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1 
 
 
 
 
 
 
 
Prefeitura de Uberlândia-MG 
Lei Complementar Municipal nº 40/1992 – Dispõe sobre o estatuto dos servidores públicos 
do Município de Uberlândia, suas autarquias, fundações públicas e Câmara Municipal; .......... 1 
Lei Orgânica do Município de Uberlândia/MG, de 05 de junho de 1990. ........................... 33 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olá Concurseiro, tudo bem? 
 
Sabemos que estudar para concurso público não é tarefa fácil, mas acreditamos na sua 
dedicação e por isso elaboramos nossa apostila com todo cuidado e nos exatos termos do 
edital, para que você não estude assuntos desnecessários e nem perca tempo buscando 
conteúdos faltantes. Somando sua dedicação aos nossos cuidados, esperamos que você 
tenha uma ótima experiência de estudo e que consiga a tão almejada aprovação. 
 
Pensando em auxiliar seus estudos e aprimorar nosso material, disponibilizamos o e-mail 
professores@maxieduca.com.br para que possa mandar suas dúvidas, sugestões ou 
questionamentos sobre o conteúdo da apostila. Todos e-mails que chegam até nós, passam 
por uma triagem e são direcionados aos tutores da matéria em questão. Para o maior 
aproveitamento do Sistema de Atendimento ao Concurseiro (SAC) liste os seguintes itens: 
 
01. Apostila (concurso e cargo); 
02. Disciplina (matéria); 
03. Número da página onde se encontra a dúvida; e 
04. Qual a dúvida. 
 
Caso existam dúvidas em disciplinas diferentes, por favor, encaminhar em e-mails separados, 
pois facilita e agiliza o processo de envio para o tutor responsável, lembrando que teremos até 
cinco dias úteis para respondê-lo (a). 
 
Não esqueça de mandar um feedback e nos contar quando for aprovado! 
 
Bons estudos e conte sempre conosco! 
1586886 E-book gerado especialmente para WYSLEY ALVES DOS SANTOS
 
1 
 
 
 
LEI COMPLEMENTAR Nº 40, DE 05 DE OUTUBRO DE 19921. 
 
Dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Uberlândia, suas Autarquias, 
Fundações Públicas e Câmara Municipal. 
 
O povo do Município de Uberlândia, por seus representantes, aprovou e eu, em seu nome, sanciono 
a seguinte Lei Complementar: 
 
TÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
CAPÍTULO I 
DO ESTATUTO 
 
Art. 1º Para os efeitos desta Lei Complementar, servidor é a pessoa legalmente investida em cargo 
público, de provimento efetivo ou em comissão, que presta serviços aos Poderes do Município, inclusive 
suas Autarquias e Fundações Públicas. 
 
Art. 2º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura 
organizacional que devem ser cometidas a um servidor. 
Parágrafo único. Os cargos públicos, acessíveis a todos os brasileiros, são criados por lei, com 
denominação própria, número certo e vencimentos pagos pelos cofres públicos. 
 
Art. 3º Os cargos de provimento efetivo da Administração Pública Municipal direta, das autarquias e 
das fundações públicas serão organizados em carreiras. 
 
Art. 4º As carreiras serão organizadas em classes de cargos, observadas a escolaridade e a 
qualificação profissional exigidas, bem como a natureza e a complexidade das atribuições a serem 
exercidas por seus ocupantes, na forma prevista na legislação específica. 
Parágrafo único. Respeitado o Plano de Carreira ou o Regulamento, as atribuições inerentes a um 
cargo podem ser cometidas indistintamente aos servidores de suas diferentes classes. 
 
Art. 5º Classe é o agrupamento de cargos de atribuições da mesma natureza, de denominação 
idêntica, do mesmo nível de vencimento e graus de dificuldade e de responsabilidade das atribuições. 
 
Art. 6º Grupo ocupacional é o conjunto de carreiras e de classes isoladas, reunidas segundo a 
correlação e a afinidade entre as atividades de cada uma, a natureza do trabalho, ou grau de 
conhecimento necessários ao exercício das respectivas atribuições. 
 
Art. 7º Quadro é o conjunto de carreiras e série de classes de natureza efetiva, cargos em comissão, 
ou os isolados e as funções gratificadas. 
 
CAPÍTULO II 
DO PROVIMENTO 
 Seção I 
Disposições Gerais 
 
Art. 8º São requisitos básicos para ingresso no serviço público: 
I– a nacionalidade brasileira; 
II– o gozo dos direitos políticos; 
III– a quitação com as obrigações militares e eleitorais; e 
IV– a idade mínima de dezoito anos. 
 
1 Disponível em https://leismunicipais.com.br/a1/estatuto-do-servidor-funcionario-publico-uberlandia-mg acesso em 10.07.2019 
Lei Complementar Municipal nº 40/1992 – Dispõe sobre o estatuto dos servidores 
públicos do Município de Uberlândia, suas autarquias, fundações públicas e 
Câmara Municipal; 
1586886 E-book gerado especialmente para WYSLEY ALVES DOS SANTOS
 
2 
 
Parágrafo único. As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos 
estabelecidos em lei. 
 
Art. 9º Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de se inscrever em concurso 
público para provimento de cargo, cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são 
portadoras, e para as quais serão reservados dez por cento das vagas oferecidas no concurso público. 
Parágrafo único. Lei específica definirá os critérios de admissão para as pessoas de que trata este 
artigo. 
 
Art. 10. O provimento dos cargos públicos far-se-á mediante ato da autoridade competente de cada 
Poder, do dirigente superior de autarquia ou fundação pública. 
 
Art. 11. A investidura em cargo público ocorrerá com a posse. 
 
Art. 12. São formas de provimento em cargo público: 
I– nomeação; 
II– promoção; 
III– transposição; 
IV– readaptação; 
V– reversão; 
VI– aproveitamento; 
VII– reintegração; 
VIII– recondução; 
IX– (revogado pela Lei Complementar nº 327, de 23 de setembro de 2003) 
X– (revogado pela Lei Complementar nº 373, de 27 de agosto de 2004) 
 
Seção II 
Da Nomeação 
 
Art. 13. A nomeação far-se-á: 
I– em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado ou de carreira; 
II– em comissão, para cargos de confiança, de livre exoneração. 
 
Art. 14. A nomeação para cargo isolado ou de carreira depende de prévia habilitação em concurso 
público de provas ou de provas e títulos, obedecidos a ordem de classificação e o prazo de sua validade. 
Parágrafo único. Os demais requisitos para o ingresso e o desenvolvimento do servidor na carreira, 
serão estabelecidos pela lei que fixará diretrizes do sistema de carreira na Administração Pública 
Municipal e seus regulamentos. 
 
Art. 15. Os cargos em comissão serão providos mediante livre escolha do Prefeito, preferencialmente 
entre os servidores ocupantes de cargos de carreira técnica ou profissional, nos casos e nas condições 
previstos em lei. 
 
Seção III 
Do Concurso Público 
 
Art. 16. A investidura em cargo de provimento efetivo será feita mediante concurso público de provas 
ou de provas e títulos, podendo ser utilizadas, também provas práticas ou prático-orais. (Redação dada 
pela Lei Complementar nº 084, de 22 de junho de 1994) 
 
Art. 17. O concurso público terá validade de até dois anos, podendo esta ser prorrogada uma única 
vez, por igual período. 
§ 1º O prazo de validade do concurso e as condições de sua realização serão fixados em edital, que 
será publicado no órgão oficial e em jornal diário de grande circulação no Município. 
§ 2º Não será convocado candidato aprovado em novo concurso enquanto houver candidato aprovado 
em concurso anterior, com prazo de validade ainda não expirado. 
 
Art. 18. O edital do concurso estabelecerá os requisitos a serem satisfeitos pelos candidatos. 
 
1586886 E-book gerado especialmente para WYSLEY ALVES DOS SANTOS
 
3 
 
Seção IV 
Da Posse e Do Exercício 
 
Art. 19. A posse dar-se-á pela assinatura do respectivo termo, no qual deverão constar as atribuições, 
os deveres, as responsabilidades e os direitos inerentes ao cargo ocupado, que não poderão ser alterados 
unilateralmente, por qualquer das partes, ressalvados os atos de ofícios previstos em lei. 
§ 1º A posse ocorrerá dentro doprazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento, 
prorrogável por mais trinta dias, a requerimento do interessado, cujo deferimento ficará ao exclusivo 
critério da administração. (Parágrafo 1º do art. 19 com redação dada pela Lei Complementar nº 084, de 
22 de junho de 1994) 
§ 2º Em se tratando de servidor em licença, ou afastado por qualquer outro motivo legal, o prazo será 
contado do término do impedimento. 
§ 3º Só haverá posse nos casos de provimento de cargo por nomeação e transposição. 
§ 4º No ato da posse, o servidor apresentará, obrigatoriamente, declaração dos bens e valores que 
constituem seu patrimônio e declaração quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função 
pública. 
§ 5º Será tornado sem efeito o ato de nomeação se a posse não ocorrer no prazo previsto no § 1º 
deste artigo. 
§ 6º Será permitida a posse, mediante procuração específica. 
§ 7º São competentes para dar posse: 
I– o Prefeito, aos Secretários Municipais e autoridades a estes equiparadas; 
II– o responsável pelo órgão de pessoal, nos demais cargos. 
§ 8º A autoridade que der posse deverá verificar, sob pena de responsabilidade, se foram satisfeitas 
as condições legais para a investidura no cargo. 
 
Art. 20. A posse em cargo público dependerá de prévia inspeção médica oficial. 
Parágrafo único. Só poderá ser empossado aquele que for julgado apto física e mentalmente para o 
exercício do cargo, cabendo recurso ao órgão ou autoridade imediatamente superiores a quem decidiu 
sobre a inaptidão para a posse. 
 
Art. 21. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo. 
§ 1º O exercício do cargo terá início dentro do prazo de trinta dias, contados: 
I– da data da posse; 
II– da data da publicação do ato em qualquer outro caso. 
§ 2º O prazo referido no parágrafo anterior poderá ser prorrogado, por igual período, a juízo da 
autoridade competente para dar posse. 
§ 3º À autoridade competente do órgão ou entidade para onde for designado o servidor, compete dar-
lhe exercício. 
§ 4º Será exonerado o servidor empossado que não entrar em exercício nos prazos previstos nos §§ 
1º e 2º deste artigo. 
 
Art. 22. O início, a suspensão, a interrupção e o reinício do exercício serão registrados no 
assentamento individual do servidor. 
Parágrafo único. Ao entrar em exercício, o servidor apresentará ao órgão competente os elementos 
necessários ao assentamento individual. 
 
Art. 23. A promoção ou a transposição não interrompem o tempo de exercício, que é contado no novo 
posicionamento na carreira a partir da data da publicação do ato que as conceder ao servidor. 
 
Art. 24. O servidor que deva ter exercício em outra localidade, terá trinta dias para fazê-lo, incluindo-
se neste prazo, o tempo necessário ao deslocamento para a nova sede, desde que implique mudança de 
seu domicílio. 
Parágrafo único. Na hipótese de o servidor encontrar-se afastado legalmente, o prazo a que se refere 
este artigo será contado a partir do término do afastamento. 
 
Art. 25. O ocupante de cargo de provimento efetivo fica sujeito a quarenta horas semanais de trabalho, 
salvo quando for estabelecida duração diversa. 
Parágrafo único. O exercício de cargo em comissão exigirá de seu ocupante integral dedicação ao 
serviço, podendo ser convocado sempre que houver interesse da Administração. 
1586886 E-book gerado especialmente para WYSLEY ALVES DOS SANTOS
 
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Seção V 
Da Estabilidade 
 
Art. 26. O servidor habilitado em concurso público e empossado em cargo de provimento efetivo, 
adquirirá estabilidade no serviço público ao completar três anos de efetivo exercício. (Redação dada pela 
Lei Complementar nº 426, de 19 de julho de 2006) 
 
Art. 27. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou 
de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. 
 
Seção VI 
Da Promoção 
 
Art. 28. Promoção é a elevação do servidor para classe imediatamente superior àquela a que pertence 
na mesma carreira, segundo critério estabelecido em lei específica, respeitadas as disposições da Lei 
5.089, de 18 de maio de 1990. 
 
Seção VII 
Da Transposição 
 
Art. 29. Transposição é a passagem do servidor de um para outro cargo de provimento efetivo, de 
carreira diversa, mediante aprovação em concurso. 
 
Seção VIII 
Da Readaptação 
 
Art. 30. Readaptação é o aproveitamento do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades 
compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em 
inspeção médica. 
§ 1º Se julgado incapaz para o serviço público, o servidor será aposentado. 
§ 2º A readaptação será efetivada em cargo de carreira de atribuições afins, respeitada a habilitação 
exigida. 
 
§ 3º Em qualquer hipótese, inexistindo cargo de igual vencimento, a readaptação dar-se-á em cargo 
de vencimento imediatamente superior. 
 
Seção IX 
Da Reversão 
 
Art. 31. Reversão é o retorno à atividade, de servidor aposentado por invalidez quando, por junta 
médica oficial, forem declarados insubsistentes os motivos determinantes da aposentadoria. 
 
Art. 32. A reversão far-se-á no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. 
Parágrafo único. Encontrando-se provido este cargo, o servidor exercerá suas atribuições como 
excedente até a ocorrência de vaga. 
 
Art. 33. Não se poderá reverter o aposentado que já tiver completado sessenta anos de idade. 
 
Seção X 
Do Estágio Probatório 
 
Art. 34. (Revogado pela Lei Complementar nº 426, de 19 de julho de 2006) 
 
Art. 35. (Art. 35 revogado pela Lei Complementar nº 426, de 19 de julho de 2006) 
 
Art. 36. (Art. 36 revogado pela Lei Complementar nº 426, de 19 de julho de 2006) 
 
 
 
1586886 E-book gerado especialmente para WYSLEY ALVES DOS SANTOS
 
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Seção XI 
Da Reintegração 
 
Art. 37. Reintegração é a reinvestidura do servidor no cargo anteriormente ocupado ou no cargo 
resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, 
com ressarcimento de todas as vantagens. 
§ 1º Na hipótese do cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade, observado o disposto 
nos arts. 51 e 54. 
§ 2º Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem, 
sem direito a indenização, ou aproveitado em outro cargo, ou ainda, posto em disponibilidade 
remunerada. 
 
Seção XIII 
Da Recondução 
 
Art. 38. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: 
I– inabilitação comprovada no período de estágio probatório relativo ao novo cargo, conforme o 
previsto no art. 36. (Inciso I do art. 38 com redação dada pela Lei Complementar nº 084, de 22 de junho 
de 1994) 
II– reintegração do anterior ocupante. 
Parágrafo único. Encontrando-se ocupado o cargo de origem, o servidor será aproveitado em outro, 
observando o disposto no art. 52. 
 
Seção XIII 
Da Redistribuição 
(redação dada pela Lei Complementar nº 327, de 23 de setembro de 2003) 
 
Art. 39. Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito 
do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia apreciação da 
Secretaria Municipal de Administração, observados os seguintes preceitos: (redação dada pela Lei 
Complementar nº 327, de 23 de setembro de 2003) 
I– interesse da Administração; 
II– equivalência de vencimentos; 
III– manutenção da essência das atribuições do cargo; 
IV– vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades; 
V– mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional; 
VI– compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade. 
§ 1° A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às 
necessidades dos serviços, inclusive nos casos de reorganização,extinção ou criação de órgão ou 
entidade. 
§ 2° Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, extinto o cargo ou declarada sua 
desnecessidade no órgão ou entidade, o servidor estável que não for redistribuído será colocado em 
disponibilidade, até seu aproveitamento na forma que dispõe a Constituição Federal. 
§ 3° O servidor que não for redistribuído ou colocado em disponibilidade poderá ser mantido sob 
responsabilidade do setor de pessoal de seu órgão ou entidade de origem, e ter exercício provisório, em 
outro órgão ou entidade, até seu adequado aproveitamento. 
 
Seção XIV 
Da Readmissão 
 
Art. 40. (Artigo 40 revogado pela Lei Complementar nº 373, de 27 de agosto de 2004) 
 
Art. 41. VETADO 
Parágrafo único. VETADO. 
 
Art. 42. (Artigo 42 revogado pela Lei Complementar nº 373, de 27 de agosto de 2004) 
 
1586886 E-book gerado especialmente para WYSLEY ALVES DOS SANTOS
 
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CAPÍTULO III 
DO TEMPO DE SERVIÇO 
 
Art. 43. VETADO. 
 
Art. 43. É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público municipal local. 
 
Art. 44. A apuração do tempo de serviço será feita em dias, que serão convertidos em anos, 
considerando o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias. 
Parágrafo único. Feita a conversão, os dias restantes, até cento e oitenta e dois, não serão 
computados, arredondando-se para um ano quando excederem este número, para efeito de 
aposentadoria e adicional por tempo de serviço, quando da passagem para a inatividade. 
 
Art. 45. Além das ausências do serviço previstas no art. 143, são considerados como de efetivo 
exercício os afastamentos em virtude de: 
I– férias; 
II– participação em programas de treinamento regularmente instituídos e em cursos de 
aperfeiçoamento, reciclagem, congressos, seminários e outros eventos de interesse da atividade do 
servidor, desde que autorizado pela autoridade competente; 
III– desempenho de mandato eletivo federal, estadual, municipal ou no Distrito Federal, exceto para 
promoção por merecimento; 
IV– júri e outros serviços obrigatórios por lei; 
V– licença: 
a) à gestante, à adotante e à paternidade; 
b) para tratamento da própria saúde; 
c) para desempenho de mandato classista, exceto para efeito de promoção por merecimento; 
d) por motivos de acidente em serviço ou doença profissional; 
e) para tratamento de saúde de pessoa da família do servidor, com remuneração; 
f) prêmio, por assiduidade; 
g) por convocação para o serviço militar. 
VI– participação em competição desportiva nacional ou convocação para integrar representação 
desportiva nacional, no país ou no exterior, conforme o disposto em lei específica; 
VII– afastamento por processo disciplinar, se o servidor for declarado inocente, ou se a punição se 
limitar à pena de advertência; 
VIII– prisão, se, a final, for reconhecida a ilegalidade daquela, ou a improcedência da imputação que 
a ocasionou. 
 
Art. 46. Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e a disponibilidade: 
I– o tempo de serviço público prestado à União, Estados, Municípios, suas respectivas autarquias e 
fundações, bem como às empresas públicas e sociedades de economia mista; 
II– a licença para atividade política, no caso do art. 122. 
III– o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo municipal, estadual ou federal, 
anterior ao ingresso no serviço público municipal; 
IV– o tempo de serviço em atividade privada, vinculada à Previdência Social; 
V– o tempo de serviço relativo a tiro de guerra; 
VI– exercício de cargo em comissão ou equivalente em órgão ou entidade federal, estadual, municipal 
ou Distrito Federal. 
§1º O tempo em que o servidor esteve aposentado será contado apenas para nova aposentadoria. 
§2º Será contado em dobro, para efeito de aposentadoria: 
a) o tempo de serviço prestado às Forças Armadas em operações de guerra; 
b) o tempo de licença-prêmio não gozada e nem convertida em pecúnia. 
§3º É vedada a soma de tempo de serviço simultaneamente prestado, seja exclusivamente na 
administração pública, ou nesta e na atividade privada. 
 
CAPÍTULO IV 
DA VACÂNCIA 
 
Art. 47. A vacância do cargo público decorrerá de: 
I– exoneração; 
1586886 E-book gerado especialmente para WYSLEY ALVES DOS SANTOS
 
7 
 
II– demissão; 
III– promoção; 
IV– transposição; 
V– aposentadoria; 
VI– posse em outro cargo de acumulação proibida; 
VII– falecimento; 
VIII– transferência; 
IX– readaptação; 
X– recondução. (Inciso X do art. 47 incluído pela Lei Complementar nº 084, de 22 de junho de 1994) 
 
Art. 48. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor ou de ofício. 
Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á: 
I– quando não satisfeitas as condições do estágio probatório; 
II– quando tendo tomado posse, não entrar no exercício. 
 
Art. 49. A exoneração de cargo em comissão dar-se-á: 
I– a juízo da autoridade competente; 
II– a pedido do próprio servidor. 
 
Art.50. A vaga ocorrerá na data: 
I– do falecimento; 
II– imediata àquela em que o servidor completar setenta anos de idade; 
III– da vigência da lei que criar novo cargo e conceder dotação para o seu provimento ou da que 
determinar esta última medida, se o cargo já estiver criado, ou ainda do ato que aposentar, exonerar, 
demitir, conceder promoção ou transposição; 
IV– da posse em outro cargo de acumulação proibida. 
 
CAPÍTULO V 
DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO 
 
Art. 51. Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade 
com remuneração integral. 
 
Art. 52. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento 
obrigatório no prazo máximo de doze meses em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o 
anteriormente ocupado. 
Parágrafo único. O órgão de pessoal determinará o imediato aproveitamento do servidor em 
disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Municipal. 
 
Art. 53. O aproveitamento do servidor que se encontre em disponibilidade dependerá de prévia 
comprovação de sua capacidade física e mental por junta médica oficial. 
§ 1º Se julgado apto, o servidor assumirá o exercício do cargo imediatamente após, a publicação do 
ato de aproveitamento. 
§ 2º Verificada a incapacidade definitiva, o servidor em disponibilidade será aposentado. 
 
Art. 54. Será tornado sem efeito o aproveitamento e extinta a disponibilidade se o servidor não entrar 
em exercício no prazo de trinta dias, salvo em caso de doença comprovada por junta médica oficial. 
§ 1º A hipótese prevista neste artigo configurará abandono de cargo apurado mediante processo 
disciplinar na forma desta Lei. 
§ 2º Nos casos de extinção de órgão ou entidade, os servidores estáveis que não puderem ser 
redistribuídos, na forma deste artigo, serão colocados em disponibilidade, até seu aproveitamento. 
 
CAPÍTULO VI 
DA SUBSTITUIÇÃO 
 
Art. 55. Haverá substituição no impedimento do titular de cargo ou função de direção ou chefia. 
§ 1º A substituição dependerá de ato da Administração. 
§ 2º A substituição será gratuita, quando porém, exceder a dez dias, será remunerada e por todo o 
período. 
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§ 3º No caso de substituição remunerada, o substituto perceberá a remuneração do cargo em que se 
der a substituição, salvo se optar pelos vencimentos do seu cargo efetivo. 
 
CAPÍTULO VII 
DA REMOÇÃO 
 
Art. 56. Remoção é o ato mediante o qual o servidor efetivo passa a exercer suas funções em outro 
órgão, ou unidade administrativa da Administração Direta, Autarquias ou Fundações, sem que se 
modifique a sua situação funcional. (Redação dada pela Lei Complementar nº 084, de 22 de junho de 
1994) 
Parágrafo único. A remoção será concedida a requerimento do interessado e dependerá da 
conveniência do serviço. A remoção será determinada no caso de interesse da administração, após o 
cumprimento do estágio probatóriopelo servidor. (Redação dada pela Lei Complementar nº 084, de 22 
de junho de 1994) 
 
TÍTULO II 
DOS DIREITOS E DAS VANTAGENS 
CAPÍTULO I 
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO 
 
Art. 57. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor fixado em lei, 
nunca inferior a um salário mínimo, reajustado de modo a preservar-lhe o poder aquisitivo, sendo vedada 
a sua vinculação, ressalvado o disposto no inciso XIII do art. 37 da Constituição Federal. 
Parágrafo único. A revisão geral da remuneração dos servidores far-se-á sempre na mesma data, 
devendo ocorrer em maio de cada ano. 
 
Art. 58. Remuneração é o vencimento do cargo, acrescido das vantagens pecuniárias, permanentes 
ou temporárias, estabelecidas em lei. 
§ 1º O vencimento dos cargos públicos é irredutível, porém a remuneração observará o disposto na 
Constituição Federal. 
§ 2º É assegurada a isonomia de vencimento para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do 
mesmo poder ou entre servidores dos Poderes Executivo e Legislativo, ressalvadas as vantagens de 
caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. 
§ 3º É proibido o exercício gratuito de cargos públicos, salvo nos casos previstos em lei. 
 
Art. 59. Nenhum servidor poderá perceber, mensalmente, a título de remuneração, importância 
superior à soma dos valores percebidos como remuneração, em espécie, a qualquer título, pelo Prefeito 
Municipal. 
Parágrafo único. A vedação do caput deste artigo não se aplica aos servidores que exercem 
acumulação constitucionalmente permitida nos termos do art. 37, XVI, da Constituição Federal. 
 
Art. 60. O servidor perderá: 
I - A remuneração do dia em que faltar ao serviço, sem motivo justificado; 
II - a parcela da remuneração diária, proporcional aos atrasos e saídas antecipadas iguais ou 
superiores à soma de 90 (noventa) minutos, durante o mês. (NR) 
III - Revogado. 
Parágrafo único. A situações mencionadas nos incisos deste artigo poderão ser toleradas ou 
compensadas, com justificativa aceita pelo superior imediato, sendo assim consideradas efetivo 
exercício."(NR) (Lei Complementar Nº 634, De 20 De Dezembro De 2017). 
 
Art. 61. Salvo por imposição legal ou mandado judicial, nenhum desconto incidirá sobre a remuneração 
ou provento. 
§ 1º Mediante autorização do servidor poderá ser efetuado desconto em sua remuneração a favor de 
qualquer pessoa física ou jurídica, por intermédio de regulamento. 
§ 2º O desconto na remuneração do servidor a favor de qualquer pessoa jurídica fica condicionado à 
prévia celebração de convênio entre as entidades consignatárias e o Município de Uberlândia e/ou a 
Câmara Municipal. (Redação dada pela Lei Complementar nº 531, de 18 de julho de 2011) 
 
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Art. 62. As reposições e indenizações ao Erário serão descontadas em parcelas mensais não 
excedentes à décima parte da remuneração ou provento, em valores atualizados. 
Parágrafo único. Independentemente do parcelamento previsto neste artigo, o recebimento de quantias 
indevidas poderá implicar processo disciplinar para apuração das responsabilidades e aplicação das 
penalidades cabíveis. 
 
Art. 63. O servidor em débito com o Erário que for demitido, exonerado ou que tiver a sua aposentadoria 
ou disponibilidade cassada, terá o prazo de sessenta dias para quitá-lo. 
Parágrafo único. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa. 
 
Art. 64. O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, 
exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. 
Parágrafo único. O servidor que for exonerado do serviço público municipal terá direito à percepção do 
saldo proporcional aos dias trabalhados no mês, até o dia de seu desligamento. 
 
Art. 65. VETADO 
 
Seção Única 
Da Incorporação dos Quintos 
 
Art. 66. (Revogado pela Lei Complementar nº 259, de 11 de junho de 2001) 
 
Art. 67. (Revogado pela Lei Complementar nº 259, de 11 de junho de 2001) 
 
CAPÍTULO II 
DAS INDENIZAÇÕES 
 
Art. 68. Constituem indenizações ao servidor: 
I– ajuda de custo; 
II– diárias; 
III– transporte. 
 
Art. 69. A ajuda de custo destina-se à compensação das despesas de instalação do servidor que, no 
interesse do serviço, passa a ter exercício nos distritos, com mudança de domicílio em caráter 
permanente. 
 
Art. 70. A ajuda de custo é calculada sobre o vencimento do servidor, não podendo exceder à 
importância correspondente a três meses do respectivo vencimento. 
 
Art. 71. Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo, ou reassumi-lo, em 
virtude de mandato eletivo. 
 
Art. 72. O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando, injustificadamente, não se 
apresentar na sede. 
Parágrafo único. Não haverá obrigação de restituir a ajuda de custo nos casos de exoneração de ofício, 
ou de retorno por motivo de doença comprovada. 
 
Art. 73. O servidor que, a serviço, se afastar do Município em caráter eventual ou transitório, para outro 
ponto do território nacional, fará jus a passagens e diárias, para cobrir as despesas de pousadas, 
alimentação e locomoção. 
§ 1º A diária será concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o 
deslocamento não exigir pernoite fora do Município. 
§ 2º Nos casos em que o deslocamento para fora do Município constituir exigência permanente do 
cargo, o servidor não fará jus às diárias. 
 
Art. 74. O servidor que receber diárias e não se afastar do Município, por qualquer motivo, fica obrigado 
a restituí-las integralmente, no prazo de cinco dias. 
Parágrafo único. Na hipótese de o servidor retornar ao Município em prazo menor do que o previsto 
para o seu afastamento, deverá restituir as diárias recebidas em excesso, em igual prazo. 
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Art. 75. A concessão de ajuda de custo impede a concessão de diárias e vice-versa. 
 
Art. 76. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização 
de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força das atribuições próprias 
do cargo, conforme se dispuser em regulamento. 
 
Art. 77. Os valores das indenizações serão fixados por decreto do Poder Executivo. 
 
CAPÍTULO III 
DOS BENEFÍCIOS 
Seção Única 
Da Aposentadoria 
 
Art. 78. O servidor público será aposentado: 
I– por invalidez permanente, com proventos integrais, quando decorrente de acidente em serviço, 
moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas em lei, e proporcionais nos 
demais casos; 
II– compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de serviço; 
III– voluntariamente; 
a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta anos, se mulher, com proventos integrais; 
b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor, e aos vinte e cindo, se 
professora, com proventos integrais; 
c) aos trinta anos de serviço, se homem, e aos vinte e cinco, se mulher, com proventos proporcionais 
ao tempo de serviço; 
d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos 
proporcionais ao tempo de serviço. 
§ 1º Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis, a que se refere o inciso I deste artigo: 
quadros psicóticos orgânicos; psicoses endógenas; neoplasias malignas; cegueira profissional posterior 
ao ingresso no serviço público; hanseníase; cardiopatia grave; pênfigo foliáceo ou vulgar; 
espondiloartrose anquilosante; osteíte deformante (doença de Patget) ; insuficiência renal crônica; 
síndrome de imunodeficiência adquirida – AIDS; doenças desmielinizantes e degenerativas do SNC; 
paralisias de qualquer etiologia, irreversíveis, que prejudiquem ou impeçam a locomoção; lupus 
eritematoso sistêmico;artrite reumatóide; DPOC avançada; diabetes mellitus grave com complicações 
renais, circulatórias ou neurológicas irreversíveis, e outras que a lei indicar com base na medicina 
especializada. 
§ 2º As exceções ao disposto no inciso III, alíneas “a” e “c”, no caso de exercício de atividades 
consideradas penosas, insalubres ou perigosas, serão as estabelecidas em Lei Complementar Federal. 
§ 3º O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal será computado integralmente para os 
efeitos de aposentadoria e disponibilidade. 
§ 4º Os proventos da aposentadoria, nunca inferiores ao salário mínimo, serão revistos, na mesma 
proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração do servidor em atividade, e serão 
estendidos ao inativo os benefícios ou as vantagens posteriormente concedidos ao servidor em atividade 
mesmo quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a 
aposentadoria. 
§ 5º O benefício da pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do 
servidor falecido até o limite estabelecido em lei, observado o disposto no parágrafo anterior. 
§ 6º É assegurado ao servidor afastar-se da atividade a partir da data do requerimento da 
aposentadoria, e, a sua não concessão, se declarado insubsistente o pedido, importará na reposição da 
prestação de serviço correspondente ao período de afastamento. 
§ 7º Para efeito de aposentadoria é assegurada a contagem recíproca do tempo de serviço na 
administração pública e na atividade privada, rural e urbana, hipótese em que os sistemas de previdência 
social se compensarão financeiramente, segundo critérios estabelecidos em lei. 
§ 8º O servidor público que retornar à atividade após a cessação dos motivos que causaram sua 
aposentadoria por invalidez terá direito, para todos os fins, salvo para o de promoção, à contagem do 
tempo relativo ao período de afastamento. 
§ 9º Para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados 
como se o servidor estivesse no exercício. 
§ 10. As aposentadorias, inclusive por invalidez decorrente de acidente em serviço e pensões, serão 
concedidas e mantidas pelo órgão previdenciário municipal. 
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§ 11. O recebimento indevido de benefício havido por fraude, dolo ou má-fé, implicará devolução ao 
Erário do total auferido, devidamente atualizado, sem prejuízo da ação penal cabível. 
§ 12. Na hipótese do inciso I deste artigo, o servidor será submetido à Junta Médica Oficial do 
Município, que atestará a invalidez definitiva, quando caracterizada a incapacidade total para o 
desempenho das atribuições do cargo ou a impossibilidade de se aplicar o disposto no art. 30 desta Lei 
Complementar. (Incluído pela Lei Complementar nº 449, de 22 de junho de 2007) 
 
CAPÍTULO IV 
DAS VANTAGENS 
Seção I 
Disposições Gerais 
 
Art. 79. Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: 
I– gratificações e adicionais; 
II– abono familiar; 
III– indenizações. 
Parágrafo único. As gratificações e os adicionais somente se incorporarão ao vencimento ou provento 
nos casos indicados na lei. 
 
