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25/10/2021 16:36 UNINTER
https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 1/15
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMÁTICA DE EXPORTAÇÃO E
DRAWBACK
AULA 5
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Ana Flávia Pigozzo
25/10/2021 16:36 UNINTER
https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 2/15
CONVERSA INICIAL
Olá, seja bem-vindo! Nesta aula, estudaremos os mecanismos para melhorar a competitividade
do produto exportado do Brasil frente aos concorrentes internacionais. Vamos conhecer as ações que
são realizadas para incentivar uma maior participação das empresas brasileiras no mercado da
exportação, o qual tem muito a crescer. Também estudaremos um benefício chamado Drawback, pelo
qual as empresas que exportam e empresas que fornecem produtos para empresas exportadoras
conseguem a redução e até zerar tributos na importação. Vamos saber como isso é possível e de que
forma é realizado esse benefício. Bons estudos!
CONTEXTUALIZANDO
O mercado global é extremamente competitivo. Por sua vez, para competir nesse mercado é
necessário que o produto a ser exportado tenha qualidade, demanda e bom preço. Muitas vezes,
para produzir um produto destinado à exportação a empresa precisa de insumos, matérias-primas ou
componentes importado. Considerando que o Brasil possui uma série de impostos e taxas para
produtos importados, seria preciso uma forma de incentivar as empresas exportadoras. E para isso
existe um benefício conhecido como Drawback, que tem como objetivo criar condições para o
empresário produzir e ainda ser competitivo no mercado internacional. É o que veremos a seguir.
TEMA 1 – O QUE HÁ DE MECANISMOS PARA MELHORAR A
COMPETITIVIDADE DO PRODUTO A SER EXPORTADO?
Quando um país participa do mercado internacional, é preciso estar atendo a alguns fatores que
vão interferir diretamente nessa participação. Dentre eles podemos citar fatores internos, como
volume de produção, e externos à empresa, como infraestrutura. Também é preciso analisar de que
forma os empresários vão competir lá fora, vez que cada destino para exportação tem suas políticas
econômicas, fiscais e tarifárias próprias, o que vai certamente de encontro com a competitividade da
empresa exportadora.
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Para tentar minimizar os impactos dessas diferenças, o governo busca maneiras de incentivar a
exportação, pois assim a balança comercial tende a ficar mais favorável para a economia do país.
Dessa forma, criam-se mecanismos que ajudam as empresas que decidem exportar. O governo
brasileiro oferece uma série de programas e incentivos os quais, serão descritos abaixo alguns deles:
Sisprom – Redução da alíquota do IR: esse incentivo existe e pode ser usado por empresas para
reduzir a alíquota do Imposto de Renda (IR) sobre pagamento de despesas com promoção no
exterior. Com ele, empresas que objetivam participar de feiras internacionais para identificação
do mercado, divulgação de produtos ou marca, divulgar aos potenciais compradores entre
outras ações, têm a alíquota de IR dos valores enviados ao exterior, reduzidas a zero. Esses
valores podem ser usados para aluguel de espaço e serviços, por exemplo.
Admissão temporária: essa modalidade auxilia a empresa exportadora que não possui
condições para a aquisição de determinado equipamento, seja para manufatura de peças,
modernização, inovação de tecnologia ou procedimentos. Nesses casos, a empresa pagará
proporcionalmente os tributos de importação referentes ao prazo constante no contrato
internacional firmado com o exportador.
Exportação temporária: para estimular a participação no mercado internacional, essa
modalidade incentiva o exportador brasileiro suspendendo o pagamento do imposto de
exportação para, por exemplo, participação em feiras, ou ainda produtos para testes. Vale
lembrar que é preciso retornar ao Brasil dentro do prazo estipulado e em condições iguais as
que foram enviados ou alterar para exportação definitiva.
Regime Especial de Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras (Recap):
suspende a exigência para o PIS e a Cofins nas transações de importação de ativo imobilizado
para pessoa jurídica preponderantemente exportadora previamente habilitada pela RFB.
