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Gerenciamento de Projetos Frederico Haendel de Oliveira Neto EXPEDIENTE Governador de Pernambuco Paulo Henrique Saraiva Câmara Vice-governador de Pernambuco Luciana Barbosa de Oliveira Santo ● SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO Secretária Marília Raquel Simões Lins Secretário Executivo Adailton Feitosa Filho Diretora do CEFOSPE Analúcia Mota Viana Cabral Coordenação de Educação Corporativa Priscila Matos Coordenação da Educação a Distância José Lopes Ferreira Junior Coordenação Pedagógica Marilene Cordeiro Barbosa Borges Autor Frederico Haendel de Oliveira Neto ● SECRETARIA DE EDUCAÇÃO Secretário Frederico da Costa Amâncio Secretária Executiva de Educação Profissional Maria Medeiros de Araújo Gerente Geral de Educação Profissional George Bento Catunda Gestora de Educação a Distância Renata Marques Otero Coordenadora de Design Educacional Deisiane Gomes Bazante Revisão de Língua Portuguesa Alécia Guimarães Diagramação Izabela Cavalcanti Normalização Hugo Carlos Cavalcanti ● Material produzido em parceria entre o Centro de Formação dos Servidores e Empregados Públicos do Poder Executivo Estadual – CEFOSPE e a Secretaria Executiva de Educação Integral e Profissional – SEEIP. Janeiro, 2020 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) de acordo com ISDB O48g Oliveira Neto, Frederico Haendel de. Gerenciamento de Projetos: Gestão Orçamentária e Financeira / Frederico Haendel de Oliveira Neto. – Recife: Centro de Formação dos Servidores e Empregados Públicos do Estado de Pernambuco, 2020. 96 p.: il. Inclui referências. Material produzido em parceria entre o Centro de Formação dos Servidores e Empregados Públicos do Poder Executivo Estadual – CEFOSPE e a Secretaria Executiva de Educação Integral e Profissional. 1. Administração de projetos. 2. Análise de valor (Controle de custo). 3. Administração de recursos humanos. 4. Administração de riscos. I. Título. CDU – 658.512.2 Elaborado por Hugo Carlos Cavalcanti | CRB-4 2129 Sumário INTRODUÇÃO .....................................................................................................................................7 Ficha do Curso 8 COMPETÊNCIA 1 | COMPREENDER OS FUNDAMENTOS E AS BOAS PRÁTICA DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS ...........................................................................................................................................11 1.1 Princípios básicos de gerenciamento de projetos 12 1.2 Governança organizacional e governança de projetos 18 1.3 Partes interessadas (Stakeholders) 19 1.4 Ciclo de vida do projeto 21 1.5 Fases do projeto 23 1.6 Áreas de conhecimento de gerenciamento de projetos 24 1.7 O ambiente em que os projetos operam 26 1.8 Termo de Abertura do Projeto (TAP) 28 COMPETÊNCIA 2 | SABER GERENCIAR O ESCOPO DE UM PROJETO ..................................................31 2.1 Introdução 31 2.2 Planejar o gerenciamento do escopo 33 2.3 Coletar os requisitos 35 2.4 Definir o escopo 37 2.5 Criar a Estrutura Analítica do Projeto (EAP) 39 2.6 Validar o escopo 42 2.7 Controlar o escopo 43 COMPETÊNCIA 3 | SABER GERENCIAR O CRONOGRAMA DE UM PROJETO .......................................46 3.1 Introdução 46 3.2 Planejar o Gerenciamento do Cronograma 49 3.3 Definir as Atividades 50 3.4 Sequenciar as Atividades 51 3.5 Estimar as Durações das Atividades 54 3.6 Desenvolver o Cronograma 56 3.7 Controlar o Cronograma 58 COMPETÊNCIA 4 | SABER GERENCIAR OS CUSTOS DE UM PROJETO .................................................60 4.1 Introdução 60 4.2 Planejar o Gerenciamento dos Custos 63 4.3 Estimar os Custos 64 4.4 Determinar o Orçamento 66 4.5 Controlar OS Custos 67 COMPETÊNCIA 5 | SABER GERENCIAR A QUALIDADE DE UM PROJETO ............................................70 5.1 Introdução 70 5.2 Planejar o Gerenciamento da Qualidade 74 5.3 Gerenciar a Qualidade 75 5.4 Controlar a Qualidade 78 COMPETÊNCIA 6 | SABER GERENCIAR OS RISCOS DE UM PROJETO ..................................................80 6.1 Introdução 80 6.2 Planejar o Gerenciamento dos Riscos 82 6.3 Identificar os Riscos 85 6.4 Realizar a Análise Qualitativa dos Riscos 86 6.5 Realizar a Análise Quantitativa dos Riscos 87 6.6 Planejar as Respostas aos Riscos 89 6.7 Implementar as Respostas aos Riscos 91 6.8 Monitorar os Riscos 92 REFERÊNCIAS ...................................................................................................................................94 MINI CURRÍCULO DO PROFESSOR CONTEUDISTA .............................................................................95 7 INTRODUÇÃO Olá cursista, participante do curso de Gerenciamento de Projetos, seja muito bem-vindo! Há um grande desafio pela frente. Este curso tem a proposta de lhe oferecer conhecimento sobre as boas práticas em Gerenciamento de Projetos com a compreensão dos fundamentos, ferramen- tas, técnicas e processos para que possa avançar profissionalmente, e por conseguinte, ampliar o desenvolvimento corporativo ao qual está inserido. O material é baseado nas competências e experiências do autor, obtidas ao longo de uma cami- nhada de estudo e práticas, absorvendo conhecimento em Gerenciamento de Projetos e também em outras áreas que agregam à matéria a ser estudada neste curso. O foco deste curso está no aprendizado dos instrumentos que propiciem o adequado gerencia- mento de qualquer projeto em que se tenha que trabalhar, sendo ele de grande ou médio porte. O mapeamento e a otimização dos recursos disponíveis darão as diretrizes para a obtenção do sucesso dos projetos. Esse material foi elaborado com o máximo de atenção para deixá-lo o mais facilitado e acessível possível, sem prejuízo para o bom conhecimento da matéria que iremos estudar. Bibliografias de alta credibilidade disponíveis foram consultadas e serão indicadas a você para a complementação de seu aprendizado. Sendo assim, reserve momentos para a leitura e para os exercícios, pois vários deles exigirão reflexões, ponderações e escrita. Seja perseverante e avance no conhecimento da matéria, pois o mundo tem a necessidade de seus projetos serem gerenciados com qualidade e controle, através de instrumentos profissionais que possibilitem chegar ao sucesso e na Administração Pública a entrega de benfeitorias à população. Então, vamos lá! 8 Ficha do Curso Objetivo: Capacitar servidores para compreenderem os conceitos básicos de projetos, com ênfase em cinco áreas de conhecimento deste primeiro módulo: gerenciamento do Escopo, do Cronograma, dos Custos, da Qualidade e dos Riscos. Possibilitará o entendimento do Ciclo de vida do projeto, utilizando competências, técnicas e ferramentas apropriadas e vinculadas as boas práticas de gerenciamento de projetos. Explicação: durante o curso você irá perceber o quanto é importante seguir as boas práticas de gerencia- mento de projetos no dia a dia. O grande diferencial é que a partir do conhecimento do Guia de Referência em Gerenciamento de Projetos (PMBOK)1 você terá maior conhecimento para conduzir seus projetos. Um projeto é único e exclusivo, então é preciso aplicar técnicas e ferramentas apropriadas para a obtenção do sucesso dele. É o que propõe o Institute Management Professional (PMI)2, organização com maior reconhe- cimento internacional em gerenciamento de projetos. Diferencial: linguagem acessível, material didático prático e facilitado e apresentação das boas práticas em gerenciamento de Projetos. Carga Horária: 28 horas. Incrementos proporcionais na medida em que você deseje investirmais em desen- volver o Gerenciamento de Projetos. Fontes: As referências bibliográficas mencionadas são de alta credibilidade e escrita por autores renomados na área. Ao final deste caderno, é oferecida esta relação para consulta complementar. Sobre a avaliação: Fazer as avaliações é condição essencial ao aproveitamento do curso e certificação. Tam- bém é imprescindível a leitura complementar do conteúdo estudado para que se tenha a plena capacitação em Gerenciamento de Projetos, onde necessita muito esforço e dedicação para efetivamente compreendê- lo. Teremos ainda a disponibilização de um fórum para a construção do conhecimento desejado, o que tam- bém faz com que você, cursista, obtenha 1 (um) ponto adicional na avaliação. Atenção! A avaliação de apren- dizagem para cada semana de curso terá questões objetivas, sendo assim, importante se dedicar a leitura do conteúdo disponibilizado e realizar todos os exercícios propostos. 1 O PMBOK (Project Management Bodyof Knowledge) é um guia de conhecimento de Gerenciamento de Projetos 2 O Instituto de Gerenciamento de Projetos (Project Management Institute - PMI) é a uma das maiores associações de profissionais de gerenciamento de projetos. Auxilia seus membros, profissionais certificados e voluntários em praticamente todos os países do mundo. No site do PMI (www.pmi.org ) você encontra várias publicações e excelentes livros sobre o tema. 9 Olá pessoal, eu sou Buquinho... Deram-me este apelido carinhoso e estarei com você durante todo o curso para ajudá- lo a compreender melhor a disciplina. Vamos entender como apareço para você du- rante este curso nos cadernos: Conceito importante: De cada área de conhecimento em Gerenciamento de Projetos foram extraídos os pontos essenciais para o seu aprendizado. Aparece este ícone quando o conceito explicado é de grande importância para o entendimento da temática. Na prática: É preciso aprender os conceitos e aplicá-los no dia a dia. Este ícone aparece quando cobrirá exemplos de como o gerenciamento de pro- jetos pode ser utilizado na vida real. Técnicas e Ferramentas: Este ícone aparece quando houver técnicas e fer- ramentas específicas para o devido gerenciamento de projetos da área de estudo. Dicas: É importante entender como gerenciar os projetos de modo otimi- zado e como se dá a conquista de resultados eficazes. Por isso Buquinho traz dicas e indicações interessantes para você compreender melhor a ma- téria. 10 Exercícios: Ao longo do caderno você terá exercícios para praticar os co- nhecimentos adquiridos. Buquinho indica este momento. Material de apoio: Esse ícone indica necessidade de acessar material com- plementar. Vídeo: Esse ícone indica a existência de um videoaula gravada para você assistir. 11 COMPETÊNCIA 1 | COMPREENDER OS FUNDAMENTOS E AS BOAS PRÁTICA DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS Vamos iniciar a competência 1 estudando os fundamentos, as partes interessadas, os principais ar- tefatos de um projeto, as áreas de conhecimento e os grupos de processos característicos de cada fase de um projeto. PRÉ-TESTE 1. Para você, que característica abaixo se relaciona a um projeto? a) É tratado apenas no campo das ideias b) Produz algo de modo contínuo c) Tem começo, meio e fim d) Trabalha apenas no planejamento 2. Que áreas de conhecimento você acha se incorpora em um projeto? a) Escopo e cronograma b) Custos e qualidade c) Riscos e comunicação d) Todas acima 3. Quais partes interessadas (stakeholders) de um projeto você daria mais atenção? a) Clientes e fornecedores b) Usuários c) Gerentes e diretores d) Depende do projeto em que se está envolvido Para começar, vamos fazer um pré-teste para saber como você compreende o tema “projetos”. Não se preocupe, pois é apenas um nivelamento básico. Cada aluno vem com sua experiência e isso é importante para a obtenção deste novo conhecimento. Coragem! 12 Respostas... 1) Resposta: letra c Um projeto tem começo, meio e fim. Isto é, tem datas determinadas para seu início e término, sendo uma das característica do sucesso do projeto o atendimento aos prazos planejados. 2) Resposta: letra d Na verdade, todas as alternativas elencam áreas de conhecimento de gerenciamento de projetos para serem tratadas durante sua existência. Escopo, cronograma, custos, qualidade, riscos, comunicação e outras mais são áreas que auxiliam o gerente de projetos a obter os resultados desejados nos projetos. 3) Resposta: letra d Depende do projeto. Em todos os projetos existem partes envolvidas que podem influenciar com menor ou com maior intensidade os projetos. Isso vai depender do projeto em que se esteja trabalhando. Como o projeto é único, somente se inicia esta classificação das partes interessadas após o início do projeto, durante seu planejamento. 1.1 Princípios básicos de gerenciamento de projetos Os projetos estão de uma forma ou outra no dia a dia de qualquer organização. Dessa forma, é imprescindível o conhecimento, ao menos básico, sobre como se dá o seu gerenciamento. Há as boas práticas de GP que faz como que você tenha maior chance de obter resultados positivos ao fim do projeto. E essa indicação é feita principalmente através de um guia de conhecimento em gerenciamento de projetos chamado PMBOK concebido pelo PMI, como sendo um conjunto de co- nhecimento no âmbito do gerenciamento de projetos. Este guia que será nossa principal fonte de estudo Inclui práticas tradicionais amplamente aplicadas relativas as áreas de escopo, cronograma, custos etc., bem como práticas inovadoras que estão surgindo. Nos cadernos deste curso será referenciado “GP” como abreviação de “Gerenciamento de Projeto”! 13 Consolida todas as melhores práticas de GP e nos auxilia na concepção, planejamento, execução, monitoramento, controle e encerramento dos projetos. Vamos referenciar bastante essas boas prá- ticas durante o curso. É previsto neste curso, ALÉM DOS FUNDAMENTOS, o estudo de 5 (cinco) áreas de conhecimento em gerenciamento dos projetos a saber Escopo; Cronograma; Custos; Qualidade; e Riscos. Apesar de ressaltarmos essas cinco áreas de conhecimento acima, existem outras áreas auxiliares que são relevantes para o bom desempenho dos projetos nas instituições, tais como, comunicações, recursos, aquisições, stakeholders e integração. Afinal, o que são projetos? A palavra “projeto” costuma causar algumas confusões semânticas, já que pode ser utilizada de diferentes formas, dependendo da área de conhe- cimento. Por exemplo, é comum ver profissionais de construção civil asso- ciando a palavra “projeto” ao trabalho inicial de uma obra, desenvolvido por um profissional arquiteto, e utilizando o termo “obra” para designar o restante do empreendimento. Já na área de desenvolvimento de produtos da manufatura tradicional, alguns profissionais designam “projeto” como o modelo do objeto a ser produzido. No entanto, apresentamos aqui as orientações do guia PMBOK, o qual adota a seguinte definição: “Projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado único” 14 Na literatura, você encontrará várias outras definições, mas, independente da fonte de referência utilizada, algumas características ajudam a determinar um projeto. 1. Tem um objetivo – todo projeto deve possuir objetivos que justifiquem a sua existência e que sirvam de norte para os trabalhos que serão desenvolvidos. Na verdade, o surgimento do estudo sistematizado do gerenciamento de projetos se deve à necessidade de alcançar esses objetivos da melhor maneira possível, com foco em resultados. 2. Escopo definido – Tem bem definido o que se vai fazer, o que se vai entregar (aomenos das primeiras fases do projeto). O escopo deve estar definido para que outras áreas de conhecimento do projeto (cronograma, custos, risco etc.) possam avançar. 3. É temporário – todo projeto terá início, meio e fim estimados. É isso que dife- rencia os projetos das atividades rotineiras, repetitivas e duradouras. Muitos projetos fracassam porque a equipe de gerenciamento não consegue determinar o seu encerramento. Exemplos dessa diferenciação: na operação diária de pro- dução de um determinado insumo para comercialização, não se exige prazo de- finido. Já no desenvolvimento de um projeto de desenvolvimento de um novo veículo, o apelo existe porque a data de lançamento pode já estar agendada. 4. Tem custos determinados – cada projeto tem suas atividades com seus custos determinados. O que restringe bastante o projeto. No montante dos gastos dessas atividades com situações de cus- tos decorrentes do gerenciamento dos riscos dos projetos se concebe o orçamento do projeto. É uma área vital para o sucesso (ou insucesso) de um projeto. 5. É único – cada projeto é diferente e único. Terá dentre outros aspectos, um cronograma e um custo determinado. Isso é verificável, pois há muitas mudanças no decorrer do tempo: as equipes mudam, os recursos materiais mudam etc. Os projetos estão inseridos em ambientes de constante mudança e fazer o novo exige muita dedicação e expertise. 15 6. Há limitação de recursos – o fato de sempre ter seus recursos escassos e limitados exige dos projetos que seu gerenciamento seja realizado da forma mais otimizada possível. A premência sobre a competência e habilidade da equipe dos projetos em administrar esses recursos limitados é que faz dos projetos um trabalho complexo. Essa característica é tão marcante nas corporações que é preciso monitorar e controlar de perto o projeto do início até seu encerramento. 