Art. 80. Os servidores que ocupam apenas cargos em comissão, não farão jus a qualquer vantagem 
que tenha por pressuposto o caráter de permanência no serviço público. 
 
Seção II 
Das Gratificações e dos Adicionais 
 
Art. 81. Além dos vencimentos e das vantagens previstas nesta Lei Complementar, serão deferidos 
aos servidores os seguintes adicionais e gratificações: 
I– gratificação de função; 
II– gratificação natalina; 
III– adicional por tempo de serviço; 
IV– adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas; 
V– adicional pela prestação de serviço extraordinário; 
VI– adicional noturno; 
VII– outros relativos à natureza ou local de trabalho. 
 
Subseção I 
Da Gratificação de Função 
 
Art. 82. Ao servidor investido em função de chefia, direção ou assessoramento é devida uma 
gratificação pelo seu exercício. 
 
Art. 83. A lei municipal estabelecerá o valor da remuneração dos cargos em comissão e das 
gratificações previstas no artigo anterior. 
Parágrafo único. A remuneração pelo exercício do cargo em comissão, bem como a referente às 
gratificações de função, não será incorporada ao vencimento ou à remuneração do servidor, salvo o 
disposto nos artigos 66 e 67. 
 
Subseção II 
Da Gratificação Natalina 
 
Art. 84. A gratificação natalina será paga, anualmente, a todo servidor municipal, independentemente 
da remuneração a que fizer jus. 
§ 1º A gratificação natalina corresponderá a um doze avos, por mês de efetivo exercício, da 
remuneração devida, do cargo de que seja titular, em dezembro do ano correspondente. 
§ 2º A fração igual ou superior a quinze dias de exercício será tomada como mês integral, para efeito 
do parágrafo anterior. 
§ 3º A gratificação natalina será estendida aos inativos e pensionistas, com base nos proventos que 
perceberem na data do pagamento daquela. 
§ 4º A gratificação natalina poderá ser paga ao servidor, em duas parcelas iguais, sendo: 
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I – a primeira parcela, mediante requerimento: 
a) junto com o pagamento do vencimento do mês de aniversário do servidor, se ocorrer até 30 de 
novembro; 
b) junto com o pagamento do vencimento do mês de novembro, para os aniversariantes de dezembro. 
II – a segunda parcela, no decorrer do mês de dezembro do ano. 
§ 5º Ao servidor inativo e ao pensionista, será paga a primeira parcela até o mês de junho de cada 
ano. 
§ 6º O pagamento de cada parcela far-se-á tomando-se por base a remuneração do mês em que o 
mesmo ocorrer. 
§ 7º A segunda parcela será calculada com base na remuneração em vigor no mês de dezembro, 
deduzida a importância da primeira parcela, pelo valor pago. 
§ 8º O servidor exonerado antes de completado o interstício correspondente ao valor da primeira 
parcela já recebida, ressarcirá ao Município a diferença havida, por ocasião de seu desligamento. 
(Incluído pela Lei Complementar nº 204, de 30 de dezembro de 1998) 
 
Art. 85. O servidor efetivo ou comissionado, que se aposentar ou for exonerado da função gratificada 
ou cargo em comissão, perceberá gratificação natalina proporcional ao número de meses de exercício no 
ano, com base na média simples dos últimos 12 meses em que ocorrer a exoneração, a aposentadoria e 
a destituição da função gratificada e do cargo comissionado. (Redação dada pela Lei Complementar nº 
273, de 17 de janeiro de 2002) 
 
Art. 86. O servidor exonerado de cargo em comissão ou dispensado de função gratificada, terá 
assegurado o pagamento da gratificação natalina correspondente ao tempo de efetivo exercício no cargo 
em comissão ou função gratificada, calculado sobre as respectivas remunerações. 
 
Subseção III 
Do Adicional por Tempo de Serviço 
 
Art. 87. Por anuênio de efetivo exercício, contínuo ou não, no serviço público municipal local, será 
concedido ao servidor um adicional correspondente a um por cento do vencimento de seu cargo efetivo, 
ao qual se incorpora para todos os efeitos legais, até o limite de trinta e cinco anuênios. 
§ 1º O adicional é devido a partir do dia imediato àquele em que o servidor completar o tempo de 
serviço exigido. 
§ 2º O servidor que exercer, cumulativamente, mais de um cargo, terá direito ao adicional de tempo de 
serviço calculado sobre o vencimento de cada um deles. 
 
Art. 88. Os ocupantes, unicamente, de cargo em comissão, não farão jus ao adicional previsto nesta 
Subseção. 
 
Art. 89. Os anuênios percebidos pelo servidor não serão computados nem acumulados, para fins de 
concessão de anuênios ulteriores. 
 
Subseção IV 
Dos Adicionais de Insalubridade, Periculosidade ou Penosidade 
 
Art. 90. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres,perigosos, penosos ou 
em contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas ou com risco de vida, fazem jus a um 
adicional sobre o vencimento do cargo efetivo. 
§ 1º O valor do adicional de insalubridade, conforme graus mínimo, médio e máximo, corresponderão 
a dez por cento, vinte por cento e quarenta por cento, respectivamente, calculado sobre o menor padrão 
de vencimento pago pelos cofres municipais. 
§ 2º O valor do adicional de periculosidade será de trinta por cento, calculado sobre o vencimento 
padrão do servidor. 
§ 3º O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e periculosidade deverá optar por um 
deles, não sendo acumuláveis estas vantagens. 
§ 4º O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições 
ou dos riscos que deram causa a sua concessão. 
 
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Art. 91. O adicional de penosidade será devido aos servidores em exercício em localidades cujas 
condições de vida o justifiquem, nos termos, condições e limites fixados em regulamento. 
 
Art. 92. Haverá permanente controle da atividade de servidor em operações ou locais considerados 
penosos, insalubres ou perigosos. 
 
Parágrafo único. A servidora gestante ou lactante, enquanto durarem a gestação e a lactação, será 
afastada das operações e locais previstos neste artigo, exercendo suas atividades em local salubre e em 
serviço não perigoso. 
 
Art. 93. Na concessão dos adicionais de penosidade, insalubridade e periculosidade serão observadas 
as situações constantes da legislação específica. 
§ 1º Os locais de trabalho e os servidores que operem com raios X ou substâncias radioativas devem 
ser mantidos sob controle permanente, de modo que as doses de radiação ionizantes não ultrapassem o 
nível máximo previsto na legislação própria. 
§ 2ºOs servidores que fizerem jus aos adicionais referidos no caput deste artigo, serão submetidos a 
exames médicos a cada seis meses. 
 
Subseção V 
Do Adicional por Serviço Extraordinário 
 
Art. 94. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de cinquenta por cento em relação 
à hora normal de trabalho. 
 
Art. 95. Somente será permitido serviço extraordinário para atender as situações excepcionais e 
temporárias, respeitado o limite máximo de duas horas diárias, podendo ser prorrogado por igual período, 
se o interesse público o exigir, conforme dispuser decreto do Prefeito Municipal. 
§ 1º O serviço extraordinário previsto neste artigo, será precedido de autorização de chefia imediata, 
que justificará o fato. 
§ 2º Ao serviço extraordinário realizado no horário previsto no art. 96 será acrescido o percentual 
relativo ao serviço noturno, em função de cada hora extra. 
§ 3º VETADO. 
 
Subseção VI 
Do Adicional Noturno 
 
Art. 96. O serviço noturno, prestado em horário compreendido entre vinte e duas horas de um dia, 
cinco horas do dia seguinte, terá o valor/hora acrescido de mais vinte e cinco por cento, computando-se 
cada hora como cinquenta e dois minutos e trinta segundos. 
Parágrafo único. VETADO 
 
Subseção VII 
Do Abono Familiar 
 
Art. 97. (Artigo 97 revogado pela Lei Ordinária nº 8.049, de 24 de junho de 2002) 
 Art. 98. (Artigo 98 revogado pela Lei Ordinária nº 8.049, de 24 de junho de 2002) 
 Art. 99. (Artigo 99 revogado pela Lei Ordinária nº 8.049, de 24 de junho de 2002) 
 Art. 100. (Artigo 100 revogado pela Lei Ordinária nº 8.049, de 24 de junho de 2002) 
 Art. 101. (Artigo 101 revogado pela Lei Ordinária nº 8.049, de 24 de junho de 2002) 
 
CAPÍTULO V 
DAS LICENÇAS 
Seção I 
Disposições Gerais 
 
Art. 102. Conceder-se-á ao servidor licença: 
I– para tratamento de saúde; 
II– à gestante, à adotante e à paternidade; 
III– por acidente em serviço; 
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IV– por motivo de doença em pessoa da família; 
V– para o serviço militar; 
VI– para a atividade política; 
VII– para tratar de interesses particulares; 
VIII– para desempenho de mandato classista; 
IX– prêmio; 
X– por afastamento do cônjuge ou companheiro; 
XI– por motivo de manutenção, substituição ou reparos de prótese e órtese dos servidores portadores 
de necessidades especiais. (Incluído pela Lei Complementar nº 428, de 10 de agosto de 2006) 
§ 1º À licença prevista no inciso IV será precedida de atestado ou exame médico e comprovação do 
parentesco. 
§ 2º O servidor poderá permanecer em licença da mesma espécie por período superior a vinte e quatro 
meses, nos casos dos incisos V, VIII e X, deste artigo. 
§ 3º É vedado o exercício de atividade remunerada, durante o período da licença prevista nos incisos 
I, II, III e IV deste artigo. 
§ 4º Será de responsabilidade do órgão previdenciário municipal, o pagamento da remuneração a que 
fizer jus o servidor, durante o período da licença referida no incido I deste artigo, a partir do décimo sexto 
dia. 
 
Art. 103. A licença concedida dentro de sessenta dias do término de outra da mesma espécie será 
considerada como prorrogação. 
 
Seção II 
Da Licença para Tratamento de Saúde 
 
Art. 104. Será concedida ao servidor licença para tratamento de saúde, a pedido ou de ofício, com 
base em perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus, observados os termos da legislação 
específica. 
 
Art. 105. Para licença até quinze dias, a inspeção será feita por médico indicado pelo órgão de pessoal 
e, se por prazo superior, por médico indicado pelo órgão previdenciário municipal. 
§ 1º Sempre que necessário, a inspeção médica será realizada na residência do servidor ou no 
estabelecimento hospitalar onde se encontrar internado. 
§ 2º. Inexistindo médico do órgão ou entidade no local onde se encontra o servidor, será aceito 
atestado passado por médico particular, que deverá ser homologado por médico do Município. 
 
Art. 106. Findo o prazo de licença, o servidor será submetido a nova inspeção médica, que concluirá 
pela volta ao serviço, pela prorrogação da licença ou pela aposentadoria. 
 
Art. 107. O atestado e o laudo da junta médica referir-se-ão apenas ao CID (Código Internacional de 
Doenças), salvo quando se tratar de lesões produzidas por acidentes em serviço ou doença profissional. 
 
Art. 108. O servidor que apresente indícios de lesões orgânicas ou funcionais será submetido a 
inspeção médica. 
 
Art. 109. O servidor não poderá recusar-se à inspeção médica, sob pena de suspensão de pagamento 
da remuneração, até que se realiza a inspeção. 
 
Art. 110. No curso da licença poderá o servidor requerer inspeção médica, caso se julgue em condições 
de reassumir o exercício ou com direito à aposentadoria. 
 
Seção III 
Da Licença à Gestante, à Adotante e da Licença Paternidade 
 
Art. 111. Será concedida licença à servidora gestante, por cento e vinte dias consecutivos, sem prejuízo 
da remuneração. 
§ 1º A licença terá início no primeiro dia do nono mês de gestação, podendo ser retardada por opção 
da servidora, com autorização médica, não podendo, entretanto, ser concedida antes do início do sétimo 
mês. 
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§ 2º No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto. 
§ 3º No caso de natimorto, decorridos trinta dias do evento, a servidora será submetida a exame médico 
e, se julgada apta, reassumirá o exercício. 
§ 4º No caso de aborto, atestado por médico oficial, a servidora terá direito a trinta dias de repouso 
remunerado. 
 
Art. 111-A. Será concedida prorrogação da licença-maternidade à servidora gestante, por 60 
(sessenta) dias consecutivos, sem prejuízo de sua remuneração, mediante requerimento formal, 
apresentado até 30 (trinta) dias antes do encerramento da licença prevista no art. 111 desta Lei 
Complementar. (Incluído pela Lei Complementar nº 516, de 28 de setembro de 2010.) 
§ 1º O direito à prorrogação da licença-maternidadeestende-se à servidora adotante ou detentora de 
guarda judicial para fins de adoção de criança, na seguinte proporção: 
I– 60 (sessenta) dias, no caso de criança de até um ano de idade; 
II– 30 (trinta) dias, no caso de criança de mais de um e menos de quatro anos de idade; 
III– 15 (quinze) dias, no caso de criança de quatro a oito anos de idade. 
§ 2º A prorrogação prevista neste artigo iniciar-se-á no dia subsequente ao término da vigência da 
referida licença. 
§ 3º No período da prorrogação da licença-maternidade, a servidora pública licenciada não poderá 
exercer qualquer atividade remunerada e a criança não poderá ser mantida em creche ou organização 
similar, sob pena da perda do direito à prorrogação, sem prejuízo do devido ressarcimento ao erário, visto 
que a essência da concessão do benefício justifica-se nos interesses da criança recém nascida. 
§ 4º No requerimento formal previsto no caput deste artigo constará termo de compromisso estipulando 
as condições estabelecidas no §3º deste artigo, e sua inobservância sujeitará a servidora licenciada, além 
do ressarcimento previsto, a responsabilização administrativa, penal e civil, em razão das despesas 
relativas à contratação para sua substituição no período de afastamento. 
§ 5º No caso de óbito da criança cessará imediatamente o direito à prorrogação previsto nesta lei 
complementar, respeitando-se a licença prevista no art. 143, inciso III da Lei Complementar nº 40, de 
1992. 
§ 6º A prorrogação da licença de que trata este artigo será custeada com recursos do Tesouro 
Municipal. 
 
Art. 112. Pelo nascimento de filho, o servidor terá direito a licença-paternidade de cinco dias úteis, 
contados a partir da data do parto. 
 
Art. 113. Para amamentar o próprio filho, até a idade de seis meses, a servidora terá direito, durante a 
jornada de trabalho, a duas horas, que poderão ser parceladas em dois períodos de uma hora. 
Parágrafo único. Não terão direito ao afastamento para amamentação, as servidoras que cumpram 
jornada de trabalho igual ou inferior a quatro horas diárias. 
 
Art. 114. À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança serão 
concedidos, a título de licença remunerada: (redação dada pela Lei Complementar nº 370, de 19 de 
agosto de 2004) 
I- cento e vinte dias, se a criança tiver até um ano de idade; 
II- sessenta dias, se a criança tiver entre um e quatro anos de idade; e 
III- trinta dias, se a criança tiver de quatro a oito anos de idade. 
 
Seção IV 
Da Licença por Acidente em Serviço 
 
Art. 115. Será licenciado, com remuneração integral, o servidor acidentado em serviço. 
 
Art. 116. Configura acidente em serviço o dano físico ou mental sofrido pelo servidor e que se 
relacione mediata ou imediatamente com as atribuições do cargo exercido. 
Parágrafo único. Equipara-se ao acidente em serviço o dano: 
I– decorrente de agressão sofrida e não provocada pelo servidor no exercício do cargo; 
II– sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-versa. 
 
Art. 117. O servidor acidentado em serviço, que necessite de tratamento especializado, poderá ser 
tratado em instituição privada, à conta de recursos públicos. 
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Parágrafo único. O tratamento recomendado por junta médica oficial constitui medida de execução e 
somente será admissível quando inexistirem meios e recursos adequados em instituição pública. 
 
Art. 118. A prova do acidente será feita no prazo de dois dias, prorrogável quando as circunstâncias o 
exigirem. 
 
Seção V 
Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família 
 
Art. 119. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheira, 
padrasto ou madrasta, ascendente e descendente, enteado ou tutelado, mediante comprovação médica. 
§ 1º A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder 
ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo, o que deverá ser apurado, através de 
acompanhamento social. 
§ 2º A licença será concedida sem prejuízo da remuneração do cargo efetivo, até sessenta dias, 
podendo ser prorrogada por igual período, mediante parecer de junta médica, e, excedendo estes prazos, 
com os seguintes descontos: 
I– de um terço, no quinto e sexto mês; 
II– de dois terços, no sétimo e oitavo mês; 
III– sem vencimento ou remuneração, do nono ao vigésimo quarto mês. 
 
Seção VI 
Da Licença para Serviço Militar 
 
Art. 120. Ao servidor convidado para o serviço militar será concedida licença à vista de documento 
oficial. 
§ 1º Do vencimento do servidor será descontado a importância percebida na qualidade de incorporado 
salvo se tiver havido opção pelas vantagens do serviço militar. 
§ 2º Ao servidor desincorporado será concedido prazo não excedente a trinta dias para reassumir o 
exercício sem perda do vencimento ou remuneração. 
 
Art. 121. Ao servidor oficial da reserva das Forças Armadas será concedida licença com remuneração 
integral, durante os estágios não remunerados previstos pelos regulamentos militares. 
Parágrafo único. No caso de estágio remunerado, assegurar-se-lhe-á direito de opção de 
remuneração. 
 
Seção VII 
Da Licença para Atividade Política 
 
Art. 122. O servidor terá direito a licença, sem remuneração, durante o período que mediar entre a sua 
escolha em convenção partidária, como candidato a cargo eletivo, e a véspera do registro de sua 
candidatura perante a Justiça Eleitoral. 
Parágrafo único. A partir do registro da candidatura e até o décimo dias seguinte ao da eleição, o 
servidor fará jus a licença sem prejuízo de sua remuneração, mediante comunicação, por escrito, do 
afastamento. 
 
Seção VIII 
Da Licença para Tratar de Interesses Particulares 
 
Art. 123. A critério da Administração, poderá ser concedida ao servidor estável, licença para o trato de 
assuntos particulares, pelo prazo de até dois anos consecutivos, sem remuneração. 
§ 1º O requerente aguardará, em exercício, a concessão da licença, sob pena de demissão por 
abandono de cargo. 
§ 2º A licença poderá ser interrompida a qualquer tempo, a pedido do servidor ou no interesse do 
serviço. 
§ 3º Não se concederá nova licença antes de decorrido dois anos do término da anterior. 
 
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Art. 124. Ao servidor ocupante de cargo em comissão não se concederá a licença de que trata o artigo 
anterior. 
 
Seção IX 
Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista 
 
Art. 125. VETADO. 
 
Art. 125. É garantida a liberação do servidor público municipal para o exercício de mandato eletivo em 
diretoria de entidade sindical, sem prejuízo da remuneração, e dos demais direitos e vantagens de seu 
cargo. (Artigo 125 promulgado pela Câmara Municipal em 06 de novembro de 1992) 
 
Seção X 
Da Licença-Prêmio 
 
Art. 126. Após cada cinco anos de efetivo exercício no serviço público municipal local, o servidor efetivo 
fará jus a três meses de licença-prêmio, consecutivos ou não, com a remuneração do cargo que ocupa. 
Parágrafo único. As faltas injustificadas ao serviço retardarão a concessão da licença prevista neste 
artigo, na proporção de dez dias para cada falta. 
 
Art. 127. Não se concederá licença-prêmio ao servidor que, no período aquisitivo: 
I– sofrer penalidade disciplinar de suspensão; 
II– afastar-se do cargo em virtude de: 
a) licença por motivo de doença em pessoa da família, sem remuneração; 
b) licença para tratar de interesses particulares; 
c) condenação a pena privativa de liberdade por sentença definitiva; 
d) afastamento para acompanhar cônjuge ou companheiro. 
 
Art. 128. O número de servidores em gozo simultâneo de licença-prêmio não poderá ser superior a um 
terço da lotação, da respectiva unidade administrativa do órgão ou entidade. 
 
Art. 129. O pedido de concessão de licença-prêmio deverá ser instruídocom a certidão de contagem 
de tempo fornecida pela repartição competente. 
 
Art. 130. O servidor poderá optar entre gozar a licença-prêmio, podendo acumulá-la, converter em 
dinheiro ou contar em dobro para efeito de aposentadoria; neste último caso, o período simples será 
computado para efeito de concessão do adicional por tempo de serviço. 
Parágrafo único. Ao servidor exonerado, ou demitido, será paga importância equivalente à licença-
prêmio não fruída, cujo período aquisitivo já tenha se completado, exceto se o mesmo optar, por escrito, 
para que o período seja contado em dobro, como tempo de serviço. 
 
Seção XI 
Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge ou Companheiro 
 
Art. 131. Poderá ser concedida licença ao servidor efetivo para acompanhar cônjuge ou companheiro 
servidor público, de qualquer esfera, que for deslocado para outro ponto do Estado, do Território Nacional 
ou para o exterior. 
§ 1º A licença será concedida mediante pedido devidamente instruído. 
§ 2º A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração, devendo ser comprovada a sua 
necessidade a cada dois anos. 
 
Art. 132. Não sendo mais justificado o afastamento do cônjuge, o servidor deverá reassumir o exercício 
no prazo de trinta dias, a partir dos quais a sua ausência será computada como falta ao trabalho. 
 
Art. 133. Independentemente do regresso do cônjuge, o servidor poderá reassumir o exercício a 
qualquer tempo, não podendo, neste caso, renovar o pedido de licença se não depois de dois anos da 
data da reassunção, salvo se o cônjuge for transferido novamente para outro lugar. 
 
 
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Seção XII 
Da Licença por Motivo de Manutenção, Substituição ou Reparos de Prótese e Órtese dos 
Servidores Portadores de Necessidades Especiais 
(Seção XII do Capítulo V, do Título II incluída pela Lei Complementar nº 428, de 10 de agosto de 2006) 
 
Art. 133-A. O servidor portador de necessidades especiais, que faz uso de órtese ou prótese, deverá 
apresentar ao seu superior imediato documento comprobatório de que o aparelho esteja em manutenção 
ou necessite de substituição ou reparos, além de indicar por quanto tempo esta situação o impedirá de 
comparecer ao trabalho, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, contadas a partir do início do referido 
procedimento. 
 
Art. 133-B. Quando do primeiro afastamento, o documento de que trata o art. 133-A deverá ser 
encaminhado ao Núcleo de Assuntos Sociais da Diretoria de Desenvolvimento Humano, que solicitará a 
avaliação de médico-perito, o qual decidirá sobre a necessidade ou não do afastamento do servidor em 
relação às suas atribuições, face à ausência da prótese ou órtese. 
 
Art. 133-C. Os afastamentos posteriores, pelo mesmo motivo, levarão em conta a apreciação do 
médico-perito realizada da primeira vez. 
 
Art. 133-D. Quando o pedido de afastamento for superior a três dias, o Núcleo de Assuntos Sociais da 
Diretoria de Desenvolvimento Humano tomará as providências cabíveis para verificar a pertinência do 
prazo solicitado. (Arts. 133-A, 133-B, 133-C, 133-D incluídos pela Lei Complementar nº 428, de 10 de 
agosto de 2006) 
 
CAPÍTULO VI 
DAS FÉRIAS 
 
Art. 134 O servidor terá direito ao gozo de 30 (trinta) dias de férias a cada 12 (doze) meses de efetivo 
exercício, de acordo com escala organizada pelo titular do órgão de lotação. 
§ 1º As férias poderão ser usufruídas em até 3 (três) períodos não inferiores a 10 (dez) dias, desde 
que requeridas pelo servidor e no interesse da administração, neste caso, o servidor receberá o adicional 
de 1/3 (um terço) no momento da fruição do primeiro período (NR). 
§ 2º Não poderá ser autorizado o gozo de novo período fruitivo de férias enquanto houver saldo 
remanescente. 
§ 3º O servidor efetivo ou comissionado, que for dispensado da função gratifi cada ou exonerado do 
cargo em comissão, terá direito a perceber a título de férias, conforme a média simples das remunerações 
que percebeu nos últimos 12 (doze) meses. 
§ 4º A Concessão de férias coletivas é ato discricionário da autoridade competente, e observar-se-á, 
quando necessário, a fruição e o pagamento proporcional de acordo com o período aquisitivo.(NR) 
§ 5º O gozo de férias do servidor sempre se inicia em um dia útil." (NR) (Lei Complementar Nº 634, De 
20 De Dezembro De 2017). 
 
Art. 135. O pagamento da remuneração das férias será efetuado até dois dias antes do início do 
respectivo período, observando-se o disposto no § 1º deste artigo. 
§ 1º É facultado ao servidor converter um terço das férias em abono pecuniário, desde que o requeira 
com pelo menos sessenta dias de antecedência, vedada qualquer outra hipótese de conversão em 
dinheiro. 
§ 2º No cálculo do abono pecuniário será considerado o valor do acréscimo da remuneração de férias 
prevista no art. 137. 
§ 3º O servidor poderá optar pela não antecipação do pagamento da remuneração de férias, mediante 
requerimento próprio, com pelo menos 60 (sessenta) dias de antecedência".(NR) (Lei Complementar Nº 
634, De 20 De Dezembro De 2017). 
 
Art. 136. O servidor que opera direta e permanentemente com raios X ou substâncias radioativas 
gozará vinte dias consecutivos de férias, por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer 
hipótese, a acumulação. 
Parágrafo único. O servidor referido neste artigo não fará jus ao abono pecuniário de que trata o artigo 
anterior. 
 
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Art. 137. Por ocasião das férias será pago ao servidor um terço a mais de sua remuneração, calculada 
com base na média simples, conforme previsto no § 3º do art. 134. 
Parágrafo único. No caso do servidor ter exercido função gratificada ou ocupar cargo em comissão, a 
respectiva vantagem será considerada na remuneração apurada nos termos do § 3º do art. 134, inclusive 
no cálculo do adicional de que trata este artigo. (Caput e parágrafo único do art. 137 com redação dada 
pela Lei Complementar nº 273, de 17 de janeiro de 2002) 
 
Art. 138. O servidor promovido, transferido ou removido, quando em gozo de férias, não será obrigado 
a apresentar-se antes de terminá-las. 
 
Art. 139. REVOGADO (Lei Complementar Nº 634, De 20 De Dezembro De 2017). 
 
Art. 140. As férias somente poderão ser interrompidas por motivos de calamidade pública, comoção 
interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral ou por motivo de superior interesse público. 
 
Art. 141. É proibida a acumulação de férias, salvo em caso de absoluta necessidade do serviço e pelo 
prazo máximo de dois anos, com justificação comprovada pela chefia imediata e ratificada pelo titular do 
órgão de lotação. 
Parágrafo único. Em caso de acumulação de férias, poderá o servidor gozá-las ininterruptamente. 
 
Art. 142. Em caso de exoneração, demissão, aposentadoria e falecimento, é assegurado o direito ao 
pagamento de indenização relativa ao período aquisitivo de férias não gozadas, ao incompleto, na 
proporção de 1/12 (um doze avos) por mês de efetivo exercício, ou fração igual ou superior a 15 (quinze) 
dias ". (NR) (Lei Complementar Nº 634, De 20 De Dezembro De 2017). 
 
CAPÍTULO VII 
DAS CONCESSÕES 
 
Art. 143. Sem qualquer prejuízo, poderá o servidor ausentar-se do serviço: 
I– por um dia, para doação de sangue; 
II– por dois dias, para se alistar como eleitor; 
III– por oito dias consecutivos em razão de: 
a) casamento; 
b) falecimento do cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob 
guarda ou tutela, irmãos, avós e netos. 
 
Art. 144. Será concedido horário especial ao servidor estudante, quando comprovada a 
incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição, sem prejuízo do exercício do cargo. 
Parágrafo único. Para efeito do disposto neste artigo será exigida a compensação de horário na 
repartição, respeitada a duração semanal do trabalho. 
 
Art. 145. O servidor legalmenteresponsável por pessoa portadora de deficiência, que esteja em 
tratamento especializado, com necessidade comprovada por junta médica oficial, terá sua jornada diária 
de trabalho reduzida a seis horas corridas, conforme laudo médico expedido pela mesma. 
 
Art. 146. O servidor efetivo, sem cargo de provimento em comissão, poderá ser cedido mediante 
requisição para ter exercício em outros órgãos ou entidades públicas dos poderes da União, do Estado, 
do Distrito Federal e dos Municípios, bem como em entidades privadas, sem fins lucrativos, nas seguintes 
hipóteses: (redação dada pela Lei Complementar nº 312, de 11 de abril de 2003) 
I– para exercício de cargo em comissão ou função de confiança; 
II– em casos previstos em lei específica; 
III– mediante convênio. 
Parágrafo único. Na hipótese do inciso I deste artigo, o ônus da remuneração será do órgão ou 
entidade requisitante. 
 
