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Problema 2 – Desenvolvimento SN 
1. Medidas antropométricas
Antropometria é a verificação do comprimento, perímetro cefálico, torácico e abdominal do recém- nascido e tem como finalidade acompanhar o crescimento e desenvolvimento do recém-nascido e detectar precocemente possíveis atrasos de crescimento.
· Perímetro cefálico: 33-35cm
· Perímetro torácico: 30-33cm
· Perímetro abdominal: 28-31cm
Baixo peso ao nascer: menos de 2500g
Peso muito baixo ao nascer: menos de 1500g
Peso extremamente baixo ao nascer: menos de 1000g
2. Curvas de crescimento OMS e NCHS
-Curva OMS: foi construída a partir de um estudo que analisou crianças de
seis países diferentes, entre eles o Brasil. Ela estabeleceu umas normas que
devem ser seguidas como: criança com aleitamento materno exclusivo até
4 meses, de nível socioeconômico que não influenciasse no seu
desenvolvimento e mães não fumantes durante e após a gravidez. Assim, a
curva serve de referência para a avaliação nutricional das crianças e
adolescentes do nascimento até os 19 anos. Há uma curva que varia dos 0 a
5 anos e outra que varia dos 5 aos 19 anos. Elas contêm medidas
antropométricas de altura, comprimento e peso.
Percentil e score-z(m z-score é o número de desvios padrão em relação à média de um ponto de informação) são escalas
utilizadas para investigar situações de risco nutricional. O percentil não é
tão exato, há casos de crianças que foram classificadas como risco
nutricional de acordo com o percentil, mas estão apenas próximas de se
tornarem um risco. Já o score-z, atualmente mais indicado, detecta com
uma maior precisão.
-Curva NCHS: baseada em amostra de crianças apenas norte-americanas que
recebiam aleitamento artificial, sendo então bem limitado. Os dados foram
coletados entre 1929 e 1975. Assim, essa curva é bem limitada por não abranger
crianças de diversas regiões.
3. Hormônios que influenciam no crescimento e desenvolvimento.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA
· Hormônio do crescimento (GH): induz o crescimento por mitoses, hiperplasia, e aumenta o tamanho das células, hipertrofia. A ação do GH é mediada pelo hormônio de liberação do hormônio de crescimento (GNRH), liberado pelo hipotálamo, que estimula a síntese de GH. Há outro hormônio que estimula sua síntese que é a ghrelina, localizada no TGI, hipotálamo, coração, pulmão e tecido adiposo. Já o hormônio que inibe a síntese é a somatostatina. O GH atua no fígado promovendo a produção de somatomedinas (IGFs), o receptor de IGF-I é mais comum no músculo esquelético, onde estimula a diferenciação celular. Os IGFs exercem suas ações por dois diferentes receptores denominados receptores de IGF tipo 1 (IGF-1R) e tipo 2 (IGF-2R) ,O GH, produzido na hipófise, exerce sua ação sobre o crescimento mediante regulação do sistema IGF. Os IGFs (IGF-1 e IGF-2) são fatores de crescimento que agem sobre, proliferação, crescimento e diferenciação celular. Associam-se com elevado grau de especificidade e de afinidade às IGFBPs (IGFBP-1 a -6), as quais modulam suas bioati-vidades.  que atuam no crescimento, diretamente na cartilagem dos ossos, através da deposição de sulfato de condroitina e colágeno, ambos necessários para o desenvolvimento dos ossos.  o sistema de retroalimentação negativo exercido pelo GH e pelos IGFs, regulando as concentrações de GHRH e de somatostatina ou atuando diretamente sobre as células hipofisárias, é determinante na regulação da síntese e na secreção do GH. Os ossos de crianças apresentam a placa fisária: 
O GH atua justamente nessa região. O GH irá atuar na camada hiperplásica e hipertrófica da placa fisária, aumentando as mitoses e hipertrofiando as células (condrócitos) respectivamente. OBS: há ossos, como os curtos, que não possuem placa fisária, mas sim receptores a ele. Depois da fase de crescimento do indivíduo, as epífises dos ossos longos irão estar unidas à metáfise e diáfise do osso. 
