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DIFERENÇA ENTRE PROCESSO E PROCEDIMENTO Inicialmente é preciso diferenciar processo de procedimento, sendo o processo, segundo Tourinho Filho, “aquela atividade desenvolvida pelo Juiz com o concurso dos demais sujeitos processuais -partes e auxiliares da Justiça -visando a solução do litígio” e “conjunto de atos processuais que se sucedem, de forma coordenada, com a finalidade de resolver, jurisdicionalmente, o litígio, denomina-se processo”. E quanto ao procedimento, ensina ainda que é a “coordenação e ordem dos atos processuais” (2010, p. 703). É possível vislumbrar que, no processo penal, o procedimento se divide em comum e especial (art. 394 do CPP). O procedimento comum, por sua vez, se subdivide em ordinário, sumário e sumaríssimo. Quanto aos procedimentos especiais, suas regras são colacionadas no Código de Processo Penal, bem como pela Legislação Penal Especial e serão objetos de estudo, os crimes de competência do júri, os crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, os crimes contra a honra, os crimes contra a propriedade imaterial e os crimes na lei de drogas (Lei 11.343/2006). Segundo a lição de Norberto Avena, se, por um lado, a finalidade do processo é possibilitar ao Estado a satisfação do jus puniendi e, por outro, a realização desse direito de punir está condicionada à observância de garantias que permitam ao imputado opor-se à pretensão punitiva estatal, conclui-se que, para alcançar validamente seu desiderato e atingir o fim a que se destina, o processo deverá ter desenvolvimento regular, o que compreende: a)Instauração de uma relação jurídica processual triangularizada pelo juiz (como sujeito processual imparcial a quem compete a solução da lide) e pelas partes (acusação no polo ativo e defesa no polo passivo). Define-se, assim, relação jurídica como o vínculo que se estabelece entre os sujeitos que, no processo, ocupam posições distintas e aos quais assistem faculdades, direitos e obrigações. b)A realização de uma sequência ordenada de atos, chamada de procedimento, a qual abrange, necessariamente, a formulação de uma acusação (pública ou privada), o exercício do direito de defesa, a produção das provas requeridas pelos polos acusatório e defensivo e a decisão final. Importante ter em vista que, tanto na relação jurídica estabelecida entre os sujeitos distintos quanto no procedimento propriamente dito, deverão incidir os princípios processuais penais constitucionais, assecuratórios de garantias como a do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, da publicidade dos atos, de ser julgado o réu por juiz com competência previamente definida a partir de normas jurídicas gerais (juiz natural) etc IMPORTANTE Ação direta de inconstitucionalidade. Arts. 39 e 94 da Lei 10.741/2003 (Estatuto do Idoso). (...) Aplicabilidade dos procedimentos previstos na Lei 9.099/1995 aos crimes cometidos contra idosos. (...) Art. 94 da Lei 10.741/2003: interpretação conforme à CB, com redução de texto, para suprimir a expressão “do Código Penal e”. Aplicação apenas do procedimento sumaríssimo previsto na Lei 9.099/1995: benefício do idoso com a celeridade processual. Impossibilidade de aplicação de quaisquer medidas despenalizadoras e de interpretação benéfica ao autor do crime. [ADI 3.096, rel. min. Carmen Lúcia, j. 16-6-2010, P, DJE de 3-9-2010].