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Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 1 Bacteriologia ➔ A CÉLULA PROCARIÓTICA Os procariotos, grupo que engloba as bactérias, contem ácidos nucleicos, proteínas, lipídeos e carboidratos. Os procariotos, diferentemente dos eucariotos, possuem parede celular composta de peptideoglicano e membrana, ausência de organelas, DNA organizado de forma celular não envolto por membrana e não associados a histonas. Normalmente, se dividem por fissão binaria, por copia de DNA, essa divisão envolve menos estruturas e processos, gastando menos energia. As bactérias se diferenciam pelo tamanho, forma e arranjo das células bacterianas. As bactérias podem ter formato de cocos, bacilo ou espiral • MORFOLOGIA Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 2 Os cocos geralmente são redondos, ovais, alongados ou achatados em uma das extremidades. De acordo com sua divisão para reprodução, eles podem ser classificados em diplococos, estreptococos, tétrades, sarcinas ou estafilococos. Os bacilos se dividem apenas ao longo do seu eixo, existindo um menor numero de grupos de bacilos do que de cocos. Os bacilos podem ser divididos em bastonetes, diplobacilos, estreptobacilos e cocobacilos. Os espirais apresentam curvaturas, nunca sendo retas, se assemelhando a vibriões, espirilos ou espiroquetas. Os espirilos utilizam os flagelos para locomoção. As espiroquetas se movem por filamentos axiais, que diferentemente dos flagelos, estão envoltos por uma bainha externa flexível. • ESTRUTURAS EXTERNAS A PAREDE CELULAR 1) GLICOCÁLICE São substancias secretadas que envolvem as células, situado na extremidade da parede celular e composto por polissacarídeos e/ou polipeptideos, podendo variar a composição química entre as espécies. Na maioria dos casos, o glicocálice é produzido dentro das células e secretado para a superfície celular. As capsulas são importantes para a contribuição da virulência bacteriana, protegendo as células bacterianas patogênicas de processos como fagocitose. SUBSTANCIA POLIMERICA EXTRACELULAR (SPE): glicocálice que auxilia as células a se fixarem ao sem ambiente alvo e umas as outra, protegendo as células dentro do glicocálice, facilitando a comunicação entre as células e permitindo a sobrevivência celular pela fixação a varias superfícies em seu ambiente natural. Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 3 2) FLAGELOS Longos apêndices filamentosos que realizam a propulsão da bactéria. Podem ser classificados como: • Atriquias: sem projeções • Peritriquios: distribuídos ao longo de toda célula • Polares: em uma ou em ambas as extremidades. Quando há um único flagelo no polo da celula, ele é chamado de monotriquios. Já quando há um tufo de flagelos, ele é chamado de lofotriquios. Enquanto quando há flagelos em ambos os polos da celula, ele é chamado de anfitriquios. A movimentação do flagelo se dá pela rotação do corpo basal, dependendo da geração contínua de energia pela célula bacteriana. As células bacterianas podem alterar a velocidade e a direção de rotação dos flagelos, sendo capazes de vários padrões de motilidade. Uma vantagem desse movimento, é a capacidade de se mover em direção a um ambiente favorável ou se afastar de um ambiente adverso. Movimento esse chamado de TAXIA. Os movimentos ocorrem pela presença de receptores de estímulos, podendo esse estímulo ser positivo (atraindo) ou negativo (repelindo). Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 4 3) FILAMENTOS AXIAIS Exclusivos de espiroquetas. São feixes de fibrilas que se originam nas extremidades das células, sob uma bainha externa, e fazem uma espiral em torno da célula. Os filamentos axiais possuem estrutura similar aos flagelos. A rotação dos filamentos produz um movimento de “saca-rolha”, permitindo o movimento em locais como os fluidos corporais. 