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SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO................................................................................01 
O FEDERALISMO E O SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO...02 
POLÍTICAS PÚBLICAS..................................................................04 
 Políticas Públicas de promoção da Educação.......................10 
 Políticas Públicas de qualidade da Educação........................11 
 Políticas Públicas de financiamento da Educaçao.................13 
 Políticas Públicas de avaliação da Educação........................14 
 Mapa mental (Políticas Públicas)...........................................15 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988..................................................16 
 Mapa mental (Constituição Federal)......................................32 
LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO 9.394/96...........34 
 Mapa mental (LDB).................................................................66 
PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO............................................67 
 Mapa mental (PNE)................................................................74 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE........................75 
 Mapa mental (ECA)................................................................89 
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS............................91 
 Mapa mental (PCN’s).............................................................94 
REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO 
INFANTIL........................................................................................95 
 Mapa mental (RCNEI)............................................................97 
DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO 
BÁSICA...........................................................................................98 
 Mapa mental (DCN’s)...........................................................105 
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (ED. BÁSICA).........106 
 Mapa mental (BNCC Ed. Básica).........................................115 
 Mapa mental (BNCC Competências gerais)........................116 
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (ED. INFANTIL)......117 
 Mapa mental (BNCC Ed. Infantil).........................................125 
 
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (ENSINO 
FUNDAMENTAL)..........................................................................126 
 Mapa mental (Ensino fundamental)......................................136 
REFERÊNCIAS.............................................................................137 
 
 
1 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 O estudo das legislações é parte essencial na preparação e 
desenvolvimento para concursos, considerando o contexto político e 
regimentar do Brasil, ao estudarmos a leis, vemos que todas as 
ações e determinações implementadas nas instituições de ensino 
nacionais são regimentadas e previamente discutidas em um 
ambiente legislativos e de políticas públicas. 
 Se você, assim como diversos professores, sonha com uma 
carreira no ambiente de ensino e aprendizagem público, é muito 
importante ter uma rotina de estudos sobre legislação da educação, 
assim, é muito importante saber as atribuições do cargo pretendido 
dentro do sistema de ensino e do que se tratam e como são 
organizadas as legislações vigentes no período de realização do 
concurso. Essas informações, estarão contidas em cada edital 
publicado, e estamos aqui para apresentar as principais leis e 
temáticas relacionadas a elas, dentro do que é cobrado nessas 
provas avaliativas. 
 Antes de tudo, atente-se aos principais objetivos de cada texto 
legislativo, para quais instâncias cada um legisla, quais órgãos são 
responsáveis por cada região, seu financiamento, implementação na 
prática e entendimento de cada um como um todo. Relacionar 
artigos, parágrafos, incisos e resoluções, não se desprendendo da 
realidade vivenciada em território nacional, pois essas leis serão 
cobradas em consonância com situações de realidade e trabalho 
cotidiano, ou seja, uma situação concreta. 
 Assim, temos como principal objetivo, apresentar aqui neste 
material, as principais leis que se relacionam ao sistema de ensino 
2 
 
 
vigente no Brasil, como foco em concursos da área de educação, 
trazendo explicações sobre os termos apresentados e mapas 
mentais ao fim de cada tópico, que auxiliarão na fixação e revisitação 
dos conteúdos estudados. 
Bons estudos! 
 
O FEDERALISMO E O SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO 
 
 Antes de iniciarmos a exposição das leis em si, é importante 
haver uma contextualização de como e por que a educação no Brasil 
é organizada por meio de legislação, órgãos federativos e políticas 
públicas. Ao pensar os aspectos fundamentais referentes às leis que 
tratam do compromisso do Estado em ofertar uma educação gratuita 
e de qualidade, existe a necessidade de entender o que institui no 
Brasil um Sistema Nacional de Educação, bem como as relações e 
regulamentações que demarcam um regime de colaboração entre os 
entes federados (União, Distrito Federal e Municípios). 
 O federalismo, acordo como William Riker (1975, p. 101), “é 
uma organização política na qual as atividades do governo são 
divididas entre governos regionais e governo central, de modo que 
cada tipo de governo tem algumas atividades sobre as quais ele toma 
as decisões finais.” Sendo assim, o regime federalista possui 
instituições fundamentais, sendo elas, um governo de federação e 
um conjunto de governos das unidades membros, que tem trabalham 
dentro de um mesmo território, porém tendo cada um autoridade para 
realização de ações independentes de outros. 
3 
 
 
 Do ponto de vista jurídico e constitucional, segundo Cruz (2012, 
p. 65) “um sistema pode ser classificado como federalista quando em 
sua organização existem política existem elementos estruturais 
característicos nos diferentes planos governamentais, como poderes 
Executivo, Legislativo e Judiciário, já que tais elementos e garantias 
devem ter sua existência protegida jurídica-constitucionalmente”. 
Enquanto Alfred Stepan (1999), nos informa que podem ser 
considerados federativos os sistemas políticos democráticos que 
atenderem aos seguintes critérios: 1) “o Estado deve conter 
subunidades políticas territoriais, cujo eleitorado seja constituído 
pelos cidadãos dessas unidades; além disso, a Constituição deve 
garantir a essas unidades soberania na elaboração de leis e de 
políticas”; 2) “deve haver uma unidade política de âmbito nacional, 
que contenha um Poder Legislativo eleito por toda a população do 
Estado, e à qual caiba, por garantia constitucional, a competência 
soberana para legislar e formular políticas em determinadas 
matérias.” (p. 4). 
 Assim, entendemos que o federalismo é uma forma de 
organização territorial do poder, que possui certos critérios e 
determinações para seu funcionamento, o qual é instituído no Brasil, 
além de ser também o regime de outros países reconhecidos como 
Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Suíça, Austrália, Áustria, 
Bélgica, Argentina, Venezuela, México, Malásia, Paquistão, ex-
Iugoslávia e Rússia (RIKER, 1975; BOTHE, 1995; STEPAN, 1999; 
LIJPHART, 2003). E sendo esses, países com claras diferenças 
administrativas e jurídicas, isso nos leva a concluir que as condições 
de organização do federalismo, permeiam em condições 
socioeconômicas, culturais e políticas, condicionadas por inúmeros 
4 
 
 
elementos como, língua, economia, natureza, identidade nacional, 
estrutura física, relações étnico-culturais, entre outros. 
 Desde a instituição desse regime no Brasil em 1891, o país já 
passou por diferentes modelos de federalismo, de relação entre os 
entes federados e sociedade civil e o Estado, tendo como um de seus 
resultados o reconhecimento dos Municípios como entes federados. 
Além da instituição da descentralização financeira, onde há um 
sistema de transferências constitucionais de recursos públicos entre 
as esferas governamentais, e no que serefere à educação, isso se 
torna bem presente ao estudar os mecanismos de financiamento, 
que veremos mais à frente. 
 O âmbito educacional do federalismo é observado através das 
relações estabelecidas entre estados, Distrito Federal e municípios 
ao gerir as políticas educacionais nacionais, considerando as 
atribuições definidas na Constituição Federal. 
 
POLÍTICAS PÚBLICAS 
 Segundo (Silva e Souza, 2016, p. 9) “As Políticas Públicas 
compreendem toda e qualquer ação de responsabilidade do Estado, 
que visa o bem-estar social do povo, tendo como sustentáculo os 
órgãos políticos e as entidades da sociedade civil. Elas se 
consolidam num processo de tomada de decisões que decorrem as 
normas, as regras e as leis de um país.” 
 Detalhando um pouco mais, o termo políticas públicas é 
binominal, o termo “política” tem origem no grego politiká, derivado 
de polis que significa aquilo que é público. Enquanto “pública”, tem 
origem no latim publicus, que se refere ao povo. 
5 
 
 
 Assim, entende-se que Políticas Públicas são ações 
governamentais realizadas em prol do interesse do povo, segundo 
Medeiros (2000, p.1), “[...] área de políticas públicas consolidou na 
última metade do século XX um corpo teórico próprio e um 
instrumental analítico voltado para a compreensão de fenômenos de 
natureza político-administrativa [...]”. Isso nos indica que não há uma 
definição exata em relação às políticas públicas, mas, analisando 
como um todo e segundo as atribuições, os conceitos mais utilizados 
são os que fazem essa definição como sendo ações governamentais. 
 A política pública se enquadra como um campo de 
conhecimento presente nas ciências políticas, onde os governos 
estão a todo momento tomando decisões de ações e ao mesmo 
tempo analisando suas ações, afim de propor mudanças nos cursos 
dessas ações, de acordo com Silva e Sousa (2016, p. 20) “a 
formulação de políticas públicas traduzem propostas de eleição em 
programas, projetos, base de dados, sistemas de informações e 
pesquisas e se essas ações implementadas pelo governo darão 
resultados ou mudanças reais (submetidas a acompanhamento e 
avaliação). 
 Assim como as definições atuais trazem muito o aspecto de 
resolução de problemas públicos, paralelos a isso existem aspectos 
conflituosos sobre os limites impostos à essas decisões de governo, 
a cooperação entre governos, outras instituições e grupos sociais, 
que também se enquadra dentro das políticas públicas, acaba sendo 
deixada de fora das definições que englobam apenas o lado 
resolutivo. E além de ser uma área de conhecimento da ciência 
política, a política pública interage com diversas áreas do 
6 
 
 
conhecimento como: gestão, planejamento, ciências sociais 
aplicadas, sociologia, antropologia, geografia e economia. 
 No campo educacional, as políticas públicas devem ser 
pensadas de forma a favorecer a criação e manutenção de 
instituições de ensino, desde que isso satisfaça o bem comum, esteja 
em consonância com a legislação e seja considerada eficiente, 
segundo os princípios de planejamento, acompanhamento e 
avaliação. 
 O processo de elaboração de políticas públicas, conhecido 
também como ciclo de políticas públicas, se configura como um 
esquema de visualização e interpretação que organiza uma política 
pública em fases sequenciais e interdependentes, segundo aponta 
Secchi (2017) 
 Uma das formas desenvolvidas para visualização do ciclo de 
políticas públicas é o modelo que o define em 7 (sete) fases 
principais, são elas: 1) identificação do problema, 2) formação da 
agenda, 3) formulação de alternativas, 4) tomada de decisão, 5) 
implementação, 6) avaliação, 7) extinção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Identificação do 
problema 
Identificação do 
problema 
Identificação do 
problema 
Identificação do 
problema 
Identificação do 
problema 
Identificação do 
problema 
Identificação do 
problema 
7 
 
 
 Agora explicitaremos mais sobre cada fase do ciclo para 
entendimento da utilidade dessa organização. 
 
- Identificação do problema 
 Um problema é considerado uma discrepância entre o status 
quo e o cenário ideal, no caso de um problema público este se refere 
à diferença entre o que é a realidade pública e o que se gostaria que 
ela fosse. 
 A identificação do problema público envolve: a percepção do 
problema, pois este nasce a partir da percepção dos atores 
envolvidos e interpretação de determinada situação como sendo um 
problema. A definição ou delimitação do problema, que envolve 
definir os principais elementos deste e sintetizar em uma frase a sua 
essência. A avaliação da possibilidade de resolução, ouvimos muito 
por aí que um problema sem solução não é um problema, em alguns 
casos as políticas públicas não consegue de fato solucionar um 
problema, algumas delas apenas mitigam ou diminuem ele de forma 
exponencial, mas dificilmente um problema sem solução é 
identificado socialmente. 
- Formação da agenda 
 A agenda é um conjunto de assuntos ou problemas que 
apresentam certa relevância pública, de acordo com Secchi (2017, p. 
40) “Ela pode tomar forma de um programa de governo, um 
planejamento orçamentário, um estatuto partidário ou, ainda, de uma 
simples lista de assuntos que o comitê editorial de um jornal entende 
como importantes.” 
 Segundo Cobb e Elder (1983), existem 2 tipos de agenda: 
8 
 
 
 Agenda política: Conhecida como agenda sistemática, que 
caracteriza o conjunto de problemas que a comunidade política 
considera relevantes e passíveis de intervenção pública. 
 Agenda formal: Conhecida como agenda institucional, esta se 
caracteriza por elencar os problemas que o poder público já 
decidiu enfrentar. 
 
- Formulação de alternativas 
 A formulação de alternativas passa pelo estabelecimento de 
objetivos e estratégias e determinação das possíveis consequências 
das alternativas de solução. Segundo Schattschneider (1960, p.68) 
“a definição das alternativas é o instrumento supremo de poder, 
porque a definição de alternativas é a escolha dos conflitos, e a 
escolha dos conflitos aloca poder”. 
 A etapa de formulação de alternativas é o momento em que são 
traçados métodos com fim de alcançar os objetivos estabelecidos 
inicialmente, vale ressaltar que um objetivo pode ser atingido de 
diversas formas e por caminhos diferentes. 
 
- Tomada de decisão 
 Esta etapa é a etapa que sucede a formulação de alternativas 
de resolução, a tomada de decisão representa a explicitação das 
intenções de enfrentamento do problema público e momento em que 
os interesses dos responsáveis são equacionados a essas intenções. 
 
- Implementação da política pública 
 A etapa de implementação acontece anteriormente ao 
primeiros esforços avaliativos, é nesse momento que se produzem 
os resultados concretos das políticas públicas. Nesta fase os 
9 
 
 
esforços anteriores de criação teórica e formulação de alternativas 
de ação são de fato postos em ação, convertidos em rotinas e 
processos sociais ativos. 
 É neste momento que as funções administrativas, como 
lideranças e coordenação de ações, são postos em prática por parte 
dos governantes que implementam as políticas, esses atores 
envolvidos tem a função de liderar, motivar os envolvidos no 
processo e prever os possíveis obstáculos que possam surgir ao 
longo da ação e métodos de driblar esses obstáculos em curso, 
identificando as deficiências organizativas e agindo diretamente nas 
negociações entre os executores. 
 
- Avaliação da política pública 
 Dentro das políticas públicas, a avaliação é o “processo de 
julgamentos deliberados sobre a validade de propostas para a ação 
pública, bem como sobre o sucesso ou a falha de projetos que foram 
colocados em prática” (ANDERSON, 1979, p. 711). 
 Existe uma distinção de avaliação nas políticas públicas: 
avaliação ex ante (anterior à implementação) e avaliação ex post(posterior à implementação) e avaliação in itinere, conhecida como 
avaliação formativa ou monitoramento, que é feita durante a 
implementação. 
 Essa etapa do ciclo de políticas públicas é o momento em que 
o processo de implementação e a funcionalidade da política pública 
são monitorados e julgados, afim de conhecer em que nível está o 
desempenho e como tem impactado no problema inicial, momento 
da produção de feedback. 
 
 
10 
 
 
- Extinção da política pública 
 Assim como no ciclo de vida orgânica existe o momento da 
morte, o ciclo de políticas públicas também tem um fim ou extinção. 
Segundo Giuliani (2005), existem 3 causas principais da extinção de 
políticas públicas: 
1) O problema que motivou a política pública foi resolvido; 
2) Os métodos e programas implementados para resolução do 
problema foram entendidos como ineficazes; 
3) O problema, ainda que não resolvido, perdeu sua relevância e 
saiu das agendas políticas e formais. 
 Existem também algumas políticas que são iniciadas com 
prazo determinado de vigência, políticas essas criadas para resolver 
problemas específicos e contextuais, tendo período determinado de 
duração. 
 
POLÍTICAS PÚBLICAS DE PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO 
 Programa Escola acessível: Tem como objetivo promover 
acessibilidade ao ambiente físico escolar, desde os recursos 
didáticos e pedagógicos até os recursos de comunicação e 
informação nas escolas públicas de ensino regular. 
 Programa Caminho da Escola: Que objetiva fornecer acesso 
e manutenção à frota de veículos escolares das redes 
municipal, do DF e estadual de educação básica pública. Esse 
programa é voltado principalmente a estudantes residentes de 
áreas rurais e ribeirinhas, visando segurança e qualidade de 
transporte. 
 Programa Benefício de Prestação Continuada na Escola: 
Instituído com intuito de garantir o acesso de crianças e 
11 
 
 
adolescentes com deficiência à educação, por meio de ações 
articuladas entre o Ministério do Desenvolvimento Social 
(MDS), o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Saúde 
(MS) e o Ministério dos Direitos Humanos (MDH). São 
estabelecidos também compromissos da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios com objetivo de assegurar 
a esses estudantes acesso a matrícula e permanência na 
escola e ainda acesso a demais políticas conforme a 
necessidade individual. 
 Programas de educação a distância: Promovidos 
principalmente no ensino médio e superior, esses programas 
de governo objetivam a mediação didático-pedagógica nos 
processos de ensino e aprendizagem promovidos por meio de 
tecnologias de informação e comunicação à distância entre 
estudantes e professores. Um exemplo é o programa Rede e-
tec Brasil. 
 Programa Educação em Prisões: Tem como objetivo 
promover apoio técnico e financeiro à implementação da 
Educação de Jovens e Adultos (EJA) no sistema penitenciário. 
 
 
POLÍTICAS PÚBLICAS DE QUALIDADE DA EDUCAÇÃO 
 
 Programa Mais Alfabetização: Estratégia do Ministério da 
Educação para melhorar as unidades escolares no processo de 
alfabetização dos estudantes matriculados nos 1º e 2º anos do 
ensino fundamental. 
 Pacto Nacional pela Alfabetização da Idade Certa – PNAIC: 
É um compromisso formal assumido pelos governos federais, 
estaduais, municipais e do Distrito Federal afim de assegurar a 
12 
 
 
alfabetização de todas as crianças até os oito anos de idade, 
ao fim do 3º ano do ensino fundamental. 
 Programa Brasil alfabetizado: Voltado para a alfabetização 
de jovens, adultos e idosos. Desenvolvido em todo o território 
nacional com prioridade em municípios que apresentam altas 
taxas de analfabetismo, tem como objetivo promover a 
superação do analfabetismo entre jovens de 15 anos ou mais, 
adultos e idosos. 
 Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional 
Comum Curricular (ProBNCC): Visa apoiar a implementação 
da BNCC, com monitoramento das metas alcançadas pelos 
estados, fornecendo apoio técnico e recursos para compor 
equipes nos estados e municípios. 
 Programa de Inovação Educação Conectada: Objetiva a 
universalização do acesso à internet em alta velocidade e 
fomento do uso pedagógico de tecnologias digitais na 
educação básica. 
 Programa Novo Mais Educação: Busca melhorar a 
aprendizagem em língua portuguesa e matemática no ensino 
fundamental, através da ampliação da jornada escolar, 
otimizando o tempo dos estudantes na escola. 
 Educação de jovens e adultos integrada à educação 
profissional: Tem como objetivo promover ações para oferta 
de 3,8% das matrículas da Educação de Jovens e Adultos, nos 
ensinos fundamental e médio, na forma articulada à educação 
profissional, de acordo com o que propõe a Meta 10 do Plano 
Nacional de Educação. 
 
