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ASPECTOS-PSICOLÓGICOS-DA-PESSOA-COM-DEFICIÊNCIA (3)

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SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 3 
2 CONCEITUAÇÃO DA DEFICIÊNCIA............................................................... 4 
2.1 Abordagens atuais sobre deficiência ......................................................... 7 
2.2 Deficiência não é sinônimo de incapacidade ............................................. 9 
3 POLÍTICAS PÚBLICAS E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA ........................... 11 
3.1 Os direitos da pessoa com deficiência .................................................... 13 
4 COMPREENDENDO AS EMOÇÕES ............... Erro! Indicador não definido. 
4.1 Principais teorias sobre emoções ............... Erro! Indicador não definido. 
4.2 A expressão emocional .............................. Erro! Indicador não definido. 
5 MANIFESTAÇÕES PSÍQUICAS E COMPORTAMENTAIS ........................... 15 
5.1 Imagem corporal e autoconceito ............................................................. 17 
6 A CONTRIBUIÇÃO DO PSICÓLOGO NA INCLUSÃO .................................. 26 
7 AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS ...... Erro! 
Indicador não definido. 
7.1 A relação da psicologia com a deficiência: das velhas práticas para novas 
alternativas ......................................................... Erro! Indicador não definido. 
8 INTERVENÇÃO DO PSICÓLOGO JUNTO À PESSOA COM DEFICIÊNCIA, 
SUA FAMÍLIA E COMUNIDADE .......................................................................... 31 
9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................... 35 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 INTRODUÇÃO 
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante ao 
da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um aluno 
se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma pergunta, 
para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é que esse aluno 
faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a resposta. No espaço 
virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas poderão ser 
direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa 
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das 
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que lhe 
convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser seguida 
e prazos definidos para as atividades. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
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2 CONCEITUAÇÃO DA DEFICIÊNCIA 
 
Fonte: cgn.inf.br 
As diferenças nos modos de ser e existir são consideradas, analisadas e 
ponderadas desde os tempos mais longínquos. Na Grécia Antiga, a deficiência — 
principalmente a referida na ordem intelectual — chegou a ocupar o status de privilégio, 
por se caracterizar como certa liberdade presente nos indivíduos que a manifestavam, 
sob a forma de delírios (PELBART, 1989 apud DUARTE, 2018). 
Sócrates e Platão ressaltaram aspectos da deficiência em seus discursos. Platão 
deixou registrada, em seus escritos como Banquete e Fedro, a deficiência manifesta 
como Manikê, referindo-se ao delirante, para em seguida relacioná-la à arte divinatória 
Mantikê. Assim, as deficiências e os modos de estar no mundo se manifestavam por meio 
das diferenças — algo ao mesmo tempo especial e limitador (PELBART, 1989 apud 
DUARTE, 2018). 
O filósofo Hipócrates, considerado o “pai da medicina” (460–377 a.C.), conectou 
o que denominou “loucura” a implicações orgânicas. Nesse sentido, foi pioneiro 
ao propor uma interpretação conectada a doenças ou deficiências baseadas em 
origens e manifestações biológicas (PESSOTI, 1997 apud DUARTE, 2018). 
 
 
 
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Nesse sentido, surgiram no século XVI maneiras de tratar os diferentes, os que 
não se encaixavam no cumprimento das regras, ao mesmo tempo em que eles foram 
removidos do convívio social. Além de pensões e hospedarias específicas para esse 
público, cujo intuito era retirá-los da circulação das ruas e ainda usá-los como objetos de 
estudo, havia a chamada Nau dos Loucos. Tratava-se de uma embarcação que se 
propunha a navegar pelas águas calmas de rios e canais da Europa como um depósito 
para “loucos” e “leprosos” (FOUCAULT, 1978, p. 12 apud DUARTE, 2018). 
Entretanto, foi somente no início do século XIX, depois de muita barbárie no 
tratamento de pessoas com algum tipo de deficiência, que Philippe Pinel conseguiu 
inserir uma evolução do conceito de loucura, ao caracterizá-la como doença mental e, 
em seguida, como deficiência mental. Considerado o fundador da psiquiatria, Pinel 
estabeleceu a necessidade de permitir que o modo de ser dos sujeitos pudesse se 
expressar, determinando o desencarceramento dessas pessoas com deficiências 
intelectuais e indicando a criação de lugares específicos para tratamento com estímulos 
adequados. Foi assim que Pinel se tornou também um dos fundadores da clínica médica 
(FRAYZE-PEREIRA, 1993 apud DUARTE, 2018). 
Apesar de todo o esforço para a condução de um tratamento moral das pessoas 
com deficiência intelectual, houve, ao longo de todo o século XIX, um alastramento da 
criação de asilos, os quais acabaram sendo concebidos como manicômios. Nesses 
locais, os tratamentos visavam à cura e, para isso, não mediam esforços para aplicar 
métodos que moldassem os comportamentos dos deficientes. Por meio de técnicas, 
aparelhos e medicações, buscavam a contenção dos sintomas, sem considerar as 
singularidades e peculiaridades de cada sujeito (DUARTE, 2018). 
 Foi durante a transição do século XIX para o século XX que surgiu uma 
preocupação com a linearidade das manifestações das deficiências. A partir disso, os 
fisiatras e estudiosos da época se preocuparam em contabilizar e categorizar as 
deficiências intelectuais sob o ângulo de suas funcionalidades. Então, estabeleceu-se na 
América do Norte, em 1880, uma espécie de censo com o primeiro esboço de um manual 
diagnóstico, no qual as deficiências intelectuais foram organizadas em sete categorias: 
mania, melancolia, monomania, paresia, demência, dipsomania e epilepsia (BLACK; 
GRANT, 2015 apud DUARTE, 2018). O primeiro esboço da formulação da declaração 
 
 
 
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dos direitos humanos também ocorreu nos Estados Unidos. O documento alertava para 
a necessidade de fiscalizar e orientar as instituições que ofereciam tratamento às 
pessoas com deficiências intelectuais, buscando inibir internações arbitrárias e maus 
tratos que poderiam estar disfarçados sob a forma de tratamento. Esses movimentos em 
direção à garantia de direitos e tratamento digno promoveram avanços na psiquiatria 
enquanto ciência e conduziram inspirações para as ciências naturais. Além disso, 
auxiliaram no despertar de descobertas médicas e bacteriológicas, da anatomia 
patológica e da então recente neurologia, que se propunha a conectar os aspectos 
ligados à organicidade e à funcionalidade da estrutura cerebral aos comportamentos 
humanos (LAPLANTINE, 2010 apud DUARTE, 2018). 
Com a demanda por compreensão dos sujeitos com deficiências e das suas 
especificidades, tornou-se mais viável buscar tratamentos que se ancorassem no 
desenvolvimento das necessidades específicas de cada um. Despertou-se para a 
importância de conduzir tratamentos que escapassem de uma lógica que rotula e acaba 
por aniquilar o princípio individual, enxergando apenas as limitações e os sintomas, e 
seguindo as suas intervenções somente na direção de uma normatização e um 
silenciamento das diferenças (FERREIRA, 2000 apud DUARTE, 2018). No Brasil, até a 
construção da Constituição Federal de 1988, os termos “excepcional” e “deficiente” eram 
utilizados para definir as pessoas com deficiência. 
Entretanto, por se tratar de uma definição
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