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Nervos Cranianos 
Pares Cranianos 
 
↪ 12 pares de nervos cranianos -> associados ao encéfalo, sendo o I e II relacionados ao prosencéfalo e os demais ao tronco encefálico. 
↪ Se estendem em diferentes partes da cabeça e pescoço, com exceção do vago que chegam ao abdome. 
 
 Classificação Funcional 
 
I – Nervo Olfatório 
↪ Origem no encéfalo – bulbo olfatório 
↪ Origem no crânio – lâmina crivosa do osso etmoide 
↪ Responsável pelo sentido do olfato 
↪ Supõe-se que a função do nervo esteja normal quando o 
paciente detecta o odor, mesmo não sendo capaz de identifica-lo 
corretamente. 
↪ Geralmente é o par craniano que é mais acometido por 
contusões cranianas 
 
 : 
↪ Examinar uma narina por vez utilizando odores 
típicos/conhecidos (café, canela, cravos, hortelã...). 
↪ Examinar o paciente em pé ou sentado 
↪ Examinar se a alteração é unilateral ou bilateral 
↪ Investigar alterações do olfato, se presente, buscar 
causas/patologias. 
➘Anosmia (diminuição ou perda absoluta do olfato) em ambas as 
narinas -> resfriados, traumas e obstrução das narinas 
➘Anosmia unilateral -> narina bloqueada, tumores frontais 
(meningeomas e gliomas). 
➘Hiposmia: diminuição da sensibilidade olfativa -> pode ocorrer 
devido a rinite, uso excessivo de remédios para desentupir o 
nariz. 
I – Olfatório 
II – Óptico 
III – Oculomotor 
IV – Troclear 
V – Trigêmeo 
VI – Abducente 
VII – Facial 
VIII – Vestíbulo coclear 
IX – Glossofaríngeo 
X – Vago 
XI – Acessório 
XII - Hipoglosso 
 
➘Parosmia: perversão do olfato; é uma sensação distorcida do 
olfato, geralmente resultando em sensação de cheiros que não 
existem ou cheiros desagradáveis 
➘Cacosmia: condição alterada de cheiro em que a pessoa 
aprecia ou se sente atraída por cheiros desagradáveis. 
Pode referir-se também a uma sensação constante ou 
frequente de estar emitindo odor desagradável, devido a 
causas fisiológicas ou psiquiátricas (alucinação sensorial). O 
indivíduo em causa sente odores desagradáveis em situações em 
que o restante das pessoas percebe odores normais ou mesmo 
não percebem nenhum odor. 
. 
II – Nervo Óptico 
↪ Origem no encéfalo – quiasma óptico 
↪ Origem no crânio – canal óptico 
↪ Transmite informação visual a partir da retina, através do 
quiasma óptico, para então trafegar pelos tratos ópticos para o 
núcleo geniculado lateral do tálamo. 
↪ Sua função é avaliada separadamente para cada olho. 
 
 : 
- Oftalmoscopia: feita em sala escura para a dilatação das 
pupilas, para observar o fundo do olho. 
↪ Examina-se o fundo do olho para observar se tem alterações 
nas artérias, coloração do nervo óptico e mácula. 
↪ A anormalidade mais importante nesse exame é o edema de 
disco óptico (papiledema). 
 
- Avaliação do campo visual: (campometria por confrontação) ↪ 
Verifica-se cada olho separadamente e pede para o paciente 
olhar para um ponto fixo. Após, coloca-se um objeto (de cor) 
equidistante do paciente e examinador e movimenta-o em 
quadrantes (superior, inferior, lateral direito e lateral esquerdo) 
para observar até onde o paciente vai perceber o objeto. 
↪ As alterações indicam neoplasias, infecções e demielinização, 
sendo que são caracterizadas de acordo com a porção do campo 
atingido (amaurose unilateral, hemianopsia, heterônima bitemporal, 
hemianopsia homônima esquerda, quadrantonopsia homônima 
esquerda. 
 
 
- Acuidade visual: é avaliada ao pedir para o paciente que veja e 
nomeie os objetos da sala ou leia algo, cada olho, separadamente. 
É testada usando a tabela de Snellen. 
Podem ocorrer alterações unilateral ou bilateral, como na 
ambliopia ou abolida na amaurose, indicando neoplasias, 
hipertensão intracraniana e neurite retrobulbar. 
 
- Reação consensual: avaliar se as pupilas são fotorreagentes 
- Posição de pálpebra – ptose e retração; 
- Protusões – exoftalmia e enoftalmia (olhos pra dentro).. 
 
 
 Hemianopsias bitemporais: defeito nos campos temporais de 
ambos os olhos. 
 Quadrantanopsias homônimas: defeito do mesmo quadrante 
de visão de ambos os olhos; 
 ↳ Quadrante superior: lesão temporal 
 ↳ Quadrante inferior: lesão parietal 
 Hemianopsias homônimas: defeito do mesmo hemicampo em 
ambos os olhos; 
Lesão do trato óptico; 
Lesão posterior do corpo geniculado lateral; 
Córtex visual – área 17 
 
 
 
 
 
 
 OLHO NORMAL: 
 
 
 
Mácula 
Disco óptico 
Vasos 
sanguíneos 
https://www.abc.med.br/p/psicologia-e-psiquiatria/355369/alucinacoes+o+que+sao+quais+os+tipos.htm
↪ Olho normal: disco óptico amarelado e oval, situado em posição 
nasal; vasos sanguíneos bem demarcados e veias com pulsação 
espontânea; mácula é mais pálida que o restante da retina, 
situada em região temporal. 
 
 PAPILEDEMA 
 
 
 
 
 ATROFIA ÓPTICA 
 
 
 
 
 GLAUCOMA 
 
 
 
 
 
 RETINOPATIA HIPERTENSIVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RETINOPATIA DIABÉTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
↪ OBSERVAÇÃO: (QUEIXAS NEUROLÓGICAS) 
Paciente com dor de cabeça: 
- Modo súbito/aguda -> doença vascular; 
- Modo progressivo -> doença degenerativa, processo 
expansivo (doença que ocorre em curso) 
 
III – IV – VI : Oculomotor 
↪ Estes 3 nervos controlam a ação dos músculos intraoculares 
(esfíncter da pupila) e dos músculos extraoculares. 
 
III – Origem no encéfalo: sulco medial do pedúnculo cerebral; 
Origem no crânio: fissura orbital superior 
 
IV – Origem no encéfalo: véu medular superior; 
Origem no crânio: fissura orbital superior 
 
VI – Origem no encéfalo: sulco bulbopontino 
Origem no crânio: fissura orbital superior 
- É um inchaço do 
disco óptico que é 
causado por uma 
pressão 
intracraniana 
aumentada. 
- Artérias dilatadas, 
disco óptico 
embaçado. 
- Perda de algumas 
ou da maioria das 
fibras do nervo 
óptico. 
- Nervo óptico 
opaco/pálido, há 
dilatação dos vasos 
sanguíneos. 
- Causas: esclerose 
múltipla, aumento 
da PIC e hereditária. 
- Causada 
principalmente 
pela elevação da 
pressão intraocular 
que provoca lesões 
no nervo ótico. 
- Disco óptico 
aumentado, brilho 
intenso, artérias 
dilatadas. 
- Lesão vascular da retina causada por 
hipertensão 
- Presença de hemorragia em chamas, 
brilho normal no nervo óptico, 
irregularidades nas artérias (constrição 
arteriolar), exsudatos algodonosos. 
 
