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EA D Métodos de Avaliação de Investimentos 3 1. ObjetivOs • Compreender o conceito de Investimentos e sua classificação no Balanço Patrimonial. • Definir os critérios de avaliação dos Investimentos e entender as mudanças provocadas pela Lei n. 11.638/07, que alterou e revogou dispositivos da Lei n. 6.404/76. • Distinguir quais Investimentos serão avaliados pelo Método de Equivalência Patrimo- nial e pelo Método de Custo. • Compreender o Método de Equivalência Patrimonial. • Efetuar cálculos e registros contábeis relativos à Equivalência Patrimonial. 2. COnteúdOs • Método de Custo. • Equivalência Patrimonial e Valor de Mercado. • Participação Societária (Coligadas e Controladas). • Relevância dos Investimentos. • Provisão para Perdas • Aquisição com Ágio e Deságio. © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 86 3. Orientações para O estudO da unidade Antes de iniciar o estudo desta unidade, é importante que você leia as orientações a seguir: 1) Não deixe possíveis dúvidas sem resposta, pois isso poderá dificultar sua aprendiza- gem e compreensão da disciplina. 2) É importante que você acompanhe as alterações legislativas e atualize-se por meio da educação continuada. Se encontrar dificuldades no estudo da legislação, faça cursos que o auxiliem nesta caminhada. 3) A Lei n. 11.638, de 28 de dezembro de 2007, altera o artigo 248 da Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976, eliminando a exigência de relevância para fins de avaliação de investimentos pelo Método de Equivalência Patrimonial. Recomendamos que você leia o artigo 248 da Lei n. 6.404/76, pois nele estão contidos os métodos de avaliação determinados para os investimentos. 4) Desenvolva os exercícios de fixação propostos nesta unidade, pois auxiliarão você na aprendizagem dos conteúdos desenvolvidos. 4. intrOduçÃO à unidade Quando iniciamos o estudo da Contabilidade Avançada I, tivemos a oportunidade de co- nhecer os conteúdos que serão abordados nesta disciplina e de discutir os conceitos introdutó- rios fundamentais para sua formação. Nesta unidade abordaremos o tema Método de Avaliação de Investimentos. 5. nOções preliminares Para compreendermos a Avaliação de Investimentos em Participação Societária, é preciso que tenhamos, antes de tudo, um claro entendimento do que sejam esses Investimentos. De modo genérico, podemos afirmar que uma empresa realiza investimentos quando apli- ca parte de seus recursos (ou ativos) em atividades de outras empresas, tendo ou não interesse em participar de sua gestão. Os recursos investidos podem ser representados por disponibilidades financeiras (dinhei- ro) ou outros ativos, como imóveis (ou outros bens) que a empresa que faz o investimento (cha- mada de investidora) verte (transfere) para a outra empresa (denominada investida). Existem casos, inclusive, em que a investidora aplica em uma empresa recursos que são representados por investimentos anteriormente efetuados em outra empresa. É preciso que tenhamos sempre em mente que essas transações devem estar previstas nos instrumentos constitutivos das empresas, a saber, o Contrato Social – no caso das socieda- des por quotas de responsabilidade limitada – ou o Estatuto Social – no caso das sociedades por ações. Além disso, há que se proceder ao registro dessas transações nos órgãos competentes da unidade da federação onde está sediada a empresa (Juntas Comerciais). Vejamos o registro das transações das situações citadas: a) A empresa MFC (investidora), detentora de recursos financeiros ociosos, adquire 40% das ações da empresa KCF (investida) por R$ 500.000,00. Este investimento foi reali- zado em dinheiro. Os registros contábeis são os seguintes: 1) Na contabilidade da empresa investidora MFC 87© Métodos de Avaliação de Investimentos • Débito: Investimentos – Empresa KCF (no grupo do ativo permanente) • Crédito: Disponibilidades (Caixa ou Bancos Conta Movimento)..................................... R$ 500.000,00 • Histórico: Valor de investimento em ações da empresa KCF 2) Na contabilidade da empresa investida KCF • Débito: Disponibilidades (Caixa ou Bancos Conta Movimento) • Crédito: Capital social........................R$ 500.000,00 • Histórico: Valor recebido a título de investimento pela empresa MFC a) Supondo que a empresa KCF não tenha realizado nenhuma movimentação no perío- do, imaginemos que a empresa MFC decida investir parte de seus recursos na empre- sa ECF, representando 10% das ações dessa empresa, no valor de R$ 100.000,00. Este valor é representado por ações que a empresa MFC possui na empresa KCF. Os registros contábeis são os seguintes: 1) Na contabilidade da empresa investidora MFC • Débito: Investimentos – Empresa ECF (no grupo do ativo permanente) • Crédito: Investimentos – Empresa KCF (AP).................R$ 100.000,00 • Histórico: Valor de investimento em ações da empresa ECF 2) Na contabilidade da empresa investida ECF • Débito: Investimentos – Empresa KCF • Crédito: Capital social..................................................R$ 100.000,00 • Histórico: Valor que se registra a título de investimento pela empresa MFC, com dação em pagamento de ações da empresa KCF. Observe que a empresa investidora MFC é detentora de ações da empresa KCF (no valor de R$ 400 mil) e da empresa ECF (no valor de R$ 100 mil), e a empresa ECF (investida da empresa MFC) é, ao mesmo tempo, investidora na empresa KCF, por ter recebido ações dessa empresa como forma de integralização de seu próprio capital social pela empresa investidora MFC. As situações descritas anteriormente são raras, mas podem ocorrer. O mais comum é que sejam investidos recursos financeiros de disponibilidades (Caixa), além de imóveis, estoques e outros. Os investimentos, não raro, são realizados como forma de a empresa investidora comple- mentar sua própria atividade, em áreas nas quais tenha interesse. De forma mais ampla, o termo investimento designa todas as aplicações de recursos feitas pela empresa, com o objetivo de atingir metas operacionais. Em sentido mais restrito, pode ser compreendido como os recursos aplicados pela empresa, que não estejam diretamente ligados à atividade operacional, ou seja, são as aplicações financeiras executadas pelas empresas, que utilizam os excessos de recursos financeiros. As empresas que dispõem de recursos podem, ainda, realizar aplicações na compra de títulos de créditos no mercado de capitais ou no mercado financeiro. Veja, na caixa a seguir, alguns exemplos de aplicações financeiras. Exemplos de aplicações financeiras –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– •Fundos de Liquidez Imediata: Fundo de Investimento de Renda Fixa ou Variável. •Certificado de Depósitos Bancários (CDB). © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 88 •Depósitos a Prazo Fixo. •Títulos e Letras do Tesouro Nacional. •Debêntures. •Aplicações em Ouro. •Aplicações em Títulos Representativos do Capital de Outras Sociedades. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– O termo investimento está sendo utilizado de forma genérica, com o objetivo de facilitar as explicações, abrangendo todas as aplicações financeiras, uma vez que a Lei n. 6.404/76 cita como investimento somente as aplicações de caráter permanente: [...] Art. 179 - As contas serão classificadas do seguinte modo: [...] III - em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qual- quer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa; [...]. Quando a empresa apresentar excesso de recursos e não desejar que estes fiquem ocio- sos, sem proporcionar nenhum rendimento, a opção é realizar investimentos de natureza tem- porária, tais como: fundos de depósitos bancários, títulos públicos, ouro, dólar etc. Em relação ao Balanço Patrimonial, os investimentos considerados temporários são clas- sificados no AtivoCirculante (AC) e, em casos especiais, no Realizável a Longo Prazo (RLP). São investimentos de caráter especulativo, ou seja, a empresa que os aplica espera, depois de um tempo predeterminado, obter um resultado (lucro ou prejuízo) na operação. Para os casos em que a empresa detentora de recursos financeiros disponíveis não tenha necessidade de utilizá-los no curto prazo ou, ainda, que se interesse na atividade de outras em- presas, o mais usual é realizar investimentos de caráter permanente, adquirindo cotas de capital ou ações dessas empresas. Os investimentos considerados permanentes são as aplicações financeiras que a empresa efetua na aquisição de quotas ou ações de sociedades com as quais mantém relação de de- pendência técnica-financeira ou de controle administrativo comum (uma extensão da atividade econômica da empresa investidora). Podemos afirmar que a empresa investidora tem interesses econômicos, financeiros e até administrativos, dependendo do volume de capital investido com relação ao seu próprio capital e ao capital da investida. É o caso de investimentos em sociedades coligadas e controladas (assunto que será discutido mais adiante). Os investimentos