 
13 
 
 
POLÍTICAS PÚBLICAS DE FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO 
 
 Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE: 
Órgão responsável por executar parte das ações do Ministério 
da Educação (MEC) relacionadas à educação básica, através 
da prestação de auxílio financeiro e técnico aos municípios e 
execução de ações contribuintes à uma educação de 
qualidade. 
 Fundo de Manutenção de Desenvolvimento da Educação – 
FUNDEB: Fundo especial, de natureza contábil, e âmbito 
estadual, composto por recursos advindos de impostos e 
transferências dos Estados, Distrito Federal e Municípios 
vinculados à educação. 
 Programa Nacional do Livro Didático – PNLD: Tem a 
finalidade de avaliar e disponibilizar obras didáticas, 
pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à 
prática educativa, de forma sistemática, regular e gratuita nas 
escolas públicas de educação básica. 
 Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE: Presta 
assistência financeira às escolas, em caráter suplementar, 
contribuindo para a manutenção e melhoria da infraestrutura 
física e pedagógica, visa também fortalecer a participação 
social e a autogestão escolar. 
 Salário Educação: Contribuição social destinada ao 
financiamento de programas para a educação básica pública. 
Seus recursos são repartidos em cotas, entre a União, os 
estados, o Distrito Federal e os Municípios. 
 
 
14 
 
 
POLÍTICAS PÚBLICAS DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO 
 
 Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica – 
SAEB: Permite que as escolas e as redes municipais e 
estaduais de ensino avaliem a qualidade da educação 
oferecida aos estudantes, indicando a qualidade da educação 
brasileiro e oferecendo subsídios para elaboração de políticas 
públicas com base em evidências. 
 Avaliação Nacional da Alfabetização – ANA: Mede os níveis 
de alfabetização e letramento em língua portuguesa, a 
alfabetização em matemática e as condições do ensino dessas 
disciplinas nas instituições da rede pública de ensino. 
 Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB: 
Indicador nacional de monitoramento da qualidade da 
educação, calculado a partir da taxa de rendimento escolar e 
as médias de desempenho dos exames aplicados no Inep. 
 Prova Brasil: Avalia a qualidade da educação através de 
testes padronizados e questionário socioeconômico aplicados 
nos 5º e 9º anos do ensino fundamental. 
 Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM: Avalia o 
desempenho dos estudantes ao término da educação básica e 
é também, mecanismo de acesso à educação superior no 
Brasil. 
 Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - ENADE: 
Avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação 
de acordo com os conteúdos programáticos previstos nas 
diretrizes curriculares. 
 
 
15 
 
 
 
 
Políticas 
Públicas 
Toda e qualquer ação 
de responsabilidade 
do estado que visa o 
bem-estar social. 
Favorecimento da 
criação e 
manutenção de 
instituições de ensino. 
Participação da 
população nas 
decisões. 
Criadas pensando no 
legislação educativa 
vigente e 
desenvolvimento 
pleno da educação. 
PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO: 
Escola acessível;Caminho da 
escola; Benefício de prestação 
continuada; Educação à 
distância; Educação em prisões. 
QUALIDADE DA EDUCAÇÃO: 
Mais alfabetização; PNAIC; 
Brasil alfabetizado; ProBNCC; 
Educação conectada; Mais 
educação; EJA e Ed. 
profissional 
FINANCIAMENTO: 
FNDE; FUNDEB; PNLD; 
PDDE; Salário Educação. 
 
AVALIAÇÃO: 
SAEB; ANA; IDEB; ENEM; 
ENADE. 
 
16 
 
 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 
 
 A Constituição Federal de 1988, também conhecida como 
Constituição Cidadã ou Carta Magna, é a política instituinte que rege 
o sistema jurídico brasileiro, considerada um dos marcos mais 
importantes na garantia de direitos fundamentais dos cidadãos, é 
através deste documento legal que são definidos direitos, deveres e 
o papel dos poderes públicos e população. 
 É também através da Constituição Federal que são 
determinadas uma série de diretrizes para a área da educação, 
tornando dever do Estado o oferecimento de educação de qualidade 
a todos os cidadãos. Confira abaixo os principais artigos da CF que 
trazem explicitações para a educação. 
 
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da 
família, será promovida e incentivada com a colaboração da 
sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu 
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o 
trabalho. 
 
Este artigo apresenta a educação como um direito subjetivo e dever 
do Estado, sendo a educação entendida a partir do texto 
constitucional como um direito social, que concede à população o 
acesso à esta sendo um serviço público obrigatório. 
 Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes 
princípios: 
17 
 
 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na 
escola; 
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o 
pensamento, a arte e o saber; 
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e 
coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; 
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, 
na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por 
concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; 
VII - garantia de padrão de qualidade. 
VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da 
educação escolar pública, nos termos de lei federal. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
IX - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da 
vida. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de 
trabalhadores considerados profissionais da educação básica e 
sobre a fixação de prazo para a elaboração ou adequação de seus 
planos de carreira, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 
53, de 2006) 
18 
 
 
O art. 206 apresenta 9 princípios que norteiam a educação 
nacional: 
1º Todos devem ter o direito de entrar e permanecer na escola; 
2º A ações executadas em ambiente escolar devem ser dotadas de 
liberdade; 
3º O ensino pode ocorrer em ambientes públicos e privados e deve 
ser permeado pela diversidade de ideias e formas de ensino; 
4º O ensino nas redes públicas deve ser gratuito; 
5º Os profissionais da educação pública devem ingressar através 
de concurso público e ter direito a plano de carreira; 
6º Gestão democrática é lei; 
7º Garantia de qualidade é lei; 
8º Os profissionais da educação tem direito a piso salarial por lei; 
9º garantia de educação ao longo da vida do cidadão brasileiro. 
 
 Art. 207. As universidades gozam de autonomia didático-
científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e 
obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa 
e extensão. 
§ 1º É facultado às universidades admitir professores, técnicos e 
cientistas estrangeiros, na forma da lei. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 11, de 1996) 
§ 2º O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa 
científica e tecnológica. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 11, 
de 1996) 
19 
 
 
O Art. 207 dispõe sobre a autonomia universitária, definindo 
características importantes da autonomia didático-científica, de 
administração financeira e patrimonial. O artigo também lança base 
do conhecido tripé universitário: ensino, pesquisa e extensão, 
princípios necessários ao título de instituição como universidade. 
Esta prerrogativa aplica-se também à instituições de pesquisa 
científica e tecnológica. 
 Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado 
mediante a garantia de: 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 
(dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita 
para todos os que a ela não tiveram acesso na idade 
própria; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 
2009) (Vide Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
II - progressiva universalização do ensino médio 
gratuito; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de 
deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 
(cinco) anos de idade; (Redação dada pela Emenda Constitucional 
nº 53, de 2006) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da 
criação artística, segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do 
educando; 
20 
 
 
VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação 
básica, por meio de programas suplementares de material 
didáticoescolar, transporte, alimentação e assistência à 
saúde. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público 
subjetivo. 
§ 2º O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público, 
ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da autoridade 
competente. 
§ 3º Compete ao Poder Público recensear os educandos no 
ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou 
responsáveis, pela freqüência à escola. 
 Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as 
seguintes condições: 
I - cumprimento das normas gerais da educação nacional; 
II - autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. 
 Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino 
fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e 
respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. 
§ 1º O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá 
disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino 
fundamental. 
§ 2º O ensino fundamental regular será ministrado em língua 
portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a 
21 
 
 
utilização de suas línguas maternas e processos próprios de 
aprendizagem. 
 Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. 
 § 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos 
Territórios, financiará as instituições de ensino públicas federais e 
exercerá, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva, 
de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e 
padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica 
e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos 
Municípios; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 
1996) 
§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino 
fundamental e na educação infantil. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 14, de 1996) 
§ 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no 
ensino fundamental e médio. (Incluído pela Emenda Constitucionalnº 14, de 1996) 
§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os 
Estados, o Distrito Federal e os Municípios definirão formas de 
colaboração, de forma a assegurar a universalização, a qualidade e 
a equidade do ensino obrigatório. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 108, de 2020) 
§ 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao 
ensino regular. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
22 
 
 
§ 6º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
exercerão ação redistributiva em relação a suas escolas. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
 § 7º O padrão mínimo de qualidade de que trata o § 1º deste 
artigo considerará as condições adequadas de oferta e terá como 
referência o Custo Aluno Qualidade (CAQ), pactuados em regime de 
colaboração na forma disposta em lei complementar, conforme o 
parágrafo único do art. 23 desta Constituição. (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 108, de 2020) 
 Art. 212. A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, 
e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por 
cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida 
a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento 
do ensino. 
§ 1º A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União 
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados 
aos respectivos Municípios, não é considerada, para efeito do cálculo 
previsto neste artigo, receita do governo que a transferir. 
§ 2º Para efeito do cumprimento do disposto no "caput" deste 
artigo, serão considerados os sistemas de ensino federal, estadual e 
municipal e os recursos aplicados na forma do art. 213. 
§ 3º A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao 
atendimento das necessidades do ensino obrigatório, no que se 
refere a universalização, garantia de padrão de qualidade e 
equidade, nos termos do plano nacional de educação. (Redação 
dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
23 
 
 
§ 4º Os programas suplementares de alimentação e assistência à 
saúde previstos no art. 208, VII, serão financiados com recursos 
provenientes de contribuições sociais e outros recursos 
orçamentários. 
§ 5º A educação básica pública terá como fonte adicional de 
financiamento a contribuição social do salário-educação, recolhida 
pelas empresas na forma da lei. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 53, de 2006) (Vide Decreto nº 6.003, de 2006) 
§ 6º As cotas estaduais e municipais da arrecadação da 
contribuição social do salário-educação serão distribuídas 
proporcionalmente ao número de alunos matriculados na educação 
básica nas respectivas redes públicas de ensino. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
§ 7º É vedado o uso dos recursos referidos no caput e nos §§ 
5º e 6º deste artigo para pagamento de aposentadorias e de 
pensões. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
§ 8º Na hipótese de extinção ou de substituição de impostos, 
serão redefinidos os percentuais referidos no caput deste artigo e no 
inciso II do caput do art. 212-A, de modo que resultem recursos 
vinculados à manutenção e ao desenvolvimento do ensino, bem 
como os recursos subvinculados aos fundos de que trata o art. 212-
A desta Constituição, em aplicações equivalentes às anteriormente 
praticadas. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
§ 9º A lei disporá sobre normas de fiscalização, de avaliação e 
de controle das despesas com educação nas esferas estadual, 
24 
 
 
distrital e municipal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 
2020) 
 Art. 212-A. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
destinarão parte dos recursos a que se refere o caput do art. 212 
desta Constituição à manutenção e ao desenvolvimento do ensino na 
educação básica e à remuneração condigna de seus profissionais, 
respeitadas as seguintes disposições: (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 108, de 2020) Regulamento 
I - a distribuição dos recursos e de responsabilidades entre o 
Distrito Federal, os Estados e seus Municípios é assegurada 
mediante a instituição, no âmbito de cada Estado e do Distrito 
Federal, de um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da 
Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação 
(Fundeb), de natureza contábil; (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 108, de 2020) 
II - os fundos referidos no inciso I do caput deste artigo serão 
constituídos por 20% (vinte por cento) dos recursos a que se referem 
os incisos I, II e III do caput do art. 155, o inciso II do caput do art. 
157, os incisos II, III e IV do caput do art. 158 e as alíneas "a" e "b" 
do inciso I e o inciso II do caput do art. 159 desta 
Constituição; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
III - os recursos referidos no inciso II do caput deste artigo serão 
distribuídos entre cada Estado e seus Municípios, proporcionalmente 
ao número de alunos das diversas etapas e modalidades da 
educação básica presencial matriculados nas respectivas redes, nos 
âmbitos de atuação prioritária, conforme estabelecido nos §§ 2º e 3º 
25 
 
 
do art. 211 desta Constituição, observadas as ponderações referidas 
na alínea "a" do inciso X do caput e no § 2º deste artigo; (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
IV - a União complementará os recursos dos fundos a que se 
refere o inciso II do caput deste artigo; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 108, de 2020) 
V - a complementação da União será equivalente a, no mínimo, 
23% (vinte e três por cento) do total de recursos a que se refere o 
inciso II do caput deste artigo, distribuída da seguinte 
forma: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
a) 10 (dez) pontos percentuais no âmbito de cada Estado e do 
Distrito Federal, sempre que o valor anual por aluno (VAAF), nos 
termos do inciso III do caput deste artigo, não alcançar o mínimo 
definido nacionalmente; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, 
de 2020) 
b) no mínimo, 10,5 (dez inteiros e cinco décimos) pontos 
percentuais em cada rede pública de ensino municipal, estadual ou 
distrital, sempre que o valor anual total por aluno (VAAT), referido no 
inciso VI do caput deste artigo, não alcançar o mínimo definido 
nacionalmente; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 
2020) 
c) 2,5 (dois inteiros e cinco décimos) pontos percentuais nas 
redes públicas que, cumpridas condicionalidades de melhoria de 
gestão previstas em lei, alcançarem evolução de indicadores a serem 
definidos, de atendimento e melhoria da aprendizagem com redução 
das desigualdades, nos termos do sistema nacional de avaliação da 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc108.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc108.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc108.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc108.htm#art1
26 
 
 
educação básica; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 
2020) 
VI - o VAAT será calculado, na forma da lei de que trata o inciso 
X do caput deste artigo, com base nos recursos a que se refere o 
inciso II do caput deste artigo, acrescidos de outras receitas e de 
transferências vinculadas à educação, observado o disposto no § 1º 
e consideradas as matrículas nos termos do inciso III do caput deste 
artigo; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
VII - os recursos de que tratam os incisos II e IV do caput deste 
artigo serão aplicados pelos Estados e pelos Municípios 
exclusivamente nos respectivos âmbitos de atuação prioritária, 
conforme estabelecido nos §§ 2º e 3º do art. 211 desta 
Constituição; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
VIII - a vinculação de recursos à manutenção e ao 
desenvolvimento do ensino estabelecida no art. 212 desta 
Constituiçãosuportará, no máximo, 30% (trinta por cento) da 
complementação da União, considerados para os fins deste inciso os 
valores previstos no inciso V do caput deste artigo; (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
IX - o disposto no caput do art. 160 desta Constituição aplica-se 
aos recursos referidos nos incisos II e IV do caput deste artigo, e seu 
descumprimento pela autoridade competente importará em crime de 
responsabilidade; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 
2020) 
X - a lei disporá, observadas as garantias estabelecidas nos 
incisos I, II, III e IV do caput e no § 1º do art. 208 e as metas 
27 
 
 
pertinentes do plano nacional de educação, nos termos previstos no 
art. 214 desta Constituição, sobre: (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 108, de 2020) 
a) a organização dos fundos referidos no inciso I do caput deste 
artigo e a distribuição proporcional de seus recursos, as diferenças e 
as ponderações quanto ao valor anual por aluno entre etapas, 
modalidades, duração da jornada e tipos de estabelecimento de 
ensino, observados as respectivas especificidades e os insumos 
necessários para a garantia de sua qualidade; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 108, de 2020) 
b) a forma de cálculo do VAAF decorrente do inciso III 
do caput deste artigo e do VAAT referido no inciso VI do caput deste 
artigo; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
c) a forma de cálculo para distribuição prevista na alínea "c" do 
inciso V do caput deste artigo; (Incluído pela Emenda Constitucional 
nº 108, de 2020) 
d) a transparência, o monitoramento, a fiscalização e o controle 
interno, externo e social dos fundos referidos no inciso I 
do caput deste artigo, assegurada a criação, a autonomia, a 
manutenção e a consolidação de conselhos de acompanhamento e 
controle social, admitida sua integração aos conselhos de 
educação; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
e) o conteúdo e a periodicidade da avaliação, por parte do órgão 
responsável, dos efeitos redistributivos, da melhoria dos indicadores 
educacionais e da ampliação do atendimento; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 108, de 2020) 
28 
 
 
XI - proporção não inferior a 70% (setenta por cento) de cada 
fundo referido no inciso I do caput deste artigo, excluídos os recursos 
de que trata a alínea "c" do inciso V do caput deste artigo, será 
destinada ao pagamento dos profissionais da educação básica em 
efetivo exercício, observado, em relação aos recursos previstos na 
alínea "b" do inciso V do caput deste artigo, o percentual mínimo de 
15% (quinze por cento) para despesas de capital; (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
XII - lei específica disporá sobre o piso salarial profissional 
nacional para os profissionais do magistério da educação básica 
pública; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
XIII - a utilização dos recursos a que se refere o § 5º do art. 212 
desta Constituição para a complementação da União ao Fundeb, 
referida no inciso V do caput deste artigo, é vedada. (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
§ 1º O cálculo do VAAT, referido no inciso VI do caput deste 
artigo, deverá considerar, além dos recursos previstos no inciso II 
do caput deste artigo, pelo menos, as seguintes 
disponibilidades: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 
2020) 
I - receitas de Estados, do Distrito Federal e de Municípios 
vinculadas à manutenção e ao desenvolvimento do ensino não 
integrantes dos fundos referidos no inciso I do caput deste 
artigo; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
29 
 
 
II - cotas estaduais e municipais da arrecadação do salário-
educação de que trata o § 6º do art. 212 desta Constituição; (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
III - complementação da União transferida a Estados, ao Distrito 
Federal e a Municípios nos termos da alínea "a" do inciso V 
do caput deste artigo. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, 
de 2020) 
§ 2º Além das ponderações previstas na alínea "a" do inciso X 
do caput deste artigo, a lei definirá outras relativas ao nível 
socioeconômico dos educandos e aos indicadores de disponibilidade 
de recursos vinculados à educação e de potencial de arrecadação 
tributária de cada ente federado, bem como seus prazos de 
implementação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 108, de 
2020) 
§ 3º Será destinada à educação infantil a proporção de 50% 
(cinquenta por cento) dos recursos globais a que se refere a alínea 
"b" do inciso V do caput deste artigo, nos termos da lei." (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 108, de 2020) 
 Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas 
públicas, podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais 
ou filantrópicas, definidas em lei, que: 
I - comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus 
excedentes financeiros em educação; 
30 
 
 
II - assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola 
comunitária, filantrópica ou confessional, ou ao Poder Público, no 
caso de encerramento de suas atividades. 
§ 1º Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados 
a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio, na forma da 
lei, para os que demonstrarem insuficiência de recursos, quando 
houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na 
localidade da residência do educando, ficando o Poder Público 
obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na 
localidade. 
§ 2º As atividades de pesquisa, de extensão e de estímulo e 
fomento à inovação realizadas por universidades e/ou por instituições 
de educação profissional e tecnológica poderão receber apoio 
financeiro do Poder Público. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 85, de 2015) 
Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de 
duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de 
educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, 
metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção 
e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e 
modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das 
diferentes esferas federativas que conduzam a: (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
31 
 
 
III - melhoria da qualidade do ensino; 
IV - formação para o trabalho; 
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País. 
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos 
em educação como proporção do produto interno bruto. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Constituição 
Federal 
(Art. 205 a 209) 
 
 
 
 
 
Art. 205 
A educação é: 
-Direito de todos; 
- Dever do Estado; 
- Dever da família; 
- De responsabilidade 
social. 
Art. 206 
Princípios da educação: 
- Igualdade de acesso e 
permanência; 
- Liberdade; 
- Pluralismo; 
- Gratuidade; 
- Valorização profissional; 
- Gestão democrática; 
- Padrão de qualidade; 
- Piso salarial; 
- Ed. ao longo da vida 
Art. 207 
Às universidade e instituições 
de pesquisa: 
- Ensino, pesquisa e extensão; 
- Autonomia didático-
científica e administrativa. 
 
