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CONHECENDO A LINHA E FALANGE DOS MALANDROS NA UMBANDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARTE 1 
Uma das linhas e Falanges mais conhecidas e procuradas em Terreiros e Giras da Umbanda é a 
linha dos Malandros. Mas, o que vem a ser essa linha, qual a razão dessa nomenclatura, e por 
que esse grande apego a essa Falange? Antes de tudo vamos frisar que estaremos falando 
apenas resumidamente sobre essas entidades caridosas, gentis, honestas e de grande poder 
espiritual, pois a grandeza dessas entidades é tanta que teríamos que fazer pelo menos umas 
30 postagens para assim ter uma ideia de qual é a verdadeira importância delas dentro da 
religião de Umbanda. 
Uma pergunta que muitos fazem em relação à linha dos Malandros, principalmente feita por 
pessoas que desconhecem a verdadeira essência dessas Entidades, é qual o benefício dessa 
entidade para nós, o que uma Entidade com a nomenclatura de "Malandro" poderia nos 
ensinar, qual a verdadeira contribuição dessa Entidade para a religião de Umbanda? 
Gostaria de esclarecer primeiramente que não estamos falando de modo pejorativo e nem do 
sentido vulgar da palavra "malandro", e abaixo entenderão o verdadeiro significado dentro da 
Umbanda. 
Essas Entidades de Luz que se apresentam como Malandros, frisem bem a letra M pois deve 
sempre estar de forma maiúscula, vem com a missão de ensinar os encarnados a se tornarem 
mais fortes perante os obstáculos da vida, tendo a flexibilidade necessária, a entender a vida 
com o bom humor, a capacidade de adaptação diante de todos os fatos bons ou ruins de nossa 
vivência, que se devem ser obtidas através da fé na vida, e em si mesmo, do equilíbrio das 
emoções, do pensar, do ser, do agir e de seus próprios sentimentos. 
Normalmente uma Entidade de Luz vivenciou muitas coisas assim dentro de uma de suas 
existências, e sendo assim podem nos auxiliar nos caminhos tortuosos, e com a linha dos 
Malandros não se faz diferente, pois tiveram em outras existências várias e várias experiências, 
e assim sendo os Malandros nos ensinam que essas experiências visa sempre nos ensinar algo 
de positivo, e que não há obstáculos insuperáveis, e se passarmos a pensar dessa maneira 
certamente não seríamos levados à destruição, destruição essa que poderíamos estar 
condenados caso não tivéssemos a confiança e os ensinamentos de seres divinos, assim como 
os Malandros. 
Os Malandros com a sua forma de ver e entender a vida, tanto encarnada quanto 
desencarnada, nos mostra que é inconcebível essa entrega de algumas pessoas a própria 
destruição, visando o findar de uma vida, para que um sofrimento se finde, ou um obstáculo 
nos vença, pois para refletirmos dessa forma a vida deveria ser finita, e para quem entende a 
espiritualidade, e a mensagem que os Malandros desejam passar, é que não há morte em 
nenhum ponto do Universo, e sim transformações através das evoluções pessoais, que 
promovem renovações constantes, e sendo assim devemos confiar nas leis da vida e agirmos 
como os Malandros mantendo a alegria, o bom humor, a caridade, a força de vontade, o 
afastamento do pessimismo, a autoconfiança, e assim sendo se mantém em sintonia com uma 
vibração positiva atraindo coisas boas, cura espiritual, física, mental e emocional. 
Agora falando exclusivamente sobre a linha dos Malandros na Umbanda gostaria de frisar que 
essa linha traz para dentro do ambiente Sagrado os irmãos que foram excluídos da sociedade, 
aqueles espíritos que em alguma encarnação por causa de grandes preconceitos raciais, foram 
considerados inferiores, sem casta, marginalizados pela sociedade, porém mantiveram sua fé e 
lidaram com essa adversidade, a sua identidade que lhes orgulhava, e claro com o bom humor 
característico, e com essa demonstração de força, certamente já apresentavam um ótimo nível 
de evolução, e assim ao desencarnarem, continuava certamente a caminhar pelas estradas 
evolutivas com mais ênfase, até alcançarem um grau muito maior perante a espiritualidade, no 
qual lhes permitiram retornar a terra como Guias espirituais, para assim nos ensinar e nos 
reconduzir aos caminhos de evolução no qual tanto necessitamos. 
