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2018
spAs e terApiAs 
ALternAtiVAs
Prof.ª Carolina Ferreira Leite Sicchierolli
Prof.ª Milliana Henrique Devilla
Copyright © UNIASSELVI 2018
Elaboração:
Prof.ª Carolina Ferreira Leite Sicchierolli
Prof.ª Milliana Henrique Devilla
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha	catalográfi	ca	elaborada	na	fonte	pela	Biblioteca	Dante	Alighieri	
UNIASSELVI	–	Indaial.
SI565s
 Sicchierolli, Carolina Ferreira Leite 
 Spas e terapias alternativas. / Carolina Ferreira Leite Sicchierolli; 
Milliana Henrique Devilla. – Indaial: UNIASSELVI, 2018.
 274 p.; il.
 ISBN 978-85-515-0214-3
1. Saúde. – Brasil. 2.Terapias Alternativas. – Brasil. I. Devilla, Milliana 
Henrique. II. Centro Universitário Leonardo Da Vinci.
CDD 615.5
Impresso por:
III
ApresentAção
	 Olá,	prezado	acadêmico!
	 Este	Livro	de	Estudos	irá	lhe	mostrar	as	diversas	técnicas	e	procedi-
mentos	utilizados	nas	prestações	de	serviços	que	um	spa	e	clínicas	de	bem-es-
tar	oferecem	a	um	público	extremamente	diferenciado	e	exigente.
	 Vamos	apresentar	a	você	a	visão	do	mundo	oriental,	o	conhecimento	
sobre	a	Medicina	Tradicional	Chinesa	e	entender	como	podemos	aplicar	seus	
conceitos	e	suas	abordagens	para	manter	a	saúde.
	 Vamos,	ainda,	conhecer	as	técnicas	ocidentais	de	massagens,	suas	in-
dicações	e	contraindicações,	bem	como	suas	manobras	e	seus	recursos	com-
plementares.
	 Você	irá	aprender	como	se	preparar	e	também	como	preparar	o	am-
biente	de	trabalho	com	qualidade	para	um	bom	atendimento,	personalizado	e	
acolhedor.	Aprenderá	as	técnicas	de	terapias	complementares	aos	protocolos	
clássicos,	 como	aplicação	de	florais,	 reflexologia,	 cromoterapia,	 terapias	de	
pedras	quentes	e	frias,	e	bambuterapia.
	 Irá	compreender	técnicas	de	massagens	gerais	e	locais,	onde	você	per-
ceberá	que	muitas	técnicas	atuais	na	área	de	spa	são	antigas	e	derivam	das	
técnicas	orientais,	e	passando	por	uma	“ocidentalização”	e	aperfeiçoamento,	
como	a	ventosaterapia,	a	massagem	com	velas,	balneoterapia,	talassoterapia,	
algoterapia,	argilaterapia	e	outras.
	 E	para	complementar	seus	estudos,	você	irá	se	atualizar	em	técnicas	
clássicas	de	massoterapia	e	os	conceitos,	efeitos,	contraindicações	e	execução	
de	manobras	de	quick	massagem,	shiatsu	facial	e	corporal	e	massagem	ayur-
védica.
	 Bom	estudo!
Prof.ª Carolina Sicchierolli
Prof.ª Milliana Henrique Devilla
IV
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfi m, tanto para 
você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há novidades 
em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é o 
material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um formato 
mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova diagramação 
no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também contribui para diminuir 
a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade 
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto 
em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
Bons estudos!
UNI
Olá acadêmico! Para melhorar a qualidade dos 
materiais ofertados a você e dinamizar ainda 
mais os seus estudos, a Uniasselvi disponibiliza 
materiais que possuem o código QR Code, que 
é um código que permite que você acesse um 
conteúdo interativo relacionado ao tema que 
você está estudando. Para utilizar essa ferramenta, 
acesse as lojas de aplicativos e baixe um leitor 
de QR Code. Depois, é só aproveitar mais essa 
facilidade para aprimorar seus estudos!
UNI
V
VI
VII
sumário
UNIDADE 1 NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MEDICINA TRADICIONAL CHINESA À 
INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS INDICAÇÕES E 
CONTRAINDICAÇÕES, MANOBRAS E MOVIMENTOS ................................ 1
TÓPICO 1 - NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA ............ 3
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 3
2 OS PRINCÍPIOS CRIADORES .......................................................................................................... 4
			2.1	O	TAO		............................................................................................................................................... 4
			2.2	A	RELAÇÃO	YIN	E	YANG		........................................................................................................... 5
			2.3	A	ENERGIA	VITAL	E	AS	SUBSTÂNCIAS	VITAIS		.................................................................... 6
3 OS CINCO ELEMENTOS ................................................................................................................... 7
4 OS MERIDIANOS DE ENERGIA .................................................................................................... 10
			4.1	A	GRANDE	CIRCULAÇÃO	ENERGÉTICA		.............................................................................. 17
			4.2	A	PEQUENA	CIRCULAÇÃO	ENERGÉTICA		............................................................................ 19
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................................. 20
RESUMO DO TÓPICO 1 ....................................................................................................................... 21
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 22
TÓPICO 2 - VISÃO DA MEDICINA ORIENTAL SOBRE SAÚDE ............................................. 23
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 23
2 CAUSAS DAS DOENÇAS ................................................................................................................. 24
			2.1	CAUSAS	INTERNAS		..................................................................................................................... 24
			2.2	CAUSAS	EXTERNAS		..................................................................................................................... 26
3 DIAGNÓSTICO NA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA ................................................. 27
			3.1	TÉCNICAS	DE	DIAGNÓSTICO		................................................................................................... 27
			3.2	PRINCÍPIOS	DE	TRATAMENTO		................................................................................................. 	30
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................................. 33
RESUMO DO TÓPICO 2 ....................................................................................................................... 35
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 36
TÓPICO 3 - CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS 
 ORIENTAIS .......................................................................................................................37
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 37
2 AROMATERAPIA ............................................................................................................................... 37
 2.1	HISTÓRIA	DA	AROMATERAPIA		............................................................................................... 	38
			2.2	COMO	FUNCIONA	A	AROMATERAPIA		................................................................................. 41
			2.3	FICHAS	DOS	ÓLEOS	ESSENCIAIS		............................................................................................. 41
			2.4	APLICAÇÃO	PRÁTICA	DA	AROMATERAPIA		....................................................................... 57
3 BANHOS TERAPÊUTICOS .............................................................................................................. 59
4 CROMOTERAPIA ............................................................................................................................... 61
5 SHIATSU ............................................................................................................................................... 63
			5.1	SHIATSU	E	ESTÉTICA		................................................................................................................... 64
			5.2	HISTÓRICO		..................................................................................................................................... 64
			5.3	A	TÉCNICA	E	SEUS	PRINCÍPIOS		............................................................................................... 65
VIII
			5.4	A	PRÁTICA		...................................................................................................................................... 66
6 QUICK MASSAGE ............................................................................................................................... 67
7 REFLEXOLOGIA PODAL .................................................................................................................. 68
			7.1	HISTÓRICO		..................................................................................................................................... 68
			7.2	A	TÉCNICA	E	SEUS	PRINCÍPIOS		............................................................................................... 69
			7.3	APLICAÇÃO	PRÁTICA		................................................................................................................ 70
8 DO-IN ..................................................................................................................................................... 72
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................................. 75
RESUMO DO TÓPICO 3 ....................................................................................................................... 78
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 79
TÓPICO 4 - INTRODUÇÃO À MASSOTERAPIA .......................................................................... 81
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 81
2 HISTÓRIA DA MASSAGEM ........................................................................................................... 81
3 MÉTODOS E MANOBRAS DA TÉCNICA DE MASSAGEM CLÁSSICA ............................. 84
			3.1	MANOBRAS	CLÁSSICAS	E	SEUS	EFEITOS	.............................................................................. 84
			3.2	MÉTODOS	DE	APLICAÇÃO		........................................................................................................ 85
4 INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES DA MASSAGEM CLÁSSICA .............................. 86
5 COMPONENTES DA MASSAGEM CLÁSSICA .......................................................................... 87
6 EFEITOS FISIOLÓGICOS DA MASSAGEM CLÁSSICA .......................................................... 88
RESUMO DO TÓPICO 4 ....................................................................................................................... 90
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 91
TÓPICO 5 - PROFISSIONAL DE ESTÉTICA ................................................................................... 93
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 93
2 RECONHECIMENTO E REGULAMENTAÇÃO DO PROFISSIONAL DE ESTÉTICA ....... 93
3 ÉTICA E POSTURA PROFISSIONAL ............................................................................................ 95
			3.1	POSTURA	PROFISSIONAL		.......................................................................................................... 96
			3.2	O	SIGILO	PROFISSIONAL		............................................................................................................ 97
4 CONDIÇÕES E AMBIENTE DE TRABALHO .............................................................................. 98
			4.1	O	PREPARO	DO	PROFISSIONAL		............................................................................................... 98
			4.2	AMBIENTE	DE	TRABALHO		........................................................................................................ 99
			4.3	A	ESCOLHA	DO	PRODUTO		........................................................................................................ 100
			4.4	DRAPEJAMENTO		.......................................................................................................................... 101
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................................. 102
RESUMO DO TÓPICO 5 ....................................................................................................................... 104
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 105
UNIDADE 2 - TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS ................................................................... 107
TÓPICO 1 - AMBIENTE PARA A MASSAGEM .............................................................................. 109
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 109
2 O LUGAR IDEAL ................................................................................................................................. 109
3 A BIOSSEGURANÇA ......................................................................................................................... 111
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................................. 112
RESUMO DO TÓPICO 1 ....................................................................................................................... 114
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 115
TÓPICO 2 - MASSAGEM GERAL E LOCAL ................................................................................... 117
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 117
2 O QUE É MASSAGEM? ..................................................................................................................... 117
3 A DIFERENÇA ENTRE MASSAGEM GERAL E LOCAL ...........................................................118
RESUMO DO TÓPICO 2 ....................................................................................................................... 122
IX
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 123
TÓPICO 3 - TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL .............................................................. 125
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 125
2 A ARTE DO TOQUE ........................................................................................................................... 126
3 MASSAGEM RELAXANTE ............................................................................................................... 127
			3.1	O	RELAXAMENTO		........................................................................................................................ 127
			3.2	AS	INDICAÇÕES		............................................................................................................................ 128
			3.3	A	PRÁTICA		...................................................................................................................................... 128
4 MASSAGEM TERAPÊUTICA .......................................................................................................... 130
5 MASSAGEM DESPORTIVA ............................................................................................................. 131
			5.1	OBJETIVOS		...................................................................................................................................... 	131
			5.2	INDICAÇÕES	E	BENEFÍCIOS		...................................................................................................... 	132
			5.3	SEQUÊNCIA	PRÁTICA		................................................................................................................. 	133
6 MASSAGEM ESTÉTICA ................................................................................................................... 134
			6.1	EFEITOS	FISIOLÓGICOS		.............................................................................................................. 	134
							6.1.1	Efeito	reflexo		.......................................................................................................................... 	134
							6.1.2	Efeito	mecânico		...................................................................................................................... 	134
							6.1.3	Efeito	muscular		...................................................................................................................... 	135
							6.1.4	Efeito	vascular		........................................................................................................................ 	135
