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TCC FINAL

Trabalho de conclusão de curso (Educação Física) sobre os benefícios do exercício físico no controle e prevenção de depressão e ansiedade em idosos. Revisão bibliográfica com introdução, metodologia, definição dos transtornos, sedentarismo, influência da prática, modalidades eficazes, adesão em grupo, discussão e referências.

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23
UNIP - Universidade Paulista
Educação a Distância
Curso:EducaçãoFísica
OS BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NO CONTROLE E PREVENÇÃO DA DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM INDIVÍDUOS IDOSOS
Autores: CUNHA, Juliana Bravo Da.
FEDERICI, Oswaldo Dutra.
GOMES, Grazieli Galvani.
SANTOS, Anderson Lopes Dos.
VITÓRIA
2021
CUNHA, Juliana Bravo Da.
FEDERICI, Oswaldo Dutra.
GOMES, Grazieli Galvani.
SANTOS, Anderson Lopes Dos.
OS BENEFÍCIOS DO EXERCÍCIO FÍSICO NO CONTROLE E PREVENÇÃO DA DEPRESSÃO E ANSIEDADE EM INDIVÍDUOS IDOSOS
Produção Técnica Científica Interdisciplinar para obtenção de Graduação Plena em Educação Física, apresentado à comissão julgadora da UNIP EAD sobaorientação do
Profº Demerval Andrade de Souza.
UNIP EAD
VITÓRIA2021
CUNHA, Juliana Bravo Da.
FEDERICI, Oswaldo Dutra.
GOMES, Grazieli Galvani.
SANTOS, Anderson Lopes Dos.
Os benefícios do exercício físico no controle e prevenção da depressão e ansiedade em indivíduos idosos/ Juliana Bravo Da Cunha – Oswaldo Dutra Federici – Grazieli Galvani Gomes – Anderson Lopes Dos Santos – 2021 
(quatidade de folhas) 
Trabalho de Conclução de curso (Graduação) apresentado ao Instituto de Ciência da Saúde da Universidade Paulista. Vitória, 2021.
Área de Concentração: Ciências da saúde.
Orientador: Profº Demerval Andrade de Souza.
DEDICATÓRIA
Dedicamos este trabalho a Deus. 
Sem ele nada seria possível.
A Deus, pelas nossas vida, e por nos permitir ultrapassar todos os obstáculos encontrados ao longo da realização deste trabalho.
SUMÁRIO
Introdução.	9
Metodologia	10
CapítuloI:DEPRESSÃO / ANSIEDADE
-Definição.	11
-Sedentarismo – Idosos ativos tem menos incidência de apresentar graus de depressão	12
CapítuloII:INFLUÊNCIA DO EXERCÍCIO FÍSICO COMO ALIADO NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE DEPRESSÃO E ANSIEDADE
2.1- Relação da prática regular de atividades físicas na prevenção de doenças	13,14
Capítulo III: MODALIDADES DE EXERCÍCIOS CONSIDERADAS MAIS EFICAZES NO CONTROLE DE TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS
-Relação de tempo gasto com atividade física e eficácia como tratamento	15
-Principais motivos de adesão dos idosos á práticas realizadas em grupo	16,17
Discurssão	18
Considerações finais	19
Referências bibliográficas	21,22,23
RESUMO
Com o aumento expressivo da população idosa e do índice de morbidades, os custos na saúde pública elevam consideravelmente, o que torna um desafio importante no setor de saúde do idoso, o acompanhamento estratégico para atuação e controle. A depressão está entre um dos diversos fatores que afetam a população e merece uma atenção especial, pois ocorre com maior frequência na população idosa e podem levar a consequências negativas na qualidade de vida do mesmo. Frequentemente junto com a depressão, idosos tendem a apresentar altos níveis de ansiedade, que podem se manifestar com agitações, movimentos precipitados, hiperatividade e impulsividade. Serão revisados artigos, livros, trabalhos acadêmicos de diversas fontes idôneas, com o intuito de tornar mais esclarecido que o estilo de vida ativo e a prática regular de exercícios físicos são efetivos na proteção e prevenção de diversas doenças neurológicas além de reduzir o declínio funcional decorrente do envelhecimento. Vamos ver também, que estudos mostram que a depressão é um distúrbio mental, que pode incluir fatores genéticos e ambientais, variando de pessoa para pessoa. Em alguns casos, o paciente pode acabar tendo problemas mais sérios, mas isso depende de paciente para paciente, pois cada um tem a sua individualidade. Ansiedade e depressão, tendo suas causas e sintomas diferentes, também tem tratamentos diferentes e são por sua vez as doenças que mais atingem a terceira idade. Mas como esses idosos passam a ter essas doenças, qual a melhor forma de tratamento ou prevenção? É isso que vamos mostrar. Claro que cada caso é um caso e para isso é importante saber das limitações de cada paciente para tratar de forma diferente e única. Veremos também que alguns pacientes sofrem muito por muitas das vezes não conseguirem realizar um papel simples dentro de casa, ou por não conseguirem mais conviver em