Art. 147. O servidor estável poderá ausentar-se do Município para estudo, sem remuneração, desde 
que autorizado pelo Prefeito Municipal. 
§ 1º Poderá ser autorizada a ausência, com percepção integral de sua remuneração, se o estudo for 
afim com a atividade pública exercida pelo servidor, mediante autorização motivada do Prefeito Municipal. 
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§ 2º A ausência de que trata este artigo não excederá de quatro anos, e, findo o período, somente 
decorrido outro igual, será permitida nova ausência para estudo, ou concedida licença para tratar de 
interesse particular. 
 
CAPÍTULO VIII 
DO EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO 
 
Art. 148. Ao servidor municipal investido em mandato eletivo, aplicam-se as disposições previstas na 
Constituição Federal. 
Parágrafo único. O servidor investido em mandato eletivo municipal é inamovível de ofício pelo tempo 
de duração do seu mandato. 
 
CAPÍTULO IX 
DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE E SEGURIDADE SOCIAL 
 
Art. 149. A assistência à saúde do servidor ativo ou inativo e de sua família compreende assistência 
médica, hospitalar, odontológica, psicológica e farmacêutica prestada na forma da Lei Municipal. 
 
Art. 150. O Município manterá Plano de Seguridade Social para o servidor e sua família, através de 
seu Órgão Previdenciário. 
Parágrafo único. O plano de Seguridade Social visa dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos o 
servidor e sua família e compreende um conjunto de benefícios estabelecidos em legislação específica. 
 
CAPÍTULO X 
DO DIREITO DE PETIÇÃO 
 
Art. 151. É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Municipais, em defesa do direito 
ou interesse legítimo. 
 
Art. 152. O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por 
intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente. 
 
Art. 153. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a 
primeira decisão, não podendo ser renovado. 
Parágrafo único. O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores 
deverão ser despachados no prazo de cinco dias e decididos dentro de trinta dias. 
 
Art. 154. Caberá recurso: 
I– do indeferimento do pedido de reconsideração; 
II– das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. 
§ 1º O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido 
a decisão, e, sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades. 
§ 2º O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente 
subordinado o requerente. 
 
Art. 155. O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de trinta dias, a contar 
da publicação ou da ciência, pelo interessado, da decisão recorrida. 
 
Art. 156. O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente. 
Parágrafo único. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso, os efeitos da 
decisão retroagirão à data do ato impugnado. 
 
Art. 157. O direito de requerer prescreve: 
I– em cinco anos, quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, 
ou que afete interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho; 
II– em cento e vinte dias, nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei. 
Parágrafo único. O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da 
data da ciência pelo interessado, quando o ato não for publicado. 
 
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Art. 158. O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição. 
 
Art. 159. A prescrição é de ordem pública não podendo ser relevada pela Administração, sem expressa 
autorização legislativa. 
 
Art. 160. Para o exercício do direito de petição, é assegurada vista do processo ou documento, na 
repartição ao servidor ou a procurador por ele constituído, podendo ser extraídas cópias de atas e 
documentos do processo por procurador habilitado. 
 
Art. 161. A Administração deverá rever seus atos, a qualquer tempo, quando eivados de ilegalidade. 
 
Art. 162. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste capítulo, salvo motivo de força 
maior. 
 
TÍTULO III 
DO REGIME DISCIPLINAR 
CAPÍTULO I 
DOS DEVERES 
 
Art. 163. São deveres do servidor: 
I– exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo; 
II– ser leal às instituições a que servir; 
III– observar as normas legais e regulamentares; 
IV– cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais; 
V– atender com presteza: 
a) ao público, em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo; 
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de 
interesse pessoal; 
c) às requisições para a defesa do Município, com preferência sobre qualquer outro serviço. 
VI– levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do 
cargo; 
VII– zelar pela economia do material e pela conservação do que for confiado à sua guarda ou utilização; 
VIII– guardar sigilo sobre assuntos da repartição; 
IX– manter conduta compatível com a moralidade administrativa; 
X– ser assíduo e pontual ao serviço, inclusive na convocação para serviços extraordinários; 
XI– tratar com urbanidade as pessoas; 
XII– representar contra a ilegalidade, omissão ou abuso de poder; 
XIII– sugerir providências tendentes à melhoria dos serviços; 
XIV– frequentar cursos de treinamento ou especialização, quando designado. 
XV– manter sempre atualizados seus dados cadastrais, especialmente, endereço residencial e 
domiciliar, e relação de dependentes. (Incluído pela Lei Complementar nº 528, de 19 de maio de 2011.) 
Parágrafo único. A representação de que trata o inciso XII, deste artigo, será encaminhada pela via 
hierárquica e obrigatoriamente apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada, 
assegurando-se ao representado o direito de defesa. 
 
CAPÍTULO II 
DAS PROIBIÇÕES 
 
Art. 164. Ao servidor é proibido: 
I– ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato; 
II– retirar sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição; 
III– recusar fé a documentos públicos; 
IV– opor resistência injustificada à tramitação de documento e processo ou execução de serviço; 
V– promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição; 
VI– referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso às autoridades públicas ou aos atos do Poder 
Público, mediante manifestação escrita ou oral, podendo, porém, criticar ato do Poder Público, do ponto 
de vista doutrinário ou da organização do serviço, em trabalho assinado; 
VII– cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de 
atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;1586886 E-book gerado especialmente para WYSLEY ALVES DOS SANTOS
 
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VIII– coagir ou aliciar outro servidor no sentido de filiação à associação profissional, sindical ou partido 
político; 
IX– manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou 
parente até o segundo grau civil; 
X– valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função 
pública; 
XI– participar da gerência ou de administração de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer 
comércio e, nessa qualidade, transacionar com o Município, exceto se a transação for precedida de 
licitação; 
XII– atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de 
benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até segundo grau, e de cônjuge ou companheiro; 
XIII– receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas 
atribuições; 
XIV– praticar usura sob qualquer de suas formas; 
XV– proceder de forma desidiosa; 
XVI– utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares; 
XVII– cometer a outro servidor atribuições estranhas às do cargo que ocupa, exceto em situações 
transitórias de emergência; 
XVIII– exercer quaisquer atividades, inclusive conversas e leituras, que sejam incompatíveis com o 
exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho. 
 
CAPÍTULO III 
DA ACUMULAÇÃO 
 
Art. 165. A acumulação remunerada de cargos públicos somente será permitida nos casos previstos 
na Constituição da República. 
Parágrafo único. A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, 
empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público. 
 
Art. 166. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão, nem ser remunerado pela 
participação em órgão de deliberação coletiva. 
 
Art. 167. O servidor, vinculado ao regime desta Lei, que acumular licitamente dois cargos de carreira, 
quando investido em cargo de provimento em comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos. 
§ 1º O servidor que se afastar dos dois cargos que ocupa poderá optar pela remuneração destes mais 
a gratificação do cargo em comissão ou, unicamente, por aquela do cargo em comissão. 
§ 2º O afastamento previsto neste artigo ocorrerá apenas em relação a um dos cargos, se houver 
compatibilidade de horários. 
§ 3º O servidor que se afastar de um dos cargos que ocupa, poderá optar pela remuneração deste, 
mais a gratificação do cargo em comissão ou pela remuneração correspondente ao cargo em comissão. 
 
CAPÍTULO IV 
DAS RESPONSABILIDADES 
 
Art. 168. O servidor responde civil, penal e administrativamente, pelo exercício irregular de suas 
atribuições. 
 
Art. 169. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte 
em prejuízo ao Erário ou a terceiros. 
§ 1º A indenização de prejuízo dolosamente causado ao Erário somente será liquidada na forma 
prevista no art. 62, na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial. 
§ 2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública em 
ação regressiva. 
§ 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até o 
limite do valor da herança recebida. 
 
Art. 170. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputados ao servidor, nessa 
qualidade. 
 
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Art. 171. A responsabilidade administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no 
desempenho do cargo ou função. 
 
Art. 172. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes entre 
si. 
 
Art. 173. A responsabilidade civil ou administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição 
criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. 
 
Art. 174. É dever das chefias fazer cumprir as determinações expedidas pelas autoridades 
competentes, através dos atos normativos, sob pena, inclusive, de destituição de função. 
 
CAPÍTULO V 
DAS PENALIDADES 
 
Art. 175. São penalidades disciplinares: 
I– advertência; 
II– suspensão; 
III– demissão; 
IV– cassação de aposentadoria ou disponibilidade; 
V– destituição de cargo em comissão; 
VI– destituição de função gratificada. 
 
Art. 176. Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração 
cometida, os danos que dela provierem para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou 
atenuantes e os antecedentes funcionais. 
 
Art. 177. A advertência será aplicada por escrito, nos casos de violação de proibição constante do art. 
164, incisos I a IX, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamento ou norma interna, 
que não justifique imposição de penalidades mais grave. 
 
Art. 178. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com a advertência e 
de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não 
podendo exceder de noventa dias. 
Parágrafo único. Será punido com suspensão de até quinze dias o servidor que, injustificadamente, 
recusar-se a ser submetido à inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os 
efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. 
 
Art. 179. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados, após o 
decurso de três e cinco anos de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse 
período, praticado nova infração disciplinar. 
Parágrafo único. O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos. 
 
Art. 180. A demissão será aplicada nos seguintes casos: 
I– crime contra a Administração Pública; 
II– abandono de cargo; 
III– inassiduidade habitual; 
IV– improbidade administrativa; 
V– incontinência pública e conduta escandalosa, no local de trabalho; 
VI– insubordinação grave em serviço; 
VII– ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa ou defesa de outrem; 
VIII– aplicação irregular de dinheiros públicos; 
IX– revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo; 
X– lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal; 
XI– corrupção; 
XII– acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas; 
XIII– transgressão do art. 164, incisos X a XVII. 
 
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Art. 181. Verificada, em processo disciplinar, acumulação proibida e provada a boa-fé, o servidor optará 
por um dos cargos. 
§ 1º Provada a má-fé, perderá também o cargo que exercia há mais tempo e restituirá o que tiver 
percebido indevidamente. 
§ 2º Na hipótese do parágrafo anterior, sendo um dos cargos, empregos ou função exercido em outro 
órgão ou entidade, a demissão lhe será comunicada. 
 
Art. 182. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada 
nos casos de infração sujeitas às penalidades de suspensão e de demissão. 
 
Art. 183. A demissão ou a destituição de cargo em comissão nos casos dos incisos IV, VIII e X do art. 
180, implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao Erário, sem prejuízo de ação penal cabível. 
 
Art. 184. A demissão ou a destituição de cargo em comissão por infringência do art. 164, incisos X e 
XIII, incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público pelo prazo mínimo de cinco 
anos. (Redação dada pela Lei Complementar nº 154, de 25 de setembro de 1996) 
Parágrafo único. Não poderá retornar ao serviço público municipal, o servidor que for demitido ou 
destituído do cargo em comissão por infringência do art. 180, incisos I, IV, VIII, X e XI. 
 
Art. 185. A destituição de função gratificada será aplicada nos casos de infração, sujeita à penalidade 
de suspensão.Art. 186. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta 
dias consecutivos. 
 
Art. 187. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço, sem causa justificada, por sessenta 
dias, interpoladamente, durante o período de doze meses. 
 
Art. 188. O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da 
sanção disciplinar. 
 
Art. 189. As penalidades disciplinares serão aplicadas: 
I– pelo Prefeito, pelo Presidente da Câmara Municipal e pelo dirigente superior de autarquia e 
fundação, quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor 
vinculado ao respectivo Poder, órgão ou entidade; 
II– pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no 
inciso I deste artigo, quando se tratar de suspensão superior a trinta dias; 
III– pelo chefe da repartição ou outra autoridade, na forma dos respectivos regimentos ou 
regulamentos, nos casos de advertência ou de suspensão de até trinta dias; 
IV– pela autoridade que houver feito a nomeação ou a designação, quando se tratar de destituição de 
cargo em comissão de não ocupante de cargo efetivo ou destituição de função gratificada. 
 
Art. 190. A ação disciplinar prescreverá: 
I– em cinco anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade, destituição de cargo em comissão; 
II– em dois anos, quanto à suspensão e destituição de função gratificada; 
III– em cento e oitenta dias, quanto à advertência. 
§ 1º O prazo de prescrição começa a fluir da data em que o fato se tornou conhecido. 
§ 2º Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas 
também como crime. 
§ 3º A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompem a prescrição, até 
a decisão final proferida por autoridade competente. 
§ 4º Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a fluir a partir do dia em que cessar a 
interrupção. 
 
 
 
 
 
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TÍTULO IV 
DOS PROCEDIMENTOS DE NATUREZA DISCIPLINAR 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 191. O servidor que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigado a dar ciência à 
autoridade e esta a tomar providências, objetivando a apuração dos fatos e responsabilidades, mediante 
sindicância ou processo administrativo disciplinar. 
§ 1º As providências de apuração terão início logo em seguida ao conhecimento dos fatos e serão 
tomadas na Secretaria onde estes ocorreram, devendo consistir, no mínimo, em relatório circunstanciado 
sobre o que se verificou. 
§ 2º A averiguação preliminar de que trata o parágrafo anterior poderá ser cometida pelo Secretário da 
área a servidor ou comissão de servidores. 
 
Art. 192. O processo administrativo disciplinar precederá sempre à aplicação das penas de suspensão, 
por mais de trinta dias, destituição de função gratificada ou de cargo em comissão, demissão e cassação 
de aposentadoria ou disponibilidade, sendo assegurada ao acusado ampla defesa. 
 
Art. 193. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia 
será arquivada, por falta de objeto. 
 
Art. 194. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da 
irregularidade, a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá ordenar o seu afastamento do 
exercício do cargo, pelo prazo de até sessenta dias, sem prejuízo da remuneração. 
Parágrafo único. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus 
efeitos, ainda que não concluído o processo. 
 
CAPÍTULO II 
DA SINDICÂNCIA 
 
Art. 195. A sindicância é peça preliminar informativa do processo administrativo disciplinar, devendo 
ser promovida quando os fatos não estiverem definidos ou faltarem elementos indicativos da autoria. 
§ 1º O relatório da sindicância conterá a descrição articulada dos fatos e proposta objetiva ante o que 
se apurou. 
§ 2º Quando recomendar a instauração de processo administrativo, o relatório deverá apontar os 
dispositivos legais infringidos e a autoria apurada. 
 
Art. 196. A sindicância não comporta o contraditório e tem caráter sigiloso, devendo ser ouvidos, no 
entanto, os envolvidos nos fatos. 
 
Art. 197. A sindicância deverá estar concluída no prazo de trinta dias, que só poderá ser prorrogado, 
mediante justificação fundamentada. 
 
Art. 198. Da sindicância poderá resultar: 
I– arquivamento do processo; 
II– aplicação de penalidades de advertência ou suspensão de até trinta dias; 
III– instauração de processo administrativo disciplinar. 
 
CAPÍTULO III 
DO PROCESSO DISCIPLINAR 
 
Art. 199. O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar a responsabilidade do servidor por 
infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em 
que se encontre investido. 
 
Art. 200. O processo disciplinar será conduzido por Comissão Processante, permanente ou especial, 
composta de três servidores, entre os quais um advogado, designados pela autoridade competente que 
indicará, dentre eles, o seu Presidente. 
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§ 1º A Comissão terá como secretário um servidor designado pelo seu presidente, podendo a 
designação recair em um dos seus membros. 
§ 2º Não poderá participar de Comissão Processante, cônjuge, companheiro ou parente do acusado, 
consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, seu amigo íntimo ou inimigo. 
 
Art. 201. A Comissão Processante exercerá suas atividades com independência e imparcialidade, 
assegurando o sigilo necessário à elucidação do fato, ou exigido pelo interesse da Administração, bem 
assim, ampla garantia no exercício de suas atribuições. 
Parágrafo único. Incorrerá em falta grave, passível de demissão, o servidor que, por qualquer meio, 
obstar dolosamente o andamento dos trabalhos da Comissão, incorrer em atitude de ofensa ou 
desrespeito em relação aos seus membros ou tentar persuadi-los em sua decisão. 
 
Art. 202. O processo disciplinar se envolve nas seguintes fases: 
I– instauração com a publicação do ato que constituir a Comissão; 
II– instrução, que compreende interrogatório, produção de provas, defesa e relatórios; 
III– julgamento. 
Parágrafo único. A instauração do processo disciplinar compete às autoridades de que trata o inciso I 
do art. 189 desta Lei Complementar, admitindo-se a delegação do Prefeito Municipal, pelo Presidente da 
Câmara Municipal e pelo dirigente superior de autarquia e fundação. (Redação dada pela Lei 
Complementar nº 476, de 25 de abril de 2008) 
 
Art. 203. O processo disciplinar será iniciado no prazo de cinco dias, contados do recebimento dos 
autos pela Comissão e concluído no prazo de sessenta dias, contados do seu início, admitida a sua 
prorrogação por igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem, e mediante justificação fundamentada. 
§ 1º Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos, ficando seus 
membros dispensados do ponto, até a entrega do relatório final. 
§ 2º As reuniões da Comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações 
adotadas. 
 
Art. 204. O processo disciplinar será contraditório, assegurada ao acusado ampla defesa, com a 
utilização dos meios e recursos admitidos em direito. 
 
Art. 205. Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar, como peça informativa da instrução. 
 
Art. 206. No processo disciplinar, a comissão promoverá a tomada de depoimentos, acareações, 
investigações e diligências cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a 
técnicos e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. 
 
Art. 207. É assegurado ao servidor o direito de acompanharo processo, pessoalmente ou por 
intermédio do procurador, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e contra-provas e formular 
quesitos, quando se tratar de prova pericial. 
§ 1º O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes, meramente 
protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. 
§ 2º Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a comprovação do fato independer de 
conhecimento especial de perito 
 
Art. 208. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo Presidente da 
Comissão, devendo a segunda via, com o ciente do interessado, ser anexada aos autos. 
Parágrafo único. Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado será imediatamente 
comunicada ao chefe da repartição onde serve, com indicação do dia e da hora marcados para a 
inquirição. 
 
Art. 209. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha 
trazê-lo por escrito. 
§ 1º As testemunhas serão inquiridas separadamente. 
§ 2º Na hipótese de depoimento contraditórios ou que se infirmem, proceder-se-á a acareação entre 
os depoentes. 
 
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Art. 210. A comissão promoverá o interrogatório do acusado, e em seguida, inquirirá as testemunhas, 
observados os procedimentos previstos nos artigos 208 e 209. (Redação dada pela Lei Complementar nº 
154, de 25 de setembro de 1996) 
§ 1º No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido separadamente, e, sempre que 
divergirem em suas declarações sobre os fatos ou circunstâncias, será promovida acareação entre eles. 
§ 2º O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, bem como à inquirição das 
testemunhas, sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas facultando-se-lhe, porém, reinquiri-
las, por intermédio do presidente da comissão. 
 
Art. 211. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado, a comissão proporá à autoridade 
competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um 
médico psiquiatra. 
Parágrafo único. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao 
processo principal, após a expedição do laudo pericial. 
 
Art. 212. Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indiciação do servidor, com a especificação 
dos fatos a ele imputados e das respectivas provas. 
§ 1º O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar 
defesa escrita, no prazo de dez dias, assegurando-se-lhe vistas do processo. 
§ 2º Havendo dois ou mais indiciados, o prazo será comum e de vinte dias. 
§ 3º O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis. 
§ 4º No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação, o prazo para defesa contar-
se-á da data declarada em termo próprio pelo membro da comissão que fez a citação, com a assinatura 
de duas testemunhas. 
 
Art. 213. O indiciado que mudar de residência, fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde 
poderá ser encontrado. 
 
Art. 214. Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, será citado por edital, publicado no 
órgão oficial do Município e em jornal de grande circulação na localidade, para apresentar defesa. 
Parágrafo único. Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa será de quinze dias a partir da última 
publicação do edital. 
 
Art. 215. Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente citado, não apresentar defesa no prazo 
legal. 
§ 1º A revelia será declarada por termo nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. 
§ 2º Para defender o indiciado revel, a autoridade instauradora do processo designará um dos 
advogados do Ente Empregador como defensor dativo. 
§ 3º (revogado pela Lei Complementar nº 483, de 21 de novembro de 2008) 
 
Art. 215-A. O Município de Uberlândia poderá formalizar parceria com a Ordem dos Advogados do 
Brasil para nomeação de advogado, para atuação remunerada, como defensor dativo, em todas as fases 
dos processos administrativos disciplinares da Administração Direta e Indireta, mediante autorização 
legislativa, nas hipóteses do não comparecimento do servidor quando do seu interrogatório, da revelia do 
indiciado e quando no início do processo seja verificada a hipossuficiência econômica. (Redação dada 
pela Lei Complementar nº 492, de 18 de dezembro de 2008) 
 
Art. 216. Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório minucioso, onde resumirá as peças 
principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. 
§ 1º O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. 
§ 2º Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão indicará o dispositivo legal ou 
regulamentar transgredido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. 
 
Art. 217. O processo disciplinar, com o relatório da comissão, será remetido à autoridade que o 
instaurou, para que profira o julgamento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 476, de 25 de abril 
de 2008) 
 
 
 
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Seção I 
Do Julgamento 
 
Art. 218. No prazo de sessenta dias, contados do recebimento do processo, a autoridade julgadora 
proferirá a sua decisão. 
 
Art. 219. O julgamento se baseará no relatório da comissão, salvo quando contrário às provas dos 
autos. 
Parágrafo único. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos, a autoridade julgadora 
poderá, motivadamente, agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de 
responsabilidade. 
 
Art. 220. Verificada a existência do vício insanável, a autoridade julgadora declarará a nulidade total 
ou parcial do processo e ordenará a constituição de outra comissão para instauração de novo processo. 
§ 1º O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. 
§ 2º A autoridade julgadora que der causa a prescrição de que trata o art. 190, § 1º, será 
responsabilizada na forma desta Lei. 
 
Art. 221. Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade julgadora determinará o registro do fato 
nos assentamentos individuais do funcionário. 
 
Art. 222. Quando a infração estiver capitulada como crime, a autoridade julgadora determinará a 
remessa dos autos do processo disciplinar à autoridade competente, para instauração de inquérito 
policial, ficando um traslado na repartição. 
 
Art. 223. O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido, ou 
aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade acaso 
aplicada. 
Parágrafo único. Ocorrida a exoneração de que trata o art. 48, parágrafo único, inciso I, o ato será 
convertido em demissão, se for o caso. 
 
Art. 224. Serão assegurados transporte e diárias: 
I– ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede de sua repartição, na condição de 
testemunha, denunciando ou indiciado. 
II– aos membros da comissão e ao secretário, quando obrigados a se deslocarem da sede dos 
trabalhos para a realização de missão essencial para esclarecimentos dos fatos. 
 
Seção II 
Da Revisão do Processo 
 
Art. 225. O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando 
se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificarem a inocência do punido ou a 
inadequação da penalidade aplicada. 
§ 1º Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa da família 
poderá requerer a revisão do processo. 
§ 2º Em caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será requerida pelo respectivo curador. 
 
Art. 226. No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente. 
 
Art. 227. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão, que 
requer elementos novos, ainda nãoapreciados no processo originário. 
 
Art. 228. O requerimento de revisão de processo será encaminhado ao dirigente do órgão ou entidade 
onde se originou o processo disciplinar. 
Parágrafo único. Deferida a petição, o dirigente do órgão ou entidade providenciará a constituição de 
comissão, na forma prevista no art. 200 desta Lei. 
 
Art. 229. A revisão ocorrerá em apenso ao processo originário. 
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Parágrafo único. Na petição inicial, o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e 
inquirição das testemunhas que arrolar. 
 
Art. 230. A comissão revisora terá até sessenta dias para a conclusão dos trabalhos, prorrogáveis por 
igual prazo, quando as circunstâncias o exigirem. 
 
Art. 231. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no que couber, as normas e os 
procedimentos próprios da comissão do processo disciplinar. 
 
Art. 232. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade. 
Parágrafo único. O prazo para julgamento será de até sessenta dias, contados do recebimento do 
processo, no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligência. 
 
Art. 233. Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada, 
restabelecendo-se todos os direitos do servidor. 
Parágrafo único. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade. 
 
TÍTULO V 
CAPÍTULO ÚNICO 
DAS CONTRATAÇÕES TEMPORÁRIAS 
 
Art. 234. As contratações para atender necessidades temporárias de excepcional interesse público, 
especificadas em lei, serão feitas mediante contrato de locação de serviços e priorizarão os jovens 
carentes sem experiência profissional, que estejam matriculados em escolas públicas. (Caput do art. 234 
com redação dada pela Lei Complementar nº 361, de 02 de agosto de 2004) (Caput do art. 234 declarado 
inconstitucional pela ADIN nº 1.0000.04.413.442-7/000) 
Parágrafo único. É vedado o desvio de função de pessoa contratada na forma deste artigo, bem como 
sua recontratação, sob pena de nulidade do contrato e responsabilidade administrativa e civil da 
autoridade contratante. 
 
TÍTULO VI 
DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
 
Art. 235. Os instrumentos de procuração utilizados para recebimento de direitos ou vantagens de 
servidores municipais terão validade por doze meses, devendo ser renovados após findo este prazo. 
 
Art. 236. Para todos os efeitos previstos nesta Lei Complementar e em leis do Município de 
Uberlândia, os exames de sanidade física e mental serão obrigatoriamente realizados por médico da 
Prefeitura ou, na sua falta, por médico credenciado pelo Município. 
§ 1º Em casos especiais, atendendo à natureza da enfermidade, a autoridade municipal poderá 
designar junta médica para proceder ao exame, dela fazendo parte, obrigatoriamente, o médico do 
Município ou o médico credenciado pela autoridade municipal. 
§ 2º Os atestados médicos concedidos aos servidores municipais, quando em tratamento fora do 
Município, terão sua validade condicionada à verificação posterior pelo médico do Município. 
 
Art. 237. Salvo disposição expressa em contrário, a contagem de tempo e de prazos previstos neste 
Estatuto, será feita em dias corridos, excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do seu término. 
Parágrafo único. Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil, se o término cair em sábado, 
domingo, feriado ou em dia que: 
I– não houver expediente; 
II– o expediente for encerrado antes da hora normal. 
 
Art. 238. É vedado exigir atestado de ideologia como condição de posse ou exercício em cargo público. 
 
Art. 239. São isentos de taxas, emolumentos ou custas os requerimentos, certidões e outros papéis 
que, na esfera administrativa, interessarem ao servidor municipal, ativo ou inativo, no que se referir a sua 
situação funcional. 
 
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30 
 
Art. 240. O dia vinte e oito de outubro será consagrado ao servidor público municipal, sendo fixada a 
última sexta-feira daquele mês para sua comemoração. 
 
Art. 241. A jornada de trabalho nas repartições municipais será fixada por decreto do Prefeito Municipal, 
respeitada a duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta semanais e 
facultadas a compensação de horários e a redução da jornada. 
Parágrafo único. Fica o Poder Executivo Municipal autorizado a instituir jornadas especiais de 12x36 
horas, bem como escalas de serviço, mediante decreto, respeitada a duração máxima da jornada de 40 
horas semanais, conforme a necessidade de serviço. (Incluído pela Lei Complementar nº 473, de 19 de 
março de 2008) 
 
Art. 242. O Prefeito Municipal baixará, por Decreto, os regulamentos necessários à execução da 
presente Lei Complementar. 
 
Art. 243. A presente Lei Complementar aplicar-se-á aos servidores da Câmara Municipal, cabendo ao 
Presidente desta as atribuições reservadas ao Prefeito Municipal quando for o caso. 
 
Art. 244. Ficam submetidos ao regime previsto nesta Lei Complementar os servidores estatutários da 
Prefeitura, da Câmara Municipal, das autarquias e das fundações públicas municipais. 
 
Art. 245. O Departamento de Recurso Humanos tomará, no âmbito de suas atribuições, as medidas 
necessárias para facilitar os procedimentos decorrentes ao disposto neta Lei Complementar. 
 
Art. 246. VETADO. 
 
Art. 247. Fica assegurado aos servidores de que trata o art. 2º da Lei Complementar nº 19 de 27 de 
dezembro de 1991, o aproveitamento do tempo excedente ao do último quinquênio, para percepção do 
adicional sobre o anuênio, à razão de dois por cento por ano completo de efetivo exercício até a vigência 
desta lei. 
Parágrafo único. O período não integralizado será computado da seguinte forma: 
a) as frações iguais ou maiores a cento e oitenta dias integralizarão o anuênio subsequente à razão 
de dois por cento; 
b) as frações menores a cento e oitenta dias integralizarão o anuênio subsequente à razão de um por 
cento. 
 
Art. 248. É permitida a participação de servidor ocupante do cargo de provimento efetivo de Advogado 
ou de Procurador Municipal, na comissão de que trata o art. 200, desta Lei Complementar. (Redação 
dada pela Lei Complementar nº 411, de 26 de dezembro de 2005) 
 
Art. 249. Os atuais servidores públicos estatutários integram o Quadro de Servidores Públicos do 
Município, mantidas as suas atuais lotações nos respectivos órgãos. 
 
Art. 250. Esta Lei se aplica aos servidores que exercem função pública, nos termos da Lei 
Complementar nº 03, de 11 de janeiro de 1991. 
 
Art. 251. O Chefe do Poder Executivo remeterá à Câmara Municipal, no prazo de cento e oitenta dias 
a contar da data da vigência desta Lei Complementar, projeto de lei que estabeleça o limite máximo e a 
relação de valores entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, observados, como 
limites máximos, os valores percebidos como remuneração, em espécie, pelo Prefeito. 
 
Art. 252. Em caso de falecimento do servidor na ativa, fica assegurada ao cônjuge sobrevivente ou 
herdeiros legalmente instituídos, a percepção da remuneração do saldo de dias trabalhados no mês do 
evento, bem como da quantia correspondente a férias e gratificação de natal, integral ou 
proporcionalmente, e de licença-prêmio cujo direito já tenha sido adquirido até a data do falecimento. 
 
Art. 253. As despesas de funeral e sepultamento de servidor morto em decorrência de comprovado 
acidente do trabalho correrão à conta do erário público municipal, respeitados os limites mínimos de 
preços de mercado. (Redação dada pela Lei Complementar nº 116, de 03 de julho de 1995) 
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§ 1º Nesta hipótese não será devida a concessão do auxílio-funeral previsto no artigo 47 da Lei nº 
4.407, de 16 de setembro de 1986. (Incluído pela Lei Complementar nº 116, de 03 de julhode 1995) 
§ 2º Será concedido transporte à família do servidor, quando este falecer fora do Município, em 
território nacional, no desempenho de cargo ou função. (Incluído pela Lei Complementar nº 116, de 03 de 
julho de 1995) 
 
Art. 254. Em caso de falecimento do servidor a serviço fora do Município, inclusive no exterior, as 
despesas de translado do corpo correrão à conta de recursos municipais. 
 
Art. 255. Lei Municipal estabelecerá critérios para a compatibilização de seus quadros de pessoal ao 
disposto nesta Lei Complementar e à reforma administrativa dela decorrente. 
 