							6.1.5	Efeito	nervoso		........................................................................................................................ 	136
			6.2	COMPONENTES	DA	MASSAGEM	MODELADORA		............................................................. 	136
			6.3	ORIENTAÇÕES	PARA	TRABALHAR	COM	MASSAGEM	MODELADORA		...................... 	136
			6.4	INDICAÇÕES		.................................................................................................................................. 	137
			6.5	SEQUÊNCIA	DE	MASSAGEM	MODELADORA		...................................................................... 	138
						6.5.1	Facial		........................................................................................................................................ 	138
						6.5.2	Corporal	................................................................................................................................... 	138
7 MASSAGEM NA GRAVIDEZ .......................................................................................................... 140
8 DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL (DLM) ............................................................................... 141
			8.1	FUNÇÕES	DO	SISTEMA	LINFÁTICO		........................................................................................ 142
						8.1.1	Retorno	de	proteínas	à	circulação		....................................................................................... 142
						8.1.2	Drenagem	de	líquido	em	excesso	no	espaço	intersticial		.................................................. 142
						8.1.3	Filtração	da	linfa	pelos	gânglios	linfáticos		......................................................................... 	143
			8.2	RELAÇÃO	ENTRE	O	SISTEMA	LINFÁTICO	E	O	SISTEMA	SANGUÍNEO		........................ 	143
			8.3	EFEITOS	DA	DRENAGEM	LINFÁTICA	MANUAL		................................................................ 	143
						8.3.1	Influência	direta	da	drenagem	linfática		.............................................................................. 144
						8.3.2	Influência	indireta	da	drenagem	linfática		.......................................................................... 144
			8.4	INDICAÇÕES	E	CONTRAINDICAÇÕES		.................................................................................. 145
			8.5	A	PRÁTICA	DA	DRENAGEM	LINFÁTICA	MANUAL		.......................................................... 145
			8.6	TIPOS	DE	EDEMA		.......................................................................................................................... 147
			8.7	SEQUÊNCIA	DE	DRENAGEM	LINFÁTICA	CORPORAL		...................................................... 149
						8.7.1	Abdômen		................................................................................................................................. 149
						8.7.2	Membros	inferiores		................................................................................................................ 150
						8.7.3	Glúteos		..................................................................................................................................... 152
						8.7.4	Mama		....................................................................................................................................... 	153
						8.7.5	Membros	Superiores		.............................................................................................................. 154
						8.7.6	Costas		....................................................................................................................................... 156
			8.8	SEQUÊNCIA	DE	DRENAGEM	LINFÁTICA	FACIAL		............................................................. 157
RESUMO DO TÓPICO 3 ....................................................................................................................... 161
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 162
X
TÓPICO 4 - TÉCNICAS DE MASSAGEM FACIAL ........................................................................ 163
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 163
2 LIFTING MANUAL COSMÉTICO ................................................................................................. 163
3 MANOBRAS DO LIFTING MANUAL COSMÉTICO ................................................................ 164
4 MASSAGEM RELAXANTE FACIAL ............................................................................................... 167
5 MANOBRAS DE MASSAGEM RELAXANTE .............................................................................. 167
RESUMO DO TÓPICO 4 ....................................................................................................................... 170
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................171
TÓPICO 5 - TÉCNICAS DE MASSAGEM CORPORAL ................................................................ 173
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 173
2 MANOBRAS CLÁSSICAS E SEUS EFEITOS ............................................................................... 173
			2.1	MANOBRA	DE	EFFLEURAGE 	..................................................................................................... 	173
			2.2	MANOBRA	DE	DESLIZAMENTO	PROFUNDO		...................................................................... 174
			2.3	MANOBRA	PETRISSAGE	OU	AMASSAMENTO		.................................................................... 175
			2.4	PERCUSSÃO	OU	TAPOTAGEM		.................................................................................................. 175
			2.5	MANOBRA	DE	VIBRAÇÃO		......................................................................................................... 176
3 INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES ..................................................................................... 176
			3.1	INDICAÇÕES		.................................................................................................................................. 176
			3.2	CONTRAINDICAÇÕES		................................................................................................................ 177
RESUMO DO TÓPICO 5 ....................................................................................................................... 178
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 179
TÓPICO 6 - TÉCNICAS DE MASSAGEM CAPILAR ..................................................................... 181
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 181
2 CONHECENDO O COURO CABELUDO ...................................................................................... 181
3 TÉCNICAS DE MASSAGEM ............................................................................................................ 182
			3.1	TÉCNICA	DE	MASSAGEM	CAPILAR	CLÁSSICA			................................................................. 182
			3.2	TÉCNICA	DE	MASSAGEM	CAPILAR	PONTUAL	OU	PRESSOPUNTURA		....................... 	183
4 CONTRAINDICAÇÕES .................................................................................................................... 184
RESUMO DO TÓPICO 6 ....................................................................................................................... 185
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 186
UNIDADE 3 - DOS TRATAMENTOS OFERECIDOS POR UM SPA, CONCEITOS, 
APLICAÇÃO E TERAPIAS ATUAIS NA ÁREA ................................................... 187
TÓPICO 1 - CONCEITO E APLICAÇÃO DE CROMOTERAPIA. TERAPIAS DAS PEDRAS 
QUENTES E FRIAS. BAMBUTERAPIA ...................................................................... 189
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 189
2 CONCEITO E APLICAÇÃO DE CROMOTERAPIA .................................................................... 189
3 COMO FUNCIONA A CROMOTERAPIA ..................................................................................... 191
4 COMO SE APLICA A CROMOTERAPIA ...................................................................................... 193
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................................. 195
5 CONCEITO E APLICAÇÃO DE PEDRAS QUENTES E FRIAS ................................................ 202
6 TÉCNICA DE APLICAÇÃO .............................................................................................................. 203
7 CONCEITO E APLICAÇÃO DE BAMBUTERAPIA ..................................................................... 205
8 APLICACÃO DA TÉCNICA .............................................................................................................. 206
RESUMO DO TÓPICO 1 ....................................................................................................................... 208
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 209
XI
TÓPICO 2 - CONCEITO, EFEITO, CONTRAINDICAÇÕES E TÉCNICAS DE APLICAÇÃO 
DE QUICK MASSAGEM. SHIATSU FACIAL E CORPORAL. MASSAGENS 
AYURVÉDICAS ................................................................................................................ 211
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 211
2 CONCEITO DE QUICK MASSAGEM ............................................................................................ 211
3 EFEITOS DA QUICK MASSAGEM ................................................................................................. 212
4 TÉCNICAS DE APLICAÇÃO DA QUICK MASSAGEM ........................................................... 212
5 SEQUÊNCIA DE MANOBRAS BÁSICAS PARA A SESSA~O DE QUICK 
 MASSAGEM ........................................................................................................................................ 212
6 CONCEITO DE SHIATSU FACIAL E CORPORAL ..................................................................... 213
7 TÉCNICAS DE APLICAÇÃO ............................................................................................................ 214
8 EFEITOS E CONTRAINDICAÇÕES DAS TÉCNICAS DE SHIATSU ..................................... 217
			8.1	EFEITOS		........................................................................................................................................... 217
			8.2	CONTRAINDICAÇÕES	RELATIVAS	.......................................................................................... 217
			8.3	CONTRAINDICAÇÕES	ABSOLUTAS		........................................................................................ 217
9 CONCEITO DE MASSAGEM AYURVÉDICA .............................................................................. 217
10 EFEITOS DA MASSAGEM AYURVÉDICA ................................................................................. 218
11 TÉCNICA DE APLICAÇÃO DA MASSAGEM AYURVÉDICA .............................................. 218
12 CONTRAINDICAÇÕES DA MASSAGEM AYURVÉDICA ..................................................... 220
RESUMO DO TÓPICO 2 ....................................................................................................................... 221
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 222
TÓPICO 3 - TERAPIAS COM FLORAIS ........................................................................................... 223
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 223
2 CONCEITO ............................................................................................................................................ 223
3 APLICAÇÃO .......................................................................................................................................... 224
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................................. 226
RESUMO DO TÓPICO 3 .......................................................................................................................228
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 229
TÓPICO 4 - REFLEXOLOGIA: ESTUDO DOS ESTÍMULOS NOS PÉS QUE PRODUZEM 
UMA RESPOSTA REFLEXA NUM DETERMINADO ÓRGÃO DO CORPO 
 HUMANO .......................................................................................................................... 231
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 231
2 REFLEXOLOGIA E O MECANISMO DE AÇÃO .......................................................................... 231
3 LOCALIZAÇÃO DAS ZONAS REFLEXAS ................................................................................... 231
4 APLICAÇÃO DA TÉCNICA .............................................................................................................. 233
5 INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES ..................................................................................... 234
RESUMO DO TÓPICO 4 ....................................................................................................................... 236
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 237
TÓPICO 5 - TERAPIAS ATUAIS NA ÁREA ..................................................................................... 239
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 239
2 TERAPIA ESTÉTICA NATURAL OU ESTÉTICA NATURAL ................................................... 239
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................................. 240
3 TÉCNICA DE VENTOSATERAPIA DESLIZANTE ..................................................................... 242
4 OLIVATERAPIA OU TERAPIA DAS OLIVEIRAS ...................................................................... 243
5 TERAPIA DE MASSAGEM COM VELAS (CANDLE MASSAGE) .......................................... 243
6 TERAPIA DE MASSAGEM TIBETANA ......................................................................................... 244
RESUMO DO TÓPICO 5 ....................................................................................................................... 247
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 248
XII
TÓPICO 6 - TRATAMENTOS OFERECIDOS POR UM SPA: ALGOTERAPIA, 
ARGILOTERAPIA, BALNEOTERAPIA, MASSOTERAPIA ................................... 249
1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 249
2 ALGOTERAPIA ................................................................................................................................... 249
3 ARGILOTERAPIA ............................................................................................................................... 252
4 BALNEOTERAPIA .............................................................................................................................. 255
5 MASSOTERAPIA ................................................................................................................................ 258
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................................. 260
RESUMO DO TÓPICO 6 ....................................................................................................................... 266
AUTOATIVIDADE ................................................................................................................................ 267
REFERÊNCIAS ........................................................................................................................................ 269
1
UNIDADE 1
NOÇÕES BÁSICAS SOBRE MEDICINA 
TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO 
À MASSAGEM, BEM COMO SUAS 
INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES, 
MANOBRAS E MOVIMENTOS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir desta unidade, você será capaz de:
•		apresentar	a	Medicina	Tradicional	Chinesa	(MTC);
•		conhecer	os	conceitos	da	MTC;
•		 identificar	os	meridianos	de	energia;
•		apresentar	as	técnicas	orientais;
•		conhecer	massoterapia;
•	 apresentar	a	massagem	clássica	e	suas	manobras.
Esta	unidade	está	dividida	em	cinco	 tópicos	e,	no	final	de	cada	um	deles,	
você	encontrará	atividades	que	reforçarão	o	seu	aprendizado.
TÓPICO	1	–	NOÇÕES	BÁSICAS	SOBRE	A	MEDICINA	TRADICIONAL	
																							CHINESA
TÓPICO	2	–	VISÃO	DA	MEDICINA	ORIENTAL	SOBRE	SAÚDE
TÓPICO	3	–	CONHECIMENTO	BÁSICO	E	APRESENTAÇÃO	DE	
																							TÉCNICAS	ORIENTAIS
TÓPICO	4	–	INTRODUÇÃO	À	MASSOTERAPIA
TÓPICO	5	–	O	PROFISSONAL	DE	ESTÉTICA
2
3
TÓPICO 1
UNIDADE 1
NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A MEDICINA 
TRADICIONAL CHINESA
1 INTRODUÇÃO
A	Medicina	Tradicional	Chinesa	(MTC)	é	tão	antiga	quanto	a	humanidade.	