permanentes são registrados no Balanço Patrimonial, no subgrupo "In- vestimentos". Este subgrupo faz parte do grupo Ativo Permanente, como apresentado no Qua- dro 1: Quadro 1 Balanço Patrimonial. ativO passivO Circulante Circulante exigível a longo prazo realizável a longo prazo resultado de exercícios Futuros permanente patrimônio líquido Investimento Capital Social Imobilizado Reservas de Capital 89© Métodos de Avaliação de Investimentos Intangível Ajuste de Avaliação Patrimonial Diferido Reservas de Lucros Prejuízo Acumulado Também são considerados investimentos permanentes as aplicações em bens não utiliza- dos nas atividades da empresa, tais como: imóveis alugados para terceiros, obras de arte etc. Este assunto foi estudado em Contabilidade Comercial II. Os investimentos em Fundo de Ações mostram, a médio e longo prazos, uma rentabilidade superior, se comparada a outros investimentos. Lógico que estamos nos referindo a períodos de normalidade financeira. Em decorrência da crise econômica mundial enfrentada em 2008 e da crise atual, que atinge alguns países europeus, muitos investidores têm evitado este tipo de investimento, optando por aplicações cercadas de mais garantias, como o ouro e o dólar norte- americano. participações societárias As participações societárias, naturalmente classificadas no grupo de investimentos, são avaliadas pelo Método de Custo de Aquisição ou pelo Método de Equivalência Patrimonial. Os investimentos serão avaliados conforme sua classificação no ativo da empresa investidora – em Temporários e Permanentes. São considerados investimentos temporários aqueles em que a investidora não tem intenção de participar da gestão da empresa investida. Normalmente são investimentos do tipo curto prazo, e a empresa que os adquire os repassa adiante tão logo eles se valorizem. São ainda chamados de investimentos de caráter especulativo e sua classificação, via de regra, se dá no Ativo Circulante ou, em caráter excepcional, no Não Circulante – Realizável a Longo Prazo – quando o prazo previsto para resgate (ou venda) do valor investido ultrapassar 360 dias do encerramento do exercício. A avaliação do investimento temporário será realizada pelo Método de Custo, o qual estudaremos no tópico 7. Os investimentos são considerados permanentes quando a empresa investidora tem a manifesta intenção de participar, de forma contínua, do processo de gestão e do destino da empresa investida, seja por si ou por meio da indicação dos diretores daquela empresa. Desse modo, a empresa investida pode ser considerada uma extensão de seu próprio negócio, uma vez que ocorrerá a continuidade. Estes investimentos serão registrados no Ativo Permanente da empresa investidora, con- forme já tivemos oportunidade de estudar, e a sua avaliação se dará pelo Método da Equivalên- cia Patrimonial (também conhecido por MEP), sobre o qual discutiremos no tópico 8. Ou seja, os investimentos temporários são conceituados pela aplicação de recursos em valores mobiliários para fins de renda, sem intenção de permanência na empresa investida, e classificados no Ativo Circulante ou Ativo Realizável a Longo Prazo. Já os investimentos perma- nentes revelam a intenção de manter os investimentos de forma permanente e classificados no Ativo Permanente do Balanço Patrimonial, no subgrupo “Investimentos”. 6. CritÉriOs de avaliaçÃO dOs investimentOs Vimos até aqui o que são investimentos e como são classificados, mas para apresentá-los no Balanço Patrimonial é necessário verificar se os rendimentos ocorridos no período (variação © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 90 cambial, juros, valor de mercado e outros) foram contabilizados, bem como ajustar seus valores ao valor de mercado, visando cobrir eventuais perdas. Deste modo, os investimentos devem ser atualizados pelo Método do Custo de Aquisição ou pelo Método de Equivalência Patrimonial. A Lei n. 11.638/07, que alterou e revogou os dispositivos da Lei n. 6.404/76 e da Lei n. 6.385/76, provocou mudanças nos critérios de atualização do ativo, como apresentado a seguir: [...] Art. 183. No balanço, os elementos do Ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: I - as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo: a) pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; II - os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior; III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; IV - os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior; V - os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão; VI - o ativo diferido, pelo valor do capital aplicado, deduzido do saldo das contas que registrem a sua amortização. VII - os direitos classificados no intangível, pelo custo incorrido na aquisição deduzido do saldo da respectiva conta de amortização; VIII - os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante [...]. A obrigatoriedade da adoção do Método de Equivalência Patrimonial (MEP) foi estabeleci- da pelo artigo 248 da Lei n. 6.404/76 (alterado pelas Leis n. 11.638/07 e n. 11.941/09), conforme podemos atestar: [...] Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintesnormas: (Alterado pela Lei 11.941-2009) I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas; II - o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada; III - a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número II, e o custo de aquisição corrigido monetariamente; somente será registrada como resultado do exercício: a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada; 91© Métodos de Avaliação de Investimentos b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos; c) no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários [...]. Observe que os citados diplomas legais mencionam investimentos em coligadas e contro- ladas ou, ainda, em outras sociedades que façam parte do grupo ou estejam sob o controle da investidora. Assim, devemos estudar essas definições de coligação e controle. Quando abordamos os aspectos legais da Consolidação das Demonstrações Financeiras (Unidade 1, tópico 6), vimos que o artigo 243 da Lei n. 6.404/76 definiu os conceitos de coli- gação e controle. No parágrafo citado a seguir, queremos abordar os aspectos de relevância e influência quando se trata de investimentos em coligadas ou controladas. A Lei n. 6.404/76 (com redação dada pela Lei n. 11.941/09), em seu artigo 247, se manifesta conforme segue: [...] Parágrafo único: Considera-se relevante o investimento: a) em cada sociedade coligada ou controlada, se o valor contábil é igual ou superior a 10% (dez por cento) do valor do patrimônio líquido da companhia; b) no conjunto das sociedades coligadas e controladas, se o valor contábil é igual ou superior a 15% (quinze por cento) do valor do patrimônio líquido da companhia [...]. A lei é bastante clara em sua exposição e simples deve ser o seu entendimento. O investi- mento será relevante nas seguintes situações: a) Sempre que o valor registrado na contabilidade da investidora nas suas coligadas ou controladas for, de forma isolada, igual ou superior a 10% de seu próprio patrimônio líquido – temos aí ocorrência da figura da Relevância. b) Quando a soma dos investimentos realizados pela investidora nas suas coligadas ou controladas for igual ou superior a 15% de seu próprio patrimônio líquido – repete-se a ocorrência da figura da Relevância. O Regulamento do Imposto de Renda (RIR-BRASIL,1999), em seu artigo 384, § 3º, dispõe que: [...] § 3º Considera-se relevante o investimento: Em cada sociedade coligada ou controlada, se o valor contábil é igual ou superior a 10% (dez por cento) do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora: No conjunto das sociedades coligadas ou controladas, se o valor contábil for igual ou superior a 15% (quinze por cento) do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora [...]. Observe que, com a Lei n. 11.638/07, o critério de relevância constante da Lei n. 6.404/76 (artigo 247) deixou de ser utilizado. Igualmente, a Instrução Normativa 469/08 da CVM abando- nou este critério como forma de determinação do método de avaliação. Santos, Schmidt e Fernandes (2008, p. 18), ao abordarem a utilização do Método da Equi- valência Patrimonial, esclarecem que: [...] o método de equivalência patrimonial será aplicado a todos os investimentos nos quais a investidora possua influência significativa, sendo a mesma presumida quando a investidora detenha 20% ou mais do capital votante da investida. Portanto, verifica-se que não mais são utilizados os conceitos de relevância e de capital total introduzidos pela Lei 6.404/76. Diante disso, pode-se dizer resumidamente que serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial, segundo a legislação societária, os investimentos em: • controladas; • coligadas com 20% ou mais de participação no capital votante; • coligadas com menos de 20% de participação no capital votante, mas com influência significativa; © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 92 • sociedades que façam parte de um mesmo grupo; • sociedades que estejam sob controle comum [...]