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História Natural das Doenças 1
História Natural das Doenças
 
Maria Eduarda Netto
INTRODUÇÃO
A epidemiologia se preocupa muito sobre os modos de transmissão de uma 
doença e o combate às epidemias.
Existe um rede de processos que determinam a distribuição de doença nas 
condições concretas de vida. Assim, é pensando a doença em todas as suas 
dimensões que o se consegue integrar essas expressões do social em seu 
raciocínio sobre o processo de transmissão.
História Natural= é o curso da doença desde o seu início até sua resolução, 
sem nenhuma intervenção, prevenção ou tratamento nesse caminho.
Estudar a História Natural da Doença nos permite intervir em seu curso natural 
e diminuir a frequência de desfechos graves e fatais, além de melhorar o 
prognóstico.
O modelo explicativo da história natural das doenças é baseado em um modelo 
multicausal dos processos de saúde-doença, levando em conta a 
determinação social nos quadros de saúde.
🚨 O conhecimento da história 
natural proporciona 
entendimentos importantes 
para instruir ações que 
visem modificar o curso 
natural das doenças. 
Quando se detecta as 
doenças em fase mais inicial 
🚨 A história natural da doença 
abrange um conjunto de 
processos interativos que 
compreendem: "as inter-
relações entre o agente, a 
pessoa suscetível e o meio 
ambiente que afetam o 
processo global e o 
desenvolvimento da doença, 
História Natural das Doenças 2
de sua história natural, o 
tratamento se torna mais 
eficaz. Assim, pode-se 
conhecer a gravidade da 
doença para estabelecer 
prioridades para programas 
de saúde pública.
desde as primeiras forças 
que criam o estímulo para o 
processo patológico no meio 
ambiente; passando pela 
resposta do homem a esse 
estímulo, até as alterações 
que levam a um defeito, 
invalidez, recuperação ou 
morte". → Leavell e Clarck 
(1976)
VAMOS REFLETIR! → Por que a doença não se desenvolve 
imediatamente após a infecção? Devido a período de latência ou 
incubação.
�
Período de latência: período em que ocorreu a doença até o momento em 
que a pessoa fique realmente infectada. É um período de equilíbrio durante 
o qual não existem sinais clínicos manifestos da doença e o doente ainda 
não constituí fonte de contágio.
💉 Período de incubação: vai do momento em que ocorreu a exposição até 
o momento em que começa a aparecer os primeiros sinais e sintomas. → 
assintomático.
História Natural das Doenças 3
🦠 Algumas pessoas não se tornam infectadas, pois combatem o vírus antes 
que ele se multiplique (período de latência). OBS: No período de latência 
+ incubação = já ocorreu a infecção de outras pessoas (ex: covid).
Tríade Epidemiológica: É o modelo tradicional de 
causalidade das doenças transmissíveis (infecciosas).
O ambiente envolve aspectos sociais e individuais.
Há uma intensa interação entre os elementos da tríade.
Agentes causais biológicos:
🚨 Na história natural da doença, admite-se o conceito de saúde com uma 
estruturação explicativa proporcionada pela tríade epidemiológica 
(agente, suscetível e meio ambiente), enquanto na determinação social 
do processo de saúde-doença admite-se um processo dinâmico, 
complexo e multidimensional que engloba dimensões biológicas, 
psicológicas, socioculturais, econômicas, ambientais e políticas a fim de 
identificar uma complexa inter-relação quando se trata de saúde e doença 
de uma pessoa, de um grupo social ou de uma sociedade.
Doenças crônicas não transmissíveis
É o modelo multifatorial de causalidade das doenças crônicas não transmissíveis.
História Natural das Doenças 4
História natural das doenças
É uma descrição da evolução de uma doença, desde os seus primórdios no 
ambiente biopsicossocial até o surgimento no suscetível e consequente 
desenvolvimento no doente.
Primeiro tem que conhecer a história natural da doença para depois intervir.
🚨 Aponta os diferentes métodos de prevenção e controle, servindo de base 
para a compreensão de situações reais e específicas e tornando 
operacionais as medidas de prevenção.
Doenças de forma natural= sem intervenção (vacina, tratamento, medicamento, 
cirurgia).
Vai do inicio até seu fim, sem intervenções, prevenções ou tratamentos.
Fatal= morte.
Oligossintomático= poucos 
sintomas.
Extremamente grave= sequelas.
Assintomático= sem sintomas.
Grave= agravamento + 
recuperação.
História Natural das Doenças 5
A história natural tem desenvolvimento em dois períodos sequenciados:
Período epidemiológico: interesse é dirigido para as relações suscetível- 
ambiente;
Período patológico: modificações que se passam no organismo vivo.
Esses períodos abrangem 2 domínios interagentes: meio ambiente (onde 
ocorrem as pré-condições) e o meio interno (lucus da doença, onde se 
processa alterações bioquímicas, fisiológicas e histológicas características 
de uma enfermidade).
Há fatores intrínsecos preexistentes (hereditariedade, fatores congênitos ou 
adquiridos) e estímulos externos (p.ex.condições sociais que afetam e 
contribuem para o desenvolvimento da patologia). Os estímulos externos 
em combinação com fatores intrínsecos, transformam-se em estímulos 
patogênicos.
História Natural das Doenças 6
Pré-patogênico (é o primeiro período): indivíduo não entra em contato com o 
agente causal. Representa a própria evolução das inter-relações dinâmicas, que 
envolve os condicionantes sociais e ambientais e os fatores próprios do 
suscetível, até que chegue a uma configuração favorável à instalação da 
doença. 
→ Engloba as relações entre os agentes etiológicos, o suscetível e os fatores 
ambientais que estimulam o desenvolvimento da enfermidade e as condições 
socioeconômico-culturais que possibilitam a existência desses fatores.
→ Nesse período podem ocorrer situações que vão desde um mínimo risco até 
o risco máximo, dependendo dos fatores presentes e de que maneira esses 
fatores se estruturam.
🦠 As pré-condições que condicionam a produção de doença, seja em 
indivíduos, seja em coletividades humanas, estão de tal modo 
interligadas e são tão INTERDEPENDENTES em sua tessitura que 
seu conjunto forma uma estrutura reconhecida pela denominação de 
estrutura epidemiológica.
Período patogênico: em que se inicia as primeiras ações que os agentes 
patogênicos exercem sobre o afetado (perturbações bioquímicas, fisiológicas e 
histológicas, as quais evoluem para defeitos permanentes, cronicidade, morte 
ou cura). É subdividido em 3 etapas: subclínica, prodrômica e clínica.
Estágio de interação estímulo-suscetível: doença ainda não se desenvolveu,
mas estão presentes todos os fatores necessários para a sua ocorrência → 
predispondo o organismo à ação subsequente de agentes patógenos.
História Natural das Doenças 7
Alterações bioquímicas, fisiológicas e histológicas: a doença já está 
implantada no organismo afetado, embora não se perceba manifestações 
clínicas (doença pode ser percebida por meio de exames clínicos e 
laboratoriais orientados) → PERÍODO DE INCUBAÇÃO.
Sinais e sintomas: sinais da doença se torna nítidos e se transformam em 
sintomas. É quando se atinge uma massa crítica de alterações funcionais 
no organismo acometido.
Recuperação, deficiência, imunidade, estado do portador ou óbito: desfecho 
sem intervenção.
🦠 A prevenção pode ser feita nos 
períodos de pré-patogênese e 
patogênese. O conhecimento da 
história natural da doença 
favorece o domínio das ações 
preventivas necessárias. Se um 
dos fundamentos da prevenção 
consiste em cortar elos, o 
conhecimento destes é 
fundamental para que se atinjam 
os objetivos colimados. Devem ser 
conhecidos os múltiplos fatores 
relacionados com o agente, o 
suscetível e o meio ambiente, e 
com a evolução da doença no 
acometido.
🦠 A fase assintomática 
(doença subclínica) vai 
variar de acordo com 
cada doença.
�
OBS: Quando detecta a 
doença na fase 
subclínica, tem maior 
chance de intervenção.🦠 Período de latência está 
dentro do período de 
incubação.
