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PROVA PORTUGUES JURIDICO (SEGUNDA UNIDADE)

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OBSERVAÇÃO: Não entreguei as atividades para complemento das notas porque me matriculei com atraso, quando consegui o acesso ao ambiente virtual já tinha passado o prazo de entrega das atividades, estou acompanhando pelas aulas gravadas. Sou novato nesse sistema de ensino, ainda estou com algumas dificuldades. Desde já, agradeço a compreensão.
ALUNO: Edvando Evangelista da Silva 
MATRÍCULA: 03253974
PROVA (SEGUNDA UNIDADE)
Vence amanhã às 23:59
Instruções
1) Considereando que a línguagem jurídica, segundo Damião Henriques (2019), têm suas características próprias, pesquise uma sentença judicial e poste aqui. Logo em seguida, comente quais as principais particularidades da linguagem jurídica exemplificando com partes do próprio texto. 
Esta autoridade judiciária tem mais de quarenta mil processos em tramitação nesta unidade jurisdicional, de maneira que, em prol da racionalização do serviço para uma maior eficiência do Poder Judiciário Catarinense, se vê obrigado a exigir maior concisão, clareza e objetividade nas peças processuais que tem dever de apreciar, por força do próprio cargo e do princípio constitucional da inafastabilidade do controle jurisdicional (art. 5º da CF). Características essas – concisão, clareza e objetividade – que, inclusive, devem nortear todos os produtos jurídicos, mais ainda aqueles que são apresentados na praça de elegância do processo judicial. (grifo nosso)
Ação: consignação em pagamento
Requerente: M. REIS E CIA LTDA.
Requerido: ESTADO DE SANTA CATARINA
Proc. Nº 033.04.027273-0
O texto apresenta linguagem objetiva, porque além de retratar o que está em evidência, o observador insere no texto as suas próprias impressões e apresenta linguagem concisa, tendo em vista que as ideias se condensam em frases e períodos que expressam o essencial do que se quer comunicar. Podemos observar uma linguagem mais objetiva e concisa do que uma linguagem técnica.
LINGUAGEM OBJETIVA: Esta autoridade judiciária tem mais de quarenta mil processos em tramitação nesta unidade jurisdicional, de maneira que, em prol da racionalização do serviço para uma maior eficiência do Poder Judiciário Catarinense, se vê obrigado a exigir maior concisão, clareza e objetividade
LINGUAGEM CONCISA: se vê obrigado a exigir maior concisão, clareza e objetividade nas peças processuais.
A escolha do texto acima foi com objetivo de responder a questão e também destacar a importância do estudante e o profissional da área jurídica em compreender a significação específica dos termos jurídicos, pois o texto acima é trecho de sentença judicial em que o Magistrado demonstra sua insatisfação com petição inicial produzida por advogado que não leva em consideração qualquer tipo de técnica redacional em busca do adequado desenvolvimento e demonstração de raciocínio lógico-jurídico em sua atividade profissional.
2) À luz de Diana (2020, p. 39), "a intertextualidade é um recurso realizado entre textos, ou seja, é a influência e relação que um estabelece sobre o outro. Assim, determina o fenômeno relacionado ao processo de produção de textos que faz referência (explícita ou implícita) aos elementos existentes em outro texto, seja a nível de conteúdo, forma ou de ambos: forma e conteúdo". Pensando nisso, pesquise uma procuração Ad Judicia, em seguida, comente se a intextualidade é importante para a elaboração dessa peça jurídica, explicando o porquê. 
PROCURAÇÃO “AD JUDICIA”
FULANO DE TAL, nacionalidade, estado civil, profissão, portador de CPF 000.000.000-00 e Carteira de Identidade 0.000.000 – SSP/PB, residente na Rua XXXXXXXXXX, n° 000, Bairro, Cidade – UF, CEP 00000-000, telefones: 0000-0000 / 0000-0000, pelo presente instrumento de procuração nomeia e constitui seu bastante procurador o advogado ___________________________________, nacionalidade, estado civil, OAB/UF nº 000.000, com endereço profissional na Av. Jurídica, n° 111, Bairro, CEP 00000-000, João Pessoa – PB, telefones: 0000-0000 / 0000-0000, a quem confere os poderes da cláusula ad judicia para o foro em geral, podendo os outorgados nos limites da lei e em defesa dos direitos postergados do(s) outorgante(s), propor ação judicial, contestar, impugnar, recorrer em qualquer Instância ou Tribunal, intervir em processo em curso em qualquer Instância ou Tribunal, desconstituir advogados, e os poderes especiais para prestar declaração de insuficiência econômico/financeira, pedir dispensa do pagamento de custas processuais na forma da Lei, renunciar ao montante que, por ventura, ultrapasse o teto dos Juizados Especiais, transigir, fazer acordo, renunciar expressamente, firmar compromisso, desistir, e tudo o mais que se fizer necessário e em defesa dos interesses do(s) outorgante(s), atuando em conjunto ou separadamente, dando tudo por bom e valioso, para ajuizar Ações Judiciais, comprometendo-se, o(s) outorgante(s) a pagar aos outorgados o percentual de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação observando-se que os honorários pactuados serão devidos também em caso de acordo via administrativa, ficando inclusive os outorgados autorizados a custear as despesas do processo cuja quantia comprovada mediante exibição de documentos será reembolsada no final do processo, podendo ainda os outorgados substabelecer quando ou em que lhes convier, no todo ou em parte, na forma da Lei.