- De responsabilidade social. 
Art. 208 
O Estado deve garantir: 
- Ed. básica gratuita dos 04 
aos 17 anos; 
- Progressão do E.M; 
- Atendimento especializado 
a alunos PCD; 
- Ed. infantil até 05 anos; 
- Acesso ao ensino elevado; 
- Ensino noturno regular; 
- material didáticoescolar, 
transporte, alimentação e 
assistência à saúde. 
Art. 209 
À iniciativa privada: 
- Cumprimento de normas; 
- Autorização e avaliação 
do Poder Público 
33 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Constituição 
Federal 
(Art.210 a 214) 
 
 
 
 
 
 
 
Art.210 
Conteúdos mínimos para o 
Ensino Fundamental: 
- Ensino religioso 
facultativo; 
- Utilização de língua 
materna e processo 
próprios de aprendizagem 
por estudantes indígenas; 
 
Art. 211 
- Regime de colaboração 
entre entes federadosl: 
- União: Organiza o sistema 
federal de ensino, financia 
instituições públicas federais, 
assistência técnica e 
financeira; 
- Municípios: atuam no E.F e Ed. 
infantil; 
- Estados e DF: atuam no E.F e 
E.M. 
 
 
Art. 212 
- Percentual de aplicação de cada 
ente federado: União: nunca – de 
18%; DF, Estados e Municípios 
destinam 25% no mínimo; 
- Salário-educação como fonte 
adicional de financiamento; 
- Normas de fiscalização, avaliação 
e controle de despesas nas esferas 
estadual, distrital e municipal. 
 
Art. 213 
- Recursos públicos 
destinados a escolas 
públicas, confessionais e 
filantrópicas; 
- Bolsas de estudo para 
E.F e E.M; 
- Apoio financeiro a 
pesquisa, extensão e 
inovação científica; 
 
Art. 214 
- Estabelecimento do PNE; 
- Condução à erradicação do 
analfabetismo, universalização escolar, 
melhoria da qualidade, formação 
profissional, formação humanística e 
tecnológica ; 
- Meta de aplicação de recursos 
proporcional ao PIB. 
 
34 
 
 
LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO 9.394/96 
 
 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), também 
conhecida como Lei Darcy Ribeiro, é a legislação que regulamenta o 
sistema de educação do Brasil, tanto no setor público como privado, 
se tornando a principal referência no que se refere a legislação 
educacional no país. 
 Conforme vimos no capítulo anterior, a Constituição Federal 
estabelece certas diretrizes para a educação que são ampliadas e 
detalhadas na LDB, sendo citada pela primeira vez em texto 
constitucional na CF de 1934, mas foi criada de fato em 1961, tendo 
duas promulgações em 1971 e 1996, que é a LDB como conhecemos 
atualmente, salvo as atualizações que vem acontecendo ao longo 
dos anos e são devidamente sinalizadas na lei. 
 A LDB tem como objetivo estabelecer os princípios da 
educação e as atribuições do Estado enquanto agente principal na 
oferta de educação pública, definindo assim as quais 
responsabilidades decairão sobre cada ente federado, sendo estes a 
União, o Distrito Federal e os Municípios. E é essa lei que estabelece 
a obrigatoriedade de uma gestão democrática nas redes de ensino 
públicas, pensando uma evolução da autonomia pedagógica, 
administrativa e de gestão financeira das escolas, a LDB prevê 
também em consonância com a Constituição Federal a criação do 
Plano Nacional de Educação. 
- Divisão da educação brasileira na LDB 
 De acordo com a LDB, a divisão da educação brasileira é feita 
em dois níveis: educação básica, e ensino superior. 
35 
 
 
 A educação básica é composta por educação infantil, ensino 
fundamental e ensino médio. Cada uma dessas etapas possui formas 
de organização e financiamento próprios, a educação infantil pode 
ser oferecida de forma gratuita ou não, ela inclui as creches e pré-
escolas, que recebem crianças de 0 a 5 anos de idade. 
 O ensino fundamental é etapa obrigatória, podendo ser gratuita 
ou não, este é composto pelos anos iniciais, de 1º a 5º anos e anos 
finais, de 6º a 9º ano. Falando da parte financeira, a LDB estabelece 
que os municípios se responsabilizem pelo ensino fundamental. 
 O ensino médio, financiado pelo Estado, corresponde ao antigo 
2º grau e é a última etapa da educação básica, podendo ser 
articulado com a educação técnica profissional, somente para 
aqueles que já tiverem concluído do ensino fundamental, essa 
articulação é planejada afim de conduzir o aluno de ensino médio à 
habilitação profissional técnica de nível média, realizada na mesma 
instituição de ensino e a certificação é condicionado à conclusão total 
do curso. 
 Já o ensino superior é de competência da União, podendo 
também ser ofertado pelo Estado e Município, desde que esses 
atendam aos níveis pelos quais são responsáveis. Os cursos 
superiores podem ser de Tecnologia, Bacharelado e Licenciatura. 
- Cursos superiores de Tecnologia: São cursos de graduação mais 
curtos com foco em uma área específica de conhecimento, com 
vistas aos arranjos produtivos do mercado de trabalho; 
- Cursos superiores de Bacharelado: Cursos de graduação que 
habilitam o profissional a atuar na atividade acadêmica ou 
36 
 
 
profissional, dentro de uma determinada área de conhecimento, mas 
não habilitam para o magistério; 
- Cursos de Licenciatura: Cursos de graduação que habilitam o 
profissional a atuar no magistério da Educação básica e em diversas 
áreas do conhecimento. 
 Sobre as modalidades previstas na LDB, estão classificadas 
em 8, incluindo uma nova modalidade dada por atualização no anos 
de 2021, são elas: 
 Educação de Jovens e Adultos (EJA): Anteriormente 
conhecida como supletivo, a EJA atualmente tem uma 
concepção de inclusão social e oferta de escolarização para 
aqueles que por algum motivo não tiveram oportunidade de 
oferta idade certa. (Art. 37 e 38); 
 Educação Especial: Esta modalidade é oferecida na rede 
regular de ensino para estudantes com deficiência, transtornos 
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação, sendo oferecido Atendimento Educacional 
Especializado (AEE), complementar à escolarização. (Art. 58, 
59 e 60); 
 Educação Profissional e Tecnológica: Anteriormente citada, 
essa modalidade integra-se aos diferentes níveis e 
modalidades de educação e ocorre na oferta de cursos de 
formação inicial e continuada ou de qualificação profissional na 
educação técnica profissional ou nível médio; 
 Educação Básica do Campo: A educação do campo prevê 
adequações necessárias às especificidades da vida no campo 
considerando cada região, assim, define-se orientações de três 
aspectos principais de organização pedagógica para essa 
37 
 
 
modalidade: conteúdos curriculares e metodologias 
apropriadas, organização escolar própria e adequação à 
natureza do trabalho rural. 
 Educação Escolar Indígena: Essa modalidade é 
implementada em unidades educacionais inscritas em terras 
indígenas e requer pedagogia própria que respeite valorize as 
especificidades étnico-culturais da comunidades, além de 
formação específica do quadro docente de acordo com os 
princípios legislativos da educação; 
 Educação Escolar Quilombola: A modalidade é 
implementada em unidades educacionais inscritas em terras 
quilombolas, e requer pedagogia e formação específica do 
quadro docente de igual modo à modalidade anterior; 
 Educação a Distância: Nessa modalidade, docente estudante 
estão separados física e/ou temporalmente, por isso faz-se 
necessário o uso de tecnologias para sua realização. É 
regulamentada por legislação específica e pode ser implantada 
tanto na educação básica como na educação superior; 
 Educação Bilíngue de surdos: Modalidade prevista na 
atualização recente da LDB, esta instaura a Língua Brasileira 
de Sinais (Libras) como primeira língua e o português escrito 
como segunda língua, beneficiando estudantes surdos, 
surdocegos, com deficiências auditivas sinalizantes, surdos 
com altas habilidades ou superdotação ou com outras 
deficiências associadas que tenham optado pela modalidade 
bilíngue. 
 
- Organização da LDB 
38 
 
 
 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional possui 
noventa e dois artigos dispostos da seguinte forma: 
 Título I - Da educação (Artigo 1º) 
 Título II - Dos Princípios e Fins da Educação Nacional (Artigos 
2º e 3º) 
 Título III - Do Direito à Educação e do Dever de Educar (Artigos 
4º ao 7º-A) 
 Título IV - Da Organização da Educação Nacional (Artigos 8º 
ao 20) 
 Título V - Dos Níveis e das Modalidades de Educação e Ensino 
(Artigos 21 ao 60) 
 Capítulo I - Da Composição dos Níveis Escolares 
 Capítulo II - Da Educação Básica 
 Seção I - Das DisposiçõesGerais 
 Seção II - Da Educação Infantil 
 Seção III - Do Ensino Fundamental 
 Seção IV - Do Ensino Médio 
 Seção V - Da Educação de Jovens e Adultos 
 Capítulo III - Da Educação Profissional 
 Capítulo IV - Da Educação Superior 
 Capítulo V - Da Educação Especial 
 Título VI - Dos Profissionais da Educação (Artigos 61 ao 67) 
 Título VII - Dos Recursos Financeiros (Artigos 68 ao 77) 
 Título VIII - Das Disposições Gerais (Artigos 78 ao 86) 
 Título IX - Das Disposições Transitórias (Artigos 87 ao 92) 
 
 Abaixo estão listados os artigos da LDB mais cobrados em 
concursos da área de pedagogia (Educação Infantil e Ensino 
39 
 
 
Fundamental) e que são de extrema importância para determinação 
dos assuntos citados acima, além da leitura, conhecimento e revisão 
da legislação. 
 
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos 
princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem 
por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo 
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. 
Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes 
princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na 
escola; 
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, 
o pensamento, a arte e o saber; 
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas; 
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância; 
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; 
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
VII - valorização do profissional da educação escolar; 
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei 
e da legislação dos sistemas de ensino; 
IX - garantia de padrão de qualidade; 
40 
 
 
X - valorização da experiência extra-escolar; 
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas 
sociais. 
XII - consideração com a diversidade étnico-racial. (Incluído pela 
Lei nº 12.796, de 2013) 
XIII - garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo 
da vida. (Incluído pela Lei nº 13.632, de 2018) 
XIV - respeito à diversidade humana, linguística, cultural e 
identitária das pessoas surdas, surdo-cegas e com deficiência 
auditiva. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) 
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será 
efetivado mediante a garantia de: 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 
(dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (Redação 
dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
a) pré-escola; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
b) ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
c) ensino médio; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de 
idade; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
III - atendimento educacional especializado gratuito aos 
educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento 
e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, 
41 
 
 
etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de 
ensino; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio 
para todos os que não os concluíram na idade própria; (Redação 
dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da 
criação artística, segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do 
educando; 
VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, 
com características e modalidades adequadas às suas necessidades 
e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as 
condições de acesso e permanência na escola; 
VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da 
educação básica, por meio de programas suplementares de material 
didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à 
saúde; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a 
variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos 
indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-
aprendizagem. 
X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino 
fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir 
do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade. (Incluído pela Lei 
nº 11.700, de 2008). 
42 
 
 
Art. 4º-A. É assegurado atendimento educacional, durante o 
período de internação, ao aluno da educação básica internado para 
tratamento de saúde em regime hospitalar ou domiciliar por tempo 
prolongado, conforme dispuser o Poder Público em regulamento, na 
esfera de sua competência federativa. (Incluído pela Lei nº 13.716, 
de 2018). 
Art. 5º O acesso à educação básica obrigatória é direito público 
subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação 
comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra 
legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder 
público para exigi-lo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
§ 1º O poder público, na esfera de sua competência federativa, 
deverá: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
I - recensear anualmente as crianças e adolescentes em idade 
escolar, bem como os jovens e adultos que não concluíram a 
educação básica; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
II - fazer-lhes a chamada pública; 
III - zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à 
escola. 
§ 2º Em todas as esferas administrativas, o Poder Público 
assegurará em primeiro lugar o acesso ao ensino obrigatório, nos 
termos deste artigo, contemplando em seguida os demais níveis e 
modalidades de ensino, conforme as prioridades constitucionais e 
legais. 
43 
 
 
§ 3º Qualquer das partes mencionadas no caput deste artigo tem 
legitimidade para peticionar no Poder Judiciário, na hipótese do § 2º 
do art. 208 da Constituição Federal, sendo gratuita e de rito sumário 
a ação judicial correspondente. 
§ 4º Comprovada a negligência da autoridade competente para 
garantir o oferecimento do ensino obrigatório, poderá ela ser 
imputada por crime de responsabilidade. 
§ 5º Para garantir o cumprimento da obrigatoriedade de ensino, 
o Poder Público criará formas alternativas de acesso aos diferentes 
níveis de ensino, independentemente da escolarização anterior. 
Art. 6º É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das 
crianças na educação básica a partir dos 4 (quatro) anos de 
idade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
Art. 8º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
organizarão, em regime de colaboração, os respectivos sistemas de 
ensino. 
§ 1º Caberá à União a coordenação da política nacional de 
educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e exercendo 
função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais 
instâncias educacionais. 
§ 2º Os sistemas de ensino terão liberdade de organização nos 
termos desta Lei. 
Art. 9º A União incumbir-se-á de: (Regulamento) 
44 
 
 
I - elaborar o Plano Nacional de Educação, em colaboração com 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; 
II - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições 
oficiais do sistema federal de ensino e o dos Territórios; 
III - prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus 
sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade 
obrigatória, exercendo sua função redistributiva e supletiva; 
IV - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação 
infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os 
currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação 
básica comum; 
IV-A - estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, diretrizese procedimentos para 
identificação, cadastramento e atendimento, na educação básica e 
na educação superior, de alunos com altas habilidades ou 
superdotação; (Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015) 
V - coletar, analisar e disseminar informações sobre a educação; 
 VI - assegurar processo nacional de avaliação do rendimento 
escolar no ensino fundamental, médio e superior, em colaboração 
com os sistemas de ensino, objetivando a definição de prioridades e 
a melhoria da qualidade do ensino; 
VII - baixar normas gerais sobre cursos de graduação e pós-
graduação; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm#art9iva
45 
 
 
 VIII - assegurar processo nacional de avaliação das instituições 
de educação superior, com a cooperação dos sistemas que tiverem 
responsabilidade sobre este nível de ensino; 
IX - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, 
respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e 
os estabelecimentos do seu sistema de ensino. (Vide Lei nº 10.870, 
de 2004) 
§ 1º Na estrutura educacional, haverá um Conselho Nacional de 
Educação, com funções normativas e de supervisão e atividade 
permanente, criado por lei. 
§ 2° Para o cumprimento do disposto nos incisos V a IX, a União 
terá acesso a todos os dados e informações necessários de todos os 
estabelecimentos e órgãos educacionais. 
§ 3º As atribuições constantes do inciso IX poderão ser 
delegadas aos Estados e ao Distrito Federal, desde que mantenham 
instituições de educação superior. 
 Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições 
oficiais dos seus sistemas de ensino; 
II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta 
do ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição 
proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a 
ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma 
dessas esferas do Poder Público; 
46 
 
 
III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em 
consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, 
integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios; 
IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, 
respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e 
os estabelecimentos do seu sistema de ensino; 
V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; 
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, 
o ensino médio a todos que o demandarem, respeitado o disposto no 
art. 38 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.061, de 2009) 
VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede 
estadual. (Incluído pela Lei nº 10.709, de 31.7.2003) 
Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as 
competências referentes aos Estados e aos Municípios. 
Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições 
oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas e 
planos educacionais da União e dos Estados; 
II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; 
III - baixar normas complementares para o seu sistema de 
ensino; 
IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do 
seu sistema de ensino; 
47 
 
 
V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com 
prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros 
níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente 
as necessidades de sua área de competência e com recursos acima 
dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à 
manutenção e desenvolvimento do ensino. 
VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede 
municipal. (Incluído pela Lei nº 10.709, de 31.7.2003) 
Parágrafo único. Os Municípios poderão optar, ainda, por se 
integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um 
sistema único de educação básica. 
Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas 
comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: 
I - elaborar e executar sua proposta pedagógica; 
II - administrar seu pessoal e seus recursos materiais e 
financeiros; 
III - assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula 
estabelecidas; 
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada 
docente; 
V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor 
rendimento; 
VI - articular-se com as famílias e a comunidade, criando 
processos de integração da sociedade com a escola; 
48 
 
 
VII - informar pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, 
se for o caso, os responsáveis legais, sobre a frequência e 
rendimento dos alunos, bem como sobre a execução da proposta 
pedagógica da escola; (Redação dada pela Lei nº 12.013, de 2009) 
VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município a relação dos 
alunos que apresentem quantidade de faltas acima de 30% (trinta por 
cento) do percentual permitido em lei; (Redação dada pela Lei nº 
13.803, de 2019) 
IX - promover medidas de conscientização, de prevenção e de 
combate a todos os tipos de violência, especialmente a intimidação 
sistemática (bullying), no âmbito das escolas; (Incluído pela Lei nº 
13.663, de 2018) 
X - estabelecer ações destinadas a promover a cultura de paz 
nas escolas. (Incluído pela Lei nº 13.663, de 2018) 
XI - promover ambiente escolar seguro, adotando estratégias de 
prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de 
drogas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) 
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: 
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do 
estabelecimento de ensino; 
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta 
pedagógica do estabelecimento de ensino; 
III - zelar pela aprendizagem dos alunos; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art17
49 
 
 
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de 
menor rendimento; 
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de 
participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à 
avaliação e ao desenvolvimento profissional; 
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as 
famílias e a comunidade. 
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão 
democrática do ensino público na educação básica, de acordo com 
as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: 
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do 
projeto pedagógico da escola; 
II - participação das comunidades escolar e local em conselhos 
escolares ou equivalentes. 
Art. 15. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades 
escolares públicas de educação básica que os integram progressivos 
graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão 
financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público. 
Art.16. O sistema federal de ensino compreende: (Regulamento) 
I - as instituições de ensino mantidas pela União; 
II - as instituições de educação superior mantidas pela iniciativa 
privada; (Redação dada pela Lei nº 13.868, de 2019) 
III - os órgãos federais de educação. 
50 
 