🦠 Agentes patogênicos: os que levam estímulos do meio ambiente ao 
meio interno do ser humano, por sua presença ou ausência → são como 
iniciadores e mantedores de uma patologia que passará a existir no ser 
humano → podem ser de natureza física, química, biológica ou 
psicológica. → ex: fatores nutricionais e fatores genéticos.
História Natural das Doenças 8
Períodos de latência e incubação
O período de latência para doenças transmissíveis: É o tempo que transcorre 
desde a exposição até que a pessoas e torne infectada.
Micro-organismo precisa superar as barreiras de defesa do organismo para infectá-
lo.
O período de latência para doenças não transmissíveis é o tempo que transcorre 
desde alterações celulares, teciduais e bioquímica até que elas desenvolvam 
deficiências ou incapacidades funcionais que sejam sintomáticas.
História Natural das Doenças 9
EX: ciclo de vida do S.mansoni → o micro-organismo gosta de se alojar no 
sistema porta-hepático, quando ele chega até lá ele passou para o período de 
latência.
O período de incubação: É o tempo que transcorre desde a exposição até a 
apresentação dos sintomas iniciais.
História Natural das Doenças 10
Qual a importância de se conhecer o período de latência e incubação das 
doenças?
O prognóstico determinará o acompanhamento da doença.
História Natural das Doenças 11
 Resposta Humoral para o vírus Zika:
Período de isolamento viral: maior multiplicação= PCR (indicado o exame 
virológico).
Período sorológico (a partir do quinto dia)= em que se realiza a pesquisa por 
anticorpos.
Obs: o teste sorológico durante o isolamento viral pode dar falso negativo.
Sintomas começam após alta taxa de multiplicação viral (usa-se o teste virológico).
História Natural das Doenças 12
Transmissão assintomática: está no período de incubação, mas não há sintomas, 
ou seja, já superou o período de latência.
Ideal= virológico + sorológico (mais caro) → indicação da história para saber os 
períodos.
Horizonte clínico
Doença em fase subclínica (assintomática, oculta, inaparente): a doença não 
é clinicamente aparente (sem sinais e sintomas) e pode ou não estar destinada 
a tornar-se clinicamente aparente
Obs: a história natural das doenças vai ser dividida em período pré-patogênico e 
patogênico.
Doença na fase clínica: é 
caracterizada por apresentar sinais 
e sintomas.
História Natural das Doenças 13
Durante a infecção inaparente=diagnóstico de rastreamento. Ex: mamografia.
Exposição sem infecção: período de latência.
Doença em fase não clínica
Doença latente: uma infecção sem multiplicação ativa do agente, quando o 
ácido nucleico viral é incorporado ao núcleo da célula como um provírus. Ao 
contrário da infecção persistente, somente a mensagem genética está presente 
no hospedeiro, não um organismo viável. 
Ex: Herpes (genoma nas células → doença fica latente sem a multiplicação, mas 
pode ocorrer transmissão- menor potencial de multiplicação e de infecção); HIV; 
Tuberculose.
Prognóstico
É a predição do curso de uma doença e é expresso como a probabilidade de um 
evento particular vai ocorrer no futuro.
→ Morte →Cura →Internação
Estado de portador
É um indivíduo (ou animal) infectado, que abriga um agente infeccioso específico 
para uma doença, sem apresentar sintomas ou sinais clínicos desta e constituí uma 
fonte potencial de infecção para o ser humano.
Pode infectar → garante potencial de infecção/ transmissão.
Maior multiplicação
Ex: Covid= pode ter períodos de latência, portador.
Níveis de Prevenção
Diminuem o dano= intervenção ou cura.
Intervém antes que a doença acontece → prevenção → proteção específica 
(vacina).
História Natural das Doenças 14
Prevenção primária: 
É o conjunto de atividades que visam evitar ou remover a exposição de um 
indivíduo ou de uma população a um fator de risco ou agente causal antes que se 
desenvolva um mecanismo patológico. 
Subdivide-se em dois níveis: 1° nível é de promoção de saúde (campanhas, 
saneamento básico) e 2° nível de proteção específica. Além disso, está no período 
pré-patogênico.
A. 1° nível: ações que incidem no período pré-patogênico , destinadas a manter o 
bem-estar de uma população, sem visar a nenhuma doença em particular. 
Exemplos: Educação alimentar, incentivo à prática de atividades físicas, 
saneamento básico, campanhas contra o uso de álcool e tabaco, etc.
*Campanha contra aedes aegipht: contra não somente à dengue, mas as outras 
patologias em que o mosquito é vetor.
B. 2° nível: Ações que incidem no período pré-patogênico, antes da instalação da 
doença. A diferença é que elas são dirigidas ao combate de uma enfermidade 
específica ou um grupo de doenças em particular. Limita-se com o uso máximo das 
tecnologias.
Exemplos: Vacinação (gripe, covid, caxumba), higiene pessoa e do lar; proteção 
contra acidentes; aconselhamento genético; exame pré-natal, eliminação de focos 
de vetores de doenças, fluoretação da água (contra degradação do esmalte do 
dente), distribuição de preservativos (contra infecções sexualmente transmissíveis), 
ginástica laboral no ambiente de trabalho, etc. e
História Natural das Doenças 15
🚨 Não adianta proteção quando o indivíduo estiver com a doença.
💉 Vacina: ajuda nas possíveis variantes do sistema imunológico.
Prevenção secundária: 
Ocorrem quando o processo de doença já está instaurado. É aquela que tem como 
finalidade a detecção de um problema de saúde em um indivíduo ou em uma 
população numa fase precoce (período patogênico) (já passou da latência e está 
sem sintomas). → é realizada no indivíduo.
Esta fase de divide em: 3° nível de diagnóstico e tratamento precoce (imediato- o 
mais rápido possível) e 4° nível de limitação e incapacidade.
A. 3° Nível: Objetiva detectar e tratar o mais rapidamente possível processos 
patogênicos já instalados, antes do aparecimento dos sintomas. Dessa forma, é 
possível adotar medidas protetoras antes mesmo de um agravo em curso cruzar o 
horizonte clínico.
Exemplos: exames periódicos de saúde (checkups) (exames de rotina), 
rastreamentos (screenings) para doenças infecto-contagiosas, auto-exame, 
intervenções médicas ou cirurgias precoces, isolamento para evitar a propagação 
de doenças, tratamento para evitar a progressão da doença.
B. 4° Nível: aplicadas quando o processo de adoecimento já está plenamente 
instalado (danos celulares/ teciduais). As ações neste nível são extremamente 
relevantes por limitar a extensão das lesões e retardar o aparecimento de 
complicações.
Exemplos: grupos de apoio a pacientes crônicos, acesso facilitado a serviços de 
saúde, tratamento médico ou cirúrgico adequados, hospitalização em função de 
necessidades, evitar futuras complicações e sequelas, reduzir o risco de 
transmissão da doença.
🚨 Quanto mais cedo se diagnóstica a doença, melhor o prognóstico, pois 
pode-se entrar com tratamento imediato.
História Natural das Doenças 16
�
Na prevenção secundária faz-se a limitação do dano. 
Prevenção terciária: 
Quando o quadro patológico já evoluiu a ponto de se manifestar de uma forma 
estável a longo prazo (cura com sequelas ou cronificação). Busca-se a reabilitação 
do paciente e estabilização das limitações.
É a prevenção da incapacidade mediante medidas de reabilitação, reeducação 
e readaptação. 
Quadro patológico já evoluiu para consequências crônicas.
Só resta cessar a doença e reabilitar o paciente. Assim, cessa-se a doença e a 
controla para que não apareça outras consequências.
Apresenta apenas um nível: 5° nível chamado de Reabilitação.
�
Tenta resgatar o máximo da função que se pode daquele paciente. As 
vezes o dano está tão grande que se tem que tentar reabilitar o máximo que 
puder.
🏥 Conhecendo a historia natural das doenças, se pode intervir nelas.
 A. 5° Nível: O objetivo é contribuir para que o indivíduo aprenda a conviver com 
sua condição de saúde e consiga levar uma vida útil e produtiva. É para melhorar aqualidade de vida do paciente.
Exemplos: Acompanhamento de complicação em pacientes diabéticos, reabilitação 
pós- infarto ou acidente vascular cerebral, terapia ocupacional, treinamento do 
deficiente, próteses e órteses, fisioterapia, redução da dependência social e familiar, 
melhora da qualidade de vida da pessoa com sequela.
