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CONTABILIDADE GERENCIAL
Professor Especialista Francisco Luís Borghi Nascimento
Reitor
Márcio Mesquita Serva
Vice-reitora
Profª. Regina Lúcia Ottaiano Losasso Serva
Pró-Reitor Acadêmico
Prof. José Roberto Marques de Castro
Pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Ação 
Comunitária
Profª. Drª. Fernanda Mesquita Serva
Pró-reitor Administrativo
Marco Antonio Teixeira
Direção do Núcleo de Educação a Distância 
Paulo Pardo
Edição de Arte, Diagramação, Design Grá ico 
B42 Design
*Todos os gráficos, tabelas e esquemas são creditados à autoria, salvo quando indicada a referência. Informamos 
que é de inteira responsabilidade da autoria a emissão de conceitos.
Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem autorização. A 
violação dos direitos autorais é crime estabelecido pela Lei n.º 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal.
Universidade de Marília 
Avenida Hygino Muzzy Filho, 1001 
CEP 17.525–902- Marília-SP
Imagens, ícones e capa: ©envato, ©pexels, ©pixabay, ©Twenty20 e ©wikimedia
F385m sobrenome, nome
nome livro / nome autor. nome /coordenador (coord.) - Marília: 
Unimar, 2021.
PDF (00p.) : il. color.
ISBN xxxxxxxxxxxxx
1. tag 2. tag 3. tag 4. tag – Graduação I. Título.
CDD – 00000
2
BOAS-VINDAS
Ao iniciar a leitura deste material, que é parte do apoio pedagógico dos 
nossos queridos discentes, convido o leitor a conhecer a UNIMAR – 
Universidade de Marília.
Na UNIMAR, a educação sempre foi sinônimo de transformação, e não 
conseguimos enxergar um melhor caminho senão por meio de um ensino 
superior bem feito. 
A história da UNIMAR, iniciada há mais de 60 anos, foi construída com base 
na excelência do ensino superior para transformar vidas, com a missão 
de formar profissionais éticos e competentes, inseridos na comunidade, 
capazes de constituir o conhecimento e promover a cultura e o intercâmbio, 
a fim de desenvolver a consciência coletiva na busca contínua da valorização 
e da solidariedade humanas.
A história da UNIMAR é bela e de sucesso, e já projeta para o futuro novos 
sonhos, conquistas e desafios.
A beleza e o sucesso, porém, não vêm somente do seu campus de mais de 
350 alqueires e de suas construções funcionais e conectadas; vêm também 
do seu corpo docente altamente qualificado e dos seus egressos: mais 
de 100 mil pessoas, espalhados por todo o Brasil e o mundo, que tiveram 
suas vidas impactadas e transformadas pelo ensino superior da UNIMAR.
Assim, é com orgulho que apresentamos a Educação a Distância da UNIMAR 
com o mesmo propósito: promover transformação de forma democrática 
e acessível em todos os cantos do nosso país. Se há alguma expectativa 
de progresso e mudança de realidade do nosso povo, essa expectativa 
está ligada de forma indissociável à educação.
Nós nos comprometemos com essa educação transformadora, 
investimos nela, trabalhamos noite e dia para que ela seja 
ofertada e esteja acessível a todos. 
Muito obrigado por confiar uma parte importante do seu 
futuro a nós, à UNIMAR e, tenha a certeza de que seremos 
parceiros neste momento e não mediremos esforços para 
o seu sucesso! 
Não vamos parar, vamos continuar com investimentos 
importantes na educação superior, sonhando sempre. 
Afinal, não é possível nunca parar de sonhar! 
Bons estudos!
Dr. Márcio Mesquita Serva
Reitor da UNIMAR
3
Que alegria poder fazer parte deste momento tão especial da sua vida! 
Sempre trabalhei com jovens e sei o quanto estar matriculado 
em um curso de ensino superior em uma Universidade de 
excelência deve ser valorizado. Por isso, aproveite cada 
minuto do seu tempo aqui na UNIMAR, vivenciando o ensino, 
a pesquisa e a extensão universitária. 
Fique atento aos comunicados institucionais, aproveite as 
oportunidades, faça amizades e viva as experiências que 
somente um ensino superior consegue proporcionar.
Acompanhe a UNIMAR pelas redes sociais, visite a sede 
do campus universitário localizado na cidade de Marília, 
navegue pelo nosso site unimar.br, comente no nosso blog 
e compartilhe suas experiências. Viva a UNIMAR!
Muito obrigada por escolher esta Universidade para a 
realização do seu sonho profissional. Seguiremos, 
juntos, com nossa missão e com nossos valores, 
sempre com muita dedicação. 
Bem-vindo(a) à Família UNIMAR.
Educar para transformar: esse é o foco da Universidade de Marília no seu 
projeto de Educação a Distância. Como dizia um grande educador, são 
as pessoas que transformam o mundo, e elas só o transformam 
se estiverem capacitadas para isso.
Esse é o nosso propósito: contribuir para sua transformação 
pessoal, oferecendo um ensino de qualidade, interativo, 
inovador, e buscando nos superar a cada dia para que você 
tenha a melhor experiência educacional. E, mais do que isso, 
que você possa desenvolver as competências e habilidades 
necessárias não somente para o seu futuro, mas para o seu 
presente, neste momento mágico em que vivemos.
A UNIMAR será sua parceira em todos os momentos de 
sua educação superior. Conte conosco! Estamos aqui para 
apoiá-lo! Sabemos que você é o principal responsável pelo 
seu crescimento pessoal e profissional, mas agora você 
tem a gente para seguir junto com você. 
Sucesso sempre!
Profa. Fernanda 
Mesquita Serva
Pró-reitora de Pesquisa, 
Pós-graduação e Ação 
Comunitária da UNIMAR
Prof. Me. Paulo Pardo
Coordenador do Núcleo 
EAD da UNIMAR
4
007 Aula 01:
013 Aula 02:
022 Aula 03:
032 Aula 04:
043 Aula 05:
051 Aula 06:
059 Aula 07:
067 Aula 08:
075 Aula 09:
081 Aula 10:
088 Aula 11:
094 Aula 12:
099 Aula 13:
105 Aula 14:
112 Aula 15:
118 Aula 16:
Produção da Informação Contábil
Produção da Informação Contábil - Balanço 
Patrimonial
Produção da Informação Contábil - Demonstração 
dos Resultados do Exercício e Demonstração dos dos Lucros 
e Prejuízos Acumulados
Demonstrativo de Fluxo de Caixa
Avaliação de Investimentos Temporários
Avaliação de Investimentos Permanentes
Ativo Permanente Imobilizado - Conceito e Avaliação
Ativo Permanente - Equivalência Patrimonial
Ativo Permanente - Intangível e Reavaliação ao Valor 
Justo
Ativo Permanente - Contas Dedutoras: Depreciação
Ativo Permanente - Contas Dedutoras: Amortização 
e Exaustão
Contas de Resultados
Patrimônio Líquido - Configuração de Capital
Apuração do Resultado do Exercício
Patrimônio Líquido - Reservas, lucros acumulados e 
ajustes
Correção Monetária de Balanço
5
Introdução
Olá, alunos!
Sabemos que a Contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio, e para chegarmos
ao resultado de uma apuração, é necessário fazer um levantamento minucioso e
técnico dentro do conceito das contas.
Assim, neste material, vamos entender como são geradas as informações contábeis,
quais os fundamentos legais e, principalmente, a metodologia para se alcançar a
apuração do resultado do exercício. E entendemos que você já tenha as noções
contábeis, aquelas que aprendemos no começo do curso, como os lançamentos em
diários e razonetes, bem como o conceito da equação patrimonial.
Ao �nal dos nossos estudos, teremos a noção completa de como os usuários da
Contabilidade têm acesso às informações pertinentes ao patrimônio da empresa.
Bons estudos! 
6
01
Produção da Informação 
Contábil
7
Estimados acadêmicos,
Quando é �nalizado o registro dos fatos contábeis em uma entidade, chega o
momento de oferecer aos usuários o resultado desses registros. Para que esses
usuários consigam usar as informações, é necessário que as mesmas estejam
estruturadas em uma forma padronizada. Para isso, as normas contábeis e as leis
determinaram a elaboração de instrumentos denominados de Demonstrações
Contábeis e Demonstrações Financeiras.
As demonstrações contábeis, amparadas pela Lei n.º 6.404/76, conhecida como “Lei
das S.A.”, denominada por demonstrações �nanceiras, são relatórios elaborados com
informações extraídas dos registros contábeis mantidos pela empresa. Conforme o
item 9 da NBC TG26, aprovadas pela Resolução CFC n.º 1.185/2009 e atualizações, as
demonstraçõescontábeis são uma representação estruturada da situação
patrimonial e �nanceira e do desempenho da entidade.
9 - As demonstrações contábeis são uma representação estruturada da
posição patrimonial e �nanceira e do desempenho da entidade. O
objetivo das demonstrações contábeis é o de proporcionar informação
acerca da posição patrimonial e �nanceira, do desempenho e dos �uxos
de caixa da entidade que seja útil a grande número de usuários em suas
avaliações e tomada de decisões econômicas. As demonstrações
contábeis também objetivam apresentar os resultados da atuação da
administração, em face de seus deveres e responsabilidades na gestão
diligente dos recursos que lhe foram con�ados. Para satisfazer a esse
objetivo, as demonstrações contábeis proporcionam informação da
entidade acerca do seguinte: 
(Redação alterada pela Resolução CFC n.º 1.376/11) 
(a) ativos;
(b) passivos;
(c) patrimônio líquido;
(d) receitas e despesas, incluindo ganhos e perdas;
(e) alterações no capital próprio mediante integralizações dos
proprietários e distribuições
a eles; e
(f) �uxos de caixa.
Essas informações, juntamente com outras informações constantes das
notas explicativas, ajudam os usuários das demonstrações contábeis na
previsão dos futuros �uxos de caixa da entidade e, em particular, a
época e o grau de certeza de sua geração – CFC – 2017.
8
O objetivo das demonstrações contábeis é de informar aos usuários a posição
patrimonial e �nanceira, do desempenho e dos �uxos de caixa da empresa, que seja
útil em suas avaliações e tomada de decisões econômicas. As demonstrações
contábeis também têm como objetivo apresentar os resultados da atuação da
administração, quanto aos seus deveres e responsabilidades na gestão dos recursos
que foram con�ados. 
O que dizem as normas
As demonstrações �nanceiras conforme são conhecidas, atualmente, são
regulamentadas pela Lei 6.404, de 15 de dezembro de 1976, atualizada pelas leis
11.638 de 28 de dezembro de 2007 e 11.941 de 27 de maio de 2009.
A Lei n.º 6.404/76 trata desse assunto em seus artigos 176 a 188. No artigo 176, a
norma determina que ao �m de cada exercício social, a administração elaborará, com
base na escrituração da companhia, as seguintes demonstrações �nanceiras, que
deverão expor com clareza a situação do patrimônio da companhia e as alterações
ocorridas no exercício:  
9
a. balanço patrimonial (BP); 
b. demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados (DLPA); 
c. demonstração do resultado do exercício (DRE); 
d. demonstração dos �uxos de caixa (DFC); e 
e. demonstração do valor adicionado (DVA).
O segundo parágrafo do artigo 186 dispensa as companhias da obrigatoriedade de
elaborar a demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados, desde que elaborem a
demonstração das mutações do patrimônio líquido.
A demonstração do valor adicionado só é obrigatória para as sociedades anônimas
de capital aberto. As companhias fechadas com Patrimônio Líquido, na data do
balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) estão dispensadas da
elaboração da demonstração dos �uxos de caixa.
A Lei n.º 6.404/76, nos parágrafos 1º a 4º do artigo 176, estabelece também que as
demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores
correspondentes das demonstrações do exercício anterior. Nas demonstrações, as
contas semelhantes poderão ser agrupadas e os pequenos saldos poderão ser
agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapasse 0,1 (um décimo) do
valor do respectivo grupo de contas. É vedada a utilização de designações genéricas,
como “contas diversas” ou “contas correntes”.
As demonstrações �nanceiras registrarão a destinação dos lucros segundo a
proposta dos órgãos da administração e as demonstrações serão complementadas
por notas explicativas e outros quadros analíticos ou demonstrações contábeis,
necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos resultados do
exercício.
Obrigatoriedades
A legislação exige que as demonstrações �nanceiras das companhias abertas passem
por auditoria independente efetuada por empresas e pro�ssionais registrados na
Comissão de Valores Mobiliários (CVM). As demonstrações contábeis, que serão
10
elaboradas com observância das normas de contabilidade aprovadas pelo Conselho
Federal de Contabilidade, deverão especi�car sua natureza, a data, o período e a
empresa a que se referem.
As demonstrações deverão ser transcritas no Livro Diário ou em livro próprio
reservado para esse �m. A Lei n.º 6.404, em seu artigo 289, determina ainda que: 
a. As Sociedades Anônimas de Capital Aberto são obrigadas a publicar as
demonstrações �nanceiras, anualmente, no órgão o�cial da União ou do
Estado ou do Distrito Federal, baseado no local onde esteja sediada a
companhia.
b. É permitido às companhias abertas, disponibilizar suas demonstrações
�nanceiras na rede mundial de computadores.
c. A Comissão de Valores Mobiliários poderá determinar que as
publicações sejam feitas, também, em jornal de grande circulação nas
localidades em que os valores mobiliários da companhia sejam
negociados em bolsa ou em mercado de balcão, ou disseminadas por
algum outro meio que assegure sua ampla divulgação e imediato acesso
às informações. As publicações das demonstrações �nanceiras poderão
ser feitas adotando-se como expressão monetária o milhar de reais.
11
Podemos citar alguns pontos-chave do sistema proveniente da lei
6.404/76, que almejavam alcançar os princípios de liberdade para o
empresário escolher os valores mobiliários que melhor se adaptem ao
tipo de empresa e que deva obedecer às regras estritas de
responsabilidade de administradores de direito e de fato:
A adoção de opções abertas à empresa é para que a melhoria da
estrutura jurídica da empresa ocorra, dando condições para que os
empresários, as grandes empresas e o mercado absorvam as
mudanças provenientes da nova lei.
O grupamento de sociedades, oferta pública de aquisição de
controle, cisão de companhias etc. estão disciplinados de forma
mais simpli�cada para facilitar sua adoção.
Facilidade de diferenciar as companhias abertas das fechadas.
A Lei das S.A. é só uma das diversas leis que integram toda a norma
aplicada ao direito das empresas. Talvez seja a de maior importância para
os aplicadores da informação contábil. Também é importante o
conhecimento das alterações, sobretudo, as mais recentes, havidas na lei.
Com o “boom” de startups e empreendedorismo, o direito societário tem
sido constantemente acionado por empreendedores, o que dá ainda mais
relevância ao correto entendimento da norma.
12
02
Produção da Informação 
Contábil - Balanço 
Patrimonial
13
O Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, de forma
quantitativa e qualitativa, em uma determinada data, a posição patrimonial e
�nanceira da empresa. Nele devem ser apresentados os bens e direitos (Ativo), as
obrigações (Passivo) e o Patrimônio Líquido da entidade (RIBEIRO, 2018).
Deve ser estruturado observando os artigos 178 a 184 da Lei n.º 6.404/76. Suas
contas serão classi�cadas conforme os elementos do patrimônio e agrupadas de
modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação �nanceira da companhia. 
Caixa
Valores em R$
(SI)25.000
9.300
12.000
8.100
6.700
Bancos c/ movimento
36.300 1.300
4.400
12.100
Estoque de mercadorias
15.100
6.200
6.300
5.800
6.900
Clientes
5.300 1.100
Duplictatas descontadas
700
Aplicações financeiras
5.300
O Balanço Patrimonial é apresentado como um grá�co similar à letra
“T”, composto por duas partes: Ativo e Passivo. Ficou convencionado
que o lado esquerdo deste grá�co é composto pelo Ativo e que o lado
direito é o lado do Passivo, como no exemplo a seguir:
Ao olhar para um Balanço Patrimonial representado no grá�co, o lado direito, lado
do Passivo, composto pelas obrigações e Patrimônio Líquido, revela a origem dos
recursos. Segundo Ribeiro (2018), as obrigações representam os recursos
derivados de terceiros (capitais de terceiros), enquanto o Patrimônio Líquido
14
Investimentos Origens
AtivoBens e
direitos
Obrigações
com terceiros
Obrigações
com acionistas
Passivo
Patrimônio
líquido
Fonte: Disponível aqui
mostra a origem dos recursos derivados dos proprietários. O Ativo revela a
aplicação desses recursos (capitais) totais, isto é, mostra em que a empresa investiu
todo o capital (próprio e de terceiros) que tem à sua disposição.
