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CONTABILIDADE GERENCIAL Professor Especialista Francisco Luís Borghi Nascimento Reitor Márcio Mesquita Serva Vice-reitora Profª. Regina Lúcia Ottaiano Losasso Serva Pró-Reitor Acadêmico Prof. José Roberto Marques de Castro Pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Ação Comunitária Profª. Drª. Fernanda Mesquita Serva Pró-reitor Administrativo Marco Antonio Teixeira Direção do Núcleo de Educação a Distância Paulo Pardo Edição de Arte, Diagramação, Design Grá ico B42 Design *Todos os gráficos, tabelas e esquemas são creditados à autoria, salvo quando indicada a referência. Informamos que é de inteira responsabilidade da autoria a emissão de conceitos. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem autorização. A violação dos direitos autorais é crime estabelecido pela Lei n.º 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal. Universidade de Marília Avenida Hygino Muzzy Filho, 1001 CEP 17.525–902- Marília-SP Imagens, ícones e capa: ©envato, ©pexels, ©pixabay, ©Twenty20 e ©wikimedia F385m sobrenome, nome nome livro / nome autor. nome /coordenador (coord.) - Marília: Unimar, 2021. PDF (00p.) : il. color. ISBN xxxxxxxxxxxxx 1. tag 2. tag 3. tag 4. tag – Graduação I. Título. CDD – 00000 2 BOAS-VINDAS Ao iniciar a leitura deste material, que é parte do apoio pedagógico dos nossos queridos discentes, convido o leitor a conhecer a UNIMAR – Universidade de Marília. Na UNIMAR, a educação sempre foi sinônimo de transformação, e não conseguimos enxergar um melhor caminho senão por meio de um ensino superior bem feito. A história da UNIMAR, iniciada há mais de 60 anos, foi construída com base na excelência do ensino superior para transformar vidas, com a missão de formar profissionais éticos e competentes, inseridos na comunidade, capazes de constituir o conhecimento e promover a cultura e o intercâmbio, a fim de desenvolver a consciência coletiva na busca contínua da valorização e da solidariedade humanas. A história da UNIMAR é bela e de sucesso, e já projeta para o futuro novos sonhos, conquistas e desafios. A beleza e o sucesso, porém, não vêm somente do seu campus de mais de 350 alqueires e de suas construções funcionais e conectadas; vêm também do seu corpo docente altamente qualificado e dos seus egressos: mais de 100 mil pessoas, espalhados por todo o Brasil e o mundo, que tiveram suas vidas impactadas e transformadas pelo ensino superior da UNIMAR. Assim, é com orgulho que apresentamos a Educação a Distância da UNIMAR com o mesmo propósito: promover transformação de forma democrática e acessível em todos os cantos do nosso país. Se há alguma expectativa de progresso e mudança de realidade do nosso povo, essa expectativa está ligada de forma indissociável à educação. Nós nos comprometemos com essa educação transformadora, investimos nela, trabalhamos noite e dia para que ela seja ofertada e esteja acessível a todos. Muito obrigado por confiar uma parte importante do seu futuro a nós, à UNIMAR e, tenha a certeza de que seremos parceiros neste momento e não mediremos esforços para o seu sucesso! Não vamos parar, vamos continuar com investimentos importantes na educação superior, sonhando sempre. Afinal, não é possível nunca parar de sonhar! Bons estudos! Dr. Márcio Mesquita Serva Reitor da UNIMAR 3 Que alegria poder fazer parte deste momento tão especial da sua vida! Sempre trabalhei com jovens e sei o quanto estar matriculado em um curso de ensino superior em uma Universidade de excelência deve ser valorizado. Por isso, aproveite cada minuto do seu tempo aqui na UNIMAR, vivenciando o ensino, a pesquisa e a extensão universitária. Fique atento aos comunicados institucionais, aproveite as oportunidades, faça amizades e viva as experiências que somente um ensino superior consegue proporcionar. Acompanhe a UNIMAR pelas redes sociais, visite a sede do campus universitário localizado na cidade de Marília, navegue pelo nosso site unimar.br, comente no nosso blog e compartilhe suas experiências. Viva a UNIMAR! Muito obrigada por escolher esta Universidade para a realização do seu sonho profissional. Seguiremos, juntos, com nossa missão e com nossos valores, sempre com muita dedicação. Bem-vindo(a) à Família UNIMAR. Educar para transformar: esse é o foco da Universidade de Marília no seu projeto de Educação a Distância. Como dizia um grande educador, são as pessoas que transformam o mundo, e elas só o transformam se estiverem capacitadas para isso. Esse é o nosso propósito: contribuir para sua transformação pessoal, oferecendo um ensino de qualidade, interativo, inovador, e buscando nos superar a cada dia para que você tenha a melhor experiência educacional. E, mais do que isso, que você possa desenvolver as competências e habilidades necessárias não somente para o seu futuro, mas para o seu presente, neste momento mágico em que vivemos. A UNIMAR será sua parceira em todos os momentos de sua educação superior. Conte conosco! Estamos aqui para apoiá-lo! Sabemos que você é o principal responsável pelo seu crescimento pessoal e profissional, mas agora você tem a gente para seguir junto com você. Sucesso sempre! Profa. Fernanda Mesquita Serva Pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Ação Comunitária da UNIMAR Prof. Me. Paulo Pardo Coordenador do Núcleo EAD da UNIMAR 4 007 Aula 01: 013 Aula 02: 022 Aula 03: 032 Aula 04: 043 Aula 05: 051 Aula 06: 059 Aula 07: 067 Aula 08: 075 Aula 09: 081 Aula 10: 088 Aula 11: 094 Aula 12: 099 Aula 13: 105 Aula 14: 112 Aula 15: 118 Aula 16: Produção da Informação Contábil Produção da Informação Contábil - Balanço Patrimonial Produção da Informação Contábil - Demonstração dos Resultados do Exercício e Demonstração dos dos Lucros e Prejuízos Acumulados Demonstrativo de Fluxo de Caixa Avaliação de Investimentos Temporários Avaliação de Investimentos Permanentes Ativo Permanente Imobilizado - Conceito e Avaliação Ativo Permanente - Equivalência Patrimonial Ativo Permanente - Intangível e Reavaliação ao Valor Justo Ativo Permanente - Contas Dedutoras: Depreciação Ativo Permanente - Contas Dedutoras: Amortização e Exaustão Contas de Resultados Patrimônio Líquido - Configuração de Capital Apuração do Resultado do Exercício Patrimônio Líquido - Reservas, lucros acumulados e ajustes Correção Monetária de Balanço 5 Introdução Olá, alunos! Sabemos que a Contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio, e para chegarmos ao resultado de uma apuração, é necessário fazer um levantamento minucioso e técnico dentro do conceito das contas. Assim, neste material, vamos entender como são geradas as informações contábeis, quais os fundamentos legais e, principalmente, a metodologia para se alcançar a apuração do resultado do exercício. E entendemos que você já tenha as noções contábeis, aquelas que aprendemos no começo do curso, como os lançamentos em diários e razonetes, bem como o conceito da equação patrimonial. Ao �nal dos nossos estudos, teremos a noção completa de como os usuários da Contabilidade têm acesso às informações pertinentes ao patrimônio da empresa. Bons estudos! 6 01 Produção da Informação Contábil 7 Estimados acadêmicos, Quando é �nalizado o registro dos fatos contábeis em uma entidade, chega o momento de oferecer aos usuários o resultado desses registros. Para que esses usuários consigam usar as informações, é necessário que as mesmas estejam estruturadas em uma forma padronizada. Para isso, as normas contábeis e as leis determinaram a elaboração de instrumentos denominados de Demonstrações Contábeis e Demonstrações Financeiras. As demonstrações contábeis, amparadas pela Lei n.º 6.404/76, conhecida como “Lei das S.A.”, denominada por demonstrações �nanceiras, são relatórios elaborados com informações extraídas dos registros contábeis mantidos pela empresa. Conforme o item 9 da NBC TG26, aprovadas pela Resolução CFC n.º 1.185/2009 e atualizações, as demonstraçõescontábeis são uma representação estruturada da situação patrimonial e �nanceira e do desempenho da entidade. 9 - As demonstrações contábeis são uma representação estruturada da posição patrimonial e �nanceira e do desempenho da entidade. O objetivo das demonstrações contábeis é o de proporcionar informação acerca da posição patrimonial e �nanceira, do desempenho e dos �uxos de caixa da entidade que seja útil a grande número de usuários em suas avaliações e tomada de decisões econômicas. As demonstrações contábeis também objetivam apresentar os resultados da atuação da administração, em face de seus deveres e responsabilidades na gestão diligente dos recursos que lhe foram con�ados. Para satisfazer a esse objetivo, as demonstrações contábeis proporcionam informação da entidade acerca do seguinte: (Redação alterada pela Resolução CFC n.º 1.376/11) (a) ativos; (b) passivos; (c) patrimônio líquido; (d) receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas; (e) alterações no capital próprio mediante integralizações dos proprietários e distribuições a eles; e (f) �uxos de caixa. Essas informações, juntamente com outras informações constantes das notas explicativas, ajudam os usuários das demonstrações contábeis na previsão dos futuros �uxos de caixa da entidade e, em particular, a época e o grau de certeza de sua geração – CFC – 2017. 8 O objetivo das demonstrações contábeis é de informar aos usuários a posição patrimonial e �nanceira, do desempenho e dos �uxos de caixa da empresa, que seja útil em suas avaliações e tomada de decisões econômicas. As demonstrações contábeis também têm como objetivo apresentar os resultados da atuação da administração, quanto aos seus deveres e responsabilidades na gestão dos recursos que foram con�ados. O que dizem as normas As demonstrações �nanceiras conforme são conhecidas, atualmente, são regulamentadas pela Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976, atualizada pelas leis 11.638 de 28 de dezembro de 2007 e 11.941 de 27 de maio de 2009. A Lei n.º 6.404/76 trata desse assunto em seus artigos 176 a 188. No artigo 176, a norma determina que ao �m de cada exercício social, a administração elaborará, com base na escrituração da companhia, as seguintes demonstrações �nanceiras, que deverão expor com clareza a situação do patrimônio da companhia e as alterações ocorridas no exercício: 9 a. balanço patrimonial (BP); b. demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados (DLPA); c. demonstração do resultado do exercício (DRE); d. demonstração dos �uxos de caixa (DFC); e e. demonstração do valor adicionado (DVA). O segundo parágrafo do artigo 186 dispensa as companhias da obrigatoriedade de elaborar a demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados, desde que elaborem a demonstração das mutações do patrimônio líquido. A demonstração do valor adicionado só é obrigatória para as sociedades anônimas de capital aberto. As companhias fechadas com Patrimônio Líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) estão dispensadas da elaboração da demonstração dos �uxos de caixa. A Lei n.º 6.404/76, nos parágrafos 1º a 4º do artigo 176, estabelece também que as demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior. Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas e os pequenos saldos poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapasse 0,1 (um décimo) do valor do respectivo grupo de contas. É vedada a utilização de designações genéricas, como “contas diversas” ou “contas correntes”. As demonstrações �nanceiras registrarão a destinação dos lucros segundo a proposta dos órgãos da administração e as demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis, necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do exercício. Obrigatoriedades A legislação exige que as demonstrações �nanceiras das companhias abertas passem por auditoria independente efetuada por empresas e pro�ssionais registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As demonstrações contábeis, que serão 10 elaboradas com observância das normas de contabilidade aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade, deverão especi�car sua natureza, a data, o período e a empresa a que se referem. As demonstrações deverão ser transcritas no Livro Diário ou em livro próprio reservado para esse �m. A Lei n.º 6.404, em seu artigo 289, determina ainda que: a. As Sociedades Anônimas de Capital Aberto são obrigadas a publicar as demonstrações �nanceiras, anualmente, no órgão o�cial da União ou do Estado ou do Distrito Federal, baseado no local onde esteja sediada a companhia. b. É permitido às companhias abertas, disponibilizar suas demonstrações �nanceiras na rede mundial de computadores. c. A Comissão de Valores Mobiliários poderá determinar que as publicações sejam feitas, também, em jornal de grande circulação nas localidades em que os valores mobiliários da companhia sejam negociados em bolsa ou em mercado de balcão, ou disseminadas por algum outro meio que assegure sua ampla divulgação e imediato acesso às informações. As publicações das demonstrações �nanceiras poderão ser feitas adotando-se como expressão monetária o milhar de reais. 11 Podemos citar alguns pontos-chave do sistema proveniente da lei 6.404/76, que almejavam alcançar os princípios de liberdade para o empresário escolher os valores mobiliários que melhor se adaptem ao tipo de empresa e que deva obedecer às regras estritas de responsabilidade de administradores de direito e de fato: A adoção de opções abertas à empresa é para que a melhoria da estrutura jurídica da empresa ocorra, dando condições para que os empresários, as grandes empresas e o mercado absorvam as mudanças provenientes da nova lei. O grupamento de sociedades, oferta pública de aquisição de controle, cisão de companhias etc. estão disciplinados de forma mais simpli�cada para facilitar sua adoção. Facilidade de diferenciar as companhias abertas das fechadas. A Lei das S.A. é só uma das diversas leis que integram toda a norma aplicada ao direito das empresas. Talvez seja a de maior importância para os aplicadores da informação contábil. Também é importante o conhecimento das alterações, sobretudo, as mais recentes, havidas na lei. Com o “boom” de startups e empreendedorismo, o direito societário tem sido constantemente acionado por empreendedores, o que dá ainda mais relevância ao correto entendimento da norma. 12 02 Produção da Informação Contábil - Balanço Patrimonial 13 O Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, de forma quantitativa e qualitativa, em uma determinada data, a posição patrimonial e �nanceira da empresa. Nele devem ser apresentados os bens e direitos (Ativo), as obrigações (Passivo) e o Patrimônio Líquido da entidade (RIBEIRO, 2018). Deve ser estruturado observando os artigos 178 a 184 da Lei n.