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1
Demografia I – Dinâmica
01
Aula 
1B
Geografia
Os estudos em Geografia da po-
pulação apresentam informações a 
respeito do contingente populacio-
nal que habita em um determinado 
espaço, e podem variar sua escala 
de análise desde a rua de uma 
pequena cidade, até o crescimento 
da população do planeta e suas 
consequências. 
A Demografia, palavra originada 
do grego (demo = povo e grafia = 
descrição), é o ramo da Geografia 
que estuda as populações nos seus 
diversos aspectos, como distribuição 
sobre a superfície terrestre, com-
posição étnica/cultural e qualidade 
de vida. A partir disso, dividimos 
os estudos populacionais em duas 
grandes vertentes: da dinâmica 
demográfica – aspectos de distri-
buição e do aumento ou diminuição 
dos contingentes populacionais, e 
da estrutura demográfica – aspec-
tos de composição sexual, étnica, 
religiosa e qualidade de vida. 
 DISTRIBUIÇÃO 
POPULACIONAL
A população humana atingiu a 
marca de 7 bilhões de habitantes no 
ano de 2011 (ONU), trazendo uma 
série de discussões importantes para 
a atualidade, que merecem nossa 
atenção a respeito da qualidade de 
vida, modelos de desenvolvimento 
adotado pelos países, estilo de vida 
e consumo, quantidade de recursos 
naturais disponíveis e capacidade de 
produção de alimentos, etc. 
Período População
Há 2000 anos... 250 milhões
1850 1 bilhão
1950 2,5 bilhões
1987 5 bilhões
2010 Praticamente 7 bilhões
O ritmo de crescimento da população mundial vem aumentando com o passar do tempo
Quando analisamos, porém, a distribuição populacional pelo Globo 
terrestre, as condições naturais, históricas, econômicas, sociais e culturais 
interferem diretamente, surgindo áreas de maior e menor concentração de 
pessoas, o que a caracteriza como uma distribuição heterogênea, desigual.
Existem fatores que favorecem a ocupação humana, como condições natu-
rais (relevo e clima), urbanização, oferta de empregos, ausências de conflitos, etc. 
Essas áreas são denominadas ecúmenas. Na Europa Ocidental, particularmente 
nas proximidades dos mares Mediterrâneo, Báltico e do Norte e nos vales fluviais 
do Reno, Elba, Sena, Tâmisa e Pó, localiza-se a segunda maior concentração 
populacional do mundo, justificada pelas atividades industriais e comerciais.
Já os fatores que dificultam a fixação humana são regiões polares, gran-
des cordilheiras, florestas, conflitos – são áreas anecúmenas. Podem essas 
ser também denominadas vazios demográficos, que não se caracterizam 
apenas por ausência de população, mas também por baixa concentração 
populacional (baixa densidade demográfica).
DENSIDADE DEMOGRÁFICA GLOBAL
Ta
lit
a 
Ka
th
y 
Bo
ra
Fonte: CHARLIER, Jacques (Org.). Atlas Du 21e siècle. Paris: Èditions Nathan, 2009. p.168. Adaptação.
37 
Anos
100 
Anos
2 Extensivo Terceirão
Conceitos de Populoso e Povoado
O número total de habitantes de um determinado 
lugar é denominado população absoluta. As locali-
dades que apresentam grande população absoluta são 
consideradas populosas, a exemplo da China, Índia e 
Brasil. Já regiões que apresentam pequenas populações 
absolutas podem ser consideradas pouco populosas, a 
exemplo do Vaticano. Observe a tabela com os países 
mais populosos do mundo:
10 MAIORES POPULAÇÕES ABSOLUTAS
“PAÍSES POPULOSOS” EM 2018
 1.o) China 1413 milhões
 2.o) Índia 1350 milhões
 3.o) EUA 326 milhões
 4.o) Indonésia 266 milhões
 5.o) Brasil 210 milhões
 6.o) Paquistão (*) 120 milhões
 7.o) Nigéria 194 milhões
 8.o) Bangladesh 166 milhões
 9.o) Rússia 144 milhões
10.o) México 130 milhões
Fonte: Banco Mundial.
(*) Levando em consideração as taxas de crescimento 
populacional de Brasil e Paquistão, existe a expectativa 
de que este ultrapasse o Brasil e se torne o quinto país 
mais populoso do mundo nos próximos anos. 
Já quando se analisa concentração de pessoas por 
área (normalmente expressa em hab/km²), está se 
referindo à densidade demográfica ou população 
relativa. Áreas que apresentam grande concentração 
populacional são denominadas densamente povoadas, 
a exemplo de Mônaco. 
10 MAIORES DENSIDADES DEMOGRÁFICAS
“PAÍSES POVOADOS” EM 2018
 1.o) Mônaco 15.255 hab/km2
 2.o) Singapura 7.681 hab/km2
 3.o) Vaticano 1.900 hab/km2
 4.o) Barein 1.643 hab/km2
 5.o) Maldivas 1.324 hab/km2
 6.o) Malta 1.297 hab/km2
 7.o) Bangladesh 1.119 hab/km2
 8.o) Barbados 669 hab/km2
 9.o) Taiwan 646 hab/km2
10.o) Maurício 644 hab/km2
Fonte: Banco Mundial.
 DISTRIBUIÇÃO POPULA-
CIONAL DO BRASIL
DENSIDADE DEMOGRÁFICA DO BRASIL
Ta
lit
a 
Ka
th
y 
Bo
ra
Fonte: IBGE. Atlas geográfico escolar. 8. ed. Rio de Janeiro, 2018. Adaptação.
Dentro desse contexto, o Brasil pode ser classificado como um país 
populoso, porém pouco povoado.
Vale observar também a chamada distribuição efe-
tiva da população, ou seja, a população pode estar mais 
concentrada em uma determinada região do país do que 
em outra. Tomando Brasil como exemplo, a maior parte 
da nossa população está fixada em uma área próxima 
ao litoral, por conta do clima mais ameno, condições do 
relevo, fatores históricos e econômicos.
A qualidade de vida da população também permite 
a classificação de áreas. Quando as regiões apresentam 
grande contingente populacional, mas as condições de 
vida da população são muito ruins, com uma grande 
gama de pessoas em condições de pobreza ou extrema 
pobreza, temos uma área superpopulosa. Se o lugar 
apresentar uma grande densidade demográfica e boa 
parcela da população apresentar péssimas condições 
vida, será superpovoada. Portanto, ser um país popu-
loso não indica, necessariamente, que é superpopuloso. 
Os principais exemplos em que se observa essa realida-
de são as áreas denominadas formigueiros humanos 
– Na Ásia das Monções, localiza-se a maior concentração 
populacional do mundo que pode ser explicada pelas 
planícies aluviais de solos férteis, propiciando a agricul-
tura de jardinagem e também as limitadas aspirações 
materiais da população. Aí se situam países como a 
República Popular da China, Vietnã, Laos, Camboja, 
Tailândia, Mianmar, Bangladesh, Indonésia, Índia e Pa-
quistão, entre outros.
Aula 01
3Geografia 1B
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 S
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 Vale Rio Ganges, na Índia – “formigueiro humano”.
MOVIMENTOS POPULACIONAIS
O aumento ou diminuição do contingente popula-
cional é expresso pela variação do crescimento vegetati-
vo (variação da diferença entre as taxas de natalidade e 
mortalidade) e saldo migratório (quantidade de pessoas 
que chegam em relação à quantidade de pessoas que 
saem de um determinado lugar). Só faz sentido consi-
derar o saldo migratório quando se comparam regiões, 
cidades e países e não ao analisarmos a população 
mundial, já que o deslocamento de pessoas sobre a 
superfície do planeta não fará com que a população au-
mente ou diminua. Podemos observar os movimentos 
populacionais de duas formas: 
Movimentos Verticais – variação do crescimento 
vegetativo;
Movimentos Horizontais – associado aos fluxos 
migratórios de determinado período histórico. Esses 
movimentos serão abordados com mais detalhes nas 
aulas 05 e 06 de Geografia B.
CONCEITOS BÁSICOS 
POPULAÇÃO
Taxa de Natalidade – número de nascimentos em 
um lugar em relação à população absoluta.
Taxa de Mortalidade – número de mortes (óbitos) 
em um lugar em relação à população absoluta.
Taxa de Mortalidade Infantil – número de crianças 
que morrem antes de completar um ano de vida, a cada 
mil nascimentos (avaliado em porcentagem ou por 
milhar).
Crescimento Vegetativo – Diferença entre taxa de 
natalidade e taxa de mortalidade. A variação do Cresci-
mento Vegetativo de uma população em determinado 
período histórico se denomina transição demográfica, 
e será abordado em detalhes na aula 02 de Geografia B.
Taxa de Fertilidade – número de mulheres que, 
em uma população, podem ter filhos (não estéreis) e 
expressam o desejo de terem filhos.
Taxa de Fecundidade – Número médio de filhos 
por mulher em idade reprodutiva (considera-se para 
fins estatísticosa faixa etária aproximada entre 15 e 49 
anos – entre a menarca e a menopausa). No Brasil, a taxa 
de fecundidade vem caindo ano a ano, por conta de fa-
tores como inserção da mulher no mercado de trabalho, 
difusão de métodos contraceptivos, acesso à informação 
e educação, aumento das taxas de urbanização, etc.
6,16 6,21 6,28
5,75
4,35
2,89
2,38
1,90
Evolução da taxa de fecundidade no Brasil
(em filhos por mulher)
1940 1950 1960 1970 1980 1980 2000 2010
FECUNDIDADE
Taxa de Reposição – Refere-se à taxa de fecundida-
de ideal, que deve ser de 2,1 filhos por mulher. Nesse 
caso, dois filhos “substituem” pais e mães e a diferença 
(0,1) atendem às mulheres que não procriarem (que não 
compõem a taxa de fertilidade da população).
 CENSO DEMOGRÁFICO
O Censo demográfico é uma pesquisa que tem por 
objetivo coletar dados e fornecer informações (quan-
titativas e qualitativas) referentes à população de um 
lugar, que podem servir de base ao Estado criar políticas 
públicas que possam melhorar as condições de vida de 
sua população (entendo as mudanças ocorridas na sua 
estrutura, acesso ao consumo, por exemplo) e também 
às empresas, como análise de mercado, etc. (atualmente 
denominado geomarketing). No caso Brasileiro, em-
bora exista uma pesquisa contínua (PNAD – Pesquisa 
Nacional por Amostra de Domicílio - IBGE),o censo é re-
alizado a cada 10 anos e demanda um grande esforço e 
investimento, pelas dificuldades em termos de extensão 
territorial do país, de acesso a algumas regiões e grande 
quantidade de mão de obra. Já em outros países, a 
pesquisa pode variar de periodicidade.
Para o Censo demográfico de 2010, ocorreram 
algumas mudanças em termos metodológicos como a 
inserção da ideia social de gênero (orientação sexual) e 
autodeclaração (em relação a grupos étnicos – principal-
mente no que se refere à cor da pele). 
Em relação ao Censo de 2020, também ocorrerão 
mudanças na metodologia adotada pelo IBGE, muito 
por conta do contingenciamento de gastos. 
4 Extensivo Terceirão
Testes
Assimilação
01.01. (FEI – SP) – A fórmula dada pela razão entre o número 
de óbitos de crianças de até um ano de idade e o número 
de nascidos vivos é chamada de: 
a) taxa de mortalidade infantil. 
b) expectativa de vida ao nascer. 
c) taxa de fecundidade total. 
d) taxa de natalidade. 
e) crescimento vegetativo.
01.02. (UM – SP) – Ao longo do século XX, ampliou-se sig-
nificativamente a expectativa de vida do brasileiro. Apesar 
da desigualdade dos índices regionais (principalmente Sul 
e Nordeste), essa diferença vem diminuindo nos últimos 
anos. Para o IBGE, essa diminuição é consequência direta da: 
a) redução da mortalidade infantil e da melhora das condi-
ções de saneamento básico.
b) melhora das condições de saneamento básico e da dimi-
nuição do desemprego.
c) redução da mortalidade infantil e da melhora dos índices 
de alfabetização.
d) melhora dos índices de alfabetização e da melhora das 
condições de saneamento básico.
e) melhora dos índices de alfabetização e da diminuição 
do desemprego.
01.03. (UEM – PR) – Sobre conceitos demográficos normal-
mente utilizados, assinale o que for correto. 
01) Crescimento vegetativo corresponde à diferença entre 
a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade verificadas 
em um determinado período (um ano, por exemplo). 
02) Taxa de natalidade significa o número de habitantes de 
um país e as condições que são dadas a esse contingen-
te populacional para usufruir uma boa qualidade de vida. 
04) Taxa de mortalidade corresponde ao número de pesso-
as que morrem durante um ano em determinado espa-
ço geográfico, e sua relação com doenças contagiosas. 
08) População absoluta corresponde ao total de habitantes 
de uma determinada área. 
16) Densidade demográfica significa a relação entre o to-
tal de habitantes de uma determinada região e a área 
abrangida por essa região.
01.04. (FPP – PR) – Observe a evolução dos apartamentos 
de 2 quartos nos últimos 50 anos.
DÉCADA METRAGEM (m2)
1970 100,00
1980 87,80
1990 72,85
2000 73,76
2010 59,60
Fonte: https://infograficos.oglobo.globo.com/economia/exemplos-de-plantas-de 
apartamentos-de-dois-quartos-ao-longo-das-decadas.html. 
Acesso em: 14/02/2018.
Entre as causas do fenômeno retratado na tabela, destaca-se a(o) 
a) diminuição da mortalidade infantil. 
b) redução da expectativa de vida. 
c) redução do valor dos imóveis nas grandes metrópoles. 
d) redução da taxa de fecundidade. 
e) diminuição dos fluxos migratórios entre periferia e áreas 
centrais.
Aperfeiçoamento
01.05. (UEPG – PR) – Sobre a Geografia da população, assi-
nale o que for correto. 
01) Quanto maior o número absoluto de pessoas em um 
país, mais populoso este é. A Índia está entre os países 
mais populosos do mundo. 
02) A teoria de Malthus afirmava que a população cresce em 
progressão geométrica, ou seja, mais rapidamente que a 
produção de alimentos e fatores como a guerra ou epi-
demias auxiliam a frear o crescimento populacional. 
04) Não existe qualquer relação entre maior desenvolvi-
mento de um país e queda de taxa de natalidade. 
08) O Brasil é um país com população bem distribuída por 
todas as suas regiões, ou seja, possui um território bem 
povoado.
01.06. (UFG – GO) – Observe o gráfico a seguir.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Anuário Estatístico do Brasil, 1982. 
Censo demográfico, 2000.
A diferença entre as taxas de natalidade e de mortalidade 
indica aumento, redução ou estabilização na taxa de cres-
cimento vegetativo. A leitura e interpretação do gráfico 
demonstra que o crescimento vegetativo:
a) aumenta quando as taxas de natalidade e mortalidade 
são elevadas.
b) estabiliza-se quando a taxa de natalidade é maior que a 
de mortalidade.
c) é maior quando a diferença entre as taxas de natalidade 
e mortalidade é elevada.
d) é baixo quando a taxa de mortalidade é menor que a de 
natalidade.
e) aumenta quando as taxas de natalidade e mortalidade 
são baixas.
Aula 01
5Geografia 1B
01.07. (ACAFE – SC) – Leia a tabela abaixo a respeito da 
população.
POPULAÇÃO
2008 2050
Mundo 6.749.678 9.191.287
1. China 1.336.311 1.408.846
2. Índia 1.186.186 1.658.270
3. Estados Unidos 308.798 402.415
4. Indonésia 234.342 296.885
5. Brasil 189.613 215.287
6. Paquistão 166.961 292.205
7. Bangladesh 161.318 254.084
8. Nigéria 151.478 288.696
9. Federação Russa 141.780 107.832
10. Japão 127.938 102.511
Fonte: IBGE in Especial 18 anos: Carta capital 03/10/2012
Sobre os dados apresentados na tabela é correto afirmar, 
EXCETO:
a) China, Índia e Estados Unidos – as três maiores potências 
econômicas do planeta – permanecerão nesta ordem 
como os três mais populosos, sendo que a Federação 
Russa e o Japão apresentarão em 2050, recuo de sua 
população em relação a 2008.
b) O Brasil vem, há décadas, apresentando diminuição nas 
taxas de crescimento populacional, fruto da redução da 
natalidade e da fecundidade, e aumentando a esperança 
média de vida, com o consequente aumento do número 
de idosos para o qual se exigirá aumento de preocupação 
e atenção por parte dos ativos.
c) Estados Unidos e Japão são os únicos representantes na 
tabela dos chamados países desenvolvidos, enquanto 
que quatro deles formam o chamado BRIC: Brasil, Rússia, 
Índia e China.
d) O Brasil, atualmente o quinto país mais populoso do 
mundo, com 189,6 milhões de habitantes, cairá para o 
oitavo lugar em 2050 quando terá 215,2 milhões, fato 
previsto devido à redução no ritmo de crescimento da 
sua população.
01.08. (UFSC) – Com base na tabela que trata da população 
absoluta e relativa dos países mais populosos do mundo, e 
nos seus conhecimentos sobre esse assunto, assinale a(s) 
proposição(ões) correta(s).
OS PAÍSES MAIS POPULOSOS DO MUNDO
País População Absoluta (milhões de habitantes)
População Relativa
(hab./km2)
1. China 1.250 135
2. Índia 1.000 330
3. EUA 276 29
4. Indonésia 208 110
5. Brasil 169,5 20
6. Rússia 147 9
7. Paquistão 152 199
8. Bangladesh 127 966
9. Japão 126 333
10. Nigéria 120175
Fonte: VESENTINI, J. William. “Brasil Sociedade & Espaço: Geografia do Brasil”. 
São Paulo: Ática, 2002, p. 143.
01) O Brasil é um país bastante povoado.
02) O Brasil é um país populoso.
04) O Brasil é um país populoso e bastante povoado.
08) Comparado aos principais países mais populosos do 
mundo, o Brasil possui uma baixa população relativa.
16) Por ser um país bastante povoado, o Brasil não exige 
políticas de desenvolvimento regional para a ocupação 
do território.
01.09. (FPP – PR) – A aposentadoria por tempo de 
contribuição é um benefício devido ao cidadão que 
comprovar o tempo total de 35 anos de contribuição, 
se homem, ou 30 anos de contribuição, se mulher
 (Ministério do Trabalho e Previdência Social, 2016).
Fonte: Adaptado de Proposta de reforma da previdência deve sair em 60 dias, diz 
ministro. G1. Disponível em: Acesso em 08 mai. 2016.
A regra 85/95 valeu até 2018. Depois vai aumentando, até 
2027, quando será 90/100. Esses valores vão aumentar ao 
longo do tempo, levando em conta a 
a) taxa de fecundidade. 
b) taxa de natalidade. 
c) expectativa de vida do brasileiro. 
d) taxa de crescimento vegetativo. 
e) taxa de mortalidade
01.10. (PUCPR) – O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia 
e Estatística) divulgou em setembro de 2010 os resultados 
da PNAD (Pesquisa Nacional sobre Amostra Domiciliar) 
referente às taxas de fecundidade nos últimos dez anos 
no Brasil. Os dados sobre o número de filhos por mulher 
são os seguintes:
ANO TAXA DE FECUNDIDADE
2001 2,33
2008 1,89
2009 1,94
IBGE, 2010
6 Extensivo Terceirão
Com base nesses dados, assinale a alternativa correta:
a) O aumento das taxas em 2009 evidencia que o Brasil é 
um país que tem explosão demográfica.
b) Os indicadores demonstram que as taxas de mortalida-
de são superiores às taxas de natalidade, evidenciando 
redução demográfica.
c) O índice de 2009 indica ligeiro aumento na taxa de fe-
cundidade não caracterizando crescimento demográfico 
explosivo.
d) Esses números indicam que o Brasil é um país com taxas 
negativas de crescimento demográfico, demonstrando a 
política estatal de um filho único.
e) Caso essas taxas de fecundidade sejam mantidas, o Brasil, 
em uma década, ultrapassará o total da população da 
Índia.