Art. 256. (Revogado pela Lei Complementar nº 084, de 22 de junho de 1994) 
 
Art. 257. Lei Municipal fixará as diretrizes dos planos de carreira para a Administração direta, as 
autarquias e as fundações municipais, de acordo com suas peculiaridades. 
 
Art. 258. Para efeito de concessão do adicional sobre anuênio de serviço de que trata esta Lei, fica 
assegurado aos servidores abrangidos pelo art. 2º da Lei Complementar nº 03, de 11 de janeiro de 1991, 
o cômputo do tempo de serviço municipal local não considerado para percepção do benefício concedido 
pelas N.P. 11 e N.P. 12 do Decreto nº 3870, de 13 de abril de 1988, já revogado. 
 
Art. 259. As férias-prêmio de que trata a Lei nº 157, de 02 de março de 1951, ficam transformadas em 
licença-prêmio, nos termos dos arts. 126 a 130. 
 
Art. 260. VETADO. 
 
Art. 261. Aos casos omissos serão aplicadas, subsidiariamente, as normas do pessoal civil do Estado 
de Minas gerais e da União. 
 
Art. 262. Revoga-se a seguinte Legislação Municipal: Leis nºs 70, de 10 de junho de 1949, exceto os 
artigos 47 a 63; 149, de 27 de setembro de 1950; 224, de 27 de dezembro de 1951; 157, de 02 de março 
de 1951; 502, de 15 de dezembro de 1954; 520, de 1º de março de 1955; 716, de 08 de dezembro de 
1985; 995, de 26 de dezembro de 1961; 1004, de 20 de março de 1962; 1006, de 11 de julho de 1962; 
1372, de 19 de novembro de 1965; 3041, de 03 de outubro de 1979; e demais disposições em contrário, 
em especial os artigos 34 a 38 da Lei nº 4407, de 16 de setembro de 1986 e os artigos 44 a 48 do Decreto 
nº 3406, de 22 de dezembro de 1986. 
 
Art. 263. Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação. 
 
Questões 
 
01. Acerca da Lei Complementar nº 40/92, julgue o item abaixo: 
O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de 
processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
02. Acerca da Lei Complementar nº 40/92, julgue o item abaixo: 
A vacância decorre exclusivamente da exoneração e da demissão. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
03. Acerca da Lei Complementar nº 40/92, julgue o item abaixo: 
Remoção é o ato mediante o qual o servidor efetivo passa a exercer suas funções em outro órgão, ou 
unidade administrativa da Administração Direta, Autarquias ou Fundações, sem que se modifique a sua 
situação funcional. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
04. Acerca da Lei Complementar nº 40/92, julgue o item abaixo: 
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A ajuda de custo destina-se à compensação das despesas de instalação do servidor que, no interesse 
do serviço, passa a ter exercício nos distritos, com mudança de domicílio em caráter permanente. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
05. Acerca da Lei Complementar nº 40/92, julgue o item abaixo: 
Ao servidor investido em função de chefia, direção ou assessoramento é devida uma gratificação pelo 
seu exercício. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
Gabarito 
 
01.Certo / 02.Errado / 03.Certo / 04.Certo / 05.Certo 
 
Comentários 
 
01. Resposta: Certo. 
Art. 27. O servidor estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou 
de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. 
 
02. Resposta: Errado. 
Art. 47. A vacância do cargo público decorrerá de: 
I– exoneração; 
II– demissão; 
III– promoção; 
IV– transposição; 
V– aposentadoria; 
VI– posse em outro cargo de acumulação proibida; 
VII– falecimento; 
VIII– transferência; 
IX– readaptação; 
X– recondução. (Inciso X do art. 47 incluído pela Lei Complementar nº 084, de 22 de junho de 1994) 
 
03. Resposta: Certo. 
Art. 56. Remoção é o ato mediante o qual o servidor efetivo passa a exercer suas funções em outro 
órgão, ou unidade administrativa da Administração Direta, Autarquias ou Fundações, sem que se 
modifique a sua situação funcional. (Redação dada pela Lei Complementar nº 084, de 22 de junho de 
1994) 
 
04. Resposta: Certo. 
Art. 69. A ajuda de custo destina-se à compensação das despesas de instalação do servidor que, no 
interesse do serviço, passa a ter exercício nos distritos, com mudança de domicílio em caráter 
permanente. 
 
05. Resposta: Certo. 
Art. 82. Ao servidor investido em função de chefia, direção ou assessoramento é devida uma 
gratificação pelo seu exercício. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA/MG2. 
 
PREÂMBULO 
 
O Povo do Município de Uberlândia, consciente de que cumpre a todos contribuir para a formação de 
uma sociedade com base na justiça e na solidariedade como valores indispensáveis à convivência 
humana, sob a proteção de Deus e por seus representantes eleitos, promulga a seguinte Lei Orgânica do 
Município: 
 
TÍTULO I 
DO MUNICÍPIO 
Capítulo I 
DOS PRINCÍPIOS GERAIS 
 
Art. 1º O Município de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, integra, com autonomia político-
administrativa, a República Federativa do Brasil, como participante do Estado Democrático de Direito, 
comprometendo-se a respeitar, valorizar e promover seus fundamentos básicos: 
I - a soberania; 
II - a cidadania; 
III - a dignidade da pessoa humana; 
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o pluralismo político. 
Parágrafo Único - Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou 
diretamente, nos termos da Constituição Federal e desta Lei Orgânica. 
 
Art. 2º São poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo e o Executivo. 
Parágrafo Único - O Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores são eleitos para o mandato de quatro 
anos, na forma estabelecida pela Constituição Federal. (Redação dada pela ELO no 24, de 07 de março 
de 2005.) 
 
Capítulo II 
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
 
Art. 3º O Município de Uberlândia tem fundamento em sua autonomia e os seguintes objetivos 
prioritários: 
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - promover o bem-estar de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, idade e quaisquer outras 
formas de discriminação; 
III - combater a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais; 
IV - garantir, no âmbito de sua competência a efetividade dos direitos e garantias fundamentais da 
pessoa humana; 
V - promover adequado ordenamento territorial, de modo a assegurar a qualidade de vida de sua 
população e a integração urbano-rural; 
VI - promover planos, programas e projetos de interesse dos segmentos mais carentes da sociedade; 
VII - promover o desenvolvimento econômico com justa distribuição de renda entre todos os segmentos 
da população; 
VIII - garantir a participação popular nas ações de governo. 
 
Art. 4º O Município assegura, no seu território e nos limites de sua competência, os direitos e garantias 
fundamentais que a Constituição Federal confere aos brasileiros e estrangeiros residentes no País. 
§ 1º Nenhuma pessoa será discriminada ou de qualquer forma prejudicada pelo fato de litigar com 
órgão municipal, no âmbito administrativo ou judicial. 
 
2 https://leismunicipais.com.br/pdf/Lei-organica-1-1990-Uberlandia-MG.pdf. Acesso em 12.07.2019 às 09h31min. 
Lei Orgânica do Município de Uberlândia/MG, de05 de junho de 1990. 
 
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§ 2º Incide na penalidade de destituição de mandato administrativo ou de cargo ou função de direção, 
em órgão ou entidade da administração pública, o agente público que deixar, injustificadamente, de sanar, 
dentro de trinta dias da data do requerimento do interessado, omissão que inviabilize o exercício de direito 
constitucional. 
§ 3º Nos processos administrativos, qualquer que seja o objeto e o procedimento, observar-se-ão, 
entre outros requisitos de validade, a publicidade, o contraditório, a defesa ampla e o despacho ou decisão 
motivados. 
§ 4º Todos têm direito de requerer e obter informação sobre projeto do Poder Público, ressalvado 
aquele cujo sigilo seja, temporariamente, imprescindível à segurança da sociedade e do Município, nos 
termos da lei, que fixará, também, o prazo em que deva ser prestada a informação. 
§ 5º Será punido administrativamente, nos termos da lei, o agente público que, no exercício de suas 
atribuições e independentemente da função que exerça, violar direito constitucional do cidadão. 
§ 6º O Poder Público coibirá todo e qualquer ato discriminatório em seus órgãos e entidades e 
estabelecerá formas de punição. 
 
Capítulo III 
DOS DISTRITOS 
 
Art. 5º A criação, organização e supressão de distritos obedecerão aos critérios estabelecidos em 
legislação estadual. 
 
Art. 6º A lei estruturará os distritos, definindo-lhes atribuições, descentralizando neles as atividades do 
Governo Municipal. 
Parágrafo Único - Cada distrito terá um Conselho Comunitário, cuja composição e competência serão 
definidas em lei. 
 
Capítulo IV 
DA COMPETÊNCIA DO MUNICÍPIO 
 
Art. 7º Compete ao Município: 
I - legislar sobre assuntos de interesse local; 
II - suplementar a legislação federal e estadual no que couber; 
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo 
da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos previstos em lei. 
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual; 
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão os serviços públicos 
de interesse local, incluindo o transporte coletivo, que tem caráter essencial; 
VI - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de atendimento à 
saúde da população; 
VII - promover, no que couber, o adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle 
do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; 
VIII - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação 
pré-escolar e de ensino fundamental; 
IX - ordenar as atividades urbanas, fixando condições e horários para funcionamento de 
estabelecimentos industriais, comerciais, prestadores de serviços e similares; 
X - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observadas a legislação e a ação 
fiscalizadora Federal e Estadual; 
XI - legislar sobre os seguintes assuntos, observadas as normas gerais da União e as suplementares 
do Estado: 
a) plano plurianual, diretrizes orçamentárias e orçamentos anuais; b) caça, pesca, conservação da 
natureza e defesa do solo e dos recursos naturais; c) educação, cultura, ensino e desporto; d) proteção 
à infância, à juventude, à gestante e ao idoso. 
XII - promover, em comum com os demais membros da federação: 
a) programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento 
básico; 
b) combate às causas da pobreza e aos fatores de marginalização, fomentando a integração social 
dos setores desfavorecidos; 
c) implantação de política de educação para segurança do trânsito. 
XIII - organizar a estrutura administrativa do Município; 
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XIV - elaborar o plano diretor de desenvolvimento integrado. 
XV - Criar mecanismos que combatam a discriminação à mulher, à criança e adolescente, às pessoas 
portadoras de deficiência e de doenças contagiosas, ao homossexual, ao idoso, ao índio, ao negro, ao 
ex-detento e promovam a igualdade entre os cidadãos.(Inciso acrescido pela Emenda no 2/99, 
renumerado para ELO no 14/99, por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, 
da ELO No 22/04) 
 
TÍTULO II 
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES MUNICIPAIS 
Capítulo I 
DO PODER LEGISLATIVO 
SEÇÃO I 
DA CÂMARA MUNICIPAL 
 
Art. 8º O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal, nos termos da Constituição 
Federal.(Redação dada pela ELO No 1/04) 
Parágrafo Único - O número de Vereadores será fixado em cada legislatura para a subsequente, por 
lei complementar aprovada por dois terços dos membros da Câmara, observados os limites da 
Constituição Federal, até 60 dias antes da data em que será realizada a eleição municipal. 
 
Art. 9º As deliberações da Câmara, salvo disposição em contrário nesta Lei Orgânica, serão tomadas 
por maioria de votos, presente a maioria absoluta de seus membros. 
Parágrafo Único - O Vereador que tiver interesse pessoal na deliberação não poderá votar. 
 
Art. 10 A Câmara Municipal de Uberlândia reunir-se-á em sessões legislativas ordinárias, em sede 
própria, independente de convocação, de dois de fevereiro a dezessete de julho e de primeiro de agosto 
a vinte e dois de dezembro de cada ano.(Alterado pela ELO 28, de 06 de setembro de 2006) 
§ 1º As sessões marcadas para estas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente, 
quando recaírem em sábados, domingos ou feriados. 
§ 2º A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes 
orçamentárias. 
§ 3º No início de cada legislatura haverá uma reunião preparatória no dia 1º de janeiro, com a finalidade 
de: 
I - dar posse aos Vereadores diplomados e declaração de suplentes; 
II - eleger a Mesa Diretora para o mandato de 02 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo 
cargo na eleição imediatamente subsequente, na mesma Legislatura, quando deverá haver renovação 
de ao menos 50% (cinquenta por cento) dos membros da Mesa.(Redação dada pela ELO no 27/06) 
III - dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito; 
§ 4º A Câmara Municipal, por deliberação da maioria absoluta de seus membros, e por motivo de 
conveniência pública, poderá reunir-se temporária e provisoriamente fora de sua sede. 
§ 5º A convocação de sessões extraordinárias, havendo motivo urgente e relevante, será feita sempre 
por escrito e com pauta fixa para deliberação: 
I - pelo Prefeito Municipal; 
II - pelo Presidente da Câmara; 
III - pela maioria absoluta dos membros da Câmara; 
§ 6º Durante o recesso haverá uma Comissão Representativa da Câmara Municipal atendida em sua 
composição, tanto quanto possível, a proporcionalidade das representações partidárias existentes na 
Câmara, observando o seguinte: 
I - seus membros serão eleitos na última sessão da reunião ordinária que antecede o recesso, ficando 
inelegíveis para o subsequente; 
II - suas atribuições serão definidas no Regimento Interno. 
§ 7º Nas reuniões havidas durante o período de recesso parlamentar, a Câmara Municipal somente 
deliberará sobre a matéria para a qual foi convocada, vedado o pagamento de parcela indenizatória, em 
razão da convocação.(Parágrafo 7º acrescentado pela ELO no 28/06, de 06 de setembro de 2006) 
 
 
 
 
 
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SEÇÃO II 
DAS ATRIBUIÇÕES DA CÂMARA MUNICIPAL 
 
Art. 11 Cabe à Câmara Municipal, com a sanção do Prefeito, dispor sobre todas as matérias de 
competência do Município, especialmente; 
I - plano plurianual e orçamentos anuais; 
II - diretrizes orçamentarias; 
III - sistema tributário municipal, arrecadação e distribuição de rendas; 
IV - dívida pública, abertura e operações de crédito; 
V - planos de desenvolvimento; 
VI - normas gerais relativas ao planejamentoe execução de funções de interesse comum, a cargo das 
associações urbanas ou distritos; 
VII - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas da Administração 
Direta, autárquica e fundacional e fixação de remuneração, observados os parâmetros estabelecidos na 
lei de diretrizes orçamentárias; 
VIII - servidores públicos municipais da Administração Direta, autárquica e fundacional, seu regime 
único, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; 
IX - criação, estruturação de Secretarias Municipais, empresas públicas, sociedades de economia 
mista e demais entidades sob o controle direto ou indireto do Município. 
X - bens do domínio público; 
XI - aquisição onerosa ou alienação de bens imóveis do Município; 
XII - matéria decorrente da competência comum prevista no art. 23 da Constituição Federal. 
XIII - fixação do subsídio do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais". (Inciso acrescido 
pelo art. 1º, da ELO No 22/04) 
 
Art. 12 Compete privativamente à Câmara Municipal: 
I - eleger e destituir a Mesa Diretora; 
II - elaborar e aprovar o Regimento Interno; 
III - dispor sobre a sua organização, funcionamento e polícia; 
IV - dispor sobre a criação, transformação ou extinção de cargos, de empregos ou funções de seus 
serviços administrativos e fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos 
na lei de diretrizes orçamentárias; 
V - aprovar créditos especiais e suplementares para a Câmara Municipal; 
VI - fixar, para viger na legislatura subsequente, o subsídio dos Vereadores, até o término do primeiro 
semestre da última sessão legislativa, considerando-se mantidos os mesmos critérios, na hipótese de 
não se proceder à fixação na época própria, admitida apenas a atualização de valores. (Redação dada 
pela Emenda à Lei Orgânica no 31/2011) 
VII - dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito; 
VIII - conhecer da renúncia do Prefeito e Vice-Prefeito; 
IX - conceder licença ao Prefeito para interromper o exercício de suas funções; 
X - autorizar o Prefeito a ausentar-se do Município ou País, quando a ausência for superior a quinze 
dias; 
XI - instaurar Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar infrações político- administrativas do 
Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores; 
XII - proceder à tomada de contas do Prefeito quando não apresentadas dentro do prazo de sessenta 
dias após a abertura da sessão legislativa; 
XIII - julgar, mediante parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado, as contas do Prefeito e da 
Presidência da Câmara Municipal; 
XIV - solicitar intervenção estadual no Município; 
XV - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem ao poder regulamentar 
XVI - fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da Administração Indireta; 
XVII - dispor sobre os limites e condições para concessão de garantia do Município em operação de 
crédito; 
XVIII - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos 
outros poderes; 
XIX - aprovar, previamente, alienação ou concessão de terras públicas; 
XX - mudar temporariamente sua sede. 
§ 1º O subsídio dos Vereadores será revisado anualmente, observando-se a mesma data e índice do 
subsídio dos Deputados Estaduais. 
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§ 2º Em qualquer hipótese, o subsídio dos Vereadores corresponderá a setenta e cinco por cento 
daquele estabelecido em espécie para os Deputados Estaduais.(§§ 1º e 2º acrescidos pela ELO no 22/04) 
 
Art. 13 A Câmara Municipal, bem como qualquer de suas Comissões, poderá convocar Secretário 
Municipal e Diretor de Autarquias e Fundações para prestar, pessoalmente, informações sobre o assunto 
previamente determinado, importando em infração político- administrativa a ausência sem justificação 
adequada. 
§ 1º Os Secretários Municipais poderão comparecer ao Plenário da Câmara Municipal, ou a qualquer 
de suas Comissões, por sua iniciativa e mediante entendimento com a Mesa Diretora, para expor assunto 
de relevância ou de interesse das respectivas Secretarias. 
§ 2º A requerimento de Vereador, aprovado em Plenário, a Mesa Diretora deverá encaminhar os 
pedidos de informação, por escrito, ao Prefeito que deverá, no prazo de trinta dias, respondê-los 
formalmente. 
§ 3º O não atendimento no prazo previsto no parágrafo anterior importa em infração político-
administrativa, sujeitando-se às penalidades previstas em lei. 
 
SEÇÃO III 
DOS VEREADORES 
 
Art. 14 Os Vereadores gozam de inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos no exercício do 
mandato, na circunscrição do Município, tendo o direito de obterem quaisquer informações solicitadas ao 
Poder Executivo Municipal. (Alterado pela ELO no 4/00, renumerado para ELO no 16/00, por força do 
disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da ELO no 22/04) 
 
Art. 15 O Vereador não poderá: 
I - desde a expedição do diploma: 
a) firmar ou manter contrato com pessoas jurídicas de direito público, autarquia, empresa pública, 
sociedade de economia mista, fundação pública ou privada, instituída ou mantida pelo Poder Público ou 
empresa concessionária de serviços públicos, salvo quando o contrato obedecer a cláusula uniforme; b) 
aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, incluídos os demissíveis "ad nutum", nas 
entidades constantes da alínea anterior, salvo função de Secretário ou Procurador Municipal. 
II - desde a posse: 
a) ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor decorrente de contrato com 
pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada; b) ocupar cargo ou função de que 
seja demissível "ad nutum" nas entidades referidas no inciso I alínea "a"; c) patrocinar causa em que seja 
interessada qualquer dessas entidades a que se refere o inciso I, alínea "a"; d) ser titular de mais de um 
cargo ou mandato público eletivo. 
 
Art. 16 Perderá o mandato o Vereador: 
I - que infringir qualquer das proibições do artigo anterior; 
II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; 
III - que deixar de comparecer à terça parte das sessões no período legislativo de um ano, salvo licença 
ou missão autorizada pela Câmara Municipal. 
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; 
V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição Federal; 
VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado, com pena acessória de perda 
do mandato; 
VII - que fixar residência fora do Município. 
§ 1º É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso 
das prerrogativas asseguradas ao Vereador ou a percepção de vantagens indevidas. 
§ 2º Nos casos dos incisos I, II e IV, a perda do mandato será decidida pela Câmara Municipal, em 
sessão aberta, por voto de dois terços de seus membros, mediante provocação da Mesa Diretora ou de 
partido representado na Câmara Municipal, assegurada ampla defesa ao Vereador acusado.(Redação 
dada pela ELO no 25, de 01 de setembro de 2005.) 
§ 3º Nos casos dos incisos III, IV e V, a perda será declarada pela Mesa Diretora, de ofício ou mediante 
provocação de qualquer dos membros ou de partido político com representação na Câmara Municipal, 
assegurada ampla defesa. 
 
Art. 17 Não perderá o mandato o Vereador: 
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I - investido na função de Secretário ou Procurador Municipal, podendo optar pela remuneração de 
Vereador; 
II - licenciado por motivo de doença, no desempenho de missão temporária autorizada, ou para tratar, 
sem remuneração, de interesses particulares, desde que, neste caso, a licença não ultrapasse a sessenta 
dias. 
§ 1º Nos casos de doença comprovada e no desempenho de missão temporária autorizada, o Vereador 
terá direito à remuneração total. 
§ 2º O suplente será convocado noscasos de vaga por morte, renúncia expressa, investidura nas 
funções de Secretário Municipal, ou licença superior a trinta dias. 
§ 3º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, a Mesa Diretora comunicará o fato ao Juiz Eleitoral que 
determinará nova eleição para preenchê-la, se faltarem mais de 15 meses para o término, observando-
se o seguinte: 
I - o suplente convocado terá três dias para tomar posse, em sessão ou na forma que a Mesa Diretora 
achar conveniente; 
II - ao tomar posse, o suplente fará o juramento e declarará seus bens; 
III - no exercício do mandato, o suplente terá direito ao total da remuneração. 
 
Art. 18 Em caso de invalidez ou morte no curso do mandato de Prefeito, Vice-Prefeito ou Vereador, 
fica assegurado ao inválido ou aos seus dependentes e cônjuge, uma pensão igual ao valor da 
remuneração média mensal que vinha recebendo e que sofrerá reajustes iguais aos dos servidores 
públicos municipais, para preservar seu valor real, até o final do mandato para o qual foi eleito. 
§ 1º Se, ao tempo da morte do inválido, houver dependentes, estes terão direito à continuidade do 
recebimento da pensão. 
§ 2º Finda, por qualquer modo, a dependência, ficará extinto o direito à pensão. 
 
SEÇÃO IV 
DAS COMISSÕES 
 
Art. 19 A Câmara Municipal terá Comissões Permanentes e temporárias constituídas na forma e com 
atribuições previstas no respectivo Regimento Interno ou no ato que resultar sua criação. 
§ 1º Na constituição de cada Comissão é assegurada, tanto quanto possível, a representação 
proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participem da Câmara Municipal. 
§ 2º As Comissões Parlamentares de Inquérito terão poderes de investigação próprios das autoridades 
judiciais, além de outros previstos no Regimento Interno, serão criadas pela Câmara Municipal, mediante 
requerimento de um terço de seus membros para apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo 
suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público para que promova a responsabilidade 
civil e criminal dos infratores. 
 
SEÇÃO V 
DO PROCESSO LEGISLATIVO 
 
Art. 20 O processo legislativo compreende a elaboração de: 
I - emendas à lei Orgânica; 
II - leis complementares; 
III - leis ordinárias; 
IV - leis delegadas; 
V - resoluções; 
VI - decreto legislativo. 
 
Art. 21 A Lei Orgânica poderá ser emendada mediante proposta: 
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal; 
II - do Prefeito Municipal; 
III - de cinco por cento, no mínimo, do eleitorado municipal. 
§ 1º A Lei Orgânica Municipal não poderá ser emendada na vigência do estado de sítio ou estado de 
defesa, nem quando o Município estiver sob intervenção. 
§ 2º A proposta será discutida e votada nominalmente, em dois turnos, considerando-se aprovada se 
obtiver, em ambos, dois terços dos votos dos membros da Câmara Municipal, com interstício mínimo de 
dez dias. 
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§ 3º O referendo de Emenda à Lei Orgânica ou de lei aprovada pela Câmara Municipal é obrigatório 
caso haja solicitação, dentro de noventa dias, subscrita por, no mínimo, cinco por cento do eleitorado do 
Município. 
§ 4º A Emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa Diretora da Câmara com o respectivo 
número de ordem. 
 
Art. 22 A iniciativa das leis complementares e ordinárias, respeitadas as limitações da Constituição 
Federal, cabe a qualquer Vereador, às Comissões da Câmara Municipal, ao Prefeito e aos cidadãos, na 
forma e nos casos definidos nesta Lei Orgânica. 
Parágrafo Único - As leis complementares serão aprovadas por maioria absolutas de votos dos 
membros da Câmara. 
 
Art. 23 São matérias de iniciativa da Mesa Diretora da Câmara, além de outras previstas nesta Lei: 
I - Regimento Interno da Câmara Municipal. 
II - fixação, através de Lei, da remuneração dos agentes políticos em cada legislatura para a 
subsequente, observados os princípios da Constituição Federal e inciso VI do artigo 12 desta Lei 
Orgânica;(Nova redação do inciso II dada pela ELO no 2/02, renumerado para ELO no 19/02, por força 
do disposto no at. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da ELO No 22/04) 
III - o regulamento geral ou a modificação que disponha sobre serviços administrativos da Câmara 
Municipal, funcionamento, poder de polícia, criação, transformação ou extinção de cargos, empregos, 
funções, regime jurídico único de seus servidores e fixação da respectiva remuneração, atendidos os 
parâmetros da lei de diretrizes orçamentarias e orçamento anual. 
 
Art. 24 Salvo as hipóteses de iniciativa privativa e de matérias indelegáveis previstas nesta Lei, a 
iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação, à Câmara Municipal, de projeto de lei subscrito 
por, no mínimo, cinco por cento do eleitorado do Município. 
 
Art. 25 Não será admitido o aumento da despesa prevista: 
I - nos projetos de iniciativa do Prefeito, com as ressalvas constitucionais; 
II - nos projetos de iniciativa da Mesa Diretora sobre a organização dos serviços internos da Casa. 
 
Art. 26 O Prefeito poderá solicitar urgência na apreciação de projetos de sua iniciativa. 
§ 1º Se a Câmara Municipal não se manifestar sobre a matéria no prazo de quarenta e cinco dias, será 
a mesma incluída na ordem do dia, sobrestando-se a deliberação sobre os demais assuntos para que se 
ultime a votação. 
§ 2º O prazo do parágrafo anterior não corre nos períodos de recesso nem se aplica aos processos 
que exijam quórum especial para aprovação ou que seja matéria de codificação. 
 
Art. 27 O projeto aprovado será enviado ao Prefeito, pelo Presidente da Câmara Municipal, no prazo 
de 15 (quinze) dias úteis para sanção e promulgação. 
§ 1º Se o Prefeito considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional, ilegal em face desta Lei 
Orgânica ou contrário ao interesse público, veta-lo-á total ou parcialmente, no prazo de 15 (quinze) dias 
úteis, contados da data do recebimento comunicando, dentro de vinte e quatro horas, ao Presidente da 
Câmara, os motivos do veto, observando-se ainda o seguinte: 
I - O veto será enviado a Câmara Municipal respeitados os prazos acima descritos, na forma original 
não se admitindo documentos xerocopiados ou com assinatura eletrônica, escaneada ou inserida via 
computador. 
II - Após enviado o veto à Câmara o Prefeito não poderá retirar o documento contendo o veto, sem um 
pedido por escrito, sujeito à discussão e aprovação pelo Plenário da Câmara. 
III - O veto total ou parcial será publicado e divulgado no Jornal Oficial do Município, com circulação 
de até 48 (quarenta e oito) horas após o prazo previsto no caput deste artigo. 
IV - Nenhuma tramitação de documento referente a veto ou não, se fará sem a inclusão em livro próprio 
de protocolo em cada seção. (Alterações decorrentes da ELO No 1/03, renumerado para ELO no 21/04 
por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da ELO No 22/04). 
§ 2º O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea. 
§ 3º Decorrido o prazo de 15 (quinze) dias, o silêncio do Prefeito importará em sanção. (Alterações 
decorrentes da ELO No 1/03, renumerado para ELO no 21/04 por força do disposto no art. 226a, acrescido 
à Lei Orgânica pelo art. 4º, da ELO No 22/04). 
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§ 4º O veto será apreciado dentro de trinta dias, a contar do seu recebimento, só podendo ser rejeitado 
pelo voto da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. (Redação dada pela ELO no 25, de 01 
de setembro de 2005.) 
§ 5º Rejeitado o veto, a matéria que constituirá seu objeto será enviada ao Prefeito para promulgação. 
§ 6º Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no parágrafo quarto, o veto será colocado na 
ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua votação final. 
§ 7º Se a lei não for promulgada dentro dequarenta e oito horas pelo Prefeito, o Presidente da Câmara 
Municipal a promulgará em igual prazo. 
 
Art. 28 São matérias de iniciativa privativa do Prefeito: 
a) a fixação e a modificação dos efetivos da Guarda Municipal; 
b) a criação de cargo e funções públicos da Administração Direta, autárquica e fundacional e a fixação 
da respectiva remuneração, observados os parâmetros da lei de diretrizes orçamentárias; 
c) o regime jurídico único dos servidores públicos dos órgãos da Administração Direta, autárquica e 
fundacional, incluindo o provimento de cargo, estabilidade e aposentadoria; 
d) o quadro de empregados das empresas públicas, sociedade de economia mista e demais entidades 
de economia sob controle direto ou indireto do Município; 
e) a criação, estruturação e extinção de Secretaria Municipal e de entidade da Administração Indireta; 
f) a criação e organização dos órgãos e serviços da administração pública; 
g) os planos plurianuais; 
h) as diretrizes orçamentárias; 
i) os orçamentos anuais. 
 
Art. 29 A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto, 
na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal. 
 
Art. 30 As leis delegadas serão elaboradas pelo Prefeito que deverá solicitar a delegação à Câmara 
Municipal. 
§ 1º Não podem constituir objeto de delegação, os atos de competência privativa da Câmara Municipal, 
a matéria reservada a lei complementar e a legislação sobre plano plurianual, diretrizes orçamentárias e 
orçamentos. 
§ 2º A delegação ao Prefeito terá a forma de resolução da Câmara Municipal, que especificará seu 
conteúdo e os termos de seu exercício. 
§ 3º Se a resolução determinar a apreciação do projeto pela Câmara Municipal, esta o fará em votação 
única, vedada qualquer emenda. 
 
Art. 31 Consideram-se matérias de lei complementar: 
I - o plano diretor; 
II - o código de obras; 
III - o código tributário e a legislação tributária correlata; 
IV - o regime jurídico único e o estatuto dos servidores públicos; 
V - a lei de parcelamento, ocupação e uso do solo; 
VI - a lei instituidora da Guarda Municipal..(Redação dada pela ELO no 24, de 07 de março de 2005.) 
 