 
Art. 17. Os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal 
compreendem: 
I - as instituições de ensino mantidas, respectivamente, pelo 
Poder Público estadual e pelo Distrito Federal; 
II - as instituições de educação superior mantidas pelo Poder 
Público municipal; 
III - as instituições de ensino fundamental e médio criadas e 
mantidas pela iniciativa privada; 
IV - os órgãos de educação estaduais e do Distrito Federal, 
respectivamente. 
Parágrafo único. No Distrito Federal, as instituições de educação 
infantil, criadas e mantidas pela iniciativa privada, integram seu 
sistema de ensino. 
Art. 18. Os sistemas municipais de ensino compreendem: 
I - as instituições do ensino fundamental, médio e de educação 
infantil mantidas pelo Poder Público municipal; 
II - as instituições de educação infantilcriadas e mantidas pela 
iniciativa privada; 
III – os órgãos municipais de educação. 
Art. 19. As instituições de ensino dos diferentes níveis 
classificam-se nas seguintes categorias 
administrativas: (Regulamento) (Regulamento) 
51 
 
 
I - públicas, assim entendidas as criadas ou incorporadas, 
mantidas e administradas pelo Poder Público; 
II - privadas, assim entendidas as mantidas e administradas por 
pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. 
III - comunitárias, na forma da lei. (Incluído pela Lei nº 13.868, 
de 2019) 
§ 1º As instituições de ensino a que se referem os incisos II e III 
do caput deste artigo podem qualificar-se como confessionais, 
atendidas a orientação confessional e a ideologia 
específicas. (Incluído pela Lei nº 13.868, de 2019) 
§ 2º As instituições de ensino a que se referem os incisos II e III 
do caput deste artigo podem ser certificadas como filantrópicas, na 
forma da lei. (Incluído pela Lei nº 13.868, de 2019) 
Art. 21. A educação escolar compõe-se de: 
I - educação básica, formada pela educação infantil, ensino 
fundamental e ensino médio; 
II - educação superior. 
Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o 
educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o 
exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no 
trabalho e em estudos posteriores. 
Art. 23. A educação básica poderá organizar-se em séries 
anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13868.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13868.htm#art3
52 
 
 
de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na 
competência e em outros critérios, ou por forma diversa de 
organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem 
assim o recomendar. 
§ 1º A escola poderá reclassificar os alunos, inclusive quando se 
tratar de transferências entre estabelecimentos situados no País e no 
exterior, tendo como base as normas curriculares gerais. 
§ 2º O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades 
locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo 
sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas 
previsto nesta Lei. 
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será 
organizada de acordo com as seguintes regras comuns: 
I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas para o 
ensino fundamental e para o ensino médio, distribuídas por um 
mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o 
tempo reservado aos exames finais, quando houver; (Redação dada 
pela Lei nº 13.415, de 2017) 
II - a classificação em qualquer série ou etapa, exceto a primeira 
do ensino fundamental, pode ser feita: 
a) por promoção, para alunos que cursaram, com 
aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria escola; 
b) por transferência, para candidatos procedentes de outras 
escolas; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art1
53 
 
 
c) independentemente de escolarização anterior, mediante 
avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e 
experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa 
adequada, conforme regulamentação do respectivo sistema de 
ensino; 
III - nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por 
série, o regimento escolar pode admitir formas de progressão parcial, 
desde que preservada a sequência do currículo, observadas as 
normas do respectivo sistema de ensino; 
IV - poderão organizar-se classes, ou turmas, com alunos de 
séries distintas, com níveis equivalentes de adiantamento na matéria, 
para o ensino de línguas estrangeiras, artes, ou outros componentes 
curriculares; 
V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes 
critérios: 
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, 
com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e 
dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas 
finais; 
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com 
atraso escolar; 
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante 
verificação do aprendizado; 
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; 
54 
 
 
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência 
paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento 
escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus 
regimentos; 
VI - o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o 
disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de 
ensino, exigida a frequência mínima de setenta e cinco por cento do 
total de horas letivas para aprovação; 
VII - cabe a cada instituição de ensino expedir históricos 
escolares, declarações de conclusão de série e diplomas ou 
certificados de conclusão de cursos, com as especificações cabíveis. 
§ 1º A carga horária mínima anual de que trata o inciso I 
do caput deverá ser ampliada de forma progressiva, no ensino 
médio, para mil e quatrocentas horas, devendo os sistemas de 
ensino oferecer, no prazo máximo de cinco anos, pelo menos mil 
horas anuais de carga horária, a partir de 2 de março de 
2017. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 2o Os sistemas de ensino disporão sobre a oferta de educação 
de jovens e adultos e de ensino noturno regular, adequado às 
condições do educando, conforme o inciso VI do art. 4o. (Incluído pela 
Lei nº 13.415, de 2017) 
Art. 25. Será objetivo permanente das autoridades responsáveis 
alcançar relação adequada entre o número de alunos e o professor, 
a carga horária e as condições materiais do estabelecimento. 
55 
 
 
Parágrafo único. Cabe ao respectivo sistema de ensino, à vista 
das condições disponíveis e das características regionais e locais, 
estabelecer parâmetro para atendimento do disposto neste artigo. 
Art. 26. Os currículos da educação infantil, do ensino 
fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum, a 
ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada 
estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas 
características regionais e locais da sociedade, da cultura, da 
economia e dos educandos. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 
2013) 
§ 1º Os currículos a que se refere o caput devem abranger, 
obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática, o 
conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e 
política, especialmente do Brasil. 
§ 2o O ensino da arte, especialmente em suas expressões 
regionais, constituirá componente curricular obrigatório da educação 
básica. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da 
escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, 
sendo sua prática facultativa ao aluno: (Redação dada pela Lei nº 
10.793, de 1º.12.2003) 
I – que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis 
horas; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
II – maior de trinta anos de idade; (Incluído pela Lei nº 10.793, 
de 1º.12.2003) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2
56 
 
 
III – que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em 
situação similar, estiver obrigado à prática da educação 
física; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
IV – amparado pelo Decreto-Lei no 1.044, de 21 de outubro de 
1969; (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
V – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
VI – que tenha prole. (Incluído pela Lei nº 10.793, de 1º.12.2003) 
§ 4º O ensino da História do Brasil levará em conta as 
contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do 
povo brasileiro, especialmente das matrizes indígena, africana e 
européia. 
§ 5º No currículo do ensino fundamental,a partir do sexto ano, 
será ofertada a língua inglesa. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 
2017) 
§ 6º As artes visuais, a dança, a música e o teatro são as 
linguagens que constituirão o componente curricular de que trata o § 
2o deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 13.278, de 2016) 
§ 7º A integralização curricular poderá incluir, a critério dos 
sistemas de ensino, projetos e pesquisas envolvendo os temas 
transversais de que trata o caput. (Redação dada pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
§ 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá 
componente curricular complementar integrado à proposta 
pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2
57 
 
 
mínimo, 2 (duas) horas mensais. (Incluído pela Lei nº 13.006, de 
2014) 
§ 9º Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de 
todas as formas de violência contra a criança, o adolescente e a 
mulher serão incluídos, como temas transversais, nos currículos de 
que trata o caput deste artigo, observadas as diretrizes da legislação 
correspondente e a produção e distribuição de material didático 
adequado a cada nível de ensino. (Redação dada pela Lei nº 14.164, 
de 2021) 
§ 9º-A. A educação alimentar e nutricional será incluída entre os 
temas transversais de que trata o caput. (Incluído pela Lei nº 13.666, 
de 2018) 
§ 10. A inclusão de novos componentes curriculares de caráter 
obrigatório na Base Nacional Comum Curricular dependerá de 
aprovação do Conselho Nacional de Educação e de homologação 
pelo Ministro de Estado da Educação. (Incluído pela Lei nº 13.415, 
de 2017) 
Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de 
ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da 
história e cultura afro-brasileira e indígena. (Redação dada pela Lei 
nº 11.645, de 2008). 
§ 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá 
diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a 
formação da população brasileira, a partir desses dois grupos 
étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a 
luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art2
58 
 
 
indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade 
nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, 
econômica e política, pertinentes à história do Brasil. (Redação dada 
pela Lei nº 11.645, de 2008). 
§ 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira 
e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de 
todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística 
e de literatura e história brasileiras. (Redação dada pela Lei nº 
11.645, de 2008). 
Art. 27. Os conteúdos curriculares da educação básica 
observarão, ainda, as seguintes diretrizes: 
I - a difusão de valores fundamentais ao interesse social, aos 
direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem comum e à 
ordem democrática; 
II - consideração das condições de escolaridade dos alunos em 
cada estabelecimento; 
III - orientação para o trabalho; 
IV - promoção do desporto educacional e apoio às práticas 
desportivas não-formais. 
Art. 28. Na oferta de educação básica para a população rural, os 
sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua 
adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região, 
especialmente: 
59 
 
 
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais 
necessidades e interesses dos alunos da zona rural; 
II - organização escolar própria, incluindo adequação do 
calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições 
climáticas; 
III - adequação à natureza do trabalho na zona rural. 
Parágrafo único. O fechamento de escolas do campo, indígenas 
e quilombolas será precedido de manifestação do órgão normativo 
do respectivo sistema de ensino, que considerará a justificativa 
apresentada pela Secretaria de Educação, a análise do diagnóstico 
do impacto da ação e a manifestação da comunidade 
escolar. (Incluído pela Lei nº 12.960, de 2014) 
Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, 
tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 
(cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e 
social, complementando a ação da família e da 
comunidade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
Art. 30. A educação infantil será oferecida em: 
I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três 
anos de idade; 
II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos 
de idade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
60 
 
 
Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com as 
seguintes regras comuns: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 
2013) 
I - avaliação mediante acompanhamento e registro do 
desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo 
para o acesso ao ensino fundamental (Incluído pela Lei nº 12.796, de 
2013) 
II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, 
distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho 
educacional; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias 
para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada 
integral; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-
escolar, exigida a frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do 
total de horas; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
V - expedição de documentação que permita atestar os 
processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança. (Incluído 
pela Lei nº 12.796, de 2013) 
Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 
(nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos 
de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, 
mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) 
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como 
meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; 
61 
 
 
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema 
político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta 
a sociedade; 
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo 
em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação 
de atitudes e valores; 
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de 
solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta 
a vida social. 
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino 
fundamental em ciclos. 
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por 
série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão 
continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-
aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de 
ensino. 
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua 
portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de 
suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. 
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a 
distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em 
situações emergenciais. 
§ 5º O currículo do ensino fundamental incluirá, 
obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos 
adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 
62 
 
 
1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada 
a produção e distribuição de material didático adequado. (Incluídopela Lei nº 11.525, de 2007). 
§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído como 
tema transversal nos currículos do ensino fundamental. (Incluído 
pela Lei nº 12.472, de 2011). 
Art. 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles 
que não tiveram acesso ou continuidade de estudos nos ensinos 
fundamental e médio na idade própria e constituirá instrumento para 
a educação e a aprendizagem ao longo da vida. (Redação dada pela 
Lei nº 13.632, de 2018) 
§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos 
jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade 
regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as 
características do alunado, seus interesses, condições de vida e de 
trabalho, mediante cursos e exames. 
§ 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a 
permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e 
complementares entre si. 
§ 3º A educação de jovens e adultos deverá articular-se, 
preferencialmente, com a educação profissional, na forma do 
regulamento. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) 
Art. 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames 
supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, 
habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12472.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12472.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13632.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13632.htm#art1
63 
 
 
§ 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: 
I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores 
de quinze anos; 
II - no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de 
dezoito anos. 
§ 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos 
educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos 
mediante exames. 
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta 
Lei, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente 
na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, 
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio 
especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da 
clientela de educação especial. 
§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas 
ou serviços especializados, sempre que, em função das condições 
específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes 
comuns de ensino regular. 
§ 3º A oferta de educação especial, nos termos do caput deste 
artigo, tem início na educação infantil e estende-se ao longo da vida, 
observados o inciso III do art. 4º e o parágrafo único do art. 60 desta 
Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.632, de 2018) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13632.htm#art1
64 
 
 
Art. 60. Os órgãos normativos dos sistemas de ensino 
estabelecerão critérios de caracterização das instituições privadas 
sem fins lucrativos, especializadas e com atuação exclusiva em 
educação especial, para fins de apoio técnico e financeiro pelo Poder 
Público. 
Parágrafo único. O poder público adotará, como alternativa 
preferencial, a ampliação do atendimento aos educandos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação na própria rede pública regular de 
ensino, independentemente do apoio às instituições previstas neste 
artigo. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
Art. 60-A. Entende-se por educação bilíngue de surdos, para os 
efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar oferecida em 
Língua Brasileira de Sinais (Libras), como primeira língua, e em 
português escrito, como segunda língua, em escolas bilíngues de 
surdos, classes bilíngues de surdos, escolas comuns ou em polos de 
educação bilíngue de surdos, para educandos surdos, surdo-cegos, 
com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades 
ou superdotação ou com outras deficiências associadas, optantes 
pela modalidade de educação bilíngue de surdos. (Incluído pela Lei 
nº 14.191, de 2021) 
§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio educacional 
especializado, como o atendimento educacional especializado 
bilíngue, para atender às especificidades linguísticas dos estudantes 
surdos. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) 
65 
 
 
§ 2º A oferta de educação bilíngue de surdos terá início ao zero 
ano, na educação infantil, e se estenderá ao longo da vida. (Incluído 
pela Lei nº 14.191, de 2021) 
§ 3º O disposto no caput deste artigo será efetivado sem 
prejuízo das prerrogativas de matrícula em escolas e classes 
regulares, de acordo com o que decidir o estudante ou, no que 
couber, seus pais ou responsáveis, e das garantias previstas na Lei 
nº 13.146, de 6 de julho de 2015 (Estatuto da Pessoa com 
Deficiência), que incluem, para os surdos oralizados, o acesso a 
tecnologias assistivas. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) 
Art. 60-B. Além do disposto no art. 59 desta Lei, os sistemas de 
ensino assegurarão aos educandos surdos, surdo-cegos, com 
deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou 
superdotação ou com outras deficiências associadas materiais 
didáticos e professores bilíngues com formação e especialização 
adequadas, em nível superior. (Incluído pela Lei nº 14.191, de 2021) 
Parágrafo único. Nos processos de contratação e de avaliação 
periódica dos professores a que se refere o caput deste artigo serão 
ouvidas as entidades representativas das pessoas surdas. (Incluído 
pela Lei nº 14.191, de 2021) 
 
 
 
 
66 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LDB 
9394/96 
Objetivo: estabelecer os 
princípios da educação e as 
atribuições do Estado 
enquanto agente principal na 
oferta de educação pública. 
Níveis da educação: 
- Educação Básica; 
- Educação Superior. 
Etapas da Ed. Básica: 
- Educação infantil; 
- Ensino fundamental; 
- Ensino médio 
Fases: 
- Educação infantil: 
creche e pré-escola 
- Ensino fundamental: 
anos iniciais e anos finais. 
 
Modalidades: 
1- EJA; 
2- Ed. especial; 
3- Ed. profissional e 
tecnológica; 
4- Ed. do campo; 
5- Ed. escolar indígena; 
6- Ed. escolar quilombola; 
7- Ed. a distância; 
8- Ed. bilíngue de surdos. 
Políticas públicas em 
grau de autonomia: 
- Pedagógica; 
- Administrativa; 
- Gestão financeira. 
 
67 
 
 
PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 
 O Plano Nacional de Educação (PNE) é uma lei brasileira 
sancionada em 26 de junho de 2014, que estabelece diretrizes e 
metas para o desenvolvimento nacional, estadual e municipal da 
educação. O PNE vincula medidas aos entes federados, os 
encarregando da tomada de iniciativas a fim do cumprimento das 
metas estabelecidas. 
 Instituído pela Lei nº 13.005/2014, o PNE atualmente definiu 10 
diretrizes e 20 metas a serem cumpridas, que servem para guiar a 
educação brasileira no decênio 2014/2024. 
Essa lei também reitera o princípio de cooperação federativa da 
política educacional, presente na Constituição Federal e na Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e estabelece que “a União, 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios atuarão em regime de 
colaboração, visando ao alcance das metas e à implementação das 
estratégias objeto deste Plano” e “caberá aos gestores federais, 
estaduais, municipais e do Distrito Federal a adoção das medidas 
governamentais necessárias ao alcance das metas previstas deste 
PNE.” 
Para que esse regime de colaboração seja efetivado no que se 
refere ao acompanhamento das metas, a Lei prevê a criação da 
Instância Permanente de Negociação e Cooperação entre a União, 
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios (§ 5º do Art. 7º da Lei 
13.005/2014), instituída pela Portaria MEC nº 1.716de 03 de outubro 
de 2019, essa instância objetiva contribuir para a implementação das 
diretrizes e cumprimento das metas definida no PNE e apoiar os 
68 
 
 
mecanismos articuladores entre os sistemas de ensino, através do 
desenvolvimento de ações conjuntas. 
Dada pela Portaria MEC nº 2010 de 20 de novembro de 2019, a 
Instância permanente contempla as os entes federados de forma 
paritária considerando também a representatividade regional. 
Mais especificamente, a execução e monitoramento contínuo 
deste plano devem ser realizados pelo Ministério da Educação 
(MEC); Comissão de educação da câmara dos deputados e 
Comissão de educação, cultural, esporte do Senado Federal; 
Conselho Nacional de Educação (CNE); Fórum Nacional de 
educação. 
Além da execução e monitoramento, compete também as essas 
instâncias a divulgação dos resultados na internet, a análise e 
proposição de políticas públicas para assegurar a implementação 
das estratégias e cumprimento das metas, a análises e proposição 
de revisão do percentual de investimento público em educação. 
 