A	história	da	massagem	faz	parte	da	história	da	medicina	e	as	raízes	de	ambas,	
encontradas	 há	 milênios,	 se	 confundem.	 É	 resultado	 do	 acúmulo	 de	 uma	 rica	
experiência	milenar.
Todo o conhecimento na MTC foi transmitido por meio oral até a dinastia Chou 
(1.122 a 256 a.C.), quando do aparecimento do Huang Di Nei Jing Su Wen. Não se sabe quem 
foi seu autor, mas supõe-se que tenha sido escrito por muitos médicos, porém a autoria foi 
atribuída ao legendário imperador Huang Di. Esse livro contém toda base filosófica, ciência do 
diagnóstico e tratamento por meio de agulhas e moxa (SILVA, 1997).
É	uma	medicina	tão	completa	e	complexa	que	dificilmente	encontraremos	
uma	 terapêutica	 que	 não	 esteja	 englobada	 em	 um	 de	 seus	múltiplos	 aspectos.	
Acupuntura,	moxa,	massagem,	do-in, shiatsu,	fitoterapia, tai chi chuan,	 exercícios	
respiratórios,	 regras	 de	 higiene,	meditação	 e	 dietas	 são	 expressões	 da	 “Arte	 de	
Curar”	que	os	 chineses	 conhecem	desde	a	Pré-história.	A	base	única,	 comum	a	
todas,	é	o	Equilíbrio	Energético,	que	previne	doenças	e	promove	saúde.
O principal objetivo do tratamento da MTC é a prevenção, a cura das doenças e a 
manutenção da saúde. A sua principal finalidade é elaborar uma história clínica, para conhecer 
os sintomas e sinais clínicos e assim definir as causas do problema, elaborar estratégias de 
tratamento e contribuir não só para minimizar sintomas, mas também para eliminar as causas.
NOTA
IMPORTANT
E
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
4
2 OS PRINCÍPIOS CRIADORES
2.1 O TAO
O	 universo	 é	 visto	 pelos	 chineses	 como	 uma	 infinita	 rede	 de	 fluxos	 de	
energia,	onde	todas	as	áreas	dessa	rede	são	interdependentes,	inter-relacionadas.	
No	 homem,	 tudo	 que	 acontece	 depende	 desta	 interdependência	 entre	 o	 meio	
ambiente	e	ele	próprio,	e	dele	em	relação	aos	outros	indivíduos	(CHIA,	2008).
O	 TAO	 é	 o	 princípio	 básico	 de	 todo	 universo.	 É	 o	 Poder	 Criador,	 é	 o	
Absoluto,	a	soma	de	todas	as	coisas,	é	o	fundamento	do	ser	e	do	não	ser.
Conforme escreveu Chuang Tsé: “O Tao possui realidade e clareza, mas nenhuma 
ação ou forma. Pode ser transmitido, mas não recebido. Pode ser atingido, mas não visto. Existe 
por si e através de si. Existia antes do céu e da terra, na verdade, por toda a eternidade. Ele é a 
razão da divindade dos deuses e da criação do mundo. Está acima do zênite, mas não lhe é 
inferior. Embora mais velho do que o mais idoso, não é velho” (apud SILVA, 1997).
O	 homem,	 como	 elemento	 ativo	 dentro	 do	 universo,	 interage	 com	 ele	
influenciando	na	sua	formação,	transformação	e	destruição,	e	sendo	influenciado	
pelas	três	possibilidades.
Do	TAO	nasce	a	energia	criadora	de	tudo	queexiste.	Esta	energia	essencial	
e	única	se	manifesta	em	duas	formas	energéticas	que	constitui	tudo	o	que	existe:	o	
YIN	e	o	YANG.	Todas	as	terapias	e	todos	os	aspectos	terapêuticos	da	MTC	partem	
do	princípio	de	que	 tudo	o	que	existe	no	universo	é	constituído	por	estas	duas	
formas	de	energia.
 
O	símbolo	que	representa	a	alternância	de	YIN	e	YANG	é	chamado	TAO.
FIGURA 1 – SÍMBOLO DO TAO E DA RELAÇÃO YIN-YANG
FONTE: Disponível em: <significados.com.br>. Acesso em: 
8 fev. 2015.
NOTA
TÓPICO 1 | NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
5
2.2 A RELAÇÃO YIN E YANG
A	relação	das	energias	Yin	e	Yang	considera	o	mundo	como	um	todo	e	que	
esse	 todo	é	o	resultado	da	unidade	contraditória	dos	dois	princípios.	Chama-se	
Yin	e	Yang	a	reunião	das	duas	partes	opostas	em	todos	os	fenômenos	e	objetos	em	
relação	ao	meio	natural.		
A	partir	de	uma	energia	única,	temos	uma	diferenciação	em	duas	energias:		
Yin	e	Yang	são	opostos	e	complementares.	Uma	só	existe	em	relação	a	outra,	não	há	
manifestação	isolada,	nada	é	somente	Yin	ou	somente	Yang.	Um	contém	o	outro,	
um	 se	 transforma	 no	 outro,	 num	 jogo	 incessante	 de	 transformação.	 Não	 pode	
haver	Yin	sem	Yang,	nem	Yang	sem	Yin.
Neste	 confronto	 deve	 haver	 uma	 vitória	 e	 uma	 derrota,	 porém	 a	
superioridade	 de	 um	 sobre	 o	 outro	 vai	 acarretar	 em	 doença.	 Em	 um	 corpo	
saudável,	 os	dois	 aspectos	não	 coexistem	de	modo	pacífico,	mas	 se	 afrontam	e	
se	 repelem	mutuamente.	Esta	oposição	 cria	um	equilíbrio	dinâmico	e	origina	o	
desenvolvimento	e	a	transformação	dos	objetos.	A	vitória	de	um	aspecto	sobre	o	
outro	é	normal.	A	superioridade	de	um	sobre	o	outro,	não.	
Todos	os	fenômenos	do	universo	encerram	os	dois	aspectos	opostos	do	Yin 
e	do	Yang,	como	o	dia	e	a	noite.	A	energia	Yin	é	a	que	vem	da	Terra,	num	movimento	
ascendente,	de	abertura.	A	energia	Yang	 é	 a	que	vem	do	Céu,	num	movimento	
descendente,	de	fechamento.	O	homem	é	um	transformador	de	energia.	Ele	recebe	
as	energias	do	Céu	(Yang)	e	da	Terra	(Yin)	e	as	transforma.	
A	teoria	do	Yin	e	Yang	classifica	fenômenos	e	manifestações	segundo	vários	
critérios,	entre	eles:
Caracteres	 físicos	 –	 tudo	 que	 é	 animado,	 em	 movimento,	 exterior,	
ascendente,	quente,	 luminoso,	 funcional	e	que	corresponde	à	ação	é	Yang.	Tudo	
que	está	em	repouso,	tranquilo,	interior,	descendente,	frio,	sombrio,	material	e	que	
corresponde	a	uma	substância	(matéria)	é	Yin.
Natureza	da	manifestação	–	o	céu	está	no	alto,	assim	é	Yang;	a	 terra	por	
baixo,	então	é	Yin.	A	água	é	de	natureza	fria,	escorre,	é	Yin.	O	fogo	é	de	natureza	
quente,	suas	chamas	se	elevam,	é	Yang.
Transformações	–	a	princípio,	o	Yang	transforma-se	em	Qi,	e	o	Yin	torna-se	
forma,	matéria.
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
6
Acesse <escoladafamilia.fde.sp.gov.br/lienchi/yineyang.doc> e leia um pouco 
mais sobre a relação Yin e Yang!
2.3 A ENERGIA VITAL E AS SUBSTÂNCIAS VITAIS
Há	milênios	 foi	desenvolvido	no	Oriente	um	sistema	filosófico,	 cultural,	
religioso	e	científico,	relacionando	uma	energia	com	todas	as	coisas	e,	especialmente,	
com	os	seres	vivos.	Essa	energia	é	conhecida	como	Ki	no	Japão,	Qi	na	China,	Prana	
na	Índia	e,	atualmente,	bioenergia	no	Ocidente.	Os	orientalistas	que	se	referem	aos	
escritos	cosmológicos	e	filosóficos	 traduzem	Qi	 como	sopro,	o	sopro	 inicial	que	
originou	Yin-Yang,	mas	os	acupuntores	preferem	utilizar	a	palavra	"energia".	Qi 
dá	origem	ao	céu	e	à	terra:	os	sopros	ligeiros,	mais	Yang,	sobem	e	formam	o	céu,	
enquanto	os	sopros	pesados,	mais	Yin,	descem	e	formam	a	terra.	Entre	o	céu	e	a	
terra	se	encontra	o	homem,	com	energia	própria	e	submetido	às	leis	do	céu	e	da	
terra	(SILVA,	1997).
Qi não é um conceito místico ou filosófico. Em Qi não se acredita, se sente. É 
preciso treino e sensibilização.
A	energia	básica	da	vida	é	chamada	de	Qi	(Ki).	A	energia	vital	ou	Qi	flui	
pelo	corpo	humano	de	forma	regular.	Esse	fluxo	regular	de	energia	forma	“canais”	
denominados	meridianos,	que	promovem	a	circulação	energética	no	corpo.
Estudaremos os meridianos energéticos mais adiante.
No	 corpo	 humano,	 o	Qi	 é	 a	 força	 vital,	 a	 substância	 essencial	 da	 vida.	
Apesar	de	ser	uma	energia	única,	podemos	classificar	a	energia	Qi	de	três	formas:	
a	 energia	 ancestral,	 de	 nascimento,	 que	 após	 o	 nascimento	 ainda	 precisa	 ser	
completada	pelo	Qi	da	nutrição;	a	energia	da	alimentação,	ou	Yang Qi,	é	a	energia	
DICAS
NOTA
ESTUDOS FU
TUROS
TÓPICO 1 | NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
7
essencial,	proveniente	do	ar	e	dos	alimentos;	e	a	energia	defensiva,	ou	Wei Qi,	é	
responsável	pela	proteção	e	defesa	do	organismo,	ou	seja,	pela	imunidade.	
Quando o Wei Qi falha na proteção do corpo, tem-se o estado mórbido 
caracterizado por transpiração espontânea e aversão ao vento. Ocorre pela deficiência de Qi 
superficial e resulta em uma redução da defesa do corpo às doenças.
O	sangue	é	uma	das	substâncias	vitais	do	corpo,	chamado	XUE.	É	um	tipo	
de	substância	resultante	da	transformação	da	essência	dos	alimentos,	produzida	
pela	atividade	funcional	de	Qi,	que	circula	pelos	vasos	sanguíneos	e	nutre	os	tecidos	
do	corpo.	Onde	o	Qi	se	move,	o	sangue	também	se	move.	Quando	comparamos,	o	
sangue	é	Yin	e	Qi	é	Yang.			
Outra	 substância	 vital,	 básica	 e	 fundamental	 da	 constituição	 corpórea	 é	
chamada	de	JING.	É	uma	substância	refinada,	composta	da	energia	vital	Qi,	do	
sangue,	dos	líquidos	orgânicos,	além	das	substâncias	nutritivas	alimentares.	
