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Higiene do Trabalho: 
Riscos Químicos
Avaliação Qualitativa de Riscos Químicos
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Me. Fernanda Anraki Vieira
Revisão Textual:
Prof.ª Esp. Kelciane da Rocha Campos
Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:
• Kit Internacional de Ferramentas de Controle Químico – 
International Chemical Control Toolkit (ICCT);
• Metodologia;
• Fichas de Controle;
• Exemplo.
Fonte: Getty Im
ages
Objetivos
• Capacitar para aplicar a metodologia de avaliação qualitativa de riscos químicos baseada 
na abordagem ICCT.
Caro Aluno(a)!
Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o úl-
timo momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material 
trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.
Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você 
poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns 
dias e determinar como o seu “momento do estudo”.
No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões 
de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e 
auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de 
discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de 
propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de 
troca de ideias e aprendizagem.
Bons Estudos!
Avaliação Qualitativa de Riscos Químicos
UNIDADE 
Avaliação Qualitativa de Riscos Químicos
Contextualização
A Norma Regulamentadora 15 (NR-15), que trata das atividades e operações 
insalubres, em seus anexos 11, 12 e 13, relaciona os agentes químicos e ativi-
dades e operações envolvendo agentes químicos que podem ocasionar danos à 
saúde dos trabalhadores. Os anexos 11 e 12 são de caráter quantitativo, enquanto o 
anexo 13 é qualitativo (BRASIL, 2014).
Se os agentes químicos relacionados nos anexos 11 e 12 são quantitativos, por que 
fazer a avaliação qualitativa? 
A metodologia da avaliação qualitativa de riscos químicos complementa os métodos 
tradicionais de controle e avaliação de riscos químicos.
Por exemplo, imagine um ambiente de trabalho no qual existe uma concentração aci-
ma do limite de tolerância de poeira mineral. De acordo com a abordagem tradicional, 
a poeira mineral é quantitativa; logo, é necessário proceder sua medição. Ao realizar o 
levantamento quantitativo, verificar-se-ia um ambiente insalubre. Após essa verificação, 
seria necessário proceder às modificações deste ambiente de modo a reduzir a concen-
tração do agente químico. Em seguida, dever-se-ia proceder a uma nova medição, para 
assegurar que as medidas de controle implantadas foram suficientes para adequação do 
ambiente de trabalho.
Em complemento à abordagem tradicional, ao invés de se proceder a avaliação quan-
titativa, realizar-se-ia a avaliação qualitativa. Os resultados da avaliação qualitativa já 
indicariam a necessidade de adoção de medidas de controle. Logo, somente após a ado-
ção destas medidas, seria realizada a avaliação quantitativa para garantir a eficácia das 
mesmas. A avaliação qualitativa, neste caso, reduziria custos, visto que seria necessária 
uma medição e não duas.
Confuso(a)? Não se preocupe! É uma metodologia simples e fácil de ser apli-
cada, que poderá auxiliá-lo(a) em diversas situações que envolvam a exposição 
ocupacional a agentes químicos.
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Kit Internacional de Ferramentas de 
Controle Químico – International Chemical 
Control Toolkit (ICCT)
O Kit Internacional de Ferramentas de Controle Químico, do inglês International 
Chemical Control Toolkit (ICCT), foi desenvolvido pela Associação Internacional de 
Higiene Ocupacional (IOHA), como uma contribuição ao Programa Internacional de Se-
gurança Química (IPCS), que envolve a OIT (Organização Internacional do Trabalho), a 
OMS (Organização Mundial da Saúde) e o PNUMA (Programa das Nações Unidas para 
o Meio Ambiente) (BRASIL, 2012).
A abordagem adotada no ICCT foi desenvolvida para avaliar a exposição ocupacio-
nal oriunda do uso de produtos químicos nas formas de líquidos ou pós. Logo, uma das 
limitações desta ferramenta é a avaliação de outras formas de agentes químicos, por 
exemplo gases resultantes de processos ou formados acidentalmente (BRASIL, 2012).
A abordagem ICCT é considerada como um instrumento complementar para a pre-
venção de riscos químicos e deve ser utilizada no contexto de programas abrangentes de 
prevenção e controle. O ICCT original, em inglês, encontra-se disponível gratuitamente 
na internet, e o Ministério do Trabalho no Brasil, através da Fundacentro, publicou uma 
adaptação desta ferramenta com o título: Avaliação Qualitativa de Riscos Químicos: 
orientações básicas para o controle da exposição a produtos químicos (BRASIL, 2012), 
abordada nesta unidade.
Saiba mais sobre a origem do ICCT em: http://bit.ly/2I9R2xA 
Metodologia
O processamento e manuseio inadequado de substâncias químicas dá origem a riscos 
nos ambientes de trabalho. O ICCT ensina como manusear produtos químicos sólidos ou 
líquidos com segurança, desde que o material em questão tenha sido classificado de acor-
do com as frases R (ou com o GHS) e o resultado apareça na FISPQ (Ficha de Informação 
de Segurança de Produtos Químicos) ou no rótulo do produto. Ainda que a abordagem 
ICCT não se aplique às poeiras e aos fumos gerados durante os processos, muitas das 
soluções apresentadas podem ser utilizadas para controlá-los (BRASIL, 2012).
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UNIDADE 
Avaliação Qualitativa de Riscos Químicos
A metodologia ICCT está dividida em 5 etapas, conforme a Figura 1:
Etapa 1 Determinação da toxidade do produto (classi�cação pelas frases R ou pelo GHS)
Etapa 2 Determinação da quantidade utilizada
Etapa 3 Determinação da propagação no amibiente
Etapa 4 Determinação da Medida de Controle adequada
Etapa 5 Determinação das Fichas de Controle especí�cas
Figura 1 – Etapas da abordagem ICCT
Fonte: Adaptado de BRASIL, 2012
O objetivo é seguir as etapas para preencher o Questionário de Verificação, exposto 
na Figura 2.
Figura 2a – Questionário de verifi cação
Fonte: BRASIL, 2012
Figura 2b – Questionário de verifi cação
Fonte: BRASIL, 2012
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Figura 2c – Questionário de verifi cação
Fonte: BRASIL, 2012
Figura 2d – Questionário de verifi cação
Fonte: BRASIL, 2012
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UNIDADE 
Avaliação Qualitativa de Riscos Químicos
Etapa 1 – Alocação do fator de risco
As substâncias químicas podem causar efeitos variados ao organismo. Sendo assim, 
as mesmas foram divididas em seis grupos, sendo que cinco destes grupos (A, B, C, D e 
E, em que A são as menos perigosas e E as mais perigosas) estão relacionados aos da-
nos à saúde causados pela inalação ou ingestão destas substâncias. Existe ainda o grupo 
S, que relaciona as substâncias que podem causar danos à saúde quando em contato 
com os olhos e pele (BRASIL, 2012).
A primeira etapa da avaliação qualitativa de riscos químicos consiste na determinação 
do perigo que a substância química analisada fornece. Esta alocação do fator de risco geral-
mente ocorre através de Ficha de Informação de Segurança do Produto Químico – FISPQ.
O passo a passo para a alocação do fator de risco consiste em:
• Verificar se a substância está alocada no Quadro 1;
Quadro 1 – Alocação do fator de risco para solventes comuns
Substância Categoria Volatilidade1
Acetona A e S Média
Acetato de Butila A e S Média
Diesel B e S Baixa
Acetato de Etila A e S Média
Hexano B e S Média
Álcool Isopropílico A e S Média
Metanol C e S Média
Metil-etil-cetona A e S Média
Metil-isobutil-cetona
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