Ativo
Também conhecido como Aplicação de Recursos, representa as contas dos bens e
dos direitos. São dispostas em ordem decrescente de acordo com o seu grau de
liquidez, isto é, do menor para o maior prazo no qual Bens e Direitos podem ser
transformados em dinheiro. De acordo com as normas, o ativo se subdivide entre
Ativo Circulante e Ativo Não Circulante.
Ativo Circulante
Composto pelos bens e pelos direitos que estão em frequente circulação no
patrimônio, é considerado o capital de giro da empresa. Basicamente, são valores
já realizados ou cuja realização em dinheiro deva ocorrer até o término do exercício
social seguinte ao do balanço. A lei estabelece que no Ativo circulante devem
constar:
15
http://www.gecompany.com.br/gecompany/wp-content/uploads/2018/12/Capturar-2.png
Disponibilidades: valores numerários representados pela conta Caixa, pela
conta Bancos, conta Movimento e pelas contas que representam os
equivalentes de caixa. As contas classi�cadas neste subgrupo são as que
possuem o maior grau de liquidez dentre todas as demais contas do Ativo.
Clientes ou Duplicatas a Receber: direitos a receber de terceiros,
decorrentes de vendas de mercadorias, de produtos ou de prestação de
serviços realizados a prazo.
Outros Créditos: demais direitos que a empresa tem para receber de
terceiros e que não se referem às vendas a prazo de mercadorias ou de
serviços.
Tributos a Recuperar: direitos da empresa junto aos Governos Municipal,
Estadual ou Federal. Esses direitos decorrem de impostos, taxas ou
contribuições decorrentes de créditos tributários.
Estoques: bens destinados à produção, prestação de serviços, venda e
consumo. Os estoques de mercadorias e de produtos acabados serão
transformados em receita quando são vendidos.
Os estoques de materiais destinados ao processo produtivo serão transformados
em custos quando incorporados aos produtos em fabricação, enquanto os
estoques de materiais destinados à prestação de serviços serão convertidos em
custos nas aplicações de prestação de serviços. Finalmente, os estoques de
materiais de consumo serão transformados em despesas quando consumidos.
Despesas do Exercício Seguinte
São direitos que as empresas têm em decorrência do pagamento antecipado de
despesas que ainda irão ocorrer. Por exemplo, uma apólice de seguros cujo prêmio
foi pago à vista. A vigência da apólice é de 12 meses, a serem compensados mês a
mês. Caso o pagamento tenha sido feito antes do fechamento do balanço, os
encargos dos meses que não foram cobertos pela apólice entram nessa conta. O
mesmo ocorre com o pagamento antecipado de periódicos (Jornais e Revistas)
pagos antecipadamente. Vale ressaltar que o saldo dessa conta não será
convertido em dinheiro, porém, servirá para abater despesas que ocorrerão em um
período futuro.
16
Ativo não circulante
De acordo com a Lei n.º 6.404/76, é dividido em Ativo Realizável em Longo Prazo,
Investimentos, Imobilizado e Intangível.
Ativo Realizável em Longo Prazo: São contas representativas dos recursos
aplicados em bens e direitos, porém, que têm previsão de circulação
somente após o término do exercício social seguinte. Neste grupo do Ativo
podem �gurar todos os subgrupos do Ativo Circulante, com exceção às
disponibilidades. É importante salientar que neste grupo de contas, a norma
estabelece que devem ser classi�cados também os direitos derivados de
operações em sociedades coligadas ou controladas por diretores, acionistas
ou participantes no lucro da companhia, independentemente do prazo de
vencimento, desde que esses direitos decorram de operações que não
constituam negócios usuais na exploração do objeto da companhia (RIBEIRO,
2018).
Investimentos: participações no capital de outras sociedades, participações
essas que geram rendimentos para a empresa em forma de dividendos, bem
como por aquelas contas não classi�cáveis no Ativo Circulante ou no
Realizável em Longo Prazo e que não se destinem à manutenção da atividade
principal da empresa. Por exemplo, os investimentos em obras de arte,
antiguidades, ouro ou, ainda, em propriedades para investimentos. São bens
que geram receitas para a empresa, independentemente de suas atividades
operacionais.
Imobilizado: neste subgrupo são classi�cadas as contas representativas dos
recursos aplicados em bens, destinados à manutenção das atividades da
companhia ou da empresa ou exercidos com essa �nalidade. Se dividem em
tangíveis (corpóreos) e intangíveis (não corpóreos).
17
Passivo
É a parte do Balanço Patrimonial que evidencia as obrigações (Passivo Exigível ou
capitais de terceiros) e o Patrimônio Líquido (Passivo Não Exigível ou capitais
próprios).
Passivo circulante e não circulante
São classi�cadas no passivo circulante as contas representativas das obrigações
cujos vencimentos ocorram durante o exercício seguinte ao do Balanço onde
estiverem sendo classi�cadas. O que diferencia o passivo circulante do passivo não
circulante é apenas o prazo de vencimento das obrigações. No passivo não
circulante o vencimento é após o término do exercício seguinte. Exceto pelo que foi
exposto, os grupos de contas são iguais e poderá conter subdivisões, de acordo
com a natureza de cada Obrigação: 
18
Obrigações a Fornecedores: compra de mercadorias ou da
utilização de serviços a prazo.
Empréstimos e Financiamentos: compromissos assumidos pela
empresa na captação de recursos �nanceiros, visando,
normalmente, �nanciar o seu capital de giro.
Obrigações Tributárias: compromissos assumidos pela
empresa, junto aos Governos Federal, Estadual ou Municipal. São
tributos que a empresa tem para recolher aos cofres públicos, em
decorrência do desenvolvimento das suas atividades normais.
Obrigações Trabalhistas e Previdenciárias: encargos a serem
pagos aos seus empregados ou recolher aos órgãos públicos.
Esses compromissos decorrem dos serviços a ela prestados por
seus empregados.
Participações e Destinações do Lucro Líquido: compromissos
da empresa decorrentes da parte do resultado positivo apurado
que deve ser paga aos sócios e demais participantes no lucro.
Outras Obrigações: demais obrigações de curto ou longo prazo
assumidas pela empresa e que não se enquadram nos demais
subgrupos do passivo.
Receitas Diferidas: contas representativas das despesas ou
custos correspondentes às respectivas receitas recebidas
antecipadamente. Essas receitas diferidas constam apenas no
Passivo Não Circulante.
Patrimônio Líquido (PL)
Corresponde ao capital próprio da empresa. São valores referentes ao
investimento dos proprietários (titular, sócios quotistas ou acionistas) ou da
movimentação normal do patrimônio. No PL as contas representativas dos capitais
próprios são classi�cadas da seguinte maneira:
19
Capital Social: representa os valores investidos na empresa pelos
titulares e pela conta Capital a Realizar que representa a parcela
do capital já subscrita (prometida) pelos titulares, porém, ainda
não integralizada.
Reservas de Capital: contas representativas de algumas receitas
que não devem transitar pelo resultado do exercício.
Ajustes de Avaliação Patrimonial: ajustes de avaliação
patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício,
de acordo com o regime de competência, as contrapartidas de
aumentos ou diminuições de valor atribuídas a elementos do
Ativo e do Passivo, em decorrência da sua avaliação com valor
justo.
Reservas de Lucros: Reservas constituídas com parte dos lucros
apurados pela empresa em decorrência de lei ou por deliberação
dos sócios.
Ações em Tesouraria: ações da própria empresa adquiridas por
ela mesma.
Prejuízos Acumulados: prejuízos apurados pela empresa no
exercício atual, ou em exercícios anteriores, até que sejam
compensados comlucros, saldos de reservas ou assumidos pelos
sócios.
20
  Assista a uma excelente animação do Professor Quintino sobre o
Balanço Patrimonial, acessado pelo link:
Pode acontecer de o ciclo operacional ser maior que o exercício social.
O exercício social tem a duração de um ano. Na companhia em que o
ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social,
a classi�cação no Circulante ou Longo Prazo terá por base o prazo
desse ciclo.
21
https://go.eadstock.com.br/Zk
03
Produção da Informação Contábil 
- Demonstração dos Resultados do 
Exercício e Demonstração dos dos 
Lucros e Prejuízos Acumulados
22
Demonstração dos Resultados do
Exercício (DRE)
A DRE é um relatório contábil destinado a apresentar o resultado em um
determinado período, referente às operações da empresa. O demonstrativo
evidenciará a formação do resultado, mediante confronto entre as receitas e os
correspondentes custos e despesas, sempre observando o princípio da competência
contábil. A DRE é uma demonstração contábil que evidencia o resultado (lucro ou o
prejuízo) apurado pela empresa no desenvolvimento das suas atividades no período.
É composta, em sua maior parte, por contas de resultado. As contas de resultado são
aquelas que representam as receitas, despesas e os custos incorridos em um
determinado período. As contas patrimoniais que integram a DRE são aquelas
representativas das deduções e das participações no resultado (RIBEIRO, 2018).
Sua apresentação é feita na forma vertical, conforme �gura a seguir: 
23
Fonte: Ribeiro, 2018, p. 388.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Companhia: 
Exercício �ndo em:
DESCRIÇÃO
EXERCÍCIO
atual $
EXERCÍCIO
anterior $
1.    RECEITA OPERACIONAL BRUTA 
Vendas de Mercadorias e/ou Pres.
Serviços 
2.    DEDUÇÕES E ABATIMENTOS 
Vendas Anuladas 
Descontos Incondicionais Concedidos 
ICMS sobre Vendas 
PIS sobre Faturamento 
TOTAL DAS DEDUÇÕES E ABATIMENTOS 
3.    RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (1-
2) 
4.    CUSTOS OPERACIONAIS 
Custo Merc. Vendidas e Serv. Prestados 
5.    LUCRO OPERACIONAL BRUTO (3-4) 
6.    DESPESAS OPERACIONAIS 
Despesas com as Vendas 
Despesas Financeiras 
(-) Receitas Financeiras 
Despesas Gerais e Administrativas 
Outras Despesas Operacionais 
7.    OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS 
8.    LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL (5-
6+7) 
9.    OUTRAS RECEITAS 
10. OUTRAS DESPESAS
   
24
Fonte: Ribeiro, 2018, p. 389.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
Companhia: 
Exercício �ndo em:
DESCRIÇÃO
EXERCÍCIO
atual $
EXERCÍCIO
anterior $
11.  RESULTADO EXERCÍCIO ANTES
DEDUÇÕES (8+9-10) 
12.  CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO
LÍQUIDO 
13.  IMPOSTO DE RENDA SOBRE O LUCRO
LÍQUIDO 
14.  RESULTADO EXERCÍCIO APÓS DEDUÇÕES
(11-12-13) 
15.  PARTICIPAÇÕES 
Debêntures 
Empregados 
Administradores 
Partes bene�ciárias 
Instituições ou Fundos Assist. Prev. Empreg. 
16.  LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (14 – 15) 
17.  LUCRO LÍQUIDO ou PREJUÍZO POR AÇÃO
DO CAPITAL
   
Composição da DRE
A DRE deve ser estruturada observando-se as disciplinas contidas no artigo 187 da
Lei das S/A, que estabelece as informações mínimas que devem conter na DRE,
�cando cada empresa livre para elaborar o modelo que melhor espelhe o resultado
de suas atividades:
Receita Operacional Bruta: Valor bruto das vendas de mercadorias, produtos
e serviços. Também pode ser denominada por Receitas Operacionais e podem
receber as seguintes intitulações: Receita Bruta de Venda de Mercadorias,
25
Receita Bruta de Venda de Produtos, e Receita Bruta de Prestação de Serviços.
Quando a empresa tiver esses três tipos de receitas poderá apresentá-los na
DRE, separadamente, ou em única conta.
Deduções e Abatimentos: Apresentam todos os valores que devem ser
abatidos da receita operacional bruta. Se enquadram nesse grupo de contas:
Abatimentos sobre Vendas, Vendas Anuladas, Descontos Incondicionais
Concedidos e todas as contas que registram os tributos incidentes sobre as
vendas, sendo os mais comuns o ICMS, o PIS e a COFINS.
Receita Operacional Líquida: Este valor é obtido subtraindo-se da receita
operacional bruta, o total das deduções e abatimentos.
Custos Operacionais: Custos das mercadorias, dos produtos e dos serviços
vendidos.
Lucro Operacional Bruto: Valor que é apurado subtraindo-se da receita
operacional líquida o total dos custos operacionais.
Despesas Operacionais: Necessárias à movimentação do patrimônio da
empresa. Para que possa operar, a empresa incorre nessas despesas no seu
dia a dia. Nesse grupo devem ser apresentadas as despesas operacionais,
agrupada conforme sua natureza. Segundo o artigo 187, da Lei n.º 6.404/76,
essas despesas são separadas em Despesas com Vendas, Financeiras e
Administrativas.
Outras Receitas Operacionais: Referem-se a ganhos com aluguéis de imóveis,
de veículos, com perdas recuperadas e outras.
Lucro ou Prejuízo Operacional: Diferença entre as receitas operacionais e as
despesas operacionais.
Outras Receitas e Outras Despesas: Resultado (positivo ou negativo)
alcançado nas transações envolvendo Ativo Não Circulante, classi�cados em
Investimentos, Imobilizado e Intangível.
Contribuição Social e Imposto de Renda: Compromisso da empresa junto ao
Governo Federal, referente ao imposto sobre o lucro real.
Lucro Líquido ou Prejuízo do Exercício: Resultado do exercício, depois de
deduzidos os valores relativos aos tributos e às participações.
Lucro Líquido ou Prejuízo por Ação do Capital: Resultado da divisão
resultado pelo número de ações em circulação que integram o capital social da
companhia (RIBEIRO, 2018).
26
Demonstração dos Lucros e
Prejuízos Acumulados (DLPA)
Relatório contábil que evidencia o lucro líquido do exercício, os ajustes contábeis
relativos a resultados de exercícios anteriores, as reversões de reservas, as
transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao
capital, bem como os saldos da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados no início e no
�nal do período. Evidencia, portanto, o movimento ocorrido na conta Lucros ou
Prejuízos Acumulados durante o exercício social. A Lei n.º 11.638/07 excluiu do grupo
do Patrimônio Líquido a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, tendo apenas a
conta Prejuízos Acumulados. As sociedades por ações devem dar destino a todo o
lucro líquido apurado no �nal de cada exercício social, utilizando-o na compensação
de prejuízos acumulados, na constituição de reservas, no aumento do capital ou na
distribuição aos acionistas (RIBEIRO, 2018).
A DLPA é estruturada através do artigo 186 da Lei n.º 6.404/76:
Artigo 186 - A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados
discriminará: 
I – o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a
correção monetária do saldo inicial; 
II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício; 
27
III – as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros
incorporada ao capital e o saldo ao �m do período.
Para se elaborar o demonstrativo, basta coletar dados diretamente das Fichas de
Razão das contas envolvidas, conforme consta da própria DLPA. 
DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
Companhia: 
Exercício �ndo em:
DESCRIÇÃO
EXERCÍCIO atual
$
EXERCÍCIO anterior
$
1.    Saldo no Início do Período
2.    Ajustes de Exercícios Anteriores
3.    Saldo Ajustado
4.    Lucro ou Prejuízo do Exercício
5.    Reversão de Reservas
6.    Saldo a Disposição
7.    Destinação do Exercício
Reserva Legal
Reserva Estatutária
Reserva para Contingência
Outras Reservas
Dividendos Obrigatórios ($ por
ação)
Juros sobre Capital Próprio
8.    Saldo no Fim do Exercício
Fonte: Ribeiro, 2018, p. 394.
28
Relatório contábil que visa evidenciar as variações ocorridas em todas as contas que
compõem o Patrimônio Líquido em um determinado período. As empresas têm
elaborado a DMPL em um grá�co com colunas, sendo destinada uma coluna para
cada conta integrante do Patrimônio Líquido. A primeira coluna é reservada para a
descrição da natureza das transações que provocaram as mutações e a última coluna
éutilizada para os totais.
A DMPL conterá tantas linhas quantas forem as transações ocorridas e que mereçam
ser evidenciadas em relação à movimentação de cada conta. Na primeira linha serão
transcritos o saldo inicial de cada conta e, na última linha, os respectivos saldos �nais.
A soma da última linha do demonstrativo terá que coincidir com o total dessa mesma
coluna e corresponderá ao total do grupo do Patrimônio Líquido do Balanço
Patrimonial. Nesse caso, os �uxos de recursos de uma conta para outra, que revelam
a origem de cada mutação, deverão ser informados em notas explicativas.
Os dados para elaboração dessa demonstração são extraídos do livro Razão,
bastando consultar a movimentação ocorrida em cada uma das contas do Patrimônio
Líquido.
