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Enterobíase
Parasitologia Clínica
Características
• Nematódeo intestinal.
• Possui distribuição geográfica mundial.
• Incidência maior nas regiões de clima temperado.
• Reservatório - homem.
• Ciclo monoxênico.
• Conhecidos como “oxiúros”, “lombriga
intestinal pequena”.
Agente etiológico
• Gênero Enterobius.
• Apresentam sete espécies - parasitos de
animais.
• Enterobius vermicularis.
Morfologia
• Filiformes de cor branca – dimorfismo
sexual.
• Fêmea: 1 cm de comprimento, por 0,4 mm
de diâmetro.
• Cauda pontiaguda e longa.
• Vulva → curta vagina que comunica com
dois úteros→ oviduto e ovário.
Morfologia
• Macho: 5 mm de comprimento, por 0,2 mm
de diâmetro. Cauda fortemente recurvada –
espiralada, apresenta um único testículo.
• Ovos: 50 µm de comprimento por 20 µm de
largura. Formato de um D. Possui membrana
dupla, lisa e transparente. Ovo larvado.
Fonte: Neves, 2005.
Vermes Adultos
Fonte: https://www.cdc.gov/dpdx/enterobiasis/index.html
Verme Adulto
Fonte: https://www.cdc.gov/dpdx/enterobiasis/index.html
Ovos
Fonte: https://www.cdc.gov/dpdx/enterobiasis/index.html
Ovos
Fonte: https://www.cdc.gov/dpdx/enterobiasis/index.html
Habitat
• Intestino grosso - ceco e apêndice.
• Fêmeas com (5 a 16 mil ovos), são
encontradas na região perianal.
• Em mulheres, as vezes pode-se encontrar esse
parasito na vagina, útero e bexiga.
Habitat
Transmissão
• Heteroinfecção: quando ovos presentes na
poeira ou alimentos atingem novo
hospedeiro.
• Indireta: quando ovos presentes na poeira
ou alimentos atingem o mesmo hospedeiro
que os eliminou.
• Auto-infecção externa ou direta: quando
levam os ovos da região perianal a boca.
Transmissão
• Auto-infecção interna: larvas eclodem
dentro do reto e depois migram até o ceco,
transformando-se em vermes adultos.
• Retroinfecção: as larvas eclodem na região
perianal, penetram pelo ânus e migram pelo
intestino grosso chegando até o ceco, onde se
transformam em vermes adultos.
Período de incubação 
• O ciclo de vida do parasito dura de 2 a 6
semanas.
• A sintomatologia aparece quando existe um
número de vermes resultante de infestações
sucessivas, que ocorre alguns meses após a
infestação inicial.
Período de transmissibilidade 
• Dura enquanto as fêmeas grávidas expulsam
ovos na pele perianal, que permanecem
infectantes por 1 ou 2 semanas fora do
hospedeiro.
Manifestações Clínicas
• Assintomático.
• Prurido perianal, frequentemente noturno, que causa
irritabilidade, desassossego, desconforto e sono
intranquilo.
• Ato de coçar → escoriações → inflamações, infecções
secundárias, hemorragia.
• Vômitos, dores abdominais, tenesmo, e fezes
sanguinolentas.
• Outras manifestações: vulvovaginites, salpingites,
ooforite e granulomas pelvianos ou hepáticos.
Diagnóstico
• O prurido anal noturno e continuado pode
levar a uma suspeita.
• Exame parasitológico de fezes.
• O melhor método é o da fita adesiva
(transparente) ou método de Graham.
Epidemiologia
• Distribuição universal → afeta pessoas de todas
as classes sociais.
• É uma das helmintíases mais frequentes na
infância → incidente na idade escolar.
• Afeta mais de um membro na família.
• Não provoca quadros graves nem óbitos.
• Interfere no estado de humor dos infectados,
levando a baixo rendimento escolar.
Profilaxia
• Orientar a população quanto a hábitos de
higiene pessoal, particularmente o de lavar as
mãos antes das refeições, após o uso do
sanitário, após o ato de se coçar e antes da
manipulação de alimentos.
• Manter as unhas aparadas rente ao dedo, para
evitar acúmulo de material contaminado.
• Evitar coçar a região anal desnuda e levar as
mãos à boca.
Profilaxia
• Eliminar as fontes de infecção através do
tratamento do paciente e de todos os
membros da família.
