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DOCÊNCIA EM 
SAÚDE 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL 
 
 
 
1 
 
Copyright © Portal Educação 
2013 – Portal Educação 
Todos os direitos reservados 
 
R: Sete de setembro, 1686 – Centro – CEP: 79002-130 
Telematrículas e Teleatendimento: 0800 707 4520 
Internacional: +55 (67) 3303-4520 
atendimento@portaleducacao.com.br – Campo Grande-MS 
Endereço Internet: http://www.portaleducacao.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - Brasil 
 Triagem Organização LTDA ME 
 Bibliotecário responsável: Rodrigo Pereira CRB 1/2167 
 Portal Educação 
P842i Introdução ao serviço social / Portal Educação. - Campo Grande: Portal 
Educação, 2013. 
 82p. : il. 
 
 Inclui bibliografia 
 ISBN 978-85-8241-399-9 
 1. Serviço social – Profissão. I. Portal Educação. II. Título. 
 CDD 361.3 
 
 
 
2 
 
 SUMÁRIO 
 
1 ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO SERVIÇO SOCIAL.......................................................... 3 
1.1 BREVE HISTÓRICO DO SERVIÇO SOCIAL ............................................................................. 3 
1.2 CONSTRUINDO UM NOVO CAMINHO ..................................................................................... 6 
1.3 PESQUISA COMO MEIO DE CONSTRUIR O SIGNIFICADO DO SERVIÇO SOCIAL............. 11 
2 PRÁTICA DO SERVIÇO SOCIAL ............................................................................................. 16 
2.1 PRÁTICA: PROCESSO DE TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL ....................................... 16 
2.2 DEMANDAS PARA O ASSISTENTE SOCIAL........................................................................... 21 
2.3 CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DA PROFISSÃO DO SERVIÇO SOCIAL ........................... 22 
3 SERVIÇO SOCIAL NA ATUALIDADE ...................................................................................... 30 
3.1 MUDANÇAS NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA ................................................................ 30 
3.2 IMPACTO PROVOCADO PELAS MUDANÇAS NO TRABALHO .............................................. 34 
3.3 PERFIL DO PROFISSIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL......... ............................................ 35 
4 FORMAÇÃO PROFISSIONAL .................................................................................................. 41 
4.1 O QUE É FORMAÇÃO PROFISSIONAL ................................................................................... 41 
4.2 FORMAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL ........................................................................................ 44 
4.3 DESAFIOS E POSSIBILIDADES............................................................................................... 53 
5 PERSPECTIVAS E ESTRATÉGIAS ......................................................................................... 59 
5.1 REDES COMO ESTRATÉGIA DE INTERVENÇÃO .................................................................. 59 
5.2 ASSESSORIA E CONSULTORIA EM SERVIÇO SOCIAL ........................................................ 77 
REFERÊNCIAS .......... ....................................................................................................................... 80 
 
 
3 
 
1 ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO SERVIÇO SOCIAL 
 
 
1.1 BREVE HISTÓRICO DO SERVIÇO SOCIAL 
 
Vamos começar nosso curso com um vídeo. Clique na imagem! 
 
FIGURA 1 – VÍDEO SOBRE SERVIÇO SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esse vídeo mostra bem a realidade da sociedade em que vivemos e nos conscientiza 
sobre a importância do trabalho do Assistente Social e de outros profissionais engajados em 
causas sociais de apoio aos que estão em situação de vulnerabilidade social. 
Mas você conhece a origem do serviço social? 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.youtube.com/watch?v=DHbzGpJXPME>. Acesso em: 
20.08.2012. 
 
 
4 
 
FIGURA 2 – ORIGEM SERVIÇO SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.supertuga.com/sitebuilder/images/adai22-264x119.jpg>. Acesso em: 
20.08.2012. 
 
 
O Serviço Social teve suas origens dentro da Igreja Católica e visava preparar a 
grande massa operária para a o capitalismo industrial, período este chamado de “conservador”. 
Dessa forma, o objetivo era preparar essa população para sistema socioeconômico e político da 
época. 
No Brasil, o Serviço Social nasceu por volta de 1930, como afirma Olema Pellizzer: 
 
O serviço social nasce no Brasil, na terceira década do século XX, em resposta à 
evolução do capitalismo, sob a influência europeia (em especial sob o influxo belga, 
francês e alemão), como fruto direto de vários setores particulares da burguesia 
fortemente respaldados pela Igreja Católica. Nessa década, o Brasil vivia um 
processo incipiente de industrialização de importações, num contexto de capitalismo 
dependente e agroexportador. No período de 1930 a 1935, o governo brasileiro sofre 
pressões da classe trabalhadora, que é então controlada através da criação de 
organismos normatizadores e disciplinares das relações de trabalho, em especial 
pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. 
Em meio a pressões populares, reassume o governo Getúlio Vargas (1935), cuja 
opção pelo crescimento urbano – industrial fez emergir, na sua gênese capitalista, a 
Questão Social, que também decorre das pressões e dos questionamentos da 
sociedade da época, que passava por grandes transformações, no plano do 
conhecimento científico, sob a influência de Durkheim, Darwin, Marx, Freud e outros. 
(PELLIZZER, 2008, p. 15) 
 
 
 
5 
 
A primeira escola de Serviço Social no Brasil é datada de 1936 em São Paulo é foi 
coordenada por Albertina Ferreira Ramos e Maria Kiehl. Ambas eram sócias do Centro de 
Estudos de Ação Social vinculado a Igreja Católica. Neste centro eram organizados cursos de 
qualificação para organizações leigas no catolicismo, adequando política e ideologicamente a 
classe operária. Nessa perspectiva surge então o Serviço Social como um departamento da 
Ação Social. 
 
Resumindo, o Serviço Social, nascido por influência direta da Igreja Católica, em 
âmbito de formação, prática e discurso de seus agentes, tinha como suporte 
filosófico o neotomismo. Em sua primeira fase, intervém no aparecimento da 
Questão Social, produzida pela relação de trabalho em moldes capitalistas, com o 
surgimento do trabalho livre profundamente marcado pela escravidão, seu passado 
recente. Momento em que “a força do trabalho é tornada mercadoria”, e o 
proprietário do capital não mais é um senhor em particular, mas há uma “classe de 
capitalistas” que capitalizam em torno da mais valia do trabalho operário, que o troca 
pelo salário para sustento de si e de sua família. A exploração a que é submetido o 
operariado aparece para o restante da sociedade burguesa como uma ameaça a 
seus mais sagrados valores (...). Impõe a partir daí, a “necessidade de controle 
social” da exploração da força de trabalho e o surgimento de uma regulação jurídica 
do mercado de trabalho através do Estado. (PELLIZZER, 2008, p. 17) 
 
Dessa forma, as leis sociais marcam... 
 
(...) deslocamento da questão social de ser apenas a contradição entre abençoados 
e desabençoados pela fortuna, pobres e ricos, ou entre dominantes e dominados, 
para constituir-se, essencialmente, na contradição antagônica entre burguesia e 
proletariado,independentemente do pleno amadurecimento das condições 
necessárias à sua superação. (IAMAMOTO; CARVALHO, 1988, p. 129) 
 
 
 
 
 
Leia mais sobre a História do Serviço Social no Brasil no artigo 
http://www.adid.org.br/atua/social.pdf 
 
 
 
6 
 
Então, segundo Iamamoto e Carvalho (1988, p. 129), se “as Leis Sociais são, em 
última instância, resultantes da pressão do proletariado pelo reconhecimento de sua cidadania 
social, o Serviço Social origina-se em uma demanda diametralmente oposta.” 
No decorrer da história muitos fatos marcantes e significativos ocorreram e foram 
responsáveis por mudanças relevantes no Serviço Social. A partir dos anos 80 o Serviço Social 
continua enfrentando lutas para quebrar paradigmas de compreensão da sociedade, discutindo 
questões políticas – teóricas. 
Nos anos 90 essas questões perderam força com o fim da Guerra Fria (dissolução da 
bipolarização do mundo) e como o enfraquecimento das forças progressistas e as críticas ao 
modelo neoliberal. Entretanto, em contrapartida, aumenta a luta pela defesa dos direitos 
humanos. Começa a tomar dimensões gigantescas no mundo e no Brasil especialmente 
questões sociais e que ferem os direitos a cidadania, moral e ética. 
“O objeto do Serviço Social, de uma perspectiva histórica, passa para a discussão das 
relações de poder e saber, aprofundando o olhar crítico do contexto em mudança.” (PELLIZZER, 
2008, p. 28) 
 
 
 
 
 
 
1.2 CONSTRUINDO UM NOVO CAMINHO 
 
Você sabe o que é pesquisa? 
O que pesquisa tem a ver com Serviço Social? 
Leia mais sobre esse assunto nos links abaixo: 
http://repensandooservicosocial.blogspot.com.br/2009/05/trabalho-e-servico-
social.html 
http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000112010000100039&scri
pt=sci_arttext 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAABTOsAJ/movimento-reconceituacao 
Leia mais sobre o Serviço Social no Brasil nos links: 
http://www.fnepas.org.br/pdf/servico_social_saude/texto2-1.pdf 
http://www2.dbd.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0510670_07_cap_03.pdf 
 
 
 
 
 
7 
 
Uma pesquisa é um processo de construção de um conhecimento ou de um saber com 
dois objetivos: 
- Gerar novos conhecimentos, e/ou 
- Confirmar ou desconstruir um conceito já existente. 
Como fator resultante de uma pesquisa, temos um rico processo de aprendizagem, 
que ocorre em uma via de mão dupla: traz benefícios tanto para quem desenvolve e aplica a 
pesquisa e para a sociedade/grupo/comunidade pesquisada. 
A pesquisa pode construir o conhecimento científico, isto porque ela favorece a ruptura 
do senso comum e gera um novo conhecimento com base em fundamentos teóricos relevantes 
construídos com base em uma metodologia adequada. 
Esse conhecimento científico é transmitido de forma lógica, racional, por processos 
formais de aprendizagem. 
 
Busca explicar o “por quê” e “como” os fenômenos ocorrem para evidenciar fatos 
correlacionados em uma visão mais globalizante do que a relacionada com um 
simples fato. Tal passagem do senso comum para o conhecimento científico 
caracteriza-se pela adoção de alguns elementos, tais como: definição de um 
referencial teórico que permita uma visão de conjunto, pois este dá sustentação ao 
profissional para desenvolver sua prática [...]. É necessária também, a definição de 
um caminho para chegar a um método e é maior que a metodologia. (LOPES, 2008, 
p. 16) 
 
Estamos falando em métodos e metodologia. Esses dois conceitos são iguais? Se não, 
qual a diferença? 
Vejamos! 
- O método é desenvolvido pela razão, pelo entendimento, pela problematização e 
exige de quem o desenvolve, conhecimentos relativamente profundos nas teorias 
correlacionadas. 
 
 
 
8 
 
- A metodologia está mais preocupada com o como fazer, como operacionalizar a 
pesquisa que será calcada na fundamentação teórica do método. Nessa etapa são definidos os 
instrumentos, técnicas e demais recursos que serão utilizados para que se alcance o objetivo 
final. 
Vejamos um vídeo sobre esse assunto. Clique na imagem! 
 
FIGURA 3 – VÍDEO PESQUISA SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Podemos ainda definir pesquisa como sendo o processo estruturado em função de um 
problema. Este, por sua vez, passa a ser o fator – chave da pesquisa e deve ser delimitado nos 
quesitos tempo e espaço. 
Em todas as profissões a pesquisa é um elemento fundamental e não é diferente no 
caso do assistente social. É por meio da pesquisa que novas decisões são tomadas em prol de 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.youtube.com/watch?v=IM2nWSdrQDk>. Acesso em: 
20.08.2012. 
 
 
 
9 
uma comunidade, visando melhorias da condição de vida daquela população. Para tanto o 
espírito investigativo do pesquisador deve estar presente, ele deve ter – na sua essência – a 
curiosidade, a vontade de ir além, de saber mais. 
Mas no que consiste investigar alguma coisa, pesquisar algo? Você sabe? 
Investigar versa em um estudo sistemático que tem por objetivo construir 
conhecimentos e buscar soluções para uma dada problemática. Estuda a relação sujeito x meio 
x objeto. 
 
O conhecimento a ser construído pela investigação vislumbra não somente a 
compreensão e explicação do real, mas a instrumentalização das ações 
profissionais. O pesquisador, em uma mesma pesquisa, poderá ter diferentes 
motivos para investigar, mas sempre terá um motivo central que irá impulsioná-la. 
(LOPES, 2008. p. 17) 
 
No que se refere especificamente ao Serviço Social, a pesquisa deve proporcionar um 
aprofundamento do conhecimento na área, a fim de resultar em melhores decisões e 
intervenções positivas no contexto social que a pesquisa está inserida. 
 
 
 
 
 
Assim, segundo Lopes (2008), a construção de um novo saber baseado em uma 
pesquisa ou processo de investigação, realiza um movimento dialético que consiste em: 
1) Análise e crítica do objeto base da pesquisa; 
2) Construção de novos conhecimentos; 
3) Síntese do plano de ação e do conhecimento. 
 
 
Leia mais sobre o Serviço Social no Brasil nos links: 
http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2009/anais/arquivos/RE_0283_0108_01
.pdf 
 
 
 
 
10 
Dessa forma, o movimento dialético pressupõe as seguintes fases: 
 
1) Teoria a ser defendida; 
2) Crítica; 
3) Síntese. 
 