Paciente aprende a conviver com suas morbidades.
Prevenção Quaternária
É mais nova. A detecção de indivíduos em risco de tratamento excessivo (exames, 
medicamentos, procedimentos, cirurgias), para protegê-los de novas intervenções 
médicas inapropriadas e sugerir-lhe alternativas eticamente aceitáveis.
História Natural das Doenças 17
Não está relacionada ao risco de doenças e sim ao risco de adoecimento 
iatrogênico, ao excessivo intervencionismo diagnóstico e terapêutico e a 
medicalização desnecessária.
🏥 Iatrogênico: efeitos adversos ou complicações causadas ou resultantes 
do tratamento médico. → PROVA.
🚨 Não tem nível por não estar relacionado ao risco da doença, mas de 
causar problema no paciente devido a sua intervenção que pode ser em 
excesso.
Quais os riscos dos excessos?
Excesso de rastreamento: detectar e tratar alterações inofensivas, que 
sequer seriam sintomáticas no futuro.
Excesso de exames complementares: a solicitação desnecessária de 
exames pode ocasionar sérios danos à saúde.
Medicalização de fatores de risco: buscar primeiro alternativas naturais para 
controle de risco.
Medicalização indiscriminada: administrações erradas e excessos de 
medicalização.
Doenças Transmissíveis 1
Doenças Transmissíveis
Maria Eduarda Netto
INTRODUÇÃO
Modo de transmissão da doença se relaciona com a forma como se previne ela.
É importante o conhecimento para se fazer uma intervenção.
Doença: Desajustamento ou falha no mecanismo de adaptação do organismo 
ou uma ausência de reação aos estímulos a cuja ação está exposto. Ela pode 
ser infecciosa ou não infecciosa (também chamadas de não transmissíveis → 
não resultam de uma infecção).
🦠 Doenças infecciosas estão associadas à pobreza e ao 
subdesenvolvimento.
📌 A história natural da doença mostra que de um estado inicial de saúde 
passa-se a uma situação interativa de agentes patogênicos ou de fatores 
de risco que virão a perturbar a normalidade.
🦠 Infecção é a penetração, desenvolvimento ou multiplicação de um agente 
infeccioso no organismo de uma pessoa ou animal. Ela não é sinônimo de 
doença infecciosa, tendo em vista que pode ocorrer infecção sem doença 
(assintomática).
DOENÇA TRANSMISSÍVEL
 Qualquer doença causada por um agente infeccioso específico ou seus 
produtos tóxicos (botulismo), que pode ser transmitida entre pessoa-pessoa 
(covid, tuberculose, sarampo, DST's), animais- pessoa (raiva, leptospirose, 
toxoplasmose), animais-vetor-pessoa (doença de chagas, dengue, zika), 
substância inanimada-pessoa (H1N1, covid, tétano) (inanimado-sem vida). Nela 
o agente etiológico é vivo e transmissível.
Doenças Transmissíveis 2
🦠 As doenças transmissíveis constituem importante causa de morte e são 
resultados de uma infecção.
🦠 Com a descoberta dos antibióticos e seu uso popularizado surgiu a 
resistência bacteriana →Os microrganismos foram desenvolvendo novos 
mecanismos de sobrevivência, seja pelo rompimento das barreiras 
mantenedoras do equilíbrio ambiental, seja pelo oportunismo de 
hospedeiros suscetíveis, seja ainda pelas mutações provedoras das 
chamadas doenças emergentes.
A manifestação de uma doença envolve a interação entre o hospedeiro, o meio 
ambiente e o agente etiológico. Além disso, há alguns casos em que existe a 
participação de um vetor nessa interação.
CONCEITOS IMPORTANTES
Agente etiológico = agente causal.
Cada agente possuí um tempo de exposição determinado.
Massa crítica= multiplicação.
A virulência diz respeito à capacidade de infecção (uns são mais rápidos que 
outros).
Doenças Transmissíveis 3
Agente infeccioso: Pode ser um micro-organismo (bactéria, vírus, parasita), 
substância derivada destes (toxinas ou produtos tóxicos), ou príons (proteína 
que induz a alteração de outras proteínas- bovino e doença da vaca louca), cuja 
presença é essencial para a ocorrência da doença. 
Pode ser introduzido em outro ser vivo por meio das formas que assume em 
seus ciclos reprodutivos (adulto, larva, cisto, ovo, esporo, etc.), onde é 
capaz de se desenvolver ou se multiplicar dependendo das predisposições 
intrínsecas do novo hospedeiros.
Pode gerar ou não estado patológico manifesto →doença infecciosa ou 
transmissível.
Se associa a outros fatores do hospedeiro suscetível e do ambiente.
Possuí propriedades importantes como: infectividade, patogenicidade, 
virulência, poder invasivo e poder imunológico. → podem ser amplificadas 
ou não, dependendo da resposta do hospedeiro e do ambiente em que são 
inseridos.
OBS: No caso do alimento é DTA (doença transmissível do alimento).
Agente causais
Príons ou prião: É um agente infeccioso composto por 
proteínas (que vem do animal para o ser humano) com 
conformação estrutural alterada. Induz a proteína normal a se 
alterar (interações).
Doenças Transmissíveis 4
Hospedeiro: É uma pessoa ou animal vivo, incluindo as aves e os artrópodes 
que, em circunstâncias naturais, permite a subsistência e o alojamento de um 
agente infeccioso (permanente ou temporário).
É suscetível → sujeito à infecção.
🚨 Espécie refratária: é aquela (seja humana ou outra) que, penetrada por 
bioagente patogênico específico, inviabiliza seu desenvolvimento ou 
multiplicação. Ex: ser humano é refratário ao bacilo da cólera aviária.
Indivíduo resistente: aquele que via algum mecanismo natural ou de 
imunização artificial, tornou-se capaz de impedir o desenvolvimento, em seu 
organismo, de agentes infecciosos.
Indivíduos não infectados: não expostos; suscetíveis-expostos, ainda não 
infectados; expostos, porém resistentes.
Indivíduos infectados: doentes e portadores.
Indivíduo infectado: pessoa ou animal que alberga um agente infecioso e que 
apresenta manifestações da doença ou uma infecção inaparente.
Doenças Transmissíveis 5
🚨 Portador: individuo infectado que alberga um agente infeccioso, sem 
apresentar sintomas e constituindo fonte potencial de infecção. Pode 
ocorrer no período de incubação e quando a infecção é inaparente.
🚨 Resistência: caracteriza o sistema de defesa com o qual o organismo 
impede a difusão ou multiplicação de agentes infecciosos que o 
invadiram ou os efeitos nocivos de seus produtos tóxicos.
Vetor: um mosquito, carrapato, barbeiro ou qualquer portador vivo que 
transporta um agente infecioso até um indivíduo suscetível (hospedeiro).
Obs: na Covid a espécie humana se torna um vetor quando transmite esse 
vírus a outras pessoas.
Ambiente: inclui todos os fatores que não sejam específicos do agente 
infeccioso ou do hospedeiro (saneamento básico, densidade populacional, 
clima, vegetação etc).
É um determinante social.
Cada ambiente com suas peculiaridades, ou seja, com seus agentes 
infecciosos, os quais contribuem para o desenvolvimento de uma doença.
Conceitos importantes
Doença transmissível: é qualquer doença causada por um agente infeccioso 
específico ou seus produtos tóxicos e por príons (OPAS/OMS).
Doença contagiosa: transmissível de pessoa para pessoa 
Doenças Transmissíveis 6
📌 Uma doença contagiosa é aquela cujos agentes etiológicos 
atingem os sadios mediante o contato direto desses com 
indivíduos infectados. Ex: sarampo e IST's. TODA DOENÇA 
CONTAGIOSA É INFECCIOSA.
As doenças transmissíveis possuem diversos mecanismos de 
transmissão, podendo ser transmitidas entre pessoa-pessoa (gripe, covid), 
animais-pessoa (raiva e toxoplasmose), animais-vetor-pessoa (febre 
amarela), pessoa-vetor-pessoa (dengue), substância inanimada-pessoa 
(tétano), etc.