Programa Especial de Exportação da Amazônia Ocidental (Pexpam): suspensão do imposto de
importação, isenção do IPI, imposto de exportação (IE), ICMS, independentemente de sua linha
regular de produção, não sendo aplicável a legislação relativa ao cumprimento do Processo
Produtivo Básico (PPB) para a importação de componentes para industrialização de bens
destinados à exportação.
As empresas contam ainda com créditos e financiamentos à exportação que fazem parte dos
programas e financiamentos, dentre os quais podemos citar: Adiantamento sobre Contrato de
Câmbio (ACC), Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE) e também incentivos de
instituições como o BNDES Exim e Proger Exportação.
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Há ainda a realização de promoções comerciais da Apex Brasil, dentre as quais estão: Projeto
Tradings, Feiras Multissetoriais, Projeto Comprador e Projetos setoriais, tais como Brazil Sweets
& Snacks, Brazilian Beef, Beautycare Brazil, Brazil Games, Brazilian Footwear, Brazil Machinery
Solutions, Brazil Machinery Solutions.
Apoio Logístico: desenvolvido por meio de programas que visam aumentar a eficiência logística
para o escoamento com vistas à exportação, tais como o Exporta Fácil dos Correios.
Programas de Capacitação e Informação: têm como objetivo a capacitação e o conhecimento
dos produtos e empresas exportadoras por meio de programas como Rede de Centros de
Informação de Comércio Exterior (Rede Cicex), Projeto Extensão Industrial Exportadora (PEIEx),
Programa de Apoio Tecnológico à Exportação (Progex), Capacitação em Negócios
Internacionais do Banco do Brasil, Consultoria em Negócios Internacionais do Banco do Brasil,
Programa de Internacionalização para MPEs – Sebrae, Curso de Internacionalização para MPEs –
Sebrae. Esses são exemplos de programas de capacitação que estão disponíveis no Brasil para
qualquer empresa que tenha potencial exportador e também as que desejam saber se têm
potencial.
Com os exemplos mostrados é possível observar que há por parte do governo e instituições de
apoio empresarial, além de instituições de crédito para as empresas desenvolverem uma mentalidade
exportadora. Seguindo os passos, identificando o produto e o potencial de exportar, muitas
empresas poderiam ampliar seu faturamento explorando mercados externos.
TEMA 2 – DRAWBACK INTEGRADO SUSPENSÃO E ISENÇÃO
A partir deste ponto, o tema tratado será uma das formas de incentivo que está disponível para
as empresas que já exportam ou que desejam exportar. Vamos tratar do Drawback, um incentivo para
exportação, mas que é aplicado na aquisição (importação ou mercado interno) de insumos, matérias-
primas, materiais secundários, embalagens, peças e partes que serão utilizadas na industrialização ou
montagem de produtos destinados à exportação ou já exportados.
Para compreender esse incentivo é preciso fazer uma análise do produto exportado. Se para sua
confecção, seja do ramo que for, em qualquer parte da cadeia produtiva ele utiliza algum item
importado ou adquirido no mercado interno, esse mesmo item terá como forma de incentivo, a
suspensão, isenção ou restituição dos tributos pagos/devidos. O objeto do Drawback como incentivo
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é tornar o produto exportado competitivo junto ao mercado internacional e em contrapartida, o
governo recebe em troca o desenvolvimento econômico. O Drawback pode proporcionar suspensão,
isenção ou restituição dos seguintes tributos:
Imposto de importação – II
Imposto sobre produtos industrializados – IPI
PIS/Pasep e Cofins
AFRMM
Imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços – ICMS
Para ilustrar de que forma o Drawbackpode ser aplicado, observe o diagrama a seguir:
Fonte: Pigozzo, 2021.
Observando o diagrama é possível observar que o Drawback poderá suspender, isentar ou
restituir os tributos na importação ou aquisição no mercado interno de produtos que estão nas
etapas de fabricação indicadas pela seta verde, antes do produto final acabado.
2.1 DRAWBACK SUSPENSÃO
O Drawback suspensão, conforme o Siscomex (siscomex.gov.br), é uma das modalidades mais
utilizadas no Brasil. Nessa modalidade, os insumos e demais itens necessários à produção de
produtos exportáveis são suspensos mediante contrapartida da empresa, que assume o
compromisso de exportação da quantidade acordada de produtos dentro do prazo acordado. Essa
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suspensão de cobrança dos tributos é feita sobre a compra de matéria-prima para produção dos
produtos que serão exportados, ou seja, antes do ato da compra é preciso informar quantidade e
previsão de exportação.