Diretrizes do PNE 
1 – Erradicação do analfabetismo; 
2 – Universalização do atendimento escolar; 
3 – Superação das desigualdades educacionais, com ênfase na 
promoção da justiça social, da equidade e da não discriminação; 
4 – Melhoria da qualidade da educação; 
69 
 
 
5 – Formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase 
nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; 
6 – Promoção do princípio da gestão democrática da educação 
pública; 
7 – Promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do 
país; 
8 – Estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos 
em educação como proporção do produto interno bruto, que 
assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de 
qualidade e equidade; 
9 – Valorização dos profissionais da educação; 
10 – Promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, 
à diversidade e à sustentabilidade socioambiental 
 
 
Metas do PNE 
Meta 1 – Educação Infantil: Universalizar, até 2016, a 
educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 
(cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em 
creches, de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) 
das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE 
 
70 
 
 
Meta 2 – Ensino Fundamental: Universalizar o ensino 
fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 
(quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por 
cento) dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até 
o último ano de vigência deste PNE. 
Meta 3 – Ensino Médio: Universalizar, até 2016, o atendimento 
escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos 
e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida 
de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por cento). 
Meta 4 – Educação Inclusiva: Universalizar, para a população 
de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos 
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o 
acesso à educação básica e ao atendimento educacional 
especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a 
garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de recursos 
multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, 
públicos ou conveniados. 
Meta 5 – Alfabetização: Alfabetizar todas as crianças, no 
máximo, até o final do 3o (terceiro) ano do ensino fundamental. 
Meta 6 – Educação em tempo Integral: Oferecer educação em 
tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das 
escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco 
por cento) dos(as) alunos(as) da educação básica. 
Meta 7 – Qualidade: Fomentar a qualidade da educação básica 
em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e 
da aprendizagem, de modo a atingir as seguintes médias nacionais 
71 
 
 
para o Ideb: 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental; 5,5 nos 
anos finais do ensino fundamental; 5,2 no ensino médio. 
Meta 8 – Escolaridade média: Elevar a escolaridade média da 
população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo a 
alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último ano de 
vigência deste plano, para as populações do campo, da região de 
menor escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais 
pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros 
declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
– IBGE. 
Meta 9 – Alfabetização de jovens e adultos: Elevar a taxa de 
alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 
93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 
e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo 
absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de 
analfabetismo funcional. 
Meta 10 – Educação de Jovens e Adultos: Oferecer, no 
mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de educação 
de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma 
integrada à educação profissional. 
Meta 11 – Ensino Técnico: Triplicar as matrículas da educação 
profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da 
oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no 
segmento público. 
Meta 12 – Educação Superior: Elevar a taxa bruta de matrícula 
na educação superior para 50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida 
72 
 
 
para 33% (trinta e três por cento) da população de 18 (dezoito) a 24 
(vinte e quatro) anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão 
para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas, 
no segmento público. 
Meta 13 – Docência da Educação Superior: Elevar a qualidade 
da educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores 
do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de 
educação superior para 75% (setenta e cinco por cento), sendo, do 
total, no mínimo, 35% (trinta e cinco por cento) doutores 
Meta 14 – Pós-graduação: Elevar gradualmente o número de 
matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a 
titulação anual de 60.000 (sessenta mil) mestres e 25.000 (vinte e 
cinco mil) doutores. 
Meta 15 – Formação de profissionais da educação: Garantir, 
em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios, no prazo de 1 (um) ano de vigência deste 
PNE, política nacional de formação dos profissionais da educação de 
que tratam os incisos I, II e III do caput do art. 61 da Lei no 9.394, de 
20 de dezembro de 1996, assegurado que todos os professores e as 
professoras da educação básica possuam formação específica de 
nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de 
conhecimento em que atuam. 
Meta 16 – Formação continuada: Formar, em nível de pós-
graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da educação 
básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos(as) 
os(as) profissionais da educação básica formação continuada em 
73 
 
 
sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e 
contextualizações dos sistemas de ensino. 
Meta 17 – Valorização docente: Valorizar os(as) profissionais 
do magistério das redes públicas de educação básica, de forma a 
equiparar seu rendimento médio ao dos(as) demais profissionais com 
escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste 
PNE. 
Meta 18 – Plano de carreira: Assegurar, no prazo de 2 (dois) 
anos, a existência de planos de carreira para os(as) profissionais da 
educação básica e superior pública de todos os sistemas de ensino 
e, para o plano de carreira dos(as) profissionais da educação básica 
pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, 
definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da 
Constituição Federal. 
Meta 19 – Gestão democrática: Assegurar condições, noprazo 
de 2 (dois) anos, para a efetivação da gestão democrática da 
educação, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho e 
à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas 
públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto. 
Meta 20 – Financiamento: Ampliar o investimento público em 
educação pública de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% 
(sete por cento) do Produto Interno Bruto (PIB) do País no 5o (quinto) 
ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez por 
cento) do PIB ao final do decênio. 
 
74 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PNE 
(Metas de 1 a 8) 
10 Diretrizes 
- Erradicar Analfabetismo; 
- Universalização; 
- Justiça social; 
- Melhoria da qualidade; 
- Trabalho e cidadania; 
- Gestão democrática; 
- Ciência, cultura e tecnologia; 
- Meta de recursos públicos; 
- Profissionais da educação; 
- Promoção do respeito. 
Estabelece diretrizes e 
metas para o 
desenvolvimento 
nacional, estadual e 
municipal da educação. 
1- Ed. Infantil 
- Universalizar 4-5 anos 
(2016); 
- 50% 3 anos 
 
2- Ens. Fundamental 
- Universalizar 6-14 
anos; 
- 95%concluinte na 
idade certa. 
 
3- Ens. Médio 
- Universalizar 15-17 
anos (2016); 
- Elevar taxa líquida 
95%. 
 
4- Ed. Especial 
- Universalizar 4-17 
anos (TGD); 
- Inclusão (altas hab., 
superdotação). 
 
5- Alfabetização 
- Alfabetizar até 
o fim do 3º ano 
(todos). 
 
6- Ed. Integral 
- Tempo integral 
(50% escolas 
públicas); 
- Ed. básica (25%). 
 
7- Qualidade Ed. 
Básica 
- Aumentar todas as 
etapas/modalidades; 
- IDEB (anos i: 60; anos 
f: 5,5, EM: 5,2). 
 
8- Escolaridade média 
- Mínimo 12 anos de 
estudo (18-29 anos); 
- População campo (25% 
negros/não negros). 
 
75 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9- Jovens e 
adultos 
- Elevar taxa de 
alfabetização; 
- 15 anos ou + 
em 2015 (93,5%). 
 
PNE 
(Metas de 9 a 20) 
10- EJA 
- Oferta mínima 
de matrícula 
(25%); 
- EF/ Médio + 
ed. profissional. 
 
11- Ens. Técnico 
- Oferta mínima 
de matrícula 
(50%); 
- Triplicar 
matrículas. 
 
12- Ed. Superior 
- Elevação 
bruta(50%); 
- Líquida (33%); 
- de 18 a 24 anos; 
- 40% seg. público. 
 
13- Docência Ed. Superior 
- Elevação nº de mestres 
e doutores (75%); 
- 35% doutores. 
 
14- Pós-graduação 
- Elevação de matrículas 
anualmente; 
- 60 mil mestres; 
- 25 mil doutores. 
 
14- Pós-graduaçã 
- Elevação de matrículas 
anualmente; 
- 60 mil mestres; 
- 25 mil doutores. 
 
15- Formação 
docente 
- Política nacional 
em favor da 
formação de todos 
os professores em 
nível superior. 
 
16- Formação 
continuada 
- Formar 
professores da 
ed. Básica até o 
último ano do 
PNE (50%). 
 
17- Valorização 
docente 
- Valorizar 
profissionais com 
escolaridade 
equivalente (até 
6º ano do pne). 
 
18- Plano de carreira 
- Assegurar 2 anos. 
 
19- Valorização docente 
- Valorizar profissionais 
com escolaridade 
equivalente (até 6º ano 
do pne). 
 
20- PIB 
- Ampliar 
investiment
o mínimo 
(7%); 
- 10% no fim 
do 
decênio. 
76 
 
 
ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
 
 O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é um 
documento oficial composto por leis específicas que tem como 
objetivo principal assegurar os direitos e deveres de crianças e 
adolescentes que residem no Brasil. 
Esta lei foi criada por meio das lutas de movimentos sociais 
anteriores que já defendiam os direitos de crianças e adolescentes, 
que reivindicaram a criação dessa lei específica em detrimento da 
legislação que existia anteriormente, o “Código de Menores”, que 
tratava da punição de crianças e adolescentes considerados 
infratores. Com a instituição do ECA, o termo “menor” foi banido em 
qualquer circunstância e este tornou-se universal ao incluir todas as 
crianças e adolescentes em suas normas. 
 Dessa forma, o estatuto passou a representar as crianças e 
adolescentes independente de origem, cor, crenças, religião, classe 
social, condição financeira e familiar. 
 Criado em 1990, o ECA reconhece crianças e adolescentes 
como sujeitos de direitos e deveres e estabelece também que a 
família, o Estado e a sociedade sejam considerados responsáveis 
pela proteção desses sujeitos considerados ainda indefesos perante 
a lei e a sociedade, em seu período de desenvolvimento físico e 
mental e seus direito são tratados como prioridade absoluta. 
 O ECA traz em um conjunto de leis próprias princípios 
aprovados na Convenção sobre os Direitos da Criança, documento 
que foi aprovado pelo Brasil em 1989 na ONU. Na época desse 
acontecimento, o documento foi considerado um conjunto de leis 
77 
 
 
progressistas e se tornou referência a outros países latino 
americanos. 
 Por se tratar de uma legislação que está diretamente ligada a 
cidadãos alvo da educação básica, esta é muito valorizada e cobrada 
em concursos públicos da área da educação. Vejamos então os 
artigos presentes nessa lei que costumam ser mais cobrados em 
provas. 
Título I 
Das Disposições Preliminares 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a proteção integral à criança e ao 
adolescente. 
Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a 
pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela 
entre doze e dezoito anos de idade. Parágrafo único. Nos casos 
expressos em lei, aplica-se excepcionalmente este Estatuto às 
pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. 
Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos 
fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção 
integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por 
outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes 
facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, 
em condições de liberdade e de dignidade. 
Parágrafo único. Os direitos enunciados nesta Lei aplicam-se a 
todas as crianças e adolescentes, sem discriminação de nascimento, 
situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, 
deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, 
condição econômica, ambiente social, região e local de moradia ou 
78 
 
 
outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a 
comunidade em que vivem. (incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em 
geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a 
efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à 
educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à 
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e 
comunitária. 
Parágrafo único. A garantia de prioridade compreende: 
a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer 
circunstâncias; 
b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de 
relevância pública; 
c) preferência na formulação e na execução das políticas 
sociais públicas; 
d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas 
relacionadas com a proteção à infância e à juventude. 
Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de 
qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, 
crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por 
ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais. 
Art. 6º Na interpretação desta Lei levar-se-ão em conta os fins 
sociais a que ela se dirige, as exigências do bem comum, os direitos 
e deveres individuais e coletivos, e a condição peculiar da criança e 
do adolescente como pessoas em desenvolvimento. 
79 
 
 
Título II 
Dos Direitos Fundamentais 
Capítulo I 
Do Direito à Vida e à Saúde 
Art. 7º A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida 
e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que 
permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em 
condiçõesdignas de existência. 
Art. 11. É assegurado acesso integral às linhas de cuidado 
voltadas à saúde da criança e do adolescente, por intermédio do 
Sistema Único de Saúde, observado o princípio da equidade no 
acesso a ações e serviços para promoção, proteção e recuperação 
da saúde. (Redação dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 1o A criança e o adolescente com deficiência serão 
atendidos, sem discriminação ou segregação, em suas necessidades 
gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação. (Redação 
dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 2o Incumbe ao poder público fornecer gratuitamente, àqueles 
que necessitarem, medicamentos, órteses, próteses e outras 
tecnologias assistivas relativas ao tratamento, habilitação ou 
reabilitação para crianças e adolescentes, de acordo com as linhas 
de cuidado voltadas às suas necessidades específicas. (Redação 
dada pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 3o Os profissionais que atuam no cuidado diário ou frequente 
de crianças na primeira infância receberão formação específica e 
permanente para a detecção de sinais de risco para o 
80 
 
 
desenvolvimento psíquico, bem como para o acompanhamento que 
se fizer necessário. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, 
de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança 
ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho 
Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências 
legais. (Redação dada pela Lei nº 13.010, de 2014) 
§ 1o As gestantes ou mães que manifestem interesse em 
entregar seus filhos para adoção serão obrigatoriamente 
encaminhadas, sem constrangimento, à Justiça da Infância e da 
Juventude. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 2o Os serviços de saúde em suas diferentes portas de 
entrada, os serviços de assistência social em seu componente 
especializado, o Centro de Referência Especializado de Assistência 
Social (Creas) e os demais órgãos do Sistema de Garantia de 
Direitos da Criança e do Adolescente deverão conferir máxima 
prioridade ao atendimento das crianças na faixa etária da primeira 
infância com suspeita ou confirmação de violência de qualquer 
natureza, formulando projeto terapêutico singular que inclua 
intervenção em rede e, se necessário, acompanhamento domiciliar. 
(Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
Art. 14. O Sistema Único de Saúde promoverá programas de 
assistência médica e odontológica para a prevenção das 
enfermidades que ordinariamente afetam a população infantil, e 
campanhas de educação sanitária para pais, educadores e alunos. 
81 
 
 
§ 1o É obrigatória a vacinação das crianças nos casos 
recomendados pelas autoridades sanitárias. (Renumerado do 
parágrafo único pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 2o O Sistema Único de Saúde promoverá a atenção à saúde 
bucal das crianças e das gestantes, de forma transversal, integral e 
intersetorial com as demais linhas de cuidado direcionadas à mulher 
e à criança. (Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 3o A atenção odontológica à criança terá função educativa 
protetiva e será prestada, inicialmente, antes de o bebê nascer, por 
meio de aconselhamento pré-natal, e, posteriormente, no sexto e no 
décimo segundo anos de vida, com orientações sobre saúde bucal. 
(Incluído pela Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 4o A criança com necessidade de cuidados odontológicos 
especiais será atendida pelo Sistema Único de Saúde. (Incluído pela 
Lei nº 13.257, de 2016) 
§ 5º É obrigatória a aplicação a todas as crianças, nos seus 
primeiros dezoito meses de vida, de protocolo ou outro instrumento 
construído com a finalidade de facilitar a detecção, em consulta 
pediátrica de acompanhamento da criança, de risco para o seu 
desenvolvimento psíquico. (Incluído pela Lei nº 13.438, de 2017) 
(Vigência) 
Capítulo II 
Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade 
Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao 
respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de 
desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais 
garantidos na Constituição e nas leis. 
82 
 
 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes 
aspectos: 
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços 
comunitários, ressalvadas as restrições legais; 
II - opinião e expressão; 
III - crença e culto religioso; 
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; 
V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; 
VI - participar da vida política, na forma da lei; 
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da 
integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, 
abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, 
dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais. 
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do 
adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, 
violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. 
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o direito de ser 
educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento 
cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação 
ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família 
ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de 
medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de 
cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los. (Incluído pela Lei nº 
13.010, de 2014) 
83 
 
 
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se: (Incluído 
pela Lei nº 13.010, de 2014) 
I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva 
aplicada com o uso da força física sobre a criança ou o adolescente 
que resulte em: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
a) sofrimento físico; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
b) b) lesão; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
 
II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de 
tratamento em relação à criança ou ao adolescente que: 
(Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
a) humilhe; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
b) ameace gravemente; ou (Incluído pela Lei nº 13.010, de 
2014) 
c) ridicularize. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
 
Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os 
responsáveis, os agentes públicos executores de medidas 
socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de 
crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los que 
utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como 
formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto 
estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, às 
seguintes medidas, que serão aplicadas de acordo com a gravidade 
do caso: (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de 
proteção à família; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
84 
 
 
II - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; 
(Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
III - encaminhamento a cursos ou programas de orientação; 
(Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento 
especializado; (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
V - advertência. (Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
Parágrafo único. As medidas previstas neste artigo serão aplicadas 
pelo Conselho Tutelar, sem prejuízo de outras providências legais. 
(Incluído pela Lei nº 13.010, de 2014) 
Capítulo IV 
Do Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, 
visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o 
exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-
se-lhes: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na 
escola; II - direito de ser respeitadopor seus educadores; 
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer 
às instâncias escolares superiores; 
IV - direito de organização e participação em entidades 
estudantis; 
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua 
residência. Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter 
ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição 
das propostas educacionais. 
85 
 
 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao 
adolescente: 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os 
que a ele não tiveram acesso na idade própria; 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao 
ensino médio; 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de 
deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a 
cinco anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e 
da criação artística, segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições 
do adolescente trabalhador; 
VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas 
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação 
e assistência à saúde. 
 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público 
subjetivo. 
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder 
público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da 
autoridade competente. 
86 
 
 
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no 
ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou 
responsável, pela frequência à escola. 
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular 
seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. 
Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino 
fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: 
I - maus-tratos envolvendo seus alunos; 
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, 
esgotados os recursos escolares; 
III - elevados níveis de repetência. 
Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e 
novas propostas relativas a calendário, seriação, currículo, 
metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de crianças 
e adolescentes excluídos do ensino fundamental obrigatório. 
Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores 
culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança 
e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o 
acesso às fontes de cultura. 
Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, 
estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para 
programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a 
infância e a juventude. 
 