grupos, com a prática de atividade física, isso pode mudar.Citaremos pesquisas anteriores com dados relevantes, que sugerem e comprovam que a prática frequente de qualquer modalidade de exercício físico tem ação significativa na prevenção e tratamento da depressão e ansiedade em idosos devido proporcionar melhora na qualidade do sono, humor, relaxamento, promovem convívio social, autoestima, reduz a progressão da perda de mobilidade e cognição, que geram maior independência e consequentemente mais qualidade de vida e longevidade. Mostraremos que a pratica de atividade física tem um grande efeito positivo na vida de quem a pratica regularmente, tornando o paciente menos propicio a desenvolver uma dessas doenças ou ao menos reduzir os níveis de impacto delas em suas vidas. Mas é claro que para isso, o paciente deve manter uma rotina de exercícios regular para que a atividade física, junto com o tratamento médico, que sempre devem caminhar lado a lado para que o tratamento seja efetivo. O principal objetivo é evidenciar os benefícios da atividade física regular, principalmente no quesito prevenção, a fim de estimular sua prática rotineira, desde que prescrito de forma responsável e individual por profissionais capacitados. Teremos que ter em mente, que para uma melhora na qualidade de vida e no tratamento da depressão e ansiedade do idoso, será necessário junto com o acompanhamento médico, um programa orientado por profissionais da área de Educação Física, para buscar um método em que envolva o idoso, para promover melhoras em sua capacidade física e mental junto com a atividade física , dando ao idoso uma melhora em seu bem-estar, promovendo a redução de estresse, reduzindo níveis de ansiedade , graus de depressão , aumentando sua participação social e melhorando sua aptidão física.
Palavras chave: idoso, depressão, ansiedade, exercício físico.
ABSTRACT
With the significant increase in the elderly population and the morbidity rate, public health costs increase considerably, which makes strategic monitoring for action and control a major challenge in the elderly health sector. Depression is one of several factors that affect the population and deserves special attention, as it occurs more frequently in the elderly population and can lead to negative consequences on the quality of life of the elderly.
Often along with depression, the elderly tend to have high levels of anxiety, which can manifest with agitation, hasty movements, hyperactivity and impulsivity. Articles, books, academic papers from several reputable sources will be reviewed in order to clarify that the active lifestyle and the regular practice of physical exercises are effective in the protection and prevention of several neurological diseases in addition to reducing the functional decline resulting from aging. We will cite previous research with relevant data, which suggest and prove that the frequent practice of any modality of physical exercise has a significant action in the prevention and treatment of depression and anxiety in the elderly, as it improves sleep quality, mood, relaxation, promotes social interaction, self-esteem, reduces the progression of loss of mobility and cognition, which generate greater independence and consequently more quality of life and longevity. The main objective is to highlight the benefits of regular physical activity, especially in terms of prevention, in order to stimulate your routine practice, as long as it is prescribed in a responsible and individual manner by trained professionals.
Keywords: elderly, depression, anxiety, physical exercise
Introdução:
Os benefícios do exercício físico no controle e prevenção da depressão e ansiedade em indivíduos idosos serão abordados nesta revisão bibliográfica. Este tema foi proposto com o objetivo de enfatizar os benefícios que o exercício físicoproporciona inicialmente para praticantes idosos que buscam a prevenção ou que estejam em tratamento contra a depressão e ansiedade. O intuito é esclarecer que a prática regular de exercícios físicos pode retardar e até mesmo, atenuar o processo de declínio das funções orgânicas que são observadas com o envelhecimento, pois promove melhoras na capacidade respiratória, na reserva cardíaca, no tempo de reação, força muscular, na memória recente, cognição e nas habilidades sociais.
 Vale salientar que os exercícios físicos, prioritariamente, devem ser executados de forma preventiva, ou seja, antes da doença apresentar suas manifestações clínicas, Shivakumar (2013) afirma que o exercício físico está relacionado à redução dos sintomas de ansiedade e depressão. 
