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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ - UESC 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS E COMPUTAÇÃO - DEC 
ENGENHARIA QUÍMICA 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA 
 
 
Disciplina: CET 996 – Engenharia Bioquímica 
Professora: Elizama Aguiar de Oliveira 
Semestre: 2025.2 
 
Aula Prática 01 
Data: 13/10/2025 
Tema: Coloração de Gram 
Grupo: 
Ana Laura Lopes da Silva / 202310685 
Daniel Alves Cotrim / 202120490 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ILHÉUS-BAHIA 
2025 
RESUMO 
 
A Coloração de Gram é uma técnica diferencial fundamental na microbiologia para a 
classificação inicial de bactérias. O objetivo desta aula prática foi aplicar o método de Gram 
para identificar e classificar amostras bacterianas desconhecidas. O procedimento envolveu a 
coloração com Cristal Violeta, tratamento com Lugol, descoloração com álcool-acetona e 
coloração de contraste com Fucsina. Os resultados obtidos permitiram classificar as amostras 
em quatro grupos: Escherichia coli (bacilo Gram-negativo, rosa/vermelho), Staphylococcus 
epidermidis (coco Gram-positivo, roxo/violeta), Pseudomonas aeruginosa (bacilo 
Gram-negativo, rosa/vermelho) e Staphylococcus aureus (coco Gram-positivo, roxo/violeta). 
A técnica demonstrou ser eficaz na distinção dos microrganismos com base nas diferenças 
estruturais de suas paredes celulares, fornecendo informações importantes para a identificação 
e o diagnóstico microbiológico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1) INTRODUÇÃO E REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 4 
2) OBJETIVOS DA AULA PRÁTICA 5 
3) MATERIAIS E MÉTODOS 5 
3.1) Materiais 5 
3.2) Métodos ou Procedimentos 6 
4) RESULTADOS E DISCUSSÕES 6 
5) CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS 11 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 12 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1 – Estrutura da Parede Celular de Bactérias Gram-positivas e 
Gram-negativas..……………….………………………………………………………………5 
Figura 2 – Visão microscópica da amostra de Escherichia 
coli…….………………………………………………………………………………………..8 
Figura 3 – Visão microscópica da amostra de Staphylococcus 
epidermidis……………………………………………………………………………………..9 
Figura 4 – Visão microscópica da amostra de Pseudomonas 
aeruginosa..…….……………………………………………………………………………..10 
Figura 5 – Visão microscópica da amostra de Pseudomonas 
aureus….....…….……………………………………………………………………………..11 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1 – Características morfológicas das colônias microbianas coletadas após 5 minutos de 
exposição………………………………………………………………………………………. 7 
 
 
 
 
 
https://docs.google.com/document/d/1U8_NptKPRx3LpJj-6DF9xSxi-0ufrOvlsNZQiUiDNag/edit#heading=h.hcg6jm2xx5h7
4 
 
1) INTRODUÇÃO E REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
A Microbiologia é uma ciência fundamental que estuda os microrganismos, seres vivos 
de dimensões microscópicas que desempenham papéis importantes em diversos ecossistemas e 
processos industriais, além de serem agentes causadores de doenças. A identificação e a 
classificação desses organismos são etapas essenciais tanto na pesquisa quanto no diagnóstico 
clínico e no controle de qualidade industrial. Dentre as técnicas de identificação, a Coloração 
de Gram se destaca como um dos métodos mais importantes e amplamente utilizados em 
laboratórios de microbiologia e análises clínicas [1] [2]. 
Desenvolvida em 1884 pelo bacteriologista dinamarquês Hans Christian Gram, esta 
técnica de coloração diferencial permite a distinção das bactérias em dois grandes grupos: 
Gram-positivas e Gram-negativas, com base nas diferenças estruturais e químicas de suas 
paredes celulares [3]. 
O princípio da Coloração de Gram reside na capacidade da parede celular bacteriana de 
reter ou não o complexo formado pelo corante primário e pelo mordente. O procedimento 
envolve quatro etapas principais: coloração primária com Cristal Violeta, aplicação de um 
mordente (Lugol) para formar o complexo insolúvel Cristal Violeta-Iodo (CV-I), descoloração 
com álcool ou acetona (etapa crucial de diferenciação) e, por fim, a coloração de contraste com 
Fucsina [4]. 
A distinção entre os dois grupos se deve primariamente à composição da parede celular 
bacteriana. As bactérias Gram-positivas possuem uma parede celular espessa, composta por 
múltiplas camadas de peptídeoglicano (até 90% da parede). O agente descolorante desidrata o 
peptídeoglicano, fechando os poros e impedindo a saída do complexo CV-I, fazendo com que a 
célula retenha a coloração primária e permaneça roxa/violeta [5]. Em contraste, as bactérias 
Gram-negativas apresentam uma camada de peptídeoglicano muito mais fina e uma membrana 
externa rica em lipídios. O álcool/acetona dissolve a membrana externa e permite que o 
complexo CV-I seja facilmente lavado. A célula, agora incolor, absorve o corante de contraste 
(Fucsina), assumindo a coloração rosa/vermelha [5]. 
A Coloração de Gram é, portanto, uma ferramenta diagnóstica essencial, pois a 
classificação em Gram-positiva ou Gram-negativa está frequentemente correlacionada com a 
morfologia celular (cocos, bacilos, espirilos) e, mais importante, com a sensibilidade a 
determinados antibióticos, orientando a escolha terapêutica inicial em casos de infecção [2]. 
5 
 