. Estas definições realmente simplificaram o processo de determinação da utilização da Equivalência Patrimonial como forma de avaliação de investimentos. Para os profissionais da Contabilidade, este era sempre um momento tormentoso porque muitas empresas possuem estruturas de capital bastante complexas, e a utilização ou não do critério poderia prejudicar a empresa junto à CVM ou ao Banco Central do Brasil. 7. mÉtOdO dO CustO de aQuisiçÃO A avaliação de investimentos pelo método do Custo de Aquisição consiste em atribuir o valor efetivamente despendido na transação, ou seja, atribuir ao investimento o valor original pago. Isto ocorre nas aquisições de participações societárias em quotas de capital ou ações, de- pendendo do tipo de empresa. Os lucros ou prejuízos auferidos pelas empresas investidas não serão contabilizados na empresa investidora, ou seja, serão contabilizados somente os dividen- dos distribuídos. Os aspectos legais para avaliação dos investimentos pelo Método do Custo de Aquisição estão disciplinados no artigo 183 da Lei n. 6.404/76, com alterações da Lei n. 11.638/07, apre- sentadas anteriormente. O método será adotado quando a participação em outra sociedade for inferior a 20% das ações do capital daquela sociedade. Conforme observado no inciso I do artigo 183 da Lei n. 6.404/76, as aplicações financeiras e os títulos de créditos não classificados como investimentos deverão ser avaliados pelo Custo de Aquisição ou pelo Valor de Mercado. No artigo 183 da mencionada lei, §1º, alínea C, foi estabelecido que o valor de mercado dos investimentos é o valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros, isto é, o valor bruto de venda no mercado deduzidas as despesas ocorridas para realizar a venda. As aplicações financeiras, com a nova redação do inciso I do artigo 183 da Lei n. 6.404/76, são segregadas em três grupos de contas, mantidas até o vencimento, para negociação e dispo- nível para venda. [...] a) Aplicações a serem mantidas até a data de seus vencimentos, geralmente representadas por títulos de renda fixa. Nesse caso, a companhia tem a intenção e os recursos financeiros necessários para manter esses ativos até a data de seus vencimentos. Esses ativos são avaliados pelo valor do custo acrescidos dos respectivos rendimentos até a data do balanço, e deduzidos das perdas do valor recuperável, quando aplicável. Os rendimentos e as perdas do valor recuperável, quando aplicados na demonstração do resultado. b) Aplicações financeiras mantidas para negociação. Esses ativos são de fácil liquidez e o propósito da companhia é obter benefícios a curto prazo. Esses ativos são avaliados pelo valor de custo acrescido dos respectivos rendimentos até a data do balanço, e ajustados a valor de mercado. Os rendimentos e o ajuste a valor de mercado são computados no resultado do exercício. c) Aplicações financeiras disponíveis para venda. O restante das aplicações financeiras, que não foi alocado nas duas categorias anteriores, é classificado nesse item. Esses ativos são avaliados pelo valor de custo, acrescido dos rendimentos até a data do balanço, e ajustados a valor de mercado. Os rendimentos são tratados como receita financeira na demonstração do resultado e o ajuste a valor de mercado é registrado diretamenteno Patrimônio Líquido, líquido dos efeitos tributários (Imposto de Renda e Contribuição Social) [...] (BRAGA; ALMEIDA, 2008, p. 113). 93© Métodos de Avaliação de Investimentos Observe o exemplo apresentado no Quadro 2: Quadro 2 Situação – Título para negociação. Débito: Ativos Financeiros Crédito: Bancos Conta Movimento Histórico: Valor referente à compra de título R$ 1.000,00 Débito: Ativos Financeiros Crédito: Receitas Financeiras Histórico: Pelo registro rendimento do título R$ 50,00 Débito: Ativos Financeiros Crédito: Receita valorização títulos Histórico: Pelo ajuste do título a valor de mercado R$ 20,00 Ajuste do título a valor de mercado Valor de mercado título R$ 1.070,00 Valor compra título (R$ 1.000,00) Receitas Financeiras (R$ 50,00) = Receita valorização financeira R$ 20,00 Antes das alterações provocadas pela Lei n. 11.638/07, as aplicações financeiras no Brasil eram avaliadas ao valor do custo, acrescido dos rendimentos, ou ao valor de mercado (dos dois, o menor valor). Outros exemplos A Empresa Controladora A adquiriu 8% do capital social da Empresa B, no valor de R$ 900 mil. A Empresa B apurou um Lucro de R$ 200 mil no exercício social subsequente ao investimen- to, declarando dividendos no valor de R$ 100 mil. Portanto, a Empresa Controladora fará os seguintes lançamentos contábeis para ajustar suas contas, utilizando o Método de Custo: pela COmpra da partiCipaçÃO (investimentO) na data da aQuisiçÃO débito Crédito Investimento na Empresa B R$ 900.000,00 Disponível R$ 900.000,00 Aquisição de 8% na Empresa B a título de Investimento, conforme ata/contrato registrado na Junta Comercial. pela prOvisÃO dOs dividendOs a reCeber nO enCerramentO dO eXerCÍCiO débito Crédito Dividendos a receber (R$ 100.000,00 x 8% = R$ 8.000,00) R$ 8.000,00 © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 94 Receita de dividendos R$ 8.000,00 Registro dos Dividendos Distribuídos no ano calendário. Outro exemplo que poderíamos aplicar é quando a Controlada, no caso a Empresa B, declarasse dividendos maiores. Vamos imaginar que a Empresa B mantivesse as mesmas condições do exemplo anterior, mas com uma distribuição de dividendos de R$ 250 mil. Portanto, os lançamentos ficariam assim: pela COmpra da partiCipaçÃO (investimentO) na data da aQuisiçÃO débito Crédito Investimento na Empresa B R$ 900.000,00 Disponível R$ 900.000,00 Aquisição de 8% na Empresa B a título de Investimento, conforme ata/contrato registrado na Junta Comercial. pela prOvisÃO dOs dividendOs a reCeber nO enCerramentO dO eXerCÍCiO débito Crédito Dividendos a Receber (R$ 250.000,00 x 8% = R$ 20.000,00) R$ 20.000,00 Receita de Dividendos (R$ 200.000,00 x 8% = R$ 16.000,00) R$ 16.000,00 Investimento na Empresa B (R$ 50.000,00 x 8% = R$ 4.000,00) R$ 4.000,00 Registro dos Dividendos Distribuídos no ano calendário. Podemos perceber que os dividendos em excesso aos lucros apurados que foram declarados estão sendo tratados como redução do investimento. Por quê? Porque esses dividendos representam recuperação do capital inicial investido. Até aqui, nossos exemplos se concentraram somente nos melhores momentos, ou seja, nas situações de Resultados Positivos. Agora, o que acontece quanto a Investida tem problemas com prejuízos? Vejamos esta situação no próximo exemplo: Admitamos os mesmos valores e condições do primeiro exemplo. Neste exemplo, porém, a Controlada no exercício social, devido a um momento de recessão econômica mundial, apurou um prejuízo de R$ 325 mil. Neste caso, a Controladora deverá fazer os seguintes lançamentos: pela COmpra da partiCipaçÃO (investimentO) na data da aQuisiçÃO débito Crédito Investimento na Empresa B R$ 900.000,00 Disponível R$ 900.000,00 95© Métodos de Avaliação de Investimentos • Aquisição de 8% na Empresa B a título de Investimento, conforme ata/ contrato registrado na Junta Comercial. pelas perdas nO investimentO da COntrOlada (empresa B) débito Crédito Perdas com Investimentos (conta de resultado) R$ 26.000,00 Provisão para Perdas em Controladas (Conta Redutora do Grupo de Investimento) R$ 26.000,00 Registro das Perdas na Controlada (Empresa B) no ano calendário. No que diz respeito às eliminações que devem ser consideradas no momento da realização do cálculo da Equivalência Patrimonial, Santos, Schmidt e Fernandes (2008, p. 27) esclarecem que o cálculo apresentado no artigo 9º da Instrução Normativa n. 247/96 difere daquele apre- sentado pela legislação societária, aplicando-se inicialmente o percentual de participação no capital sobre o patrimônio líquido da empresa investida a ser equivalida; só posteriormente ele é reajustado, excluindo-se os lucros não realizados dos negócios da investida com a investidora, ou com outras sociedades coligadas ou controladas desta (assunto abordado na Unidade 2). Outro aspecto levantado por esses autores é o fato de que, de acordo com a legislação societária, "ajusta-se o resultado não realizado, ou seja, o lucro e o prejuízo não realizado, não sendo citados pela Lei os efeitos ocasionados pelos tributos incidentes sobre esse resultado" (SANTOS, SCHMIDT; FERNANDES, 2008, n.p). Ainda no que se refere às eliminações que devem ser levadas em conta nos ajustes, veja- mos o que traz o artigo 11 da Instrução Normativa n. 247/96: [...] Art. 11. Para a determinação do valor da equivalência patrimonial, a investidora deverá: I – eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis, em especial, referindo-se a investimentos no exterior; II – excluir o montante correspondente às participações recíprocas; III – reconhecer os efeitos decorrentes de eventos relevantes, ocorridos no período intermediário, no caso de demonstrações contábeis levantadas em datas diversas; e IV – reconhecer os efeitos decorrentes de classes de ações com direito preferencial de dividendos fixos, dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros [...] (CVM, 1996). A observação do contido neste artigo permitirá à empresa expurgar da demonstração do resultado os valores que poderiam "mascarar" os resultados da investida na investidora e vice- versa, proporcionando resultados eivados de vícios e distorções que, ainda, prejudicariam inves- tidores e acionistas. 