º 6.404/76. Suas contas serão classi�cadas conforme os elementos do patrimônio e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação �nanceira da companhia. Caixa Valores em R$ (SI)25.000 9.300 12.000 8.100 6.700 Bancos c/ movimento 36.300 1.300 4.400 12.100 Estoque de mercadorias 15.100 6.200 6.300 5.800 6.900 Clientes 5.300 1.100 Duplictatas descontadas 700 Aplicações financeiras 5.300 O Balanço Patrimonial é apresentado como um grá�co similar à letra “T”, composto por duas partes: Ativo e Passivo. Ficou convencionado que o lado esquerdo deste grá�co é composto pelo Ativo e que o lado direito é o lado do Passivo, como no exemplo a seguir: Ao olhar para um Balanço Patrimonial representado no grá�co, o lado direito, lado do Passivo, composto pelas obrigações e Patrimônio Líquido, revela a origem dos recursos. Segundo Ribeiro (2018), as obrigações representam os recursos derivados de terceiros (capitais de terceiros), enquanto o Patrimônio Líquido 14 Investimentos Origens AtivoBens e direitos Obrigações com terceiros Obrigações com acionistas Passivo Patrimônio líquido Fonte: Disponível aqui mostra a origem dos recursos derivados dos proprietários. O Ativo revela a aplicação desses recursos (capitais) totais, isto é, mostra em que a empresa investiu todo o capital (próprio e de terceiros) que tem à sua disposição. Ativo Também conhecido como Aplicação de Recursos, representa as contas dos bens e dos direitos. São dispostas em ordem decrescente de acordo com o seu grau de liquidez, isto é, do menor para o maior prazo no qual Bens e Direitos podem ser transformados em dinheiro. De acordo com as normas, o ativo se subdivide entre Ativo Circulante e Ativo Não Circulante. Ativo Circulante Composto pelos bens e pelos direitos que estão em frequente circulação no patrimônio, é considerado o capital de giro da empresa. Basicamente, são valores já realizados ou cuja realização em dinheiro deva ocorrer até o término do exercício social seguinte ao do balanço. A lei estabelece que no Ativo circulante devem constar: 15 http://www.gecompany.com.br/gecompany/wp-content/uploads/2018/12/Capturar-2.png Disponibilidades: valores numerários representados pela conta Caixa, pela conta Bancos, conta Movimento e pelas contas que representam os equivalentes de caixa. As contas classi�cadas neste subgrupo são as que possuem o maior grau de liquidez dentre todas as demais contas do Ativo. Clientes ou Duplicatas a Receber: direitos a receber de terceiros, decorrentes de vendas de mercadorias, de produtos ou de prestação de serviços realizados a prazo. Outros Créditos: demais direitos que a empresa tem para receber de terceiros e que não se referem às vendas a prazo de mercadorias ou de serviços. Tributos a Recuperar: direitos da empresa junto aos Governos Municipal, Estadual ou Federal. Esses direitos decorrem de impostos, taxas ou contribuições decorrentes de créditos tributários. Estoques: bens destinados à produção, prestação de serviços, venda e consumo. Os estoques de mercadorias e de produtos acabados serão transformados em receita quando são vendidos. Os estoques de materiais destinados ao processo produtivo serão transformados em custos quando incorporados aos produtos em fabricação, enquanto os estoques de materiais destinados à prestação de serviços serão convertidos em custos nas aplicações de prestação de serviços. Finalmente, os estoques de materiais de consumo serão transformados em despesas quando consumidos. Despesas do Exercício Seguinte São direitos que as empresas têm em decorrência do pagamento antecipado de despesas que ainda irão ocorrer. Por exemplo, uma apólice de seguros cujo prêmio foi pago à vista. A vigência da apólice é de 12 meses, a serem compensados mês a mês. Caso o pagamento tenha sido feito antes do fechamento do balanço, os encargos dos meses que não foram cobertos pela apólice entram nessa conta. O mesmo ocorre com o pagamento antecipado de periódicos (Jornais e Revistas) pagos antecipadamente. Vale ressaltar que o saldo dessa conta não será convertido em dinheiro, porém, servirá para abater despesas que ocorrerão em um período futuro. 16 Ativo não circulante De acordo com a Lei n.º 6.404/76, é dividido em Ativo Realizável em Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado e Intangível. Ativo Realizável em Longo Prazo: São contas representativas dos recursos aplicados em bens e direitos, porém, que têm previsão de circulação somente após o término do exercício social seguinte. Neste grupo do Ativo podem �gurar todos os subgrupos do Ativo Circulante, com exceção às disponibilidades. É importante salientar que neste grupo de contas, a norma estabelece que devem ser classi�cados também os direitos derivados de operações em sociedades coligadas ou controladas por diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, independentemente do prazo de vencimento, desde que esses direitos decorram de operações que não constituam negócios usuais na exploração do objeto da companhia (RIBEIRO, 2018). Investimentos: participações no capital de outras sociedades, participações essas que geram rendimentos para a empresa em forma de dividendos, bem como por aquelas contas não classi�cáveis no Ativo Circulante ou no Realizável em Longo Prazo e que não se destinem à manutenção da atividade principal da empresa. Por exemplo, os investimentos em obras de arte, antiguidades, ouro ou, ainda, em propriedades para investimentos. São bens que geram receitas para a empresa, independentemente de suas atividades operacionais. Imobilizado: neste subgrupo são classi�cadas as contas representativas dos recursos aplicados em bens, destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa �nalidade. Se dividem em tangíveis (corpóreos) e intangíveis (não corpóreos). 17 Passivo É a parte do Balanço Patrimonial que evidencia as obrigações (Passivo Exigível ou capitais de terceiros) e o Patrimônio Líquido (Passivo Não Exigível ou capitais próprios). Passivo circulante e não circulante São classi�cadas no passivo circulante as contas representativas das obrigações cujos vencimentos ocorram durante o exercício seguinte ao do Balanço onde estiverem sendo classi�cadas. O que diferencia o passivo circulante do passivo não circulante é apenas o prazo de vencimento das obrigações. No passivo não circulante o vencimento é após o término do exercício seguinte. Exceto pelo que foi exposto, os grupos de contas são iguais e poderá conter subdivisões, de acordo com a natureza de cada Obrigação: 18 Obrigações a Fornecedores: compra de mercadorias ou da utilização de serviços a prazo. Empréstimos e Financiamentos: compromissos assumidos pela empresa na captação de recursos �nanceiros, visando, normalmente, �nanciar o seu capital de giro. Obrigações Tributárias: compromissos assumidos pela empresa, junto aos Governos Federal, Estadual ou Municipal. São tributos que a empresa tem para recolher aos cofres públicos, em decorrência do desenvolvimento das suas atividades normais. Obrigações Trabalhistas e Previdenciárias: encargos a serem pagos aos seus empregados ou recolher aos órgãos públicos. Esses compromissos decorrem dos serviços a ela prestados por seus empregados. Participações e Destinações do Lucro Líquido: compromissos da empresa decorrentes da parte do resultado positivo apurado que deve ser paga aos sócios e demais participantes no lucro. Outras Obrigações: demais obrigações de curto ou longo prazo assumidas pela empresa e que não se enquadram nos demais subgrupos do passivo. Receitas Diferidas: contas representativas das despesas ou custos correspondentes às respectivas receitas recebidas antecipadamente. Essas receitas diferidas constam apenas no Passivo Não Circulante. Patrimônio Líquido (PL) Corresponde ao capital próprio da empresa. São valores referentes ao investimento dos proprietários (titular, sócios quotistas ou acionistas) ou da movimentação normal do patrimônio. No PL as contas representativas dos capitais próprios são classi�cadas da seguinte maneira: 19 Capital Social: representa os valores investidos na empresa pelos titulares e pela conta Capital a Realizar que representa a parcela do capital já subscrita (prometida) pelos titulares, porém, ainda não integralizada. Reservas de Capital: contas representativas de algumas receitas que não devem transitar pelo resultado do exercício. Ajustes de Avaliação Patrimonial: ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício, de acordo com o regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuídas a elementos do Ativo e do Passivo, em decorrência da sua avaliação com valor justo. Reservas de Lucros: Reservas constituídas com parte dos lucros apurados pela empresa em decorrência de lei ou por deliberação dos sócios. Ações em Tesouraria: ações da própria empresa adquiridas por ela mesma. Prejuízos Acumulados: prejuízos apurados pela empresa no exercício atual, ou em exercícios anteriores, até que sejam compensados comlucros, saldos de reservas ou assumidos pelos sócios. 20 Assista a uma excelente animação do Professor Quintino sobre o Balanço Patrimonial, acessado pelo link: Pode acontecer de o ciclo operacional ser maior que o exercício social. O exercício social tem a duração de um ano. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social, a classi�cação no Circulante ou Longo Prazo terá por base o prazo desse ciclo. 21 https://go.eadstock.com.br/Zk 03 Produção da Informação Contábil - Demonstração dos Resultados do Exercício e Demonstração dos dos Lucros e Prejuízos Acumulados 22 Demonstração dos Resultados do Exercício (DRE) A DRE é um relatório contábil destinado a apresentar o resultado em um determinado período, referente às operações da empresa. O demonstrativo evidenciará a formação do resultado, mediante confronto entre as receitas e os correspondentes custos e despesas, sempre observando o princípio da competência contábil. A DRE é uma demonstração contábil que evidencia o resultado (lucro ou o prejuízo) apurado pela empresa no desenvolvimento das suas atividades no período. É composta, em sua maior parte, por contas de resultado. As contas de resultado são aquelas que representam as receitas, despesas e os custos incorridos em um determinado período. As contas patrimoniais que integram a DRE são aquelas representativas das deduções e das participações no resultado (RIBEIRO, 2018). Sua apresentação é feita na forma vertical, conforme �gura a seguir: 23 Fonte: Ribeiro, 2018, p. 388. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Companhia: Exercício �ndo em: DESCRIÇÃO EXERCÍCIO atual $ EXERCÍCIO anterior $ 1. RECEITA OPERACIONAL BRUTA Vendas de Mercadorias e/ou Pres. Serviços 2. DEDUÇÕES E ABATIMENTOS Vendas Anuladas Descontos Incondicionais Concedidos ICMS sobre Vendas PIS sobre Faturamento TOTAL DAS DEDUÇÕES E ABATIMENTOS 3. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (1- 2) 4. CUSTOS OPERACIONAIS Custo Merc. Vendidas e Serv. Prestados 5. LUCRO OPERACIONAL BRUTO (3-4) 6. DESPESAS OPERACIONAIS Despesas com as Vendas Despesas Financeiras (-) Receitas Financeiras Despesas Gerais e Administrativas Outras Despesas Operacionais 7. OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS 8. LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL (5- 6+7) 9. OUTRAS RECEITAS 10. OUTRAS DESPESAS 24 Fonte: Ribeiro, 2018, p. 389. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Companhia: Exercício �ndo em: DESCRIÇÃO EXERCÍCIO atual $ EXERCÍCIO anterior $ 11. RESULTADO EXERCÍCIO ANTES DEDUÇÕES (8+9-10) 12. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO 13. IMPOSTO DE RENDA SOBRE O LUCRO LÍQUIDO 14. RESULTADO EXERCÍCIO APÓS DEDUÇÕES (11-12-13) 15. PARTICIPAÇÕES Debêntures Empregados Administradores Partes bene�ciárias Instituições ou Fundos Assist. Prev. Empreg. 16. LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (14 – 15) 17. LUCRO LÍQUIDO ou PREJUÍZO POR AÇÃO DO CAPITAL Composição da DRE A DRE deve ser estruturada observando-se as disciplinas contidas no artigo 187 da Lei das S/A, que estabelece as informações mínimas que devem conter na DRE, �cando cada empresa livre para elaborar o modelo que melhor espelhe o resultado de suas atividades: Receita Operacional Bruta: Valor bruto das vendas de mercadorias, produtos e serviços. Também pode ser denominada por Receitas Operacionais e podem receber as seguintes intitulações: Receita Bruta de Venda de Mercadorias, 25 Receita Bruta de Venda de Produtos, e Receita Bruta de Prestação de Serviços. Quando a empresa tiver esses três tipos de receitas poderá apresentá-los na DRE, separadamente, ou em única conta. Deduções e Abatimentos: Apresentam todos os valores que devem ser abatidos da receita operacional bruta. Se enquadram nesse grupo de contas: Abatimentos sobre Vendas, Vendas Anuladas, Descontos Incondicionais Concedidos e todas as contas que registram os tributos incidentes sobre as vendas, sendo os mais comuns o ICMS, o PIS e a COFINS. Receita Operacional Líquida: Este valor é obtido subtraindo-se da receita operacional bruta, o total das deduções e abatimentos. Custos Operacionais: Custos das mercadorias, dos produtos e dos serviços vendidos. Lucro Operacional Bruto: Valor que é apurado subtraindo-se da receita operacional líquida o total dos custos operacionais. Despesas Operacionais: Necessárias à movimentação do patrimônio da empresa. Para que possa operar, a empresa incorre nessas despesas no seu dia a dia. Nesse grupo devem ser apresentadas as despesas operacionais, agrupada conforme sua natureza. Segundo o artigo 187, da Lei n.º 6.404/76, essas despesas são separadas em Despesas com Vendas, Financeiras e Administrativas. Outras Receitas Operacionais: Referem-se a ganhos com aluguéis de imóveis, de veículos, com perdas recuperadas e outras. Lucro ou Prejuízo Operacional: Diferença entre as receitas operacionais e as despesas operacionais. Outras Receitas e Outras Despesas: Resultado (positivo ou negativo) alcançado nas transações envolvendo Ativo Não Circulante, classi�cados em Investimentos, Imobilizado e Intangível. Contribuição Social e Imposto de Renda: Compromisso da empresa junto ao Governo Federal, referente ao imposto sobre o lucro real. Lucro Líquido ou Prejuízo do Exercício: Resultado do exercício, depois de deduzidos os valores relativos aos tributos e às participações. Lucro Líquido ou Prejuízo por Ação do Capital: Resultado da divisão resultado pelo número de ações em circulação que integram o capital social da companhia (RIBEIRO, 2018). 26 Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados (DLPA) Relatório contábil que evidencia o lucro líquido do exercício, os ajustes contábeis relativos a resultados de exercícios anteriores, as reversões de reservas, as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital, bem como os saldos da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados no início e no �nal do período. Evidencia, portanto, o movimento ocorrido na conta Lucros ou Prejuízos Acumulados durante o exercício social. A Lei n.º 11.638/07 excluiu do grupo do Patrimônio Líquido a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, tendo apenas a conta Prejuízos Acumulados. As sociedades por ações devem dar destino a todo o lucro líquido apurado no �nal de cada exercício social, utilizando-o na compensação de prejuízos acumulados, na constituição de reservas, no aumento do capital ou na distribuição aos acionistas (RIBEIRO, 2018). A DLPA é estruturada através do artigo 186 da Lei n.º 6.404/76: Artigo 186 - A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará: I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial; II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; 27 III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao �m do período. Para se elaborar o demonstrativo, basta coletar dados diretamente das Fichas de Razão das contas envolvidas, conforme consta da própria DLPA. DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS Companhia: Exercício �ndo em: DESCRIÇÃO EXERCÍCIO atual $ EXERCÍCIO anterior $ 1. Saldo no Início do Período 2. Ajustes de Exercícios Anteriores 3. Saldo Ajustado 4. Lucro ou Prejuízo do Exercício 5. Reversão de Reservas 6. Saldo a Disposição 7. Destinação do Exercício Reserva Legal Reserva Estatutária Reserva para Contingência Outras Reservas Dividendos Obrigatórios ($ por ação) Juros sobre Capital Próprio 8. Saldo no Fim do Exercício Fonte: Ribeiro, 2018, p. 394. 28 Relatório contábil que visa evidenciar as variações ocorridas em todas as contas que compõem o Patrimônio Líquido em um determinado período. As empresas têm elaborado a DMPL em um grá�co com colunas, sendo destinada uma coluna para cada conta integrante do Patrimônio Líquido. A primeira coluna é reservada para a descrição da natureza das transações que provocaram as mutações e a última coluna éutilizada para os totais. A DMPL conterá tantas linhas quantas forem as transações ocorridas e que mereçam ser evidenciadas em relação à movimentação de cada conta. Na primeira linha serão transcritos o saldo inicial de cada conta e, na última linha, os respectivos saldos �nais. A soma da última linha do demonstrativo terá que coincidir com o total dessa mesma coluna e corresponderá ao total do grupo do Patrimônio Líquido do Balanço Patrimonial. Nesse caso, os �uxos de recursos de uma conta para outra, que revelam a origem de cada mutação, deverão ser informados em notas explicativas. Os dados para elaboração dessa demonstração são extraídos do livro Razão, bastando consultar a movimentação ocorrida em cada uma das contas do Patrimônio Líquido. A Lei n.º 6.404/76 não �xou um modelo para a DMPL, �cando as empresas livres para elaborá-lo. O § 1º do artigo 176 da Lei n.º 6.404/76 estabelece, para efeito de comparação, que as demonstrações �nanceiras de cada exercício devem ser divulgadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do exercício anterior. Demonstração das Mutações do Pat rimônio Líquido (DMPL) 29 Fonte: Ribeiro, 2018, p. 396. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Companhia: Exercício �ndo em: DESCRIÇÃO Capital Social Reserva de capital Reservas de Lucros Ajustes de Avaliação Patrimonial Ações em Tesouraria Prejuízos Acumulados Lucros a Destinar Total Saldo em 31/12/X0 Aumento de Capital: ● Com Reservas de Lucros Lucro ou Prejuízo do Exercício Reversão de Reservas Destinação do Exercício: ● Reserva Legal ● Reservas para Investimento ● Dividendos ● Juros sobre o Capital Próprio Saldo em 31/12/X1 Aumento de Capital: ● Com Reservas de Capital Lucro ou Prejuízo do Exercício Reversão de Reservas Destinação do Exercício: ● Reserva Legal ● Reservas para Investimento ● Dividendos ● Juros sobre o Capital Próprio ● Saldo em 31/12/X2 30 RIBEIRO (2018, p. 394) a�rma que a compensação de prejuízos acumulados é automática na DLPA, em decorrência de sua própria estrutura. O prejuízo acumulado �gurará no item 1 com sinal negativo. Itens podem ser acrescentados conforme a necessidade. Caso, durante o exercício, tenha incorporado parte dos lucros acumulados apurados em exercícios anteriores ao capital, essa informação deverá constar antes de se apurar o saldo. Por outro lado, se do lucro líquido apurado no exercício �ndo, se pretender incorporar uma parcela para aumento de capital, essa informação poderá �gurar juntamente com as destinações do exercício. O Professor Quintino apresenta mais uma bela animação sobre a construção de um DRE. Pode ser acessado pelo link: 31 https://go.eadstock.com.br/Zl 04 Demonstrativo de Fluxo de Caixa 32 O Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) evidencia as alterações ocorridas no saldo das disponibilidades da empresa, como caixa e seus equivalentes, em determinado período, por meio de �uxos de recebimentos e pagamentos. Isto é, este demonstrativo detalha as variações que ocorreram no caixa e seus equivalentes entre os saldos inicial e �nal do período (CASAGRANDE, 2013). Está amparado pelos termos do art. 176, IV, da Lei n.º 6.404/76, após as alterações introduzidas pelas Leis n.º 11.638/07 e 11.941/09. A elaboração e publicação do DFC se tornou obrigatória para as companhias abertas. Porém, o parágrafo 6º estabelece que a companhia fechada com PL inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada a publicar o demonstrativo. O objetivo do DFC é proporcionar aos usuários uma base para melhor planejar e controlar as entradas e saídas de numerários do caixa no período. Estrutura do Demonstrativo de Fluxo de Caixa Conforme o art. 188, I, da Lei n.º 6.404/76 e atualizações, as alterações ocorridas durante o período no saldo de caixa devem ser divididas em, ao menos, três �uxos: atividades operacionais; atividades de investimento; atividades de �nanciamento. A empresa deve apresentar seus �uxos de caixa provenientes das atividades operacionais, de investimento e de �nanciamento da forma que seja mais apropriada aos negócios. Tal classi�cação permite informações que auxiliam os usuários a avaliar o impacto das atividades sobre a posição �nanceira, bem como o montante de seu caixa e equivalentes. 33 Ati�dades Operacionais Atividades geradoras de receita da entidade e que não são de investimentos e �nanciamentos. Geralmente, resultam de transações e de outros eventos que entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo. Exemplos de �uxos de caixa que decorrem das atividades operacionais: a) recebimentos de caixa pela venda de produtos, mercadorias e pela prestação de serviços; b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras receitas; c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços; d) pagamentos de caixa de obrigações trabalhistas e previdenciárias; e) pagamento de despesas em geral; f) pagamento de impostos; g) recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e sinistros, anuidades e outros benefícios da apólice; h) pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda, a menos que possam ser especi�camente identi�cados com as atividades de �nanciamento ou de investimento; i) recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para negociação imediata ou disponíveis para venda futura; j) Outras entradas e saídas de caixa que não se enquadrem como atividades de investimentos ou �nanciamentos (CASAGRANDE, 2013, p. 327). Ati�dades de Investimentos Têm como objetivo a aquisição ou venda de ativos de longo prazo ou outros investimentos que não constam no caixa, que visem gerar lucros e �uxos de caixa no futuro: a) pagamentos em caixa para aquisição de ativo imobilizado, intangíveis e outros ativos de longo prazo. Esses incluem aqueles relacionados aos custos de desenvolvimento ativados e aos ativos imobilizados de construção própria; b) recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado, 34 intangíveis e outros ativos de longo prazo; c) pagamentos em caixa para aquisição de instrumentos patrimoniais ou instrumentos de dívida de outras entidades e participações societárias em joint ventures (exceto pagamentos referentes a títulos considerados como equivalentes de caixa ou aqueles mantidos para negociação imediata ou futura); d) recebimentos de caixa provenientes da venda de instrumentos patrimoniais ou instrumentos de dívida de outras entidades e participações societárias em joint ventures (exceto recebimentos referentes aos títulos considerados como equivalentes de caixa e aqueles mantidos para negociação imediata ou futura); e) adiantamentos em caixa e empréstimos feitos a terceiros (exceto os adiantamentos e empréstimos feitos por instituição �nanceira); f) recebimentos de caixa pela liquidação de adiantamentos ou amortização de empréstimos concedidos a terceiros (exceto adiantamentos e empréstimos de instituição �nanceira) (CASAGRANDE, 2013, p. 327). Ati�dades de Investimentos São aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no capital de terceiros da entidade. A seguir, exemplos de �uxos de caixa advindos das atividades de �nanciamento: a) caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos patrimoniais; b) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações da entidade; c) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas promissórias, outros títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de curto e longo prazos, doações em moeda corrente etc.; d) amortização de empréstimos e �nanciamentos; e e) pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo relativo a arrendamento mercantil �nanceiro (CASAGRANDE, 2013, p. 328). 35 Métodos de Elaboração do DFC Método Direto Metodologia que evidencia os recebimentos e pagamentos brutos relacionados às atividades operacionais. Ao utilizar as informações sobre os principais recebimentose pagamentos brutos podem ser obtidas dos registros contábeis ou pelo ajuste das vendas, dos custos dos produtos e outros itens da demonstração do resultado ou do resultado abrangente referentes às variações ocorridas no período nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar e outros itens que não envolvem caixa. Abaixo, o modelo do DFC pelo método direto: 36 DESCRIÇÃO EXERCÍCIO ATUAL $ EXERCÍCIO ANTERIOR $ 1. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS . Valores recebidos de clientes . Valores pagos a fornecedores e empregados . Imposto de renda e contribuição social pagos . Pagamentos de contingências . Recebimentos por reembolso de seguros . Recebimentos de lucros e dividendos de subsidiárias . Outros recebimentos (pagamentos) líquidos (=) Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicadas nas) atividades operacionais 2. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (-) Compras de Investimentos (-) Compras do imobilizado (-) Compras do Intangível (+) Recebimentos por vendas de Investimentos (+) Recebimentos por vendas do Imobilizado (+) Recebimento por vendas do Intangível (+) Recebimento de dividendos (=) Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicadas nas) atividades de investimento 37 Fonte: Ribeiro, 2018, p. 429. 3. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (+) Integralização de capital (+) Empréstimos tomados (-) Pagamento de dividendos (-) Pagamento de Empréstimos (=) Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicadas nas) atividades de �nanciamento 4. AUMENTO (REDUÇÃO) NAS DISPONIBILIDADES (1+/-2+/-3) 5. DISPONIBILIDADES NO INÍCIO DO PERÍODO 6. DISPONIBILIDADES NO FINAL DO PERÍODO (4+/-5) Método Indireto Por meio deste método não se consegue identi�car os valores totais das atividades operacionais que passaram pelo caixa. O caixa líquido das atividades operacionais é determinado pelos seguintes ajustes: 38 Contas de receitas e despesas que não tiveram re�exos no caixa, tais como depreciação, amortização, exaustão, equivalência patrimonial e relativas a �uxos de caixa de atividades de investimento e �nanciamento; O ganho ou a perda de capital na venda do ativo não circulante, incluindo o valor recebido no grupo de atividade de investimento; Os necessários quando de aumentos e reduções nas contas do ativo circulante e passivo circulante, tais como: um aumento no Ativo Circulante gera uma diminuição no caixa; uma diminuição no Ativo Circulante gera um aumento no caixa; um aumento no Passivo Circulante gera um aumento no caixa; uma diminuição no Passivo Circulante gera uma diminuição no caixa. 39 DESCRIÇÃO EXERCÍCIO ATUAL $ EXERCÍCIO ANTERIOR $ 1. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Resultado do Exercício antes do IR e da CSLL Ajustes por: (+) Depreciação, amortização etc. (+/-) Resultado na venda de Ativos Não Circulantes (+/-) Equivalência patrimonial Variações nos Ativos e Passivos (Aumento) Redução em contas a receber (Aumento) Redução dos estoques Aumento (Redução) em Fornecedores Aumento (Redução) em Contas a Pagar Aumento (Redução) no IR e na CSL (+) Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicadas nas) atividades operacionais 2. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO (-) Compras de Investimentos (-) Compras do Imobilizado (-) Compras do Intangível (+) Recebimentos por vendas de Investimentos (+) Recebimentos por vendas do Imobilizado (+) Recebimento por vendas do Intangível (+) Recebimento de dividendos (=) Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicadas nas) atividades de 40 Fonte: Ribeiro, 2018, p. 428. investimento 3. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO (+) Integralização de capital (+) Empréstimos tomados (-) Pagamento de dividendos (-) Pagamento de Empréstimos (=) Disponibilidades líquidas geradas pelas (aplicadas nas) atividades de �nanciamento 4. AUMENTO (REDUÇÃO) NAS DISPONIBILIDADES (1+/-2+/-3) 5. DISPONIBILIDADES NO INÍCIO DO PERÍODO 6. DISPONIBILIDADES NO FINAL DO PERÍODO (4+/-5) 41 O objetivo do DFC é apresentar as transações que correspondem a entradas e saídas de caixa e equivalentes na empresa. Segundo o item 44 da NBC TG 03, muitas atividades de investimento e de �nanciamento não têm impacto direto sobre os �uxos de caixa correntes, muito embora afetem a estrutura de capital e de ativos da entidade. A exclusão de transações que não envolvem caixa ou equivalentes de caixa da demonstração dos �uxos de caixa é consistente com o objetivo da referida demonstração, visto que tais itens não envolvem �uxos de caixa no período corrente. 42 05 Avaliação de Investimentos Temporários 43 Segundo Casagrande (2013), os investimentos temporários são alocações temporárias de disponibilidades (caixa) efetuadas em ativos �nanceiros com a intenção de ganho no curto ou longo prazo, podendo ocorrer tanto com ações de empresa como com outros papéis/títulos. Ao investir, a empresa não tem a intenção de permanecer por muito tempo com tais investimentos, podendo classi�cá-los no Ativo Circulante ou no Realizável em Longo Prazo. Aplicações com liquidez imediata Compreendem as aplicações de recursos �nanceiros, geralmente excesso de caixa que �caria sem ser movimentado nas contas bancárias, feitas por poucos dias as quais, devido à possibilidade de serem transformadas em dinheiro a qualquer momento, �guram no Balanço Patrimonial, no Ativo Circulante, subgrupo das Disponibilidades. A principal característica desse tipo de investimento é a liquidez imediata, ou seja, a possibilidade de serem resgatados a qualquer momento, sendo os rendimentos correspondentes ao número de dias em que o recurso permaneceu aplicado. São aplicações normalmente feitas em títulos públicos, garantidos pelo governo, e seus rendimentos geram encargos �nanceiros para a empresa. Os encargos podem variar conforme a legislação tributária, sendo mais comuns, o Imposto sobre a Renda, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), taxas e outros. Conforme exemplo a seguir, em 2 de setembro, a empresa VLPR & Cia. Ltda. aplicou a importância de $ 10.000, em curto prazo, no Banco Urupês S/A, onde mantém sua conta corrente. No dia seguinte, resgatou a importância de $ 10.200, 44 sendo $10.000 correspondentes ao capital investido e $ 200 aos rendimentos. O banco reteve a importância de $ 40, referente ao Imposto de Renda. Fonte: Ribeiro, 2018. 1. Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata a Bancos conta Movimento a Banco Urupês S/A Pela aplicação a curto prazo, conf. Extrato .......................10.000 Dia do resgate 2. Bancos conta Movimento Banco Urupês S/A a Diversos Pelo resgate de aplicação efetuada em curto prazo, como segue: a Aplicações �nanceiras de Liquidez Imediata Resgate do capital aplicado ........................................................10.000 a Rendimentos sobre Aplicações Financeiras Rendimentos Creditados, conf. Extrato .................................... 200 10.200 3. IRR Fonte a Recuperar a Bancos conta Movimento Banco Urupês S/A Valor do imposto de renda retido na fonte sobre a aplicação a curto prazo, conf. extrato ..............................40 45 Aplicações em ações Também �guram no Ativo Circulante, subgrupo Investimentos Temporários em Curto Prazo ou no Ativo Não Circulante, subgrupo Ativo Realizável em Longo Prazo ou Investimentos, conforme seja a intenção da empresa. As aplicações de caráter especulativo deverão �gurar no Ativo Circulante ou no Ativo Realizável em Longo Prazo. Ao aplicar o excesso de caixa em ações, o comum é que essas aplicações sejam efetuadas no mercado de capitais, em que a negociação se dá por meio da Bolsas de Valores, ou no mercado de balcão, negociando diretamente na empresa emissora dos títulos, porém, com ações que sejam cotadas no mercado (RIBEIRO, 2018). Para exempli�car, supõe-se que a Companhia Alfa tenhaadquirido no mercado de capitais, ações da companhia Beta, tendo pagado a importância de $ 5.100, incluso despesas de corretagem. Fonte: Ribeiro, 2018. Ações de Outras Empresas a Bancos conta Movimento a Banco Urupês S/A Pela aplicação efetuada etc. ......................................5.100 Os rendimentos decorrentes desse tipo de investimento serão realizados somente na venda dos títulos, podendo ter como resultado lucro ou prejuízo. Dois meses após a compra, a empresa decide por vender os títulos, alcançando a importância de $ 6.000, obtendo, assim, na transação, um lucro bruto igual a $ 900. Considerando que a empresa pagou a importância de $ 30 a título de corretagem e que não ocorreram outros encargos, veja como o fato será contabilizado (RIBEIRO, 2018): 46 Fonte: Ribeiro, 2018. Bancos conta Movimento Banco Urupês S/A A Diversos Pela alienação de X ações etc., como segue: A Ações de Outras Empresas Valor contábil de X ações etc. ......................................................5.100 A Receitas Financeiras A Rendimentos de Investimentos Temporários Lucro auferido na transação supra .......................................................900 6.000 Despesas Financeiras Comissões Passivas A Bancos conta Movimento A Banco Urupês S/A Despesas com corretagem etc. ....................................................30 A empresa investidora, enquanto mantiver o investimento em ações, ainda poderá receber dividendos por conta das respectivas ações. Neste caso, a contabilização se dá debitando a conta Caixa ou Bancos, conta Movimento e creditando a conta que representa a receita, classi�cada no grupo das Outras Receitas Operacionais. Investimentos com rendimentos prefixados A empresa investidora �ca sabendo no dia da aplicação, quanto será o rendimento que corresponde à correção monetária pre�xada adicionado de juros. São exemplos de investimentos com rendimentos pre�xados, os Fundos de Investimentos de Renda Fixa, os Certi�cados de Depósito Bancário (CDB), etc. 47 A Livraria Cosmos aplicou, junto ao Banco Urupês S/A, a importância de $ 4.000 em Certi�cado de Depósito Bancário (CDB), com rendimentos pre�xados, no valor de $ 1.800, sendo $ 1.710 de correção monetária e $ 90 de juros. Data da aplicação: 01/11/X1. Data do resgate: 30/01/X2: Fonte: Ribeiro, 2018. Data da aplicação 1) Aplicações Financeiras de Renda Fixa a Diversos Pela aplicação nesta data, em CDB, com rendimentos pre�xados, pelo prazo de 90 dias: a Bancos conta Movimento a Banco Urupês S/A Valor aplicado n/data conf. aviso bancário ...............................................4.000 a Variações Monetárias Ativas a Vencer Correção monetária pre�xada sobre aplicação supra ...........................1.710 a Juros Ativos a Vencer Juros sobre aplicação supra ........................................................................90 5.800 Obedecendo ao princípio da competência contábil, mensalmente ou no último dia do ano, devem ser apropriados os valores da receita auferida no mês ou no período, debitando as contas que registraram as receitas antecipadas e creditando as contas de receitas respectivas. Na apropriação das receitas, em 31 de dezembro, será preciso conhecer os valores das receitas ganhas diariamente. Se a aplicação foi feita por 90 dias e a Variação Monetária foi pre�xada em $ 1.710, basta efetuar o seguinte cálculo: $ 1.710 dividido por 90 = $19 por dia. Como a aplicação foi feita em 1º de novembro, desta data até 31 de dezembro são 60 dias. Sendo assim: 60 dias X $19 = $ 1.140. 