7. É realizado por pessoas – esta é uma característica gratificante e, ao mesmo tempo, desafiadora. Remete à necessidade de competências comportamentais e de gestão por parte dos gerentes de projetos e equipe, e pode ser o fator de- terminante para uma gestão bem-sucedida. Todos os projetos exigem dos geren- tes de projetos um conjunto de competências e habilidades para buscar o su- cesso do empreendimento. 8. Gerência - Não se espera que o gerente de projetos desempenhe todas as funções do projeto, mas deve ter conhecimento de gerenciamento de projetos, conhecimento técnico, compreensão e experiência. O gerente de projetos fornece à equipe do projeto a liderança, o planejamento e a coordenação por meio de técnicas e ferramentas de comunicação. 9. Coexiste com outros projetos e programas – a atenção para essa caracterís- tica é primordial para atender as expectativas da gestão e atingir os objetivos da instituição. 16 Agora que você sabe um pouco mais sobre projetos, apresento-lhe mais alguns exemplos de proje- tos: Reforma de uma penitenciária; Construção de habitações populares; Desenvolvimento de um novo produto farmacêutico para o mercado; Melhoria dos processos de uma secretaria; Implantação de um novo sistema informação; Implantação de um programa social no município. NA PRÁTICA... Projeto: CAPACITAÇÃO DE SERVIDORES Objetivo do projeto – Difundir conhecimento sobre as “boas práticas” de gerenciamento de projetos aos servidores públicos da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco. Escopo do projeto – Prover treinamento em Gerenciamento de Projetos na Secretaria de Defesa Social aos servidores públicos que atuam nas áreas de projetos e convênios. Temporário e único – Período do projeto: início em janeiro e término em março de 2019 Custo – R$ 9.400,00. Recursos – Limitação de 2 pessoas para a coordenação do trei- namento; material didático impresso em tonalidade preto e branco; quantidade limitada de 10 microcomputadores para o treinamento. Gerência – Gerenciamento do projeto sob o comando do ge- rente de projetos Antônio Lins Lopes. Integração com outros projetos e programas – Projeto de trei- namento integrado com projetos de captação de recursos para o exercício e projeto de execução de obras da secretaria. 17 Figura 1 - Relação entre as dimensões de portfólio, programa e projeto Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição) Descrição: três diagramas onde o menor, representa a dimensão “Projetos” (na cor lilás), está con- tido na dimensão “Programa” (em azul), que por sua vez está contido na dimensão “Portifólio” (na cor verde). Gerenciamento de projetos Gerenciamento de projetos é a aplicação de conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas às atividades do projeto com o intuito de concluir um projeto de acordo com o que foi planejado para DICA: DIFERENÇA DE PROJETOS, PROGRAMAS E PORTFÓLIO Um programa é definido como um grupo de projetos e até de outros pro- gramas subsidiários relacionados, gerenciados de modo coordenado vi- sando à obtenção de benefícios que não estariam disponíveis se eles fossem gerenciados individualmente. Algumas instituições também podem utilizar um portfólio de projetos para efetivamente gerenciar vários programas e projetos em andamento. A imagem abaixo apresenta um extrato de como se dá a relação entre portfólio, programa e projeto. 18 ele. É concretizado por meio da utilização e integração de processos específicos para o projeto. O gerente de projeto deve dar atenção aos seguintes aspectos: CARACTERÍSTICAS - Identificar os requisitos do projeto a ser trabalhado. LIMITES - Identificar as restrições do projeto; PESSOAS ENVOLVIDAS - Identificar as partes interessadas no projeto e identificar suas expec- tativas; COMUNICAÇÃO ATIVA - Estabelecer e manter boa comunicação com as partes interessadas; RECURSOS - Identificar os recursos (materiais, infraestrutura, equipamentos, financeiro etc) disponíveis e gerenciá-los; EQUILÍBRIO – Manter o equilíbrio das áreas de conhecimento do projeto (Escopo, Crono- grama, Custo, Qualidade, Recursos, Risco etc.). 1.2 Governança organizacional e governança de projetos Considerando que os projetos são em geral executados dentro das instituições e que elas dispõem de suas estratégias de governança, propõe-se que seja melhor entendido como se promove esta interação entre os projetos e o ambiente corporativo. A governança organizacional é um modo de orientar e controlar as demandas institucionais por meio de políticas, projetos e processos, com o objetivo de cumprir as metas estratégicas e operaci- onais. Isto ocorre na Administração Pública em âmbito estadual quando se utiliza o Mapa da Estra- tégia como norteador da respectiva instituição, bem como a do Estado, contendo conjunto de dire- trizes para a efetivação de iniciativas (projetos e atividades) a serem implementadas. Assista a videoaula complementar Princípios básicos de Gerenciamento de Projetos 19 Menciona-se como governança de projetos as estruturas, funções e processos que norteiam as ati- vidades de gerenciamento do projeto para criar um produto, serviço ou resultado único, com a fi- nalidade de cumprir as metas organizacionais. Em resumo, busca-se alinhar a governança do projeto à governança organizacional. Os projetos executados se vinculam aos objetivos estratégicos dos Órgãos em que estão inseridos e os objetivos destes devem atender aos objetivos estratégicos da governança estadual. É dessa forma que se dá o nivelamento da governança dos projetos e da governança organizacional. A governança em nível do projeto inclui, dentre outros: Garantir o cumprimento de políticas, padrões e diretrizes; Garantir o engajamento apropriado das partes interessadas; e Monitorar o desempenho. 1.3 Partes interessadas(Stakeholders) Uma parte interessada – também chamada de stakeholder – é um indivíduo, grupo ou instituição que pode afetar ou ser afetada por uma decisão, atividade ou resultado de um projeto. As partes interessadas do projeto podem: (1) ser internas ou externas ao projeto; (2) estar envolvidas ativa ou passivamente, ou não estar cientes do projeto; (3) impactar ou ser impactada positiva ou nega- tivamente. Exemplos de partes interessadas: Patrocinador (secretário, diretor, coordenador, gerente, outros); Escritório de gerenciamento de projetos (EGP); Gerentes de outros projetos integrados, e Membros da equipe. Clientes (população, servidores, instituições, outros); Usuários finais; 20 Fornecedores (empresas contratadas, organizações, outros); Agências reguladoras. A correta identificação e compreensão das partes interessadas no contexto do projeto é de suma importância para o seu devido gerenciamento do projeto, e, consequentemente, para o seu su- cesso. Abaixo, elenca-se exemplo desta relação dentro ambiente do projeto. Figura 2 – Exemplos de partes interessadas e seu contexto dentro do projeto Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição) Descrição: quatro diagramas, sendo o menor “Gerente de Projeto”(laranja) que está contido em “Equipe do Projeto, Gerentes Diversos”(na cor verde claro) que por sua vez está dentro de “Patrocinadores, Setores de Controle, Escritó- rios de Projetos”(verde mais escuro), que por fim está contido em “Partes Interessadas, Fornecedores, Clientes, Usuá- rios”(em azul). Vê-se que neste ambiente o gerente de projetos é o maestro da engrenagem. Então vamos estudar um pouco mais sobre este stakeholder. O gerente de projetos é a pessoa destinada pela organização para liderar a equipe responsável por alcançar os objetivos do projeto. Além de quaisquer habilidades técnicas específicas e habilidades 21 gerais de gerenciamento necessárias para o projeto, os gerentes de projetos devem ter no mínimo os seguintes atributos: O gerente do projeto tem sucesso quando os objetivos do projeto forem alcançados. Outro aspecto do sucesso é a satisfação dos stakeholders. É o gerente de projetos quem tem a responsabilidade de oferecer essa satisfação. Enfim, todos os stakeholders devem ser identificados e classificados a partir de suas expectativas, influências e engajamento ao projeto com o intuito de prover ao gerente de projeto e sua equipe o foco na comunicação contínua com todas elas. Para que se tenha uma maior probabilidade de êxito, o processo de identificação e engajamento das partes interessadas deve começar logo assim que o projeto iniciar. 1.4 Ciclo de vida do projeto Vamos agora entender como se dá o ciclo de vida de um projeto! I. Conhecimento sobre gerenciamento de projetos, o ambiente de negócios, as- pectos técnicos; II. Habilidades necessárias para liderar com eficácia a equipe do projeto, coorde- nar o trabalho, colaborar com as partes interessadas, solucionar problemas e to- mar decisões; III. Personalidade, atitude, ética e liderança. IV. Habilidades interpessoais: Liderança; Motivação; Comunicação; Influência; Negociação; Gerenciamento de conflitos; e Coaching. G E R E N T E 22 O ciclo de vida do projeto é formado por uma série de fases pelas quais um projeto passa, do início à conclusão. Ele fornece a estrutura básica para o gerenciamento do projeto e aplica-se indepen- dentemente do trabalho do projeto quão seja específico. As fases podem ser sequenciais, iterativas ou sobrepostas. Todos os projetos podem ser mapeados na estrutura genérica de ciclo de vida mos- trada na figura abaixo. Figura 3 – Ciclo de vida de um projeto (padrão) Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Imagem adaptada pelo au- tor Descrição: apresenta a relação dos fatores “Nível de Custo e Pessoal” e “Tempo” no que se refere ao “Ciclo de vida de um projeto”. Há uma linha azul mostrando que no “início do projeto” e na fase seguinte( planejamento do projeto) os custos e pessoal são crescentes; na fase “execução do trabalho do projeto esta linha continua crescente até que no final desse período começa a decrescer; e na parte final(encerramento do projeto) os custos e pessoal decresce signi- ficativamente. 1. Início do projeto O início do projeto representa uma fase preliminar de melhor identificação da necessidade. Nesse momento, o problema a ser “atacado” pelo projeto é melhor estruturado para que a elaboração do projeto seja mais assertiva. 2. Planejamento do projeto A etapa de organização e preparação envolve desenvolver planejamento para o trabalho. Na prá- tica, isso significa escolher as melhores estratégias tendo em vista os recursos mobilizados e os ob- jetivos que devem ser perseguidos. N ÍV EL D E C U ST O S E P ES SO A L Início do projeto Planejamento do projeto Execução do trabalho do projeto Encerramento do projeto TEMPO 23 3. Execução do trabalho do projeto Após o planejamento realizado é hora de colocar o projeto em execução. Demanda também um constante esforço de monitoramento. A maior parte dos recursos mobilizados — pessoal, materiais etc. — será consumida aqui. 4. Encerramento do projeto É a conclusão da fase ou do próprio projeto e, ao contrário do que possa parecer, deve ser devida- mente documentado. É o momento em que as informações do projeto ou da fase são arquivadas, o trabalho planejado é concluído e os recursos utilizados são liberados para utilização em novos em- preendimentos. Os documentos do projeto são atualizados, tal como o chamado Registro das lições aprendidas, onde se anota informações importantes inerentes ao projeto e são coletadas ao longo de todo o projeto e concluído ao final do projeto. 1.5 Fases do projeto A fase de um projeto é um conjunto de atividades relacionadas de maneira lógica que culmina na conclusão de uma ou mais entregas. O uso de várias fases pode fornecer uma visão melhor para gerenciar o projeto. As fases podem ser baseadas em fase sequenciais ou fases contínuas com sobreposição. Em projetos divididos em fases sequenciais, de modo geral, as entregas são definidas no início do projeto e quaisquer mudanças no escopo são gerenciadas progressivamente. Essa abordagem é DICA: durante o projeto, é necessário dedicar momentos para avaliar tudo sobre o que já foi feito para você saber se está no caminho cor- reto. https://artia.com/blog/gestao-de-riscos-em-projetos/ 24 considerada para projetos mais conservadores. Já para o projeto considerado como ágil – que re- quer engajamento constante dos stakeholders, as entregas são desenvolvidas em várias iterações, onde o escopo detalhado é definido e aprovado para cada iteração quando ela começa. Figura 4 – Fases sequenciais de um projeto Fonte: Próprio Autor Figura 5 – exemplo de fases de um projeto - construção de um edifício Fonte: Próprio Autor Descrição: 7 retângulos azuis que mostram a sequência das fases de um projeto e cuja ligação se fazem por setas. No interior dos mesmos está escrito respectivamente: “Canteiro de obras”, “Fundação”, “Elevação”, “Cobertura”, “Insta- lações”, “Revestimento” e “Pintura”. 1.6 Áreas de conhecimento de gerenciamento de projetos É uma área de gerenciamento de projetos identificada por seus requisitos de conhecimento e des- crita em termos dos processos que a compõem, tal como as ferramentas e técnicas utilizadas. Apesar de serem interconectadas elas são definidas separadamente do ponto de vista do gerencia- mento de projetos. Vejamos uma ilustração das nove áreas de conhecimento em gerenciamento de projetos, segundo o guia PMBOK: Fase 1 Fase 2 Fase 3 Canteiro de obrasFundação Elevação Cobertura Instalações Revestimento Pintura 25 Figura 6 – Áreas de conhecimento de atuação dos projetos Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Imagem adaptada pelo au- tor Descrição: representação da área de conhecimento “Integração” em que há diversos losangos coloridos com as etapas que compõem o projeto( cronograma – roxo-, escopo -vermelho-, custos – verde-, partes interessadas – amarelo-, riscos -azul-, qualidade -laranja-, comunicações -vermelho -, recursos – roxo -, aquisição – azul), assim como losangos com imagens pretas( prancheta, pessoas, ampulheta, cifrão, raio, balão de diálogo, gráfico de coluna carrinho de com- pra etc.) Gerenciamento do escopo – Garante que o projeto contemple todo o trabalho necessário para que o mesmo finalize com sucesso, atendendo as expectativas das partes interessadas. Gerenciamento do cronograma - Gerencia e controla o cronograma do projeto, de modo que o projeto possa ser concluído dentro do prazo acordado. Gerenciamento dos custos - Gerencia e controla os custos de modo que o projeto possa ser concluído dentro do orçamento aprovado. Gerenciamento da qualidade – Incorpora a política de qualidade da instituição nos projetos para atender as expectativas das partes interessadas, a fim de cumprir o escopo que foi planejado. Gerenciamento dos recursos - Identifica, adquire e gerencia os recursos necessários para a execução e conclusão do projeto. Escopo Custos Cronograma Riscos Qualidade Comunicações Partes Interessadas Recursos Aquisição INTEGRAÇÃO 26 Gerenciamento das comunicações - Assegura que as informações do projeto sejam planeja- das, distribuídas e gerenciadas de maneira correta. Gerenciamento dos riscos – Identifica, analisa, planeja e implementa respostas e monitora os riscos do projeto. Gerenciamento das aquisições - Adquire produtos, serviços ou resultados externos à equipe do projeto. O estudo da viabilidade de contratar ou de fazer é visto nessa área de conhecimento. Gerenciamento dos stakeholders - identifica e gerencia as pessoas, grupos ou instituições que podem impactar ou serem impactados pelo projeto. Gerenciamento da integração – Coordena os vários processos e atividades de todo o geren- ciamento de projetos. 1.7 O ambiente em que os projetos operam DICA É preciso que haja gerenciamento integrando das áreas de conheci- mento de um projeto para que o mesmo obtenha sucesso. Este geren- ciamento inclui todos os processos e atividades para identificar, definir e coordenar o projeto. Ele envolve ainda, dentre outros: Garantir que as datas finais de entrega do produto, serviço ou resultado estejam alinhadas com todos as áreas; Gerenciar o desempenho e as mudanças das atividades do pro- jeto Medir e monitorar o progresso do projeto; Concluir todo o trabalho do projeto e encerrar formalmente cada fase, contrato e o projeto como um todo; Gerenciar as transições de fase (quando houver). DICA: importante que o gerente de projetos e sua equipe análise previa- mente aspectos que podem influenciar a execução e resultados do projeto. 