Da mesma forma e ao mesmo tempo, essa linha maravilhosa dos Malandros simboliza a 
aproximação dos excluídos com a Luz Divina do Pai Maior, e da mesma forma com todas as 
pessoas traz a possibilidade refletirem de forma muito maior sobre o preconceito, sobre as 
exclusões sociais, sobre o racismo, sobre demonstrações de poderio do mais forte para o mais 
enfraquecido, socialmente, economicamente ou intelectualmente. 
A linguagem dos Malandros é bastante simbólica, em muitas vezes em suas falas nos passam 
mensagens como se a vida fosse um jogo de cartas ou de dados, e devemos compreender 
essas colocações, pois nesse jogo, uma jogada ruim seria um imprevisto, uma adversidade, 
mas isso não quer dizer que o significado seja a perda de uma partida, e não devemos entrar 
em desespero, descrença ou desistência, pois os Malandros com sua sabedoria invejável nos 
mostra que temos outras jogadas pela frente, e assim novas oportunidades, novos caminhos, 
novos passos virão, e essas novas oportunidades poderão ser extremamente melhores, e isso 
só dependerá de nós mesmos. 
Devemos compreender esses ensinamentos dos Malandros, pois nesse jogo é preciso 
estarmos atentos a cada detalhe, a cada passo, a cada ato, devemos ficar extremamente 
atentos e observarmos os adversários, os grandes desafios externos, assim também aos nossos 
próprios pensamentos, convicções, sentimentos e emoções, para que assim possamos 
enfrentar e vencer todo e qualquer obstáculo com a melhor condição e certamente caminhar 
para a vitória que tanto almejamos. 
Outra coisa que devemos entender sobre os Malandros e sobre seus ensinamentos é que a 
vitória não precisa ser a superação do obstáculo em si, porém a grande vitória é o verdadeiro 
entendimento das causas da dificuldade e aceitação de uma responsabilidade que é só nossa, 
de uma realidade que criamos, e assim sendo o errar nos ensina, e nos dá a possibilidade de 
recomeçar e acertar, e mesmo sendo derrotados por algum motivo, aprendemos com os 
nossos amigos Malandros, a saber esperar uma nova oportunidade e tentar sempre, sem 
nunca desistir, e assim virar o jogo através da persistência, da alegria, da boa vontade, e da fé 
no dia seguinte. E assim aprendemos a valorizar a vida, a nossa própria existência, do 
momento que estamos e de cada momento vivido. 
Para nosso entendimento vamos frisar que a demonstração da dança característica, a 
musicalidade, e a ginga dos Malandros dentro de um Terreiro de Umbanda não são uma 
simples repetição dos trejeitos dos ditos malandros na forma pejorativa do nome, essas 
Entidades não vieram até nós na forma de Guias espirituais apenas para demonstrarem ou 
fazerem apologia do que foram em alguma vida encarnada, contudo, eles vem sim para nos 
ensinar o que poderemos extrair das lições da vida, e a grande malandragem que nos ensinam 
é como devemos ser flexíveis nos desapegando daquilo que nada nos levará a uma evolução 
espiritual, abrindo mão daquelas ideias antigas, e assim nos renovarmos a cada dia, 
entendermos a vida e seus obstáculos, encararmos essa mesma vida com mais tranquilidade e 
leveza, retirando a mágoa do nosso peito, nos desvincular dos rancores, evitar levar todos os 
problemas para o campo pessoal, evitar estragar o nosso humor, e viver bem cada dia que 
passamos em busca dessa evolução, sem deixar sermos levados pelo desânimo, para que 
possamos vencer todo e qualquer tipo de obstáculo, por maior que esse obstáculo possa nos 
parecer, e assim aprendermos com os nossos próprios erros, para que assim esses erros não se 
repitam, e lembrarmos sempre um dos grandes lemas dos Malandros, que é: "Aprenda com 
seus erros, não fique os repetindo. Quem anda atento na vida, não fica caindo nos buracos da 
estrada que leva paraa evolução." 
E assim terminamos essa primeira postagem que falamos da Linha e Falange dos Malandros, 
na segunda parte falaremos um pouco mais da origem e das características dessas Entidades 
de Luz tanto na vida como encarnados, quanto na trajetória espiritual. 
Salve os Malandros! 
Salve a linha e a Falange da Malandragem! 