4) FÍMBRIAS E PILI São aparentemente semelhante a pelos. Essas estruturas são proteínas (pilina) ➔ FÍMBRIAS As fimbrias podem se concentrar no polo da celula ou se distribuir em toda superfície celular. Estão envolvidas na formação de biofilmes e outros agregados na superfície de líquidos, vidros e pedras. As fimbrias auxiliam na adesão da bactéria a diversas superfícies epiteliais do corpo. ➔ PILI Geralmente são mais longos que as fímbrias. Estão envolvidos na motilidade celular e na transferência de DNA, por meio de contato entre células. O DNA compartilhado pode adicionar uma nova função a célula receptora, como resistência a antibióticos ou a habilidade de degradar o seu meio com mais eficiência. ➔ PAREDE CELULAR A parede celular é quem da forma para uma celula, sendo ela de estrutura complexa e semirrigida, servindo de proteção celular. A principal função da parede celular é prevenir a ruptura das células bactérias quando a pressão da agua dentro da celula é maior que fora dela (pressão osmótica). Além de manter a forma da celula, garantindo a funcionalidade dos flagelos. Clinicamente, a parede celular é importante pois contribui para a Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 5 patogenicidade de algumas bactérias e também é o local de ação de alguns antibióticos. • COMPOSIÇÃO E CARACTERÍSTICAS A parede celular é composta de peptideoglicano (mureína), podendo estar presente de forma isolada ou em combinação com outras substancias. O peptideoglicano forma uma rede que circunda e protege toda a celula, podendo ser compostas por monossacarídeos do tipo NAG ou NAM, que estão ligadas em fila de forma alterada. OBS: A PENICILINA interfere com a interligação final das fileiras de peptideoglicanos através de pontes cruzadas peptídicas. Por isso, a parede celular fica muito enfraquecida e a célula sofre LISE, uma destruição causada pela ruptura da membrana plasmática e pela perda de citoplasma. ❖ Paredes Celulares de Gram-positivas Nas bactérias Gram-positivas, a parede celular apresenta uma espessa camada de peptideoglicano, formando uma estrutura rígida e espessa. Enquanto que nas Gram-negativas, contem apenas uma camada fina de peptideoglicano. Alem disso, entre as camadas de peptideoglicano das gram-positvas, há também uma camada granular composta de acido lipoteicoico (composto de álcool e fosfato). Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 6 ❖ Parede Celular de Gram-negativas A parede celular das gram-negativas apresenta uma fina camada de peptideoglicano e uma membrana externa. Além disso, não apresentam acido teicoico. Desse modo, as gram-negativas são mais suscetíveis ao rompimento mecânico. A membrana externa da célula gram-negativa consiste em lipopolissacarideos (LPS), lipoproteínas e fosfolipideos. As principais funções da membrana externa são:evasão da fagocitose, causa lise de células, promove fagocitose, barreira contra a ação de detergentes, antibióticos e enzimas digestórias como a lisozima. Na membrana externa, encontra-se presente as porinas (são proteínas), que atuam na permeabilidade da membrana, colaborando para a passagem de nutrientes que garantem o metabolismo celular. Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 7 ❖ Paredes Celulares e Mecanismo de Coloração de Gram Mecanismo baseado nas diferenças das estruturas das paredes celulares gram- positivas e gram-negativas e em como cada uma delas reage a vários reagentes. • PAREDES CELULARES ATÍPICAS Representado pelas micobactérias, esse grupo tem certos tipos de células que não possuem parede ou parede com pouco material. Suas membranas plasmáticas possuem esteróis que as protegem de sofrerem lise. Dessa forma, Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 8 as micobacterias não sofrem alteração pelos processos de coloração de gram tradicionais, já que a barreira de lipídio (gordura) impede a coloração. • PAREDES CELULARES ACIDORRESISTENTES A coloração acidorresistente é utilizada na identificação do grupo das micobacterias. Essas bactérias contêm alta concentração de um lipídeo ceroso (acido micolico) em sua parede que previne a entrada dos corantes. O acido micolico forma uma parede uma parede externa a uma camada fina de peptideoglicano, que são unidos por um polissacarídeo. As bactérias acidorresistentes podem ser coradas com carbolfucsina, pois esse reagente penetra de forma mais eficiente nas bactérias quando aquecida, deixando a cor vermelha retida nas bactérias. Caso a camada de acido micolico seja removida, esse grupo de bactérias se coram como as gram-positivas. • DANO A PAREDE CELULAR As drogas antimicrobianas geralmente atingem a parede celular das células das bactérias, já que elas são diferentes da parede celular dos seres humanos, o que faz com que o antimicrobiano não seja danoso para nossas células. Um meio pelo qual a parede celular pode ser danificada é pela exposição a enzima digestória LISOZIMA, tornando a parede celular vulnerável a lise. Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 9 Geralmente, quando a LISOZIMA é aplicada sobre gram-negativas, a parede não é destruída na mesma extensão do que nas gram-positivas, devido as ligações das gram-negativas serem mais fortes. A maioria das bactérias gram-negativas não é tao sensível a penicilina quanto as bactérias gram-positivas, pois a membrana externa das bactérias gram- negativas formam uma barreira que inibe a entrada dessa e de outras substancias, e as bactérias gram-negativas possuem menos ligação cruzada peptídica. Contudo, as gram-negativas são bastante sensíveis a antibióticos B- lactamicos, que penetram na membrana externa melhor que a penicilina. Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 10 • ESTRUTURAS INTERNAS A PAREDE CELULAR 1) MEMBRANA PLASMATICA (CITOPLASMATICA) A membrana plasmática (citoplasmática) é uma estrutura fina, situada no interior da parede celular, revestindo o citoplasma da celula. Como não possuem esteróis, as membranas plasmáticas procarióticas são menos rígidas que as eucarióticas. • ESTRUTURA São constituídas de camada dupla (bicamada lipídica), em que cada molécula de fosfolipideo contem uma cabeça polar (solúvel em agua), e uma cauda apolar (hidrofóbicos). • FUNÇÕES A função mais importante da membrana plasmática é servir de barreira seletiva para a entrada e saída de materiais da celula. Sendo assim, elas possuem permeabilidade seletiva, em que determinadas moléculas e ions conseguem atravessar a membrana, mas outros são impedidos. A membrana plasmática também é importante na digestão de nutrientes e na produção de energia, já Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 11 que possuem enzimas capazes de catalisar as reações químicas que degradam os nutrientes e produzem ATP. • DESTRUIÇÃO DA MEMBRANA PLASMATICA POR AGENTES ANTIMICROBIANOS Os agentes antimicrobianos geralmente exercem seus efeitos na membrana plasmática. Além das substancias químicas que danificam a parede celular, e assim, expõem indiretamente a membrana a lesão, muitos compostos danificam especificamente as membranas plasmáticas. • O MOVIMENTO DE MATERIAIS ATRAVES DAS MEMBRANAS Os materiais podem atravessar a membrana por processos passivos ou ativos. Nos processos passivos, as substancias atravessam a membrana e passam de uma área de alta concentração para uma área de baixa concentração, sem gasto de ATP pela celula. Nos processos ativos, a celula deve usar ATP para mover as substancias das áreas de baixa concentração para as áreas de alta concentração. ➔ PROCESSOS PASSIVOS Os processos passivos incluem a difusão simples, difusão facilitada e a osmose. A DIFUSÃO SIMPLES é o movimento liquido de moléculas ou ions de uma área de alta concentração para uma área de baixa concentração, e esse movimento continua ate que as moléculas ou ions sejam distribuídos uniformemente (equilíbrio). As células utilizam a difusão simples para transportar células pequenas, como o oxigênio e o CO2 atraves de suas membranas celulares. Na DIFUSÃO FACILITADA, as proteínas integrais de membrana funcionam como canais ou carreadores que facilitam o movimento de ions ou grandes moléculas através da membrana plasmática. A difusão facilitada é semelhante a difusão simples quanto o sentido de que a celula não gasta energia, já que a substancia de move de um meio hipertônico para um meio hipotônico, diferenciando apenas na existência de proteínas carreadoras. Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 12 As enzimas extracelulares são aquelas que se localizam no meio circundante e tem a função de degradar moléculas grandes em moléculas menores, facilitando a entrada dessas substancias no meio intracelular. A OSMOSE é o movimento liquido de moléculas de agua através de uma membrana seletivamente permeável, de uma área de alta concentração de moléculas de agua (baixa em soluto), para uma área de baixa concentração de agua (alta em soluto). As moléculas de agua podem passar através da bicamada lipídica por difusão simples ou através de proteínas chamadas aquaporinas, que atuam como canais de agua. A PRESSÃO OSMÓTICA é a pressão necessária para impedir o movimento de agua pura (sem soluto) para uma solução contendo alguns solutos. Em outras palavras, a PRESSÃO OSMÓTICA é a pressão necessária para interromper o fluxo de agua através da membrana seletivamente permeável, ate que se garanta o equilíbrio. Uma SOLUÇÃO ISOTONICA consiste em um meio no qual a concentração global de solutos é igual aquela encontrada no interior da celula. A agua sai e entra na celulaa uma mesma velocidade. Uma SOLUÇÃO HIPOTONICA é um meio cuja concentração de solutos é inferior ao interior da celula. A maioria das bactérias vivem em meios hipotônicos. Uma SOLUÇÃO HIPERTONICA é um meio que contem uma concentração de solutos mais alta do que aquela encontrada no interior da celula. Geralmente, quando se coloca células bactérias nesse tipo de solução, elas encolhem e sofrem plasmólise, já que haverá perda de agua pela célula. OBS: OS TERMOS ISOTONICO, HIPOTONICO E HIPERTONICO DESCREVEM A CONCENTRAÇAO DAS SOLUÇOES FORA DA CÉLULA, RELATIVA A CONCENTRAÇAO DENTRO DA CELULA. Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 13 ➔ PROCESSOS ATIVOS São mecanismos dos processos ativos: transporte ativo e translocação de grupo. No TRANSPORTE ATIVO a celula utiliza energia na forma de ATP para mover substancias através da membrana plasmática, como ions, aminoácidos e açucares simples. O movimento de uma substancia por transporte ativo normalmente ocorre de fora para dentro, permitindo que haja uma velocidade constante no transporte. Na TRANSLOCAÇÃO DE GRUPO (uma forma especial de transporte ativo que so ocorre em procariotos) a substancia é quimicamente alterada durante o transporte através da membrana, fazendo com que a substancia fique retida dentro da celula após a passagem devido a alteração sofrida. 2) CITOPLASMA Refere-se a substancia celular localizada no interior da membrana plasmática, sendo composto principalmente por agua. O citoplasma é espesso, aquoso, semitransparente e elástico. Ele é composto de: nucleoide (contendo DNA), ribossomos e inclusões. 3) NUCLEOIDE O nucleoide de uma celula bacteriana normalmente contem uma única molécula longa e continua de DNA de dupla fita, arranjada em forma circular, chamado de CROMOSSOMO BACTERIANO. Essa é a informação genética da celula, que carrega todas as informações necessárias para as estruturas e as funções celulares, não havendo um envelope nuclear que circunda o cromossomo, além de não possuir histonas. O cromossomo esta fixando a membrana plasmática. • PLASMIDEOS São elementos genéticos extracromossômicos, isso é, não estão conectadas ao cromossomo bacteriano principal e se replicam independente do DNA cromossômico. Os plasmídeos costumam ser uma vantagem pois podem transportar gases para atividades como resistência aos antibióticos, tolerância a metais tóxicos, Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 14 produção de toxinas e síntese de enzimas. Eles podem ser transferidos de uma bactéria para outra. 4) RIBOSSOMOS Local onde ocorre a síntese de proteínas. As células com altas taxas de síntese proteica, como aquelas que estão crescendo ativamente, possuem um grande numero de ribossomos. RIBOSSOMOS PROCARIOTICOS = 70S RIBOSSOMOS EUCARIOTICOS = 80S Vários antibióticos atuam inibindo a síntese proteica nos ribossomos procarióticos. Devido a diferença entra os ribossomos procarióticos e eucarióticos, a celula microbiana pode ser destruída pelo antibiótico, ao passo que a celula do hospedeiro eucariótico permanece intacta. 