27 Os projetos existem e operam em ambientes que podem influenciá-los. Essas influências podem ter um impacto favorável ou desfavorável sobre o projeto. Temos duas categorias principais de inter- ferência: (1) fatores ambientais da instituição e (2) ativos de processos organizacionais. Fatores ambientais da instituição – São condições fora do controle da equipe do projeto que influenciam, restringem ou direcionam o projeto e podem ser internos ou internos. Exemplos de fatores internos e externos: FATORES INTERNOS FATORES EXTERNOS • Cultura, estrutura e governança organizacio- nais • Infraestrutura • Software de tecnologia de informação • Capacidade dos funcionários • Condições de mercado • Restrições legais • Padrões governamentais ou setoriais • Pesquisa acadêmica Quadro 1 Fonte: o autor Ativos de processos organizacionais (da instituição) - São planos, processos, políticas, procedimen- tos e bases de conhecimento específicos usados na instituição. Exemplos de Ativos de processos organizacionais (da instituição): Políticas de recursos humanos Políticas de segurança Modelos de contrato Categorias de riscos Repositórios de dados financeiros Repositórios de dados de indicadores de desempenho 28 1.8 Termo de Abertura do Projeto (TAP) O termo de abertura do projeto é definido como o documento emitido pelo patrocinador do projeto que autoriza formalmente a sua existência e fornece às pessoas envolvidas informações importan- tes para iniciar o projeto. É importante que o gerente do projeto seja identificado e designado o mais cedo possível, preferi- velmente enquanto o TAP está sendo desenvolvido e, necessariamente, antes do início do planeja- mento, com a participação de pessoas que possam agregar. Essa colaboração permite que o gerente do projeto tenha uma melhor compreensão da finalidade, objetivos e benefícios esperados do pro- jeto, permitindo uma designação de recursos mais eficientes para as atividades do projeto. O TAP fornece ao gerente do projeto a autoridade para planejar, executar e controlar o projeto. Ele pode ser qualquer documento formal (ou até informal) que descreva o que se quer realizar e seus limites. Normalmente um contrato é a forma preferida de estabelecer um acordo entre partes. A formali- zação de um projeto para atingir os resultados esperados do contrato se inicia a partir de TAP, ao qual estabelece seus limites para garantir a entrega apropriada nos termos do contrato. No entanto, é possível que diversos outros instrumentos provoquem um projeto. Quaisquer que sejam, devem ser iniciados através do TAP. E O QUE ESTE DOCUMENTO, MESMO EM NÍVEL AMPLO, DEVE CONTER? Objetivos (A QUE O PROJETO SE PROPÕE) Escopo (O TRABALHO QUE SE VAI FAZER NO PROJETO) Entregas (OS ITENS QUE SERÃO ENTREGUES) Premissas (O QUE SE ASSUME COMO VERDADE) Restrições (OS LIMITES DO PROJETO) Riscos (AS AMEAÇAS E OPORTUNIDADES DO PROJETO) Partes interessadas (QUEM PODE AFETAR OU SER AFETADO PELO PROJETO) Gerente do projeto (QUEM COMANDA O PROJETO) Patrocinador (QUEM FINANCIA E/OU PROMOVE O PROJETO) 29 Exemplo de um TAP TERMO DE ABERTURA DO PROJETO Curso de Gerenciamento de Projetos Objetivo do projeto Desenvolver ações de capacitação na área de Gerenciamento de Projetos a servidores e empregados públicos do Estado de Pernambuco, a fim de que possam aplicar o conhecimento adquirido em seus expedientes. Escopo Realização de curso de Gerenciamento de Projetos com carga horária de 28h/a para servidores públicos do Estado de Pernambuco. Principais entregas PLANEJAMENTO AULAS RELATÓRIO Premissas Disponibilidade do facilitador no período em que perdurar o curso; Todos os materiais didáticos elabora- dos antes do início do curso; Aprendizes previamente selecionados. Restrição Custo de R$ 9.240,00; Não há professor secundário. Patrocinadora do projeto (viabilidade/promoção do projeto) Maria José Soares Gerente do projeto Antônio Francisco Neto Datas Início: 02 de outubro de 2019; término: 30 de novembro de 2019. Riscos Dificuldade na absorção do conhecimento dos aprendizes; Início do curso sem a elaboração e impressão dos materiais didáticos; Indisponibilidade do facilitador no período do curso. Principais partes interessadas (stakeholders) Alunos Coordenação 30 Boa sorte! Para saber um pouco mais sobre PREMISSAS E RESTRIÇÕES acesse o link abaixo: https://www.youtube.com/watch?v=2_Myo-X_OBc Estou aqui novamente para chamá-lo a participar do fórum de debate virtual. E não se esqueça de realizar a avaliaçãodesta competência. https://www.youtube.com/watch?v=2_Myo-X_OBc 31 COMPETÊNCIA 2 | SABER GERENCIAR O ESCOPO DE UM PROJETO Vamos iniciar a competência 2 estudando como planejar e coletar os requisitos do projeto e como realizar o planejamento e controle de seu escopo, utilizando as técnicas e ferramentas adequadas. 2.1 Introdução O Escopo de um projeto é todo o trabalho necessário para entregar um produto, serviço ou resul- tado. Ele contém informações necessárias sobre o projeto, tais como: descrição, entregas, respon- sáveis, restrições, premissas etc. É necessário realizar um trabalho de condução do escopo para que se chegue às entregas desejadas para o projeto. O gerenciamento do escopo é essa condução. O gerenciamento do escopo do projeto inclui os processos necessários para certificar que o projeto inclua todo o trabalho que é preciso para a conclusão do projeto de acordo com o que foi planejado. Importante se definir o que será incluído no projeto, bem como o que não será. O gerenciamento do escopo é suportado por processos que dão base à otimização do trabalho. Vejamos quais pro- cessos compõem essa área de conhecimento na figura abaixo. CONCEITOS IMPORTANTES Escopo do projeto – Descrição do trabalho que deve ser reali- zado para entregar um produto, serviço ou resultado. Escopo do produto, serviço e resultado - As características e funções que descrevem um produto, serviço ou resultado. 32 Figura 7 - Visão geral dos processos de Gerenciamento do Escopo Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição) – imagem adaptada pelo autor Descrição: Representação do ciclo dos processos de Gerenciamento do Escopo. Há seis placas retangulares de forma sequencial e dispostas em círculo, onde se lê respectivamente: “ 1- Planejar o gerenciamento do escopo”(em verde), “2 - Coletar requisitos”(em azul), “3 – Definir o escopo”(em laranja), “4 – Criar EAP”(em vermelho), “5 - Validar o es- copo”(marrom), “6 – Controlar o escopo”(roxo). Definições dos processos de gerenciamento de Escopo: 1. Planejar o gerenciamento do escopo — Cria um plano de gerenciamento que documenta como o escopo será definido, validado e controlado. 2. Coletar os requisitos — Identifica, documenta e gerencia as necessidades e exigências das partes interessadas. 3. Definir o escopo — Desenvolve, de modo detalhado, uma descrição do projeto, produto, serviço e resultado. 4. Criar a Estrutura Analítica do Projeto (EAP) — Decompõe o trabalho do projeto em componentes menores, de forma que fique mais facilmente gerenciável (em entregas). 5. Validar o escopo — Formaliza a aceitação das entregas concluídas do projeto. 6. Controlar o escopo — Controla o andamento do escopo e gerencia as mudanças solicitadas e realizadas no escopo. O sucesso desse gerenciamento depende das habilidades do gerente de projeto e sua equipe em 1. Planejar o gerenciamento do escopo 2. Coletar requisitos 3. Definir o escopo 4. Criar a EAP 5. Validar o escopo 6. Controlar o escopo 33 conduzir os avanços do escopo, concomitantemente, com o de outras áreas de conhecimento do projeto. ESCOPO E CICLO DE VIDA DO PROJETO No âmbito do escopo, o ciclo de vida do projeto pode variar quanto as suas abordagens: podem ser preditivas ou ágeis. Em um ciclo de vida preditivo as entregas do projeto são definidas no início e quaisquer mudanças no escopo são gerenciadas progressivamente. São mais utilizados nos projetos de curta e média duração e de baixa e média complexidade. Em um ciclo de vida ágil as entregas são desenvolvidas em várias iterações (ciclos), onde o escopo detalhado é definido e aprovado para cada fase. São, geralmente, utilizados nos projetos de longa duração. 2.2 Planejar o gerenciamento do escopo Planejar o Gerenciamento do Escopo é o processo de criar um plano que documenta como o traba- lho do escopo do projeto e as características do produto, serviço e resultado serão definidos, vali- dados e controlados. Ele, na verdade, orienta como o escopo será gerenciado ao longo de todo o projeto e você dependerá muito deste documento para avançar no projeto. Mas, antes de detalharmos o gerenciamento do Escopo é preciso considerarmos um trabalho que faz toda diferença para o alcance dos resultados: os requisitos do projeto. Assista a videoaula complementar Princípios básicos de Gerenciamento de Escopo 34 E o que são os requisitos do projeto? Os requisitos de um projeto incluem condições ou capacidades que devem estar presentes para a formação do Escopo, a fim de cumprir o que o projeto propõe realizar. São as necessidades quantificadas e documentadas, bem como as expectativas do patrocinador, do usuário ou de outras partes interessadas, enfim, de quem irá se beneficiar dos resultados do pro- jeto. O planejamento de áreas de conhecimento, tais como custo, cronograma, qualidade e aquisições baseiam-se bastante nesses requisitos. É preciso ter atenção em como os requisitos serão planejados, acompanhados e reportados, assim como as regras de priorização desses requisitos para o projeto. Várias são as formas de planejar e priorizar os requisitos. As prioridades podem ter nomes e con- textos diferentes, mas para melhor compreensão sua, exemplificamos: Essencial - um requisito que é fundamental para os resultados do projeto. São requisitos que se não forem implementados impedem a conclusão do projeto. Ex.: projetos (desenhos) para a construção de uma grande obra. NA PRÁTICA Em um projeto de desenvolvimento de um aplicativo governamental, impor- tante saber como se obterá os requisitos para a criação desse sistema de informação. Documentos, pesquisas com pessoas especializadas na área e reuniões poderão fazer parte do planejamento para obtenção dos requisi- tos. A priorização dos requisitos também é relevante, para que sejam consi- deradas as informação levantadas mais importantes para o projeto, numa escala priorizada. Isso fará com que o escopo se torne melhor descrito e, consequentemente, se chegue aos resultados esperados ao final do projeto. 35 Importante - um requisito relevante para os resultados do projeto, mas não impede a con- clusão do projeto. Ex.: criação de tela de cadastro de usuário em um projeto de desenvolvimento de aplicativo. Desejável - um requisito de baixa importância para os resultados do projeto e que não im- pede a conclusão do projeto. Ex.: encadernação em capa dura para os relatórios de um projeto. Depois de planejarmos os requisitos agora é hora de planejar o próprio Escopo do projeto. Este descreve como o escopo será definido, desenvolvido, monitorado, controlado e validado. Seus com- ponentes incluem, dentre outros: Como será desenvolvida a descrição detalhada do escopo do projeto; Como será criada a Estrutura Analítica do Projeto (EAP) a partir da descrição detalhada do escopo; Como o escopo será aprovado e mantido. Em resumo, primeiramente se planeja os requisitos e, em seguida, o Escopo do projeto. A partir daí, é que se coleta os requisitos e, posteriormente, detalha o escopo. 2.3 Coletar os requisitos Coletar os Requisitos é o processo de determinar, documentar e gerenciar as necessidades e exi- gências das partes interessadas, a fim de cumprir os objetivos do projeto. Fornece a base para o Ferramentas e técnicas para PLANEJAR OS REQUISITOS Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa ba- seada em expertise numa área de aplicação adequada para a atividade que está sendo realizada Análise de alternativas – avaliação de diversas formas de coletar os requisitos e elaborar o escopo do projeto e do produto. Reuniões - Encontros para desenvolver o plano de gerenciamento do escopo que podem ter como participantes o gerente e o patrocinador do projeto, membros selecionadosda equipe do projeto e partes interessadas. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 36 gerenciamento do escopo. Essa coleta de requisitos pode ser realizada uma única vez ou em diver- sos momentos do projeto. Após a aplicação de ferramentas e técnicas, teremos a documentação dos requisitos. Nela consta os requisitos individuais que atendem às necessidades do projeto como um todo. É normal que os requisitos comecem com informações em alto nível e tornar-se progressivamente mais detalhados. O formato do documento de requisitos pode variar de uma simples lista categorizada e priorizada a formas mais elaboradas contendo um resumo executivo, descrição detalhada e anexos. Os requisitos podem ser categorizados de modo que permitam um refinamento e detalhamento posteriores à medida que os mesmos são elaborados. Ferramentas e técnicas para COLETAR OS REQUISITOS Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa ba- seada em expertise em levantamento de requisitos de projetos Entrevistas - meio formal ou informal de obter informações das partes inte- ressadas através de conversas diretas com as mesmas. Brainstorming - técnica é usada para identificar uma lista de ideias em um curto intervalo de tempo. É realizada em um ambiente de grupo e liderada por um facilitador Observação/conversação - fornecem uma maneira direta de se examinar in- divíduos em seu ambiente e como eles desempenham seu trabalho ou tarefas e executam processos Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 37 2.4 Definir o escopo Processo de detalhamento daquilo que se deseja realizar. Descreve os limites do produto, serviço ou resultado e os critérios para aceitação. Requisitos de negócio - Necessidades de nível mais alto da instituição como um todo, tais como as oportunidades. Exemplos: participação em um grande evento. Requisitos das partes interessadas - Necessidades de uma parte interessada ou de um grupo. Exemplo: Acessibilidade para deficientes em uma construção predial Requisitos da qualidade. Condições ou critérios necessários para validar a conclusão bem-sucedida de uma entrega de projeto. Exemplos: testes, certificações etc. Requisitos de projeto - Descrevem ações, processos ou outras condições que devem ser cumpridas pelo projeto. Exemplos: datas, obrigações contratuais, restrições etc. Requisitos de transição e prontidão - Capacidades temporárias necessárias à transição do estado atual para o futuro desejado. Exemplo: treinamentos REQUISITOS NA PRÁTICA... Projeto: Desenvolvimento de aplicativo em uma instituição DOCUMENTO DE REQUISITOS Requisitos de negócios – Ferramenta que esteja em condição de divulgação em feira nacional Requisitos de transição e prontidão – Treinamento para os usu- ários do aplicativo sobre como se cadastrar e utilizar o serviço. Requisitos de projeto – O cronograma do projeto deverá ser de modo detalhado com datas de início, paralizações e conclusão das atividades do projeto. Requisitos da qualidade – Serão realizados testes necessários para verificação da qualidade antes da ativação do aplicativo pela equipe técnica da instituição 38 O processo Definir o Escopo seleciona os requisitos (e se utiliza deles) a partir da documentação desenvolvida durante o processo Coletar Requisitos, visto anteriormente. A descrição detalhada do escopo baseia-se nas entregas principais que são documentadas durante a iniciação do projeto. O escopo é definido progressivamente com maior refinamento conforme mais informações são captadas a respeito do projeto. O detalhamento do escopo do projeto define o trabalho que será executado e pode ajudar na de- terminação da capacidade da equipe de gerenciamento do projeto para controlar o escopo. Essa declaração detalhada inclui, seja direta ou indiretamente: (1) descrição detalhada do escopo do projeto; (2) entregas; (3) premissas; e (4) restrições. Valiosos dentro do projeto também são os registros dos critérios de aceitação (conjunto de condi- ções que precisam ser atendidas antes que as entregas sejam aceitas) e as exclusões do projeto (aquilo que o projeto não contempla). Ferramentas e técnicas para DEFINIR O ESCOPO Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa baseada em expertise em definição de escopo Análise de alternativas - usada para avaliar as opções identificadas a fim de selecionar as opções ou abordagens a serem usadas para executar e realizar o trabalho do projeto Análise de produto e serviços - usada para definir produto e serviços. Inclui fazer per- guntas sobre um produto ou serviço, e elaborar respostas para descrever o uso, as ca- racterísticas e outros aspectos relevantes do que será entregue Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 39 2.5 Criar a Estrutura Analítica do Projeto (EAP) Processo de decomposição do trabalho do projeto em componentes menores e mais facilmente gerenciáveis. A EAP apresenta uma visão estruturada daquilo que deve ser entregue. Esse processo pode ser realizado uma vez ou em diversos pontos no projeto. Ela é considerada um ponto vital do planejamento do projeto. Na prática, a EAP é uma decomposição hierárquica do escopo total do trabalho a ser executado pela equipe do projeto e organiza o escopo total. DICA O termo de abertura do projeto contém informações de alto nível do escopo e a declaração do escopo do projeto com descrição detalhada na documentação do Escopo. Veja um resumo dos documentos: TERMO DE ABERTURA DO PRO- JETO ESCOPO DO PROJETO Objetivos do projeto Descrição detalhada do Escopo do projeto Escopo de modo macro Entregas do projeto Principais entregas Premissas detalhada Limites do projeto de modo gené- rico (premissas, restrições, pra- zos, custos etc.) Restrições detalhada Principais riscos do projeto Critérios de aceitação Principais partes interessadas Exclusões do projeto Gerente do projeto Patrocinador Quadro 2 – Principais elementos do Termo de Abertura do Projeto e do Escopo do Projeto Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição) – tabela adaptada pelo autor 40 EAP NA PRÁTICA... Pacote de trabalho é o esforço definido no nível mais baixo da EAP para o qual o custo e a duração podem ser estimados e gerenciados. O nível de decomposição necessário para o projeto é realizado de acordo com o grau de controle necessário para gerenciar o projeto de forma eficaz. Projeto: Construção de uma casa Fonte: Próprio autor Descrição: organograma do projeto de construção de uma casa. No topo está “Construção da casa”. Abaixo dele e em mesma hierar-quia estão “Fundação”, “Pa- vimento térreo” e “Cobertura”. Abaixo de “Fundação” e em mesma hierarquia es- tão “Escava-ção”, “Baldrame” e “Piso”. Abaixo de “Pavimento térreo” e com mesma hierarquia estão “Vigas”, “Paredes” e “Lage”. Por fim, abaixo de “Cober- tura” estão no mesmo nível hierárquico “Empena” e “Coberta”. Ferramentas e técnicas para CRIAR A EAP Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa ba- seada em expertise numa área de aplicação adequada para a atividade que está sendo realizada Decomposição - Técnica usada para dividir e subdividir o escopo do projeto e suas entregas em partes menores e mais fáceis de gerenciar. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 41 PACOTE DE TRABALHO NA PRÁTICA... Figura 9 - Pacotes de Trabalho Fonte: O Autor Descrição: organograma do Pacotes de Trabalho(entregas).No topo está “Construção da casa”. Abaixo dele e em mesma hierarquia estão “Fundação”, “Pavimento térreo” e “Cobertura”. Abaixo de “Fundação” e em mesma hierarquia estão “Escavação”, “Baldrame” e “Piso”. Abaixo de “Pavimento térreo” e com mesma hierarquia estão “Vigas”, “Paredes” e “Lage”. Por fim, abaixo de “Cobertura” estão no mesmo nível hierár- quico “Empena” e “Coberta”. O pacote de trabalho poderá variar com o tamanho e complexidade do projeto. Essa decomposição do trabalho geralmente envolve as seguintes atividades: Identificação e análise das entregas; Estruturação e organização da EAP; Decomposição dos níveis mais altos da EAP em componentes detalhada em menor nível. Pacotes de trabalho (entregas) 42 A EAP representa todo trabalho do projeto, inclusive o gerenciamento do projeto. Todo o trabalho nos níveis mais baixos deve ser associado aos níveis mais altos para que nada seja omitido e nenhum trabalho extra seja executado (regra dos 100%). 2.6 Validar o escopo Validar o Escopo é o processo de formalização da aceitação das entregas concluídas do projeto. Aumenta a probabilidade da aceitação final do produto e serviço através da validação de cada en- trega. Este processo é realizado periodicamente ao longo do projeto, conforme necessário. As entregas são revisadas com o cliente ou patrocinador do projeto para garantir que foram conclu- ídas satisfatoriamente para a aceitação formal. Nesse processo, a documentação dos requisitos e os dados de desempenho da execução de outras áreas de conhecimento são a base para realizar a validação e aceitação final. É importante que nesta documentação esteja atualizada. Esse processo de validar o escopo está, principalmente, interessado na aceitação das entregas, mas é preciso que essas entregas sejam verificadas pela equipe do gerenciamento do projeto antes desse momento de entrega, a fim de que não haja contratempos e rejeição das entregas. DICA A decomposição pode não ser possível para uma entrega ou subcompo- nente que serão executados em um futuro distante. A equipe de gerencia- mento do projeto normalmente espera até que haja um consenso sobre essa entrega, para que os detalhes da EAP possam ser desenvolvidos. Essa técnica é chamada de planejamento em ondas sucessivas. 43 Ao final deste processo você deverá ter: 2.7 Controlar o escopo Processo de acompanhamento do progresso do escopo e gerenciamento das mudanças e deve ser realizado ao longo do projeto. O controle do escopo assegura que todas as mudanças solicitadas e ações corretivas ou preventivas recomendadas sejam devidamente implementadas. Sendo a mudança inevitável, algum tipo de pro- cesso de controle de mudança deverá ser utilizado para o projeto. Ferramentas e técnicas para VALIDAR O ESCOPO Inspeção - inclui atividades como medição, exame e validação para determinar se o trabalho e as entregas cumprem os requisitos e critérios de aceitação do produto Tomada de decisão – para a decisão da validação sobre as entregas pode-se utilizar a votação, que é coletiva, a decisão autocrática, uma pessoa assume a responsabilidade, ou análise de decisão envolvendo critérios múltiplos, que utiliza uma matriz de decisão para fornecer uma abordagem analítica sistemática para estabelecimento de critérios, tais como níveis de risco e incerteza, para avaliar e classificar muitas ideias Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. Entregas aceitas alinhadas com o que foi acordado, sob os critérios de aceitação que foram for- malmente aprovados e/ou Solicitações de mudança para as entregas concluídas que não foram formalmente aceitas. São documentadas, juntamente com as razões para a sua rejeição, pois essas entregas podem exigir uma solicitação de mudança visando ajustes e correções. 44 Caro estudante! Podem aparecer variações do escopo durante a execução do projeto. A análise dessa variação deve ser realizada nas suas diversas áreas de conhecimento com base nas suas distorções particulares. Nessa análise se verifica as variações de uma perspectiva sistêmica considerando custo, tempo e recursos em relação uma à outra para obter uma visão geral de variação no projeto. Toda essa parte de análise e controle permite que as ações preventivas ou corretivas adequadas sejam iniciadas. Ao final deste processo você deverá ter: informações sobre o desempenho do trabalho, solicitações de mudança e atualizações na documentação do projeto. O aumento de escopo sem o devido controle e ajustes de tempo, custo e recursos são distorções de escopo. Ferramentas e técnicas para CONTROLAR O ESCOPO Análise de tendências – é a realização de previsão de desempenho futuro com base nos últimos resultados. Os resultados da análise de tendências podem ser usados para recomendar ações preventivas, se necessárias. Análise de variação - Avalia as diferenças (ou variações) entre o desempenho planejado e o real. Isso pode incluir estimativas de duração, de custo, utiliza- ção de recursos, taxas de recursos, desempenho técnico e outras métricas Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo au- tor. 45 Vamos lá! Agora que vimos Escopo do projeto vamos seguir em frente. A próxima etapa é aprendermos como planejar, desenvolver e controlar um crono- grama. Item imprescindível no universo de projetos. 46 COMPETÊNCIA 3 | SABER GERENCIAR O CRONOGRAMA DE UM PRO- JETO Vamos aprender a competência 3 estudando como planejar, desenvolver e controlar um crono- grama de um projeto, utilizando as técnicas e ferramentas adequadas. 3.1 Introdução A duração de um projeto é algo de muita relevância para o gerenciamento de um projeto. É preciso estabelecer um cronograma para que o trabalho seja realizado dentro dos limites previstos. E para isso um bom gerenciamento do cronograma é imprescindível para o sucesso. O gerenciamento do cronograma inclui os processos necessários para que o projeto seja concluído de forma pontual. Os processos de gerenciamento desta área de conhecimento são: Figura 8 - Visão geral dos processos de Gerenciamento do Cronograma Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição) – imagem adaptada pelo autor Descrição: Representação do Processo de “Gerenciamento do Cronograma”. Há seis placas retangulares de forma se- quencial e dis-postas em círculo, onde se lê respectivamente: “ 1- Planejar o gerenciamento do cronograma”(em mar- rom), “2 – Definir atividades”(em verde), “3 – Sequenciar atividades”(em vermelho), “4 – Estimar duração das ativida- des”(em azul), “5 – Desenvolver cronograma”(em rosa), “6 – Controlar o cronograma”(laranja). 1. Planejar o gerenciamento do cronograma 2. Definir as atividades 3. Sequenciar as atividades 4. Estimar as durações das atividades 5. Desenvolver o cronograma 6. Controlar o cronograma 47 1. Planejar o Gerenciamento do Cronograma — Estabelece as políticas, os procedimentos e a do- cumentação para o planejamento, desenvolvimento, gerenciamento, execução e controle do cro- nograma do projeto. 2. Definir as Atividades — Identifica e documenta as ações específicas a serem realizadas para pro- duzir as entregas do projeto. 3. Sequenciar as Atividades — Identifica e documenta os relacionamentos entre as atividades do projeto. 4. Estimar as Durações das Atividades — Relaciona o número de períodos de trabalho que serão necessários para terminar as atividades individuais com os recursos disponíveis. 5. Desenvolver o Cronograma — Analisa as sequências das atividades, durações, recursos e restri- ções para criar a versão final do cronograma do projeto para que se possa executar, monitorar e controlar o projeto. 6. Controlar o Cronograma— Acompanha o status do projeto no cronograma e gerencia mudanças na linha de base de tempo (última versão aprovada do cronograma). A Figura 1 acima fornece uma visão geral dos Processos de Gerenciamento do Cronograma do Pro- jeto. São apresentados como processos distintos e com interfaces definidas, embora, na prática, eles muitas vezes se sobrepõem e interagem entre si. Conceitos Essenciais para Gerenciamento do Cronograma do Projeto O cronograma do projeto fornece um plano detalhado que representa quando o projeto vai entre- gar os produtos, serviços e resultados definidos no escopo, e serve como ferramenta de comunica- ção, gerenciamento de expectativas das partes interessadas e como base para a emissão de relató- rios de desempenho. A equipe de gerenciamento do projeto seleciona um método de elaboração de cronograma, como por exemplo, caminho crítico ou abordagem ágil. Em seguida, os dados específicos do projeto, como atividades, datas previstas, durações, recursos, dependências e restrições são inseridos em uma ferramenta de cronograma (preferencialmente digital) para criar uma versão final. 48 Em projetos menores essa definição das atividades, sequenciamento, estimativa das durações e de- senvolvimento final do cronograma estão tão estreitamente conectados que podem ser vistos como um único processo a ser realizado por uma equipe (ou até por uma só pessoas) em um período de tempo relativamente curto. A seguir, exemplo de parte de um cronograma. NOME DA TAREFA DURAÇÃO INÍCIO TÉRMINO 1 Início do projeto 0 dias Qui 28/01/16 Qui 28/01/16 2 Projeto de Obtenção de Certificação PMP/PMI 263,6 dias Qui 28/01/16 Qua 30/11/16 2.1 Gerenciamento do Projeto 130 dias Qui 28/01/16 Seg 27/06/16 2.1.1 Iniciação do Projeto 2 dias Qui 28/01/16 Sex 29/01/16 2.1.1.1 Obter Docs. Oportunidade/vi- abilidade 2 dias Qui 28/01/16 Sex 29/01/16 2.1.1.2 Desenvolver Termo de At 1 dia Qui 28/01/16 Qui 28/01/16 2.1.1.3 Elaborar lista inicial de stakeholders 1 dia Qui 28/01/16 Qui 28/01/16 2.1.2 Influências Organizacionais 1 dia Sáb 30/01/16 Sáb 30/01/16 2.1.2.1 Elaborar/obter documentos influências 1 dia Sáb 30/01/16 Sáb 30/01/16 2.1.3 Requisitos 2 dias Seg 01/02/16 Ter 02/02/16 2.1.3.1 Desenvolver o plano de requi- sitos 2 dias Seg 01/02/16 Ter 02/02/16 2.1.3.2 Obter requisitos junto as par- tes envolvidas e elaborar matriz de rastreabilidade 1 dia Seg 01/02/16 Seg 01/02/16 2.1.4 Planos de gerenciamento de pro- jeto 1 dia Ter 02/02/16 Ter 02/02/16 2.1.4.1 Elaborar Plano de gerencia- mento. 1 dia Ter 02/02/16 Ter 02/02/16 ... Figura 9 – Parte de um cronograma Fonte: Autor Assista a videoaula complementar Princípios básicos de Gerenciamento de Cronograma 49 3.2 Planejar o Gerenciamento do Cronograma Planejar o Gerenciamento do Cronograma é o processo que cria o plano que irá trazer todas as orientações para o bom gerenciamento, pois é nele que o gerente e sua equipe têm as informações de como se dará a execução e controle do cronograma aprovado pelo patrocinador (sponsor) do projeto. Diante de projetos de longa duração e/ou de alta complexidade, esse processo é realizado uma vez ou em pontos predefinidos. O plano de gerenciamento do cronograma pode ser formal ou informal, altamente detalhado ou generalizado, com base nas necessidades do projeto, e inclui limites de controle apropriados. No plano, pode ser consideradas os seguintes itens, dentre outros: a) Modelo do cronograma do projeto - A metodologia e a ferramenta de cronograma a serem usa- das no desenvolvimento do modelo do cronograma do projeto. b) Duração - Quando se usa um ciclo de vida — série de fases pelos quais um projeto passa, do seu início ao fim — de modo preditivo, ou seja, que há uma maior rigidez e detalhamento dos requisitos e planejamento no início do projeto, pode-se obter maior controle do cronograma. Quando o projeto for concebido de modo adaptativo (ágil), ou seja, que sugere uma elaboração progressiva dos requisitos com base em planejamentos de prazos curtos, os riscos e os custos são Ferramentas e técnicas para PLANEJAR O GERENCIAMENTO DO CRONOGRAMA Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa ba- seada em expertise numa área de aplicação adequada para a atividade que está sendo realizada Análise de alternativas – Avaliação de qual metodologia de cronograma deve ser usada, ou como combinar vários métodos no projeto e qual nível de deta- lhamento será necessário Reuniões - Encontros para desenvolver o plano de gerenciamento do crono- grama que podem ter como participantes o gerente e o patrocinador do pro- jeto, membros selecionados da equipe do projeto e partes interessadas. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 50 reduzidos devido a elaboração gradual desses planos iniciais. As partes interessadas mais importan- tes ficam continuamente envolvidas e fornecem feedback de modo mais frequente, e isso permite reagir mais rapidamente às mudanças. c) Nível de exatidão - Especifica a faixa aceitável usada na determinação de estimativas realistas de duração das atividades. d) Unidades de medida - Cada unidade de medida (como horas e dias de pessoal, metros, litros, toneladas, quilômetros etc.) é definida para cada um dos recursos do projeto. e) Associações com procedimentos organizacionais – De acordo com explicação na competência anterior, a estrutura analítica do projeto (EAP) fornece uma composição hierarquizada que apoia o plano de gerenciamento do cronograma, permitindo a consistência com as estimativas e o crono- grama aprovado. f) Manutenção do cronograma do projeto - Processo usado para atualizar o status e registrar o andamento do projeto durante a execução. g) Limites de controle - Limites de variação para o monitoramento do desempenho do cronograma que devem ser especificados para indicar uma variação permitida antes que alguma ação precise ser tomada. Os limites são tipicamente expressos como desvios percentuais dos parâmetros esta- belecidos no plano da linha de base do cronograma. h) Regras para medição do desempenho - As regras para medição do desempenho do gerencia- mento do valor agregado (GVA) ou outras regras de medição física do desempenho são estabeleci- das neste momento. Por exemplo: Regras para estabelecer o percentual completo das atividades e do projeto; Técnicas de GVA (linhas de base, fórmula fixa, percentual completo etc) a serem emprega- das; Medições do desempenho do cronograma, como a variação de prazos usadas para avaliar a magnitude de variação à linha de base do cronograma. 