48 Para os juros diários: $ 90 dividido por 90 dias = $ 1 por dia Logo: 60 dias X $1 = $ 60. Fonte: Ribeiro, 2018. CONTABILIZAÇÃO: Variações Monetárias Ativas a Vencer A Variações Monetárias Ativas Pela apropriação da receita ganha no período, ref. a aplicação em CDB por 60 dias ................1.140 Juros Ativos a Vencer a Juros Ativos Pela apropriação dos juros ganhos no período, ref. à aplicação em CDB POR 60 dias ...............60 Finalmente, na data do resgate da aplicação, em 30 de janeiro do exercício seguinte: 49 Fonte: Ribeiro, 2018. Bancos conta Movimento Banco Urupês S/A a Aplicações Financeiras Resgate da aplicação efetuada em CDB com receita pre�xada ........................5.800 Variações Monetárias Ativas a Vencer a Variações Monetárias Ativas Apropriação da receita ganha no período de 01 a 30 de janeiro ................................570 Juros Ativos a Vencer a Juros Ativos Apropriação da receita ganha no período de 01 a 30 de janeiro .......................30 O Imposto de Renda, conforme a legislação em vigor da data da ocorrência do fato, poderá incidir na data da aplicação ou somente no vencimento. 50 06 Avaliação de Investimentos Permanentes 51 No Ativo há recursos aplicados no Ativo Circulante e no Ativo Não Circulante, conforme estabelece o § 1º do artigo 178 da Lei n.º 6.404/1976. O Ativo Não Circulante é composto pelos seguintes grupos: Ativo Realizável em Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado e Intangível. O artigo 179 V da Lei n.º 6.404/1976 classi�ca como investimentos as contas representativas das participações permanentes em outras sociedades e dos direitos de qualquer natureza, não classi�cáveis no Ativo Circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da empresa. Assim, existem duas modalidades de investimentos que devem �gurar neste grupo do Ativo Não Circulante: a. Participações permanentes em outras sociedades; e b. Direitos de qualquer natureza, não classi�cáveis no Ativo Circulante ou no Ativo Realizável em Longo Prazo. Participações permanentes em outra sociedade Diferentemente, como visto na aula anterior, quando são adquiridas por empresas, as ações negociadas na bolsa são consideradas como Investimentos Temporários. Porém, quando ocorrem aquisições diretas de participações em outras empresas, automaticamente são consideradas como investimento permanente. A empresa adquire esses títulos com o intuito de fazer um complemento de suas atividades econômicas. Deverá contabilizá-los em contas do grupo Investimentos. As participações permanentes em outras sociedades poderão ocorrer em sociedades coligadas, em sociedades controladas, em sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum. O controle comum 52 pode ser exercido por uma mesma pessoa jurídica, por uma mesma pessoa física ou por um conjunto de pessoas físicas, independentemente do percentual de participação no capital. Conforme de�nições extraídas do item 3 da NBC TG 18: 53 Coligada é a entidade sobre a qual o investidor tem in�uência signi�cativa. Controle conjunto é o compartilhamento, contratualmente convencionado, do controle de negócio, que existe somente quando decisões sobre as atividades relevantes exigem o consentimento unânime das partes que compartilham o controle. Demonstrações consolidadas são as demonstrações contábeis de um grupo econômico, em que ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas, despesas e �uxos de caixa da controladora e de suas controladas são apresentados como se fossem uma única entidade econômica. Empreendimento controlado em conjunto (joint venture) é um acordo conjunto por meio do qual as partes, que detêm o controle em conjunto do acordo contratual, têm direitos sobre os ativos líquidos desse acordo. In�uência signi�cativa é o poder de participar das decisões sobre políticas �nanceiras e operacionais de uma investida, mas sem que haja o controle individual ou conjunto dessas políticas. Investidor conjunto (joint venture) é uma parte de um empreendimento controlado em conjunto que tem o controle conjunto desse empreendimento. Método da equivalência patrimonial é o método de contabilização por meio do qual o investimento é inicialmente reconhecido pelo custo e,a partir daí, é ajustado para re�etir a alteração pós- aquisição na participação do investidor sobre os ativos líquidos da investida. As receitas ou as despesas do investidor incluem sua participação nos lucros ou prejuízos da investida, e os outros resultados abrangentes do investidor incluem a sua participação em outros resultados abrangentes da investida. Negócio em conjunto é um negócio do qual duas ou mais partes têm controle conjunto. 54 Coligadas São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha in�uência signi�cativa. (§ 1º do artigo 248 da Lei n.º 6.404/1976): “§ 4º considera-se que há in�uência signi�cativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas �nanceira ou operacional da investida, sem controlá-la”. É uma entidade não constituída sob a forma de sociedade, tal como uma parceria, sobre a qual o investidor tem in�uência signi�cativa e que não se con�gura como controlada ou participação em empreendimento sob controle conjunto. O controle é o poder de governar as políticas �nanceiras e operacionais da entidade de forma a obter benefícios de suas atividades e a in�uência é o poder de participar nas decisões �nanceiras e operacionais da investida, sem controlar de forma individual ou conjunta essas políticas. Controladas Sociedade na qual a controladora, diretamente, ou através de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe permitem participar das deliberações sociais e poder eleger os administradores. Segundo o item 2 da NBC TG 18: Controlada é a entidade, incluindo aquela não constituída sob a forma de sociedade tal como uma parceria, na qual a controladora, diretamente ou por meio de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores. A participação é direta e permanente quando a investidora possui o total ou a maior parte do capital votante da sua investida. Além de participar diretamente do capital da investida, a empresa A mantém o controle acionário direto da empresa B. 55 A participação é indireta quando a investidora e uma ou mais de uma das suas controladas são proprietárias no conjunto da maioria do capital votante de uma terceira sociedade. Exemplo: Investidora A é proprietária de 80% do capital votante da sua controlada B. Porém, a investidora A é proprietária de 30% do capital votante da sociedade C, da qual a controlada B seja também proprietária de 35% do capital votante. Nesse caso, como a investidora A com sua controlada B, juntas, são proprietárias de mais de 50% do capital votante de C, a investidora A é controladora indireta de C. Investimentos em outras sociedades A seguir, temos o exemplo de investimento em sociedade que não é considerada coligada, controlada nem controlada em conjunto. Supondo que a empresa industrial Ferreira S/A tenha participado do aumento de capital promovido na Companhia São Luiz S/A, subscrevendo 10.000 ações, no valor nominal de $ 1,00 cada uma. Considerando que o investimento corresponde a 2% do capital da investida e que a investidora, embora tenha dado ao investimento caráter permanente, não deseja controlá-lo nem mesmo exercer qualquer in�uência em suas atividades, veja os procedimentos contábeis (RIBEIRO, 2018): 56 Fonte: Ribeiro, 2018. 1. Pela subscrição das ações: 1) Participações em Outras Empresas a Subscrição de Ações Nossa subscrição de 10.000 ações ordinárias nominativas, no valor de $ 1 cada, Correspondente ao aumento do capital da Companhia São Luiz .....................................10.000 2. Pela integralização: 2) Subscrição de Ações a Bancos conta Movimento a Banco Urupês S/A Nosso pagamento à Companhia São Luís, referente à integralização de 10.000 ações, por meio do n/cheque n.º 815.333 ................................................................................................................10.000 Investimentos com incentivos fiscais Parte do Imposto de Renda devido pelas empresas optantes pelo Lucro Real, a empresa investidora escolhe dentre os fundos disponibilizados pelo Governo aquele no qual pretende fazer a aplicação, como: Fundo de Investimentos do Nordeste (FINOR); Fundo de Investimentos da Amazônia (FINAM); e Fundo de Recuperação Econômica do Espírito Santo (FUNRES). A opção pelo investimento pode ser formalizada na Declaração de Informações Econômico-Fiscais da empresa (DIPJ) ou no curso do ano, mensal ou trimestralmente. Essas participações podem ser classi�cadas no Ativo Não Circulante tanto no Realizável em Longo Prazo como no grupo de Investimentos. É 57 importante salientar que há uma exigência da legislação tributária para que as contas representativas desses fundos incentivados sejam classi�cadas no grupo Investimentos (Instrução Normativa SRF n.º 11/1996 apud RIBEIRO, 2018). A contabilização dos investimentos incentivada pelo Governo deve ser efetuada em duas etapas: a. No momento em que ocorrer o depósito, mediante débito em uma conta representativa do investimento, que poderá ser “Depósitos para Investimentos com Incentivos Fiscais – nome do fundo escolhido” e crédito em conta representativa de reserva, que poderá ser a conta “Reserva de Incentivos Fiscais – nome do fundo escolhido”. b. No momento em que a empresa recebe do governo o Certi�cado de Investimento. Nesse momento (em que pode ocorrer até dois anos da data do depósito), deve-se transferir o saldo da conta que registrou o referido depósito para a conta apropriada que re�ita o respectivo investimento. Pode ser a conta “Participações em Fundos de Investimentos com Incentivos Fiscais – nome do fundo escolhido”. 58 07 Ativo Permanente Imobilizado - Conceito e Avaliação 59 O Ativo Permanente Imobilizado é o grupo do Ativo Não Circulante em que devem ser classi�cadas as contas representativas dos bens de uso da empresa, que são aqueles por meio dos quais a empresa desenvolve as suas atividades para atingir os seus objetivos, como, por exemplo, o prédio onde estão instaladas, mesas, cadeiras, automóveis, etc. A parcela do capital total que as entidades investem no Ativo Imobilizado depende das suas necessidades em decorrência das atividades que realizam. Os bens do Imobilizado são tangíveis e podem ser móveis ou imóveis. Segundo o item 6 da NBC TG 27, “Ativo Imobilizado é o item tangível mantido pela entidade por mais de um exercício social, seja para uso na produção, no fornecimento de mercadorias, na prestação de serviços, seja para aluguel a outros ou, ainda, para �ns administrativos” (RIBEIRO, 2018). Aspectos Contábeis O reconhecimento dos ativos, a determinação dos seus valores contábeis, os valores de depreciação e perdas por desvalorização são pontos a serem considerados na contabilização. As contas que representam os bens de uso poderão englobar elementos, conforme a natureza e uso semelhantes nas operações da entidade. No Plano de Contas poderão ser agrupadas como a seguir, conforme RIBEIRO (2018, p. 229): a. Operacional Corpóreo (Tangível): composto por contas representativas de aplicações de recursos em bens materiais que estão em uso na empresa. Esses bens são necessários para que a empresa atinja os seus objetivos (comercialização, produção ou prestação de serviços). Os mais comuns são os móveis e utensílios, computadores, veículos etc. b. Operacional Recursos Naturais: composto por contas representativas de aplicações de recursos em bens materiais objetos de exploração por parte da empresa. Esses recursos podem ser minerais (jazidas de carvão, argila, ferro etc.) ou naturais (�orestas). c. Imobilizado Objeto de Arrendamento Mercantil: composto por contas representativas de bens corpóreos arrendados de terceiros. d. Imobilizado em Andamento: composto por contas representativas de investimentos de recursos em bens que, por estarem incompletos 60 e sem operar, ainda não geram riquezas para a empresa. A partir do momento em que esses bens estiverem completos ou concluídos, prontospara operar, deverão ser dadas baixas nas respectivas contas que registravam os bens em andamento, transferindo seus valores para contas apropriadas, do Imobilizado Operacional. A contabilização de bens do Ativo Imobilizado, decorrentes de aquisições, é relativamente simples. Na maior parte dos casos, debita-se a conta que representa o bem que está sendo adquirido e credita-se a conta Caixa ou Bancos ou Fornecedores ou Duplicatas a Pagar. Segundo o item 16 da NBC TG 27, o custo de um item do ativo imobilizado compreende ao seu preço de aquisição, acrescido de: impostos de importação e impostos não recuperáveis, deduzidos os descontos e abatimentos; qualquer custo, diretamente atribuíveis, para deixar o bem em condição para funcionar da forma pretendida pela administração e; a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração do local no qual este está localizado. Esses custos representam a obrigação em que a entidade incorre quando o item é adquirido, para �nalidades diferentes da produção de estoque, durante esse período. Como exemplo, compra de um terreno para uso da empresa medindo 700 m², sem benfeitorias, no valor de $ 200.000, nas seguintes condições: Foi paga (em 01/02) a importância de $ 20.000 como sinal, por meio do cheque n.º 701 contra o Banco Urupês S/A; Em 05/02 foi lavrada escritura no Cartório do 2° Ofício, no qual ocorreu o pagamento a cheque n.º 893, do saldo do preço do terreno, bem como o pagamento por meio do cheque n.º 894, das seguintes despesas: 61 Imposto de transmissão no valor de $ 5.000, despesas com tabelião, $ 600 e Despesas com registro, $ 300 (RIBEIRO, 2018). A contabilização pode ser conferida abaixo: Fonte: Ribeiro, 2018. 1) Aquisições de Imóveis em Andamento a Bancos conta Movimento a Banco Urupês S/A Valor do sinal pago a Luiz Gonzaga, referente à compra de um terreno, Medindo 700m2, localizado nesta cidade, à rua Conselheiro Moreira, conforme recibo de sinal desta data, pago com ch. n.º 701 de nossa emissão ..................................................................20.000 Já no dia 05 de fevereiro: 62 Fonte: Ribeiro, 2018. 2) Aquisições de Imóveis em Andamento a Bancos conta Movimento a Banco Urupês S/A Nosso ch. n.º 893 emitido em favor de Luiz Gonzaga, referente à liquidação do saldo do imóvel, conforme escritura lavrada no Cartório do 2º Ofício ..............................................................120.000 Fonte: Ribeiro, 2018. 3) Aquisições de Imóveis em Andamento a Bancos conta Movimento a Banco Urupês S/A Encargos com a aquisição conforme lançamento anterior, pagos com nosso ch. n.º 894, a saber: Imposto de Transmissão, conforme guia ......................................5.000 Despesas com tabelião, conforme recibo .....................................600 Despesas com registro, conforme recibo ......................................300 5.900 Após os pagamentos e lavrada a escritura �ca comprovada a aquisição. Feito isso transfere da conta Aquisições de Imóveis em Andamento para a conta Imóveis. 63 Fonte: Ribeiro, 2018. 