Art. 32 Dependem do voto favorável: 
I - de 2/3 (dois terços) dos membros da Câmara, em votação nominal, as seguintes matérias: 
a) proposta de emenda à Lei Orgânica; 
b) rejeição de parecer prévio do Tribunal de Contas; 
c) destituição de membros da Mesa Diretora da Câmara; 
d) delilberação sobre processo de cassação de mandato de Vereadores, Prefeito e Vice- Prefeito. 
II - da maioria absoluta dos membros da Câmara, em votação nominal, a aprovação e alterações das 
seguintes matérias: 
a) leis complementares; 
b) lei de diretrizes orçamentárias; 
c) plano plurianual de investimento; 
d) leis orçamentárias e financeiras; 
e) lei que fixa a remuneração do Prefeito, Vice-Prefeito e Secretários Municipais; (Alínea e) declarada 
inconstitucional, conforme ADIN no 0363892-84.2011.8.13.0000) 
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41 
 
f) concessão de subvenções.(Redação dada pela ELO no 24, de 07 de março de 2005) (Alínea f) 
declarada inconstitucional, conforme ADIN no 0363892-84.2011.8.13.0000) 
g) concessões públicas.(Redação dada pela ELO no 26, de 02 de junho de 2006) (Alínea g) declarada 
inconstitucional, conforme ADIN no 0363892-84.2011.8.13.0000) 
 
SEÇÃO VI 
DO CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO 
SUBSEÇÃO I 
DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL, FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA 
 
Art. 33 A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Município e das 
entidades da Administração Direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação 
das subvenções e renúncias de receitas será exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo 
e pelo sistema de controle interno de cada Poder. 
§ 1º Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize, arrecade, guarde, gerencie 
ou administre dinheiro, bens e valores municipais ou pelos quais o Município responda, ou que, em nome 
deste, assuma obrigações de natureza pecuniária. 
§ 2º Ficam todos os órgãos públicos municipais da Administração Direta, indireta e fundações, 
obrigados a publicar, mensalmente, pela imprensa, e afixar em local público o balancete mensal 
discriminado de receita e despesa. 
 
Art. 34 O controle externo da Câmara Municipal será exercido com auxílio do Tribunal de Contas do 
Estado. 
§ 1º O parecer prévio, emitido pelo Tribunal de Contas sobre as contas que o Prefeito prestar 
anualmente, nos termos desta Lei Orgânica, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos 
membros da Câmara Municipal. 
§ 2º As contas do Município, após o parecer prévio, ficarão durante sessenta dias, anualmente, à 
disposição de qualquer cidadão para exame e apreciação. 
§ 3º O cidadão poderá questionar a legitimidade das contas, mediante petição escrita e por ele 
assinada perante a Câmara Municipal. 
§ 4º A Câmara apreciará as objeções ou impugnações do contribuinte em sessão ordinária dentro de, 
no máximo, vinte dias, a contar de seu recebimento. 
§ 5º Se acolher a petição, remeterá o expediente ao Tribunal de Contas, para pronunciamento e, ao 
Prefeito, para defesa e explicações, depois do que julgará as contas em definitivo. 
 
Art. 35 Os Poderes Legislativo e Executivo manterão, de forma integrada, sistema de controle interno 
com a finalidade de: 
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas de 
governo e do orçamento;(Redação do inciso I dada pela ELO no 1/97, renumerado para ELO no 13/97, 
por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da ELO no 22/40). 
II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficiência da gestão orçamentária, 
financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração municipal, bem como da aplicação de 
recursos públicos por entidades de direito privado; 
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos direitos e haveres 
do Município; 
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. 
§ 1º Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou 
ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidária. 
§ 2º Qualquer cidadão eleitor, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para denunciar, 
mediante petição escrita e devidamente assinada, irregularidades e ilegalidades perante o Tribunal de 
Contas do Estado. 
 
Art. 36 As disponibilidades de caixa do Município e dos órgãos ou entidades do Poder Público Municipal 
e das empresas por ele controladas serão depositadas em instituições financeiras oficiais, ressalvados 
os casos previstos em lei federal, ficando autorizada a aplicação financeira. 
 
Art. 37 Antes da apreciação das contas do Prefeito, este será convidado, por escrito, a prestar, no 
prazo de sessenta dias, os esclarecimentos que julgar oportunos sobre matéria constante do parecer 
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prévio do Tribunal de Contas, podendo juntar documentos e requerer a produção de provas pericial e 
testemunhal, perante a Comissão competente. 
 
Art. 38 Quando as contas tiverem que ser apreciadas após o encerramento do mandato, proceder-se-
á na forma do artigo anterior, assegurado ao ex-Prefeito, por sí ou através de procurador, o direito de 
examinar os documentos de sua gestão e de requerer o fornecimento de cópias pela Administração. 
 
Art. 39 As decisões relativas à prestação de contas, obedecidos os preceitos do artigo 180 da 
Constituição Estadual, terão a forma de resolução, dispondo sobre: 
I - o arquivamento do processo, com baixa, na responsabilidade dos ordenadores de despesa, quando 
for o caso; 
II - recomendação quantoà necessária correção de procedimentos futuros, quando apenas se 
configurarem meras imperfeições ou impropriedades formais; 
III - a inscrição, em conta de responsabilidade, quando houver imputação de débito, para efeito de 
ressarcimento aos cofres com os acréscimos legais; 
IV - encaminhamento de cópia do processo ao Ministério Público, quando houver indício de infração 
penal. 
 
Capítulo II 
DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL 
SEÇÃO I 
DO PREFEITO E DO VICE-PREFEITO 
 
Art. 40 O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos Secretários Municipais. 
 
Art. 41 A eleição do Prefeito importará, para mandato correspondente, na eleição do Vice- Prefeito 
com ele registrado. 
§ 1º O Vice-Prefeito substitui o Prefeito nos impedimentos e o sucede nos casos de vaga e, se o Vice-
Prefeito estiver impedido, assumirá o Presidente da Câmara; impedido este, o Procurador Geral do 
Município responderá pelo expediente da Prefeitura. 
§ 2º O Vice-Prefeito, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, 
auxiliará o Prefeito sempre que por ele for convocado para missões especiais. 
§ 3º Quando houver a vacância dos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, far-se-á eleição sessenta dias 
depois de aberta a última vaga, salvo quando faltarem menos de quinze meses para o término do 
mandato, hipótese em que assumirá a chefia do Executivo o Presidente da Câmara Municipal ou, em 
caso de impedimento deste, aquele que a Câmara eleger. 
 
Art. 42 O Prefeito, regularmente licenciado pela Câmara, terá direito de perceber sua remuneração 
quando em: 
I - tratamento de saúde, devidamente comprovado; 
II - missão de representação do Município; 
III - licença maternidade e paternidade. 
 
Art. 43 O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse em reunião da Câmara Municipal. 
Parágrafo Único - Na posse e no término do mandato, o Prefeito e o Vice-Prefeito apresentarão, à 
Câmara Municipal, declaração de seus bens registrada em cartório. 
 
Art. 44 O Prefeito residirá no Município e dele não poderá ausentar-se sem autorização da Câmara 
Municipal por mais de quinze dias, sob pena de perder o cargo, salvo se em gozo de férias ou 
licença.(Redação dada pela ELO no 24, de 07 de março de 2005.) 
 
SEÇÃO II 
DAS ATRIBUIÇÕES DO PREFEITO 
 
Art. 45 Compete privativamente ao Prefeito, além das atribuições dadas pela Constituição Federal: 
I - nomear e exonerar Secretários Municipais; 
II - exercer, com auxílio dos Secretários Municipais, a direção superior do Poder Executivo; 
III - prover e extinguir os cargos públicos do Poder Executivo, observando o disposto nesta lei; 
IV - prover os cargos de direção ou administração superior dos órgãos da Administração Indireta; 
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V - iniciar o processo legislativo na forma e nos casos previstos nesta lei; 
VI - fundamentar os projetos de lei que remeter à Câmara Municipal; 
VII - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis e, para sua fiel execução, expedir decretos e 
regulamentos; 
VIII - vetar proposições de lei total ou parcialmente; 
IX - elaborar as leis delegadas; 
X - remeter mensagens e planos de governo à Câmara Municipal, quando da reunião inaugural da 
sessão legislativa ordinária, expondo a situação do Município; 
XI - enviar à Câmara Municipal o plano plurianual de ação governamental, o projeto de lei de diretrizes 
orçamentárias e as propostas de orçamento, previstos nesta lei; 
XII - prestar, anualmente, à Câmara Municipal, dentro de sessenta dias da abertura da sessão 
legislativa ordinária, contas referentes ao exercício anterior; 
XIII - dispor, na forma da lei, sobre a organização e atividade do Poder Executivo; 
XIV - celebrar convênio com entidade de direito público e privado, observadas as condições desta lei; 
XV - contrair empréstimos externos ou internos e fazer operação ou acordo externo de qualquer 
natureza, após autorização da Câmara Municipal, nos termos da Constituição Federal e desta Lei; 
XVI - convocar extraordinariamente a Câmara Municipal; 
XVII - responder, no prazo de trinta dias, aos pedidos de informação formulados pela Câmara Municipal 
ou pelos Vereadores;(Nova redação do inciso XVII dada pela ELO no 4/00, renumerado para ELO no 
16/00, por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da ELO no 22/04) 
XVIII - Revogado. (Revogado pela Emenda à Lei Orgânica no 36/2018) 
 
Art. 46 O Prefeito poderá delegar, por decreto, aos Secretários Municipais e ao Procurador Municipal, 
funções administrativas que não sejam de sua competência privativa. 
 
Art. 47 A cada doze meses, o Prefeito terá direito a trinta dias de férias, enviando à Câmara Municipal 
comunicação prévia. 
§ 1º As férias do Prefeito poderão ser fruídas de uma só vez ou em períodos mínimos de 15 dias. 
§ 2º Nas férias do Prefeito, assumirá imediatamente o Vice-Prefeito ou o Presidente da Câmara, na 
forma da lei. 
 
SEÇÃO III 
DA RESPONSABILIDADE DO PREFEITO 
 
Art. 48 O Prefeito será processado e julgado: 
I - Pelo Tribunal de Justiça do Estado, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, nos termos da 
legislação federal aplicável; 
II - pela Câmara Municipal, nas infrações político-administrativas, nos termos do seu Regimento 
Interno, assegurados, entre outros requisitos de validade, o contraditório, a publicidade, a ampla defesa, 
com os meios e recursos a ela inerentes e a decisão motivada que se limitará a decretar a cassação do 
mandato do Prefeito. 
§ 1º Admitir-se-á a denúncia por qualquer munícipe eleitor. 
§ 2º Não participará do processo, nem do julgamento, o Vereador denunciante. 
§ 3º Se, decorridos, os cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, o processo será 
arquivado. 
§ 4º O Prefeito, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao 
exercício de suas funções. 
 
SEÇÃO IV 
DOS SECRETÁRIOS MUNICIPAIS 
 
Art. 49 Os Secretários Municipais serão escolhidos entre os brasileiros civilmente capazes e no 
exercício de seus direitos políticos. 
Parágrafo Único - Compete aos Secretários Municipais, além de outras atribuições conferidas em Lei: 
I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos de sua Secretaria e de entidade de 
Administração Indireta a ela vinculada; 
II - referendar atos e decretos, referentes a sua Secretaria, assinados pelo Prefeito; 
III - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos; 
IV - apresentar ao Prefeito e à Câmara Municipal relatório anual de sua gestão; 
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V - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhes forem outorgadas ou delegadas pelo Prefeito. 
 
SEÇÃO V 
DA PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO 
 
Art. 50 A Procuradoria do Município tem por chefe o Procurador Geral do Município, de livre designação 
pelo Prefeito, dentre advogados de reconhecido saber jurídico e reputação ilibada. 
Parágrafo Único - O ingresso na classe inicial de Procurador Municipal far-se-á mediante concurso 
público e prova de títulos. 
 
SEÇÃO VI 
DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS 
 
Art. 51 Os cargos, empregos e funções são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos 
estabelecidos em Lei. 
§ 1º A investidura em cargo ou emprego público depende da aprovação prévia em concurso de provas 
ou de provas e títulos, ressalvadas as nomeações para cargo em Comissão declarado em lei, de livre 
nomeação e exoneração. 
§ 2º O prazo de validade do concurso público é de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual 
período. 
§ 3º Durante o prazo improrrogável, previsto no edital da convocação, o aprovado em concurso público 
será convocado, observada a ordem de classificação, com prioridade sobre os novos concursados, para 
assumir o cargo ou emprego na carreira. 
§ 4º A inobservância do disposto nos parágrafos 1º e 3º deste artigo implica em nulidade do ato e 
punição da autoridaderesponsável, nos termos da lei. 
§ 5º Ao servidor público municipal será garantida, no concurso interno, uma pontuação definida em lei. 
 
Art. 52 A lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado, para atender a necessidade 
temporária e de excepcional interesse público. 
§ 1º É vedado o desvio de função de pessoa contratada na forma autorizada no artigo, bem como sua 
recontratação, sob pena de nulidade do contrato e responsabilidade administrativa e civil da autoridade 
contratante. 
§ 2º O disposto no artigo não se aplica a funções de magistério. 
 
Art. 53 O cargo em Comissão e a função de confiança na administração pública direta e indireta serão 
exercidos, preferencialmente, por servidores públicos municipais ocupantes de cargo de carreira técnica 
ou profissional, nos casos e condições previstos na lei. 
 
Art. 54 A revisão geral da remuneração do servidor público municipal far-se-á sempre no mês que a 
lei fixar, sendo, ainda, assegurada a preservação mensal de seu poder aquisitivo, desde que respeitados 
os limites a que se refere a Constituição da República. 
§ 1º A Lei fixará o limite máximo e a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores 
públicos municipais, observados, como limites máximos, os valores percebidos como remuneração em 
espécie pelo Prefeito. 
§ 2º Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não podem ser superiores aos percebidos pelo 
Poder Executivo. 
§ 3º É vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos para efeitos de remuneração do pessoal 
do serviço público, ressalvado o disposto nesta Lei Orgânica. 
§ 4º Os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados, nem 
acumulados, para o fim de concessão de acréscimo ulterior sob o mesmo título ou idêntico fundamento. 
§ 5º Os vencimentos do servidor público são irredutíveis e a remuneração observará o disposto nos 
parágrafos 1º e 2º deste artigo e os preceitos estabelecidos nos artigos 150-II, 153-III e 153, § 2º, I da 
Constituição Federal. 
§ 6º É assegurado aos servidores públicos e às entidades representativas o direito de reunião nos 
locais de trabalho, após prévia comunicação à chefia imediata, desde que não haja comprometimento do 
serviço público. 
 
Art. 55 É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, salvo se houver compatibilidade de 
horários: 
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45 
 
I - a de dois cargos de professor; 
II - a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
III - a de dois cargos privativos de médico. 
Parágrafo Único - A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, 
empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas. 
 
Art. 56 Ao servidor público municipal em exercício de mandato eletivo aplicam-se às seguintes 
disposições: 
I - tratando-se do mandato eletivo federal ou estadual, ficará afastado do cargo, emprego ou função; 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo- lhe facultado 
optar por sua remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens 
de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo e, não havendo 
compatibilidade, será aplicada a norma inscrita no inciso anterior; 
IV - em qualquer caso que exija afastamento para o exercício do mandato eletivo, seu tempo de serviço 
será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; 
V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão determinados 
como se no exercício estivesse. 
 
Art. 57 A lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de 
deficiência e definirá os critérios de sua admissão. 
 
Art. 58 Os atos de improbidade administrativa importam em suspensão dos direitos políticos, perda de 
função pública, indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário, na forma e na gradação 
estabelecidas em lei federal, sem prejuízo da ação penal cabível. 
 
Art. 59 É vedado ao servidor público municipal desempenhar atividades que não sejam próprias do 
cargo de que for titular, exceto quando ocupar cargo em Comissão ou desempenhar função de confiança. 
 
Art. 60 O Município instituirá o regime jurídico único e planos de carreira para os servidores públicos 
municipais de órgãos da Administração Direta, de autarquias e de fundações públicas, após ouvido, 
obrigatoriamente, o órgão sindical dos servidores públicos municipais. 
§ 1º A política de pessoal obedecerá as seguintes diretrizes: 
I - valorização e dignificação da função pública e do serviço público; 
II - profissionalização e aperfeiçoamento do servidor público municipal; 
III - constituição de quadro dirigente mediante formação e aperfeiçoamento de administradores; 
IV - sistema de mérito objetivamente apurado para o ingresso no sistema de mérito objetivamente 
apurado para ingresso no serviço e desenvolvimento da carreira. 
V - remuneração compatível com a complexidade e a responsabilidade das tarefas e com a 
escolaridade exigida para o seu desempenho 
§ 2º Ao servidor que, por acidente ou doença, tornar-se inapto para exercer as atribuições específicas 
de seu cargo, serão assegurados os direitos e vantagens a ele inerentes, até seu definitivo 
aproveitamento em outro cargo de atribuições afins, respeitada a habilitação exigida. 
§ 3º Para provimento de cargo de natureza técnica exigir-se-á a respectiva habilitação profissional. 
 
Art. 61 Ficam assegurados, aos servidores públicos municipais, os seguintes direitos: 
I - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades 
vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, 
transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo 
vedada sua vinculação para qualquer fim; 
II - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; 
III - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; 
IV - décimo terceiro salário, com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 
V - remuneração do trabalho noturno superior ao do diurno; 
VI - salário família para os seus dependentes; 
VII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta semanais, facultada a 
compensação de horários e a redução da jornada nos termos que dispuser a lei; 
VIII - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos; 
IX - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento à do normal; 
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X - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; 
XI - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; 
XII - licença paternidade nos termos fixados em lei; 
XIII - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos, nos termos da lei; 
XIV - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança; 
XV - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei; 
XVI - proibição de diferença de salários, de exercícios de função e de critério de admissão por motivo 
de sexo, idade, cor ou estado civil. 
§ 1º Cabe ao Sindicato a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive 
em questões judiciais ou administrativas. 
§ 2º A participação do sindicato nas negociações salariais é obrigatória. (Redação dos incisos I a XVI 
e §§ 1º e 2º dada pela ELO no 4/92) 
§ 3º O pagamento dos vencimentos, vantagens e demais parcelas que compõem a remuneração do 
funcionalismo público municipal, dos ativos, inativos e pensionistas,da administração direta e indireta, 
autárquica e fundacional, dar-se-á em parcela única até o último dia útil do mês a que se referir. (Redação 
acrescida pela Emenda à Lei Orgânica no 35/2016) 
 
Art. 62 A lei assegurará ao servidor público municipal da Administração Direta isonomia de 
vencimentos para cargos de atribuições iguais ou semelhantes no mesmo Poder, ou entre servidores dos 
Poderes Executivo e Legislativo, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza 
ou ao local de trabalho. 
 
Art. 63 É garantida a liberação do servidor público municipal para o exercício de mandato eletivo em 
diretoria de entidade sindical, sem prejuízo da remuneração e dos demais direitos e vantagens de seu 
cargo. 
 
Art. 64 É garantido o direito de grave aos servidores públicos municipais, a ser exercido nos termos e 
limites definidos em lei complementar federal. 
 
Art. 65 É estável, após dois anos de efetivo exercício, o servidor público municipal nomeado em virtude 
de concurso público. 
§ 1º O servidor público municipal estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada 
em julgado ou processo administrativo em que seja assegurada ampla defesa. 
§ 2º Invalidada, por sentença judicial, a demissão do servidor público municipal estável, será ele 
reintegrado e o eventual ocupante da vaga reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, 
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade. 
§ 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor público municipal estável ficará 
em disponibilidade remunerada até seu adequado aproveitamento em outro cargo de atribuições e 
vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado, respeitada a habilitação exigida. 
 
Art. 66 O Município assegurará ao servidor público municipal que, por motivo de acidente ou de 
doença, tornar-se inapto para exercer sua função de origem, o direito à reabilitação e à readaptação a 
uma nova função, sem perda de nenhuma espécie. 
 
Art. 67 O servidor público municipal legalmente responsável por pessoa portadora de deficiência em 
tratamento especializado, poderá ter sua jornada de trabalho reduzida, conforme dispuser a lei. 
 
SEÇÃO VII 
DA PREVIDÊNCIA SOCIAL 
 
Art. 68 O Município manterá plano de previdência e assistência social para o servidor público municipal 
submetido a regime próprio e para sua família. 
§ 1º O plano de previdência e assistência social visa dar cobertura aos riscos a que estão sujeitos os 
beneficiários mencionados no artigo e atenderá nos termos da lei a: 
I - cobertura nos eventos de doenças, invalidez, velhice, acidente em serviço, falecimento e reclusão; 
II - proteção à maternidade, à adoção e à paternidade; 
III - assistência à saúde; 
IV - ajuda à manutenção dos dependentes dos beneficiários. 
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§ 2º O plano será custeado com o produto da arrecadação de contribuições sociais obrigatórias do 
servidor público municipal e do Poder, órgão ou entidade a que se encontra vinculado, e de outras fontes 
de receita definidas em lei. 
§ 3º A contribuição mensal do servidor público municipal e do agente político será diferenciada em 
função da remuneração, na forma que a lei fixar. 
§ 4º Os benefícios do plano serão concedidos nos termos e condições estabelecidos em lei: 
I - quanto ao servidor público municipal e agente político: 
a) aposentadoria; 
b) auxílio natalidade; 
c) salário família diferenciado; 
d) auxílio transporte; 
e) licença para tratamento de saúde; 
f) licença à gestante, à adotante e paternidade; 
g) licença por acidente em serviço. 
II - quanto ao dependente: 
a) pensão por morte; 
b) auxílio reclusão; 
c) auxílio funeral; 
d) pecúlio. 
§ 5º Nos casos previstos nas alíneas "e", "f" e "g" do inciso I, parágrafo anterior, o servidor perceberá 
remuneração integral como se em exercício estivesse. 
§ 6º O Poder, órgão ou entidade a que se vincule o servidor público municipal terá, após os descontos, 
um prazo de dez dias para recolher as respectivas contribuições sociais, sob pena de responsabilidade 
de seu proposto e pagamento dos acréscimos definidos em lei. 
 
Art. 69 O servidor público municipal será aposentado: 
I - por invalidez permanente, com proventos integrais, quando decorrente de acidente em serviço, 
moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas em lei, e proporcionais nos 
demais casos; 
II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de serviço; 
III - voluntariamente: 
a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e trinta, se mulher, com proventos integrais; 
b) aos trinta anos, se professor, e vinte e cinco, se professora, de efetivo exercício em funções de 
magistério, com proventos integrais; 
c) aos trinta anos de serviço, se homem, e aos vinte e cinco, se mulher, com proventos proporcionais 
a esse tempo; 
d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, aos sessenta, se mulher, com proventos 
proporcionais ao tempo de serviço. 
§ 1º As exceções ao disposto no inciso III, alíneas "a" e "c", no caso de exercício de atividades 
consideradas penosas, insalubres ou perigosas, serão estabelecidas em lei complementar federal. 
§ 2º A lei disporá sobre a aposentadoria em cargo, função ou emprego temporários. 
§ 3º O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal será computado integralmente para os 
efeitos de aposentadoria e disponibilidade. 
§ 4º É assegurado ao servidor público municipal afastar-se da atividade a partir da data do 
requerimento de aposentadoria. A sua não concessão importará na reposição do período de afastamento. 
§ 5º Para efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição da 
administração pública e privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos sistemas de previdência 
social se compensarão financeiramente, segundo os critérios estabelecidos em lei federal. 
§ 6º O servidor público municipal que retornar à atividade após a cessação dos motivos que causaram 
sua aposentadoria por invalidez, terá direito, para todos os fins, salvo para o de promoção, à contagem 
do tempo relativo ao período de afastamento. 
§ 7º O benefício da pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do 
servidor falecido, até o limite estabelecido em lei, observado o disposto nos parágrafos 8º e 9º. 
§ 8º Os proventos da aposentadoria e as pensões por morte, nunca inferiores ao salário mínimo, serão 
revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração do servidor em 
atividade. 
§ 9º Serão estendidos aos inativos os benefícios ou vantagens posteriormente concedidos ao servidor 
em atividade, mesmo quando decorrentes de transformação ou reclassificação do cargo ou da função em 
que se tiver dado a aposentadoria. 
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§ 10 A pensão por morte abrangerá o cônjuge, o companheiro e demais dependentes, na forma da lei. 
§ 11 Nenhum benefício ou serviço da previdência social poderá ser criado, majorado ou estendido sem 
a correspondente fonte de custeio total. 
 
Art. 70 Incumbe à entidade da Administração Indireta gerir, com exclusividade, o sistema de 
previdência e assistência social dos servidores públicos municipais. 
Parágrafo Único - Os cargos de direção da entidade serão ocupados, preferencialmente, por servidores 
públicos municipais de cargo de carreira. 
 
Art. 71 O piso mínimo dos valores a serem pagos aos aposentados e pensionistas não poderá ser 
inferior ao salário mínimo fixado pelo Governo Federal. 
 
TÍTULO III 
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA MUNICIPAL 
Capítulo I 
DOS PRINCÍPIOS GERAIS 
 
Art. 72 A administração pública municipal é o conjunto de órgãos institucionais, materiais, financeiros 
e humanos destinados à execução das decisões do governo local. 
§ 1º A administração pública municipal é diretaquando realizada por órgãos da Prefeitura ou Câmara 
Municipal. 
§ 2º A administração pública municipal é indireta quando realizada por: 
I - autarquia; 
II - sociedade de economia mista; 
III - empresa pública. 
§ 3º A administração pública municipal é fundacional quando realizada por fundação instituída ou 
mantida pelo Município. 
§ 4º Somente por lei específica poderão ser criadas autarquias, sociedades de economia mista, 
empresas públicas e fundações municipais. 
 
Art. 73 A atividade administrativa do Município, direta ou indireta, descentralizada, obedecerá aos 
princípios da transparência, legalidade, finalidade, razoabilidade, motivação, impessoalidade, moralidade, 
publicidade, da licitação e da responsabilidade. 
 
Art. 74 Qualquer cidadão poderá levar ao conhecimento da autoridade municipal irregularidades, 
ilegalidades ou abuso de poder imputáveis a qualquer agente público, cumprindo ao servidor público 
municipal o dever de fazê-lo perante seu superior hierárquico, para as providências e correções 
pertinentes. 
 
Art. 75 A publicação das leis e dos atos municipais far-se-á na imprensa local. 
§ 1º Os atos de efeitos externos só produzirão efeito após a sua publicação. 
§ 2º A publicação dos atos normativos internos, pela imprensa, poderá ser resumida. 
§ 3º Os Poderes Legislativo e Executivo organizarão registros de seus atos e documentos de forma a 
preservar-lhes a inteireza e possibilitar-lhes a consulta e extração de cópias e certidões, sempre que 
necessário. 
 
Art. 76 Os Poderes Legislativo e Executivo são obrigados a fornecer, a qualquer interessado, no prazo 
máximo de dez dias, certidões de atos, contratos e decisões, sob pena de responsabilidade da autoridade 
ou servidor público municipal que negar ou retardar sua expedição, assim como atender às requisições 
judiciais em igual prazo, se outro não foi fixado pelo requisitante. 
 
Art. 77 A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos 
municipais, qualquer que seja o veículo de comunicação, somente poderá ter caráter informativo, 
educativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que 
caracterizem a promoção pessoal de autoridade ou servidor público municipal. 
Parágrafo Único - Os custos da publicidade referida neste artigo serão comunicados à Câmara 
Municipal, no prazo de quinze dias após sua veiculação. 
 
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Art. 78 A execução de obras públicas municipais deverá ser sempre precedida de projeto elaborado 
segundo as normas técnicas adequadas. 
 
Art. 79 Será obrigatória a publicação do resumo de todos os termos de contratos administrativos, ou 
quando não exigível a formalização por este meio, das respectivas escrituras públicas ou particulares, ou 
cartas-contratos, ou notas de empenho ou a autorização de compra ou ordem de execução de obras ou 
de serviço, referentes a despesas relevantes, definidas em legislação ordinária. 
 
Art. 80 A atividade administrativa permanente é exercida: 
I - em qualquer dos Poderes do Município, nas autarquias e nas fundações públicas, por servidor 
público, ocupante de cargo público, em caráter definitivo ou em Comissão, ou de função de confiança. 
II - nas sociedades de economia mista, empresas públicas e demais entidades de direito privado sob 
o controle direto ou indireto do Município, por empregado público, ocupante de emprego público ou função 
de confiança. 
 
Capítulo II 
DAS OBRAS E SERVIÇOS MUNICIPAIS 
 
Art. 81 Lei municipal, observadas as normas gerais estabelecidas pela União, disciplinará o 
procedimento de licitação imprescindível à contratação de obras, serviços, compras e alienação do 
Município. 
Parágrafo Único - Nas licitações do Município e de suas entidades de Administração Indireta e 
fundacionais, observar-se-ão, sob pena de nulidade, os princípios de isonomia, publicidade, probidade, 
vinculação ao instrumento convocatório e julgamento objetivo. 
 
Art. 82 O Município organizará e prestará, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os 
serviços públicos de sua competência. 
§ 1º A concessão de serviço público será outorgada mediante contrato precedido de concorrência e 
autorização legislativa. 
§ 2º A permissão de serviço público, sempre a título precário, será outorgada por decreto, após edital 
de chamamento de interessados, para a escolha do melhor pretendente. 
§ 3º Os serviços concedidos e permitidos ficarão sempre sujeitos à regulamentação e fiscalização do 
Município, incumbindo aos que o executem, sua permanente atualização e adequação às necessidades 
dos usuários. 
§ 4º O Município poderá intervir na prestação dos serviços concedidos ou permitidos para corrigir 
distorções ou abusos, bem como retomá-los, sem indenização, desde que executados em 
desconformidade com o contrato ou ato quando se revelarem insuficientes para o atendimento dos 
usuários. 
 
Art. 83 As tarifas de serviços públicos e de utilidade pública deverão ser fixadas pelo Prefeito, tendo 
em vista justa remuneração, segundo critérios estabelecidos em lei. 
 
Capítulo III 
DO TRANSPORTE PÚBLICO 
 
Art. 84 Incumbe ao Município, respeitada a legislação federal, planejar, organizar, dirigir, coordenar, 
executar, delegar e controlar a prestação de serviços públicos ou de utilidade pública relativos a transporte 
coletivo individual de passageiros, o tráfego, o trânsito e o sistema viário municipal. 
§ 1º Os serviços a que se refere o artigo, incluindo o de transporte escolar, serão prestados diretamente 
ou sob o regime de concessão ou permissão nos termos da lei. 
§ 2º A exploração de atividade de transporte coletivo que o Poder Público seja levado a exercer por 
força de contingência ou conveniência administrativa, será empreendida por empresa pública. 
 