3.3 Definir as Atividades Definir as Atividades é o processo de identificação e documentação das ações específicas a serem realizadas para produzir as entregas do projeto. O principal benefício deste processo é a divisão dos 51 pacotes de trabalho em atividades que fornecem uma base para estimar, programar, executar e controlar os trabalhos do projeto. Após a utilização de ferramentas e técnicas apropriadas, teremos a lista de atividades do crono- grama necessárias para concluir o projeto. Para aqueles que usam o planejamento em ondas suces- sivas a lista de atividades será atualizada periodicamente no decorrer do projeto. A lista de atividades inclui um identificador de atividade e uma descrição com conteúdo suficiente para assegurar que os membros da equipe do projeto entendam qual trabalho precisa ser execu- tado. Na página 48 temos um bom exemplo. Exemplo lista atividade 3.4 Sequenciar as Atividades Sequenciar as Atividades é o processo de identificação e documentação dos relacionamentos entre as atividades do projeto. Preocupa-se em estabelecer a sequência lógica do trabalho em busca de obter o mais alto nível de eficiência em facede todas as restrições do projeto. Este processo é rea- lizado ao longo do projeto. Ferramentas e técnicas PLANEJAR IDENTIFICAR AS ATIVIDADES Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa baseada em expertise numa área de aplicação adequada para a atividade que está sendo reali- zada. Decomposição - técnica usada para dividir e subdividir o escopo do projeto e suas entregas em partes menores e mais fáceis de gerenciar. Estas atividades represen- tam o esforço necessário para completar um pacote de trabalho. Reuniões - reuniões com membros da equipe ou especialistas no assunto para definir as atividades necessárias para concluir o trabalho. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 52 Todas as atividades, com exceção da primeira e da última, devem ser conectadas a pelo menos uma atividade predecessora (anterior) e uma atividade sucessora (posterior) com um relacionamento lógico apropriado. Esses relacionamentos lógicos devem ser definidos para criar um cronograma realista de projeto. O uso de tempo de antecipação (começar antes a atividade) ou de espera (esperar um pouco para iniciar a atividade) pode ser necessário entre as atividades para dar suporte a um cronograma de projeto executável. Por exemplo, pode ser preciso esperar dois dias depois da conclusão do cimen- tado de um pavimento até que fique completamente enxuto para iniciar outras atividades posteri- ores neste ambiente. O sequenciamento pode ser realizado através do uso de técnicas manuais, porém a utilização de software de gerenciamento de projetos otimiza bastante o trabalho de controle. O processo Se- quenciar as Atividades concentra-se em converter as atividades do projeto de uma lista para um diagrama, servindo assim, como o primeiro passo para publicar a linha de base do cronograma. ANTECIPAÇÃO E ESPERA Uma antecipação é a quantidade de tempo que uma atividade sucessora pode ser adiantada em relação a uma atividade predecessora. Por exemplo, num projeto para construir um novo edifício, o paisagismo poderia ser agendado para começar três semanas antes da conclusão das atividades da construção. Isso seria mostrado como uma antecipação de três semanas, mostrado na Figura 10. Ferramentas e técnicas Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa ba- seada em expertise numa área de aplicação adequada para a atividade que está sendo realizada Análise de alternativas - usada para avaliar as opções identificadas a fim de selecionar as opções ou abordagens a serem usadas para executar e realizar o trabalho do projeto Análise de produto - usada para definir produto e serviços. Inclui fazer per- guntas sobre um produto ou serviço, e elaborar respostas para descrever o uso, as características e outros aspectos relevantes do que será entregue Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 53 A antecipação é frequentemente representada como um valor negativo de espera no software de gerenciamento de cronograma. Figura 10 – exemplo de antecipação Fonte: Autor Descrição: esquema de um exemplo de “antecipação”, detalhado na explicação do parágrafo anterior. Uma espera é a quantidade de tempo que uma atividade sucessora será atrasada em relação a uma atividade predecessora. Por exemplo, uma equipe de redação técnica pode concluir a edição preli- minar de um documento e somente após 10 dias consolidar sua versão final; isso é uma relação Término para Início de atividades com uma espera de 10 dias como mostrado na Figura 11. Figura 11 – Exemplo de uma relação término para início Fonte: Autor Descrição: esquema de um exemplo de uma “relação término para início”, detalhado na explicação do parágrafo ante- cedente. MÉTODO DO DIAGRAMA DE PRECEDÊNCIA LISTA DAS ATIVIDADES DA CONSTRUÇÃO DE UM EDIFÍCIO ATIVIDADES DA CRIA- ÇÃO DO PAISAGISMO TI – 3 semanas (antecipação) Término Início VERSÃO PRELIMINAR DO DOCUMENTO VERSÃO FINAL DO DO- CUMENTO TI + 10 dias (espera) Término Início 54 O método do diagrama de precedência (MDP) é uma técnica usada para construir um modelo de cronograma em que as atividades são representadas por nós e ligadas graficamente por um ou mais relacionamentos lógicos para mostrar a sequência em que as atividades devem ser executadas. Figura 12 - método do diagrama de precedência Fonte: Autor Descrição: representação gráfica do método do diagrama de precedência. O retângulo “início” (em azul) parte para dois outros retângulos (preenchimento branco contornados em laranja), o “atividade A” e o “Atividade C”. Da “ativi- dade A” segue para a “atividade B” (preenchimento branco contornado em laranja) e chega ao retângulo “fim” (em azul). Já “Atividade C” pode seguir para a “atividade B” ou para a “atividade D” (ambos têm preenchimento branco contornado em laranja) para chegar ao retângulo “fim” (em azul). A equipe de gerenciamento do projeto define as dependências que podem requerer uma antecipa- ção ou uma espera, visando definir precisamente a relação lógica entre elas. 3.5 Estimar as Durações das Atividades Estimar as Durações das Atividades é a estimativa do número de períodos de trabalho que serão necessários para realizar as atividades do projeto com os recursos disponíveis. Ele é realizado ao longo do projeto, tanto como no contexto de planejamento, como de controle. DICA As estimativas das durações das atividades não incluem nenhuma antecipação ou espera dentro das durações delas. As atividades re- lacionadas devem conter apenas suas respectivas durações reais para suas conclusões. INÍCIO ATIVIDADE A ATIVIDADE B ATIVIDADE C ATIVIDADE D FIM 55 A estimativa das durações das atividades utiliza informações, principalmente, do escopo e recursos (quantidades, calendários, habilidades etc.). Outros fatores que podem influenciar as estimativas de duração são as restrições elencadas no nos documentos Termo de Abertura do Projeto (TAP) e Declaração do Escopo. É natural que a estimativa da duração seja elaborada progressivamente em projeto longos e/ou complexos. Por exemplo, à medida que dados mais detalhados e precisos sobre o trabalho e plane- jamento de um projeto com temática social tornam-se disponíveis, a exatidão e a qualidade das estimativas de durações melhoram. É importante ressaltar que esse processo elabora uma estimativa da quantidade de esforço de tra- balho necessária para realizar a atividade com a respectiva quantidade de recursos disponíveis. A quantidade de recursos que devem estar disponíveis para realizar uma atividade somada à profi- ciência de habilidade desses recursos determina a duração da atividade. Porém, é importante ficar atento que uma mudança de um recurso alocado para uma atividade geralmente tem efeito sobre sua duração, mas essa não é uma relação simples ou linear. Fique atento! 56 Ao final, você terá uma estimativa de duração de períodos de trabalho de cada atividade relacionada ao projeto. Exemplos: Atividade A = 2 dias Atividade B = 5 dias Atividade C = 8 dias Vale ressaltar que os dias estimados das atividades aderem ao calendário estabelecido pelo projeto. Exemplos: trabalho de segunda a sexta; trabalho de segunda à sábado; apenas o turno da manhã... 3.6 Desenvolver o Cronograma É o processo de analisar as sequências de atividades, durações, recursos e restrições para criar um cronograma para execução e controle do projeto. Ferramentas e técnicas Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa baseada em expertise numa área de aplicação adequada para a atividade que está sendo realizada Estimativa análoga - usa como parâmetro dados históricos de uma atividade ou projetosemelhante. Quando usada para estimar durações, esta técnica conta com a duração real de projetos semelhantes anteriores como base para se estimar a duração do projeto atual. Estimativa paramétrica - usado para calcular a duração com base em dados históricos e parâmetros do pro- jeto. A estimativa paramétrica utiliza uma relação estatística entre dados históricos e outras variáveis (por exemplo, metros quadrados em construção) para calcular uma estimativa para parâmetros da duração da atividade. Estimativa de três pontos - três pontos a definir uma faixa aproximada para a duração de uma atividade. Uma fórmula usada é a distribuição triangular. tE = (tO + tM + tP) / 3. Mais provável (tM) é baseada na duração da atividade, dados os recursos prováveis de serem alocados, sua produtividade, expectativas rea- listas de disponibilidade para executar a atividade, dependências de outros participantes e interrupções. Otimista (tO) - a duração da atividade é baseada na análise do melhor cenário para a mesma. Pessimista (tP) - a duração é baseada na análise do pior cenário para a atividade. Reuniões - reuniões com membros da equipe ou especialistas no assunto para definir as atividades necessá- rias para estimar a duração das atividades Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 57 Propõe-se a gerar um cronograma com datas planejadas para início e conclusão das atividades. Esse processo é formalmente aprovado para que o projeto possa efetivamente ser executado, mas deve ser acompanhado ao longo de todo o projeto. O desenvolvimento de um cronograma aceitável do projeto é um processo iterativo (renovado) e pode requerer a análise e revisão das estimativas de duração e de recursos para criar um crono- grama do projeto factício que pode servir como linha de base para se acompanhar seu progresso. Para você ter um bom cronograma é preciso ter identificado e sequenciado as atividades correta- mente, com suas estimativas de durações concretas. Uma vez que as datas de início e fim das atividades tenham sido definidas, é comum solicitar que a equipe designada para o projeto revise suas atividades atribuídas em uma perspectiva geral. A equipe deve confirmar que as datas de início e fim não apresentam conflitos com os calendários dos recursos ou atividades designados para outros projetos e que são, dessa forma, ainda válidas. A revisão e a manutenção do cronograma do projeto para sustentar uma evolução salutar devem continuam sendo realizadas durante todo o projeto. Principais Ferramentas e técnicas Otimização de recursos - é usada para ajustar as datas de início e término das atividades para que o uso de recursos planejados seja igual ou menor do que a disponibilidade dos re- cursos. Compressão do cronograma - usadas para encurtar ou acelerar a duração do cronograma sem reduzir o escopo do projeto, a fim de cumprir as restrições do cronograma, as datas im- postas, ou outros objetivos do cronograma. Podem reduzir o tempo nas atividades chaves para o projeto para encurtar a duração do cronograma. Podem ainda fazer Paralelismo, que é compressão de cronograma em que as atividades executadas sequencialmente são execu- tadas paralelamente. Método do caminho crítico - usado para estimar a duração mínima do projeto e determinar o grau de flexibilidade nos caminhos lógicos da rede dentro do cronograma. Analisa a rede do cronograma e calcula as datas de início que mais atendam ao projeto. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 58 Se o planejamento de recursos for feito numa fase inicial, o cronograma do projeto permanecerá preliminar até as alocações dos recursos serem confirmadas e as datas de início e término agenda- das serem estabelecidas. Esse processo normalmente acontece até antes da conclusão do plano de gerenciamento do projeto (conjunto de planos: Escopo, Cronograma, Riscos etc) A seguir um exemplo de parte de um cronograma resumido Figura 13 – Parte de um cronograma resumido Fonte: Autor Descrição: Do retângulo laranja onde está escrito “Pacote de trabalho” parte uma seta laranja para “projeto montar um blog” (16 dias, Ter 03/09/19, Ter 24/09/19). Já de um retângulo verde onde se lê “Atividades” parte uma seta verde para: “Definir tema”( 2 dias, Ter 03/09/19, Qua 04/09/19); “Definir diretrizes das postagens”(3 dias, Qui 05/09/19 , Seg 09/09/19); “Criar ferramenta”(10 dias, Ter 10/09/19 , Seg 23/09/19); “Inserir primeira postagem”( 1 dia, Ter 24/09/19, Ter 24/09/19). 3.7 Controlar o Cronograma Controlar o Cronograma é o processo de acompanhar o status do projeto para atualizar o crono- grama e gerenciar mudanças. O foco principal aqui é manter o cronograma na sob controle ao longo do ciclo de vida do projeto. Pacote de trabalho Atividades 59 Manter o domínio das informações sobre o desempenho do trabalho é fundamental, principal- mente saber como este comportamento do projeto está alinhado com a linha de base do crono- grama, que quer dizer, ao que foi planejado (ou replanejado). As atualizações de cronograma são previsões de estimativas de condições e eventos futuros do pro- jeto com base nas informações e no conhecimento disponível naquele momento. Elas são atualiza- das e republicadas com base nas informações de desempenho do trabalho fornecidas conforme o projeto é executado. Então cursistas! Chegamos ao final da competência 3. Foi tranquilo!? Na quarta competência abordaremos uma temática muito próxima ao que vimos nesta. Gerencia- mento dos Custos. Até lá! Principais Ferramentas e técnicas Otimização de recursos - é usada para ajustar as agendamento de atividades e osrecursos necessários a tais atividades Otimização de recursos - é usada para encontrar formas de nivelar atividades do projeto que estejam atrasadas em relação ao plano. Método do caminho crítico - usado para comparar o progresso do caminho crítico para otimizar o cronograma Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 60 COMPETÊNCIA 4 | SABER GERENCIAR OS CUSTOS DE UM PROJETO Vamos aprender a competência 4 estudando como planejar, desenvolver e controlar os custos de um projeto, utilizando as ferramentas e técnicas adequadas. 4.1 Introdução Administrar os custos de um projeto quase sempre é um grande dilema nas instituições. Aliar as necessidades do projeto com o que se tem disponível em relação aos recursos financeiros para con- clui-lo de acordo com o desejado é um desafio. Um dos pontos fundamentais é o controle dos gastos do projeto. O gerente e sua equipe têm um papel importante nesse controle, maior ainda em projeto de alta complexidade e de inovação. Os processos de Gerenciamento dos Custos estão aqui apresentados como distintos, pois as ferra- mentas e técnicas de cada um deles são diferentes, mas em alguns projetos, especialmente aqueles com menor escopo, é possível que seja realizado por apenas uma pessoa num período de tempo relativamente curto. Importante considerar que a habilidade de influenciar o custo é maior no início do projeto, tornando cada vez mais crítica as mudanças nessa área de conhecimento com o passar do tempo. Abaixo veremos os processos desta área de conhecimento. 61 Figura 14 - Visão geral dos processos de Gerenciamento dos Custos Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição) – imagem adaptada pelo autor Descrição: Representação do ciclo dos processos de Gerenciamento do Custos. Há quatro placas retangulares de forma sequencial e dispostas em círculo, onde se lê respectivamente: “ 1- Planejar o gerenciamento dos custos”(em marrom), “2 – Estimar custos”(em rosa), “3 – Determinar orçamento”(em vermelho), “4 – Controlarcustos”(em verde). 1. Planejar o Gerenciamento dos Custos — define como os custos do projeto serão estimados, gerenciados e controlados. 2. Estimar os Custos — desenvolve uma estimativa dos recursos monetários necessários para realizar o trabalho do projeto. 3. Determinar o Orçamento — agrega os custos estimados das atividades para estabelecer uma linha de base dos custos aprovado. 4. Controlar os Custos — Acompanha o status do projeto para atualizar custos e gerenciar mudanças da linha de base dos custos. Conceitos Essenciais para Gerenciamento dos Custos O Gerenciamento dos Custos do Projeto é basicamente voltado aos custos dos recursos necessários para completar as atividades do projeto. Deve considerar o efeito das decisões do projeto no custo quanto ao uso, manutenção e suporte do produto, serviço ou resultado do projeto. 