4) Imóveis a Aquisições de Imóveis em Andamento Pelo custo total de um terreno etc. …………………………………........205.900 Mensuração do Ativo Imobilizado Os bens do Imobilizado podem ser avaliados no �nal de cada exercício social, pelo Método do Custo ou, quando permitido por Lei, pelo Método da Reavaliação. As disciplinas contidas na NBC TG 27 deliberam o seguinte: 64 29. Quando a opção pelo método de reavaliação for permitida por lei, a entidade deve optar pelo método de custo do item 30 ou pelo método de reavaliação do item 31 como sua política contábil e deve aplicar essa política a uma classe inteira de ativos imobilizados. Método do Custo 30. Após o reconhecimento como ativo, um item do ativo imobilizado deve ser apresentado ao custo menos qualquer depreciação e perda por redução ao valor recuperável acumuladas (NBC TG 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos). Método da Reavaliação 31. Após o reconhecimento como um ativo, o item do ativo imobilizado cujo valor justo possa ser mensurado con�avelmente pode ser apresentado, se permitido por lei, pelo seu valor reavaliado, correspondente ao seu valor justo à data da reavaliação menos qualquer depreciação e perda por redução ao valor recuperável acumuladas subsequentes. A reavaliação deve ser realizada com su�ciente regularidade para assegurar que o valor contábil do ativo não apresente divergência relevante em relação ao seu valor justo na data do balanço. A reavaliação permitida por Lei é efetuada para atualizar o valor contábil do bem ao valor justo, sendo esse o valor que o bem pode ser negociado no mercado. Contabilmente, debita-se a conta representativa do bem a ser reavaliado e credita- se diretamente uma conta do Patrimônio Líquido, que poderá ser “Ajustes de Avaliação Patrimonial” ou “Reserva de Reavaliação”. 65 Os bens do Ativo Imobilizado podem ser baixados em decorrência da venda, desgaste, obsolescência, exaustão ou, ainda, quando não houver mais expectativa de retornos econômicos futuros. Na baixa de bens do Ativo Permanente Imobilizado certamente o referido bem tenha sofrido depreciação ou exaustão, caso em que se deverá apurar o ganho ou a perda de capital. O resultado positivo ou negativo obtido na baixa de bens de uso deve ser registrado em conta classi�cada no grupo das Outras Receitas ou das Outras Despesas. Baixa Ativo Imobilizado 66 08 Ativo Permanente - Equivalência Patrimonial 67 O Método de Equivalência Patrimonial (MEP) é a contabilização dos investimentos permanentes realizados em outras empresas. Ao adotar este método, em um primeiro momento, a investidora avalia sua participação societária na investida pelo custo tendo esse valor, posteriormente, ajustado pelas variações ocorridas no patrimônio líquido da investida. O valor contábil do investimento reconhecido nos demonstrativos contábeis da investidora será sempre equivalente ao valor contábil do patrimônio líquido da investida, na proporção de sua participação acionária (CASAGRANDE, 2013). O art. 248 da Lei 6.404/76 determina a obrigatoriedade da adoção do método da equivalência patrimonial de avaliação dos investimentos para todas as sociedades por ações: Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas: I – o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de veri�cação levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas; II – o valor do investimento será determinado mediante a aplicação, sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada; III– a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o número II, e o custo de aquisição corrigido monetariamente; somente será registrada como resultado do exercício: a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada; b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos; c) no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. (...) §2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia, deverá elaborar e fornecer o balanço ou balancete de veri�cação previsto no número I. 68 Ao se adotar o MEP para contabilizar o investimento, observa-se que o valor deste será um re�exo do Patrimônio Líquidoda empresa investida. Se este aumentar por lucro do exercício, a investidora deverá reconhecer este resultado em suas contas contábeis como receita operacional, independentemente deste lucro ser ou não distribuído. Caso o resultado seja um prejuízo no exercício, deve-se registrar uma perda dele como despesa operacional. O valor da conta de investimentos da investidora será sempre equivalente à proporção que esta detém no Patrimônio Líquido da investida. A Instrução CVM n.º 247/96 e alterações citou alguns exemplos de evidências de in�uência na administração da coligada: participação nas suas deliberações sociais, inclusive com a existência de administradores comuns; poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores; volume relevante de transações, inclusive com o fornecimento de assistência técnica ou informações técnicas essenciais para as atividades da investidora; signi�cativa dependência tecnológica e/ou econômico-�nanceira; recebimento permanente de informações contábeis detalhadas, bem como de planos de investimento; ou uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou humanos. 69 Aspectos contábeis da Equivalência Patrimonial A seguir, um exemplo de todo o processo de contabilização da Equivalência Patrimonial (CASAGRANDE, 2013): A Cia. MAC S.A. adquiriu, em 11/07/20X1, R$ 900.000,00 em ações ordinárias da empresa MCLC Indústria e Comércio S.A., cujo capital social é de R$ 1.500.000,00, representando, referida aquisição, 60% do capital social da investida. Lançamento contábil na empresa investidora: D Ativo Não Circulante Investimentos Participação societária (MCLC) R$ 900.000,00 C Ativo Circulante Bancos conta movimento R$ 900.000,00 Ao término do exercício social do ano de 20X1, a empresa MCLC Ind. Com. S.A. teve o valor de seu Patrimônio Líquido aumentado em R$ 500.000,00 por lucro. 70 Patrimônio Líquido da controlada MCLC: Capital Social R$ 1.500.000,00 (+) Lucros Retidos R$ 500.000,00 (=) Total do Patrimônio Líquido R$ 2.000.000,00 X 60% = R$ 1.200.000,00 (-) Valor do investimento na controladora MAC (R$ 900.000,00) (=) Diferença a se contabilizada na controladora MAC R$ 300.000,00 Como a controladora MAC possui 60% do capital social da controlada MCLC, por direito tem 60% do seu Patrimônio Líquido (R$ 2.000.000,00 × 60% = R$ 1.200.000,00). O aumento do valor do Patrimônio Líquido da controlada, decorrente de lucro, fará com que a controladora imediatamente altere o valor contabilizado de seu investimento de R$ 900.000,00 para R$ 1.200.000,00, reconhecendo esse ganho (R$ 300.000,00) na conta de resultado do período, ou, efetuando o cálculo diretamente: Participação da investidora no resultado líquido da investida: 60% × R$ 500.000,00 = R$ 300.000,00 71 Lançamento contábil na empresa investidora: D Ativo Não Circulante Investimentos Participação societária (MCLC) R$ 300.000,00 C Conta de resultado Outras receitas Receita de equivalência patrimonial R$ 300.000,00 Em 05/02/20X2 a investida aprovou a distribuição de R$125.000,00 de dividendos aos seus acionistas, que deverão ser pagos no prazo �xado no estatuto. Como a investidora possui 60% de participação, receberá dividendos no valor de R$ 75.000,00 (60% × R$ 125.000,00). Patrimônio Líquido da controlada MCLC: Capital Social R$ 1.500.000,00 (+) Lucros retidos R$ 500.000,00 (-) Distribuição de dividendos (R$ 125.000,00) (=) Total do patrimônio líquido R$ 1.875.000,00 X 60% = R$ 1.125.000,00 (-) Valor do investimento na controladora MAC (R$ 1.200.000,00) (=) Valo da redução no investimento da controladora (R$ 75.000,00) Com a redução do Patrimônio Líquido da controlada pela distribuição de dividendos aos seus acionistas, a controladora deverá alterar o valor de seu investimento de R$ 1.200.000,00 para R$ 1.125.000,00 (redução de 60% × R$ 125.000,00). 72 Lançamento contábil na empresa investidora – direitos a receber: D Ativo Circulante Dividendos a receber R$ 75.000,00 C Ativo Não Circulante Investimentos Participação societária – MCLC R$ 75.000,00 Em 05/03/20X2 a investida pagou os dividendos no valor de R$ 75.000,00 à sua investidora: Lançamento contábil na empresa investidora: D Ativo Circulante Banco conta movimento R$ 75.000,00 C Ativo Circulante Dividendos a receber R$ 75.000,00 Ao término do exercício social do ano de 20X2, a empresa MCLC Ind. Com. S.A. teve o valor de seu Patrimônio Líquido reduzido em R$ 100.000,00 por prejuízo. Neste caso, a controladora deverá alterar o valor de seu investimento de R$ 1.125.000,00 para R$ 1.065.000,00 (redução de 60% × R$ 100.000,00), reconhecendo esta perda na conta de resultado do período: 73 Lançamento contábil na empresa investidora: D Conta de Resultado Despesas com equivalência patrimonial R$ 60.000,00 C Ativo Não Circulante Investimentos Participação societária – MCLC R$ 60.000,00 Como pôde ser visto, toda movimentação no Patrimônio Líquido da controlada tem, necessariamente, in�uência no ativo da controladora, de forma equivalente. 74 09 Ativo Permanente - Intangível e Reavaliação ao Valor Justo 75 Intangíveis são bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia identi�cável sem substância física. Para essa norma, Ativo Monetário é aquele representado por dinheiro ou por direitos a serem recebidos em uma quantia �xa ou determinável de dinheiro. Entidades frequentemente despendem recursos ou contraem obrigações com a aquisição, o desenvolvimento, a manutenção ou o aprimoramento de recursos intangíveis, como conhecimento cientí�co ou técnico, projeto e implantação de novos processos ou sistemas, licenças, propriedade intelectual, conhecimento mercadológico, nome, reputação, imagem e marcas registradas (RIBEIRO, 2018). O ativo somente pode ser enquadrado como intangível quando for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, alugado, etc., independentemente da intenção de uso pela entidade ou resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais, independentemente de tais direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. Fundos de comércio (Goodwill) e Marcas e Patentes, por exemplo, são considerados como Ativo Permanente Intangível. Reavaliação pelo Valor Justo O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) 46 de�ne valor justo, fornece orientações de como se determina o valor justo e estabelece os requerimentos para divulgar a mensuração do valor justo. Entretanto, o CPC 46 não altera as exigências relacionadas a quais itens devem ser mensurados ou divulgados ao valor justo (ALMEIDA, 2018). Segundo Almeida, 2018, valor justo é de�nido como preço que pode ser recebido para vender um ativo ou liquidar um passivo em uma transação ordenada entre participantes de mercado na data de mensuração. 76 Sua classi�cação se dá na “hierarquia do valor justo” com base na natureza dos dados. No primeiro nível, têm-se os preços negociados em mercados ativos para ativos e passivos semelhantes que a empresa pode consultar na data de avaliação. Já no segundo nível, existem dados de mercado, com exceção dos preços negociados em mercados ativos incluídos no nível 1, tanto direta como indiretamente. Finalmente, no nível 3, são os dados não observáveis de mercado para ativos ou passivos. Podem ser de�nidos como valor justo os Preços de saída em uma transação ordenada, entre participantes do mercado e na data da mensuração. Para ATIVO, é o preço queseria recebido na venda do ativo enquanto no PASSIVO se usa o preço que seria pago na transferência do passivo. O que considerar ao avaliar pelo Valor Justo A unidade de contabilização deve ser determinada de acordo com os CPC, que exigem ou permitem a mensuração do valor justo, salvo o disposto no CPC 46. Como, por exemplo, a Empresa Alfa possui participação acionária de 17% em Beta (170 milhões de ações). Supondo que Beta é uma empresa listada em bolsa de valores e suas ações são negociadas em um mercado ativo, Alfa contabiliza a participação acionária de 17% em Beta. O CPC 48 requer que a participação acionária de 17% seja mensurada pelo valor justo. No caso, Alfa mede o valor de mercado da participação acionária de 17% da seguinte forma: = Preço cotado por ação × 170 milhões de ações. No caso de determinar se o ativo ou passivo é individual, um grupo de ativos, ou um grupo de passivos, depende da sua unidade de contabilização. A reavaliação de bens de uso é efetuada para atualizar o valor contábil do bem ao valor justo, ou seja, ao valor pelo qual o bem pode ser negociado no mercado. 77 Contabilmente, basta debitar a conta do bem a ser reavaliado e creditar uma conta do Patrimônio Líquido, como, por exemplo, a conta Ajustes de Avaliação Patrimonial. Contudo, enquanto não houver permissão legal e regulamentação derivada do CFC, a reavaliação de bens do Imobilizado não pode ser efetuada. Após reconhecer um ativo, o item do ativo imobilizado cujo valor justo possa ser mensurado con�avelmente, pode ser apresentado pelo seu valor reavaliado, correspondente ao seu valor justo à data da reavaliação, não se esquecendo de subtrair sua depreciação e perda por redução ao valor. A reavaliação deve ser realizada regularmente para que o valor contábil do ativo não apresente divergência relevante em relação ao seu valor justo na data do balanço. Aspectos contábeis da Reavaliação O ganho não será computado no lucro real/CSLL. Para tanto, deverá ser evidenciado em subconta vinculada ao ativo e passivo que foi ajustado com base no valor justo. Somente será determinado no lucro real/CSLL quando o ativo for realizado por depreciação, alienação ou baixa e quando o passivo for liquidado ou baixado. A seguir, um exemplo de contabilização de um ganho com base no valor justo: Supondo um terreno que foi adquirido em 20X6 por R$ 70.000. No �nal de 20X8 ele foi reavaliado por R$ 100.000, gerando, consequentemente, um ganho de R$ 30.000: D – Ajuste a Valor Justo (subconta de Investimentos/Terrenos) C – Receita de AVJ - Avaliação a Valor Justo (Conta de resultado) R$ 30.000 Durante o ano de 20X9, este imóvel foi alienado por R$ 150.000. A contabilização da alienação se dá a seguir: 78 D – Bancos R$ 150.000,00 C – Terrenos R$ 70.000,00 C – Ajuste a valor justo (subconta de Terrenos) R$ 30.000,00 C – Ganho de capital (conta de resultado) R$ 50.000,00 Porém, é sabido que não só existem reavaliações ativas em que o bem sofre uma valorização, mas também as reavaliações passivas quando o bem sofre desvalorização no mercado. Utilizando o mesmo exemplo aplicado, supõe-se que este mesmo terreno, adquirido em 20X6 por R$ 70.000 foi, no �nal de 20X8, reavaliado por R$ 50.000, gerando, consequentemente, uma perda de R$ 20.000. A perda decorrente de avaliação do ativo ou passivo com base no valor justo somente poderá ser considerada para tributação à medida que o ativo for sendo realizado (depreciação, alienação e baixa) ou quando o passivo for liquidado ou baixado: D – Perda de AVJ - ajuste a valor justo (Conta de Resultado) C – Ajuste a Valor Justo (Terrenos) R$ 20.000,00 Durante o ano de 20X9, este imóvel foi alienado por R$ 65.000. A contabilização da alienação se dá a seguir: 79 D – Bancos R$ 65.000,00 D – Ajuste a valor justo (subconta de Terrenos) R$ 20.000,00 C – Terrenos R$ 70.000,00 C – Ganho de capital (conta de resultado) R$ 15.000,00 Note que a conta de Ajuste teve como contrapartida uma conta de despesa de R$ 20.000. Porém, a mesma não pôde ser deduzida para �ns tributários. Ao alienar o bem, o mesmo foi desvalorizado, efetivamente, em R$ 5.000. No caso, apenas esses R$ 5.000 são considerados, para �ns tributários, como prejuízo na venda do imobilizado, pois, conforme a norma, os ganhos e perdas por avaliação ao valor justo só podem ser apropriados na alienação do bem. 80 10 Ativo Permanente - Contas Dedutoras: Depreciação 81 O custo dos bens que estão classi�cados no ativo permanente deve ser apurado aos exercícios sociais, pois a empresa foi bene�ciada pelo uso, no decorrer de sua vida útil. O desgaste deste bem, seja por uso ou obsolescência re�ete diretamente no valor deste bem. A Lei n.