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HIDRÁULICA APLICADA PERDA DE CARGA LOCALIZADA EXPRESSÃO GERAL NETTO, 1973 PERDA DE CARGA DEVIDO A ALARGAMENTO BRUSCO Em qualquer alargamento brusco de seção, há uma perda de carga local medida pela altura cinética correspondente á perda de velocidade NETTO, 1973 PERDA DE CARGA NA ENTRADA DE UMA CANALIZAÇÃO (SAÍDA DE RESERVATÓRIO) PERDA DE CARGA NA SAÍDA DE UMA CANALIZAÇÃO (ENTRADA EM RESERVATÓRIO) Fig 1 K = 0,9 – 1 Fig 2 k = 1 Fig 1 Fig 2 NETTO, 1973 PERDA DE CARGA NA CURVATURA DE TUBOS Demanda simultânea de energia (pressão e velocidade) pode causar separação entre a corrente e a parede interna O desnível de pressão na curvatura cria uma corrente secundária Transversal a velocidade axial formam um par de fluxos espirais que persistem ao longo de 100 diâmetros PERDA DE CARGA NA CURVATURA DE TUBOS PERDA DE CARGA NA CURVATURA DE TUBOS A perda de carga produzida na curvatura é dependente da razão entre o raio da curvatura (R) e o diâmetro do tubo (D) Para uma curvatura lisa de 90°, os valores de Kb para valores de R/D NETTO, 1973 PERDA DE CARGA EM VÁLVULAS DE GAVETA Totalmente aberta K = 0,1 – 0,4 normalmente = 0,2 Parcialmente aberta s/S relação de áreas efetivas NETTO, 1973 PERDA DE CARGA EM VÁLVULAS DE BORBOLETA O valor de K dependerá do ângulo de abertura NETTO, 1973 PERDA DE CARGA EM CONTRAÇÃO BRUSCAS TUBOS Sendo PERDA DE CARGA EM CONTRAÇÃO GRADUAL DE TUBOS Transição gradual de tubos conhecida como redutor Os valores de variam com o ângulo de transição α e a razão de área A2/A1 PERDA DE CARGA EM CONTRAÇÃO GRADUAL DE TUBOS NETTO, 1973 PERDA DE CARGA DEVIDO AO ALARGAMENTO GRADUAL DA TUBULAÇÃO NETTO, 1973 PERDA DE CARGA EM TÊS E JUNÇÕES NETTO, 1973 EXERCÍCIO 1 Uma canalização de ferro dúctil com 1800 m de comprimento e 300 mm de diâmetro está descarregando em um reservatório, 60 l/s. Calcular a diferença de nível entre a represa e o reservatório, considerando todas as perdas de carga. Verificar quanto as perdas locais representam da perda por atrito ao longo do encanamento (em%) 2 curvas de 90º; 2 curvas de 45º; 2 registros de gaveta 1º Passo calcular a velocidade 2º Passo a perda de carga localizada (K 90º = 0,4; K 45° = 0,2; KR = 0,2) 3º Passo a perda de carga da tubulação usando Hazen-Williams para C =100 EXERCÍCIO 1 1° Passo Velocidade Parcela da velocidade EXERCÍCIO 1 Curva de 90 = Nº de aparelhos x K x parcela velocidade = = Curva de 45 = Nº de aparelhos x K x parcela velocidade = = Registro = Nº de aparelhos x K x parcela velocidade = Saída da tubulação = 1 saída x K x parcela da velocidade = Entrada da tubulação = 1 entrada x k x parcela de velocidade = Total = EXERCÍCIO 1 Vazão Q em m³/s Diâmetro D - m Perda de carga distribuída EXERCÍCIO 1 Perda de carga total = perda distribuída + perda localizada = Em porcentagem = MÉTODO DOS COMPRIMENTOS VIRTUAIS Uma canalização que compreende diversas peças especiais e outras singularidades, sob o ponto de vista de perdas de carga equivale a um encanamento retilíneo de comprimento maior O método consiste em se adicionarem à expressão da canalização, para simples efeito de cálculo, comprimento tais que correspondam à mesma perda de carga que causariam as peças especiais existentes na canalização NETTO, 1973 NETTO, 1973 NETTO, 1973 NBR 5626 - Instalação predial de água fria NBR 5626 - Instalação predial de água fria Para calcular o valor da perda de carga nos tubos, recomenda-se utilizar a equação universal, obtendo-se os valores das rugosidades junto aos fabricantes dos tubos. Na falta dessa informação, podem ser utilizadas as expressões de Fair-Whipple- Hsiao indicadas a seguir. Para tubos rugosos (tubos de aço-carbono, galvanizado ou não): J = 20,2 x 106 x Q 1,88 x d - 4,88 Para tubos lisos (tubos de plástico, cobre ou liga de cobre): (kPa/m) Q litros/s e d em mm J = 8,69 x 106 x Q1,75 x d - 4,75 Registro Os registros de fechamento, geralmente utilizados na condição de passagem plena, apresentam perda de carga pequena que, para efeito deste procedimento, pode ser desconsiderada. Por outro lado, os registros de utilização apresentam elevada perda de carga, que deve ser cuidadosamente computada. A perda de carga em registro de pressão pode ser obtida através da seguinte equação: Registro Registros Registros Normalmente usar 0,3 m por registro de pressão não utilizar nada para registro de gaveta EXERCÍCO 2 Analisar as perdas locais no ramal de 3/4” que abastece o chuveiro de uma instalação predial. Verificar qual a porcentagem dessas perdas em relação à perda por atrito ao longo do ramal NETTO, 1973 Exercício 2 1 Tê com saída lateral = 1 x 1,4 = 1,4 m 5 Joelhos de 90° = 5 x 0,7 = 3,5 m 2 Registros de gaveta abertos = 2 x 0,1 = 0,2 m 1 Tê de passagem direta = 1 x 0,4 = 0,4 m Total = 1,4 + 3,5 + 0,2 + 0,4 = 5,5 m (comprimento virtual) Comprimento real = 0,35+1,65+1,5+0,5+0,2 + 1,1 = 5,3 m Total = 5,5 + 5,3 = 10,8 m J = 8,69 x 106 x Q1,75 x d - 4,75 Q = 14 L/min 14/60 = 0,23 L/s hf = 10,8 x 0,045 = 0,48 m Exercício 2 Total = 1,4 + 3,5 + 0,2 + 0,4 = 5,5 m (comprimento virtual) Comprimento real = 0,35+1,65+1,5+0,5+0,2 + 1,1 = 5,3 m Total = 5,5 + 5,3 = 10,8 m J = 8,69 x 106 x Q1,75 x d - 4,75 Q = 14 L/min 14/60 = 0,23 L/s hf = 10,8 x 0,045 = 0,48 m REFERÊNCIAS NETTO, JM Azevedo; ALVAREZ, Acosta Guillermo. Manual de hidráulica. 1973. HOUGHTALEN, Robert J.; AKAN, A. Osman; HWANG, Ned H. C.. Engenharia Hidráulica. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5626: instalação predial de água fria. ABNT, 1998.