O estudo de Martinsen (2012) mostrou que a adesão a um programa de exercícios regulares pode melhorar significativamente as habilidades cognitivas dos idosos, aumentar sua autoestima, humor e bem-estar, além de promover a redução das respostas fisiológicas ao estresse e o impacto positivo no corpo imagem, reduzindo assim a ansiedade e o grau de depressão. 
 Além disso, o exercício físico pode levar o idoso a ter mais participação social, esse fator contribui muito na melhora da sua qualidade de vida. Durante a prática do exercício, endorfinas e dopamina são liberadas pelo corpo e desempenham um papel efetivo, pois normalmente proporcionam um efeito relaxante pós-exercício, que, de modo geral, permite manter um estado de equilíbrio mais estável diante de ameaças externas. O exercício físico nada mais é do que uma atividade sistematizada, que deve ser planejada, organizada e repetitiva e tem como objetivo final a manutenção e/ou melhora da saúde e da aptidão física.
A relevância desse estudo é identificar os benefícios do exercício físico e fomentar sua prática preventiva, especialmente para idosos com depressão e ansiedade que visam progressão de melhora dos sintomas, com ou sem o uso farmacológico, considerando obviamente orientação do seu médico especialista. 
A metodologia utilizada para essa revisão bibliográfica foi a análise de estudos de artigos científicos publicados nos sites de busca como Google acadêmico e Scielo, e, selecionados para a elaboração do trabalho. Foram utilizadas as palavras chaves: idoso, depressão, ansiedade, exercício físico.
De acordo com o exposto, podemos observar que as alterações psicológicas estão extrinsecamente ligadas à qualidade de vida e assumem um papel de grande importância para uma longevidade saudável da terceira idade, sendo necessária uma atenção especial a este assunto.
Metodologia
Este trabalho apresenta uma pesquisa exploratória, baseada em estudos anteriores sobre os benefícios do exercício físico no controle e prevenção da depressão e ansiedade em indivíduos idosos. O tema foi proposto com a intenção de conscientizar e incentivar a introdução da prática regular de qualquer modalidade de exercício, orientado de forma responsável e individualizado por um profissional qualificado, que poderão ser realizados de forma individual ou coletivos, que proporcionem bem-estar, além de benefícios na saúde física e mental, influenciando de forma direta na prevenção e controle da depressão e ansiedade em indivíduos idosos, aumentando, consequentemente, a qualidade de vida e longevidade.
Inicialmente,usandoaspalavras-chaves:exercício físico, idosos, depressão, ansiedade, foram selecionados 16 análises de estudos de artigos científicos, sendo 03 do período de 2003 a 2006 e 13 do período de 2010 a 2018, publicados nos sites de busca como google acadêmico e Scielo, além de dados do IBGE e OMS referente a Projeção da população e “índice de envelhecimento” divulgados no CENSO 21 em matéria publicada pela Revista Retratos em 2019. Dos materiais de pesquisa selecionados, relacionados ao assunto, foi extraído o conteúdo em forma de resumos. Algumas citações de trabalhos e estudos anteriores foram mencionadas para corroborar nas hipóteses levantadas. Por se tratar de uma pesquisa exclusivamente bibliográfica, o desenvolvimento do conteúdo de cada assunto abordado, foi baseado em estudos anteriores.
Justificativa
Levando em consideração que a ansiedade e a depressão nos idosos são temas que precisam ser mais estudados pela comunidade cientifica, esse trabalho justifica-se devido ao alto número de idosos que vem crescendo a cada ano e uma grande parte tem transtornos psiquiátricos, de acordo com o IBGE, pessoas com idades entre 60 e 64 anos representam os idosos com maior proporção (11,1%), entre os 11,2 milhões de brasileiros diagnosticados com a doença e este índice vem aumentando com o passar dos anos.
Os problemas relacionados com o alto índice de idosos com ansiedade e depressão vão desde ao convívio ambiental, social, irritabilidade, falta de sono, limitações motoras, perda de energia para a realização de atividades do dia a dia. Ansiedade está correlacionada às limitações apresentadas na velhice, já a depressão é uma das doenças mentais que mais atinge os idosos, e pode se manifestar de acordo com as vivências desses idosos.
Dessa forma, é possível notar que este estudo baseado nas buscas que fizemos em sites científicos sobre idosos o quanto o exercício físico pode ser benéfico no tratamento e prevenção da ansiedade e depressão podendo minimizar também os efeitos do envelhecimento na capacidade funcional, permitir o controle mais eficiente das doenças crônicas instaladas evitando possíveis agravos que potencializem o risco de morte, promover qualidade de vida no convívio social e familiar sendo assim ter uma mente saudável dando também mais longevidade.