8. mÉtOdO da eQuivalênCia patrimOnial O método da Equivalência Patrimonial consiste na atualização do valor dos investimentos realizados em sociedades controladas, coligadas e em suas equiparadas, situadas no Brasil ou no exterior, com base na variação ocorrida no Patrimônio Líquido, ou seja, são as alterações do valor contábil dos investimentos registrados no Ativo Permanente pela investidora, conforme o aumento ou a diminuição do Patrimônio Líquido da investida. © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 96 De acordo com a Instrução CVM n. 247/96, artigo 1º: [...] Parágrafo Único: Equivalência Patrimonial corresponde ao valor do investimento determinado me- diante aplicação da percentagem de participação no Capital Social, sobre o patrimonial líquido de cada coligada, sua equiparada e controlada [...] (CVM, 1996). Relembremos, a seguir, algumas conceituações importantes: sociedades controladas Consideram-se sociedades controladas, conforme Instrução da CVM n. 247/96, artigo 3º: [...] I. sociedade na qual a investidora, diretamente ou indiretamente, seja titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente: a) preponderância nas deliberações sociais; e b) o poder de eleger ou destituir a maioria dos administradores. II. filial, agência, sucursal, dependência ou escritório de representação no exterior, sempre que os respectivos ativos e passivos não estejam incluídos na contabilidade da investidora, por força de normatização específica; e II. sociedade na qual os direitos permanentes de sócio, previstos nas alíneas "a" e "b" do inciso I desteartigo estejam sob controle comum ou sejam exercidos mediante a existência de acordo de votos, independentemente do seu percentual de participação no capital votante. Parágrafo Único. Considera-se, ainda, controlada a subsidiária integral, tendo a investidora como única acionista [...]. O controle das sociedades controladas pode ser exercido de forma direta ou indireta. Uma empresa pode controlar outra de forma direta quando possuir, em seu próprio nome, mais de 50% do capital votante da empresa investida. O controle será indireto quando a investidora exercer o controle de uma sociedade por meio de outra, que também é controlada por ela. Quadro 3 Esquema. (Controle Direto) (Controle Direto) (Controle Direto) Esquema básico (Empresas A, B, C) Controla Controla Controla Fonte: Neves; Vicenconti (2001, p.112). Conforme demonstrado no Quadro 3, a Empresa A controla diretamente a Empresa B, pois detém mais de 50% do capital. 97© Métodos de Avaliação de Investimentos A Empresa B tem controle direto na Empresa C, pois detém mais de 50% do capital de C; desse modo, a Empresa A detém controle indireto sobre a Empresa C, apesar de não possuir ações dessa empresa. sociedades coligadas Consideram-se sociedades coligadas, conforme Instrução CVM n. 247/96, artigo 2º, quando uma participa com 10% (dez por cento) ou mais do capital da outra, sem controlá-la. A coligação é sempre direta, não existe coligação indireta. Quadro 4 Sociedades coligadas. TOTAL das ações ou cotas da investida possuídas pela investidora X 100=10% ou mais da coligação TOTAL do Capital votante ou não da investida Fonte: Neves; Viceconti (2001, p. 113). O Quadro 4 demonstra a situação em que as sociedades são coligadas. as sociedades equiparadas a coligadas Nunca é demais repetir que, conforme Instrução CVM n. 247/96, artigo 2º, equiparam-se às coligadas: [...] a) as sociedades quando uma participa indiretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra, sem controlá-la; b) as sociedades quando uma participa diretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra, sem controlá-la, independentemente do percentual da participação no capital total [...] (CVM, 1996). Após rever alguns conceitos relacionados às sociedades, estudaremos agora a avaliação do investimento em coligadas e controladas. A nova norma da Lei societária (Lei n. 6.404/76, com alterações da Lei n. 11.638/07) provocou mudanças quanto à avaliação pelo Método de Equivalência Patrimonial. Em caso de investimentos em sociedades coligadas, a participação é de 20% ou mais do capital votante, para realizar a equivalência patrimonial. Observe, a seguir, um exemplo da alteração provocada pela Lei n. 11.638/07 na avaliação dos investimentos: Exemplo de alteração decorrente da Lei n. 11.638/07 –––––––––––––––––––––––––––––– A Empresa B possui capital social composto por 1.000 ações, sendo 500 ordinárias e 500 preferenciais. A Empresa A tem participação de 100 ações ordinárias. Sendo assim, a Empresa A tem 10% de participação no Capital Social total da Empresa B. Demonstração do cálculo: (100 / 1000) x 100 = 10%. Pela Lei nº 6.404/76, o investimento não seria avaliado pelo Método de Equivalência Patrimonial porque a exigência legislativa determinava o percentual de, pelo menos, 20% do Capital Social total. Com as alterações na Lei nº 6.404/76, promovidas pela Lei nº 11.638/07, os investimentos devem ser avaliados pelo Método de Equivalência Patrimonial, já que a participação da Empresa A na Empresa B atinge 20% do capital votante. Demonstração do cálculo: (100 / 500) x 100 = 20%. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 98 9. avaliaçÃO pela eQuivalênCia patrimOnial O cálculo do investimento pelo Método da Equivalência Patrimonial está determinado na Instrução CVM n. 247/96: [...] Art. 9º - O valor do investimento, pelo método da equivalência patrimonial, será obtido mediante o seguinte cálculo: I. aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada; e II. subtraindo-se, do montante referido no inciso I, os lucros não realizados, conforme definido no parágrafo 1º deste artigo, líquidos dos efeitos fiscais [...] (CVM, 1996). O investimento avaliado pelo Método da Equivalência Patrimonial será determinado me- diante a aplicação do percentual correspondente ao investimento da empresa investidora, no capital social da investida. Observe o exemplo do Quadro 5: Quadro 5 Exemplo de investimento avaliado pelo Método da Equivalência Patrimonial. empresa patrimÔniO lÍQuidO (r$) % partiCipaçÃO Capital eQuivalênCia patrimOnial (r$) valOr COntÁbil (r$) reduçÃO/aumentO (r$) A 3.635.280,00 25% 908.820,00 800.000,00 108.820,00 B 1.225.000,00 55% 673.750,00 620.000,00 53.750,00 C 894.360,00 80% 715.488,00 750.000,00 (34.512,00) Fonte: Adaptado de Neves; Viceconti (2001, p. 113). A seguir, demonstraremos um caso prático de Equivalência Patrimonial e seu respectivo tratamento contábil. Caso prático 1 A Companhia A (investidora) possui investimentos permanentes aplicados na Companhia B (investida), cujo Capital Social é de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), dividido em 100 mil ações, e seu Patrimônio Líquido, em 31/12/X0, é de R$ 780.000,00 (setecentos e oitenta mil reais) e, em 31/12/X1, é de R$ 860.000,00 (oitocentos e sessenta mil reais). Se a investidora (Companhia A) possui 60 mil ações da investida, qual o valor do investimento pela Equivalência Patrimonial e qual o resultado a ser registrado na DRE da Companhia A? Cálculo Equivalência Patrimonial a) A Companhia A tem 60.000 ações de um total de 100.000 ações da Companhia B 60.000 100 60% 100.000 Companhia A Companhia B − ⋅ = − b) Cálculo da Equivalência Patrimonial • 31/12/X0 99© Métodos de Avaliação de Investimentos Valor Patrimônio Líquido x Participação $ 780.000,00 60% $ 468.000,00R R× = • 31/12/X1 Valor Patrimônio Líquido X Participação $ 860.000,00 60% $ 516.000,00R R× = a) Resultado DRE da Companhia A Equivalência Patrimonial 31/12/X1 R$ 516.000,00 (-) Equivalência Patrimonial 31/12/X0 (r$ 468.000,00) (=) Valor registrado na DRE Companhia A R$ 48.000,00 O valor encontrado no cálculo da Equivalência Patrimonial será registrado como Outras Receitas Operacionais. Contabilização da Equivalência Patrimonial • Débito: Investimentos Permanentes. • Crédito: Ganho em Equivalência Patrimonial de R$ 48.000,00. • Histórico: Atualização que se processa na Conta Investimentos, conforme variação apu- rada pelo método de Equivalência Patrimonial, de acordo com os cálculos. Observe que o valor da correção é de R$ 48.000,00 (quarenta e oito mil reais) e representa uma receita para a investidora (Companhia A). Esta receita deve ser classificada no grupo de Outras Receitas Operacionais, provocando um aumento no resultado da investidora. Porém, estes valores não integrarão a base de cálculo das provisões para o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), já que fazem parte do lucro da Companhia B e já sofreram tributação do IRPJ e CSLL. Caso prático 2 Utilizando os dados do caso prático anterior, apenas supondo que o Patrimônio Líquido em 31/12/X1 fosse R$ 750.000,00 (setecentos e cinquenta mil reais), o resultado da Equivalên- cia Patrimonial seria uma perda, como demonstrado a seguir: a) Participação 60% b) Cálculo da Equivalência Patrimonial • 31/12/X0 • $ 780.000,00 60% $ 468.000,00R R× = • 31/12/X1 $ 750.000,00 60% $ 450.000,00R R× = © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 100 3) Resultado DRE da Companhia A Equivalência Patrimonial 31/12/X1 R$ 450.000,00 (-) Equivalência Patrimonial 31/12/X0 (r$ 468.000,00) (=) Valor registrado na DRE da Companhia A (r$ 18.000,00)O Resultado da Equivalência apresenta perda de R$ 18.000,00 (dezoito mil reais). Contabilização • Débito: Perda de Equivalência Patrimonial. • Crédito: Investimento Permanente de R$ 18.000,00. • Histórico: Atualização que se processa na Conta Investimentos, conforme variação apu- rada pelo método da Equivalência Patrimonial, de acordo com os cálculos. Observe que, após a atualização dos cálculos da Equivalência Patrimonial, a conta investi- mento fica com seu saldo devidamente atualizado. 