- Doença que afeta os pequenos vasos da 
retina. 
- Hemorragias em borrão, hemorragias 
pontuais e exsudatos duros, nervo óptico 
pálido. 
↪ Inervam os músculos do olho e pálpebra 
- Músculo elevador da palpébra superior – III par 
- Músculo reto superior e inferior – III par 
- Músculo reto medial – III par 
- Músculo reto lateral – VI par 
- Músculo oblíquo superior – VI par 
- Músculo oblíquo inferior – III par 
- Esfincter da pupila – III par 
 
↪ Movimentos oculares: 4 tipos (movimentos normais 
esperados) 
 Sacádicos: movimentos de um ponto a outro 
 Perseguição: observação de objeto em movimento, o olhar 
acompanha o objeto. 
 Vestibular: compensa o movimento de cabeça, o olho tenta 
compensar o movimento em balanço. (Ex. Pede para o 
paciente balançar a cabeça, se o olho compensar o 
movimento, não tem alterações. Se o olhar ficar fixo, com 
alterações.) 
 Convergente: fixa à medida que o objeto se aproxima 
 III e VI: inervam os músculos que movimentam os olhos para 
dentro e para fora (abducente só pra fora) 
 
 : 
- Posição de cabeça (analisar se possui movimento involuntário) 
- Ptoses 
- Estrabismos 
- Teste da bandeira (bandeira da Inglaterra): avalia os 3 nervos 
 ↪ O examinador faz o movimento da bandeira da Inglaterra 
e o paciente tem que acompanhar sem movimentar a cabeça 
(normal) 
 ↪ Faz o desenho sem retirar o dedo do traçado da 
bandeira 
 ↪ Alteração: lesão do mesencéfalo, o paciente não 
consegue olhar pra cima sem movimentar a cabeça. E também 
desconfiar de isquemia nessa região dos nervos. 
- Cover test – estrabismo latente (cobre um olho e examina 
cada um separadamente) 
 
- Teste de convergência: 
↪ Peça para o paciente olhar para o dedo que você está 
segurandoa cerca de 1 metro do rosto do paciente. 
↪ Ao olhar atentamente para as pupilas do paciente, 
rapidamente mova o dedo para um ponto entre as 
sobrancelhas do paciente. 
↪ Peça para o paciente seguir o seu dedo. 
↪ Ao monitorar posição ocular do paciente, verifique se os 
olhos estão realmente seguindo o dedo. 
↪ Observe a reação pupilar durante este teste de 
convergência. 
- Teste de vestíbulo ocular – olho de boneca 
 
↪ Desvio do oblíquo: lesão de tronco – AVC, desmielinização 
↪ Paralisia de um único nervo oculomotor: 
 ↳ Causas clínicas: diabetes e aterosclerose 
 ↳ Causas cirúrgicas: tumor, aneurisma, trauma, hérnia de 
huncus 
↪ Olhar leteral ou desvio conjugado do olhar: lesão frontal ou 
parietal (olha para o lado oposto da lesão central), lesão pontina 
(olha para a lesão) 
↪ Paralisia do olhar vertical: lesão do tronco cerebral posterior 
 
↪ OBSERVAÇÃO: 
- Lesão no nervo oculomotor causa: midríase, ptose e 
estrabismo divergente. 
- Lesão do nervo abducente causa: estrabismo 
convergente. 
 
V - Trigêmeo 
↪ Origem cerebral: entre a ponte e o pedúnculo cerebelar 
médio 
↪ Origem no crânio: fissura orbital superior (oftálmico); forame 
redondo (maxilar), forame oval (mandibular). 
↪ Carrega fibras sensoriais e fibras motoras para os músculos 
mastigatórios. 
 
↪ Nervo trigêmeo possui 3 divisões sensitivas (RAMOS): 
 Oftálmica – V1 
 Maxilar – V2 
 Mandibular – V3 
 
 : 
- Função motora: avaliar masseter (parte sensitiva e motora) – 
avaliar se o paciente consegue morder dos dois lados do rosto. 
- Observar a face: simetria, movimentos anormais, reflexo 
córneo palpebral. 
- Testar os 3 segmentos do nervo e a mastigação 
- Toque facial e sensação térmica são testados tocando a face 
do paciente e testados colocando uma superfície fria 
simultaneamente dos dois lados do rosto nos ramos do nervo 
trigêmeo. E pergunta-se ao paciente se a sensação é a mesma 
em ambos os lados, caso não seja, perguntar qual dos lados o 
estimulo é percebido como mais fraco ou onde a temperatura é 
mais fria. 
↪ Na presença de um distúrbio funcional do trigêmeo, nenhum 
olho pisca, enquanto o piscar unilateral indica uma lesão de nervo 
facial no lado que não pisca. 
↪ A função motora do trigêmeo é testada pela observação da 
simetria da abertura e do fechamento da boca; durante o 
fechamento, a mandíbula desce de modo mais rápido e mais 
intenso do lado fraco, deixando o rosto torto. Uma fraqueza 
menos intensa pode ser detectada pedindo-se ao paciente para 
cerrar os dentes, enquanto se tenta abrir a mandíbula. A força 
normal da mandíbula não consegue ser superada pelo examinador. 
 
 
 
↪ OBSERVAÇÃO: 
- Lesão do nervo trigêmeo causa: estrabismo oblíquo. 
- Medicamentos/tratamentos para neuralgia do 
trigêmeo: 
* Tegretol - carbamazepina -> 200 mg/dia 
* Pregabalina -> 75 – 150 mg/dia 
* Gabapentina -> 300 mg/dia 
* Neurólise - destruição deliberada de um nervo ou 
uma rede de entrelaçamento de nervos (plexo) com o 
objetivo de aliviar permanentemente a dor, 
interrompendo a transmissão de sinais de dor nos 
nervos. 
- Herpes zoster, traumatismos e neoplasias geram 
alterações nesse nervo. 
 
VII - Facial 
↪ Origem no cérebro: sulco bulbopontino, lateral VI par 
↪ Origem no crânio: forame estilomasteodeo 
 
 : 
- Simetria da face: procurar rugas, sulcos, sorriso e piscar 
- Mostrar os dentes 
- Assoviar 
- Fechar os olhos com força 
- Olhar para o teto 
- Avaliar conduto auditivo externo 
↪ PARTE SENSITIVA: Avaliar 2/3 anterior da língua com a 
identificação de diferentes sabores (sal, doce, amargo e azedo), 
sempre lavando a boca a cada sabor que é colado. 
↪ PARTE MOTORA: Pede-se ao paciente para franzir a testa, 
apertar os olhos (lacrimejamento, incapacidade de piscar), sorrir 
e mostrar os dentes (avaliação de simetria ou assimetria). 
 