Para essa modalidade, a responsabilidade de analisar e deliberar sobre o ato concessório de
Drawback, é da Subsecretaria de Operações de Comércio Exterior (Suext). A seguir, no diagrama, é
descrito o funcionamento do Drawback na modalidade suspensão.
Fonte: Brasil, [S.d.].
2.2 DRAWBACK ISENÇÃO
O Drawback isenção se aplica para empresas que, nos dois anos anteriores à exportação, tenham
realizados compras com o pagamento dos tributos. Essa modalidade proporciona à empresa a
possibilidade de repor seus estoques de insumos com a isenção dos tributos sobre essa reposição.
Nessa modalidade a empresa faz a compra dos insumos, no mercado externo ou no mercado
interno, industrializa seu produto, faz a exportação e, após exportado o produto, realiza o trâmite de
solicitação de Isenção, o qual é analisado pela Suext que, ao conceder o Ato Concessionário, permite
que a empresa então reponha seus estoques com a isenção dos tributos, como você pode visualizar
no diagrama a seguir.
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Fonte: Brasil, [S.d.].
2.3 DRAWBACK RESTITUIÇÃO
O Drawback restituição é o menos utilizada. Nessa modalidade, a principal característica é que a
empresa obtém a desoneração do imposto de importação, por meio da restituição dos valores pagos
nas transações de compras dos insumos usados na mercadoria exportada. Para se enquadrar nessa
modalidade, a empresa que realizou a exportação tem um prazo para fazer a solicitação do
Drawback, que nesse caso, é solicitado à Receita Federal, e não à Suext.
A solicitação do Drawback restituição exige que a empresa faça uma relação do que foi
importado ou comprado no mercado interno, relação esta que deve ser informada no sistema os
valores, quantidade, descrição, classificação fiscal, peso líquido e o número da Declaração de
Importação (DI) e da nota fiscal, assim como os valores dos tributos pagos. Esses dados serão
analisados para o deferimento ou não do drawback.
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Já sobre o produto exportado, devem ser alimentados no sistema os valores, quantidades,
descrição, classificação fiscal o peso líquido, os quais serão submetidos à análise para o deferimento
ou não do Drawback. O Drawback restituição é realizado após a exportação, dessa forma os tributos
são restituídos em dinheiro na conta do exportador.
TEMA 3 – DEMAIS TIPOS DE DRAWBACK
Após conhecer as modalidades de Drawback que estão à disposição, é preciso conhecer os tipos
de Drawback, sendo que cada um deles pode ser utilizado em diferentes circunstâncias pelos
exportadores, fabricantes ou empresas que fornecem insumos para empresas exportadoras.
3.1 TIPOS DA MODALIDADE SUSPENSÃO
Comum: consiste na suspensão dos pagamentos de tributos federais e estaduais que incidem
na importação e nos tributos federais que incidem em compras no mercado interno de
mercadorias após o processo de fabricação do produto para exportação.
Genérico: para esse tipo é admitida a discriminação genérica da mercadoria e seu valor. São
dispensadas a classificação NCM e a quantidade, pois se considera que serão importados ou
comprados no mercado interno tantos produtos para o processo fabril que o trabalho seria
muito grande que afastaria as empresas da utilização dessa modalidade. Se as empresas, por
conta da dificuldade, optassem por não utilizar, acabariam não tendo competitividade no seu
preço final por renunciar aos benefícios. Essa modalidade é mais utilizada na produção de
produtos maiores que demoram o tempo de comprovação para serem fabricados e são
montados geralmente em uma peça, um exemplo, é o processo de fabricação de um avião. São
importados ou comprados no mercado interno que seria contraproducente relacionar todos os
produtos usados para a fabricação, descritos de forma individual, por conta da dificuldade de
se quantificar. Porém, os dados de exportação devem estar contidos no Drawback, como
classificação fiscal, quantidade, valor e peso. É preciso muita atenção, pois se a classificação
fiscal do produto importado ou comprado no mercado interno não tiver correspondência com
o produto a ser exportado, não haverá, por parte da Suext, o deferimento da suspensão por
meio do Drawback suspensão.