Esta substância vital é armazenada no rim e é dividida em: pré-celestial (herdada 
dos pais) e pós-celestial (adquirida após o nascimento).
Por	fim,	os	alimentos	e	as	bebidas	que	ingerimos,	depois	de	absorvidos,	são	
transformados	em	fluidos	corporais.	Estes	fluidos	são	chamados	de	JIN YE.	Esta	
substância	vital	representa	todos	os	líquidos	normais	do	organismo,	incluindo	o	
suor,	a	lágrima,	a	saliva,	o	muco	e	a	urina.
3 OS CINCO ELEMENTOS
A	 teoria	 dos	 cinco	 elementos	 considera	 que	 o	 universo	 é	 formado	 pelo	
movimento	e	pela	transformação	de	cinco	princípios	básicos.	Os	cinco	elementos	
não	são	apenas	constituintes	básicos	da	Natureza,	e	sim,	cinco	processos	básicos,	as	
qualidades,	as	fases	de	um	ciclo	ou	a	capacidade	de	modificação	de	um	fenômeno.	
São	representados	por:	Madeira,	Fogo,	Terra,	Metal	e	Água.
NOTA
NOTA
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
8
A teoria dos cinco elementos não foi aplicada à Medicina Chinesa através de 
todo seu desenvolvimento histórico, mas sua popularidade cresceu e diminuiu através dos 
séculos. A partir da Dinastia Han, a influência da teoria dos cinco elementos começou a 
diminuir, e foi só a partir da Dinastia Song (960-279 a. C.) que a teoria dos cinco elementos 
recuperou sua popularidade e foi sistematicamente aplicada no diagnóstico, na sintomatologia 
e no tratamento da Medicina Tradicional Chinesa (MACIOCIA, 1996).
Existem	relações	constantes	entre	os	cinco	elementos.	Eles	se	originam	e	
são	condicionados	uns	pelos	outros.	Seus	movimentos	e	suas	alterações	realizam	
um	 ciclo	 ao	 longo	 do	 qual	 eles	 se	 sucedem	 continuamente,	 daí	 sua	 segunda	
denominação:	os	cinco	movimentos.
A interação entre os cinco elementos forma um ciclo criativo, no qual um 
elemento gera o outro, mas também restritivo (destrutivo), onde um elemento controla o 
outro. Os elementos geradores são chamados de mãe e os que são gerados são chamados 
de filho.
Os	elementos	geram-se	mutuamente	na	seguinte	ordem:	a	madeira	gera	o	
fogo;	o	fogo	gera	a	terra	(sua	combustão	produz	cinzas);	a	terra	gera	o	metal	(este	
nasce	na	 terra);	o	metal	gera	água	 (quando	se	 liquefaz);	 a	 água	gera	a	madeira	
(porque	a	nutre);	e	a	madeira	gera	o	fogo	(ao	se	queimar),	fechando	o	ciclo.
Esse	constante	movimento	de	geração	levaria	o	universo	a	um	desequilíbrio.	
Para	 frear	 esse	 processo,	 temos	 a	 lei	 da	 dominância	 agindosimultaneamente:	
a	madeira	domina	 a	 terra	 (as	 raízes	das	 árvores	 a	penetram);	 a	 terra	domina	 a	
água	(absorvendo-a);	a	água	domina	o	fogo	(apagando-o);	o	fogo	domina	o	metal	
(fundindo-o);	e	o	metal	domina	a	madeira	(a	lâmina	do	machado	abate	a	árvore).
NOTA
IMPORTANT
E
TÓPICO 1 | NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
9
FIGURA 2 – CICLOS DOS CINCO ELEMENTOS
FONTE: Disponível em: <medicinachinesapt.com>. Acesso em: 8 fev. 2015.
Os	cinco	elementos	representam	cinco	qualidades	diferentes	dos	fenômenos	
naturais,	cinco	movimentos	e	cinco	fases	no	ciclo	das	estações	do	ano.	Representam	
ainda	 a	 relação	 entre	 diversos	 fenômenos	 internos	 e	 externos	 ao	 organismo,	
relacionados	aos	sentidos,	órgãos,	tecidos,	emoções,	cores,	odores,	sabores,	sons,	
animais,	climas,	entre	várias	outras	coisas.
TABELA 1 – CARACTERÍSTICAS DOS CINCO ELEMENTOS
ÁGUA
BEXIGA
RINS
MADEIRA
VESÍCULA BILIAR
FÍGADO
FOGO
INTESTINO DELGADO
CORAÇÃO
TERRA
ESTÔMAGO
BAÇO-PÂNCREAS
METAL
INTESTINO GROSSO
PULMÃO
GERAÇÃO
INIBIÇÃO
CONTRAINIBIÇÃO
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FONTE: Disponível em: <graodeareia.com.br>. Acesso em: 8 fev. 2015.
4 OS MERIDIANOS DE ENERGIA
A	energia	vital	(Qi)	flui	pelo	corpo	humano	de	forma	regular.	Esse	fluxo	
regular	de	energia	 forma	“canais”	denominados	meridianos,	que	 são	a	base	da	
medicina	 oriental.	 Através	 dos	 meridianos	 podemos	 conseguir	 um	 equilíbrio	
energético	 do	 corpo/organismo.	 O	 livre	 fluxo	 de	 energia	 pelo	 nosso	 corpo	 é	
essencial	para	a	saúde	e	o	bem-estar	físico	e	psicológico.
Existem	 várias	 maneiras	 de	 atuarmos	 sobre	 a	 energia	 circulante	 nos	
meridianos,	 e	 cada	maneira	 caracteriza	uma	 terapia	diferente	 (Ex.:	 acupuntura,	
shiatsu, do-in).
Os	 meridianos	 são	 representados	 por	 uma	 grande	 “linha”	 de	 energia,	
que	 sobe	 e	desce	percorrendo	o	 corpo	humano	da	 cabeça	 aos	pés.	Essa	 linha	 é	
dividida	em	12	pedaços.	Cada	pedaço	é	um	meridiano,	portanto,	existem	12	pares	
de	meridianos	de	energia	no	corpo	humano.
Cada	meridiano	 está	 relacionado	 a	 determinadas	 funções	 orgânicas	 e	 a	
certas	características	psicológicas	e	emocionais.	Na	sua	maioria,	os	meridianos	têm	
o	nome	do	órgão	que	ocupa	lugar	de	destaque	dentro	das	funções	a	ele	ligadas.
O meridiano não é o órgão! Alguma dor ou reação ao longo de um meridiano 
não implica, necessariamente, um problema no órgão que o denomina.
IMPORTANT
E
TÓPICO 1 | NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
11
Ao	 longo	 dos	meridianos	 encontramos	 pontos	 que	 condensam	 energia.	
Esses	 pontos	 são	 chamados	 de	 tsubos,	 cuja	 tradução	 é	 “buraco,	 abertura”.	 São	
pontos	 que	nos	permitem	atuar	 sobre	 a	 energia	dos	meridianos	de	uma	 forma	
intensa.
Os meridianos e seus pontos foram descobertos através da experiência prática. 
A localização dos meridianos e dos pontos é determinada pela natureza, o homem só os 
descobriu; primeiro, de forma empírica, agora com confirmação científica (PRADIPTO, 1986).
Há	dois	tipos	de	sistemas	internos:	Yin	(chamado	Zang)	e	Yang	(chamado	
Fu).	O	nome	chinês	para	os	sistemas	internos	é	simplesmente	Zangfu.
A	teoria	Yin-Yang,	quando	aplicada	ao	corpo	humano,	faz	uma	diferenciação	
entre	órgãos	(Zang)	e	vísceras	(Fu).
Segundo	 George	 Soulié	 de	 Mourant,	 as	 vísceras	 (Fu),	 cujo	 ideograma	
chinês	 denota	 a	 ideia	 de	 "talher",	 são	 assim	denominadas	 porque	 transformam	
em	energia	e	sangue	os	materiais	que	recebem	do	exterior.	O	fato	de	estarem	em	
relação	com	o	exterior	e	fabricarem	energia	as	caracterizam	como	sendo	Yang.	Já	
os	órgãos	(Zang),	cujo	ideograma	representa	"tesouro",	presidem	a	purificação	e	
circulação	do	sangue;	apresentam	características	Yin,	por	controlar	a	vida	interna	
e	o	sangue	(SILVA,	1997).
Os	órgãos	 (Zang)	 são	 representados	pelo	pulmão,	 coração,	 fígado,	baço-
pâncreas,	 rim	e	circulação-sexualidade	 (este	não	é	um	órgão	real,	mas	sim	uma	
função	 que	 controla	 as	 energias	 Yin,	 além	 das	 funções	 circulatórias	 e	 gênito-
urinárias).	 As	 vísceras	 (Fu)	 são:	 estômago,	 intestino	 delgado,	 intestino	 grosso,	
vesícula	biliar,	bexiga	e	triplo	aquecedor.
Os	doze	meridianos	principais	são	agrupados	em	pares	e	são	simétricos,	
pois	se	situam	nos	lados	direito	e	esquerdo	do	corpo.	Os	meridianos	que	compõem	
cada	 par	 são	 chamados	 MERIDIANOS	 ACOPLADOS	 e	 formam	 entre	 si	 a	
RELAÇÃO	ZANG – FU.	Ambos,	Zang	e	Fu,	significam	“sistema”,	mas	Zang	indica	
“estocar”	 e	Fu	 indica	 “sede	de	 governo”.	 Isso	 indica	 que	 os	 sistemas	Yin	 estão	
encarregados	de	estocar	as	substâncias	vitais	e	os	sistemas	Yang	estão	encarregados	
da	 transformação	dos	alimentos	e	 líquidos	para	produzir	o	Ki	 e	o	Xue	 (sangue)	
(MACIOCIA,	1996).
Por	 isso,	 cada	 par	 de	 meridianos	 representa	 uma	 função	 inseparável,	
embora	orgânica,	e	mecanicamente	esteja	representado	por	aparelhos	diferentes.	
Nesta	função	total,	há	um	órgão	Yin	e	outro	Yang	que	polarizam	a	função	em	dois	
NOTA
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
12
sentidos	opostos,	porém	complementares.	Na	prática,	quando	um	meridiano	se	
encontra	desequilibrado,	frequentemente	seu	acoplado	o	acompanha.
Zang (Yin) Fu (Yang) Tec. do corpo Outros tec. Elementos
Coração Intestino	delgado Vasos	sanguíneos Língua Fogo
Pulmão Intestino	grosso Pele Nariz Metal
Baço Estômago Músculos Boca Terra
Fígado Vesícula	biliar Tendões Olhos Madeira
Rim Bexiga Ossos Ouvidos Água
Circulação-sexo Triplo-aquecedor Sistema	circulatório Líquidos	corporais Fogo
QUADRO 1 - MERIDIANOS ACOPLADOS
FONTE: A autora
Cada	meridiano	desempenha	uma	função	no	nosso	organismo.	A	seguir	
relacionamos	a	função	de	cada	um	deles.
Meridiano	de	Pulmão	(P)
É	o	sistema	intermediário	entre	o	organismo	e	o	meio	ambiente,	pois	está	
encarregado	de	 inalar	o	ar,	governar	a	 respiração	e	 influenciar	a	pele.	Controla	
os	 vasos	 sanguíneos	 e	 possui	 papel	 vital	 no	movimento	dos	 fluidos	 corpóreos.	