 
 
87 
 
 
Capítulo V 
Do Direito à Profissionalização e à Proteção no 
Trabalho 
 
Art. 60. É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze 
anos de idade, salvo na condição de aprendiz. 
Art. 61. A proteção ao trabalho dos adolescentes é regulada por 
legislação especial, sem prejuízo do disposto nesta Lei. 
Art. 62. Considera-se aprendizagem a formação técnico-
profissional ministrada segundo as diretrizes e bases da legislação 
de educação em vigor. 
Art. 63. A formação técnico-profissional obedecerá aos 
seguintes princípios: 
I - garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino 
regular; 
II - atividade compatível com o desenvolvimento do 
adolescente; 
III - horário especial para o exercício das atividades. 
Art. 64. Ao adolescente até quatorze anos de idade é 
assegurada bolsa de aprendizagem. 
Art. 65. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são 
assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários. 
Art. 66. Ao adolescente portador de deficiência é assegurado 
trabalho protegido. 
88 
 
 
Art. 67. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime 
familiar de trabalho, aluno de escola técnica, assistido em entidade 
governamental ou não-governamental, é vedado trabalho: 
I - noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e 
as cinco horas do dia seguinte; 
II - perigoso, insalubre ou penoso; 
III - realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu 
desenvolvimento físico, psíquico, moral e social; 
IV - realizado em horários e locais que não permitam a 
frequência à escola. 
Art. 68. O programa social que tenha por base o trabalho 
educativo, sob responsabilidade de entidade governamental ou não-
governamental sem fins lucrativos, deverá assegurar ao adolescente 
que dele participe condições de capacitação para o exercício de 
atividade regular remunerada. 
§ 1º Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em 
que as exigências pedagógicas relativas ao desenvolvimento pessoal 
e social do educando prevalecem sobre o aspecto produtivo. 
§ 2º A remuneração que o adolescente recebe pelo trabalho 
efetuado ou a participação na venda dos produtos de seu trabalho 
não desfigura o caráter educativo. 
Art. 69. O adolescente tem direito à profissionalização e à 
proteção no trabalho, observados os seguintes aspectos, entre 
outros: 
I - respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento; 
II - capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho. 
89 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ECA 
(Título I e capítulos 1 e 2) 
Proteção integral e 
direitos à criança e 
ao adolescente. 
Pessoas até 12 anos (crianças); 
Pessoas entre 12 e 18 anos 
(adolescentes). 
Dever da família, 
comunidade e 
sociedade assegurar 
efetivação de direitos. 
Políticas sociais 
públicas para 
nascimento e 
desenvolvimento em 
condições dignas. 
Dever do poder 
público fornecer 
tecnologias assistivas. 
Formação específica 
de profissionais 
atuantes na 1ª infância 
Casos ou suspeitas de maus tratos 
serão obrigatoriamente 
comunicados ao conselho tutelar. 
Promoção de programas de 
assistência médica e 
odontológica pelo SUS (crianças, 
adolescentes e gestantes). 
Direito à liberdade, 
respeito e dignidade 
(garantido na C.F) 
Direito a ser educado 
sem castigo físico ou 
tratamento cruel ou 
degradante. 
Sujeitos à medidas e 
sanções cabíveis os 
executores de tais 
atos. 
90 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ECA 
(Capítulos 3 e 4) 
Direito de acesso à escola pública 
e gratuita: 
- creche e pré-escola (0 a 5 anos); 
- ensino fundamental; 
- ensino médio; 
- AEE conforme necessidade. 
Pais ou responsáveis 
são obrigados a 
realizar a matrícula. 
Dirigentes de estabelecimentos 
de ensino devem comunicar ao 
CT: 
- maus tratos ao alunos; 
- faltas injustificadas e evasão 
escolar; 
- elevados níveis de repetência 
Respeito aos valores 
culturais, artísticos e 
históricos da criança e 
do adolescente. 
Destinação de recursos para 
esporte, cultura e lazer, por 
parte dos municípios com 
apoio dos estados e da União. 
Proibido trabalho a 
menores de 14 anos 
(salvo na condição de 
aprendiz) 
Formação técnico-profissional 
que obedece às diretrizes e 
bases da legislação 
educacional vigente. 
- Frequência obrigatória no ensino 
regular; 
- Atividade compatível; 
- Horário especial; 
- Bolsa de aprendiz (- 14 anos) 
- Direitos previdenciários (+ 14 anos) 
Condições de 
capacitação para 
exercício de atividade 
regular remunerada. 
91 
 
 
PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – PCN’s 
 Os Parâmetros Curriculares Nacionais da educação, criados 
em 1997, constituem um referencial de qualidade para a educação 
no Ensino Fundamental no Brasil. A principal função deste 
documento é a de orientar e garantir a coerência dos investimentos 
no sistema educacional, através da socialização de discussões, 
pesquisas e recomendações. 
 Trata-se de uma proposta flexível a ser concretizada a partir de 
decisões regionais e locais sobre o currículo e programasde 
transformação da realidade educacional empreendidas pelas 
autoridades governamentais, escolar e professores. Pode ser 
considerado por essa descrição como o ponto de partida para o 
trabalho docente e pedagógico, que irá nortear as atividades 
realizadas em ambiente educacional. 
 O conjunto de proposições expressas neste documento 
correspondem à necessidade de referenciais para organização do 
sistema educacional do país, garantindo assim que, respeitadas as 
diversidades culturais, regionais, étnicas, religiosas, e políticas, a 
educação possa ter papel decisivo no processo de construção da 
cidadania, pensando o desenvolvimento e crescimento da cidadania, 
baseado nos princípios democráticos. 
 Apesar de apresentar estrutura curricular completa como base, 
os PCN’s são considerados abertos e flexíveis, pois precisam de 
constantes adaptações para a construção do currículo de cada 
secretaria ou escola, assim como as práticas docentes também são 
fatores importantes para a elaboração do currículo pois estas se 
encarregam de conduzir os alunos à aprendizagem. 
92 
 
 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais são conduzidos 
historicamente, ou seja, não são atemporais, por isso necessitam de 
revisões periódicas para que estejam sempre em consonância com 
a realidade social, esse processo de revisão e avaliação é realizado 
pelo Ministério da Educação (MEC). 
Os PCN’s surgem a partir da necessidade de uma proposta 
educacional com vistas à qualidade de formação que deve ser 
oferecida aos estudantes e que enfatize a importância da 
participação construtiva deste durante todo o processo, assim como 
a intervenção do professor para que a organização de conteúdo, 
desenvolvimento e aprendizagem se efetuem de maneira plena. 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais se estruturam por ciclos, 
visando a compensação da pressão do tempo inerente à instituição 
escola. Dessa forma, os conteúdos são distribuídos de forma mais 
adequada, isso também favorece uma apresentação dos conteúdos 
menos parcelada de conhecimento e facilita a aproximação 
sucessiva necessária dos alunos com os saberes que devem ser 
transmitidos. 
A adoção do sistema de ciclos, permite maior flexibilidade e 
maior possibilidade de trabalho com as diferenças, proporcionando 
coerência com os fundamentos psicopedagógicos, com a concepção 
de conhecimentos e com a função da escola. 
Considerando-se que 2 ou 3 anos pertencem a um único ciclo, 
apesar da organização do tempo escolar em anos letivos, é possível 
definir objetivos e práticas educativas que possibilitam aos alunos a 
progressão continuada na concretização das metas de cada ciclo. 
93 
 
 
Os PCN’s estão organizados em ciclos de 2 anos, dessa forma, 
o primeiro ciclo se refere 1ª e 2ª série, o segundo ciclo se refere à 3ª 
e 4ª série, e assim sucessivamente para as outras 4 séries. 
Os temas transversais constituem uma representação ampla e 
plural dos campos de conhecimento e de cultura de cada época, e a 
aquisição desses conhecimentos contribui para atingir os objetivos 
gerais da aprendizagem. Os temas transversais integram uma série 
de conhecimentos de diferentes disciplinas, permeando concepções, 
objetivos, conteúdos e orientações didáticas. 
Os conteúdos priorizam uma visão onde os conteúdos 
curriculares não sejam vistos como um fim em si mesmos, e sim 
como uma meio pelo qual os alunos desenvolvam suas capacidades, 
afim de produzir e usufruir de bens culturais, sociais e econômicos. 
Eles são organizados em blocos ou organizações temáticas que 
visam explicitar os objetos de estudo essenciais à aprendizagem, 
estes não são estruturados como a bncc. 
Em relação à avaliação dos Parâmetros Nacionais 
Curriculares, esta vai além da concepção tradicional, focada no 
controle externo de resultados baseados em notas, sendo 
compreendida como parte integrante e intrínseca do processo 
educacional. 
 
 
 
 
 
94 
 
 
 
 
 
 
PCN’s 
Referencial para a 
formação educacional 
no Brasil. 
Uso não 
obrigatório. 
Aberto e flexível. 
Prioriza a valorização 
das especificidades 
culturais e regionais. 
Organizado em 
ciclos. 
Não se configura 
como um modelo 
curricular tradicional. 
Utilizado como subsídio 
para elaboração e 
adaptação de 
currículos. 
Avaliação 
contínua e 
sistemática. 
Conteúdos 
considerados como 
meios para o 
desenvolvimento 
completo do aluno. 
Temas transversais: 
- Pluralidade cultural; 
- Ética; 
- Meio ambiente; 
- Saúde; 
- Orientação sexual. 
95 
 
 
REFERENCIAL CURRICULAR NACIONAL PARA A EDUCAÇÃO 
INFANTIL – RCNEI 
 Criado em 1998, o Referencial Curricular Nacional para a 
Educação Infantil (RCNEI), constitui-se como um conjunto de 
referências e orientações pedagógicas que buscam contribuir para 
uma melhor organização e implementação de práticas educativas 
com vistas a promover e ampliar a qualidade da educação para a 
criação da cidadania nas crianças brasileiras. 
 Na época de sua criação representou um grande avanço nas 
legislações educacionais, mas atualmente é considerado um 
documento desatualizado de acordo com as novas concepções dos 
princípios educacionais, pois este considerava a criança como um 
sujeito respondente aos estímulos dos adultos, não em sua 
individualidade, sendo o adulto nesse caso visto como o detentor do 
conhecimento e a criança um receptáculo. 
 O RCNEI é uma proposta aberta e flexível de caráter não 
obrigatório, este visa estruturação de propostas educacionais que 
visem as especificidades de cada região do Brasil. O documento 
apresenta os principais documentos políticos para a educação 
(Constituição Federal, Lei de Diretrizes e Bases) e se refere à 
incorporação da “Educação Infantil no sistema educacional regular” 
por parte do MEC. 
 O principal objetivo desse documento é fornecer aos 
profissionais da educação, orientações quanto ao que deve ser 
ensinado na Educação Infantil, sua não obrigatoriedade, favorece o 
diálogo entre outros documentos oficiais e as propostas e currículos 
que são construídas visando as especificidades de cada instituição, 
podendo ser remodelado conforme a necessidade. 
96 
 
 
 O referencial define a Educação Infantil como “A primeira etapa 
da educação básica, tendo como finalidade o desenvolvimento 
integral da criança até 5 anos, em seus aspectos físico, psicológico, 
intelectual e social complementando a ação da família e da 
comunidade”. (LDB título V, cap. II, seção II, art. 29). 
 O documento se apoia em uma organização por idades 
*crianças de 0 a 3 anos e de 4 a 6 anos), utilizando de dois âmbitos 
de experiência (Formação pessoal e social e Conhecimento de 
mundo). Esses âmbitos são constituídos pelos seguintes eixos de 
trabalho: Identidade e autonomia, movimento, artes visuais, música, 
linguagem oral e escrita, natureza e sociedade, e matemática. Esses 
eixos estão embasados nos seguintes princípios: 
 • o respeito à dignidade e aos direitos das crianças, 
consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, 
culturais, étnicas, religiosas etc.; 
 • o direito das crianças a brincar, como forma particular de 
expressão, pensamento, interação e comunicação infantil; 
 • o acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis, 
ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à 
expressão, à comunicação, à interação social, ao pensamento, à 
ética e à estética; 
 • a socialização das crianças por meio de sua participação e 
inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação 
de espécie alguma; 
 • o atendimento aos cuidados essenciais associados à 
sobrevivência e ao desenvolvimento de sua identidade. 
 
97 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RCNEI 
Conjunto de 
referências e 
orientações 
pedagógicas para a 
educação infantil 
Proposta aberta e 
flexível de caráter não 
obrigatório. 
Objetivos: 
- Orientar os 
profissionaisde E.I 
quanto ao que deve 
ser ensinado; 
-Favorecer o diálogo 
com as propostas de 
currículo de cada 
instituição. 
Âmbitos de 
experiência: 
- Formação pessoal e 
social; 
- Conhecimento de 
mundo. 
Eixos de trabalho: 
- Identidade e autonomia; 
- Movimento; 
- Artes visuais; 
- Música; 
- Linguagem oral e escrita; 
- Natureza e sociedade; 
-Matemática 
98 
 
 
DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO 
BÁSICA – DCN’s 
 As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, 
foram criadas em 2009, visando estabelecer bases comuns nacionais 
para a educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, bem 
como para as modalidades que estes possam apresentar. De acordo 
com as diretrizes o sentido adotado neste parecer se formula a partir 
da Resolução do Conselho Nacional de Educação CNE/CEB nº 2/98 
que as delimita como “conjunto de definições doutrinárias sobre 
princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica (…) 
que orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino, na 
organização, na articulação, no desenvolvimento e na avaliação de 
suas propostas pedagógicas.” 
 As DCN’s se fundamentam na proposta da Lei de Diretrizes e 
Bases (LDB), que apresenta a incumbência da União “estabelecer, 
em colaboração com os estados, DF, e os municípios, competências 
e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o 
Ensino Médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos 
mínimos, de modo a assegurar a formação básica comum”. 
 Com base nisso, entende-se que estas diretrizes tem como 
principais objetivos: 
 I – sistematizar os princípios e diretrizes gerais da Educação 
Básica contidos na Constituição, na LDB e demais dispositivos 
legais, traduzindo-os em orientações que contribuam para assegurar 
a formação básica comum nacional, tendo como foco os sujeitos que 
dão vida ao currículo e à escola; 8 
99 
 
 
 II – estimular a reflexão crítica e propositiva que deve subsidiar 
a formulação, execução e avaliação do projeto político-pedagógico 
da escola de Educação Básica; 
 III – orientar os cursos de formação inicial e continuada de 
profissionais – docentes, técnicos, funcionários – da Educação 
Básica, os sistemas educativos dos diferentes entes federados e as 
escolas que os integram, indistintamente da rede a que pertençam. 
 Nos pressupostos das DCN’s, estão explicitadas a importância 
do papel da escola na formação cidadã dos alunos, acolhendo 
diferentes tipos de saberes, manifestações culturais e diferentes 
óticas de entendimento da sociedade. Sendo o espaço escola 
tornado em um espaço de heterogeneidade e pluralidade. E também 
a importância da qualidade da educação, “O conceito de qualidade 
na escola, numa perspectiva ampla e basilar, remete a uma 
determinada ideia de qualidade de vida na sociedade e no planeta 
Terra. Inclui tanto a qualidade pedagógica quanto a qualidade 
política, uma vez que requer compromisso com a permanência do 
estudante na escola, com sucesso e valorização dos profissionais da 
educação.” (p. 21) 
 Para que seja alcançada essa qualidade pedagógica e política 
esta estabelece a necessidade de atendimento aos seguintes 
requisitos: 
 I – revisão das referências conceituais quanto aos diferentes 
espaços e tempos educativos, abrangendo espaços sociais na 
escola e fora dela; 
 II – consideração sobre a inclusão, a valorização das diferenças 
e o atendimento à pluralidade e à diversidade cultural, resgatando e 
100 
 
 
respeitando os direitos humanos, individuais e coletivos e as várias 
manifestações de cada comunidade; 
 III – foco no projeto político-pedagógico, no gosto pela 
aprendizagem, e na avaliação das aprendizagens como instrumento 
de contínua progressão dos estudantes; 
 IV – inter-relação entre organização do currículo, do trabalho 
pedagógico e da jornada de trabalho do professor, tendo como foco 
a aprendizagem do estudante; 
 V – preparação dos profissionais da educação, gestores, 
professores, especialistas, técnicos, monitores e outros; 
 VI – compatibilidade entre a proposta curricular e a 
infraestrutura entendida como espaço formativo dotado de efetiva 
disponibilidade de tempos para a sua utilização e acessibilidade; 
 VII – integração dos profissionais da educação, os estudantes, 
as famílias, os agentes da comunidade interessados na educação; 
 VIII – valorização dos profissionais da educação, com 
programa de formação continuada, critérios de acesso, permanência, 
remuneração compatível com a jornada de trabalho definida no 
projeto político-pedagógico; 
 IX – realização de parceria com órgãos, tais como os de 
assistência social, desenvolvimento e direitos humanos, cidadania, 
ciência e tecnologia, esporte, turismo, cultura e arte, saúde, meio 
ambiente. 
 As DCN’s também destacam a importância de uma 
organização curricular bem feita por parte das instituições de ensino, 
partindo do entendimento de que o currículo é o “conjunto de valores 
101 
 
 
e práticas que proporcionam a produção e a socialização de 
significados no espaço social e que contribuem, intensamente, para 
a construção de identidades sociais e culturais dos estudantes. E 
reitera-se que deve difundir os valores fundamentais do interesse 
social, dos direitos e deveres dos cidadãos, do respeito ao bem 
comum e à ordem democrática, bem como considerar as condições 
de escolaridade dos estudantes em cada estabelecimento, a 
orientação para o trabalho, a promoção de práticas educativas 
formais e não-formais.” (p.27) 
 Segundo o documento, a organização curricular deve se 
basear nas abordagens multidisciplinar, pluridisciplinar e 
interdisciplinar. E baseando-se na LDB, as diretrizes estabelecem 
que a elaboração do currículo escolar deve conter Base Nacional 
Comum + Parte diversificada. 
 A base nacional comum e a parte diversificada são 
organicamente articuladas de forma a apresentar as direções que 
devem tomar os projetos pedagógicos, possuindo como referência 
geral, que ao cuidar e educar a escola seja capaz de: 
 I – ampliar a compreensão sobre as relações entre o indivíduo, 
o trabalho, a sociedade e a espécie humana, seus limites e suas 
potencialidades, em outras palavras, sua identidade terrena; 
 II – adotar estratégias para que seja possível, ao longo da 
Educação Básica, desenvolver o letramento emocional, social e 
ecológico; o conhecimento científico pertinente aos diferentes 
tempos, espaços e sentidos; a compreensão do significado das 
ciências, das letras, das artes, do esporte e do lazer; 
102 
 
 
 III – ensinar a compreender o que é ciência, qual a sua história 
e a quem ela se destina; 
 IV – viver situações práticas a partir das quais seja possível 
perceber que não há uma única visão de mundo, portanto, um 
fenômeno, um problema, uma experiência podem ser descritos e 
analisados segundo diferentes perspectivas e correntes de 
pensamento, que variam no tempo, no espaço, na intencionalidade; 
 V – compreender os efeitos da “infoera”, sabendo que estes 
atuam, cada vez mais, na vida das crianças, dos adolescentes e 
adultos, para que se reconheçam, de um lado, os estudantes, de 
outro, os profissionais da educação e a família, mas reconhecendo 
que os recursos midiáticos devem permear todas as atividades de 
aprendizagem. 
 Sobre o Projeto Político Pedagógico - PPP, nomeado na LDB 
como proposta ou projeto pedagógico, este é descrito nas DCN’s 
como meio de viabilização de uma escola democrática e autônoma 
para todos, com qualidade social. Segundo o documento o PPP deve 
constituir-se de: 
 I – do diagnóstico da realidade concreta dos sujeitos do 
processo educativo, contextualizado no espaço e no tempo; 
 II – da concepção sobre educação, conhecimento, avaliação da 
aprendizagem e mobilidade escolar; 
 III – da definição de qualidade das aprendizagens e, por 
consequência, da escola, no contexto das desigualdades quenela se 
refletem; 
 IV – de acompanhamento sistemático dos resultados do 
processo de avaliação interna e externa (SAEB, Prova Brasil, dados 
103 
 
 
estatísticos resultantes das avaliações em rede nacional e outras; 
pesquisas sobre os sujeitos da Educação Básica), incluindo 
resultados que compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação 
Básica (IDEB) e/ou que complementem ou substituam os 
desenvolvidos pelas unidades da federação e outros; 
 V – da implantação dos programas de acompanhamento do 
acesso, de permanência dos estudantes e de superação da retenção 
escolar; 
 VI – da explicitação das bases que norteiam a organização do 
trabalho pedagógico tendo como foco os fundamentos da gestão 
democrática, compartilhada e participativa (órgãos colegiados, de 
representação estudantil e dos pais). 
 No que diz respeito à avaliação da educação básica, do ponto 
de vista teórico, muitas são suas formulações e no ambiente escolar 
ela compreende 3 dimensões básicas: 
 I – avaliação da aprendizagem; 
 II – avaliação institucional interna e externa; 
 III – avaliação de redes de Educação Básica. 
 No nível operacional, a avaliação tem como referências o 
conjunto de habilidades, conhecimentos, princípios e valores que os 
sujeitos projetam para si. 
 A avaliação institucional interna, também denominada 
autoavaliação institucional, é realizada anualmente, considerando as 
orientações contidas na regulamentação vigente para revisão do 
conjunto de objetivos e metas. 
104 
 
 
 A avaliação institucional externas, é promovida pelos órgãos 
superiores dos sistemas educacionais, incluindo pesquisas, provas, 
como o as do SAEB, Prova Brasil, ENEM e outras promovidas por 
sistemas de ensino de diferentes entes federativos, dados 
estatísticos, incluindo os resultados que compõem o Índice de 
Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e/ou que o 
complementem ou o substituem, e os decorrentes da supervisão e 
verificações in loco. 
 Tratando-se de formação continuada, as DCN’s a define como 
“Compromisso integrante do projeto social, político, e ético, local e 
nacional, que contribui para a consolidação de uma nação soberana, 
democrática, justa, inclusiva e capaz de promover a emancipação 
dos indivíduos e grupos sociais.” 
 