* Alterações encontradas: paralisias faciais. 
↪ Lesão periférica: todo o lado da face está enfraquecido e o 
olho não pode ser completamente fechado. (Gerada por 
infecções virais, traumas e neoplasias) 
↪ Lesão central: região frontal poupada e existe a possibilidade 
de fechar os olhos. 
 
VIII - Vestibulococlear 
↪ Origem no cérebro: sulco bulbopontino 
↪ Origem no crânio: osso temporal, canal auditivo. 
↪ Também chamado de nervo acústico 
↪ Possui duas divisões: auditiva e vestibular, envolvidos na 
audição e equilíbrio. 
 
 : O exame deve incluir a inspeção otoscópica dos 
canais auditivos e das membranas timpânicas. Examinar os 
ouvidos separadamente, produzindo ruídos brandos (teste do 
sussurro). 
. ↪ A acuidade auditiva pode ser testada esfregando o polegar e 
o dedo indicador em conjunto, acerca de 2 polegadas de distância 
de cada orelha do paciente. 
 
 Teste de Rinne – condução óssea e condução aérea. Coloca-
se a base de um diapasão de alta frequência vibrando 
levemente sobre o processo mastoideo do osso temporal, 
ate que o som deixe de ser escutado. 
 Teste de Weber – diapasão sobre o vértex. O cabo do 
diapasão é colocado no vértex. Na perda auditiva de 
condução, o som será mais alto na orelha afetada; na perda 
auditiva neurossensorial, o som será mais alto na orelha 
normal. 
 
 
 
- Examinar marcha: avaliar a base de sustentação (equilíbrio 
dinâmico). 
- Avaliar nistagmos (movimento involuntário dos olhos que pode 
fazer o olho moverem-se rapidamente de um lado para outro, 
para cima e para baixo ou em um círculo, podendo borrar 
ligeiramente a visão): Avaliar movimentando os dedos e pedir para 
o paciente acompanhar com o olhar. 
* fisiológico (depois de estimular os olhos movimentando a cabeça 
de um lado para o outro, o olhar fica normal( 
* Periférico (anormalidades vestibulares, núcleo do VIII ou do 
próprio nervo) 
* Central (anormalidades das conexões vestibulares centrais ou 
no cerebelo) 
* Retiniano (incapacidade de fixação ocular) 
 ↪ Essa condição de nistagmo pode ser decorrente de 
medicamentos anticonvulsivantes ou sedativos, ou doença que 
afeta os músculos extraoculares ou inervação, ou as vias 
vestibulares ou cerebelares. 
 
- Teste de impulsão da cabeça: paciente sentado, movimento 
lateral da cabeça 
- Teste de Halpike: paciente deitado, movimento lateral da cabeça 
- Resultados: 
 → Ausência de nistagmo = normal 
- Turning test: marcha parado, braços estendidos. Serve para 
examinar se tem alterações na marcha. 
 
IX – Glossofaríngeo 
↪ Origem no cérebro: sulco lateral posterior do bulbo 
↪ Origem no crânio: forame jugular 
 
 
↝ Inervação dos músculos da faringe 
↝ Sensibilidade do 1/3 posterior da língua 
↝ Sensibilidade da trompa de Eustáquio 
 
↪ FUNÇÃO MOTORA: avaliada solicitando ao paciente que diga 
“ah” com a boca aberta e observando a elevação completa e 
simétrica do palato. 
↪ FUNÇÃO SENSORIAL: Testada através do reflexo de vômito 
(parede posterior da faringe). A região posterior da língua é 
estimulada de cada lado, usando-se um abaixador de língua ou um 
cotonete. Assim, é possível observar diferenças na magnitude da 
resposta do reflexo de vômito provocado dessa maneira. 
- Pede para o paciente abrir a boca 
- Avaliar gengivas, língua e movimentos involuntários. 
- Teste de força – língua – bochecha (coloca o dedo na 
bochecha e pede ao paciente para empurrar com a língua) 
- Avaliar a úvula (se tiver queda de úvula indica lesão nesse 
nervo) 
- Avaliar a laringe 
Tosse – explosiva e gradual 
Som da fala – volume e qualidade 
Fala fadigada 
Esclerose lateral: miofasciculações 
na língua 
 
X - Vago 
↪ Origem no cérebro: sulco lateral posterior caudalmente ao IX 
par 
↪ Origem no crânio: forame jugular 
 
 
 ↝ Músculos da faringe e laringe 
 ↝ órgãos torácicos 
 ↝ Cavidade abdominal 
 ↝ Gustação 
 ↝ Epiglote 
 ↝ Conduto auditivo (sensibilidade) 
 difícil avaliação 
 
XI - Acessório 
↪ Origem no cérebro: sulco lateral posterior do bulbo (raiz 
craniana) e medular (raiz espinhal) 
↪ Origem no crânio: forame jugular 
↪ Inerva o músculo esternocleidomastóideo e o trapézio. 
 
 
 ↝ Musculatura da faringee laringe 
 ↝ Esternocleidomastoideo e trapézio 
 
 
- O esternocleidomastóideo é testado solicitando ao paciente que 
gire a cabeça contra uma resistência fornecida pela mao do 
examinador, que é colocada sobre a mandíbula do paciente. A 
fraqueza desse músculo resulta em uma redução da capacidade 
de girar a cabeça para longe do músculo fraco. 
- O trapézio é testado fazendo com que o paciente empurre os 
ombros contra uma resistência. (encolher ombros) 
- Observação de pescoço e ombro 
- Testar força da cabeça 
 
XII - Hipoglosso 
↪ Origem no cérebro: sulco lateral anterior do bulbo, adiante da 
oliva 
↪ Origem no crânio: canal do hipoglosso 
↪ Inerva os músculos da língua 
 
 
 ↝ Musculatura da língua 
 
 
- Teste de força da língua – paciente empurra a língua contra o 
interior da bochecha, e o examinador oferece uma resistência do 
lado de fora da bochecha. 
 