Sem expectativa de pagamento: nessa operação existe uma parte importada e exportada que
não possui cobertura cambial nas mesmas quantidades e valores, caso em que a importação
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pode ser parcial ou totalmente sem cobertura. A produção de uma poltrona é um exemplo
desse tipo, pois o fabricante aqui recebe do comprador externo o tecido. Porém, são
importados outros insumos para o processo de fabricação. Nessa circunstância, quando o
produto estiver pronto é necessário enviar uma parte sem a cobertura cambial que contemple
o valor exato dos tecidos recebidos.
Intermediários: esse tipo é concedido para empresas que são fabricantes intermediárias a
outros fabricantes estes sim exportadores. Os intermediários realizam importação/compra no
mercado interno, fabricam outros insumos ou produtos que serão fornecidos para empresas
exportadoras. Um exemplo de utilização desse tipo é a fabricação de hardware de computador,
em que uma empresa compra insumos importados ou no mercado interno, utiliza esses
insumos para fabricar peças e partes que serão utilizadas por uma empresa exportadora que vai
usar as peças para montar um produto destinado à exportação. A empresa intermediária pode
solicitar esse tipo de Drawback para importar ou comprar consumos no mercado interno.
Quando entregue à empresa exportadora, esta também poderá ter um Drawback comum caso
seja necessário.
Agrícola: é um tipo específico para a importação e/ou aquisição no mercado interno de
matéria-prima e outros produtos que serão utilizados no cultivo de produtos agrícolas ou na
criação dos animais, definidos pela Suext e que tenham como destino a exportação. No
mercado interno, não há redução dos tributos, conforme contas nos termos do parágrafo único
do art. 109 da Portaria Secex n. 23 de 14/07/2011.
Para embarcação: operação concedida para importação de mercadoria utilizada em processo de
industrialização de embarcação, destinada ao mercado interno. Neste caso as compras no
mercado interno não são passíveis de redução dos tributos nos termos do parágrafo único do
art. 109 da Portaria Secex n. 23 de 14/07/2011.
Fornecimento no mercado interno: operação que concede redução dos tributos para a
importação de matérias-primas, produtos intermediários e componentes os quais serão
destinados ao processo de fabricação, dentro do país, de máquinas e equipamentos que serão
fornecidos no mercado interno e que obedeçam as condições definidas pela Suext. É um tipo
de suspensão que só possibilita redução ou isenção dos tributos de produtos importados.
3.2. TIPOS DA MODALIDADE ISENÇÃO
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Assim como na modalidade suspensão, na modalidade Isenção também tem alguns tipos que
serão descritos a seguir:
Comum: proporciona isenção dos tributos exigíveis na importação ou aquisição no mercado
interno de mercadoria, em quantidade e qualidade equivalente à utilizada no beneficiamento,
fabricação, complementação ou acondicionamento de produto exportado, com objetivo de
reposição do estoque do exportador.
Intermediário: assim como na modalidade suspensão, concede a empresas fabricantes
intermediárias reposição de mercadoria que tenha sido anteriormente importada ou adquirida
no mercado interno e utilizada na industrialização de produtos intermediários que serão
fornecidos a empresas exportadoras que utilizam na industrialização de produto final destinado
à exportação.
Para embarcação: concedido nos casos de importação de mercadoria que será usada em
processos de industrialização de embarcações, com destinação ao mercado.
Interno: esse tipo só prevê redução de tributos para insumos importados, não estando
contempladas aquisições feitas no mercado interno, segundo consta nos termos do parágrafo
único do art. 109 da Portaria Secex n. 23 de 14/07/2011.
TEMA 4 – REFLEXOS DO ATO CONCESSÓRIO NA TRIBUTAÇÃO
INTERNA E EXTERNA
Até este ponto analisamos o benefício do Drawback, suas modalidades e os tipos previstos para
cada caso. É de extrema importância compreender o funcionamento do Drawback, assim como da
legislação, incluindo os números das portarias e medidas, pois essas informações devem estar
presentes nas notas fiscais de compras no mercado interno e também, os atos concessórios.