Controla	a	pele	e	os	pelos	corporais.	Trajeto:	inicia-se	a	uma	distância	abaixo	da	
fossa	 subclavicular,	 desce	 ao	 longo	 da	 face	 anterolateral	 do	 braço,	 face	 radial	
e	palmar	do	 antebraço,	passa	 sob	 a	 artéria	 radial	 e	 termina	no	 ângulo	ungueal	
externo	do	polegar.
Meridiano	de	Intestino	Grosso	(IG)
Recebe	 alimentos	 e	 líquidos	 do	 Intestino	 Delgado.	 Realiza	 absorção	
de	 líquidos,	 auxilia	 na	 função	 dos	 pulmões	 (a	 água	 é	 adicionada	 ao	 oxigênio,	
tornando-o	 líquido	 para	 ser	 absorvido	 pelo	 sangue),	 elimina	 resíduos	 sólidos	
(do	 corpo)	 e	 psicológicos	 (da	mente	 –	 negatividade,	 insatisfação	 etc.)	 e	 elimina	
a	 estagnação	da	 energia	Qi.	 Trajeto:	 inicia-se	no	 leito	ungueal	 externo	do	dedo	
indicador;	 sobe	 pelo	 dorso	 radial	 da	mão,	 entre	 os	músculos	 extensores	 longo	
e	curto	do	polegar;	sobe	até	o	dorso	 lateral	do	cotovelo;	continua	no	braço	pela	
borda	 lateral	do	músculo	bíceps	braquial	 e	 tríceps	braquial	 até	o	ombro;	 segue	
para	a	região	supraescapular;	volta	para	a	fossa	supraclavicular;	sobe	pela	borda	
lateral	do	músculo	esternocleidomastoideo	até	a	mandíbula;	cruza	o	plano	sagital	
mediano	acima	do	lábio	superior	até	o	seu	último	ponto,	que	fica	no	cruzamento	
da	linha	inferior	do	nariz	e	da	linha	nasolabial.
Meridiano	de	Estômago	(E)
É	o	mais	importante	dos	sistemas	Yang,	é	a	origem	de	todo	Qi	e	Xue	(sangue)	
produzidos	após	o	nascimento.	Controla	o	amadurecimento	e	a	decomposição	dos	
TÓPICO 1 | NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
13
alimentos,	o	transporte	das	essências	dos	alimentos	e	dos	mecanismos	do	apetite.	
É	 a	 origem	 dos	 fluidos	 corporais	 e	 está	 relacionado	 com	 o	 funcionamento	 do	
esôfago,	estômago	e	duodeno,	e	ainda	com	os	ovários,	lactação	e	ciclo	menstrual.	
Trajeto:	origina-se	lateralmente	na	asa	do	nariz,	penetra	pelo	arco	dentário	superior	
e	 sai	 pela	 pálpebra	 inferiordo	 olho,	 onde	 se	 localiza	 o	 primeiro	 ponto	 desse	
meridiano.	Desce	pelo	ângulo	da	boca	até	a	mandíbula.	Um	ramo	sobe,	passando	
pelo	ângulo	mandibular,	arco	zigomático	na	frente	do	ouvido,	testa	(osso	frontal),	
até	a	 implantação	de	 cabelo.	O	 ramo	principal	desce	pelo	 lado	anterolateral	do	
pescoço	ao	longo	do	lado	medial	do	músculo	esternocleidomastoideo	até	a	fossa	
supraclavicular,	onde	se	divide	em	dois	ramos:	um	superficial	e	outro	profundo.	
O	ramo	profundo	desce	ao	longo	do	esôfago,	passa	pelo	diafragma	até	a	região	do	
estômago,	e	tem	um	ramo	que	o	liga	com	o	órgão	baço-pâncreas.	O	ramo	superficial	
desce	pela	 linha	do	mamilo,	 atravessa	 a	 lateral	do	músculo	 reto	 abdominal	 até	
a	região	 inguinal,	na	 lateral	do	osso	púbico,	desce	pela	borda	medial	da	artéria	
femoral,	seguindo	pela	região	anterolateral	da	coxa,	desce	pela	borda	lateral	do	
músculo	reto	femoral,	passa	lateralmente	à	patela,	atingindo	a	face	anterolateral	
tibial,	até	o	dorso	do	pé,	entre	os	tendões	do	músculo	extensor	longo	do	hálux	e	
extensor	longo	dos	dedos,	passa	entre	o	segundo	e	terceiro	metatarso,	chegando	ao	
segundo	artelho	no	ângulo	ungueal	externo.
Meridiano	de	Baço-pâncreas	(BP)
Principal	função	é	auxiliar	a	digestão	do	estômago	por	meio	de	transporte	
e	transformação	das	essências	alimentares,	absorvendo	a	nutrição	dos	alimentos.	
Faz	a	fermentação	e	digestão	de	alimentos	(responsável	por	secreções	digestivas,	
como	saliva,	suco	pancreático	etc.).	Controla	o	sangue	(Xue)	e	os	músculos,	e	está	
relacionado	à	fadiga	e	ansiedade	psicológica.	Trajeto:	começa	no	ângulo	ungueal	
interno	do	hálux,	 sobe	ao	 longo	do	 lado	medial	dele,	primeiro	metatarso,	até	o	
maléolo	 interno;	 continua	 pela	 borda	 póstero-medial	 da	 tíbia,	 passa	 pela	 face	
medial	do	joelho	e	sobe	pelo	lado	medial	da	coxa	até	a	região	da	virilha,	de	onde	
percorre	a	região	anterolateral	do	abdômen	e	pela	face	lateral	do	tórax	até	o	nível	
da	axila.	
Meridiano	de	Coração	(C)
É	 considerado	 o	 mais	 importante	 de	 todos	 os	 sistemas	 internos,	 sendo	
algumas	 vezes	 descrito	 como	 “soberano”.	 Governa	 o	 sangue	 (Xue),	 os	 vasos	
sanguíneos	 e	 abriga	 a	mente.	 Desenvolve	 a	 absorção	 de	 informações	 (nutrição	
psíquica-espiritual),	controla	espírito	e	emoção,	vivacidade	e	afetividade	(expressão	
verbal),	controla	energia	psíquica	(consciência,	inteligência)	e,	a	partir	daí,	todo	o	
corpo-mente	(é	o	supremo	controlador).	Trajeto:	o	ramo	principal	sai	do	coração	
e	sobe	pelo	pulmão	até	o	centro	da	fossa	axilar,	onde	se	situa	o	primeiro	ponto	do	
meridiano.	Desce	na	face	medial	do	braço,	epicôndilo	medial	do	cotovelo	e	pelo	
lado	medial	do	músculo	flexor	ulnar	do	carpo.	Passa	pelo	pulso	entre	o	quarto	e	
quinto	metacarpo	da	mão	e	chega	em	seu	último	ponto,	situado	no	ângulo	ungueal	
externo	do	quinto	dedo.
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
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Meridiano	de	Intestino	Delgado	(ID)
Recebe	os	alimentos	e	líquidos	após	a	digestão	feita	pelo	estômago	e	baço,	
que	são	transformados,	posteriormente,	por	meio	da	separação	das	partes	puras	
e	 impuras.	Está	 relacionado	à	 lucidez	mental	 e	ao	 julgamento.	Trajeto:	 inicia-se	
no	ângulo	ungueal	interno	do	quinto	dedo,	sobe	pela	face	ulnar	da	mão,	punho	
e	 antebraço;	 passa	 pelo	 lado	 medial	 do	 olécrano,	 subindo	 pelo	 lado	 ulnar	 do	
músculo	tríceps	braquial	até	a	borda	posterolateral	do	ombro;	passa	ao	longo	da	
escápula	e	cruza	até	a	fossa	supraclavicular,	sobe	o	lado	posterolateral	do	músculo	
esternocleidomastoideo,	vai	até	o	ângulo	 lateral	do	olho	e	 termina	na	 frente	do	
ouvido,	 na	 depressão	 que	 se	 forma	 atrás	 da	 articulação	 temporomandibular	
quando	a	boca	está	aberta.
Meridiano	de	Bexiga	(B)
Armazenagem	 e	 secreção	 da	 urina	 (complementando	 e	 auxiliando	 na	
função	 dos	 rins).	 Relacionado	 ao	 sistema	 nervoso	 autônomo	 (em	 especial	 ao	
sistema	simpático,	e	assim	todas	as	funções	orgânicas).	Ligado	aos	órgãos	genitais	
e	urinários.	Trajeto:	inicia-se	no	ângulo	medial	dos	olhos,	sobe	pela	região	frontal,	
parietal	e	occipital	do	seguimento	cefálico;	da	nuca	ao	nível	da	implantação	dos	
cabelos	se	divide	em	dois	ramos:	um	desce	ao	longo	dos	músculos	paravertebrais	
até	a	região	sacroilíaca,	musculatura	glútea,	por	trás	da	coxa	até	a	fossa	poplítea;	o	
outro	desce	pelo	lado	medial	da	escápula,	até	os	glúteos,	passa	por	trás	da	região	
trocanteriana	e	desce	pelo	músculo	bíceps	femoral	até	a	fossa	poplítea,	onde	se	une	
ao	primeiro	ramo.	Desce	a	região	posterior	da	perna	pelo	músculo	gastrocnêmio,	
passa	 entre	o	 tendão	de	 aquiles	 e	 o	maleolo	 externo,	 até	 a	borda	 lateral	do	pé,	
terminando	no	ângulo	ungueal	externo	do	quinto	dedo.
Meridiano	de	Rim	(R)
Armazena	a	essência,	que	é	parcialmente	derivada	dos	pais,	estabelecida	
na	concepção,	por	isso	é	frequentemente	referida	como	a	“raiz	da	vida”.	Produz	
medula,	abastece	o	cérebro	e	controla	os	ossos.	Governa	a	água,	filtra	o	sangue,	
purificando-o	e	produzindo	a	urina	(mantendo	o	equilíbrio	e	a	proporção	correta	
de	 líquidos	 no	 organismo).	 Está	 ligado	 à	 produção	 de	 hormônios	 sexuais	 e	 da	
adrenalina	(instinto	de	sobrevivência	e	evolução).	Trajeto:	nasce	na	planta	do	pé.	Seu	
primeiro	ponto	fica	posterior	à	articulação	metatarso	falangeana	entre	o	segundo	
e	 terceiro	 metatarso;	 ascende	 pelo	 lado	 ínfero-medial	 da	 cabeça	 do	 primeiro	
metatarso;	seguindo	pelo	lado	medial	do	osso	cuboide,	região	posteroinferior	do	
maléolo	medial	e	ao	longo	da	borda	medial	do	músculo	gastrocnêmio,	na	região	
posteromedial	do	joelho	e	medialmente	à	coxa,	ao	longo	dos	músculos	adutores	e	
grácil,	entra	pela	pélvis	aparecendo	novamente	no	abdômen,	correndo	ao	longo	da	
face	medial	do	músculo	reto	abdominal,	até	o	tórax,	na	depressão	entre	a	clavícula	
e	a	primeira	costela,	lateralmente	ao	manúbrio	do	esterno.