REVISÃO DA LITERATURA
 CAPÍTULO I
 Depressão/ Ansiedade:
1.0 Definição
De acordo com a OPAS/OMS (2020), a depressão é um distúrbio mental, que inclui fatores genéticos, ambientais e psicológicos de cada pessoa. Alguns dos sintomas que são mais aparentes e de fácil percepção, estão ligados a tristeza, crises de choro, baixa autoestima, sentimento de culpa, isolamento social, angustia, insônia, falta ou excesso de apetite. Há casos mais graves em que o idoso acaba tendo limitações cognitivas, má nutrição, consequentemente perda de peso. Depressão tem tratamento? A resposta é sim. Porém depende de paciente para paciente, cada um tendo sua individualidade.
Uma das causas mais comuns para desencadear depressão, estão geralmente ligadas a situações estressantes que ocorrem na vida da pessoa, como perda de familiares, financeiro, problemas matrimoniais, ou também pelo uso de alguns remédios ou doenças graves. 
Segundo KENDALL; JABLENSKY (2003), citado porRODRIGUES (2017, p. 09),“A causa e a resposta ao tratamento também se encontram mais relacionadas ao indivíduo do que à condição clínica em si”. Porém muitas das vezes os tratamentos tem baixo efeito sobre os idosos, ainda mais quando já se encontram em um nível mais grave da doença. Ai que entramos com a atividade física, para poder auxiliar no tratamento de uma forma alternativa. 
Já a Ansiedade, que caminha de mãos dadas com a depressão, tem causas, sintomas e tratamentos diferentes. De acordo com a Wikipédia(2021), a ansiedade pode ser desencadeada por acontecimentos externos e conflitos internos, ou seja, tanto de natureza biológica e psicológica, não havendo um único meio de desenvolver a doença. 
 Alguns dos sintomas da Ansiedade são: Medo extremo ou exagerado, preocupações em exagero, sensações de que algum coisa ruim pode acontecer a qualquer momento, fobias, psicose. A ansiedade é uma reação natural do ser humano, ajudando a se adaptar e a reagir de acordo com cada situação, porém pode se tornar perigosa quando atinge um caráter sistemático e generalizado, interferindo na vida saudável do paciente.
1.1 Sedentarismo: Idosos ativos tem menos incidência de apresentar graus de depressão:
A Depressão e a Ansiedades são as doenças que mais atingem os idosos. O que temos que saber é de que forma essas doenças vão afetar a vida do idoso. Existem aqueles idososque já tem um quadro de depressão e aqueles que nunca tiveram e passam a ter, devido a fatores de doenças ou até mesmo na perda de convívio social. O maior fator para que essa doença ocorra está ligada ao modo de como e onde o idoso vive. Por exemplo: o idoso que vivecom a família, ou que esteja inserido em um grupo de amigos, tem menos chances de desenvolver um caso mais grave da doença do que por exemplo, aquele idoso que vive em solidão ou em casa de repouso, que muitas das vezes, não oferecem a devida atenção que eles precisam. Pesquisas indicam que a depressão tem menor incidência em idoso que praticam regularmente uma atividade física. 
Conforme foi apontado sobre o estudo de Mcauley (2000): em estudo realizado com 174 idosos de um programa de caminhadas ou resistência muscular, evidenciou que um ano ou mais de prática de exercícios físicos colabora para melhorias da autoestima, atribuído às melhorias da aptidão física, diminuição da gordura corporal e aumento da autoeficácia.(apud MEURER, 2012).
RelataMonteiro et al. (2015) sobre saúde e qualidade de vida:
Quando o corpo é exercitado, fortalecido, você se sente mais disposto, dinâmico, feliz e leve, vê o mundo de forma mais positiva e percebe a melhoria na qualidade de vida. Uma vez que passa a ter esta percepção, a sua qualidade de vida relacionada à saúde vem a ser outra.(MONTEIRO, 2015)
Como sabemos, a prática de atividade física em qualquer idade tem um grande efeito sobre a vida de quem há pratica, tornando o mais saudável, mais ativo e prevenindo doenças. Atividades que são feitas em grupo, conseguem também formar vínculos e promover a interação social com outras pessoas. 
Daneres (2013) resume que pessoas acima de 60 anos apresentam melhora funcional nas atividades cotidianas por praticar regularmente atividade física de 2 a 3 vezes por semana, resultando na diminuição do sentimento de ansiedade e depressão.