Carlos de Ogum 
 
CONHECENDO A LINHA E FALANGE DOS MALANDROS NA UMBANDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARTE 2 
Nesse texto vamos dar continuidade falando sobre a Linha e Falange dos Malandros na 
Umbanda, falaremos um pouco mais da origem e das características dessas Entidades de Luz 
tanto na vida como encarnados, quanto na trajetória espiritual. 
Na visão social, os Malandros simbolizaram a inclusão de negros, mulatos, mestiços, tanto 
homens quanto mulheres que viviam de certa forma marginalizados perante a sociedade 
desde o período pós-abolição, e muitos sofreram extremamente com o preconceito pela sua 
cultura, sua fé, seu modo de ser, pela cor de sua pele, enfim, por tudo que não estava dentro 
dos ditos padrões para a classe branca, classe essa que se distribui-a como fazendeiros, 
coronéis da época, sinhás, e todos chamados erroneamente de "grupo de elite". 
Esses ditos "excluídos" foram retirados das fazendas e colocados a sua própria sorte logo após 
a lei da abolição dos escravos, pouquíssimos senhores de engenho, fazendeiros ou produtores 
de café utilizaram a mão de obra dos negros e mestiços para trabalharem em suas fazendas, 
pois muitos acreditavam que essas pessoas só serviam enquanto eram escravizadas, e jamais 
aceitariam que um negro ou mestiço trabalhasse em uma fazenda em troca de uma vida digna 
e uma remuneração verdadeira, apenas serviam para trabalharem sem condições alguma de 
bem estar, escravizados e sofrendo torturas no tronco de castigos sendo açoitados pela 
dolorida ponta de uma chibata. E assim sendo esses negros e mestiços foram colocados para 
fora das fazendas, enquanto esses fazendeiros contratavam a mão de obra de colonos 
europeus para ocuparem as colocações de trabalho. 
E assim um grandioso número de homens e mulheres mestiços e negros recém-libertos 
ficavam perambulando pelas ruas, sem uma moradia, sem alimentação, sem dignidade e sem 
uma colocação de trabalho remunerado. A visão de antigos escravocratas era que os negros e 
mestiços só se rendiam ao trabalho em suas roças sendo forçados, através de castigos, assim 
como era no tempo da escravidão, e se expandindo esses pensamentos, os fazendeiros tinham 
a preferência de trazerem os colonos europeus a trabalharem em suas terras. 
E assim foi feito, e esses colonos ocupavam todas as colocações de trabalho, e assim esses 
antes escravizados ficavam sem uma ocupação condigna, sem acesso à educação, a moradia 
descente, e muitas vezes sem alimentação digna. E pouco a pouco iam se formando os 
primeiros grandes grupos de pessoas a serem colocadas a viverem a margem da sociedade. 
Após todas essas colocações podemos então imaginar como era a vida desses negros e 
mestiços, com toda a pressão social dos brancos elitizados, porém esses negros e mestiços não 
se deram por rogados e nem vencidos, e pouco a pouco iam buscando aos arredores dos 
arraiais e morros um modo de ter uma vida no mínimo dignamente básica. Fizeram seus 
casebres, pequenas plantações, criavam alguns animais para alimentar suas famílias. 
Mesmo se esforçando ao extremo para sobreviverem de um modo geral, os negros, mulatos e 
mestiços não eram bem vistos perante a sociedade branca, e assim começou para eles uma 
condição de vida a margem do quadro social, pois a música, a dança, o modo de ser apreciados 
por aqueles em que a sociedade marginalizava não eram bem vistas, principalmente as suas 
atividades de recreação, como jogos, carteados, capoeira, entre outros tipos de recreação. 
 Assim sendo, com essa visão discriminatória da sociedade, foram surgindo grupos 
localizados para essas atividades, e bastava frequentá-los para ser motivo de alvo da polícia, e 
como esses ambientes não só estavam abertos para grupos seletos, poderia sim entrar todo 
tipo de pessoa, e obviamente também chamava a atenção de pessoas já antes voltadas para o 
crime, fazendo desses lugares um tanto perigosos, perigosos o bastante para explicar que 
muitos desses seus frequentadores andarem armados, normalmente com facas, navalhas, 
punhais, ainda que não fossem criminosos, e assim vem à tradição de muitos dos Malandros 
terem suas armas brancas nas mãos. 
Quando é dito a nomenclatura "Malandro", na linguagem cotidiana, logo ocorre à ideia em 
nossas mentes, do boêmio, do jogador de cartas de baralho, do amante das rodas de danças, 
amante das noites regadas de alegria, aquele que carregava facas e navalhas, e com muito 
disfarçar fugia dos homens da lei. 