Mudança no dogma das doenças transmissíveis:
→Príon ou prião: é um agente infeccioso composto por proteínas com 
conformação estrutural alterada.
Infecção: é a entrada, 
desenvolvimento ou multiplicação 
de um agenteinfeccioso no 
organismo de uma pessoa ou 
animal.
Pode se disseminar por meio 
das vias aéreas (primeira 
imagem) ou por meio da pele 
(segunda imagem).
Infecção de pessoas ou animais: 
refere-se ao alojamento, 
Figura A: Vias aéreas. Figura B: Pele.
Doenças Transmissíveis 7
desenvolvimento e reprodução de 
artrópodes na superfície do corpo 
ou nas vestes. Ex: carrapato e 
piolho.
Doenças contagiosas: são aquelas que podem ser transmitidas pelo contato 
direto entre os seres humanos (pessoa-pessoa), sem a necessidade de um 
vetor ou veículo interveniente (superfícies). 
O sarampo, sífilis, H1N1 e Covid 19 são tanto transmissíveis quanto contagiosas.
*zoonose é também uma doença contagiosa.
OBS: Todas as doenças contagiosas são transmissíveis, porém, nem todas as 
doenças transmissíveis são contagiosas.
ATENÇÃO → A malária, febre amarela, dengue, leishmaniose são exemplos de 
doenças transmissíveis, porém não contagiosas. Por que? Não são 
transmitidas por via direta (gotículas, aerossóis, pele), ou seja, de pessoa para 
pessoa.
ESPECTRO DE CLASSIFICAÇÃO DE DOENÇAS EM TRANSMISSÍVEIS
Transmissíveis Agudas
Em geral, apresentam um ciclo curto (história natural curta), inferior a três meses de 
duração (não é regra), e tendem a se autolimitar (desfecho com configuração 
rápida/ finalização rápida- cura ou morte).
→ Dengue →Zika →Febre Amarela → 
Chikungunya
→Gripe comum →Covid (viremia alta)(morte por sequela ou 
doença oportunista)
Doenças Crônicas
Doenças Transmissíveis 8
São divididas em transmissíveis ou não; definitivas ou não.
As condições crônicas, em geral, apresentam um ciclo relativamente longo, superior 
a três meses de duração, geralmente apresentam múltiplas causas e tendem a se 
apresentar de forma definitiva e permanente.
Até a morte é demorada.
Tratamento pode ser para o resto da vida.
Doenças não transmissíveis podem se tornar crônicas.
→ Diabetes →Câncer ( em cura deixa 
de ser definitivo) 
→ Hipertensão arterial
→ Asma →Hanseníase 
→Exemplos selecionados de "doenças crônicas" nas quais demonstrou-se o papel 
suspeito de agentes infecciosos: (doenças que se tornaram crônicas devido ao 
agente infeccioso)
→Exemplos selecionados de “doenças crônicas” nas quais demonstrou-se o papel 
suspeito de um ou mais agentes infecciosos:
Doenças transmissíveis- conceitos importantes
Reservatório de agentes infecciosos: É qualquer ser humano, animal, 
artrópode, planta (de fungo- doença do jardineiro), solo ou matéria inanimada, 
onde normalmente vive e/ou se multiplica um agente infeccioso.
Alguns agentes infecciosos podem se multiplicar na matéria inanimada, ou seja, fora 
de um organismo vivo.
Podem ou não serem definitivas.
Doenças Transmissíveis 9
Reservatório animal: Qualquer animal onde normalmente vive e se multiplica 
um agente infeccioso.
→Leptospirose: reservatório são os 
roedores.
→Raiva: reservatórios são várias 
espécies de mamíferos.
Reservatório ambiental: a água, o solo, as plantas podem comportar-se como 
reservatório para alguns agentes infecciosos. Ex: tétano (bactéria alojada no 
ambiente).
*No ambiente há a forma esporulada, resistente.
Zoonose: é uma doença infecciosa transmissível que em condições naturais 
ocorre entre animais vertebrados e o homem.
*transmitidas por artropódes.
→Raiva →Toxoplasmose →Dengue →Febre amarela
📌 Pesquisas apontam o COVID como uma zoonose: picada de artrópodes 
em animais silvestres e depois no homem.
Doenças Transmissíveis 10
Doenças de isolamento: são aquelas que exigem a segregação (isolamento) 
dos indivíduos doentes durante o período de transmissibilidade da doença, em 
lugar e condições que evitem a transmissão direta ou indireta do agente 
infeccioso (período dentro da história natural da doença. Ex: Tuberculose- 
isolamento respiratório para aerossóis (uso de máscara N95); Covid-19 (uso de 
máscara N95); etc.
Doenças quarentenáveis: são aquelas que podem levar à restrição de 
atividades, durante o período máximo de incubação, a fim de evitar a 
propagação da doença. Pessoas podem ou não manifestar a doença.
Ex: Ebola, cólera, febre amarela (doença não contagiosa e doença transmissível) 
(artrópodes podem infectar outras pessoas se este picar alguém infectado).
Infectividade: capacidade do agente infeccioso se alojar no hospedeiro e 
multiplicar-se, causando uma infecção. Cada microrganismo tem a sua 
capacidade de infectividade, o que vai refletir na dose infecciosa de cada um 
(alguns se multiplicam mais rápido, outros mais lentamente, o que dificulta a sua 
infectividade).
Ciclo da Febre Amarela.
Ciclo da Raiva.
Doenças Transmissíveis 11
A infectividade do agente causal pode variar de acordo com a porta de 
entrada (é um diferencial entre os microrganismos), a idade (idade 
avançada- sistema imunológico mais frágil) e outras características do 
hospedeiro.
Ex: Infecção por vias aéreas da doença sarampo em dose pequena tem alto 
poder de infectividade.
Alta infectividade: vírus da gripe.
Baixa infectividade: fungos (embora bastante difundidos no ambiente, 
dificilmente se instalam e se multiplicam no organismo humano, produzindo 
infecção).
🚨 Na infecção inaparente o indivíduo não apresenta sinais ou 
sintomas clínicos manifestos. Fala-se usualmente numa forma 
subclínica ou assintomática da doença. Essa forma de infecção tem 
grande importância em epidemiologia, dado o fato de que as pessoas 
podem transmitir o agente aos suscetíveis com a mesma 
intensidade encontrada na doença manifesta, porém de maneira 
encoberta.
Patogenicidade: qualidade que tem o agente infeccioso de, uma vez instalado 
no organismo, produzir sintomas em maior ou menor proporção dentre os 
hospedeiros infectados.
Vírus do sarampo→ alta patogenicidade (praticamente todos os infectados 
desenvolvem sinais e sintomas específicos)
Vírus da poliomielite→ baixa patogenicidade
Dose infectante: consiste na quantidade do agente etiológico necessária para 
iniciar uma infecção (necessária para superar a barreira do período de latência). 
*quantidade pequena- muito provável de não se infectar- exposição é extremamente 
importante.
📌 A dose infectante está diretamente relacionada com o período de 
exposição.
Doenças Transmissíveis 12
*Vária com a virulência do agente e a resistência do acometido. Quanto maior 
o número de microrganismo inoculados no suscetível, tanto maior será a 
probabilidade de infectá-lo. (mais difícil do sistema imunológico vencê-lo).
Poder invasivo: consiste na capacidade que tem o 
parasito de se difundir, através de tecidos, órgãos e 
sistemas anatomofisiológicos do hospedeiro. Ex: 
cercária da esquistossomose, penetrando na pele, 
proteases que libera em contato com a pele que 
degrada o tecido e o invade até chegar no interior 
do organismo e no seu local ideal de multiplicação 
e sobrevivência.
Se o poder invasivo é pequeno, o agente precisa 
ser mais invasivo (por exemplo: em feridas abertas) 
para vencerem mais as barreiras do organismo. 
Pele: principal barreira protetora, para penetração o 
parasita tem uma alta evolução.
UFC é a unidade de formação de colônias.
Invadindo tecidos e órgãos até chegar ao seu local de 
multiplicação.
Covid.