↪ A denervação da língua pode estar associada com atrofia e 
fasciculação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alterações 
Reflexos Superficiais e 
Profundos 
↪ O exame dos reflexos é importante porque sua 
alteração pode ser a primeira e mais sutil indicação de 
um distúrbio da função neurológica. 
↪ A avaliação dos reflexos é a parte mais objetiva do 
exame neurológico. 
↪ Os reflexos estão submetidos a menor grau de 
controle voluntário do que a maioria dos outros 
componentes do exame neurológico. Eles não 
dependem tanto da atenção, cooperação ou 
inteligência do paciente e podem ser avaliados em 
pacientes que não conseguem ou não querem 
cooperar em outras partes do exame. 
↪ Nessas circunstâncias, às vezes o exame dos 
reflexos avalia melhor a integridade dos sistemas motor 
e sensorial do que outros métodos. Embora seja 
essencial, o exame dos reflexos é apenas uma parte do 
exame neurológico e é preciso levar em conta os 
outros achados ao avaliá-los. 
↪ O reflexo é uma resposta involuntária a um estímulo 
sensorial. 
↪ Os impulsos aferentes originados de um órgão 
sensorial provocam a resposta de um órgão efetor. É 
dividido em componentes segmentar e 
suprassegmentar. A doença das vias 
suprassegmentares pode aumentar a atividade de 
alguns reflexos, diminuir a atividade de outros e causar 
o surgimento de reflexos que não ocorrem 
normalmente. 
↪ O componente segmentar é formado por um 
centro reflexo local na medula espinal ou no tronco 
encefálico e suas conexões aferentes e eferentes. 
↪ O componente suprassegmentar é constituído de 
vias centrais descendentes, que controlam, modulam e 
regulam a atividade segmentar. 
↪ O reflexo pode ser motor, sensorial ou autônomo. 
↪ O estímulo é recebido pelo receptor, que pode ser 
uma terminação sensorial na pele, nas mucosas, no 
músculo, no tendão, no periósteo ou, em tipos 
especiais de reflexos, na retina, na cóclea, no aparelho 
vestibular, na mucosa olfatória, nos bulbos gustativos ou 
nas vísceras. 
↪ A estimulação do receptor inicia um impulso que 
segue pela via aferente até o sistema nervoso central 
(SNC), onde há sinapse em um centro reflexo que ativa 
o corpo celular do neurônio eferente. O neurônio 
eferente transmite o impulso para o efetor: a célula, o 
músculo, a glândula ou o vaso sanguíneo, que então 
responde. 
↪ Um distúrbio na função de uma parte do arco 
reflexo – receptor, via aferente, centro do reflexo, via 
eferente ou aparelho efetor – interrompe o arco 
reflexo, com consequente diminuição ou perda do 
reflexo. 
↪ A maioria dos reflexos avaliados durante o exame 
clínico é mais complexa do que o reflexo primitivo que 
acabamos de descrever. 
↪ Todas as partes do sistema nervoso estão 
intimamente conectadas; é raro que uma parte reaja 
sem afetar outras partes ou ser afetada por elas. Quase 
imediatamente depois de entrar no SNC, a fibra 
aferente envia ramos colaterais para células em centros 
superiores e inferiores no mesmo lado e no lado 
oposto. 
↪ A ativação de um grupo muscular agonista é 
acompanhada por inibição do grupo muscular 
antagonista (lei de Sherrington da inervação recíproca); 
quando os extensores de um membro estão 
contraídos, os flexores estão relaxados. 
↪ As vias de associação podem conduzir o impulso até 
o córtex cerebral para modificação reflexa ou 
voluntária da resposta. 
↪ Os reflexos complexos exigem conexões entre 
vários segmentos no mesmo lado e em lados opostos 
da medula espinal, do tronco encefálico e do encéfalo. 
Quanto mais complexo é o reflexo, maior é o número 
de neurônios associados e de mecanismos participantes. 
↪ Estímulos mais intensos causam a excitação de um 
número maior de neurônios: o fenômeno de irradiação. 
↪ A atividade reflexa é essencial para a atividade 
normal. 
↪ Os reflexos nociceptivos ajudam a evitar estímulos 
prejudiciais. 
↪ A atividade reflexa é importante para manter o 
corpo em seu ambiente diário, manter a posição 
ortostática, ficar de pé, caminhar e movimentar os 
membros. É parte integrante da resposta a estímulos 
visuais, gustativos, auditivos e vestibulares e é 
importante nas funções viscerais. 
↪ Os reflexos foram nomeados de várias maneiras: de 
acordo com o local de produção, a parte do corpo 
estimulada, os músculos participantes, a parte do corpo 
que responde, os movimentos subsequentes, a 
articulação acionada ou o nervo implicado. 
↪ Na clínica, as anormalidades reflexas causadas por 
doença das vias motoras descendentes costumam ser 
conhecidas como sinais do neurônio motor superior, 
corticospinais ou piramidais, mas o mais provável é que 
as anormalidades sejam consequência da disfunção de 
vias motoras relacionadas, e não do trato corticospinal 
propriamente dito. 
↪ O reflexo é o resultado do estímulo que 
submetemos uma aferência sensível ao estiramento 
muscular que provoca uma resposta motora, ou seja: 
obtido pela percussão osteotendina ou fáscia do 
músculo avaliado. 
↪ O reflexo vai estar normal, diminuído ou aumentado. 
↪ Divisão: 
 Superficiais: Cutâneoabdominal, cremastérico 
superficial e cutâneo plantar. 
 Profundos: Bicipital, supinador, tricipital, flexores dos 
dedos, patelar e aquileu. 
 Patológicos: Hoffmann, wartenberg da mão, 
trommer e babinski. 
 
↪ Classificação dos Reflexos: 
 0 = ausente 
 +/- = presente com facilitação 
 1+ = presente atenuado 
 2+ = normal 
 3+ = aumentado 
 4+ = clônus 
 
REFLEXOS SUPERFICIAIS 
↪ Os reflexos superficiais (cutâneos) são respostas à 
estimulação da pele ou da mucosa. 
↪ Os reflexos cutâneos são produzidos em resposta a 
um estímulo cutâneo superficial, como um toque leve 
ou um arranhão. A resposta ocorre na mesma área 
geral de aplicação do estímulo (sinal local). 
↪ Um estímulo demasiado doloroso pode provocar 
uma reação defensiva em vez do reflexo desejado. 
↪ Os reflexos superficiais são polissinápticos, ao 
contrário dos reflexos de estiramento, que são 
monossinápticos. 
↪ A resposta ao estímulo é mais lenta do que a dos 
reflexos de estiramento; sua latência é mais longa, há 
fadiga com mais facilidade e eles não ocorrem de 
maneira tão sistemática quanto a dos reflexos 
tendinosos. 
↪ A principal utilidade dos reflexos superficiais é que 
estão abolidos nas lesões do trato piramidal, que 
provocam a característica combinação de aumento dos 
reflexos tendinosos profundos e diminuição ou ausência 
dos reflexos superficiais. 
↪ Os reflexos superficiais obtidos com maior 
frequência são os abdominais e cremastérico. 
↪ A ausência unilateral dos reflexos abdominais 
superficiais pode ser um indicador precoce e sensível 
de lesão do trato corticospinal. 
 