 Nesse sentido os sistemas educativos devem instituir em seu 
PPP, previsão: 
 I – de consolidação da identidade dos profissionais da educação, nas 
suas relações com a instituição escolar e com o estudante; 
 II – de criação de incentivos ao resgate da imagem social do 
professor, assim como da autonomia docente, tanto individual quanto 
coletiva; 
 III – de definição de indicadores de qualidade social da educação 
escolar, a fim de que as agências formadoras de profissionais da educação 
revejam os projetos dos cursos de formação inicial e continuada de 
docentes, de modo que correspondam às exigências de um projeto de 
Nação. 
 
105 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DCN’s 
(Educação Básica) 
Objetivos: 
- Orientar a formação 
docente (inicial e 
continuada); 
- Sistematizar princípios e 
diretrizes como foco no 
estudante; 
- Reflexão e propositiva do 
PPP. 
“Cuidar e educar” 
Etapas: 
- Educação infantil; 
- Ensino Fundamental; 
- Ensino médio. 
Operacionalização das 
DCN’s: 
- Formação docente; 
- Organização da escola; 
- PPP; 
- Sistema de avaliação; 
- Regimento escolar; 
- Gestão democrática; 
- Professor. 
- Documento normativo e 
obrigatório; 
- Inspira-se nos princípios 
constitucionais e da LDB; 
- Reforça o texto da LDB 
quanto aos currículos com 
parte comum + parte 
diversificada 
 
PPP: 
- Relação estado-escola-
família; 
- Considera relevante a 
realidade da comunidade 
escolar; 
- Viabiliza a gestão 
democrática; 
- Prioriza a qualidade da 
educação, programas de 
políticas públicas, 
acompanhamento 
sistemático, bases para o 
trabalho. 
Avaliação: 
- Da aprendizageml; 
- Institucional interna e 
externa; 
- Das redes da 
educação básica. 
Centralidade ne 
estudante e na 
aprendizagem 
106 
 
 
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR – BNCC 
 A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento 
de caráter normativo que apresenta para a educação básica um 
conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais, que 
definem o que todos os alunos devem desenvolver no decorrer das 
etapas e modalidades da educação básica, sem que deixem de ser 
assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em 
conformidade com o Plano Nacional de Educação (PNE). 
 Criada em agosto de 2018 e orientada pelos princípios éticos, 
políticos e estéticos definidos pelas Diretrizes Curriculares Nacionais 
da Educação Básica (DCN’s), a Base vem para somar aos propósitos 
principais de direcionamento da educação brasileira de formação 
humana integral e construção de uma sociedade mais justa, 
democrática e inclusiva. 
 Apesar de ser considerada recente, a BNCC passou por 
diversas adequações e mudanças nos últimos 30 anos, até chegar a 
estar como conhecemos hoje, vejamos um histórico de 
acontecimentos importantes na elaboração da base: 
- 1988: É promulgada a Constituição da República Federativa do 
Brasil que prevê, em seu Artigo 210, a Base Nacional Comum 
Curricular. Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino 
fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e 
respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. 
- 1996: É aprovada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 
(LDBEN), Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que em seu Artigo 
26, regulamenta uma base nacional comum para a Educação Básica. 
107 
 
 
- 1997 a 2000: São consolidados, em dez (10) volumes, os 
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) para o Ensino 
Fundamental, do 1º ao 5º ano (1997); São consolidados, em dez (10) 
volumes, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) para o 
Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano (1998); São lançados os 
Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM) 
(2000). 
- 2008 a 2012: é instituído o Programa Currículo em Movimento para 
educação básica (2008); Realização da CONAE, falando a respeito 
da necessidade da BNCC como parte de um PNE (2010); Definição 
das DCN’s da educação básica (2010); Instituição do Pacto Nacional 
pela Alfabetização da Idade Certa (PNAIC) (2012). 
- 2014 A 2016: Regulamentado o Plano Nacional de Educação 
(PNE), com vigência de 10 (dez) anos. O Plano tem 20 metas para a 
melhoria da qualidade da Educação Básica e 4 (quatro) delas falam 
sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNC). (2014); Seminário 
Interinstitucional para elaboração da BNCC; Disponibilizada 1ª 
versão da BNCC. (2015); Disponibilizada 2ª versão da BNCC. (2016). 
- 2017 a 2018: CNE apresenta a RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 2, DE 22 
DE DEZEMBRO DE 2017 que institui e orienta a implantação da 
Base Nacional Comum Curricular; Em 06 de março de 2018, 
educadores do Brasil inteiro se debruçaram sobre a Base Nacional 
Comum Curricular, com foco na parte homologada do documento, 
correspondente às etapas da Educação Infantil e Ensino 
Fundamental, com o objetivo de compreender sua implementação e 
impactos na educação básica brasileira. 
Fonte: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/historico/ 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/historico/
108 
 
 
 A BNCC atualmente é referência nacional na formulação de 
currículos nos sistemas educacionais dos Estados, Distrito Federal e 
Municípios, assim como para as propostas pedagógicas, além de 
contribuir para o alinhamento de diversas políticas e ações em âmbito 
federal, estadual e municipal. 
 Na educação básica, as aprendizagens definidas pela BNCC 
devem garantir que se assegurem aos estudantes o desenvolvimento 
de dez competências gerais, que são definidas como a 
“mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), 
habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais),atitudes e 
valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do 
pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.” (BRASIL, 
2018). 
 Vejamos abaixo as competências estabelecidas pela BNCC 
para a educação básica, lembrando que elas inter-relacionam-se e 
desdobram-se nas disposições didáticas propostas para as três 
etapas da educação básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental 
e Ensino Médio). 
COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA 
 
 1 - Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente 
construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para 
entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar 
para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 
 2 - Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem 
própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise 
crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar 
e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções 
109 
 
 
(inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes 
áreas. 
 3 - Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e 
culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas 
diversificadas da produção artístico-cultural. 
 4 - Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, 
como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como 
conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para 
se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e 
sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem 
ao entendimento mútuo. 
 5 - Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de 
informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e 
ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se 
comunicar, acessar e disseminar informações, produzir 
conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria 
na vida pessoal e coletiva. 
 6 - Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e 
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem 
entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas 
alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com 
liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 
 7 - Argumentar com base em fatos, dados e informações 
confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista 
e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, 
a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito 
110 
 
 
local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao 
cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 
 8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e 
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e 
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e 
capacidade para lidar com elas. 
 9 - Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a 
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro 
e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da 
diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, 
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de 
qualquer natureza. 
 10 - Agir pessoal e coletivamente com autonomia, 
responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando 
decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, 
sustentáveis e solidários. 
 
MARCOS LEGAIS QUE EMBASAM A BNCC 
- Constituição Federal de 1988: Em seu artigo 210, o texto 
constitucional reconhece que é necessário que sejam “fixados 
conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a 
assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e 
artísticos, nacionais e regionais” (BRASIL, 1988). 
- Lei de Diretrizes e Bases: Afirma no Inciso IV do Artigo 9º, que 
cabe à União “estabelecer, em colaboração com os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a 
Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, que 
111 
 
 
nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a 
assegurar formação básica comum (BRASIL, 1996). E no Artigo 26 
“os currículos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do 
Ensino Médio devem ter base nacional comum, a ser 
complementada, em cada sistema de ensino e em cada 
estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas 
características regionais e locais da sociedade, da cultura, da 
economia e dos educandos (BRASIL, 1996). 
- Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN’s): Artigo 14 “Define 
Base nacional comum como conhecimentos, saberes e valores 
produzidos culturalmente, expressos nas políticas publicas e que são 
gerados nas instituições produtoras do conhecimento cientifico e 
tecnológico. ( . . . )” 
- Plano Nacional de Educação (PNE): Reitera a necessidade de se 
“estabelecer e implantar, mediante pactuação interfederativa [União, 
Estados, Distrito Federal e Municípios], diretrizes pedagógicas para 
a educação básica e a base nacional comum dos currículos, com 
direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos(as) 
alunos(as) para cada ano do Ensino Fundamental e Médio, 
respeitadas as diversidades regional, estadual e local (BRASIL, 
2014). Traduzido nas metas 2, 3 e 7. 
 
 Em seu contexto, a BNCC afirma categoricamente o seu 
compromisso com a educação integral, reconhecendo que a 
educação básica deve visar à formação e ao desenvolvimento 
humano global, que implica a compreensão da complexidade do 
desenvolvimento humano integral, rompendo com visões 
reducionistas que prezam apenas ou a dimensão intelectual 
112 
 
 
(cognitiva) ou a dimensão afetiva. Isso implica adotar uma visão 
plural da educação e singular e integral dos estudantes, 
considerando-os sujeitos de aprendizagem. 
 A BNCC em relação aos currículos, apresentam uma relação 
complementar de forma a assegurar as aprendizagens essenciais, 
visto que essas aprendizagens necessitam da materialização de um 
conjunto de decisões que caracterizam o currículo em ação para 
serem concretizadas. Através dessas decisões as proposições da 
BNCC devem ser adequadas às realidades locais das instituições de 
ensino, bem como às especificidades dos alunos. Tais decisões são 
referenciadas na BNCC, entre outras ações, a: 
 contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, 
identificando estratégias para apresentá-los, representá-los, 
exemplificá-los, conectá-los e torná-los significativos, com base na 
realidade do lugar e do tempo nos quais as aprendizagens estão 
situadas; 
 decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos 
componentes curriculares e fortalecer a competência pedagógica das 
equipes escolares para adotar estratégias mais dinâmicas, 
interativas e colaborativas em relação à gestão do ensino e da 
aprendizagem; 
 selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógicas 
diversificadas, recorrendo a ritmos diferenciados e a conteúdos 
complementares, se necessário, para trabalhar com as necessidades 
de diferentes grupos de alunos, suas famílias e cultura de origem, 
suas comunidades, seus grupos de socialização etc.; 
113 
 
 
 conceber e pôr em prática situações e procedimentos para motivar e 
engajar os alunos nas aprendizagens; 
 construir e aplicar procedimentos de avaliação formativa de processo 
ou de resultado que levem em conta os contextos e as condições de 
aprendizagem, tomando tais registros como referência para melhorar 
o desempenho da escola, dos professores e dos alunos; 
 selecionar, produzir, aplicar e avaliar recursos didáticos e 
tecnológicos para apoiar o processo de ensinar e aprender; 
 criar e disponibilizar materiais de orientação para os professores, 
bem como manter processos permanentes de formação docente que 
possibilitem contínuo aperfeiçoamento dos processos de ensino eaprendizagem; 
 manter processos contínuos de aprendizagem sobre gestão 
pedagógica e curricular para os demais educadores, no âmbito das 
escolas e sistemas de ensino. 
 
 Quanto à organização das ações realizadas entre a BNCC e o 
currículo, estes podem ser entendidos conforme o esquema abaixo: 
114 
 
 
 
 
115 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BNCC 
(Educação Básica) 
Documento 
obrigatório de 
caráter normativo. 
Define o que todos os 
alunos devem 
desenvolver no decorrer 
das etapas e 
modalidades da 
educação básica 
Referência nacional na 
formulação de currículos 
nos sistemas educacionais 
dos Estados, Distrito 
Federal e Municípios 
Marcos legais: 
- C.F 1988; 
- LDB 1996; 
- DCN’s; 
- PNE. 
- Assume compromisso 
com a educação 
integral; 
- Foca no 
desenvolvimento de 
competências. 
Adota uma visão plural 
da educação, 
valorizando uma 
educação singular e 
considerando os alunos 
sujeitos de 
É um documento que 
orienta a criação de 
currículos em regime de 
colaboração. 
Os currículos devem 
adequar a BNCC à 
realidade subjetiva de 
cada instituição. 
116 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BNCC 
(Competências gerais) 
1- Conhecimentos 
históricos 
2- Investigação, 
reflexão e análise. 
3- Arte e cultura 
4- Diferentes 
linguagens 
5- Tecnologias 
digitais de 
informação 
6- Trabalho e 
cidadania 
7- Argumentação 
8- Conhecer-se e 
apreciar-se 
9- Empatia 
diálogo e 
resolução de 
conflitos 
10- Tomada de 
decisões 
117 
 
 
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO 
INFANTIL 
 A Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica, e 
também considerada o primeiro fundamento do processo 
educacional, esta tem como objetivo ampliar o universo de 
experiências, conhecimentos e habilidades das crianças, atuando de 
forma complementar à educação familiar e incentivando novas 
aprendizagens dentro dos campos de experiência estabelecidos. 
 A base institui que por se tratar de crianças em fase de creche 
e pré-escola, é muito importante a relação de diálogo e 
compartilhamento de responsabilidades entre família e instituição de 
ensino, para além dessa relação, também é apresentado como 
essencial o trabalho com culturas plurais e expressão da diversidade 
cultural das famílias e da comunidades. 
 De marco legislativo anterior, o mais marcante para a Educação 
Infantil e do qual derivam muitos conceitos e alinhamentos da BNCC 
são as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil 
(DCNEI, 2009). Elas definem a criança como “sujeito histórico e de 
direitos, que, nas interações, relações e práticas cotidianas que 
vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, 
fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e 
constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura” 
(BRASIL, 2009). 
 A BNCC também estabelece que os eixos estruturantes das 
práticas pedagógicas da Educação Infantil são as interações e a 
brincadeira, e tendo em vista esse eixos estruturantes e as 
competências gerais, a base propõe seis direitos de aprendizagem 
118 
 
 
e desenvolvimento, que asseguram condições que subsidiam a 
aprendizagem das crianças, são eles: 
1- Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e 
grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o 
conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura 
e às diferenças entre as pessoas. 
2- Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes 
espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e 
adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções 
culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua 
criatividade, suas experiências emocionais, corporais, 
sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais. 
3- Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do 
planejamento da gestão da escola e das atividades propostas 
pelo educador quanto da realização das atividades da vida 
cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais 
e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e 
elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando. 
4- Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, 
palavras, emoções, transformações, relacionamentos, 
histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, 
ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas 
modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia. 
5- Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas 
necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, 
descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de 
diferentes linguagens. 
119 
 
 
6- Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e 
cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus 
grupos de pertencimento, nas diversas experiências de 
cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na 
instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário 
Fonte: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#infantil 
 
 A BNCC também está estruturada em campos de experiência, 
dentro dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem e 
desenvolvimentos, estes campos de experiência constituem arranjo 
curricular que inclui situações e experiências concretas da vida 
cotidiana das crianças, juntando conhecimentos e patrimônio cultural, 
vejamos: 
 O eu, o outro e o nós – É na interação com os pares e com 
adultos que as crianças vão constituindo um modo próprio de agir, 
sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros modos de vida, 
pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Conforme vivem 
suas primeiras experiências sociais (na família, na instituição escolar, 
na coletividade), constroem percepções e questionamentos sobre si 
e sobre os outros, diferenciando-se e, simultaneamente, 
identificando- se como seres individuais e sociais. Ao mesmo tempo 
que participam de relações sociais e de cuidados pessoais, as 
crianças constroem sua autonomia e senso de autocuidado, de 
reciprocidade e de interdependência com o meio. Por sua vez, na 
Educação Infantil, é preciso criar oportunidades para que as crianças 
entrem em contato com outros grupos sociais e culturais, outros 
modos de vida, diferentes atitudes, técnicas e rituais de cuidados 
120 
 
 
pessoais e do grupo, costumes, celebrações e narrativas. Nessas 
experiências, elas podem ampliar o modo de perceber a si mesmas 
e ao outro, valorizar sua identidade, respeitar os outros e reconhecer 
as diferenças que nos constituem como seres humanos. 
 Corpo, gestos e movimentos – Com o corpo (por meio dos 
sentidos, gestos, movimentos impulsivos ou intencionais, 
coordenados ou espontâneos), as crianças, desde cedo, exploram o 
mundo, o espaço e os objetos do seu entorno, estabelecem relações, 
expressam-se, brincam e produzem conhecimentos sobre si, sobre o 
outro, sobre o universo social e cultural, tornando-se, 
progressivamente, conscientes dessa corporeidade. Por meio das 
diferentes linguagens, como a música, a dança, o teatro, as 
brincadeiras de faz de conta, elas se comunicam e se expressam no 
entrelaçamento entre corpo, emoção e linguagem. As crianças 
conhecem e reconhecem as sensações e funções de seu corpo e, 
com seus gestos e movimentos, identificam suas potencialidades e 
seus limites, desenvolvendo, ao mesmo tempo, a consciência sobre 
o que é seguro e o que pode ser um risco à sua integridade física. Na 
Educação Infantil, o corpo das crianças ganha centralidade, pois ele 
é o partícipe privilegiado das práticas pedagógicas de cuidado físico, 
orientadas para a emancipação e a liberdade, e não para a 
submissão. Assim, a instituição escolar precisa promover 
oportunidades ricas para que as crianças possam, sempre animadas 
pelo espírito lúdico e na interação com seus pares, explorar e 
vivenciar um amplo repertório de movimentos,gestos, olhares, sons 
e mímicas com o corpo, para descobrir variados modos de ocupação 
e uso do espaço com o corpo (tais como sentar com apoio, rastejar, 
121 
 