Do ponto de vista mental, praticar atividades física em grupo, melhora o relacionamento dos idosos que tem um ganho de autoestima, melhora suas relações psicossociais e seu equilíbrio emocional.
Segundo BabyAket (2000),o exercício físico é uma terapia e está associado ao benefício terapêutico significativo, especialmente se a atividade física for mantida regularmente ao longo dos anos, além de contribuir para baixa incidência de sintomas depressivos.
Foi constatado que a prática de atividade física é consideravelmente um fator importante para diminuir os níveis de ansiedade e depressão nos idosos.
A redução dos sintomas está ligada ao aumento da liberação de hormônios, como por exemplo a endorfina,serotonina e a dopamina, que geram um efeito tranquilizante no corpo do paciente.
“Os principais benefícios encontrados no exercício físico são: a diminuição da insônia e da tensão, bem-estar emocional, imagem corporal positiva, aumento da positividade e autocontrole psicológico, melhora do humor e interação social positiva” (CRAFT & PERNA, 2004 apud 24 COSTA et al, 2015).
 Então podemos dizer que para uma melhora considerável nos sintomas da depressão, o idoso deve principalmente optar por atividade aeróbicas, pelo menos 2 ou 3 vezes na semana, com durabilidade mínima de 4 a 20 semanas, para que seja notada uma diferença entre os níveis de comportamento do paciente. 
Werneck (2010), sugere que para que o exercício físico seja eficaz, deve ser realizado entre 20 a 40 minutos, não sendo modo competitivo e em intensidade moderada, dando prioridade aos exercícios do tipo aeróbico. 
Podemos observar então, que a prática de atividade física regular, tem sim seu papel positivo na vida e no tratamento de pessoas com depressão, melhorando seu humor e reduzindo os níveis de depressão. 
Maciel (2010) indica a realização de exercícios físicos também para o equilíbrio do corpo, no intuito de reduzir o risco de lesões causadas por quedas e acidentes domésticos. 
Lembrando também que a prática de atividade física, não substitui o tratamento padrão, especialmente para aquelas pessoas com níveis mais graves da doença. Porém a prática de atividade física se destaca por não ter nenhuma ou quase zero efeitos colaterais no tratamento e na vida do paciente. 
CAPÍTULO II: 
Influência do exercício físico como aliado na prevenção e tratamento de depressão e ansiedade.
2.0 Relação da prática regular de atividades físicas na prevenção de doenças
A prática dos exercícios físicos promove tanto bem-estar físico quanto mental às pessoas da terceira idade. É se exercitando que eles previnem o aparecimento das doenças e tratam enfermidades já existentes. 
Claro que, com todas as alterações físicas devido à idade, os idosos sofrem bastante, principalmente quando se trata do seu nível de autonomia e da independência, o que pode implicar em dificuldades na realização de determinadas atividades. Mas isso não pode ser um motivo para desânimo! Muitas atividades podem ser adaptadas para o nível de dificuldade que o idoso encontra.
Além disso, eles sentem a necessidade de um convívio com mais pessoas, e a prática do exercício físico é um dos remédios mais eficazes para ajudar na depressão e gerar uma melhor qualidade de vida.
Estudos feitos por Martinsen (2012) mostrou que a adesão a um programa de exercícios regulares pode melhorar significativamente as habilidades cognitivas dos idosos, aumentar sua autoestima, humor e bem-estar, além de promover a redução das respostas fisiológicas ao estresse e o impacto positivo no corpo imagem, reduzindo assim a ansiedade e o grau de depressão. 
Já nas últimas décadas, vários estudos analisaram o potencial da atividade física regular na prevenção da depressão no idoso, examinando os efeitos benéficos de simples atividades de lazer informais, como caminhadas, natação ou ciclismo.(STRAWBRIDGE, 2002; FUKUKAWA 2004). 
A prática de exercício físico na terceira idade é de extrema importância para reduzir os danos causados pelo tempo, como enfraquecimento dos músculos, perda de equilíbrio, maior cansaço e perda do tônus muscular. Muitas vezes, ter o hábito de praticar atividades é o mais difícil, mas com esforço e dedicação, é possível aderir esse costume tão benéfico para a saúde.
Além dos benefícios físicos, psicológicos e emocionais, o exercício físico tem uma contribuição importante em manter o cérebro dos idosos alerta e ativo. A atividade física assegura o funcionamento pleno das funções cognitivas o que, por sua vez, pode prevenir a perda de memória, a demência e até desacelerar a progressão do Alzheimer.