TIPOS DE REFLEXOS SUPERFICIAIS 
o Cutâneo plantar 
o Cutâneo abdominal 
o Cremastérico 
 
o Reflexo Cutâneo Plantar 
↪ Para examinar esse reflexo, o examinador estimula a 
região plantar do paciente e como resposta apresenta 
flexão dos dedos. Porém, em crianças de até um ano e 
meio de idade a extensão do hálux se fará presente, 
pois o sistema piramidal ainda não está totalmente 
mielinizado. 
↪ Normalmente, a estimulaçãoda superfície plantar do 
pé, do calcanhar para a parte anterior, é seguida por 
flexão plantar do pé e dos dedos. 
↪ Há variação individual da resposta e alguma 
variabilidade dependente do local de estimulação 
máxima. 
↪ A flexão é a resposta normal após os primeiros 12 a 
18 meses de vida. A variação patológica do reflexo 
plantar é o sinal de Babinski. 
↪ Pode ser difícil obter o reflexo plantar normal em 
indivíduos com calosidades plantares. 
↪ Em pacientes sensíveis, pode haver a retirada 
voluntária com flexão do quadril e do joelho, mas todo 
indivíduo normal apresenta algum grau de flexão plantar 
dos dedos em resposta à estimulação da planta do pé. 
↪ Esse reflexo é mediado pelo nervo tibial (L4-S2). 
 
 
 
o Reflexo Cutâneo Abdominal 
↪ Com um objeto de ponta fina estimule a parede 
abdominal na região paraumbilical, em resposta normal 
a cicatriz umbilical desvia para o lado do estímulo. 
↪ Os reflexos abdominais superficiais são 
caracterizados por contração dos músculos abdominais, 
provocadas por um estímulo deslizante leve ou um 
arranhão na parede abdominal anterior, que puxa a linha 
alba e o umbigo na direção do estímulo. 
↪ Pode-se dividir a resposta em reflexos abdominais 
superiores e abdominais inferiores. O umbigo está na 
altura de T10. 
↪ A parede abdominal anterior pode ser dividida em 
quatro quadrantes por linhas verticais e horizontais que 
atravessam o umbigo. 
↪ Um leve deslizamento da mão ou um arranhão em 
cada quadrante provoca o reflexo, puxando o umbigo 
na direção do estímulo. 
↪ O estímulo pode seguir em direção ao umbigo, 
afastar-se ou seguir paralelamente a ele; os estímulos 
em direção ao umbigo parecem ser mais efetivos. 
↪ A resposta é uma contração curta e rápida seguida 
por relaxamento imediato. 
↪ O reflexo é mediado pelos nervos intercostais (T7-
T10) nos quadrantes superiores (reflexos 
supraumbilicais) e pelos nervos intercostais, ílio-
hipogástricos e ilioinguinais (T10-segmentos lombares 
superiores) nos quadrantes inferiores (reflexos 
infraumbilicais ou suprapúbicos). 
 
 
 
↪ Geralmente, as respostas são vivas e ativas em 
indivíduos jovens com bom tônus abdominal anterior. 
Podem ser lentas ou estar ausentes em indivíduos 
normais com baixo tônus abdominal, em pessoas 
obesas ou em mulheres que já deram à luz. 
↪ Pode ser difícil obter ou avaliar reflexos abdominais 
superficiais em indivíduos sensíveis. Eles podem estar 
ausentes em distúrbios abdominais agudos (sinal de 
Rosenbach) e na distensão abdominal ou vesical, assim 
como no mesmo lado de uma incisão de cirurgia 
abdominal ou toracotomia posterolateral. 
↪ A latência é maior e as respostas são mais lentas 
em crianças e idosos do que em adultos jovens. 
↪ Em caso de diminuição ou ausência fisiológica dos 
reflexos abdominais superficiais, geralmente os reflexos 
nos quadrantes inferiores são afetados primeiro. 
↪ Na paralisia abdominal unilateral, pode haver inversão 
do reflexo, com desvio do umbigo para o lado oposto. 
o Reflexos Cremastérico 
↪ Nesse reflexo o examinador promove uma 
dipitopressão na face medial da coxa, entre o terço 
superior e médio, que promove elevação do testículo 
ipsilateral. 
↪ Esse reflexo é provocado ao se aplicar um estímulo 
deslizante, arranhar de leve ou beliscar a pele na face 
interna superior da coxa. A resposta é a contração do 
músculo cremaster com rápida elevação do testículo 
homolateral. 
↪ O reflexo é mediado pelos nervos ilioinguinal e 
genitofemoral (L1–L2). 
↪ Não se deve confundir o reflexo cremastérico com 
o reflexo escrotal, ou do músculo dartos, que provoca 
a contração lenta, sinuosa, vermicular da pele do 
escroto ao se aplicar um estímulo deslizante sobre o 
períneo ou a coxa ou encostar um objeto frio no 
escroto. 
↪ O reflexo cremastérico pode estar ausente em 
homens idosos, em indivíduos com hidrocele ou 
varicocele, naqueles com torção do testículo e nos que 
tiveram orquite ou epididimite. 
 
 
 
REFLEXOS PROFUNDOS 
↪ A avaliação dos reflexos miotáticos/profundos (ou 
de estiramento, ou tendinosos) através da percussão 
dos tendões é um dos métodos mais rápidos e 
eficazes para detectar alterações nos nervos ou nas 
raízes nervosas, e para isso precisamos apenas de um 
martelo de reflexos. 
↪ Um reflexo tendinoso é a reação de um músculo a 
uma extensão passiva pela percussão de um tendão e 
depende da integridade de ambos os nervos aferente 
e eferente e de sua inibição pelas vias descendentes 
centrais. 
↪ Os reflexos tendinosos são graduados em uma 
escala de acordo com a força de contração ou de 
acordo com a força mínima necessária para provocar a 
resposta: 4, muito rápido, muitas vezes com 
contrações reflexas rítmicas (clônus); 3, rápido, mas 
normal; 2, normal; 1, mínimo; 0, ausente. 
↪ Em alguns casos, os reflexos tendinosos são difíceis 
de provocar, mas podem ser induzidos fazendo o 
paciente cerrar o punho do lado que não está sendo 
examinado, ou entrelaçar os dedos e então tentar 
separá-los. 
↪ O objetivo principal do teste de reflexo é detectar 
assimetria. No entanto, reflexos simetricamente abolidos 
sugerem uma polineuropatia, e reflexos simetricamente 
aumentados podem indicar doença cerebral bilateral ou 
doença da medula espinal. 
↪ Os reflexos tendinosos comumente testados e as 
raízes nervosas neles envolvidas são os seguintes: 
bíceps e braquiorradial (C5-6), tríceps (C7-8), 
quadríceps (L3-4) e tendão do calcâneo* (S1-2). 
 