Doenças Transmissíveis 13
Imunogenicidade: é a capacidade que tem o agente etiológico de induzir 
imunidade no hospedeiro. Há agentes, como o vírus da rubéola, do sarampo, da 
caxumba e da varicela, entre outros, dotados de alto poder imunogênico. Um 
vez infectadas por esses microorganismos, as pessoas, em geral, ficam imunes 
para o resto da vida.
💉 Covid= não tem poder de imunogenicidade → anticorpo durável +- 5 
meses (teste sorológico).
Vacina= estimula o organismo a criar memória contra o agente 
infeccioso= anticorpo.
Período de incubação: é o intervalo de tempo decorrente entre a exposição a 
um agente infeccioso e o aparecimento de sinais ou sintomas da doença. É 
extremamente variável,desde algumas horas (cólera) até meses ou anos 
(hanseníase, AIDS).
Período de transmissibilidade: é o período em que o agente infeccioso pode 
ser transferido (direta ou indiretamente) de uma pessoa infectada a outra, ou de 
um animal infectado ao ser humano ou vice-versa.
Modo de transmissão das doenças 1
 Modo de transmissão das 
doenças
Maria Eduarda Netto
🚨 Cada pessoa exposta a uma determinada doença, pode apresentar um 
período de incubação diferente, ou seja, apresentar sinais e sintomas 
posteriormente, ou desde o início. Isso varia com o tempo de exposição, a 
quantidade de agente infeccioso (mais vírus podem acarretar maiores 
danos celulares), estado imunológico, genética e dentre outros.
Existem algumas doenças de transmissão direta (contato direto e transmissão 
de gotículas e aerossóis→ o contato com o hospedeiro é direto) e outras de 
indireta (pelo ar: partículas de suspensão em algo que carregam o agente 
infeccioso em questão, como em poeira com vários microrganismos):
🌬 Aerossóis: pequenas 
gotículas (+ leves), por 
isso ficam em 
suspensão e percorrem 
uma distância maior= 
transmissão direta.
📌 O veículo é aquele que leva o agente até o hospedeiro.
Nosso organismo é muito potente, ele mata tudo, precisa só enxergar. 
Uma doença tem mais de um modo de transmissão, mas tem o seu 
preferencial.
Modo de transmissão das doenças 2
Transmissão direta: 
É a transferência imediata do agente infeccioso de um hospedeiro ou 
reservatório animal para uma porta de entrada em outro hospedeiro, através da 
qual a infecção poderá ocorrer.
Pode ser pelo contato direto através do toque, beijo, relação sexual ou pela 
disseminação de gotículas ao tossir ou espirrar.
Covid=transmissão direta por gotículas. Porém, também pode ser indireta.
📢 Gotículas pesadas tendem a sair da boca e já sumirem. Já as gotículas 
mais leves (aerossóis), atingem maiores distâncias.
Transmissão indireta: 
Pode acontecer através de um veículo, vetor ou pelo ar.
1. Veículo: transmissão por veículos ocorre através de materiais contaminados 
como roupas, talheres, água, leite, alimentos, sangue, instrumentos cirúrgicos 
etc.
2. Vetor: é causada por insetos ou animais que carregam o agente infeccioso de 
pessoa para pessoa.
3. Ar ou aérea: as partículas de poeira também facilitam a transmissão aérea, por 
exemplo, esporos de fungos, bactérias e vírus podem estar aderidos em 
partículas de poeira. →poeira + microrganismos
Imagem real. Mostra a dispersão de partículas 
com dose infectante.
Modo de transmissão das doenças 3
Transmissões
Qual a importância da distinção entre os modos de transmissão de um agente 
causal? Para propor formas de prevenção, através da identificação do modo de 
transmissão, e para que haja um rompimento da sua transmissão.
→A cólera é 
transmitida 
pela água
Ex: Doença em que o agente etiológico tem tropismo pelas vias 
aéreas superiores e inferiores:
→prevenção: máscara, distanciamento, diminuindo a dose 
infectante.
→modo de transmissão: direta (gotas e contato-beijo).
Período de Transmissibilidade: Tempo durante o qual o agente infeccioso 
pode ser transferido de uma pessoa infectada a outra pessoa, de um animal 
infectado ao homem ou de um homem a um animal. 
Período em que a carga viral ou bacteriana é suficiente para conseguir transmitir.
🚨 Conhecer este 
período é muito 
importante para 
auxiliar na 
prevenção ou para 
romper o ciclo de 
transmissão..
OBS: Toda doença 
infecciosa tem seu período 
final de transmissão, 
dependendo de várias 
características.
Modo de transmissão das doenças 4
Cadeia epidemiológica/ cadeia de transmissão
É o elo de interação (transmissão) entre o agente, o hospedeiro e o ambiente.
Porta de saída: via aérea, intestinal, vômito e dentre outras. Dependendo dela, 
consegue-se induzir o meio de transmissão.
Porta de entrada: podem ser várias. Ex: oronasal (covid).
>Todos os contaminados podem ser 
reservatórios.
>Porta de entrada: boca.
>Contato direto: pode ser também 
através do veículo (água).
>Se o hospedeiro não for suscetível à 
doença, ele não terá a doença.
Mecanismos de penetração do agente causal
1. Ingestão: A água, os alimentos em geral, mãos e objetos, quando levados à 
boca, constituem as principais maneiras pelas quais a maioria dos agentes 
infectantes é transportada e introduzida no organismo por via oral.
A tríade epidemiológica mostra os passos que 
o microrganismo precisa percorrer.
Modo de transmissão das doenças 5
2. Inalação através das vias respiratórias superiores: 
introdução de microrganismos em suspensão por inalação. 
Gotículas expelidas pela boca e pelo nariz (gotículas de 
Flugge) contendo vírus diversos (gripe, sarampo, etc.); 
Mycobacterium tuberculosis no escarro em dessecação, 
associada a micropartículas de poeira (núcleos de Wells).
3. Transmissão da mãe para o feto por via transplacentária: o feto está sujeito 
a receber da mãe, por via plascentária, agentes infecciosos como o Toxoplasma 
gondii, protozoário responsável pela toxoplasmose; o Treponema pallidum, 
responsável pela sífilis e etc...
🚨 Um novo estudo sobre covid demonstrou que 
mães que vacinaram ou que tiveram a doença, 
transferiram anticorpos Igg (contra covid) para os 
fetos.
4. Penetração através de mucosas: as mucosas (vagina, uretra, olhos, boca) 
expostas aos fatores ambientais dispõe de condições biofísico-químicas 
favoráveis à instalação de germes. O microrganismo que chega à mucosa sadia 
pode ter tido origem no contato direto com outra mucosa doente ou ter sido 
transportado por algum veículo ou vetor. Ex: DST's, vírus da herpes simples- 
HSV-1 etc.
*Nesse casos não tem a pele, que é 
uma barreira física, a qual impede a 
infecção.
*pelos do nariz também auxilia na 
proteção.
5. Penentração através de solução de descontinuidade na pele: Toda 
descontinuidade da pele podem servir de porta de entrada para agentes 
infecciosos. Ex: feridas cirúrgicas, ferimentos acidentais, tecidos necrosados, 
queimaduras, escarificaçõe. Ex: bactérias, fungos e etc.
Inalação: 
transmissão de 
forma direta ou 
indireta.
É pela circulação.
Modo de transmissão das doenças 6
*Lesões na pele: A pele pode ser porta de entrada para 
vários microorganismos
*Também pode ser através de espinhas, falta de 
assepsia.
6. Deposição sobre a pele seguida de propagação 
localizada: os agentes etiológicos das dermatomicoses, 
fungos dos gêneros Miccrosporum e Trichophyton, tem 
acesso ao couro cabeludo, às unhas e à pele por contato 
direto com indivíduos infectados ou indiretamente por contato 
com objetos, pisos úmidos, instrumentos de barbearia e 
manicure. Ex:micose.
7. Penetração ativa através da pele: Agente infeccioso que abandona seu 
hospedeiro atual e penetra ativamente no novo hospedeiro. Ex: Cercárias de 
Schistosoma mansoni, Miíase, Ancylostoma brasilienses 
(larvamigranscutânea)etc...
8. Introdução no organismo com o auxílio de objetos e instrumentos: O 
acesso pode se dar através de perfurações cirúrgicas ou acidentais. A 
penetração do microrganismo no hospedeiro se dá por auxílio de objetos 
mecânicos. Ex:Clostridiumtetani, S.aureus, E.colietc...
