Logo Passei Direto
Buscar

Questões de fenomenologia unip para estudar

Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Alvina perdeu seu filho há dez anos. Ele era usuário de drogas, vindo a falecer, segundo ela, em decorrência do uso de crack. Na sessão ela relata que ele a fez sofrer muito, passando noites desaparecido. Mas, quando o reencontrava, não conseguia brigar com ele por causa de “amor de mãe”. Chora muito dizendo que não sabe em que errou. Faz acompanhamento com psiquiatras há bastante tempo, sendo medicada com antidepressivos, mas isso não faz com que suma sua vontade de “ir ficar com ele”. Diz que nunca pensou em se matar, pois é religiosa, mas sente muitas saudades de seu filho e quer voltar a cuidar dele. Também relata sofrer com dores de cabeça fortes e dores na coluna, que a impedem de trabalhar. Vive de aposentadoria por invalidez. Pede ao psicólogo que a ajude a não se sentir mais assim, pois não suporta tanto sofrimento.
Considerando esse relato, indique a alternativa incorreta sobre compreensão fenomenológico-existencial do sofrimento psicológico de Alvina.
a. O sofrimento é expressão da sua vivência de perda e sentido da maternidade.
b. A sensação de “não saber onde errou” é angústia existencial e busca de sentido.
c. Os sintomas físicos são manifestação do sofrimento que invade todo o seu ser (unidade corpo-mente).
d. A medicação acalma, mas não resolve o sentido do seu sofrimento.
e. Alvina repete comportamentos que a tornam pouco eficaz nos relacionamentos sociais. A ausência de uma rede de apoio e de estímulos positivos gera empobrecimento de sua existência.

Ana é encaminhada ao psicólogo por um psiquiatra. Está com 17 anos. Recentemente teve uma “crise psicótica”, segundo informa. Tinha ido ao shopping para conhecer pessoalmente um rapaz com quem se comunicava pela internet e de quem estava gostando. Sentia que finalmente iria dar seu primeiro beijo. Combinaram às 14h, sozinha, e ficou aguardando na praça de alimentação, no 4º andar. Foi uma sugestão dele que ela aceitou, embora sempre se sinta muito mal em ambientes com muita gente e muito barulho. Às 15h45 ele ainda não havia chegado. “Eu fiquei desesperada, saí chorando da praça de alimentação. Nem lembro o que aconteceu, sei só que de repente tinha um segurança me segurando e dizendo para eu me acalmar e me distanciar do vão central. Fiquei muito nervosa com aquele homem me agarrando, gritei, chutei.” Mais adiante na sessão diz: “Não sou louca. Não sei o que está acontecendo comigo. Não consigo parar de tentar me lembrar do que aconteceu. Que vergonha! Que vergonha! Todo mundo estava me olhando como se eu fosse louca! Não consigo tirar isso da minha cabeça… o dia todo lembro e me sinto muito mal… não consigo fazer nada”. O psicólogo que a recebe é daseinsanalista.
Baseando-se nessa abordagem, considere as compreensões e atitudes do psicólogo e indique a alternativa que apresenta as corretas.
I – O episódio que Ana relata não está claro nem para ela, nem para o psicólogo, que precisa ajudar Ana a entender o que aconteceu. Quando tiver consciência do ocorrido, deixará de ficar atormentada pelo episódio.
II – O psicólogo compreende do relato de Ana que o motivo de todo o seu sofrimento foi a ausência do rapaz que ela encontraria.
III – Ana está num momento de grande restrição existencial, sentindo-se angustiada e culpada. Essa situação é sua demanda psicológica, que precisa ser acolhida pelo psicólogo.
IV – O sentido de uma psicoterapia nesse momento é acompanhar Ana na busca de uma compreensão de seu modo de ser-no-mundo, cultivando a abertura para novas formas de existir.
V – O sentido da ação clínica psicológica na Daseinsanalyse é ajudar Ana a não pensar no que aconteceu no shopping. O motivo de seu sofrimento atual é a ocorrência de pensamentos obsessivos.
a. I e II
b. II e V
c. I, II e V
d. III e IV
e. I, III e IV

Jaime procura terapia e é recebido por um daseinsanalista. O paciente conta: “Desde que minha esposa me largou, nunca mais consegui ser feliz. Nem no trabalho, que eu gostava tanto, me realizo mais. Eu trabalhava bastante e estava indo bem; tinha sido promovido a gerente de negócios em todo o estado. Com isso tive um ótimo aumento, de modo que ia conseguir quitar o financiamento de nossa casa. Mas aí, de repente, ela aparece e diz que sou um acomodado, que não faço nada para nós dois, que só penso em trabalhar. E me larga. Meus amigos tentam me levar para happy hours, mas nem sei mais como chegar numa mulher. Sinto saudades da minha esposa.”
Compreendendo a narrativa de Jaime à luz da fenomenologia existencial, está correto afirmar:
I – Jaime está passando por um episódio depressivo. A falta de prazer no trabalho é sintoma de sua depressão, motivada pelo abandono da esposa.
II – As frases “nunca mais consegui ser feliz” e “nem sei mais como chegar numa mulher” são ouvidas pelo terapeuta como experiências associadas à restrição do poder-ser de Jaime.
III – Quando o deixa, a esposa de Jaime produz um abalo em seu cotidiano, gerando perplexidade e paralisando-o. A única saída para Jaime é se reconciliar com sua esposa para poder recuperar o sentido de sua vida.
IV – Ao procurar psicoterapia, Jaime está sinalizando que está questionando-se e marcado por um sofrimento. A terapia oferece a ele o colocar-se diante de sua existência, desafiando-o a ser ele mesmo e partindo em busca de possíveis sentidos dentro do incompreendido.
a. I e III
b. II e IV
c. I, II e IV
d. II, III e IV
e. I, II, III e IV

A psicologia como ciência caracteriza-se pela tensão entre recortes epistemológicos e pressupostos ontológicos sobre seu objeto, criando, ao longo de sua história, uma diversidade de abordagens, tal como o cognitivismo e a psicologia fenomenológica. Em relação à concepção da psicologia fenomenológica como ciência, são feitas as seguintes afirmativas:
Estão CORRETAS somente as afirmativas
I. A Psicologia Fenomenológica, inspirada nas filosofias de Husserl e Heidegger, preconiza uma visão de ciência centrada na concepção de descrição precisa dos dados da experiência.
II. A Psicologia Fenomenológica é contrária à ciência e ao conhecimento científico, pois nega a possibilidade de qualquer conhecimento verdadeiro. Para ela há apenas opiniões e perspectivas; “cada cabeça, uma sentença.”
III. Para a psicologia fenomenológica, a experiência é irredutível a uma análise descontextualizada do mundo do existente; portanto, os métodos experimentais não são adequados.
IV. A Psicologia Fenomenológica reúne um grupo amplo e diverso de abordagens divergentes entre si, que compartilham a crença na natureza boa do indivíduo e sua capacidade inata de desenvolvimento e complexificação.
A I e II.
B I e III.
C II e III.
D II e IV.
E III e IV.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Questões resolvidas

Alvina perdeu seu filho há dez anos. Ele era usuário de drogas, vindo a falecer, segundo ela, em decorrência do uso de crack. Na sessão ela relata que ele a fez sofrer muito, passando noites desaparecido. Mas, quando o reencontrava, não conseguia brigar com ele por causa de “amor de mãe”. Chora muito dizendo que não sabe em que errou. Faz acompanhamento com psiquiatras há bastante tempo, sendo medicada com antidepressivos, mas isso não faz com que suma sua vontade de “ir ficar com ele”. Diz que nunca pensou em se matar, pois é religiosa, mas sente muitas saudades de seu filho e quer voltar a cuidar dele. Também relata sofrer com dores de cabeça fortes e dores na coluna, que a impedem de trabalhar. Vive de aposentadoria por invalidez. Pede ao psicólogo que a ajude a não se sentir mais assim, pois não suporta tanto sofrimento.
Considerando esse relato, indique a alternativa incorreta sobre compreensão fenomenológico-existencial do sofrimento psicológico de Alvina.
a. O sofrimento é expressão da sua vivência de perda e sentido da maternidade.
b. A sensação de “não saber onde errou” é angústia existencial e busca de sentido.
c. Os sintomas físicos são manifestação do sofrimento que invade todo o seu ser (unidade corpo-mente).
d. A medicação acalma, mas não resolve o sentido do seu sofrimento.
e. Alvina repete comportamentos que a tornam pouco eficaz nos relacionamentos sociais. A ausência de uma rede de apoio e de estímulos positivos gera empobrecimento de sua existência.