Nos estudos de Ferreira (2014) apontam que o exercício físico é o fator primordial na prevenção da depressão em idosos, sendo que atividades aeróbicas com maior duração em seus programas houve redução benéfica na depressão do idoso. 
 Em outro estudo feito por Teixeira (2016) verificou a importância da atividade física sendo um ótimo aliado na diminuição dos sintomas da depressão e ajudando na autoestima dos idosos que o praticam regularmente. 
O exercício físico é de extrema importância na promoção de saúde em qualquer idade, em especial no idoso, levando a várias adaptações fisiológicas e psicológicas. Cinco fatores são recomendados para o idoso manter uma saúde estável: vida independente, casa, ocupação, afeição e comunicação. Se algum desses fatores estiver deficiente a qualidade de vida do idoso estará comprometida. 
Com um estilo de vida ativo, propiciado pelo exercício físico diminui o risco de diversas doenças, e contribuem para melhoria ou manutenção das atividades de vida diária do idoso.
 CAPÍTULO III:
 
MODALIDADES DE EXERCÍCIOS CONSIDERADAS MAIS EFICAZES NO CONTROLE DE TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS
Conforme estudo realizado por FERREIRA(2014), no âmbito do exercício físico existem várias modalidades com características e fundamentos distintos que podem interferir de forma diferente nas respostas fisiológicas e fatores sociais influenciando no estado mental dos indivíduos. Após análise constituída por 116 idosos de ambos os sexos e constando idade acima de 60 anos, distribuídos emgrupos que praticaram musculação, hidroginástica, ginástica, pilates e sedentários, no mínimo duas vezes por semana por mais de três meses, concluiu-se que independente da modalidade praticada, há redução dos níveis de depressão, porém, a ginástica destacou-se por apresentar menores escores de depressão comparado aos demais, sugerindo que atividades com características aeróbias de longa duração(acima de 30min) propiciam liberação de endorfinas que agem sobre o sistema nervoso, diminuindo impactos estressores do ambiente, além de gerar um senso de pertencimento a um grupo, que permite a geração de vínculos de amizade, no qual são fundamentais para motivar a participação e permanência do indivíduo à prática rotineira.
3.0 Relação de tempo gasto com atividade física e eficácia como tratamento
	Antes de iniciar qualquer programa de treinamento para idoso, deve-se consultar um médico e ter a sua aprovação, uma ficha de anamnese e um levantamento dos fatores de riscos, como também a realização de testes funcionais de exercícios, são de extrema importância.
O American Collegeof Sports Medice ACSM (2003) diz que o exercícioaeróbio para idoso a intensidade deve ser moderada, com frequência semanal mínima de três dias com duração mínimatambém de 20 minutos variando a intensidade entre 55 a 85% da frequênciacardíacamáxima (FcMax) dependendo do condicionamento do idoso. Nos estudos de Ferreira et al. (2014) o exercício físico é o fator primordial na prevenção da depressão em idosos, sendo que atividades aeróbicas com maior duração em seus programas houve redução benéfica na depressão do idoso. Conforme resultados de uma análise comparativa randomizada, no qual foi apontado que após 6 meses, a análise feita com um mesmo grupo, porém, sem randomização obteve resultado positivo pois quanto mais tempo é gasto com exercícios menores foram os níveis de depressão.
“Kohutet al.28 relacionaram a diminuição da depressão, após 10 meses de exercício físico, com alterações no sistema imunológico. Uma possível explicação para esses resultados seria a liberação de hormônios como epinefrina,norepinefrina,somatotrofina, â endorfina e cortisol, que atingem receptores específicos situados nos linfócitos e macrófagos, promovendo um aumento na concentraçãodessas células.”(KONUT, 2005 apud MORAES, 2007).
Em análise de estudos também foi avaliado o nível de intensidade recomendável para prescrição de exercícios considerando idosos com transtorno de ansiedade, trazendo as seguintes considerações sobre os estudos deHall(2002) e Araújo(2007):
 “Hall et al.52 e Araújo et al.53 não recomendam a prática de exercício de elevada intensidade, pois está se associa à vivência de estados afetivos negativos, bem como à produção em excesso de ácido lático, que poderá possibilitar a ocorrência de ataques de pânico em indivíduos com transtorno da ansiedade.”; (apud Minghelli, 2013).
Neste contexto, tem sido evidenciado que a atividade e o exercício físico podemauxiliar de forma positiva e preventiva sobre os efeitos da depressão e ansiedade.
