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LEGISLAÇÃO E DIREITOS DA PESSOA COM AUTISMO “A democracia não é apenas a lei da maioria, é a lei da maioria respeitando o direito das minorias.“ (Clement Attlee) LUCIANA MENDINA Jornalista, escritora, autora dos livros O autismo tem cura? e A vida com autismo, idealizadora da Lei da Detecção Precoce. INTRODUÇÃO ● O que é TEA? ● Dia 02 de abril ● Quantas pessoas com TEA temos no Brasil? ● O que diz nossa Constituição Federal sobre os autistas? ● O que diz a Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência? (Decreto Federal nº 6.949/09) O que é TEA? O Autismo é um Transtorno Global do Desenvolvimento (também chamado de Transtorno do Espectro Autista), caracterizado por alterações significativas na comunicação, na interação social e no comportamento da criança. Essas alterações levam a importantes dificuldades adaptativas e aparecem antes dos 03 anos de idade, podendo ser percebidas, em alguns casos, já nos primeiros meses de vida. Dia 02 de Abril O Dia Mundial do Autismo foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 2007, com o intuito de conscientizar a população acerca desse transtorno, que atinge mais de 70 milhões de pessoas. Quantas pessoas com TEA temos no Brasil? Acredita-se que existam mais de 2 milhões de autistas no país. Embora o autista tenha sido incluído no censo do IBGE em 2019, ainda não sabemos o número exato de autistas no Brasil. Em 2020 seria realizado censo. No entanto, a Pandemia do Coronavírus impossibilitou sua realização. O que diz nossa Constituição Federal sobre os autistas? A CF/88 afirma que A SAÚDE É DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO e que o Estado deve promover programas de assistência integral à saúde da criança e do adolescente com a criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial ou mental (art.227, §1º, II) O que diz a Convenção Internacional sobre Direitos das Pessoas com Deficiência? (Decreto Federal nº 6.949/09) Ela estabelece que os Estados-Partes reconheçam que as pessoas com deficiência têm o direito de gozar do estado de saúde mais elevado possível, sem discriminação baseada na deficiência. LEIS FEDERAIS ● Lei Berenice Piana: 12.764/12 ● Lei Brasileira de Inclusão (LBI): 13.146/15 ● Lei da Detecção Precoce: 13.438/17 ● Lei do Autista no Censo: 13.861/19 ● Lei da Carteira Nacional de Identificação do Autista Lei Berenice Piana: 12.764/12 A lei 12.764/12 institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3º do art. 98 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Destaque para: Art.1º, § 2º A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. § 3º Os estabelecimentos públicos e privados referidos na Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000, poderão valer-se da fita quebra-cabeça, símbolo mundial da conscientização do transtorno do espectro autista, para identificar a prioridade devida às pessoas com transtorno do espectro autista. (Incluído pela Lei nº 13.977, de 2020) Art. 2º São diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista: I - a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista; II - a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação; III - a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes; IV - (VETADO); http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L13977.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L13977.htm#art2 Lei Berenice Piana: 12.764/12 V - o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); VI - a responsabilidade do poder público quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações; VII - o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como a pais e responsáveis; VIII - o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para estudos epidemiológicos tendentes a dimensionar a magnitude e as características do problema relativo ao transtorno do espectro autista no País. Parágrafo único. Para cumprimento das diretrizes de que trata este artigo, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado. Art. 3º São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista: I - a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer; II - a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração; III - o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo: a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo; b) o atendimento multiprofissional; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm Lei Berenice Piana: 12.764/12 c) a nutrição adequada e a terapia nutricional; d) os medicamentos; e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento; IV - o acesso: a) à educação e ao ensino profissionalizante; b) à moradia, inclusive à residência protegida; c) ao mercado de trabalho; d) à previdência social e à assistência social. Parágrafo único. Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2º, terá direito a acompanhante especializado. O Art. 3 não será abordado pois previa a Ciptea, mas lei posterior foi responsável pela sua efetivação. Art. 4º A pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência. Parágrafo único. Nos casos de necessidade de internação médica em unidades especializadas, observar-se-á o que dispõe o art. 4º da Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001. Art. 5º A pessoa com transtorno do espectro autista não será impedida de participar de planos privados de assistência à saúde em razão de sua condição de pessoa com deficiência, conforme dispõe o art. 14 da Lei nº 9.656, de 3 de junho de 1998. Art. 6º (VETADO). Art. 7º O gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência, será punido com multa de 3 (três) a 20 (vinte) salários-mínimos. § 1º Em caso de reincidência, apurada por processo administrativo, assegurado o contraditório e a ampla defesa, haverá a perda do cargo. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10216.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10216.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9656.htm#art14 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9656.htm#art14 Lei Brasileira de Inclusão (LBI): 13.146/15 A lei 13.146/15 institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Lei da Detecção Precoce: 13.438/17 A lei 13.438/17 altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para tornar obrigatória a adoção pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de protocolo que estabeleça padrões para a avaliação de riscos para o desenvolvimento psíquico das crianças. Cartilha Diretrizes de Atenção à Reabilitaçãoda Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA): Link:https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicaco es/diretrizes_atencao_reabilitacao_pessoa_autis mo.pd https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_reabilitacao_pessoa_autismo.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_reabilitacao_pessoa_autismo.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_reabilitacao_pessoa_autismo.pdf Lei do Autista no Censo: 13.861/19 A Lei 13.861/19 obriga o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a inserir no Censo 2020 perguntas sobre o Autismo. Com isso, será possível saber quantas pessoas no Brasil apresentam o transtorno e como elas estão distribuídas pelo território. Atualmente, não existem dados oficiais sobre as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. Autora do projeto que originou a nova lei, a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) destacou que objetivo da norma é direcionar as políticas públicas para que os recursos sejam corretamente aplicados em prol de quem tem autismo. “Atualmente, só trabalhamos com estimativas nessa área no Brasil. Com a legislação, teremos a segurança de que o IBGE vai pesquisar o assunto e, assim, contaremos com dados oficiais”, disse. A estimativa é que existam 70 milhões de pessoas no mundo com autismo, sendo 2 milhões delas no Brasil. https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2019/lei-13861-18-julho-2019-788841-norma-pl.html Lei da Carteira Nacional de Identificação do Autista A Lei 13.977, de 2020 cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). A norma foi batizada de Lei Romeo Mion, que é filho do apresentador de televisão Marcos Mion e tem transtorno do espectro autista. De acordo com a nova lei, a Ciptea deve assegurar aos portadores atenção integral, pronto atendimento e prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social. A carteira será expedida pelos órgãos estaduais, distritais e municiais que executam a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. No Rio Grande do Sul, a FADERS é o órgão que está confeccionando a carteira gratuitamente e em parceria com as associações de autistas e da pessoa com deficiência dos municípios gaúchos. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2020/lei/L13977.htm LEIS ESTADUAIS ● Lei 15.322/19 ● Lei 15.567/20 Lei 15.322/19 Institui a Política de Atendimento Integrado à Pessoa com Transtornos do Espectro Autista no Estado do Rio Grande do Sul. Destaque para: Art. 2º, III - profissional de apoio escolar: pessoa devidamente capacitada na interação e no manejo comportamental de alunos com TEA que atue de forma articulada com os professores da sala de aula comum e da sala de recursos multifuncionais, em todo o contexto escolar, inclusive estimulando/facilitando sua socialização com os demais colegas, bem como nos cuidados básicos em relação à alimentação, higiene e locomoção do estudante com TEA e em todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas; Art. 4º Em cumprimento à Lei Federal nº 13.438/17, de 26 de abril de 2017 (LEI DA DETECÇÃO PRECOCE), o Estado disponibilizará avaliação por equipe multiprofissional para rastreamento precoce de possíveis comportamentos autísticos ou diagnóstico precoce com vistas à intervenção precoce, à reabilitação e à atenção integral às necessidades da pessoa com TEA. Lei 15.322/19 § 1º A intervenção precoce, a reabilitação e a atenção integral citados no “caput” deste artigo serão decorrentes de atendimentos especializados nas seguintes áreas: a) neurologia; b) psiquiatria; c) psicologia; d) psicopedagogia e) psicoterapia comportamental ; f) odontologia; g) fonoaudiologia; h) fisioterapia; i) educação física; j) musicoterapia; k) equoterapia; l) hidroterapia; m) terapia nutricional; e n) terapia ocupacional. A pedido do MOAB-RS, Deputado Eric Lins entrou com projeto de lei para incluir a Psicomotricidade no rol do tratamento do autismo. Lei 15.567/20 Dá prioridade de atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista em estabelecimentos públicos e privados. Art. 1º As pessoas com Transtorno do Espectro Autista e seus acompanhantes terão atendimento prioritário em estabelecimentos privados e em órgãos públicos da Administração Direta e Indireta do Estado do Rio Grande do Sul, de acordo com regulamentação a ser expedida pelo Poder Executivo. § 1º Entende-se por estabelecimentos privados os que prestem atividades comerciais ou de prestação de serviços, tais como: I. supermercados; II. bancos; III. farmácias; IV. restaurantes; V. lojas em geral; e VI. similares aos estabelecimentos referidos neste parágrafo. § 3º Para fazer jus ao atendimento preferencial, além da autodeclaração de tal condição, as pessoas com Transtorno do Espectro Autista e seus acompanhantes deverão estar devidamente identificados com documento oficial. Art. 2º Ficam obrigados todos os locais públicos e privados do Rio Grande do Sul a incluírem o símbolo mundial da conscientização em relação ao Transtorno do Espectro Autista em todas as suas placas e avisos de atendimento preferencial, conforme anexo. Sendo considerado pessoa com deficiência, o autista é destinatário dos direitos previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência. Você conhece esses direitos? Sabe como exercitá-los no dia a dia? Essa lista pode ajudá-lo. PRÁTICA 1. Atendimento prioritário 2. Inclusão escolar 3. Educação profissionalizante e inserção no mercado de trabalho 4. Isenção de Impostos para a Aquisição de Veículos 5. Vaga especial no estacionamento 6. Transportes 7. Saúde 8. Benefício da Prestação Continuada 9. Dedução e restituição do imposto de renda 10. Tomada de Decisão Apoiada e Curatela 11. Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) 1. Atendimento Prioritário A prioridade no atendimento significa ter um tratamento imediato e diferenciado das demais pessoas em todas as instituições e serviços de atendimento ao público, sejam públicos ou privados. Entendida como a não sujeição a filas comuns, abrange também a tramitação preferencial de processos administrativos e judiciais. 2. Inclusão Escolar A criança autista tem direito ao ingresso e permanência na escola regular, devendo sua educação ter caráter inclusivo. Ou seja, ao aluno autista devem ser asseguradas condições de acesso, aprendizagem e participação. 3. Educação profissionalizante e inserção no mercado de trabalho ● Possibilidade de participar do programa de aprendizagem para a pessoa com deficiência, a partir dos 14 anos, não sendo necessário preencher requisito relativo a grau de escolaridade. ● O autista será contratado como jovem aprendiz, fazendo jus ao recebimento de salário e outros benefícios decorrentes da relação de trabalho. A contratação terá como objetivo a inclusão, permanência e não discriminação, e levará em conta as habilidades e vocação da pessoa com autismo. 