10. mudanças nO mÉtOdO de avaliar Os investimentOs É possível que, em algum momento, você seja questionado sobre a necessidade de alterar os métodos de avaliação dos investimentos. A mudança de um método para outro terá o seguinte tratamento contábil: • De Equivalência Patrimonial para Custo de Aquisição: o valor do investimento perma- necerá igual, ou seja, não será necessário nenhum ajuste. • De Custo de Aquisição para Equivalência Patrimonial: neste caso, cálculos retroativos deverão ser feitos para adaptar o investimento ao novo método. Assim, o efeito da mudança deverá ser ajustado diretamente no Patrimônio Líquido na Conta de Lucros Acumulados. Note os exemplos a seguir: A Controladora A adquiriu 8% do capital social da Controlada B, no valor de R$ 900.000,00. No exercício, a Controlada obteve lucro de R$ 250.000,00. Nesse mesmo período, declarou divi- dendos no valor de R$ 100.000,00. A Controladora adquiriu adicionalmente, no exercício seguinte, 52% do capital social da Controlada B, no valor total de R$ 5.928.000,00. Nesse exercício, a Controlada B obteve lucro no valor de R$ 450.000,00 e declarou dividendos no valor de R$ 350.000,00. Assim, o Patrimônio Líquido da Controlada B ficou com a seguinte evolução patrimonial: Saldo no primeiro exercício R$ 11.250.000,00 Lucro do primeiro exercício R$ 250.000,00 Dividendos declarados no primeiro exercício (R$ 100.000,00) Saldo no segundo exercício R$ 11.400.000,00 Lucro do segundo exercício R$ 450.000,00 Dividendos declarados no segundo exercício (R$ 350.000,00) Saldo Final do segundo exercício R$ 11.500.000,00 101© Métodos de Avaliação de Investimentos Os dividendos, conforme contrato social, devem ser pagos até o último dia útil do mês de fevereiro do exercício subsequente; portanto, os dividendos foram pagos no segundo exercício. Desta forma, a Controladora A fará os seguintes lançamentos, no primeiro exercício: dÉbitO CrÉditO Investimento na Controlada B R$ 900.000,00 Disponível R$ 900.000,00 Aquisição de participação societária Dividendos a Receber R$ 8.000,00 Receitas de Dividendos R$ 8.000,00 Registro dos dividendos pelo método do Custo de Aquisição. Lançamentos no Segundo Exercício: dÉbitO CrÉditO Investimento na Controlada B R$ 5.928.000,00 Disponível R$ 5.928.000,00 Aquisição de participação societária adicional. Investimento na Controlada B R$ 12.000,00 Lucros Acumulados R$ 12.000,00 Ajuste do investimento na Controlada B para o método de equivalência patrimonial. Disponível R$8.000,00 Dividendos a receber R$ 8.000,00 Recebimento dos dividendos provisionados no primeiro exercício. Investimento na Controlada B R$ 270.000,00 Receita de Equivalência Patrimonial R$ 270.000,00 Registro proporcional à participação na Controlada B sobre o lucro apurado na controlada. Dividendos a Receber R$ 210.000,00 Investimento na Controlada B R$ 210.000,00 Registro dos dividendos avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Após esses lançamentos, o Balanço Patrimonial da Controlada B ficaria desta forma, ao final do segundo exercício: patrimÔniO lÍQuidO investimentO Saldo no primeiro exercício R$ 11.250.000,00 Aquisição da primeira participação societária R$ 900.000,00 Lucro do primeiro exercício R$ 250.000,00 © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 102 Dividendos declarados no primeiro exercício (R$ 100.000,00) Saldo no segundo exercício R$ 11.400.000,00 Aquisição da segunda participação societária R$ 5.928.000,00 Ajuste do Investimento para Equivalência Patrimonial R$ 12.000,00 Lucro do segundo exercício R$ 450.000,00 Equivalência Patrimonial R$ 270.000.00 Dividendos declarados no segundo exercício (350.000,00) (R$ 210.000,00) Saldo Final no segundo exercício 11.500.000,00 R$ 6.900.000,00 11. Questões autOavaliativas Confira, a seguir, as questões propostas para verificar o seu desempenho no estudo desta unidade: 1) Defina o termo Investimento. 2) Quais são as formas de investimento mais conhecidas? 3) Na estrutura patrimonial, como são classificados os investimentos? 4) De acordo com a Lei n. 11.638/07, como são avaliados os investimentos? 5) Em quais categorias são classificadas as aplicações financeiras, de acordo com a lei das S.A.s? 6) De modo sintético, em que consiste o Método do Custo de Aquisição? 7) Conceitue Equivalência Patrimonial. 8) Como são avaliados os investimentos utilizando o Método de Equivalência Patrimonial? 9) Qual o percentual do capital votante que estará sujeito à avaliação pela Equivalência Patrimonial, conforme a Lei n. 11.638/07? 10) Descreva como pode ser exercido o controle das sociedades. 11) Relacione as colunas: Coligadas Quando uma sociedade participa com 10% (dez por cento) ou mais do capital social da outra, sem controlá-la. Controladas Sociedade na qual a investidora, direta ou indiretamente, seja titular de direitos de sócio. 12) Como deve ser classificada a diferença apurada entre o montante aplicado a título de Investimento em Outras Sociedades e o resultado da aplicação do Método de Equivalência Patrimonial? a) Receitas ou Despesas não Operacionais. b) Receitas ou Despesas Operacionais. c) Ganhos e Perdas não Operacionais. d) Ganhos e Perdas Operacionais. e) Receita Ágio em Investimentos. 103© Métodos de Avaliação de Investimentos 13) Uma entrada de reservas de capital na investida provoca na investidora a contabilização de um valor proporcional à sua participação: a) a crédito na conta que registra o investimento; b) a débito na conta que registra o investimento; c) a crédito na conta que registra reserva de capital; d) a crédito na conta de receita operacional; e) diretamente na conta que registra o investimento. 14) A Companhia B (investida) tem Capital Social no valor de R$ 100.000,00, dividido em 100.000 ações. A Companhia A (investidora) possui 60% das ações de B. O Patrimônio Líquido da Companhia B em 31/12/X4 é de R$ 100.000,00 e em 31/12/X5 a companhia apresentou um prejuízo de R$ 20.000,00. Pelo método da Equivalência Patrimonial, qual o resultado a ser registrado na Companhia A? 15) A Controladora ZYK comprou 60% do capital social da Controlada KYZ, no valor total de aquisição de R$ 6.750.000,00. A Controlada KYZ naquela data possuía Patrimônio Líquido de R$ 11.250.000,00 e nesse ano calendário (exercício social) registrou em suas contas lucro de R$ 200.000,00. Declarou, nesse encerramento de exercício, dividendos de R$ 100.000,00. Pelo Método da Equivalência Patrimonial, demonstre os lançamentos contábeis necessários para equilibrar o balanço patrimonial da Controladora ZYK. 16) A empresa Terra Boa S.A., que atua no segmento econômico do agronegócio, mais especificamente no ramo da pecuária de corte com a atividade de cria de gado bovino, teve 10% de seu capital adquirido pela Companhia Vale Fértil S.A. por R$ 2.000.000,00. Esta empresa, embora deseje ampliar o seu ramo de atividade, não exerce nenhuma influência na gestão da Companhia Terra Boa S.A., e o valor investido representa menos de 10% de seu próprio patrimônio líquido. Para seu conhecimento, o sistema de criação de gado subdivide-se em cria, recria e engorda. Na fase de cria, os animais são vendidos na forma de bezerros, logo após o desmame. Na fase de recria, os animais são adquiridos na forma de bezerros e vendidos na forma chamada garrotes (denominam-se garrotes os machos bovinos que ainda não chegaramà idade de procriação e novilhas, as fêmeas nesta mesma condição) e na fase de engorda, os animais são adquiridos na forma de garrotes, são aprontados (engordados) e, então, comercializados com os frigoríficos, para onde seguem para abate. A Companhia Vale Fértil S.A. atua no segmento de recria e engorda, comercializando os seus animais quando estes já estão prontos para serem abatidos e consumidos. Esta empresa tem como principal cliente o Frigorífico LFC S.A., que, por sua vez, é detentor de 60% do capital social da Companhia Vale Fértil S.A., adquirido