A Lei n.º 6.404/76 não �xou um modelo para a DMPL, �cando as empresas livres para
elaborá-lo. O § 1º do artigo 176 da Lei n.º 6.404/76 estabelece, para efeito de
comparação, que as demonstrações �nanceiras de cada exercício devem ser
divulgadas com a indicação dos valores correspondentes das demonstrações do
exercício anterior. 
Demonstração das Mutações do 
Pat rimônio Líquido (DMPL)
29
Fonte: Ribeiro, 2018, p. 396.
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Companhia: 
Exercício �ndo em:
DESCRIÇÃO
Capital
Social
Reserva
de
capital
Reservas
de
Lucros
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial
Ações em
Tesouraria
Prejuízos
Acumulados
Lucros a
Destinar
Total
Saldo em
31/12/X0 
Aumento de
Capital: 
● Com
Reservas de
Lucros 
Lucro ou
Prejuízo do
Exercício 
Reversão de
Reservas 
Destinação
do Exercício: 
● Reserva
Legal 
● Reservas
para
Investimento 
● Dividendos 
● Juros sobre
o Capital
Próprio 
Saldo em
31/12/X1 
Aumento de
Capital: 
● Com
Reservas de
Capital 
Lucro ou
Prejuízo do
Exercício 
Reversão de
Reservas 
Destinação
do Exercício: 
● Reserva
Legal 
● Reservas
para
Investimento 
● Dividendos 
● Juros sobre
o Capital
Próprio 
● Saldo em
31/12/X2 
 
               
30
RIBEIRO (2018, p. 394) a�rma que a compensação de prejuízos
acumulados é automática na DLPA, em decorrência de sua própria
estrutura. O prejuízo acumulado �gurará no item 1 com sinal negativo.
Itens podem ser acrescentados conforme a necessidade. Caso, durante o
exercício, tenha incorporado parte dos lucros acumulados apurados em
exercícios anteriores ao capital, essa informação deverá constar antes de
se apurar o saldo. Por outro lado, se do lucro líquido apurado no exercício
�ndo, se pretender incorporar uma parcela para aumento de capital, essa
informação poderá �gurar juntamente com as destinações do exercício.
  O Professor Quintino apresenta mais uma bela animação sobre a
construção de um DRE. Pode ser acessado pelo link:
31
https://go.eadstock.com.br/Zl
04
Demonstrativo de Fluxo de 
Caixa
32
O Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) evidencia as alterações ocorridas no
saldo das disponibilidades da empresa, como caixa e seus equivalentes, em
determinado período, por meio de �uxos de recebimentos e pagamentos. Isto é,
este demonstrativo detalha as variações que ocorreram no caixa e seus
equivalentes entre os saldos inicial e �nal do período (CASAGRANDE, 2013).
Está amparado pelos termos do art. 176, IV, da Lei n.º 6.404/76, após as alterações
introduzidas pelas Leis n.º 11.638/07 e 11.941/09.
A elaboração e publicação do DFC se tornou obrigatória para as companhias
abertas. Porém, o parágrafo 6º estabelece que a companhia fechada com PL
inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada a publicar o
demonstrativo.
O objetivo do DFC é proporcionar aos usuários uma base para melhor planejar e
controlar as entradas e saídas de numerários do caixa no período.
Estrutura do Demonstrativo de
Fluxo de Caixa
Conforme o art. 188, I, da Lei n.º 6.404/76 e atualizações, as alterações ocorridas
durante o período no saldo de caixa devem ser divididas em, ao menos, três �uxos:
atividades operacionais;
atividades de investimento;
atividades de �nanciamento.
A empresa deve apresentar seus �uxos de caixa provenientes das atividades
operacionais, de investimento e de �nanciamento da forma que seja mais
apropriada aos negócios. Tal classi�cação permite informações que auxiliam os
usuários a avaliar o impacto das atividades sobre a posição �nanceira, bem como o
montante de seu caixa e equivalentes. 
33
Ati�dades Operacionais
Atividades geradoras de receita da entidade e que não são de investimentos e
�nanciamentos. Geralmente, resultam de transações e de outros eventos que
entram na apuração do lucro líquido ou prejuízo. Exemplos de �uxos de caixa que
decorrem das atividades operacionais:
a) recebimentos de caixa pela venda de produtos, mercadorias e pela
prestação de serviços; 
b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários,
comissões e outras receitas; 
c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços; 
d) pagamentos de caixa de obrigações trabalhistas e previdenciárias; 
e) pagamento de despesas em geral; 
f) pagamento de impostos; 
g) recebimentos e pagamentos de caixa por seguradora de prêmios e
sinistros, anuidades e outros benefícios da apólice; 
h) pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a renda, a
menos que possam ser especi�camente identi�cados com as
atividades de �nanciamento ou de investimento; 
i) recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos para
negociação imediata ou disponíveis para venda futura; 
j) Outras entradas e saídas de caixa que não se enquadrem como
atividades de investimentos ou �nanciamentos (CASAGRANDE, 2013,
p. 327).
Ati�dades de Investimentos
Têm como objetivo a aquisição ou venda de ativos de longo prazo ou outros
investimentos que não constam no caixa, que visem gerar lucros e �uxos de caixa
no futuro:
a) pagamentos em caixa para aquisição de ativo imobilizado,
intangíveis e outros ativos de longo prazo. Esses incluem aqueles
relacionados aos custos de desenvolvimento ativados e aos ativos
imobilizados de construção própria; 
b) recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado,
34
intangíveis e outros ativos de longo prazo; 
c) pagamentos em caixa para aquisição de instrumentos patrimoniais
ou instrumentos de dívida de outras entidades e participações
societárias em joint ventures (exceto pagamentos referentes a títulos
considerados como equivalentes de caixa ou aqueles mantidos para
negociação imediata ou futura); 
d) recebimentos de caixa provenientes da venda de instrumentos
patrimoniais ou instrumentos de dívida de outras entidades e
participações societárias em joint ventures (exceto recebimentos
referentes aos títulos considerados como equivalentes de caixa e
aqueles mantidos para negociação imediata ou futura); 
e) adiantamentos em caixa e empréstimos feitos a terceiros (exceto os
adiantamentos e empréstimos feitos por instituição �nanceira); 
f) recebimentos de caixa pela liquidação de adiantamentos ou
amortização de empréstimos concedidos a terceiros (exceto
adiantamentos e empréstimos de instituição �nanceira)
(CASAGRANDE, 2013, p. 327).
Ati�dades de Investimentos
São aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital
próprio e no capital de terceiros da entidade. A seguir, exemplos de �uxos de caixa
advindos das atividades de �nanciamento:
a) caixa recebido pela emissão de ações ou outros instrumentos
patrimoniais; 
b) pagamentos em caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações
da entidade; 
c) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, notas
promissórias, outros 
títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de curto e longo
prazos, doações em moeda corrente etc.; 
d) amortização de empréstimos e �nanciamentos; e 
e) pagamentos em caixa pelo arrendatário para redução do passivo
relativo a arrendamento mercantil �nanceiro 
(CASAGRANDE, 2013, p. 328). 
35
Métodos de Elaboração do DFC
Método Direto
Metodologia que evidencia os recebimentos e pagamentos brutos relacionados às
atividades operacionais. Ao utilizar as informações sobre os principais
recebimentose pagamentos brutos podem ser obtidas dos registros contábeis ou
pelo ajuste das vendas, dos custos dos produtos e outros itens da demonstração
do resultado ou do resultado abrangente referentes às variações ocorridas no
período nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar e outros itens
que não envolvem caixa. Abaixo, o modelo do DFC pelo método direto: 
36
DESCRIÇÃO
EXERCÍCIO
ATUAL $
EXERCÍCIO
ANTERIOR $
1. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES
OPERACIONAIS 
. Valores recebidos de clientes 
. Valores pagos a fornecedores e
empregados 
. Imposto de renda e contribuição social
pagos 
. Pagamentos de contingências 
. Recebimentos por reembolso de
seguros 
. Recebimentos de lucros e dividendos
de subsidiárias 
. Outros recebimentos (pagamentos)
líquidos 
(=) Disponibilidades líquidas geradas
pelas 
(aplicadas nas) atividades operacionais 
  
2. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE
INVESTIMENTO 
(-) Compras de Investimentos 
(-) Compras do imobilizado 
(-) Compras do Intangível 
(+) Recebimentos por vendas de
Investimentos 
(+) Recebimentos por vendas do
Imobilizado 
(+) Recebimento por vendas do
Intangível 
(+) Recebimento de dividendos 
(=) Disponibilidades líquidas geradas
pelas 
(aplicadas nas) atividades de
investimento 
  
   
37
Fonte: Ribeiro, 2018, p. 429.
3. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE
FINANCIAMENTO 
(+) Integralização de capital 
(+) Empréstimos tomados 
(-) Pagamento de dividendos 
(-) Pagamento de Empréstimos 
(=) Disponibilidades líquidas geradas
pelas 
(aplicadas nas) atividades de
�nanciamento 
4. AUMENTO (REDUÇÃO) NAS
DISPONIBILIDADES (1+/-2+/-3) 
5. DISPONIBILIDADES NO INÍCIO DO
PERÍODO 
6. DISPONIBILIDADES NO FINAL DO
PERÍODO (4+/-5)
Método Indireto
Por meio deste método não se consegue identi�car os valores totais das atividades
operacionais que passaram pelo caixa. O caixa líquido das atividades operacionais
é determinado pelos seguintes ajustes:
38
Contas de receitas e despesas que não tiveram re�exos no caixa, tais
como depreciação, amortização, exaustão, equivalência patrimonial e
relativas a �uxos de caixa de atividades de investimento e
�nanciamento;
O ganho ou a perda de capital na venda do ativo não circulante,
incluindo o valor recebido no grupo de atividade de investimento;
Os necessários quando de aumentos e reduções nas contas do ativo
circulante e passivo circulante, tais como:
um aumento no Ativo Circulante gera uma diminuição no caixa;
uma diminuição no Ativo Circulante gera um aumento no caixa;
um aumento no Passivo Circulante gera um aumento no caixa;
uma diminuição no Passivo Circulante gera uma diminuição no
caixa.
39
DESCRIÇÃO
EXERCÍCIO
ATUAL $
EXERCÍCIO
ANTERIOR $
1. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES
OPERACIONAIS 
Resultado do Exercício antes do IR e da
CSLL 
Ajustes por: 
(+) Depreciação, amortização etc. 
(+/-) Resultado na venda de Ativos Não
Circulantes 
(+/-) Equivalência patrimonial 
Variações nos Ativos e Passivos 
(Aumento) Redução em contas a
receber 
(Aumento) Redução dos estoques 
Aumento (Redução) em Fornecedores 
Aumento (Redução) em Contas a Pagar 
Aumento (Redução) no IR e na CSL 
(+) Disponibilidades líquidas geradas
pelas 
(aplicadas nas) atividades operacionais 
  
2. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES
DE INVESTIMENTO 
(-) Compras de Investimentos 
(-) Compras do Imobilizado 
(-) Compras do Intangível 
(+) Recebimentos por vendas de
Investimentos 
(+) Recebimentos por vendas do
Imobilizado 
(+) Recebimento por vendas do
Intangível 
(+) Recebimento de dividendos 
(=) Disponibilidades líquidas geradas
pelas 
(aplicadas nas) atividades de
   
40
Fonte: Ribeiro, 2018, p. 428.
investimento 
  
3. FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES
DE FINANCIAMENTO 
(+) Integralização de capital 
(+) Empréstimos tomados 
(-) Pagamento de dividendos 
(-) Pagamento de Empréstimos 
(=) Disponibilidades líquidas geradas
pelas 
(aplicadas nas) atividades de
�nanciamento 
  
4. AUMENTO (REDUÇÃO) NAS
DISPONIBILIDADES 
(1+/-2+/-3) 
5. DISPONIBILIDADES NO INÍCIO DO
PERÍODO 
  
6. DISPONIBILIDADES NO FINAL DO
PERÍODO (4+/-5)
41
O objetivo do DFC é apresentar as transações que correspondem a
entradas e saídas de caixa e equivalentes na empresa. Segundo o item
44 da NBC TG 03, muitas atividades de investimento e de �nanciamento
não têm impacto direto sobre os �uxos de caixa correntes, muito
embora afetem a estrutura de capital e de ativos da entidade. A
exclusão de transações que não envolvem caixa ou equivalentes de
caixa da demonstração dos �uxos de caixa é consistente com o objetivo
da referida demonstração, visto que tais itens não envolvem �uxos de
caixa no período corrente.
42
05
Avaliação de Investimentos 
Temporários
43
Segundo Casagrande (2013), os investimentos temporários são alocações
temporárias de disponibilidades (caixa) efetuadas em ativos �nanceiros com a
intenção de ganho no curto ou longo prazo, podendo ocorrer tanto com ações de
empresa como com outros papéis/títulos.
Ao investir, a empresa não tem a intenção de permanecer por muito tempo com
tais investimentos, podendo classi�cá-los no Ativo Circulante ou no Realizável em
Longo Prazo.
Aplicações com liquidez imediata
Compreendem as aplicações de recursos �nanceiros, geralmente excesso de caixa
que �caria sem ser movimentado nas contas bancárias, feitas por poucos dias as
quais, devido à possibilidade de serem transformadas em dinheiro a qualquer
momento, �guram no Balanço Patrimonial, no Ativo Circulante, subgrupo das
Disponibilidades. 
A principal característica desse tipo de investimento é a liquidez
imediata, ou seja, a possibilidade de serem resgatados a qualquer
momento, sendo os rendimentos correspondentes ao número de dias
em que o recurso permaneceu aplicado.
São aplicações normalmente feitas em títulos públicos, garantidos pelo governo, e
seus rendimentos geram encargos �nanceiros para a empresa. Os encargos podem
variar conforme a legislação tributária, sendo mais comuns, o Imposto sobre a
Renda, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), taxas e outros.
Conforme exemplo a seguir, em 2 de setembro, a empresa VLPR & Cia. Ltda.
aplicou a importância de $ 10.000, em curto prazo, no Banco Urupês S/A, onde
mantém sua conta corrente. No dia seguinte, resgatou a importância de $ 10.200,
44
sendo $10.000 correspondentes ao capital investido e $ 200 aos rendimentos. O
banco reteve a importância de $ 40, referente ao Imposto de Renda.
Fonte: Ribeiro, 2018.
1. Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata
a Bancos conta Movimento 
a Banco Urupês S/A 
                Pela aplicação a curto prazo, conf. Extrato .......................10.000 
Dia do resgate
2. Bancos conta Movimento
Banco Urupês S/A 
a Diversos 
        Pelo resgate de aplicação efetuada em curto prazo, como segue: 
a Aplicações �nanceiras de Liquidez Imediata       
        Resgate do capital aplicado ........................................................10.000 
a Rendimentos sobre Aplicações Financeiras 
        Rendimentos Creditados, conf. Extrato ....................................      200  
 10.200
3. IRR Fonte a Recuperar
a Bancos conta Movimento 
   Banco Urupês S/A 
          Valor do imposto de renda retido na fonte 
   sobre a aplicação a curto prazo, conf. extrato ..............................40
45
Aplicações em ações
Também �guram no Ativo Circulante, subgrupo Investimentos Temporários em
Curto Prazo ou no Ativo Não Circulante, subgrupo Ativo Realizável em Longo Prazo
ou Investimentos, conforme seja a intenção da empresa.
As aplicações de caráter especulativo deverão �gurar no Ativo Circulante ou no
Ativo Realizável em Longo Prazo. Ao aplicar o excesso de caixa em ações, o comum
é que essas aplicações sejam efetuadas no mercado de capitais, em que a
negociação se dá por meio da Bolsas de Valores, ou no mercado de balcão,
negociando diretamente na empresa emissora dos títulos, porém, com ações que
sejam cotadas no mercado (RIBEIRO, 2018).
Para exempli�car, supõe-se que a Companhia Alfa tenhaadquirido no mercado de
capitais, ações da companhia Beta, tendo pagado a importância de $ 5.100, incluso
despesas de corretagem. 
Fonte: Ribeiro, 2018.
Ações de Outras Empresas
a Bancos conta Movimento 
a Banco Urupês S/A 
          Pela aplicação efetuada etc. ......................................5.100
Os rendimentos decorrentes desse tipo de investimento serão realizados somente
na venda dos títulos, podendo ter como resultado lucro ou prejuízo.
Dois meses após a compra, a empresa decide por vender os títulos, alcançando a
importância de $ 6.000, obtendo, assim, na transação, um lucro bruto igual a $ 900.
Considerando que a empresa pagou a importância de $ 30 a título de corretagem e
que não ocorreram outros encargos, veja como o fato será contabilizado (RIBEIRO,
2018):
46
Fonte: Ribeiro, 2018.