É importante que o profissional de assistência social tenha claro que os conhecimentos 
que são utilizados para nortear o trabalho ou a pesquisa devem ser diretamente proporcionais a 
problemática social em questão. 
 
Portanto, diante dos problemas específicos, o profissional não tem apenas que 
analisar o que acontece, mas tem que formular uma crítica e tomar uma decisão por 
um determinado tipo de construção de alternativas como produto de investigação. O 
modo como o pesquisador faz isso, é o que irá determinar a relação que ele 
estabelece com a teoria. (LOPES, 2008. p. 18) 
 
O que irá determinar qual a linha de estudos que a pesquisa social irá seguir é a 
problemática principal, o objeto de estudo em si. Nesse processo é fundamental ter todas as 
informações necessárias de forma mais completa possível sobre o sujeito/objeto de estudos. 
O trabalho de pesquisa, dentro de um espaço Professional, indica expressar e 
trabalhar com singularidades, com experiências e histórias de vida. Para isso, é fundamental 
uma aproximação peculiar entre o pesquisador e o sujeito objeto da pesquisa. Nesse processo 
se trabalha fundamentalmente com formulação de hipóteses, instrumentos de pesquisas 
delimitados e dados estatísticos e matemáticos. Assim, ao se fazer uma pesquisa social deveestar ciente da necessidade de quebras de paradigmas, de romper com padrões tradicionais de 
pesquisas e estar apto a desenvolver novas metodologias adequadas à realidade social em 
questão. 
 
 
 
 
 
11 
1.3 PESQUISA COMO MEIO DE CONSTRUIR O SIGNIFICADO DO SERVIÇO SOCIAL 
 
 
Quando iniciamos uma carreira, independente da área de conhecimento a que se 
refere, temos uma série de preconceitos já concebidos e estruturados e que precisam ou ser 
confirmados e aprofundados ou ser desconstruídos para possibilitar uma nova construção. 
O trabalho do assistente social é diferente dos demais. Exige do profissional 
sensibilidade, dedicação, desprendimento. Aliás, é mais que um trabalho, é uma vocação, uma 
missão que precisa ser cumprida de forma especial e com uma entrega quase que total de quem 
o faz. 
Vamos assistir a dois vídeos. Clique na imagem para direcionar ao site: 
 
FIGURA 4 – VÍDEO PROFISSÃO ASSISTENTE SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=1PavRNdlWSc>. Acesso 
em: 20.08.2012. 
 
 
 
12 
FIGURA 5 – VÍDEO SERVIÇO SOCIAL NO UNIVERSO DO TRABALHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A formação do assistente social, na atualidade, exige a apreensão de saberes que 
possibilitem a elaboração de instrumentos e técnicas que qualificam e implementam 
o exercício profissional. (LOPES, 2008. p. 20) 
 
Ainda, 
 
Nesse sentido, a pesquisa se apresenta como um importante instrumento para o 
processo metodológico de investigação, não só para o meio acadêmico quanto para 
a prática profissional. (LOPES, 2008. p. 20) 
 
Nós, enquanto seres humanos, estamos sempre prontos para buscar soluções, tanto 
para problemas simples quanto para problemáticas mais existenciais e complexas. Em função 
disso passamos boa parte da nossa vida tomando decisões, fazendo escolhas. 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=Pnhaiy-7rUc&feature=related>. Acesso em: 
20.08.2012. 
 
 
 
13 
 
Por exemplo, ao nos depararmos – cotidianamente – com um problema sobre como 
comprar um material se não temos dinheiro, acabamos usando uma metodologia de pesquisa: 
identificamos o problema, criamos hipóteses, buscamos soluções e confirmamos – ou não – as 
hipóteses previamente levantadas. 
 
 
FIGURA 6 – EXEMPLO DE CRIAÇÃO DE HIPÓTESE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Após levantar essas hipóteses, deve-se verificar a viabilidade das mesmas. Esse é o 
processo metodológico no qual são identificadas as linhas teóricas e definidos os conceitos 
principais. Esses aspectos irão auxiliar na hora de compreender o problema de forma sistêmica e 
a refletir sobre o sujeito/objeto da pesquisa em si. Além disso, também se define nesse momento 
 
Como vou realizar a compra 
deste material se não tem 
dinheiro? 
Vou pedir emprestado ao meu amigo. Isso porque 
ele tem dinheiro sobrando. 
Vou efetuar a compra com cheque pré-datado. Isso 
porque, daqui a dois meses, já terei dinheiro para 
pagar. 
Vou comprar por meio do meu cartão de crédito. 
Isso porque, no final do mês recebo meu salário e 
posso pagar. 
Não vou comprar. Isso porque não terei como 
pagar. 
 
FONTE: LOPES, 2008. p. 22. 
 
 
14 
 
– fontes de pesquisa e procedimentos que nortearão a prática na realidade social a ser 
investigada. 
A autora Maria S. M. Lopes, nos traz um exemplo de como o processo de pesquisa 
pode ser operacionalizado no dia a dia do assistente social. Vejamos! 
 
FIGURA 7 – EXEMPLO DO PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Entretanto, é importante ressaltar que um trabalho de pesquisa social deve ser um 
movimento contínuo, no qual o assistente social deve considerar as dimensões econômicas, 
Problema: como vem sendo construído a prática profissional do assistente social no 
Brasil, na atualidade? Supõe-se que: 
Hipóteses: 
 - a prática profissional exige de o assistente social estar sempre se atualizando a 
fim de executar os seus projetos sociais, dentro de um espaço político e público, com o 
objetivo de ampliação do mercado de trabalho; 
 - o assistente social deve agir como articulador, estabelecendo vínculo e um 
relacionamento de confiança entre os usuários, por ações que objetivam garantir 
direitos sociais e entender a necessidade da população; 
 - o assistente social deve atuar em dimensões interdisciplinares, buscando a 
integração humanitária entre as diferentes profissões do mercado de trabalho. 
Categoria: competência profissional (esta categoria teórica foi identificada e 
evidenciada a partir da formulação das hipóteses anteriormente citadas). 
Conceito de categoria: capacidade de articular, de modo eficaz e criativo, diferentes 
saberes, novas habilidades, atitudes e comportamentos, superando o saber-fazer para 
a constituição do saber ser competente. 
Procedimentos: (para investigar a categoria teórica identificada): trabalho em grupo; 
leitura de textos; seminário etc... 
Fontes: (onde investigar a categoria indicada): livros, filmes, entrevistas, documentos, 
fotos, etc... 
 
FONTE: LOPES, 2008. p. 22. 
 
 
15 
 
políticas, sociais e culturais da sociedade objeto do estudo, tenho como fio norteador – e que 
deve estar sempre presente – a ética profissional. 
O projeto ético – político da profissão do Assistente Social está presente nos seguintes 
documentos: 
 
- Lei de Regulamentação da Profissão (Lei Nº 8662/93); 
- Código de Ética do Assistente Social; 
- Diretrizes Curriculares para o Ensino do Serviço Social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Legislação: 
http://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf 
http://www.cfess.org.br/arquivos/L8662.pdf 
http://www.cfess.org.br/home.php 
 
 
 
16 
 
2 PRÁTICA DO SERVIÇO SOCIAL 
 
 
2.1 PRÁTICA: PROCESSO DE TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL 
 
 
Pensar sobre a prática profissional é pensar em uma relação teoria – prática. Uma 
relação que ao mesmo tempo é e deve realmente ser muito próxima, entretanto, por vez torna-se 
equidistante e conflituosa. 
O trabalho do assistente social acontece em um contexto social que é caracterizado 
por questões sociais contraditórias e sua prática é definida a partir da questão da identificação 
do seu objeto que sofrerá a ação, ou seja, a questão social. 
A questão social é o cerne do Serviço Social. Isso porque a assistência social é o eixo 
gerador das desigualdades e da exclusão social, expressas nas situações sociais. 
Mas o que é a prática profissional? 
A reflexão sobre a prática profissional é o elemento central de uma formação 
profissional. É com a prática profissional que o assistente social exercita sua profissão e 
demonstra se construiu os conhecimentos necessários que farão dele um bom profissional. 
Assim, podemos entender como a relação teoria x prática acontece e como uma se 
alimenta da outra, possibilitando uma construção profissional coerente. 
 
Portanto, há, na verdade, uma relação íntima entre teoria e prática, pois na primeira 
define a intencionalidade da prática profissional, constituindo nisto uma unidade 
dialética, aberta e rica. (LOPES, 2008. p. 34) 
 
 
 
 
17 
 
Dessa forma, o espaço que o profissional irá conquistar é proporcional à qualidade de 
o seu fazer profissional. Assim, Guareschi (apud Faustini, 1995, p. 21) afirma que a “prática pode 
ser entendida como uma ação consciente e planejada, ou não consciente e intencional. Além 
disso, deve ser percebida como umaação que transforma que muda ou, simplesmente, reproduz 
a realidade”. 
As práticas profissionais podem ser de diferentes naturezas, a saber: 
 
 Prática econômica; 
 Prática científica; 
 Prática ideológica; 
 Prática política. 
 
Essas práticas se desenvolvem nas entrelinhas da sociedade, e perpassam um pelo 
outro sem que sejam percebidos ou possam ser identificados separadamente. São práticas 
sociais que identificam tempo e espaço em que acontecem, bem como as formas das relações 
objetivas e subjetivas entre os sujeitos, meios e objetos. 
Essas práticas, sejam quando vistas de forma interligadas ou independentes, tem um 
significado, uma intencionalidade que justifica as ações humanas. Portanto, podemos concluir 
que a prática social é correlacionada com o momento e contexto social em que se dá, indicando 
possibilidades reais de construção ou reprodução de um comportamento e/ou conhecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
FIGURA 8 - VÍDEOS SOBRE REFLEXÃO DA PRÁTICA DO ASSISTENTE SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dessa forma, ao se refletir sobre a prática profissional, questionamento sobre o como 
pensar, deve vir antes do o que pensar. Isso irá garantir a apropriação de um método que 
permite agir sobre a realidade e as demandas sociais da comunidade em que se está inserido. 
O Serviço Social se desenvolve em um cenário de criação de ambientes propícios a 
prática profissional, rompe com paradigmas tradicionais e com o senso comum e cria suas raízes 
em um ambiente político, uma vez que incita a participação da sociedade. 
Vamos ver algumas ideias de autores sobre o exercício da prática profissional do 
assistente social: 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=PRHT9PXq2bk>. 
Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
 
19 
 Ao ser criada a profissão, foi definida como “prática social”, concebida no 
âmbito da “ajuda social”. Evoluiu no processo de pensar-se a si mesma e à 
sociedade, gerando novas concepções e autorrepresentações como “técnica social”, 
“ação social modernizante” e posteriormente “processo político transformado”. Hoje 
põe ênfase nas problematizações da cidadania, das políticas sociais em geral e, 
particularmente, na assistência social. (LOPES apud GENTILLI, 2008. p. 36) 
 A prática profissional é sinônima de exercício ou trabalho profissional. Esta 
prática profissional necessita de saberes que são explicativos da lógica dos 
fenômenos e outros que são interventivos. Toda prática tem implicações éticas e 
políticas. (LOPES apud GUERRA, 2008. p. 36) 
 A prática do serviço social é construída sobre sua dimensão política, pois 
sinaliza uma: 
- direção ética: compreende um caminho a ser seguido, não podendo ser 
considerada pronta e acabada; 
- construção coletiva: construída com os sujeitos; 
- competência coletiva: configura-se em transformar a realidade, em que o exercício 
profissional cotidiano é o exercício político. (LOPES apud MARTINELLI, 1994, p. 36) 
 
 
No Brasil, o Serviço Social foi reconhecido como profissão por volta de 1930, momento 
em que acontecia um movimento social intenso e com ampla influência da igreja católica. 
 
FIGURA 9 - ORIGENS DO SERVIÇO SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Serviço Social surgiu 
Da ajuda 
Da divisão social do trabalho 
FONTE: LOPES, 2008. p. 37. 
 
 
20 
No que se refere a “ajuda” o serviço social estava para um sentido mais humano, de 
caridade, solidariedade e ajuda ao próximo, coerente assim com os preceitos da Igreja Católica. 
Quanto a divisão social do trabalho, o serviço social situava-se na reprodução das 
relações sociais, sendo “uma estratégia de controle social”. (LOPES, 2008). 
Assim, a Igreja junto com o Estado criavam estratégias de dominação e rigidez, a fim 
de desmoralizar o movimento social popular que se formava. Ajudavam os menos favorecidos 
com ajudas materiais com o verdadeiro intuito de exercer sobre esses, controle social. 
Atualmente, esses valores estão sendo revistos e em função disso se fala em questão 
social e não mais em – apenas – ajudar materialmente os mais empobrecidos. 
Segundo Lopes (2008), o processo de trabalho do serviço social se constitui de: 
 Objeto  é a questão social propriamente dita. Atualmente o papel do 
assistente social é político, é de articulador e mobilizador das capacidades dos 
sujeitos. 
 Meio  são os instrumentos utilizados, sejam humanos, materiais, financeiros, 
capital intelectual, e outros. Também entram nesse arcabouço as entrevistas, relatórios 
de visitas, análises institucionais e pesquisas. 
 Produtos  é o resultado propriamente dito, sejam eles diretos ou indiretos. É 
o que viabiliza ações gerando efeitos sociais. 
 Finalidade  o que é desejado. 
Entretanto, para que a prática profissional do assistente social seja eficaz e eficiente, 
com base nos elementos acima brevemente descritos, há algumas dimensões essenciais que 
devem nortear o trabalho, vejamos: 
 Dimensão teórico – metodológica  apropriação dos conhecimentos teóricos 
a fim de nortear o desenvolvimento da prática. Segundo Lopes (2008), é “necessário 
capacitar para o exercício da prática sustentada em uma sólida base teórico-
metodológica.” Esse alicerce criado é o que possibilita a construção de uma rotina 
profissional e estimula a criação de um ambiente voltado para inovações e processos 
criativos. 
 