º 6.404/76, art. 183, § 2º estabelece: Art. 183 (...) § 2º A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado, intangível e diferido será registrada periodicamente nas contas de: a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgastes ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência; b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado; c) exaustão, quando corresponder à perda do valor decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou �orestais, ou bens aplicados nessa exploração. O valor da depreciação somente será dedutível como custo ou despesa operacional a partir do mês em que o bem for colocado em funcionamento. A proporção é de 1/12 (um doze avos) para cada mês restante, até o �nal do período-base respectivo. O ativo somente poderá ser depreciado após ser instalado, posto em serviço ou em condições de gerar benefícios à empresa. A cota de depreciação registrável anualmente deverá ser �xada em função do prazo de vida útil do bem. Métodos de cálculo da Depreciação De acordo com o Decreto n.º 9.580/2018, a Receita Federal estabelece o tempo de vida útil de cada bem e, em função disso, o porcentual a ser depreciado anualmente em seu valor. 82 Há diversos métodos para calcular, porém, os mais utilizados pela técnica contábil são o Método Linear e o Método da Soma dos Dígitos. Método Linear O método linear consiste em dividir-se o valor do bem pelo número de anos de sua vida útil. Se, por exemplo, a conta Móveis e Utensílios, com o valor de R$ 10.000,00 e vida útil de 10 anos, o cálculo da Depreciação é elementar: 10.000,00 ÷ 10 = 1.000,00. Em outras palavras, anualmente, a empresa abaterá R$ 1.000,00 na conta Móveis e Utensílios, a título de Depreciação. O método Linear permite, também, utilizar a prerrogativa da Depreciação Acelerada. Neste caso, o índice modi�ca-se em decorrência do número de horas diárias em que o bem for utilizado. Um bem que é utilizado durante dois turnos diários, em média 16 horas, tem sua Depreciação calculada pelo Método Linear Normal, mas o valor obtido multiplica-se por 1,5. Dessa forma, a Depreciação anual do bem demonstrado no exemplo anterior passará a ser 1.000,00 × 1,5 = 1.500,00. Se o bem for utilizado ininterruptamente, ou seja, 24 horas por dia, terá sua Depreciação normal multiplicada pelo número 2. O primeiro exemplo apresentará, dessa forma, o seguinte valor depreciado: 1.000,00 × 2 = 2.000,00. Método da Soma dos Dígitos Segundo Chagas, 2014, é uma Depreciação progressiva e consiste em dividir o valor contábil do bem pela soma dos dígitos referentes ao período de sua vida útil. Há a opção pela soma dos dígitos Crescente e Decrescente. A opção é escolhida para que a depreciação seja apurada de forma mais acentuada no começo ou no �nal da vida útil do bem. No exemplo aplicado no item anterior,foi apurada uma 83 vida útil de 10 anos. Então, somando-se os dígitos: 1+2+3+4+5+6+7+8+9+10 chega- se ao valor de 55. O valor depreciável é de R$ 10.000,00. Diante das informações, caso a opção seja feita pelo método decrescente, tem-se: Fonte: Autor. Valor do Bem R$ 10.000,00 Anos Cálculo Depreciação Anual 10 (R$ 10.000 × 10) / 55 R$ 1.818,18 9 (R$ 10.000 × 9) / 55 R$ 1.636,36 8 (R$ 10.000 × 8) / 55 R$ 1.454,55 7 (R$ 10.000 × 7) / 55 R$ 1.272,73 6 (R$ 10.000 × 6) / 55 R$ 1.090,91 5 (R$ 10.000 × 5) / 55 R$ 909,09 4 (R$ 10.000 × 4) / 55 R$ 727,27 3 (R$ 10.000 × 3) / 55 R$ 545,45 2 (R$ 10.000 × 2) / 55 R$ 363,64 1 (R$ 10.000 × 1) / 55 R$ 181,82 55 Total R$ 10.000,00 84 Já o mesmo exemplo, pelo método crescente, tem-se: Fonte: Autor. Valor do Bem R$ 10.000,00 Anos Cálculo Depreciação Anual 1 (R$ 10.000 × 1) / 55 R$ 181,82 2 (R$ 10.000 × 2) / 55 R$ 363,64 3 (R$ 10.000 × 3) / 55 R$ 545,45 4 (R$ 10.000 × 4) / 55 R$ 727,27 5 (R$ 10.000 × 5) / 55 R$ 909,09 6 (R$ 10.000 × 6) / 55 R$ 1.090,91 7 (R$ 10.000 × 7) / 55 R$ 1.272,73 8 (R$ 10.000 × 8) / 55 R$ 1.454,55 9 (R$ 10.000 × 9) / 55 R$ 1.636,36 10 (R$ 10.000 × 10) / 55 R$ 1.818,18 55 Total R$ 10.000,00 85 Nota-se que o valor depreciado em ambos os exemplos é o mesmo. A diferença entre os métodos é apenas a forma mais acentuada da apropriação da depreciação, que pode ser no começo ou no �nal da vida útil do bem, dependendo das condições. Aspectos contábeis A conta de Despesa de Depreciações tem saldo devedor e é conta de resultado. Representa Despesa Operacional (Administrativa). Terá seu saldo zerado e transferido para o Resultado do Exercício, no encerramento, interferindo no Lucro ou Prejuízo e, em consequência, em tributos e participações. A Depreciação Acumulada, como contrapartida ao lançamento citado, é uma conta patrimonial e representa o valor cumulativo das Depreciações relativas a cada bem do Imobilizado. No Balanço ela integra o Ativo Permanente, com o sinal trocado, isto é, na condição de redutora (CHAGAS, 2014). Como exemplo, considera-se a depreciação de bens constantes do Balanço do exercício anterior. Depreciar a conta Veículos em 31/12/X9, considerando: a. Saldo da conta Veículos em 31/12/X8: $ 60.000 b. Valor residual: $ 10.000 c. Taxa anual de depreciação: 20% Solução: 1 - Apuração do valor depreciável: Saldo da conta Veículos 60.000 (-) Valor residual (10.000) (=) Valor depreciável 50.000 2 - Aplicação da taxa anual sobre o valor depreciável 20% de $ 50.000 = $ 10.000 O valor encontrado corresponde à Quota Anual de Depreciação em reais. 3 - Contabilização 86 Fonte: Ribeiro, 2018. Depreciação a Depreciação Acumulada de Veículos Quota de depreciação de Veículos ref. a esse exercício, conforme cálculos................................ 10.000 A depreciação de um bem é considerada em função do seu tempo considerado como padrão para sua usabilidade, de acordo com o tipo de objeto. Uma geladeira, por exemplo, tem vida útil diferente de um computador. Durante ou mesmo após a sua vida útil, raramente um bem perde totalmente o seu valor a ponto de não valer nada. Isso pode acontecer, mas é raro e o estado de conservação precisa ser próximo da perda total. Quando isso não acontece, encontramos o que se chama de valor residual. Desse modo, o valor residual nada mais é do que o valor de um bem durante ou após o término da sua vida útil. Pensando no contexto empresarial, o valor residual impacta diretamente o ativo da organização, já que é nele que estão registrados os seus bens e direitos. 87 11 Ativo Permanente - Contas Dedutoras: Amortização e Exaustão 88 Amortização Amortização é a alocação sistemática do valor amortizável de ativo intangível ao longo da sua vida útil (Item 8 da NBC TG 04). O que determina a aplicação ou não da amortização é a vida útil do bem imaterial. Um ativo intangível com vida útil de�nida deve ser amortizado, enquanto a de um ativo intangível com vida útil inde�nida não deve ser amortizado. A amortização, no aspecto contábil, é um processo semelhante à depreciação, porém, aplicado aos bens imateriais. Por meio da amortização considera-se como despesa ou custo do período, uma parte do capital aplicado em bens imateriais com vida útil de�nida, integrantes do intangível. A empresa atribui vida útil a um ativo intangível com base na análise de todos os fatores relevantes. Não existe um limite previsível para o período, durante o qual o ativo deverá gerar �uxos de caixa líquidos positivos para a entidade. Caso a vida útil do ativo intangível não puder ser estabelecida de forma con�ável, a vida útil deve ser determinada com base na melhor estimativa da administração, mas não deve exceder a dez anos (Item 18.20 da NBC TG 1.000, alterado pela NBC TG 1.000 (R1)). A taxa anual de amortização será proporcional ao número de anos da vida útil do intangível. Aspecto contábil Amortização anual da conta Marcas, pelo método linear, em 31/12/X8, considerando que a referida conta tinha um saldo igual a $ 20.000, e que o tempo de vida útil foi estimado em 10 anos. 89 a. Cálculo da quota de amortização: 10% de $ 20.000 = $ 2.000 b. Contabilização Amortização a Amortização Acumulada Amortização anual sobre Marcas e Patentes, etc. 2.000 Exaustão A Exaustão é um processo muito parecido à depreciação e à amortização. Representa direitos cuja exploração seja de recursos minerais ou �orestais, ou dos bens aplicados nessa exploração. Valor sujeito à exaustão corresponde ao valor do bem representativo de recurso mineral ou �orestal diminuído do valor residual, quando for o caso. Recursos Minerais O valor anual de exaustão de recursos minerais, em cada ano, poderá ser determinado de acordo com os princípios de depreciação, com base no custo de aquisição ou prospecção, de duas maneiras: Prazo de concessão, que consiste na habilitação obtida pela empresa perante órgãos governamentais, a �m de poder explorar o minério desejado. O cálculo da quota de exaustão é feito sobre o valor dos gastos realizados para obter a concessão. Os gastos vão desde análise do solo, levantamento de medição de jazidas e aerofotogrametria, até o pagamento de taxas e outros encargos. Se o prazo de concessão de uma determinada área de minérios seja de oito anos, neste caso, a taxa de exaustão a ser calculada sobre os gastos efetuados pela obtenção do direito de exploração será: 100% / 8 anos = 12,5% ao ano. 90 Relação entre o volume de produção do período e o potencial conhecido da área de minério. Supondo que a capacidade estimada de determinada jazida seja de 1.000 toneladas e que no período tenha ocorrido extração correspondente a 70 toneladas, a taxa de exaustão será obtida pelo seguinte cálculo: Quantidade extraída multiplicada por 100, dividida pelo potencial estimado: (70 x 100) / 1000 = 7% ao ano. Aspecto contábil Jazida de carvão avaliada contabilmente por $ 200.000 e seu potencial estimado é de 1.000 toneladas. Foram extraídas 150 toneladas. Prazo de concessão é de 20 anos. A quota de exaustão para o período pelas duas maneiras apresentadas é: a. Cálculo da quota de exaustão com base no prazo de concessão: Taxa: (100% / 20ª) = 5% ao ano. Assim, basta aplicar 5% sobre $ 200.000 para obter o valor da quota de exaustão do período: Exaustão a Exaustão Acumulada Quota de exaustão calculada com base no prazo de concessão sobre jazida de carvão, referente a este ano ........................................................10.000 b) Cálculo confrontando o valor produzido com o potencial estimado: Taxa: (150 x 100) /1000 = 15%. Assim, basta aplicar 15% sobre $ 200.000 para obter o valor da quota de exaustão do período: 91 Exaustão a Exaustão Acumulada Quota de exaustão calculada pela relação produção x possança sobre jazida de carvão, referente a este ano...................................................30.000 Recursos Florestais A quota de exaustão dos recursos �orestais destinados a corte pode ter como base de cálculo o valor das �orestas. Para o cálculo do valor da quota de exaustão os critérios são semelhantes aos recursos minerais. Neste caso, será apurado o percentual do volume dos recursos �orestais utilizados, ou a quantidade de materiais extraídos durante a apuração, obedecendo à relação extração/volume total da �oresta. Pode ser utilizado também o percentual encontrado aplicado sobre o valor contábil da �oresta, registrado no Ativo, e o resultado será considerado como custo dos recursos �orestais extraídos. Ribeiro (2018, p. 254) traça um paralelo sobre as contas redutoras do ativo: Valor contábil de um bem sujeito à depreciação, é o valor pelo qual o bem é reconhecido após a dedução da depreciação e da perda por redução ao valor recuperável acumuladas. Valor contábil de um bem sujeito à amortização, é o valor pelo qual o bem é reconhecido no balanço patrimonial, após a dedução da amortização acumulada e da perda por desvalorização. Valor residual é a diferença entre o valor original do bem e o valor a ser depreciado, amortizado ou exaurido. A segregação de parte do valor do custo de um bem, para não ser depreciada, é comum nos casos em que o tempo de vida útil do bem, seja superior ao prazo em que ele será utilizado em uma determinada atividade, sendo posteriormente reaproveitado em outra atividade. 92 Para representar o custo, despesa ou encargo do período referente à utilização econômica dos bens do Imobilizado e do Intangível, os termos corretos são: • depreciação: para bens materiais; • amortização: para bens imateriais; • exaustão: para recursos minerais e �orestais. O Extrativismo era a atividade econômica mais antiga do ser humano quando ele era nômade, sendo praticada até a atualidade. O extrativismo pode ser usado para a subsistência como a recolha de frutos, madeira, pesca e caça, minérios que serão transformados em metais para a fabricação de utensílios. No entanto, agora é praticado em escala industrial, pois é a matéria- prima que alimentará as fábricas de todo o mundo a �m de produzir bens de consumo. 93 12 Contas de Resultados 94 Fonte: Disponível aqui As contas de resultados são divididas em despesas, custos e receitas. São usadas para registrar transações que provocam variações no Patrimônio Líquido, aumentando (receitas) ou diminuindo (despesas e custos). O resultado do apurado no �nal do período, por meio das contas de resultado, pode representar lucro ou prejuízo. Se as receitas forem superiores ao total das despesas e custos, o resultado corresponderá ao lucro e consequente aumento no Patrimônio Líquido. Já quando o total das receitas for inferior ao total das despesas e custos, o resultado será prejuízo e provocará diminuição no Patrimônio Líquido. Despesas As despesas se caracterizam pelo consumo de bens ou pela utilização de serviços, tendo como objetivo a obtenção de receitas. Provocam variações negativas no patrimônio, sendo a contrapartida no Ativo, diminuindo quando pagas ou aumentando o Passivo quando forem assumidos compromissos futuros. 95 https://www.conasems.org.br/wp-content/uploads/2011/01/Imagens_de_noticias_image012.jpg Segundo o item 2.23 da NBC TG 1000, aprovada pela Resolução CFC n.º 1255/2009: “Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incrementos em passivos, que resultam em decréscimos no patrimônio líquido e que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade”. Exemplo: Pagamento, nesta data, efetuado no banco Urupês S/A, da conta de água e esgoto, no valor de $ 100, em dinheiro. Água e Esgoto a Caixa Pagamento de conta de água e esgoto, conforme recibo desta data.....................................................100 As despesas pré-operacionais são aquelas que ocorrem na fase de constituição das empresas, ou seja, no momento em que elas estão sendo preparadas para começar a operar. Geralmente, refere-se a gastos com registro dos documentos de constituição. Antes da Lei n.º 11.941/2009, essas despesas eram ativadas no patrimônio, isto é, contabilizadas em contas representativas de bens imateriais classi�cadas no Ativo Diferido. Posteriormente, por amortização, as despesas eram rateadas para integrar o Resultado de Exercícios Futuros. A partir de 01 de janeiro de 2009, esses gastos devem ser contabilizados normalmente em contas de despesas operacionais, para compor o resultado do exercício em que foram incorridos, exceto aqueles gastos que possam ser incorporados aos bens de uso. As despesas operacionais são as que ocorrem a partir do momento em que a empresa começa a operar. Podem ser agrupadas como segue: a. Despesas com Vendas: despesas realizadas com o setor comercial e necessárias para que a empresa realize suas receitas. 96 b. Despesas Financeiras: gastos com operações �nanceiras realizadas pela empresa, como juros, descontos, variações monetárias e cambiais, inclusive as despesas bancárias; c. Despesas Gerais e Administrativas: gastos com a administração da empresa, necessárias para o gerenciamento do negócio. d. Outras Despesas Operacionais: despesas que não se enquadram nos grupos anteriores. Receitas Caracterizam-se pela venda de bens ou pela prestação de serviços. Têm como origem, ainda, os juros, descontos, etc. As receitas provocam variações positivas no patrimônio, tendo como contrapartida aumentos no Ativo ou reduções no Passivo. De acordo com o item 2.23 da NBC TG 1000: “Receitas são aumentos de benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma de entradas ou aumentos de ativos ou diminuições de passivos, que resultam em aumento do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aportes dos proprietários da entidade”. O registro das receitas é muito simples. Basta debitar a conta Caixa ou Bancos conta Movimento e creditar uma conta de receita que represente adequadamente a receita que estiver sendo recebida. Exemplo: Vendas de mercadorias à vista, conforme nota �scal n.º 1.777, no valor de $ 5.000: Caixa a Vendas de Mercadorias Nossa NF n.º 1.777....................................................................................... 