	3.1-Principais motivos de adesão dos idosos á práticas realizadas em grupo
	Em um estudo realizado por Gáspari e Schwartz (2005), evidenciou-se que os idosos consideram importante participar de programa em grupo de ação educativapara terceira idade, já que este pode ser um novo jeito de aprender a viver, de ser valorizado, incentivado, animado, conhecer novas pessoas, sentir-se bem, além da diversão e distração que o lazer proporciona. Em relação aos motivos que os levaram a buscar a vivência de lazer, encontra-se combater a depressão, o isolamento e a tristeza, ter um tempo para si próprio, conhecer lugares e pessoas novas, trocar experiências de vida, conviver com a natureza e divertir-se.
Quanto aos sentimentos vivenciados, os idosos destacaram a total ausência de medo, de depressão, de tédio e de fracasso, sensação de que seus problemas haviam diminuído, respeito pelo próximo e sentimentos de alegria. 
O estudo realizado por Loureiro (2007) mostrou que a principal razão de adesão desta população nos programas de atividades físicas é a busca de melhor qualidade de vida, mostrando que os fatores que motivam os idosos são relacionados à saúde física e psíquica e que a estética não é prioridade.
Os principaismotivos para permanência são manutenção da saúde, gostar da prática, bem-estar, amizades, importância da prática, necessidade, melhoria física, socialização, ambiente e exercícios adequados, diminuição nosmedicamentos, higiene mental, orientação médica, professores atenciosos, maior disposição. Segundo concluem Okumaet al. (1998) e Souza e Vendruscolo et al. (2009):“a possibilidade de sair de casa, ocupar o tempo livre, conhecer pessoas e lugares, tende a adicionar novas dimensões e significados nas vidas dos idosos, o que por sua vez lhes abre novas perspectivas de vida.” (apud Eiras, 2009, p.82) 
Eiras (2009) também acrescenta em sua pesquisa de cunho qualitativo, que a atuação do professor (Profissional de Educação Física) no quesito atenção e carinho ofertados durante a aula tiveram influência na permanência dos idosos no grupo.
Freitas et al. (2007), Okuma (1998) e Souza e Vendruscolo (2009) também destacam o papel fundamental do professor na manutenção da prática da atividade física por parte de idosos. Conforme apontam Souza e Vendruscolo (2009), citado por Eiras (2009, p.81),“à medida que as pessoas ficam mais velhas, elas tendem a perder familiares e amigos, e não raramente enfrentam o desinteresse de pessoas amigas e familiares por suas questões. Dessa forma, elas tendem a se apegar a pessoas que lhes ofertam atenção e carinho.”.
Discurssão
Quando falamos nos efeitos do exercício físico para idosos com ansiedade e depressão, logo vimos que é um campo muito amplo na literatura científica que precisa ser ainda mais explorado apesar de já existir bastantes evidências. Para que nossos idosos tenham a cada dia mais qualidade de vida e longevidade dados mostram que a cada ano cresce o número de idosos no Brasil.
Esse trabalho buscou mostrar que o exercício físico pode ser usado como tratamento e prevenção da depressão e ansiedade em idosos, sendo assim os estudos citados aqui mostram que o exercício físico bem estruturado pode minimizar os efeitos deletérios da velhice e a melhora cognitiva.
Como no estudo de Martinsen (2012) mostrou que a adesão a um programa de exercício regular pode melhorar significativamente as habilidades cognitivas do idoso, aumentar sua autoestima, humor e bem estar, reduzindo assim a ansiedade e o grau de depressão.
Thomas e Nelson (2007) sugeriram que 2 a 3 vezes por semana apresenta uma melhora funcional e como resultado disso os idosos sentem-se menos ansiosos e menos depressivos, o que é comum na terceira idade.
Mostramos também nesse trabalho algumas modalidades de exercício consideradas eficazes no controle da ansiedade e depressão, contudo no estudo realizado por FERREIRA(2014), percebeu que todas as modalidades praticadas no mínimo 2 vezes por semana houve uma redução dos níveis de depressão, porém a ginastica destacou-se por apresentar menores escores de depressão comparado aos demais, sugerindo que atividades com características aeróbias com duração acima de 30 minutos propiciam liberação de endorfinas que agem sobre o sistema nervoso, diminuindo impactos estressores do ambiente, gerando um senso de pertencimento ao um grupo no qual são fundamentais para motivar a participação e permanência do idoso a pratica rotineira.