4. Isenção de impostos para aquisição de veículo ● A pessoa com autismo pode adquirir veículos com isenção de IPI, ICMS e IPVA, o que acarreta desconto significativo no valor final do automóvel. ● Não é necessário que seja condutor, desde que haja indicação de três condutores habilitados. O benefício pode ser exercido uma vez a cada dois anos. 5. Vaga especial no estacionamento ● Os autistas têm direito à vaga especial no estacionamento público, privado e na área azul, mesmo que não sejam os condutores do veículo. ● Essas vagas ficam localizadas em áreas estratégicas, bem próximas à porta de entrada de shoppings e supermercados. Para utilizar essas vagas é necessário fazer o Cartão de Pessoa com Deficiência, emitido pelaautoridade de trânsito. 6. Transporte ● O programa Passe Livre do Governo Federal garante gratuidade nas viagens interestaduais de ônibus, barco ou trem e é direito válido apenas para famílias de autistas carentes. ● Já em relação à passagem aérea, o acompanhante da pessoa com autismo paga, no máximo, 20% do valor, ou seja, tem um desconto de 80%. É importante informar-se previamente, algumas companhias aéreas chegam a fornecer um desconto de 100% para o acompanhante. 7. Saúde O Estatuto da Pessoa com Deficiência prevê atenção integral à saúde da pessoa com deficiência, por intermédio do SUS, com atendimento universal e gratuito, assim como a CF/88 e demais leis federais e estaduais. 8. Benefício de Prestação Continuada ● Conhecido como LOAS, garante o pagamento de 1 (um) salário mínimo mensal ao autista, desde que fique comprovado que ele, ou a família, não tem condições financeiras para prover o seu sustento. ● Não é preciso ter contribuído para a previdência para fazer jus ao benefício, que decorre da própria deficiência. 8. 1. Auxílio-Inclusão ● Pessoas com deficiência que recebem o BPC, pago pelo INSS, e que conseguiram emprego com carteira assinada, poderão receber o auxílio-inclusão criado pelo governo federal a partir de 1 de outubro deste ano. O valor será de R% 550 - 50% do BPC, que é de um salário-mínimo. ● Terão direito ao benefício pessoas com deficiência moderada ou grave que estejam inscritas no CadÚnico e receba remuneração de até dois salários mínimos (R$ 2200, neste ano), e seja segurado pela Previdência Geral ou Regime Próprio dos Servidores. ● Ao perder o emprego, o beneficiário terá seu auxílio-inclusão cortado, podendo assim voltar a receber o BPC novamente. 8. 1. Auxílio-Inclusão ● O auxílio-inclusão é um benefício assistencial e não terá descontos e não dará direito a 13 salário. ● Caso o beneficiário deixe de atender os critérios de concessão do benefício - como receber mais de dois salários mínimos -, o auxílio-inclusão será cortado. 9. Dedução e restituição do imposto de renda ● Despesas médicas e os pagamentos relativos à instrução da pessoa com autismo (desde que destinadas a entidades especiais de ensino, que atendam deficientes mentais) podem ser deduzidas do Imposto de Renda, seja pelo próprio autista, ou pelo contribuinte que o tenha como seu dependente. ● Além disso, a pessoa com autismo, ou aquele do qual dependa, tem preferência no recebimento da restituição do imposto de renda. Tomada de Decisão Apoiada e Curatela ● A partir da entrada em vigor do Estatuto da Pessoa com Deficiência, o autista será considerado, em regra, plenamente capaz, podendo autodeterminar-se segundo as suas convicções e escolhas. ● Há possibilidade de valer-se do processo judicial de tomada de decisão apoiada, quando necessitar de auxílio para a prática de alguns atos ou negócios, elegendo duas pessoas de sua confiança para tanto. ● Em casos excepcionais, quando, em virtude do autismo, a expressão da vontade da pessoa fique comprometida, a ação de curatela pode ser utilizada, como medida protetiva e extraordinária. Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) A Tarifa Social de Energia Elétrica – TSEE foi criada pela Lei n° 10.438, de 26 de abril de 2002. Por meio dela, são concedidos descontos para os consumidores enquadrados na Subclasse Residencial Baixa Renda. Há isenção do custeio da Conta de Desenvolvimento Energético - CDE e do custeio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica - PROINFA. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10438.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10438.htm Muito obrigada pela atenção! e-mail: lucianamendina@hotmail.com Facebook: Luciana Mendina Whatsapp: 51 993106188 mailto:lucianamendina@hotmail.com