5.000 97 Receitas operacionais compreendem todas as receitas auferidas pela empresa ao desenvolver as atividades operacionais, se subdividem em: a. Receitas Brutas: receitas auferidas com a venda de mercadorias e produtos, bem como com a prestação de serviços. Integram também nesse grupo de receitas as contas redutoras da receita bruta. A receita bruta deduzida das contas redutoras será igual à receita líquida; b. Receitas Financeiras: os ganhos nas operações �nanceiras, como nos investimentos efetuados em curto ou em longo prazos, tais como Juros Ativos, Descontos Obtidos etc.; c. Outras Receitas Operacionais: neste grupo, são classi�cadas todas as demais receitas, exceto aquelas enquadradas já citadas. Os ganhos decorrentes das vendas do imobilizado são determinados pela legislação tributária de “ganhos de capital” (art. 418 do RIR/99). Nosso conhecido professor Quintino, em mais uma de suas belas animações, nos ajuda a entender o conceito de Receitas e Despesas através do link: 98 https://go.eadstock.com.br/03 13 Patrimônio Líquido - Configuração de Capital 99 Capital é o conjunto de recursos postos à disposição da empresa, seja por terceiros, no passivo, ou por proprietários, no patrimônio líquido. É a soma das riquezas ou recursos acumulados que se destinam à produção de novas riquezas. A expressão Capital tem vários signi�cados distintos, os quais serão vistos a seguir. Capital Próprio É toda riqueza líquida disponível aos proprietários. É a soma do capital social, suas variações, os lucros e as reservas. Se origina da própria atividade econômica da entidade, como lucros, reservas de capital e reservas de lucros. Equivale ao Patrimônio Líquido. Capital de Terceiros Corresponde aopassivo exigível, ou seja, as obrigações da empresa. Representa os investimentos feitos com recursos de terceiros. Por exemplo, a compra de um móvel �nanciado pelo banco em 12 parcelas, entram na conta de passivo como Financiamentos a pagar. A compra de mercadorias para estoque com pagamento a prazo é contabilizada na conta Fornecedores. Capital Social Investimento inicial feito pelos sócios da empresa. Também conhecido como patrimônio líquido inicial, pois partem daqui os recursos iniciais da empresa. Só pode ser alterado quando os sócios realizam investimentos adicionais (aumentos de capital) ou desinvestimentos (diminuições de capital). Também pode receber a denominação Capital Nominal ou Capital Integralizado. Exemplo: Sócio A e Sócio B integralizam, em dinheiro, R$ 50.000 cada, para constituição da Empresa Industrial LTDA. 100 D – Caixa 100.000 C – Capital Social 100.000 Integralização do capital do Sócio A e Sócio B Capital à disposição da entidade Corresponde à soma do passivo com patrimônio líquido da empresa. Representa o total dos recursos utilizados no �nanciamento das atividades. É a soma de todas as origens que estão à disposição da empresa e que estão aplicadas no Ativo, em decorrência do método das partidas dobradas. Para facilitar o entendimento, pode-se concluir que: Passivo total = Ativo total = Patrimônio bruto = Total das origens = Total das Aplicações = Capital Total à Disposição da Entidade. Capital Integralizado e Capital a Integralizar Nem sempre recursos destinados pelos sócios à formação do Capital Social estão disponíveis para serem transferidos para o patrimônio da empresa no ato de constituição. Ou seja, nem sempre o capital encontra-se totalmente integralizado. O Capital Social só é integralizado quando os recursos correspondentes são transferidos do patrimônio dos sócios para o patrimônio da entidade. Ao se comprometer formalmente, mediante elaboração do contrato social, a entregar sua participação para compor o Capital Social da entidade, aquela parcela do capital correspondente aos recursos não entregues encontra-se a integralizar. 101 O ato de Subscrição é jurídico e formal. O sócio, acionista ou titular da empresa individual assume a obrigação de transferir bens ou direitos para o patrimônio da entidade à qual está vinculado. Sendo assim, o capital subscrito pode ou não estar integralizado. Os sócios devem estabelecer, na confecção do ato de constituição, um prazo para a total integralização do Capital Subscrito. O art. 1052 da Lei n.º 10.406 /2002, do Novo Código Civil, estabelece que os sócios respondam, de forma limitada, sobre o seu capital. Porém, respondem solidariamente pelo capital subscrito. Isso signi�ca que no ato da constituição da empresa, se um sócio subscreve o capital e não o integraliza, os outros sócios têm a obrigação de integralizar esse capital subscrito. Exemplo de subscrição de capital: Sócio A e Sócio B integralizam, em dinheiro, R$ 50.000 cada, para constituição da Empresa Industrial LTDA, enquanto o Sócio C subscreve R$ 50.000: D –Caixa 100.000 C –Capital Social 100.000 Integralização do capital do Sócio A e Sócio B D –Capital Subscrito a Integralizar (Conta do Ativo) 50.000 C –Capital Social 50.000 Subscrição do capital do Sócio C. Note que o total da conta Capital Social passa a ser R$ 150.000, porém, a empresa dispõe apenas de R$ 100.000 na conta Caixa. Quando o Capital Social for totalmente integralizado, o lançamento �ca: 102 D – Caixa 50.000 C – Capital Subscrito a Integralizar 50.000 Neste caso, agora, todo o recurso investido pelos sócios está disponível para ser utilizado na empresa. Capital Autorizado O capital próprio de Sociedades Anônimas de Capital Aberto, que negociam suas ações em bolsa, a partir da Lei das S.A. foi instituído como Capital Autorizado. Antes desta Lei, a mudança na Constituição do Capital Social só poderia ser feita através de uma alteração do instrumento de constituição da empresa na Junta Comercial ou Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas. Com a nova Lei, nas Sociedades Anônimas a Assembleia Geral dos acionistas pode delegar ao Conselho de Administração a opção de elevar o Capital Social até um determinado limite autorizado. Exemplo: A empresa tem um Capital Social de R$ 5.000.000 um Capital Integralizado de R$ 3.000.000 e um Capital Autorizado de R$ 8.000.000. Neste caso, o recurso disponível na entidade é de apenas R$ 3.000.000, sendo que os outros R$ 2.000.000 serão integralizados em um período determinado, enquanto que os R$ 3.000.000 restantes PODEM ser integralizados ou subscritos após uma reunião com a assembleia, caso seja decidido pelos associados. 103 A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli) tem sua peculiaridade quanto ao Capital Social. A principal diferença da Eireli está na exigência de um capital social mínimo, ou seja, declaração de uma quantia bruta investida para iniciar o negócio até que esse gere lucros. Nessa categoria empresarial, o proprietário precisa declarar que possui o correspondente a 100 vezes o salário-mínimo vigente na época da abertura, exclusivo para essa �nalidade. Por exemplo, se esse valor do salário mínimo for de R$ 1 mil no dia da abertura da empresa, o empresário precisa declarar ter R$ 100 mil para poder legalizar seu negócio como Eireli. No momento de protocolar esse documento na Junta Comercial é necessário listar os bens que foram passados do nome de empresário para o nome da empresa para, assim, compor o Capital Social. 104 14 Apuração do Resultado do Exercício 105 Para apurar o resultado do exercício basta confrontar as despesas e as receitas realizadas durante um período. É necessária a apuração de saldos de contas, ajustes de saldos de contas patrimoniais e de resultado em decorrência do regime de competência, confrontos entre os saldos contábeis com aqueles levantados por meio de inventários físicos para apurar possíveis divergências de estoques. Após conferidos e ajustados os saldos de todas as contas, se deve dar continuidade aos procedimentos necessários à apuração do resultado do exercício. Após contabilizado o resultado do exercício, são efetuados novos cálculos para a contabilização das deduções e participações. Os processos são concluídos com a elaboração das demonstrações contábeis. Tais procedimentos foram vistos nas aulas anteriores. Como sequência, o estudo se dará com as tarefas especí�cas de apuração e destinação do resultado do exercício. A elaboração do Balancete de Veri�cação é uma das primeiras providências a serem tomadas, visando à apuração do resultado do exercício, encerrando as contas, as quais foram utilizadas pela contabilidade durante o exercício social, com seus respectivos saldos devedores ou credores. Resultado Operacional Bruto Segundo Ribeiro, 2018: é o resultado da atividade principal da empresa. Nas empresas industriais, o resultado operacional bruto corresponde ao valor da receita bruta auferida na venda de produtos, diminuído dos descontos e abatimentos concedidos, das vendas canceladas, dos tributos incidentes sobre as vendas e do custo dos produtos vendidos; nas empresas comerciais, ao valor da receita bruta auferida na venda de mercadorias diminuído dos descontos e abatimentos concedidos, das vendas canceladas, dos tributos incidentes sobre as vendas e do custo das mercadorias vendidas, e nas empresas prestadoras de serviços, ao valor da receita bruta auferida na prestação de serviços diminuído dos descontos e abatimentos concedidos, dos tributos incidentes sobre a prestação de serviços e do custo dos serviços prestados. 106 Um elemento naapuração do resultado operacional bruto é o custo, que pode ser dos produtos, das mercadorias e dos serviços. Para apurar os custos são necessários procedimentos corretos, especialmente para a de�nição do montante dos estoques �nais de materiais, de produtos, de mercadorias e de serviços. Resultado Operacional Líquido Consequência do resultado operacional bruto somando-se as receitas operacionais e subtraindo-se as despesas operacionais. Para apurar este resultado, são necessários alguns ajustes para atender ao regime contábil de competência. Nesta fase da apuração do resultado do exercício, geralmente o contabilista faz cálculos e contabilizações de depreciação, amortização e exaustão, ajustes nos saldos das contas de estoques de materiais de consumo e apropriações de despesas incorridas e não pagas e de receitas realizadas e não recebidas. Após efetuar os ajustes necessários, o resultado operacional líquido é obtido transferindo-se todos os saldos das contas de despesas operacionais a débito e os saldos das contas de receitas operacionais a crédito da conta Resultado do Exercício. Assim, o saldo da conta Resultado do Exercício, nesse momento, representará o resultado operacional líquido. Resultado do Exercício antes da tributação Após os procedimentos descritos, o saldo da conta Resultado do Exercício representará o resultado do exercício antes da tributação da contribuição social e do imposto sobre a renda. A partir desse resultado é que serão calculadas as deduções, as participações e as destinações do resultado do exercício. A sequência de contabilização e apuração de resultados está em consonância com a disciplina contida no artigo 187 da Lei n.º 6.404/1976, sequência essa que facilita a elaboração da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). 107 Deduções do Resultado do Exercício Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) O valor da CSLL é calculado com base no resultado do exercício e destina-se ao �nanciamento da seguridade social. A lei que criou a CSLL determinou em seu art. 2º que a base de cálculo da contribuição é o valor do resultado do exercício, antes do Imposto de Renda. Basta aplicar a alíquota �xada em 9%, de acordo com a Lei 11.727/2008, sobre a base de cálculo. O recolhimento aos cofres do governo federal será efetuado sempre no mês seguinte ao de sua apuração. Deve-se contabilizar o montante devido, em uma conta de obrigação no Passivo Circulante. Essa conta poderá denominar-se “Contribuição Social sobre o Lucro Líquido a Recolher”. Tanto a alíquota quanto a base de cálculo da CSLL podem ser alteradas frequentemente, motivo pelo qual, na vida prática, o contabilista deve �car atento às mudanças que ocorrem na legislação, para aplicar os critérios que estiverem em vigor em cada ano (RIBEIRO, 2018). Como exemplo, supõe-se que o resultado do exercício antes de deduzido o Imposto de Renda, apurado por determinada empresa, em 31/12/X9, tenha sido igual a $ 800.000, e que dentre as receitas do período conste uma receita de participação 108 societária, calculada pela aplicação do Método da Equivalência Patrimonial, no valor de $ 200.000. Considerando a alíquota de 9%: Apuração da base de cálculo: Resultado do exercício antes do IR 800.000 (-) Receitas de Participações Societárias (200.000) (=) Base de cálculo da CSLL 600.000 Cálculo do valor da CSLL 9% de $ 600.000 = 54.000 Contabilização: Resultado do Exercício a CSLL a Recolher Valor da CSLL referente ao período, calculada pela alíquota de 9% etc.................................................................54.000 Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) Com base no resultado do exercício apurado no �m de cada exercício social, as empresas estão obrigadas a pagar ao Governo Federal uma importância a título de Imposto de Renda. Esse imposto, previsto no inciso II do art. 153 da Constituição Federal de 1988, está disciplinado no Decreto n.º 9.580 /2018: Art. 225. O imposto sobre a renda a ser pago mensalmente na forma estabelecida nesta Subseção será determinado por meio da aplicação, sobre a base de cálculo, da alíquota de quinze por cento (Lei n.º 9.430, de 1996, art. 2º, § 1º). Parágrafo único. A parcela da base de cálculo, apurada mensalmente, que exceder a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) �cará sujeita à incidência de adicional do imposto sobre a renda à alíquota de dez por cento (Lei n.º 9.430, de 1996, art. 2º, § 2º). 109 Como exemplo, supõe-se que o resultado do exercício antes de deduzido o Imposto de Renda, apurado por determinada empresa, em 31/12/X9, tenha sido igual a $ 800.000, e que dentre as receitas do período conste uma receita de participação societária, calculada pela aplicação do Método da Equivalência Patrimonial, no valor de $ 200.000. Apuração da base de cálculo: Resultado do exercício antes do IR 800.000 (-) Receitas de Participações Societárias (200.000) (=) Base de cálculo do IRPJ 600.000 Cálculo do valor do IRPJ: 15% de $ 600.000 = 90.000 Cálculo da base do Adicional IRPJ: 600.000 – (20.000 x 12 meses) = 360.000 Cálculo do valor do AIRPJ: 10% de $ 360.000 36.000 Total do IRPJ a Recolher: 126.000 Contabilização: Resultado do Exercício a Imposto de Renda a Recolher Apropriação do IR conforme cálculos.....................................136.000 110 O Lalur é o Livro de Apuração do Lucro Real. Ele é um documento de escrituração �scal, criado para reunir as informações que permitam identi�car o valor dos tributos devidos pela empresa. Além disso, os valores devem ser considerados nas demonstrações �nanceiras. Ele é obrigatório para as empresas tributadas pelo Lucro Real, que de�nirá as regras para o recolhimento de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ). Portanto, as optantes do Simples Nacional ou do Lucro Presumido não precisam manter esse livro contábil. 111 https://go.eadstock.com.br/04 15 Patrimônio Líquido - Reservas, lucros acumulados e ajustes 112 Reservas Recursos que a empresa separa em seu patrimônio com �ns determinados. Os recursos destinados à formação das reservas podem se originar do lucro líquido apurado pela empresa, da contribuição de quem subscreve ações que ultrapassar o valor nominal e do produto da venda de partes bene�ciárias, e de bônus de subscrição. Assim, de acordo com a fonte de onde se originam os recursos para constituição das reservas, elas podem ser classi�cadas em dois tipos: de lucros e de capital (RIBEIRO, 2018). As Reservas de lucros são aquelas extraídas do lucro líquido do exercício, como a reserva legal, as reservas estatutárias e as reservas livres. Reserva Legal O art. 193 da Lei das S.A. dispõe: Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. §1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o § 1º, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social. do art. 182 §2º A reserva legal tem por �m assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. A reserva legal é um armazenamento obrigatório para todas as empresas constituídas sob a forma jurídica de sociedade por ações. Tem como objetivo manter a integridade do capital social, sendo utilizada somente para compensar prejuízos ou aumentar o capital. A base para o cálculo dessa reserva é o lucrolíquido do exercício. Supondo que o resultado do exercício tenha sido de $ 150.000, o valor da reserva legal será de $ 7.500, ou seja, 5% de $ 150.000. Veja, agora, como se contabiliza a constituição da reserva legal: D – Lucros ou Prejuízos Acumulados C – Reserva Legal 7.500 Pela constituição da reserva legal nos termos do art. 193 da Lei 6.404/1976. 