Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Autora: Eduarda C.
Área de Estudo: Anatomia
Propósito: Resumo de seminário
Prolapso Retal
O prolapso retal é uma
enfermidade multifatorial de prevalência
alta em pequenos ruminantes e gatos da
raça Manx. Porém é considerado como
pertencente a todas as espécies, há
relatos em equinos, bovinos, ovinos,
cães, felinos, gorilas, antas, cutias,
rinocerontes e leão.
Para explicar essa afecção vamos
nos valer de estudos sobre ovinos,
cutias, cachorro do mato,
macaco-aranha-de-cara-preta, cães,
gatos e suínos.
Desse modo, se faz necessário explicar
a distinção em espécie dos animais não
domésticos:
O macaco-aranha-de-cara-preta
(Ateles chamek Humboldt) é uma
espécie presente no Brasil, Bolívia e
Peru. Considerado pelos IBAMA como
em situação de vulnerabilidade, e pela
IUCN (União Internacional para a
Conservação da Natureza) como em
situação de perigo. Isso se dá,
principalmente por terem exigências de
habitat preservado, maturação sexual
tardia, o longo intervalo entre
nascimentos de filhotes e o intenso
desmatamento nas regiões que vivem.
Mesmo o prolapsos de reto ser incomum
em primatas não humanos existem
relatos de casos.
A cutia é um mamífero de
pequeno porte, do gênero Dasyprocta e
espécie D. aguti, tendo grande
importância como dispersor de
sementes. A presença de prolapsos não
é comum, porém não é considerada rara.
O Cachorro-do-mato ou Graxaim,
Cerdocyon thous, é uma espécie de
ampla distribuição na América do Sul.
Possuem uma atividade bastante
importante para o ambiente, como a
dispersão de sementes de plantas
nativas, especialmente na Caatinga.
Anatomia saudável
Reto é a porção final do intestino
grosso, mais dorsal das vísceras
pélvicas, que dá acesso ao ânus.
Diferentemente do cólon, ele não realiza
absorção, sua principal função é
armazenar o conteúdo de defecação,
parte muito importante do processo
gastrointestinal, auxiliando no controle
de evacuação e microbiano.
Grande parte do reto é suspensa
pelo mesorretor, mas o segmento
terminal é totalmente retroperitoneal. O
espaço retroperitoneal é preenchido com
tecido mole rico em gordura.
Antes de se unir ao canal anal
curto, o qual se abre para fora com o
ânus, ele se dilata e forma a ampola
retal. Sua vascularização se dá
principalmente pela artéria retal cranial
e artéria mesentérica caudal.
O ânus é controlado por
esfíncteres anais externo e interno. O
esfíncter interno compõe-se de músculo
liso e é uma modificação da camada
circular da cobertura muscular do reto; o
esfíncter externo é um músculo estriado
que emerge das vértebras caudais.
Os animais possuem diferenças
no que diz respeito à disposição e
estruturas dos tecidos, porém essas não
promovem alterações na afecção.
Mudança na anatomia
O prolapso retal é caracterizado
pela perda do tônus do esfíncter, por
excesso de pressão ou exigência
biomecânica, ocasionando o
afrouxamento do tecido conectivo
submucoso ou falha no sistema
suspensório do reto.
Etiologia da doença:
● A presença da micotoxina
zearalenona nas dietas;
● Problemas de constipação,
associada à proctite ou colite
grave (esforço para defecar);
● Excesso de umidade e fezes nas
baias;
● Contaminação bacteriana;
● Alterações bruscas na
temperatura;
● Enfermidades respiratórias;
O ruminante possui um
sistema de depuração do ar de vias
aéreas superiores pouco eficiente à
presença ambiental constante de
excesso de poeira e amônia, além de
uma frequência respiratória em
repouso mais elevada que outras
espécies, o que o torna mais
suscetível a doenças respiratórias.
● Tosse crônica (cria um aumento
de pressão abdominal durante
sua ocorrência);
● Predisponentes como doenças
anorretais que causam disquezia;
● Doenças do trato urinário inferior;
● Doenças prostáticas que
provocam estrangúria;
● Comprimento da cauda;
Parte do tônus do esfíncter
anal também é mantido pela
movimentação da cauda,
especialmente em sentido ventral, e
esse mecanismo pode ser
prejudicado em animais com
caudectomia curta.
● Sexo;
Em macho pode aparecer
mais pelo nível de consumo
alimentar ser maior em menor
período de tempo, mas não existem
dados estatísticos.
● Aumento de pressão
intra-abdominal;
Como a prenhez adiantada,
por conta do útero gravídico e aos
níveis plasmáticos elevados de
estrógeno que ocorrem a partir do
último mês de gestação.
Classificação
Parcial, quando somente a
mucosa estiver envolvida.
Completo ocorre a invaginação de
duas camadas do reto, podendo
englobar a junção anorretal do canal
anal.
Alguns autores apontam
diferentes graus, conforme a estrutura
anatômica exposta: I: com exposição da
mucosa, II: da mucosa e serosa III: do
cólon maior IV: do cólon maior com
constrição de reto.
Sinais e Sintomas
O principal deles é a própria
forma de diagnóstico, a massa visível.
Projeção de massa tubular vermelha
escuro e de aparência úmida pelo ânus.
Geralmente são característicos da
doenças/ problema desencadeador do
prolapso, como constipação. Isto é, a
dificuldade de defecar é tanto um
sintoma, quanto um agente causador.