Bancos conta Movimento
Banco Urupês S/A 
A Diversos 
          Pela alienação de X ações etc., como segue: 
A Ações de Outras Empresas 
          Valor contábil de X ações etc. ......................................................5.100 
A Receitas Financeiras 
A Rendimentos de Investimentos Temporários 
Lucro auferido na transação supra .......................................................900    
         6.000 
Despesas Financeiras
Comissões Passivas 
A Bancos conta Movimento 
A Banco Urupês S/A 
           Despesas com corretagem etc. ....................................................30
A empresa investidora, enquanto mantiver o investimento em ações, ainda poderá
receber dividendos por conta das respectivas ações. Neste caso, a contabilização se
dá debitando a conta Caixa ou Bancos, conta Movimento e creditando a conta que
representa a receita, classi�cada no grupo das Outras Receitas Operacionais.
Investimentos com rendimentos
prefixados
A empresa investidora �ca sabendo no dia da aplicação, quanto será o rendimento
que corresponde à correção monetária pre�xada adicionado de juros.
São exemplos de investimentos com rendimentos pre�xados, os Fundos de
Investimentos de Renda Fixa, os Certi�cados de Depósito Bancário (CDB), etc.
47
A Livraria Cosmos aplicou, junto ao Banco Urupês S/A, a importância de $ 4.000 em
Certi�cado de Depósito Bancário (CDB), com rendimentos pre�xados, no valor de $
1.800, sendo $ 1.710 de correção monetária e $ 90 de juros. Data da aplicação:
01/11/X1. Data do resgate: 30/01/X2: 
Fonte: Ribeiro, 2018.
Data da aplicação
1) Aplicações Financeiras de Renda Fixa 
     a Diversos 
                              Pela aplicação nesta data, em CDB, com rendimentos
pre�xados, pelo prazo de 90 dias: 
a Bancos conta Movimento 
a Banco Urupês S/A 
                    Valor aplicado n/data conf. aviso bancário
...............................................4.000 
a Variações Monetárias Ativas a Vencer 
                      Correção monetária pre�xada sobre aplicação supra
...........................1.710 
a Juros Ativos a Vencer 
                    Juros sobre aplicação supra
........................................................................90      5.800
Obedecendo ao princípio da competência contábil, mensalmente ou no último dia
do ano, devem ser apropriados os valores da receita auferida no mês ou no
período, debitando as contas que registraram as receitas antecipadas e creditando
as contas de receitas respectivas.
Na apropriação das receitas, em 31 de dezembro, será preciso conhecer os valores
das receitas ganhas diariamente. Se a aplicação foi feita por 90 dias e a Variação
Monetária foi pre�xada em $ 1.710, basta efetuar o seguinte cálculo: $ 1.710
dividido por 90 = $19 por dia. Como a aplicação foi feita em 1º de novembro, desta
data até 31 de dezembro são 60 dias. Sendo assim: 60 dias X $19 = $ 1.140.
48
Para os juros diários: 
$ 90 dividido por 90 dias = $ 1 por dia 
Logo: 60 dias X $1 = $ 60.
Fonte: Ribeiro, 2018.
CONTABILIZAÇÃO:
Variações Monetárias Ativas a Vencer 
A Variações Monetárias Ativas 
           Pela apropriação da receita ganha no período, ref. a aplicação em
CDB por 60 dias ................1.140
Juros Ativos a Vencer 
a Juros Ativos 
           Pela apropriação dos juros ganhos no período, ref. à aplicação em
CDB POR 60 dias ...............60
Finalmente, na data do resgate da aplicação, em 30 de janeiro do exercício
seguinte:
49
Fonte: Ribeiro, 2018.
Bancos conta Movimento
Banco Urupês S/A 
a Aplicações Financeiras 
                    Resgate da aplicação efetuada em CDB com receita pre�xada
........................5.800
Variações Monetárias Ativas a Vencer 
a Variações Monetárias Ativas 
Apropriação da receita ganha no período de 01 a 30 de janeiro
................................570
Juros Ativos a Vencer 
a Juros Ativos 
                   Apropriação da receita ganha no período de 01 a 30 de janeiro
.......................30
O Imposto de Renda, conforme a legislação em vigor da data da ocorrência do fato,
poderá incidir na data da aplicação ou somente no vencimento.
50
06
Avaliação de Investimentos 
Permanentes
51
No Ativo há recursos aplicados no Ativo Circulante e no Ativo Não Circulante,
conforme estabelece o § 1º do artigo 178 da Lei n.º 6.404/1976.
O Ativo Não Circulante é composto pelos seguintes grupos: Ativo Realizável em
Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado e Intangível.
O artigo 179 V da Lei n.º 6.404/1976 classi�ca como investimentos as contas
representativas das participações permanentes em outras sociedades e dos
direitos de qualquer natureza, não classi�cáveis no Ativo Circulante, e que não se
destinem à manutenção da atividade da empresa. Assim, existem duas
modalidades de investimentos que devem �gurar neste grupo do Ativo Não
Circulante: 
a. Participações permanentes em outras sociedades; e 
b. Direitos de qualquer natureza, não classi�cáveis no Ativo Circulante
ou no Ativo Realizável em Longo Prazo.
Participações permanentes em
outra sociedade
Diferentemente, como visto na aula anterior, quando são adquiridas por empresas,
as ações negociadas na bolsa são consideradas como Investimentos Temporários.
Porém, quando ocorrem aquisições diretas de participações em outras empresas,
automaticamente são consideradas como investimento permanente.
A empresa adquire esses títulos com o intuito de fazer um complemento de suas
atividades econômicas. Deverá contabilizá-los em contas do grupo Investimentos.
As participações permanentes em outras sociedades poderão ocorrer em
sociedades coligadas, em sociedades controladas, em sociedades que façam parte
de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum. O controle comum
52
pode ser exercido por uma mesma pessoa jurídica, por uma mesma pessoa física
ou por um conjunto de pessoas físicas, independentemente do percentual de
participação no capital.
Conforme de�nições extraídas do item 3 da NBC TG 18:
53
Coligada é a entidade sobre a qual o investidor tem in�uência
signi�cativa.
Controle conjunto é o compartilhamento, contratualmente
convencionado, do controle de negócio, que existe somente
quando decisões sobre as atividades relevantes exigem o
consentimento unânime das partes que compartilham o controle.
Demonstrações consolidadas são as demonstrações contábeis de
um grupo econômico, em que ativos, passivos, patrimônio
líquido, receitas, despesas e �uxos de caixa da controladora e de
suas controladas são apresentados como se fossem uma única
entidade econômica.
Empreendimento controlado em conjunto (joint venture) é um
acordo conjunto por meio do qual as partes, que detêm o
controle em conjunto do acordo contratual, têm direitos sobre os
ativos líquidos desse acordo.
In�uência signi�cativa é o poder de participar das decisões sobre
políticas �nanceiras e operacionais de uma investida, mas sem
que haja o controle individual ou conjunto dessas políticas.
Investidor conjunto (joint venture) é uma parte de um
empreendimento controlado em conjunto que tem o controle
conjunto desse empreendimento.
Método da equivalência patrimonial é o método de contabilização
por meio do qual o investimento é inicialmente reconhecido pelo
custo e,a partir daí, é ajustado para re�etir a alteração pós-
aquisição na participação do investidor sobre os ativos líquidos
da investida.
As receitas ou as despesas do investidor incluem sua participação
nos lucros ou prejuízos da investida, e os outros resultados
abrangentes do investidor incluem a sua participação em outros
resultados abrangentes da investida.
Negócio em conjunto é um negócio do qual duas ou mais partes
têm controle conjunto.
54
Coligadas
São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha in�uência signi�cativa. (§
1º do artigo 248 da Lei n.º 6.404/1976): “§ 4º considera-se que há in�uência
signi�cativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas
decisões das políticas �nanceira ou operacional da investida, sem controlá-la”.
É uma entidade não constituída sob a forma de sociedade, tal como uma parceria,
sobre a qual o investidor tem in�uência signi�cativa e que não se con�gura como
controlada ou participação em empreendimento sob controle conjunto. O controle
é o poder de governar as políticas �nanceiras e operacionais da entidade de forma
a obter benefícios de suas atividades e a in�uência é o poder de participar nas
decisões �nanceiras e operacionais da investida, sem controlar de forma individual
ou conjunta essas políticas.
Controladas
Sociedade na qual a controladora, diretamente, ou através de outras controladas, é
titular de direitos de sócio que lhe permitem participar das deliberações sociais e
poder eleger os administradores. Segundo o item 2 da NBC TG 18:
Controlada é a entidade, incluindo aquela não constituída sob a forma
de sociedade tal como uma parceria, na qual a controladora,
diretamente ou por meio de outras controladas, é titular de direitos de
sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas
deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.
A participação é direta e permanente quando a investidora possui o total ou a
maior parte do capital votante da sua investida. Além de participar diretamente do
capital da investida, a empresa A mantém o controle acionário direto da empresa
B.
55
A participação é indireta quando a investidora e uma ou mais de uma das suas
controladas são proprietárias no conjunto da maioria do capital votante de uma
terceira sociedade. Exemplo: Investidora A é proprietária de 80% do capital votante
da sua controlada B. Porém, a investidora A é proprietária de 30% do capital
votante da sociedade C, da qual a controlada B seja também proprietária de 35%
do capital votante. Nesse caso, como a investidora A com sua controlada B, juntas,
são proprietárias de mais de 50% do capital votante de C, a investidora A é
controladora indireta de C.
Investimentos em outras sociedades
A seguir, temos o exemplo de investimento em sociedade que não é considerada
coligada, controlada nem controlada em conjunto. Supondo que a empresa
industrial Ferreira S/A tenha participado do aumento de capital promovido na
Companhia São Luiz S/A, subscrevendo 10.000 ações, no valor nominal de $ 1,00
cada uma. Considerando que o investimento corresponde a 2% do capital da
investida e que a investidora, embora tenha dado ao investimento caráter
permanente, não deseja controlá-lo nem mesmo exercer qualquer in�uência em
suas atividades, veja os procedimentos contábeis (RIBEIRO, 2018):
56
Fonte: Ribeiro, 2018.
1. Pela subscrição das ações:
1) Participações em Outras Empresas 
a Subscrição de Ações 
Nossa subscrição de 10.000 ações ordinárias nominativas, no valor de $
1 cada, 
Correspondente ao aumento do capital da Companhia São Luiz
.....................................10.000
2. Pela integralização:
2) Subscrição de Ações 
a Bancos conta Movimento 
a Banco Urupês S/A 
Nosso pagamento à Companhia São Luís, referente à integralização de
10.000 ações, por meio do n/cheque n.º 815.333
................................................................................................................10.000
Investimentos com incentivos fiscais
Parte do Imposto de Renda devido pelas empresas optantes pelo Lucro Real, a
empresa investidora escolhe dentre os fundos disponibilizados pelo Governo
aquele no qual pretende fazer a aplicação, como:
Fundo de Investimentos do Nordeste (FINOR);
Fundo de Investimentos da Amazônia (FINAM); e
Fundo de Recuperação Econômica do Espírito Santo (FUNRES).
A opção pelo investimento pode ser formalizada na Declaração de Informações
Econômico-Fiscais da empresa (DIPJ) ou no curso do ano, mensal ou
trimestralmente. Essas participações podem ser classi�cadas no Ativo Não
Circulante tanto no Realizável em Longo Prazo como no grupo de Investimentos. É
57
importante salientar que há uma exigência da legislação tributária para que as
contas representativas desses fundos incentivados sejam classi�cadas no grupo
Investimentos (Instrução Normativa SRF n.º 11/1996 apud RIBEIRO, 2018).
A contabilização dos investimentos incentivada pelo Governo deve ser efetuada em
duas etapas:
a. No momento em que ocorrer o depósito, mediante débito em uma
conta representativa do investimento, que poderá ser “Depósitos para
Investimentos com Incentivos Fiscais – nome do fundo escolhido” e
crédito em conta representativa de reserva, que poderá ser a conta
“Reserva de Incentivos Fiscais – nome do fundo escolhido”.
b. No momento em que a empresa recebe do governo o Certi�cado de
Investimento. Nesse momento (em que pode ocorrer até dois anos da
data do depósito), deve-se transferir o saldo da conta que registrou o
referido depósito para a conta apropriada que re�ita o respectivo
investimento. Pode ser a conta “Participações em Fundos de
Investimentos com Incentivos Fiscais – nome do fundo escolhido”.
58
07
Ativo Permanente 
Imobilizado - Conceito e 
Avaliação
59
O Ativo Permanente Imobilizado é o grupo do Ativo Não Circulante em que devem
ser classi�cadas as contas representativas dos bens de uso da empresa, que são
aqueles por meio dos quais a empresa desenvolve as suas atividades para atingir
os seus objetivos, como, por exemplo, o prédio onde estão instaladas, mesas,
cadeiras, automóveis, etc.
A parcela do capital total que as entidades investem no Ativo Imobilizado depende
das suas necessidades em decorrência das atividades que realizam. Os bens do
Imobilizado são tangíveis e podem ser móveis ou imóveis. Segundo o item 6 da
NBC TG 27, “Ativo Imobilizado é o item tangível mantido pela entidade por mais de
um exercício social, seja para uso na produção, no fornecimento de mercadorias,
na prestação de serviços, seja para aluguel a outros ou, ainda, para �ns
administrativos” (RIBEIRO, 2018).
Aspectos Contábeis
O reconhecimento dos ativos, a determinação dos seus valores contábeis, os
valores de depreciação e perdas por desvalorização são pontos a serem
considerados na contabilização. As contas que representam os bens de uso
poderão englobar elementos, conforme a natureza e uso semelhantes nas
operações da entidade. No Plano de Contas poderão ser agrupadas como a seguir,
conforme RIBEIRO (2018, p. 229):
a. Operacional Corpóreo (Tangível): composto por contas
representativas de aplicações de recursos em bens materiais que
estão em uso na empresa. Esses bens são necessários para que a
empresa atinja os seus objetivos (comercialização, produção ou
prestação de serviços). Os mais comuns são os móveis e utensílios,
computadores, veículos etc. 
b. Operacional Recursos Naturais: composto por contas
representativas de aplicações de recursos em bens materiais objetos
de exploração por parte da empresa. Esses recursos podem ser
minerais (jazidas de carvão, argila, ferro etc.) ou naturais (�orestas). 
c. Imobilizado Objeto de Arrendamento Mercantil: composto por
contas representativas de bens corpóreos arrendados de terceiros. 
d. Imobilizado em Andamento: composto por contas representativas
de investimentos de recursos em bens que, por estarem incompletos
60
e sem operar, ainda não geram riquezas para a empresa. A partir do
momento em que esses bens estiverem completos ou concluídos,
prontospara operar, deverão ser dadas baixas nas respectivas contas
que registravam os bens em andamento, transferindo seus valores
para contas apropriadas, do Imobilizado Operacional.
A contabilização de bens do Ativo Imobilizado, decorrentes de aquisições, é
relativamente simples. Na maior parte dos casos, debita-se a conta que representa
o bem que está sendo adquirido e credita-se a conta Caixa ou Bancos ou
Fornecedores ou Duplicatas a Pagar. Segundo o item 16 da NBC TG 27, o custo de
um item do ativo imobilizado compreende ao seu preço de aquisição, acrescido de: 
impostos de importação e impostos não recuperáveis, deduzidos
os descontos e abatimentos;
qualquer custo, diretamente atribuíveis, para deixar o bem em
condição para funcionar da forma pretendida pela administração
e;
a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do
item e de restauração do local no qual este está localizado. Esses
custos representam a obrigação em que a entidade incorre
quando o item é adquirido, para �nalidades diferentes da
produção de estoque, durante esse período.
Como exemplo, compra de um terreno para uso da empresa medindo 700 m², sem
benfeitorias, no valor de $ 200.000, nas seguintes condições:
Foi paga (em 01/02) a importância de $ 20.000 como sinal, por meio do
cheque n.º 701 contra o Banco Urupês S/A;
Em 05/02 foi lavrada escritura no Cartório do 2° Ofício, no qual ocorreu o
pagamento a cheque n.º 893, do saldo do preço do terreno, bem como o
pagamento por meio do cheque n.º 894, das seguintes despesas:
61
Imposto de transmissão no valor de $ 5.000, despesas com tabelião, $ 600 e
Despesas com registro, $ 300 (RIBEIRO, 2018). A contabilização pode ser conferida
abaixo:
Fonte: Ribeiro, 2018.
1) Aquisições de Imóveis em Andamento
a Bancos conta Movimento 
a Banco Urupês S/A 
           Valor do sinal pago a Luiz Gonzaga, 
referente à compra de um terreno, 
Medindo 700m2, localizado nesta cidade, 
à rua Conselheiro Moreira, conforme 
recibo de sinal desta data, pago com 
ch. n.º 701 de nossa emissão
..................................................................20.000
Já no dia 05 de fevereiro:
62
Fonte: Ribeiro, 2018.