5) INCLUSOES As inclusões são depósitos de reserva que se localizam dentro do citoplasma das células procarióticas. Esses depósitos podem acumular certos nutrientes quando eles são abundates e usa-los quando estão escassos no ambiente. 6) ENDÓSPORO São células “dormentes” especializadas que se formam quando os nutrientes essenciais se esgotam. Os endósporos são exclusivos das bactérias, e são células desidratas altamente duráveis, com paredes espessas e camadas adicionais. Quando liberados no ambiente, podem sobreviver a temperaturas extremas, falta de agua e exposição a muitas substancias químicas toxicas e radiação. Geralmente os endósporos são encontrados em bactérias gram-positivas, mas também podem ser encontrados em algumas gram-negativas. O processo de formação de endósporo no interior de uma celula leva varias horas e é conhecido como esporulação ou esporogênese. A resistência a ambientes extremos se da pela espessa capa de proteína que se forma em torno de toda a membrana externa. A celula original é degradada e o Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 15 endósporo é liberado. Importante lembrar também que os endósporos não realizam reações metabólicas. O endósporo possui grande quantidade de ADP, que protege o DNA do endósporo contra danos. O cerne altamente desidratado do endósporo contem somente DNA, pequenas quantidades de RNA, ribossomos, enzimas e algumas moléculas pequenas importantes. Esses componentes celulares são essenciais para retomar posteriormente o metabolismo. GERMINAÇÃO é o nome do processo de quando um endósporo retorna ao seu estado vegetativo. A germinação pode ser desencadeada por alto calor ou por pequenas moléculas chamadas de germinantes. As bactérias formadoras de endósporos são um problema para a indústria de alimentos, pois podem sobreviver ao subprocessamento e, se ocorrerem condições para o crescimento, algumas espécies produzirão toxinas e doenças. Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 16 ➔ METABOLISMO MICROBIANO • METABOLISMO Soma de todas as reações químicas dentro de um organismo vivo -> balanceamento de energia Reação catabólica produz ATP Reações anabólicas constroem moléculas complexas Para o consumo de energia, há a quebra de ATP • CATALISE E ENZIMAS Quem regula o metabolismo são as enzimas, pois são catalíticas Diminui a energia de ativação de uma reação Aumentam a velocidade da reação São altamente especificas Não são consumidas durante a reação Algumas enzimas para funcionarem precisam de cofator (componente não proteico) Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 17 ➔ FATORES QUE INFLUENCIAM A ATIVIDADE ENZIMATICA • Temperatura • Ph • Concentração de substrato • Inibidores (Competitivos / Retroalimentação) ➔ VIAS METABOLICAS DE PRODUÇÃO DE ENERGIA • PRODUÇÃO DE ENERGIA Quebra de molécula complexa para extração de energia e formação de ATP Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 18 Nutrientes -> Energia Reações de Oxirredução (redox) e desidrogenação Fosforilação (geração de ATP) • Fosforilação em nível de substrato • Fosforilação oxidativa (cadeia de transporte de elétrons) • Fotofosforilaçao ➔ GLICÓLISE • GLICOSE: fonte mais comum de energia Processos para geração de energia a partir da glicose • Vias alternativas a Glicólise Pentose Fosfato (paralelamente a glicose. Açucares de 5C) Entner-Doudoroff (metabolizar glicose sem glicólise) ➔ RESPIRAÇÃO AERÓBICA Aceptor final de eletron é o O2 GLICOSE + O2 -> CO2 + H2O + ATPs Completa quebra do acido pirúvico ➔ RESPIRAÇÃO ANAERÓBICA Aceptor final deeletron é uma substancia inorgânica (diferente de O2) O O2 é o melhor receptor, mas quando se usa substancia diferente de O2 possui rendimento de ATP menor Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 19 ➔ FERMENTAÇÃO Aceptor final de eletron é uma molécula orgânica (não requer O2, Ciclo de Krebs e Cadeia de transporte de elétrons Libera energia de açucares ou outras moléculas orgânicas Formação de subproduto orgânico e pouco ATP ➔ FOTOFOSFORILAÇÃO Ocorre apenas em organismos que realizam fotossíntese Gera energia e sintetiza açúcar Mecanismos de Defesa e Doença 0000 TORTORA Medicina Anhembi Morumbi Gabriel Almeida TXIII 20 ➔ CLASSE ENERGETICA DE MICROORGANISMOS