por R$ 10 milhões. A diretoria da Companhia Vale Fértil é nomeada pelo Frigorífico LFC S.A. Este valor corresponde a 10% de seu próprio patrimônio líquido. Apenas por hipótese, imaginemos que esses investimentos ocorreram no dia 31/12/x0, e as integralizações de capital foram à vista e em dinheiro. Em 31/12/x1, a empresa Terra Boa S.A. apresenta em seu Balanço Geral um lucro de R$ 1.250.000,00, depois de constituídas as reservas estatutárias. A diretoria propõe a distribuição de dividendos no valor de R$ 1.000.000,00 entre os acionistas. Por sua vez, a Companhia Vale Fértil S.A. apresenta um lucro de R$ 3 milhões, também depois de constituídas as reservas estatutárias. Os diretores propõem que a totalidade deste valor seja incorporada ao capital social. de posse destas informações, resolva as questões propostas a seguir: a) Considerando o que estudamos até aqui sobre coligação e controle, qual é a relação entre a Companhia Terra Boa S.A. e a Companhia Vale Fértil S.A.? Fundamente sua resposta. b) Qual é a relação entre o Frigorífico LFC S.A. e a Companhia Terra Boa S.A.? Fundamente sua resposta. c) Qual é a relação entre o Frigorífico LFC S.A. e a Companhia Vale Fértil S.A.? Fundamente sua resposta. d) Efetue o registro contábil das operações de aquisição de ações entre a Companhia Terra Boa S.A. e a Companhia Vale Fértil S.A. e) Efetue o registro contábil das operações de aquisição de ações entre a Companhia Vale Fértil S.A. e o Frigorífico LFC S.A. f) De acordo com a legislação vigente, qual será o método de avaliação do investimento ocorrido entre a Companhia Vale Fértil e a empresa Terra Boa S.A.? Explique por quê. g) Ainda de acordo com a legislação vigente, qual será o método de avaliação do investimento efetuado pelo Frigorífico LFC S.A. junto à empresa Vale Fértil S.A.? Explique por quê. h) Efetue os registros contábeis decorrentes de sua resposta ao item f. i) Efetue os registros contábeis decorrentes de sua resposta ao item g. as questões 17 a 26 foram adaptadas de neves; viCeCOnti (2001, p. 130-138). 17) Das alternativas seguintes, apenas uma questão está errada: a) São considerados relevantes os investimentos em coligadas e controladas quando o seu valor, isoladamente, for igual ou superior a 10% do Patrimônio Líquido da Investidora. © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 104 b) Podemos considerar relevante o total dos investimentos em Coligadas e Controladas quando o seu montante for igual ou superior a 15% do Patrimônio Líquido da Investidora. c) De acordo com a Lei n. 6.404/76 (Lei das S.A.s), a coligação será sempre de forma direta. d) Ainda de acordo com a Lei n. 6.404/76 (Lei das S.A.s), o controle será sempre de forma direta. e) Serão avaliados pelo Método de Equivalência Patrimonial (MEP) os investimentos em Coligadas e Controladas quando a empresa Investidora possuir pelo menos 20% do capital e influência na administração. I. A está errada. II. B está errada. III. C está errada. IV. D está errada. V. E está errada. 18) A empresa MFC adquire 60% das ações da Cia. LFC, que, por sua vez, possui 60% das ações da Cia. EHC. Podemos afirmar que a Cia. MFC exerce o controle da seguinte forma: a) MFC controla diretamente a empresa EHC e indiretamente a LFC. b) MFC controla diretamente a empresa LFC e diretamente a empresa EHC. c) MFC controla diretamente a empresa LFC e indiretamente a empresa EHC. d) MFC controla indiretamente a empresa LFC e indiretamente a empresa EHC. 19) Quando a empresa Investidora apura ganho na avaliação pela Equivalência Patrimonial, a forma de reconhecimento deste fato é debitar-se a conta representativa do Investimento e creditar-se uma conta de Receita. Sua classificação correta é: a) Receitas Não Operacionais. b) Variações Monetárias Ativas. c) Outras Receitas Financeiras. d) Outras Receitas Operacionais. e) Receita Bruta. 20) Quando a empresa investidora recebe os dividendos decorrentes de ganhos de investimentos avaliados pelo Patrimônio Líquido, a contabilização a ser efetuada é: a) Receita Não Operacional. b) Débito na Conta de Investimentos. c) Receitas Operacionais. d) Crédito na Conta de Investimentos. e) Receitas de Vendas. 21) Quando a empresa investidora recebe dividendos após seis meses da data da aquisição das ações ou quotas de capital, avaliados pelo custo de aquisição, a contabilização se processa da seguinte forma: a) Receita Não Operacional. b) Débito na Conta de Investimento. c) Receitas Operacionais. d) Crédito na Conta de Investimentos. e) Receitas de Vendas. 22) A empresa MFC adquire 60% das ações da Cia. LFC, por R$ 500 mil. Trata-se de um investimento em sociedade controlada, de caráter relevante. O patrimônio líquido da Cia. LFC é de R$ 600 mil. O pagamento foi à vista, com transferência bancária. Os registros contábeis a serem efetuados são os seguintes: a) Investimentos a Controladas a bancos Conta Movimento R$ 500.000,00 b) Investimentos a Controladas a bancos Conta Movimento R$ 480.000,00 c) Diversos a Bancos Conta Movimento R$ 500.000,00 Investimentos em Controladas R$ 480.000,00 Ágio em Investimentos R$ 20.000,00 105© Métodos de Avaliação de Investimentos d) Investimentos em Controladas R$ 500.000,00 a Diversos a Bancos Conta Movimento R$ 480.000,00 a Deságio em Investimentos R$ 20.000,00 e) Bancos Conta Movimento a Investimentos em Controladas R$ 520.000,00 23) Quando a empresa investidora realiza investimentos relevantes em sociedades coligadas ou controladas, poderão ocorrer as seguintes situações: a) Ágio. b) Deságio. c) Provisão para Perda. d) Amortização de Ágio e/ou Deságio. Das hipóteses mencionadas, podemos afirmar que: I) Somente “a" e "c" são corretas. II) Somente "a" e "b" são corretas. III) Somente "a" e "d" são corretas. IV) Somente "c" e "d" são corretas. V) Todas as alternativas são corretas. 24) Podemos afirmar que é incorreto afirmar que: a) Sociedades Coligadas são aquelas em que a Investidora participa com 10% ou mais do capital social da sociedade investida, mas não exerce o controle. b) Sociedade Controladora é aquela em que a Investidora possuir, diretamente ou por meio de outra empresa sobre a qual exerça controle, mais de 50% do capital votante da sociedade Investida. c) Para determinação da Equivalência Patrimonial, deverão ser excluídos do Patrimônio Líquido da empresa Investida os Lucros não Realizados em negócios da Investida com a Investidora. d) Na contabilização do recebimento de Lucros ou Dividendos de Investimentos avaliados pelo Patrimônio Líquido, o crédito deverá ser efetuado na própria conta que registrar a participação societária. e) São avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial os Investimentos realizados em sociedades, mesmo que não sejam controladas pela Investidora, ou que não sejam coligadas dela, bastando que sejam relevantes. 25) Considere que a Companhia UM, na condição de investidora, possua um Patrimônio Líquido de R$ 100 milhões e que detenha participações no capital social das seguintes empresas, cujos valores nominais são de R$ 1,00 cada um: Investidas valor Contábil dos Investimentos Capital das empresas Investidas percentual de participação no Capital Categoria da Investida Cia. Dois 2.500.000,00 10.000.000,00 25% Coligada ou Controlada Cia.Três 4.000.000,00 50.000.000,00 8% Nem Coligada, nem Controlada Cia. Quatro 5.000.000,00 6.000.000,00 8,333% Controlada Cia. Cinco 1.500.000,00 80.000.000,00 1,88% Nem Coligada, nem Controlada Cia. Seis 7.000.000,00 40.000.000,00 17,50% Coligada na qual a Cia. MFC tem influência 20.000.000,00 Fonte: Adaptado de Neves e Viceconti (2001, p. 137). Serão avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial os Investimentos efetuados nas seguintes empresas: a) Todas as Companhias. b) Nenhuma das Companhias. c) As Companhias Dois, Quatro e Seis. d) As Companhias Três e Cinco. e) Apenas a Companhia Quatro. © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 106 26) Quando ocorrer de a empresa investida apresentar, em determinado ano-calendário, Patrimônio Líquido Negativo (Passivo Circulante e Não Circulante maiores que o Ativo), a Investidora deverá: a) Reconhecer tal fato e baixar o valor do investimento realizado. b) Aportar recursos na empresa investida, cobrindo a parte que lhe compete dos prejuízos. c) Não fazer absolutamente nada e esperar que nos próximos exercícios a Investida tenha lucros. d) Pedir para que a Investida restitua o valor investido. e) Vender suas ações para outra companhia. Gabarito Confira, a seguir, as respostas corretas para as questões autoavaliativas propostas: 1) De forma mais ampla, o termo investimento designa todas as aplicações de recursos feitas pela empresa, com o objetivo de atingir metas operacionais. Em sentido mais restrito, pode ser compreendido como os recursos aplicados pela empresa que não estejam diretamente ligados à atividade operacional, ou seja, são as aplicações financeiras executadas pelas empresas que utilizam os excessos de recursos financeiros. 