Aprofundamento
01.11. (UFRGS) – O relatório da Organização das Nações 
Unidas (ONU, 2015) afirma que a população mundial 
deverá chegar aos 9,7 bilhões em 2050. 
Fonte: ONU projeta que população mundial chegue aos 8,5 bilhões em 2030. 
Disponível em: Acesso em: 30 ago. 2017. 
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirma-
ções sobre o crescimento da população mundial. 
( ) As altas taxas de fertilidade e o aumento da esperança 
de vida ao nascer influenciam no crescimento da po-
pulação mundial projetado. 
( ) O crescimento da população mundial projetado está 
relacionado ao aumento do controle de natalidade. 
( ) O crescimento da população mundial projetado está li-
gado ao índice de crescimento natural, o qual relaciona 
apenas taxa de mortalidade e migrações. 
( ) O crescimento da população mundial projetado está 
relacionado somente ao aumento das migrações. 
A sequência correta do preenchimento dos parênteses, de 
cima para baixo, é 
a) F – V – V – V 
b) F – V – V – F
c) V – V – F – F 
d) V – F – F – F 
e) V – F – F – V
01.12. (UEM – PR) – Assinale o que for correto sobre as 
características da distribuição espacial da população bra-
sileira, segundo as informações do Censo Demográfico de 
2010, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE). 
01) As regiões Sudeste, Nordeste e Sul continuam sendo as 
mais populosas do País, apesar de as regiões Norte e 
Centro-Oeste terem apresentado as maiores taxas de 
crescimento populacional da década anterior. 
02) A distribuição espacial das cidades, inclusive no que 
tange ao distanciamento existente entre elas, compõe 
um elemento geográfico fundamental do processo de 
ocupação e de divisão política dos estados brasileiros. 
04) Os padrões regionais de distribuição da população não 
refletem adequadamente o processo de ocupação do 
território nacional que, ao longo da história, tem mol-
dado as diferenças regionais brasileiras. 
08) Ocupações ribeirinhas e ocupações ao longo de es-
tradas são características da forma de povoamento da 
parte mais ocidental da região Norte do País. 
16) Devido às características da ocupação, no Centro-Oeste 
a população regional está uniformemente distribuída.
01.13. (UEPG – PR) – Sobre a demografia, assinale o que 
for correto. 
01) A taxa de mortalidade pode ser calculada pela média 
geral ou por grupos específicos da população. A taxa 
de mortalidade por idade permite, por exemplo, obter 
o cálculo de mortalidade infantil, importante indicador 
social de um país. 
02) A taxa de natalidade pode indicar o número de nasci-
mentos ocorridos anualmente para cada grupo de mil 
habitantes de um local, como uma cidade, estado ou 
país. 
04) O crescimento vegetativo e as migrações são impor-
tantes indicadores demográficos de um local. 
08) Migrações pendulares são aquelas em que o indivíduo 
fixa moradia na área em que vai trabalhar e só retorna a 
sua cidade de origem se for realmente necessário. 
16) A pirâmide etária tem como função calcular quão lon-
geva pode ser uma sociedade. Mostra em sua base a 
população mais idosa e adulta e no topo a mais jovem.
01.14. (UNISC – RS) – Leia as afirmativas abaixo e assinale 
a alternativa correta. Em relação à dinâmica demográfica 
brasileira, é possível afirmar que: 
I. a população brasileira passou de 52 milhões de habi-
tantes em 1950, para 191 milhões em 2010. Ou seja, a 
população quase quadruplicou em 60 anos, devido à 
disparidade entre suas taxas brutas de natalidade e suas 
taxas brutas de mortalidade.
II. a taxa de fecundidade total no Brasil que era de 6,16 
filhos por mulher, em 1940, tem diminuído chegando 
a 1,90 filho em 2010. O menor ritmo de fecundidade 
também teve influência na mudança da estrutura etária 
populacional do país, que se apresenta agora mais enve-
lhecida, devido ao aumento proporcional de idosos e à 
diminuição da parcela de crianças no total da população.
III. nas três últimas décadas, a população brasileira está en-
velhecendo rapidamente e se concentrando sobretudo 
nas cidades médias brasileiras, localizadas nas regiões 
Sudeste e Nordeste.
a) Somente as afirmativas I e II estão corretas.
b) Somente a afirmativa III está correta.
c) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
d) Somente as afirmativas II e III estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.
Aula 01
7Geografia 1B
01.15. (UFPR) – O Brasil tem 206,08 milhões de habi-
tantes, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) 
[agosto, 2016] pelo Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE). Estimativas publicadas no Diário 
Oficial da União indicam que o país tinha, em 1º de 
julho deste ano, 206.081.432 habitantes. No ano 
passado, a população era de 204.450.649, ou seja, o 
crescimento da população foi de 0,8%. 
(Disponível em: Acessado em 31.08.2016.)
Com base nas informações do texto e nos conhecimentos 
em geografia da população, assinale a alternativa correta. 
a) O percentual de crescimento populacional indicado 
mostra que a teoria malthusiana tinha razão, isto é, que 
a população está crescendo em progressão geométrica 
e a de alimentos, em ritmo aritmético. 
b) A taxa de natalidade caiu de forma significativa nas 
últimas duas décadas e a percentagem de crescimento 
atual é explicada pela vinda de migrantes e refugiados 
de outros países. 
c) Em termos absolutos, a expressiva diferença no montante 
da população entre um ano e outro indica que as políticas 
públicas de controle de natalidade da última década não 
conseguiram diminuir o crescimento populacional. 
d) O aumento da densidade demográfica nas regiões Norte e 
Centro-Oeste, que equilibrou a distribuição da população 
nacional, tem sido um fator relevante no crescimento 
populacional.e) Embora apresente essa taxa de crescimento, há uma ten-
dência de diminuição da representatividade da população 
jovem no Brasil em relação à população em processo de 
envelhecimento, confirmando a mudança da estrutura 
etária brasileira.
01.16. (UFPR) – População brasileira cresce 0,8% e che-
ga a 206 milhões em 2016 São Paulo é o Estado mais 
populoso do País com 44,75 milhões de habitantes; 
Roraima é o menos populoso com apenas 514,2 mil. 
O Brasil tem 206,08 milhões de habitantes, se-
gundo dados divulgados, nesta terça-feira (30), pelo 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
Estimativas indicam que o País tinha, em 1º de julho 
deste ano, 206.081.432 habitantes. No ano passado, 
a população era de 204.450.649. 
São Paulo, o Estado mais populoso do País, tem 
44,75 milhões de habitantes. Mais cinco Estados têm 
populações que superam os 10 milhões de habitantes: 
Minas Gerais (21 milhões), Rio de Janeiro (16,63 
milhões), Bahia (15,28 milhões), Rio Grande do Sul 
(11,29 milhões) e Paraná (11,24 milhões). Além 
disso, três Estados têm populações menores do que 
1 milhão: Roraima (514,2 mil), Amapá (782,3 mil) e 
Acre (816,7 mil). 
A cidade de São Paulo, a mais populosa do Brasil, 
tem população de 12,04 milhões (5,8% do total na-
cional). A capital paulista é seguida por Rio de Janeiro 
(6,5 milhões), Distrito Federal (2,98 milhões), Sal-
vador (2,94 milhões), Fortaleza (2,61 milhões), Belo 
Horizonte (2,51 milhões) e Manaus (2,09 milhões). 
Fonte: adaptado de http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2016/08/populacao-
-brasileiracresce-0-8-e-chega-a-206-milhoes 
Sobre algumas características que envolvem a distribuição 
espacial da população do Brasil, assinale a alternativa IN-
CORRETA:
a) O Sul, que concentra as duas metrópoles nacionais, é a 
região mais populosa do país. 
b) As capitais estaduais constituem-se como os municípios 
mais populosos na maior parte das unidades federativas. 
c) A maior parte dos municípios brasileiros conta com uma 
população inferior a 50 mil habitantes. 
d) Apesar de contar com as cidades milionárias de Belém e 
Manaus, a região Norte ainda é a menos populosa do país. 
e) Apenas os cinco maiores municípios do país possuem 
mais de 10% da população nacional.
01.17. (UNEMAT – MT) – Sobre a população brasileira é 
correto afirmar.
a) Apresenta alto grau de movimentação interna, sendo o 
Centro-Oeste a região de maior repulsão populacional.
b) A taxa de fecundidade da população brasileira vem au-
mentando significativamente no país.
c) A maioria da população brasileira está concentrada na 
faixa Oeste do país, em que podem ser encontradas áreas 
com densidades superiores a 100 hab./km2. Já a porção 
Leste do país é bem menos povoada, com predomínio 
de densidades inferiores a 10 hab./km2.
d) A partir de meados da década de 1960, a população 
urbana passa a ser mais numerosa que a população rural, 
em razão da industrialização que se acentua desde o final 
da década de 1950, provocando migrações do campo 
para a cidade.
e) A população absoluta do Brasil e sua grande extensão 
territorial permitem-nos classificar o país como muito 
povoado, porém pouco populoso.
01.18. (UENP – PR) – Sobre a distribuição da população 
brasileira nas últimas décadas, assinale a alternativa correta. 
a) A população brasileira cresceu em função de mudanças 
nas taxas de fecundidade e mortalidade, o que deter-
minou um equilíbrio quantitativo entre crianças, jovens, 
adultos e idosos no país. 
b) A redução nos níveis de mortalidade nas diversas re-
giões do Brasil propiciou uma demanda crescente por 
alimentação e serviços, provocando a desestabilização 
na economia do país. 
8 Extensivo Terceirão
c) Apesar dos avanços na medicina, a expectativa de vida ao 
nascer se mantém em torno de 64 anos de idade, devido 
às condições insalubres de vida da maioria da população 
brasileira. 
d) O Brasil passa por um período de transição demográfica 
em que se verificam um número menor de filhos por 
mulher e aumentos sucessivos na expectativa de vida 
da população. 
e) O Brasil apresenta uma estrutura etária jovem, tendência 
que se manterá estável nas próximas décadas, em razão 
dos incentivos governamentais para os casais terem 
mais filhos.
Desafio
01.19. (UVV – ES) – 
Texto 1 
COPA DA RÚSSIA 2018: MULTIÉTNICA, 
SELEÇÃO DA FRANÇA BICAMPEÃ MUNDIAL 
TEM RAÍZES EM 17 PAÍSES
A França que conquistou o bicampeonato no 
Mundial neste domingo, em Moscou, é multicultural. 
Há imigrantes, filhos de imigrantes e mais de uma 
dezena de nações envolvidas. E nem sempre dá para 
dizer que essa herança étnica influi na questão socio-
econômica dos jogadores. 
Disponível em: www.bbc.com - Acesso em 21/07/2018. 
Texto 2 
PORTUGAL TEM A SEGUNDA TAXA DE NATA-
LIDADE MAIS BAIXA DA EUROPA
Na União Europeia, só os italianos obtiveram um 
registro pior do que o do português, em nível de 
natalidade. A população, no conjunto dos 28 Estados-
-membros, aumentou em 2016 devido à imigração. 
[...] a UE teve um aumento de população de cerca 
de 1,5 milhões em 2016, devido ao saldo migratório 
positivo. Como o saldo natural foi neutro, ou seja, 
o número registado de nascimentos e de mortes foi 
semelhante (5,1 milhões), valeu a diferença positiva 
entre os que entraram e os que saíram dos 28 Estados-
-membros para fazer a população total subir para 
511,8 milhões em 1 de janeiro de 2017. 
Disponível em: www.jornaldenegocios.pt - Acesso em 21/07/2018. 
Acerca dos movimentos migratórios em direção ao conti-
nente europeu, é correto afirmar que 
01.01. a
01.02. a
01.03. 25 (01 + 08 + 16)
01.04. d
01.05. 03 (01 + 02)
01.06. c
01.07. a
01.08. 10 (02 + 08)
01.09. c
01.10. c
01.11. d
01.12. 11 (01 + 02 + 08)
01.13. 07 (01 + 02 + 04)
01.14. a
01.15. e
01.16. a
01.17. d
01.18. d
01.19. c
01.20. a
Gabarito
a) para a economia europeia, a imigração tem impactos 
negativos, agravando o processo de envelhecimento da 
população. 
b) nos últimos anos, a Alemanha foi um dos países que 
menos recebeu imigrantes, em virtude da forte política 
de fechamento de fronteiras. 
c) boa parte dos imigrantes em solo francês, nos últimos 
anos, são oriundos do Magreb, cujos países integrantes 
foram colônias francesas. 
d) a imigração para a Europa, sobretudo dos nascidos em 
países do Oriente Médio e África, é recente, iniciando-se 
em meados de 2010, na chamada “Primavera Árabe”. 
e) os movimentos migratórios, principalmente da África 
e da Ásia com destino à Europa, não têm se mostrado 
capazes de alterar significativamente o cenário social 
desse continente, devido às já antes elevadas taxas de 
natalidade de países como Alemanha, Itália e Áustria, 
sendo Portugal uma exceção.
01.20. (IFBA) – 
POPULAÇÃO BRASILEIRA CRESCE 0,9% 
ENTRE 2012 E 2013
A população brasileira cresceu 0,9%, segundo 
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
(IBGE). Neste ano, o Brasil tem 201,03 milhões, ou seja, 
1,79 milhão a mais do que no ano passado (199,24 
milhões). O crescimento é menor do que o observado 
entre 2011 e 2012, que havia sido 0,93%. Segundo o 
pesquisador do IBGE Gabriel Borges, a tendência é que 
o ritmo de crescimento da população caia até 2042, 
ano em que a população brasileira para de crescer. “A 
população vai crescendo, cada vez menos, até 2042, 
quando começa a diminuir”. 
Disponível em: http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2013/08/populacaobrasilei-
ra-cresce-09-entre-2012-e-2013. Acesso em: 09 setembro de 2013.
Indique a alternativa que NÃO representa uma tendência 
demográfica para o Brasil nas próximas duas décadas:
a) Diminuição da população absoluta.
b) Aumento da expectativa de vida da população.
c) Diminuição das taxa de natalidade e mortalidade.
d) Aumento do percentual de idosos sobre o total da po-
pulação.
e) Diminuição do percentual de jovens sobre o total da 
população.
9Geografia 
Demografia II – Estrutura – I
1B1BAula 02
Geografia
 TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
Ao analisarmos a dinâmica do comportamento e 
evolução histórica do crescimentovegetativo (diferença 
entre as taxas de natalidade e mortalidade), observamos 
mudanças (fases) que ocorrem uma única vez na história 
da população de um país, decorrentes de transforma-
ções tecnológicas, econômicas e sociais, a exemplo da 
evolução da medicina ou intensificação dos processos 
de urbanização pelo mundo. 
Os países desenvolvidos, com destaque para os eu-
ropeus, realizaram a transição demográfica no período 
compreendido entre a Primeira Revolução Industrial 
(1780) e a Segunda Guerra Mundial (que terminou em 
1945). Nos países subdesenvolvidos, entre eles o Brasil, 
a transição foi verificada tardiamente, entre as décadas 
de 1940/50 e 1980/90.
Com o objetivo de descrever tais processos, tomamos 
por base o modelo “clássico” de transição demográfica, 
criado pelo demógrafo estadunidense Warren Thompson 
(1887-1973) em 1929, conforme gráfico abaixo: 
Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4
Taxa de natalidade
Taxa de mortalidade
Crescimento vegetativo
tempo
ta
xa
 p
or
 h
ab
ita
nt
es
– 1.a fase (fase primitiva): altas taxas de natalidade 
e de mortalidade = baixo crescimento vegetativo. 
Apesar de não existir hoje nenhum país no mundo que 
apresente tão elevadas taxas de mortalidade, essa fase 
da transição pode ser comparada a realidade muitos 
países localizados na África Subsaariana, como por 
exemplo, o Burundi; 
– 2.a fase (explosão demográfica): altas taxas de 
natalidade e baixas taxas de mortalidade = grande 
crescimento vegetativo. Essa fase ocorre principalmen-
te por conta das melhorias das condições sanitárias, da 
medicina e expansão da urbanização, fazendo com que 
ocorra uma redução drástica das taxas de mortalidade. É 
a realidade observada em boa parte dos países subde-
senvolvidos, a exemplo do Paquistão. 
Deve-se atentar ao fato de que, quando o cresci-
mento do contingente populacional é significativo num 
país em um curto período de tempo, e está associado a 
uma grande elevação das taxas de natalidade, podemos 
denominar esse fenômeno de baby-boom – “explosão 
de bebês”. Esse fato foi observado nos EUA no período 
entre 1945 – 1960, e teve relação com os movimentos 
de contracultura observados no país. 
– 3.a fase (regime moderno ou industrial): baixas 
taxas de natalidade e de mortalidade = baixo cres-
cimento vegetativo. O Brasil apresenta uma estrutura 
populacional correspondente a essa fase, estando em 
transição para quarta fase, em que se observa a maior 
parte da população concentrada na faixa dos adultos 
(20 e 59 anos) em relação ao número de jovens e idosos. 
Essa condição é denominada bônus demográfico; 
– 4.a fase (regime moderno e pós-industrial): taxas 
fecundidade abaixo de 2,1 filhos por mulher (meno-
res que a taxa de reposição) e aumento da expectativa 
de vida, acarretando na estagnação do crescimento 
demográfico e envelhecimento populacional. Situação 
observada em boa parte dos países desenvolvidos, a 
exemplo da França. 
Atualmente em alguns países, a exemplo da Alema-
nha, Japão e Rússia, durante muitos anos as taxas de 
fecundidade não atenderam a taxa de reposição e as 
taxas de mortalidade estão se tornando maiores que 
as de natalidade. Nesses países ocorre retração (dimi-
nuição) do contingente populacional, falta de mão de 
obra, deficit previdenciário e problemas em relação às 
políticas imigratórias. Portanto, já se observa na literatu-
ra a respeito do tema, a presença de uma quinta fase da 
transição demográfica.
ESTRUTURA POPULACIONAL
A estrutura populacional de um país corresponde ao 
conjunto de características de uma população, como a 
composição em porcentagem de idade, efetivo mascu-
lino e feminino, taxa de fecundidade, ocupação, grau de 
instrução, etc.
10 Extensivo Terceirão
ESTRUTURA ETÁRIA
A estrutura etária indica a porcentagem de jovens, 
adultos e idosos de uma população. Em consequência 
das quedas das taxas de crescimento vegetativo 
no mundo, observa-se um aumento cada vez mais 
significativo da parcela de população madura (adultos e 
idosos). Atualmente, em torno de 11% da população do 
planeta tem idade superior a 60 anos.
