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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO 
CENTRO DE CIÊNCIAS, SOCIAIS, SAÚDE E TECNOLOGIA - CCSST 
CURSO DE MEDICINA 
EIXO INTEGRADOR 2018.2- 1 Período 
 
 
Caso 
 
S.B., um homem de 70 anos de idade, está apresentando problemas para dormir. Lembra então 
que a sua irmã está tomando fenobarbital sob prescrição médica, um barbitúrico para controlar 
suas crises epilépticas, e que os barbitúricos também são algumas vezes prescritos como 
soníferos. Decide tomar apenas “alguns comprimidos” com uma pequena quantidade de álcool 
para ajudá-lo a dormir. Pouco depois, é levado às pressas ao departamento de emergência 
quando a irmã percebe que ele praticamente não apresenta nenhuma reação. Ao ser examinado, 
observa-se uma dificuldade em despertar, que também apresenta disartria, com marcha instável 
e redução da atenção e da memória. A freqüência respiratória é de cerca de 6 respirações 
superficiais por minuto. O paciente é subseqüentemente intubado para protegê-lo de uma 
aspiração do conteúdo gástrico. 
 
1. Termos Desconhecidos 
Disartria 
2. Problemas 
Uso de medicamentos sem preescrição, nteração de fármacos e ingestão de bebidas 
alcoólicas. 
3. Hipóteses 
Overdose em razão dos fármacos interagidos e do álcool. 
4. Questões de Aprendizagem 
 
Questões de Aprendizagem: 
1 - Como os barbitúricos atuam para controlar as crises epilépticas e induzir o sono? 
R- Os barbitúricos agem no receptor de GABA, que aumentam o tempo de abertura do canal 
de cloreto. Tem ação depressora do sistema nervoso central, levando a diminuição do 
metabolismo cerebral, consumo de oxigênio, do fluxo sanguíneo cerebral, causando sonolência, 
sensação de calma e relaxamento. As capacidades de raciocínio e de concentração ficam 
também afetadas. Além disso, com essa baixa do sistema nervoso, se reduz a excitabilidade de 
alguns neurônios, deprimindo também o sistema cardiovascular e respiratório. O uso mais 
comum deste tipo de medicamento é nos quadros de epilepsia, reduzindo a possibilidade de 
uma hiperexcitação, quandro associado às crises epilépticas. 
 
2 - Qual a interação dos barbitúricos com o etanol para produzir profunda depressão do 
sistema nervoso central (SNC) e respiratória. 
 
R- Com a presença de etanol no organismo, o metabolismo de muitas drogas como barbitúricos 
seja exarcebado em seus efeitos. 
Isso porque, essas duas substancias possuem o mesmo receptor, agem a abertura do canal de 
cloro por mais tempo, e causam o mesmo efeito de depressão no Sistema Nervoso Central. Essa 
depressão resultante desta interação é bem maior que a simples soma dos efeitos pois consiste 
 
grave ameaça à vida. Nessas circunstâncias, a morte pode advir por falência cardiovascular, 
depressão respiratória ou grave hipotermia. 
 
3 - A idade mais avançada desse paciente pode ter contribuído para o grau de depressão 
do SNC induzida pelo fenobarbital apresentada? 
R- Sim. O avanço da idade é um fator que possibilita uma queda do metabolismo de forma 
geral, sendo assim aumenta a possibilidade de uma intoxicação. 
 
4 - Quais os possíveis sinais de intoxicação por barbitúricos? 
R- Sono em excesso, braquicardia, embotamento mental e fraqueza. Em casos muito graves,de 
altas doses, pode ocorrer coma e por consequência, a morte. 
 
5 - De que maneira a farmacocinética e o metabolismo dos barbitúricos modulam seus 
efeitos clínicos? 
R- Os barbitúricos são bem absorvidos e apresentam boa distribuição corporal. A penetração 
no Sistema Nervoso Central depende da lipossolubilidade da molécula, o tiopental, um 
barbitúrico de curta duração, indicado para a indução de anestesia geral, regional e controle de 
convulsões,é altamente lipossolúvel penetrando quase que imediatamente no SNC, fazendo 
assim com que seus efeitos clínicos sejam modulados. 
 
6 - Por que alguns agonistas do GABA são eficazes como sedativos enquanto outros são 
utilizados como agentes antiepilépticos? 
R- Porque esses agonistas possuem a capacidade sedativa maior do que outros, então são 
utilizados para insônia e procedimentos médicos que necessitam sedação (cirurgias, endoscopia 
digestiva alta, colonoscopia) e para agitação psicomotora. Todo agonista GABA tem ação 
antiepiléptica, porém alguns deles têm maior potência do que outros e podem ser utilizados 
cronicamente em epilepsia. 
 
Docente: Marcelo Donizetti Chaves 
Discente: Débora Jady Oliveira Lima 
Turma 29 - 4° período

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