 
 
 
21 
 Dimensão técnico – operativa  viabilizada pelas capacidades dos 
assistentes sociais em utilizar os instrumentos e elementos que pautam o seu trabalho 
articulado com a prática profissional, formando competências essenciais ao exercício 
da profissão. 
 Dimensão ético – política  envolve as discussões em torno do código de 
ética do assistente social, legislações pertinentes e bases pedagógicas que norteiam o 
seu trabalho e – por sua vez – sustentam a concepção de sociedade que estamos 
dispostos a construir. 
 
Todos esses elementos, vistos de forma sistêmica auxiliam o profissional no processo 
de reflexão sobre sua prática, o que contribui para a estruturação do processo político das 
demandas do serviço social. 
Segundo Faustini: 
 
Antes de sermos técnicos que manejam técnicas e instrumentos na ponta da 
reprodução das relações sociais, temos que ser intelectuais, profissionais teóricos – 
críticos...rompendo com a subalternidade de classe, que também marca nossa 
história enquanto profissão e contribuindo para emergir novas formas de hegemonia 
na sociedade. (FAUSTINI, 1995. p. 62) 
 
 
2.2 DEMANDAS PARA O ASSISTENTE SOCIAL 
 
 
A sociedade em que estamos é marcada pelas constantes mudanças que ocorrem. 
Diariamente sofremos com mudanças significativas que influenciam diretamente nas relações 
sociais que construímos e desconstruímos o tempo todo. Consequentemente, novos desafios 
vão sendo lançados constantemente para as mais diversas profissões, em maior ou menor grau. 
 
 
 
 
22 
Frente a tal panorama, tem sido exigido do assistente social maior atenção no 
desvelamento dos reais determinantes das demandas que chegam até ele, uma vez 
que estas são complexas e muitas vezes mascaradas. Esta postura tem possibilitado 
demarcar concretamente o espaço profissional. (LOPES, 2008. p. 45) 
 
Vale ressaltar que demandas são as imposições ou exigências feitas aos profissionais 
ora pela sociedade, ora pelo mercado de trabalho. Especificamente quanto ao serviço social, 
essas demandas surgem pelos contratantes do assistente social e pelos usuários, ou ainda, por 
ele identificada no caso de um profissional liberal. 
Assim, as questões sociais que nos referimosanteriormente, são insumos para novas 
demandas, por exemplo: desemprego, violência doméstica, drogas etc., sendo essas demandas 
objetos de trabalho para o assistente social. 
Os profissionais do serviço social precisam estar atentos a estas mudanças advinhas 
da tecnologia, pois definem a diferença social e por consequência marcam de forma mais forte 
as exclusões sociais. A busca por melhor qualidade de vida implica em uma nova organização 
social, com todos os acertos e erros. E é nesse ponto que o assistente social atua. 
 
 
2.3 CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DA PROFISSÃO DO SERVIÇO SOCIAL 
 
 
Vamos conhecer agora como se configura a identidade social do assistente social. 
Mas o que é Identidade Profissional? 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 10 - IDENTIDADE PROFISSIONAL 
 
 
23 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reflita um pouco sobre isso, quais elementos que configuram a identidade 
profissional? Envolve apenas as competências individuais de cada profissional ou há uma 
identidade coletiva com elementos que devem estar presentes em todos os profissionais do 
serviço social? 
 
Vamos ver o vídeo abaixo para entender melhor o que é Identidade Profissional e por 
que ela é responsável pelo sucesso de um profissional. 
FIGURA 11 - VÍDEO SOBRE IDENTIDADE PROFISSIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=5GcnopC1b2U>. Acesso 
em: 20.08.2012. 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/photo/1137792>. 
Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
 
24 
 
Identidade é aquilo que identifica alguém ou alguma coisa. Pode ser características 
físicas, psicológicas e/ou o conjunto de crenças, valores e atitudes de uma pessoa. 
Segundo Gentilli: 
Identidade é um termo cujo sentido remete àquilo que é idêntico, semelhante ou 
ainda análogo. Exprime tanto conformidade de alguma coisa consigo mesmo, quanto 
o compartilhar com características de outros indivíduos ou grupos sociais... A 
categoria identidade remete à relação que uma pessoa estabelece com o “outro”, 
marcando dimensões de individualidade e de coletividade. (1997, p. 128) 
 
 
FIGURA 12 – IDENTIDADE 
 
 
Identidade Caracteriza o humano da forma como é 
 
 Humano singular/subjetividade 
 SER 
 Social coletiva/realização 
 
FONTE: LOPES, 2008. p. 55 
 
 
Analisando o esquema acima, podemos perceber uma dicotomia: singularidade e 
coletividade. Essa dicotomia está presente na construção da identidade profissional, pois esses 
dois fatores perpassam entre si em diversos momentos da construção da identidade, sendo que 
um impulsiona o outro ao crescimento. Ora, o ser humano vive em sociedade, e mesmo tendo 
sua individualidade e a preservando em diversos momentos, inclusive profissionais, ele está 
 
 
 
25 
 
situado em um todo maior, que determina regras sociais e o localiza historicamente dentro de 
uma comunidade. 
A identidade profissional é formada por elementos, por sua vez, tanto inerente a função 
do assistente social dentro da sociedade, mas também é marcada por traços da personalidade 
de cada profissional. Assim, as dimensões, pessoal e profissional devem estar conectadas por 
uma tênue linha que estabelece ligação entre o individual e o coletivo da profissão. 
À medida que o profissional exerce a sua profissão e construído relações sociais, sua 
identidade vai sendo construída, reconstruída, modificada, repensada. É um movimento contínuo 
de reflexão sobre a própria prática profissional e é formada por processos muitas vezes 
contraditórios e dialéticos. 
 
A identidade, enquanto elemento definidor de sua participação na divisão social do 
trabalho e na totalidade do processo social é uma categoria política e sócio-histórica 
que se constrói na trama das relações sociais, no espaço social mais amplo da luta 
de classes e das contradições que a engendram e são por ela engendradas. 
(MARTINELLI, 1989. p. 7) 
 
A construção da identidade profissional do assistente social deve ser um processo de 
autorreflexão, crítico e coletivo no sentido de lutar pela demarcação de uma nova identidade 
para o Serviço Social. 
Mas quais elementos norteiam a construção da identidade do assistente social? São 
eles: 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
FIGURA 13 - CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: LOPES, 2008. p. 58. 
 
 
Alguns documentos ajudam na construção da identidade profissional do assistente 
social. São eles: 
 
 Código de ética do Assistente Social; 
 Diretrizes Curriculares para a Formação Profissional em Serviço Social; 
 Lei de Regulamentação da Profissão; 
 Demandas Atuais e Novas Estruturas Sociais e Familiares; 
 Referencial Teórico. 
 
SERVIÇO 
SOCIAL 
Qual é o seu objeto? Quais são os seus valores? 
Qual é o seu corpo teórico-
metodológico? 
Qual é a sua história? 
Qual sua finalidade? 
 
 
27 
 
Como vimos anteriormente o Serviço Social teve suas origens na Europa como forma 
de controle social imposto pelas classes dominantes e posteriormente como forma de caridade e 
ajuda material e financeira, aos menos favorecidos, pois se acreditava que esses eram 
incapazes de melhorar de vida, então a única alternativa era doar-lhes comidas e vestimentas. 
Em 1869 surgiu em Londres a Sociedade de Organização da Caridade. O objetivo 
principal desta instituição era formar profissionais competentes para ajudar os que estavam em 
situação de vulnerabilidade social. A partir daí começa-se a ter registro da institucionalização do 
Serviço Social. 
Em 1899 em Amsterdã formou-se a primeira escola de Serviço Social. Ali se inicia a 
construção do referencial teórico necessário para as demandas da profissão. 
A partir do século XX aumentou consideravelmente o número de pessoas na linha da 
miséria, em função – principalmente – do índice de natalidade, do crescimento urbano e do 
êxodo rural. 
No Brasil, em 1930, o Serviço Social surge, voltando as suas origens na Europa, como 
forma de dominação e controle social, a fim de responder a sociedade sobre o porquê dos 
problemas sociais existentes na época. Nos anos seguintes o Serviço Social adota a 
metodologia tripartite no desenvolvimento da prática do assistente social, que era formada por: 
 
 Serviço Social de Caso; 
 Serviço Social de Grupo; 
 Serviço Social de Comunidade. 
 
A partir da década de 80 o Serviço Social reformulou suas bases curriculares e 
começou a preocupar-se com a questão social propriamente dita. Esta era o produto final de um 
conflito entre capitalismo e trabalho, o que resultava na exclusão social e desigualdades de 
classes. 
Iamamoto, sobre questão social, nos diz que: 
 
 
 
28 
 
O conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista madura tem 
uma raiz comum: a produção social é cada vez mais coletiva, o trabalho torna-se 
mais amplamente social, enquanto a apropriação dos frutos mantém-se privada, 
monopolizada por uma parte da sociedade. (1997, p.13) 
 
A questão social e suas diferentes formas de expressão são identificadas em 
ambientes de atuação do assistente social e por ele são identificadas e reconhecidas, seja por 
uma solicitação de quem o contrata, seja pelo mercado de trabalho, ou seja, pela própria 
sociedade ao buscar ajuda para resolução de seus conflitos sociais. 
Em 1990 a identidade do profissional de assistência social é amadurecida pelo código 
de ética da profissão que indica a direção e a função social desta profissão. 
 
 
 
 
 
 
Vamos conhecer os 11 princípiosde ética que formam a identidade do assistente 
social: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Leia mais sobre identidade profissional do Assistente Social nos links: 
http://tcc.bu.ufsc.br/Ssocial284202.pdf 
http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/fass/article/viewFile/7281/5241 
 
 
 
29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas 
políticas a ela inerentes – autonomia, emancipação e plena expansão dos 
indivíduos sociais. 
 Defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do 
autoritarismo. 
 Ampliação e consolidação da cidadania, considerada tarefa primordial de 
toda a sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis, sociais e políticos 
das classes trabalhadoras. 
 Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto socialização da 
participação política e da riqueza socialmente produzida. 
 Posicionamento em favor da equidade e justiça social, que assegure 
universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e 
políticas sociais, bem como sua gestão democrática. 
 Empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o 
respeito à diversidade, à participação de grupos socialmente discriminados 
e à discussão das diferenças. 
 Garantia do pluralismo, pelo respeito às correntes profissionais 
democráticas existentes e suas expressões teóricas e compromisso com o 
constante aprimoramento intelectual. 
 Opção por um projeto profissional vinculado ao processo de construção de 
uma nova ordem societária, sem dominação-exploração de classe-etnia e 
gênero. 
 Articulação com os movimentos de outras categorias profissionais que 
partilhem dos princípios deste Código e com a luta geral dos trabalhadores. 
 Compromisso com a qualidade dos serviços prestados à população e com o 
aprimoramento intelectual, na perspectiva da competência profissional. 
 Exercício do Serviço Social sem ser discriminado, nem discriminar, por 
questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, 
nacionalidade, opção sexual, idade e condição física. 
Figura 14 - Princípios éticos 
Fonte: http://www.cressrj.org.br/download/legislacoes/codigo_de_etica.pdf 
 
 
30 
 
3 SERVIÇO SOCIAL NA ATUALIDADE 
 
 
3.1 MUDANÇAS NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA 
 
 
No módulo anterior falamos em mudanças na sociedade, em transformações 
socioculturais, em novas demandas para profissões antigas e o surgimento de novas profissões. 
Mas no que isso implica na prática? 
Vamos ver alguns vídeos interessantes sobre mudança e reprodução social. 
 