2) Aquisições de Imóveis em Andamento
a Bancos conta Movimento 
a Banco Urupês S/A 
          Nosso ch. n.º 893 emitido em favor de 
Luiz Gonzaga, referente à liquidação 
do saldo do imóvel, conforme escritura 
lavrada no Cartório do 2º Ofício
..............................................................120.000
Fonte: Ribeiro, 2018.
3) Aquisições de Imóveis em Andamento
a Bancos conta Movimento 
a Banco Urupês S/A 
          Encargos com a aquisição conforme 
lançamento anterior, pagos com nosso 
ch. n.º 894, a saber: 
                    Imposto de Transmissão, conforme guia
......................................5.000 
          Despesas com tabelião, conforme recibo .....................................600 
          Despesas com registro, conforme recibo ......................................300
        5.900
Após os pagamentos e lavrada a escritura �ca comprovada a aquisição. Feito isso
transfere da conta Aquisições de Imóveis em Andamento para a conta Imóveis.
63
Fonte: Ribeiro, 2018.
4) Imóveis
a Aquisições de Imóveis em Andamento 
            Pelo custo total de um terreno etc.
…………………………………........205.900
Mensuração do Ativo Imobilizado
Os bens do Imobilizado podem ser avaliados no �nal de cada exercício social, pelo
Método do Custo ou, quando permitido por Lei, pelo Método da Reavaliação.
As disciplinas contidas na NBC TG 27 deliberam o seguinte: 
64
29. Quando a opção pelo método de reavaliação for permitida por lei,
a entidade deve optar pelo método de custo do item 30 ou pelo
método de reavaliação do item 31 como sua política contábil e
deve aplicar essa política a uma classe inteira de ativos
imobilizados.
Método do Custo
30. Após o reconhecimento como ativo, um item do ativo imobilizado
deve ser apresentado ao custo menos qualquer depreciação e
perda por redução ao valor recuperável acumuladas (NBC TG 01 –
Redução ao Valor Recuperável de Ativos).
Método da Reavaliação
31. Após o reconhecimento como um ativo, o item do ativo
imobilizado cujo valor justo possa ser mensurado con�avelmente
pode ser apresentado, se permitido por lei, pelo seu valor
reavaliado, correspondente ao seu valor justo à data da
reavaliação menos qualquer depreciação e perda por redução ao
valor recuperável acumuladas subsequentes. A reavaliação deve
ser realizada com su�ciente regularidade para assegurar que o
valor contábil do ativo não apresente divergência relevante em
relação ao seu valor justo na data do balanço.
A reavaliação permitida por Lei é efetuada para atualizar o valor contábil do bem 
ao valor justo, sendo esse o valor que o bem pode ser negociado no mercado. 
Contabilmente, debita-se a conta representativa do bem a ser reavaliado e credita-
se diretamente uma conta do Patrimônio Líquido, que poderá ser “Ajustes de 
Avaliação Patrimonial” ou “Reserva de Reavaliação”.
65
Os bens do Ativo Imobilizado podem ser baixados em decorrência da venda,
desgaste, obsolescência, exaustão ou, ainda, quando não houver mais expectativa
de retornos econômicos futuros. Na baixa de bens do Ativo Permanente
Imobilizado certamente o referido bem tenha sofrido depreciação ou exaustão,
caso em que se deverá apurar o ganho ou a perda de capital. O resultado positivo
ou negativo obtido na baixa de bens de uso deve ser registrado em conta
classi�cada no grupo das Outras Receitas ou das Outras Despesas. 
Baixa Ativo Imobilizado
66
08
Ativo Permanente - 
Equivalência Patrimonial
67
O Método de Equivalência Patrimonial (MEP) é a contabilização dos investimentos
permanentes realizados em outras empresas. Ao adotar este método, em um
primeiro momento, a investidora avalia sua participação societária na investida
pelo custo tendo esse valor, posteriormente, ajustado pelas variações ocorridas no
patrimônio líquido da investida. O valor contábil do investimento reconhecido nos
demonstrativos contábeis da investidora será sempre equivalente ao valor contábil
do patrimônio líquido da investida, na proporção de sua participação acionária
(CASAGRANDE, 2013).
O art. 248 da Lei 6.404/76 determina a obrigatoriedade da adoção do método da
equivalência patrimonial de avaliação dos investimentos para todas as sociedades
por ações:
Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em
coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte
de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados
pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes
normas: 
I – o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será
determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de
veri�cação levantado, com observância das normas desta Lei, na
mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do
balanço da companhia; no valor de patrimônio líquido não serão
computados os resultados não realizados decorrentes de negócios
com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia,
ou por ela controladas; 
II – o valor do investimento será determinado mediante a aplicação,
sobre o valor de patrimônio líquido referido no número anterior, da
porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada; 
III– a diferença entre o valor do investimento, de acordo com o
número II, e o custo de aquisição corrigido monetariamente; somente
será registrada como resultado do exercício: 
a) se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada; 
b) se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos; 
c) no caso de companhia aberta, com observância das normas
expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários. 
(...) 
§2º A sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia,
deverá elaborar e fornecer o balanço ou balancete de veri�cação
previsto no número I.
68
Ao se adotar o MEP para contabilizar o investimento, observa-se que o valor deste
será um re�exo do Patrimônio Líquidoda empresa investida. Se este aumentar por
lucro do exercício, a investidora deverá reconhecer este resultado em suas contas
contábeis como receita operacional, independentemente deste lucro ser ou não
distribuído.
Caso o resultado seja um prejuízo no exercício, deve-se registrar uma perda dele
como despesa operacional. O valor da conta de investimentos da investidora será
sempre equivalente à proporção que esta detém no Patrimônio Líquido da
investida.
A Instrução CVM n.º 247/96 e alterações citou alguns exemplos de evidências de
in�uência na administração da coligada: 
participação nas suas deliberações sociais, inclusive com a
existência de administradores comuns;
poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores;
volume relevante de transações, inclusive com o fornecimento de
assistência técnica ou informações técnicas essenciais para as
atividades da investidora;
signi�cativa dependência tecnológica e/ou econômico-�nanceira;
recebimento permanente de informações contábeis detalhadas,
bem como de planos de investimento; ou
uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou humanos.
69
Aspectos contábeis da
Equivalência Patrimonial
A seguir, um exemplo de todo o processo de contabilização da Equivalência
Patrimonial (CASAGRANDE, 2013):
A Cia. MAC S.A. adquiriu, em 11/07/20X1, R$ 900.000,00 em ações ordinárias da
empresa MCLC Indústria e Comércio S.A., cujo capital social é de R$ 1.500.000,00,
representando, referida aquisição, 60% do capital social da investida.
Lançamento contábil na empresa investidora:
D Ativo Não Circulante 
Investimentos 
Participação societária (MCLC)                        R$ 900.000,00
C Ativo Circulante
Bancos conta movimento                                 R$ 900.000,00
Ao término do exercício social do ano de 20X1, a empresa MCLC Ind. Com. S.A. teve
o valor de seu Patrimônio Líquido aumentado em R$ 500.000,00 por lucro.
70
Patrimônio Líquido da controlada MCLC:
Capital Social                                                R$ 1.500.000,00 
(+) Lucros Retidos                                        R$ 500.000,00 
(=) Total do Patrimônio Líquido                              R$ 2.000.000,00 X 60% = R$
1.200.000,00 
(-) Valor do investimento na controladora MAC                                 (R$
900.000,00) 
(=) Diferença a se contabilizada na controladora MAC                                       R$
300.000,00
Como a controladora MAC possui 60% do capital social da controlada MCLC, por
direito tem 60% do seu Patrimônio Líquido (R$ 2.000.000,00 × 60% = R$
1.200.000,00).
O aumento do valor do Patrimônio Líquido da controlada, decorrente de lucro, fará
com que a controladora imediatamente altere o valor contabilizado de seu
investimento de R$ 900.000,00 para R$ 1.200.000,00, reconhecendo esse ganho (R$
300.000,00) na conta de resultado do período, ou, efetuando o cálculo diretamente:
Participação da investidora no resultado líquido da investida: 
60% × R$ 500.000,00 = R$ 300.000,00
71
Lançamento contábil na empresa investidora:
D Ativo Não Circulante 
Investimentos 
Participação societária (MCLC)                     R$ 300.000,00
C Conta de resultado 
Outras receitas 
Receita de equivalência patrimonial           R$ 300.000,00
Em 05/02/20X2 a investida aprovou a distribuição de R$125.000,00 de dividendos
aos seus acionistas, que deverão ser pagos no prazo �xado no estatuto.  Como a
investidora possui 60% de participação, receberá dividendos no valor de R$
75.000,00 (60% × R$ 125.000,00).
Patrimônio Líquido da controlada MCLC:
Capital Social                                         R$ 1.500.000,00 
(+) Lucros retidos                                  R$ 500.000,00 
(-) Distribuição de dividendos             (R$ 125.000,00) 
(=) Total do patrimônio líquido                      R$ 1.875.000,00 X 60% = R$
1.125.000,00 
(-) Valor do investimento na controladora MAC                                                      (R$
1.200.000,00) 
(=) Valo da redução no investimento da controladora                               (R$    
 75.000,00)
Com a redução do Patrimônio Líquido da controlada pela distribuição de 
dividendos aos seus acionistas, a controladora deverá alterar o valor de seu 
investimento de R$ 1.200.000,00 para R$ 1.125.000,00 (redução de 60% × R$ 
125.000,00).
72
Lançamento contábil na empresa investidora – direitos a receber:
D Ativo Circulante 
Dividendos a receber                            R$ 75.000,00
C Ativo Não Circulante 
Investimentos 
Participação societária – MCLC            R$ 75.000,00
Em 05/03/20X2 a investida pagou os dividendos no valor de R$ 75.000,00 à sua
investidora:
Lançamento contábil na empresa investidora:
D Ativo Circulante 
Banco conta movimento                 R$ 75.000,00
C Ativo Circulante
Dividendos a receber                       R$ 75.000,00
Ao término do exercício social do ano de 20X2, a empresa MCLC Ind. Com. S.A. teve
o valor de seu Patrimônio Líquido reduzido em R$ 100.000,00 por prejuízo.
Neste caso, a controladora deverá alterar o valor de seu investimento de R$
1.125.000,00 para R$ 1.065.000,00 (redução de 60% × R$ 100.000,00),
reconhecendo esta perda na conta de resultado do período:
73
Lançamento contábil na empresa investidora:
D Conta de Resultado 
Despesas com equivalência patrimonial               R$ 60.000,00
C Ativo Não Circulante 
Investimentos 
Participação societária – MCLC                                R$ 60.000,00
Como pôde ser visto, toda movimentação no Patrimônio Líquido da controlada
tem, necessariamente, in�uência no ativo da controladora, de forma equivalente.
74
09
Ativo Permanente - 
Intangível e Reavaliação ao 
Valor Justo
75
Intangíveis são bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia
identi�cável sem substância física. Para essa norma, Ativo Monetário é aquele
representado por dinheiro ou por direitos a serem recebidos em uma quantia �xa
ou determinável de dinheiro.
Entidades frequentemente despendem recursos ou contraem obrigações com a
aquisição, o desenvolvimento, a manutenção ou o aprimoramento de recursos
intangíveis, como conhecimento cientí�co ou técnico, projeto e implantação de
novos processos ou sistemas, licenças, propriedade intelectual, conhecimento
mercadológico, nome, reputação, imagem e marcas registradas (RIBEIRO, 2018).
O ativo somente pode ser enquadrado como intangível quando for separável, ou
seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, alugado, etc.,
independentemente da intenção de uso pela entidade ou resultar de direitos
contratuais ou outros direitos legais, independentemente de tais direitos serem
transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. Fundos
de comércio (Goodwill) e Marcas e Patentes, por exemplo, são considerados como
Ativo Permanente Intangível.
Reavaliação pelo Valor Justo
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) 46 de�ne valor justo, fornece
orientações de como se determina o valor justo e estabelece os requerimentos
para divulgar a mensuração do valor justo. Entretanto, o CPC 46 não altera as
exigências relacionadas a quais itens devem ser mensurados ou divulgados ao
valor justo (ALMEIDA, 2018).
Segundo Almeida, 2018, valor justo é de�nido como preço que pode ser recebido
para vender um ativo ou liquidar um passivo em uma transação ordenada entre
participantes de mercado na data de mensuração. 
76
Sua classi�cação se dá na “hierarquia do valor justo” com base na
natureza dos dados. No primeiro nível, têm-se os preços negociados em
mercados ativos para ativos e passivos semelhantes que a empresa
pode consultar na data de avaliação. Já no segundo nível, existem dados
de mercado, com exceção dos preços negociados em mercados ativos
incluídos no nível 1, tanto direta como indiretamente. Finalmente, no
nível 3, são os dados não observáveis de mercado para ativos ou
passivos.
Podem ser de�nidos como valor justo os Preços de saída em uma transação
ordenada, entre participantes do mercado e na data da mensuração.
Para ATIVO, é o preço queseria recebido na venda do ativo enquanto no PASSIVO
se usa o preço que seria pago na transferência do passivo.
O que considerar ao avaliar pelo Valor Justo
A unidade de contabilização deve ser determinada de acordo com os CPC, que
exigem ou permitem a mensuração do valor justo, salvo o disposto no CPC 46.
Como, por exemplo, a Empresa Alfa possui participação acionária de 17% em Beta
(170 milhões de ações).
Supondo que Beta é uma empresa listada em bolsa de valores e suas ações são
negociadas em um mercado ativo, Alfa contabiliza a participação acionária de 17%
em Beta.
O CPC 48 requer que a participação acionária de 17% seja mensurada pelo valor
justo. No caso, Alfa mede o valor de mercado da participação acionária de 17% da
seguinte forma: = Preço cotado por ação × 170 milhões de ações.
No caso de determinar se o ativo ou passivo é individual, um grupo de ativos, ou
um grupo de passivos, depende da sua unidade de contabilização.
A reavaliação de bens de uso é efetuada para atualizar o valor contábil do bem ao
valor justo, ou seja, ao valor pelo qual o bem pode ser negociado no mercado.
77
Contabilmente, basta debitar a conta do bem a ser reavaliado e creditar uma conta
do Patrimônio Líquido, como, por exemplo, a conta Ajustes de Avaliação
Patrimonial. Contudo, enquanto não houver permissão legal e regulamentação
derivada do CFC, a reavaliação de bens do Imobilizado não pode ser efetuada.
Após reconhecer um ativo, o item do ativo imobilizado cujo valor justo possa ser
mensurado con�avelmente, pode ser apresentado pelo seu valor reavaliado,
correspondente ao seu valor justo à data da reavaliação, não se esquecendo de
subtrair sua depreciação e perda por redução ao valor. A reavaliação deve ser
realizada regularmente para que o valor contábil do ativo não apresente
divergência relevante em relação ao seu valor justo na data do balanço.
Aspectos contábeis da Reavaliação
O ganho não será computado no lucro real/CSLL. Para tanto, deverá ser
evidenciado em subconta vinculada ao ativo e passivo que foi ajustado com base
no valor justo. Somente será determinado no lucro real/CSLL quando o ativo for
realizado por depreciação, alienação ou baixa e quando o passivo for liquidado ou
baixado.
A seguir, um exemplo de contabilização de um ganho com base no valor justo:
Supondo um terreno que foi adquirido em 20X6 por R$ 70.000. No �nal de 20X8 ele
foi reavaliado por R$ 100.000, gerando, consequentemente, um ganho de R$
30.000:
D – Ajuste a Valor Justo (subconta de Investimentos/Terrenos) 
C – Receita de AVJ - Avaliação a Valor Justo (Conta de resultado)           R$
30.000
Durante o ano de 20X9, este imóvel foi alienado por R$ 150.000. A contabilização
da alienação se dá a seguir:
78
D – Bancos                                                                      R$ 150.000,00 
C – Terrenos                                                                   R$ 70.000,00 
C – Ajuste a valor justo (subconta de Terrenos)      R$ 30.000,00 
C – Ganho de capital (conta de resultado)                R$ 50.000,00
Porém, é sabido que não só existem reavaliações ativas em que o bem sofre uma
valorização, mas também as reavaliações passivas quando o bem sofre
desvalorização no mercado.
