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penal - Caso Rosa

Questão de processo penal sobre habilitação do assistente de acusação. Traz caso fático (morte da atriz), discute impugnação por mandado de segurança e fundamentação no CPP (arts. 268, 269, 273) e na Lei 12.069/09, ressaltando que o assistente representa o ofendido.

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Rosa Maria é uma famosa escritora de livros e autora de novelas. Sua filha, Mariete Maria, é 
uma linda atriz de 25 anos de idade que conseguiu um papel de destaque na novela de uma 
grande emissora. Seu personagem faz par romântico com João José, ator também jovem, 
despontando na carreira. Durante as gravações, em meio a muitas cenas românticas, os atores 
se apaixonaram e engataram um romance. Ocorre que João se mostrou muito ciumento e 
possessivo, o que incomodava Mariete. Ao final das gravações, Mariete decidiu se separar do 
rapaz. Ele não aceitou o fim do relacionamento e matou Mariete. O caso foi a júri popular. Rosa 
Maria contratou um dos melhores advogados criminalistas para se habilitar nos autos como 
assistente de acusação. Tal pedido foi negado pelo juiz, acolhendo manifestação do MP, que 
entendeu ser desnecessária a habilitação. 
 
a) Qual medida pode ser tomada para impugnar a decisão do juiz que indeferiu a 
habilitação do assistente de acusação? Fundamente a sua resposta na lei. 
A medida a ser tomada é impetrar um mandado de segurança contra o ato do magistrado, por 
ofensa direta a direito líquido e certo, como dispõe o art. 268, do CPP. Apesar do art. 273, do 
CPP dispor que não cabe recurso, a doutrina e a jurisprudência são uníssonas quanto ao 
cabimento do mandado de segurança, especialmente após a edição da lei 12.069/09, que 
passou a prever que somente não cabe mandado de segurança contra decisão judicial que caiba 
recurso com efeito suspensivo (5º, II, da lei), portanto, como desta decisão não cabe recurso, 
então somente poderá ser atacada mediante mandado de segurança com pedido liminar para 
seja habilitado o assistente da acusação. 
 
b) Qual pode ser o argumento desenvolvido? 
O fundamento a ser utilizado, além de direito líquido e certo, é de que o assistente de acusação 
representa o ofendido, segundo artigos 268 e 269 do CPP. no caso não há impedimento de ser 
correu no mesmo processo, e tendo sido feita a solicitação durante o processo, estão 
perfectibilizados os pressupostos para sua habilitação. É importante salientar que os interesses 
da vítima nem sempre são os interesses do Ministério Público, por este motivo, sempre que não 
houver impedimento, o assistente deve ser aceito.