Esses negros, mulatos e mestiços, apesar de todos os acontecimentos, nunca perderam a 
alegria, o gosto pela música, pela dança, pelo jogo de carteado, pelas conversas com amigos 
durante toda a noite, e principalmente nunca perderam suas raízes religiosas e tradições de 
seus ancestrais, deixando assim entre eles uma felicidade intensa. 
Já colocando na linha espiritual, dentro da religião de Umbanda, onde esses espíritos, após se 
tornarem Entidades de Luz, demonstram um grande apego a seus consulentes, buscam estar 
sempre interligados nos relatos que estão sendo levados a eles, grandes analisadores de fatos 
contidos nesses relatos, muitos reflexivos, e assim buscam um melhor caminho para auxiliar 
aquele consulente naquele fato, e isso de uma forma extremamente simpática, com uma 
alegria sem igual, além da força espiritual sobre todos os pontos necessários, dentro e fora da 
vida pessoal do consulente. 
A presença dessas Entidades nos Terreiros de Umbanda é sempre uma atração a mais, pois 
eles são chamarizes para todos os frequentadores de terreiros, com seus jeitos despojados, 
sorridentes, carinhosos, brincalhões, acolhendo a todos de uma forma simpática, abraçando os 
mais humildes, humildes esses que se identificam com essa maneira despojada de ser dos 
nossos amigos fieis, os Malandros. Essas Entidades de Luz despertam a autoconfiança, 
fazendo assim com que possam se expressar e progredir, caminhando para um caminho de 
vitórias e iluminado. 
A melhor colocação de um Malandro é que nós devemos aprender com os nossos próprios 
erros, refletir bastante sobre um caminho tomado, e se esse caminho não for o melhor, 
devemos então nunca mais tomá-lo, e assim temos as melhores lições para uma vida repleta 
de felicidade. 
Dentro da linha dos Malandros podemos notar que a espiritualidade deseja demonstrar pela 
religião de Umbanda corrigir grandes equívocos e especialmente grandes injustiças sociais de 
alguns encarnados sobre outros encarnados, fazendo assim com que devemos refletir sobre 
tudo isso pelas décadas e décadas que houveram essas injustiças, e enquanto refletimos ainda 
somos auxiliados nos problemas do cotidiano, e assim sendo, hoje na presença da linha dos 
Malandros nos terreiros de Umbanda uma ótima oportunidade para refletirmos sobre várias 
questões, como por exemplo que nem tudo que possa parecer ruim não tem uma saída, ou 
que tudo que nos acontece podemos extrair coisas boas e positivas, assim como a linha dos 
Malandros fizeram. 
E assim sendo, podemos entender que as Falanges dos Malandros vieram até nós através dos 
Orixás para nos ensinar a caminhar sobre os obstáculos, vencer todos e qualquer tipo de 
contratempo, tirar uma boa lição de tudo que nos acontece de bom ou ruim, nunca perder a 
compostura nem entrar em desespero, e saber jogar o jogo da vida, jogo esse que podemos 
até perder, porém nunca deixar que esse jogo destrua nossa fé. E assim os Malandros nos 
ensinam tudo isso de uma forma bem-humorada, brincando com as palavras, com seu carisma 
e sua espontaneidade. 
Certamente a frase "no final tudodará certo, e se não der certo é porque ainda não chegou o 
final", reflete muito naquilo que as Falanges dos Malandros desejam nos passar, basta 
entendermos. 
E assim fechamos essa segunda parte que falamos da Linha e Falange dos Malandros na 
Umbanda, seguiremos com a terceira parte demonstrando um pouco mais dessa maravilhosa 
Linha já falando mais diretamente do lado espiritual e o modo de trabalho dessa Falange. 
Salve os Malandros! 
Salve a linha e a Falange da Malandragem! 
Carlos de Ogum 
CONHECENDO A LINHA E FALANGE DOS MALANDROS NA UMBANDA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARTE 3 
Nesse terceiro texto que falaremos da Linha e Falange dos Malandros na Umbanda, vamos 
frisar o modo de trabalho em si, a força espiritual, entre outras coisas ligadas as essas 
Entidades de Luz divinas e maravilhosas da Umbanda. 