ESTRUTURA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA (2010)
POPULAÇÃO PORCENTAGEM (%)
JOVEM (0 a 19 anos) 33,1%
ADULTA (20 a 59 anos) 59,3%
IDOSA (acima de 60 anos) 7,6%
Fonte: Censo demográfico IBGE (2010)
ESTRUTURA POR SEXO
De modo geral, as populações no mundo apresen-
tam uma sutil feminilidade (o número de mulheres é 
superior ao de homens). Porém, há regiões em que se 
observa um desequilíbrio na estrutura populacional, 
por conta de guerras (onde em combate morrem mais 
homens), sociedades patriarcais e arcaicas em que se ve-
rifica a valorização do nascimento e criação de homens 
em relação às mulheres.
Por mais que alguns dados estatísticos apontam que 
nascem 105 meninos para cada 100 meninas, os homens 
tendem a morrer mais cedo por conta de guerras (por 
ser maioria nos exércitos), nos trabalhos perigosos e 
insalubres e serem maior número de tabagistas.
Em algumas provas de vestibular, “estrutura por 
sexo” pode ser substituída pela expressão gênero, que 
também pode apresentar a discussão em relação à 
orientação sexual, uma conotação social do termo. 
PIRÂMIDES ETÁRIAS
As pirâmides etárias são gráficos que apresentam a 
estrutura populacional de acordo com idade e sexo, e 
permitem uma série de análises em relação a evolução 
populacional. Observe as pirâmides abaixo:
1 2
Idosos
Adultos
Jovens
África – 2006
Homens ≥80
75-79
70-74
65-69
60-64
55-59
50-54
45-49
40-44
35-39
30-34
25-29
20-24
15-19
10-14
5-9
0-4
8 6 5 4 3 2 1 07
%
0 2 3 4 5 6 7 81
Mulheres
Europa – 2006
Mulheres
8
8–+0
75-79
70-74
65-69
60-64
55-59
50-54
45-49
40-44
35-39
30-34
25-29
20-24
15-19
10-14
5-9
0-4
8 6 5 4 3 2 1 07 0 2 3 4 5 6 71
%
Homens
Na pirâmide 1 se observa a base larga (o que indica 
elevada taxa de natalidade) e topo estreito (elevadas 
taxas de mortalidade – indicando condições de vida 
ruins). Essa estrutura normalmente representa o contex-
to vivenciado em países subdesenvolvidos, que estariam 
na primeira ou segunda fases da transição demográfica.
Na pirâmide 2 se observa um estreitamento da base 
(indicando redução das taxas de natalidade) e topo alar-
gado (a população apresenta boas condições adequadas 
e elevada expectativa de vida). Essa estrutura normal-
mente representa o contexto vivenciado em países 
desenvolvidos, que estariam na quarta ou quinta fases 
da transição demográfica. Também devemos salientar 
que muitos dos países desenvolvidos apresentam o cha-
mado Ônus Demográfico (número de adultos é inferior 
à soma de jovens e idosos), acarretando em problemas 
para a disponibilidade de mão de obra no mercado de 
trabalho e exercendo pressão sobre o Estado no que 
compete aos gastos com saúde e seguridade social.
PIRÂMIDE ETÁRIA BRASILEIRA 
Ao estabelecer um comparativo entre as pirâmides 
etárias do Brasil (2000 - 2010), observamos que:
Distribuição da população por sexo, segundo 
os grupos de idade BRASIL – 2000
Homens Mulheres
95 a 99 anos
85 a 89 anos
75 a 79 anos
65 a 69 anos
55 a 59 anos
45 a 49 anos
35 a 39 anos
25 a 29 anos
15 a 19 anos
5 a 9 anos
19.221
208.088
780.571
1.639.325
2.585.244
4.216.418
5.955.875
6.814.328
9.019.130
8.402.353
36.977
326.783
999.016
1.941.781
2.859.471
4.505.123
6.305.654
7.035.337
8.920.685
8.139.974
Mais de 100 anos
90 a 94 anos
80 a 84 anos
70 a 74 anos
60 a 64 anos
50 a 54 anos
40 a 44 anos
30 a 34 anos
20 a 24 anos
10 a 14 anos
0 a 4 anos
10.423
65.117
428.501
1.229.329
2.153.209
3.415.678
5.116.439
6.363.983
8.048.218
8.777.639
8.326.926
14.153
115.309
607.533
1.512.973
2.447.720
3.646.923
5.430.255
6.664.961
8.093.297
8.570.428
8.048.802
0,0%
0,1%
0,5%
1,0%
1,5%
2,5%
3,5%
4,0%
5,3%
4,9%
0,0%
0,2%
0,6%
1,1%
1,7%
2,7%
3,7%
4,1%
5,3%
4,8%
0,0%
0,0%
0,3%
0,7%
1,3%
2,0%
3,0%
3,7%
4,7%
5,2%
4,9%
0,0%
0,1%
0,4%
0,9%
1,4%
2,1%
3,2%
3,9%
4,8%
5,0%
4,7%
95a 99 anos
85 a 89 anos
75 a 79 anos
65 a 69 anos
55 a 59 anos
45 a 49 anos
35 a 39 anos
25 a 29 anos
15 a 19 anos
5 a 9 anos
31.529
310.759
1.090.518
2.224.065
3.902.344
5.692.013
6.766.665
8.460.995
8.558.868
7.624.144
0,0%
0,2%
0,6%
1,2%
2,0%
3,0%
3,5%
4,4%
4,5%
4,0%
0,0%
0,3%
0,8%
1,4%
2,3%
3,2%
3,7%
4,5%
4,4%
3,9%
66.806
508.724
1.472.930
2.616.745
4.373.875
6.141.338
7.121.916
8.643.418
8.432.002
7.345.231
Mais de 100 anos
90 a 94 anos
80 a 84 anos
70 a 74 anos
60 a 64 anos
50 a 54 anos
40 a 44 anos
30 a 34 anos
20 a 24 anos
10 a 14 anos
0 a 4 anos
7.247
114.964
668.623
1.667.373
3.041.034
4.834.995
6.320.570
7.717.657
8.630.227
8.725.413
7.016.987
0,0%
0,1%
0,4%
0,9%
1,6%
2,5%
3,3%
4,0%
4,5%
4,6%
3,7%
0,0%
0,1%
0,5%
1,1%
1,8%
2,8%
3,5%
4,2%
4,5%
4,4%
3,6%
Homens Mulheres
16.989
211.595
998.349
2.074.264
3.468.085
5.305.407
6.688.797
8.026.855
8.614.963
8.441.348
6.779172
Distribuição da população por sexo, segundo 
os grupos de idade BRASIL – 2010
Fonte: IBGE
Aula 02
11Geografia 1B
 • O número de mulheres é superior ao de homens; 
 • Há redução das taxas de natalidade e fecundidade 
no Brasil;
 • Há aumento da expectativa de vida, o que pode 
tornar o Brasil, num futuro próximo, um país de 
idosos. Por esse motivo, um debate muito presente 
dentro da atualidade em nosso país, é a reforma da 
previdência.
TEORIAS DEMOGRÁFICAS 
MALTHUSIANA
Essa Teoria demográfica foi criada por Thomas Robert 
Malthus (1766 - 1834) economista, professor, demógra-
fo e pastor anglicano – que, em sua obra “Ensaio Geral 
Sobre População”, em 1798, afirmava que a população 
crescia de acordo com uma progressão geométrica, e os 
meios para o seu sustento cresciam de acordo com uma 
progressão aritmética. Este desequilíbrio previa grandes 
dificuldades para a humanidade, portanto concluiu que 
os princípios antinatalistas eram fundamentais para 
evitar o excessivo crescimento populacional. Malthus 
propôs o controle pela sujeição moral, ou seja, as prá-
ticas sexuais seriam amorais. Sua teoria falhou em não 
perceber o potencial de desenvolvimento tecnológico. 
Os malthusianos podem ser considerados pessimistas 
ou catastrofistas. 
©
W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s 
©
W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s
 Thomas Robert Malthus e seu “Ensaio Geral sobre População” 
de 1798
NEOMALTHUSIANA
Por conta da explosão demográfica observada em 
países subdesenvolvidos a partir dos anos 1960, associa-
da a melhorias das condições de vida dessas populações, 
reacendem as discussões em torno da relação pobreza e 
crescimento populacional. 
Na busca de explicações para o contexto e ten-
tando apresentar soluções, muitos grupos voltam a 
beber na fonte da teoria de Malthus, fazendo uma 
releitura da mesma, que ficou conhecida como Teoria 
Neomalthusiana. Para eles, o crescimento populacional 
era a causa da pobreza e miséria observada nesses paí-
ses, por apresentarem maiores dificuldades em manter 
programas sociais para grandes contingentes popu-
lacionais e, por esse motivo, princípios antinatalistas 
deveriam ser adotados. 
A grande diferença entre os malthusianos e neo-
malthusianos é que aqueles se pautavam na sujeição 
moral e esses defendem políticas de estado para con-
trole de natalidade. O exemplo de maior destaque foi a 
China, que adotou a chamada “política do filho único” 
a partir 1979, incluindo o aborto como serviço público 
no país. Por apresentar atualmente uma estrutura po-
pulacional em desequilíbrio (maior número de homens 
em relação ao de mulheres) e o maior contingente 
humano do mundo, tal política deixou de ser adotada 
em 2015.
ECONEOMALTHUSIANA
A partir dos anos 1970, as discussões ambientais 
passam a fazer parte da agenda de muitos países no 
mundo, principalmente no que compete ao modelo de 
desenvolvimento adotado, na exploração de recursos 
naturais disponíveis e consequente nível de consumo. 
Várias conferências ambientais passam a ocorrer a 
nível global, para definir metas e minimizar os impactos 
ambientais associados às atividades humanas. Assim 
sendo, o crescimento populacional passa a ser um ele-
mento importante a ser considerado, já que os recursos 
naturais são finitos e, o aumento do contingente po-
pulacional, associado ao modelo de desenvolvimento, 
exerce “pressão” sobre o meio ambiente. Nesse contexto, 
com base na teoria Malthusiana, surge com força a cha-
mada teoria econeomalthusiana, que vê na redução 
da população absoluta do planeta a solução para esse 
problema. 
REFORMISTA
A Teoria Populacional Reformista, Marxista ou até 
mesmo antimalthusiana, criada no fim da Segunda 
Guerra Mundial, e que seguia os preceitos propostos 
pelo filósofo, historiador e economista alemão Karl 
Marx (1818-1883), via no crescimento populacional uma 
das facetas do capitalismo, a criação de um excedente 
de mão de obra (chamado exército de reserva) e que 
achataria os salários dos trabalhadores e, portanto, a 
manutenção e reprodução da condição de pobreza.
12 Extensivo Terceirão
Testes
Assimilação
02.01. (FGV – SP) – Juntamente com 
a era da industrialização, ocorre 
na Europa um acelerado cresci-
mento populacional. A fábrica 
encontrava-se ainda em estágio 
inicial, necessitando de elevada 
mão de obra. Em virtude dos bai-
xos salários e difíceis condições de 
vida na cidade, era muito comum 
que a família inteira trabalhasse 
na indústria; e quanto maior fos-
se o número de filhos por casal, 
maior seria o rendimento médio 
da família. O surto demográfico, 
sem precedentes históricos, que se 
iniciou na Europa com a era indus-
trial causou espanto nos estudiosos 
do assunto.
(Marco A. Moraes e Paulo S. S. Franco. Geografia 
humana, 2011. Adaptado)
Um estudo de referência ao surto 
demográfico problematizado no ex-
certo foi elaborado, no final do século 
XVIII, por
a) Malthus, no qual afirmava que 
a produção de alimentos seria 
limitada e não acompanharia o 
crescimento populacional.
b) Marx, no qual anunciava o controle 
moral como forma de conter o 
crescimento demográfico e asse-
gurar os recursos naturais às futuras 
gerações.
 Karl Marx (1818-1883)
c) Vogt, no qual a pobreza geraria a superpopulação e deveria ser combatida com 
melhor distribuição de renda.
d) Malthus, no qual o crescimento populacional em países subdesenvolvidos 
deveria ser controlado com contraceptivos e processos de esterilização.
e) Marx, no qual o controle populacional seria dado pelo resgate do modo de vida 
rural e de saberes tradicionais.
02.02. (FPP – PR) – Alguns países do mundo apresentam estruturas etárias que 
exigem uma análise cuidadosa por parte dos demógrafos. Um exemplo desses 
países é a Arábia Saudita.
A distorção evidenciada na estrutura etária desse país tem relação com a: 
a) Preferência pelo filho homem, em função das características sociais e econô-
micas do país. 
b) Imigração, visto que a produção de petróleo atrai quantidade significativa de 
jovens do sexo masculino. 
c) Imposição da religião islâmica que estimula os casais a terem filhos do sexo 
masculino. 
d) Emigração das mulheres para os países europeus em busca de melhores 
condições de vida. 
e) Mortalidade infantil atingir principalmente as mulheres, resultando em um 
desequilíbrio de gênero na fase adulta.
Para os reformistas, a causa do grande crescimento 
populacional ou explosão demográfica seria o sub-
desenvolvimento. Para resolver essa situação, eles 
defendiam a tese de que bastaria investir em aspectos 
sociais, como acesso a educação e à informação, à saúde 
e distribuição de renda. Desse modo, consequentemen-
te, o controle populacional se efetivaria na prática, já 
que os indivíduos passariam a ter maior autonomia e 
informação para agir com a finalidade de estabelecer 
um número de filhos condizentes à sua realidade social 
e a estes oferecer boa formação profissional e qualidade 
de vida. Eis o motivo para os reformistas também serem 
considerados otimistas.
Aula 0213Geografia 1B
02.03. (UFRGS) – Observe a figura abaixo.
Sobre a figura, é correto afirmar que é uma representação 
a) da lei de população malthusiana. 
b) dos efeitos, na população, de uma situação de abundância 
de recursos naturais. 
c) da teoria da transição demográfica. 
d) dos efeitos, na população, de uma situação de escassez 
de recursos naturais. 
e) dos efeitos, na população, de uma situação de altas taxas 
de mortalidade infantil.
02.04. (FDV – ES) –
Disponível em: http://www.otempo.com.br/supernoticia/
popula%C3%A7%C3%A3o-de-idosos-ser%C3%A1-o-triplo-em-2050- 1.91440 
Acesso em: 01 maio. 2016 
A leitura e interpretação dos dados acerca do chamado 
‘Bônus Demográfico’ e seus conhecimentos sobre o tema, 
nos permite afirmar corretamente: 
a) a grande disponibilidade de mão de obra em idade pro-
dutiva não afeta o desenvolvimento do país, na medida 
em que o desemprego estrutural aumenta. 
b) no período indicado no quadro anterior, o número de 
jovens tende a aumentar no Brasil, já que o número de 
pessoas em idade reprodutiva é maior. 
c) o quadro do chamado ‘bônus demográfico’ favorece os 
cálculos da previdência social, observando o aumento 
de adultos e a diminuição do número de idosos na po-
pulação brasileira. 
d) a indicação em investimento em saúde refere-se ao 
aumento da população idosa, já o investimento em edu-
cação refere-se à necessidade de qualificação da mão de 
obra adulta, em idade ativa. 
e) o envelhecimento da população brasileira deve quadruplicar 
até 2050, assim, os idosos, que eram 1% da população em 
1950, chegaram a 15% em 2010, vão passar de 20% até 2050.
Aperfeiçoamento
02.05. (PUCPR) – “Algumas pessoas pensam que... per-
doem a minha expressão, que, para ser bons católicos, 
temos de nos reproduzir como coelhos. Não é isso. Ser 
bom pai é ser responsável. Isso é claro” — respondeu 
Francisco, citando ter estado com uma mulher ‘irres-
ponsável’ por ter tido sete filhos, todos em cesarianas. 
Entidades religiosas e fiéis oriundos de famílias nume-
rosas tomaram as declarações como ofensivas. Diante 
dos protestos, Francisco voltou ao tema ontem e buscou 
justificar sua opinião. “Ouvi dizerem que famílias com 
muitos filhos são as causas da pobreza. Acho que essa 
é uma opinião simplista — disse o Papa, destacando 
que, em vez disso, um sistema econômico excludente 
‘é a principal razão para a pobreza [...]”. 
Disponível em: Acesso em: 20/07/18 (com adaptações). 
O Papa Francisco justifica sua opinião citando, indiretamen-
te, duas teorias demográficas antagônicas, as quais são, 
respectivamente, 
a) Reformista e Malthusiana. 
b) Marxista e Reformista. 
c) Neomalthusiana e Reformista. 
d) Malthusiana e Neomalthusiana. 
e) Reformista e Neomalthusiana.
02.06. (UNICENTRO – PR) – Com base nos conhecimentos 
sobre a dinâmica da população brasileira, pode-se afirmar. 
a) A desaceleração do crescimento demográfico, verificada 
a partir da década de 70 do século passado, resultou do 
avanço da medicina no combate às doenças infecciosas. 
b) O aumento da expectativa de vida decorre da conclusão 
da transição demográfica, isto é, da diminuição da mor-
talidade de adultos. 
c) O Paraguai se constitui o maior destino da emigração bra-
sileira, devido, principalmente, ao incentivo à colonização, 
na região de fronteira. 
d) O mais expressivo crescimento vegetativo ocorreu na 
década de 60 do século XX, devido, dentre outros fatores, 
à melhoria das condições sanitárias.
02.07. (UNIFESP) – Observa-se no Brasil atual um desequi-
líbrio entre gêneros na população brasileira, causado: 
a) pela maior presença de mulheres no mercado de trabalho, 
que gera violência doméstica contra mulheres, resultando 
em mais homens no Brasil.
b) pela violência urbana e pela maior exposição dos homens 
a acidentes, resultando no predomínio de mulheres no 
Brasil.
14 Extensivo Terceirão
c) pelo crescente desemprego estrutural e de separações, o 
que leva ao aumento de suicídio de mulheres e ao predo-
mínio masculino entre a população brasileira.
d) pela escolaridade mais elevada e pelos melhores salários 
pagos às mulheres, o que leva homens aos negócios 
ilícitos e à sua morte, levando à maior presença feminina.
e) pelo extermínio de homens líderes sindicais e pelo confi-
namento de mulheres como escravas brancas, que geram 
um saldo populacional positivo de mulheres no país.
02.08. (PUCPR) – O número de homicídios de jovens de 
15 a 29 anos no Brasil cresceu 23% de 2006 a 2016, 
quando atingiu o pico da série histórica, com 33.590 
vítimas nesta faixa etária. No caso mais extremo, do 
Rio Grande do Norte, a quantidade de jovens mortos 
avançou 382% no período. Em outros oito estados, o 
incremento foi de mais de 100%. Com isso, em 11 anos, 
o Brasil enterrou 324.967 jovens assassinados – quase 
sete vezes o número de soldados americanos mortos 
em ação (47.434) em 20 anos da Guerra do Vietnã 
(1955-1975). Os dados constam do Atlas da Violência 
2018, publicação do Ipea (Instituto de Pesquisas Eco-
nômica Aplicada) em parceria com o Fórum Brasileiro 
de Segurança Pública. 
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/06/assassinato-de-jovens-
-cresce-e-pais-tem-325-mil-vitimas-em-11-anos.shtml?loggedpaywall 
Acesso em 18/07/2018 
A reportagem evidencia um grave problema brasileiro e 
que impacta diretamente na estrutura etária do País. Nesse 
contexto e analisando a realidade brasileira, a pirâmide 
etária do Brasil por volta do ano de 2065 terá uma distorção 
evidenciada na maior quantidade de 
a) idosos do sexo masculino se comparados aos idosos do 
sexo feminino. 
b) jovens do sexo masculino se comparados aos jovens do 
sexo feminino. 
c) idosos do sexo feminino se comparados aos idosos do 
sexo masculino. jovens do sexo feminino se comparados 
aos jovens do sexo masculino. 
d) adultos do sexo masculino se comparados aos adultos 
do sexo feminino.