FIGURA 15 - MUDANÇAS SOCIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=3Ed-
UHDC700>. Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
 
31 
 
FIGURA 16 - MUDANÇAS CULTURAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FIGURA 17 - REPRODUÇÃO SOCIAL E MUDANÇA SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.youtube.com/watch?v=YxzP0QwVUSQ&feature=related
>. Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.youtube.com/watch?v=247AqiZ1pME&feature=related>. 
Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
 
32 
Essas mudanças sociais que vimos implicam em uma nova organização do trabalho, 
surgimentos de funções, extinção de profissões e principalmente exigem dos trabalhadores mais 
qualificação, construção de novas competências, estar aberto e atento ao que ocorre na sua 
volta, não só no que se refere especificamente ao seu cargo ou função, mas também ter a 
capacidade de desenvolver um olhar sistêmico sobre todas as transformações sociais – culturais 
– econômicas que ocorrem no mundo. 
Tal processo de mudança ocorreu também com o Serviço Social. Na década de 70 a 
mudança no campo das profissões foi muito significativa e foi sentida pelas classes 
trabalhadoras e pelo proletariado vigente na época. 
Essas transformações são provocadas por uma mudança estrutural no conjunto de 
valores, crenças, e ideais de uma sociedade em todas as áreas destacando o setor da 
economia. Em todos os países observou-se uma diversificação, fragmentação e complexificação 
do trabalho. Esses fatores são os responsáveis pela criação de um abismo cada vez maior entre 
profissionais qualificados e não qualificados, mulheres e homens, jovens e velhos e outras 
diferenciações possíveis e imagináveis. 
Surge desde então, novos padrões, novas formas de ver e pensar o mundo, novas 
formas de consumo, novas estruturas familiares, novas formas de relações humanas. No 
trabalho, surge o conceito de “just in time”, ou seja, um melhor aproveitamento do tempo no 
processo produtivo. 
As formas de gestão nas organizações também mudaram. Foram mudanças drásticas, 
significativas e que implicaram diretamente na vida das pessoas, nas relações interpessoais e na 
forma de organização e estruturação destas relações. 
Uma das grandes mudanças se refere ao avanço da tecnologia e da inserção desta no 
processo industrial produtivo. Diminuiu o número de operários nas fábricas, e aumentou o 
número de processos automatizados baseados em princípios da robótica e computação. Esse foi 
um dos elementos que passou a exigir do trabalhador uma maior qualificação, o capacitando 
para manusear as máquinas computadorizadas e também a sair do “chão de fábrica" e passar a 
trabalhar dentro dos escritórios, em funções administrativas. Além da qualificação, passou-se a 
exigir dos trabalhadores novas atitudes, sendo capacidade de visão sistêmica e 
multifuncionalidade. 
 
 
 
33 
Dessa forma, surgiu uma nova classe de trabalhadores, os terceirizados, 
subcontratados, autônomos, profissionais sem direitos assegurados contratados por pequenas e 
médias empresas que não podem comportar os salários e seus encargos, mas necessitam de 
mão de obra qualificada para exercer a função. 
Esse cenário favoreceu o chamado trabalhador descartável, ou seja, utiliza sua mão de 
obra enquanto é interessante e não há nenhuma preocupação com retenção de talentos ou 
desenvolvimentos de pessoas. 
Além disso, podemos observar nesse período um aumento de mulheres ocupando 
cargos em empresas o que reforçou de certa forma o incentivo a condições precárias de trabalho 
e desregulamentação da mesma. 
Assim, criou-se um estereótipo de trabalhador. Jovens não conseguiam entrar no 
mercado de trabalho, velhos não “serviam mais”, mulheres só em condições de trabalho precário 
e quem não fosse qualificado o suficiente só como autônomo sendo descartável em seguida que 
o trabalho acabasse, e a inserção de crianças em trabalhos braçais e insalubres. 
 
FIGURA 18 - TRABALHO PRECÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/photo/1157702>. 
Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
 
34 
Isso influenciou diretamente e significativamente na vida pessoal destes trabalhos, na 
estruturação de suas famílias, nos valores e crenças, nas necessidades e prioridades e nas 
relações pessoais. A classe trabalhadora passa a ser uma classe frágil, insegura, instável, 
complexificando as condições humanas e de trabalho. 
Também houve uma acentuação quanto à diferenciação de trabalhos intelectuais e 
trabalhos precários e desprezados. Assim, poucos foram os que conseguiram se qualificar e 
integrar a classe de trabalhadores capacitados, aumentando o contingente de trabalhadores em 
situação irregular e desempregados. 
É importante esse resgate histórico para que possamos entender as mudanças no 
trabalho do assistentesocial, principalmente a partir dos anos 80, em que houve uma conjuntura 
na sociedade, trazendo mudanças socioculturais-políticas-econômicas na sociedade. É nesse 
abismo de desigualdades sociais que o Serviço Social ganha espaço e passa a ter uma 
importância social. 
 
 
3.2 IMPACTO PROVOCADO PELAS MUDANÇAS NO TRABALHO 
 
 
Essa exigência por profissionais mais competentes e preparados para o mercado de 
trabalho e para exercer funções mais “intelectualizadas” foi sentida em todas as áreas. Mas 
especificamente no Serviço Social, houve uma demanda de profissionais que atendesse 
às exigências quanto às questões sobre os Direitos Humanos, e isso impactou diretamente na 
formação e qualificação dos profissionais do Serviço Social. 
É fundamental que os profissionais sejam propositivos, sem, contudo, perderem o 
rumo ético-político dado no projeto profissional balizado por princípios éticos 
universais. Consequentemente, a era global repercute de forma drástica e seifadora 
no mundo do trabalho, evidenciando a necessidade imperiosa de reavaliar o trabalho 
vivo, as necessidades humanas e a lógica de produção a partir de uma lógica social. 
(LOPES, 2008. p. 80) 
 
 
 
 
35 
A partir da análise deste cenário, há uma necessidade de produzir novos valores, de se 
ter tempo livre para lazer, família e estudo dando sentido e significado a existência e atividade 
humana, resgatando e construindo valores essenciais da humanidade a partir de um novo 
projeto socialista global. 
Especificamente no contexto do serviço social, esse processo de globalização da 
economia provocou mudanças no espaço de trabalho do assistente social e no significado desta 
profissão para a sociedade contemporânea. 
 
...repercutindo tais mudanças no que se refere ao seu papel social, no ser 
trabalhador/profissional, as condições de trabalho, as competências profissionais, as 
implicações e definições teórico-metodológicas, éticas, políticas e técnicas, (re) 
definindo ações, respostas, enfrentamentos e desafios das profissões frente às 
demandas da sociedade e do mercado de trabalho. (LOPES, 2008. p.81) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.3 PERFIL DO PROFISSIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL 
 
 
 
 
Leia mais sobre esse assunto nos links abaixo: 
http://repensandooservicosocial.blogspot.com.br/2009/05/trabalho-e-servico-
social.html 
http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?pid=MSC0000000112010000100039&s
cript=sci_arttext 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAABTOsAJ/movimento-reconceituacao 
Leia mais sobre o Serviço Social no Brasil nos links: 
http://www.fnepas.org.br/pdf/servico_social_saude/texto2-1.pdf 
http://www2.dbd.puc-
rio.br/pergamum/tesesabertas/0510670_07_cap_03.pdf 
 
 
 
 
 
36 
Todas essas transformações nas relações de trabalho, as novas exigências do 
mercado tiveram seu saldo positivo. Passou-se a ter profissionais mais competitivos, agressivos, 
com vontade de fazer o melhor, com capacidade de comunicação. E isso não foi diferente com o 
assistente social. As novas relações de trabalho exigem competências que norteiam as práticas 
desenvolvidas no serviço social. 
O assistente social deve ser um profissional intelectualizado, com um forte referencial 
teórico-metodológico construído a partir de leituras, estudos, pesquisas e formação continuada. 
O conhecimento, a consistência teórica, a capacidade argumentativa e o domínio da tecnologia 
são elementos essenciais na formação do assistente social e são esses elementos que 
diferenciarão o bom do mal profissional. 
Além dos fatores técnicos que envolvem a profissão de assistente social, este 
profissional deve investir em desenvolvimento de capacidades pessoais, valorização humana, 
crescimento pessoal. 
 
 
FIGURA 19 - PERFIL DO ASSISTENTE SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assistente Social 
Crescimento intelectual, 
conhecimento teórico 
Crescimento emocional, 
afetivo, pessoal e psíquico 
Formação operacional. 
Conhecimento técnico. 
Aplicação da teoria na prática 
FONTE: a autora 
 
 
37 
Podem-se apontar como indicadores do perfil dos profissionais de uma forma geral, 
na atualidade, uma formação em que implique permanente continuidade, domínio de 
duas ou mais línguas, uma carreira com planejamento e projeções, de 
desenvolvimento de habilidades no trabalho em equipe, na administração do tempo 
de trabalho e livre, na compreensão do todo de forma integrada e complexa, 
habilidade no trato das negociações e no ser generalista, que implica dominar a área 
de competência/formação e o que perpassa por ela. (LOPES, 2008. p. 83) 
 
 
FIGURA 19 - CARACTERÍSTICAS DO ASSISTENTE SOCIAL 
 
O assistente social deve ser/ter: 
 
 flexível; 
 ético; 
 criativo; 
 intuitivo; 
 capacidade de analisar e resolver problemas; 
 capacidade de síntese; 
 inovador; 
 estabilidade emocional e afetiva; 
 capacidade de gerenciar informações; 
 investir na profissão; 
 produzir conhecimento e material teórico; 
 ser crítico e reflexivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: a autora 
 
 
38 
FIGURA 20 - COMPETÊNCIAS DO ASSISTENTE SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Define-se um perfil para o assistente social na atualidade, na perspectiva de que este 
profissional responda positiva e criticamente às demandas / requisições da 
sociedade e do mercado de trabalho, bem como ao projeto ético-político profissional. 
Para tanto, este profissional [...] deverá ser dotado de competência teórico – 
metodológica, técnico – operativa e ético – política, definidas no projeto de formação 
profissional. (LOPES, 2008. p. 84) 
 
Assim: 
 
 
 
Competências 
Cognitivas 
Organizacional 
Relacional 
Social 
Comportamental 
Desempenho das atividades de 
assistente social com excelência 
FONTE: adaptado de Farias, 2004. 
 
 
 
39 
 
 Competência teórico-metodológica  auxilia no reconhecimento e distinção de 
saberes que irão nortear a proposição de ações específicas e a produzir conhecimentos para a 
área de atuação; 
 Competência técnico-operativa  auxilia o assistente social a criar e 
desenvolver estratégias de atuação, utilizar instrumentos adequados e técnicas de trabalho 
adequados para responder a determinadas necessidades; 
 Competência ético – política  possibilita ao assistente social construir 
princípios e valores que irão subsidiar a prática profissional, orientando, direcionando e 
fundamentando o exercício da profissão no Serviço Social. 
 
Podemos ver que o profissional de assistência social deve ser multifacetado, deve ser 
completo, observador, peculiar. Deve ser um agente político, com princípios e valores éticos e 
que queira construir uma sociedade justa, democrática e igualitária. 
Ainda, deve entender o contexto histórico, as mudanças sociais, as razões das 
transformações, as novas exigências do mercado, estar atento, atualizado a tudo que possa 
demandar sua atuação profissional. 
Para finalizar, vamos ver uns vídeos interessantes sobre esse assunto: 
 
FIGURA 21 - VÍDEO ÉTICA EM SERVIÇO SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=t0t_MWtdh7o&feature=related>. 
Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
40 
 
FIGURA 22 - PSICOLOGIA E SERVIÇO SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=XHxb4c0G5Hw&feature=related>. 
Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
4 FORMAÇÃO PROFISSIONAL4.1 O QUE É FORMAÇÃO PROFISSIONAL 
 
 
Vamos começar assistindo um vídeo sobre a profissão de assistente social. 
 
 
FIGURA 23 – PROFISSÃO: ASSISTENTE SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=Sa5kpScbTSI&feature=related>. 
Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
 
 
42 
 
Todas as mudanças que analisamos anteriormente influenciam diretamente na 
formação dos assistentes sociais, exigindo que esta formação: 
 
Possibilite aos assistentes sociais compreender criticamente as tendências do atual 
estágio da expansão capitalista e suas repercussões na alteração das funções 
tradicionalmente atribuídas à profissão e no tipo de capacitação requerida pela 
“modernização” da produção e pelas novas formas de gestão da força de trabalho; 
que dê conta dos processos que estão produzindo alterações nas condições de vida 
e de trabalho da população que é alvo dos serviços profissionais, assim como das 
novas demandas dos empregadores na esfera empresarial. (IAMAMOTO, 1998. p. 
180) 
 
 
FIGURA 24 - ASSISTENTE SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.sxc.hu/photo/680529>. Acesso em: 
20.08.2012. 
 
 
 
43 
 
A formação profissional deve produzir um profissional competente ética – política – 
metodológica – operacional – teoricamente comprometido, responsável e que tenha capacidade 
de indignação e argumentação frente a problemática social. 
Para tanto, é necessário pensar em uma proposta política pedagógica consistente, 
realista com bases teóricas consolidadas e que possibilite a construção de matrizes curriculares 
que aprendam a lógica da constituição da vida social, o acompanhamento do movimento 
histórico a fim de entender as demandas e a problemática social que pulsa por solução e que 
influencia no cotidiano na prática do assistente social. 
Ressalta-se a importância da realização do estágio para que o estudante possa 
conhecer os diversos cenários e confirmar sua vocação frente aos cenários. Além disso, a 
universidade deve proporcionar ao futuro assistente social a produção escrita de referencial 
teórico e metodológico e o ensino da prática profissional. 
Estamos falando tanto em formação, mas qual o conceito de formação? Qual a 
concepção de formação? 
Vamos entender um pouquinho sobre concepção de formação. 
O que se entende por formação? 
Como definir o perfil de profissional que se deseja formar? 
Quando falamos em formação profissional estamos falando em processo. Mas o que é 
processo? 
 
FIGURA 25 - PROCESSO 
 
 
 
 
 
 
ENTRADA SAÍDA 
PROCESSO 
FONTE: a autora 
 
 
44 
 
Processo é algo que tem um insumo (entrada), um desenvolvimento, e tem uma saída 
ou um produto final. Com a formação profissional não é diferente: o aluno entra com uma 
bagagem, com conhecimentos prévios, com experiências, desejos e curiosidades, passa por um 
processo de construção de conhecimento, estuda o referencial teórico, conhece as áreas de 
atuação daquela profissão e sai um profissional competente e apto a exercer a profissão. Ou 
seja, formação profissional é o processo que uma pessoa passa na qual construirá – 
articuladamente - um arcabouço teórico, práticas cotidianas e vivências profissionais. 
 