9. Introdução em tecido muscular ou na corrente sanguínea por picadas de 
inseto ou por mordedura de animais: Introdução de microrganismos através 
do repasto sanguíneo por fêmeas de mosquitos. EX: Aedes aegypti, Anopheles, 
Flebotomíneos, Haemagogus, Sabethes etc... O vírus rábico é introduzido no 
organismo de seres humanos por mordedura lacerante de cães e gatos 
infectados e ,em bovinos, por mordedura de morcego.
Modo de transmissão das doenças 7
10. Ingestão com tecido animal utilizado como alimento: infectados com algum 
microrganismos que vão ser introduzidos diretamente no organismo. → 
Ingestão de carne crua ou mal cozida pode ser fonte da contaminação por 
coliformes, salmonelas, teníase e etc.
Espectro de gravidade de doenças infecciosas:
A diferença entre patogenicidade, virulência e letalidade pode ser entendida 
atravésdo esquema de espectro de gravidade de doenças infecciosas:
A gravidade da doença pode ser 
inaparente (história natural 
subclínica- sem sintomas) e 
quando está aparente é 
sintomática, manifestando alguns 
sintomas (podendo serem 
moderados, graves ou fatais) (fase 
clínica).
 O espectro está relacionado à 
patogenicidade
Conceito de 
iceberg: parte que 
se vê pode ser 
grande, porém é 
ainda infinitamente 
menor do que a 
parte submersa.
A proporção de 
casos da doença 
podem estar na 
fase assintomática 
ou subclínica.
São detectados em 
rastreamento, 
quando a infecção 
é inaparente. 
Modo de transmissão das doenças 8
Quando é 
assintomática pode 
ter casos graves, 
moderados ou levar 
ao óbito.
📌 Sintomas estão muito relacionados a danos celulares e teciduais. Quando 
é inaparente, os danos são mínimos.
Indicadores epidemiológicos
Patogenicidade: é a capacidade de um agente infeccioso de produzir a doença 
com sintomas clínicos e danos em pessoas infectadas e suscetíveis. Ela é 
variável, de acordo com o tipo de microrganismo.
A medida da patogenicidade é simplesmente a proporção de sujeitos infectados que 
desenvolvem a doença.
Modo de transmissão das doenças 9
*Covid é de baixa patogenicidade.
*patogenicidade envolve indivíduos que foram diagnosticadas, mas fala das que 
evoluíram para sintomas clínicos e danos 
Virulência: capacidade do agente infeccioso produzir casos graves e fatais. Ex: 
Raiva (virulência extremamente alta) e Ebola.
A medida da virulência é o número de casos graves e fatais em proporção ao 
número total de casos aparentes.
A combinação dos conceitos de Patogenicidade, virulência e letalidade pode ocorrer 
em um mesmo organismo ou em organismos diferentes.
Letalidade: é a capacidade do agente infeccioso de produzir casos fatais. Está 
relacionada com transmissão.
A medida de letalidade é o número de casos fatais em proporção ao número total de 
casos aparentes (usualmente diagnosticados) no mesmo período.
Maior número de contaminados= maior letalidade.
P= 100/220= 0,4545 X 
100= 45,4%
V=70/100=0,7 X 100= 
70%
L= 20/100= 0,2 X 100= 
20%
A patogenicidade leva 
em conta os que foram 
diagnosticado, incluindo 
os que evoluíram para 
Modo de transmissão das doenças 10
sintomas clínicos e 
danos.
Assintomáticos possuem 
pouca probabilidade de 
virem à óbito.
Muito virulentos: casos graves e fatais.
Altamente letais: 1)p.ex. a raiva, com 99%, sendo também altamente virulenta; 
2)p.ex. o ebola, com 80-85%.
Gripe: altamente virulenta, patogênica e pouco letal.
COVID: pouco patogênico (80% não desenvolve sintomas-assintomáticos), mais 
ou menos virulento e pouco letal (mas, a letalidade em si depende da população 
que se analisa).
Endemia, surto e epidemia 1
Endemia, surto e epidemia
 
Maria Eduarda Netto
ENDEMIA
Uma doença é classificada como endêmica (típica de uma região) quando 
acontece com muita frequência no local. Elas apresentam um padrão de 
ocorrência relativamente estável.
EX: dengue, febre amarela, malária e chagas. 
Ex: região de MG é endêmica para esquistossomose.
Uma endemia pode ou não ser revertida.
Leva em conta uma média de casos por ano, ou seja, ela possuí uma 
frequência local.
Sempre acontece algum caso esperado, todo ano.
Leva em conta, pelo menos, dados dos últimos 10 anos.
Condições ambientais favorecem o aparecimento do agente causal da patologia 
endêmica.
Quando é endêmica, não se consegue zerar totalmente os casos da patologia, 
por mais que haja intervenção irá ocorrer casos.
As doenças endêmicas podem sofrer influências sazonais (relacionadas com as 
estações do ano). Dessa forma, a incidência de uma doença endêmica é 
relativamente constante, podendo ocorrer variações sazonais (geralmente estão 
no pico) no comportamento esperado. → influência climática/ambiental.
Ex: Gripe (união de pessoas sem circulação do ar → disseminação →inverno).
➡Como saber se uma doença se tornou endêmica?
Série histórica dos últimos 10 anos?
Endemia, surto e epidemia 2
Limite superior normal para a endemia=limite sazonal.
Há um aumento, mas depois ela volta à normalidade (aumento= variação 
sazonal).
➡Como saber o limite superior normal para endemia?
Série histórica dos últimos 10 anos.
➡Principais endemias no Brasil:
Algumas das principais endemias que desafiam a saúde pública brasileira:
→ Malária, Leishmaniose, Esquistossomose, Febre amarela, Dengue, Doença de 
Chagas, Hanseníase, Tuberculose, Cólera e Gripe A.
Endemia, surto e epidemia 3
Febre amarela → somente o ciclo silvestre é encontrado (endêmico).
Febre amarela.
Febre amarela.
Endemia, surto e epidemia 4
🚨 Se ocorrerem mudanças nas condições do hospedeiro, do agente ou 
do ambiente, uma doença endêmica poderá se tornar um surto ou 
uma epidemia.
SURTO
Acontece quando há um aumento repentino do número de casos de uma 
doença em uma região específica. Para ser considerado surto, o aumento de 
casos deve ser maior que o esperado pelas autoridades (acima do que 
Vetor →mutação/ adaptação.
Endemia, surto e epidemia 5
normalmente acontece e é observado através dos indicadores) (é sem 
previsão).
🚨 Em algumas cidades, a dengue, por exemplo, é tratada como um surto e 
não como uma epidemia, pois o aumento da incidência acontece em 
regiões específicas (como em em alguns poucos bairros da cidade).
1. Aumento na incidência.
2. Regiões específicas
3. Dado maior do que o esperado em uma endemia.
Aumento da incidência além do limite normal:
Exemplo de surto baseado na exposição ao agente causal:
A) Exposição única com veículo comum;
B)Exposição múltipla.
→ As exposições explicam os gráficos.
🚨 Surto ou epidemia são definidos de acordo com a localidade. OBS: 
Epidemia é mais localidades.
A)Perfil de surto por exposição única.
Ex. de surto: 1- exposição única com veículo comum.
Endemia, surto e epidemia 6
Local restrito.
Não esperava nenhuma doença.
Aumento significativo rápido.
Características: explosivo; os casos são limitados às pessoas que compartilham 
a mesma exposição.
Perfil típico de DTA (doenças transmitidas por alimentos ou água). → fonte 
comum.
Esse perfil também pode ocorrer em doenças contagiosas.
EPIDEMIA
Se caracteriza quando um surto acontece em diversas regiões (ao mesmo 
tempo = agente infeccioso se espalhou). Quando o coeficiente de incidência 
aumento muito além do esperado, pode apontar para uma epidemia.
Pode ser municipal, estadual e nacional.
A epidemia a nível municipal é aquela que ocorre quando diversos bairros 
apresentam certa doença. 
Epidemia a nível estadual ocorre quando diversas cidades registram casos.