02.09. (UNISC – RS) – Sobre a dinâmica populacional bra-
sileira, é INCORRETO afirmar que 
a) a concentração da população brasileira na faixa litorânea 
é decorrente do processo de povoamento do território, 
fortemente influenciado pelos ciclos econômicos, ao 
longo dos primeiros quatro séculos da história do país. 
b) o maior impacto de longo prazo da queda de fecundida-
de, verificada na atualidade, será sobre a estrutura etária e 
o envelhecimento da população, com forte repercussão 
na previdência social. 
c) a imigração é responsável pelo alto crescimento da po-
pulação brasileira ao longo dos últimos anos. 
d) no período de 1950-1960 a taxa de crescimento da po-
pulação brasileira estava na ordem de 3% ao ano, o que 
resultou num elevado crescimento da população. 
e) a transição demográfica brasileira, que se completará nas 
próximas décadas, refletirá muito mais o comportamento 
demográfico da população urbana, uma vez que este 
contingente predomina no conjunto da população.
02.10. (FPP – PR) – A estrutura etária a seguir indica um país 
com distorções significativas na distribuição entre homens 
e mulheres em idade adulta. Uma explicação possível para 
essa diferença pode ser encontrada na seguinte alternativa:
a) Guerras recentes. 
b) Epidemias. 
c) Movimentos populacionais. 
d) Preferência por filhos do sexo masculino. 
e) Aborto em massa.
Aprofundamento
02.11. (UNICENTRO – PR) – Observe o gráfico a seguir.
(Disponível em: https://istoe.com.br/183802_JA+SOMOS+7+BILHOES/. Acesso em: 
13 jul. 2013.)
Aula 02
15Geografia 1B
Com base nas informações do gráfico e nos conhecimentos sobre o crescimento 
demográfico mundial atual, assinale a alternativa correta. 
a) Nas últimas décadas, a população rural perdeu milhões de pessoas e a urbana 
recebeu esse contingente, fator determinante para a explosão demográfica 
mundial. 
b) A explosão demográfica causou um grande desequilíbrio na distribuição mun-
dial de alimentos, sendo a responsável pelo aumento da fome, fato que tem 
preocupado os líderes de todo o mundo. 
c) A evolução da população mundial em ritmos aceleradosse explica tanto pelas 
taxas elevadas de natalidade nos países em desenvolvimento quanto pela queda 
das taxas de mortalidade em todo o mundo. 
d) Os países desenvolvidos são os principais responsáveis pelo crescimento 
explosivo da população mundial, pois, com alto padrão de qualidade de vida, 
contribuem para a elevação da taxa de natalidade.
02.12. (IFF – RJ) – Enquanto você está lendo esse texto, cerca de 140 bebês 
devem estar nascendo em algum lugar do planeta. Calcula-se que nasçam apro-
ximadamente 77 milhões de pessoas por ano no mundo. Isso pode significar um 
acréscimo de 2 bilhões e meio de novos habitantes até 2050.
1 2
(Fonte: ARAÚJO, Regina; GUIMARÃES, Raul Borges; RIBEIRO, Wagner Costa. Construindo a Geografia. 2. Ed. São 
Paulo: Moderna, 2005). 
A representação do quantitativo populacional pode ser realizada através de 
um gráfico denominado pirâmide etária, que corresponde à sua distribuição 
em faixas etárias e gênero.
Fonte:http://www.saber-mais-geo.blogspot.com/2010/04/estruturaetaria-da-populacao-8.html. Acesso em 
14/10/2011 Idosos – Cor Amarela; Adultos – Cor Azul; Jovens – Cor Vermelha 
As pirâmides etárias 1 e 2 referem-se, respectivamente, aos continentes: 
I. Africano e Europeu 
II. Americano e Africano 
III. Europeu e Africano 
IV. Europeu e Antártico 
Das afirmativas acima: 
a) Somente I é correta 
b) Somente I e III são corretas 
c) Somente II e III são corretas 
d) Somente II é correta 
e) Somente I e IV são corretas
02.13. (UFPB) – Entre os temas indispensáveis, para a análise da estrutura e da di-
nâmica populacional no mundo contemporâneo, destacam-se: o envelhecimento 
da população, as questões de gênero e a diversidade sexual da população. Sobre 
esses temas são feitas as seguintes afirmativas:
I. A questão da diversidade sexual 
vem sendo discutida e debatida 
em grande parte do mundo, mas 
são os chamados países desen-
volvidos que lançam as primeiras 
leis contra a discriminação sexual. 
Por exemplo, a homossexualidade 
é aceita do ponto de vista da le-
galidade institucional em países 
como a França e a Espanha, e, no 
Canadá, já é aceito o matrimônio 
entre gays e entre lésbicas.
II. A proporção de idosos na popula-
ção total aumenta, praticamente, 
em todos os países. Esse fato é 
explicado, principalmente, em de-
corrência da diminuição das taxas 
de mortalidade e de natalidade, 
levando países em franco desen-
volvimento econômico, como a 
China, a Alemanha e a França, a 
lançarem políticas públicas contra 
o envelhecimento da população, 
incentivando os casais a terem 
mais de um filho.
III. A população feminina, em geral, 
é ligeiramente maior do que a 
população masculina devido à 
expectativa de vida do sexo femi-
nino ser maior do que a do sexo 
masculino. Essa característica ex-
plica o aumento das mulheres no 
mercado de trabalho, aproximan-
do-se das porcentagens referentes 
à População Economicamente 
Ativa (PEA) masculina.
Está(ão) correta(s):
a) apenas I
b) apenas II
c) apenas III
d) apenas I e III
02.14. (PUC – SC) – O pastor angli-
cano Thomas Robert Malthus, em 
sua obra “Um ensaio sobre o princí-
pio da população”, expôs sua teoria 
demográfica. A respeito da teoria 
malthusiana e outras teorias que a 
contrapõem, analise as afirmações 
abaixo:
I. A teoria realizada por Malthus 
concluía que o crescimento da 
população ocorreria em uma 
progressão aritmética, enquanto 
a produção de alimentos em uma 
progressão geométrica.
16 Extensivo Terceirão
II. Para Malthus as perspectivas para o futuro da humani-
dade eram sombrias. Ele defendia que em determinado 
momento a produção de alimentos seria insuficiente 
considerando-se o crescimento acelerado da população.
III. Malthus era radical em sua teoria. Ele propunha a sujeição 
moral, em que os mais pobres deveriam limitar-se a um 
determinado número de filhos, por meio da abstenção 
sexual, e que só fosse permitida a procriação àqueles que 
tivessem condições financeiras para alimentar sua prole.
IV. Após a Segunda Guerra Mundial novas teorias demográfi-
cas surgiram, entre elas destaca-se a neomalthusiana, que 
pregava que a fome, a pobreza e a miséria eram origina-
das de uma população numerosa. Essa teoria incentivou 
rigorosos programas de controle de natalidade, como dis-
tribuição de anticoncepcionais e esterilização em massa, 
métodos aplicados em alguns países subdesenvolvidos.
V. A teoria reformista é a teoria demográfica que se 
contrapõe à visão neomalthusiana; acredita-se que o 
crescimento demográfico acelera a degradação am-
biental, causando danos sérios à natureza. O controle do 
crescimento da população é, nesse sentido, uma forma 
de preservar o meio ambiente.
É correto o que se afirma apenas em: 
a) I, III e V. 
b) II, III e IV. 
c) I, II, III e V. 
d) I, II, IV e V. 
e) II, III e V.
02.15. (ACAFE – SC) – Leia o texto a seguir:
“Quem viu nos jornais e na televisão os habitantes 
de Guaribas morando em casebres com chão de terra 
batida, sem esgoto e sem água, e as pobres vítimas das 
enchentes tendo que deixar seus barracos desmorona-
dos, pode ver que eles têm algo mais em comum, além 
da miséria: uma grande quantidade de filhos. Com 
tantas reuniões, tantos programas, tão bons propósitos, 
ficou faltando ao novo governo falar do controle da 
natalidade. Em cada família, são 6, 8 ou 10 crianças 
e, quanto mais pobres elas são, mais filhos têm. Matar 
a fome, educar e arranjar um primeiro emprego para 
cada um deles já vai ser difícil. Inclusão social? Pode 
ser, mas para daqui a quantos anos? 50? Aí eles terão 
se multiplicado a tal ponto que vai ser ainda pior - ou 
impossível.”
Fonte: LEÃO, Danuza. Folha de São Paulo - 10/02/03.
O texto evoca a necessidade de implementar um controle 
da natalidade para pessoas de baixa renda, seguindo a 
Teoria Neomalthusiana. Essa teoria postula que populações 
jovens numerosas demandam grandes investimentos nas 
áreas sociais em detrimento dos investimentos produtivos, o 
que impediria o seu pleno desenvolvimento. Não podemos 
esquecermos de que, na década de 1960, Índia e México 
seguiram rigorosamente uma política de controle de nata-
lidade e permanecem subdesenvolvidos.
É (são) frase(s) típica(s) da Teoria Neomalthusiana: 
I. “O melhor anticoncepcional que existe é a educação.”
II. “O pobre é pobre porque tem muitos filhos. Se não tivesse 
tantos filhos, não seria pobre.”
III. “O pobre tem muitos filhos porque é pobre. Se não fosse 
pobre, certamente não teria tantos filhos”.
Assinale a alternativa cuja(s) afirmativa(s) está(ão) correta(s):
a) Somente II.
b) I e III.
c) Somente I
d) I e II.
e) Somente III.
02.16. (FEMPAR – PR) – As reformas em curso na China, 
que incluem o fim da política do filho único, são ten-
tativas de caminhar para um modelo com mais ênfase 
em consumo, serviços e inovação. “A política do filho 
único, estendida por tempo demais, significou que o 
apoio aos idosos ficou cada vez mais escasso. Com uma 
rede de proteção social insuficiente, a poupança pessoal 
cresceu como forma de guardar para a aposentadoria”, 
diz um relatório recente do Morgan Stanley. 
(Adaptado de: www.Exame.com.br>. Acesso em: 29 ago. 2016)
Com base no texto e em conhecimentos sobre o assunto, 
julgue as afirmativas.
a) A implantação da política do filho único na China teve 
início no governo de Deng Xiaoping, quando o país abriu 
zonas especiais a investimentos estrangeiros, no modelo 
conhecido como “economia socialista de mercado”. 
b) A ideia do controle de natalidade, imposta pelo governo 
comunista chinês desde o final dos anos 70, era a de con-
ter a explosão demográfica, pois havia o receio de que o 
crescimento populacional constituísse uma ameaça aos 
planos de expansão econômica do país. 
c) O atual quadro de envelhecimento da população chinesa 
resultou, basicamente, da combinação entre a queda da 
taxa de fecundidade e o aumento da longevidade da 
população. 
d) Comparativamente ao Brasil, o aumento da população de 
idosos na China não exerce significativa pressão sobre os 
serviçosde saúde e previdência social. Isso se deve basica-
mente ao sucesso da ampla disseminação dos benefícios 
sociais proporcionados pelo modelo comunista. 
Aula 02
17Geografia 1B
e) O equilíbrio de gênero que caracteriza a população chine-
sa (distribuição equitativa entre homens e mulheres) tem 
facilitado o ingresso da população feminina no mercado 
de trabalho, fato que explica, em parte, a redução do cres-
cimento vegetativo que vem ocorrendo nos últimos anos.
02.17. (FMABC – SP) – Considere as pirâmides etárias e as 
afirmações abaixo.
(Fonte: IBGE)
I. As pirâmides de 1991 e 2000 configuram um período de 
efetiva transição demográfica com a base da população 
de crianças menor que a de adolescentes.
II. Entre 1991 e 2010, a população brasileira vem passando 
por importantes modificações, como a forte redução 
da taxa de fecundidade, menores taxas de mortalidade, 
diminuição do ritmo de crescimento.
III. A partir de 2010, o Brasil entrou em uma fase denominada 
bônus demográfico, que se caracteriza pela crescente 
participação dos idosos.
Está correto o que se afirma apenas em
a) II e III. 
b) I e III.
c) I.
c) I e II.
e) II.
02.18. (UEL – PR) – Leia o texto e analise os gráficos, a seguir, 
que representam as pirâmides etárias da população (em %) 
de países subdesenvolvidos e desenvolvidos, em 2000. 
A estrutura etária da população tem reflexos importantes 
na economia de um país. A população economicamente 
ativa (PEA), ou seja, aquela que trabalha e produz riquezas, 
é composta, em sua maioria, de adultos (de 20 a 59 anos de 
idade). É essa população que, por meio do recolhimento de 
impostos, ajuda o Estado a sustentar a economia nacional. 
Uma defasagem muito grande no número de ativos em 
relação aos inativos desequilibra essa equação.
Países subdesenvolvidos
Anos de idade
80+
0-4
10-14
20-24
30-34
40-44
50-55
60-64
70-74
Países desenvolvidos
Anos de idade
80+
0-4
10-14
20-24
30-34
40-44
50-55
60-64
70-74
6 4 2 0 6420 6 4 2 0 6420
% da população
homens
mulheres
(Adaptado de: MOREIRA, J. C.; SENE, E. Geografia. São Paulo: Scipione, 2005. p.440.) 
Com base no texto, nos gráficos e nos conhecimentos sobre 
estrutura etária da população, atribua V (verdadeiro) ou F 
(falso) às afirmativas a seguir. 
( ) A pirâmide etária dos países subdesenvolvidos apre-
senta uma base larga e um topo estreito, em virtude 
da baixa expectativa de vida da população. 
( ) O estudo sobre pirâmides etárias possibilita compre-
ender, entre outros fatores, a dinâmica populacional e 
econômica de um país e sua história recente. 
( ) O aumento da expectativa de vida da população, 
acompanhado da queda das taxas de natalidade e 
mortalidade, provoca mudanças na pirâmide etária. 
( ) O aumento da população economicamente ativa em 
relação aos inativos desequilibra a produção de rique-
zas e diminui o recolhimento de impostos. 
( ) Nos países subdesenvolvidos, a combinação entre bai-
xa natalidade e alta expectativa de vida tem levado ao 
progressivo envelhecimento da população e à reces-
são econômica. 
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a 
sequência correta.
a) V, V, V, F, F. 
b) V, F, V, F, V. 
c) V, F, F, V, V. 
d) F, V, V, F, F. 
e) F, F, F, V, V.
Desafio
02.19. (FPP – PR) – Observe a charge a seguir.
Disponível em: https://www.humorpolitico.com.br/tag/unidade-de-policia-pacifi-
cadora/ Acesso em: 14 fev 2018
A charge apresentada pode também ser interpretada pela 
ótica demográfica, sendo que a segunda imagem (UPD) 
estaria mais próxima da visão 
a) Cornucopiana. 
b) Neomalthusiana. 
c) Ecomalthusiana. 
d) Malthusiana. 
e) Reformista.
18 Extensivo Terceirão
02.20. (UEL – PR) – Analise os gráficos a seguir.
(IBGE, Censos Demográficos, 1950 a 2010)
Em 60 anos, a população brasileira aumentou em 138 milhões de habitantes. Passou de, aproximadamente, 52 milhões de 
habitantes, em 1950, para 190 milhões, em 2010. O crescimento demográfico resulta dos ganhos ou perdas de população 
provocados pelo crescimento vegetativo e pelo saldo migratório. O principal indicador do crescimento demográfico é a taxa 
de crescimento geométrico anual, que revela o ritmo de crescimento demográfico da população. Porém, ao longo dessas seis 
décadas, o motor principal do crescimento demográfico brasileiro foi o chamado crescimento vegetativo e o saldo migratório 
teve pouca influência no crescimento da população brasileira. Previsões do IBGE indicam uma possível redução no tamanho da 
população brasileira a partir da terceira década do século XXI. Um dos fatores que sustenta essa previsão é o comportamento 
da taxa de fecundidade total que, por sua vez, representa o número médio de filhos por mulher em idade reprodutiva. Com 
base nesses gráficos e nos conhecimentos sobre crescimento vegetativo, defina crescimento vegetativo de uma população 
indicando seus componentes e explique sobre qual deles a taxa de fecundidade total atua.
02.01. a
02.02. b
02.03. c
02.04. d
02.05. c
02.06. d
02.07. b
02.08. c
02.09. c
02.10. c
02.11. c
02.12. a
02.13. a
02.14. b
02.15. a
02.16. V V V F F
 Obs.: na prova da FEMPAR os itens são 
julgados com V e F
02.17. d
02.18. a
02.19. e
02.20. O crescimento vegetativo de uma po-
pulação é o obtido pelo número de 
habitantes de um determinado país ou 
região provocado pela diferença entre 
as taxas de natalidade e mortalidade. 
No crescimento vegetativo, não são 
contabilizados os ganhos, ou as perdas 
de habitantes, provocados pelo saldo 
migratório. A taxa de fecundidade total, 
que é o número médio de filhos por mu-
lher em idade reprodutiva, afeta direta-
mente as taxas de natalidade. Se a taxa 
de fecundidade cai, a taxa de natalidade 
também tende a se reduzir.
Gabarito
19Geografia 1B
1B1B
Geografia
Aula 03
Demografia III – Estrutura – II
SETORES DA ECONOMIA
Os setores de atividade econômica servem para que se possa 
atender a lógica de produção, circulação e também prestação de ser-
viços, que tem se configurado no mundo atual como uma tendência, 
mudando o entendimento do próprio funcionamento da economia 
no mundo atual e, muitas vezes, modificando as relações de traba-
lho, a exemplo da chamada economia de compartilhamento. 
As atividades econômicas são divididas em três grandes setores: 
Setor Primário: atividades exercidas predominantemente na 
zona rural, como agropecuária, extrativismo e silvicultura; 
Setor Secundário: atividades exercidas na indústria em geral 
e na construção civil; 
Setor Terciário: atividades exercidas no setor bancário, finan-
ceiro, no comércio, nos transportes e nos serviços em geral. As ativi-
dades dos setores secundários e terciários são predominantemente 
urbanas. Esse é o setor que mais emprega hoje no mundo.
DISTRIBUIÇÃO DA PEA POR SETORES DE ATIVIDADES (%) NO BRASIL
SETOR 1940 1950 1960 1970 1980 1991 2000 2010
PRIMÁRIO 70,2 60,7 54,0 44,2 29,0 22,5 19,3 17,0
SECUNDÁRIO 10,0 13,1 12,7 17,8 25,0 23,0 24,1 22,0
TERCIÁRIO 19,8 26,2 33,3 38,0 46,0 54,5 56,6 61,0
Fonte: IBGE – Anuários Estatísticos do Brasil
Ao compararmos países desenvolvidos e subdesenvolvidos, ob-
servamos grandes diferenças. No contexto dos países desenvolvidos 
se verifica um setor primário com pouca concentração de PEA, assim 
como um setor secundário em estabilização ou diminuição de PEA 
devido à automação e informatização, ou seja, com grande deman-
da de mão de obra altamente especializada e redução dos postos 
de trabalho nesses setores. Porém, apresentam setor terciário com 
grande concentração de PEA, devido à multiplicação de atividades 
prestadoras de serviço e realocação de demitidos na indústria. 