Utilizando o mesmo exemplo aplicado, supõe-se que este mesmo terreno,
adquirido em 20X6 por R$ 70.000 foi, no �nal de 20X8, reavaliado por R$ 50.000,
gerando, consequentemente, uma perda de R$ 20.000. A perda decorrente de
avaliação do ativo ou passivo com base no valor justo somente poderá ser
considerada para tributação à medida que o ativo for sendo realizado (depreciação,
alienação e baixa) ou quando o passivo for liquidado ou baixado:
D – Perda de AVJ - ajuste a valor justo (Conta de Resultado) 
C – Ajuste a Valor Justo (Terrenos)                     R$ 20.000,00
Durante o ano de 20X9, este imóvel foi alienado por R$ 65.000. A contabilização da
alienação se dá a seguir:
79
D – Bancos R$ 65.000,00 
D – Ajuste a valor justo (subconta de Terrenos)     R$ 20.000,00 
C – Terrenos R$ 70.000,00 
C – Ganho de capital (conta de resultado)         R$ 15.000,00
Note que a conta de Ajuste teve como contrapartida uma conta de despesa de R$
20.000. Porém, a mesma não pôde ser deduzida para �ns tributários. Ao alienar o
bem, o mesmo foi desvalorizado, efetivamente, em R$ 5.000. No caso, apenas esses
R$ 5.000 são considerados, para �ns tributários, como prejuízo na venda do
imobilizado, pois, conforme a norma, os ganhos e perdas por avaliação ao valor
justo só podem ser apropriados na alienação do bem.
80
10
Ativo Permanente - Contas 
Dedutoras: Depreciação
81
O custo dos bens que estão classi�cados no ativo permanente deve ser apurado
aos exercícios sociais, pois a empresa foi bene�ciada pelo uso, no decorrer de sua
vida útil. O desgaste deste bem, seja por uso ou obsolescência re�ete diretamente
no valor deste bem.
A Lei n.º 6.404/76, art. 183, § 2º estabelece:
Art. 183 (...) 
§ 2º A diminuição de valor dos elementos do ativo imobilizado,
intangível e diferido será registrada periodicamente nas contas de:
a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos
que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgastes ou perda de
utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência;
b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital
aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou
comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração
limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou
contratualmente limitado;
c) exaustão, quando corresponder à perda do valor decorrente da sua
exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou
�orestais, ou bens aplicados nessa exploração.
O valor da depreciação somente será dedutível como custo ou despesa operacional
a partir do mês em que o bem for colocado em funcionamento. A proporção é de
1/12 (um doze avos) para cada mês restante, até o �nal do período-base respectivo.
O ativo somente poderá ser depreciado após ser instalado, posto em serviço ou em
condições de gerar benefícios à empresa.
A cota de depreciação registrável anualmente deverá ser �xada em função do
prazo de vida útil do bem.
Métodos de cálculo da Depreciação
De acordo com o Decreto n.º 9.580/2018, a Receita Federal estabelece o tempo de
vida útil de cada bem e, em função disso, o porcentual a ser depreciado
anualmente em seu valor.
82
Há diversos métodos para calcular, porém, os mais utilizados pela técnica contábil
são o Método Linear e o Método da Soma dos Dígitos.
Método Linear
O método linear consiste em dividir-se o valor do bem pelo número de anos de sua
vida útil. Se, por exemplo, a conta Móveis e Utensílios, com o valor de R$ 10.000,00
e vida útil de 10 anos, o cálculo da Depreciação é elementar: 10.000,00 ÷ 10 =
1.000,00. Em outras palavras, anualmente, a empresa abaterá R$ 1.000,00 na conta
Móveis e Utensílios, a título de Depreciação. 
O método Linear permite, também, utilizar a prerrogativa da
Depreciação Acelerada. Neste caso, o índice modi�ca-se em decorrência
do número de horas diárias em que o bem for utilizado.
Um bem que é utilizado durante dois turnos diários, em média 16 horas, tem sua
Depreciação calculada pelo Método Linear Normal, mas o valor obtido multiplica-se
por 1,5. Dessa forma, a Depreciação anual do bem demonstrado no exemplo
anterior passará a ser 1.000,00 × 1,5 = 1.500,00.
Se o bem for utilizado ininterruptamente, ou seja, 24 horas por dia, terá sua
Depreciação normal multiplicada pelo número 2. O primeiro exemplo apresentará,
dessa forma, o seguinte valor depreciado: 1.000,00 × 2 = 2.000,00.
Método da Soma dos Dígitos
Segundo Chagas, 2014, é uma Depreciação progressiva e consiste em dividir o valor
contábil do bem pela soma dos dígitos referentes ao período de sua vida útil.
Há a opção pela soma dos dígitos Crescente e Decrescente. A opção é escolhida
para que a depreciação seja apurada de forma mais acentuada no começo ou no
�nal da vida útil do bem. No exemplo aplicado no item anterior,foi apurada uma
83
vida útil de 10 anos. Então, somando-se os dígitos: 1+2+3+4+5+6+7+8+9+10 chega-
se ao valor de 55. O valor depreciável é de R$ 10.000,00. Diante das informações,
caso a opção seja feita pelo método decrescente, tem-se:
Fonte: Autor.
Valor do Bem R$ 10.000,00
Anos Cálculo Depreciação Anual
10 (R$ 10.000 × 10) / 55 R$ 1.818,18
9 (R$ 10.000 × 9) / 55 R$ 1.636,36
8 (R$ 10.000 × 8) / 55 R$ 1.454,55
7 (R$ 10.000 × 7) / 55 R$ 1.272,73
6 (R$ 10.000 × 6) / 55 R$ 1.090,91
5 (R$ 10.000 × 5) / 55 R$ 909,09
4 (R$ 10.000 × 4) / 55 R$ 727,27
3 (R$ 10.000 × 3) / 55 R$ 545,45
2 (R$ 10.000 × 2) / 55 R$ 363,64
1 (R$ 10.000 × 1) / 55 R$ 181,82
55 Total R$ 10.000,00
84
Já o mesmo exemplo, pelo método crescente, tem-se:
Fonte: Autor.
Valor do Bem R$ 10.000,00
Anos Cálculo Depreciação Anual
1 (R$ 10.000 × 1) / 55 R$ 181,82
2 (R$ 10.000 × 2) / 55 R$ 363,64
3 (R$ 10.000 × 3) / 55 R$ 545,45
4 (R$ 10.000 × 4) / 55 R$ 727,27
5 (R$ 10.000 × 5) / 55 R$ 909,09
6 (R$ 10.000 × 6) / 55 R$ 1.090,91
7 (R$ 10.000 × 7) / 55 R$ 1.272,73
8 (R$ 10.000 × 8) / 55 R$ 1.454,55
9 (R$ 10.000 × 9) / 55 R$ 1.636,36
10 (R$ 10.000 × 10) / 55 R$ 1.818,18
55 Total R$ 10.000,00
85
Nota-se que o valor depreciado em ambos os exemplos é o mesmo. A diferença
entre os métodos é apenas a forma mais acentuada da apropriação da
depreciação, que pode ser no começo ou no �nal da vida útil do bem, dependendo
das condições.
Aspectos contábeis
A conta de Despesa de Depreciações tem saldo devedor e é conta de resultado.
Representa Despesa Operacional (Administrativa). Terá seu saldo zerado e
transferido para o Resultado do Exercício, no encerramento, interferindo no Lucro
ou Prejuízo e, em consequência, em tributos e participações.
A Depreciação Acumulada, como contrapartida ao lançamento citado, é uma conta
patrimonial e representa o valor cumulativo das Depreciações relativas a cada bem
do Imobilizado. No Balanço ela integra o Ativo Permanente, com o sinal trocado,
isto é, na condição de redutora (CHAGAS, 2014).
Como exemplo, considera-se a depreciação de bens constantes do Balanço do
exercício anterior.
Depreciar a conta Veículos em 31/12/X9, considerando:
a. Saldo da conta Veículos em 31/12/X8: $ 60.000 
b. Valor residual: $ 10.000 
c. Taxa anual de depreciação: 20% 
Solução:
1 - Apuração do valor depreciável: 
Saldo da conta Veículos                                                    60.000 
(-) Valor residual                                                                 (10.000) 
(=) Valor depreciável                                                          50.000
2 - Aplicação da taxa anual sobre o valor depreciável 20% de $ 50.000 = $ 10.000 O
valor encontrado corresponde à Quota Anual de Depreciação em reais.
3 - Contabilização 
86
Fonte: Ribeiro, 2018.
Depreciação 
a Depreciação Acumulada de Veículos 
Quota de depreciação de Veículos 
ref. a esse exercício, conforme cálculos................................  10.000
A depreciação de um bem é considerada em função do seu tempo
considerado como padrão para sua usabilidade, de acordo com o tipo
de objeto. Uma geladeira, por exemplo, tem vida útil diferente de um
computador.
Durante ou mesmo após a sua vida útil, raramente um bem perde
totalmente o seu valor a ponto de não valer nada. Isso pode acontecer,
mas é raro e o estado de conservação precisa ser próximo da perda
total. Quando isso não acontece, encontramos o que se chama de valor
residual.
Desse modo, o valor residual nada mais é do que o valor de um bem
durante ou após o término da sua vida útil. Pensando no contexto
empresarial, o valor residual impacta diretamente o ativo da
organização, já que é nele que estão registrados os seus bens e direitos.
87
11
Ativo Permanente - Contas 
Dedutoras: Amortização e 
Exaustão
88
Amortização
Amortização é a alocação sistemática do valor amortizável de ativo intangível ao
longo da sua vida útil (Item 8 da NBC TG 04).
O que determina a aplicação ou não da amortização é a vida útil do bem imaterial.
Um ativo intangível com vida útil de�nida deve ser amortizado, enquanto a de um
ativo intangível com vida útil inde�nida não deve ser amortizado. 
A amortização, no aspecto contábil, é um processo semelhante à
depreciação, porém, aplicado aos bens imateriais. Por meio da
amortização considera-se como despesa ou custo do período, uma
parte do capital aplicado em bens imateriais com vida útil de�nida,
integrantes do intangível.
A empresa atribui vida útil a um ativo intangível com base na análise de todos os
fatores relevantes. Não existe um limite previsível para o período, durante o qual o
ativo deverá gerar �uxos de caixa líquidos positivos para a entidade. Caso a vida
útil do ativo intangível não puder ser estabelecida de forma con�ável, a vida útil
deve ser determinada com base na melhor estimativa da administração, mas não
deve exceder a dez anos (Item 18.20 da NBC TG 1.000, alterado pela NBC TG 1.000
(R1)).
A taxa anual de amortização será proporcional ao número de anos da vida útil do
intangível.
Aspecto contábil
Amortização anual da conta Marcas, pelo método linear, em 31/12/X8,
considerando que a referida conta tinha um saldo igual a $ 20.000, e que o tempo
de vida útil foi estimado em 10 anos.
89
a. Cálculo da quota de amortização: 10% de $ 20.000 = $ 2.000 
b. Contabilização
Amortização 
a Amortização Acumulada 
Amortização anual sobre Marcas e Patentes, etc.                               2.000
Exaustão
A Exaustão é um processo muito parecido à depreciação e à amortização.
Representa direitos cuja exploração seja de recursos minerais ou �orestais, ou dos
bens aplicados nessa exploração. Valor sujeito à exaustão corresponde ao valor do
bem representativo de recurso mineral ou �orestal diminuído do valor residual,
quando for o caso.
Recursos Minerais
O valor anual de exaustão de recursos minerais, em cada ano, poderá ser
determinado de acordo com os princípios de depreciação, com base no custo de
aquisição ou prospecção, de duas maneiras:
Prazo de concessão, que consiste na habilitação obtida pela empresa perante
órgãos governamentais, a �m de poder explorar o minério desejado. O cálculo da
quota de exaustão é feito sobre o valor dos gastos realizados para obter a
concessão. Os gastos vão desde análise do solo, levantamento de medição de
jazidas e aerofotogrametria, até o pagamento de taxas e outros encargos.
Se o prazo de concessão de uma determinada área de minérios seja de oito anos,
neste caso, a taxa de exaustão a ser calculada sobre os gastos efetuados pela
obtenção do direito de exploração será: 100% / 8 anos = 12,5% ao ano.
90
Relação entre o volume de produção do período e o potencial conhecido da área
de minério. Supondo que a capacidade estimada de determinada jazida seja de
1.000 toneladas e que no período tenha ocorrido extração correspondente a 70
toneladas, a taxa de exaustão será obtida pelo seguinte cálculo:
Quantidade extraída multiplicada por 100, dividida pelo potencial estimado: (70 x
100) / 1000 = 7% ao ano.
Aspecto contábil
Jazida de carvão avaliada contabilmente por $ 200.000 e seu potencial estimado é
de 1.000 toneladas.
Foram extraídas 150 toneladas.
Prazo de concessão é de 20 anos.
A quota de exaustão para o período pelas duas maneiras apresentadas é:
a. Cálculo da quota de exaustão com base no prazo de concessão: Taxa: (100% /
20ª) = 5% ao ano. Assim, basta aplicar 5% sobre $ 200.000 para obter o valor da
quota de exaustão do período: 
Exaustão 
a Exaustão Acumulada 
Quota de exaustão 
calculada com base 
no prazo de concessão 
sobre jazida de carvão, 
referente a este ano ........................................................10.000
b) Cálculo confrontando o valor produzido com o potencial estimado: Taxa: (150 x
100) /1000 = 15%. Assim, basta aplicar 15% sobre $ 200.000 para obter o valor da
quota de exaustão do período:
91
Exaustão 
a Exaustão Acumulada 
Quota de exaustão calculada 
pela relação produção x possança 
sobre jazida de carvão, 
referente a este ano...................................................30.000
Recursos Florestais
A quota de exaustão dos recursos �orestais destinados a corte pode ter como base
de cálculo o valor das �orestas.
Para o cálculo do valor da quota de exaustão os critérios são semelhantes aos
recursos minerais. Neste caso, será apurado o percentual do volume dos recursos
�orestais utilizados, ou a quantidade de materiais extraídos durante a apuração,
obedecendo à relação extração/volume total da �oresta. Pode ser utilizado
também o percentual encontrado aplicado sobre o valor contábil da �oresta,
registrado no Ativo, e o resultado será considerado como custo dos recursos
�orestais extraídos.
Ribeiro (2018, p. 254) traça um paralelo sobre as contas redutoras do ativo:
Valor contábil de um bem sujeito à depreciação, é o valor pelo qual o bem é
reconhecido após a dedução da depreciação e da perda por redução ao valor
recuperável acumuladas.
Valor contábil de um bem sujeito à amortização, é o valor pelo qual o bem é
reconhecido no balanço patrimonial, após a dedução da amortização
acumulada e da perda por desvalorização.
Valor residual é a diferença entre o valor original do bem e o valor a ser
depreciado, amortizado ou exaurido.
A segregação de parte do valor do custo de um bem, para não ser
depreciada, é comum nos casos em que o tempo de vida útil do bem, seja
superior ao prazo em que ele será utilizado em uma determinada atividade,
sendo posteriormente reaproveitado em outra atividade.
92
Para representar o custo, despesa ou encargo do período referente à
utilização econômica dos bens do Imobilizado e do Intangível, os termos
corretos são: 
• depreciação: para bens materiais; 
• amortização: para bens imateriais; 
• exaustão: para recursos minerais e �orestais.
O Extrativismo era a atividade econômica mais antiga do ser humano
quando ele era nômade, sendo praticada até a atualidade.
O extrativismo pode ser usado para a subsistência como a recolha de
frutos, madeira, pesca e caça, minérios que serão transformados em
metais para a fabricação de utensílios.
No entanto, agora é praticado em escala industrial, pois é a matéria-
prima que alimentará as fábricas de todo o mundo a �m de produzir
bens de consumo.
93
12
Contas de Resultados
94
Fonte: Disponível aqui
As contas de resultados são divididas em despesas, custos e receitas. São usadas
para registrar transações que provocam variações no Patrimônio Líquido,
aumentando (receitas) ou diminuindo (despesas e custos). O resultado do apurado
no �nal do período, por meio das contas de resultado, pode representar lucro ou
prejuízo. Se as receitas forem superiores ao total das despesas e custos, o
resultado corresponderá ao lucro e consequente aumento no Patrimônio Líquido.
Já quando o total das receitas for inferior ao total das despesas e custos, o
resultado será prejuízo e provocará diminuição no Patrimônio Líquido. 
Despesas
As despesas se caracterizam pelo consumo de bens ou pela utilização de serviços,
tendo como objetivo a obtenção de receitas.
Provocam variações negativas no patrimônio, sendo a contrapartida no Ativo,
diminuindo quando pagas ou aumentando o Passivo quando forem assumidos
compromissos futuros.
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https://www.conasems.org.br/wp-content/uploads/2011/01/Imagens_de_noticias_image012.jpg
Segundo o item 2.23 da NBC TG 1000, aprovada pela Resolução CFC n.º 1255/2009:
“Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o período contábil,
sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incrementos em
passivos, que resultam em decréscimos no patrimônio líquido e que não sejam
provenientes de distribuição aos proprietários da entidade”.