No momento de preenchimento da DI – Declaração de Importação é preciso saber a diferença
entre suspensão e isenção, pois caso algum dado da base legal seja preenchido em desacordo, pode
ocorrer a aplicação de multa no momento da importação dos insumos.
Vamos compreender quais os tributos que têm incidência na importação para então,
entendermos o tratamento tributário de cada modalidade.
4.1 TRIBUTOS COM POSSIBILIDADE DE ISENÇÃO OU SUSPENSÃO
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TRIBUTOS INCIDENTES NA IMPORTAÇÃO TRIBUTOS INCIDENTES NO MERCADO INTERNO
II (Imposto de Importação)
IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
PIS (Programa de Integração Social)
Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)
ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de
Mercadorias e Serviços)
AFRMM (Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha
Mercante)
IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
PIS (Programa de Integração Social)
Cofins (Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social)
 
Fonte: Pigozzo, 2021.
Conhecer os tributos incidentes no processo de importação e também suas alíquotas é de suma
importância para poder calcular a redução possível de ser conseguida e de que forma isso vai
impactar na formação do preço para exportação do produto final.
Voltando para o drawback, vamos saber como se dá o tratamento desses tributos para as duas
modalidades – suspensão e isenção.
4.2 DRAWBACK SUSPENSÃO
Na modalidade Suspensão, os tributos II, IPI, PIS, Cofins, o ICMS e o AFRMM na importação
ficam todos suspensos. II, IPI, PIS E Cofins têm a suspensão baseada nos arts. 12 da Lei n. 11.945, de 4
de junho de 2009, e do art. 17 da Lei n. 12.058, de 13 de outubro de 2009, e da Portaria Conjunta RFB
/Secex n. 467, de 25 de março de 2010. Para a suspensão do ICMS, a base legal é o Convênio ICMS n.
27, de 1990. O último tributo, AFRMM, tem sua suspensão baseada no art. 15 da Lei n. 10.893, de
2004.
Ainda na modalidade suspensão, para o mercado interno existe a suspensão somente do IPI, PIS
e Cofins, de acordo com a Instrução Normativa RFB n. 845, de 12 de maio de 2008, uma vez que não
existe convênio para a suspensão do pagamento do ICMS.
4.3 DRAWBACK ISENÇÃO
Na modalidade Drawback isenção, como o próprio nome diz, há a isenção do Imposto de
Importação (II) e a redução à zero do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da Contribuição
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para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), da Contribuição para o PIS/Pasep-Importação e
da Cofins-Importação. Esses benefícios estão previstos na forma do art. 31 da Lei n. 12.350, de 20 de
dezembro de 2010 e da Portaria Conjunta RFB/Secex n. 03, de 17 de dezembro de 2010 para
importação de mercadorias. Também há isenção da AFRMM com base no inciso V, c, do art. 14 da Lei
n. 10.893, de 2004.
Nessa modalidade, para o mercado interno existe a isenção somente do IPI, PIS e Cofins,
previstos nos termos da Portaria Conjunta RFB/SECEX n. 3/2010, pois não há convênio para a isenção
do pagamento do ICMS.
TEMA 5 – VENDA COM FIM ESPECÍFICO PARA EXPORTAÇÃO E
DRAWBACK INTERMEDIÁRIO
Para concluir esse tema, vamos estudar a respeito das empresas que atuam como intermediárias,
ou seja, elas importam matéria-prima ou compram no mercado interno, manufaturam e realizam a
venda apenas para empresas que tem como objetivo a exportação de seus produtos. Existem ainda
empresas que são especializadas em comprar produtos para revender no mercado externo, ou seja,
estamos tratando aqui das empresas comerciais exportadoras e tradings. Essas empresas
intermediárias podem também utilizar os benefícios do Drawback, uma vez que sua produção será
destinada à exportação. E esse benefício também se aplica nas compras de insumos no mercado
interno. As empresas podem ser classificadas como:
CATEGORIAS
LEGISLAÇÃO
REGULAMENTADORA BÁSICA
FORMA DE CONSTITUIÇÃO SOCIETÁRIA
Trading Company Decreto Lei n. 1.248/72 Sociedade por Ações (S.A.)