Deve-se destacar que apresentam também grande desenvolvimen-
to do setor quaternário (que aparece como uma expansão da 
divisão clássica dos setores da economia) que abrange as atividades 
intelectuais da tecnologia, como geração e troca de informação, 
educação, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e desenvolvimento de 
tecnologia de ponta.
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S 
Co
el
hoAs impressoras 3 D têm revolucionado diversas 
áreas do conhecimento, a exemplo da medicina.
Já nos países subdesenvolvidos 
industrializados (a exemplo do Brasil, 
México, Argentina, Índia e África do Sul) se 
verifica um setor primário apresentando 
concentração superior a 20%, porém em 
declínio devido à mecanização da agricul-
tura de exportação predominante e conse-
quente êxodo rural. Um setor secundário em 
expansão de PEA devido à transferência de 
indústrias de países desenvolvidos (o que 
melhora sua capacidade produtiva, gera de-
senvolvimento regional, empregos e renda, 
mas aumenta a dependência tecnológica 
em relação aos países centrais e dificulta o 
desenvolvimento de uma indústria nacional 
forte e competitiva).
Com a modernização dos setores 
primário e secundário, e o consequente 
desemprego estrutural, ocorre um grande 
crescimento do setor terciário, chamado 
de terciarização. Mesmo esse sendo o 
setor mais diversificado da economia, não 
consegue absorver toda a mão de obra 
disponível, gerando o que se chama de in-
chaço do setor terciário ou hipertro-
fia do terciário fazendo com que muitas 
pessoas tenham de recorrer a atividades 
informais (camelôs, biscateiros, fazem 
“bico”), ou seja, empregos sem carteira 
assinada, o que não lhes garante acesso 
aos mesmos direitos de um trabalhador 
formal. 
20 Extensivo Terceirão
 Vendedor ambulante em praia do Rio de Janeiro (RJ)
OCUPAÇÃO
Quanto ao mercado de trabalho, a população pode 
ser classificada de acordo com a participação na PEA, PEI 
ou PIA. 
PEA (População Economicamente Ativa): Parcela 
da população que trabalha, ou está procurando em-
prego (essas pessoas que estão dispostas a trabalhar 
podem também ser denominadas desocupadas). Ao 
analisarmos o contexto da PEA no mundo, observa-se 
um predomínio de homens em relação ao número de 
mulheres. Apesar disso, nas últimas décadas, as mu-
lheres estão se inserindo cada vez mais no mercado de 
trabalho, fruto das lutas e conquistas/mudanças sociais. 
Esse aumento tem sido apontado como um dos fatores 
da redução das taxas de fecundidade, devido ao grande 
tempo despendido pelas mulheres com sua carreira 
profissional e a dupla jornada de trabalho (já que último 
Censo IBGE – 2010 apontou um aumento no número de 
famílias chefiadas por mulheres). 
Fonte: Censos Demográficos - IBGE
TAXA DE PARTICIPAÇÃO POR GÊNERO 
NA PEA – BRASIL (1950-2010)
70
60
50
40
90
80
30
20
10
0
1950 1960 1970 1980 1991 2000 2010
80,8 77,2
71,8 72,4 71,5 69,6
48,9
67,1
13,6 16,5
18,5
26,6
32,9
44,1
%
Homem Mulher Diferença H - M
Esse contexto pode ser evidenciado no nível de 
escolaridade entre gêneros, já que, na busca por for-
mação e qualificação profissional para garantir postos 
de trabalho, as mulheres estudam em média mais do 
que os homens (7,5 anos para mulheres contra 7,1 para 
os homens – segundo o IBGE 2010). Vale observar que 
ainda existem fortes desigualdades entre homens e mu-
lheres no mercado de trabalho, em relação aos salários 
pagos. Em contrapartida, em áreas de chefia e liderança, 
ocorre isonomia (salários iguais pagos a ambos os 
sexos), mesmo que o número de mulheres que chegam 
a esses cargos ainda seja pequeno. 
PIA (População em Idade Ativa): Corresponde a 
parcela da população situada entre 15 e 65 anos, sendo 
que no Brasil, devido ao trabalho infantil, geralmente se 
incluem todas as pessoas com mais de 10 anos. No caso 
brasileiro, a idade mínima para inserção no mercado de 
trabalho é 16 anos. Porém, há possibilidade de ingresso 
aos 14 anos na condição de menor aprendiz.
PEI (População Economicamente Inativa): Corres-
ponde à parcela da população que está fora do mercado 
de trabalho, a exemplo dos aposentados e idosos, as 
crianças, donas de casa, estudantes, incapazes.
Recentemente, observou-se no Brasil o surgimen-
to de duas gerações específicas: os “canguru” e os 
“nem,nem,nem”. A “geração canguru” representa 
jovens de classe média que adiam cada vez mais a possi-
bilidade de saírem de casa. Estima-se que no Brasil que, 
um a cada quatro jovens de 25 a 34 anos ainda reside 
com a família, na maioria do sexo masculino (60%), e 
os motivos são vários: casamentos tardios, muitos anos 
investidos em estudo por conta da grande competiti-
vidade e exigência do mercado de trabalho, elevado 
custo de vida nos centros urbanos e também fatores 
emocionais como a dependência afetiva, insegurança, 
entre outros. Já os “nem, nem, nem” são aqueles jovens 
que nem estudam, nem trabalham, nem procuram em-
prego. Segundo o IBGE, são 6,8 milhões de jovens que 
compõem esse contingente.
DESEMPREGO
Um dos maiores problemas da humanidade na atua-
lidade é o desemprego, que segundo a OIT (Organização 
Internacional do Trabalho), no relatório “Tendências do 
Emprego Global 2019”, 172 milhões de pessoas não 
tinham emprego no ano anterior. Além disso, o estudo 
também apontou que 3,3 bilhões de pessoas empregadas 
no mundo em 2018 não apresentavam níveis adequados 
de segurança econômica, material ou oportunidades para 
melhorar a sua condição de vida. A situação apresentada 
é alarmante, já que no mundo global “ser um empregado 
assalariado nem sempre garante padrões de vida 
decentes” – afirma o documento.
Além disso, tem-se observado a implantação de uma 
agenda neoliberal no mundo, explicitada por propostas 
de flexibilização das leis trabalhistas, pelo crescimento 
da terceirização das atividades (situação em que as 
empresas transferem atividades para outras empresas), 
precarização das relações e condições de trabalho, 
perda de força dos sindicatos, aumento no número de 
trabalhadores autônomos e temporários etc.
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Aula 03
21Geografia 1B
O desemprego pode ser classificado de quatro tipos: 
 • Desemprego Conjuntural: É o desemprego causado 
por crises econômicas em determinados setores. 
É desemprego temporário, pois, passada a crise, as 
empresas normalmente voltam a contratar mão de 
obra. 
 • Desemprego Estrutural: É uma das consequências 
da globalização da economia. É o desemprego 
ocasionado pela utilização de novas tecnologias ou 
sistemas de produção, que substituem a mão de 
obra. Este tipo de desemprego é muito cruel para o 
trabalhador porque significa eliminação definitiva 
emprego. Portanto, sem perspectiva de retorno do 
trabalhador ao antigo emprego. 
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na
 Com a difusão da automação industrial e novos modelos de 
produção na indústria, esse setor é um dos principais em que 
se observa a ocorrência do desemprego estrutural.
 • Desemprego Institucional: Desemprego ocasiona-
do pelas relações patrão-empregado que são onero-
sas devido à legislação. Este tipo de desemprego se 
verifica no Brasil e em outros países, que apresentam 
carga tributária grande.
 • Desemprego Funcional: se refere às condições de 
uma pessoa que trabalha, mas seu salário não lhe 
garante sustento.
Há também a chamada Taxa de desalento ou 
população desalentada, que é definida como aquela 
que está fora do que se chama força de trabalho por não 
conseguir emprego, não tinha experiência que é uma 
das exigências presentes no mercado de trabalho, ou era 
muito jovem ou idosa. Em relação ao primeiro trimestre 
de 2019, o número de desalentos era de 4,93 milhões de 
pessoas.
ESCRAVIDÃO MODERNA
Infelizmente, ainda persistem quadros de escravidão 
observados no mundo. São situações em que a pessoa 
não recebe pagamento pelo seu trabalho e a liberdade 
lhe é privada, podendo receber castigos. Dos exemplos 
mais comuns observados relacionados à chamada es-
cravidão moderna, podemos destacar as atividades nas 
fábricas (em especial na Ásia), em áreas rurais ou ainda 
exploração sexual. A OIT (Organização Internacional 
do Trabalho) é uma agência multilateral da ONU res-
ponsável pela fiscalização no cumprimento de normas, 
convenções e recomendações internacionais referentes 
ao trabalho.
O Brasil voltou a figurar 
entre os países que merecem 
destaque no mundoem 
relação ao trabalho escravo, 
sendo mais comum em áreas 
rurais, e também em regiões 
de garimpo, carvoarias e na 
construção civil. Esse fato é 
preocupante, já que existem 
dificuldades em termos de fis-
calização. O dia 28 de janeiro é 
considerado o Dia Nacional de 
Combate ao Trabalho Escravo. 
COR
As diferenças de cor de pele e traços físicos (fenóti-
pos) são normalmente utilizados para identificar grupos 
étnicos ou “raças” (mesmo que todos os seres humanos 
pertençam à mesma raça). De acordo com o Censo 
Demográfico do IBGE (2010), a população brasileira é 
estruturada da seguinte maneira (*):
COR PORCENTAGEM (%)
BRANCOS 47,7%
PRETOS (1) 7,6%
PARDOS (2) 43,1%
AMARELOS 1,1%
INDÍGENAS (3) 0,4%
SEM DECLARAÇÃO 0,07%
 (*) Considerando a metodologia da autodeclaração.
1. Em relação à população negra/afrodescendente no 
Brasil
2. A presença de população parda está associada ao 
processo de miscigenação (mistura de povos/etnias). 
Vale lembrar-se das seguintes definições: mulatos 
(africano + europeu), caboclos ou mamelucos (bran-
co + índio), cafuzos (índio + negro). O Brasil é um país 
apresenta como grande marca histórica, associado 
aos processos migratórios, uma forte miscigenação, 
sendo evidenciada na obra do antropólogo Darcy 
Ribeiro (1922 - 1997), “O povo brasileiro”.
3. Podem ser consideradas populações nativas ou 
autóctones.
Organização 
Internacional 
do Trabalho
22 Extensivo Terceirão
RELIGIÃO
Ao analisarmos o aspecto da reli-
gião pelo mundo, a maior parcela da 
população (cerca de 70%) pertence 
a três grandes religiões monoteístas 
e suas vertentes: O cristianismo, 
o Judaísmo e o Islamismo. Essa 
última, por sua vez, é considerada a 
religião que mais cresce no mundo 
em termos de adeptos. Também 
merecem destaque pela abrangên-
cia de adeptos o budismo (que se 
concentra mais no Tibete, Sri Lanka, 
Mianmar, Índia, China e Japão) e o 
hinduísmo (predominante na Índia).
Ao observarmos o contexto 
brasileiro, a maior parcela da po-
pulação está ligada ao cristianismo, 
destacando-se as vertentes católi-
cas e evangélicas. Ao analisarmos 
os dados do Censo do IBGE 2010, 
os evangélicos têm apresentado 
um crescimento expressivo no país nas últimas três décadas, principalmente 
pela difusão dos movimentos pentecostais e neopentecostais. Além do 
expressivo crescimento, esses grupos têm participado cada vez mais da vida 
pública do país, fortalecendo-se também na política nacional.
Distribuição percentual da população, por 
grupos de religião – Brasil – 2000/2010
2000
10,4%
73,7%
7,4%
4,1%
1,8%
1,3% 1,0%
0,3%
2010
13,4%
65,0%
8,0%
4,1%
2,7%
2,0%
4,9%
Católicos romanos
Outras religiosidades
Evangélicos pentecostais/
neopentecostais
Sem religião Evangélicos de Missão
Espíritas Evangélicos não 
determinados
Umbandistas e 
candomblecistas
Fonte:https://censo2010.ibge.gov.br/apps/atlas/pdf/Pag_203_Religi%C3%A3o_Evang_miss%C3%A3o_
Evang_pentecostal_Evang_nao%20determinada_Diversidade%20cultural.pdf
Testes
Assimilação
03.01. (FEI – SP) – Para responder à questão, leia a notícia 
a seguir: 
Taxa de desemprego vai a 11,8% no 3º trimestre, 
aponta IBGE A taxa de desemprego no Brasil aumentou 
para 11,8% no terceiro trimestre deste ano [2016], ante 
8,9% no mesmo período em 2015. No segundo trimes-
tre, o nível de desocupação era de 11,3%, apontou o 
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
(Fonte: http://www.valor.com.br/brasil/4757753/taxa-de-desemprego-vai-118- 
no-3-trimestre-aponta-ibge. Acesso em: 22 mar. 2017) 
A taxa de desemprego de um país é calculada como: 
a) o número de pessoas desocupadas dividido pela Popu-
lação Economicamente Ativa (PEA). 
b) o número total de desempregados dividido pela força de 
trabalho desocupada. 
c) o emprego total dividido pela população. 
d) a força de trabalho dividida pela população. 
e) o total de desempregados dividido por população em-
pregada.
03.02. (ACAFE – SC) – O agravamento da crise econômica 
e dos índices de desemprego no Brasil fizeram crescer a 
economia informal e aumentar o número de vendedores 
ambulantes (camelôs) nas grandes cidades do país. Essa 
realidade reflete o(a): 
a) baixo padrão tecnológico e a qualificação da força de 
trabalho requisitada pelo parque industrial. 
b) contingente de trabalhadores rurais que prefere atuar na 
economia informal. 
c) hipertrofia do setor terciário em detrimento do desen-
volvimento industrial. 
d) existência de numerosa mão de obra especializada inte-
grada ao setor produtivo. 
e) aumento da produtividade e da população economica-
mente ativa. 
03.03. (PUCPR) – “Na última década (2005-2015), a 
proporção de jovens com idade entre 25 e 34 anos que 
ainda moram na casa dos pais aumentou de 21,7% 
para 25,3%. É o que revela a Síntese de Indicadores 
Sociais (SIS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, esta 
é a maior proporção em 11 anos. No Brasil, a “geração 
canguru”, como esse grupo é conhecido, é composta 
majoritariamente por homens (60,2%). De acordo com 
os especialistas do IBGE, a opção de permanecer na casa 
dos pais está ligada ao prolongamento dos estudos e 
ao encarecimento do custo de vida atual. Os dados da 
pesquisa comprovam isso. Os jovens que moram com 
os pais tendem a ser mais escolarizados do que aqueles 
com a mesma faixa etária que moram sozinhos”.
Disponível em: http://exame.abril.com.br/brasil/geracao-canguru-atinge-maior-
-proporcao-em-11-anos/ Acesso em: 09 fev. 2017. 
Aula 03
23Geografia 1B
Uma consequência do fenômeno evidenciado no texto é 
a) o aumento do crescimento vegetativo; 
b) a queda na taxa de fecundidade; 
c) a diminuição da expectativa de vida; 
d) o aumento da taxa de analfabetismo; 
e) o aumento do desemprego estrutural.
03.04. (UFOP – MG) – “A divisão sexual do trabalho assume 
formas conjunturais e históricas, constrói-se como prática 
social, ora conservando tradições que ordenam tarefas 
masculinas e tarefas femininas na indústria, ora criando 
modalidades da divisão sexual das tarefas. A subordinação 
de gênero, a assimetria nas relações de trabalho mascu-
linas e femininas se manifesta não apenas na divisão de 
tarefas, mas nos critérios que definem a qualificação das 
tarefas, nos salários, na disciplina do trabalho.”
CARLOTTO, C. M. O Conceito de gênero e sua importância para a análise das 
relações sociais. Serv. Soc. Rev.,Londrina, v. 3, n. 2, p. 205, jan./jun. 2001.
Sobre o trabalho feminino, é correto afirmar:
a) Mesmo no mundo globalizado, o trabalho feminino é 
muito utilizado em formas de emprego precárias, como 
contratos de curta duração e empregos em tempo parcial.
b) Os rendimentos das mulheres trabalhadoras mais esco-
larizadas tendem a ser superiores aos dos homens em 
igual posição.
c) Observa-se uma diminuição da presença das mulheres 
em atividades de maior prestígio e rendimentos devido 
à melhoria da qualificação da mão de obra masculina.
d) O trabalho doméstico é exercido predominantemente 
pelas mulheres em razão da baixa qualificação da mão 
de obra feminina.
Aperfeiçoamento
03.05. (UPF – RS) – Sobre a população feminina no Brasil, 
é correto afirmar: 
a) A independência feminina e o desconhecimento do 
agressor continuam sendo os maiores entraves às de-
núncias de maus tratos. 
b) Embora a participação feminina no mercado de trabalho 
seja crescente, a remuneração média das mulheres é 
inferior à dos homens. 
c) As mulheres brasileiras estão vivendo mais, casando mais 
cedo e aumentando o número de filhos. 
d) Independentemente da crescente importância na socie-
dade, o número de mulheres que são chefes de família 
apresenta-se em declínio. 
e) A população feminina é predominante nos municípios 
de pequeno porte (com até cinco mil habitantes) e nas 
áreas rurais dos municípios grandes.
03.06. (UP – PR) – Nunca tinha ouvido falar em casa-
mento infantil no Brasil até 2013. Fiquei estarrecida. 
Como podia ser verdade? Supunha que fosse uma re-
alidade da África Subsaarianaou do sul da Ásia, onde 
fome ou tradições e ritos se impõem. Quem deu a 
informação foi a assistente social Neilza Buarque Costa, 
da ONG Visão Mundial, ao debater o documentário, 
segundo o qual 66 milhões de meninas estão fora da 
escola, em todo o Planeta, e uma das razões é o matri-
mônio precoce. Mas eu imaginei: se tem aqui, deve ser 
uma situação isolada num rincão profundo.
(Acesso: maio de 2016)
A respeito do assunto, assinale a alternativa correta. 
a) O casamento precoce revela que o perfil demográfico 
brasileiro assemelha-se ao das regiões da África e da Ásia, 
apontadas no texto. 
b) O casamento infantil no Brasil é um fato limitado às áreas 
mais atrasadas do Nordeste e do Norte. 
c) A relação marital precoce tende a perpetuar o ciclo de 
pobreza no qual as jovens encontram-se inseridas. 
d) “Crianças casadas” é uma realidade recente no Brasil, de-
corrência da ausência de políticas públicas educacionais. 
e) O matrimônio precoce não se dissocia da gravidez in-
desejada.
03.07. (PUC – RS) – A extensão da crise que vive o Brasil, com 
a rápida deterioração da atividade econômica, em pouco mais 
de um ano alterou a posição de pleno emprego para um cená-
rio de altos índices de desemprego. Entre os setores atingidos 
pela recessão, o comércio também é afetado pelo aumento 
de desempregados no País. Com menos dinheiro circulando, 
o faturamento de muitas lojas cai. Para muitos pequenos 
empresários, fechar as portas é a melhor opção. Considerando 
que o fenômeno do desemprego pode ser classificado como 
desemprego conjuntural e desemprego estrutural, identifique 
as características desses dois tipos, relacionando as colunas 1 e 2. 