TIPOS DE REFLEXOS PROFUNDOS 
o Bicipital 
o Supinador 
o Tricipital 
o Flexores dos dedos 
o Patelar 
o Aquileu 
 
o Reflexo Bicipital 
↪ Mãos sobre o abdômen, coloque o dedo indicador 
no tendão do bíceps e percuta seu dedo com o 
martelo. 
↪ Paciente sentado com braço descansado e apoiado. 
↪ Golpeie sob o dedão o tendão do bíceps com o 
martelo. 
↪ Resposta: contração do músculo do bíceps e o 
movimento feito pelo antebraço (flexão e supinação do 
antebraço). 
 
 
o Reflexo Supinador: 
↪ Braço fletido sobre abdômen, dedo sobre a 
tuberosidade do radial e percuta com o martelo sobre 
o dedo. 
↪ Braço fletido sobre o abdome. 
↪ Resposta: movimento da mão. 
 
 
o Reflexo Tricipital: 
↪ Coloque o braço a 90º sobre o braço do 
examinador e percuta o tendão diretamente com o 
martelo. 
↪ Coloca-se passivamente o antebraço do paciente 
em pouco mais de 90º de flexão 
↪ Segure o braço do paciente, de modo que ele seja 
capaz de relaxar complemente os músculos. 
↪ Golpeie o tendão do tríceps diretamente com o 
martelo, cerca de 3 cm acima do olecrano. 
↪ Resposta: contratura do músculo do tríceps e o 
movimento do antebraço. 
 
 
o Reflexo Flexor dos dedos 
↪ Segure a mão do paciente em posição neutra, o 
examinador coloca sua mão sobre a mão do paciente 
e percute o dorso de seus próprios dedos. 
↪ Antebraço do paciente em semiflexão e supinação 
e os dedos em leve flexão. 
↪ O examinador coloca seu dedo médio e indicador 
sobre a superfície palmar das falanges do paciente e 
percute os seus próprios dedos. 
 
 
o Reflexo Patelar 
↪ O examinador coloca a mão sob o joelho do 
paciente formando um ângulo de 90º e percute o 
ponto logo abaixo da patela. 
↪ Pernas do paciente soltas sob a borda da mesa. 
↪ Músculo quadríceps relaxado, golpeie o tendão do 
quadríceps diretamente com o martelo, entre a patela 
e a tuberosidade tibial. 
↪ Resposta: movimento de extensão da parte inferior 
da perna e a contração do músculo quadríceps femoral. 
 
 
 
o Reflexo de Aquileu 
↪ Segure o pé do paciente em 90º e percuta o 
tendão, pode ser feito com o paciente em decúbito 
ventral e pé em 90º, e ou com o maléolo medial 
voltado para o teto. 
↪ Paciente pode estar sentado com as pernas 
pendentes ou ajoelhado em uma cadeira. 
↪ Com uma mão, coloque o pé do paciente de 
maneira que tenha uma leve flexão dorsal. 
↪ Golpeie diretamente o tendão de Aquiles. 
↪ Resposta: contração do músculo da panturrilha. 
 
 
 
 
 
MANOBRAS DE FACILITAÇÃO 
↪ São manobras de auxilio para obter os reflexos. 
↪ Quando o examinadornão consegue o relaxamento 
ideal do paciente, o examinador lança mão de 
manobras de facilitação, como cerrar os dentes e ou 
cerrar os punhos, o primeiro para membros superiores 
e o segundo para membros inferiores. 
↪ Essas manobras, além de distrair o paciente, 
também desencadeiam a ativação dinâmica dos fusos 
musculares, tornando-os mais sensíveis ao estiramento 
passivo (o reflexo). 
 
ACHADOS NO EXAME 
o Reflexo aumentado ou clônus (sempre patológico): 
- Contrações rápidas, muitas vezes com contrações 
reflexas rítmicas. 
- Esgotável e inesgotável. 
- Lesão do neurônio motor acima da raiz estimulada. 
o Reflexos ausentes: 
• Generalizados: neuropatia periférica. 
• Isolados: lesão de raiz ou do nervo 
o Reflexos diminuídos: neuropatia periférica, 
cerebelar, muscular. 
 
Propagação do reflexo 
↪ O reflexo está presente, porém se observa 
resposta além do músculo estimulado, geralmente 
ocorre por lesão do neurônio motor acima do estímulo 
do músculo que foi excitado. 
 
 
Reflexo invertido 
↪ Ocorre a perda do reflexo testado, porém ocorre 
propagação para músculos inferiores, indicando lesão 
ao nível do reflexo ausente. 
. 
Reflexo pendular 
↪ Quando o reflexo continua sua estimulação mesmo 
após o termino do estímulo. 
 
REFLEXOS PATOLÓGICOS 
o Hoffmann 
o Wartenberg da mão 
o Trommer 
o Babinski 
 
o Hoffmann 
↪ Estímulo ungueal da falange distal do dedo médio, 
causando flexão dos demais dedos, significando 
liberação piramidal dos membros superiores. 
 
 
o Wartenberg da mão 
↪ O examinador provoca uma flexão forçada das 
falanges distais dos quatro dedos e se observa a 
adução involuntária do polegar, ou se coloca a mão 
estendida sobre a mesa e pede se para afastar o 
quinto dedo, caso não consiga o sinal é positivo. 
 
 
 
o Trommer 
↪ Percussão da superfície palmar da extremidade do 
dedo médio, ocorre flexão dos quatro dedos e da 
falange distal do polegar, ou pode se bater contra o 
dedo médio na tentativa de provocar uma extensão 
forçada o que ocasiona a flexão dos demais dedos, 
revelando também lesão piramidal. 
 
o Babinski 
↪ O reflexo de Babinski é uma resposta anormal ao 
estímulo cutâneo plantar onde o halúx sofre uma 
extensão e os demais dedos se abrem em leque, este 
reflexo é considerado normal em crianças até um ano 
de idade 
 
 
↪ Sucedâneos de Babinski: 
Os sucedâneos todos têm a flexão dorsal do hálux 
homolateral como resposta esperada. Sua investigação 
tem valor principalmente quando o examinador está 
impossibilitado de realizar a pesquisa do reflexo pelo 
método tradicional. Os sucedâneos tem o mesmo 
significado diagnóstico que o sinal de Babinski. 
 
 Sinal de Oppenheim 
- Fricção com os dedos do examinador pela crista da 
tíbia. 
- Aplicação de pressão com o polegar e o indicador na 
superfície anterior da tíbia, partindo da região infra 
patelar até o tornozelo. 
 
 
 
 Sinal de Gordon 
- Compressão ou aplicação de pressão nos músculos 
da panturrilha 
 
 
 Sinal de Schafer 
- Pressionando o tendão de aquiles. 
 