 
Fonte: iStock. 
Figura 1 – Estrutura da Parede Celular de Bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. 
 
2) OBJETIVOS DA AULA PRÁTICA 
Os objetivos desta aula prática foram: 
1. Identificar e classificar bactérias em amostras desconhecidas utilizando o princípio da 
coloração de Gram. 
2. Visualizar macroscopicamente as bactérias. 
3. Analisar e discutir a função de cada reagente químico no processo. 
 
3) MATERIAIS E MÉTODOS 
3.1) Materiais 
Os materiais utilizados para a realização da aula prática foram: 
● Lâminas de vidro; 
● Alça de platina; 
● Bico de Bunsen; 
● Água destilada; 
● Solução de Cristal Violeta (Corante primário); 
6 
 
● Solução de Lugol (Mordente); 
● Solução Álcool-acetona (Agente descolorante); 
● Solução de Fu (Corante de contraste); 
● Culturas bacterianas (amostras desconhecidas) 
3.2) Métodos ou Procedimentos 
O procedimento experimental seguiu as etapas padrão da técnica de Coloração de 
Gram: 
1. Preparação do Esfregaço: Uma alçada de cada cultura bacteriana foi espalhada em 
lâminas de vidro limpas e identificadas, formando um esfregaço fino. 
2. Fixação pelo Calor: As lâminas foram secas ao ar e, em seguida, fixadas pelo calor, 
passando-as rapidamente sobre a chama do Bico de Bunsen, para aderir as células à 
lâmina. 
3. Coloração com Cristal Violeta: O esfregaço foi coberto com Cristal Violeta por 1 
minuto. 
4. Lavagem: A lâmina foi lavada suavemente com água destilada. 
5. Tratamento com Lugol: A solução de Lugol foi aplicada sobre o esfregaço por 1 
minuto. 
6. Lavagem: A lâmina foi lavada novamente com água destilada. 
7. Descoloração: O álcool-acetona foi gotejado sobre a lâmina até que o corante parasse de 
escorrer (aproximadamente 10 a 15 segundos). 
8. Lavagem: A lâmina foi lavada imediatamente com água destilada para interromper a 
ação do descolorante. 
9. Coloração de Contraste: A Fucsina foi aplicada por 1 minuto. 
10. Lavagem e Secagem: A lâmina foi lavada e seca ao ar. 
11. Observação: As lâminas foram observadas ao microscópio óptico. 
 
4) RESULTADOS E DISCUSSÕES 
Os resultados obtidos na observação microscópica das amostras desconhecidas foram os 
seguintes: 
7 
 
Tabela 1 – Características morfológicas das colônias microbianas coletadas após 5 minutos de 
exposição. 
Amostra 
Coloração 
Observada 
Morfologia 
Celular 
Classificação de 
Gram 
Identificação 
1 Rosa/Vermelha Bacilos Gram-negativa Escherichia coli (E. coli) 
2 Roxa/Violeta Cocos Gram-positiva 
Staphylococcus 
epidermidis 
3 Rosa/Vermelha Bacilos Gram-negativa Pseudomonas aeruginosa 
4 Roxa/Violeta Cocos Gram-positiva Staphylococcus aureus 
 
4.1) Análise dos Resultados da Coloração de Gram 
A técnica de Coloração de Gram demonstrou ser eficaz na diferenciação das três 
amostras bacterianas. 
Escherichia coli: A amostra 1apresentou células com formato de bacilos (bastões) e 
coloração rosa/vermelha. Esta coloração indica que a bactéria é Gram negativa. O resultado é 
consistente com as características conhecidas da Escherichia coli, um bacilo Gram-negativo. A 
perda do complexo Cristal Violeta-Iodo durante a descoloração confirma a presença de uma 
parede celular fina de peptídeoglicano e uma membrana externa lipídica. 
8 
 