Art. 85 Lei municipal disporá sobre organização, funcionamento e fiscalização dos serviços de 
transporte coletivo e de táxi, devendo ser fixadas diretrizes de caracterização precisa e proteção eficaz 
do interesse público e dos direitos dos usuários. 
§ 1º O Município assegurará transporte coletivo a todos os cidadãos. 
§ 2º É obrigatória a manutenção de linhas noturnas de transporte coletivo em toda a área do Município, 
racionalmente distribuídas pelo órgão ou entidade competente. 
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Art. 86 O planejamento dos serviços de transporte coletivo deve ser feito com observância dos 
seguintes princípios: 
I - compatibilidade entre transporte e uso do solo; 
II - integração física, operacional e tarifária entre as diversas modalidades de transporte; 
III - racionalização dos serviços; 
IV - análise de alternativas mais eficientes ao sistema; 
V - participação de entidades de classe e da população organizada; 
VI - as concessionárias de transporte público devem observar a legislação sobre saúde e meio 
ambiente, na forma da lei. 
Parágrafo Único - O Município, ao traçar as diretrizes de ordenamento dos transportes, estabelecerá 
metas prioritárias de circulação de coletivo urbano, que terá preferência em relação às demais 
modalidades de transporte. 
 
Art. 87 As tarifas de serviço de transporte coletivo e de táxi e de estacionamento público, no âmbito 
municipal, serão fixadas pelo Poder Executivo, podendo ser diferenciadas em função das características 
técnicas e dos custos específicos provenientes do atendimento aos distintos segmentos de usuários. 
(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica no 34/2014) 
§ 1º O Poder Executivo deverá proceder ao cálculo da remuneração do serviço de transporte de 
passageiros às empresas operadoras, com base em planilha de custos, contendo metodologia de cálculo, 
parâmetros e coeficientes técnicos em função das peculiaridades do sistema de transporte urbano 
municipal. 
§ 2º As planilhas de custo serão atualizadas quando houver alteração no preço de componentes da 
estrutura decustos de transporte, necessários à operação do serviço. 
§ 3º É assegurado à entidade representativa da sociedade civil e à Câmara o acesso aos dados 
informadores da planilha de custos, bem como a elementos da metodologia de cálculo, parâmetros e 
coeficientes técnicos. 
§ 4º O sistema de transporte coletivo fornecerá, para aquisição antecipada aos usuários, bilhete ou 
cartão de transporte de valor inferior à tarifa vigente, e o desconto deverá ser aprovado pela Câmara 
Municipal. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica no 34/2014) 
 
Art. 88 O equilíbrio econômico-financeiro dos serviços de transporte coletivo será assegurado pela 
compensação entre a receita auferida e o custo total do sistema. 
Parágrafo Único - A fixação de qualquer tipo de gratuidade no transporte coletivo urbano só poderá 
ser feita mediante lei que contenha a fonte de recursos para custeá-la, salvo os casos previstos nesta Lei 
Orgânica. 
 
Art. 89 O Poder Público promoverá permanente vistoria nas unidades de transporte coletivo, 
determinando a retirada de circulação dos veículos que não estejam apropriados ao uso e sua imediata 
substituição. 
 
Art. 90 As vias integrantes dos itinerários das linhas de transporte coletivo de passageiros terão 
prioridade para pavimentação e conservação. 
 
Art. 91 O Poder Público constituirá terminais de transporte coletivo urbano para onde possam convergir 
as linhas de ônibus dos principais corredores de transporte da cidade. 
 
Art. 92 Em quarteirão fechado, o mobiliário urbano será disposto de forma a facilitar o trânsito eventual 
de veículos, especialmente em situação de emergência. 
 
Art. 93 Fica instituído o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte Público. 
Parágrafo único. A composição e as atribuições do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana e 
Transporte Público serão definidas em lei. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica no 32/2013) 
 
Art. 94 Na concessão de serviços que envolvam transporte de pessoas, será exigido curso de direção 
defensiva ou similar, na forma da lei. 
 
 
 
 
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Capítulo IV 
DO PATRIMÔNIO MUNICIPAL 
 
Art. 95 Integram o patrimônio do Município todos os bens imóveis e móveis, direitos e ações que, por 
qualquer título, lhe pertençam. 
 
Art. 96 Cabe ao Prefeito a administração do patrimônio municipal, respeitada a competência da 
Câmara quanto aos bens utilizados em seus serviços. 
 
Art. 97 A aquisição de bens imóveis, por compra ou permuta, dependerá de prévia avaliação e 
autorização legislativa. 
 
Art. 98 A alienação de bens municipais subordinada à existência de interesse público, devidamente 
justificado, será sempre precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: 
I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa e concorrência, dispensada esta nos 
seguintes casos: 
a) a doação, devendo constar da escritura pública os encargos do donatário, o prazo de seu 
cumprimento e a cláusula de retrocessão e cláusula de inalienabilidade, sob pena de nulidade do ato, 
podendo tais encargos ser dispensados, por lei, se o donatário for pessoa jurídica integrante da 
Administração Indireta do Município e o imóvel destinar-se a garantia de financiamento junto ao Sistema 
Financeiro de Habitação;(Nova redação da alínea "a" dada pela ELO no 29/07) 
b) permuta. 
II - quando móveis, dependerá de licitação dispensada nos seguintes casos: 
a) doação, que será permitida exclusivamente para fins de interesse social; 
b) permuta. 
§ 1º O Município, preferentemente à venda ou doação de seus bens imóveis, outorgará concessão de 
direito real de uso mediante prévia autorização legislativa e concorrência. A concorrência poderá ser 
dispensada, por lei, quando o uso se destinar a concessionária de serviço público e entidades 
assistenciais, ou quando houver relevante interesse público, devidamente justificado. 
§ 2º A venda a proprietários de imóveis lindeiros de áreas urbanas remanescentes e inaproveitáveis 
para edificação, resultantes de obra pública, dependerá apenas de prévia avaliação. As áreas resultantes 
de modificação de alinhamento serão alienadas nas mesmas condições, quer sejam aproveitáveis ou 
não. 
 
Art. 99 O uso de bens municipais por terceiros poderá ser feito mediante concessão, permissão ou 
autorização, se o interesse público o justificar. 
§ 1º A concessão administrativa dos bens públicos de uso especial e dominicais far-se-á mediante 
contrato precedido de autorização legislativa e concorrência, dispensada esta, por lei, quando o uso se 
destinar a concessionária de serviço público, a entidades assistenciais, ou quando houver interesse 
público relevante, devidamente justificado. 
§ 2º A permissão, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita a título precário, por 
decreto. 
§ 3º A autorização, que poderá incidir sobre qualquer bem público, será feita por portaria, para 
atividades ou usos específicos. 
"§ 4º Cessão é transferência gratuita da posse de um bem do Município para outro órgão ou entidade 
pública, a fim de que o cessionário utilize, nas condições estabelecidas no respectivo termo, por tempo 
determinado, mediante autorização legislativa, podendo ser dispensada a licitação, por justificado 
interesse público.(Redação dada pela ELO 5/95, renumerado para ELO no 10/95, por força do disposto 
no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da ELO no 22/04) 
 
Art. 100 Fica expressamente vedada a doação de bens imóveis municipais a qualquer pessoa jurídica 
cujos objetivos não se configurem em atividades sociais, devendo a beneficiária ser reconhecida de 
utilidade pública municipal e constar da lei de doação que, em caso de extinção da entidade, o patrimônio 
doado reverterá ao patrimônio municipal. 
Parágrafo Único - A proibição prevista neste artigo não se aplica em se tratando de doação de interesse 
para o Município e, especialmente, que tenha por objetivo ampliar o seu potencial turístico e incrementar 
o seu parque industrial. (Parágrafo Único, com redação dada pela ELO no 6/96, renumerado para ELO 
no 11/96, por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgãnica pelo art. 4º, da ELO no 22/04) 
 
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Capítulo V 
DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 
SEÇÃO I 
DOS TRIBUTOS 
 
Art. 101 Tributos municipais são os impostos, as taxas e a contribuição de melhoria instituídos por lei 
local, atendidos os princípios da Constituição Federal e as normas gerais de direito tributário 
estabelecidos em lei Complementar federal, sem prejuízo de outras garantias que a legislação tributária 
municipal assegure ao contribuinte. 
 
Art. 102 Compete ao Município instituir impostos sobre: 
I - propriedade predial e territorial urbana; 
II - transmissão inter-vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis por natureza ou acessão 
física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos à sua 
aquisição: 
III - vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel e gás de cozinha; 
IV - serviço de qualquer natureza, não compreendidos na competência do Estado e definidos em lei 
complementar federal. 
§ 1º O imposto previsto no inciso I poderá ser progressivo, nos termos de lei municipal, de forma a 
assegurar o cumprimento da função social da propriedade. 
§ 2º O imposto referido no inciso I poderá ter alíquotas diversificadas em função de interesse 
estabelecido no plano diretor. 
§ 3º Lei municipal estabelecerá critérios objetivos para a edição da planta de valores de imóveis, tendo 
em vista a incidência do imposto previsto no inciso I. 
§ 4º O imposto previsto no inciso II compete ao Município da situação do bem e não incide sobre a 
transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, 
nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrentes de fusão, incorporação,cisão ou extinção de 
pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda 
desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil. 
 
Art. 103 As taxas só poderão ser instituídas por lei municipal, em razão do exercício do poder de polícia 
ou pela utilização efetiva ou potencial de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao 
contribuinte ou postos à sua disposição pelo Município 
Parágrafo Único - As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.(Renumerado pela 
ELO no 2/94, que revogou o § 2º, renumerado para ELO no 7/94, por força do disposto no art. 226a, 
acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º da ELO no 22/04) 
 
Art. 104 A contribuição de melhoria será instituída por lei para ser cobrada em decorrência da execução 
de obras públicas municipais. 
 
Art. 105 O Município instituirá, por lei, contribuição cobrada de seus servidores, para custeio, em 
benefício destes, de sistemas de previdência e assistência social. 
 
SEÇÃO II 
DA RECEITA E DA DESPESA 
 
Art. 106 A receita do Município constitui-se da arrecadação de seus tributos, da participação em tributos 
federais e estaduais, dos preços resultantes da utilização de seus bens, serviços, atividades e de outros 
ingressos. 
 
Art. 107 A fixação dos preços públicos devidos pela utilização de bens, serviços e atividades 
municipais, será feita por decreto, segundo critérios gerais estabelecidos em lei. 
 
Art. 108 A despesa pública atenderá às normas gerais de direito financeiro federal e aos princípios 
orçamentários. 
 
 
 
 
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SEÇÃO III 
DOS ORÇAMENTOS 
 
Art. 109 Leis de iniciativa do Prefeito estabelecerão: 
I - o plano plurianual; 
II - as diretrizes orçamentárias; 
III - os orçamentos anuais. 
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá as diretrizes, objetivos e metas da administração 
municipal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de 
duração continuada. 
§ 2º A lei de diretrizes orçamentárias estabelecerá metas e prioridades da administração municipal, 
incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei 
orçamentária anual e disporá sobre as alterações na legislação tributária. 
§ 3º O Poder Executivo publicará, até o dia dez de cada mês, o balancete das contas municipais. Art. 
110 
O lei orçamentária anual compreenderá: 
I - o orçamento fiscal; 
II - o orçamento das autarquias e das fundações instituídas ou mantidas pelo Município; 
III - o orçamento de investimentos das empresas em que o Município, direta ou indiretamente, detenha 
a maioria do capital social com direito a voto. 
§ 1º O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo do efeito sobre as despesas 
decorrentes de isenções, anistias e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. 
§ 2º Os orçamentos, compatibilizados com o plano plurianual, terão, entre suas funções, a de reduzir 
desigualdades entre os distritos do Município, segundo critério populacional. 
§ 3º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da 
despesa, não se incluindo na proibição a autorização para a abertura de crédito suplementar e 
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei federal 
aplicável. 
 
Art. 111 O orçamento municipal assegurará investimentos prioritários em programas de educação, de 
ensino pré-escolar e fundamental, de saúde, de saneamento básico, de transporte coletivo e de moradia. 
 
Art. 112 Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento 
anual e aos créditos adicionais serão de iniciativa exclusiva do Prefeito e serão apreciadas pela Câmara 
Municipal, com observância do disposto nesta Lei Orgânica sobre o processo legislativo. 
§ 1º O Prefeito enviará à Câmara Municipal projeto de lei: 
I - de diretrizes orçamentárias, até 15 de maio de cada exercício; 
II - do orçamento anual, até o dia 30 de setembro de cada exercício. (Incisos I e II alterados pela 
Emenda no 3/00 renumerado para ELO no 15/00, por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei 
Orgânica pelo art. 4º, da ELO no 22/04) 
§ 2º Junto com o projeto de lei orçamentária anual, o Prefeito encaminhará, também, projeto de lei do 
plano plurianual correspondente ao período necessário para que tenha vigência permanente de, no 
mínimo, três anos. 
§ 3º Caberá à Comissão de Finanças e Orçamento: 
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas 
anualmente pelo Prefeito Municipal; 
II - exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo das demais Comissões 
criadas de acordo com o disposto no Art. 19. 
§ 4º As emendas serão apresentadas na Comissão de Finanças e Orçamento, que sobre 
elas emitirá pareceres a serem apreciados, na forma regimental, pelo Plenário da Câmara Municipal. 
§ 5º As emendas ao projeto da lei anual ou a projetos que a modifiquem somente podem ser aprovadas 
caso: 
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; 
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesas, 
excluídas as que incidam sobre: 
a) dotações de pessoal e seus encargos; 
b) serviço da dívida municipal; 
III - sejam relacionados com: 
a) a correção de omissão; 
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b) os dispositivos do texto do projeto de lei. 
§ 6º As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando 
incompatíveis com o plano plurianual. 
§ 7º O Prefeito poderá enviar mensagem à Câmara Municipal para propor modificações nos projetos 
a que se refere este artigo, enquanto não iniciada a votação na Comissão referida no § 3º. 
§ 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária 
anual, ficarem sem despesas correspondentes, poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante 
créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa. 
 
Art. 113 São vedados: 
I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual; 
II - a realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos 
orçamentários ou adicionais; 
III - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, 
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, 
aprovados pela Câmara Municipal por maioria absoluta; 
IV - a vinculação da receita de impostos a órgãos, fundo ou despesas, ressalvadas a destinação de 
recursos para o desenvolvimento do ensino e a prestação de garantia às operações de crédito por 
antecipação de receita; 
V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação 
dos recursos correspondentes; 
VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação 
para outra de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa; 
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados; 
VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos do orçamento fiscal para suprir 
necessidade ou cobrir déficit de entidade da Administração Indireta e de fundos; 
IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa. 
§ 1º Nenhum investimento, cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, poderá ser iniciado sem 
prévia inclusão no plano plurianual ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de responsabilidade. 
§ 2º Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem 
autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgadonos últimos quatro meses daquele exercício, 
caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício 
financeiro subsequente. 
§ 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender despesas imprevisíveis 
e urgentes, como as decorrentes de calamidade pública. 
 
Art. 114 Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos os créditos 
suplementares e especiais destinados à Câmara Municipal, ser-lhe-ão entregues em duodécimos até o 
dia vinte de cada mês. 
 
TÍTULO IV 
DA ORDEM ECONÔMICA 
Capítulo I 
DOS PRINCÍPIOS GERAIS 
 
Art. 115 O Município de Uberlândia exercerá, nos limites de seu território e dentro de sua competência 
constitucional, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor 
público e indicativo para o setor privado. 
§ 1º A lei estabelecerá as diretrizes e bases para o desenvolvimento municipal, com aproveitamento 
das potencialidades e recursos locais e de forma integrada com os planos nacionais e regionais de 
desenvolvimento. 
§ 2º O Município, na forma da lei, apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de 
associativismo. 
 
Art. 116 O Município dispensará às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas 
em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando incentivá-las pela simplificação de suas obrigações 
administrativas e tributárias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei. 
 
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Art. 117 A exploração direta de atividade econômica pelo Município ficará condicionada à existência 
de relevante interesse coletivo, conforme definido em lei. 
§ 1º A empresa pública, a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem a atividade 
econômica sujeitam-se ao regime jurídico das empresas privadas, inclusive quanto às obrigações 
trabalhistas e tributárias. 
§ 2º As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais 
não extensivos às do setor privado. 
§ 3º O Município, mediante autorização legislativa, poderá subscrever títulos representativos de capital 
de empresas privadas, integralizado ou a integralizar, sempre que tais investimentos se fizerem 
necessários e convenientes no território municipal, para a propulsão de atividades econômicas de 
relevante interesse. 
§ 4º O licenciamento de qualquer atividade econômica, para funcionar no território do Município, ficará 
condicionado à prévia satisfação de todas as exigências legais para preservação do meio ambiente. 
 
Art. 118 O Município, através de ações próprias ou integradas com a União e o Estado, adotará 
instrumentos para: 
I - restrição ao abuso do poder econômico; 
II - defesa, promoção e divulgação dos direitos do consumidor, educação para o consumo e estímulo 
à organização de associações voltadas para esse fim; 
III - fiscalização e controle de qualidade, de preços e de pesos e medidas dos bens e serviços 
produzidos e comercializados em seu território; 
IV - eliminação de entrave burocrático que embarace o exercício da atividade econômica. 
 
Art. 119 O Município adotará programas de desenvolvimento rural, destinados a fomentar a produção 
agropecuária, organizar o abastecimento alimentar, promover o bem-estar do homem que vive do trabalho 
da terra e fixá-lo no campo. 
§ 1º O Município participará de todas as ações relacionadas com a consecução dos objetivos indicados 
neste artigo, integrando-se através de convênios e outras formas de ajustes aos esforços de organismos 
públicos e privados. 
§ 2º Serão especialmente incentivadas as iniciativas e programas que tenham por finalidade: 
I - promover a criação e organização de agrovilas, favorecendo a fixação do homem na zona rural; 
II - eletrificação rural e irrigação; 
III - a construção de habitações para o trabalhador rural; 
IV - o incentivo à pesquisa tecnológica e científica; 
V - a assistência técnica e a extensão rural; 
VI - a instalação de agroindústrias; 
VII - a oferta, pelo Poder Público, de infraestrutura de armazenagem, de garantia de mercado e de 
sistema viário adequado ao escoamento da produção. 
§ 3º O Município incentivará, por todo os meio possíveis, o cultivo de novas espécies, objetivando a 
consolidação e o desenvolvimento da produção agrícola, através de suas múltiplas formas. 
 
Capítulo II 
DO DESENVOLVIMENTO E POLÍTICA URBANOS 
 
Art. 120 A política de desenvolvimento urbano do Município, observadas as diretrizes fixadas em lei 
federal, tem por finalidade ordenar o pleno desenvolvimento das funções urbanas e garantir o bem-estar 
da comunidade local, mediante a implementação dos seguintes objetivos gerais: 
I - ordenação da expansão urbana; 
II - integração urbano-rural; 
III - prevenção e a correção das distorções do crescimento urbano; 
IV - proteção, preservação e recuperação do meio ambiente; 
V - proteção, preservação e recuperação do patrimônio histórico, artístico, turístico, cultural e 
paisagístico; 
VI - controle do uso do solo, de modo a evitar: 
a) o parcelamento do solo e a edificação vertical excessivos com relação aos equipamentos urbanos 
e comunitários existentes; 
b) a ociosidade, subutilização ou não-utilização do solo urbano edificáveis; c)usos incompatíveis ou 
inconvenientes. 
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Parágrafo Único - A política de desenvolvimento urbano no Município será promovida pela adoção dos 
seguintes instrumentos: 
I - código de urbanismo do Município; 
II - elaboração e execução do plano diretor; 
III - leis e planos de controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; 
IV - código de obras e edificações. 
 
Art. 121 O código de urbanismo do Município compreenderá os princípios gerais, os objetivos, a 
definição de áreas de ordenamento prioritário e as de ordenamento diferido e de normas gerais de 
orientação dos planos diretor e de controle de uso, parcelamento e ocupação do solo. 
 
Art. 122 Os planos urbanísticos previstos nos incisos II e III do parágrafo único do artigo 120, aprovados 
por lei, constituem instrumentos básicos do processo de produção, reprodução ou uso do espaço urbano, 
mediante a definição, entre outros, dos seguintes objetivos gerais: 
I - controle do processo de urbanização, para assegurar-lhe equilíbrio e evitar o despovoamento das 
áreas agrícolas ou pastoris; 
II - organização das funções da cidade, abrangendo habitação, trabalho, circulação, recreação, 
democratização, convivência social e realização de vida urbana digna; 
III - promoção de melhoramento na área rural, na medida necessária ao seu ajustamento ao 
crescimento dos núcleos urbanos; 
IV - estabelecimento de prescrições, usos, reservas e destinos de imóveis, águas e áreas verdes. 
 
Art. 123 A política de desenvolvimento urbano do Município terá como prioridade básica, no âmbito de 
sua competência, assegurar o direito de acesso à moradia adequada, com condições mínimas de 
privacidade e segurança, atendidos os serviços de transporte coletivo, saneamento básico, educação, 
saúde, lazer e demais dispositivos de habitabilidade condigna. 
§ 1º O Poder Público Municipal, inclusive mediante estímulo e apoio a entidades comunitárias e a 
construtores privados, promoverá as condições necessárias, incluindo a execução de planos e programas 
habitacionais, à efetivação deste direito. 
§ 2º A habitação será tratada, dentro do contexto do desenvolvimento urbano, de forma conjunta e 
articulada com os demais aspectos da cidade. 
 
Art. 124 O código de obras e edificações conterá normas edilícias relativas às construções do território 
municipal, consignando princípios sobre segurança, funcionalidade, higiene, salubridade e estética das 
construções, e definirá regras sobre proporcionalidade entre ocupação e equipamento urbano. 
 
Art. 125 No estabelecimento das diretrizes relativas aodesenvolvimento urbano a lei assegurará: 
I - a justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do processo de urbanização; 
II - a prevalência da função social da propriedade urbana; 
III - a preservação e restauração do meio ambiente, patrimônio histórico, cultural, paisagístico, 
arqueológico, espeleológico e paleontológico; 
IV - a urbanização, regularização fundiária e titulação de loteamentos clandestinos das áreas ocupadas 
em regime de posse ou em condições de sub-habitação, permitida a remoção apenas em situações de 
risco em terreno, ou para implementação de equipamentos e infraestrutura urbanística indispensável ao 
bem-estar da comunidade, garantindo-se sempre, nestes casos, a permuta por moradia que disponha de 
edificação e acesso a todas as redes de serviço público assegurando-se, em qualquer hipótese, a 
propriedade da mesma; 
V - a participação da sociedade civil organizada, no planejamento e execução da política urbana, e das 
comunidades interessadas, por meio de suas entidades representativas, quando a execução de alguma 
medida as atingir diretamente; 
VI - o conhecimento do meio geológico, tendo em vista a adequação dos assentamentos urbanos; 
VII - o planejamento da expansão urbana, tendo em vista o combate à especulação imobiliária; 
VIII - a implantação de uma política que assegure, aos portadores de deficiência, o atendimento de 
suas necessidades específicas; 
IX - a integração e complementaridade das atividades urbanas e rurais. 
 
Art. 126 O Município deverá organizar a sua administração, exercer suas atividades e promover sua 
política de desenvolvimento urbano dentro de um processo de planejamento permanente, atendendo aos 
objetivos e diretrizes estabelecidos no plano diretor e mediante adequado sistema de planejamento. 
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§ 1º O plano diretor é o instrumento orientador e básico dos processos de transformação do espaço 
urbano e de sua estrutura territorial, servindo de referência para todos os agentes públicos e privados que 
atuam na cidade. 
§ 2º Sistema de planejamento é o conjunto de órgãos, normas, recursos humanos e técnicos voltados 
à coordenação planejada da administração municipal. 
§ 3º Será assegurada, pela participação em órgãos de sistema de planejamento, a cooperação de 
associações representativas legalmente organizadas, no planejamento municipal. 
 
Art. 127 O plano diretor deverá considerar a totalidade do território municipal, incluindo as áreas 
urbanas e rurais. 
§ 1º O plano diretor, atendidas as peculiaridades locais, deverá: 
I - estabelecer diretrizes para o desenvolvimento econômico-social, consideradas as potencialidade do 
Município e sua inserção nos âmbitos regional e estadual; 
II - estabelecer diretrizes de organização do território, resguardada a proteção do patrimônio ambiental, 
cultural e científico e a adequação entre as densidades e formas de uso e ocupação do solo e as 
infraestruturas e serviços urbanos existentes ou passíveis de implantação no horizonte do plano; 
III - propor medidas administrativas ou financeiras necessárias à gestão do Município; 
IV - apontar os instrumentos normativos e tributários, bem como os instrumentos jurídicos adequados 
à conservação das metas desejadas e ao cumprimento da função social da propriedade; 
V - definir os recursos necessários e as formas de prioridades de sua aplicação ao longo do horizonte 
previsto. 
§ 2º O orçamento anual do Município deverá estar compatibilizado com as prioridades e metas 
estabelecidas no plano diretor. 
§ 3º A elaboração do plano diretor deverá compreender as seguintes fases, com extensão e 
profundidade, respeitadas as peculiaridades do Município: 
I - o estudo preliminar abrangendo: 
a) avaliação das condições de desenvolvimento; b) avaliação das condições de administração. 
II - diagnóstico: 
a) do desenvolvimento econômico e social; 
b) da organização territorial; 
c) das atividades-fim da Prefeitura; 
d) da organização administrativa e das atividades-meio da Prefeitura. 
III - definição de diretrizes, compreendendo: 
a) política de desenvolvimento; b) diretrizes de desenvolvimento; c) diretrizes de organização territorial. 
IV - instrumento incluindo: 
a) instrumento legal do plano; 
b) programas relativos às atividades-fim; 
c) programas relativos às atividades-meio; 
d) programas dependentes da cooperação de outras entidades públicas. 
 
Art. 128 A delimitação da zona urbana será definida por lei, observado o estabelecido no plano diretor. 
 
Art. 129 É facultado ao Poder Público Municipal, mediante a lei específica para área incluída no plano 
diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subtilizado ou não 
utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente de: 
I - parcelamento ou edificação compulsórios; 
II - impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana progressiva no tempo; 
III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente 
aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais iguais e 
sucessivas, assegurado o valor real de indenização e os juros legais. 
 
Art. 130 O Município desenvolverá programa visando a ocupação ordenada do solo, incentivando a 
construção de unidades e conjuntos residenciais, que deverão ser implantadas com toda infra-estrutura, 
inclusive pavimentação. 
Parágrafo Único - Fica criado o Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social - FMHIS, com a 
finalidade de fazer face às despesas com programas habitacionais para população carente, com renda 
familiar até seis salários mínimos, cujos recursos serão definidos por lei ordinária.(Redação dada pela 
ELO no 30/2009, de 18 de junho de 2009) 
 
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Art. 131 O Município procurará obter e manter o equilíbrio entre a população e a disponibilidade de 
equipamentos urbanos e sociais, mediante a formulação de política urbana pelo Poder Público Municipal, 
que terá por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e promover o bem 
estar de seus habitantes. 
 
Capítulo III 
DO TURISMO 
 
Art. 132 O Município, colaborando com os segmentos do setor, apoiará e incentivará o turismo como 
atividade econômica, reconhecendo-o como forma de promoção e desenvolvimento social e cultural. 
 
Art. 133 Cabe ao Município, obedecidas as legislações federal e estadual, definir a política municipal 
de turismo e as diretrizes e ações, devendo: 
I - adotar, por meio de lei, plano integrado e permanente de desenvolvimento do turismo em seu 
território; 
II - desenvolver efetiva infraestrutura turística; 
III - estimular e apoiar a produção artesanal local, as feiras, exposições, eventos turísticos e programas 
de orientação e divulgação de projetos municipais, bem como elaborar o calendário de eventos; 
IV - promover a conscientização do público para preservação e difusão natural e do turismo como 
atividade econômica e fator de desenvolvimento; 
V - regulamentar o uso, ocupação e fruição de bens naturais e culturais de interesse turístico, proteger 
o patrimônio ecológico e histórico-cultural e incentivar o turismo social; 
VI - incentivar a formação de pessoal especializado para o atendimento das atividades turísticas. 
Parágrafo Único - O Município consignará, no orçamento, recursos necessários à efetiva execução da 
política de desenvolvimento de turismo. 
 
Capítulo IV 
DA HABITAÇÃO 
 
Art. 134 Compete ao Poder Público formular e executar política habitacional visando a ampliação da 
oferta de moradia destinada, prioritariamente, à população de baixa renda, bem como à melhoria das 
condições habitacionais. 
§ 1º Para fins deste artigo o Poder Público atuará: 
I - na oferta de habitação e de lotes urbanizados, integrados à malha urbana existente; 
II - na implantação de programapara redução do custo de materiais de construção; 
III - no incentivo a cooperativas habitacionais; 
IV - na urbanização e regularização fundiárias e titulação de loteamentos clandestinos de áreas 
ocupadas em regime de posse ou em condição de sub-habitação; 
V - na assessoria, à população, em matéria de usucapião urbano. 
§ 2º A lei orçamentária anual destinará, ao Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social - FMHIS 
os recursos necessários à implantação da política habitacional do Município.(Redação dada pela ELO no 
30/2009, de 18 de junho de 2009) 
 
Art. 135 O Poder Público poderá promover licitação para execução de conjuntos habitacionais ou 
loteamentos com urbanização simplificada, assegurado: 
I - a redução do preço final das unidades; 
II - a complementação, pelo Poder Público, da infraestrutura não implantada; 
III - a destinação exclusiva àqueles que não possuam imóveis. 
§ 1º Na implantação de conjunto habitacional, incentivar-se-á integração de atividades econômicas 
que promovam a geração de empregos para a população residente. 
§ 2º Na desapropriação da área habitacional decorrente de obra pública ou na desocupação de áreas 
de risco, o Poder Público é obrigado a promover reassentamento da população desalojada. 
§ 3º Para aprovação de construção de conjuntos e loteamentos, será exigida, na forma da lei, a 
apresentação de Relatório de Impacto Ambiental e Econômico-Social, assegurando- se a sua discussão 
em audiência pública.(§ 3º acrescentado pela ELO no 2/91) 
 
Art. 136 A política habitacional do Município será executada por órgão ou entidade específicos da 
administração pública, a quem compete a gerência do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social 
- FMHIS.(Redação dada pela ELO no 30/2009, de 18 de junho de 2009) 
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Capítulo V 
DO PARCELAMENTO DO SOLO 
 
Art. 137 O parcelamento do solo na Município, para qualquer finalidade, ficará sujeito à aprovação do 
Poder Público Municipal, na forma do que dispuser a lei, obedecidos os seguintes princípios básicos; 
I - qualquer ato de aprovação de parcelamento do solo constará de processo próprio e será formalizado 
em ato do Prefeito baseado em laudo firmado pelo funcionário competente que ateste o cumprimento d 
todas as exigências legais; 
II - os funcionários que intervirem no processo de loteamento serão responsáveis solidários por 
despesas a que o Município se vir obrigado em decorrência de erros e omissões dolosas ou culposas nas 
informações ou intervenções que produzirem no processo; 
III - será obrigação única e exclusiva do loteador a construção de equipamentos de pavimentação, 
meios-fios e sarjetas, redes de escoamento de águas pluviais, do sistema público de abastecimento de 
água, da rede de energia elétrica, do sistema de esgoto sanitário e outros que vierem a ser exigidos na 
legislação complementar; 
IV - serão reservadas, no loteamento, as áreas destinadas a espaços livres de uso público; 
V - em caso de ser concedido prazo aos loteadores para construção de equipamentos urbanos, 
deverão ser, obrigatoriamente, formalizadas as garantias reais para a execução das obras, cujo custo e 
também o valor das garantias serão estabelecidos em laudo técnico firmado por uma Comissão de 
servidores, especialmente designada, não podendo esta garantia ter valor inferior a setenta por cento do 
total do loteamento; 
VI - ficarão sujeitos às mesmas exigências de construção de equipamentos previstos para o 
parcelamento de fins urbanos os parcelamentos para sítios de recreio e usos similares; 
VII - não será permitido, em hipótese alguma, o parcelamento de áreas em que o despejo de esgoto 
sanitário tenha se fazer: 
a) em águas correntes ou dormentes; b) em emissários que já sirvam a outros bairros e que não 
apresentem dimensão suficiente para nova coleta, conforme se atestar em laudo técnico elaborado pelo 
setor administrativo competente do Município. 
§ 1º O recurso a estações elevatórias e bombeamento de esgotos sanitários somente será permitido 
após estudo de viabilidade técnica e conjugado com emissários próprios e exclusivos para o loteamento, 
que conduzam os esgotos até o seu destino final de despejo. 
§ 2º a manutenção de estações elevatórias e de bombeamento ficará sujeita a tarifa específica de 
manutenção que for fixada pelo órgão competente. 
§ 3º Nos parcelamentos de solo destinados à população de baixa renda poderá ser exigida a 
pavimentação somente nas vias públicas que devam servir de transporte coletivo urbano, devendo 
constar do processo e dos contratos de compra e venda que os custos de futuras pavimentação serão 
suportados pelos adquirentes, nas condições que a lei estabelecer. 
 