Mas antes de iniciarmos gostaria de frisar que estamos falando de um modo bem resumido 
sobre os Malandros. Muitos consulentes vão as Giras de Umbanda para conversarem com essa 
Falange de Entidades carismáticas, brincalhonas, sorridentes, de uma capacidade de trabalho 
espiritual sem igual, porém por serem essas Entidades dessa forma tão chamativas, muitos 
consulentes as vezes se esquecem que estão lidando com uma grande Entidade de Luz da 
religião de Umbanda, e falam com elas como se estivessem falando com um amigo qualquer 
na porta de um bar. 
Portanto quando estamos na frente de uma dessas Entidades de Luz da linha dos Malandros, é 
muito bom que reflitamos, pois, essas Entidades estão no trabalho espiritual de uma forma 
merecida, que eles próprios buscaram, e assim a Misericórdia Divina deu-lhes esse recurso em 
forma de benção, para trabalhares em prol da sua própria evolução e também em nosso favor 
e auxilio. Com essa visão seria o mais correto que os consulentes não adotassem o modo de 
julgamento sem uma reflexão anterior, um julgamento de que sendo essas Entidades 
bastantes carismáticas, isso não dará a liberdade ao consulente de pedir-lhes algum mal, ou 
um trabalho de magia negativa ou coisa parecida, assim da mesma forma, os Médiuns que 
trabalham com uma dessas Entidades de Luz em sua Coroa, não podem acreditar que por 
terem uma Entidade da linha dos Malandros, esses Médiuns possam dar vazão aos seus 
impulsos menos nobres, de caráter pessoal, começando a utilizar palavreados chulos, bebendo 
em demasia, acreditando que seria assim a representatividade dessas Entidades de Luz, 
fazendo aquilo que está acostumado a fazer e a ser, e por falta de caráter faz dentro de um 
Terreiro de Umbanda, e assim usa o pretexto de que quem está fazendo isso seria a Entidade, 
o Malandro. Portanto se algum Médium deseja fazer essas peças teatrais, se embebedar, falar 
coisas chulas, faça por ele mesmo, mas nunca faça isso utilizando o nome da Entidade, pois 
certamente uma Entidade de Luz da linha dos Malandros, ou qualquer outra Entidade de Luz 
da Umbanda não faz isso nunca. 
Devemos manter em nossa mente que os Malandros são espíritos a serviço da luz que vem nos 
guiar, nos orientar, nos auxiliar de várias maneiras, e se eles tem essa possibilidade de 
trabalho, certamente essa Entidade é alguém muito mais elevado espiritualmente que um 
encarnado, portanto precisamos nos conduzir com muito mais honra, com muito mais 
respeito, com muito mais devoção e com extrema gratidão as nossas Entidades de Umbanda, 
para darmos continuidade a nossa evolução, portanto precisamos estar no Terreiro, assim 
como em qualquer templo religioso, de alma limpa, de corpo presente, estarmos por inteiro, 
sem pensamentos errôneos. 
As linhas dos Malandros demonstram Entidades de Luz simples, leais e verdadeiras, porém se 
algum consulente ou Médium crê que possam enganá-los, certamente serão desmascarados 
sem a menor cerimônia na frente de qualquer pessoa ou local, pois os Malandros não toleram 
a maldade, a injustiça ou a tentativa de enganação. 
Muitas casas de Umbanda, Terreiros ou Templos, adotam as vestes de um Malandro quando 
incorporados em seus Médiuns, a tradicional camisa listrada, camisa de seda ou alguns com 
terno e gravata, nas cores branca e vermelho, muitos ainda utilizam chapéus no estilo Panamá, 
e outros ainda usam sapatos, podendo ser brancos ou bicolores (branco e preto, branco loja 
virtual e vermelho, preto e vermelho), e a tradicional gravata vermelha, em algumas casas 
também se pode notar que alguns Malandros se utilizam de cartolas, bengalas, porém não 
necessariamente deverá ter essa roupagem ou apetrechos, podem estar apenas com as vestes 
brancas tradicionais das Giras de Umbanda, a mesma roupagem que todas as Entidades de Luz 
se utilizam. 
Essas Entidades de Luz são extremamente cordiais e alegres, gostam de conversar, de dançar, 
de gesticular, porém todos esses movimentos eles estão recolhendo negatividade do ambiente 
e de seus consulentes, fazendo assim a purificação necessária para um bom trabalho no 
Terreiro. 