1. Planejar o gerenciamento dos custos 2. Estimar os custos 3. Determinar o orçamento 4. Controlar os custos 62 Por exemplo, limitar o número de manutenção de determinado produto criado no projeto pode reduzir o custo do projeto, mas pode aumentar demasiadamente os custos operacionais resultantes do produto, ou seja, pode interferir diretamente nos pós-projeto. Um aspecto importante do gerenciamento dos custos é reconhecer que diferentes partes interes- sadas medem os custos do projeto de maneiras divergentes, pois tem capacidades e visões diferen- tes. É bom lembra que em muitos projetos o prognóstico e análise do desempenho financeiro são rea- lizados fora dele, em outros pode incluir esse trabalho. Nos projetos podem ser realizados das duas formas. TAILORING Tailoring, no contexto de Gerenciamento de Projetos, é a capacidade de serem desenvolvidas solu- ções específicas para se chegar ao resultado esperado. Como cada projeto é único e o gerente pode precisar ajustar a forma com que os processos de Gerenciamento dos Custos são aplicados durante seu ciclo de vida, segue abaixo algumas conside- rações que trazem benefícios: Gerenciamento do Conhecimento – a instituição deve ter um repositório de banco de dados financeiros e de gerenciamento do conhecimento disponível ao gerente do projeto. Estimativa e orçamento – a instituição deve adotar estimativas de custos e orçamento de acordo com as políticas, procedimentos e diretrizes estabelecidas pela alta gestão e/ou pela le- gislação em vigor. Controle dos custos – Devem-se usar ferramentas e técnicas específicas para o gerencia- mento dos custos de forma que o gerente consiga acompanhar as variações. 63 4.2 Planejar o Gerenciamento dos Custos Planejar o Gerenciamento dos Custos é o processo de definir como os custos do projeto serão esti- mados e controlados. O que se vê aqui é o fornecimento de instruções sobre como os custos do projeto serão gerenciados. É realizado uma vez ou em diversos momentos no projeto (replaneja- mento). A atenção quanto ao planejamento do gerenciamento de custo deve ser dada desde o início do projeto e define a estrutura de cada um dos processos de gerenciamento de custos. O plano de gerenciamento dos custos, que é gerado durante este processo de planejamento, é um dos compo- nentes do plano de gerenciamento do projeto. Teremos um Plano de gerenciamento dos custos descrevendo, dentre outros: Assista a videoaula complementar Princípios básicos de Gerenciamento de Custos Ferramentas e técnicas para PLANEJAR O GERENCIAMENTO DOS CUSTOS Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa ba- seada em expertise numa área de aplicação adequada considerando projetos semelhantes anteriores; Informações do setor, disciplina e área de aplicação; estimativa de custos e orçamento e gerenciamento do Valor Agregado. Análise de dados – revisão das opções de financiamento estratégico como, por exemplo, financiamentos. Avalia os modos para adquirir os recursos do por compra, aluguel ou outra forma viável. Reuniões - Encontros para desenvolver o plano de gerenciamento dos cus- tos. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 64 Unidades de medida - Cada unidade usada em medições (horas, dias ou semanas do pessoal; metros, litros, toneladas, quilômetros) é definida para cada um dos tipos de recursos. Nível de precisão - Esse item reflete o grau em que e como as estimativas dos custos serão arredondadas, tanto para mais ou para menos. Nível de exatidão – É a faixa aceitável (por exemplo, ±5%) usada para determinar as estima- tivas de custos realísticas. 4.3 Estimar os Custos Processo dedicado ao desenvolvimento de uma estimativa dos custos dos recursos necessários para executar o trabalho do projeto. Esse momento é destinado à definição dos recursos financeiros ne- cessários para o projeto e deve ser realizado ao longo de seu ciclo de vida, conforme necessário. Após a utilização de ferramentas e técnicas apropriadas, teremos as estimativas de custos conside- rando as avaliações quantitativas para concluir o trabalho de cada atividade do projeto e também valores de contingência para assumir riscos identificados. Ferramentas e técnicas Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa ba- seada em expertise numa área de aplicação voltada para projetos semelhan- tes anteriores; informações do setor, disciplina e área de aplicação e méto- dos de estimativa de custos. Estimativa análoga - usa valores ou atributos de um projeto anterior seme- lhante ao projeto atual. Estimativa paramétrica - utiliza um relacionamento estatístico entre dados históricos relevantes e outras variáveis (por exemplo, metros quadrados em construção) para calcular uma estimativa de custos para o trabalho do pro- jeto. Estimativa de três pontos - três pontos a definir uma faixa aproximada para o custo de uma atividade. Uma fórmula usada é a distribuição triangular. tE = (tO + tM + tP) / 3. Mais provável (tM) o custo da atividade, baseado no esforço realista para o trabalho com os gastos previstos. Otimista (tO) – O custo da atividade é baseado na análise do melhor cenário para a mesma. Pessimista (tP) – O custo é baseado na análise do pior cenário para a ativi- dade. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 65 A área de Custos é intimamente ligada a de Riscos do projeto. Veremos os riscos de um projeto na última competência deste caderno. Os custos diretos são estimados para todos os recursos aplicados na estimativa de custos, tais como, mão de obra direta, materiais, equipamentos, serviços e instalações, tecnologia da informação, bem como provisão para inflação e taxas. Os custos indiretos, se incluídos na estimativa do projeto, podem ser inseridos no nível da atividade ou em níveis mais altos. Abaixo, exemplo de parte de um orçamento simplificado. Figura 15 Fonte: Internet Descrição: no orçamento simplificado é mostrado o “código do produto”, a “descrição” (revestimento de parede, exs.: chapisco, em-boço, reboco, gesso, cerâmica e subdivisões) a “unidade de medida” (m2), “quantidade”, “preço unitá- rio”, “preço total”. 66 4.4 Determinar o Orçamento Determinar o Orçamento agrega os custos estimados de todas as atividades individuais ou pacotes de trabalho para estabelecer uma linha de base dos custos aprovada para o acompanhamento do desempenho do projeto. Esse processo de criação de orçamento deve ser realizado uma vez ou em pontos predefinidos, a fim de que possa ser efetivamente controlado. LINHA DE BASE DOS CUSTOS A linha de base dos custos é a versão aprovada do orçamento do projeto ao longo do tempo e só pode ser mudada através de procedimentos formais de controle de mudanças. Figura 16 - componentes do orçamento do projetoFonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição) – imagem adaptada pelo autor Descrição: Representa os componentes do orçamento do projeto. Dentro de um quadro azul existem letras vermelhas com as palavras “custos das atividades” somadas as palavras “ reservas de contingência” que resulta em “linha de base dos custos”(em letra azul). Ferramentas e técnicas Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa ba- seada em expertise numa área de aplicação quanto aos projetos semelhantes anteriores; informações do setor, disciplina e área de aplicação; princípios financeiros e requisitos de recursos de financiamento. Financiamentos - envolve obter recursos financeiros para projetos. Em pro- jetos de infraestrutura de longo prazo e de alta complexidade é comum pro- curar financiamento de fontes externas. Se o projeto receber financiamento externo, a entidade financiadora pode ter algumas exigências que devem ser cumpridas e o projeto deverá gerenciá-las. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. CUSTOS DAS ATIVIDADES + RESERVAS DE CONTINGÊNCIA = LINHA DE BASE DOS CUSTOS 67 Essa referência serve de base para comparação com os resultados reais. As estimativas dos custos que constituem a linha de base estão diretamente ligadas às atividades do cronograma, permitindo uma visão referencial da mesma que é normalmente gerenciada pelo processo Controlar os Custos. 4.5 Controlar OS Custos Controlar os custos é o processo de acompanhamento da evolução do projeto para atualização do seu orçamento e gerenciamento das mudanças feitas na linha de base dos custos, mantendo ela atualizadas ao longo de todo o projeto. Importante ressaltar que essa atualização requer o conhecimento dos custos reais gastos efetiva- mente dentro de um período. Qualquer alteração do orçamento planejado somente pode ser vali- dada através de um processo de controle de mudanças, que é uma maneira formal de prover (ou não) todas as mudanças solicitadas para o projeto. Monitorar os custos financeiros sem considerar o trabalho a ser realizado para tais gastos tem pouco valor para o projeto, a não ser rastrear o fluxo de saída dos recursos. A maior parte do esforço despendido no controle de custos envolve a análise do relacionamento entre o consumo financeiro do projeto e o trabalho realizado com esses gastos. Então, podemos concluir que a chave para o controle eficaz de custos é o acompanhamento da linha de base aprovada e das mudanças. INFORMAÇÕES SOBRE O DESEMPENHO DO TRABALHO Principais Ferramentas e técnicas Opinião especializada – consulta a pessoas ou grupo de pessoas que tenham expertise em análise de: (1) Valor Agregado; (2) Variação Análise de dados – técnicas de análise de dados: (!) Valor Agregado - com- para a linha de base da medição do desempenho com o cronograma real e o desempenho dos custos; (2) Variação – analisa as variações de cronograma e custos relacionados. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 68 Durante todo o projeto as informações sobre o desempenho das atividades do trabalho de um pro- jeto são comparadas com a linha de base dos custos. As variações desse trabalho realizado e seus custos são avaliados periodicamente e tem o objetivo de analisar se o projeto está indo bem ou se deve ter ajustes. Um bom exemplo disso é o trabalho que se tem de elevar a alvenaria de quatro paredes (uma por vez) de um cômodo em quatro sema- nas (uma semana por lado) e ao inspecionar a obra vê-se que na terceira (que teria de estar três lados prontos se tem apenas duas). Neste caso os custos agendados seriam para três lados do cô- modo, mas apenas duas serão agregadas ao projeto naquele momento. Técnicas de Análise do Valor Agregado, Valor planejado e Custo real são itens relevantes para o devido controle de desempenho do trabalho do projeto. Para maior conhecimento sobre essa temática temos duas in- dicações: Acesse o Podcast no link https://ricardo-vargas.com/pt/pod- casts/evmscs/ Acesse o conteúdo https://blogdaqualidade.com.br/certificacao- pmp-metodo-do-valor-agregado/ https://ricardo-vargas.com/pt/podcasts/evmscs/ https://ricardo-vargas.com/pt/podcasts/evmscs/ https://blogdaqualidade.com.br/certificacao-pmp-metodo-do-valor-agregado/ https://blogdaqualidade.com.br/certificacao-pmp-metodo-do-valor-agregado/ 69 Então cursistas! Chegamos ao final da competência 4. O que achou? Na competência 5 abordaremos mais uma área de conhecimento. Será Gerenciamento da Quali- dade. Até breve! DICAS O controle de custos do projeto inclui, dentre outros: Influenciar os fatores que criam mudanças na linha de base dos cus- tos autorizada; Assegurar que todas as solicitações de mudança sejam feitas de ma- neira oportuna; Gerenciar as mudanças reais quando e conforme elas ocorrem; Assegurar que os desembolsos de custos não excedam os recursos financeiros autorizados por período, por componente de EAP, por atividade, e no total do projeto; Informar as partes interessadas apropriadas a respeito de todas as mudanças aprovadas e seus custos associados e Trazer os excessos de custos esperados para os limites aceitáveis 70 COMPETÊNCIA 5 | SABER GERENCIAR A QUALIDADE DE UM PROJETO Vamos aprender a competência 5 estudando como planejar, desenvolver e controlar a qualidade de um projeto, utilizando as ferramentas e técnicas adequadas. 5.1 Introdução Como vimos nas competências anteriores, realizar um bom cronograma com orçamento adequado e realista é imprescindível para o sucesso do projeto. Assim também de dar quanto à Qualidade do projeto e seu gerenciamento. A qualidade, de modo geral, é a medida de quanto o projeto atende ao escopo e seus requisitos. Estes são as características e capacidades referentes aos produtos, serviços e resultados do projeto. Um bom gerenciamento da qualidade do projeto precisa atender as expectativas e necessidades das partes interessadas. Abaixo veremos os processos desta área de conhecimento. Figura 16 - Visão geral dos processos de Gerenciamento da Qualidade Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição) – imagem adaptada pelo autor Descrição: Representação do ciclo dos processos de Gerenciamento de Qualidade. Há três placas retangulares de forma sequencial e dispostas em círculo, onde se lê respectivamente: “1- Planejar o gerenciamento da qualidade” (em marrom), “2 – Gerenciar a qualidade”(em rosa), “3 – Controlar a qualidade”(em laranja). 1. Planejar o gerenciamento da qualidade 2. Gerenciar a qualidade 3. Controlar a qualidade https://www.euax.com.br/2018/08/o-que-e-escopo-de-projeto-escopo-do-produto/ https://www.euax.com.br/2015/06/entregando-sucesso-engajando-as-partes-interessadas/ 71 O Gerenciamento da Qualidade do Projeto inclui os processos para incorporação da política de qua- lidade da instituição relacionando-se ao planejamento, gerenciamento e controle dos requisitos de qualidade do projeto para atender os objetivos das partes interessadas, bem como para as ati- vidades de Melhoria Contínua. Os processos de Gerenciamento da Qualidade do Projeto são: Planejar o Gerenciamento da Qualidade — identifica os requisitos e/ou pa- drões da qualidade do projeto e suas entregas, e documenta como o projeto demons- trará a conformidade com os requisitos e/ou padrões de qualidade. Gerenciar a Qualidade — transforma o plano de gerenciamento da qualidade em atividades executáveis que incorporam no projeto as políticas de qualidade da instituição. Controlar a Qualidade — Acompanha e registra os resultados da execução de atividades de gerenciamento da qualidade para avaliaro desempenho e garantir que os resultados do projeto sejam alcançados, com o atendimento às expectativas do cliente. O processo Planejar o Gerenciamento da Qualidade se preocupa em oferecer a qualidade que o projeto precisa ter com base em ferramentas e técnicas que possibilitem o gerente e equipe men- surar e controlar as informações geradas no âmbito da qualidade dos produtos e serviços esperados pelos stakeholders. Ao longo do trabalho desta área de conhecimento do projeto alguns itens são convertidos em ins- trumentos de teste e de avaliação que depois são aplicados durante o processo Controlar a Quali- dade, onde veremos mais adiante, para verificar se esses requisitos de qualidade são atendidos pelo Assista a videoaula complementar Princípios básicos de Gerenciamento da Qualidade 72 projeto. Essa comparação dos resultados do trabalho com os requisitos previamente identificados pode garantir bons resultados ao projeto. Abaixo um diagrama da interação dos processos de Gerenciamento da qualidade com o Escopo do projeto e outros processos. Figura 17 - Visão geral dos processos de Gerenciamento da Qualidade Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição) – imagem adaptada pelo autor Descrição: Há três retângulos laranja que se interligam até chegar no retângulo roxo, onde está escrito respectiva- mente: “Planejar o Gerenciamento da Qualidade”(do lado externo existe a frase: Plano de gerenciamento da quali- dade e métricas da qualidade); “Gerenciar a Qualidade”( fora do mesmo tem: Geração de relatórios para outros pro- cessos do projeto); “Controlar a Qualidade”( na parte externa tem: Medição e informações do desempenho do traba- lho através de testes e avaliações); “Validar Escopo”( na parte externa está escrito Entregas do projeto). CONCEITOS ESSENCIAIS Importante lembrar que nesse âmbito de qualidade a atenção principal é quanto ao gerenciamento do projeto e suas entregas, sendo elas de qualquer natureza, considerando suas especificidades. Assim, o gerenciamento da qualidade do projeto para entregas de uma obra de um edifício não usará uma abordagem igual para produzir uma pesquisa, por exemplo. Planejar o Ge- renciamento da Qualidade Gerenciar a Qualidade Controlar a Qualidade Geração de relatórios para outros processos do projeto Medição e informações do desempenho do trabalho através de testes e avaliações Validar o Es- copo Entregas do projeto Plano de gerenciamento da qualidade e métricas da qualidade 73 Prevenção é preferível à inspeção É um lema do gerenciamento da qualidade. Isto quer dizer que se deve dar grande atenção ao pla- nejamento da qualidade, ao antes de encontrar problemas durante a inspeção, pois o custo de pre- venção é normalmente menor do que o custo de correção. DICA Qualidade e Grau são conceitos diferentes. Qualidade é um desempenho na entrega ou resultado, que quer dizer “o grau em que um conjunto de características inerentes atende aos requisitos” (ISO 9000). Já o Grau é uma categoria atribuída às entregas que têm equivalências quanto à fun- ção, mas com diferentes características técnicas. Por exemplo, um carro Fusca que tem baixo grau (limitação de recursos) pode ter alta qualidade (sem defeitos óbvios). E um carro de luxo com muitas funções pode ser ineficiente para o usuário devido à baixa qualidade dos seus recursos. ITENS IMPORTANTES PARA A QUALIDADE Satisfação do cliente - Entender, avaliar, definir e gerenciar as ex- pectativas para que os requisitos do cliente sejam atendidos. Prevenção - A qualidade deve ser planejada, projetada e criada. Melhoria contínua - O ciclo PDCA (planejar-fazer-verificar-agir) é a base para a melhoria da qualidade dentro da instituição. Responsabilidade da gerência - O sucesso exige a participação de todos os membros da equipe do projeto. Custo da Qualidade (CDQ) - O custo da qualidade se refere ao custo total do trabalho de conformidade e do trabalho de não conformidade que deve ser executado como um esforço compensatório. 