 
 Sinal de Chaddock 
- Estímulo na lateral do pé ao redor do maléolo 
 
 
SINAIS DE LIBERAÇÃO FRONTAL 
o Reflexo palmomentoniano: 
↪ Estimulação/fricção da eminência tenar que 
promove contração ipisilateral dos músculos mentual 
com elevação do mento e contração do orbicular do 
lábio inferior ipsilateral à estimulação (discreta elevação 
do lábio). 
 
o Reflexo Orbicular dos Lábios: 
 
↪ Pode ocorrer em indivíduos normais, porém 
costuma traduzir lesão piramidal (ELA, aterosclerose 
difusa). 
o Reflexo Orbicular dos Olhos: 
↪ Se percute na glabela do paciente, o reflexo é 
esgotável, caso contrário o reflexo de piscar continua 
(sinal de Myerson) e indica doença de Parkinson. 
↪ Normalmente, esse reflexo é esgotável. 
 
 
 
 
 
Caracterização das 
Síndromes Cerebelares 
CEREBELO 
↪ Divide-se anatomicamente e funcionalmente em 3 
partes: 
1. Lobo floculonodular 
2. Lobo anterior 
3. Lobo posterior 
 
1. Lobo floculonodular ou arquicerebelo: 
↪ Em termos filogenéticos é a parte mais antiga do 
cerebelo, também conhecida como vestibulocerebelo, 
pois suas projeções aferentes provêm dos núcleos 
vestibulares, tem como função a manutenção do 
equilíbrio. 
↪ Ajuda a manter o equilíbrio e a coordenar os 
movimentos oculares, da cabeça e do pescoço; está 
interconectado intimamente ao núcleo vestibular. 
 
2. Lobo anterior ou paleocerebelo: 
↪ O lobo anterior é formado pelo vermis anterior e 
córtex paravermiano, conhecido também por 
espinocerebelo, já que suas projeções aferentes se 
originam nos proprioceptores dos músculos e tendões 
dos membros pelos tratos espinocerebelares, controla 
a postura, tônus muscular e a coordenação motora do 
tronco e das pernas (marcha). 
↪ As lesões do verme causam anormalidades 
posturais e de marcha. 
 
3. Lobo posterior ou neocerebelo: 
↪ Forma a parte média do vermis e suas extensões 
laterais e a maior parte dos hemisférios cerebelares. 
Também conhecido como pontino cerebelo por 
receber fibras aferentes do córtex cerebral através dos 
núcleos pontinos e braço da ponte. 
↪ Responsável pelos movimentos delicados iniciados no 
córtex. 
↪ Controla os movimentos rápidos e finamente 
coordenados dos membros, predominantemente dos 
braços. 
↪ A função de grande parte do lobo posterior é 
desconhecida. 
 
 Sintomas cerebelares: 
As lesões do cerebelo causam: 
(1) Incoordenação (ataxias) do movimento 
volitivo; 
(2) distúrbios do equilíbrio e da marcha; 
(3) tremor oriundo de ataxia e hipotonia; 
(4) redução do tônus muscular. 
- Nas lesões unilaterais o distúrbio do movimento é 
ipsolateral. 
- A incoordenação dos movimentos voluntários é a 
manifestação mais marcante. 
 
TIPOS DE SÍNDROMES CEREBELARES 
1. Axial 
2. Apendicular 
 
1. Axial 
↪ Alteração do equilíbrio, alargamento da base e da 
marcha, da sinergia tronco-membros, da fala e da 
motricidade ocular. 
↪ Cabeça e tronco. 
↪ Lesão do arqui e paleocerebelo; 
 
 Exame: 
- Observar o paciente em pé, de olhos abertos e 
depois fechados. (Analisar o paciente desde o momento 
que ele levanta na recepção/leito). 
- Observar a base de sustentação do paciente (como 
ele para – normal: pernas um pouco abertas). 
- Observar a base de sustentação do paciente com 
pés juntos e separados. 
- Base de sustentação muito alargada, o paciente faz 
isso pra conseguir ter equilíbrio. 
- Se apresenta dança dos tendões, marcha ebriosa 
com passos irregulares de medidas e distâncias 
diferentes com base alargada (alcoolizado); dificuldade 
para se levantar do leito sem o auxílio dos membros 
superiores; fala escandida com variações de tom 
podendo haver nistagmos. 
 
2. Apendicular 
↪ Dismetria, decomposição de movimentos. 
↪ Incoordenação de extremidades para movimentos 
finos e voluntários. 
↪ Lesão dos hemisférios cerebelares. 
 
 Exame: 
- Apresentará ipsilateralmente decomposição de 
movimentos ou tremor de ação durante a manobra 
index-nariz, prova de rechaço Stewart-Holmes; 
manobra calcanhar – joelho e a prova de Barany 
(membros superiores estendidos paralelos apontando 
indicadores para frente, movimentando os membros 
para cima e para baixo de olhos fechados, devendo 
manter os membros sempre paralelos – o desvio 
bilateral sugere distúrbio vestibular; e o desvio unilateral 
sugere distúrbio cerebelar). 
- Por fim, pesquisa-se a diadococinesia: movimentos 
alternados rápidos com as mãos. É a habilidade de 
realizar repetições de forma rápida de padrões e 
simples de contrações, porém utilizando funções 
musculares. O paciente realiza movimentos repetitivos e 
alternados em pronação e supinação das mãos sobre 
os joelhos. Este teste estará alterado em patologias 
cerebelares 
- Portador de alteração cerebelar ipslateral comete 
erros durante o teste. 
 
Manobra index-nariz: com o membro superior 
estendido toca-se a ponta do nariz com a ponta do 
indicador; fazer a manobra com os olhos abertos e 
fechados. 
 
 
Erro de medida: dismetria (lesão cerebelar); 
Hipermetria: quandoo paciente passa o alvo; 
Hipometria: quando o paciente não atinge o alvo. 
 
Prova de rechaço Stewart-Holmes: 
- Paciente sentado; flexão do antebraço contra 
resistência oposta pelo examinador que bruscamente a 
relaxa. 
- Pede ao paciente para puxar o braço com força. 
- Se o paciente tiver lesão cerebelar: antebraço não 
pode frear seu movimento, indo se chocar com a 
região peitoral do paciente. 
 
 
Manobra calcanhar – joelho: paciente em decúbito 
dorsal e membros inferiores estendidos; pedir para que 
ele toque o joelho com a ponta do calcanhar do lado 
oposto; deslizar o calcanhar pela crista da tíbia; solicitar 
que ele faça com os olhos abertos e fechados. 
(Observar a continuidade do movimento e metria; 
observar se piora com os olhos fechados – a retirada 
do controle visual requer integridade do controle 
proprioceptivo). 
 
 
Prova de Barany: membros superiores estendidos 
paralelos apontando indicadores para frente, 
movimentando os membros para cima e para baixo de 
olhos fechados, devendo manter os membros sempre 
paralelos – o desvio bilateral sugere distúrbio vestibular; 
e o desvio unilateral sugere distúrbio cerebelar. 
- O paciente deve fechar os olhos, nesse momento, o 
examinador avalia se os braços do paciente vão mudar 
de posição. Será positivo se o paciente com os olhos 
fechados, mudar a posição dos braços. 
 