Meridiano	Circulação-Sexo	(CS	–	ou	Pericárdio)
Está	 intimamente	 relacionado	 ao	 coração.	 Suas	 funções	 se	 assemelham,	
TÓPICO 1 | NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
15
governam	o	sangue	e	abrigam	a	mente.	Controla	os	 líquidos	do	corpo	 (sistema	
sanguíneo	–	 circulação	principal),	 suplementa	e	protege	a	 função	do	meridiano	
do	 coração	 relacionada	 ao	 sistema	 circulatório.	 Por	 intermédio	 da	 circulação	
sanguínea,	controla	a	alimentação	e	proteção	das	células	do	corpo.	Trajeto:	inicia-
se	no	tórax,	no	quarto	espaço	intercostal,	a	uma	polegada	para	o	lado	do	mamilo,	e	
três	polegadas	abaixo	da	linha	axilar;	desce	ao	longo	da	borda	medial	do	músculo	
bíceps	braquial,	entre	o	meridiano	principal	do	pulmão	e	o	meridiano	do	coração,	
até	a	face	medial	do	cotovelo;	continua	entre	os	tendões	dos	músculos	palmar	longo	
e	flexor	radial	do	carpo;	na	mão,	ele	passa	entre	o	terceiro	e	quarto	metacarpo	e	
termina	no	terceiro	dedo,	no	ângulo	ungueal	externo.
Meridiano	Triplo	Aquecedor	(TA)
Controle	de	líquidos	corporais	(sistema	linfático	e	sanguíneo	–	circulação	
periférica).	Controla	a	temperatura	do	corpo	e	suplementa	a	ação	do	meridiano	de	
Intestino	Delgado	e,	através	da	circulação	de	nutrientes/energia,	relaciona-se	com	
órgãos	e	controla	funções	orgânicas.
Há	discussões	sobre	a	natureza	do	triplo	aquecedor,	se	de	fato	é	um	sistema	
ou	uma	função.	Possui	três	diferentes	aspectos,	sendo	dividido	em	superior	(do	
diafragma	para	cima),	médio	(entre	o	diafragma	e	o	umbigo)	e	inferior	(abaixo	do	
umbigo).	
Aquecedor	 superior	 está	 relacionado	 aos	 órgãos	 do	 tórax	 (função	
cardiorrespiratória)	 e	 consiste	 na	 distribuição	 dos	 fluidos	 corporais	 para	 o	
organismo	por	meio	do	pulmão.	
Aquecedor	médio	 está	 relacionado	 aos	 órgãos	das	 áreas	do	plexo	 solar,	
consiste	na	digestão	e	transporte	dos	alimentos,	líquidos	e	nutrientes	para	todas	as	
partes	do	organismo.	
Aquecedor	inferior	está	relacionado	aos	órgãos	da	região	do	baixo-ventre,	
consiste	na	separação	das	essências	dos	alimentos	em	partes	puras	e	impuras,	com	
a	excreção	destas	(função	gênito-urinária).A tripla divisão do triplo aquecedor é um resumo das funções de todos os 
sistemas Yang.
Trajeto:	esse	meridiano	começa	no	ângulo	ungueal	interno	do	quarto	dedo	
da	mão,	sobe	pela	face	dorsal	da	mão,	entre	o	quarto	e	quinto	metacarpo;	passa	
pelo	punho	bem	no	seu	centro	e	do	antebraço	(entre	os	ossos	rádio	e	ulna);	passa	
pelo	olécrano,	corta	o	tríceps	posteriormente	até	a	região	posterior	do	ombro;	sobe	
IMPORTANT
E
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
16
pela	região	supraescapular	e	nuca;	contorna,	posteriormente,	a	região	auricular	e	
termina	lateralmente	no	supercílio,	onde	se	liga	ao	meridiano	da	vesícula	biliar.	
Meridiano	de	Vesícula	Biliar	(VB)
É	 o	 único	 que	 não	 lida	 com	 alimentos,	 líquidos	 e	 produtos	 excretáveis,	
mas	sim,	armazena	e	excreta	a	bile,	um	produto	refinado.	Equilibra	a	energia	total	
do	 corpo,	 agindo	 através	 do	 controle	 de	 secreções	 e	 hormônios	 (bile,	 insulina,	
hormônios	secretados	pelo	duodeno)	e	da	distribuição	de	nutrientes	ao	organismo.	
Está	 relacionado	 ao	 processo	 de	 decisões	 sobre	 situações	 práticas.	 Trajeto:	 tem	
início	a	0,5	polegadas	da	borda	lateral	do	ângulo	externo	do	olho;	passa	na	frente	
do	ouvido	pela	 lateral	da	extremidade	cefálica,	e	desce	pela	 lateral	do	músculo	
trapézio	até	a	região	supraescapular;	segue	para	frente	do	ombro,	lateralmente	no	
tórax	até	o	glúteo	na	região	trocanteriana,	onde	se	liga	com	o	músculo	da	bexiga;	
desce	pela	borda	lateral	da	coxa,	perna	e	face	anterolateral	do	tornozelo	até	a	face	
dorsal	do	pé,	onde	passa	entre	o	quarto	e	quinto	metatarso	até	o	ângulo	ungueal	
externo	do	quarto	dedo.		Há	outro	ramo	que	se	separa	no	lado	dorsal	do	pé,	passa	
entre	o	primeiro	e	segundo	metatarso	até	o	ângulo	ungueal	lateral	do	hálux,	onde	
se	liga	ao	meridiano	do	fígado.
Meridiano	de	Fígado	(F)
O	 fígado	 apresenta	 muitas	 funções	 importantes,	 entre	 as	 quais	 a	 de	
armazenar	o	sangue	(Xue)	e	assegurar	o	movimento	suave	do	Qi	através	de	todo	o	
organismo.	É	o	responsável	pela	nossa	capacidade	de	recuperar	o	Qi	e	contribuir	
para	a	resistência	do	organismo	contra	fatores	patogênicos	externos.	É	comparado	
a	 um	 “general	 do	 exército”,	 porque	 é	 responsável	 pelo	 planejamento	 total	 das	
funções	do	organismo,	realizado	por	meio	da	garantia	do	fluxo	suave	e	da	direção	
correta	de	Qi.	Controla	os	tendões,	manifesta-se	nas	unhas	e	controla	a	produção	
da	bile.	Trajeto:	 tem	 início	no	ângulo	ungueal	 interno	do	hálux;	 sobe	passando	
entre	o	primeiro	e	segundo	metatarso;	passa	a	uma	polegada	à	frente	do	maléolo	
interno,	na	borda	medial	do	tendão	do	músculo	tibial	anterior.	Cruza	a	linha	baço-
pâncreas	e	sobe	pela	face	anteromedial	da	perna;	segue	pelo	lado	medial	do	joelho	
e	coxa	para	a	região	genital	externa	e	suprapúbica;	sobe	pela	lateral	do	abdômen	e	
termina	no	espaço	entre	a	sexta	e	sétima	costela,	na	linha	mamilar.
Os	meridianos	de	energia	são	representados	também	na	Teoria	dos	Cinco	
Elementos. Assim:	 fígado	 e	 vesícula	 biliar	 pertencem	 ao	 elemento	 Madeira;	
coração,	intestino	delgado,	pericárdio	e	triplo	aquecedor	pertencem	ao	elemento	
Fogo;	baço-pâncreas	e	estômago	pertencem	ao	elemento	Terra;	pulmão	e	intestino	
grosso	pertencem	ao	elemento	Metal;	rim	e	bexiga	pertencem	ao	elemento	Água. 
TÓPICO 1 | NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
17
FIGURA 3 – LINHAS DOS MERIDIANOS DE ENERGIA
FONTE: Pradipto (1986)
4.1 A GRANDE CIRCULAÇÃO ENERGÉTICA
Os	 12	 pares	 de	 meridianos	 formam	 a	 Grande	 Circulação	 Energética.	
Percorrem	o	tronco	e	as	extremidades	do	corpo.
Como	vimos,	são	seis	pares	de	meridianos	Yin,	e	seis	pares	de	meridianos	
Yang.	A	grande	circulação	de	energia,	após	sua	elaboração	pelas	três	sedes	(Triplo	
aquecedor),	 se	 inicia	 ao	 nível	 do	 meridiano	 de	 pulmão	 e	 percorre	 o	 seguinte	
trajeto:	dos	pulmões	a	energia	passa	para	o	intestino	grosso,	e	deste	seguindo	para	
estômago,	baço-pâncreas,	coração,	intestino	delgado,	bexiga,	rim,	circulação-sexo,	
triplo	aquecedor,	vesícula	biliar	e,	finalmente,	para	o	fígado.	Percorre	este	trajeto	
em	24	horas,	demorando	duas	horas	em	cada	meridiano.	
Os	horários	de	maior	atividade	são:
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
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Pulmões	–	das	3h	às	5h.
Intestino	grosso	–	das	5h	às	7h.
Estômago	–	das	7h	às	9h.
Baço-pâncreas	–	das	9h	às	11h.
Coração	–	das	11h	às	13h.
Intestino	delgado	–	das	13h	às	15h.
Bexiga	–	das	15h	às	17h.
Rim	–	das	17h	às	19h.
Circulação-sexo	–	das	19h	às	21h.
Triplo	aquecedor	–	das	21h	às	23h.
Vesícula	biliar	–	das	23h	à	1h.
Fígado	–	da	1h	às	3h.
FIGURA 4 – QUADRO DAS FUNÇÕES DOS MERIDIANOS
FONTE: Pradipto (1986)
TÓPICO 1 | NOÇÕES BÁSICAS SOBRE A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
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4.2 A PEQUENA CIRCULAÇÃO ENERGÉTICA
Paralelamente	 à	 grande	 circulação,	 ocorre	 uma	 segunda	 circulação.	
Para	 entendermos	 a	 pequena	 circulação,	 vamos	 conhecer	 o	 que	 chamamos	 de	
Meridianos	Extraordinários.
Esses	 meridianos	 são	 assim	 chamados	 porque	 não	 têm	 comunicações	
especiais	com	as	vísceras.	Além	disso,	não	há	correspondência	nem	reunião	entre	
eles,	é	nisso	que	são	diferentes	dos	meridianos	regulares,	são	ímpares	e	assimétricos.	
São	 denominados	 de	 Vaso	 da	 Concepção	 e	 Vaso	 do	 Governo,	 e	 estão	
localizados	na	linha	média	do	corpo,	anterior	e	posteriormente.	
A	principal	função	dos	meridianos	extraordinários	é	reforçar	os	meridianos	
regulares,	a	fim	de	regularizar	o	Qi	e	o	sangue	(Xue).	Por	isso,	a	Pequena	Circulação	
Energética	tem	uma	função	reguladora	sobre	a	Grande	Circulação.	
Se	 existe	um	excesso	de	 energia	nos	meridianos	principais,	 esse	 excesso	
se	escoa,	ativando	os	meridianos	extras,	buscando	o	equilíbrio	energético.	Estes	
funcionam,	também,	como	um	reservatório,	suprindo	a	grande	circulação	em	caso	
de	carência	energética.
Esta	inicia-se	às	3	horas	ao	nível	do	pulmão	e	continua	nos	dois	meridianos	
ímpares,	onde	também	circula	durante	24	horas.
Trajetos:	
Vaso	do	Governo	–	nasce	entre	a	ponta	do	cóccix	e	o	ânus,	segue	pela	linha	
central	das	costas,	nuca,	cabeça	e	face,	terminando	na	gengiva	da	arcada	superior.	
Comanda	os	meridianos	Yang.	É	relacionado	às	funções	do	sistema	nervoso	central.	