Assim ocorre com os demais sintomas,
a saber:
Dores abdominais ao toque ou
palpação;
Agressividade;
Inapetência;
Presença de sangramento ou não;
Constipação;
Vômitos;
Letargia;
Perda de peso;
Diarreia: com fezes pastosas a
líquidas, podendo ser mucóide ou
sanguinolenta;
Tendência de o animal lamber a
massa prolapsada e a região perianal;
Aumento na espessura do
intestino (normal 1,5 mm), para animais
pequenos.
O prolapso retal pode
desenvolver complicações como o
edema e a necrose tecidual tornando
impossível a redução manual como
tratamento conservador.
Formas de Diagnóstico
O diagnóstico em casos parciais
ou completos do prolapso retal é feito
principalmente por constatação visual.
Porém é importante que o primeiro
passo de confirmação seja o exame
físico, por meio do teste com sonda
lubrificada.
Este procedimento consiste na
introdução de um termômetro ou
instrumento cego no espaço entre o
tecido prolapsado e o esfíncter anal para
palpar o fundo do saco, se houver
resistência é prolapso retal, se não
houver é uma intussuscepção de íleo ou
cólon (condição em que parte do
intestino sofre uma invaginação).
Como o prolapso possui muitas
causas, é crucial o diagnóstico da causa
primária para que não ocorram recidivas,
o que pede que a anamnese do paciente
seja minuciosa. Exames complementares
podem ser solicitados para averiguação
de outras doenças e disfunções que
podem desencadear o prolapso.
Tratamento
Nas condições pré-operatórias o
primeiro passo deve ser a terapia
conservativa do prolapso retal, ou seja,
o tratamento da doença primária. Não
há consenso sobre técnicas cirúrgicas
indicadas para redução de prolapsos
retais.
Cada caso deve ser analisado de
maneira individual, levando em conta o
tempo da percepção da situação, a
extensão do prolapso, o nível de lesão
da serosa do trato digestório e a
gravidade da lesão, assim como o
estado geral do paciente, entre outros
fatores.
Em casos que o animal não
apresenta necrose na mucosa do tecido
prolapsado, segue procedimento
manual/natural. Sob plano anestésico e
com funções vitais estáveis, realiza-se
lavagem com solução salina gelada ou
soro fisiológico e gelo, para auxiliar na
redução do edema, para então uso da
técnica de cerclagem anal (sutura em
bolsa de tabaco).
Sendo esse o procedimento de
escolha primário, por ter duração breve,
não necessita de anestesia completa e
ser pouco invasivo.
Quando o tecido retal estiver
traumatizado ou desvitalizado,
recomenda-se a ressecção e
anastomose. A resolução cirúrgica deve
ser a menos invasiva e mais próxima
após a visualização do prolapso e o
sucesso do procedimento está
diretamente associado à integridade do
tecido da serosa e do grau do prolapso.
A técnica pode resultar em
complicações caso haja lesão de alguns
nervos, como incontinência fecal e
outros distúrbios de defecação.
Após ambos os procedimentos é
necessário que haja acompanhamento e
terapêutica pós-operatória,
principalmente com uso de fármacos.
Referências
VILIOTTI, Tatiane A. Azevedo; et
al..AbordagemCirúrgica Do Prolapso Retal
Em Felino Relato De Caso. Maringá: Pubvet,
v.12, n. 3, 2018.
SCHUH, B. R.F.; et al.. Prolapso Retal
Em Pequenos Ruminantes: Etiologia,
Técnicas Anestésicas E Cirúrgicas E
Evolução Clínica Em 12 Animais: Relato De
Caso. Paraná: Arq. Bras. Med. Vet. Zootec.,
v.71, n.5, p.1545-1550, 2019.
LIMA, Juliete Lira de Souza; et
al..Relato De Caso: Prolapso Retal Em
Cachorro-domato. Recife: JEPEX, 2011.
LIMA, Wagner Costa; et al.. Prolapso
Retal Em Cutia (Dasyprocta Aguti): Relato
De Caso. [S.l.]: Rev. Bras. Med. Vet., v. 36, n.
4, p. 409-411, out/dez, 2014
SANTOS JR, Júlio César Monteiro.
Prolapso Do Reto Aspectos Clínicos E
Cirúrgicos. [S.l.]: Rev bras Coloproct, v. 25,
n. 3, p. 272-278, 2005.
LORENCINI, Vargner; et al.. Prolapso
Retal Em Suínos Na Fase De Terminação.
[S.l.]: Engormix, 2017.
OLIVEIRA, Graziela Kopinits; et al..
Colopexia Em Ovinos Da Raça Dorper Com
Prolapso Retal. Santa Maria: Ciência Rural,
v. 39, n. 2, p. 479-483, mar-abr, 2009.
SILVA, Tanara Raquel de Oliveira da;
et al..Prolapsos Em Pequenos Animais.
Maringá: Pubvet,v. 11, n. 3, p. 285-289,
2017.
SILVA, Juliana Souza da; et
al..Prolapso Retal Em Cães: Relatos De
Casos. Conhecimento sem Fronteiras: XVII
Congresso de Iniciação Científica, 2008
CUNHA, Marina Gabriela Monteiro
Carvalho Mori da; et al.. Prolapso Retal
Associado A Divertículo Vésico-uracal Em
Gato. [S.l.]: Ciência Animal, v. 25, n. 4, p.
35-39, 2015.
TEIXEIRA, RHF; et al.. Prolapso Retal
Em Macaco-aranha-de-cara-preta: Relato
De Caso. [S.l]: Health Science, v. 13, n. 26, p.
735-744, 2020.