TÍTULO V 
DA ORDEM SOCIAL 
Capítulo I 
DA SAÚDE 
 
Art. 138 A saúde é um direito de todos e dever do Poder Público assegurado mediante políticas 
econômicas, sociais, ambientais e outras que visem a prevenção e a eliminação do risco de doenças e 
outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção e recuperação, 
sem qualquer discriminação. 
Parágrafo Único - O direito à saúde implica nos seguintes direitos fundamentais: 
I - condições dignas de trabalho, renda, moradia, alimentação, educação, lazer e saneamento; 
II - respeito ao meio ambiente e controle da poluição ambiental; 
III - opção quanto ao tamanho da prole; 
IV - participação da sociedade, por intermédio de entidades representativas; 
V - acesso às informações de interesse para a preservação da saúde coletiva e individual; 
VI - dignidade, gratuidade e boa qualidade no atendimento e no tratamento da saúde. 
 
Art. 139 As ações e serviço de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituirão 
um sistema único de saúde organizado de acordo com as seguintes diretrizes: 
I - integralidade da atenção à saúde entendida como a abordagem do indivíduo no contexto social, 
através da articulação das ações de saúde; 
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II - participação, em nível de planejamento, de entidades representativas de usuários e profissionais 
de saúde na política municipal e das ações de saúde, através da constituição do Conselho Municipal de 
Saúde, com caráter consultivo; 
III - organização de distritos sanitários com a locação de recursos, técnicas e práticas de saúde 
adequadas à realidade epidemiológica local; 
IV - desenvolvimento de uma política de recursos humanos, em nível municipal, em conjunto com os 
órgãos federais e estaduais, objetivando a formação, treinamento e capacitação dos profissionais da área 
de saúde. 
 
Art. 140 Compete ao Município, através da Secretaria competente no âmbito do Sistema Único de 
Saúde, além de outras atribuições previstas nas legislações federal e estadual: 
I - a direção, gestão, controle e avaliação das ações dos serviços da saúde, em nível municipal; 
II - a administração do Fundo Municipal de Saúde e a elaboração de propostas orçamentárias; 
III - participar do controle e fiscalização da proteção, transporte, guarda e utilização de substâncias e 
produtos psicoativos, tóxicos e radioativos em conjunto com os órgãos federal e estadual; 
IV - planejar, executar e avaliar as ações de vigilância epidemiológica e sanitária, incluindo as relativas 
à saúde do trabalhador e ao meio ambiente, em conjunto com os demais órgãos e entidades 
governamentais; 
V - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bebidas e águas 
para o consumo humano; 
VI - garantir aos cidadãos, por meio de equipes multiprofissionais e de recursos de apoio, assistência 
e tratamento necessários e adequados, incluindo práticas alternativas reconhecidas; 
VII - garantir, com prioridade, assistência integral à saúde da criança, na faixa etária de zero a catorze 
anos, e da mulher, pela rede institucionalizada de saúde, assegurando: 
a) o acesso aos serviçosde planejamento familiar e os procedimentos que se fizerem necessários; 
b) o direito à cirurgia interruptiva de gravidez, nos casos previstos em lei; 
c) o atendimentos às creches, pré-escolas e escolas. 
VIII - elaborar a normatização complementar e padronização dos procedimentos relativos à saúde, 
através do Código Municipal de Saúde; 
IX - fazer a celebração de consórcios intermunicipais para a formação de sistema regionalizado de 
saúde, quando houver indicação técnica e consenso das partes; 
X - pugnar, para os profissionais de saúde, planos de carreira, considerando os níveis de escolaridade, 
admissão através de concurso público, incentivo à dedicação exclusiva, capacitação, reciclagens 
permanentes e condições adequadas de trabalho para a execução de suas atividades em todos os níveis; 
XI - fiscalizar os serviços especializados em segurança e medicina do trabalho; 
XII - adotar uma política de fiscalização e controle de infecção hospitalar e de endemias, juntamente 
com órgãos federais e estaduais; 
XIII - promover o controle da raiva humana e animal e outras zoonozes de sua competência; 
XIV - manter a população informada sobre os riscos e danos à saúde e sobre medidas de promoção, 
proteção, prevenção, recuperação e reabilitação; 
XV - participar na formulação da política e execução das ações de saneamento básico. 
 
Art. 141 O Município garantirá benefícios no sentido de incentivar doações de órgãos, sangue, leite 
materno, ficando vedado qualquer tipo de comercialização, em consonância ao que determinam as 
Constituições Federal e Estadual. 
Parágrafo Único - A rede hospitalar manterá o Sistema Único de Saúde informado da ocorrência de 
toda morte cerebral, possibilitando concretizar as doações de órgãos. 
 
Art. 142 A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. 
§ 1º As instituições privadas poderão participar, de forma complementar do Sistema Único de Saúde, 
segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades 
filantrópicas e as sem fins lucrativos. 
§ 2º É vedada aos prestadores de serviços de assistência à saúde pública, contratados ou conveniados 
pelo Sistema Único de Saúde, cobrança de valores complementares aos usuários, salvo nos casos 
previstos em lei. 
§ 3º É vedada a destinação de recursos públicos para auxílio ou subvenção às instituições privadas 
com fins lucrativos; 
§ 4º É vedada a participação direta ou indireta de empresa ou capital estrangeiro na assistência à 
saúde no Município, salvo nos casos previstos em lei federal. 
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Art. 143 É de responsabilidade do Sistema Único de Saúde do Município garantir o cumprimento das 
normas legais que dispuserem sobre as condições e requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos 
e substâncias para fins de transplante, pesquisa ou tratamento, bem como a coleta, o processamento e 
a transfusão de sangue e seus derivados, vedado todo o tipo de comercialização. 
Parágrafo Único - Ficará sujeito às penalidades, na forma da lei, o responsável pelo não cumprimento 
da legislação relativa à comercialização do sangue e seus derivados e dos órgãos, tecidos e substâncias 
humanas. 
 
Art. 144 Ao Sistema Único de Saúde compete, ainda: 
I - desenvolver política de recursos humanos, garantindo-se, aos profissionais de saúde, plano de 
cargos e classificação de salário único, com admissão sempre através de concurso público, amplamente 
divulgado, assegurando-se, ainda, a capacitação e reciclagem permanente; 
II - participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico e da proteção 
ao meio ambiente; 
III - estabelecer normas, fiscalizar e controlar edificações, instalações, estabelecimentos, atividades, 
procedimentos, produtos, substâncias e equipamentos que interfiram individualmente ou coletivamente, 
incluindo os referentes à saúde do trabalhador; 
IV - propor atualizações periódicas ao Código Sanitário Municipal; 
V - prestação de serviços de saúde, de vigilância sanitária e epidemiológica, incluídos os relativos à 
saúde do trabalhador, além de outros de responsabilidade do sistema; 
VI - desenvolver, formular e implantar: 
a) saúde do trabalhador e seu ambiente de trabalho; b) saúde da mulher ou suas propriedades; c) 
saúde das pessoas portadoras de deficiência. 
 
Art. 145 O Sistema Único de Saúde, no âmbito do Município, será financiado com recursos da União, 
do Estado e do orçamento do Município, além de outras fontes, os quais constituirão o Fundo Municipal 
de Saúde. 
 
Art. 146 A lei disporá sobre a organização e o funcionamento do Conselho Municipal de Saúde. 
 
Art. 147 Ao proprietário-controlador, administrador e dirigente de entidade privada ou serviços 
contratados, é vedado exercer cargos de chefia ou função de confiança no Sistema Único de Saúde. 
 
Art. 148 A assistência à saúde será obrigatória nas creches e pré-escolas no local, por profissionais 
habilitados na área de saúde, integrantes do quadro de servidores públicos municipais. 
 
Capítulo II 
DO SANEAMENTO BÁSICO 
 
Art. 149 Compete ao Poder Público formular e executar a política e os planos plurianuais do 
saneamento básico, assegurando: 
I - o abastecimento de água para adequada higiene, conforto e qualidade compatível com os padrões 
de potabilidade; 
II - a coleta e disposição dos esgotos sanitários, dos resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais 
de forma a preservar o equilíbrio ecológico e prevenir ações danosas à saúde; 
III - o controle de vetores. 
§ 1º As ações de saneamento básico serão precedidas de planejamento que atenda aos critérios de 
avaliação do quadro sanitário da área a ser beneficiada, objetivando a reversão e a melhoria do perfil 
epidemiológico. 
§ 2º O Poder Público desenvolverá mecanismos institucionais que compatibilizem as ações de 
saneamento básico, habitação, desenvolvimento urbano, preservação do meio ambiente e gestão dos 
recursos hídricos, buscando a integração com outros Municípios nos casos que exigirem ações conjuntas; 
§ 3º As ações municipais de saneamento básico serão executadas diretamente, ou por meio de 
concessão ou permissão, visando o atendimento adequado à população. 
 
Art. 150 O Município manterá sistema de limpeza urbana, coleta, tratamento e destinação final do lixo. 
§ 1º A coleta de lixo será seletiva. 
§ 2º Os resíduos recicláveis devem ser acondicionados de modo a serem reintroduzidos no ciclo do 
sistema ecológico. 
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§ 3º Os resíduos não recicláveis devem ser acondicionados de maneira a minimizar o impacto 
ambiental. 
§ 4º Todo o lixo hospitalar, de clínicas, de laboratórios e de farmácias terá destinação final em 
incinerador público. 
§ 5º As áreas resultantes de aterro sanitário serão destinadas a parques e áreas verdes. 
§ 6º A comercialização dos materiais recicláveis, por meio de cooperativas de trabalho, será estimulada 
pelo Poder Público. 
 
Capítulo III 
DA ASSISTÊNCIA SOCIAL 
 
Art. 151 A assistência social será prestada pelo Município a quem necessitar, mediante articulação 
com os serviços federais e estaduais congêneres, tendo por objetivo: 
I - a proteção à maternidade, à infância, à adolescência e à velhice; 
II - a proteção aos desvalidos e às famílias numerosas desprovidas de recursos; 
III - proteção e encaminhamento de crianças adolescentes em situação de risco pessoal e social ou 
que praticarem atos infracionais; 
IV - o combate ao desemprego e à mendicância, mediante integração ao mercado de trabalho; 
V - o amparo ao menor carente e sua formação em curso profissionalizante; 
VI - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiências e a promoção de sua integração 
à vida comunitária; 
VII - combate ao uso de tóxicos. 
§ 1º O Município estabelecerá planos de ações na área de assistência social, observando os seguintesprincípios: 
I - recursos financeiros consignados no orçamento municipal, além de outras fontes; 
II - coordenação, execução e acompanhamento a cargo do Poder Executivo; 
III - participação da população na formulação de políticas e no controle das ações em todos os níveis. 
§ 2º O Município poderá firmar convênio com entidades beneficentes e de assistência social para 
execução do plano. 
§ 3º O Município poderá estabelecer consórcios com outros Municípios, visando o desenvolvimento de 
serviços comuns à assistência social. 
§ 4º O Município incentivará e apoiará a criação de clubes de mães nos bairros. 
§ 5º O Poder Público Municipal manterá o núcleo de migrantes para triagem, recebimento e 
encaminhamento dos migrantes carentes vindos para o Município. 
§ 6º Compete ao Município incentivar sistema socioeducativo de apoio ao menor infrator, que contará 
com um estabelecimento de reeducação. 
 
Art. 152 O Município, em cooperação com a União e o Estado, estabelecerá benefício a pessoa 
portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção 
ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei. 
 
Art. 153 Fica garantida a distribuição anual de recursos municipais para as entidades de assistência e 
promoção social, reconhecidas de utilidade pública municipal e cujas condições de funcionamento e 
atendimento forem julgadas satisfatórias pela Secretaria competente. 
 
Capítulo IV 
DA EDUCAÇÃO 
 
Art. 154 A educação, enquanto direito de todos, é dever do estado e deve ser baseada nos princípios 
da democracia, da liberdade de expressão, da solidariedade e do respeito aos direitos humanos, visando 
constituir um instrumento de desenvolvimento da capacidade de elaboração, reflexão crítica da realidade 
e preparação para a vida em uma sociedade democrática. 
 
Art. 155 O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; 
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e coexistência de instituições públicas e 
privadas de ensino; 
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
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V - valorização dos profissionais do ensino, garantindo, na forma da lei, plano de carreira para o 
magistério público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de 
provas e títulos, assegurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pelo Município; 
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; 
VII - garantia de padrão de qualidade. 
Parágrafo Único - O Poder Público Municipal tornará obrigatória a educação ambiental nas escolas do 
Município. 
 
Art. 156 Fica vedada ao Município a destinação de recursos públicos às escolas particulares, as quais, 
como agentes suplementares da educação, poderão receber outros estímulos e incentivos, nos casos 
definidos em lei. 
 
Art. 157 O dever do Município com a educação pré-escolar e de primeiro grau, incluindo a educação 
de jovens e adultos, será efetivado mediante as seguintes garantias previstas no artigo 208 da 
Constituição Federal. 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiverem acesso na idade 
própria; 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede 
regular de ensino; 
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade; 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a 
capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; 
VII - atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas suplementares de 
material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 
§ 1º Aos alunos da zona rural ficam asseguradas, também, a gratuidade e obrigatoriedade do 
transporte escolar. 
§ 2º Fica vedado, no Município de Uberlândia, o ensino multiseriado, exceto os de alfabetização de 
adultos. 
§ 3º O ensino de primeiro grau, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso 
na idade própria, será ministrado em períodos de oito horas diárias para o curso diurno. 
 
Art. 158 Para o atendimento psicopedagógico às crianças de até seis anos de idade, o Município, em 
cooperação com a União e o Estado, deverá: 
I - criar, implantar e gerir creches municipais; 
II - dar apoio, implementar, orientar, supervisionar e fiscalizar as creches institucionais e filantrópicas; 
III - atender, por meio de equipe multidisciplinar, composta por professor, supervisor pedagógico, 
orientador educacional, psicólogo, assistente social, nutricionista e médico, às necessidades da rede 
municipal de creche; 
IV - propiciar cursos e programas de reciclagem, treinamento, gerenciamento administrativo e 
especialização, visando a melhoria e aperfeiçoamento dos trabalhadores de creche; 
V - estabelecer normas de construção e reforma de logradouros e dos edifícios para funcionamento de 
creches, buscando soluções arquitetônicas adequadas à faixa etária das crianças atendidas; 
§ 1º O Município fornecerá instalações e equipamentos para creches e pré-escolas, observados os 
seguintes critérios: 
I - prioridade para as áreas de maior densidade demográfica e de menor faixa de renda; 
II - escolha do local para funcionamento de creche e pré-escola, mediante indicação da comunidade; 
III - integração de pré-escola e creches. 
§ 2º Cabe ao Poder Público Municipal o atendimento, em creches comuns, de crianças portadoras de 
deficiência, oferecendo, sempre que necessário, recursos da educação especial. 
§ 3º O Poder Público Municipal deverá manter cursos de habilitação, aperfeiçoamento, especialização 
e treinamento para profissionais dedicados à educação e recuperação do portador de deficiência. 
 
Art. 159 O sistema de ensino do Município compreende, obrigatoriamente: 
I - serviços de assistência educacional que assegurem condições de eficiência escolar e permanência 
na escola, aos alunos necessitados, compreendendo garantia de cumprimento da obrigatoriedade escolar 
mediante auxílio para aquisição de material escolar, transporte, vestuário, tratamento médico e dentário, 
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assistência psicológica, orientação pedagógica, bolsa de ensino destinada a substituir a contribuição do 
estudante à renda familiar ou a subvencionar a sua manutenção; 
II - conselhos escolares que funcionarão como órgãos de assessoria e como elementos de ligação 
entre a comunidade escolar, administração da escola e Conselho Municipal de Educação. Em sua 
composição, deverão estar representados, partidariamente, os professores, os alunos, os funcionários e 
os representantes das associações de pais. 
 
Art. 160 O Município aplicará anualmente, no mínimo, vinte e cinco por cento da receita resultante de 
imposto, compreendida a proveniente de transferências, exclusivamente na manutenção, expansão e 
desenvolvimento do ensino público municipal. 
§ 1º As verbas municipais destinadas a atividades esportivas, culturais e recreativas, bem como os 
programas suplementares de alimentação e saúde, não compõem o percentual que será obtido, levando-
se em conta a data de arrecadação e aplicação dos recursos, de forma que não se comprometam os 
valores reais efetivamente liberados. 
§ 2º O Poder Executivo publicará, no jornal oficial, até dez de março de cada ano, demonstrativo da 
aplicação de verbas na educação, especificando a destinação das mesmas. Art. 161 
O Poder Executivo submeterá à aprovação da Câmara Municipal, projeto de lei estruturando o sistema 
municipal de ensino que conterá,obrigatoriamente, a organização administrativa e técnico-pedagógica 
do órgão municipal de educação, bem como projetos de lei que instituam: 
I - o plano de carreira do magistério municipal; 
II - o estatuto do magistério municipal; 
III - a organização da gestão democrática de ensino público municipal; 
IV - o Conselho Municipal de Educação; 
V - o plano municipal plurianual de educação; 
VI - plano plurianual de atendimento às creches. 
§ 1º Fica assegurada a participação do magistério municipal, mediante representação da categoria na 
elaboração dos projetos de leis complementares estabelecidos neste artigo. 
§ 2º A lei assegurará a participação efetiva, no Conselho Municipal de Educação, de todos os 
segmentos sociais envolvidos direta e indiretamente no processo educacional do Município. (Redação 
dada pela Emenda à Lei Orgânica no 33/2014) 
§ 3º A composição do Conselho Municipal de Educação não será inferior a 16 (dezesseis) e nem 
excederá a 32 (trinta e dois) membros efetivos. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica no 33/2014) 
§ 4º A lei definirá os deveres, as atribuições e as prerrogativas do Conselho Municipal, bem como a 
forma de eleição e duração do mandato de seus membros. 
§ 5º O plano municipal plurianual referir-se-á ao ensino de primeiro grau e à educação pré- escolar. 
§ 6º O plano municipal de atendimento às creches será elaborado de forma a atender as necessidades 
das creches municipais, plurianualmente. 
 
Art. 162 As escolas municipais deverão contar, entre outras instalações e equipamentos, com auditório, 
cantina, sanitário, vestiário, quadra de esportes e espaço não cimentado para recreação. 
§ 1º O Município garantirá o funcionamento de biblioteca em cada escola municipal, acessível à 
população e com acervo necessário ao atendimento dos alunos. 
§ 2º O mobiliário escolar utilizado pelas escolas públicas municipais deverá estar em conformidade 
com as recomendações científicas. 
 
Art. 163 O currículo escolar de primeiro e segundo graus das escolas municipais incluirá conteúdo 
programático sobre prevenção de uso de drogas, de educação para o trânsito, educação sexual, religiosa 
e ambiental. 
 
Art. 164 A lei que estruturar o sistema municipal de ensino determinará a composição das turmas por 
série e grau. 
§ 1º O quadro de pessoal necessário ao funcionamento das unidades municipais de ensino será 
estabelecido por lei, de acordo com o número de turmas e séries existentes na escola. 
§ 2º O estatuto do magistério disporá sobre o provimento dos cargos de direção e de especialistas em 
educação. 
 
Art. 165 Os Poderes Públicos Municipais adotarão todas as medidas necessárias para coibir prática 
do racismo, crime imprescritível e inafiançável, sujeito a pena de reclusão, nos termos da Constituição da 
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República, onde o combate às formas de discriminação racial pelos Poderes Públicos Municipais 
compreenderá: 
I - a proposta de revisão dos livros didáticos dos textos adotados e das práticas pedagógicas utilizadas 
na rede municipal, visando eliminação de estereótipos racistas; 
II - o estudo da cultura afro-brasileira será contemplado no conteúdo programático das escolas 
municipais; 
III - a formação e reciclagem dos professores de modo a habilitá-los para a remoção das idéias e 
práticas racistas nas escolas municipais e para a criação de uma nova imagem das crianças e dos 
adolescentes negros, bem como da mulher; 
IV - os cursos de aperfeiçoamento do servidor público incluirão, nos seus programas, disciplinas que 
valorizem a participação dos negros na formação histórica e cultural da sociedade brasileira; 
V - a liberdade de expressão e manifestação das religiões afro-brasileiras; 
VI - a criação e divulgação de programas educativos nos meios de comunicação de propriedade do 
Município ou em espaços por ele utilizados na iniciativa privada, visando o fim de todas as formas de 
discriminação racial. 
 
Capítulo V 
DA CULTURA 
 
Art. 166 O Poder Público garante, a todos, o pleno exercício dos direitos culturais, para o que 
incentivará, valorizará e difundirá as manifestações culturais da comunidade brasileira, mineira e, 
especialmente, uberlandense devendo, sobretudo: 
I - preservar os seguintes bens materiais e imateriais: 
a) arquitetônicos e documentais; 
b) ecológicos; 
c) espeleológicos relacionados com a história, memória e cultura do Município; 
II - garantir o efetivo acesso da população aos mais diversos bens e manifestações culturais, em 
atenção às suas aspirações materiais e espirituais; 
III - apoiar e incentivar as mais diversas formas de produção cultural, sejam elas artísticas, científicas 
e tecnológicas; 
IV - promover a articulação entre o Estado e a União, com o objetivo de captar recursos junto a órgãos 
e empresas para mobilização das ações culturais; 
V - adotar incentivos fiscais para empresas de caráter privado que contribuírem para produção 
artístico-cultural e na preservação do patrimônio histórico do Município; 
VI - assegurar, junto aos órgãos públicos (Executivo, Legislativo e Judiciário), uma política de 
preservação do conjunto documental, com vistas a garantir sua integridade para o resgate da história e 
memória do Município; 
VII - consolidar as funções do arquivo público municipal e do Museu de Ofícios e apoiar a criação das 
associações de amigos do arquivo público e do Museu de Ofícios; 
VIII - promover a integração das instituições de ensino com órgãos culturais, especialmente o arquivo 
público municipal, museus e bibliotecas, assegurando-lhes a manutenção de suas atividades técnico-
administrativas, bem como espaços próprios adequados. 
 
Art. 167 A cultura é uma produção do ser humano que, por sua vez, é produto e portador da cultura. 
Cabe ao Município proteger, ampliar e desenvolver, por todos os meios ao seu alcance, a preservação 
do crescimento e difusão da cultura, que pressupõe políticas e programas de apoio e de promoção direta 
e indireta ao talento criativo em fins que interessam ao indivíduo e à coletividade. Pressupõe o 
fortalecimento da identidade nacional, a defesa de nossa memória histórica e o aumento crescente da 
autonomia cultural da nação. 
Parágrafo Único - A produção e o consumo da cultura são totalmente livres de controles externos e de 
censura ideológica ou política. 
 
Art. 168 Os arquivos históricos serão ativados para funcionar como centros de pesquisas, de proteção 
e de exibição de documentos. O Município promoverá a organização de serviços paleográficos, de fichário 
e tombamento acessíveis à comunidade e ao trabalho amador e científico de reconstrução histórica. 
 
Art. 169 Os traços ou complexos culturais que não caibam no artigo anterior ou que possuam 
caracteres específicos de colecionamento, preservação e exibição como artefatos, esculturas, gravuras, 
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pinturas, serão expostos ao alcance do público em condições confortáveis e atraentes que favoreçam a 
sua observação, estudo e reprodução com fins de prazer estético, pedagógico ou criativo. 
Parágrafo Único - Todas as manifestações populares que possam ser exibidas de forma organizada, 
encontrarão apoio ativo do Município como serviço público de interesse coletivo. 
 
Art. 170 Todos os serviços públicos visam a conservação e a difusão da cultura e devem ser postos 
ao alcance direto dos estratos mais pobres da população. Serão organizadas bibliotecas, seções de 
museu e exibições especiais de caráter itinerante por todo o Município com especialistas e técnicos aptos 
a explicar o sentido das atividades em questão. 
 
Art. 171 É facultativo ao Município: 
I - firmar convênios de intercâmbio e cooperação financeira com entidades públicas ou privadas para 
prestação, orientação e assistência na criação e manutenção de bibliotecas públicas do Município; 
II - promover, mediante incentivos especiaisou concessão de prêmios e bolsas, atividades e estudos 
de interesse local, de natureza científica ou socioeconômica. 
 
Art. 172 O Município, em colaboração com a comunidade, protegerá o patrimônio cultural por meio de 
inventário, repressão aos danos e ameaças a este patrimônio: 
Parágrafo Único - A lei disporá sobre as multas para atos relativos a evasão, destruição e 
descaracterização de obras de arte e de outros bens de interesse histórico, artístico, cultural e ambiental, 
sendo seus valores adequados aos custos de recuperação, restauração ou reposição do bem extraviado 
ou danificado. 
 
Art. 173 O Poder Público elaborará e implementará, com a participação e cooperação da sociedade 
civil, plano de instalação de centros culturais nas regiões e bairros do Município. 
§ 1º O Poder Público poderá celebrar convênios, atendidas as exigências desta Lei Orgânica, com 
órgãos e entidades públicas, sindicatos, associações de moradores e outras entidades da sociedade civil 
para viabilizar o disposto no artigo. 
§ 2º Junto aos centros culturais serão instalados bibliotecas e oficinas ou cursos de redação, artes 
plásticas, artesanatos, danças e expressão corporal, cinema, literatura, filosofia e fotografia, além de 
outras expressões culturais e artísticas, incluindo a cultura indígena e negra. 
 
Art. 174 Ficará disposta em lei a fixação de datas comemorativas de fatos relevantes à cultura 
municipal. 
 
Capítulo VI 
DO DESPORTO E LAZER 
 
Art. 175 O Município apoiará e incrementará as práticas esportivas na comunidade, mediante estímulos 
especiais e auxílios materiais às agremiações amadoras, organizadas pela população, de forma regular. 
 
Art. 176 O Município proporcionará meios de recreação sadia e construtiva à comunidade, mediante: 
I - reserva de espaços verdes ou livres, em forma de parques, bosques, jardins e assemelhados, como 
base física da recreação urbana; 
II - construção e equipamento de parques infantis, centros de juventude e edifício de convivência 
comunitária; 
III - aproveitamento de rios, lagos e matas e outros recursos naturais como locais de lazer; 
IV - práticas excursionistas dentro do território municipal de modo a pôr em permanente contato as 
populações rural e urbana; 
V - estímulo à organização participativa da população rural na vida comunitária; 
VI - programas especiais para divertimento e recreação de pessoas idosas. 
Parágrafo Único - O planejamento da recreação pelo Município, deverá adotar, entre outros, os 
seguintes padrões: 
I - economia de construção e manutenção; 
II - possibilidade de fácil aproveitamento pelo público das áreas de recreação; 
III - facilidade de acesso, de funcionamento, de fiscalização, sem prejuízo da segurança; 
IV - aproveitamento dos aspectos artísticos das belezas naturais; 
V - criação de centros de lazer no meio rural. 
 
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Art. 177 O esporte amador receberá, preferencialmente, recursos do Município. 
 
Art. 178 Ao esporte amador será dispensada, pelo Município, uma alta prioridade, de modo que ele 
seja incentivado nas escolas de todos os graus, em particular nas universidades, nos núcleos esportivos 
comunitários e nas empresas de maior porte. 
 
Art. 179 O lazer é um direito fundamental do menor, do adulto e do idoso. O Município promoverá 
criação e a universalização de práticas de lazer que protejam o corpo humano, a alegria de viver e as 
relações dos seres humanos entre sí, com outros seres vivos e com a natureza. 
 
Art. 180 A promoção do lazer pelo Poder Público voltar-se-á especialmente para os setores da 
população de baixa renda. 
 
Art. 181 O Município criará, na forma da lei, programas especiais que regularão a existência e a 
preservação de reservas florestais, de parques e jardins devidamente equipados para o uso construtivo 
do ócio, ao longo do dia e em qualquer tempo. 
 
Art. 182 As várias modalidades do esporte amador e profissional são veículos privilegiados do lazer, 
no Brasil. O Município tomará, na forma da lei, decisões voltadas para uso construtivo desses meios de 
lazer, com fins deliberativos de democratizar as relações raciais, de combater as privações psicológicas 
causadas pela pobreza, de facilitar e incentivar a expansão da solidariedade humana. 
 
Art. 183 O Município protegerá e fomentará todas as formas de diversão e de lazer, de acordo com a 
lei, buscando mantê-las vivas nos núcleos em que são valorizadas socialmente e disseminando-as em 
todo o Município. A dança, a música, o circo, o teatro, as artes plásticas e o artesanato serão objetos de 
programa de proteção, de exibição e de participação popular. 
 
Art. 184 O Município procurará incentivar a difusão de jogos cênicos, do balé, da música, das artes 
plásticas e do teatro erudito, do cinema e da cultura como forma de lazer, especialmente entre jovens e 
no seio das populações de baixa renda, de acordo com a lei. 
 