Os Malandros podem se envolver com qualquer tipo de assunto e a sua capacidade de resolver 
esses assuntos espirituais é enorme, trabalham sempre em busca de resultados positivos, 
dentro do merecimento do consulente. 
Seus trabalhos espirituais consistem desde proteção a uma criança que necessite, até quebra 
de magias negativas, magias negras, proteger e abrir caminhos, tem uma atuação extrema na 
cura de problemas de cunho espirituais, emocionais, particularmente se forem as ditas 
chamadas doenças mentais como ansiedade, fobia, depressão, síndrome do pânico, 
compulsões, esquizofrenia, entre outras, e isso é dessa forma pois o magnetismo da linha dos 
Malandros é bastante eficaz sobre os distúrbios originários de desequilíbrios do Sentido da Fé. 
Devemos perceber algumas diferenças nessa linha no que se consiste trabalhos de 
atendimento, pois de um modo geral muitos Malandros ao se apresentarem usando seu 
chapéu, esse chapéu tem uma fita vermelha que envolve a parte acima da aba, porém em 
outros casos essa fita é de cor branca, que significa que aquela Entidade está atuando na cura 
de males do corpo e da mente, e usam essa fita pois é o símbolo do curador, ligado a Pai 
Oxalá. 
Falamos de uma forma generalizada da linha dos Malandros, frisamos o nome de Senhor Zé 
Pilintra, e podemos frisar outras histórias fantásticas dessa Falange, como podemos 
demonstrar nos links de nosso blog, no qual anexo abaixo: 
*Senhor Zé Pilintra e sua História. 
https://umbandayorima.blogspot.com/2014/07/seu-ze-pilintra-e-sua-historia.html 
*Malandro Navalha, o Salvador dos Morros. 
https://umbandayorima.blogspot.com/2015/02/malandro-navalha-o-salvador-dos-
morros.html 
Para conhecimento, dentro dessa bela linha também temos as manifestações femininas, e as 
Malandras tem o mesmo jeito peculiar, as mesmas características, a mesma simpatia do que 
as manifestações masculinas dessa Falange, são vários nomes conhecidos, e entre eles temos 
Maria Navalha e Maria do Cais, como um dos mais buscados nos terreiros de Umbanda, porém 
são tantos outros nomes maravilhosos, que deixarei aqui o link de apenas uma das belas 
histórias dessa linha, uma das mais extraordinárias contadas por uma Entidade do Terreiro de 
Umbanda Pai Ogum Megê. 
*História das Malandras Rosa da Estrada e Rosinha da Estrada. 
https://umbandayorima.blogspot.com.br/2017/11/historia-das-malandras-rosa-da-
estrada.html 
Para entendimento de todos, de uma forma geral os Malandros não são Exus, não fazem parte 
da linha e Falange dessas Entidades de Luz, os Malandros são Entidades que integram linhas de 
trabalhos distintas, porém muitos Malandros se manifestam em sessões de esquerda 
juntamente com os amigos Exus e Pombos Giras, e nessa colocação de trabalho, uma das 
Entidades da linha dos Malandros que mais é conhecido por trabalhar tanto na linha de 
esquerda quanto na linha de direita, é o senhor Zé Pilintra, seu Zé, como é conhecido 
popularmente, é umalinda Entidade de Luz, peculiar ao extremo, pois na direita ele vem como 
Malandro, as vezes como Baiano, e podendo vir até como Preto Velho que corta magias 
negativas, ou pode vir na linha da esquerda como um Exú, e isso pode se dar por causa da 
enorme flexibilidade, que é uma de suas características principais, sendo assim seja como for 
ele estará sempre a trabalho em prol do bem, a serviço da luz, assim como os Pretos Velhos, os 
Exus e tantos outras Entidades belas da Umbanda. 
E assim fechamos essa terceira parte que falamos da Linha e Falange dos Malandros na 
Umbanda, friso que foi de uma forma reduzida, pois essas Entidades são tão magnificas que 
poderíamos postar mais alguns textos sem cansar os leitores, porém com essa terceira parte 
deixamos bem claro como é a atuação de trabalho, quem são essas Entidades divinas, o modo 
de serem, e tudo mais, e assim finalizamos essa trilogia. 
Salve os Malandros! 
Salve a linha e a Falange da Malandragem! 
Carlos de Ogum 
Fonte: Luz de Umbanda 
Umbanda Yorima 
https://www.umbandayorima.blogspot.com/

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