Exemplo: Pagamento, nesta data, efetuado no banco Urupês S/A, da conta de água
e esgoto, no valor de $ 100, em dinheiro.
Água e Esgoto 
a Caixa 
Pagamento de conta de água e esgoto, 
conforme recibo desta data.....................................................100
As despesas pré-operacionais são aquelas que ocorrem na fase de constituição das
empresas, ou seja, no momento em que elas estão sendo preparadas para
começar a operar.
Geralmente, refere-se a gastos com registro dos documentos de constituição. Antes
da Lei n.º 11.941/2009, essas despesas eram ativadas no patrimônio, isto é,
contabilizadas em contas representativas de bens imateriais classi�cadas no Ativo
Diferido. Posteriormente, por amortização, as despesas eram rateadas para
integrar o Resultado de Exercícios Futuros. A partir de 01 de janeiro de 2009, esses
gastos devem ser contabilizados normalmente em contas de despesas
operacionais, para compor o resultado do exercício em que foram incorridos,
exceto aqueles gastos que possam ser incorporados aos bens de uso.
As despesas operacionais são as que ocorrem a partir do momento em que a
empresa começa a operar.  Podem ser agrupadas como segue:
a. Despesas com Vendas: despesas realizadas com o setor comercial e necessárias
para que a empresa realize suas receitas.
96
b. Despesas Financeiras: gastos com operações �nanceiras realizadas pela
empresa, como juros, descontos, variações monetárias e cambiais, inclusive as
despesas bancárias;
c. Despesas Gerais e Administrativas: gastos com a administração da empresa,
necessárias para o gerenciamento do negócio.
d. Outras Despesas Operacionais: despesas que não se enquadram nos grupos
anteriores.
Receitas
Caracterizam-se pela venda de bens ou pela prestação de serviços. Têm como
origem, ainda, os juros, descontos, etc.
As receitas provocam variações positivas no patrimônio, tendo como contrapartida
aumentos no Ativo ou reduções no Passivo. De acordo com o item 2.23 da NBC TG
1000: “Receitas são aumentos de benefícios econômicos durante o período
contábil, sob a forma de entradas ou aumentos de ativos ou diminuições de
passivos, que resultam em aumento do patrimônio líquido e que não sejam
provenientes de aportes dos proprietários da entidade”.
O registro das receitas é muito simples. Basta debitar a conta Caixa ou Bancos
conta Movimento e creditar uma conta de receita que represente adequadamente
a receita que estiver sendo recebida. Exemplo:
Vendas de mercadorias à vista, conforme nota �scal n.º 1.777, no valor de $ 5.000: 
Caixa 
a Vendas de Mercadorias 
Nossa NF n.º 1.777.......................................................................................
5.000
97
Receitas operacionais compreendem todas as receitas auferidas pela empresa ao
desenvolver as atividades operacionais, se subdividem em:
a. Receitas Brutas: receitas auferidas com a venda de mercadorias e produtos,
bem como com a prestação de serviços. Integram também nesse grupo de receitas
as contas redutoras da receita bruta. A receita bruta deduzida das contas redutoras
será igual à receita líquida;
b. Receitas Financeiras: os ganhos nas operações �nanceiras, como nos
investimentos efetuados em curto ou em longo prazos, tais como Juros Ativos,
Descontos Obtidos etc.;
c. Outras Receitas Operacionais: neste grupo, são classi�cadas todas as demais
receitas, exceto aquelas enquadradas já citadas.
Os ganhos decorrentes das vendas do imobilizado são determinados pela
legislação tributária de “ganhos de capital” (art. 418 do RIR/99).
Nosso conhecido professor Quintino, em mais uma de suas belas
animações, nos ajuda a entender o conceito de Receitas e Despesas
através do link:
98
https://go.eadstock.com.br/03
13
Patrimônio Líquido - 
Configuração de Capital
99
Capital é o conjunto de recursos postos à disposição da empresa, seja por
terceiros, no passivo, ou por proprietários, no patrimônio líquido.
É a soma das riquezas ou recursos acumulados que se destinam à produção de
novas riquezas. A expressão Capital tem vários signi�cados distintos, os quais serão
vistos a seguir.
Capital Próprio
É toda riqueza líquida disponível aos proprietários. É a soma do capital social, suas
variações, os lucros e as reservas. Se origina da própria atividade econômica da
entidade, como lucros, reservas de capital e reservas de lucros. Equivale ao
Patrimônio Líquido. 
Capital de Terceiros
Corresponde aopassivo exigível, ou seja, as obrigações da empresa. Representa os
investimentos feitos com recursos de terceiros. Por exemplo, a compra de um
móvel �nanciado pelo banco em 12 parcelas, entram na conta de passivo como
Financiamentos a pagar. A compra de mercadorias para estoque com pagamento a
prazo é contabilizada na conta Fornecedores. 
Capital Social
Investimento inicial feito pelos sócios da empresa. Também conhecido como
patrimônio líquido inicial, pois partem daqui os recursos iniciais da empresa. Só
pode ser alterado quando os sócios realizam investimentos adicionais (aumentos
de capital) ou desinvestimentos (diminuições de capital). Também pode receber a
denominação Capital Nominal ou Capital Integralizado.
Exemplo: Sócio A e Sócio B integralizam, em dinheiro, R$ 50.000 cada, para
constituição da Empresa Industrial LTDA. 
100
D – Caixa                               100.000 
C – Capital Social                 100.000 
Integralização do capital do Sócio A e Sócio B
Capital à disposição da entidade
Corresponde à soma do passivo com patrimônio líquido da empresa. Representa o
total dos recursos utilizados no �nanciamento das atividades.  É a soma de todas as
origens que estão à disposição da empresa e que estão aplicadas no Ativo, em
decorrência do método das partidas dobradas.
Para facilitar o entendimento, pode-se concluir que:
Passivo total = Ativo total = Patrimônio bruto = Total das origens = Total das
Aplicações = Capital Total à Disposição da Entidade. 
Capital Integralizado e Capital a
Integralizar
Nem sempre recursos destinados pelos sócios à formação do Capital Social estão
disponíveis para serem transferidos para o patrimônio da empresa no ato de
constituição. Ou seja, nem sempre o capital encontra-se totalmente integralizado.
O Capital Social só é integralizado quando os recursos correspondentes são
transferidos do patrimônio dos sócios para o patrimônio da entidade.
Ao se comprometer formalmente, mediante elaboração do contrato social, a
entregar sua participação para compor o Capital Social da entidade, aquela parcela
do capital correspondente aos recursos não entregues encontra-se a integralizar. 
101
O ato de Subscrição é jurídico e formal. O sócio, acionista ou titular da
empresa individual assume a obrigação de transferir bens ou direitos
para o patrimônio da entidade à qual está vinculado.
Sendo assim, o capital subscrito pode ou não estar integralizado. Os sócios devem
estabelecer, na confecção do ato de constituição, um prazo para a total
integralização do Capital Subscrito. O art. 1052 da Lei n.º 10.406 /2002, do Novo
Código Civil, estabelece que os sócios respondam, de forma limitada, sobre o seu
capital. Porém, respondem solidariamente pelo capital subscrito.
Isso signi�ca que no ato da constituição da empresa, se um sócio subscreve o
capital e não o integraliza, os outros sócios têm a obrigação de integralizar esse
capital subscrito.
Exemplo de subscrição de capital: Sócio A e Sócio B integralizam, em dinheiro, R$
50.000 cada, para constituição da Empresa Industrial LTDA, enquanto o Sócio C
subscreve R$ 50.000:
D –Caixa                                                                                           100.000 
C –Capital Social                                                                             100.000 
Integralização do capital do Sócio A e Sócio B
D –Capital Subscrito a Integralizar (Conta do Ativo)                 50.000 
C –Capital Social                                                                              50.000 
Subscrição do capital do Sócio C.
Note que o total da conta Capital Social passa a ser R$ 150.000, porém, a empresa
dispõe apenas de R$ 100.000 na conta Caixa.
Quando o Capital Social for totalmente integralizado, o lançamento �ca:
102
D – Caixa                                                                 50.000 
C – Capital Subscrito a Integralizar                     50.000
Neste caso, agora, todo o recurso investido pelos sócios está disponível para ser
utilizado na empresa.
Capital Autorizado
O capital próprio de Sociedades Anônimas de Capital Aberto, que negociam suas
ações em bolsa, a partir da Lei das S.A. foi instituído como Capital Autorizado.
Antes desta Lei, a mudança na Constituição do Capital Social só poderia ser feita
através de uma alteração do instrumento de constituição da empresa na Junta
Comercial ou Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas. Com a nova Lei, nas
Sociedades Anônimas a Assembleia Geral dos acionistas pode delegar ao Conselho
de Administração a opção de elevar o Capital Social até um determinado limite
autorizado.
Exemplo: A empresa tem um Capital Social de R$ 5.000.000 um Capital
Integralizado de R$ 3.000.000 e um Capital Autorizado de R$ 8.000.000.
Neste caso, o recurso disponível na entidade é de apenas R$ 3.000.000, sendo que
os outros R$ 2.000.000 serão integralizados em um período determinado,
enquanto que os R$ 3.000.000 restantes PODEM ser integralizados ou subscritos
após uma reunião com a assembleia, caso seja decidido pelos associados. 
103
A Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli) tem sua
peculiaridade quanto ao Capital Social.
A principal diferença da Eireli está na exigência de um capital social
mínimo, ou seja, declaração de uma quantia bruta investida para iniciar
o negócio até que esse gere lucros.
Nessa categoria empresarial, o proprietário precisa declarar que possui
o correspondente a 100 vezes o salário-mínimo vigente na época da
abertura, exclusivo para essa �nalidade.
Por exemplo, se esse valor do salário mínimo for de R$ 1 mil no dia da
abertura da empresa, o empresário precisa declarar ter R$ 100 mil para
poder legalizar seu negócio como Eireli.
No momento de protocolar esse documento na Junta Comercial é
necessário listar os bens que foram passados do nome de empresário
para o nome da empresa para, assim, compor o Capital Social.
104
14
Apuração do Resultado do 
Exercício
105
Para apurar o resultado do exercício basta confrontar as despesas e as receitas
realizadas durante um período. É necessária a apuração de saldos de contas, ajustes
de saldos de contas patrimoniais e de resultado em decorrência do regime de
competência, confrontos entre os saldos contábeis com aqueles levantados por meio
de inventários físicos para apurar possíveis divergências de estoques. Após
conferidos e ajustados os saldos de todas as contas, se deve dar continuidade aos
procedimentos necessários à apuração do resultado do exercício.
Após contabilizado o resultado do exercício, são efetuados novos cálculos para a
contabilização das deduções e participações. Os processos são concluídos com a
elaboração das demonstrações contábeis. Tais procedimentos foram vistos nas aulas
anteriores. Como sequência, o estudo se dará com as tarefas especí�cas de apuração
e destinação do resultado do exercício.
A elaboração do Balancete de Veri�cação é uma das primeiras providências a serem
tomadas, visando à apuração do resultado do exercício, encerrando as contas, as
quais foram utilizadas pela contabilidade durante o exercício social, com seus
respectivos saldos devedores ou credores.
Resultado Operacional Bruto
Segundo Ribeiro, 2018:
é o resultado da atividade principal da empresa. Nas empresas
industriais, o resultado operacional bruto corresponde ao valor da
receita bruta auferida na venda de produtos, diminuído dos descontos e
abatimentos concedidos, das vendas canceladas, dos tributos incidentes
sobre as vendas e do custo dos produtos vendidos; nas empresas
comerciais, ao valor da receita bruta auferida na venda de mercadorias
diminuído dos descontos e abatimentos concedidos, das vendas
canceladas, dos tributos incidentes sobre as vendas e do custo das
mercadorias vendidas, e nas empresas prestadoras de serviços, ao valor
da receita bruta auferida na prestação de serviços diminuído dos
descontos e abatimentos concedidos, dos tributos incidentes sobre a
prestação de serviços e do custo dos serviços prestados.
106
Um elemento naapuração do resultado operacional bruto é o custo, que pode ser
dos produtos, das mercadorias e dos serviços. Para apurar os custos são necessários
procedimentos corretos, especialmente para a de�nição do montante dos estoques
�nais de materiais, de produtos, de mercadorias e de serviços. 
Resultado Operacional Líquido
Consequência do resultado operacional bruto somando-se as receitas operacionais e
subtraindo-se as despesas operacionais. Para apurar este resultado, são necessários
alguns ajustes para atender ao regime contábil de competência. Nesta fase da
apuração do resultado do exercício, geralmente o contabilista faz cálculos e
contabilizações de depreciação, amortização e exaustão, ajustes nos saldos das
contas de estoques de materiais de consumo e apropriações de despesas incorridas
e não pagas e de receitas realizadas e não recebidas.
Após efetuar os ajustes necessários, o resultado operacional líquido é obtido
transferindo-se todos os saldos das contas de despesas operacionais a débito e os
saldos das contas de receitas operacionais a crédito da conta Resultado do Exercício.
Assim, o saldo da conta Resultado do Exercício, nesse momento, representará o
resultado operacional líquido. 
Resultado do Exercício antes da
tributação
Após os procedimentos descritos, o saldo da conta Resultado do Exercício
representará o resultado do exercício antes da tributação da contribuição social e do
imposto sobre a renda. A partir desse resultado é que serão calculadas as deduções,
as participações e as destinações do resultado do exercício.
A sequência de contabilização e apuração de resultados está em consonância com a
disciplina contida no artigo 187 da Lei n.º 6.404/1976, sequência essa que facilita a
elaboração da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). 
107
Deduções do Resultado do Exercício
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
O valor da CSLL é calculado com base no resultado do exercício e destina-se ao
�nanciamento da seguridade social. A lei que criou a CSLL determinou em seu art. 2º
que a base de cálculo da contribuição é o valor do resultado do exercício, antes do
Imposto de Renda.
Basta aplicar a alíquota �xada em 9%, de acordo com a Lei 11.727/2008, sobre a base
de cálculo. O recolhimento aos cofres do governo federal será efetuado sempre no
mês seguinte ao de sua apuração. Deve-se contabilizar o montante devido, em uma
conta de obrigação no Passivo Circulante. Essa conta poderá denominar-se
“Contribuição Social sobre o Lucro Líquido a Recolher”. Tanto a alíquota quanto a
base de cálculo da CSLL podem ser alteradas frequentemente, motivo pelo qual, na
vida prática, o contabilista deve �car atento às mudanças que ocorrem na legislação,
para aplicar os critérios que estiverem em vigor em cada ano (RIBEIRO, 2018).
Como exemplo, supõe-se que o resultado do exercício antes de deduzido o Imposto
de Renda, apurado por determinada empresa, em 31/12/X9, tenha sido igual a $
800.000, e que dentre as receitas do período conste uma receita de participação
108
societária, calculada pela aplicação do Método da Equivalência Patrimonial, no valor
de $ 200.000. Considerando a alíquota de 9%:
Apuração da base de cálculo: 
Resultado do exercício antes do IR                                                        800.000 
(-) Receitas de Participações Societárias                                              (200.000) 
(=) Base de cálculo da CSLL                                                                     600.000 
Cálculo do valor da CSLL 9% de $ 600.000 =                                        54.000 
Contabilização: 
Resultado do Exercício 
a CSLL a Recolher 
Valor da CSLL referente ao 
período, calculada 
pela alíquota de 9% etc.................................................................54.000
Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ)
Com base no resultado do exercício apurado no �m de cada exercício social, as
empresas estão obrigadas a pagar ao Governo Federal uma importância a título de
Imposto de Renda. Esse imposto, previsto no inciso II do art. 153 da Constituição
Federal de 1988, está disciplinado no Decreto n.º 9.580 /2018:
Art. 225. O imposto sobre a renda a ser pago mensalmente na forma
estabelecida nesta Subseção será determinado por meio da aplicação,
sobre a base de cálculo, da alíquota de quinze por cento (Lei n.º 9.430,
de 1996, art. 2º, § 1º). 
Parágrafo único. A parcela da base de cálculo, apurada mensalmente,
que exceder a R$ 20.000,00 (vinte mil reais) �cará sujeita à incidência de
adicional do imposto sobre a renda à alíquota de dez por cento (Lei n.º
9.430, de 1996, art. 2º, § 2º).
109
Como exemplo, supõe-se que o resultado do exercício antes de deduzido o Imposto
de Renda, apurado por determinada empresa, em 31/12/X9, tenha sido igual a $
800.000, e que dentre as receitas do período conste uma receita de participação
societária, calculada pela aplicação do Método da Equivalência Patrimonial, no valor
de $ 200.000.