Coluna 1 
1. Desemprego conjuntural 
2. Desemprego estrutural 
Coluna 2 
( ) Redução dos índices de consumo 
( ) Desenvolvimento de novas tecnologias 
( ) Queda de produção por adversidade climática 
( ) Recessão econômica 
( ) Extinção de alguns tipos de trabalho 
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para 
baixo, é 
a) 1 – 1 – 1 – 2 – 2 b) 1 – 2 – 1 – 1 – 2 
c) 1 – 2 – 2 – 2 – 1 d) 2 – 2 – 1 – 2 – 2 
e) 2 – 1 – 2 – 1 – 1
03.08. (ESPCEX – SP) – Sobre o mercado de trabalho e a 
estrutura ocupacional no Brasil, podemos afirmar que:
I. na distribuição setorial da População Economicamente 
Ativa por regiões, o Sudeste e o Centro-Oeste apresentam 
os maiores percentuais no setor primário. A importância 
regional da agropecuária ajuda a explicar esse fato.
24 Extensivo Terceirão
II. o setor secundário é o mais heterogêneo de todos em 
função da grande diversidade de suas atividades. Nele, a 
construção civil é a atividade que apresenta níveis gerais 
de qualificação da mão de obra mais elevados.
III. entre as principais atividades do setor terciário, pode-
mos destacar os serviços, o comércio e a administração 
pública. Este setor reúne trabalhadores de níveis de 
qualificação e salário muito diversos.
IV. de uma maneira geral, os setores de trabalho urbano 
pagam salários mais elevados. A maior qualificação da 
força de trabalho empregada na indústria, no comércio e 
nos serviços é um importante fator para que isto ocorra.
Assinale a alternativa que apresenta todas as afirmativas 
corretas:
a) I e II b) I, II e III 
c) I e IV d) II e III 
e) III e IV
03.09. (UEL – PR) – Os dados apresentados pelo Mapa da Vio-
lência de 2016, publicado pela Faculdade Latino-americana de 
Ciências Sociais (FLACSO), reiteram o padrão segundo o qual 
a juventude brasileira encontra-se em maior vulnerabilidade 
frente às situações de violência, especialmente no que se refere 
às mortes provocadas por armas de fogo. De acordo com os 
especialistas responsáveis por este estudo, tal situação exige 
políticas de juventude e políticas para a juventude. 
Sobre juventudes, vulnerabilidade juvenil e políticas públicas 
para a redução da violência, considere as afirmativas a seguir.
I. A condição juvenil é socialmente construída e atravessada 
por condições sociais como classe, raça, escolaridade, 
local de moradia, religião e gênero.
II. O trabalho é uma dimensão constitutiva da condição 
juvenil e é vivenciado positivamente por muitos jovens, 
pois permite o acesso ao entretenimento, ao consumo 
e aos namoros.
III. O acesso dos jovens à educação formal e ao mercado de 
trabalho são questões resolvidas pelas políticas públicas, 
eliminando a chamada geração “nem-nem”.
IV. O combate às desigualdades de renda, em primeiro 
plano, e as desigualdades de gênero, em segundo, são as 
condições imediatas para a efetiva redução da violência 
entre jovens negros, via políticas públicas.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
03.10. (FEEVALE – RS) – Observe o quadro a seguir, que 
apresenta dados dos Censos do IBGE (Instituto Brasileiro 
de Geografia e Estatística) a respeito da distribuição das 
religiões no Brasil.
ANO CATÓLICOS (%)
EVANGÉLICOS 
(%)
OUTRAS 
RELIGIÕES 
(%)
SEM 
RELIGIÃO 
(%)
1940 95,2 2,6 1,9 0,2
1950 93,7 3,4 2,4 0,3
1960 93,1 4,3 2,4 –
1970 91,8 5,2 2,3 0,8
1980 89,0 6,6 2,5 1,6
1991 83,3 9,0 2,9 4,7
2000 73,9 15,6 3,5 7,4
2010 64,6 22,2 5 8
(Adaptado de: IBGE– Censos demográficos (quadro comparativo por % da 
população do país). Disponível em: . Acesso em:: 2 set. 2015). 
Assinale a alternativa INCORRETA sobre o tema. 
a) Apesar de o percentual de católicos diminuir a cada 
década, o Brasil ainda é o maior país católico do mundo, 
com 123 milhões de fiéis. 
b) Os evangélicos vêm crescendo em ritmo acelerado, tanto 
em números quanto na participação na vida política do 
país. 
c) Entre as outras religiões, destacam-se a espírita e as de-
rivadas de cultos afrodescendentes, como a umbanda e 
o candomblé. 
d) Entre os evangélicos, as correntes pentecostais cresceram 
sobretudo nas áreas periféricas das grandes cidades nas 
últimas décadas. 
e) O crescimento das religiões não católicas ocorreu com 
força a partir da década de 1960, mediante a instalação da 
ditadura civil-militar, que valorizava a pluralidade religiosa.
Aprofundamento
03.11. (FPP – PR) – 
Texto 1: De 2005 a 2015, o número de pessoas que 
moram sozinhas aumentou no País de 10,4% para 
14,6%, especialmente a partir dos 50 anos. Nesta faixa 
etária, a proporção de arranjos unipessoais subiu de 
57,3% para 63,7% no período. O número médio de 
moradores dos domicílios no País era de 2,87 pessoas 
em 2015, frente a 3,20 em 2005. 
Texto 2: A chamada “geração canguru”, pessoas de 
25 a 34 anos que continuam morando com os pais, 
parece não mudar suas escolhas diante do cenário 
socioeconômico do País, segundo o IBGE. Em 2004, 
representavam 21,7% dessa população; em 2015, 
25,3%. São pessoas mais escolarizadas e que trabalham, 
em sua maioria, mas que estendem a permanência com 
a família por ainda estarem concluindo os estudos, 
por acomodação ao padrão de vida dos pais ou por 
dependência emocional deles. 
Fonte dos dois textos: https://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,aumenta-o-
-numero-de-pessoas-que-moram-sozinhas-no-brasil,10000092053. 
Aula 03
25Geografia 1B
Os dois textos apresentam relação com a mudança demo-
gráfica pelo qual passa a sociedade brasileira, destacando-se, 
respectivamente, 
a) diminuição da expectativa de vida e queda do número 
de analfabetos. 
b) crescimento econômico e aumento da taxa de natalidade. 
c) aumento do desemprego e redução do número de 
casamentos. 
d) aumento da expectativa de vida e queda na taxa de 
fecundidade. 
e) diminuição da mortalidade infantil e aumento da esco-
laridade.
03.12. (UDESC) – Sobre a população negra brasileira, assi-
nale a alternativa INCORRETA.
a) As melhorias no acesso à educação formal também não 
foram capazes de acabar com a desvantagem na escola-
ridade dos negros em relação aos brancos. Enquanto em 
2006a maioria dos brancos estava matriculada no ensino 
médio com idade adequada para o curso, apenas 37,4% 
dos negros estavam no mesmo patamar.
b) Os índices de escolaridade, renda e pobreza da popula-
ção negra registraram melhoras entre 1996 e 2006, mas 
as condições de vida continuam ainda inferiores às dos 
brancos no Brasil.
c) A renda média do trabalhador negro cresceu, embora o 
aumento não seja muito expressivo. Mesmo com esse 
crescimento, a discrepância é grande. Os brancos ainda 
vivem com quase o dobro da renda mensal per capita 
dos negros.
d) Os negros, homens e mulheres, entram mais cedo no 
mercado de trabalho e deixam-no mais tarde, em relação 
aos brancos.
e) A desigualdade entre brancos e negros tem se agravado 
nos últimos anos no Brasil, pois faltam políticas públicas 
capazes de reverter essa situação.
03.13. (FEEVALE – RS) – Observe a charge abaixo.
(VISENTINI, J. William; VLACH, Vânia. Geografia Crítica. Editora Ática, São Paulo, SP, 
2004, p. 189.)
Marque a alternativa que mostra uma das características da 
economia atual, apresentada na charge.
a) A diminuição da escolaridade média dos trabalhadores.
b) Surgimento de empresas vinculadas às novas tecnologias, 
através de empreendedores.
c) Mudança nas relações familiares.
d) Aumento da exploração do trabalho infantil.
e) A diminuição da presença feminina no mercado de 
trabalho.
03.14. (UFSC) – Uma das formas de organização das rela-
ções de produção no mundo do trabalho são as contratações 
estabelecidas. Identifique os tipos de relação contratual que 
vêm sendo estabelecidas atualmente para reduzir custos 
operacionais e assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
01) Terceirização.
02) Arrendamento (rendeiro).
04) Direito à metade dos bens (meeiro). 
08) Parcerias.
16) Assalariamento (assalariado). 
32) Contrato com encargos, por tempo determinado (ser-
viço temporário).
INSTRUÇÃO: responder à questão 03.15 com base na 
tabela e afirmativas abaixo.
PERCENTUAL DE TRABALHADORES
ENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES
ECONÔMICAS (%)
Países Agricultura Indústria Serviços
A 74,5 8,1 14,7
B 23,3 23,0 58,3
C 7,8 26,8 65,5
D 11,4 45,4 43,4
I. Os países A e B representam, respectivamente, uma nação 
desenvolvida e uma não desenvolvida – a principal carac-
terística do desenvolvimento é manter os trabalhadores 
no campo com alta produtividade.
II. O país D apresenta características de uma nação socialista: 
a indústria pouco motivada absorve grande parte da mão 
de obra, e o número significativo de trabalhadores nos 
serviços demonstra a burocracia governamental.
III. O país C, ao contrário do A, tem pouca concentração da 
população na agricultura – a base da economia pode 
estar centrada no setor secundário, como em muitos 
países desenvolvidos.
IV. O país que mais se assemelha ao Brasil é o B: um grande 
número de trabalhadores nos serviços e, apesar de ser um 
país industrializado, o seu setor secundário não absorve 
a mão de obra disponível.
03.15. (PUC – RS) – Pela análise das afirmativas, conclui-se 
que está correta a alternativa: 
a) I, II e III b) I e IV c) II e III
d) III e IV e) II e IV
26 Extensivo Terceirão
03.16. (UFRGS) – O resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia 
e Estatística (IBGE), mostra que flutuações na taxa de desocupação podem ser causadas por “mudanças na probabilidade de 
um ocupado perder a ocupação, de um desocupado encontrar uma ocupação ou de indivíduos saírem e entrarem na força 
de trabalho, a População Economicamente Ativa (PEA)”. Observe a tabela abaixo.
Decomposição da mudança da taxa de desocupação no RS – 1.o bim./2014 – 1.o tri./17
DINÂMICAS DE TRANSIÇÃO
CONTRIBUIÇÃO
TOTAL HOMENS MULHERES
Número % Número % Número %
Da ocupação para a desocupação ...............................
Da ocupação para fora da População Economica-
mente Ativa (PEA) ................................................................
De fora da PEA para a desocupação ............................
Da desocupação para a ocupação ...............................
De fora da PEA para a ocupação ...................................
Da desocupação para fora da PEA ...............................
Total ..........................................................................................
(1) 0,321
–0,043
(1) 0,284
(1) 0,210
(2) 0,046
(1) 0,058
0,876
36,6
–4,9
32,4
24,0
5,3
6,6
100,0
(1) 0,448
0,001
(1) 0,222
(1) 0,169
(2) 0,024
– 0,006
0,858
52,2
0,1
25,8
19,7
2,8
–0,6
100,0
(1) 0,202
0,003
(1) 0,274
(1) 0,226
(2) 0,058
(2) 0,079
0,842
26,9
0,3
32,6
26,9
6,9
9,4
100,0
Fonte: Carta de conjuntura da FEE, Ano 26, n. 7, 2017.
Considerando os dados da tabela, assinale a alternativa correta sobre a mudança da taxa de desocupação no RS. 
a) A transição “da ocupação para a desocupação” permaneceu inalterada no período entre o primeiro trimestre de 2014 e o 
primeiro trimestre de 2017. 
b) O componente mais representativo, na explicação da mudança da taxa de desocupação para mulheres, foi “da ocupação 
para a desocupação”, com 32,6%. 
c) O percentual da população que apresenta a mudança “de fora da PEA para a ocupação” é maior para mulheres do que 
para homens. 
d) O componente mais representativo, na explicação da mudança da taxa de desocupação para homens, foi “de desocupação 
para fora da PEA”. 
e) O percentual da população que apresenta a mudança “de fora da PEA para a desocupação” é maior para homens do que 
para mulheres.
03.17. (UEA – AM) – Observe os gráficos.
Brasil – Distribuição percentual da mão de obra por setor de atividade – 2002 / 2008
(IBGE)
No Brasil, no período analisado, a evolução da distribuição da mão de obra pelos setores de atividade econômica revela: 
a) a eliminação do trabalho informal urbano no país.
b) a perda da vocação de grande produtor agrícola.
c) a economia nacional sendo comandada pelos empregos públicos.
d) a decadência da produção industrial brasileira.
e) a discreta expansão do setor terciário no país.
Aula 03
27Geografia 1B
03.18. (UPP – PR) – Analise os dados a seguir. 
A frase que melhor exprime os dados apresentados, juntamente à realidade brasileira, é: 
a) A perspectiva de o Brasil atingir o desenvolvimento social é real, pois um maior policiamento e a construção de presídios 
aniquilariam a violência no país. 
b) As mulheres são pouco atingidas pela violência no país devido ao fato de estarem, em sua maioria, protegidas pelos pais 
ou esposos. 
c) A violência no país atinge principalmente jovens do sexo masculino que estão cursando o Ensino Médio e a universidade. 
d) O preconceito de raça e gênero explica a maioria dos óbitos por violência no Brasil. 
e) Os jovens pobres e negros do sexo masculino são as maiores vítimas da violência no Brasil. 
Desafio
03.19. (UFPR) – Considere o texto e o gráfico abaixo.
A cada três dias, em média, uma denúncia de 
intolerância religiosa chega à Secretaria de Di-
reitos Humanos da Presidência da República. 
Entre 2011 e 2014, 504 queixas desse tipo 
foram relatadas à pasta pelo Disque 100 – canal 
de denúncias para violações dos direitos huma-
nos, que são repassadas à polícia e ao Ministério 
Público. [...] Em 2013, 45 episódios relatados 
de intolerância religiosa envolveram violência 
física (20% dos casos do ano). Até julho de 
2014, outros 18 haviam sido registrados (12%). 
Fiéis de religiões de matriz africana (candom-
blé e umbanda) são os alvos mais comuns dos 
relatos de intolerância recebidos pelo serviço 
– um terço dos episódios em que há esse tipo 
de detalhamento. 
(Folha de S. Paulo, 27/06/2015. Disponível em: <http://www1.folha.
uol.com.br/cotidiano/2015/06/1648607-a-cada-3-dias-governo-
-recebe-uma-denuncia-de-intolerancia-religiosa.shtml>. Acesso em: 
04 de agosto de 2017.)
Levando em consideração os dados apresentados, assinale a alternativa correta. 
a) Os casos de intolerância religiosa registrados pelo Disque 100 influenciaram a perda de adeptos das religiões que são o 
principal alvo dos relatosde intolerância, entre os anos 2000 e 2010. 
b) Mesmo com uma diversidade religiosa, as religiões com mais adeptos no Brasil são as politeístas. 
c) As principais vítimas de intolerância religiosa no Brasil pertencem aos grupos religiosos com menor número de adeptos. 
d) As religiões de matriz africana foram as únicas que não tiveram aumento no número de adeptos no período de 2000 a 2010. 
e) A diminuição do número de adeptos da religião católica apostólica romana entre 2000 e 2010 demonstra que o Brasil vem se 
tornando um país mais aberto à diversidade religiosa.
28 Extensivo Terceirão
03.20. (CUSC – SP) – De acordo com o mapa e seus conhecimentos geográficos, é correto afirmar que o atual trabalho 
escravo no Brasil.
BRASIL – ISOMETRIA DOS TRABALHADORES 
ESCRAVOS RESGATADOS
(HervéThéryet al. Atlas do trabalho escravo no Brasil, 2009.)
a) está associado às péssimas condições de vida, às profundas desigualdades regionais e ocorre com maior frequência nas 
áreas mais deficitárias do país.
b) ocorre com frequência nas regiões mais urbanizadas do país; por isso, o maior número de trabalhadores resgatados de 
1995 a 2006 ocorreu nas regiões Norte e Nordeste do país.
c) ocorre nas mesmas áreas que concentravam trabalhadores em condição de escravidão durante os séculos XVIII e XIX.
d) não se relaciona com a escravidão do período colonial, pois o maior número de trabalhadores resgatados concentra-se 
nas regiões Sul e Sudeste do país.
e) está associado ao alto custo da mão de obra, razão pela qual a distribuição do número de trabalhadores resgatados se dá 
de forma relativamente homogênea em todo o território nacional.
03.01. a
03.02. c
03.03. b
03.04. a
03.05. b
03.06. c
03.07. b
03.08. e
03.09. a
03.10. e
03.11. d
03.12. e
03.13. b
03.14. 43 (01 + 02 + 08 + 32)
03.15. d
03.16. c
03.17. e
03.18. b
03.19. c
03.20. a
Gabarito
29Geografia 1B
1B1B
Geografia
Demografia IV – Estrutura – III
Aula 04
 IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)
A estrutura populacional também pode ser analisada sobre a ótica da qualidade de vida, levando em consideração 
indicadores de escolaridade, saúde e renda. O indicador mais utilizado atualmente para medir qualidade de vida é o 
IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), criado nos anos 1990 pelo paquistanês MahbudulHaq em parceria com ga-
nhador do prêmio Nobel de Economia de 1998, o indiano Amartya Sem. Desde então vem sendo utilizado pelo PNUD 
(Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) para tal tarefa, quantificando dados, classificando países e 
estabelecendo comparações. O IDH utiliza três parâmetros como base: educação (medida em anos de escolaridade), 
saúde (esperança de vida, expectativa de vida ou longevidade) e RNB per capita (Renda Nacional Bruta per capita – 
considerando a paridade com o Dólar).
Para divulgação dos dados, critério que o ONU tem aperfeiçoado ao longo do tempo, tem sido seguido o seguinte 
critério:
O IDH varia numa escala de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1 melhor a qualidade de vida e quanto mais afastado, 
pior); A partir disso, os países são agrupados em quatro grupos, conforme tabela abaixo:
COMPARAÇÃO DE PAÍSES SEGUNDO IDH 2018 (*)
FAIXAS DO IDH POSIÇÃO PAÍS
MUITO ALTO
(IDH entre 0,8 e 1,0)
01°. Noruega – 0,953
13°. Estados Unidos – 0,924
47°. Argentina – 0,825
55°. Uruguai – 0,804
56°. Kuwait – 0,803
ALTO
(IDH entre 0,7 e 0,8)
73°. Cuba – 0,777
78°. Venezuela – 0,761
79°. Brasil – 0,759
86°. China – 0,752
90°. Colômbia – 0,747
MÉDIO
(IDH entre 0,55 e 0,7)
113°. África do Sul – 0,699
118°. Bolívia – 0,693
120°. Iraque – 0,685
130°. Índia – 0,640
150°. Paquistão – 0,562
BAIXO
(IDH entre 0,0 e 0,55)
155°. Síria – 0,536
168°. Afeganistão – 0,498
169°. Haiti – 0,498
187°. Sudão do Sul – 0,388
189°. Níger – 0,354
 (*) Participaram da pesquisa 189 países. Dados do Relatório da PNUD – IDH 2018.