Ana é encaminhada ao psicólogo por um psiquiatra. Está com 17 anos. Recentemente teve uma “crise psicótica”, segundo informa. Tinha ido ao shopping para conhecer pessoalmente um rapaz com quem se comunicava pela internet e de quem estava gostando. Sentia que finalmente iria dar seu primeiro beijo. Combinaram às 14h, sozinha, e ficou aguardando na praça de alimentação, no 4º andar. Foi uma sugestão dele que ela aceitou, embora sempre se sinta muito mal em ambientes com muita gente e muito barulho. Às 15h45 ele ainda não havia chegado. “Eu fiquei desesperada, saí chorando da praça de alimentação. Nem lembro o que aconteceu, sei só que de repente tinha um segurança me segurando e dizendo para eu me acalmar e me distanciar do vão central. Fiquei muito nervosa com aquele homem me agarrando, gritei, chutei.” Mais adiante na sessão diz: “Não sou louca. Não sei o que está acontecendo comigo. Não consigo parar de tentar me lembrar do que aconteceu. Que vergonha! Que vergonha! Todo mundo estava me olhando como se eu fosse louca! Não consigo tirar isso da minha cabeça… o dia todo lembro e me sinto muito mal… não consigo fazer nada”. O psicólogo que a recebe é daseinsanalista.
Baseando-se nessa abordagem, considere as compreensões e atitudes do psicólogo e indique a alternativa que apresenta as corretas.
I – O episódio que Ana relata não está claro nem para ela, nem para o psicólogo, que precisa ajudar Ana a entender o que aconteceu. Quando tiver consciência do ocorrido, deixará de ficar atormentada pelo episódio.
II – O psicólogo compreende do relato de Ana que o motivo de todo o seu sofrimento foi a ausência do rapaz que ela encontraria.
III – Ana está num momento de grande restrição existencial, sentindo-se angustiada e culpada. Essa situação é sua demanda psicológica, que precisa ser acolhida pelo psicólogo.
IV – O sentido de uma psicoterapia nesse momento é acompanhar Ana na busca de uma compreensão de seu modo de ser-no-mundo, cultivando a abertura para novas formas de existir.
V – O sentido da ação clínica psicológica na Daseinsanalyse é ajudar Ana a não pensar no que aconteceu no shopping. O motivo de seu sofrimento atual é a ocorrência de pensamentos obsessivos.
a. I e II
b. II e V
c. I, II e V
d. III e IV
e. I, III e IV

Jaime procura terapia e é recebido por um daseinsanalista. O paciente conta: “Desde que minha esposa me largou, nunca mais consegui ser feliz. Nem no trabalho, que eu gostava tanto, me realizo mais. Eu trabalhava bastante e estava indo bem; tinha sido promovido a gerente de negócios em todo o estado. Com isso tive um ótimo aumento, de modo que ia conseguir quitar o financiamento de nossa casa. Mas aí, de repente, ela aparece e diz que sou um acomodado, que não faço nada para nós dois, que só penso em trabalhar. E me larga. Meus amigos tentam me levar para happy hours, mas nem sei mais como chegar numa mulher. Sinto saudades da minha esposa.”
Compreendendo a narrativa de Jaime à luz da fenomenologia existencial, está correto afirmar:
I – Jaime está passando por um episódio depressivo. A falta de prazer no trabalho é sintoma de sua depressão, motivada pelo abandono da esposa.
II – As frases “nunca mais consegui ser feliz” e “nem sei mais como chegar numa mulher” são ouvidas pelo terapeuta como experiências associadas à restrição do poder-ser de Jaime.
III – Quando o deixa, a esposa de Jaime produz um abalo em seu cotidiano, gerando perplexidade e paralisando-o. A única saída para Jaime é se reconciliar com sua esposa para poder recuperar o sentido de sua vida.
IV – Ao procurar psicoterapia, Jaime está sinalizando que está questionando-se e marcado por um sofrimento. A terapia oferece a ele o colocar-se diante de sua existência, desafiando-o a ser ele mesmo e partindo em busca de possíveis sentidos dentro do incompreendido.
a. I e III
b. II e IV
c. I, II e IV
d. II, III e IV
e. I, II, III e IV

A psicologia como ciência caracteriza-se pela tensão entre recortes epistemológicos e pressupostos ontológicos sobre seu objeto, criando, ao longo de sua história, uma diversidade de abordagens, tal como o cognitivismo e a psicologia fenomenológica. Em relação à concepção da psicologia fenomenológica como ciência, são feitas as seguintes afirmativas:
Estão CORRETAS somente as afirmativas
I. A Psicologia Fenomenológica, inspirada nas filosofias de Husserl e Heidegger, preconiza uma visão de ciência centrada na concepção de descrição precisa dos dados da experiência.
II. A Psicologia Fenomenológica é contrária à ciência e ao conhecimento científico, pois nega a possibilidade de qualquer conhecimento verdadeiro. Para ela há apenas opiniões e perspectivas; “cada cabeça, uma sentença.”
III. Para a psicologia fenomenológica, a experiência é irredutível a uma análise descontextualizada do mundo do existente; portanto, os métodos experimentais não são adequados.
IV. A Psicologia Fenomenológica reúne um grupo amplo e diverso de abordagens divergentes entre si, que compartilham a crença na natureza boa do indivíduo e sua capacidade inata de desenvolvimento e complexificação.
A I e II.
B I e III.
C II e III.
D II e IV.
E III e IV.