Além dos autores citados no trabalho concordando que a pratica do exercício físico é eficaz no tratamento e prevenção da ansiedade e depressão, o American College Of Sports Medice nos respauda mais ainda com suas diretrizes de como o profissional de educação física pode atender os idosos de forma segura sem que aja estresse além do que o indivíduo esteja preparado.
Considerações Finais
Com a construção desta pesquisa é sabido que a dor e o sofrimento ocasionados pela ansiedade e depressão tem trazidoum impacto negativo na qualidade de vida dos idosos, além dos altos custos motivados pelos cuidados com a saúde mental da população, é de grande relevância a orientação com relação à importância da realização de exercício físico como uma intervenção acessível, viável, barata e eficaz. O mesmo tem sido indicado como um grande motivador e aliado na terapêutica convencional com antidepressivos, colaborando para melhoras no perfil do estado de humor, a breve e longo prazo. O problema seria, parcialmente, a falta de informação que população não obtém.
E apesar de estudos com relação a este tema já estarem bem avançados, poucas são as pessoas que sabem dessa associação útil do exercício físico com a ansiedade e depressão. O que ainda falta é conhecimento e equipes de trabalho multidisciplinar, que incorporem os serviços clínicos psicológicos com serviços complementares, assim como a atuação dos profissionais de educação física. A ansiedade e depressão precisam ser compreendidas e tratadas em toda sua complexidade, tendo em vista o imensurável transtorno que essas doenças causam na vida de seus portadores e familiares. Se as pessoas tivessem mais informação a respeito, talvez se propusessem a fazer exercícios físicos. Portanto os profissionais de educação física tem um papel fundamental que é ajudar a pessoa portadora da ansiedade e depressão a encontrar um estilo de exercício, lembrando que estudos já apontam que atividade física como a ginastica realizadas em grupo são as mais indicada e são mais eficazes para idosos com ansiedade e depressão, no entanto o essencial é praticar aquela que mais o agrada, que lhe proporcione prazer, pois a atividade física, quando regular e bem planejada, contribui para a minimização do sofrimento psíquico da pessoa deprimida, além de oferecer oportunidade de envolvimento social, elevação da autoestima e implementação das funções cognitivas.
Então esses profissionais devem orientar, informar, motivar e acompanhar constantemente para que este paciente adquira um hábito de vida ativa. Deve-se sempre ressaltar que no planejamento de um programa de treinamento, precisa ser resguardada a necessidade individual de cada pessoa, jamais esquecendo que o maior intuito é que o exercício físico seja aliado à rotina do indivíduo regularmente, durante toda a vida, e assim o mesmo possa desfrutar das reais melhorias na qualidade de vida.
Materiais de Leitura
O exercício físico no tratamento da depressão em idosos: revisão sistemática – MORAIS(2006)
Avaliação dos níveis de depressão em idosos praticantes de diferentes exercícios físicos – Ferreira(2014)
EFEITOS AGUDOS DO TREINAMENTO DE CONDICIONAMENTO EXTREMO NOS ESTADOS DE HUMOR – NETO(2018)
Escores de depressão, ansiedade e qualidade de vida em idosos após um programa de exercícios aeróbios – ANTUNES(2005)
Comparação dos níveis de ansiedade e depressão entre idosos ativos e sedentários - Minghelli(2013)
Impacto da estimulação cognitiva sobre depressão, ansiedade, cognição e capacidade funcional em adultos e idosos de uma universidade aberta da terceira idade – CASEMIRO(2016)
ATUAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA REGULAR NA ANSIEDADE E DEPRESSÃO EM IDOSOS – CALDERON(2015)
Efeitos do exercício físico e da atividade física na depressão e ansiedade em indivíduos idosos – Cheik(2003)
BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE PARA A QUALIDADE DE VIDA – CAMBOIM(2017)
Depressão em idosos: uma revisão sistemática da literatura – LIMA(2017)
GINÁSTICA GERAL PODE MELHORAR A MARCHA E A CAPACIDADE CARDIOVASCULAR DE IDOSOS – SILVA(2016)
Resistência aeróbia e força de membros inferiores de idosos praticantes e não-praticantes de ginástica recreativa em um centro de convivência – SILVA(2011)
Avaliação dos benefícios da ginástica localizada sobre a postura e a flexibilidade de mulheres na terceira idade – LIMA(2010)
Atividade física, autoestima e depressão em idosos – Teixeira (2016)
Efeitos do exercício e da atividade física na ansiedade - ANDERSON; SHIVAKUMAR(2013)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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