30 Extensivo Terceirão
O Brasil, mesmo sendo considerada a 8ª maior eco-
nomia do mundo, apresentando IDH Alto (0,759), muito 
em função da renda per capita. Porém, estamos atrás de 
países vizinhos da América Latina, a exemplo de Cuba, 
Argentina e Uruguai. Vale ressaltar também que existem 
desigualdades no IDH quando se compara as regiões e 
estados do Brasil, sendo que os melhores índices estão 
presentes nas regiões Sul (com destaque para o estado 
de Santa Catarina), Sudeste e Centro Oeste (onde está o 
DF – com o melhor IDH do país), e os piores indicadores 
são observados nas regiões Nordeste e Norte. 
ESCOLARIDADE
Segundo os Indicadores de Desenvolvimento Susten-
tável do IBGE – 2010, a escolaridade apresenta a média 
de anos de estudo da população de 25 anos ou mais de 
idade. Teoricamente, as pessoas de 25 anos ou mais de 
idade deveriam ter no mínimo 12 anos de estudo, que 
corresponde ao ensino fundamental e médio completo. 
A análise da escolaridade no Brasil, no período de 1992 
a 2008, revela médias inferiores a 8 anos de estudo, ou 
seja, mostra sequer a conclusão do ensino fundamental, 
escolaridade obrigatória estabelecida pela Constituição 
Federal de 1988. Isto reflete um passado de exclusão de 
grande parte da população, do sistema educacional ou 
das altas taxas de reprovação e evasão escolar. 
Em 2008, a escolaridade média do brasileiro alcançou 
apenas 7,0 anos de estudo, e a evolução tem sido lenta, 
pois em 10 anos (1998 - 2008) ocorreu um incremento de 
apenas 1,4 ano. Se continuar neste ritmo, o Brasil levará 
cerca de 30 anos para alcançar o indicador esperado. 
As médias de anos de estudo mais baixas ocorrem na 
região Nordeste, variando entre 5,0 em Alagoas e 6,3 em 
Sergipe, sendo que em todos os estados são inferiores 
à média nacional. O Distrito Federal, o Rio de Janeiro, o 
Amapá e São Paulo possuem médias que correspondem 
à conclusão do ensino fundamental, ou seja, iguais 
ou superiores a 8 anos de estudo. Uma análise geral 
da escolaridade por sexo, no período de 1992 a 2008, 
evidencia que a partir de 2001 as mulheres passaram a 
deter maiores médias de anos de estudo, fruto de um 
processo de conquistas e superação de barreiras nas 
últimas décadas. Esta conquista, porém, não significou 
ainda equidade no ‘rendimento médio mensal’ – que é 
menor para as mulheres (R$ 814,00 em 2008, enquanto 
o masculino era de R$ 1.204,00). Em quase todas as 
Unidades da Federação, as mulheres possuem maior 
escolaridade que os homens, e naquelas em que isto 
não ocorre, as diferenças são muito pequenas. 
Quanto à escolaridade por cor ou raça, há desigual-
dade entre brancos, pretos e pardos, e esta diferença se 
alterou muito pouco no período da série histórica traba-
lhada. Em 1992, os negros e pardos de 25 anos ou mais 
de idade tinham 2,3 anos de estudo a menos do que os 
brancos da mesma faixa etária. Em 2008, essa diferença 
era de dois anos. Vale destacar que a baixa escolaridade 
se reflete nos rendimentos, pois os negros e pardos 
têm um ‘rendimento médio mensal’ que corresponde 
praticamente à metade daqueles da população de cor 
ou raça branca. Os negros e pardos também apresentam 
escolaridade inferior à dos brancos em todas as Unidades 
da Federação, com diferenças de dois anos de estudo, 
em média. Vale ressaltar que, mesmo entre a população 
branca, que apresenta médias mais elevadas, a maioria 
dos estados (17) possui escolaridade inferior.
ANALFABETISMO 
É o número em porcentagem de indivíduos com 
mais de sete anos que não sabem ler, escrever ou 
efetuar as quatro operações aritméticas. Além disso, 
temos também os chamados analfabetos funcionais, 
que segundo a UNESCO é “aquele que não consegue 
desempenhar funções na comunidade ou no grupo 
em que a escrita é necessária, nem consegue melhorar 
seu meio através do recurso à leitura e da habilidade 
de fazer contas”. 
Por conta do grande desenvolvimento tecnológico 
e intensificação da globalização nos últimos anos, 
vivemos cada vez mais na era digital, e as tecnologias 
da informação (TICs) estão cada vez mais presentes no 
nosso cotidiano. Isso tem exigido principalmente da 
populaçãocom idade mais avançada, um processo de 
adaptação a essa nova realidade, sendo considerados 
migrantes digitais. Os que não se adaptam ou têm 
grandes dificuldades podem também ser englobados 
no que se chama analfabetismo digital. 
SAÚDE
Na medição do IDH, se utiliza a esperança de vida ao 
nascer, ou seja, o tempo de vida médio que uma pessoa 
vive em um país, como reflexo da qualidade de vida. Vale 
destacar que se leva em conta também a mortalidade 
infantil, que considera crianças que morrem antes de 
completarem um ano de vida. Esse dado é importante, 
pois essas crianças estão mais sujeitas a serem acometi-
das por doenças e denunciam as disparidades regionais 
em termos de acesso à saúde, alimentação e atenção 
básica,etc. 
FOME (Desnutrição Crônica)
Apesar do aumento da capacidade de produzir 
alimento ocorrido nas últimas décadas, muito por conta 
dos processos de modernização agrícola difundidos no 
mundo, a fome ainda é uma realidade presente no coti-
diano de muitos países (sendo alarmante em países da 
Aula 04
31Geografia 1B
África Subsaariana), com destaque para os subdesenvolvidos, sendo fruto de processos históricos (cenário de guerras 
ou injustiças sociais) ou ainda de calamidades ambientais – uma seca muito severa, grandes tempestades. Nos anos 
2000, foram estabelecidos pela ONU metas que ficaram conhecidas como “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 
(ODM)”, em que se destaca a erradicação da fome e da miséria.
M
ar
ilu
 d
e 
So
uz
a
Fonte: Organização Internacional para as Migrações (OIM). Relatório de migração internacional: 2018. p. 26. Disponível 
em: <https://publications.iom.int/system/files/pdf/wmr_2018_en.pdf>. Acesso em: 30 jan. 2019. Adaptação
Índice Global da Fome 2014, segundo nível de gravidade
Ao discutir o tema alimentação alguns conceitos devem ser observados, tais como: segurança alimentar, subnutri-
ção e sobrepeso e obesidade. Por segurança alimentar se entende garantir a todos o acesso a alimentação, de quali-
dade e em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso dessas pessoas a outras necessidades essenciais e ao 
sistema de produção alimentar do futuro, que deve ser pautado em práticas sustentáveis. Observamos essa discussão 
muito forte dentro da União Europeia, com a adoção da PAC (Política Agrícola Comum), a partir de 1962.
A subnutrição, que segundo a FAO (Organização das Nações Unidas 
para a Alimentação e a Agricultura) pode ser entendida como “condição 
na qual uma pessoa tem acesso, de forma regular, a quantidade de co-
mida que são insuficientes para prover a energia requerida para levar 
uma vida, normal, saudável e ativa, dados seus próprios requerimentos 
energéticos”. Segundo o documento “Panorama da Segurança Alimen-
tar e Nutricional”, de 2018, a realidade da América Latina e Caribe é a de 
que os grupos que enfrentam maior vulnerabilidade, como a população 
em situação de pobreza, crianças, mulheres, membros de povos indíge-
nas e habitantes rurais, são os que tendem a apresentar problemas 
mais graves de fome e desnutrição, sendo que aproximadamente cinco 
milhões de crianças na Região sofrem desse mal.
Já o sobrepeso e obesidade podem ser entendidos, segundo a 
FAO, por “forma de mal nutrição dado pelo aumento maior do que o 
normal de peso corporal em relação à estatura e excesso do consumo 
de alimentos em relação aos requisitos energéticos”. 
Segundo a OMS, “as taxas de obesidade em crianças e adolescentes 
em todo o mundo aumentaram de menos de 1% (equivalente a cinco 
milhões de meninas e seis milhões de meninos) em 1975 para quase 
6% em meninas (50 milhões) e quase 8% em meninos (74 milhões) em 
2016. Combinado, o número de obesos com idade entre 5 e 19 anos 
cresceu mais de dez vezes, de 11 milhões em 1975 para 124 milhões 
em 2016. Outros 213 milhões estavam com sobrepeso em 2016, mas o número caiu abaixo do limiar para a obesidade. 
O aumento no número de pessoas obesas está relacionado com as transformações sociais ocorridas nos últimos 
anos por conta da adoção do estilo de vida urbano-industrial, grande sedentarismo e da difusão de padrões alimenta-
res associados à globalização, a exemplo dos “fast-foods”.
 Criança subnutrida no continente africano 
 A obesidade infantil é preocupação mundial.
32 Extensivo Terceirão
DISTRIBUIÇÃO DE RENDA/GINI
Criado por Corrado Gini, é utilizado principalmente para medir 
a desigualdade de renda. Geralmente, este coeficiente é indicado 
através da Curva de Lorenz, daí ser conhecido como curva de Gini. 
Quanto menor for o valor, menor será a desigualdade de renda. É 
medido numa escala de 0 a 1 (quanto mais próximo de 0 menor a 
desigualdade, quanto mais próximo de 1 maiores as discrepâncias).
Levando em consideração que muitos países no mundo apre-
sentam grande contexto de desigualdades, em 2010 o PNUD criou 
o IDHAD (Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desi-
gualdade), uma espécie de IDH “corrigido”, já que a RNB per capita 
usada como parâmetro na medição do IDH trabalha com a idéia de 
média de ganhos da população, o que mascara as desigualdades e 
não reflete com exatidão a realidade vivida por essas populações. O 
Brasil apresentou Gini de 0,625 no início de 2019, atingindo o maior 
patamar já registrado no país.
Segundo o Banco Mundial (2018), mesmo com os avanços econômicos observados nos últimos anos, ainda quase 
metade da população mundial (3,4 bilhões de pessoas) tem dificuldade para satisfazer necessidades básicas, sendo 
que cerca de 1,3 bilhões delas vivem com rendimento diário abaixo de um dólar – situação que configura pobreza 
extrema.
Testes
Assimilação
04.01. (ESPCEX – SP) – “Em 1989, o coeficiente de Gini 
atingiu no Brasil um pico de 0,636. Depois disso, apre-
sentou reduções quase constantes, registrando 0,543 
em 2009.” O coeficiente de Gini é um importante indicador 
socioeconômico que revela em um país o grau de:
a) escolaridade de sua população.
b) desigualdade de renda.
c) desenvolvimento humano da população.
d) qualificação de sua mão de obra.
e) pobreza de sua população.
04.02. (UNESP – SP) – Analise a tabela e o mapa. 
RANKING DOS MAIORES PIBS DO MUNDO EM 2010
posição país PIB (em milhões)
1.o Estados Unidos 14.624,2
2.o China 5.745,1
3.o Japão 5.390,9
4.o Alemanha 3.305,9
5.o França 2.555,4
6.o Reino Unido 2.258,6
7.o Brasil 2.088,9
8.o Itália 2.036,7
9.o Canadá 1.563,7
10.o Rússia 1.476,9
(http://colunistas.ig.com.br)
CONCENTRAÇÃO DE RENDA NO MUNDO 
EM 2008 (ÍNDICE DE GINI)*
 *Quanto mais próximo a zero for o Índice de Gini, menor é a con-
centração de renda no país.
(James Tamdjian e Ivan Mendes. Geografia: estudos para compreensão do espa-
ço, 2011. Adaptado.)
A partir da análise da tabela e do mapa, é correto afirmar que: 
a) China e Brasil são os países que apresentam os maiores 
índices de concentração de renda entre os dez países com 
maiores PIBs do mundo.
b) a concentração de renda é um problema que atinge, na mes-
ma proporção, os dez países com maiores PIBs do mundo. 
c) a Rússia, apesar de possuir o menor PIB entre os dez países, é 
o que apresenta o menor índice de concentração de renda.
d) os dez países com os maiores PIBs do mundo são, 
também, aqueles que possuem os menores índices de 
concentração de renda no mundo.
RE
TA
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AL
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UA
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AD
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ÁR
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 D
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NT
RA
ÇÃ
O
População
Renda
Curva de 
Lorenz
Coeficiente de GINI
Aula 04
33Geografia 1B
e) os EUA possuem o maior PIB e o menor índice de con-
centração de renda do mundo.
04.03. (UEL – PR) – O IDH (Índice de Desenvolvimento 
Humano) é elaborado considerando-se dados sobre a lon-
gevidade, PIB (Produto Interno Bruto) per capita, grau de 
escolaridade e poder de compra de uma população. Varia 
de 0 a 1, sendo que os valores mais próximos a 1, indicam 
melhores condições de vida. Sobre o assunto, considere as 
afirmativas.
I. Trata-se de um índice que oculta a qualidade de vida de 
uma população por relacionar fenômenos independentes.
II. Trata-se de um índice que explicita as desigualdadessociais em diferentes escalas, pois combina indicadores 
de desenvolvimento social.
III. Trata-se de um índice que oculta a existência de políticas 
públicas voltadas à melhoria da saúde, distribuição de 
renda e nível de escolaridade.
IV. Trata-se de um índice que oculta diferenças interpessoais, 
pois resulta de cálculos obtidos a partir de médias.
Assinale a alternativa correta:
a) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
b) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
d) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
e) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
04.04. (UFSM – RS) – Observe os gráficos:
M
ai
s p
ob
re
s 
 
 
 
 
 
M
ai
s r
ic
os
10.o
9.o
8.o
7.o
6.o
5.o
4.o
3.o
2.o
1.o
0 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8%
Taxa de crescimento médio ao ano
0,65
0,62
0,59
0,56
0,53
0,50
1900+ 1970 1979 1990 2001 2090+
*Estimativas. Fonte: FGV
M
ai
s o
rig
in
al
Taxa de crescimento médio ao ano da renda familiar 
per capita por décimos da população, de 2001 a 2009 Evolução do Índice de Gini
Fonte: Revista Atualidades, n 13, 2011. p.21. (adaptado)
Confrontando-se as informações dos dois gráficos, conclui-
-se que: 
I. a maior concentração da renda, segundo o índice de Gini, 
ocorreu em 1990.
II. a renda dos mais pobres aumentou em ritmo maior que 
a renda dos mais ricos.
III. o Brasil se aproxima do menor nível de desigualdade 
desde 1960.
Esta(ao) correta(s): 
a) apenas I. b) apenas II.
c) apenas II e III. d) apenas III.
e) I, II e III.
Aperfeiçoamento
04.05. (UERJ) – O exame da distribuição de renda da 
população auxilia na avaliação do grau de justiça social, 
da qualidade da ação previdenciária do Estado e da 
eficácia das políticas públicas de combate à pobreza. 
Observe o gráfico que indica a razão entre a renda anual 
dos 10% mais ricos e a renda anual dos 40% mais pobres, 
no Brasil, nos anos de 2001 a 2008.
LUCCI, Elian A. e outros. Território e sociedade no mundo globalizado: geografia 
geral e do Brasil. São Paulo: Saraiva, 2010.
Considerando os dados apresentados, é possível afirmar 
que a principal ação governamental que contribuiu para a 
mudança verificada na distribuição da renda na sociedade 
brasileira durante o período indicado foi:
a) elevação do valor real do salário mínimo
b) redução da carga tributária do setor produtivo
c) diminuição da taxa básica de juros ao consumidor
d) ampliação do investimento público em infraestrutura
04.06. (UCS – RS) – O Índice de Desenvolvimento Huma-
no (IDH) é uma medida resumida do progresso a longo 
prazo em três dimensões básicas: renda, educação e 
saúde. O objetivo da criação do IDH foi o de oferecer 
um contraponto a outro indicador muito utilizado, o 
Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera 
apenas a dimensão econômica. Diferentemente de ver 
o bem-estar de uma sociedade apenas pelos recursos ou 
pela renda que ela pode gerar, a abordagem de desen-
volvimento humano procura olhar diretamente para as 
pessoas, suas oportunidades e capacidades. Apesar de 
ampliar a perspectiva econômica, o IDH não abrange, 
nem esgota, todos os aspectos de desenvolvimento. 
Disponível em: <http://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/idh0.html>. 
Acesso em: 15 set. 17. (Adaptado.) 
Nesse contexto, é correto afirmar que 
a) o IDH favorece o Brasil, pois, pelo PIB per capita, ele se 
encontraria entre os 20 mais pobres do mundo; já, pelo 
IDH, é classificado como um país em desenvolvimento. 
b) a relação existente entre a qualidade de vida de uma 
população e a existência de políticas públicas voltadas 
à melhoria da saúde, à distribuição de renda e ao nível 
de escolaridade fica oculta no IDH por este relacionar 
fenômenos independentes. 
c) a média do IDH brasileiro é influenciada positivamente 
pelo desempenho econômico-social das regiões Sul e 
Sudeste do País. 
34 Extensivo Terceirão
d) um país que deseje aumentar seu IDH deve investir dire-
tamente no aumento da taxa de natalidade, no desen-
volvimento do setor terciário da economia e na melhoria 
da educação superior. 
e) o PIB per capita não é um componente financeiro do IDH, 
porque revela apenas a desigualdade na distribuição de 
renda.
04.07. (IFSUL – MG) – Considere o texto a seguir:
“Na primeira vez em que estive aqui, em 1987, fiquei 
chocado ao ver que na TV, em revistas, não havia negros. 
Melhorou um pouco. Mas há muito a fazer. Quem nunca 
veio ao Brasil e vê a TV brasileira via satélite vai pensar 
que todos os brasileiros são loiros de olhos azuis”. 
(Spike Lee)
O comentário do cineasta norte-americano Spike Lee, 
em visita ao Brasil para filmagem do documentário 
Go Brazil Go, no mesmo período em que o Supremo 
Tribunal Federal (STF) julgava a constitucionalidade 
das cotas raciais em universidades públicas, desper-
tou várias discussões na imprensa e nas redes sociais 
sobre o racismo na sociedade brasileira. No plano da 
educação, todas as pesquisas apontam que, ainda que 
o acesso tenha crescido no pais nos últimos anos, a 
presença dos negros no ensino médio, universitário e na 
pós-graduação permanece significativamente menor do 
que a dos brancos – diferença que se torna exponencial 
nos níveis superiores de formação. A razão, ressaltam, 
e clara: enquanto os brancos recorrem a escolas parti-
culares (sabidamente, no Brasil, de melhor qualidade) 
no ensino fundamental e médio e, assim, obtém melhor 
formação intelectual para ingresso nas universidades 
públicas, aos negros restam as escolas públicas (cres-
centemente sucateadas) nos níveis fundamental e 
médio e o caminho das universidades privadas.
PEREIRA, M. Preconceito racial e racismo institucional no Brasil. Le Monde Diplo-
matique. Brasil, 03 de junho de 2012. <Disponivel em:http://www.diplomatique.
org.br/artigo.php?id=1202>. Acesso: 14/12/2012.
De acordo com a autora e considerando seus conhecimentos 
sobre população brasileira, assinale a opção correta:
a) as escolas públicas, em geral, passam por um processo 
de sucateamento que, mesmo reduzindo a qualidade 
do ensino, possibilitam a maioria dos seus estudantes o 
acesso as universidades públicas no Brasil.
b) a televisão brasileira acaba por transportar para as telas 
a realidade de preconceito existente no Brasil, já que 
há um número menor de negros participando de suas 
programações.
c) as cotas raciais são uma política pública de combate à 
desigualdade social que conta com total apoio nos mais 
diversos setores da sociedade brasileira.
d) as populações brancas buscam a educação particular, 
seja no ensino fundamental, médio ou universitário, por 
considerarem as escolas privadas com mais qualidade.
e) a possibilidade de um negro chegar a universidade pú-
blica e igual a de qualquer branco, já que ambos tiveram 
acesso ao mesmo tipo de educação básica.