2) Fundos de Liquidez Imediata, Fundo de Investimento de Renda Fixa ou Variável, Certificado de Depósitos Ban- cários (CDB), Depósitos a Prazo Fixo, Títulos e Letras do Tesouro Nacional, Debêntures, Aplicações em Ouro, Aplicações em Títulos Representativos do Capital de Outras Sociedades. 3) Em relação à classificação no Balanço Patrimonial, os investimentos considerados temporários são classificados no Ativo Circulante (AC) e, em casos especiais, no Realizável a Longo Prazo (RLP). São investimentos de caráter especulativo, nos quais a empresa que os aplica espera, depois de um tempo predeterminado, tê-los recompra- do por quem lhos vendeu, realizando, assim, o resultado (lucro ou prejuízo) na operação. 4) Pelo seu valor de mercado ou valor equivalente: as aplicações em instrumentos financeiros, derivativos, títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo; pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado; pelo custo de aquisição ou produção; pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas, os investimentos em participação no capital social de outras sociedades; pelo custo de aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão, os direitos classificados no imobilizado; pelo valor do capital aplicado, deduzido do saldo das contas que registrem a sua amortização, o ativo diferido; pelo custo incorrido na aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de amortização, os di- reitos classificados no intangível. 5) Aplicações a serem mantidas até a data de seus vencimentos (geralmente representadas por títulos de renda fixa. Nesse caso, a companhia tem a intenção e os recursos financeiros necessários para manter esses ativos até a data de seus vencimentos. Esses ativos são avaliados pelo valor do custo acrescido dos respectivos rendimen- tos até a data do balanço, e deduzidos das perdas do valor recuperável, quando aplicável. Os rendimentos e as perdas do valor recuperável, quando aplicados na demonstração do resultado). Aplicações financeiras mantidas para negociação (esses ativos são de fácil liquidez, e o propósito da companhia é obter benefícios a curto prazo. Esses ativos são avaliados pelo valor de custo acrescido dos respectivos rendimentos até a data do balanço, e ajustados a valor de mercado. Os rendimentos e o ajuste a valor de mercado são computados no resultado do exercício). Aplicações financeiras disponíveis para venda (o restante das aplicações financeiras, que não foi alocado nas duas categorias anteriores, é classificado nesse item. Esses ativos são avaliados pelo valor do custo acrescido dos rendimentos até a data do balanço, e ajustados a valor de mercado. Os rendimentos são tratados como receita financeira na demonstração do resultado, e o ajuste a valor de mercado é registrado diretamente no Patrimônio Líquido, líquido dos efeitos tributários (Imposto de Renda e Contribuição Social). 6) Consiste em atribuir o valor efetivamente despendido na transação, ou seja, atribuir ao investimento o valor original pago. 7) Método que consiste em atualizar o valor contábil do investimento ao valor equivalente à participação societá- ria da sociedade investidora no patrimônio líquido da sociedade investida e no reconhecimento dos seus efeitos na demonstração contábil. 8) Aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada e subtraindo-se, do montante referido, os lucros não realizados. 9) Em caso de investimentos em sociedades coligadas, a participação é de 20% ou mais do capital votante, para realizar a equivalência patrimonial. 10) O controle das sociedades pode ser exercido de forma direta ou indireta. Direta: quando a empresa possui controle acionário sobre o capital votante da empresa. Indireta: quando a empresa possui controle sobre outra empresa e essa possui controle sobre capital votante em uma terceira empresa. 107© Métodos de Avaliação de Investimentos 11) Resposta: Coligadas – Quando uma sociedade participa com 10% (dez por cento) ou mais do capital social da outra, sem controlá- la. Controladas – Sociedade na qual a investidora, direta ou indiretamente, seja titular de direitos de sócio. 12) Resposta: b) Receitas ou despesas operacionais. 13) Resposta: b) a débito na conta que registra o investimento. 14) Cálculo da Equivalência Patrimonial a) A Companhia A possui 60% do capital da Companhia B. b) Cálculo da Equivalência Patrimonial 31/12/x4 Valor Patrimônio Líquido X Participação $ 100.000, 00 60% 60.000, 00R × = 31/12/X5 Valor Patrimônio Líquido X Participação ( $ 100.000, 00 $ 20.000, 00) 60% $ 48.000, 00R R R− × = c) Resultado na Companhia A. Equivalência Patrimonial 31/12/X5 R$ 48.000,00 (-) Equivalência Patrimonial 31/12/X4 (R$ 60.000,00) (=) Valor registrado na DRE Companhia A (R$ 12.000,00) Redução do investimento no valor de R$ 12.000,00. 15) Respostas: Lançamentos na Controladora ZYK dÉbitO CrÉditO Investimento na Controlada KYZ R$ 6.750.000,00 Disponível R$ 6.750.000,00 Aquisição de participação societária na Empresa KYZ dÉbitO CrÉditO Investimento na Controlada KYZ R$ 120.000,00 Receita de Equivalência Patrimonial R$ 120.000,00 Pelo registro da parcela proporcional da participação de 60% no lucro da empresa investida Controlada KYZ dÉbitO CrÉditO Dividendos a Receber R$ 60.000,00 Investimento na Controladora KYZ R$ 60.000,00 Lançamento do Registro dos Dividendos © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 108 16) Respostas: a) A relação entre a Companhia Terra Boa S.A. e a Companhia Vale Fértil S.A. é de Coligação, sendo a primeira Coligada da última. A fundamentação legal desta resposta reside no contido no § 1º do artigo 243 da Lei n. 6.404/76, “são coligadas as sociedades quando uma participa, com 10% (dez por cento) ou mais, do capital da outra, sem controlá-la”. Por outro lado, a Instrução Normativa CVM n. 247/96 estabeleceem seu artigo 2º que: [...] Art. 2º Consideram-se coligadas as sociedades quando uma participa com 10% (dez por cento) ou mais do capital social da outra, sem controlá-la. Parágrafo único: Equiparam-se às coligadas, para fins desta Instrução: as sociedades quando uma participa indiretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra, sem controlá-la; as sociedades quando uma participa diretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra, sem controlá-la, independentemente do percentual da participação no capital total [...] (CVM, 1996). b) A relação entre as empresas Frigorífico LFC S.A. e Companhia Terra Boa S.A. também é de Coligação. Seria de coligação indireta se existisse tal classificação; porém, como ensinam Santos, Schmidt e Fernandes (apud CARVALHOSA 2008, p. 7): “A Lei das S.A.s., em seu art. 243, § 1º, seguindo no particular a orientação do direito italiano, igualmente excluiu, com o silêncio, a coligação indireta”. A participação do Frigorífico LFC S.A. na empresa Terra Boa S.A. ocorre de forma indireta. É uma empresa controlada sua que possui participação, sem controle, na Companhia Terra Boa S.A. Ela (Frigorífico LFC S.A.), por si só, em nada participa da Companhia Terra Boa S.A. c) A relação entre a Companhia Frigorífico LFC S.A. e a Companhia Vale Fértil S.A. é de Controle, porque a LFC possui 60% do capital da Vale Fértil. O embasamento legal desta questão está no art. 243 da Lei n. 6.404/76, que em seu § 2º assim fixou: “[...] §2º considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras con- troladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas delibe- rações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores [...].” Diferentemente da Coligação, o Controle pode ser direto ou indireto. Será direto quando a própria Controla- dora possuir 50% ou mais do capital votante da empresa investida (que é o caso do Frigorífico LFC S.A., com relação à Companhia Vale Fértil S.A.). O controle será indireto quando uma empresa investida (B) possuir ações ou quotas de capital em uma terceira empresa também investida (C). Assim, a empresa investidora (A) exercerá o controle da empresa investida (C) de forma indireta, e a empresa (B) exercerá o controle da empresa (C) de forma direta. d) Os registros contábeis das operações de aquisição de ações entre as companhias Terra Boa S.A. e Vale Fértil S.A. serão assim realizados: na Companhia terra boa s.a. Débito: Caixa (ou Bancos Conta Movimento) Crédito: Capital Social (ou Acionistas Conta Capital) Valor referente à venda de 10% das ações.................R$ 2.000.000,00 na Companhia vale Fértil s.a. Débito: Investimentos (Conta do Ativo Permanente) Crédito: Caixa (ou Bancos Conta Movimento) Valor referente à aquisição de 10% das ações...........R$ 2.000.000,00 no Frigorífico lFC s.a. Débito: Investimentos (Conta do Ativo Permanente) Crédito: Caixa (ou Bancos Conta Movimento) Valor referente à aquisição de 60% das ações.........R$ 10.000.000,00 e) Os registros contábeis das operações de aquisição de ações entre as Companhias Vale Fértil S.A. e Frigorífico LFC S.A. serão assim realizados: na Companhia vale Fértil s.a. Débito: Caixa (ou Bancos Conta Movimento) Crédito: Capital Social (ou Acionistas Conta Capital) 109© Métodos de Avaliação de Investimentos Valor