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OCLUSÃO ARTERIAL AGUDA - Causas de oclusão arterial aguda: - Embolia ou trombose. - A principal causa de embolia é a cardíaca. Geralmente vem de algum lugar distante. - A principal causa de trombose é a aterosclerose. Geralmente é in situ. - É a oclusão aguda de uma artéria ocorrendo redução súbita do suprimento sanguíneo aos tecidos. Resulta em isquemia até necrose, dependendo do local. - A oclusão produz 02 fenômenos primários: - Diminuição da produção energética do tecido (ATP). - Acúmulo de dejetos metabólicos e acidificação dos tecidos. EMERGÊNCIA VASCULAR - Oclusão lenta e progressiva: colaterais tendem a manter o fluxo, e as manifestações são menos exuberantes (geralmente claudição à deambulação) ou até assintomáticos. - Oclusão súbita: sem fluxo, as manifestações são mais agressivas e a necessidade de desobstrução é imediata. - “P”s da obstrução aguda: - Parestesia. - Palidez. - Pulseless (sem pulso). - Paresia. - Paquilodermia (frio). - Pain (dor). - Pistol shot na femoral. - Paralisia. - Danos teciduais: - Miocárdio: evolui para infarto em 17-20min. - SNC: infarto cerebral em 4-8min. - MMII: podem persistir por 5-6h sem a perca da extremidade. - Nervos: maior sensibilidade, primeiros a sofrer. - Mm. esqueléticos: 4h perde contratilidade. Irreversível em 24-48h. - Pele, ossos e cabelo: resistem mais à isquemia. ETIOLOGIA - Causas de oclusão aguda: - Embolia. - Trombose. - Trauma vascular. - Compressão extrínseca. - Espasmo arterial. - Hipercoagulabilidade sanguínea. - Arteriopatias. - Trombo x êmbolo: - Coágulo in situ = trombo. - Coágulo arrastado pela corrente = êmbolo. - Ambos obstruem o fluxo sanguíneo. - Embolia arterial: - É um coágulo originado de outro local da circulação, geralmente coração (fibrilação arterial). Os MMII são os locais mais atingidos. - 80% dos êmbolos são de origem cardíaca. As causas mais comuns são FA e IAM. - Êmbolos paradoxais: êmbolos venosos que passam para o coração esquerdo através de um forame oval patente - Para onde vão os êmbolos? - Geralmente impactam bifurcações. - Os maiores vão para aa. dos membros. - Êmbolos menores tendem a impactar artérias cerebrais e viscerais (infarto intestinal, insuf. renal, etc). - Os principais alvos são a a. femoral e as aa. cerebrais. - Trombose arterial: - Locais acometidos: vasos afetados por aterosclerose preexistente. - Há circulação colateral adjacente, então a isquemia é menos grave. - A a. femoral superficial é o vaso mais acometido. - A trombose de a. poplítea é uma causa comum e grave de isquemia aguda. - Fatores que desencadeiam a trombose: - Choque (hipovolemia). - Sepse. - Desidratação. - Hemorragia interplaca. - Baixo DC. - Estado de hipercoagulabilidade. - Trombose prévia em enxertos arteriais. - A trombose arterial costuma ser mais grave que a venosa, pois impede a perfusão e provoca morte tecidual. QUADRO CLÍNICO - “5P”: - Dor (pain). - Palidez. - Ausência de pulso. - Parestesia. - Paralisia. DIAGNÓSTICO - Diagnóstico clínico. - Embólico: fatores de risco (FA, IAM, prótese cardíaca), início súbito, sem claudicação prévia, achados unilaterais. - Trombótico: fatores de risco (placas ateroscleróticas), tem sintomas de claudicação prévia, achados bilaterais. - Diagnóstico complementar: - Não invasivo: - Doppler: severidade da isquemia, local da oclusão, causa, se há circulação colateral, presença de placa. - AngioRMN e TC helicoidal. - Invasivo: - Arteriografia: usada em casos emergenciais, pois pode ser usado para definir prognóstico e possibilidade de restauração arterial. Imagem de “taça invertida” no local de parada do fluxo. - Não deve retardar a terapêutica. TRATAMENTO - Oclusão embólica: - Anticoagulação com bolus de heparina IV (5000-10000 UI) --> não destrói o coágulo, apenas impede a progressão. - Revascularização rápida para restauração do fluxo. - Embolectomia com balão: introdução de um cateter adaptado ao calibre do vaso e é introduzido pela arterotomia, após atravessar o trombo, o balonete é inflado e retirado com o êmbolo. - Cuidado com oclusão de trombo (placas). - Oclusão trombótica: - Anticoagulação. - Arteriografia inicial: delimitar anatomia e definir revascularização. - Revascularização através de pontes se o segmento for longo. - Recanalização por terapia trombolítica com cateter + angioplastia com balão se o segmento é curto. - Após tratamento, avaliar viabilidade do membro. SÍNDROME DE REPERFUSÃO - Complicação do tratamento. - Com a reperfusão do músculo antes isquemia, uma série de elementos isquemiados ganham a corrente sanguínea: - IRA. - Arritmias. - Acidose lática. - Mioglobinúria. - Sd. compartimental. SÍNDROME COMPARTIMENTAL - Aumento da pressão no interior de um espaço osteofacial fechado, não distensível, reduzindo a perfusão capilar do tecido. - A perfusão muscular induz intenso edema intracelular e muscular, levando a essa síndrome. - Isquemia com duração >6h --> fazer fasciotomia profilática, para evitar essa condição.