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Voz Cantada (Voz dos Coristas) - Seminário de Semiologia e Diagnóstico em Voz II

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Seminário sobre voz 
cantada
Discentes: Adiel de Oliveira Gomes Coelho, Franciane 
Lima Vieira e Laís Santos Fonseca
Docente: Prof.ª Dr.ª Michelle Ferreira Guimaraes
.
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Artigo: Dores corporais 
em coristas eruditos
Autoras: Thays Vaiano, Ana 
Cláudia Guerrieri e Mara Behlau
Tipo: estudo descritivo transversal
Ano de publicação: 2013 
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➢ A dor é definida pela International Association for the Study of Pain 
(IASP) como uma “experiência sensitiva e emocional desagradável 
associada ou relacionada à lesão real ou potencial dos tecidos”.
➢ Quando um indivíduo usa a voz de forma inadequada, pode sentir 
desconforto ou mesmo dor à fonação. Esta dor, chamada de 
odinofonia, é considerada um sinal e sintoma de problema vocal. A dor 
musculoesquelética é a mais comum. 
➢ A disfonia por tensão muscular é provavelmente a causa mais comum 
de disfonia funcional e contempla uma série de queixas por tensão ou 
desconforto muscular.
➢ Profissionais da voz tendem a dar maior importância e atenção aos 
aspectos que envolvam a saúde vocal, pois qualquer variação na voz 
pode comprometer sua performance.
➢ O objetivo deste estudo é identificar a presença de dores corporais em 
coristas eruditos, verificar sua correlação com ocorrência de problemas 
vocais e comparar com os resultados obtidos pela população geral. 
Introdução
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➔ A coleta dos dados foi realizada nos meses de outubro de 2007 a 
janeiro de 2008, na cidade de São Paulo.
➔ Participantes: 50 membros de um coral erudito profissional (29 
mulheres e 21 homens) com idades entre 18 e 57 anos e 150 
sujeitos da população geral (87 mulheres e 63 homens) com 
idades de 18 a 63 anos, que não exerciam atividade de canto 
erudito ou popular profissionalmente. 
➔ Aplicação de um questionário autoexplicativo (11 questões), 
dividido em 5 categorias: dados de identificação, fatores 
relacionados ao exercício profissional, autoavaliação da voz, 
dados referentes à voz e localização de dores em diferentes 
regiões do corpo durante e/ou após o uso profissional da voz. 
Métodos
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- Total de dores pesquisadas: 13
- Autoavaliação vocal foi semelhante nos 2 grupos 
(população geral e coristas) 
- Nenhum contista classificou a voz como “péssima”
- Dores corporais: maior na população geral, na média de 
dores
- Observou-se que não há qualquer relação entre dores 
corporais e outras variáveis, como problemas de voz, 
cancelamentos de apresentação, consulta ao otorrino e 
fonoaudiólogo no grupo de coristas
- Consultas ao fono foram associadas à dor na ATM e dor 
ao falar
- O cálculo estatístico usado mostrou que o corista erudito 
pode ser fator considerado fator de proteção para 
ocorrência de dores na cabeça, costas, pescoço, mãos e 
ouvidos. 
Resultados
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- Pesquisas mostram que a dor está intimamente ligada ao estado emocional 
(KUT E. et al., 2007) 
- 12/13 ➜ menos dores nos coristas do que na população geral, com exceção 
da garganta 
- Coristas possuem rotina de exercícios de fortalecimento e relaxamento na 
musculatura envolvida na produção vocal em suas rotinas ➜ contribuição 
para ocorrência menor de dores ➜ resistência muscular 
- Atribuído também pelos benefícios psicológicos ➜ prática do coral encarada 
como prazerosa
- Dores distais ➜ maior na população geral
- O coral pesquisado tem treinamento intensivo e excelente técnica vocal. Por 
isso, não só o treino, mas também o conhecimento, percepção e controle de 
estruturas da voz estão relacionadas aos resultados obtidos
- Dor de garganta ➜ mais relacionado pelos coristas ➜ alta exigência 
- Dor nas costas ➜ segunda dor mais relatada pelos coristas ➜ alinhamento 
postural inadequado e tempo longo de ensaios 
- Dor nos ombros ➜ terceiro mais relatado pelos coristas ➜ especialistas em 
Voz aconselham a não movimentar ombros e pescoço durante a fonação. 
Discussão
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Coristas eruditos apresentaram baixos índices dores 
corporais em relação à população geral. Esse baixo relato 
de dores corporais provavelmente se deve a uma melhor 
resistência muscular adquirida ao longo dos constantes 
treinamentos e práticas, indispensáveis aos cantores 
eruditos.
Conclusão
Diferentemente da população geral, os coristas eruditos não 
têm dores associadas a problemas vocais e absenteísmo. O 
uso vocal de forma consciente aliado ao treino pode ser um 
fator de proteção contra o aparecimento de distúrbios 
vocais e dores em geral.
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Coralistas amadores relatam maior desvantagem em relação a cantores eruditos 
profissionais, isso é atribuído a ausência de treinamento de voz específico e menor 
conhecimento da fisiologia vocal (Tatiane et al, 2012).
Cantores eruditos normalmente utiliza-se de técnicas vocais atividades de relaxamento 
de cabeça, pescoço, ombro e treino de respiração que visa suprir os fatores negativos 
de tensão muscular. Diferente de cantores populares que, geralmente, por não terem 
conhecimento da estrutura e do funcionamento do seu aparelho vocal acabam fazendo 
uma utilização de forma adequada que ocasionam diversos problemas tanto estrutural, 
quanto de performance (Sant’anna, 2020).
Novos estudos poderão contribuir para maiores esclarecimentos sobre os problemas 
vocais em cantores eruditos
 Achados referenciados não são roubados. Adiel Coêlho 
Achados recentes
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Referências:
VAIANO, Thays; GUERRIERI, Ana Cláudia; BEHLAU, Mara. Dores corporais em coristas 
eruditos. In: CoDAS. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2013. p. 303-309.
PRESTES, Tatiane et al. Desvantagem vocal em cantores de igreja. Revista CEFAC [online]. 26 
abr 2012, v. 14, n. 5, pp. 901-909. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1590/S1516-18462012005000035>. Acesso em: 16 mar 2022.
SANT’ANNA, Jessé Filipe. Autoavaliação e desvantagem vocal em cantores populares e 
eruditos: revisão integrativa de literatura. 25 nov 2020. Disponível em: 
<http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/handle/123456789/14618>. Acesso em: 16 mar 2022. 
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/handle/123456789/14618
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