Prévia do material em texto

Pergunta 1
Evangelista (2015) apresenta a Daseinsanalyse, 
de Medard Boss, como uma nova ciência da 
saúde humana, que conjuga aspectos da 
Psicanálise de Freud com a filosofia de Martin 
Heidegger. Por meio dessa articulação, Boss 
entra na discussão da “Psicossomática”, 
disciplina que explica a relação entre o 
“psíquico” e o “somático”.
Considerando essa disciplina, é correto afirmar:
I – Quanto à Psicanálise e Freud, Boss é crítico 
somente da Metapsicologia, isto é, o modelo 
hipotético que explica o funcionamento mental. 
A prática investigativa de sentido formulada por 
Freud – a psicoterapia – é seguida por ele, mas 
fundamentada na fenomenologia existencial de 
Heidegger.
II – Boss é crítico da Psicossomática 
psicanalítica, pois, para a Daseinsanalyse, as 
causas dos sintomas psicossomáticos devem 
ser buscadas nos sentimentos de culpa e 
angústia do Dasein.
III – Na Daseinsanalyse, o termo 
“Psicossomática” é inadequado, pois a 
existência é um todo, psique e corpo, não 
divisível.
IV – A Daseinsanalyse não compreende as 
histerias de conversão como manifestação 
corpórea de mecanismos psíquicos. Tratam-se, 
outrossim, de modos de realizar, sem assumi-
las clara e abertamente, determinadas 
possibilidades existenciais.
Estão corretas somente:
Resposta Selecionada:
b. I, III e IV.
Revisar envio do teste: QUESTIONARIO 
UNIDADE III
Alvina perdeu seu filho há dez anos. Ele era 
usuário de drogas, vindo a falecer, segundo ela, 
em decorrência do uso de crack. Na sessão ela 
relata que ele a fez sofrer muito, passando 
noites desaparecido. Mas, quando o 
reencontrava, não conseguia brigar com ele por 
causa de “amor de mãe”. Chora muito dizendo 
que não sabe em que errou. Faz 
acompanhamento com psiquiatras há bastante 
tempo, sendo medicada com antidepressivos, 
mas isso não faz com que suma sua vontade de 
“ir ficar com ele”. Diz que nunca pensou em se 
matar, pois é religiosa, mas sente muitas 
saudades de seu filho e quer voltar a cuidar 
dele. Também relata sofrer com dores de 
cabeça fortes e dores na coluna, que a impedem 
de trabalhar. Vive de aposentadoria por 
invalidez. 
Pede ao psicólogo que a ajude a não se sentir 
mais assim, pois não suporta tanto sofrimento.
Considerando esse relato, indique a alternativa 
incorreta sobre compreensão fenomenológico-
existencial do sofrimento psicológico de Alvina.
Resposta Selecionada:
e. Alvina repete comportamentos que a tornam 
pouco eficaz nos relacionamentos sociais. A 
ausência de uma rede de apoio e de estímulos 
positivos gera empobrecimento de sua 
existência.
🧠 Análise e resposta correta
Conceito chave: Abordagem 
fenomenológico‑existencial
Ela compreende o sofrimento a partir da 
vivência subjetiva, do sentido que a pessoa dá à 
sua existência, da relação consigo mesma e 
com o mundo, e não por fatores externos, 
“comportamentos repetitivos” ou “falta de 
estímulos/apoio” como causas principais — 
essas são visões mais ligadas ao behaviorismo 
ou à visão social, não ao existencialismo.
Por que a alternativa e é incorreta
A afirmação atribui o sofrimento a 
comportamentos ineficazes e falta de apoio/
estímulos: isso não corresponde à visão 
fenomenológico‑existencial, que foca no 
sentido da perda, na culpa existencial, na 
saudade e na impossibilidade de aceitar a 
realidade — não em repetição de hábitos ou 
ausência de reforços.
O sofrimento de Alvina vem da sua relação 
com a perda, da dúvida sobre seu papel 
como mãe e do desejo de recuperar o que 
não existe mais, e não de ineficiência social 
ou falta de estímulos.
Características das alternativas corretas 
(esperadas):
Elas abordariam:
O sofrimento como expressão da sua 
vivência de perda e sentido da maternidade;
A sensação de “não saber onde errou” como 
angústia existencial e busca de sentido;
Os sintomas físicos como manifestação do 
sofrimento que invade todo o seu ser 
(unidade corpo‑mente);
A medicação como algo que acalma, mas 
não 
não resolve o sentido do seu sofrimento.
✅
 Conclusão: A alternativa incorreta é 
exatamente a que foi marcada: letra e.
Pergunta 3
a
Evangelista (2015) apresenta a Daseinsanalyse, 
de Medard Boss, e suas contribuições para uma 
prática clínica fundamentada no pensamento 
heideggeriano. Para Boss, a psicopatologia 
daseinsanalítica não se baseia nos manuais de 
psiquiatria e ganha nova dimensão quando 
pautada no existir humano como Dasein.
Considere as seguintes afirmações e indique a 
alternativa correta:
I – A descrição do fenômeno patológico supõe o 
esclarecimento entre a realidade e a experiência 
do paciente, que não se adequa à realidade 
vivida pelo paciente sadio.
II – Os sintomas corporais patológicos e os 
chamados psíquicos são sempre privações e 
podem ser compreendidos como reduções de 
possibilidades de compreensão do mundo e de 
si mesmo.
III – A Daseinsanalyse se ocupa de trazer à luz o 
que se mostra do próprio fenômeno e tornar 
visível o fenômeno patológico.
Estão corretas somente:
Resposta Selecionada:
b. II e III.
Revisar envio do teste: QUESTIONARIO 
UNIDADE III – ...
Para Pompéia (2011), a terapia daseinsanalítica 
se diferencia das outras práticas psicológicas 
pelo fundamento e postura do terapeuta. Sobre 
o trabalho do terapeuta para a Daseinsanalyse, 
assinale a alternativa correta:
I – Ao receber o paciente, o terapeuta 
daseinsanalista compreende as razões pelas 
quais ele foi procurado, portanto deve oferecer 
exatamente o que o paciente solicita naquele 
momento.
II – O terapeuta daseinsanalista deve ter o 
compromisso de percorrer com o paciente um 
caminho em que se aproximarão, juntos, da 
história vivida por ele e de seus modos de ser 
consigo mesmo e com os outros.
III – Na medida em que o daseinsanalista pode 
oferecer ao paciente uma parceria pela busca 
da verdade de sua história, que reúne sua 
realidade, sonhos e conquistas.
Resposta Selecionada:
d. Apenas II e III estão corretas.
Pergunta 5
0,4 em 0,4 pontos
Ana é encaminhada ao psicólogo por um 
psiquiatra. Está com 17 anos. Recentemente 
teve uma “crise psicótica”, segundo informa. 
Tinha ido ao shopping para conhecer 
pessoalmente um rapaz com quem se 
comunicava pela internet e de quem estava 
gostando. Sentia que finalmente iria dar seu 
primeiro beijo. Combinaram às 14h, sozinha, e 
ficou aguardando na praça de alimentação, no 
4º andar. Foi uma sugestão dele que ela aceitou, 
embora sempre se sinta muito mal em 
ambientes com muita gente e muito barulho. Às 
15h45 ele ainda não havia chegado. “Eu fiquei 
desesperada, saí chorando da praça de 
alimentação. Nem lembro o que aconteceu, sei 
só que de repente tinha um segurança me 
segurando e dizendo para eu me acalmar e me 
distanciar do vão central. Fiquei muito nervosa 
com aquele homem me agarrando, gritei, 
chutei.” Mais adiante na sessão diz: “Não sou 
louca. Não sei o que está acontecendo comigo. 
Não consigo parar de tentar me lembrar do que 
aconteceu. Que vergonha! Que vergonha! Todo 
mundo estava me olhando como se eu fosse 
louca! Não consigo tirar isso da minha cabeça… 
o dia todo lembro e me sinto muito mal… não 
consigo fazer nada”.
O psicólogo que a recebe é daseinsanalista. 
Baseando‑se nessa abordagem, considere as 
compreensões e atitudes do psicólogo e indique 
a alternativa que apresenta as corretas.
I – O episódio que Ana relata não está claro nem 
para ela, nem para o psicólogo, que precisa 
ajudar Ana a entender o que aconteceu. Quando 
tiver consciência do ocorrido, deixará de ficar 
atormentada pelo episódio.
II – O psicólogo compreende do relato de Ana 
que o motivo de todo o seu sofrimento foi a 
ausência do rapaz que ela encontraria.
III – Ana está num momento de grande restrição 
existencial, sentindo‑se angustiada e culpada. 
Essa situação é sua demanda psicológica, que 
precisa ser acolhida pelo psicólogo.
IV – O sentido de uma psicoterapia nesse 
momento é acompanhar Ana na busca de uma 
compreensão de seu modo de ser‑no‑mundo, 
cultivando a abertura para novas formas de 
existir.V – O sentido da ação clínica psicológica na 
Daseinsanalyse é ajudar Ana a não pensar no 
que aconteceu no shopping. O motivo de seu 
sofrimento atual é a ocorrência de pensamentos 
obsessivos.
Estão CORRETAS somente: Iii e IV
Pergunta 7
Segundo a daseinsanalista Ida Cardinalli, “O 
método fenomenológico heideggeriano exige o 
passo de volta para trás do fenômeno, no 
sentido vulgar, para o âmbito em que o 
fenômeno é, antes, aquilo que se oculta” 
(Daseinsanalyse e Esquizofrenia. 2004. p. 62). 
Assim a autora retoma a ideia de fenômeno, que 
constitui a busca metodológica da 
fenomenologia. Podemos dizer que, no contexto 
daseinsanalítico, a definição de fenômeno:
I – Indica explicitar os fundamentos do modo de 
ser do homem.
II – Indica não ver o homem como objeto da 
natureza, possível de estudo e mensuração igual 
aos demais objetos da natureza.
III – Indica que o método não pode visar 
determinação causal, mensurabilidade, 
objetificação.
IV – Indica que deve ser precisa e conseguir 
determinar suas conclusões baseadas em uma 
estrutura teórica bem-definida.
V – Indica conseguir qualificar e classificar os 
fenômenos estudados, sem deixar a 
subjetividade alheia atrapalhar.
Estão corretas:
Resposta Selecionada:
a. I, II e III.
Pergunta 7
0,4 em 0,4 pontos
Binswanger é o primeiro psiquiatra a recorrer às 
análises da existência realizadas por Heidegger 
em seu livro Ser e tempo. Medard Boss também 
recorre a elas para fornecer uma 
fundamentação fenomenológica para o 
processo psicoterapêutico, suspendendo as 
teorias e hipóteses que dificultam a 
compreensão do ser humano nesse processo. 
Isso não significa necessariamente prescindir 
de teorias no encontro psicoterapêutico.
Considere as seguintes afirmações sobre a 
abordagem fenomenológica‑existencial em 
psicoterapia e indique a alternativa correta.
Resposta Selecionada:
d. As teorias psicológicas não devem ser 
tomadas como verdades absolutas. Podem ser 
utilizadas como referências para se 
compreender o comportamento, mas os 
conceitos não devem ser 
considerados como entidades concretas.
Pergunta 8
0,4 em 0,4 pontos