• Troca de roupas de cama, de roupa interna e
toalhas de banho, diariamente, para evitar a
aquisição de novas infecções pelos ovos
depositados nos tecidos.
• Manter limpas as instalações sanitárias.
Tricuríase
Parasitologia Clínica
Características
• Distribuição cosmopolita.
• Estima-se que 800 milhões de pessoas estão
infectadas em todo o mundo.
• Prevalente em regiões clima quente e úmido.
• Relacionada a condições sanitárias precárias.
• Reservatório – homem.
• Crianças.
Agente etiológico
• Nematódeos, pertencentes a ordem
Trichurida, gênero Trichuris.
• Trichuris trichiura.
Morfologia
• Adultos: corpo cilíndrico e medem de 3 a 5
cm de comprimento.
• Metade anterior do corpo de diâmetro menor
que a posterior – “chicote”.
• Dimorfismo sexual.
• Macho é menor que a fêmea.
Morfologia
• Ovos: 50 – 55 µm de comprimento por 22
µm de largura.
• Formato elíptico.
• Opérculo nas extremidades.
Morfologia
Fonte: Neves, 2005.
Morfologia
Fonte: Neves, 2005.
Verme Adulto
Fonte: https://www.cdc.gov/dpdx/trichuriasis/index.html
Ovos
Fonte: https://www.cdc.gov/dpdx/trichuriasis/index.html
Ovos
Fonte: https://www.cdc.gov/dpdx/trichuriasis/index.html
Habitat
• Parasitos de intestino grosso → ceco e cólon
ascendente.
• Penetra na mucosa intestinal → se alimenta de
restos dos enterócitos
• Presença de sangue no esôfago de vermes
adultos.
• A porção posterior permanece exposta no lúmen
intestinal, facilitando a reprodução e a eliminação
dos ovos.
Habitat
Fonte: http://www.medical-labs.net/trichuris-trichiura-3228/
Ciclo Biológico
• A fêmea elimina de 3.000 a 20.000 ovos por dia.
• O embrião contido no ovo recém-eliminado se
desenvolve no ambiente para se tomar infectante.
• O período de desenvolvimento do ovo depende
das condições ambientais 13 – 21 dias.
• Se matem viável por vários meses – 12 meses.
• Vermes adultos vivem cerca 1 - 2 anos no
hospedeiro.
Transmissão
• Ingestão dos ovos – infectantes.
• Disseminação: vento, água, moscas.
Período de incubação 
• Tempo entre a infecção até a eliminação dos
ovos pelas fezes do hospedeiro, é de
aproximadamente 60-90 dias.
Manifestações Clínicas
• Gravidade: depende da carga
parasitária, idade, estado nutricional, e a
distribuição dos vermes adultos.
Manifestações Clínicas
• Assintomático.
• Sintomas leves/moderados: dores de cabeça,
dor epigástrica e no baixo abdômen, diarreia,
náusea e vômitos.
• Infecções intensas (crianças): podem causar
problemas gastrointestinais, dor abdominal,
diarreia com muco e sangue, anemia, prolapso
retal e possivelmente retardo de crescimento.
Manifestações Clínicas
Fonte: http://www.medical-labs.net/trichuris-trichiura-3228/
Diagnóstico
• Exame parasitológico de fezes – presença de
ovos do parasito nas fezes.
• Método que permite uma avaliação qualitativa
e quantitativa da infecção (Kato-Katz).
• O exame da mucosa retal pode
ocasionalmente demonstrar vermes adultos.
Epidemiologia
• Distribuição cosmopolita.
• Países subdesenvolvidos ou em
desenvolvimento.
• Crianças – idade escolar.
• Taxas elevadas na região Norte, Nordeste e
região litorânea.
Profilaxia
• Medidas de educação em saúde e de saneamento.
• Evitar as possíveis fontes de infecção.
• Ingerir vegetais cozidos, lavar bem e desinfetar
verduras cruas.
• Higiene pessoal e na manipulação de alimentos.
• Tratamento das populações doentes.
Referências
• Neves, DP. Parasitologia Humana. 11ª ed., São Paulo:
Atheneu, 2005.
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância
em Saúde. Departamento de Vigilância
Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias :
guia de bolso. 8. ed. rev. – Brasília : Ministério da
Saúde, 2010.
• Pantoja, LDM. et al. Princípios de parasitologia. 2.
ed., Fortaleza: EdUECE, 2015.

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