Vaso	da	Concepção	–	nasce	entre	o	ânus	e	o	órgão	sexual,	sobe	em	linha	
reta	pela	frente	do	tronco,	terminando	entre	o	queixo	e	o	lábio	inferior.	Comanda	
os	meridianos	Yin.	Age	sobre	as	funções	gênito-urinárias,	a	função	digestiva	e	a	
função	respiratória.
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
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DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO
A	mais	antiga	referência	do	Yin-Yang	é	provavelmente	aquela	contida	no	
Book of Changes	(Livro	das	Mutações),	datado	por	volta	de	700	a.C.	Nesse	livro,	Yin 
e	Yang	são	representados	por	linhas	contínuas	e	quebradas.	A	combinação	dessas	
linhas	em	pares	forma	quatro	pares	de	diagramas,	representando	o	Yin	máximo,	o	
Yang	máximo	e	dois	estágios	intermediários.	A	adição	de	outra	linha	a	estes	quatro	
diagramas	forma	combinações	variadas,	oito	trigramas.
Finalmente,	 as	 várias	 combinações	 das	 trigramas	 dão	 origem	 a	 64	
hexagramas.	Acredita-se	que	estes	simbolizem	todo	fenômeno	possível	do	universo	
e,	portanto,	mostram	como	todo	fenômeno	depende	de	dois	polos	do	Yin	e	Yang.
A	escola	filosófica	que	desenvolveu	a	Teoria	do	Yin	e	Yang	ao	seu	mais	alto	
nível	é	chamada	de	Escola	Yin-Yang.	Muitas	escolas	de	pensamento	originaram-se	
durante	o	período	da	guerra	entre	os	estados	(476-221	a.C.),	e	a	escola	Yin-Yang 
foi	uma	delas.	Dedicava-se	ao	estudo	do	Yin-Yang	e	dos	Cinco	Elementos,	e	seu	
principal	 expoente	 foi	 Zou	 Yan	 (350-270	 a.C.).	 Esta	 escola	 é	 também	 chamada,	
algumas	vezes,	de	Escola	Naturalista,	uma	vez	que	interpreta	a	natureza	de	modo	
positivo,	além	de	utilizar	leis	naturais	a	fim	de	obter	vantagens	para	o	homem,	não	
por	meio	da	submissão	e	controle	da	natureza(como	acontece	na	ciência	ocidental	
moderna),	mas	 agindo	 em	harmonia	 com	 suas	 leis.	 Esta	 escola	 representa	uma	
tendência,	a	qual	podemos,	atualmente,	chamar	de	ciência	naturalista,	e	as	teorias	
do	Yin-Yang e	dos	Cinco	Elementos	servem	para	interpretar	o	fenômeno	natural,	
incluindo	o	organismo	humano,	tanto	na	saúde	como	nas	patologias.
As	 teorias	 do	 Yin-Yang	 e	 dos	 Cinco	 Elementos,	 sistematicamente	
elaboradas	pela	Escola	Naturalista,	 tornaram-se	uma	herança	comum	às	escolas	
de	pensamentos	subsequentes,	particularmente	as	escolas	neoconfucionistas	das	
Dinastias	Song, Ming	e	Qing.	Estas	escolas	combinaram	a	maior	parte	dos	elementos	
das	 escolas	 anteriores	de	pensamento	para	 formar	uma	filosofia	 coerente	 sobre	
Natureza,	Ética,	Ordem	social	e	Astrologia.
FONTE: MACIOCIA, G. Os fundamentos da medicina chinesa – um texto abrangente para 
acupunturistas e fitoterapeutas. São Paulo: Editora Roca Ltda, 1996.
LEITURA COMPLEMENTAR
21
Neste tópico, você viu que:
•	 A	Medicina	Tradicional	Chinesa	se	baseia	em	conceitos	taoístas	e	energéticos,	os	
quais	enfocam	o	indivíduo	como	um	todo	e	como	parte	integrante	do	universo.	
Para	ela,	o	indivíduo	é	constituído	por	um	conjunto	de	energias,	provenientes	
do	céu	e	da	terra,	que	fluem	por	todo	do	corpo,	e	que	devem	estar	em	constante	
equilíbrio;	quando	isso	não	ocorre,	temos	então	a	manifestação	de	patologias.
•	 Todos	 os	 fenômenos	 da	 natureza	 são	 constituídos	 pelo	 movimento	 e	 pela	
transformação	dos	dois	aspectos	opostos	do	Yin	e	do	Yang,	 como	dia	e	noite,	
tempo	claro	e	sombrio,	calor	e	frio,	atividade	e	repouso.
•	 A	 teoria	 do	Yin	 e	Yang	 classifica	 fenômenos	 e	manifestações,	 o	 que	 inclui	 a	
teoria	dos	Cinco	Elementos	ou	Cinco	Movimentos,	processos	básicos	e	naturais	
representados	por:	Madeira,	Fogo,	Terra,	Metal	e	Água.	Existe	uma	constante	
relação	entre	os	cinco	elementos,	sendo	que	um	gera	o	outro	e,	também,	domina	
ou	controla	o	outro.	Representam	a	relação	entre	diversos	fenômenos	internos	
e	externos	ao	organismo,	relacionados	aos	sentidos,	órgãos,	tecidos,	emoções,	
cores,	odores,	sabores,	sons,	animais,	climas,	entre	várias	outras	coisas.
•	 A	 energia	 vital	 na	 Medicina	 Tradicional	 Chinesa	 é	 denominada	 Qi,	 e	 flui	
livremente	pelo	organismo	humano	formando	verdadeiros	canais	energéticos	
chamados	Meridianos.
•	 Os	meridianos	formam	entre	si	uma	inter-relação	segundo	suas	funções,	e	são	
representados	por	órgãos	(Zang)	e	vísceras	(Fu).	Cada	par	de	meridianos	possui	
representação	da	energia	Yin	e	Yang,	o	que	polariza	a	função	em	dois	sentidos	
opostos,	porém	complementares.	O	fluxo	energético	dos	principais	meridianos	
pares	 e	 acoplados	 representa	 a	 Grande	 Circulação	 energética	 do	 organismo.	
O	 excesso	 de	 energia	 da	Grande	Circulação	 é	 escoado	 para	 dois	meridianos	
assimétricos	 e	 ímpares	 que	 auxiliam	 o	 equilíbrio	 energético,	 funcionando	
também	 como	 reserva	 enérgica	 em	 caso	 de	 carência,	 representando	 assim	 a	
pequena	(ou	acessória)	circulação	energética	no	organismo.
RESUMO DO TÓPICO 1
22
Faça	uma	relação	dos	cinco	elementos	e	dos	meridianos	de	
energia,	citando	pelo	menos	três	de	suas	características.
AUTOATIVIDADE
23
TÓPICO 2
VISÃO DA MEDICINA ORIENTAL SOBRE SAÚDE
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
O	homem	é	visto	pelos	terapeutas	orientais	como	um	todo	indissociável,	
sendo	a	doença	o	resultado	da	interação	dos	seus	componentes	físicos,	psíquicos	e	
fisiológicos,	na	sua	relação	com	o	meio	envolvente.	
A	Medicina	Oriental	 considera	a	mente	 e	o	 corpo	 como	únicos,	o	que	a	
torna	uma	terapia	holística,	ou	seja,	trata	o	homem	como	um	todo	e	não	somente	
um	sintoma	ou	uma	área	específica	do	corpo.
A Organização Mundial de Saúde define saúde como um completo bem-estar 
físico, mental e social, e não meramente a ausência de doença. <portal.anvisa.gov.br/acesso> 
Acesso em: 8 fev. 2015.
Essa	visão	coincide	com	a	Ótica	Oriental,	que	busca,	com	o	equilíbrio	do	
fluxo	de	energia	vital	no	organismo,	a	prevenção	de	doenças	e	a	manutenção	da	
saúde,	sendo	também	aplicada	com	sucesso	terapeutico	na	recuperação	de	doenças.
O ser humano vive na natureza e tem a natureza como condição vital para 
sua vida. Ele é influenciado diretamente ou indiretamente pelos movimentos e mudanças na 
natureza, para quem ele é obrigado a dar respostas fisiológicas e patológicas correspondentes.
NOTA
NOTA
24
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
2 CAUSAS DAS DOENÇAS
Para	 a	Medicina	 Tradicional	Chinesa,	 o	 equilíbrio	 é	 a	 chave	 para	 a	 boa	
saúde:	equilíbrio	entre	repouso	e	exercícios,	dieta,	atividades	sexuais	e	equilíbrio	
climático.	Qualquer	desarmonia	contínua	pode	se	tornar	uma	causa	patológica.	
O	surgimento	da	doença	e	de	seus	sintomas	indica	desequilíbrio	na	nossa	
energia.	Tal	desequilíbrio	pode	 ter	causas	 internas,	externas	e	outras.	As	causas	
internas	estão	relacionadas	com	os	impactos	emocionais;	as	causas	externas	estão	
relacionadas,	basicamente,	 aos	 impactos	 climáticos	 sobre	nosso	organismo;	e	as	
outras	causas	estão	relacionadas	à	qualidade	da	nossa	alimentação	e	do	sono,	à	
prática	de	 atividade	 física,	 ao	 ritmo	de	 trabalho,	 aos	 traumas,	 às	 epidemias,	 às	
intoxicações	e	aos	tratamentos	inadequados.
Ao	 identificarmos	 as	 causas	 dos	 desequilíbrios	 e	 agirmos	 sobre	 elas,	
podemos	restabelecer	um	melhor	estado	de	saúde.
2.1 CAUSAS INTERNAS
As	 emoções	 estão	 associadas	 aos	 órgãos	Yin.	 Em	 geral,	 emoções	 fortes	
alteram	o	fluxo	de	energia	vital,	bloqueando-o.	O	ponto	central	disto	é	o	conceito	
de	Qi	 como	 energia-matéria	 que	 dá	 origem	 a	 fenômenos	 físicos	 ou	 mentais	 e	
emocionais	ao	mesmo	tempo.	Assim,	na	medicina	chinesa,	o	corpo,	a	mente	e	as	
emoções	estão	integrados	como	um	todo	sem	início	ou	fim,	no	qual	os	sistemas	
internos	são	a	maior	esfera	de	influência.
É	importante	observar	o	papel	das	emoções	sob	a	perspectiva	da	Medicina	
Chinesa.	Primeiro,	as	emoções	são	parte	natural	da	existência	humana	e	nenhum	
ser	está	livre	de	tristeza,	fúria	ou	preocupação.	As	emoções	se	tornam	patológicas	
quando	intensas	e,	principalmente,	quando	prolongadas,	especialmente	se	não	são	
expressadas	ou	reconhecidas.	
 
Segundo,	a	Medicina	Chinesa	não	ignora	as	emoções	como	causa	patológica,	
nem	as	enfatiza	demais	(excluindo	outras	possíveis	causas).	Considera	o	corpo	e	a	
mente	como	um	todo	e	as	emoções	podem	causar	um	desequilíbrio,	como	também	
serem	causadas	por	ele.
Casos severos e contínuos de alterações emocionais não devem ser tratados 
apenas na visão oriental, nenhum recurso (nem mesmo a acupuntura) seria suficiente sem um 
acompanhamento de um suporte psicoterápico.
