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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP CURSO DE PSICOLOGIA Texto : LEITURA: POMPÉIA, J.A & SAPIENZA, B.(2013) História dos desejos. In POMPÉIA, J.A. & SAPIENZA,B. Na presença do sentido: uma aproximação fenomenológica a questões existenciais básicas. 2ª. Edição São Paulo : EDUC. HISTÓRIA DOS DESEJOS RESUMO: Neste capítulo da obra “Na presença do sentido - Uma aproximação fenomenológica a questões existenciais básicas” os autores refletem, numa linguagem coloquial, como é importante preservar a possibilidade humana de sonhar, de fazer planos, de querer que os sonhos se realizem. Pompéia e Sapienza definem a vida (existência), como uma contingência, não se configurando como um direito do homem, pois pode ser consumida quando menos se espera. Da mesma forma, também não é um dever, pois não é destinada ao homem como uma condição de necessidade. O existir é renovado a cada momento, pois ninguém tem a certeza de quanto tempo irá durar a própria existência (POMPÉIA; SAPIENZA). De acordo com os autores, alguns sonhos se acabam, morrem em diversas circunstâncias. Eles analisam que a morte de um sonho, porém, não deveria matar aquilo que se esconde na raiz da capacidade de sonhar, ou seja, a possibilidade, a força de ser daquele que sonha. João Augusto Pompéia e Bilê Tatit Sapienza refletem acerca da condição da perda como inerente à existência. Focam, principalmente, nas perdas relativas à perda de alguma função, habilidade, ou seja, as perdas temporárias ou definitivas que trazem um maior ou menor grau de sofrimento. Entendem que as perdas são em última instancia perda de um futuro idealizado e às pensam de três distintas maneiras. Os autores destacam que há a possibilidade de “re-sentir”, e ficar preso à perda pelo rancor. Outra possibilidade descrita pelos autores é a desistência do desejo e ficar preso à perda ao não se permitir sonhar mais, com medo de uma nova perda. Para os autores, ainda converge sobre um terceiro tipo de perda, uma perda que trata de aceitação da sua existência na condição humana, isto é, uma aceitação que permite sonhar novamente, que compreende a perda como necessária para o surgimento do novo. O texto acaba por tratar de uma original perspectiva a essa condição de perda, ele volta-se para o auxílio a quem trata terapeuticamente de pessoas que passaram por essas situações de perda. Busca auxiliar os profissionais a compreender o sofrimento de quem perdeu alguém, um membro do corpo, ou uma habilidade cognitiva, mesmo que temporariamente.