Apuração da base de cálculo: 
Resultado do exercício antes do IR                                                        800.000 
(-) Receitas de Participações Societárias                                              (200.000) 
(=) Base de cálculo do IRPJ                                                                       600.000 
Cálculo do valor do IRPJ: 15% de $ 600.000 =                                       90.000 
Cálculo da base do Adicional IRPJ: 
600.000 – (20.000 x 12 meses)                                                             = 360.000 
Cálculo do valor do AIRPJ: 10% de $ 360.000                                        36.000 
Total do IRPJ a Recolher: 126.000 
Contabilização:
Resultado do Exercício 
a Imposto de Renda a Recolher 
Apropriação do IR conforme cálculos.....................................136.000
110
O Lalur é o Livro de Apuração do Lucro Real. Ele é um documento de
escrituração �scal, criado para reunir as informações que permitam
identi�car o valor dos tributos devidos pela empresa. Além disso, os
valores devem ser considerados nas demonstrações �nanceiras. Ele é
obrigatório para as empresas tributadas pelo Lucro Real, que de�nirá as
regras para o recolhimento de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ).
Portanto, as optantes do Simples Nacional ou do Lucro Presumido não
precisam manter esse livro contábil.
111
https://go.eadstock.com.br/04
15
Patrimônio Líquido 
- Reservas, lucros 
acumulados e ajustes
112
Reservas
Recursos que a empresa separa em seu patrimônio com �ns determinados. Os
recursos destinados à formação das reservas podem se originar do lucro líquido
apurado pela empresa, da contribuição de quem subscreve ações que ultrapassar o
valor nominal e do produto da venda de partes bene�ciárias, e de bônus de
subscrição. Assim, de acordo com a fonte de onde se originam os recursos para
constituição das reservas, elas podem ser classi�cadas em dois tipos: de lucros e de
capital (RIBEIRO, 2018). As Reservas de lucros são aquelas extraídas do lucro líquido
do exercício, como a reserva legal, as reservas estatutárias e as reservas livres.
Reserva Legal
O art. 193 da Lei das S.A. dispõe:
Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes
de qualquer outra destinação, na constituição da reserva legal, que não
excederá de 20% (vinte por cento) do capital social. 
§1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício
em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de
capital de que trata o § 1º, exceder de 30% (trinta por cento) do capital
social. 
do art. 182 
§2º A reserva legal tem por �m assegurar a integridade do capital social
e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar
o capital.
A reserva legal é um armazenamento obrigatório para todas as empresas
constituídas sob a forma jurídica de sociedade por ações. Tem como objetivo manter
a integridade do capital social, sendo utilizada somente para compensar prejuízos ou
aumentar o capital. A base para o cálculo dessa reserva é o lucrolíquido do exercício.
Supondo que o resultado do exercício tenha sido de $ 150.000, o valor da reserva
legal será de $ 7.500, ou seja, 5% de $ 150.000. Veja, agora, como se contabiliza a
constituição da reserva legal:
D – Lucros ou Prejuízos Acumulados 
C – Reserva Legal                                                             7.500 
Pela constituição da reserva legal nos termos do art. 193 da Lei 6.404/1976.
113
O caput do art. 193 determina que o montante da reserva legal não poderá
ultrapassar 20% do valor do capital social.
Reserva Estatutária
São aquelas em virtude de decisões contidas nos estatutos das empresas abertas, os
quais �xarão seus limites.
De acordo o art. 194 da Lei n.º 6.404/1976:
“O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada uma: I. indique, de modo
preciso e completo, a sua �nalidade; II. �xe os critérios para determinar a parcela
anual dos lucros líquidos que serão destinados à sua constituição; e III. estabeleça o
limite máximo da reserva”.
Reserva de Lucros
Ao ser constituída, o valor do lucro utilizado na sua constituição permanece no
patrimônio, evitando que seja distribuído aos acionistas em forma de dividendos.
Constituir uma reserva de lucros não signi�ca bloquear o respectivo valor num cofre.
Ele continua integrando o capital de giro da empresa, sendo utilizado para compras,
aplicações etc.
Como exemplo, uma determinada empresa apurou, no �nal do exercício social, lucro
igual a $ 100.000. Se a assembleia decidir distribuir o lucro aos investidores, o valor
de $ 100.000 que está no giro normal da empresa sairá, diminuindo o saldo da conta
Caixa ou Bancos. Deste modo, entende-se que os $ 100.000 de lucro apurado
deixaram de fazer parte do Ativo da empresa. Porém, se desses $ 100.000 tenha sido
constituída uma reserva para investimentos no valor de $ 30.000, neste caso,
somente $ 70.000 serão distribuídos aos acionistas, e os $ 30.000 da reserva
permanecerão no giro normal da empresa. 
114
Di�dendos
Correspondem à parte do Lucro do Exercício que é distribuída aos investidores. As
sociedades por ações são obrigadas a distribuir anualmente dividendos aos seus
acionistas, conforme determina o art. 202 da Lei n.º 6.404/1976:
Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, em
cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no estatuto ou, se este
for omisso, a importância determinada de acordo com as seguintes
normas: 
I. metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos
seguintes valores: 
a) importância destinada à constituição da reserva legal (art. 193); 
b) importância destinada à formação da reserva para contingência (art.
195) e reversão da mesma reserva formada em exercícios anteriores; 
II. o pagamento do dividendo determinado nos termos do inciso I
poderá ser limitado ao montante do lucro líquido do exercício que tiver
sido realizado, desde que a diferença seja registrada como reserva de
lucros a realizar (art. 197); 
III. os lucros registrados na reserva de lucros a realizar, quando
realizados e, se não tiverem sido absorvidos por prejuízos em exercícios
subsequentes, deverão ser acrescidos ao primeiro dividendo declarado
após a realização. 
(...) 
115
§ 2º Quando o estatuto for omisso e a assembleia geral deliberar alterá-
lo para introduzir norma sobre a matéria, o dividendo obrigatório não
poderá ser inferior a 25% (vinte e cinco por cento) do lucro líquido
ajustado nos termos do inciso I deste artigo. 
§ 3º A Assembleia Geral pode, desde que não haja oposição de qualquer
acionista presente, deliberar a distribuição de dividendo inferior ao
obrigatório, nos termos deste artigo, ou a retenção de todo o lucro
líquido, nas seguintes sociedades: 
I. companhias abertas exclusivamente para a captação de recursos por
debêntures não conversíveis em ações; 
II. companhias fechadas, exceto nas controladas por companhias
abertas que não se enquadrem na condição prevista no inciso I.
O critério para distribuir os dividendos deve constar dos estatutos da companhia,
conforme determina a lei. Tanto a porcentagem como a base sobre a qual serão
calculados os valores podem ser diferentes em cada situação. Quando nos estatutos
não constarem critérios para distribuição, os acionistas terão direito de receber
metade do lucro líquido do exercício, diminuído ou acrescido da importância
destinada à constituição da reserva legal e à formação da reserva para contingência.
Nas demais sociedades, a porcentagem do Lucro Líquido que deverá ser distribuída
aos sócios, se não constar do contrato social, será decidida pelos próprios sócios.
Como exemplo, supondo que nos estatutos de uma companhia, conste que, no �nal
de cada exercício social, os acionistas terão direito de receber 30% do lucro líquido do
exercício. Considerando que no �nal do exercício de X1, a companhia tenha apurado
um lucro líquido igual a $ 300.000: 30% de $ 300.000 corresponde a $ 90.000:
D – Lucros ou Prejuízos Acumulados 
C – Dividendos a Pagar                                                    90.000 
30% sobre o lucro líquido apurado nesta data, conforme disposição estatutária.
Após este lançamento da destinação do lucro líquido, encerram-se todos os
procedimentos necessários à apuração e destinação do resultado do exercício. 
116
Para aprofundar sobre as reservas de lucro, o Canal Contabilidade Geral
fez um rápido e intuitivo vídeo sobre o assunto, que pode ser conferido
neste link:
117
https://go.eadstock.com.br/05
16
Correção Monetária de 
Balanço
118
O Brasil, entre as décadas de 1960 a 1990, conviveu com taxas de in�ação anuais
que variaram de 18% a uma hiperin�ação de aproximadamente 200% ao ano.
Foram de�nidos, em tal cenário, normativos para permitir que a contabilidade
re�etisse a variação no nível geral de preços e que a perda monetária fosse
representada nos demonstrativos das entidades. Com o objetivo de fornecer
informações úteis aos usuários, é preciso que os registros expressem a verdadeira
situação da entidade, inclusive ao longo do tempo.
A correção monetária de balanços foi adotada para permitir a atualização dos
valores das demonstrações contábeis de forma a demonstrar a in�ação, buscando
tornar esses registros mais próximos à realidade permitindo uma análise mais
con�ável dos dados.
A partir do Plano Real, em 1994, a in�ação foi reduzida a percentuais bem
inferiores aos observados nos anos de hiperin�ação. Diante do novo cenário, em
1995, a correção monetária de balanços foi extinta por meio da promulgação da Lei
9.294/1995. Contudo, uma economia com baixos índices in�acionários não é,
necessariamente, um país sem in�ação. Não corrigir as demonstrações para �ns de
publicação, então, não desconsidera seu uso como ferramenta informacional ou
gerencial.
A contabilidade no nível geral de preços, a in�ação apresenta-se como um assunto
relevante e que atinge a sociedade de uma forma geral.
Segundo o BANCO CENTRAL DO BRASIL, a in�ação é o aumento dos preços de bens
e serviços. Implica diminuição do poder de compra da moeda. A in�ação é medida
pelos índices de preços. O Brasil tem vários índices de preços. O Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o índice utilizado no sistema de metas para a
in�ação e tem como causas: as pressões de demanda, pressões de custos, inércia
in�acionária e expectativas de in�ação. 
119
Fonte: Disponível aqui
Correção monetária pode ser entendida como a aplicação de indexação
e, em geral, se considera que ambas as expressões podem ser
utilizadas, tendo o mesmo signi�cado.
Monteiro e Marques (2006) de�nem que a correção monetária é a indexação de
valores, por meio de reajuste periódico e sistemático, de acordo com os índices
o�ciais de in�ação.
Nesse sentido, a correção monetária procura eliminar dos balanços distorções por
meio do ajuste de valores do custo histórico dos ativos não monetários e do capital
próprio registrado nas contas do patrimônio líquido à moeda da data do balanço.
Em suma, a correção tem como objetivo fazer com que o custo histórico de um
determinadoativo seja expresso em moeda com o poder aquisitivo da data do
balanço, e não na moeda histórica da época da aquisição ou produção desse ativo.
120
https://static.dw.com/image/49447358_7.png
Cabe destacar que a Resolução n.º 750/1993, do Conselho Federal de
Contabilidade, elencava a atualização monetária como um princípio fundamental
da contabilidade, e, com a edição da Resolução 1.282/2010 do referido conselho ela
foi revogada como princípio.
Contudo, a mesma resolução alterou a redação do princípio do Registro pelo Valor
Original, ao determinar que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente
registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional e
acrescentou que algumas bases de mensuração devem ser utilizadas em graus
distintos e combinadas, ao longo do tempo de diferentes formas:
a) Custo histórico;
b) Variação do custo histórico, pois uma vez integrado ao patrimônio, os
componentes patrimoniais, ativos e passivos, podem sofrer variações decorrentes
dos seguintes fatores: custo corrente, valor realizável, valor presente, valor justo, e
atualização monetária.
Aspectos Atuais
Em dezembro de 2018, o Conselho Federal de Contabilidade publicou a NBC TG 42
que dispõe sobre a contabilidade em ambientes econômicos in�acionários.
Diante da adequação da contabilidade brasileira às normas internacionais, o CRC
viu a necessidade de normatizar a atualização monetária:
2. Em economia hiperin�acionária, a demonstração do resultado e o
balanço patrimonial em moeda local sem atualização monetária não
são úteis. O dinheiro perde poder aquisitivo de tal forma que a
comparação dos valores provenientes das transações e outros eventos
que ocorreram em épocas diferentes, mesmo dentro do mesmo
período contábil, é enganosa. 
3. Esta Norma não estabelece uma taxa absoluta em que se considere
o surgimento da hiperin�ação. A ocasião em que a atualização
monetária das demonstrações contábeis, de acordo com esta Norma,
se torna necessária é uma questão de julgamento. A hiperin�ação é
indicada pelas características do ambiente econômico de país que
incluem, entre outras, as seguintes: 
121
(a) a população em geral prefere manter sua riqueza em ativos não
monetários ou em uma moeda estrangeira relativamente estável. Os
valores em moeda local detidos são imediatamente investidos para
manter o poder aquisitivo; 
(b) a população em geral considera os valores monetários não em
termos da moeda local, mas em termos de uma moeda estrangeira
relativamente estável. Os preços podem ser cotados nessa moeda; 
(c) as compras e as vendas a crédito ocorrem a preços que
compensam a perda esperada do poder aquisitivo durante o período
do crédito, ainda que esse período seja curto; 
(d) as taxas de juros, salários e preços são atrelados a um índice de
preços; e 
(e) a taxa de in�ação acumulada no triênio se aproxima ou excede
100%.
A norma também esclarece os procedimentos contábeis para a contabilização do
ganho ou da perda líquida quando ocorre a correção monetária:
27. Em período de in�ação, a entidade com excesso de ativos
monetários sobre passivos monetários perde poder aquisitivo, e a
entidade com excesso de passivos monetários sobre ativos
monetários ganha poder aquisitivo na extensão em que os ativos e os
passivos não estejam vinculados ao nível de preços. Esse ganho ou
perda na posição monetária líquida pode derivar da diferença
resultante da atualização monetária de ativos não monetários,
patrimônio líquido e itens na demonstração do resultado abrangente
e do ajuste de ativos e passivos vinculados a um índice. O ganho ou a
perda pode ser estimado aplicando-se a variação no Índice Geral de
Preços à média ponderada das diferenças entre os ativos e os passivos
monetários no período. 
28. O ganho ou perda na posição monetária líquida deve ser incluído
no resultado. O ajuste a esses ativos e passivos, atrelados por contrato
às variações nos preços, de acordo com o item 13, deve ser
compensado com o ganho ou a perda na posição monetária líquida.
Outros itens de receitas e despesas, tais como receita e despesa de
122
juros e diferenças de câmbio relacionadas a fundos investidos ou
tomados em empréstimo, também estão relacionados à posição
monetária líquida. Embora esses itens sejam divulgados
separadamente, eles podem ser úteis se forem apresentados
juntamente com o ganho ou a perda na posição monetária líquida na
demonstração do resultado abrangente.
123
Conclusão
Durante nossos estudos, vimos que, para se chegar ao resultado do exercício, várias
etapas devem ser concluídas.
A Contabilidade, com sua vasta exploração de informações, é fator sine qua non na
economia de uma nação.
Toda a riqueza produzida em um determinado local é apurada e validade pela
contabilidade. Durante os trabalhos pudemos ver o quanto a geração das
informações contábeis é relevante para o desenvolvimento de uma região.
Espero que o conteúdo desenvolvido nesta etapa seja uma peça também importante
na sequência dos estudos!
Até breve! 
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Material Complementar 
Livro
Holding: Visão Societária, Contábil e Tributária
Autores: Elaine Cristina Araújo e Arlindo Luiz Rocha
Junior
Editora: Freitas Bastos
Sinopse: Dentre os assuntos abordados destacam-se:
• tipos societários para criação, objeto social,
integralização do capital; • espécies de holding: pura,
mista, patrimonial e de gestão; • tratamento contábil,
avaliação do investimento, goodwill, distribuição de
lucros, notas explicativas, investimento no exterior e
caso prático; • regimes tributários, tributos incidentes
e tributação do resultado; • blindagem patrimonial,
responsabilidades, vantagens e desvantagens na
criação de Holding; • obrigações acessórias; • receitas
de atividade imobiliária; • Lei Geral de Proteção de
Dados – LGPD, dentre outros assuntos.
Filme
Trocando as Bolas
Ano: 1983
Sinopse: Louis Winthorpe III (Dan Aykroyd) é um
executivo de sucesso que, assim como o Billy Ray
Valentine (Eddie Murphy), que vive de pequenos
golpes, tem sua vida muito mudada quando dois
riquíssimos corretores, Randolph Duke (Ralph
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Bellamy) e Mortimer Duke (Don Ameche), apostam
sobre qual o fator preponderante que determina o
sucesso de uma pessoa. Mortimer crê que é o
genético, enquanto Randolph acredita que seja o meio
social. Assim fazem acontecer desgraças com Louis,
enquanto Billy Ray tem uma mudança tão brusca de
status que inicialmente se desconcerta, sem imaginar
que agora tem a casa, o carro e o emprego de Louis.
Um �lme leve e que tem vários ensinamentos sobre o
Mercado Financeiro. Embora seja antigo, ainda mostra
a realidade do mercado.
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Referências 
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