Isso lhe permitirá ter apreensão de forma crítica da realidade social tanto nas suas 
particularidades sócio-históricas, quanto na totalidade dessa realidade, na 
contemporaneidade. Compreender o significado social de sua profissão é reconhecer 
e incorporar princípios e valores éticos que fundamentam o agir profissional, o ethos 
profissional e, ainda, reconhecer seu espaço profissional. (LOPES, 2008. p. 94) 
 
Formação profissional em serviço social é um processo pedagógico que permite a 
construção de conhecimentos teóricos, identificar possíveis ações e intervenções para cada 
contexto e necessidade e a partir desta articulação exercer as funções inerentes à profissão de 
assistente social. 
Ressalto que todos os movimentos históricos que estudamos anteriormente são 
importantes também para entendermos as mudanças na educação e consequentemente na 
formação profissional do assistente social. 
 
 
4.2 FORMAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL 
 
 
Especificamente no serviço social, o processo de formação passou por mudanças 
curriculares devido às transformações que a sociedade passou ao longo dos anos nas políticas 
da educação, especialmente para o ensino superior. Também com as mudanças na sociedade, 
 
 
45 
 
mudou o perfil de assistente social que se buscava, novas ações foram demandadas e que 
precisavam compor – de alguma forma – a matriz curricular dos cursos de ensino superior. 
Vamos conhecer as principais mudanças curriculares para os cursos de serviço social: 
 
 
FIGURA 26 - REFORMA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/photo/1067843>. Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
 1982  proposta pela Associação Brasileira de Ensino em Serviço Social. 
Necessidade de quebras paradigmas para formar assistentes sociais críticos e comprometidos 
com transformações sociais. Oferta de cursos de pós-graduação na área de Serviço Social. 
Investimento em estudos e pesquisas que resultaram em um novo olhar para a profissão. 
 1998  nova reforma curricular “centrada na análise da questão social e nos 
fundamentos teóricos e históricos da profissão enquanto processo de trabalho.” (FALEIROS, 
2000. p. 166). Esta reforma curricular visou atender o disposto na LDB – Lei de Diretrizes e 
Bases da Educação Nacional que orientava para a realização de diretrizes curriculares a fim de 
articular valores, conhecimentos, competências, habilidades e atitudes necessárias ao exercício 
da profissão de assistente social. 
 
 
 
46 
 
FIGURA 27 - LEGISLAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/photo/875413>. Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
O Parecer CNE/CES 492/2001 dispõe que: 
 
 DIRETRIZES CURRICULARES PARA OS CURSOS DE SERVIÇO 
SOCIAL 
1. Perfil dos Formandos 
Profissional que atua nas expressões da questão social, formulando e 
implementando propostas de intervenção para seu enfrentamento, 
com capacidade de promover o exercício pleno da cidadania e a 
inserção criativa e propositiva dos usuários do Serviço Social no 
conjunto das relações sociais e no mercado de trabalho. 
2. Competências e Habilidades 
A) Gerais 
A formação profissional deve viabilizar uma capacitação teórico-
metodológica e ético - política, como requisito fundamental para o 
exercício de atividades técnico-operativas, com vistas à 
 compreensão do significado social da profissão e de seu 
desenvolvimento sócio-histórico, nos cenários internacional e nacional, 
desvelando as possibilidades de ação contidas na realidade; 
 
 
 
 
47 
 
 identificação das demandas presentes na sociedade, visando a 
formular respostas profissionais para o enfrentamento da questão 
social; 
 utilização dos recursos da informática. 
B) Específicas 
A formação profissional deverá desenvolver a capacidade de 
 elaborar, executar e avaliar planos, programas e projetos na 
área social; 
 contribuir para viabilizar a participação dos usuários nas 
decisões institucionais; 
 planejar, organizar e administrar benefícios e serviços sociais; 
 realizar pesquisas que subsidiem formulação de políticas e 
ações profissionais; 
 prestar assessoria e consultoria a órgãos da administração 
pública, empresas privadas e movimentos sociais em matéria 
relacionada às políticas sociais e à garantia dos direitos civis,políticos 
e sociais da coletividade; 
 orientar a população na identificação de recursos para 
atendimento e defesa de seus direitos; 
 realizar visitas, perícias técnicas, laudos, informações e 
pareceres sobre matéria de Serviço Social. 
3. Organização do Curso 
 Flexibilidade dos currículos plenos, integrando o ensino das 
disciplinas com outros componentes curriculares, tais como: oficinas, 
seminários temáticos, estágio, atividades complementares; 
 rigoroso trato teórico, histórico e metodológico da realidade 
social e do Serviço Social, que possibilite a compreensão dos 
problemas e desafios com os quais o profissional se defronta; 
 estabelecimento das dimensões investigativa e interpretativa 
como princípios formativos e condição central da formação 
profissional, e da relação teoria e realidade; 
 presença da interdisciplinaridade no projeto de formação 
profissional; 
 exercício do pluralismo teórico-metodológico como elemento 
próprio da vida acadêmica e profissional; 
 respeito à ética profissional; 
 indissociabilidade entre a supervisão acadêmica e profissional 
na atividade de estágio. 
4. Conteúdos Curriculares 
A organização curricular deve superar as fragmentações do processo 
de ensino e aprendizagem, abrindo novos caminhos para a construção 
de conhecimentos como experiência concreta no decorrer da formação 
profissional. Sustenta-se no tripé dos conhecimentos constituídos 
 
 
 
48 
 
pelos núcleos de fundamentação da formação profissional, quais 
sejam: 
 núcleo de fundamentos teórico-metodológicos da vida social, 
que compreende um conjunto de fundamentos teórico-metodológicos e 
ético-políticos para conhecer o ser social; 
 núcleo de fundamentos da formação sócio-histórica da 
sociedade brasileira, que remete à compreensão das características 
históricas particulares que presidem a sua formação e 
desenvolvimento urbano e rural, em suas diversidades regionais e 
locais; 
 núcleo de fundamentos do trabalho profissional, que 
compreende os elementos constitutivos do Serviço Social como uma 
especialização do trabalho: sua trajetória histórica, teórica, 
metodológica e técnica, os componentes éticos que envolvem o 
exercício profissional, a pesquisa, o planejamento e a administração 
em Serviço Social e o estágio supervisionado. 
Os núcleos englobam um conjunto de conhecimentos e habilidades 
que se especifica em atividades acadêmicas, enquanto conhecimentos 
necessários à formação profissional. Essas atividades, a serem 
definidas pelos colegiados, se desdobram em disciplinas, seminários 
temáticos, oficinas/laboratórios, atividades complementares e outros 
componentes curriculares. 
5. Estágio Supervisionado e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) 
O Estágio Supervisionado e o Trabalho de Conclusão de Curso devem 
ser desenvolvidos durante o processo de formação a partir do 
desdobramento dos componentes curriculares, concomitante ao 
período letivo escolar. 
O Estágio Supervisionado é uma atividade curricular obrigatória que se 
configura a partir da inserção do aluno no espaço socioinstitucional, 
objetivando capacitá-lo para o exercício profissional, o que pressupõe 
supervisão sistemática. Esta supervisão será feita conjuntamente por 
professor supervisor e por profissional do campo, com base em planos 
de estágio elaborados em conjunto pelas unidades de ensino e 
organizações que oferecem estágio. 
6. Atividades Complementares 
As atividades complementares, dentre as quais podem ser destacadas 
a monitoria, visitas monitoradas, iniciação científica, projeto de 
extensão, participação em seminários, publicação de produção 
científica e outras atividades definidas no plano acadêmico do curso. 
(PARECER CNE/CES 492/2001. Disponível em: 
 
 
49 
 
<http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES0492.pdf>. Acesso em: 
20.08.2012. 
 
 
Analisando as diretrizes acima percebemos que ela orienta para uma formação crítica 
– reflexiva preocupada em formar profissionais comprometidos com princípios éticos e com 
transformações sociais em consonância com o Código de Ética do Assistente Social. 
 
As novas diretrizes curriculares para a formação do assistente social apresentam 
uma estrutura inovadora abrangendo um conjunto de conhecimentos indissociáveis e 
organicamente vinculados aos três núcleos citados anteriormente, o que garante a 
não fragmentação do ensino – aprendizagem e a articulação dos saberes do campo 
teórico, prático e ético. (LOPES, 2008. p. 105 apud CARDOSO, 2000. p. 15) 
 
 
FIGURA 28 - REFORMA CURRICULAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=grdcTek29eM>. Acesso em: 
20.08.2012. 
 
 
 
 
50 
 
 
No curso de serviço social deve haver uma articulação consistente entre teoria e 
prática. Todas as disciplinas devem abordar questões relacionadas ao referencial teórico 
específico e – posteriormente – sua aplicação prática, seja por estudos de casos, simulações de 
situações, estágios, observações participativas e não participativas, enfim, toda e qualquer 
situação passível de intervenção na qual o aluno possa fazer uma relação teoria e prática de 
forma crítica. 
Além de conhecimentos particulares do Serviço Social, até em função da amplitude e 
importância social deste curso, outras áreas de conhecimento devem igualmente compor a grade 
curricular do curso de graduação em serviço social, sendo: 
 Sociologia; 
 Filosofia; 
 Psicologia; 
 Antropologia; 
 Ciências Políticas; 
 Administração; 
 Gestão Pública; 
 Direito, entre outras. 
 
Assim, precisamos ter a compreensão de que teoria e prática devem – 
obrigatoriamente – andar de mãos dadas, mantendo uma relação de simbiose concebida de 
forma lógica e articulada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
 
 
 
FIGURA 29 - ARTICULAÇÃO TEORIA E PRÁTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/photo/1383864>. Acesso em: 20.08.2012. 
 
Para finalizarmos vamos conhecer o símbolo do Serviço Social e seu significado: 
 
FIGURA 29 - SÍMBOLO SERVIÇO SOCIAL 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://alunosdeservicosocial.blogspot.com.br/2011/07/qual-o-
significado-dos-simbolos-do.html>. Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
 
 
FIGURA 30 - SIGNIFICADO SÍMBOLOS 
 
 
Turmalina Verde: Pedra Brasileira singela por excelência, ninguém procura falsificá-la. 
Simboliza a esperança e a sinceridade. 
Estrela dos Reis Magos: Lembra num mesmo facho, a suprema caridade do redentar e o 
elevado ideal dos Reis Magos que, segundo e na renúncia dos próprios bens e comodidade 
encontrou a LUZ. Simboliza o espírito de fraternidade universal e de sacrifício pelo bem dos 
homens. 
Balança com a Tocha: Exprime o caráter da justiça social; mais moral que jurídica, à punição do 
que erro, preferindo a redenção. Simboliza que pelo amor e pela verdade tudo pode ser 
removido. 
 
 
 
 
FIGURA 31 - DIA DO ASSISTENTE SOCIAL 
 
Outras curiosidades: 
 
15 de maio  O dia é comemorado em virtude do Decreto 994/62 que regulamenta a profissão 
do assistente social e cria os Conselhos Federal e Regionais ter sido editado em 15 de maio de 
1962. Assim, embora a profissão tenha sido legalmente reconhecida por meio da Lei no. 3252 de 
27 de agosto de 1957, somente em 15 de maio foram regulamentados e instituídos os 
instrumentos normativos e de fiscalização, na época Conselho Federal e Regional de 
Assistentes Sociais. Hoje com a edição da Lei 8662 de 08 de junho de 1993 - Conselho Federal 
e Regionais de Serviço Social. 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.cressrj.org.br/servico_social.php>.Acesso em: 
20.08.2012. 
 
 
53 
FONTE: Disponível em: <http://www.cressrj.org.br/servico_social.php>. Acesso em: 20.08.2012. 
 
4.3 DESAFIOS E POSSIBILIDADES 
 
FIGURA 32 - QUESTIONAMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Já estudamos a história do serviço social, o perfil de assistente social, as demandas da 
nova sociedade, a formação continuada e formal do profissional. 
Mas agora precisamos fazer um grande questionamento: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.sxc.hu/photo/1389645>. Acesso em: 
20.08.2012. 
 
Quais os desafios e as possibilidades desta profissão? 
 
 
54 
 
 
FIGURA 33 - DESAFIOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://programavisaoespirita.blogspot.com.br/2012/01/desafios-
existenciais.html#!/2012/01/desafios-existenciais.html>. Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
FIGURA 34 - VÍDEO DESAFIOS DA PROFISSÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
55 
FONTE: Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=TgZ0yqXJ3ik>. Acesso em: 
20.08.2012. 
 
Para Cassab (2000) um dos maiores desafios da formação em serviço social é 
desenvolver a capacidade crítica – reflexiva no aluno, articulando de forma lógica as 
competências, conforme figura abaixo: 
 
 
FIGURA 35 - DIMENSÕES DAS COMPETÊNCIAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: a autora 
 
 
Trata-se, dessa forma, de uma abordagem pedagógica com os seguintes eixos: 
 
 Teórico – metodológicos  fundamentação teórica que norteará a ação do 
profissional. 
 Técnico – operativo  questões de ordem prática referente à função 
fundamentada na teoria. 
 Ético – política  identificação das questões políticas referentes ao exercício da 
profissão, da intervenção na sociedade e dos movimentos sociais de acordo com o Código de 
Ética. 
 