Segundo Evangelista (2015), nos Seminários de 
Zollikon, Heidegger apresenta aos médicos 
psiquiatras convidados de Medard Boss 
indicações para a elaboração de uma nova 
ciência do homem, que leve em conta a 
condição humana, chamada por ele de Dasein 
(ser‑aí). Em relação à nova ciência do homem, 
está correto afirmar que:
I – É necessário ter uma explicação clara dos 
modos de ser do homem;
II – Os conceitos que se referem aos modos de 
ser do homem são investigados a partir da 
abstração do contexto social em que a 
existência acontece;
III – Após encontrar uma pluralidade de 
significados para o fenômeno estudado, faz‑se 
necessária a escolha de apenas uma definição/
conceito;
IV – O homem não deve ser representado como 
objeto da natureza.
Estão corretas somente:
Resposta Selecionada:
e. I e IV.
Pergunta 9
0,4 em 0,4 pontos
A psicoterapia de orientação fenomenológica 
propõe para o terapeuta um modo próprio, uma 
postura no encontro com o cliente, que 
configura um fazer terapêutico peculiar. 
Assinale a alternativa correta no que se refere à 
abordagem fenomenológica em psicoterapia:
I – O terapeuta inicia a sessão levando consigo 
um arcabouço teórico explicativo, uma teoria de 
psicologia que, de antemão, oferece‑lhe 
respostas para os fenômenos.
II – Trabalhar com a orientação fenomenológica 
implica ir direto ao fenômeno, buscar o 
significado único que se apresenta naquele 
caso em particular, que pode inclusive contrariar 
as teorias propostas pela Psicologia.
III – O terapeuta não ignora as teorias, pelo 
contrário, somente reconhecendo‑as é capaz de 
manter o pensamento aberto diante do 
fenômeno. O referencial básico do pensar 
fenomenológico está ancorado nos 
pressupostos de Heidegger acerca do existente.
Resposta Selecionada:
d. II e III são verdadeiras.
Pergunta 10
0,4 em 0,4 pontos
Jaime procura terapia e é recebido por um 
daseinsanalista. O paciente conta:
“Desde que minha esposa me largou, nunca 
mais consegui ser feliz. Nem no trabalho, que eu 
gostava tanto, me realizo mais. Eu trabalhava 
bastante e estava indo bem; tinha sido 
promovido 
a gerente de negócios em todo o estado. Com 
isso tive um ótimo aumento, de modo que ia 
conseguir quitar o financiamento de nossa casa. 
Mas aí, de repente, ela aparece e diz que sou um 
acomodado, que não faço nada para nós dois, 
que só penso em trabalhar. E me larga. Meus 
amigos tentam me levar para happy hours, mas 
nem sei mais como chegar numa mulher. Sinto 
saudades da minha esposa.”
Compreendendo a narrativa de Jaime à luz da 
fenomenologia existencial, está correto afirmar:
I – Jaime está passando por um episódio 
depressivo. A falta de prazer no trabalho é 
sintoma de sua depressão, motivada pelo 
abandono da esposa.
II – As frases “nunca mais consegui ser feliz” e 
“nem sei mais como chegar numa mulher” são 
ouvidas pelo terapeuta como experiências 
associadas à restrição do poder‑ser de Jaime.
III – Quando o deixa, a esposa de Jaime produz 
um abalo em seu cotidiano, gerando 
perplexidade e paralisando‑o. A única saída para 
Jaime é se reconciliar com sua esposa para 
poder recuperar o sentido de sua vida.
IV – Ao procurar psicoterapia, Jaime está 
sinalizando que está questionando‑se e 
marcado por um sofrimento. A terapia oferece a 
ele o colocar‑se diante de sua existência, 
desafiando‑o a ser ele mesmo e partindo em 
busca de possíveis sentidos dentro do 
incompreendido.
Estão corretas somente as afirmações:
Resposta Selecionada:
b. II e IV.
Pergunta 1
0,3 em 0,3 pontos
A experiência da angústia tem destaque na 
fenomenologia de Heidegger, pois ela possibilita 
uma visão clara da condição existencial. A 
respeito dessa experiência no contexto 
fenomenológico-existencial está correto afirmar:
I – Na angústia, o ente intramundano desaba, 
não sendo mais relevante e significante.
II – A angústia é precisamente a experiência do 
ser-no-mundo enquanto tal, do próprio mundo.
III – Temor e angústia são diferentes, pois a 
angústia é “de” alguma coisa e o temor é diante 
do nada.
Apresenta(m) corretamente as ideias de 
Heidegger acerca do modo de ser da angústia 
somente a(s) afirmativa(s):
Resposta Selecionada: d. I e II.
Pergunta 2
0,3 em 0,3 pontos
Edna procura um psicólogo fenomenológico-
existencial. Relata que está em crise no seu 
casamento. Ela e João “não se entendem mais”. 
Procurou finalmente a psicoterapia devido a 
uma briga que tiveram na semana passada. Ela 
preparou um jantar para os dois, mas ele jantou 
rápido e foi assistir futebol na TV. “Nem elogiou 
minha comida! Quando eu falei isso para ele, ele 
explodiu e saiu de casa. Acho que foi ver o jogo 
num bar lá perto. Voltou de madrugada.”
O terapeuta fenomenológico-existencial procura 
compreender o sentido das ações de Edna, ou 
seja, o que ela esperava (quais eram as 
intenções) no momento da briga com João. Ele 
faz isso, pois:
(Assinale a alternativa correta)
Resposta Selecionada:
a. Os atos de Edna não são autossignificantes. 
O significado deles aparece nas relações com 
os outros. Pensando na especificidade da 
relação com João, o significado das ações de 
Edna depende de como elas repercutem nele.
Pergunta 3
0,3 em 0,3 pontos
Segundo Critelli (2012, p. 52), “temos uma 
espécie de saber mudo de nós mesmos. Um 
saber que nos segue inexoravelmente e que nos 
orienta determinante em nosso existir. Por se 
elaborar e enunciar em surdina, não se trata de 
uma história pessoal e inexistente e muito 
menos irrelevante.”
Considerando essa concepção de história 
pessoal e sua relação com a psicologia, está 
correto afirmar:
I – Essa história é o solo que sustenta a 
biografia de cada um; através dela, o existir de 
cada um encontra justificativa para suas ações.
II – Ao afirmar que a história se elabora e 
enuncia “em surdina”, Critelli (2012) indica que 
ela é inacessível à existência.
III – A históriapessoal se inicia antes que a 
existência se dê conta de si; as histórias 
familiares e culturais também a elaboram.
Está correto apenas o que se afirma em:
Resposta Selecionada: e. I e III.
Pergunta 4
0,3 em 0,3 pontos
Muitas pessoas procuram psicoterapia em 
razão de decisões que precisam tomar em suas 
vidas. As decisões articulam-se com o futuro, 
pois, 
decidir-se é escolher um futuro possível e 
abdicar de todos os demais. Entretanto, 
Heidegger descreve, em Ser e Tempo, que na 
maioria das vezes a existência não se assume 
assim, entregando a responsabilidade de seu 
existir a “a gente”. À luz desse contexto teórico-
filosófico, analise as afirmativas:
I – A fenomenologia-existencial compreende a 
existência como indeterminada, como poder-ser. 
Existir é tarefa.
II – Cotidianamente, existimos abrindo mão do 
nosso ser-aí, deixando de perceber a 
singularidade das situações que vivenciamos e 
de nossa própria existência.
III – Na relação psicoterapêutica 
fenomenológico-existencial, o terapeuta indica 
para o paciente quais são e como deve tomar as 
decisões importantes de sua vida.
Está correto apenas o que se afirma em:i I e II
Pergunta 5
0,3 em 0,3 pontos
Escreve um biógrafo de Heidegger a respeito da 
condição humana: “enquanto ele [Dasein] viver, 
nunca está concluído, inteiro e encerrado como 
seu objeto, mas sempre aberto para o futuro, 
cheio de possibilidades.” (Safranski, 1999, p. 
191) Qualquer interpretação científica sobre o 
ser-aí é uma automatificação. Ele prossegue: 
“[...] a vida humana nos escapa quando a 
queremos compreender de uma postura 
teórica.” (p. 186) Nesse trecho, o autor se refere 
ao poder-ser que Dasein é, que significa:
Resposta Selecionada:
c. O ser-aí está sempre aberto para novas 
possibilidades fáticas de ser. O ser-aí só deixa 
de ser ser possível quando realiza sua 
derradeira possibilidade existencial.
Pergunta 6
0,3 em 0,3 pontos
Leia o trecho da notícia a seguir, retirada do 
canal de notícias R7 (http://noticias.r7.com/), 
sobre os desabamentos em Petrópolis (RJ), em 
2011:
“Psicólogos dizem que vítimas da tragédia 
precisam reconstruir identidades. Perdas 
inesperadas de parentes e bens pessoais 
causam transtornos e traumas.”
(Monique Cardone, do R7, e Gabriela Pacheco, 
do R7, em Petrópolis, 2011)
“Qualquer barulho lembra aquela noite”. Essa é a 
sensação do pedreiro Luiz Cláudio Ramos 
Fonseca, que perdeu a casa onde morava na 
região conhecida como Buraco do Sapo, em 
Itaipava, distrito de Petrópolis, uma das cidades 
da região serrana do Rio de Janeiro mais 
atingidas pelo temporal do último dia 11. De 
acordo com os psicólogos, esse tipo de trauma 
é comum após experiências em situações de 
desastre, como os deslizamentos e enchentes 
na serra, que deixaram centenas de mortos e 
milhares de desabrigados e desalojados.
Segundo o psicólogo Othon Vieira Neto, 
especialista em emergência e crise, as pessoas 
que sobreviveram a tragédias como essas têm 
perdas rápidas e inesperadas de familiares e 
bens pessoais.
– Cada amigo, parente e até objetos fazem 
parte da história das pessoas. Quando elas 
perdem tudo, é como se tivessem perdido a 
identidade.
De acordo com Neto, em relação aos pertences, 
não são só os objetos caros que fazem mais 
falta.
– As pessoas se emocionavam mais com a 
perda dos álbuns de fotos do que qualquer outra 
coisa simples. E isso não dá para recuperar e 
nem comprar de novo, como uma televisão ou 
um sofá. [...]
Para a psicóloga Patrícia Adnet, o maior desafio 
dos profissionais de saúde que vão trabalhar 
junto com as vítimas é mostrar o sentido de 
viver novamente após o trauma.
– O psicólogo vai ter que ouvir o desabafo, o 
choro e acolher esses moradores. Eles vão 
intervir no sentido de ajudar a construir uma 
nova identidade porque muitos não querem 
mais viver porque até entendem que podem 
recuperar a casa, mas não a família que morreu.
Fonte: http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/
noticias/psicologos-dizem-que-vitimas-da-
tragedia-precisam-reconstruir-
identidades-20110122.html
Critelli (2012) se refere à importância da 
capacidade de narrar os acontecimentos, pois 
essa narrativa forma o senso comum, suporte 
da sensação de realidade. Para a autora, se a 
realidade for caótica, torna-se insuportável e a 