Epidemia a nível nacional é quando ocorre em diferentes regiões do país.
➡Curva endêmica X Curva epidêmica:
🚨 É importante sempre analisar 
o contexto da situação 
proposta.
Endemia, surto e epidemia 7
Características da curva epidêmica:
A) Fase de progressão
A incidência é 
progressivamente 
crescente e inicialmente 
lenta, acima do limiar 
epidêmico; →quando 
comparadas com uma 
doença endêmica
*Se a patologia não for 
endêmica, não tem limiar.
Sugere a ocorrência de 
um desequilíbrio no 
controle da doença ou 
evolução natural do 
agente causal.
B)Incidência máxima 
(pico da curva)
Diminuição do número 
de suscetíveis;
Diminuição do número 
de expostos ao agente 
causal;
Ação efetiva de 
vigilância e controle;
Processos naturais de 
controle da doença.
C)Regressão da curva
Diminuição do número de 
suscetíveis; 
→imunização/vacina
Diminuição do número de 
expostos ao agente 
causal;
Retornar aos valores 
iniciais de incidência;
Estabilizar num patamar 
endêmico;
Regredir até a incidência 
nula, incluída aí a 
eliminação ou 
erradicação.
🚨 OBS: As semanas 
epidemiológicas 
são contadas de 
Endemia, surto e epidemia 8
domingo a 
segunda.
OBS: Se não teve 
explicação a 
curva→ sempre 
olhar o 
enunciado.
OBS: Quandose 
tratar de uma 
curva de um 
bairro X, se refere 
a surto.
1ª onda X 2ª onda etc.
Fatores relacionados a ondas secundárias:
Sazonalidade;
Diminuição do isolamento social;
Diminuição nas medidas de prevenção da doença;
Diminuição da vigilância epidemiológica;
Evolução (mutações) do agente causal;
Endemia, surto e epidemia 9
Falta de vacina ou tratamento específico;
Suscetibilidade da população.
Doenças Emergentes e Reemergentes 1
Doenças Emergentes e 
Reemergentes
Maria Eduarda Netto
Conceitos importantes
Epizootia: doença infecciosa que atinge grande número de animais. Análoga à 
epidemia em Humanos. → epidemia que ocorre só em animais
Está acontecendo em regiões de matas de municípios diferentes.
Enzootico: doença de animais peculiar a uma localidade ou constantemente 
presente nela. Análoga à endemias em humanos. → endemia que só ocorre em 
animais
Área indene: área reconhecidamente sem transmissão (área livre) para 
determinada doença.
Ainda não tem caso de transmissão comunitária
Caso autóctone: caso contraído pelo enfermo na zona (cidade) de sua 
residência.
Caso alóctone: caso contraído em outro local diferente de onde o enfermo se 
encontra.
Doença emergente: É uma doença transmissível que têm aparecido 
recentemente (novo problema de saúde) em uma população ou que já existiam 
A investigação é a preocupação em variações que pode atingir a espécie humana.
Doenças Emergentes e Reemergentes 2
em alguns países, mas têm aumentado rapidamente em incidência e alcance 
geográfico em novas regiões.
EX: 
febre zika; febre Chikungunya; →ambas 2015= doença nova no Brasil, 
existia em outros países, no BR poucos casos até 2015 
 febre mayaro; etc.
Doença reemergente: é uma doença transmissível previamente conhecida que 
reaparece como problema de saúde pública após uma etapa de significativo 
declínio de sua incidência e aparente controle. Em sua maioria, são doenças 
que haviam sido controladas, e que voltaram a representar ameaça à saúde 
humana.
EX: sarampo, febre amarela, dengue, etc.
→QUAIS FATORES INFLUENCIAM PARA QUE HAJA A EMERGÊNCIA E 
REEMERGÊNCIA DE DOENÇAS?
Fatores demográficos
Fatores ambientais e econômicos
Baixo desempenho do setor de saúde
Mudanças no perfil dos microrganismos → aparecimento de novas doenças -
COVID
Aumento do intercâmbio internacional
Doenças Emergentes e Reemergentes 3
Globalização
Facilidade de migração
Baixa cobertura vacinal
🚨 COVID:
Coronavac → 50% de não pegar, 20% de ter sintomas leves e 90% 
de não ser letal.
IMUNIZAÇÃO COLETIVA OU REBANHO
Muita gente imunizada ao ponto de baixar o número de transmissão.
Sarampo → 95% para que os outros 5% estejam seguro.
1798- Edward Jenner → vacina contra varíola ( primeira vacina criada).
Varíola bovina → causava varíola mais branda nas pessoas que tinham 
contato com boi/vaca, quando em contato com a varíola humana normal, 
pegavam de forma mais branda.
Secreção inoculada em uma pessoa que ainda não tinha varíola 
humana → PROTEÇÃO → mais brada quando pegava a doença.
Doenças Emergentes e Reemergentes 4
VACINAÇÃO:
É o único meio para interromper a cadeia de transmissão de algumas 
doenças
Só se torna possível com coberturas adequadas e homogêneas para todos 
os grupos da população
Mellhor relação custo/benefício no setor de Saúde Pública.
🚨 Eficaz no desfecho de contaminação e morte.
Um breve histórico:
1796→ A primeira vacina foi descoberta por Edward Jenner, que 
sistematizou os conhecimentos empíricos e criou uma vacina contra varíola, 
a partir da pústula formada pelo vírus vaccínia nas tetaas das vacas (daí o 
nome vacina).
🚨 Varíola bovina é uma zoonose causada pela proliferação do vírus do 
gênero ortopoxvírus.
RESPOSTAS IMUNOLÓGICAS
Soro→ picada de uma cobra 
→ substâncias químicas.
Doenças Emergentes e Reemergentes 5
TRANSFERÊNCIA 
(HUMORAL) → imunidade 
passiva (plascentária)
É a imunidade conferida a 
um indivíduo pela 
transferência de soro 
(anticorpos) ou linfócitos 
de um indivíduo 
imunizado para outro não 
imunizado.
A imunidade passiva é um 
método útil para conferir 
rapidamente a resistência, 
sem ter que esperar pelo 
desenvolvimento de uma 
resposta imune. 
Ex: Anticorpos maternos 
atravessam a placenta, o 
que permite aos recém-
nascidos o combate à 
infecções antes deles 
próprios desenvolverem a 
habilidade de produzir 
anticorpos. → 
administração de 
antitoxinas (raiva, 
venenos...)
IMUNIDADE COLETIVA OU DE REBANHO
A imunidade coletiva pode ser definida como a resistência de um grupo de 
pessoas não imunizada ao ataque de uma doença, para a qual grande 
proporção de pessoas de uma população foram imunizadas.
Princípio da imunização coletiva (rebanho):
Quando um alto percentual (variável dependendo da doença) da população 
for imune a uma doença contagiosa, toda a população, provavelmente, será 
protegida, e não apenas aqueles que são imunes.
A especificidade de memória deriva de anticorpos, 
os quais podem se originar de uma vacina ou de 
uma infecção.
Doenças Emergentes e Reemergentes 6
Por que?
Barreira
Imunização coletiva ocorre de duas formas: vacinação e disseminação.
🚨 É a menor chance de uma pessoa suscetível contrair a patologia.
Por que o conceito de imunidade coletiva é tão importante? porque ela 
possibilita a proteção de pessoas que não vacinaram.
🚨 Quando conduzimos um programa de vacinação, pode não ser 
necessário atingir 100% nas taxas de imunização para obter sucesso. → 
sarampo= imunização de 95% da população.
Vacinados de amarelo. Rosa são os doentes. Azul são os suscetíveis a contrair a doença por não 
estarem imunizados.
Doenças Emergentes e Reemergentes 7
Para existir imunidade coletiva, certas condições precisam ser alcançadas:
O agente da doença deve-se restringir a uma única espécie de hospedeiro 
dentro do qual a transmissão ocorre
A transmissão deve ser relativamente de forma direta de um membro da 
espécie para outro
Se existir um reservatório em que o agente possa existir fora do hospedeiro 
humano, a imunidade coletiva não ocorrerá, pois outros meios de 
transmissão estarão disponíveis.
Além disso, as infecções devem induzir uma imunidade sólida ( memória 
imunológica) (maior memória - menos vacina) (menor memória -mais 
vacina).