04.08. (UEPG – PR) – Sobre o IDH (Índice de Desenvolvi-
mento Humano), assinale o que for correto. 
01) Segundo o relatório de desenvolvimento humano de 
2018, dois países escandinavos, dois países da Oceania 
e dois países da América do Norte figuram entre os 10 
primeiros colocados em IDH. 
02) EUA, o país com o maior PIB do mundo, figura a alguns 
anos como primeiro colocado em IDH, devido à eleva-
da qualidade de vida e a seu sistema de saúde pública 
de alto padrão. 
04) O IDH mede o coeficiente Gini dos países, aquele em 
que leva em consideração a desconcentração de ri-
queza entre as nações. Porém não considera os índices 
educacionais de um país. 
08) A grande maioria de países com IDH muito baixo, se-
gundo o relatório de desenvolvimento humano de 
2014, são da Ásia e da África.
04.09. (ESPM – SP) – Em julho de 2014, o Programa das 
Nações Unidas para o Desenvolvimento divulgou o Rela-
tório sobre o Desenvolvimento Humano de 2014 com os 
respectivos IDH e situações de 187 países. Sobre esse último 
Relatório é correto afirmar: 
a) A Noruega perdeu a hegemonia de anos, apesar de ainda 
situar-se dentre os melhores IDHs do mundo. 
b) O Brasilsitua-se entre os países de médio IDH, mas acima 
da média latino-americana.
c) Há uma nítida coincidência entre os países de maiores 
IDHs e os países do G7 (maiores PIB) dentre os cinco 
primeiros colocados. 
d) O Brasil apesar de ter subido uma posição e situar-se entre 
os países de IDH alto, ocupa uma incômoda 79a colocação 
no ranking mundial. 
e) A América Latina e a África não apresentam países com 
IDH alto, apenas médio e baixo.
04.10. (UEL – PR) – Analise a figura a seguir.
HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 403.
Com base na imagem e nos conhecimentos sobre os pro-
blemas decorrentes da urbanização e das desigualdades 
sociais, é correto afirmar:
a) A imagem indica que, no século XX, a proliferação de 
moradores de rua resulta das políticas do Estado do Bem 
Estar social que barateou e disseminou o consumo de be-
bidas alcoólicas anteriormente restrito às elites europeias.
Aula 04
35Geografia 1B
b) A imagem apresenta um problema social, o dos sem-teto, 
comum às paisagens da maior parte dos países do pla-
neta, remetendo às desigualdades econômicas geradas 
pelas sociedades capitalistas ao longo do século XX.
c) A imagem indica que a criminalização da venda de bebi-
das alcoólicas deve ocupar o centro do debate quando do 
estabelecimento de políticas e ações públicas, voltadas 
a uma eficaz eliminação do problema dos sem-teto nas 
grandes cidades.
d) O fenômeno dos sem-teto está territorialmente cir-
cunscrito aos países de língua anglo-saxã, aspecto este 
evidenciado pela imagem, que denuncia o fundamento 
cultural do problema, a ser eliminado por meio de pro-
cessos de aculturação.
e) A imagem mostra que, nos países de primeiro mundo, o 
problema dos sem-teto decorre da expulsão domiciliar 
que causa o consumo exacerbado de bebidas alcoólicas, 
levando seus usuários à marginalidade.
Aprofundamento
04.11. (UDESC) – O IDH (Índice de Desenvolvimento Huma-
no) tem como base três indicadores: educação (analfabetis-
mo), longevidade (expectativa de vida) e renda (PIB – Produto 
Interno Bruto por pessoa). O mapeamento da distribuição da 
população brasileira, a partir do IDH, revela que: 
I. o Brasil possui um IDH médio de 0,75; 
II. o IDH médio do Brasil não reflete a realidade do país, que 
apresenta grande variação local e regional; 
III. nas regiões Sul e Sudeste há municípios com IDH acima 
de 0,8, considerados com alto grau de desenvolvimento 
humano; 
IV. em muitos municípios da região Nordeste, encontra-se 
IDH baixo, o que demonstra que o país precisa investir 
mais em educação e saúde; 
V. nas regiões Norte e Nordeste do país, concentram-se 
grandes faixas de municípios com IDH baixo. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas IV e V são verdadeiras. 
d) Somente a afirmativa V é verdadeira. 
e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 
04.12. (UECE) – Sobre a desigualdade geográfica do desen-
volvimento humano, é correto afirmar que
a) no que diz respeito aos problemas sociais que crescem no 
mundo, a noção de segregação, associada ao fenômeno 
de exclusão de direitos por parte de algumas pessoas, ain-
da não atingiu a população residente nos países europeus.
b) mesmo nos países considerados muito ricos, tais como Estados 
Unidos e Inglaterra, em suas grandes cidades existem áreas ou 
bairros onde reinam a violência, a delinquência, a economia 
informal e atividades ilícitas, e a população residente nesses 
locais é desprovida de serviços públicos de qualidade.
c) as disparidades do binômio riqueza-pobreza ainda são 
marcantes entre certos grupos de países no mundo; 
porém, o mesmo não se observa no interior do território 
de cada país, geralmente marcado por homogeneidade 
no que tange ao bem-estar social da população.
d) as desigualdades sociais entre zonas rurais e urbanas – 
um dos contrastes geográficos mais flagrantes já sentidos 
pela humanidade – foram superadas com o advento da 
biotecnologia voltada à produção de alimentos. 
04.13. (FUVEST – SP) – Observe os mapas do Brasil.
Considere as afirmativas relacionadas aos mapas.
I. Alta concentração fundiária e pouca diversificação da 
atividade econômica são características de um bolsão 
de pobreza existente no extremo sul do Brasil.
II. A despeito de seus excelentes indicadores econômicos 
bem como de seu elevado grau de industrialização, a 
região Sudeste abriga bolsões de pobreza.
III. A biodiversidade da floresta assegura alta renda per capita 
aos habitantes da Amazônia, enquanto moradores da 
caatinga nordestina padecem embolsões de pobreza.
IV. Embora Brasília detenha alguns dos melhores indicadores 
socioeconômicos do país, o próprio Distrito Federal e 
arredores abrigam um bolsão de pobreza.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e III, apenas.
b) I, II e IV, apenas.
c) II e III, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
04.14. (UEPG – PR) – Sobre os indicadores sociais no mundo, 
assinale o que for correto. 
01) A mortalidade infantil é calculada pela quantidade de 
óbitos de crianças até 11 anos incompletos em cada 
grupo de mil. 
02) A expectativa de vida considera a idade média que 
uma população pode alcançar. Noruega, Canadá e Ja-
pão são países com elevada expectativa de vida, ligada 
à elevada qualidade de vida. 
36 Extensivo Terceirão
04) Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável foram criados pela ONU para auxiliar no desenvolvimento do mundo. 
Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares, acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar 
e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável são alguns destes objetivos traçados. 
08) Austrália, Dinamarca, Holanda e Islândia estão entre os dez IDHs mais elevados segundo o Relatório de Desenvolvimento 
Humano de 2016. 
16) O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é o órgão da ONU que cria o relatório que compõe o 
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e leva em consideração o nível de saúde, o nível de instrução e a renda média 
na avaliação da população mundial.
04.15. (UFRGS) – Observe a tabela abaixo.
ÍNDICE DE GINI DA DISTRIBUIÇÃO DO RENDIMENTO MENSAL DAS PESSOAS DE 10 ANOS OU MAIS DE IDADE, 
COM RENDIMENTO, POR SITUAÇÃO DE DOMICÍLIO E SEXO, SEGUNDO AS GRANDES REGIÕES – 2010
Grandes Regiões
Índice de Gini da distribuição do rendimento mensal das pessoas 
de 10 anos ou mais de idade, com rendimento
Total
Situação de domicílio Sexo
Urbana Rural Homens Mulheres
Brasil 0,526 0,521 0,453 0,530 0,504
Norte 0,526 0,522 0,465 0,525 0,520
Nordeste 0,530 0,530 0,414 0,531 0,519
Sudeste 0,511 0,510 0,422 0,517 0,487
Sul 0,481 0,480 0,432 0,490 0,449
Centro-Oeste 0,544 0,546 0,454 0,544 0,531
Fonte: IBGE. Censo Demográfico 2010. 
Notas: 1. Os dados de rendimento são preliminares 
2. Exclusive as informações das pessoas sem declaração de rendimento nominal mensal.
Sobre a tabela, é correto afirmar que os dados apresentados demonstram 
a) uma situação de relativa igualdade na distribuição de renda, em virtude da pouca diferença entre as grandes regiões 
brasileiras, da situação de domicílio e do sexo. 
b) uma situação de relativa igualdade de distribuição de renda entre as regiões, mas, quanto ao sexo, de significativa desi-
gualdade. 
c) uma disparidade regional de distribuição de renda com tendência à relativa igualdade entre situação de domicílio e sexo. 
d) uma concentração de renda maior nas áreas rurais, especialmente entre as mulheres, e na região Sul. 
e) uma desigualdade de distribuição de renda, com as maiores desigualdades concentradas entre os homens, o meio urbano 
e a região Centro-Oeste.
04.16. (ACAFE – SC) – Observe o quadro a seguir:
PAÍS “A” PAÍS “B” PAÍS “C”
Expectativa de vida 80 anos 70 anos 60 anos
Mortalidade infantil 5 por mil 30 por mil 70 por mil
Analfabetismo 1% 15% 50%
O conhecimento dos diferentes estágios de desenvolvimentonas diversas regiões do planeta é fundamental na formação 
de nossa cultura. Analise o quadro e, juntamente com o seu conhecimento sobre a realidade atual no Brasil e no mundo, 
considere as seguintes afirmativas:
I. Não há, abaixo da linha do Equador, países que apresentam características semelhantes às do país A.
II. O Brasil apresenta características mais próximas do país B.
III. Enquanto uma parcela significativa dos países europeus apresenta características semelhantes às do país A, a maioria dos 
países da África apresenta características próximas às do país C.
IV. Não há, no hemisfério Norte, países com características próximas às do país C.
Assinale a alternativa cujas afirmativas estão corretas:
a) Apenas I, II e III. b) Apenas II, III e IV. c) Apenas I e IV. 
d) Apenas II e III. e) Apenas I, III e IV.
Aula 04
37Geografia 1B
04.17. (UEMG) – Analise os dados apresentados no quadro, a seguir:
Revista Galileu /Vestibular 2009.p. 48
a) nos últimos anos, uma parcela significativa da população brasileira deslocou-se 
do miolo para a base da pirâmide.
b) a classe média passou a ser maioria no Brasil; entretanto, o número de pobres 
vem aumentando significativamente.
c) a pirâmide atual usou, como critérios, além da renda familiar, a taxa de analfa-
betismo e a expectativa de vida.
d) o crescimento do miolo da pirâmide gera impactos no consumo, pois reflete o 
aumento do poder aquisitivo da classe média.
04.18. (UFPR) – Observe a tabela abaixo:
Países
selecionados
População 
(2011)
PIB (2011)
- em US$
Índice de
Gini (2011)
Crescimento
do PIB (2012)
IDH (2011)
Brasil 194 milhões 2,5 trilhões 0,539 1,5% 0,718 (alto)
China 1,34 bilhão 7,32 trilhões 0,474(*) 7,8% 0,687 (médio)
EUA 313,8 milhões 15,09 trilhões 0,450 2,2% 0,918 (muito alto)
(*) Dado para 2012.
Fontes: Revista Época, n. 756, 12 nov. 2012; Income inequality: Delta blues. The Economist, 23 jan. 2013; UNDP. 
Human development report 2011.
Com base na tabela e nos conhecimentos de Geografia, assinale a alternativa 
correta.
a) O índice de Gini revela que a tradição liberal dos EUA se reflete em uma desi-
gualdade de renda mais elevada que a dos outros países selecionados.
b) A grande população da China torna difícil para esse país alcançar um IDH elevado 
devido aos custos dos sistemas de saúde e de educação.
c) Os EUA possuem o maior PIB em virtude do volume de suas exportações de 
alta tecnologia e das remessas de lucros de empresas multinacionais desse 
país para suas sedes.
d) Embora possua o segundo maior PIB, o elevado contingente populacional da 
China implica uma renda per capita baixa, refletida no seu nível de desenvol-
vimento humano.
e) A comparação entre Brasil e China mostra que o crescimento do PIB não tem 
efeito sobre o IDH porque esse índice é calculado com base nas estatísticas de 
saúde e de educação.
04.19. (UPF – RS) – O Atlas Brasil 2013, divulgado recentemente pelo Progra-
ma das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), apresenta o Índice de 
Desenvolvimento Humano (IDH) e publica dados referentes às condições de 
vida dos brasileiros nos últimos 20 anos, considerando longevidade, educação 
e renda. O IDH é expresso por um número, que varia entre 0 e 1 e compreende 
as seguintes faixas:
0 – 0499 MUITO BAIXO
0,500 – 0,599 BAIXO
0,600 – 0,699 MÉDIO
0,700 – 0,799 ALTO
0,800 – 1 MUITO ALTO
Sobre os dados publicados, é correto 
afirmar:
a) A maioria dos municípios das 
regiões Sul, Sudeste e Norte é 
classificada com o índice Alto e 
Muito Alto Desenvolvimento Hu-
mano, demonstrando redução da 
desigualdade. 
b) A maior concentração de muni-
cípios com índice Muito Alto De-
senvolvimento Humano está nas 
regiões Sudeste e Sul e na capital 
federal. 
c) Os municípios da região Nordeste 
apresentaram o maior crescimento 
do IDH referente à longevidade da 
sua população, colocando-se no 
mesmo nível da região Sul nesse 
quesito. 
d) A renda per capita do brasileiro 
cresceu 14,2% no período, ele-
vando para a categoria de Alto 
Desenvolvimento Humano 90% 
dos municípios brasileiros. 
e) O indicador educação é o que me-
nos contribui para o IDH nacional, 
embora apresente um crescimento 
contínuo, impulsionado pelo avan-
ço da escolaridade da população 
adulta e pelo aumento de ingresso 
e de permanência de jovens no 
ensino médio. 
Desafio
04.20. Leia com atenção o texto e a 
tirinha a seguir. 
O termo “Belíndia”, criado em 
1974 pelo economista Edmar Ba-
cha, pretendia ilustrar o nível de 
desigualdade da economia brasilei-
ra. Seríamos uma pequena Bélgica 
(muito rica) cercada de uma Índia 
(muito pobre) por todos os lados. 
Uma reportagem na última edição 
da The Economist, lançada neste 
final de semana, recupera a alegoria 
para falar sobre as mudanças do 
país nas últimas quatro décadas. 
De acordo com a revista britânica, 
o Brasil de hoje lembra mais uma 
“Italordânia”: em estados como o 
38 Extensivo Terceirão
Distrito Federal, o PIB per capita é menor que o belga 
mas equivalente ao da Itália, enquanto outros tem renda 
próxima da Jordânia.
http://exame.abril.com.br/economia/noticias/brasil-era-belindia-e-virou-italorda-
nia-diz-the-economist. Acesso: 26.03.2015
SALMONELLAS - BENETT
Jornal Gazeta do Povo – 20.03.2015.
Sobre aspectos relacionados a distribuição da renda no Brasil, 
julgue os itens.
I. A transformação do País de Belíndia para Italordânia, está 
relacionada a dois aspectos: 1) ao o baixo crescimento 
do PIB dos últimos anos; 2) a melhoria (mesmo que aca-
nhada) na distribuição da renda entre as classes sociais.
II. Os mecanismos de distribuição de renda aplicados nos 
governos FHC, Lula e Dilma, eliminaram áreas com IDH 
semelhantes aos de Botsuana e da Índia.
III. Além do Distrito Federal, outras áreas com PIB per capita 
elevados encontradas no Sudeste e Sul.
IV. Mesmo com os avanços na distribuição da renda, a situ-
ação continua preocupante. Dados do IBGE indicando 
que os 10% mais ricos “embolsam” cerca de 40% dos 
rendimentos, enquanto os 10% mais pobres ficam com 
cerca de 1,5%. 
V. Programas do Governo Federal, como o Benefício para 
Superação da Extrema Pobreza, contribuíram para a 
redução das desigualdades de renda, principalmente na 
região Nordeste. 
De cima para baixo, a ordem correta dos julgamentos é:
a) V, F, F, V, V
b) F, F, V, F, F 
c) V, F, V, V, V
d) V, F, V, F, V
e) F, V, F, F, V 
04.21. (CESGRANRIO – RJ) “(...) Estatísticas criminais no 
Brasil são precárias e manipuláveis. Servem para tudo, 
para aumentar ou diminuir os índices de violência. 
De quatro em quatro anos a violência se torna o tema 
eleitoral mais importante, inexplicavelmente acima da 
saúde, educação alimentação e emprego.”
Fonte: Editorial - “Jornal do Brasil” - 02/09/94
A violência no Brasil, especialmente no meio urbano-
-metropolitano, já há alguns anos, vem-se tornando alvo de 
promessas eleitorais que valorizam o uso de repressão policial 
como solução definitiva para o problema. A questão, porém, 
parece ser mais complexa, conforme se verifica na cidade do 
Rio de Janeiro, onde a violência:
a) se distribui de modo homogêneo pelo espaço urbano.
b) se relaciona à atuação do crime organizado em comu-
nidades marcadas pela precariedade da ação do Estado.
c) apresenta níveis iguais entre as diversas comunidades e 
classes sociais.
d) é fruto unicamente de abusos das autoridades policiais, 
que se mostram mal equipadas e treinadas.
e) tem sua origem nos meios de comunicação que cultuam 
e mistificam a agressividade humana, valorizando-a como 
mercadoria.
04.22. (MACK – SP) – 
De acordo com a charge acima e com os aspectos socioe-
conômicos do Brasil no período apresentado, considere as 
afirmativas I, II e III.
I. A ascensão das classes D e E teve um salto a partir do 
Plano Real, oscilou durante o governo de Fernando 
Henrique Cardoso e se acentuou no governo Lula, entre 
2003 e 2010. Nesse contexto, o Brasil superou totalmente 
a desigualdade crônica, vivida historicamente.
II. Apesar das oscilações do período 1995-2003 e da grandeevolução do período 2004-2010, a melhoria da condição 
social predominou. No entanto, ainda persistem grandes 
desigualdades sociais no Brasil.
III. Houve, de um modo geral, uma melhora no padrão de 
distribuição de renda nacional. Dessa forma, o Brasil hoje 
atingiu, em relação à concentração de renda, os padrões 
da Europa Ocidental, hoje em crise.
Dessa forma,
a) apenas I e III estão corretas.
b) apenas I está correta.
c) apenas II está correta.
d) apenas II e III estão corretas.
e) apenas III está correta.
Aula 04
39Geografia 1B
04.01. b
04.02. a
04.03. e
04.04. e
04.05. a
04.06. c
04.07. b
04.08. 09 (01 + 08)
04.09. d
04.10. b
04.11. e
04.12. b
04.13. b
04.14. 30 (02 + 04 + 08 + 16) 
04.15. e
04.16. d
04.17. d
04.18. d
04.19. b
04.20. c
Gabarito
40 Extensivo Terceirão
 
Anotações