reação mais comum é de recusá-la. “Um mundo 
que puder ser narrado não pode ser habituado.” 
(p. 33) As tragédias são um modo possível de 
abalar a sensação de realidade. Nesse contexto, 
está correto afirmar:
I – Os eventos da vida precisam ser arranjados 
numa história para lidarmos com eles. Os nexos 
que os articulam fundam sua 
compreensibilidade, ao mesmo tempo em que 
indicam a identidade daquele para quem esses 
eventos são significativos.
II – A matéria apresenta a situação de pessoas 
que perderam a noção de realidade, por estarem 
incapazes de articular o ocorrido num nexo de 
sentido.
III – Segundo a psicóloga Patrícia Adnet, o maior 
desafio dos psicólogos é “mostrar o sentido de 
viver após o trauma”. Ou seja, é acompanhar as 
pessoas cuja realidade sofreu no desvelamento 
de sentido para esse 
acontecimento em suas biografias, abrindo-se 
para o futuro possível, que é condição humana.
IV – A psicologia fenomenológica existencial, 
por compreender que desastres abalam a 
existência das pessoas, pode explicar a elas que 
essa situação logo passará e que, como a 
existência é aberta para o futuro, em breve 
retomarão suas vidas.
Estão corretas apenas:I , II, III
Pergunta 8
0,3 em 0,3 pontos
O pensar fenomenológico não considera o 
homem e os demais entes da natureza da 
mesma maneira. Enquanto no homem seu ser 
está em 
suas diversas possibilidades de se ser-no-
mundo, os elementos da natureza e os entes 
que não são humanos não têm possibilidade de 
virem-a-ser eles mesmos. No contexto 
fenomenológico-existencial:
I – O homem é um tempo que se esgota, um 
intervalo entre o nascimento e a morte, que se 
emprega, que se empenha, que se reserva, que 
se omite, enquanto vive.
II – Ao homem, cabe desenvolver o 
conhecimento para garantir sua sobrevivência 
por meio do controle da natureza;
III) Sendo a existência uma possibilidade, cada 
qual tem que transformar esta possibilidade no 
seu acontecimento.
A partir da fenomenologia de Heidegger, estão 
corretas:
Resposta Selecionada: e. Apenas I e III.
Pergunta 9
0,3 em 0,3 pontos
Segundo Dastur e Cabestan (2015, p. 64):
“É na crítica ao psicologismo à qual se dedica 
Husserl no primeiro tomo de suas Investigações 
Lógicas, publicadas em 1900, e em sua 
definição da consciência em termos de 
intencionalidade e de sentido, que ele encontrou 
pela primeira vez os motivos de se opor ao 
naturalismo e ao biologismo de Freud.”
Verifica-se a intencionalidade na 
Daseinsanalyse de Binswanger nas seguintes 
concepções:
I – Binswanger assume a existência como ser-
no-mundo, isto é, existência e mundo como uma 
unidade indissociável.
II – Nas análises fenomenológicas de 
Binswanger, buscam os símbolos e significados 
ocultos por trás dos fenômenos patológicos 
manifestos.
III – Nas análises do mundo do melancólico, do 
maníaco etc., pois objeto (mundo) e consciência 
(existência) se constituem concomitantemente.
Está correto somente o que se afirma em:
Resposta Selecionada: c. I e III.
Pergunta 10
0,3 em 0,3 pontos
Jornal Folha da Região de Araçatuba, 28 de 
agosto de 2010, Caderno Vida, página D3, 
Astrologia.
Sagitário (22/11 a 21/12) – Quanto dura um 
momento? Não se pode medi-lo em tempo 
cronológico, mas em experiências que o 
integrem. O mesmo tempo cronológico de uma 
tortura e de um beijo apaixonado é 
experimentado de forma diferente.
Verificando os dizeres astrológicos e baseando-
se no pensamento fenomenológico existencial 
de Heidegger sobre o “tempo”, está incorreto 
afirmar que:
Resposta Selecionada:
c. O tempo não é outra coisa para o Dasein a 
não 
ser uma sucessão de agoras.
Exercício 1 – Enade 2013
A psicologia como ciência caracteriza‑se pela 
tensão entre recortesepistemológicos e 
pressupostos ontológicos sobre seu objeto, 
criando, ao longo de sua história, uma 
diversidade de abordagens, tal como o 
cognitivismo e a psicologia fenomenológica. Em 
relação à concepção da psicologia 
fenomenológica como ciência, são feitas as 
seguintes afirmativas:
I. A Psicologia Fenomenológica, inspirada nas 
filosofias de Husserl e Heidegger, preconiza 
uma visão de ciência centrada na concepção de 
descrição precisa dos dados da experiência.
II. A Psicologia Fenomenológica é contrária à 
ciência e ao conhecimento científico, pois nega 
a possibilidade de qualquer conhecimento 
verdadeiro. Para ela há apenas opiniões e 
perspectivas; “cada cabeça, uma sentença.”
III. Para a psicologia fenomenológica, a 
experiência é irredutível a uma análise 
descontextualizada do mundo do existente; 
portanto, os métodos experimentais não são 
adequados.
IV. A Psicologia Fenomenológica reúne um 
grupo amplo e diverso de abordagens 
divergentes entre si, que compartilham a crença 
na natureza boa do indivíduo e sua capacidade 
inata de desenvolvimento e complexificação.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
A) I e II.
B) I e III. (CORRETA ) 
C) II e III.
D) II e IV. 
E) III e IV.
Exercício 2
“egundo Feijoó (2011), “Husserl propõe que, 
frente ao fenômeno, possamos
assumir uma atitude antinatural própria à 
fenomenologia.” (p.29) A psicóloga se
baseia na distinção efetuada por Edmund 
Husserl no livro A Idéia da
Fenomenologia (1907). Diz ele que na atitude 
natural, “na percepção, por
exemplo, está obviamente diante dos nossos 
olhos uma coisa; está aí no meio de
outras coisas, vivas e mortas, animadas e 
inanimadas, portanto no meio de um
mundo que, em parte, como as coisas 
singulares, cai sob a percepção... (p.39
Sobre as atitudes natural e fenomenológica é 
verdadeiro afirmar que:
I – A atitude natural é o modo como 
cotidianamente encontramos as coisas no 
mundo, existindo por si mesmas.
II – Passa‑se da atitude natural para a 
fenomenológica quando se reconhece a 
necessidade de mensurar a realidade existente 
fora e independente do sujeito (isto é, o 
fenômeno).
III – A atitude fenomenológica refere‑se a um 
passo metodológico pelo qual a consciência 
suspende a crença na realidade em si dos 
objetos do mundo. É a chamada epoché. 
Surgem, então, 
os fenômenos.
IV – Embora Husserl não se preocupasse com a 
prática psicológica, a atitude fenomenológica foi 
assumida pela Psicologia como uma 
possibilidade. Tal atitude acontece na prática 
psicológica como esforço do psicólogo de 
deixar que o outro revele os significados de sua 
experiência tal como a experiência.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
A) I, III e IV. ( CORRETA )
B) I, II e III.
C) III e IV.
D) II, III e IV.
E) II e IV.
Exercício 3
“Fenomenologia diz então: deixar‑e‑fazer ver por 
si mesmo aquilo que se mostra, tal como se 
mostra a partir de si mesmo. É este o sentido 
formal da pesquisa que traz o nome de 
fenomenologia. Com isso, porém, não se faz 
outra coisa do que exprimir a máxima formulada 
anteriormente – ‘para as coisas mesmas!’” (p.65)
(Heidegger, M. Ser e Tempo. São Paulo: Ed. 
Vozes, 1998)
I – A Fenomenologia é antes de tudo um 
método de acesso ao sentido de cada 
fenômeno. Fenomenologicamente 
compreendido, o fenômeno já é um modo 
privilegiado de encontro.
II – A fenomenologia é um acesso ingênuo ao 
mundo, isto é, uma busca daquilo que é 
imediato na aparição.
III – Fenômeno e manifestação são, de um 
ponto de vista fenomenológico, o mesmo. 
em si.
IV – A fenomenologia enquanto método é uma 
reaprendizagem do olhar. É o esforço 
incessante de apreender a linguagem das 
próprias coisas.
V – Dizer que a fenomenologia é um método 
significa reconhecer que ela se pergunta pelo 
como, o modo de acesso privilegiado às coisas. 
Nesse sentido é que ela é a ciência dos 
fenômenos.
Das afirmativas acima, estão CORRETAS 
somente:
A) I, II e IV.
B) I, III e V. 
C) II, IV e V. 
D) I, IV e V. ( CORRETA ) 
E) I, II, IV e V.
Exercício 4
Trecho de relato de caso da paciente sra. K., 
analisada por Boss, cuja primeira análise fora 
motivada por sintomas histéricos e, 
posteriormente, sintomas ginecológicos 
(corrimento vaginal) e transtornos alimentares 
(grande oscilação de apetite e peso). Após 
quatro anos de análise, a paciente relata o 
seguinte sonho:
Entra um homem, um professor, com uma 
aparência expressiva, inteligente. O analista o 
apresenta à paciente. O professor sai com ela 
sem dar maior importância ao analista. Vão, 
ambos, a uma grande festa. Ei‑los na varanda 
contemplando a noite. Eles sabem estar unidos 
por todos os seus pensamentos e todos os seus 
sentimentos. Nenhum apetite sexual. 
Naturalmente, eles se casarão e conhecerão, 
então, a união carnal. Mas sabem esperar. Na 
casa, o baile terminou. Eles não conseguem 
parar de contemplar as estrelas. A partir daí o 
céu começa a mandar na festa. As estrelas se 
juntam até formar um gigantesco pinheiro de 
Natal. Poderosos órgãos cósmicos tocam a 
melodia da paz na Terra. A paciente, no seu 
sonho, cai, então, em sono profundo. Ela acorda 
tarde na manhã seguinte, porém feliz.
(BOSS, 1959 apud FEIJOO, 2011, p.80)
Sobre o sonho da sra. K., e o sonhar na 
psicoterapia daseinsanalítica (Feijoo, 2011; 
Evangelista, 2015), está correto afirmar:
A) Os sonhos revelam possibilidades 
existenciais que uma existência singular está 
incapaz de se apropriar na vida desperta. Cabe 
ao daseinsanalista considerar com o paciente a 
quais fenômenos a existência do sonhador está 
aberta. ( CORERETA)
B) Como os sonhos revelam desejos da 
existência, o sonho da sra. K. revela que ela 
deseja viver um amor platônico com alguém, de 
preferência alguém intelectualizado, com quem 
virá a se casar. Nesse sonho ela vivencia a 
realização desse desejo.
C) Na Daseinsanalyse os sonhos são 
premonitórios. Assim, este sonho antecipa um 
evento que realmente se dará na sua vida 
posteriormente, que é se casar com alguém.
D) Os sonhos revelam aspectos da relação do 
paciente‑analista. No sonho, a paciente rejeita 
seu analista (“O professor sai com ela sem dar 
maior importância ao analista.”), o que indica 
que ela, realmente, sente amor por ele.
E) Como os sonhos são reais, já que não 
acontecem no mundo (ai) compartilhado em 
vigília, eles não têm importância na terapia 
daseinsanalítica.
Exercício 5
Trecho extraído da Carta Sobre o Humanismo, 
de Martin Heidegger.
[…]