referente à venda de 60% das ações................R$ 10.000.000,00 no Frigorífico lFC s.a. Débito: Investimentos (Conta do Ativo Permanente) Crédito: Caixa (ou Bancos Conta Movimento) Valor referente à aquisição de 60% das ações...........R$ 10.000.000,00 Cálculo da Equivalência Patrimonial pela empresa investidora Frigorífico LFC S.A., no momento da realização do Investimento: PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA CIA. VALE FÉRTIL S.A. Contas 31/12/x0 Capital Social R$ 16.666.666,66 Participação LFC 60% R$ 10.000.000,00 Outros acionistas f) O Método de Avaliação do Investimento efetuado pela Companhia Vale Fértil S.A., junto à empresa Companhia Terra Boa S.A., será o de Custo de Aquisição. A explicação para esta questão reside no fato de o investimento realizado pela Vale Fértil S.A. junto à empresa Terra Boa S.A., embora tenha caráter permanente, ser inferior a 10% de seu próprio Patrimônio Líquido, e esta não exercer nenhuma influência junto à Companhia Terra Boa S.A. Em razão de o critério de relevância ter caído em desuso para fins de determinação do método de avaliação de investimentos desde a promulgação da Lei n. 11.638/07, assim como a Instrução CVM/08 ter adotado esta interpretação, ficamos apenas com a explicação do ponto de vista fiscal, contida no § 3º, do art. 384 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99), que considera: [...] § 3º Considera-se relevante o investimento: a) em cada sociedade coligada ou controlada, se o valor contábil é igual ou superior a 10% (dez por cento) do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora; b) no conjunto das sociedades coligadas ou controladas, se o valor contábil é igual ou superior a 15% (quinze por cento) do valor do patrimônio líquido da pessoa jurídica investidora [...]. Resta-nos, portanto, considerar que o investimento efetuado pela Companhia Vale Fértil S.A. junto à Companhia Terra Boa S.A., por representar apenas 9% (nove por cento) de seu próprio patrimônio líquido e a empresa não exercer quaisquer influências nos destinos da investida, deverá ser avaliado pelo Método de Custo de Aquisição. g) O Método de Avaliação do Investimento efetuado pelo Frigorífico LFC junto à Companhia Vale Fértil S.A. será o da Equivalência Patrimonial. A razão para a adoção deste critério está no fato de a empresa investidora Frigorífico LFC S.A. possuir 60% do capital da empresa Investida Companhia Vale Fértil S.A.; a empresa exerce influência junto à empresa investida e o investimento representa mais de 10% de seu patrimônio líquido. A interpretação de que os investimentos permanentes deverão ser avaliados pelo método da Equivalência Patrimonial está contida no artigo 248 da Lei n. 11.638/07, a saber: [...] Art. 248. No Balanço Patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliadas pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: [...]. As respostas a esta questão foram relativamente simples. h) Os registros contábeis decorrentes dos dividendos a serem distribuídos pela empresa investida Companhia Terra Boa S.A. para a sua investidora Companhia Vale Fértil S.A. serão os seguintes: na Companhia terra boa s.a. Débito: Distribuição de dividendos (Conta Redutora do Patrimônio Líquido) Crédito: Dividendos a pagar Valor dos dividendos propostos, conforme Assembleia Geral Ordinária de Acionistas, referente ao exercício encerrado em 31/12/x1.................R$ 1.000.000,00 © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 110 na Companhia vale Fértil s.a. • Débito: Dividendos a receber • Crédito: Receitas com dividendos (Conta de Resultado) • Valor correspondente à participação em dividendos a serem distribuídos pela empresa investida Companhia Terra Boa S.A., conforme Assembleia Geral de 31/03/x2, a saber: $ 1.000.000, 00 10% 100.000, 00R × = ......................... $ 100.000, 00R Cabe esclarecer que os valores comporão o resultado do exercício da investidora Companhia Vale Fértil S.A., porém serão excluídos na parte A do LALUR (Livro de Apuração do Lucro Real) por já haverem sido tributados pela Companhia Terra Boa S.A. (investida). O valor do lucro que coube à acionista Companhia Vale Fértil S.A. (investidora) foi calculado tomando-se por base o percentual de sua participação no capital da empresa CompanhiaTerra Boa S.A., ou seja, 10% do lucro proposto a ser distribuído. i) Os registros contábeis decorrentes dos dividendos a serem distribuídos pela empresa investida Companhia Vale Fértil S.A. para a sua investidora Frigorífico LFC S.A. serão os seguintes: na Companhia vale Fértil s.a. • Débito: Distribuição de dividendos (Conta Redutora do Patrimônio Líquido) • Crédito: Capital Social (ou Acionistas Conta Capital – Conta do Patrimônio Líquido) • Valor dos dividendos propostos para aumento de capital social, conforme Assembleia Geral Ordinária de Acionistas, referente ao exercício encerrado em 31/12/x1...R$ 3.000.000,00 no Frigorífico lFC s.a. • Débito: Investimentos (Conta do Ativo Permanente) • Crédito: Receitas com dividendos (Conta de Resultado) • Valor dos dividendos propostos para aumento de capital social, conforme Assembleia Geral Ordinária de Acionistas, referente ao exercício encerrado em 31/12/x1...R$ 1.800.000,00 Cálculo da Equivalência Patrimonial pela empresa investidora Frigorífico LFC S.A., em 31/12/x2: patrimÔniO lÍQuidO da Cia. vale FÉrtil s.a. Contas 31/12/x2 Capital Social R$ 16.666.666,66 Lucros do Exercício R$ 3.000.000,00 Total do Patrimônio Líquido R$ 19.666.666,66 Participação LFC 60% R$ 11.800.000,00 Os percentuais de participação do Frigorífico LFC S.A. na Companhia Vale Fértil se mantiveram inalterados. O valor de R$ 1.800.000,00 foi obtido aplicando-se 60% sobre o novo valor do Patrimônio Líquido da Companhia Vale Fértil S.A., e subtraído o valor do Investimento em 31/12/x0 (R$ 11.800.000,00 – R$ 10.000.000,00 R$ 1.800.000,00= ). 17) IV. 18) c. 19) d. 20) d. 21) c. 111© Métodos de Avaliação de Investimentos 22) A resposta correta é a alternativa c – Diversos a Bancos Conta Movimento; Débito de Investimentos em Contro- ladas no valor de R$ 480.000,00, e Débito de Ágio em Investimentos de R$ 20.000,00 a Crédito de Bancos Conta Movimento. 23) II. 24) e. 25) c. 26) a. 12. COnsiderações Finais Nesta unidade, você conheceu a definição de investimentos e seus métodos de avaliação: Método do Custo de Aquisição e Método da Equivalência Patrimonial. É muito importante que você se dedique e estude o conteúdo teórico, assim como os casos práticos, aplicando-os, sem- pre que possível, em sua atividade profissional. Lembre-se também de que neste momento do seu aprendizado você está estudando temas que não são comuns às empresas de pequeno e médio porte. Como são temas abordados, na maioria das vezes, em médias e grandes corpora- ções, seu perfeito entendimento pode render grandes benefícios, tendo em vista que não são todos os profissionais que se dedicam a estas soluções. Por ser um tema complexo, você ger- almente estará acompanhado de um advogado tributarista ou de um profissional que conheça bem as questões do Direito das Empresas no âmbito societário. Sabemos que o conteúdo de um livro-texto não basta para capacitá-lo plenamente. Nem foi a nossa pretensão quando o produzimos, mas esperamos contribuir um pouco para que você, utilizando-o adequadamente, junto à demais ferramentas de ensino oferecidas pela Insti- tuição, possa levar a bom termo os seus propósitos. A troca de experiências entre os profissionais da Contabilidade é uma prática comum. Muitas vezes, a solução de um problema ou uma dificuldade que enfrentamos pode ser dada por um colega de profissão. O conhecimento e as experiências devem ser compartilhados e, por esses e outros motivos, insisto para que você troque experiências com seus amigos e colegas de curso. E, caso você já seja um profissional da área da Contabilidade e tenha amplos conhecimen- tos sobre esta e outras disciplinas, não prive os seus colegas da oportunidade de usufruírem de sua experiência. Compartilhe com eles o seu saber. Como autor, professor e profissional que vive estritamente da Contabilidade, garanto a você que o estudo atento deste material o auxiliará muito em sua vida acadêmica e profissional. No entanto, não deixe de consultar e estudar outros autores e materiais. Bons estudos! 13. e-referênCIas Sites pesquisados BRASIL. Decreto n. 3.000, de 26 de março de 1999. Regulamenta a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do Imposto de Renda e Proventos de Qualquer Natureza. [Regulamento do Imposto de Renda – RIR/99]. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, DF, 29 mar. 1999. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3000.htm>. Acesso em: 2 maio 2013. © Contabilidade Avançada I Claretiano - Rede de eduCAção 112 ______. Lei n. 11.941, de 27 de maio de 2009. Altera a legislação tributária federal relativa ao parcelamento ordinário dos débitos tributários [...]. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, DF, 28 maio 2009. 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