74 5.2 Planejar o Gerenciamento da Qualidade Planejar o Gerenciamento da Qualidade é a identificação dos requisitos de qualidade do projeto e relata como as entregas estarão em conformidade com esses requisitos. É voltado à orientação e direcionamento sobre como a qualidade será gerenciada e verificada ao longo de todo o projeto. Aqui, o plano resultante deste processo, apresenta políticas, procedimentos e diretrizes que serão usados para alcançar os objetivos da qualidade, descrevendo as atividades e os recursos necessários para a equipe alcançar os requisitos estabelecidos. Este plano pode ser formal ou informal, geral ou minucioso, contendo padrões da qualidade que serão usados pelo projeto; papéis e responsabilida- des da qualidade; ferramentas da qualidade e procedimentos relevantes para o projeto, tais como, registro dos procedimentos para ações corretivas e procedimentos para melhoria contínua, dentre outros. Entenda um pouco mais sobre o Custo da Qualidade ouvindo o Po- dcast no link abaixo: https://ricardo-vargas.com/pt/podcasts/costofquality/ Ferramentas e técnicas para PLANEJAR O GERENCIAMENTO DA QUALIDADE Benchmarking - envolve a comparação de práticas de projetos reais ou planejados, ou dos padrões de qualidade do projeto, com as de projetos comparáveis para identificar as melho- res práticas, gerar ideias para melhorias e fornecer uma base para medir o desempenho. Fluxogramas – mapas de processos, porque mostram a sequência de etapas e as possibilida- des de ramificação existentes para um processo que transforma uma ou mais entradas em uma ou mais saídas. Análise de custo-benefício - Uma análise de custo-benefício é uma ferramenta de análise financeira usada para estimar os pontos fortes e fracos de alternativas, a fim de determinar a melhor alternativa em termos de benefícios fornecidos. Uma análise de custo- benefício ajudará o gerente do projeto a determinar se as atividades de qualidade planejadas são efi- cazes em termos de custos. https://ricardo-vargas.com/pt/podcasts/costofquality/ 75 Imprescindível trabalhar nesse momento com as métricas da qualidade, que descreve como será verificada a conformidade do projeto ou produto durante o controle do projeto. Essas métricas podem ser direcionadas para porcentagem de atividades concluídas no prazo, de- sempenho de custos, quantidade de defeitos registrados por um período de tempo, índices de sa- tisfação do usuário etc. 5.3 Gerenciar a Qualidade Gerenciar a Qualidade é o processo que transporta o plano de gerenciamento da qualidade para a prática real do projeto, buscando maior possibilidade de atingimento aos resultados esperados, e tem a função de identificar processos ineficazes e o porquê da má qualidade eventualmente aferida. Acesse o link abaixo para ver um exemplo de documento de Métri- cas da Qualidade: https://escritoriodeprojetos.com.br/metricas-da-qualidade Ele utiliza dados resultantes do processo Controle da Qualidade, pois necessita da aferição da equipe, ao qual realiza medição do desempenho do trabalho através de testes e avaliações. https://escritoriodeprojetos.com.br/metricas-da-qualidade 76 Uma ferramenta bastante utilizada para prover a garantia da qualidade no projeto é Diagrama de Causa e Efeito. Nele é possível registrar e compreender melhor causas de problemas identificados no projeto. Ela também é chamada de espinha de peixe ou de diagramas de Ishikawa. Abaixo, um exemplo de como são produzidos os diagramas. Ferramentas e técnicas Coleta de dados – Podem ser usadas listas de verificação, que é uma ferramenta estruturada usada para verificar se um conjunto de etapas necessárias foi executado, ou se uma lista de re- quisitosfoi cumprida. Análise de documentos - análise de diversos documentos produzidos pelo processos de controle do projeto, como relatórios e análise de variação. Tomadas de decisão – usada para avaliar diversos critérios ao discutir alternativas que afetem a qualidade do projeto ou do produto. As decisões de projeto podem incluir escolher entre diferentes cenários de implementação ou fornecedores. Auditorias – usado para determinar se as atividades do projeto estão cumprindo as políticas, os processos e os procedimentos da organização e do projeto. De preferência, gerida por uma equipe externa ao projeto. Podem inclui, dentre outros: (1) identificar as boas práticas que es- tão em curso; (2) identificar as não conformidades; e (3) compartilhar as boas práticas introduzidas ou implemen- tadas em outros projetos similares. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 77 Figura 18 – Diagrama de Causa e Efeito Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição) Descrição: Exemplo de um diagrama de Ishikawa. A imagem tem o formato de uma espinha de peixe em que cada vértebra representa uma causa para os problemas identificados. São vértebras: PESSOAS( Fadiga do trabalhador e Falta de treinamento), que se liga no lado oposto a MATERIAL( baixa qualidade da matéria-prima e atraso na chegada); na dupla posterior se ligam PROCESSO( P&D insuficiente e Métodos de fabricação inadequados) e no lado oposto está AMBIENTE( Condições de trabalho ruins); a dupla seguinte é EQUIPAMENTO( Baixa manutenção, Tecnologia antiga e Manuseio inadequado) e do lado oposto GERENCIAMENTO( Baixo compromisso com a qualidade). Todas as vértebras vão em direção a um retângulo em que se lê: “A QUALIDADE DO PRODUTO NÃO CORRESPONDE AOS REQUISITOS”. O processo Gerenciar a Qualidade envolve: Cumprir padrões para garantir às partes interessadas que o produto final sa- tisfará as expectativas e auxilia a projetar um produto ajustado conforme planejado; Ratificar o uso de processos da qualidade para garantir os objetivos da quali- dade do projeto; Otimizar os processos e atividades para alcançar resultados e desempenho melhores, o que fará com que as partes interessadas fiquem mais satisfeitas. Ao final deste processo são gerados relatórios de qualidade, podendo ser gráficos, numéricos ou qualitativos. As informações desses relatórios serão usadas por outros processos e setores da insti- tuição para realizarem ações corretivas a fim de atingir as expectativas de qualidade do projeto. É possível a inclusão de problemas de gerenciamento de qualidade, recomendações de melhoria nos processos, projeto e produtos; recomendações de ações corretivas etc. Nesse momento também são criados documentos de testes e avaliações para apoiarem o projeto e a própria instituição quanto à Melhoria Contínua. DICA Se ocorrerem mudanças durante o processo Gerenciar a Qualidade com impacto em qualquer dos componentes do Plano de Gerenciamento do Projeto, o próprio gerente do projeto deve criar uma solicitação de mu- dança e seguir na avaliação desta mudança conforme indicação para o tipo de evento. 78 5.4 Controlar a Qualidade Controlar a qualidade é o acompanhamento e registro dos resultados da execução das atividades de gerenciamento da qualidade para avaliar se estão adequados aos requisitos de qualidade, com o intuito de atender às expectativas. É nesse processo que se verifica se as entregas e o trabalho do projeto estão cumprindo também as regras estabelecidas para os desdobramentos dos requisitos, elencados inicialmente, tais como me- tas e frequência de medição de dados. Ao final desse processo se tem: (1) as medições de controle da qualidade, que são os resultados documentados das atividades; e (2) entregas verificadas que se tornam uma entrada do processo Validar o Escopo para aceitação formal. Em caso de necessidade de solicitação de mudança ou melhorias relacionadas às entregas, por não estarem em conformidade com as expectativas das partes interessadas, conforme registros em do- cumentos do projeto, elas podem ser alteradas, inspecionadas e reverificadas. Ferramentas e técnicas Coleta de dados – (1) Listas de verificação - auxiliam a gerenciar as ativida- des de controlar a qualidade; (2) Folhas de verificação - utilizadas para organizar os fatos de uma maneira que facilite a coleta de dados. Inspeção - verificação do produto resultante de um trabalho com o objetivo de determinar se está em conformidade com o planejado. São revisões que também são usadas para verificar reparos de defeitos. Testes de produtos - investigação organizada e estrutural para fornecer in- formações objetivas sobre a qualidade do produto ou serviço em teste, em conformidade com os requisitos do projeto. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 79 E o próprio gerente observando que possa ocorrer mudanças significativas que possam impactar partes do plano de gerenciamento do projeto ou documentos do projeto, deverá enviar uma solici- tação de mudança. Elas são processadas formalmente por um grupo de pessoas devidamente de- terminadas pata isso. Olá cursistas! Chegamos ao final de mais uma competência. Já temos um bom caminho percorrido. Agora resta o Gerenciamento dos Riscos. Até breve! Para saber mais um pouco sobre a diferença dos processos Validar o escopo, visto na competência de Gerenciamento de Escopo, e Con- trolar a qualidade acesse o link abaixo: https://www.youtube.com/watch?v=C8_pQk9KvAk https://www.youtube.com/watch?v=C8_pQk9KvAk 80 COMPETÊNCIA 6 | SABER GERENCIAR OS RISCOS DE UM PROJETO Vamos aprender a competência 6 estudando como planejar, implementar respostas e monitorar os riscos de um projeto, utilizando as ferramentas e técnicas adequadas. 6.1 Introdução Os riscos de um projeto são eventos incertos que poderão ocorrer no futuro causando algum im- pacto, que pode ser negativo ou até mesmo positivo nos seus objetivos. Essa área de conhecimento tem grande importância para o sucesso (ou insucesso) de um projeto, pois atua vinculado diretamente com outras áreas do projeto, tais como escopo, custos, recursos e qualidade. O gerenciamento dos riscos do projeto focaliza no planejamento, identificação dos riscos, análise, implementação das respostas aos riscos e do monitoramento desses riscos. O propósito principal é reduzir ou até eliminar os riscos negativos e incentivar os riscos positivos. A seguir, um diagrama dos processos desta área de conhecimento. Figura 19 - Visão geral dos processos de Gerenciamento dos Riscos Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição) – imagem adaptada pelo autor 1. Planejar o gerenciamento dos riscos 2. Identificar os riscos 3. Realizar a análise qualitativa 4. Realizar a análise quantitativa 5. Planejar as respostas aos riscos 6. Implementar respostas aos riscos 7. Monitorar os riscos 81 Descrição: Representação do ciclo dos processos de Gerenciamento de Riscos. Há sete placas retangulares de forma sequencial e dispostas em círculo, onde se lê respectivamente: “ 1- Planejar o Gerenciamento de risco”(em marrom), “2 – Identificar os Riscos”(em verde), “3 – Realizar a Análise Qualitativa”(em rosa); “4 – Realizar a Análise Quantita- tiva(em azul)”; “5 – Planejar as Respostas aos Riscos”( em roxo); “6 – Implementar Respostas aos Riscos”(em laranja); “7 – Monitorar os Riscos”(em vermelho). O Gerenciamento dos Riscos é uma área de atuação do gerente de projetos que tem muita influên- cia nos resultados. Para gerenciar os riscos de modo eficiente, a equipe do projeto precisa compre- ender até que situação de exposição do projeto ao risco é aceitável para a iniciação e continuação domesmo. É possível que um projeto, após estudos preliminares dos riscos, seja até mesmo encerrado antes mesmo de iniciar sua execução, devido sua inviabilidade. Vejamos conceitos básicos desse processo: Planejar o Gerenciamento dos Riscos — Define como deverá ser feita a con- dução das atividades de gerenciamento dos riscos de um projeto. Identificar os Riscos — identifica os riscos individuais e gerais do projeto. Realizar a Análise Qualitativa dos Riscos — cria uma lista priorizada dos riscos individuais do projeto para análise, podendo ser através da avaliação de sua pro- babilidade de ocorrência e impacto. Realizar a análise quantitativa dos riscos — analisa numericamente os riscos individuais identificados no projeto. Planejar as Respostas aos Riscos — desenvolve ações de tratamento aos ris- cos. Implementar Respostas a Riscos — insere ações de resposta aos riscos. Monitorar os Riscos — acompanha a implementação das ações de resposta aos riscos. Importante ressaltar que os projetos por serem únicos e muitos deles serem de média e alta com- plexidade têm muitos riscos associados. 82 As instituições devem saber que existem esses riscos e que devem dar atenção quanto ao trata- mento deles. As restrições e premissas são fontes de riscos, por isso os gerentes de projeto e sua equipe deverão se concentrar atentamente em realizar os trabalhos de planejamento e acompanhamento das res- postas implementadas aos riscos identificados considerando essas restrições e premissas do pro- jeto. Os riscos devem ser identificados desde o início do projeto e em toda sua duração, por isso seu gerenciamento deve ser conduzido de modo iterativo (contínuo). 6.2 Planejar o Gerenciamento dos Riscos Planejar o Gerenciamento dos Riscos define como serão conduzidos os riscos de um projeto. É o processo que busca orientar como deverá ser aferido o grau e acompanhamento das respostas aos DICA O apetite aos riscos que um projeto deve considerar depende de alguns fatores, tais como: Tamanho do projeto: amplitude de orçamento, tempo, escopo ou quan- tidade de recursos humanos disponíveis para executar o projeto. Com- plexidade do projeto: projetos de inovação, tecnologias avançadas, projetos internacionais. Importância do projeto: panorama estratégico do projeto perante a instituição e no contexto externo Assista a videoaula complementar Princípios básicos de Gerenciamento dos Riscos 83 riscos, a fim de que haja nivelamento do avanço do projeto com as ameaças e oportunidades de- correntes tanto do gerenciamento do próprio projeto como das influências das partes interessadas. O resultado deste processo se preocupa em descrever como as atividades de gerenciamento dos riscos serão exercidas pela equipe e quais parâmetros norteadores deverão ser utilizados durante o projeto. Segue abaixo alguns deles: Estratégia e metodologia para identificação dos riscos: como serão identifi- cados os riscos do projeto. Responsabilidades: quais os membros da equipe de gerenciamento que tra- tarão dos riscos e suas responsabilidades. Categorias dos riscos: expõe meios de agrupamento dos riscos identificados no projeto. É uma estrutura hierarquizada de possíveis fontes de riscos. A tabela abaixo apre- senta um exemplo desta estrutura. RISCO TÉCNICO RISCO DE GERENCIAMENTO RISCO DE RECURSOS HUMANOS RISCO DE EXTERNO Tecnologia Planejamento Capacitação Legislação Processos técnicos Organização Disponibilidade Meio ambiente Especificação de produtos Comunicação Envolvimento Tabela 3 – Exemplo de Categorização de Riscos (Estrutura Analítica de Riscos) Fonte: Autor Ferramentas e técnicas para PLANEJAR O GERENCIAMENTO DOS RISCOS Opinião especializada - opinião fornecida por qualquer grupo ou pessoa ba- seada em expertise com a familiaridade sobre colmo a instituição gerencia seus riscos e quais os tipos de riscos mais apontados em projetos anteriores Análise de dados – avaliação do apetite de risco obtida através das partes in- teressadas Reuniões - Encontros para desenvolver o plano de gerenciamento dos riscos para abordagens de riscos Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 84 Uma técnica de apresentação de dados também bastante usada durante este processo é a Matriz de probabilidade e impacto. Ela mapeia a probabilidade de ocorrência de cada risco e o seu impacto no projeto, considerando a ocorrência do risco. Essa análise possibilita a criação de lista priorizada dos riscos, podendo assim, ajudar a equipe do projeto a criar e implementar respostas de acordo com sua criticidade. Nesse contexto, pode-se avaliar um risco para cada