Capítulo VII 
DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO DEFICIENTE E DO IDOSO 
 
Art. 185 A família receberá proteção especial do Município. 
§ 1º O Município manterá, em cooperação com a União e com o Estado, programas destinados à 
assistência à família. 
§ 2º Caberá ao Município propiciar, em cooperação com a União e o Estado, recursos educacionais e 
científicos para o exercício do direito ao planejamento familiar. 
§ 3º O Município, em cooperação com a União e o Estado, assegurará a assistência à família na 
pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismo para coibir a violência no âmbito de suas 
relações. 
 
Art. 186 O Município deverá desenvolver um conjunto de ações integradas, de caráter educativo 
promocional, visando: 
I - aperfeiçoar a mão-de-obra nas áreas de trabalhos manuais, artesanato e confecção de costura; 
II - orientar e dar proteção à mulher e estimular a formação do Conselho Municipal da Mulher, destinado 
à sua defesa;(Nova redação do inciso II dada pela ELO no 3/95, renumerado para ELO no 8/95, por força 
do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º da ELO no 22/04) 
III - possibilitar o acesso às escolas e cursos profissionalizantes; 
IV - desenvolver programas preventivos à saúde para ambos os sexos; 
V - colaborar na busca de melhorias na qualidade de vida da população, através de ações produtivas 
e lucrativas. 
 
Art. 187 A lei disporá sobre normas de construção e adaptação de logradouros e dos edifícios de uso 
público, a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. 
Parágrafo Único - O Poder Público não fornecerá alvará de construção para prédios particulares com 
destinação comercial ou multifamiliar, acima de três andares, que tiverem em seus projetos obstáculo 
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arquitetônicos e ambientais que impeçam ou dificultem o acesso e circulação dos portadores de 
deficiência e promoverá a fiscalização de sua execução. 
 
Art. 188 O Município assegurará, às pessoas portadoras de deficiência, o direito à educação básica e 
profissionalizante gratuita, sem limite de idade e garantirá o encaminhamento ao mercado de trabalho. 
 
Art. 189 A garantia de educação, pelo Poder Público, dar-se-á mediante criação de programas que 
visem o atendimento educacional, inclusive especializado, ao portador de deficiência, na rede pública de 
ensino, com garantia de recursos humanos capacitados, material e equipamentos públicos e de vaga em 
escola próxima de sua residência. 
 
Art. 190 Será assegurada às pessoas carentes, portadoras de deficiência, totalmente impossibilitadas 
de usar o sistema de transporte comum, a frequência a escolas, através de um sistema de transporte a 
ser instituído e mantido pelo Poder Público Municipal. 
 
Art. 191 É proibida a recusa de matrícula em escolas públicas sob a alegação de deficiência e 
dificuldades apresentadas pelo aluno, bem como a existência de barreiras que dificultem seu acesso.Art. 192 O Poder Público Municipal garantirá, às pessoas portadoras de deficiências, atendimento 
especializado no que se refere à pratica de desporto amador e competitivo, inclusive no âmbito escolar. 
 
Art. 193 Fica assegurado o passe livre nos transportes coletivos municipais às pessoas portadoras de 
deficiências, matriculadas em escola ou clínicas especializadas ou associadas às entidades 
representativas estendendo-se, também, este benefício a um acompanhante, se necessário. 
 
Art. 194 O Município estimulará o desenvolvimento de tecnologia, a publicação e divulgação de 
terapêuticas destinadas à prevenção, tratamento e reabilitação de deficiências, bem como o 
aperfeiçoamento de equipamentos de uso das pessoas portadoras de deficiência. 
 
Art. 195 O Poder Público Municipal garantirá a participação das entidades dos portadores de 
deficiência na formulação de política para o setor, respeitando-se as sugestões da classe. 
 
Art. 196 A lei reservará um percentual mínimo de cargos e empregos públicos municipais para os 
trabalhadores portadores de deficiências e definirá critérios para admissão, respeitando as limitações do 
trabalhador e sua qualificação para a função, sem que recaia sobre este qualquer ato ou ação 
discriminatórios. 
 
Art. 197 O Município instituirá o plano municipal de apoio ao deficiente, garantindo sua participação, 
através de entidades representativas, na formulação de sua política. 
 
Art. 198 O Município dará estímulos, através de assistência jurídica, incentivos fiscais e subsídios, nos 
termos da lei, ao acolhimento, sob forma de guarda, de crianças ou adolescentes órfãos ou abandonados. 
 
Capítulo VIII 
DA GUARDA MUNICIPAL E DEFESA SOCIAL 
 
Art. 199 A proteção dos bens, serviços e instalações do Município é responsabilidade da Guarda 
Municipal. 
§ 1º A lei disciplinará a organização e o funcionamento da Guarda Municipal de maneira a garantir a 
eficiência de suas atividades. 
§ 2º À Guarda Municipal, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de 
defesa civil. 
§ 3º É vedado à Guarda Municipal promover a segurança pessoal de qualquer cidadão ou agente 
investido em cargo público. 
§ 4º A investidura no cargo de Guarda Municipal será feita através de concurso público, sendo exigido, 
que os participantes tenham concluído o segundo grau.(§ 4º acrescentado pela ELO no 1/02 renumerado 
para ELO no 18/02, por força do disposto no art. 226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da ELO no 
22/04). 
 
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Capítulo IX 
DO ACESSO A JUSTIÇA E O DIREITO À CIDADANIA 
 
Art. 200 Fica instituída a Assistência Judiciária Municipal como instituição essencial, a fim de 
assegurar, às pessoas carentes, orientação e assistência jurídica gratuita. 
Parágrafo Único - Lei Complementar organizará a Assistência Judiciária Municipal em cargos de 
carreira, providos de classe inicial mediante concurso público de provas e títulos. 
 
TÍTULO VI 
DA PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE 
 
Art. 201 Impõe-se ao Poder Público Municipal e à coletividade a responsabilidade de preservar, 
conservar, defender e recuperar o meio ambiente no âmbito do Município, bem como promover a melhoria 
da qualidade de vida, como forma de assegurar o desenvolvimento social e econômico sustentável, para 
o benefício das gerações atuais e futuras. 
§ 1º O Município, mediante lei, criará um plano municipal de meio ambiente que contemplará a 
administração da qualidade ambiental, através da proteção, controle e monitoramento do ambiente e do 
uso adequado dos recursos naturais, para organizar, coordenar e integrar as ações de órgãos e entidades 
da administração pública direta e indireta, assegurada a participação da sociedade civil organizada. 
§ 2º Cabe à Secretaria Municipal competente fazer cumprir, executar e fiscalizar o plano referido neste 
artigo. 
§ 3º O servidor público municipal encarregado da execução da política municipal do meio ambiente, 
que tiver conhecimento de infrações persistentes, intencionais e por omissão dos padrões e normas 
ambientais, deverá, imediatamente, comunicar o fato ao Ministério Público, indicando os elementos de 
convicção, sob pena de responsabilidade administrativa, na forma da lei. 
 
Art. 202 Para assegurar a efetividade de direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e 
saudável, incumbe ao Poder Público Municipal: 
I - propor uma política municipal de proteção ao meio ambiente; 
II - elaborar e implementar normas e diretrizes que garantam uma adequada condição ambiental nas 
áreas de educação, trabalho, habitação e lazer; 
III - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e campanhas para disseminar as 
informações necessárias à conscientização pública para a preservação, conservação e recuperação do 
meio ambiente; 
IV - adotar medidas, nas diferentes áreas de ação pública e junto ao setor privado, para manter e 
promover o equilíbrio ecológico e a melhoria da qualidade ambiental, prevenindo a degradação em todas 
as suas formas e impedindo ou mitigando impactos ambientais negativos e recuperando o meio ambiente 
degradado; 
V - definir, implantar, administrar e proteger unidades de conservação representativas de todos os 
ecossistemas originais do espaço territorial do Município, sendo a alteração e supressão, inclusive das 
áreas já existentes, permitidas somente por lei. Ficam mantidas as unidades de conservação atualmente 
existentes; 
VI - determinar a realização periódica, preferencialmente por instituições científicas e sem fins 
lucrativos, de auditorias no sistema de controle de poluição e prevenção de riscos de acidentes das 
instalações e atividades de significativo potencial poluidor, incluindo a avaliação detalhada dos efeitos de 
sua operação sobre a qualidade física, química e biológica dos recursos ambientais; 
VII - estabelecer, controlar e fiscalizar padrões de qualidade ambiental, considerando os efeitos 
sinérgicos e cumulativos da exposição às fontes de poluição, incluída a absorção de substâncias químicas 
através da dieta alimentar, com especial atenção para aquelas efetivas ou potencialmente cancerígenas, 
mutagênicas e teratogênicas; 
VIII - garantir o acesso dos interessados às informações sobre as fontes e causas da degradação 
ambiental, bem como os resultados das auditorias e monitoramentos ao que se refere o inciso VI; 
IX - informar, sistematicamente, a população sobre os níveis de poluição, a qualidade do meio 
ambiente, situações de riscos, de acidentes e a presença de substâncias potencialmente nocivas à saúde 
na água potável e nos alimentos; 
X - estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a utilização de tecnologias poupadoras de energia, bem 
como de fontes energéticas alternativas que possibilitem, em particular nas indústrias e nos veículos, a 
redução das emissões poluentes; 
XI - fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação genética; 
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XII - proteger a flora e a fauna, nesta compreendidos todos os animais silvestres, exóticos e 
domésticos, vedadas as práticas que provoquem extinção de espécies ou submetam os animais à 
crueldade, fiscalizando a extração, produção, criação, métodos de abates, transporte, comercialização e 
consumo de seus espécimes e subprodutos; 
XIII - controlar e fiscalizar a produção, armazenamento, transporte, comercialização, utilização e 
destino final de substâncias, bem como o uso de técnicas, métodos e instalações que comportem risco 
efetivo ou potencial para qualidade de vida e meio ambiente, incluindo o ambiente de trabalho; 
XV - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais das espécies e dos ecossistemas; 
XV - promover a captação e orientar a aplicação de recursos financeiros destinados ao 
desenvolvimento de todas as atividades relacionadas com a proteção e conservação do meio ambiente; 
XVI - disciplinara restrição à participação em concorrências públicas e vedar o acesso a benefícios e 
incentivos fiscais e créditos oficiais às pessoas físicas e jurídicas condenados por atos de degradação do 
meio ambiente ou a projetos que desrespeitem as normas e padrões de proteção ambiental; 
XVII - acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisas e exploração de recursos 
hídricos e minerais efetuados pela União, no território do Município; 
XVIII - implantar política setorial visando a coleta seletiva, transporte, tratamento e disposição final de 
resíduos urbanos, hospitalares e industriais, com ênfase nos processos que envolvam sua reciclagem; 
XIX - promover medidas judiciais e administrativas de punição aos causadores de poluição ou de 
degradação ambiental; 
XX - promover e manter o inventário e mapeamento da cobertura vegetal nativa, dos recursos hídricos 
e das condições ambientais das áreas sob ameaça de degradação ou já degradadas, visando a adoção 
de medidas especiais de proteção; 
XXI - promover o reflorestamento, preferencialmente com espécies nativas, em áreas degradadas, 
objetivando, especialmente, a proteção de encostas e das margens de rios, córregos, represas e lagoas, 
de acordo com índices mínimos, na forma da lei; 
XXII - incentivar e auxiliar tecnicamente as associações ambientalistas ecológicas constituídas na 
forma da lei, respeitando a sua autonomia e independência de atuação; 
XXIII - estimular e contribuir para a recuperação da vegetação em áreas urbanas, com plantio de 
árvores preferencialmente frutíferas objetivando, especialmente, atingir os índices mínimos de área verde 
por habitante estipulados pela Organização das Nações Unidas; 
XXIV - instituir programas especiais mediante a integração com outros órgãos governamentais, 
incluindo os de crédito, objetivando incentivar os proprietários rurais a executarem as práticas corretas de 
manejo e conservação do solo e da água, de preservação e reposição das matas ciliares, manutenção 
das reservas de vegetação nativa conforme o Código Florestal e replantios de espécies nativas; 
XXV - controlar e fiscalizar obras, atividades, processos produtivos e empreendimentos que, direta ou 
indiretamente, possam causar degradação do meio ambiente, adotando medidas preventivas ou 
corretivas e aplicando as sanções administrativas pertinentes. 
 
Art. 203 O Município promoverá, com a participação das comunidades, o zoneamento ambiental de 
seu território. 
§ 1º a implantação de áreas ou polos industrias, bem como as transformações de uso do solo, 
dependerão de estudos de impacto ambiental e do correspondente licenciamento. 
§ 2º O registro dos projetos de loteamento dependerá do prévio licenciamento na forma da legislação 
de proteção ambiental. 
§ 3º Os proprietários rurais ficam obrigados, na forma da lei, a preservar a recuperar com espécies 
nativas suas propriedades. 
 
Art. 204 A instalação e execução de obras, atividades, processos produtivos e empreendimentos de 
exploração de recursos naturais de qualquer espécie, quer pelo setor público, quer pelo privado, dentro 
dos limites do Município, serão admitidas se houver resguarda do meio ambiente ecologicamente 
equilibrado. 
§ 1º A outorga de licença ambiental será efetuada pela Secretaria Municipal competente, como última 
instância legal e será feita com observância dos critérios gerais fixados em lei, além de normas e padrões 
estabelecidos pelo Poder Público, em conformidade com planejamento e zoneamento ambiental. 
§ 2º A licença ambiental renovável, na forma da lei, para instalação, execução e a exploração 
mencionadas no caput deste artigo, quando potencialmente causadoras de significativa modificação ou 
degradação do meio ambiente, será sempre precedida, conforme critérios das legislações federal e 
estadual, da aprovação do estudo prévio de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto ambiental 
a que dará prévia publicidade, garantida a realização de audiência públicas. 
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Art. 205 Aquele que explorar recursos naturais ou desenvolver qualquer atividade que altere as 
condições ambientais, fica obrigado a realizar programas de monitoramento das condições ambientais e 
a recuperar o meio ambiente degradado, tanto na área do empreendimento, como nas áreas afetadas ou 
de influência, de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei. 
§ 1º É obrigatória, na forma da lei, a recuperação, pelo responsável, da vegetação adequada nas áreas 
protegidas, sem prejuízo das demais sanções cabíveis 
§ 2º As condutas e atividades lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou 
jurídicas, às sanções penais e administrativas, na forma da lei. 
 
Art. 206 O Poder Público poderá estabelecer restrições administrativas de uso de áreas privadas para 
fins de proteção de ecossistemas. 
Parágrafo Único - As restrições administrativas de uso a que se refere este artigo deverão ser 
averbadas no registro imobiliário, no prazo de um ano, a contar de seu estabelecimento. 
 
Art. 207 Os recursos oriundos de multas administrativas e condenações judiciais por atos lesivos ao 
meio ambiente, da dotação orçamentária, das taxas incidentes sobre a utilização de recursos ambientais 
e de outras fontes, serão destinados a um fundo municipal de defesa ambiental, para utilização prioritária 
em projetos de educação ambiental, sendo vedada sua utilização para pagamento de pessoal da 
administração pública direta e indireta ou despesa de custeio, diversas de suas finalidades. 
 
Art. 208 A utilização dos recursos naturais com fins econômicos será objeto de taxas correspondentes 
aos custos necessários à fiscalização e à manutenção dos padrões de qualidade ambiental, em 
percentuais a serem estabelecidos em lei. 
 
Art. 209 A Câmara Municipal manifestar-se-á previamente em relação ao território municipal sobre: 
I - a instalação de reator nuclear; 
II - a disposição e o transporte de rejeitos de usina que operar com reator nuclear; 
III - a fabricação, a comercialização, o transporte e a utilização de equipamentos bélicos nucleares. 
 
Art. 210 São consideradas áreas de preservação permanente: 
I - na zona urbana: 
a) as nascentes, as margens numa faixa de trinta metros e os cursos d`água dos córregos, ficando 
vedado o lançamento de afluentes domésticos e industriais em todo o seu percurso; 
b) os remanescentes de matas ciliares, capões de mata e buritizais; 
c) uma faixa de cinquenta metros de largura em ambas as margens do Rio Uberabinha, em toda sua 
extensão na zona urbana; 
d) os parques, reservas, praças e demais logradouros públicos de valor ecológico, paisagístico e 
cultural; 
II - na zona rural: 
a) os capões de mata, as matas ciliares, as veredas ou buritizais e os campos hidromórficos ou covais 
das nascentes ou margens dos cursos d`água; 
b) as nascentes, os mananciais e as cachoeiras; 
c) as áreas que abriguem exemplares raros da fauna e flora, bem como aquelas que sirvam como local 
de pouso e alimentação de espécies migratórias; 
d) os rios, ribeirões, córregos e lagoas; 
e) as áreas de interesse arqueológico, histórico, científico, espeleológico, paleontológico, paisagístico 
e cultural; 
f) as nascentes de águas sulfurosas existentes no Colégio Agrícola. 
Parágrafo Único - Além das áreas dispostas no artigo, o Poder Público poderá declarar de preservação 
permanente, florestas e demais formas de vegetação destinadas: 
a) a atenuar a erosão das terras; b) a formar faixas de proteção ao longo das rodovias e ferrovias; c) 
a proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou histórico; d) a asilar exemplares da fauna 
ou flora ameaçados de extinção; e) a assegurar condições de bem-estar público. 
 
Art. 211 O Poder Executivo deverá divulgar à população, trimestralmente, relatório de monitoramento 
da água distribuída à população, a ser elaborado por instituiçãode reconhecida capacidade técnica e 
científica. 
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Parágrafo Único - O monitoramento deverá incluir a avaliação dos parâmetros microbiológicos e físico-
químicos, incluindo especificamente a identificação de resíduos de pesticidas organoclorados, 
organofosforados e carbonatos, bem como de metais pesados. 
 
Art. 212 Fica vedado no território municipal: 
I - a produção, a comercialização e distribuição de aerosóis que contenham clorofluocarbono, na forma 
da legislação federal; 
II - a caça profissional; 
III - a caça amadora e esportiva só será permitida nos locais previamente estabelecidos pelo Executivo 
Municipal, através de seu órgão competente. 
 
Art. 213 O Município exercerá o controle de utilização de insumos químicos na agricultura e na criação 
de animais para alimentação humana, de forma a assegurar a proteção ao meio ambiente e da saúde 
coletiva. 
Parágrafo Único - O controle a que se refere este artigo será executado, tanto na esfera de produção 
quanto na de consumo, com a participação do órgão encarregado da execução da política ambiental. 
 
Art. 214 Os lançamentos finais dos sistemas públicos e particulares de coleta de esgoto doméstico e 
industrial deverão ser precedidos, no mínimo, de tratamento primário completo, na forma da lei. 
§ 1º Fica vedada a implantação de sistema de coleta conjunta de águas pluviais e esgoto. 
§ 2º As atividades poluidoras deverão dispor de bacias de contenção para águas de drenagem. 
 
Art. 215 O Município, com a colaboração da comunidade, tomará todas as providências necessárias 
para: 
I - proteger a fauna e a flora, assegurando a diversidade das espécies e dos ecossistemas, de modo 
a preservar, em seu território, o patrimônio genético; 
II - evitar, no seu território, a extinção das espécies; 
III - prevenir e controlar a poluição, a erosão e o assoreamento; 
IV - exigir estudo prévio de impacto ambiental, especialmente de pedreiras, dentro de núcleos urbanos; 
V - exigir a recomposição do ambiente degradado por condutas ou atividades ilícitas ou não, sem 
prejuízo de outras sanções cabíveis: 
VI - definir sanções municipais aplicáveis nos casos de degradação do meio ambiente. 
 
Art. 216 O Município criará mecanismo de fomento a: 
I - reflorestamento com essências nativas que ocorrem na região para suprir a carência de vegetação 
em áreas de nascentes e ao longo dos mananciais; 
II - reflorestamento com a finalidade de suprir a demanda de produtos lenhoso; 
III - programas de conservação de solos, para minimizar a erosão e o assoreamento dos cursos d`água 
e recuperar e manter a fertilidade dos solos; 
IV - programas de conservação e de recuperação da qualidade da água, do ar e do solo; 
V - produção de mudas adequadas à arborização urbana e à manutenção de logradouros públicos; 
VI - desenvolvimento de pesquisas de espécies da flora que se adaptem a explorações econômicas. 
Parágrafo Único - Para assegurar o disposto neste artigo, o Município poderá celebrar convênios com 
a União, com o Estado e com entidades privadas. 
 
Art. 217 Caberá ao Município disciplinar a produção, a comercialização, o armazenamento, o uso e o 
transporte de agrotóxicos dentro dos limites de seu território. 
 
Art. 218 Fica o Município autorizado a criar o Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental - 
CODEMA, que deverá ser institucionalizado por Lei Complementar, como órgão colegiado, de 
assessoramento consultivo ao Poder Público Municipal e deliberativo no âmbito de sua 
competência.(Nova redação dada pela ELO no 1/01, renumerado para ELO no 19/01, por força do art. 
226a, acrescido à Lei Orgânica pelo art. 4º, da ELO no 22/04) 
 
Art. 219 A captação em cursos d`água para fins industriais será feita a jusante do ponto de lançamento 
dos afluentes da própria indústria, na forma da lei. 
 
 
 
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TÍTULO VII 
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS 
 
Art. 220 É considerada data cívica o dia da criação do Município, comemorado a 31 de agosto de cada 
ano. 
 
Art. 221 Todo Prefeito eleito designará uma Comissão de Transição, cujos trabalhos iniciar-se-ão, no 
mínimo, trinta dias antes de sua posse, recebendo do Prefeito em exercício todas as condições para um 
completo levantamento da situação da Prefeitura. 
 
Art. 222 Cópia das contas do Prefeito Municipal, dos órgãos da Administração Direta e indireta e da 
Mesa da Câmara ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição de qualquer cidadão para 
exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a legitimidade, na forma da lei. 
§ 1º Entendem-se como partes integrantes das contas todos os documentos a elas pertinentes, 
incluídos os comprobatórios de despesas e da legalidade destas, tais como termos de compromissos de 
qualquer natureza, convênios, contratos e processos das respectivas licitações. 
§ 2º O cidadão terá o direito de examinar contas e documentos, no horário de expediente, sob a 
supervisão de funcionário habilitado, designado especialmente para tal finalidade, que lhe exibirá todos 
os documentos pedidos para exame e lhe fornecerá as cópias requeridas por escrito, livre de qualquer 
taxa. 
 
Art. 223 É vedada a nomeação de parentes até o segundo grau do Prefeito e dos Vereadores, em 
qualquer cargo em Comissão.(art. 223 teve sua redação alterada pela ELO no 1/93 e, posteriormente foi 
revogado pela Emenda à Lei Orgânica no 004/95, renumerado para ELO no 9/05, por força do disposto 
no art. 226A, acrescido à lei Orgânica pelo art. 4º da ELO No 22/04). 
 
Art. 224 É vedada a participação do Município no custeio de obras e serviços, em planos habitacionais 
que não se destinem exclusivamente à população de baixa renda. 
 
Art. 225 Anualmente será elaborado e cumprido, pelo Poder Executivo, um calendário de vistoria de 
todas as obras públicas existentes no Município, especialmente prédios públicos, prédios escolares, 
galerias, pontes, viadutos, estradas de rodagem, pavimentação de vias públicas, depósitos de lixo, 
sistemas de abastecimento de água, sistemas de esgotos sanitários e sistemas de escoamento de águas 
pluviais. 
§ 1º Será elaborado um laudo técnico referente a cada vistoria, assinado por empresa contratada 
mediante licitação ou por Comissão técnica nomeada pelo Prefeito, presidida pela Secretaria competente, 
descrevendo o estado de conservação da obra e propondo as medidas reparadoras ou de correção 
eventualmente necessárias. 
§ 2º Quando se tratarem de obras da responsabilidade de outra esfera de governo, será remetida cópia 
do laudo à autoridade competente. 
 
Art. 226 Ficam obrigados a apresentarem, à Câmara Municipal, a declaração de seus bens: 
I - na posse e no término do mandato, os Vereadores; 
II - na posse e na exoneração dos cargos: 
a) os Secretários Municipais; b) os dirigentes das entidades da Administração Indireta; c) os ocupantes 
de cargo em Comissão ou função de confiança da administração pública direta e indireta(Art. 226 
acrescentado pela ELO no 5/92). 
 
Art. 226-A As emendas à Lei Orgânica deverão ser numeradas cronologicamente, em ordem crescente 
e contínua, a partir de 1990, procedendo-se à renumeração das já editadas.(Art. 226-A acrescentado pela 
ELO no 22/04). 
 
ATO DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 
 
Art. 1º O Prefeito Municipal e os Vereadores prestarão compromisso de manter, defender e cumprir a 
Lei Orgânica, no ato e na data de sua promulgação. 
 
Art. 2º O Poder Legislativo e o Poder Executivo, em cooperação ou não com a iniciativa privada, 
promoverão edição popular do texto integral da Lei Orgânica que será colocada à disposição das escolas, 
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dos sindicatos, das igrejas e de outras instituições representativas da comunidade, gratuitamente, de 
modo a que cada cidadão uberlandense possa conhecer o seu texto. 
 
Art. 3º Os funcionários públicosmunicipais, aposentados antes da Lei no 4.019 de 28 de dezembro de 
1983, no grau máximo da carreira (CA-20), terão seus vencimentos equiparados ao grau máximo previsto 
na Lei referida (CA-24), ressalvadas as vantagens de caráter individual. 
 
Art. 4º O Município procederá à revisão dos direitos dos servidores públicos inativos e pensionistas e 
à atualização dos proventos e pensões a eles devidos, a fim de ajustá-los ao disposto na Constituição 
Federal e nesta Lei Orgânica. 
 
Art. 5º Os benefícios de prestação continuada, mantidos pela Previdência Municipal na data da 
promulgação da Lei Orgânica, terão seus valores revistos, a fim de que seja restabelecido o poder 
aquisitivo, expresso em número de salários mínimos que tinha na época da concessão. 
Parágrafo Único - As prestações mensais dos benefícios realizados de acordo com este artigo serão 
devidas e pagas a partir do décimo mês, a contar da promulgação da Lei Orgânica. Art. 6º 
A frota de veículos de transporte coletivo municipal deverá ter um percentual nunca inferior a quinze 
por cento de seus veículos adaptados, a fim de garantir o livre acesso e circulação das pessoas com 
dificuldade de locomoção, inclusive em cadeira de rodas. 
§ 1º Os novos veículos de transporte coletivo municipal deverão ser adaptados de modo a atender o 
disposto no caput deste artigo. 
§ 2º O sistema de veículos adaptados será implantado em três etapas anuais equivalentes a cinco por 
cento cada, a partir da promulgação desta Lei. 
§ 3º Os veículos adaptados deverão circular em linhas prioritárias conforme levantamento feito junto 
às entidades representativas de portadores de deficiência. 
 
Art. 7º No prazo de noventa dias, contados da promulgação da Lei Orgânica do Município, será 
instituído o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente, do Portado de 
Deficiência e do Idoso. 
 
Art. 8º Para fins do disposto no artigo 19 das Disposições Transitórias da Constituição Federal, será 
contado o tempo de serviço do servidor municipal, prestado na Administração Direta, autárquica e nas 
fundações públicas, desde que preservada a continuidade da prestação de serviço. 
 
Art. 9º Ao ocupante de cargo em Comissão que contar, na data da promulgação desta Lei, mais de 
dez anos no exercício da função será concedida averbação do tempo para fins de aposentadoria no 
Instituto de Previdência Municipal de Uberlândia. 
 
Art. 10 O Município disciplinará em lei: 
I - os procedimentos administrativos pertinentes à área tributária destinados a garantir a efetividade 
dos direitos dos cidadãos; 
II - a forma de proteção à infância, à juventude, ao idoso e ao portador de deficiência física; 
III - as responsabilidades dos Secretários Municipais de que trata o artigo 49; 
IV - as normas para contratação de pessoal por tempo determinado. 
 
Art. 11 O Poder Executivo reavaliará todas as isenções, incentivos e benefícios fiscais em vigor e 
proporá ao Poder Legislativo as medidas cabíveis. 
Parágrafo Único - Considerar-se-ão revogados, após seis meses, contados da promulgação da Lei 
Orgânica, os incentivos que não forem confirmados por lei. 
 
Art. 12 A Câmara Municipal criará, no prazo de sessenta dias da data da promulgação desta Lei, uma 
Comissão especial para proceder à revisão do seu Regimento Interno, observado, na composição da 
Comissão, a proporcionalidade de representação partidária. 
 
Art. 13 Os Poderes Executivo e Legislativo publicarão relação contendo o número de cargos, sua 
denominação, formas e requisitos de provimento de seus quadros para atender ao princípio de 
valorização do servidor público municipal na definição do treinamento para cargos mais especializados. 
 
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Art. 14 A assistência ao doente mental será ministrada pelo Poder Executivo, sempre que possível, de 
forma centralizada. 
 
Art. 15 É considerada de relevante interesse ecológico a área da bacia do Rio Uberabinha, a montante 
da zona urbana de Uberlândia, delimitada por seus divisores naturais de água, visando a preservação da 
qualidade e quantidade de água que serve à população, sendo que a sua utilização dependerá de prévia 
autorização dos órgãos competentes, para que sejam preservados seus atributos essenciais. 
 
Art. 16 A presente Lei será revisada após a revisão da Constituição Federal. 
 
Câmara Municipal, 5 de junho de 1990. 
 
Questões 
 
01. De acordo com a Lei Orgânica do Município de Uberlândia, julgue o item a seguir: 
 
“É proibida a recusa de matrícula em escolas públicas sob a alegação de deficiência e dificuldades 
apresentadas pelo aluno, bem como a existência de barreiras que dificultem seu acesso”. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
02. Complete a lacuna nos moldes da Lei Orgânica do Município de Uberlândia. 
projeto aprovado será enviado ao Prefeito, pelo Presidente da Câmara Municipal, no prazo de 
________ dias úteis para sanção e promulgação. 
 
(A) 10 (dez) 
(B) 05 (cinco) 
(C) 20 (vinte) 
(D) 15 (quinze) 
(E) 07 (sete) 
 
03.Julgue o item a seguir de acordo com a Lei Orgânica do Município de Uberlândia. 
O piso mínimo dos valores a serem pagos aos aposentados e pensionistas poderá ser inferior ao 
salário mínimo fixado pelo Governo Federal. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
Gabarito 
 
01. Certo / 02. D / 03.Errado 
 
Comentários 
 
01. Resposta: Certo 
Art. 191 É proibida a recusa de matrícula em escolas públicas sob a alegação de deficiência e 
dificuldades apresentadas pelo aluno, bem como a existência de barreiras que dificultem seu acesso. 
 
02. Resposta: D 
Art. 27 O projeto aprovado será enviado ao Prefeito, pelo Presidente da Câmara Municipal, no prazo 
de 15 (quinze) dias úteis para sanção e promulgação. 
 
03. Resposta: Errado 
Art. 71 O piso mínimo dos valores a serem pagos aos aposentados e pensionistas NÃO poderá ser 
inferior ao salário mínimo fixado pelo Governo Federal. 
 
 
 
 
 
 
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