 
 
3. Global 
↪ Quando observamos alterações axiais e 
apendiculares simultâneas. 
 
EQUILÍBRIO ESTÁTICO 
- O corpo está em equilíbrio quando todas as forças 
que atuam sobre ele são nulas, tudo que se encontra 
parado está em equilíbrio estático, logo a avaliação do 
paciente nesta situação avalia se alguma coisa ou algo 
altere esta situação. 
- A avaliação neurológica do equilíbrio estático se faz 
através de uma simples prova conhecida como prova 
de Romberg. 
 
 
Prova de Romberg: 
- Nesta prova pedimos ao paciente que fique em pé de 
forma natural e a primeira coisa que avaliamos é a 
postura anatômica e a base de sustentação, em 
seguida pedimos que o paciente junte os pés e feche 
os olhos, é possível que mesmo antes de fechar os 
olhos o paciente apresente alguma oscilação. 
- Ao fechar os olhos, se o paciente cair imediatamente 
podemos afirmar que o sinal é positivo, geralmente 
causado por lesões do funículo posterior, carência de 
vitamin B12, neuro sífilis, mais raramente, seringomielia e 
aracnoidite. 
- Quando a queda tem lado preferencial devemos 
repetir a manobra e se o sinal se repetir podemos 
dizer que a lesão é ipsilateral, mas não caracterizamos 
como Romberg. 
. 
EQUILÍBRIO DINÂMICO 
- Ao contrário do anterior, o equilíbrio dinâmico avalia 
um corpo em movimento retilíneo e uniforme, desta 
forma a avaliação da marcha é a maneira que temos 
para avaliar o equilíbrio dinâmico. 
 
Marcha: 
- A marcha exige a execução de movimentos 
alternados e padronizados com os membros. 
- Nos seres humanos os mecanismos de controle estão 
no tronco encefálico, núcleos da base e córtex, assim 
como as funções labirínticas, proprioceptivas e visuais. 
Um déficit em qualquer dessas estruturas afeta a 
marcha. 
- Avaliação: Observar sem que o paciente perceba a 
deambulação natural, corrida, levantar de cadeiras, 
caminhar em círculos, eretos com os pés juntos, com 
olhos abertos e fechados (Romberg). 
- O paciente deve ser solicitado a ficar com os pés 
juntos e os olhos abertos para se detectar a 
instabilidade decorrente de ataxia cerebelar. 
A seguir, o paciente deve fechar os olhos; a 
instabilidade que ocorre com os olhos fechados, mas 
não com os olhos abertos (sinal de Romberg), é um 
sinal de ataxia sensorial. 
- Em seguida, deve-se observar se o paciente 
deambula normalmente, se anda sobre os calcanhares 
ou na ponta dos pés, ou se coloca um pé diretamente 
na frente do outro (coordenado), para identificar 
qualquer uma das anomalias clássicas da marcha, 
apresentadas a seguir: 
 
1 Marcha cerebelar: 
- Base alargada e cambaleante, como se o individuo 
estivesse bêbado, instabilidade ao ficar em pé ou 
sentado, irregularidade dos passos (marcha errática), 
desvio para o lado da lesão cerebelar. Oscila de olhos 
abertos e um pouco mais quando fechados (Romberg 
neg). 
- Causas: tumor cerebelar (vermis cerebelar), 
degeneração cerebelar hereditária ou adquirida (álcool), 
degeneração cerebelar paraneoplásica. 
 
2 Marcha tabética: 
- Dificuldade para ficar em pé e caminhar com força 
preservada. Os movimentos são bruscos, erráticos em 
comprimento e altura, batendo os pés ao chão. 
Observa o piso com atenção, perda da sensibilidade 
postural das pernas e pés; e vibratória com Romberg 
acentuado. 
(Não tem noção de profundidade em relação ao chão 
– pisa com força, marchando). 
- Causas: EM, compressão medular (coluna posterior), 
ataxia de Friedreich, deficiência de vitamina B12, 
polioneuropatias, Tabs. Dorsalis. 
 
3 Marcha espática/hemiplégica/ceifante: 
- Membro superior fletido; membro inferior o joelho 
não flexiona e o membro é abduzido ao quadril com 
movimentos de circundação. 
- A perna afetada é mantida estendida e em rotação 
interna, e o pé está invertido e em flexão plantar; a 
perna se move em uma direção circular junto ao 
quadril (circundução*). 
- Causas: AVC, tumores, traumas, neurotoxoplasmose. 
 
4 Marcha em tesoura: 
- Os dois membros estão enrijecidos e espásticos, 
semifletidos, os pés se arrastam e se cruzam 
lembrando uma tesoura. O paciente também apresenta 
lordose. 
- A marcha é lenta e rígida, e as pernas se cruzam 
uma na frente da outra. 
- Causas: paralisia cerebral 
 
 
 
 
5 Marcha vestibular: 
- Apresenta lateropulsão (tendência involuntária de se 
dirigir sempre para o mesmo lado) quando anda e 
movimentos erráticos. 
- Causas: lesão vestibular. 
 
6 Marcha festinante: 
- Marcha como um bloco, sem MMSS, passos 
pequenos e rápidos, cabeça inclinada para frente 
podendo ocorrer aceleração no início da marcha. 
- A postura é fletida, a marcha se inicia lentamente, os 
passos são pequenos e arrastados, existe uma redução 
dos movimentos associados dos membros superiores, e 
pode ocorrer uma aceleração involuntária (festinação). 
- Causas: Parkinson. 
 
7 Marcha magnética ou apraxia 
- Deambula com os pés grudados ao chão, arrastando, 
não consegue executar o movimento do passo. 
- Doença do lobo frontal pode resultar em perda da 
capacidade de realizar um ato previamente aprendido 
(apraxia), nesse caso, a capacidade de deambular. O 
paciente apresenta dificuldade para iniciar a marcha e 
pode parecer estar colado ao solo. Uma vez iniciada, a 
marcha é lenta e arrastada. No entanto, não existe 
dificuldade de realizar os mesmos movimentos da 
perna, quando o paciente se encontra deitado e as 
pernas não estão sustentando peso. 
- Causas: hidrocefalia de pressão normal, lesões frontais, 
tumor na região frontal. (Tratou a hidrocefalia, remoção 
do tumor = melhora da marcha). 
 
8 Marcha parética ou equina: 
- Excessivo levantamento joelho com flexão da coxa 
sobre a bacia com os pés pendentes. 
- Causas: lesão do nervo periférico (lesão na 5º raiz 
lombar). 
 
9 Marcha anserina: 
- Oscilação da bacia, pernas afastadas, hiperlodose, 
inclinação do tronco para um dos lados. 
- Causas: polioneuropatias, miosites, gravidez, luxação 
do quadril e distrofias musculares. 
 
Osce: 
- Cumprimentar o paciente e apresentar-se 
- Lavar as mãos 
- Explicar o procedimento para o paciente 
- Posicionar o paciente corretamente 
- Despedir-se do paciente.

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