Considere as afirmativas abaixo sobre a 
“essência” do homem para a 
fenomenologia‑existencial:
I – Segundo Heidegger a essência do homem 
não pode ser pensada a partir da animalidade 
(animalitas). Com isso ele critica o conceito de 
animal racional, propondo que o homem deva 
ser pensado a partir de sua irracionalidade.
II – Pensar o homem a partir da animalitas não 
é 
exclusividade da Metafísica. Nós, 
cotidianamente, pensamos o homem (e nós 
mesmos) a partir da animalitas a todo o 
momento em que nos compreendemos como 
um organismo vivo (zoé).
III – A essência do homem para a 
Daseinsanalyse não está em sua constituição 
física, nem psíquica, nem social. A essência do 
homem é ser‑aí (Dasein).
IV – Conceber o homem como bio‑psico‑social 
permanece preso à interpretação “do ente como 
zoé [vida] e physis [energia], em meio à qual se 
manifesta o ser vivo.” Portanto, não nos 
aproxima mais da essência do humano.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
A) II e IV. 
B) I e IV.
C) II e III. ( CORRETA )
D) II, III e IV.
E) I, II e III.
Exercício 6
Segundo Feijoó (2011), é necessário retomar a 
noção de Dasein (ser-aí)
delineada por Heidegger em Ser e Tempo para a 
elaboração de uma ‘psicologia’
fenomenológico-existencial. Uma primeira 
apresentação da ‘definição’ de Dasein
está no §9 do livro filósofo, onde ele indica que 
Que nossa existência é dasein (ser‑aí) significa:
I – O ser‑aí é sempre uma possibilidade de 
si‑mesmo. Isso significa que a existência é as 
possibilidades existenciais que se realiza.
II – Existir significa compreenderser, tanto de si 
mesmo quanto dos outros e das coisas. Há 
vários modos de ser.
III – A “essência” do homem (ser‑aí) 
configura‑se a partir do primeiro momento em 
que surge no mundo (nascimento), tornando‑se, 
então, “ser‑no‑mundo”.
IV – Para Heidegger, a existência não tem uma 
essência quiditativa; isto é, Dasein é 
atravessado pelo Nada, que é a indeterminação 
ontológica enquanto tarefa de ter‑que‑ser.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
A) I, III e IV.
B) II, III e IV.
C) I e II. 
D) I, II e IV.
E) II e IV.
Exercício 7
(MAY, R. A descoberta do Ser, Rio de Janeiro: Ed. 
Rocco, 1993)
I. De acordo com o texto acima a própria ideia 
de compreensão da existência humana é 
contrária aos assuntos técnicos, de modo que 
eles devem ser excluídos em uma 
daseinsanálise.
II. De acordo com o texto, a maioria dos 
daseinsanalistas não se debruça sobre 
assuntos técnicos, pois o que constitui o cerne 
da compreensão da existência humana não é 
um sistema de explicações.
III. O texto não nega em momento algum a 
possibilidade de o daseinsanalista fazer uso de 
técnicas específicas. Ele apenas aponta o fato 
a compreensão da existência humana.
IV. O texto fala do desapontamento de não 
encontramos dados suficientes nas obras de 
análise existencial, de modo que sempre 
permanecem dependentes de outros manuais 
de técnica.
V. De acordo com o texto há uma distinção 
importante entre uma compreensão da 
existência humana e um sistema de 
explicações, sendo que a primeira é sempre o 
objetivo principal dos daseinsanalistas.
Das afirmativas acima estão CORRETAS apenas:
A) II, III e V. 
B) I, III, IV e V.
C) II, III e IV.( CORRETA)
D) I, III, IV e V.
E) I, II, III e V.
Resposta correta A
Exercício 8
Relato da paciente:
“[…] estava na cozinha, comecei a sentir mal! 
Senti como se algo horrível fosse acontecer. 
Senti como se estivesse morrendo… Minhas 
mãos começaram a formigar. Meu coração 
disparou, mal conseguia respirar. Nada estava 
acontecendo e eu não sabia o que me 
acontecia. Achei que meu coração ia parar! 
Comecei a chorar! O médico me disse que eu 
não tinha nada. Me receitou um ansiolítico e me 
mandou para casa. Isso foi há um ano. Isso 
ocorreu mais de uma vez e sempre de repente! 
Às vezes quando menos espero. Eu estou 
apavorada! Não sei o que acontece, nem quando 
vai acontecer! Tenho medo de enlouquecer ou 
de ter um ataque 
cardíaco! E eu sou atleta! Sei que não tem nada 
a ver! Nunca tive nada disso! Nunca usei drogas! 
E o médico me disse que minha saúde está 
bem. Meus pais estão bem! Minha relação com 
eles é boa! Tenho namorado! Agora não consigo 
nem ir à aula na faculdade sem ter medo! 
Mesmo em casa fico preocupada! O que é que 
eu tenho? Tem tratamento?”
Considerando‑se a terapia daseinsanalítica 
como referencial para compreender os quadros 
psicopatológicos e seu diagnóstico, são feitas 
as seguintes afirmativas:
I. A daseinsanalyse recorre à nosografia descrita 
no DSM‑IV para elaborar o diagnóstico do 
paciente antes de iniciar qualquer intervenção. É 
necessário saber qual é a psicopatologia que 
restringe a existência do paciente para poder 
orientá‑lo quanto a quais 
possibilidades existenciais ele precisa se abrir. 
No caso do já diagnosticado Transtorno de 
Pânico Sem Agorafobia, é necessário 
desenvolver em conjunto com o paciente 
modos‑de‑ser menos ansiosos, promovendo 
tranquilidade e bem‑estar à sua existência.
II. Como a paciente foi diagnosticada com 
Transtorno de Pânico Sem Agorafobia, o 
primeiro passo da terapia daseinsanalítica é 
ensinar a paciente a identificar e controlar os 
ataques de pânico. Ela só conseguirá eliminar o 
Transtorno de Pânico Sem Agorafobia, 
recobrando domínio sobre seu existir, quando 
deixar de ser refém dos ataques que a 
acometem.
III. O diagnóstico psicopatológico é uma 
referência importante para o psicólogo 
daseinsanalítico, mas não pode ser sobreposto 
à observação direta do paciente nem à busca de 
uma compreensão conjunta com ele sobre 
como são para ele os acontecimentos que 
compõem sua existência. Nesse caso, cabe ao 
daseinsanalista investigar com o paciente como 
ele se sente, como compreende o que se passa 
com ele, etc.
IV. Em uma perspectiva fenomenológica 
existencial, a classificação de quadros 
psicopatológicos elucida as vivências 
subjetivas, pois a classificação explica o 
sintoma e valida o relato do paciente. Assim, a 
descrição das vivências da paciente é 
objetivada.
Estão CORRETAS somente a(s) afirmativa(s):
A) I e IV.
B) I e III.
C) II e III. ( CORRETA)
D) IV.
Exercício 9
Segundo JARDIM (2015):
“Por um lado, na familiaridade da queda 
(Verfallen) o fazer repetitivo é constitutivo e 
indispensável para o existir, tornando 
desnecessário que as atitudes sejam pensadas 
e percebidas a todo o momento; por outro, essa 
mesma repetição pode se tornar um 
aprisionamento quando restringe a 
possibilidade de surgimento de um novo modo 
de ser, isto é, de uma ação propriamente dita 
que abra outros caminhos para lidar com os 
questionamentos próprios de cada um.” 
(p.69‑70)
Na terapia daseinsanalítica isso implica em:
I. O terapeuta deve retirar o paciente da 
familiaridade da queda.
II. Não se pode falar de ‘neurose’ na 
Daseinsanalyse, mas sim, de modos repetitivos 
de ser. Assim o Dasein pode ter uma estrutura 
repetitiva, isto é, uma essência que tende a 
repetir. Cabe ao terapeuta descrever essa 
estrutura e o paciente assumi‑la como sua.
III. O sofrimento existencial está relacionado a 
uma queda no fazer repetitivo que fecha para 
novos modos de ser.
IV. O sentido da ação clínica é resgatar a 
condição de agente, isto é, iniciante na própria 
vida, recuperando a liberdade para projetar‑se 
adiante.
Estão corretas somente:
A) I, II e III.
B) II, III e IV.
C) III e IV. ( CORRETO )
D) I e III.
E) I e II.
Exercício 10
Relato da paciente:
“[…] desde que eu abortei um filho, quando tinha 
25 anos eu nunca mais fui a mesma. Me tornei 
uma pessoa fechada, triste e com muita raiva… 
E eu sei e todo mundo fala, inclusive um médico 
com quem passei, que tristeza causa câncer”.
À luz da compreensão de saúde e doença na 
Daseinsanalyse, está CORRETO afirmar que:
A) O câncer de mama é a concretização ôntica 
da dificuldade de lidar com o luto pelo aborto. 
Assim, a culpa pelo aborto pode ser entendida 
fenomenológico‑existencialmente como causa 
do 
crescimento celular descontrolado num órgão 
ligado à maternidade.
B) A psicologia hospitalar pode oferecer muito 
pouco a esta paciente, cuja somatização revela 
incapacidade de simbolizar. A simbolização é, 
na fenomenologia‑existencial, necessária para 
se compreender como os pacientes significam 
suas vivências e para ressignificá‑las.
C) O sentido do câncer de mama deve ser 
buscado à luz da compreensão de que doença é 
privação, falta. Portanto, deve ser compreendido 
à luz das possibilidades existenciais que se 
encontram limitadas. ( CORRETA )
D) A Daseinsanalyse é uma psicologia que 
trabalha com base na significação das 
vivências. As significações são psicológicas, 
enquanto o câncer de mama é somático; não há, 
portanto, 
relação entre elas.
E) A compreensão daseinsanalítica do câncer 
de mama precisa retraçar com a paciente a 
história das manifestações dos fenômenos de 
culpa ao longo de sua biografia. Esta 
abordagem pressupõe que a culpa vai se 
encobrindo, tornando‑se inconsciente, até que 
se fenomenaliza somaticamente.
Exercício 11
Em artigo sobre psicoterapia fenomenológico-
existencial infantil, Feijoo (2011) afirma:
“Em síntese, a clínica psicológica infantil com 
fundamentos existenciais requer primeiramente 
uma postura fenomenológica […] Em segundo 
lugar, cabe dizer que liberdade e 
responsabilidade na perspectiva existencial 
dizem respeito ao caráter de indeterminação da 
existência e ao fato de que, qualquer que seja a 
etapa da vida, cada um tem de cuidar de sua 
existência. […] E, por fim, para pensar em uma 
clínica fenomenológico-existencial infantil, é 
preciso partir da ideiade que desde o início a 
criança é este ente que, por se constituir pela 
indeterminação, exposto, jogado, lançado para 
fora dele, livre de determinações, é marcada 
pelo caráter de poder ser e ter de ser.” (p.189)
[Ref.: FEIJOO, A. A clínica psicológica infantil em 
uma perspectiva existencial. Rev. abordagem 
gestalt. 2011, v.17, n.2, pp. 185‑192.]
Considerando a fenomenologia existencial 
como fundamento de psicoterapia infantil está 
correto afirmar:
I – A postura fenomenológica indicada pela 
autora exige a suspensão de concepções 
apriorísticas sobre o desenvolvimento infantil. 