O pico de GH ocorre durante o sono profundo(fase III e IV), por isso é importante a criança manter um sono regulado. 
Na primeira etapa do processo, a cartilagem sofre alterações, com hipertrofia dos condrócitos; redução e calcificação da matriz cartilaginosa, com apoptose dos condrócitos. Em seguida, as cavidades deixadas pela morte dos condrócitos são invadidas por capilares sanguíneos, que trarão células mesenquimais indiferenciadas do tecido conjuntivo para o interior das cavidades. Essas células irão se diferenciar em osteoblastos, que passarão a secretar matriz óssea. Assim, passa a haver tecido ósseo onde antes havia cartilagem, com calcificação.
Os osteoblastos, ao produzir a matriz óssea acabam se englobando. A partir desde momento o osteoblasto é denominado osteócito, quando está totalmente imerso na matriz óssea.
· Hormônios tireoidianos: são o triiodotireonina (T3) e tiroxina (T4). O crescimento por eles promovidos baseia-se no fato dos hormônios estimularem a síntese proteica. Contudo, quando se encontram em excesso, há o catabolismo proteico, que ocorre mais rápido que a síntese. A síntese de T3 e T4 é estimulada pelo hormônio estimulante da tireoide (TSH), sintetizado pela adenohipófise. 
· Esteroides sexuais: na puberdade, principalmente os estrógenos, são essenciais para acelerar o crescimento por se ligarem a receptores específicos na placa fisária, assim, atuando no crescimento e no fechamento das epífises. No sexo feminino, a puberdade é mais precoce, isso resulta no fato das meninas pararem mais cedo de crescer. Já no sexo masculino, a estatura final é de 10 a 15 cm maior que no sexo feminino, isso se dá porque a puberdade em meninos é mais tardia, e consequentemente sua placa fisária se fecha depois. 
4. Desenvolvimento do SN
O SNC aparece no início da terceira semana de desenvolvimento com a placa neural, um espessamento do ectoderma. As bordas da placa neural com o tempo se elevam, formando as pregas neurais. Ao longo do desenvolvimento essas pregas continuam a se elevar no sentido da linha média até se fusionarem, formando o tubo neural. A fusão acontece no sentido cefálico caudal (de cima para baixo). 
A extremidade cefálica do tubo neural, por volta do vigésimo oitavo dia de desenvolvimento apresenta 3 dilatações: prosencéfalo, mesencéfalo e romboencéfalo. Após 5 semanas de desenvolvimento, o prosencéfalo origina o telencéfalo e diencéfalo, enquanto o romboencéfalo origina o mielencéfalo e metencéfalo (o mesencéfalo se mantem). Cada uma dessas vesículas formará uma parte diferente do encéfalo. 
A porção do tubo neural ao quarto par de somitos dá origem à medula espinhal. 
A luz do tubo neural (canal neural), dá origem ao canal central da medula espinal. 
Após o nascimento, o RN apresenta sinapses, neurônios e circuitos neurais em excesso. Com o tempo há degeneração sináptica, retração axonal e morte neural, todos considerados normais pois são geneticamente programados. O estágio final de maturação do sistema nervoso é a mielinização, processo que já se inicia no sexto mês de vida intra-uterina e se intensifica após o nascimento (por volta de 2 anos). A mielinização do SNC ocorre no sentido cefalo-caudal e do centro para a lateral. Isso é a razão da qual, por exemplo, a criança primeiro sustenta o tronco e depois passa a agarrar objetos. 
Contudo, até o primeiro ano de vida, importantes regiões do SNC não estão mielinizadas. Assim, ao nascer, o SN do RN não está totalmente funcional. 