Competências 
 
Teórico - metodológica 
 
Técnico - operativa 
 
Ético - política 
 
 
56 
 
 
É o assistente social que, pela sua formação e atuação profissional, está mais 
próximo dos usuários, que consegue fazer a identificação e leitura da questão social 
e, portanto, desenvolver ações propositivas para contribuir na garantia da qualidade 
de vida para a ampliação da cidadania e por processos de mudança que visam a 
igualdade e justiça social (LOPES, 2008, p. 108) 
 
Outro importante desafio das formações em serviço social é formar profissionais 
capazes de escrever sua própria história, de serem autores de uma trajetória de sucesso e que 
caminhe em direção à construção de uma sociedade justa e igualitária. 
Apesar do cunho social da profissão, esses profissionais devem estar inseridos em um 
mercado de trabalho, devem buscar um salário e benefícios compatíveis com a profissão e a 
educação formal deve desenvolver competências pessoais que favoreçam tal inserção e 
manutenção no mercado, diferenciando um bom assistente social. 
As necessidades apresentadas à profissão são provenientes das relações sociais 
estabelecidas, muitas vezes, incoerentes ou desencontradas, oriundas de uma sociedade 
consumista, materialista e provedora de desigualdades sociais. 
Por sua vez, a proposta pedagógica dos cursos de graduação e pós-graduação deve 
estar atenta a tais demandas, a fim de formar profissionais capazes de atender as essas 
solicitações sociais, sendo agentes ativos no processo de transformação social. 
Mas o que a instituição de ensino tem que pensar ao oferecer um curso de Serviço 
Social que atenda todas essas demandas? 
 
FIGURA 36 - PENSAR 
 
 
 
 
 
 
57 
FONTE: Disponível em: <http://inemegf.blogspot.com.br/2010/01/la-nota-cortacomo-piensan-
algunas.html>. Acesso em: 20.08.2012. 
 
 Fazer o projeto pedagógico do curso 
 Desenhar o perfil profissional do egresso 
 Identificar os objetivos gerais e específicos do curso 
 Pensar e estruturar a matriz curricular 
 Construir um referencial teórico consistente e coerente com a proposta 
pedagógica 
 Formar um corpo docente rico e com currículos diferenciados 
 
Nessa ótica, considera-se a educação como uma prática permanente, pela própria 
característica humana que coloca a pessoa como um ser em permanente busca, um 
permanente investigador em si, sobre as pessoas e sobre o mundo em que vive. 
(LOPES, 2008. p. 109) 
 
 
FIGURA 37 - LIVROS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: 
<http://www.sxc.hu/photo/1279612>. Acesso em: 
20.08.2012. 
 
 
58 
 
 
 
Além disso, o profissional deve estar aberto a novas aprendizagens não só dentro do 
espaço escolar e acadêmico, mas o próprio espaço de intervenção e de exercício da sua prática 
profissional deve ser usado como laboratório de aprendizagem, como ambiente capaz de gerar e 
gerir conhecimentos. 
É importante, nesse sentido, a troca com outros profissionais e com a comunidade que 
sofre a intervenção em sim, para que se criem ambientes coletivos de discussões, de 
aprendizagens de aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes. 
Isso auxiliará o profissional a desenvolver determinadas competências essenciais, tais 
como o trabalho em equipe, o respeito a diferenças, a capacidade de ouvir e observar, liderança, 
gestão, administração de tempo, humildade, proatividade, iniciativa, entre outros. 
Assim, o assistente social deve embutir na sua essência a constante ânsia por 
pesquisar, diagnosticar, construir projetos e propor ações de melhoria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
59 
 
 
 
5 PERSPECTIVAS E ESTRATÉGIAS 
 
 
5.1 REDES COMO ESTRATÉGIA DE INTERVENÇÃO 
 
 
Neste módulo vamos compreender a prática do assistente social, bem como conhecer 
os espaços de intervenção deste profissional na sociedade. 
Estamos falando tanto no perfil do assistente social e nas intervenções deste 
profissional. Mas você sabe quais espaços ele pode atuar? Vamos conhecer alguns: 
 
 
Conheça alguns dos campos de atuação do Serviço Social 
FONTE: Disponível em: 
<http://sscontemporaneo.wordpress.com/campos-de-atuacao/>. 
Acesso em: 16 jul. 2012. 
 
 
MEIO AMBIENTE 
Os fatores que justificam a intervenção do Profissional nesta área são justamente as 
novas situações que são geradas não só pelo confronto que passa a existir entre a população, 
na condição de expropriados e a concessionária, mas também pelos efeitos causados pelos 
empreendimentos. 
No caso das construções de Usinas Hidrelétricas, o objetivo do Serviço Social é o de 
incrementar as ações que vão possibilitar o desenvolvimento da política energética por meio de 
 
 
60 
maior geração de eletricidade justificada pela necessidade de atender a demanda causada pelo 
desenvolvimento econômico regional. Diante dessa justificativa as empresas estatais 
 
 
desapropriam terras, desalojam populações e criam situações de conflito em diferentes 
momentos: antes da construção, durante e após o término do empreendimento. 
 
 
 
O Assistente Social enquanto pesquisador do meio ambiente 
O Serviço Social poderá, como qualquer outra área do conhecimento estudar os 
impactos ambientais causados pela construção de Usinas Hidrelétricas ou vir a compor uma 
equipe de pesquisadores que tem como objetivo o estudo dos impactos causados no meio 
ambiente por essas Usinas. 
 
SAÚDE 
Os assistentes sociais se inserem no processo de trabalho em saúde, como agente de 
interação entre os níveis do Sistema Único de Saúde – SUS com as demais políticas sociais, 
sendo que o principal objetivo de seu trabalho no setor é assegurar a integralidade e 
intersetorialidade dasações. 
O profissional desenvolve, ainda, atividades de natureza educativa e de incentivo à 
participação da comunidade para atender as necessidades de coparticipação dos usuários no 
desenvolvimento de ações voltadas para a prevenção, recuperação e controle do processo 
saúde/doença. O que vale ainda ressaltar na inserção atual do assistente social na área de 
saúde é o fato de que essa “prática” não é mais mediada pela ideologia da ajuda e sim pela 
perspectiva da garantia de direitos sociais. 
 
EDUCAÇÃO 
A presença dos assistentes sociais nas escolas expressa uma tendência de 
compreensão da própria educação em uma dimensão mais Integral, envolvendo os processos 
socioinstitucionais e as relações sociais, familiares e comunitárias que fundam uma educação 
 
 
61 
cidadã, articuladora de diferentes dimensões da vida social como constitutivas de novas formas 
humana, nas quais o acesso aos direitos sociais é crucial. 
 
 
ASSISTÊNCIA SOCIAL 
O Assistente social como trabalhador da Assistência Social tem como finalidade básica 
o fortalecimento dos usuários como sujeito de direitos e o fortalecimento das políticas públicas. 
Tendo em vista que o Assistente Social é um profissional comprometido com a autonomia dos 
sujeitos, com a crença no potencial dos moradores e das famílias das populações referenciadas 
pelo CRAS, para que rompam com o processo de exclusão /marginalização, assistencialismo e 
tutela. 
O profissional de Serviço Social trabalha na emancipação de famílias e comunidades, 
sendo que, uma das mais importantes dimensões do papel do assistente social, sempre na 
perspectiva de cumprir com o desafio de integrar as políticas sociais. Uma integração que, 
respeitadas as especificidades de cada área, se dá pelo ponto que têm em comum: a defesa da 
vida, da dignidade e do desenvolvimento social que possibilite a mais justa distribuição de bens e 
riquezas no país. 
 
EMPRESA 
No processo de inserção do Serviço Social no mundo privado do trabalho pode se 
afirmar que sua atuação nessa direção gira em torno tanto do funcionário quanto da empresa, na 
resolução ou na contenção de situação conflituosa e/ou de dificuldades na produção ou nas 
relações sociais cuja atuação em alguns casos é estendida à família dos funcionários. 
 
ASSESSORIA E CONSULTORIA 
Área de atuação profissional que necessita de preparo técnico, embasamento teórico e 
comprometimento ético político. Um profissional capaz de formular, gerir, implementar e avaliar 
políticas, projetos sociais, elaborar estudos e pesquisas. 
 
 
 
62 
ONGs 
Atividades predominantes são: o esclarecimento de direitos sociais, benefícios e 
serviços institucionais; o planejamento de programas e projetos sociais; a 
 
assessoria/acompanhamento a grupos sociais; orientação/encaminhamento de serviços e 
benefícios sociais. 
 
Atuação do Assistente Social no Judiciário 
O Serviço Social tem seu espaço de trabalho dentro do judiciário, atuando como 
“peritos” e com isso poderão assumir responsabilidade sobre a vida de pessoas que estão em 
situações de vulnerabilidade social, que necessitam de proteção judicial. 
Os Assistentes Sociais utilizam o estudo social como instrumento para análise da 
realidade encontrada pelos autores das ações judiciais podendo ser chamados a dar opiniões, 
fazer laudos e pareceres sociais. Sendo que esses constituem subsídios para instrumentos às 
decisões e análise da situação e posicionamento diante dos fatos apresentados. 
 
O Assistente Social na área de consultoria 
O Assistente Social como consultor por meio da atuação junto à empresa e seus 
gestores e colaboradores pode oferecer alternativas que repercutem positivamente na empresa 
principalmente nas áreas de: 
 
 Elevação da produtividade; 
 Melhoria do clima organizacional; 
 Redução de acidentes do trabalho; 
 Redução do absenteísmo; 
 Melhor imagem positiva da Empresa; 
 Melhor utilização dos Benefícios oferecidos pela Empresa; 
 Mapeamento Social, Diagnóstico Social e Clima Organizacional; 
 
 
63 
 Administração de Benefícios/Convênios /Autogestão; 
 Sinistralidade de Convênios; 
 Terceirização: controles administrativos, implantação de rotinas, suporte à área de 
RH, de acordo com o perfil e necessidade do cliente. 
 
O Assistente Social exerce suas funções por meio de palestras, atendimentos 
individuais, grupais, dinâmicos e pesquisas, atua também promovendo reflexos sobre a origem 
dos fatores levando o cliente/colaborador a ser capaz de decidir sua própria vida e carreira. 
 
O Assistente Social na área da Habitação 
A atuação do Assistente Social na habitação está norteada pelo Caderno de 
Orientação Técnico Social (COTS) que tem a finalidade de orientar as equipes técnicas sociais 
dos Estados, Distrito Federal, Municípios, responsáveis pela implantação dos programas 
habitacionais. Esta intervenção técnico-social é norteada pelos seguintes eixos básicos: 
 Apoio à mobilização e organização comunitária; 
 Condominial, capacitação profissional, geração de trabalho renda; 
 Educação, sanitária/patrimonial; 
 Trabalho socioambiental e ações informativas; 
 Características sociais e econômicas da população a ser beneficiada. 
 
 
Como vimos, o campo de atuação do assistente social é bem amplo e diversificado. 
São inúmeras as possibilidades e isso faz com que a formação, a qualificação e a capacitação 
desses sejam aprimoradas. Exige-se um maior conhecimento e uma maior capacidade de lhe 
dar com situações difíceis e de compreender as relações humanas nas diferentes instâncias. 
O assistente social tem que estar preparado para enfrentar pessoas viciadas em 
drogas psicoativas, doentes com AIDS ou outras doenças terminais, desemprego, violência 
doméstica, trabalho infantil, balanço social, responsabilidade social entre tantos outros. 
 
 
64 
Além disso, o assistente social deve estar atento aos índices de controle social, tais 
como: índice de natalidade e mortalidade, tempo de vida, número de pessoas por famílias, 
renda, escolaridade, etc., isso ajudará o profissional a criar um cenário e propor ações 
condizentes a fim de atuar na causa – raiz da problemática social. 
Uma das formas de intervenção são as redes sociais. 
 
Você sabe o que são redes sociais? Será que redes sociais são apenas os facebook, 
Orkut, linkedin, etc.? 
Reflita um pouco.... 
 
Leia o artigo abaixo. FONTE: Disponível em: 
<http://tudosobreservicosocial.blogspot.com.br/2009/12/o-trabalho-social-em-rede.html>. Acesso 
em: 16 jul. 2012: 
 
O Trabalho Social em Rede 
 
A Aplicação das Redes Sociais no Trabalho Social 
Ao longo das últimas décadas, temos assistido a várias transformações nas 
sociedades europeias, as quais se têm tornado progressivamente mais industrializadas e nas 
quais o grau de proximidade entre as pessoas, tem diminuído (consequência das migrações para 
as zonas urbanas, onde as pessoas se conhecem menos). 
Assim, de forma a acompanhar estas mudanças, foi necessária uma reformulação e 
melhoria do trabalho social, na qual se teve em conta a rede social. A socialização como um 
processo sócio-histórico. Atualmente as sociedades são mais modernas e complexas, sendo 
constituídas por inúmeras redes sociais (família, empresa, clube desportivo, instituição, escola 
etc.), nas quais os cidadãos estão incluídos. 
 