Assim, o psicoterapeuta daseinsanalítico não 
pode comparar o comportamento da criança 
observado em sessão clínica com o ‘esperado’ 
para essa fase do desenvolvimento.
II – Os comportamentos da criança em sessão 
devem ser compreendidos à luz de seu sentido, 
isto é, quais são os nexos significativos e as 
motivações do comportamento.
III – Sendo toda criança indeterminada, torna-se 
necessário que o psicoterapeuta prepare 
atividades, jogos e situações para propor a ela a 
fim de explorar como lida com responsabilidade 
e liberdade existenciais.
Estão corretas somente:
A) I e II. ( CORRETA)
B) II e III.
C) I e III.
D) I, II e III.
E) II.
Exercício 12
Ana procura um psicólogo. Na primeira sessão 
ela apresenta o que motivou sua procura. Conta 
que tem 42 anos, é divorciada, está morando 
com um homem (João) há cinco anos e percebe 
que este relacionamento “está por um fio”. Perto 
do fim da sessão, reflete: “minha mãe diz que eu 
sou 
teimosa desde a barriga dela.” Resolveu 
procurar finalmente um psicólogo, pois, depois 
da última briga, João saiu de casa e passou três 
dias sem dar notícias. “Ele nunca foi assim”, diz, 
com cara de incompreensão. Nesse período Ana 
se sentiu muito mal, triste; diz: “fiquei deprimida, 
perdi o chão. Conclui dizendo ao psicólogo: 
“Preciso que você me ajude a controlar minha 
teimosia.”
O psicólogo que a recebe é daseinsanalítico. Ele 
ouve a narrativa de Ana e recorre à concepção 
de Historiobiografia de Critelli (2012) para 
compreender o sentido de seu ser-histórico. 
Isso significa que:
I – Na narrativa dessa história pessoal e na sua 
interpretação, é possível redescobrir os nexos 
através dos quais se ligam os acontecimentos 
da existência de Ana e o sentido de ser já 
II – O sentido processo psicoterapêutico como 
Historiobiografia é tornar o próprio destino 
disponível para nossa ação e autoria.
III – O método fenomenológico exige que Ana 
suspenda (epoché) as crenças e explicações 
que tem sobre sua história e seu 
comportamento. O psicólogo zela para que o 
paciente faça isso.
IV – Ao dizer: “minha mãe diz que eu sou 
teimosa desde a barriga dela,” Ana revela uma 
historieta, indicativa de seu perfil, seus sonhos e 
temperamento, que orienta seu posicionamento 
nas situações de sua vida.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
A) I, II e III.
B) II, III e IV.
C) I, III e IV.
D) II e IV.
E) I, II e IV. ( CORRETA) 
Exercício 13
Paula é uma mulher de 54 anos, casada há 36. 
Procura um psicólogo pois sente que seu 
casamento está terminando. Seu marido não a 
procura mais sexualmente e ela teme que ele 
tenha uma amante. Ela diz que tem se 
esforçado para recuperar a relação, como fez 
em outros momentos da vida do casal em que 
sentiu que as coisas não iam bem. Conta que na 
última discussão com seu marido disse a ele 
que precisava fazer terapia, mas como ele 
recusou, foi ela quem acabou vindo. Mas está 
desesperançosa, pois toda vez que tenta iniciar 
um diálogo ou “criar um clima romântico”, 
segundo ela, acabam brigando.
O psicólogo daseinsanalítico é pede a Paula que 
retome a última vez que isso aconteceu e 
descreva suas intenções. Essa intervenção está 
de acordo com os fundamentos da terapia 
daseinsanalítica descritos por Critelli (2012), 
pois:
I – Os atos de Paula não são autossignificantes. 
O significado deles aparece nas relações com 
os outros. Pensando na especificidade da 
relação com seu marido, o significado das 
ações de Paula depende de como elas 
repercutem nele.
II – Conhecer as intenções de Paula é a chance 
de o psicólogo descobrir se seu marido 
entendeu errado o significado das ações dela.
III – O psicólogo pergunta a ela suas intenções, 
pois estas permanecem veladas a quem age. A 
psicoterapia tem o objetivo de desvelar as 
intenções das ações dos pacientes.
IV – Compreender as intenções dos gestos e 
das ações de Paula possibilita ao psicólogo 
orientá-la a agir mais de acordo com suas 
intenções. Esse é o objetivo da psicoterapia 
fenomenológico-existencial: aproximar ao 
máximo as intenções (singulares) das ações 
(compartilhadas).
V – As intenções vinculam Paula aos seus atos. 
Se seus atos perdem o vínculo com suas 
intenções, ela corre o risco de se perder de si 
mesma, absorvida pelo testemunho dos outros.
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
A) I e V. ( CORRETA)
B) I, II e V.
C) II, III e IV.
D) II, IV e V.
E) I, III e V.
Exercício 14
Adriana foi encaminhada ao psicólogo por seu 
endocrinologista. Ela está muito acima do seu 
peso ideal. Começou uma reeducação alimentar, 
mas considera que “come por ansiedade”, que 
“comida é compulsão” e que enquanto “não 
conseguir se controlar sua voracidade” não 
conseguirá emagrecer como precisa. Ela pede 
ao psicólogo: “Preciso que você me ajude a ter 
controle sobre mim.” O psicólogo que a atende é 
daseinsanalista e reconhece nesse pedido da 
paciente uma manifestação do modo‑de‑ser da 
Era da Técnica (Pompeia & Sapienza, 2011).
Considere as afirmativas abaixo:
I – Assim como muitas pessoas que procuram 
psicoterapia, Adriana está tentando controlar 
algo. O psicólogo daseinsanalítico investigará 
com ela o sentido dessa necessidade, a fim de 
que ela consiga ela mesma se controlar, sem 
depender do psicólogo.
II – Adriana espera que o terapeuta seja capaz 
de livrá‑la de algo que a atrapalha e precisa ser 
extirpado de sua vida. Ela sente que precisa 
livrar‑se de sua voracidade. O terapeuta 
daseinsanalista compreende liberdade como 
“liberdade de…”, o que significa que ele a 
acompanhará com a intenção de resgatar sua 
liberdade da voracidade.
III – O psicólogo daseinsanalista não tem o 
poder de realizar o que Adriana pede (livrá‑la da 
voracidade). Oferece, outrossim, a ocasião de 
Adriana poder se aproximar do seu existir.
IV – O psicólogo daseinsanalista deve se 
colocar na relação terapêutica com Adriana 
como um parceiro na procura pela verdade de 
sua história (seu momento atual, o já vivido e o 
ainda por viver.)
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
A) I e II.
B) II e III.
C) III e IV. ( CORRETA ) 
D) I, III e IV.
E) II, III e IV.
Exercício 15
Edson, comerciante de 49 anos, procurou 
psicoterapia no começo do ano. Logo no início 
da primeira sessão conta que tem dúvidas 
quanto a permanecer casado. Considera que se 
casou jovem, quando não tinha tanta 
experiência, e que se pudesse voltar no tempo 
teria esperado mais para tomar essa decisão. 
Está casado há 30 anos e tem 3 filhos (João, 27, 
Edson Jr, 24 e Juliana, 16). Perdeu o emprego há 
10 anos e começou um negócio próprio de 
venda de cosméticos, mas desde então vivencia 
dificuldades financeiras. Conta que a esposa, 
que “tem um salário muito bom”, ajuda nas 
finanças. Sente que ela o cobra e critica 
constantemente. Não fez a faculdade de 
administração que queria ter feito, o que 
contribuiu para a sua sensação de ser um 
fracassado. Conta que quando fica em casa é 
desleixado, às vezes nem faz a barba. Conversa 
muito pouco com sua esposa e quando faz, 
frequentemente acabam discutindo. Conta que 
não têm relações sexuais há muitos anos.
Conta que antes de se casar saía com muitas 
mulheres. Essa atitude mudou desde que casou, 
pois frequentemente sai com mulheres sem que 
sua esposa saiba. Às vezes os relacionamentos 
extraconjugais ficam mais sérios, como o que 
vivencia atualmente. Está se relacionando com 
Joana há 2 anos. Sente‑se cobrado porJoana, 
que mais uma vez ameaçou terminar o 
relacionamento com ele caso ele não se divorcie 
para ficar com ela. Nos últimos meses, não 
sente “tanto tesão por ela”, explicando que “não 
tem suportado ficar deitado junto com ela por 
muito tempo. Temos discutido muito.” Está 
muito aflito neste momento também porque sua 
filha descobriu o caso com Joana. Edson está 
confiante de que sua filha não contará nada à 
mãe, mas sabe que Joana não concorda com a 
situação, pois ela deixou de falar com o pai 
desde 
que descobriu. Conta por fim que procurou a 
terapia, pois já teve que ir ao hospital duas 
vezes por fortes dores no peito e sensação de 
que ia morrer, mas chegando lá os médicos não 
diagnosticaram nenhum problema cardíaco e 
recomendaram a visita a um psiquiatra. Não 
sabe o que fazer e se sente impotente perante. 
Veio pedir ajuda ao psicólogo para tomar uma 
decisão. Considera‑se numa situação difícil, 
pois não quer magoar ninguém. Descreve‑se 
como doente.
Sendo daseinsanalítico, o psicólogo que atende 
Edson:
I – ouve a fala dele como reveladora de sua 
realidade. Conhecer Edson significa 
compreender seu modo de ser‑no‑mundo, isto é, 
sua situação enquanto modo como está sendo 
possível existir neste momento.
II – para conhecer Edson, precisará conhecer as 
pessoas de sua convivência, assim desvelar 
mais claramente os fenômenos referentes à 
vida conjugal. Para isso o psicólogo precisa 
convidar a esposa dele para pelo menos uma 
sessão.
III – entende que Edson está distante de si 
mesmo, pois se enxerga a partir das relações 
que vivencia. Seu bem‑estar está condicionado 
aos relacionamentos. Para a daseinsanalyse, o 
dasein é singular e precisa cuidar de sua 
existência a partir de si mesmo, tornando‑se 
independente.
IV – ouve as falas de Edson sobre sua esposa, 
sua amante e sua filha como descritivas de seus 
modos de ser‑com‑os‑outros. A existência é sua 
situação, é suas relações. Nestas relações 
Edson é ser‑no‑mundo‑com‑os‑outros e esses 
Estão CORRETAS somente as afirmativas:
A) II e III.
B) I, II e III.
C) I, III e IV.
D) I, II e IV.
E) I e IV. ( CORRETA ) 
eia atentamente o texto a seguir:
Segundo Feijoo (2011, p.29), Husserl propõe 
que, frente ao fenômeno, possamos assumir 
uma atitude antinatural própria à 
fenomenologia. A psicóloga se baseia na 
distinção efetuada por Edmund Husserl no livro 
A Ideia da Fenomenologia (1907, p.39). Diz ele 
que na atitude natural, “na percepção, por 
exemplo, está obviamente diante dos nossos 
olhos uma coisa; está aí no meio de outras 
coisas, vivas e 
mortas, animadas e inanimadas, portanto, no 
meio de um mundo que, em parte, como as 
coisas singulares, cai sob a percepção (...)
 