Quando o bebê nasce, sua massa cerebral equivale a apenas 26% da massa cerebral de um adulto. Ao passo que o RN cresce, o cérebro acompanha esse crescimento, por isso que há as fontanelas, para que haja espaço para o cérebro crescer mais. 
O processo de desenvolvimento neuropsicosensorial e motor depende da maturação do SNC, principalmente no primeiro ano de vida. Essa maturação está relacionada com o grau de mielinização e formação de sinapses. Até aproximadamente os 2 anos de idade, há a formação de mais de um milhão de novas conexões neurais (por isso é importante estimular a criança nessa etapa). Com o tempo, há uma “poda”das conexões não utilizadas, e consequentemente de reflexos primitivos, como o Reflexo de Moro, desencadeado por uma queda súbita da cabeça seguida de extensão e abdução dos braços. 
Marcos importantes no...
· Primeiro trimestre: sustentação cefálica
· Segundo trimestre: inversão fisiológica do tônus. Antes desse período o RN apresenta uma hipertonia (alta tensão muscular) de membros e uma hipotonia (baixa tensão muscular) no tronco. Agora no segundo trimestre o quadro se inverte, tornando o tronco uma região mais rígida caso comparado com os membros. Observa-se que o bebê começa a rolar. 
· Terceiro trimestre: o aumento do tônus do tronco observado no trimestre anterior resulta que no terceiro trimestre o bebê já consiga sentar sem apoio, mantendo o tronco ereto
· Quarto trimestre: posição ortostática (ficar de pé), pegar objetos com pinça superior, marcha, dislalia (troca de letras), gagueira e andar com ou sem apoio. 
Teste de Denver: mapeia o progresso de crianças e 1 a 6 anos. O teste avalia as habilidades motoras gerais, que envolvem M. maiores, como correr, habilidades motoras finas, que envolvem M. menores, como desenhar. Também se observa a linguagem, personalidade e desenvolvimento social. Quando se fala que uma criança está nos padrões de normalidade, significa que suas habilidades são compatíveis com 50% daquelas apresentadas pelo teste. 
As conquistas motoras estão relacionadas com o grau de mielinização e crescimento do cerebelo. 
De 0 a 2 meses: 
· Desenvolvimento físico: a criança cresce muito durante esse período. Observa-se que realiza movimentos de membros desordenados, o reflexo de sucção, fixação do olhar, melhor controle da cabeça e o sorriso se manifesta. 
· Desenvolvimento cognitivo: aumento da atenção, curiosidade e já é capaz de reconhecer padrões faciais. 
De 2 a 6 meses: 
· Desenvolvimento físico: reflexos primitivos ao pouco deixam de existir, como os reflexos de preensão, troando possível para o bebê manipular objetos. Entre 3 e 4 meses há a diminuição do ganho de peso. 
· Desenvolvimento cognitivo: vocalização, gagueira
· Desenvolvimento emocional e comunicação: interação maior
De 6 a 12 meses: 
· Desenvolvimento físico: já consegue sentar sem apoio, de se girar, manipula objetos, realiza o movimento de pinça
· Desenvolvimento cognitivo: pega em objetos e passa um para a outra mão
· Desenvolvimento emocional e comunicação: birra, se expressam com sons e expressões
De 12 a 18 meses: 
· Desenvolvimento físico: apetite diminui, começa a andar sem apoio por volta dos 15 meses, se inclinam sem cair
· Desenvolvimento cognitivo: exploram mais o ambiente
· Desenvolvimento emocional e comunicação: pronunciação de palavras em torno de 12 meses e aos 15 meses podem formar frases. 
De 18 a 24 meses:
· Desenvolvimento físico: equilíbrio melhora, consegue correr e subir. Com 2 anos a criança cresce cerca de 50% da sua altura máxima
· Desenvolvimento emocional e comunicação: se apegam mais às pessoas, vocalizam suas vontades e descrevem sentimentos.

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