Empresa Comercial
Exportadora (ECE)
Código Civil Brasileiro
Pode ser constituída sob qualquer forma e não precisa
ter capital mínimo
Fonte: Pigozzo,2021
Podemos concluir que o Drawback é uma forma de benefício para a empresas que têm foco na
exportação; ele existe para proporcionar aos empresários melhores condições de competir no
mercado externo com redução e até isenção dos tributos sobre insumos utilizados na fabricação de
seus produtos. Para saber mais sobre os benefícios, leia Solução de Consulta da Receita Federal n. 40,
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de 4 de maio de 2012, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 7 de maio de 2012. Nesse
documento você encontrará todas as informações a respeito das empresas que podem atuar como
intermediárias para obtenção do benefício Drawback.
TROCANDO IDEIAS
Vamos trocar uma ideia então? Suponha que você trabalhe em uma empresa que fará
exportação telhas de policarbonato que permitem passagem da luz natural. Essa empresa vende
parte de sua produção para o mercado interno, mas a maior demanda é para exportação. Dois
componentes necessários para fabricação são importados.
A empresa tem direito ao Drawback? Se sim, você consegue identificar qual modalidade? E
ainda, o Drawback, se possível, valerá para toda a matéria-prima importada? Vamos supor ainda que,
por um acordo comercial essa empresa passa a comprar um dos insumos de outra empresa, que fará
o trâmite de importação. O Drawback será válido para uma ou para as duas empresas? Participe do
nosso fórum!
NA PRÁTICA
Vamos colocar em prática?  A Só Cortes é uma empresa que atua construindo móveis de madeira
com visão ambientalmente correta. Em seu portfólio existem alguns produtos carros-chefe e que são
destinados apenas à exportação. Para fabricar esses produtos, a empresa precisa importar uma cola
especial e, visando atender o mercado internacional, são instalado puxadores importados. A Diretoria
resolveu utilizar-se do benefício Drawback para conseguir competir com melhores preços no
mercado externo. Para isso, é preciso avaliar:
A empresa se enquadra para utilizar esse benefício?
Considerando os insumos importados se enquadram no Drawback?
Em sua opinião, é possível utilizar o Drawback? Das modalidadesapresentadas, em qual delas a
empresa em questão se enquadraria?
FINALIZANDO
25/10/2021 16:36 UNINTER
https://univirtus.uninter.com/ava/web/roa/ 14/15
Nesta aula, estudamos os mecanismos que o país dispõe para melhorar a competitividade do
Brasil na exportação de produtos. De forma geral, conhecemos as ações do governo e entidades para
o fomento à exportação. Estudamos também o Drawback, que é um benefício que o governo oferece
aos empresários para que, com a isenção ou diminuição dos insumos importados, as empresas
exportadoras possam ter maiores condições de competir no mercado internacional. Por fim,
analisamos como Drawback pode ser utilizado também por empresas que comercializam produtos
destinados à exportação e de que forma essas empresas se beneficiam.
Espero que tenham gostado! Bons estudos!
REFERÊNCIAS
BRASIL. Palácio do Planalto. Decreto n. 6.759, de 5 de fevereiro de 2009. Disponível  em:  <
https://legislacao.presidencia.gov.br/atos/?
tipo=DEC&numero=6759&ano=2009&ato=edcUTVU1UeVpWT808 >. Acesso em: 23 maio 2021.
BRASIL. Palácio do Planalto. Lei n. 4.502, de 30 de novembro de 1964. Disponível em: <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4502.htm>. Acesso em: 23 maio 2021.
RECEITA FEDERAL. Habilitação Para Utilizar o Siscomex. Disponível em: <
https://receita.economia.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-
exportacao/habilitacao/habilitacao-de-intervenientes>. Acesso em: 23 maio 2021.
RECEITA FEDERAL. Regras de classificação – NCM. Disponível em: <
www.gov.br/receitafederal>. Acesso em: 23 maio 2021.
25/10/2021 16:36 UNINTER
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