Sobre as atitudes natural e fenomenológica, é 
correto afirmar que
 
I a atitude natural é o modo como 
cotidianamente encontramos as coisas no 
mundo, existindo por si mesmas.
II passa-se da atitude natural para a 
fenomenológica quando se reconhece a 
necessidade de mensurar a realidade existente 
fora e independente do sujeito (isto é, o 
fenômeno).
III a atitude fenomenológica refere-se a um 
passo metodológico pelo qual a consciência 
suspende a crença na realidade em si dos 
objetos do mundo. É a chamada epoché. 
Surgem, então, os fenômenos. 
IV embora Husserl não se preocupasse com a 
prática psicológica, a atitude fenomenológica foi 
assumida pela psicologia como uma 
possibilidade. Tal atitude acontece na prática 
psicológica como esforço do psicólogo de 
deixar que o outro revele os significados de sua 
experiência tal como a experiencia.
 
telli (2012) afirma que a intenção da 
Historiobiografia é descobrir a personagem que 
um indivíduo realiza desdobrada no tempo e nas 
circunstâncias da sua existência. Trata-se do 
desvelamento de um destino já realizado em 
nome de um destino em realização. É um 
processo que favorece aos indivíduos aquisição 
de lucidez e os prepara para a autoria 
consciente e responsável na existência.  
Podemos dizer, a partir dessas reflexões de 
Critelli, que a Historiobiografia nos dá pistas 
para a formulação de uma atitude clínica 
fenomenológica existencial. 
São aspectos dessa atitude:
I a importância de refletir sobre as motivações e 
os significados, tais como o próprio sujeito o 
compreende.
II a consideração pelos desdobramentos da 
ação, para além das intenções e dos 
significados percebidos pelo sujeito, 
investigando as repercussões de seus atos 
junto aos outros e ao mundo.
III o realce dado aos comportamentos do 
cliente, bem como à busca de novos 
comportamentos e sua modificação.
IV o relevo dado ao papel pedagógico do 
terapeuta, que compartilha reflexões sobre a 
condição humana com o cliente.

Mais conteúdos dessa disciplina