Doenças Emergentes e Reemergentes 8
🚨 A imunização coletiva ou de rebanho consiste na resistência ou 
imunidade adquirida por um grupo de pessoas em relação à investida de 
uma doença. Dessa forma, se um alto percentual de uma população for 
imune, as chances de todo a população estar protegida e se beneficiar é 
alta, mesmo os que não estão imunes e isso é um fator importante para a 
proteção de pessoas que não se vacinaram, por exemplo. Uma pessoa 
infectada possuí, então, menor probabilidade de encontrar uma outra 
pessoa suscetível para a transmissão da infecção; tendo em vista que, 
grande parte da população está imunizada e isso proporciona o 
rompimento do ciclo de transmissão entre esses indivíduos, dificultando a 
propagação de um vírus. Assim, um infectado transmite o vírus para, em 
média, uma pessoa suscetível; uma taxa de transmissibilidade baixa. 
Ademais, isso só é alcançado quando se tem uma alta cobertura vacinal, 
já que as vacinas diminuem as chances de replicação do vírus e da 
transmissão de uma patologia; e também quando houve uma infecção 
natural que organismo do indivíduo foi capaz de combater, o que gerou 
células de memória e uma imunidade ativa. 
Outrossim, vale ressaltar que, para existir essa imunidade coletiva é 
necessário que haja condições favoráveis para tal, como a restrição do 
agente etiológico a uma única espécie de hospedeiro no qual a 
transmissão direta se sucede e a impossibilidade de existência de um 
reservatório no qual o agente possa existir fora do hospedeiro humano. 
Portanto, esse conceito pode ser exemplificado pelo seguinte quadro: em 
um rebanho, se um animal for infectado por um microrganismo e nenhum 
dos outros animais estiverem imunes, o patógeno pode se espalhar para 
o grupotodo, adoecendo e matando cada animal. Porém, se alguns dos 
animais adquirem imunidade, há o impedimento da transmissão para os 
outros que estão em seu contato.
Pandemia 1
Pandemia
Maria Eduarda Netto
INTRODUÇÃO
Em uma escala de gravidade, a pandemia é o pior dos cenários. Ela acontece 
quando uma epidemia se espalha por diversas regiões do planeta. → 
acontece em vários continentes, com incidência acima do esperado.
🚨 Para descobrir se é uma pandemia é bom sempre olhar a incidência
 Em 2009, a gripe A (gripe suína) passou de uma epidemia para uma pandemia 
quando a OMS começou a registrar casos nos seis continentes do mundo.
O mundo já passou por várias pandemias e provavelmente passará por várias 
outras.
🚨 Covid →março de 2020 →PANDEMIA
🚨 Hoje, em 2021, existe a pandemia do HIV, com melhoria de vida 
→coquetéis→ testagem →controle.
🚨 Uma pandemia pode ter tempo curto e não ser duradoura (como o covid).
🚨 Pandemias virais possuem alta capacidade de transmissão.
🚨 Se deixar a pandemia em pico agudo → várias pessoas procurando o 
sistema de saúde → superlotação.
HISTÓRICOS 
Pandemia 2
1247-1341 → Peste Negra → a pandemia da peste negra surgiu na China ou na 
Ásia Central, causada pela bactéria "Yersinia pestis" e transmitida por roedores. 
Foi a mais mortal das epidemias. Entre 1327 e 1352, a peste negra dizimou 
metade da população europeia. As estimativas são de 75 a 200 milhões de 
mortes.
1817- Cólera → a primeira "epidemia global" documentada de cólera que se 
estendeu do sudeste asiático para o resto do mundo e, desde então, a OMS 
contabilizou sete pandemias.
1824-1840 -Varíola → a doença causada pelo vírus “orthopoxvirus variolae” 
ressurgiu em 1824 e se estendeu por quase toda a Europa, depois de causar 
827 mil mortes na Rússia, entre 1804 e 1810.
1932- Aids → o vírus HIV causou, desde então, 32 milhões de mortes e a 
estimativa é de que mais 33 milhões de pessoas estejam infectadas no mundo 
todo, principalmente na África Subsaariana.
Pandemia 3
🚨 NEM SEMPRE é necessário conhecer cada detalhe do mecanismo 
patogênico para sermos capazes de PREVINIR uma doença.
1918 - A gripe espanhola foi uma vasta e mortal pandemia do vírus Influenza 
H1N1. De janeiro de 1918 a dezembro de 1920, infectou uma estimativa de 500 
milhões de pessoas e matou entre 17 – 50 milhões de pessoas no mundo . A 
gripe espanhola foi a primeira de duas pandemias causadas pelo Influenza 
H1N1, sendo a segunda ocorrida em 2009 conhecida como gripe suína.
Identificada primeiro no México e nos Eua. Recebeu o nome de espanhola, 
pelo fato da Espanha ter sido um dos países mais afetados.
Gripe espanhola no BR:
Eleito pela segunda vez, Rodrigues Alves não pôde assumir a presidência 
da República, vindo a falecer em 18 de janeiro de 1919.
Pandemia 4
Desenvolvimento de vacinas e 
saneamento → aumento da 
expectativa de vida
VÍRUS INFLUENZA A: 
Vírus de RNA
Sofrem mais mutações os vírus de RNA, por serem instáveis.
A mutação pode ser em 1 aminoácido da proteína e pode ser ou não 
significante.
Os vírus, dentro de um mesmo hospedeiro, podem se comunicar e gerar 
uma nova variante.
Vírus foi se adaptando até adquirir a capacidade de infectar humanos.
A expectativa de vida caiu muito, era em torno de 55 
anos e caiu para baixo de 40.
Pandemia 5
O vírus é necessariamente um 
parasita intracelular obrigatório.
Hematoglutinina é uma proteína e (H1-H18) é 
uma variação dessa proteína. A 
neuraminidase é também uma proteína. Evolução do vírus pode ocorrer de ambiente 
para ambiente, de animais para animais, até 
assumir a capacidade de chegar no homem e 
ser transmitida entre a espécie humana → 
MUTAÇÕES/ EVOLUÇÃO CONTÍNUA → 
pode também estagnar em uma evolução.
A gripe aviária é a que está marcada com 
retângulo vermelho. A gripe suína é a que 
aconteceu em 2009.
Pandemia 6
A OMS (2005) definiu seis fases de risco crescente para uma pandemia:
Pode ser causada por vírus 
do Influenza ou por COVID e 
bactérias. É uma infecção de 
microrganismo que afeta as 
vias aéreas superiores.
Oronasal = genoma (RNA 
ou DNA), partículas virais. 
Sorológico= anticorpos IgM 
ou IgG.
Relação de troca de microrganismos (patogênicos e 
não patogênicos).
Pandemia 7
Períodos interpandêmico (Fases 1 e 2):
Fase 1: O vírus da influenza circula continuamente na natureza entre os 
animais, especialmente em pássaros. Porém, nenhum novo subtipo do 
vírus foi reportado por causar infecção em humanos.
Fase 2: Um novo subtipo de vírus da influenza é detectado circulando 
em animais selvagens. Porém, nenhum novo subtipo do vírus foi 
reportado por causar infecção em humanos.
Fase 3: Detecção de casos esporádicos de infecção humana por um 
novo subtipo de influenza originada de animais. Porém, com nenhuma 
transmissão direta entre pessoa-pessoa ou com raros casos de 
transmissão direta por contato próximos e prolongados que não são 
suficientes para um contágio comunitário.
Fase 4: Detecção e confirmação de novos casos de transmissão direta 
de animais-pessoa e pessoa-pessoa do novo subtipo de influenza 
humana. Novo subtipo considerado capaz de criar um contágio 
comunitário. O vírus ainda não está totalmente adaptado à transmissão 
direta pessoa-pessoa.
Fase 5: Detecção e confirmação de novos casos de transmissão direta 
de pessoa-pessoa do novo subtipo de influenza humana em outras 
regiões comunitárias. Indicando avanço na adaptação do vírus, porém 
ainda não totalmente adaptado para transmissão em massa.
Fase 6: A transmissão direta de pessoa a pessoa da influenza é 
crescente e continuada em vários países e continentes.

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