processos de logística, bem como as novas tecnologias e tendências.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Reconhecer a importância do compartilhamento de informações e seus impactos na redução
de custos, na melhoria dos processos e na interação entre setores
MÓDULO 2
Identificar a tecnologia e a integração de sistemas como ferramentas de apoio ao planejamento
logístico
MÓDULO 3
Analisar ERP e MRP, suas vantagens e desvantagens
INTRODUÇÃO
Neste conteúdo, estudaremos o compartilhamento de informações, apresentando conceitos
importantes sobre a integração de sistemas, suas vantagens e desvantagens e os perigos dos
sistemas legados. Abordaremos a integração da TI com a logística, o fluxo de informações
versus fluxo de produtos e sua importância como ferramenta de apoio ao planejamento
logístico. Conheceremos, ainda, o ERP e o MRP, os sistemas integrados de gestão empresarial
e as novas tecnologias e tendências futuras.
MÓDULO 1
 Reconhecer a importância do compartilhamento de informações e seus impactos na
redução de custos, na melhoria dos processos e na interação entre setores
COMO PROPORCIONAR A INTEGRAÇÃO
DE SISTEMAS
Segundo Landon e Landon (2011), considera-se um sistema de informação como um conjunto
de componentes relacionados entre si que coleta, processa, armazena e distribui informações,
auxiliando a gestão da organização, a solução de problemas e o desenvolvimento de novos
produtos.
Com a necessidade de informações precisas para a tomada de decisões, as aplicações, os
sistemas e os repositórios de informações vêm aumentando de forma vertiginosa dentro das
organizações. Na medida em que os recursos computacionais estão ficando mais acessíveis, o
poder de processamento agregado nas grandes organizações também aumenta. Isso
popularizou o uso de computadores na maioria das instituições públicas e privadas, desde as
microempresas até os grandes conglomerados, de diversos setores, utilizando sistemas de
informação para auxiliar na gestão empresarial e na automação de atividades.
A necessidade de uso de sistemas computacionais ultrapassa a substituição da execução de
tarefas manuais por automação − automatização de tarefas de nível operacional.
Os recursos de tecnologia da informação tornaram-se diferencial estratégico, aumentando o
potencial competitivo das organizações.
Geralmente, o sistema desenvolvido objetiva atender às necessidades de um setor ou de uma
atividade específica. É comum empresas possuírem diversos sistemas de informação,
atendendo a diversos objetivos e com propósitos diferentes, de acordo com as necessidades
de cada setor ou atividade. Evidencia-se, porém, uma crescente modernização sistêmica, com
uso de sistemas integrados, armazenados em datacenters e com acesso remoto.
Visando reutilizar as soluções desenvolvidas, a consolidação dos dados e a segurança da
informação, as empresas buscam cada vez mais a integração entre esses sistemas.
 
Imagem: Shutterstock.com
 Datacenter
 ATENÇÃO
A integração entre esses sistemas permite a centralização de tarefas e dados, facilitando a
gestão e o uso. A integração pode ocorrer entre sistemas diferentes, ou mesmo entre módulos
de um mesmo sistema, permitindo a interação entre eles.
A integração entre sistemas pode ser feita de diversas formas e entre softwares de diferentes
linguagens, cujas formas mais comuns são:
USO DE FERRAMENTA INTERMEDIADORA
Consiste em utilizar um terceiro sistema para efetuar a comunicação e a integração.
TROCA DE DADOS ELETRÔNICA
Existe a exportação de dados (geralmente arquivos .txt e .csv) por um sistema e a importação
por outro, podendo o sistema ser automatizado ou manual.
VIA BANCO DE DADOS
Existe o compartilhamento dos bancos de dados entre os sistemas para troca de informações
com uso de ETL, que é um processo de extração, transformação e carregamento de dados
provenientes de sistemas diversos. Os dados são extraídos de um sistema, tratados e/ou
transformados e carregados no outro sistema ou datacenter.
USO DE API (APPLICATION PROGRAMMING
INTERFACE)
javascript:void(0)
As informações são compartilhadas em tempo real pelos bancos de dados. Possui o melhor
desempenho entre os tipos de integração. É mais rápido por não necessitar de outro sistema
de intermediação.
ETL
Acrônimo em inglês para Extract, Transform, Load. Trata-se de um processo em três
etapas: a extração, a transformação e o carregamento de dados provenientes de
sistemas diversos.
Na etapa de extração, os dados são convertidos de modo a terem um formato único.
Depois da extração, os dados sofrem uma transformação, uma filtragem que retém deles
apenas aquilo que será efetivamente aproveitado, ou seja, as informações de interesse.
Por fim, na etapa de carregamento, os dados já tratados são armazenados de forma
organizada em um repositório apropriado.
Outra importante ferramenta para a integração de sistemas é o conceito SOA orientado a
processos de negócio, proposto em 1996 por Roy Schulte e Yefim Natis, do Gartner Group.
É uma filosofia de tecnologia da informação que tem como objetivo a facilitação para
integração entre sistemas. Isso ocorre por meio da orientação para elaboração e
disponibilização de módulos fracamente acoplados, baseados no conceito de serviços. As
principais características do uso do SOA são descritas na figura a seguir:
 
Imagem: Marcelo dos Santos Machado
 Principais características do uso do SOA
Entre as vantagens do SOA para a integração de sistemas, podemos destacar:
FACILIDADE NAS MANUTENÇÕES
As mudanças nos processos organizacionais não interferem nas aplicações existentes.
REUSO
Permite o reaproveitamento de funcionalidades existentes.
FLEXIBILIDADE
Possibilita a substituição de infraestrutura e sistemas de back-end sem impactos.
RESULTADO POSITIVO
Proporciona eficiência e diminuição dos custos.
QUALIDADE
Garante processos homogêneos.
ECONOMIA DE TEMPO
Permite desenvolvimento evolutivo de sistemas com análise de impacto.
ECONOMIA DE CUSTOS
Manutenção das aplicações mais eficientes.
CONTROLE
Gestão dos ativos.
O PERIGO DOS SISTEMAS LEGADOS
Os sistemas antigos de uma organização, que não são substituídos por fornecerem serviços
essenciais ou de elevado valor, cujo risco, investimento ou falta de conhecimento impossibilita
suas evoluções, são conhecidos como sistemas legados. São aplicações cuja modernização
seria inviável para a empresa no momento. Nota-se uma defasagem e uma degradação
tecnológica nos sistemas com o passar dos anos, levando-os à obsolescência, necessitando
assim do desenvolvimento de um novo sistema, baseado em novas tecnologias, que permita a
substituição plena do sistema legado.
Os principais perigos dos sistemas legados estão associados aos riscos de:
Segurança da informação
Manutenção da aplicação
Estrutura de suporte
A manutenção dessas ferramentas e linguagens de legado tecnológico pode representar uma
ameaça à segurança da organização. Dada a exponencial evolução dos sistemas operacionais
e das plataformas, essas tecnologias tornam-se obsoletas, apresentando problemas no
funcionamento, como compatibilidade e estabilidade.
 ATENÇÃO
A obsolescência é a principal ameaça à operação da empresa, que fica vulnerável, presa às
tecnologias arcaicas. Devido à sua estrutura defasada, o sistema legado configura um risco à
segurança da informação, agravado pelo uso em redes corporativas e internet. Torna-se uma
porta de entrada para ataques e invasões cibernéticas.
Mesmo defasados, quando essenciais, os sistemas legados permanecem em uso,
ocasionando riscos e desvantagens, como:
FALTA DE DOCUMENTAÇÃO

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