João Pessoa, 09 de março de 2084.
[Local], [dia] de [mês] de [ano].
___________________________________________
OUTORGANTE
A intertextualidade é de extrema importância para a elaboração dessa peça jurídica, pois permite o diálogo entre os textos contidos na procuração Ad judicia, tendo em vista que podemos observar, através da intertextualidade contida na procuração, um dialogismo entre o texto escrito e os textos que podemos acessar, contendo os elementos composicionais como credencias do cliente e do procurado, os poderes e o fecho com o substabelecimento listados de forma clara, por exemplo. 
 Fica evidente, portanto, que o texto judiciário não tem existência, a não ser pela intertextualidade que lhe garante a produção de sentido no mundo real.
3) Leia o texto (Basta acessar o link https://vejasp.abril.com.br/cidades/historia-macabra-lazaro-sousa-serial-killer-df-go/) contextualizando o caso de Lázaro (Serial Killer). Em sequida, responda qual a importância da linguagem jurídica para a compreensão de um caso dessa natureza. 
Relativo a história macabra de Lázaro, serial killer, a linguagem jurídica foi de grande importância para se compreender os fatos ocorridos, pois a clareza e o detalhamento da situação com uma linguagem concisa e objetiva apresentada no texto traz para o observador total compreensão da situação inicial onde lazaro chamar a atenção das autoridades após se tornar o principal suspeito de assassinar uma família inteira em uma fazenda na semana passada, seguindo sendo compreendido no desenvolvimento textual, onde nos relata de forma objetiva e clara que Lazaro encontra-se foragido até o devido momento da busca, nos dando uma possível reflexão sobre o desfecho do caso.
4) Sabe-se que a Procuração é um gênero textual que pode ser usado para tratar fins gerais como para abordar questões judiciais. À luz dessa informação, comente qual tipo de procuração o advogado usa para procurar em juízo, apresentando as características. 
Quando a procuração é outorgada a advogado, atribuindo-lhe poderes gerais para o foro, isto é, para representar o outorgante em ações judiciais, ela é chamada de procuração ad judicia.
Art. 105. A procuração geral para o foro, outorgada por instrumento público ou particular assinado pela parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, exceto receber citação, confessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre o qual se funda a ação, receber, dar quitação, firmar compromisso e assinar declaração de hipossuficiência econômica, que devem constar de cláusula específica.
Documentos necessários
Pessoa Física: O outorgante, para se identificar, deve apresentar ou Registro Geral(RG) e Cadastro de Pessoa Física (CPF), ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH), modelo atual, instituído pela Lei n.º 9.503/97; ou carteira de exercício profissional expedida pelos entes criados por Lei Federal, nos termos da Lei n.º 6.206/75; ou passaporte, que, na hipótese de estrangeiro, deve estar com o prazo do visto não expirado; ou Carteira de Trabalho e Previdência Social, modelo atual, informatizado; ou carteira de identificação funcional dos Magistrados, membros do Ministério Público e da Defensoria Pública. Certidão de nascimento e/ou casamento podem ser necessárias também para prova do estado civil. Deve informar, ainda, nacionalidade, profissão, estado civil e domicílio.
Pessoa Jurídica: O outorgante deve informar o número do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), o Número de Inscrição no Registro de Empresas (NIRE) ou no Registro Civil das Pessoas Jurídicas, apresentar a via original ou cópia autenticada dos atos constitutivos e de suas alterações, Registro Geral (RG) e Cadastro de Pessoa Física (CPF) originais do representante que assinará o documento, e, se necessário, a autorização para a prática do ato, bem como a ata da assembleia geral que elegeu a diretoria.
Número da OAB e endereço do escritório também precisam constar.