 
65 
Existem vários fatores que permitiram que as sociedades se tornassem mais 
complexas, tais como, a urbanização, a industrialização, o desenvolvimento do Estado 
fundamentado na regra da lei e no Estado Providência, a Europeização e globalização. 
No que diz respeito à urbanização e industrialização, podemosreferir que, hoje, a 
maioria das pessoas trabalha em zonas urbanas, no setor industrial e terciário. 
Assim, as sociedades de hoje, são consideradas pós-industriais de serviços, sendo o 
computador, os telefones móveis e a internet, algumas das ferramentas mais utilizadas. 
 
O processo de industrialização tem vindo a ser acompanhado pelo de urbanização, de 
tal forma que, por exemplo, na sociedade Portuguesa, a maioria das pessoas vive em áreas 
urbanas, como Lisboa e Vale do Tejo. O segundo fator enunciado teve origem com 
industrialização, a qual foi responsável pelo desenvolvimento de uma luta entre classes sociais e 
pelo progresso da indústria. Consequentemente, formou-se a sociedade capitalista burguesa, 
que por um sistema de segurança social, impulsionou a criação do Estado Providência e do 
Estado Fundamentado na regra da lei, onde a eleição democrática foi estendida a todos os 
cidadãos, criaram-se sistemas pluralistas multipartidários, promoveu-se uma justiça 
independente e liberdade de empresa. 
Quanto ao terceiro fator, podemos referir que a Europeização, surgiu como resultado 
da Segunda Guerra Mundial e da ameaçada da União soviética nos países europeus ocidentais. 
Tais marcos levaram a que estes países se unissem formando-se, a Comunidade Econômica 
Europeia, em 1956. Já a globalização, que tem acelerado o processo de Europeização, pode ser 
de vários tipos: globalização econômica (dos mercados de produtos, de cooperação na produção 
e da divisão no trabalho); informática (utilização do telefone móvel, fax, televisão por satélite e 
internet); financeira ecológica e cultural (o domínio da música pop, de filmes e programas 
televisivos americanos, do fast-food). Todos esses processos de globalização são 
interdependentes, pois se influenciam entre si. 
O mundo não tem só uma base política, mas também é constituído por várias redes de 
instituições, tais como, organizações não governamentais, governos nacionais, empresas 
multinacionais e organizações supra e internacionais. 
 
 
 
66 
A individualização como processo social 
O Estado fundamentado na regra da lei e no Estado Providência, possibilitaram o 
surgimento de inúmeras instituições sociais, que apoiam os indivíduos a vários níveis (financeiro, 
econômico, psicológico, etc.), apoio esse que deixa de ser da inteira responsabilidade da família 
e amigos. Por exemplo, se uma pessoa ficar sem emprego, ela já pode recorrer ao subsídio de 
desemprego, não precisando tanto da ajuda financeira de outros, ou se uma mulher tiver um 
filho, ela já não precisa casar para ter mais apoio econômico, pois esse pode ser dado pelo 
estado. Pelo segundo exemplo, percebe-se que a família já não tem a importância que tinha há 
 
décadas, pois os divórcios e as famílias monoparentais têm aumentado, ao passo que o número 
de pessoas por lar tem diminuído. Assim, o que se verifica atualmente, é que muitas pessoas 
optam por viver juntos e não casar, enquanto que outras preferem viver sozinhas, com ou sem 
filhos, sendo mais frequente encontrar pais solteiros no norte da Europa, que no sul. 
 
A socialização de rede como uma figuração 
Cada indivíduo estabelece uma relação recíproca e mútua com a sociedade 
envolvente, estando inserido em várias redes sociais. No entanto, a extensão dessas redes 
depende da constituição das famílias. 
Se a família for constituída por pai, mãe e filhos, a rede social da mesma vai ser real e 
intensa, englobando muitos contatos, com a família, amigos, vizinhos, pessoas na escola, no 
trabalho, entre outros. 
No caso de a família ser monoparental, esta rede é menos alargada, limitando-se às 
pessoas conhecidas pela mãe/pai e pelos filhos. Nesse caso, existem poucos contatos no 
domínio das redes primárias (com família, amigos, vizinhos, etc.), mas mais contatos com 
instituições e pessoas no setor das redes secundárias (por exemplo, com um assistente social.) 
Se uma pessoa viver sozinha, a sua rede social será menos extensa e, por 
consequente, mais pobre e frágil que as duas anteriores, pois esse interage com menos 
pessoas. 
 
 
 
67 
A importância das redes sociais na sociedade e no apoio social 
As redes sociais têm um importante relevo, tanto na sociedade como no apoio à vida 
diária de todas as pessoas, sendo este termo utilizado em diferentes ciências sociais, como a 
sociologia, a ciência política, a psicologia e a economia. Para a investigação de redes sociais na 
sociedade, foram desenvolvidos nove critérios por Clyde Mitchel, embora, por vezes, só uma 
seleção dos mesmos seja utilizada na realização desta. 
 
 
Existem três tipos de redes sociais: 
• Redes sociais primárias ou microssociais - Este tipo de rede é muito importante na 
vida diária de todas as pessoas e referem-se à família, amigos, vizinhos, etc. 
• Redes sociais secundárias ou macrossociais - Este tipo de rede corresponde a todos 
os contatos que uma pessoa tem com instituições (local de trabalho, escola, jardim de infância, 
serviços econômicos, serviços sociais, etc.) Hoje, há cada vez mais pessoas a precisar e a 
depender de instituições, de modo a conseguir, por exemplo, arranjar empréstimos ou emprego. 
• Redes sociais terciárias ou intermédias 
 
Estas redes podem ser de três tipos: 
- Grupos de autoajuda (Alcoólicos Anônimos ou Toxicodependentes Anônimos) 
- Serviços profissionais – funcionam como mediadores entre o estado e o indivíduo, 
podendo ser representados por advogados, contabilistas, assistentes sociais, entre outros. 
- Organizações não governamentais (ONG) - Englobam organizações, como a 
Greenpeace, a Anistia, o movimento feminista para criar um abrigo de mulheres contra a 
violência ou o movimento para a proteção de fauna vegetariana. 
 
Apoio social e trabalho social 
 
 
68 
O apoio social, bem como o assistente é indispensável na vida de qualquer pessoa e 
quem beneficia deste apoio terá maior capacidade, para lidar com crises pessoais e situações de 
stress. 
Existem várias formas de apoio social: 
• Apoio emocional diz respeito, à aceitação e reconhecimento dos nossos problemas, 
por outras pessoas, estabelecendo-se uma relação de confiança, na qual uma pessoa ouve a 
outra, sem criticar e julgar; 
 
• Apoio para encontrar soluções para problemas. Corresponde aos conselhos e 
recomendações que outros nos podem dar, no sentido de conseguirmos resolver os nossos 
problemas; 
• Apoio prático e material, apoio que pode ser dado, com o objetivo de resolver 
problemas econômicos, psicológicos, entre outros (apoio concedido pelo estado, pelo subsídio 
de desemprego, por um psicólogo, por um assistente social, etc.) 
• Integração Social - acordo sobre valores e princípios de vida; 
• Nas Relações Confiança e segurança nas relações importantes. 
 
Efeitos do apoio das redes sociais primárias: 
 
• Família - É muito importante para a vida diária de uma pessoa, sendo a primeira 
instituição onde se recorre para pedir ajuda e apoio; 
• Redes de apoio social de casais - Os membros dos casais apoiam-se entre si numa 
rede particular; 
• Redes de apoio social de jovens pais - Estas redes demonstram ser bastante 
alargadas em situações sociais difíceis; 
• Redes de apoio social de mulheres - São maiores e mais eficientes que as dos 
homens; 
 
 
69 
• Redes de apoio social de pai/mãe solitários; 
• Redes de apoio social de grupo de pares - Têm uma grande importância nos jovens, 
dado que contribuem para o desenvolvimento dos seus sistemas de valores, bem como da sua 
personalidade; 
• Redes de apoio social dos homens - São estabelecidas majoritariamente no domínio 
profissional. 
 
Efeitos do apoio das redes sociais secundárias: 
• Escola- Trata-se de uma rede macrossocial, revelando-se em um local de extrema 
importância para os jovens, quando o meio familiar se encontra desequilibrado, sendo este um 
espaço diferente, onde os alunos se encontram afastados por algum tempo, dos problemas e 
distúrbios familiares; 
• Serviços Sociais - Estão incluídos também em uma rede macrossocial, sendo para 
muitas pessoas, o único contato com o exterior; 
• Apoio social no trabalho por colegas – Esta rede tem um importante relevo na vida 
dos trabalhadores, pois dificulta o surgimento de problemas sociopsicológicos, que poderiam 
ocorrer em uma situação de desemprego prolongado, na qual as pessoas deixam de ter contato 
direto com antigos colegas de trabalho. 
 
Efeitos do apoio das redes sociais intermédias terciárias: 
• Grupos de autoajuda – Demonstram ser um importante meio, através do qual as 
pessoas com determinadas dependências podem encontrar alguma estabilidade física e 
psicológica. 
• Assistentes informais – Podem ser massagistas, cabeleireiros, condutores de táxi, 
entre outros, que funcionam, por vezes, como conselheiros, ouvindo os seus clientes 
falar/desabafar sobre os seus problemas, sem pedir nada em troca. 
 
 
70 
As redes sociais que foram enumeradas devem ser tidas em conta pelo assistente 
social, de modo a que este possa realizar o diagnóstico social e encontrar soluções para o 
problema do assistido. 
 
O Trabalho nas Redes Sociais como Modelo e Método de Ação 
As Concepções de Rede Social podem ser utilizadas em diversos conceitos e modelos 
de ação no vasto campo do trabalho social. 
 
A Rede Social é considerada como um método suplementar ao trabalho social 
tradicional. 
 
Abordagens e Desígnios do Trabalho nas Redes Sociais 
O conceito de rede social é aplicado em diferentes campos tradicionais do trabalho 
social. Esse visa amplificar, alargar e aprofundar na prática o conhecimento do trabalhador 
social. 
Neste trabalho com as redes sociais, o trabalhador social recebe diversas informações 
pessoais, sobre as redes particulares do Cliente. Assim, o método do trabalho social, como uma 
tecnologia social, não é muito eficaz. Pode-se verificar que a informação de rede sobre o cliente 
seja utilizada contra ele, em vez de ser ao seu favor. 
 
Surgem então alguns princípios indispensáveis do trabalho com as Redes Sociais: 
- A análise das Redes Sociais tem que respeitar a personalidade do cliente, ou seja, o 
cliente deve ser informado sobre os procedimentos e as consequências. 
- Os Clientes têm que estar de acordo, quando as informações sobre as suas redes 
pessoais e sociais são documentadas. 
- O Trabalhador Social, tem que explicar a função de controlo ao cliente. 
 
 
71 
- Este deve também ser confidencial e cuidadoso, no que diz respeito à avaliação das 
ações do cliente, que tem “direito a sentimentos e estados de espíritos próprios”. 
- Todo o trabalhador social, deve estar consciente de que “uma rede social é um 
recurso pessoal para um cliente,” este não deve ser destruído por uma intervenção 
inconveniente e inapropriada. 
Como forma de utilizar o método da Rede Social, o trabalhador social deve seguir 
algumas competências, tais como: 
 
 
- Competência Social, que tem como objetivo a capacidade de comunicação, o 
trabalho de equipe, a gestão de conflitos e uma sensibilidade refletiva. 
- Competência própria, que visa à capacidade de autogestão, como por exemplo: a gestão do 
tempo e a forma de lidar com o Stress. 
- Competência do método, que engloba a capacidade científica, analítica, ética e de 
avaliação. 
 
Aconselhamento no Trabalho com Redes Sociais 
No que diz respeito ao aconselhamento no trabalho com Redes Sociais, esse procura 
eliminar os obstáculos existentes no comportamento do cliente, de forma a encontrar um novo 
apoio social, na sua rede social existente. Este aconselhamento do trabalhador social 
desenvolve uma “reflexão/pensamento acerca do trabalho com Redes”, com o objetivo de 
encontrar novas possibilidades de ajuda. 
 
A autoajuda 
Um trabalhador que esteja integrado no Ramo da autoajuda pode dar muito apoio por 
meio do trabalho com Redes Sociais. Nomeadamente no que se refere à: 
- Mediação de e para um cliente, de forma a encontrar um grupo de autoajuda; 
 
 
72 
- Publicação de um documento em que estejam registrados todos os grupos de 
autoajuda existentes na cidade/região (objetivos, moradas, horários de funcionamento); 
- Criação de uma infraestrutura, como por exemplo, pontos de encontro e equipamento 
técnico (telefone, fax, correio eletrônico, internet.); 
- Organização de redes intermédias, criando uma ligação entre instituições 
profissionais e grupos de autoajuda; 
- Colocação de grupos de autoajuda em rede, pela troca de informações e 
experiências; 
 
- Instalação dos diferentes centros de ajuda em rede a um nível nacional. 
 
A Capacitação 
O conceito de capacitação emerge de uma discussão dentro do trabalho social 
americano. Esse pressupõe um processo pelo qual, os clientes, são encorajados a procurar e 
mobilizar as suas próprias competências e recursos. Os Clientes devem aprender a reconhecer 
o seu próprio trabalho de forma a atuarem por si. Na prática, esta capacitação tem um plano 
fundamental: 
- Ao nível individual, “uma gestão de apoio familiar de forma a mobilizar os recursos 
dos clientes”. 
- Ao nível do grupo, “uma gestão de apoio para facilitar as possibilidades a auto-
organização.” 
- Ao nível institucional, “uma gestão de apoio para encorajar a participação do cliente e 
a intervenção em discussões públicas acerca das políticas sociais.” 
 