 
Fonte: Arquivo pessoal. 
Figura 2 – Visão microscópica da amostra de Escherichia coli. 
Staphylococcus epidermidis: A amostra 2 exibiu células com formato de cocos 
(esféricas) e coloração roxa/violeta. Esta coloração indica que a bactéria é Gram-positiva. A 
morfologia de cocos agrupados em cachos é típica do gênero Staphylococcus. A retenção do 
corante primário é esperada para o Staphylococcus epidermidis, que possui uma parede celular 
espessa de peptídeoglicano. 
9 
 
 
Fonte: Arquivo pessoal. 
Figura 3 – Visão microscópica da amostra de Staphylococcus epidermidis. 
Pseudomonas aeruginosa: A amostra 3 apresentou células com formato de bacilos e 
coloração rosa/vermelha, classificando-a como Gram-negativa. Esta identificação é consistente 
com as características da Pseudomonas aeruginosa, um bacilo Gram-negativo conhecido. A 
observação microscópica das lâminas permitiu a confirmação visual da morfologia e da reação 
de Gram, validando a aplicação da técnica. 
10 
 
 
Fonte: Arquivo pessoal. 
Figura 4 – Visão microscópica da amostra de Pseudomonas aeruginosa. 
Staphylococcus aureus: A amostra 4, adicionada a pedido, exibiu células com 
morfologia de cocos (esféricas) e coloração roxa/violeta, o que a classifica como Grampositiva. 
O Staphylococcus aureus é um coco Gram-positivo clinicamente importante, frequentemente 
encontrado em aglomerados que se assemelham a cachos de uva. Assim como o S. epidermidis, 
a sua parede celular espessa de peptídeoglicano permite a retenção do complexo Cristal 
Violeta-Iodo, resultando na coloração roxa intensa. A imagem fornecida ilustra a visualização 
microscópica desta bactéria, confirmando a sua reação de Gram-positiva. 
11 
 
 
Fonte: Arquivo pessoal. 
Figura 5 – Visão microscópica da amostra de Pseudomonas aureus. 
 
5) CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A aula prática permitiu a aplicação direta da técnica de Coloração de Gram, 
consolidando os conhecimentos teóricos sobre a estrutura da parede celular bacteriana e sua 
relação com a capacidade de retenção dos corantes. A execução do método evidenciou 
claramente a distinção entre bactérias Gram-positivas e Gram-negativas, demonstrando a 
eficácia da técnica como ferramenta inicial de identificação microbiológica. 
Os resultados obtidos foram consistentes com as características clássicas dos 
microrganismos analisados: Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa apresentaram 
12 
 
coloração rosa/vermelha, confirmando sua classificação como bacilos Gram-negativos, 
enquanto Staphylococcus epidermidis e Staphylococcus aureus exibiram coloração 
roxa/violeta, caracterizando-se como cocos Gram-positivos. A observação microscópica 
permitiu correlacionar essas informações com a morfologia celular, reforçando a importância 
da técnica para análises rápidas e preliminares. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
[1] Coloração de Gram: o que é, para que serve (e…). Tua Saúde. Disponível em: 
https://www.tuasaude.com/coloracao-de-gram/ 
[2] Gram Staining - StatPearls - NCBI Bookshelf. NCBI. Disponível em: 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK562156/ 
[3] Técnica de Gram – Wikipédia, a enciclopédia livre. Wikipédia. Disponível em: 
https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9cnica_de_Gram 
[4] COLORAÇÃO DE GRAM. Laborclin. Disponível em: 
https://www.laborclin.com.br/wpcontent/uploads/2024/09/170722.pdf 
[5] Gram-positivas e Gram-negativas: entenda as diferenças. Cursau Educação. Disponível em: 
https://cursaueducacao.com.br/blog/bacterias-gram-positivas-e-gram-negativas/ 
https://www.tuasaude.com/coloracao-de-gram/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK562156/
https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9cnica_de_Gram
https://www.laborclin.com.br/wpcontent/uploads/2024/09/170722.pdf
https://cursaueducacao.com.br/blog/bacterias-gram-positivas-e-gram-negativas/
	1) INTRODUÇÃO E REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
	2) OBJETIVOS DA AULA PRÁTICA 
	3) MATERIAIS E MÉTODOS 
	3.1) Materiais 
	3.2) Métodos ou Procedimentos 
	4) RESULTADOS E DISCUSSÕES 
	Tabela 1 – Características morfológicas das colônias microbianas coletadas após 5 minutos de exposição. 
	4.1) Análise dos Resultados da Coloração de Gram 
	5) CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS 
	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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