objetivo separadamente, por exemplo, custo, cronograma e escopo, caso se queira aferir cada item, mas também é possível atribuir nível geral de prioridade de riscos, trabalhando de modo mais genérico. Na utilização de Matriz de probabilidade e impacto as regras devem ser mencionadas no plano de gerenciamento para que o gerente e equipe possam dimensionar corretamente a probabilidade e impacto de determinado risco. Oportunidades e ameaças são apresentadas em uma matriz usando definições positivas de impacto para oportunidades e definições de impacto negativo para ameaças. A figura abaixo mostra um exemplo de matriz de probabilidade e impacto com estrutura numérica de contagem de riscos negativos (ameaças). Quadro 4 Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. AMEAÇAS Impacto negativo Muito baixa Baixa Média Alta Muito alta Muito alta 0,05 0,09 0,18 0,36 0,72 Alta 0,04 0,07 0,14 0,28 0,56 Média 0,03 0,05 0,10 0,20 0,40 Baixa 0,02 0,03 0,06 0,12 0,24 Muito baixa 0,01 0,01 0,02 0,04 0,08 P ro b ab ili d ad e 85 6.3 Identificar os Riscos Identificar os Riscos é o processo de apontar os riscos individuais e gerais do projeto, registrando suas características. Esse é o momento de registrar todos os riscos que um projeto enfrentará bem como entender suas origens. Importante conceber esses registros já desde o início do projeto. Todas as pessoas envolvidas no projeto podem participar desta identificação dos riscos: gerente do projeto, membros da equipe, especialistas, clientes, dentre outros. A equipe do projeto tem um papel predominante nesse trabalho, pois ela deve manter um senso de responsabilidade e propriedade sobre os riscos identificados, já que esta equipe fará o planeja- mento das ações de resposta aos riscos. Identificar os riscos é um processo dinâmico, porque novos riscos podem surgir no decorrer do pro- jeto e o nível de risco geral do projeto pode mudar. Ferramentas e técnicas Brainstorming – Debate de componentes da equipe de projeto em conjunto multidisciplinar de especialistas para se obter uma lista abrangente de riscos de projeto. Análise de causa-raiz. Usada para entender as causas que levam a um problema e para desenvol- ver ação preventiva. Pode ser usada para identificar ameaças, como por exemplo, o projeto estar atrasado ou acima do orçamento e explorar quais ameaças podem resultar na ocorrência do pro- blema. Reuniões – Encontros para identificar riscos e elencar ações de combate aos riscos (ameaças) Opinião especializada – Considerações de indivíduos ou grupos com expertise em riscos do pro- jeto semelhantes devem ser registras e analisadas em proveito do projeto atual. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 86 Concebe-se nesse processo uma lista de riscos individuais identificados que será complementada ao longo do planejamento, análise qualitativa, análise quantitativa e planejamento de respostas aos riscos. Os resultados domonitoramento dos riscos ao longo do projeto também serão registrados nesta mesma lista dos riscos do projeto. 6.4 Realizar a Análise Qualitativa dos Riscos A Análise Qualitativa dos Riscos é o processo de priorização dos riscos individuais do projeto, utili- zando avaliação de sua probabilidade e impacto de ocorrência. São avaliações subjetivas porque se baseiam em percepções do risco pela equipe do projeto e outras partes interessadas. Assim, é importante se ter o correto entendimento dos riscos e o contexto ao qual ele está inserido para se prover um documento mais próximo da realidade. A qualidade das informações sobre os riscos individuais do projeto é de suma importância para a saúde do projeto. Uma boa dica para iniciar a compreensão de identificação de riscos em projetos é acessar o link sugerido abaixo: https://www.youtube.com/watch?v=QB_tR8qF6vo https://www.youtube.com/watch?v=QB_tR8qF6vo 87 O registro dos riscos é gerado durante esse processo com análise e priorização dos mesmos. Rele- vante para a equipe do projeto é já incluindo informações quanto a eventuais responsáveis pelo tratamento dos riscos identificados, bem como o remanejamento daqueles riscos de baixa priori- dade para uma lista de observação, ao qual a equipe apenas irá monitorar esses riscos elencados para eventual tratamento durante o curso do projeto. Ao final desse processo você terá uma lista de riscos priorizada a partir do Matriz de probabilidade e impacto, ferramenta bastante utilizada no gerenciamento de projetos. 6.5 Realizar a Análise Quantitativa dos Riscos Realizar a Análise Quantitativa dos Riscos é o processo que analisa numericamente os riscos indivi- duais identificados e outras fontes de incerteza nos objetivos do projeto. Expõe os riscos do projeto em modo quantitativo que apoia o planejamento de respostas aos mes- mos. Ferramentas e técnicas Entrevista – utilizadas para avaliar a probabilidade e os impactos dos riscos individuais do projeto, assim como outros fatores. O entrevistador deve criar um ambiente de confiança incentivar avaliações reais e imparciais Categorização de riscos - Os riscos do projeto devem ser categorizados para determinar as áreas do projeto mais expostas aos efeitos dos riscos. Reuniões – discussão dos riscos individuais identificados do projeto para geração de lista priorizada de riscos Matriz de probabilidade e impacto – A matriz de probabilidade e impacto é usada para mapear a probabilidade de ocorrência de cada risco e o seu impacto no projeto caso o risco ocorra. Apresenta as combinações de probabilidade e impacto que permitem o estabeleci- mento do grau do riscos de projeto, podendo assim serem priorizados para análise e pla- nejamento posteriores de respostas. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 88 Na prática este processo é pouco utilizado, pois depende de dados de alta qualidade sobre os riscos individuais do projeto e outras fontes de incerteza e também porque requer ferramentas de sof- tware especializado e expertise no desenvolvimento e na interpretação dos modelos de riscos. É mais apropriado para projetos complexos ou de grande porte que exigem requisitos contratuais ou aqueles que uma parte interessada determina. Mas trazendo para modelo mais simples, é possível alcançar bons resultados utilizando ferramentas e técnicas apropriadas. Ao final desse processo são gerados relatórios de riscos com análise quantitativa dos riscos apre- sentando a principalmente a avaliação da exposição geral ao risco do projeto que mostra as chances de sucesso do projeto, indicado pela probabilidade de que o projeto irá atingir os seus objetivos- chave. Uma lista priorizada dos riscos individuais do projeto é apresentada e registra os riscos individuais do projeto que representam a maior ameaça ou a maior oportunidade para o projeto, conforme indicado pela análise. Ferramentas e técnicas Opinião especializada – podem ser utilizadas para gerar dados focado na análise quantita- tiva dos riscos, com base em dados que incluem riscos individuais do projeto e outras fontes de incerteza. Habilidades interpessoais e de equipe – facilitação para coleta de dados de entrada du- rante eventos tal como workshop de forma dedicada ao risco, envolvendo membros da equipe do projeto e outras partes interessadas. Análise de dados – Várias ferramentas podem ser utilizadas para analisar os dados dos ris- cos, dentre eles: (1) Simulação – simula os efeitos combinados dos riscos para verificar eventual impacto aos objetivos do projeto; (2) Análise de árvore de decisão - usadas para apoiar a seleção do melhor entre várias alternativas associadas ao projeto. Os pontos finais dos ramos da arvore de decisão operam o resultado quanto a selecionar determinado ca- minho, podendo ser negativo ou positivo. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 89 Uma ferramenta utilizada para o cálculo dos riscos é o chamado Valor Monetário Esperado (VME) que ajuda a estabelecer o quanto vale os riscos para o projeto. É um conceito estatístico que calcula o resultado médio quando o futuro inclui cenários que podem ocorrer ou não. Abaixo, exemplo simplificado de um resultado estabelecido pelo VME. DESCRIÇÃO PROBABILIDADE IMPACTO VME Greve de fornecedores 50% 500.000 - 250.000 Redução de carga de impostos 20% 200.000 + 40.000 Temporal durante o projeto 90% 5.000 - 4.500 VALOR MONETÁRIO ESPERADO DOS RISCOS DO PROJETO - 214.500 Quadro 5 – Lista de Eventos de Risco Quantificados Fonte: Autor 6.6 Planejar as Respostas aos Riscos Planejar as Respostas aos Riscos cria alternativas, estratégias e tratamentos para lidar com os riscos. Ele destina recursos e identifica ações que possam combater os riscos negativos (ameaças) e explo- rar os riscos positivos (oportunidades). Trabalho de grande importância para o projeto, já que tratada essas respostas aos riscos de forma inadequadas ao risco podem ter o efeito contrário. Após os riscos terem sido identificados, analisados e priorizados, agora é hora de criar os planos que indiquem soluções para cada risco que a equipe do projeto considere ser importante. O gerente do projeto também deve atuar no planejamento quanto ao nível atual do risco geral do projeto. Abaixo, acesso a um vídeo para se debruçar na ferramenta de cál- culo Valor Monetário Esperado (VME). https://www.youtube.com/watch?v=TlsDzn3V4NI https://www.youtube.com/watch?v=TlsDzn3V4NI 90 As respostas planejadas devem ser: Adequadas ao grau do risco Alinhados com os custos Realistas dentro do contexto do projeto Acordados peras partes envolvidas e ter um responsável designado Durante esse processo é selecionado a melhor resposta ao risco entre as diversas opções possíveis para a equipe do projeto. A estratégia a ser implementada deve ser aquela que tem a maior proba- bilidade de eficácia. Ao final do trabalho desse processo podem ser solicitadas mudanças nas linhas de base de custos e do cronograma ou em outros componentes do plano de gerenciamento do projeto. Lembrando que Ferramentas e técnicas Opinião especializada – consultar indivíduos ou grupos com conhecimento especializado nos seguintes tópicos: (1) Estratégias de respostas a ameaça; (2) Estratégias de respostas a oportunidade; (3) Estratégias de respostas de contingência; e (4) Estratégias de respostas ao risco geral do projeto. Estratégias para ameaça – (1) Prevenir: eliminar a ameaça ou proteger o projeto de seu im- pacto; (2) Transferir: passar a responsabilidade para terceiros; (3) Mitigar: reduzir a probabi- lidade de ocorrência e/ou impacto de uma ameaça; (4) Aceitar: reconhecer a ameaça quando não é possível agir sobre a ameaça. (5) Escalar:escalar riscos quando reconhecidos como fora do escopo do projeto. Estratégias para oportunidade – (1) Explorar: explorar as oportunidades para que sejam elas concretizadas; (2) Compartilhar: alocar parcial ou integralmente a oportunidade a um terceiro que tenha mais capacidade de capturar a oportunidade; (3) Melhorar: aumentar a probabili- dade e/ou impacto; (4) Aceitar: reconhecer a ameaça quando não é possível agir sobre a ameaça. (5) Escalar: escalar riscos quando reconhecidos como fora do escopo do projeto. Tomada de decisão – podem ser usadas para selecionar uma estratégia de resposta ao risco. As técnicas de tomada de decisão podem ajudar a priorizar as estratégias de resposta ao risco. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 91 essas solicitações são processadas para revisão através de um processo formal e bem acompanhado pelo gerente do projeto. 6.7 Implementar as Respostas aos Riscos Implementar Respostas aos Riscos é o processo de efetivar aqueles planos acordados no processo anterior. É o momento em pôr em prática o que foi acordado, a fim de eliminar ou mitigar ameaças e potencializar oportunidades do projeto. Depois de planejar, identificar e analisar os riscos e criar respostas a eles é preciso executar as pro- vidências para que os riscos possam ser realmente gerenciados. E esse esforço de implementar as respostas se deve aos responsáveis determinados pelos riscos, onde empenharão esforço para que os resultados sejam positivos para o projeto. Ao final do trabalho desse processo de implementar respostas aos riscos identificados no projeto podem ser solicitadas mudanças nas linhas de base de custos e do cronograma ou em outros com- ponentes do plano de gerenciamento do projeto. Lembrando que essas solicitações são processadas para revisão através de um processo formal e bem acompanhado pelo gerente do projeto. Ferramentas e técnicas Opinião especializada – consultar indivíduos ou grupos com conhecimento especializado para validar ou modificar as respostas aos riscos e decidir como implementá-las da maneira mais eficiente e efetiva. Habilidades interpessoais e de equipe – O gerente do projeto ou a pessoa responsável por facilitar o processo de riscos talvez precise exercer a sua in- fluência para incentivar os responsáveis pelos riscos a tomar medidas quando necessário. É nesse momento de implementação de respostas aos riscos que é mais importante essas habilidades. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 92 6.8 Monitorar os Riscos Monitorar os Riscos é o acompanhamento da implementação do plano de resposta aos riscos, bem como a supervisão dos riscos identificados, reconhecimento e análise dos novos riscos, e avaliação da eficácia do processo de riscos durante o projeto. Para assegurar que a equipe do projeto e as partes interessadas mais importantes estejam consci- entes do nível atual que o projeto está quanto à exposição ao risco, o trabalho de projeto deve ser constantemente monitorado. Esse processo utiliza informações de desempenho geradas durante a execução do projeto para de- terminar se, dentre outros: As respostas a riscos que foram implementadas estão efetivas; O grau dos riscos individuais identificados do projeto sofreu alterações; Surgiram novos riscos; As premissas do projeto ainda são validas; As políticas e os procedimentos de gerenciamento dos riscos estão sendo seguidos. Ao final desse processo as informações quanto ao desempenho do trabalho incluem como o geren- ciamento dos riscos do projeto é realizado comparando os riscos que vieram a ocorrer com aquelas Ferramentas e técnicas Reuniões – As reuniões que podem ser realizadas durante este processo in- cluem revisões dos riscos. Devem analisar e registar a eficácia das respostas aos riscos ao lidar com o risco geral do projeto e com os riscos individuais iden- tificados Auditorias – trabalho realizado para analisar a eficácia do processo de geren- ciamento dos riscos. O gerente do projeto tem a função de prover auditorias com uma frequência adequada, conforme definido no plano de gerencia- mento dos riscos do projeto. Fonte: Guia de Conhecimento em Gerenciamento de Projetos (Guia PMBOK sexta edição). Adaptado pelo autor. 93 expectativas inicial de como poderiam ocorrer. Esses resultados indicam como está a eficácia dos processos de planejamento e implementação das respostas. Também podem ser solicitadas mudanças nas linhas de base de custos e do cronograma ou em outros componentes do plano de gerenciamento do projeto. Lembrando que essas solicitações são processadas para revisão através de um processo formal e bem acompanhado pelo gerente do pro- jeto. Olá cursista! Chegamos ao final do curso. Você chegou até aqui com muita perseverança. Vimos muitas coisas interessantes de Gerenciamento de Projetos e agora você tem conhecimento básico para pôr em prática na sua instituição. Parabéns! 94 REFERÊNCIAS PMI. Um guia do conhecimento em gerenciamento de projetos – Guia PMBOK Sexta Edição – EUA : Project Management Institute, 2017 DIMITRIS N. ANTONIADS, Ph.D; FRANCIS T EDUM-FOTWE, Ph.D; ANTHONY THORPE, Ph.D. Estruturando equipes de projetos complexos. Revista Mundo Project Management, Ano 10, n. 56 , p. 58-66, abril/maio, 2014. DIAS, Meiroz Isabel de; Reinhard, Nicolau. Governo Eletrônico e a Sociedade da Informação. In: POLIZELLI, Demerval L; OZAKI, Adalton M. 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Atu- ante como palestrante, facilitador e professor nas áreas de gerenciamento de projetos, gestão da informação e gerenciamento de processos. Servidor Público do Sistema Penal de Pernambuco desde o ano de 2000. GRADUAÇÕES Redes de computadores Universidade Salgado de Oliveira, Recife/PE. Direito Centro Universitário Joaquim Nabuco, Recife/PE (em curso) ESPECIALIZAÇÕES Gestão da Tecnologia da Informação FaculdadeMaurício de Nassau, Recife/PE Gerenciamento de Projetos Faculdade Nova Roma/Fundação Getúlio Vargas, Recife/PE CERTIFICAÇÕES Project Management Professional (PMP) Project Management Institute (PMI) Coaching e Mentoring Professional, Self & Life e Com- petências Pessoais Instituto Holos, International0 Coach Federation (ICF) VOLUNTARIADO Facilitador voluntário de cursos e grupos de estudos de gerenciamento de projetos Project Management Institute (PMI) mailto:fredhaendel@gmail.com