Colocar os Serviços Sociais em Rede 
O Cliente tem imensas dificuldades, em conhecer e procurar o serviço certo para o seu 
problema, devido à especialização e burocratização dos serviços sociais. 
 
 
73 
É necessária uma coordenação, devido ao fato de esses serviços, ao mesmo tempo 
trabalharem, separadamente e em paralelo. A colocação dos Serviços em rede pressupõe três 
abordagens distintas: 
- Recolha de informações disponíveis de todos os serviços sociais em uma vila, cidade 
ou região, de forma a difundir ofertas disponíveis, sem esquecer a discriminação dos objetivos, 
tarefas, moradas, números de telefone, moradas eletrônicas, páginas na Internet e horários de 
funcionamento. 
- “Coordenação das atividades”, com o objetivo de evitar trabalho redobrado. 
 
- “Cooperação entre os serviços sociais” de forma a que trabalhem juntos em benefício 
do cliente. 
A vantagem de trabalhar em rede é dupla, verificando-se uma maior competência e 
responsabilidade pelo cliente devido à troca de informações e de cooperação. Existe também 
uma democratização e um aumento na produtividade do trabalho social, pois no trabalho em 
rede existe menos hierarquia e consequentemente menos passos e procedimentos burocráticos. 
 
Trabalho Comunitário 
No trabalho comunitário, a utilização de redes sociais significa que o trabalhador social 
é um mediador diário entre o “mundo/esfera de vida” e “mundo/esfera de sistemas”. O mundo da 
vida rege-se pelos contatos pessoais, ou seja, a orientação de valores e a linguagem de dentro 
das redes sociais primárias do indivíduo (família, amigos e colegas). 
No que diz respeito ao mundo de Sistemas, este é constituído pelas instituições 
políticas, econômicas e sociais, que alguém com educação (alta), nem sempre consegue 
compreender. 
O trabalhador comunitário age como um intérprete entre estes dois mundos e traduz a 
linguagem entre as pessoas que trabalham e vivem nos dois sistemas. 
 
Gestão de Apoio 
 
 
74 
Um gestor que trabalha com redes sociais, nãosó coordena os casos dos seus 
clientes, como também atua e funciona em diferentes papéis no âmbito da sua atividade 
profissional. Esse deve não só, ser conselheiro de trabalho em redes sociais, mas também, 
coordenador de serviços sociais em uma cidade ou região. Deve trabalhar de forma 
multifuncional, com o objetivo de integrar estas diferentes dimensões. 
 
Técnicas do Trabalho Social com Redes 
 
Mapa de Rede 
O Mapa de rede é uma técnica muito importante na abordagem do trabalho social, em 
redes. Esta pressupõe uma análise em três pontos da rede social de um cliente: 
- A Rede Social Atual; 
- A Rede Social Desejada pelo Cliente; 
- A Génese de Rede Social no Passado para descobrir contatos “antigos”. 
Usualmente o mapa de rede é constituído por quatro campos para a Família (I), 
Parentes (II), Trabalho ou Escola (III), e outras pessoas em contato (IV). Existe também um 
mapa com seis campos, sendo o quarto campo dividido em amigos, vizinhos e assistentes 
profissionais. 
 
Quadro de Rede Social 
O quadro de rede social é um quadro composto por pequenas figuras de madeira de 
diferentes tamanhos e de cores diferentes, todas elas com uma cara simplificada. 
Por meio deste quadro de rede social, o trabalhador pede ao cliente para colocar as 
figuras (as pessoas da sua rede social) no quadro, ilustrando a forma como as relações do 
cliente são na realidade. 
Após o cliente dar uma explicação sobre a configuração da sua rede pessoal, o 
trabalhador social pode questionar, por exemplo, o que acontecerá se uma pessoa da rede 
 
 
75 
dele/dela faltasse, ou tivesse outra posição no quadro. Por esse método o trabalhador social 
pode criar cenários alternativos de forma a clarificar as oportunidades na rede, para analisar as 
estratégias e procurar encontrar novas estruturas de apoio em uma rede remodelada. 
 
Conferência de assistente e de Rede 
Uma conferência de assistente consiste em uma reunião de todos os trabalhadores 
sociais de diferentes serviços sociais, que estão em contato com o cliente. Esta abordagem 
 
também inclui outros profissionais que estão a ajudar o cliente, tais como psiquiatras, terapeutas, 
psicólogos, etc. Todos eles discutem e procuram encontrar soluções. O cliente também participa 
nesta conferência, mas só apenas ele/ela e não outros membros da sua rede social. 
Esta conferência é mais do que uma conferência de assistente, isto devido a todos os 
outros membros da rede social serem convidados a participar, para discutir os problemas e 
juntamente com os profissionais, encontrar soluções para o cliente. 
O trabalho com Redes Sociais é uma ferramenta fundamental, para analisar com mais 
eficácia as relações sociais dos clientes e para encontrar também possibilidades de mobilização 
de recursos nas Redes a favor e de acordo com as necessidades do cliente. 
Como visto o trabalho com redes sociais é bem amplo, complexo e exige do 
profissional do serviço social, diversas competências, conhecimentos, habilidades e atitudes. 
Vivemos em sociedade. Somos seres sociais. Desde o nascimento aprendemos a 
conviver, a compartilhar, a dividir emoções, criamos laços afetivos com outras pessoas, 
aprendemos que dependemos do outro para viver. 
 
Dadas às transformações culturais, econômicas, políticas e sociais em âmbito global 
que estamos vivenciando, tem se demarcado cotidianamente a necessidade de 
socialização de informações, mas, principalmente, de compartilhamento de espaços 
e de conhecimento, bem como de construções coletivas na perspectiva do 
fortalecimento das relações sociais constituídas pelo humano na vida em sociedade. 
(LOPES, 2008. p. 120) 
 
 
 
76 
 
Durante nossa vida, nos inserimos em diversos grupos sociais, seja família, seja no 
trabalho, na escola, com os amigos, etc., ora temos participações mais ativas ora agimos como 
observantes não participativos. Mas sempre em grupo, em rede. Entretanto, ao exercemos 
alguma função num grupo social, estamos exercendo relações de poder. Segundo Lopes (2008, 
p.120), “... o que está implicado aí é muito mais o quê e o quanto o poder ou a perda dele na 
vida dos sujeitos repercute nas relações sociais constituídas por ele”. 
 
 
FIGURA 39 - REDE SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O termo rede social é utilizado em alguns ambientes de atuação do assistente social e 
é conceituado – nesse cenário – como um processo de troca de informações ou serviços, seja 
entre organizações, seja entre profissionais liberais e autônomos, para designar um processo de 
construção coletiva. 
O centro de uma rede social é o próprio ser humano. É ele quem dá vazão e sentido a 
uma rede e, em contrapartida esse mesmo ser humano passar a ter importância social ao ser 
FONTE: Disponível em: 
<http://universidicas.blogspot.com.br/2011/10/conheca-todas-as-redes-
sociais-do-mundo.html>. Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
77 
pertencente a um grupo, enaltecendo, dessa forma, o conceito de inclusão social e ainda dá ao 
indivíduo acesso aos direitos sociais. 
Redes sociais podem ser entendidas como algo entrelaçado. Onde sujeito e meio 
estão interagindo constantemente, construindo novas relações e produzindo novos 
conhecimentos. 
 
 
 
 
FIGURA 38 - REDES SOCIAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rede é uma articulação de atores em torno....de uma questão disputada, de uma 
questão ao mesmo tempo política, social, profundamente complexa e 
processualmente dialética. Trabalhar em rede é muito mais difícil que empreender a 
mudança de comportamento, bastando para isto um bom marketing, ou realizar, a 
intervenção no meio, ou estimular o eu, e mesmo reivindicar serviços. É a superação 
do voluntarismo e do determinismo, da impotência diante da estrutura e da 
onipotência da crença de tudo poder mudar. Na intervenção de redes, o profissional 
não se vê nem impotente nem onipotente, mas como um sujeito inserido nas 
relações sociais para fortalecer, a partir das questões históricas do sujeito e das suas 
relações particulares, as relações destes mesmos sujeitos para ampliação de seu 
poder, de uma teoria relacional de construção da trajetória. (FALEIROS, 1999. p. 25) 
FONTE: Disponível em: 
<http://lucianagferreira.wordpress.com/2011/10/20/alguns-
pontos-sobre-redes-sociais-relembrando/>. Acesso 
em20.08.2012 
 
 
78 
 
Assim, ao se trabalhar em redes, supera-se o individual para dar-se espaço ao 
coletivo. Para que se cumpra o objetivo maior do serviço social que é a solidariedade, 
emancipação dos sujeitos, preservação da cidadania e dos direitos sociais. 
 
 
6.2 ASSESSORIA E CONSULTORIA EM SERVIÇO SOCIAL 
 
 
Estamos chegando à última parte do nosso curso. Estudamos até agora a história do 
serviço social, as possibilidades de atuação e intervenção, o perfil do profissional, a formação 
educacional necessária, entre outros aspectos. 
Entretanto, este é um profissional que pode atuar também de forma autônoma, por 
meio de prestação de serviços de assessoria e consultoria. 
Você sabe o que significa assessoria? 
 
FIGURA 39 - REFLEXÃO 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.sxc.hu/photo/1389645>. 
Acesso em: 20.08.2012. 
 
 
 
79 
 
 
 
Assessoria é a ação de assessorar algo ou alguém na realização de uma atividade. 
Paralelamente, é o momento em que dados são coletados e analisados. 
Já a consultoria é o momento que alguma orientação, conselho ou direcionamento é 
dado a aquele que contrata o serviço de consultoria. O consultor emite uma opinião a partir de 
sua experiência no assunto. É uma pessoa com notório saber em alguma área. 
 
 
Portanto, assessoriae consultoria referem-se a “ação desenvolvida por um 
profissional com conhecimentos na área, que toma a realidade como objeto de 
estudo e detém uma intenção de alteração da realidade”. (LOPES, 2008.p. 124 apud 
MATOS, 2006.p. 31-32). 
 
É indispensável falar que para tal prestação de serviço, a graduação em serviço social, 
em curso devidamente reconhecido pelo MEC – Ministério da Educação e Cultura, bem como o 
registro do profissional junto ao Conselho Regional de região. 
Outra consideração antes de prestar esses serviços é o entendimento de que aquele 
que busca um assessoramento é leigo no assunto. Se não fosse, não precisaria de um 
profissional capacitado e competente. Assim, o profissional deve ser humilde, agir com destreza 
e parcimônia. 
Ainda, uma prestação de serviço só é eficaz quando ela agrega valor para ambos os 
lados. É uma relação de parceria, no qual a construção é coletiva e o ganho e os benefícios 
devem ser agregados para todas as partes envolvidas. 
Evidentemente que para exercer tais funções, o assistente social deve ter certa 
caminhada, experiência, visão sistêmica e conhecimento teórico e prático, pois são esses fatores 
que permitirão a ele desenvolver um bom trabalho. 
Para finalizar: 
 
 
80 
 
O trabalho de assessoria no serviço social deve ser compreendido como uma 
atribuição e competência que supere a própria ação. Deve estar fundamentada sobre 
princípios emancipatórios que possibilitem a formulação de um trabalho que envolva 
os sujeitos sociais, privilegiando a participação social, a tomada de decisões e, por 
sua vez, a organização política dos usuários. (LOPES, 2008. p. 125) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
81 
 
REFERÊNCIAS 
 
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<http://sscontemporaneo.wordpress.com/campos-de-atuacao>. Acesso em: 16 jul. 2012 
 
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Serviço Social & Sociedade nº 61. São Paulo: Cortez, novembro, 1999. 
 
FAUSTINI, Márcia S. A. A prática do Serviço Social: o desafio da construção. Cadernos 
EDIPUCRS nº 9. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1995. 
 
GENTILLI, Raquel de M. Lopes. A prática como definidora da identidade profissional do 
Serviço Social. Revista Serviço Social & Sociedade nº 53. São Paulo: Cortez, 1997. 
 
IAMAMOTO, Marilda V. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação 
profissional. São Paulo: Cortez, 1998. 
 
______. O Serviço Social na contemporaneidade: dimensões históricas, teóricas e ético – 
políticas. Debate nº 6 – CRESS – CE Fortaleza: expressão Gráfica e Editora Ltda., 1997. 
 
IAMAMOTO, Marilda; CARVALHO, Raul de. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil. São 
Paulo: Cortez, 1988. 
 
LOPES, Maria Suzete Muller. Introdução ao Serviço Social. Canoas: ULBRA, 2008. 
 
MARTINELLI, Maria Lucia. Serviço Social: identidade e alienação. São Paulo: Cortez, 1989. 
 
Parecer CNE/CES 492/2001. Disponível em: <www.cressrj.org.br/servicosocial.php>. Acesso 
em: 16 jul. 2012. 
 
 
82 
 
PELLIZER, Olema Palmira. História do serviço Social. Canoas: ULBRA, 2008. 
 
TRABALHO SOCIAL EM REDE. Disponível em: <http://tudo 
sobreservicosocia.blogspot.com.br/2009/12/o-trabalho-social-em-rede.html>. Acesso em: 16 jul. 
2012.

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