 
engatinhar, escorregar, caminhar apoiando-se em berços, mesas e 
cordas, saltar, escalar, equilibrar-se, correr, dar cambalhotas, 
alongar-se etc.). 
 Traços, sons, cores e formas – Conviver com diferentes 
manifestações artísticas, culturais e científicas, locais e universais, 
no cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças, por meio 
de experiências diversificadas, vivenciar diversas formas de 
expressão e linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, 
colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, 
entre outras. Com base nessas experiências, elas se expressam por 
várias linguagens, criando suas próprias produções artísticas ou 
culturais, exercitando a autoria (coletiva e individual) com sons, 
traços, gestos, danças, mímicas, encenações, canções, desenhos, 
modelagens, manipulação de diversos materiais e de recursos 
tecnológicos. Essas experiências contribuem para que, desde muito 
pequenas, as crianças desenvolvam senso estético e crítico, o 
conhecimento de si mesmas, dos outros e da realidade que as cerca. 
Portanto, a Educação Infantil precisa promover a participação das 
crianças em tempos e espaços para a produção, manifestação e 
apreciação artística, de modo a favorecer o desenvolvimento da 
sensibilidade, da criatividade e da expressão pessoal das crianças, 
permitindo que se apropriem e reconfigurem, permanentemente, a 
cultura e potencializem suas singularidades, ao ampliar repertórios e 
interpretar suas experiências e vivências artísticas. 
 Escuta, fala, pensamento e imaginação – Desde o 
nascimento, as crianças participam de situações comunicativas 
cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As primeiras 
122 
 
 
formas de interação do bebê são os movimentos do seu corpo, o 
olhar, a postura corporal, o sorriso, o choro e outros recursos vocais, 
que ganham sentido com a interpretação do outro. 
Progressivamente, as crianças vão ampliando e enriquecendo seu 
vocabulário e demais recursos de expressão e de compreensão, 
apropriando-se da língua materna – que se torna, pouco a pouco, seu 
veículo privilegiado de interação. Na Educação Infantil, é importante 
promover experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir, 
potencializando sua participação na cultura oral, pois é na escuta de 
histórias, na participação em conversas, nas descrições, nas 
narrativas elaboradas individualmente ou em grupo e nas 
implicações com as múltiplas linguagens que a criança se constitui 
ativamente como sujeito singular e pertencente a um grupo social. 
 Desde cedo, a criança manifesta curiosidade com relação à 
cultura escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ao observar 
os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunitário e 
escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita, 
reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, dos gêneros, 
suportes e portadores. Na Educação Infantil, a imersão na cultura 
escrita deve partir do que as crianças conhecem e das curiosidades 
que deixam transparecer. As experiências com a literatura infantil, 
propostas pelo educador, mediador entre os textos e as crianças, 
contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo 
à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo. Além 
disso, o contato com histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. 
propicia a familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, 
a diferenciação entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da 
123 
 
 
direção da escrita e as formas corretas de manipulação de livros. 
Nesse convívio com textos escritos, as crianças vão construindo 
hipóteses sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos 
e garatujas e, à medida que vão conhecendo letras, em escritas 
espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da compreensão 
da escrita como sistema de representação da língua. 
 Espaços, tempos, quantidades, relações e 
transformações – As crianças vivem inseridas em espaços e 
tempos de diferentes dimensões, em um mundo constituído de 
fenômenos naturais e socioculturais. Desde muito pequenas, elas 
procuram se situar em diversos espaços (rua, bairro, cidade etc.) e 
tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.). Demonstram 
também curiosidade sobre o mundo físico (seu próprio corpo, os 
fenômenos atmosféricos, os animais, as plantas, as transformações 
da natureza, os diferentes tipos de materiais e as possibilidades de 
sua manipulação etc.) e o mundo sociocultural (as relações de 
parentesco e sociais entre as pessoas que conhece; como vivem e 
em que trabalham essas pessoas; quais suas tradições e seus 
costumes; a diversidade entre elas etc.). Além disso, nessas 
experiências e em muitas outras, as crianças também se deparam, 
frequentemente, com conhecimentos matemáticos (contagem, 
ordenação, relações entre quantidades, dimensões, medidas, 
comparação de pesos e de comprimentos, avaliação de distâncias, 
reconhecimento de formas geométricas, conhecimento e 
reconhecimento de numerais cardinais e ordinais etc.) que 
igualmente aguçam a curiosidade. Portanto, a Educação Infantil 
precisa promover experiências nas quais as crianças possam fazer 
124 
 
 
observações, manipular objetos, investigar e explorar seu entorno, 
levantar hipóteses e consultar fontes de informação para buscar 
respostas às suas curiosidades e indagações. Assim, a instituição 
escolar está criando oportunidades para que as crianças ampliem 
seus conhecimentos do mundo físico e sociocultural e possam utilizá-
los em seu cotidiano. 
Fonte: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#infantil/os-
campos-de-experiencias 
 
 Os campos de experiência propões objetivos de aprendizagem 
de acordo com as especificidades dos alunos por faixa etária, esses 
grupos estão sequenciados em três grupos por faixa etária, são eles: 
- Bebês (0 a 1 anos e 6 meses); 
- Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses); 
- Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses). 
 
 De acordo com a BNCC é importante também observar e 
registrar o percurso da aprendizagem de todos os alunos 
individualmente e como um grupo, criando registros diversos das 
experiências vividas pelas crianças na escola, como forma de 
demonstração à família e de revisitação dos momentos pelos alunos. 
 
 
 
 
125 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BNCC 
(Educação Infantil) 
Primeiros 
fundamentos para 
o processo 
educacional. 
- Ampliação do universo de 
experiências; 
- Essencial relação de 
diálogo e 
compartilhamento entre 
família e instituição de 
ensino; 
- Trabalho com culturas 
plurais e expressão da 
diversidade; 
- A criança como sujeito 
histórico e de direitos. 
Eixos estruturantes: 
- As interações; 
- A brincadeira. 
Direitos de 
aprendizagem: 
1 - Conviver; 
2 - Brincar; 
3 - Participar; 
4 - Explorar; 
5 - Expressar; 
6 - Conhecer-se 
Campos de experiência: 
1 – O eu, o outro e o nós ; 
2 – Corpo, gestos e 
movimentos; 
3 – Traços, sons, cores e 
formas; 
4 – Escuta, fala, 
pensamento e 
imaginação; 
5 – Espaços, tempos, 
quantidades, relações e 
transformações. 
Faixas etárias: 
- Bebês (0 – 1 anos e 6 
meses); 
- Crianças bem pequenas (1 
anos e 7 meses – 3 anos e 11 
meses); 
- Crianças pequenas (4 anos 
– 5 anos e 11 meses). 
Avaliação e 
registros do 
percurso individual 
e do grupo na E.I. 
126 
 
 
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR NO CONTEXTO DA 
EDUCAÇÃO BÁSICA 
O Ensino Fundamental é a etapa mais longa da educação básica, 
tendo 9 anos de duração e atendendo alunos entre 6 e 14 anos, 
dividida em anos iniciais (1º ao º ano) e anos finais (6º ao 9º ano), se 
tratando de uma etapa diversificada tanto em faixas etárias, quando 
aspectosde desenvolvimento, todos esses aspectos impõem 
desafios à elaboração de currículos nessa etapa de escolarização. 
De acordo com o que destacam as DCN’s o desenvolvimento das 
habilidades e da autonomia dos alunos, acontece através da 
interação com o espaço, a relação com múltiplas linguagens e uso 
social da escrita e da matemática, permitindo a participação no 
mundo letrado e construção de novas aprendizagens. 
Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o foco deve ser a 
alfabetização, proporcionando aos alunos amplas oportunidades de 
apropriação do sistema de escrita alfabética, como aponta o Parecer 
CNE/CEB nº 11/2010, “os conteúdos dos diversos componentes 
curriculares [...], ao descortinarem às crianças o conhecimento do 
mundo por meio de novos olhares, lhes oferecem oportunidades de 
exercitar a leitura e a escrita de um modo mais significativo” (BRASIL, 
2010). 
Nos anos finais é importante retomar e ressignificar as 
aprendizagens dos anos iniciais no contexto das diferentes áreas, de 
modo a aprofundar a ampliar o repertório dos estudantes, além da 
importância de incentivo à autonomia e aquisição de valores morais 
e éticos. 
127 
 
 
A BNCC apresenta áreas de conhecimento que devem ser 
trabalhadas no ensino fundamental. A primeira é a Área de 
Linguagens, composta pelos seguintes componentes curriculares: 
Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e nos anos finais Língua 
Inglesa. Esses componentes devem garantir aos alunos o 
desenvolvimento de competências específicas. 
1. Compreender as linguagens como construção humana, histórica, 
social e cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e 
valorizando-as como formas de significação da realidade e 
expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais. 
2. Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, 
corporais e linguísticas) em diferentes campos da atividade humana 
para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de 
participação na vida social e colaborar para a construção de uma 
sociedade mais justa, democrática e inclusiva. 
3. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como 
Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, para se 
expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos 
em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao diálogo, à 
resolução de conflitos e à cooperação. 
4. Utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que 
respeitem o outro e promovam os direitos humanos, a consciência 
socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e 
global, atuando criticamente frente a questões do mundo 
contemporâneo. 
128 
 
 
5. Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as 
diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, 
inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da 
humanidade, bem como participar de práticas diversificadas, 
individuais e coletivas, da produção artístico-cultural, com respeito à 
diversidade de saberes, identidades e culturas. 
6. Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e 
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas 
diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar 
por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir 
conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos autorais 
e coletivos. 
 
 A área de Matemática é citada na BNCC como sendo 
necessária para todos os alunos da Educação Básica, por sua 
grande aplicabilidade na sociedade e potencialidade de formação 
cidadã. Além de não se restringir apenas à quantificação e cálculos, 
esta também é responsável pela criação de sistemas abstratos, 
organizar e inter-relacionar espaço, movimento, formas e números 
dos mais variados contextos. 
 A área de Matemática é composta pelos seguintes 
componentes curriculares: Aritmética, Álgebra, Geometria, 
Estatística e Probabilidade. De acordo com a BNCC (2017) “O Ensino 
Fundamental deve ter compromisso com o desenvolvimento 
do letramento matemático45, definido como as competências e 
habilidades de raciocinar, representar, comunicar e argumentar 
129 
 
 
matematicamente, de modo a favorecer o estabelecimento de 
conjecturas, a formulação e a resolução de problemas em uma 
variedade de contextos, utilizando conceitos, procedimentos, fatos e 
ferramentas matemáticas.” O componente curricular Matemática 
deve assegurar aos alunos as seguintes competências. 
1. Reconhecer que a Matemática é uma ciência humana, fruto das 
necessidades e preocupações de diferentes culturas, em diferentes 
momentos históricos, e é uma ciência viva, que contribui para 
solucionar problemas científicos e tecnológicos e para alicerçar 
descobertas e construções, inclusive com impactos no mundo do 
trabalho. 
2. Desenvolver o raciocínio lógico, o espírito de investigação e a 
capacidade de produzir argumentos convincentes, recorrendo aos 
conhecimentos matemáticos para compreender e atuar no mundo. 
3. Compreender as relações entre conceitos e procedimentos dos 
diferentes campos da Matemática (Aritmética, Álgebra, Geometria, 
Estatística e Probabilidade) e de outras áreas do conhecimento, 
sentindo segurança quanto à própria capacidade de construir e 
aplicar conhecimentos matemáticos, desenvolvendo a autoestima e 
a perseverança na busca de soluções. 
4. Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e 
qualitativos presentes nas práticas sociais e culturais, de modo a 
investigar, organizar, representar e comunicar informações 
relevantes, para interpretá-las e avaliá-las crítica e eticamente, 
produzindo argumentos convincentes. 
130 
 
 
5. Utilizar processos e ferramentas matemáticas, inclusive tecnologias 
digitais disponíveis, para modelar e resolver problemas cotidianos, 
sociais e de outras áreas de conhecimento, validando estratégias e 
resultados. 
6. Enfrentar situações-problema em múltiplos contextos, incluindo-se 
situações imaginadas, não diretamente relacionadas com o aspecto 
prático-utilitário, expressar suas respostas e sintetizar conclusões, 
utilizando diferentes registros e linguagens (gráficos, tabelas, 
esquemas, além de texto escrito na língua materna e outras 
linguagens para descrever algoritmos, como fluxogramas, e dados). 
7. Desenvolver e/ou discutir projetos que abordem, sobretudo, questões 
de urgência social, com base em princípios éticos, democráticos, 
sustentáveis e solidários, valorizando a diversidade de opiniões de 
indivíduos e de grupos sociais, sem preconceitos de qualquer 
natureza. 
8. Interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhando 
coletivamente no planejamento e desenvolvimento de pesquisas 
para responder a questionamentos e na busca de soluções para 
problemas, de modo a identificar aspectos consensuais ou não na 
discussão de uma determinada questão, respeitando o modo de 
pensar dos colegas e aprendendo com eles. 
 
 A área de Ciências da Natureza tem como objetivo o 
desenvolvimento do letramento científico, a forma com que os alunos 
desenvolvem a capacidade de compreender a interpretar o mundo 
(natural, social e tecnológico) e também de transformação através 
131 
 
 
dos processos científicos. As competências a serem desenvolvidas 
nessa área são as seguintes. 
1. Compreender as Ciências da Natureza como empreendimento 
humano, e o conhecimento científico como provisório, cultural e 
histórico. 
2. Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das 
Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e 
procedimentos da investigação científica, de modo a sentir 
segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, 
socioambientais e do mundo do trabalho, continuar aprendendo e 
colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e 
inclusiva. 
3. Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e 
processosrelativos ao mundo natural, social e tecnológico (incluindo 
o digital), como também as relações que se estabelecem entre eles, 
exercitando a curiosidade para fazer perguntas, buscar respostas e 
criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos 
das Ciências da Natureza. 
4. Avaliar aplicações e implicações políticas, socioambientais e 
culturais da ciência e de suas tecnologias para propor alternativas 
aos desafios do mundo contemporâneo, incluindo aqueles relativos 
ao mundo do trabalho. 
5. Construir argumentos com base em dados, evidências e informações 
confiáveis e negociar e defender ideias e pontos de vista que 
promovam a consciência socioambiental e o respeito a si próprio e 
132 
 
 
ao outro, acolhendo e valorizando a diversidade de indivíduos e de 
grupos sociais, sem preconceitos de qualquer natureza. 
6. Utilizar diferentes linguagens e tecnologias digitais de informação e 
comunicação para se comunicar, acessar e disseminar informações, 
produzir conhecimentos e resolver problemas das Ciências da 
Natureza de forma crítica, significativa, reflexiva e ética. 
7. Conhecer, apreciar e cuidar de si, do seu corpo e bem-estar, 
compreendendo-se na diversidade humana, fazendo-se respeitar e 
respeitando o outro, recorrendo aos conhecimentos das Ciências da 
Natureza e às suas tecnologias. 
8. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, 
responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, 
recorrendo aos conhecimentos das Ciências da Natureza para tomar 
decisões frente a questões científico-tecnológicas e socioambientais 
e a respeito da saúde individual e coletiva, com base em princípios 
éticos, democráticos, sustentáveis e solidários. 
 
 A área de Ciências Humanas, visa contribuir para o 
desenvolvimento das noções de tempo e espaço, partindo da ideia 
na qual se baseia o raciocínio espaço-temporal, em que o ser 
humano produz o espaço em que vive, apropriando-se dele em 
circunstâncias históricas. 
 O ensino das ciências humanas deve instigar uma atitude 
investigativa da realidade política, social e cultural, econômica e 
ambiental. A área de Ciências Humanas apresenta dois 
133 
 
 
componentes: Geografia e História, e as seguintes competências 
específicas. 
1. Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma 
a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural e 
promover os direitos humanos. 
2. Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técnico-científico-
informacional com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, 
considerando suas variações de significado no tempo e no espaço, 
para intervir em situações do cotidiano e se posicionar diante de 
problemas do mundo contemporâneo. 
3. Identificar, comparar e explicar a intervenção do ser humano na 
natureza e na sociedade, exercitando a curiosidade e propondo 
ideias e ações que contribuam para a transformação espacial, social 
e cultural, de modo a participar efetivamente das dinâmicas da vida 
social. 
4. Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação 
a si mesmo, aos outros e às diferentes culturas, com base nos 
instrumentos de investigação das Ciências Humanas, promovendo o 
acolhimento e a valorização da diversidade de indivíduos e de grupos 
sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem 
preconceitos de qualquer natureza. 
5. Comparar eventos ocorridos simultaneamente no mesmo espaço e 
em espaços variados, e eventos ocorridos em tempos diferentes no 
mesmo espaço e em espaços variados. 
134 
 
 
6. Construir argumentos, com base nos conhecimentos das Ciências 
Humanas, para negociar e defender ideias e opiniões que respeitem 
e promovam os direitos humanos e a consciência socioambiental, 
exercitando a responsabilidade e o protagonismo voltados para o 
bem comum e a construção de uma sociedade justa, democrática e 
inclusiva. 
7. Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes 
gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação 
no desenvolvimento do raciocínio espaço-temporal relacionado a 
localização, distância, direção, duração, simultaneidade, sucessão, 
ritmo e conexão. 
 
 A área de Ensino Religioso na Educação Básica, é estabelecida 
como componente curricular de oferta obrigatória, mas a matrícula é 
facultativa, cuja função educacional é a de assegurar o respeito à 
diversidade cultural religiosa, sem proselitismos e deve garantir aos 
alunos o desenvolvimento das seguintes competências específicas. 
1. Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes 
tradições/movimentos religiosos e filosofias de vida, a partir de 
pressupostos científicos, filosóficos, estéticos e éticos. 
2. Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e 
filosofias de vida, suas experiências e saberes, em diferentes 
tempos, espaços e territórios. 
3. Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, 
enquanto expressão de valor da vida. 
135 
 
 
4. Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, 
modos de ser e viver. 
5. Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da 
cultura, da política, da economia, da saúde, da ciência, da tecnologia 
e do meio ambiente. 
6. Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e 
práticas de intolerância, discriminação e violência de cunho religioso, 
de modo a assegurar os direitos humanos no constante exercício da 
cidadania e da cultura de paz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
136 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BNCC 
(Ensino Fundamental) 
- Anos Iniciais (1º ao 5º ano); 
- Anos finais (6º ao 9º anos). Primeiros anos 
devem ser focados 
em alfabetização. 
Articulação e 
ressignificação das 
experiência vividas 
na educação 
infantil. 
Diferentes áreas de 
conhecimento 
aprofundam e 
ampliar o repertório. 
Incentivo à autonomia 
e aquisição de valores 
morais e éticos. 
Áreas de conhecimento: 
- Linguagens; 
- Matemática; 
- Ciências da Natureza; 
- Ciências Humanas; 
- Ensino Religioso 
Propõe estímulo ao 
desenvolvimento 
de pensamento 
crítico e interativo, 
social e cultural. 
137 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
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American Political Science Review, v. 73, n. 3, p. 711-723, set. 
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histórica. In: FUNDAÇÃO KONRAD ADENAUER STIFTUNG. O 
federalismo na Alemanha: traduções. São Paulo: Centro de Estudos 
Konrad Adenauer Stiftung, 1995. p. 3-14. 
 
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do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. 
 
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Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. 
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nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : 
MEC/SEF, 1997. 
 
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Básica/ Ministério da Educação. Secretária de Educação Básica. 
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aprovada pelo CNE, novembro de 2017. Disponível em: 
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