113 O caput do art. 193 determina que o montante da reserva legal não poderá ultrapassar 20% do valor do capital social. Reserva Estatutária São aquelas em virtude de decisões contidas nos estatutos das empresas abertas, os quais �xarão seus limites. De acordo o art. 194 da Lei n.º 6.404/1976: “O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma: I. indique, de modo preciso e completo, a sua �nalidade; II. �xe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros líquidos que serão destinados à sua constituição; e III. estabeleça o limite máximo da reserva”. Reserva de Lucros Ao ser constituída, o valor do lucro utilizado na sua constituição permanece no patrimônio, evitando que seja distribuído aos acionistas em forma de dividendos. Constituir uma reserva de lucros não signi�ca bloquear o respectivo valor num cofre. Ele continua integrando o capital de giro da empresa, sendo utilizado para compras, aplicações etc. Como exemplo, uma determinada empresa apurou, no �nal do exercício social, lucro igual a $ 100.000. Se a assembleia decidir distribuir o lucro aos investidores, o valor de $ 100.000 que está no giro normal da empresa sairá, diminuindo o saldo da conta Caixa ou Bancos. Deste modo, entende-se que os $ 100.000 de lucro apurado deixaram de fazer parte do Ativo da empresa. Porém, se desses $ 100.000 tenha sido constituída uma reserva para investimentos no valor de $ 30.000, neste caso, somente $ 70.000 serão distribuídos aos acionistas, e os $ 30.000 da reserva permanecerão no giro normal da empresa. 114 Di�dendos Correspondem à parte do Lucro do Exercício que é distribuída aos investidores. As sociedades por ações são obrigadas a distribuir anualmente dividendos aos seus acionistas, conforme determina o art. 202 da Lei n.º 6.404/1976: Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou, se este for omisso, a importância determinada de acordo com as seguintes normas: I. metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores: a) importância destinada à constituição da reserva legal (art. 193); b) importância destinada à formação da reserva para contingência (art. 195) e reversão da mesma reserva formada em exercícios anteriores; II. o pagamento do dividendo determinado nos termos do inciso I poderá ser limitado ao montante do lucro líquido do exercício que tiver sido realizado, desde que a diferença seja registrada como reserva de lucros a realizar (art. 197); III. os lucros registrados na reserva de lucros a realizar, quando realizados e, se não tiverem sido absorvidos por prejuízos em exercícios subsequentes, deverão ser acrescidos ao primeiro dividendo declarado após a realização. (...) 115 § 2º Quando o estatuto for omisso e a assembleia geral deliberar alterá- lo para introduzir norma sobre a matéria, o dividendo obrigatório não poderá ser inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido ajustado nos termos do inciso I deste artigo. § 3º A Assembleia Geral pode, desde que não haja oposição de qualquer acionista presente, deliberar a distribuição de dividendo inferior ao obrigatório, nos termos deste artigo, ou a retenção de todo o lucro líquido, nas seguintes sociedades: I. companhias abertas exclusivamente para a captação de recursos por debêntures não conversíveis em ações; II. companhias fechadas, exceto nas controladas por companhias abertas que não se enquadrem na condição prevista no inciso I. O critério para distribuir os dividendos deve constar dos estatutos da companhia, conforme determina a lei. Tanto a porcentagem como a base sobre a qual serão calculados os valores podem ser diferentes em cada situação. Quando nos estatutos não constarem critérios para distribuição, os acionistas terão direito de receber metade do lucro líquido do exercício, diminuído ou acrescido da importância destinada à constituição da reserva legal e à formação da reserva para contingência. Nas demais sociedades, a porcentagem do Lucro Líquido que deverá ser distribuída aos sócios, se não constar do contrato social, será decidida pelos próprios sócios. Como exemplo, supondo que nos estatutos de uma companhia, conste que, no �nal de cada exercício social, os acionistas terão direito de receber 30% do lucro líquido do exercício. Considerando que no �nal do exercício de X1, a companhia tenha apurado um lucro líquido igual a $ 300.000: 30% de $ 300.000 corresponde a $ 90.000: D – Lucros ou Prejuízos Acumulados C – Dividendos a Pagar 90.000 30% sobre o lucro líquido apurado nesta data, conforme disposição estatutária. Após este lançamento da destinação do lucro líquido, encerram-se todos os procedimentos necessários à apuração e destinação do resultado do exercício. 116 Para aprofundar sobre as reservas de lucro, o Canal Contabilidade Geral fez um rápido e intuitivo vídeo sobre o assunto, que pode ser conferido neste link: 117 https://go.eadstock.com.br/05 16 Correção Monetária de Balanço 118 O Brasil, entre as décadas de 1960 a 1990, conviveu com taxas de in�ação anuais que variaram de 18% a uma hiperin�ação de aproximadamente 200% ao ano. Foram de�nidos, em tal cenário, normativos para permitir que a contabilidade re�etisse a variação no nível geral de preços e que a perda monetária fosse representada nos demonstrativos das entidades. Com o objetivo de fornecer informações úteis aos usuários, é preciso que os registros expressem a verdadeira situação da entidade, inclusive ao longo do tempo. A correção monetária de balanços foi adotada para permitir a atualização dos valores das demonstrações contábeis de forma a demonstrar a in�ação, buscando tornar esses registros mais próximos à realidade permitindo uma análise mais con�ável dos dados. A partir do Plano Real, em 1994, a in�ação foi reduzida a percentuais bem inferiores aos observados nos anos de hiperin�ação. Diante do novo cenário, em 1995, a correção monetária de balanços foi extinta por meio da promulgação da Lei 9.294/1995. Contudo, uma economia com baixos índices in�acionários não é, necessariamente, um país sem in�ação. Não corrigir as demonstrações para �ns de publicação, então, não desconsidera seu uso como ferramenta informacional ou gerencial. A contabilidade no nível geral de preços, a in�ação apresenta-se como um assunto relevante e que atinge a sociedade de uma forma geral. Segundo o BANCO CENTRAL DO BRASIL, a in�ação é o aumento dos preços de bens e serviços. Implica diminuição do poder de compra da moeda. A in�ação é medida pelos índices de preços. O Brasil tem vários índices de preços. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o índice utilizado no sistema de metas para a in�ação e tem como causas: as pressões de demanda, pressões de custos, inércia in�acionária e expectativas de in�ação. 119 Fonte: Disponível aqui Correção monetária pode ser entendida como a aplicação de indexação e, em geral, se considera que ambas as expressões podem ser utilizadas, tendo o mesmo signi�cado. Monteiro e Marques (2006) de�nem que a correção monetária é a indexação de valores, por meio de reajuste periódico e sistemático, de acordo com os índices o�ciais de in�ação. Nesse sentido, a correção monetária procura eliminar dos balanços distorções por meio do ajuste de valores do custo histórico dos ativos não monetários e do capital próprio registrado nas contas do patrimônio líquido à moeda da data do balanço. Em suma, a correção tem como objetivo fazer com que o custo histórico de um determinadoativo seja expresso em moeda com o poder aquisitivo da data do balanço, e não na moeda histórica da época da aquisição ou produção desse ativo. 120 https://static.dw.com/image/49447358_7.png Cabe destacar que a Resolução n.º 750/1993, do Conselho Federal de Contabilidade, elencava a atualização monetária como um princípio fundamental da contabilidade, e, com a edição da Resolução 1.282/2010 do referido conselho ela foi revogada como princípio. Contudo, a mesma resolução alterou a redação do princípio do Registro pelo Valor Original, ao determinar que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional e acrescentou que algumas bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos e combinadas, ao longo do tempo de diferentes formas: a) Custo histórico; b) Variação do custo histórico, pois uma vez integrado ao patrimônio, os componentes patrimoniais, ativos e passivos, podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores: custo corrente, valor realizável, valor presente, valor justo, e atualização monetária. Aspectos Atuais Em dezembro de 2018, o Conselho Federal de Contabilidade publicou a NBC TG 42 que dispõe sobre a contabilidade em ambientes econômicos in�acionários. Diante da adequação da contabilidade brasileira às normas internacionais, o CRC viu a necessidade de normatizar a atualização monetária: 2. Em economia hiperin�acionária, a demonstração do resultado e o balanço patrimonial em moeda local sem atualização monetária não são úteis. O dinheiro perde poder aquisitivo de tal forma que a comparação dos valores provenientes das transações e outros eventos que ocorreram em épocas diferentes, mesmo dentro do mesmo período contábil, é enganosa. 3. Esta Norma não estabelece uma taxa absoluta em que se considere o surgimento da hiperin�ação. A ocasião em que a atualização monetária das demonstrações contábeis, de acordo com esta Norma, se torna necessária é uma questão de julgamento. A hiperin�ação é indicada pelas características do ambiente econômico de país que incluem, entre outras, as seguintes: 121 (a) a população em geral prefere manter sua riqueza em ativos não monetários ou em uma moeda estrangeira relativamente estável. Os valores em moeda local detidos são imediatamente investidos para manter o poder aquisitivo; (b) a população em geral considera os valores monetários não em termos da moeda local, mas em termos de uma moeda estrangeira relativamente estável. Os preços podem ser cotados nessa moeda; (c) as compras e as vendas a crédito ocorrem a preços que compensam a perda esperada do poder aquisitivo durante o período do crédito, ainda que esse período seja curto; (d) as taxas de juros, salários e preços são atrelados a um índice de preços; e (e) a taxa de in�ação acumulada no triênio se aproxima ou excede 100%. A norma também esclarece os procedimentos contábeis para a contabilização do ganho ou da perda líquida quando ocorre a correção monetária: 27. Em período de in�ação, a entidade com excesso de ativos monetários sobre passivos monetários perde poder aquisitivo, e a entidade com excesso de passivos monetários sobre ativos monetários ganha poder aquisitivo na extensão em que os ativos e os passivos não estejam vinculados ao nível de preços. Esse ganho ou perda na posição monetária líquida pode derivar da diferença resultante da atualização monetária de ativos não monetários, patrimônio líquido e itens na demonstração do resultado abrangente e do ajuste de ativos e passivos vinculados a um índice. O ganho ou a perda pode ser estimado aplicando-se a variação no Índice Geral de Preços à média ponderada das diferenças entre os ativos e os passivos monetários no período. 28. O ganho ou perda na posição monetária líquida deve ser incluído no resultado. O ajuste a esses ativos e passivos, atrelados por contrato às variações nos preços, de acordo com o item 13, deve ser compensado com o ganho ou a perda na posição monetária líquida. Outros itens de receitas e despesas, tais como receita e despesa de 122 juros e diferenças de câmbio relacionadas a fundos investidos ou tomados em empréstimo, também estão relacionados à posição monetária líquida. Embora esses itens sejam divulgados separadamente, eles podem ser úteis se forem apresentados juntamente com o ganho ou a perda na posição monetária líquida na demonstração do resultado abrangente. 123 Conclusão Durante nossos estudos, vimos que, para se chegar ao resultado do exercício, várias etapas devem ser concluídas. A Contabilidade, com sua vasta exploração de informações, é fator sine qua non na economia de uma nação. Toda a riqueza produzida em um determinado local é apurada e validade pela contabilidade. Durante os trabalhos pudemos ver o quanto a geração das informações contábeis é relevante para o desenvolvimento de uma região. Espero que o conteúdo desenvolvido nesta etapa seja uma peça também importante na sequência dos estudos! Até breve! 124 Material Complementar Livro Holding: Visão Societária, Contábil e Tributária Autores: Elaine Cristina Araújo e Arlindo Luiz Rocha Junior Editora: Freitas Bastos Sinopse: Dentre os assuntos abordados destacam-se: • tipos societários para criação, objeto social, integralização do capital; • espécies de holding: pura, mista, patrimonial e de gestão; • tratamento contábil, avaliação do investimento, goodwill, distribuição de lucros, notas explicativas, investimento no exterior e caso prático; • regimes tributários, tributos incidentes e tributação do resultado; • blindagem patrimonial, responsabilidades, vantagens e desvantagens na criação de Holding; • obrigações acessórias; • receitas de atividade imobiliária; • Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD, dentre outros assuntos. Filme Trocando as Bolas Ano: 1983 Sinopse: Louis Winthorpe III (Dan Aykroyd) é um executivo de sucesso que, assim como o Billy Ray Valentine (Eddie Murphy), que vive de pequenos golpes, tem sua vida muito mudada quando dois riquíssimos corretores, Randolph Duke (Ralph 125 Bellamy) e Mortimer Duke (Don Ameche), apostam sobre qual o fator preponderante que determina o sucesso de uma pessoa. Mortimer crê que é o genético, enquanto Randolph acredita que seja o meio social. Assim fazem acontecer desgraças com Louis, enquanto Billy Ray tem uma mudança tão brusca de status que inicialmente se desconcerta, sem imaginar que agora tem a casa, o carro e o emprego de Louis. Um �lme leve e que tem vários ensinamentos sobre o Mercado Financeiro. Embora seja antigo, ainda mostra a realidade do mercado. 126 Referências ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Contabilidade intermediária em IFRS e CPC. 2ª ed. São Paulo: Atlas, 2018. BANCO CENTRAL DO BRASIL, O Que é In�ação, disponível em <https://www.bcb.gov.br/controlein�acao/oquein�acao> acesso em: 10 jul. 2021. BRASIL, DECRETO N.º 9.580, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2018, Regulamenta a tributação, a �scalização, a arrecadação e a administração do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza. – Acesso em: 04 jul. 2021. _________, Lei 6.404/1976, dispõe sobre as Sociedades por Ações, disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm, acesso em: 12 jun. 2021. CASAGRANDE, Miguel Ângelo - Contabilidade intermediária e avançada para concursos. 1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2013. CHAGAS, Gilson - Contabilidade intermediária simpli�cada. 1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014. CONTABILIDADE, Conselho Federal de – NBC TG26 – 2017 Disponível em: https://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/NBCTG26(R5).pdf acesso em: 12 jun. 2021. _______________. Resolução CFC n.º 1.255/09 (NBC TG 1000). Aprova a NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Brasília, 10 de dezembro de 2009. Disponível em http://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx? Codigo=2009/001255 acesso em: 07 jul. 2021. MONTEIRO, Paulo Roberto Anderson; MARQUES, José Augusto Veiga da Costa. Análise comparativa das demonstrações contábeis elaboradas pela legislaçãosocietária e em moeda Constante: um estudo de caso. Revista de Contabilidade do Mestrado em Ciências Contábeis da UERJ, Rio de Janeiro, v. 11, n.º 1, p. 1, jan./jun. 2006. GRECO, Lauro Alvísio; AREND, Lauro Roberto. Contabilidade: Teoria e práticas básicas, 4ª ed. São Paulo: Saraiva, 2013. RIBEIRO, Osni Moura - Contabilidade intermediária. 5ª ed. São Paulo: Saraiva, 2018. 127 https://www.bcb.gov.br/controleinflacao/oqueinflacao http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm https://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/NBCTG26(R5).pdf http://www2.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2009/001255