IMPORTANT
E
TÓPICO 2 | VISÃO DA MEDICINA ORIENTAL SOBRE SAÚDE
25
Normalmente,	são	consideradas sete	emoções	na	Medicina	Chinesa:
RAIVA/FÚRIA	–	emoção	que	ascende	a	energia	Qi	e	afeta	o	meridiano	de	
Fígado.	Esta	emoção	provoca	um	forte	fluxo	ascendente	de	energia	(olhos	e	faces	
vermelhos,	cabeça	quente),	ativando	o	mecanismo	de	ataque	(gritar,	bater,	morder).	
Quando	represada,	pode	ter	uma	descarga	emocional	através	do	choro,	ou	através	
de	movimentos	vigorosos	que	canalizem	a	raiva,	como	correr.	Um	sintoma	muito	
comum	da	fúria	é	a	cefaleia,	mas	muitos	sinais	e	sintomas	podem	se	manifestar	na	
região	da	cabeça	e	do	pescoço,	tensões	crônicas	acumuladas	em	braços,	ombros,	
pescoço	e	maxilares,	falta	de	determinação,	irritação	e	problemas	digestivos.
ALEGRIA/INSTABILIDADE	 EMOCIONAL	 –	 emoção	 que	 faz	 o	Qi	 fluir	
lentamente,	afetando	o	meridiano	de	Coração.	A	emotividade	exagerada	mostra	
um	fluxo	de	Qi	desordenado.	Quando	rimos	demais	e	sem	razão,	ou	choramos	
com	muita	 facilidade,	 estamos	num	quadro	de	oscilação	 emocional,	mostrando	
inquietação	e	ansiedade.	Provavelmente	é	quando	procuramos	no	mundo	externo	
o	 contentamento	 e	 o	 equilíbrio	 que	 são	 próprios	 do	 mundo	 interno.	 Tanto	 a	
fragilidade	emocional	quanto	a	superexcitação	ou	a	histeriaafetam	os	meridianos	
do	coração	e	do	intestino	delgado,	tencionando	o	plexo	solar,	afetando	o	diafragma,	
bem	como	a	região	do	abdômen	e	do	tórax.	Pode	provocar	palpitações,	falta	de	ar,	
tensão	e	dor	nos	braços.
PREOCUPAÇÃO	 E	 ABSTRAÇÃO	 –	 ou	 ansiedade	 mental,	 emoção	 que	
paralisa o Qi	e	afeta	os	meridianos	de	baço-pâncreas,	podendo,	também,	afetar	o	
pulmão.	A	abstração	é	pensar	demais,	os	pensamentos	consomem	nossa	energia,	
retardando	a	ação,	bloqueando	o	espaço	para	as	novas	informações.	Isso	debilita	
o	baço	e	pode	causar	cansaço,	anorexia	e	diarreia.	A	preocupação	afeta	o	baço	e	
também	freia	o	Qi	do	pulmão,	provocando	ansiedade,	dispneia	e	rigidez	nos	ombros	
e	pescoço.	Muitas	pessoas	podem	apresentar	ombros	arqueados	ou	aumentados	e	
rigidez	no	pescoço	acompanhada	de	respiração	superficial	e	interrupção	do	Qi	do	
pulmão.
TRISTEZA/MÁGOA	–	emoção	que	dissolve	o	Qi	 e	afeta	o	meridiano	de	
pulmão	e	 também	o	coração.	As	decepções,	dores	e	perdas	que	sofremos	e	que	
temos	 dificuldade	 de	 aceitar	 deixam	 marcas	 emocionais.	 Geram	 frustações,	
amarguras,	 desconfiança	 e	 negatividade.	 Nestes	 estados,	 a	 energia	 se	 dissipa,	
perdemos	o	vigor,	 a	vitalidade,	nos	 tornamos	obsessivos,	perdemos	o	 sono	e	o	
apetite.	Podem	se	manifestar	vários	sintomas,	como	dispneia,	cansaço,	depressão	
ou	choro.
MEDO	–	emoção	que	descende	o	Qi	e	afeta	o	meridiano	do	rim.	Quando	
sentimos	medo,	temos	o	impulso	de	fugir	do	que	nos	ameaça.	A	energia	flui	para	
baixo,	se	escoa	nas	vísceras	e	paralisa	as	pernas.	A	energia	se	estagna	nas	costas,	
ombros	se	retesam,	o	corpo	se	contrai	e	nos	preparamos	para	a	dor	e/ou	agressão	
(física	 ou	 emocional).	Quando	 se	perpetua	 esta	 ansiedade	medrosa,	 os	 rins	 são	
afetados	e	isso	leva	a	uma	exaustão	psicossomática.	Pode	haver	sensação	de	calor	
na	face,	sudorese	noturna,	palpitação,	boca	e	garganta	secas.	
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CHOQUE	 –	 emoção	 que	 dispersa	 o	 Qi,	 afetando	 meridiano	 de	 rim	 e	
coração.	O	choque	mental	pode	causar	palpitação,	dispneia	e	insônia.	Pode	haver	
ainda	sintomas,	como	sudorese	noturna,	boca	seca,	zumbido	ou	tontura.
2.2 CAUSAS EXTERNAS
Quando	nossa	energia	está	equilibrada,	as	mudanças	climáticas	mais	ou	
menos	 bruscas	 não	 nos	 afetam	 muito	 porque	 rapidamente	 nos	 adaptamos	 ao	
novo	ambiente	externo.	Porém,	se	estivermos	cansados	e	com	baixa	imunidade,	
mesmo	uma	pequena	variação	 climática	vai	 afetar	nosso	metabolismo,	gerando	
desequilíbrio	na	circulação	de	Qi	e	ocasionando	o	aparecimento	de	doenças.
As	 causas	 externas	 podem	 ser	 denominadas	 como	 os	 “Seis	 Excessos”.	
Podem	 penetrar	 no	 organismo	 através	 da	 pele,	 nariz	 ou	 boca.	 Cada	 um	 dos	
fatores	climáticos	está	associado	a	uma	determinada	estação	e	pode	causar	uma	
determinada	manifestação	clínica	típica	de	um	clima	específico.
VENTO	 (ELEMENTO	 MADEIRA)	 –	 Primavera.	 Pode	 causar	 sintomas	
como	dores	de	cabeça,	espasmos,	torcicolo,	problemas	oculares,	espirros,	coceiras	
e	corpo	rígido	e	tenso	(são	sintomas	passageiros).
CALOR	E	FOGO	(ELEMENTO	FOGO)	–	Verão.	Aumenta	a	 temperatura	
do	corpo,	traz	irritabilidade,	sudorese,	desmaios,	rosto	vermelho	e	congestionado.
UMIDADE	 (ELEMENTO	TERRA)	 –	 Fim	do	 verão	 (canícula).	 Este	 clima	
vai	minando	aos	poucos	a	nossa	resistência,	afetando	mais	os	membros	inferiores,	
produzindo	cansaço,	edemas,	dormências,	sensação	de	peso	e	muito	muco.
SECURA	 (ELEMENTO	METAL)	 –	 Outono.	 Resseca	 a	 pele,	 os	 lábios,	 a	
garganta,	ocasiona	constipação	intestinal	e	náuseas,	com	dor	de	cabeça,	alteração	
do	aparelho	respiratório,	dispneias.
FRIO	(ELEMENTO	ÁGUA)	–	Inverno.	O	frio	bloqueia	o	fluxo	de	energia,	
causa	 contrações,	 cólicas,	 espasmos,	 dores	 em	 facadas/pontadas,	 dor	 articular,	
artrite,	resfriados,	gripes,	urina	clara	e	abundante.
De um modo geral, sabemos que as doenças que possuem características Yang 
são agitadas, fortes, quentes, secas, hiperfuncionantes e agudas; as que possuem características 
Yin são calmas, fracas, frias, úmidas, hipofuncionantes e crônicas.
IMPORTANT
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TÓPICO 2 | VISÃO DA MEDICINA ORIENTAL SOBRE SAÚDE
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3 DIAGNÓSTICO NA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA
Identificar	 a	 causa	 da	 desarmonia	 de	 uma	 pessoa	 é	 uma	 das	 partes	
mais	 importantes	da	prática	na	Medicina	Chinesa,	pois	 somente	 assim	pode-se	
minimizar	ou	prevenir	a	sua	ocorrência.	
É	 importante	 fazer	 uma	 avaliação	 da	 constituição	 da	 pessoa	 e	 de	 suas	
condições	psicológicas	e	físicas,	relacionando-as	à	sua	dieta,	ao	seu	estilo	de	vida	
e	às	condições	climáticas.
Se	não	 identificarmos	a	causa	da	desarmonia,	não	será	possível	orientar	
quanto	às	mudanças	específicas	que	devem	ser	feitas	para	restaurar	o	equilíbrio.		
O	diagnóstico	chinês	baseia-se	não	apenas	no	interrogatório	(anamnese),	
mas	também	no	exame	dos	padrões	que	se	formam	no	organismo	de	acordo	com	a	
patologia.	Devemos	observar	o	indivíduo	desde	o	primeiro	momento.	Praticamente	
tudo	(pele,	compleição,	olhos,	ossos,	odores,	sons,	estado	mental,	emoções,	língua,	
pulso,	meridianos,	preferências,	hábitos,	fluidos	 corpóreos)	 reflete	o	 estado	dos	
sistemas	internos	e	pode	ser	utilizado	no	diagnóstico.
Outro	 ponto	 muito	 importante	 do	 diagnóstico	 chinês	 é	 que	 um	 bom	
terapeuta	pode	obter	informações	detalhadas	sobre	o	estado	do	organismo	todo	a	
partir	do	exame	de	uma	pequena	parte	dele	(pulso,	língua,	face,	hara).
Por vários séculos, o diagnóstico chinês tem desenvolvido um sistema 
extremamente sofisticado entre os sinais externos e os sistemas internos. A correlação entre 
os sinais externos e os sistemas internos está resumida na expressão: “Inspecione o exterior 
para examinar o interior” (MACIOCIA, 1996).
3.1 TÉCNICAS DE DIAGNÓSTICO
Quatro	tipos	de	diagnósticos	são	usados	para	conhecer	a	condição	geral	do	
paciente:
BO-SHIN	 –	 diagnóstico	 através	 da	 observação	 (espírito,	 organismo,	
comportamento,	 cabeça	 e	 face,	 olhos,	 nariz,	 orelhas,	 boca	 e	 lábios,	 dentes	 e	
gengivas,	garganta,	membros,	pele,	língua,	meridianos).
BUN-SHIN	 –	 diagnóstico	 pela	 audição	 e	 olfação	 (voz,	 respiração,	 tosse,	
odores).
NOTA
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MON-SHIN	–	diagnóstico	por	perguntas	(anamnese).
SETSU-SHIN	–	diagnóstico	pela	palpação	–	é	importante	que	se	faça	e	é	o	
passo	definitivo.	Inclui	a	palpação	do	pulso,	pele,	membros,	mãos,	tórax,	abdômen	
e	dos	pontos.
George Soulié de Mourant cita em seu livro as seguintes observações clínicas: 
quando um órgão está alterado, existe uma série de pontos que se tornam sensíveis e formam 
uma linha; em pessoas sensíveis, as linhas dos meridianos são dolorosas. Muitos doentes 
dizem ter uma sensação que segue uma linha e que coincide com o trajeto do Meridiano 
(SILVA, 1997).
Uma	das	 técnicas	mais	utilizadas	no	 Japão	para	 se	 incluir	o	diagnóstico	
através	da	palpação	é	a	realização	da	pressão	de	pontos	na	região	do	abdômen	
(hara),	técnica	denominada	de	AMPUKU.	Esta	técnica	é	considerada	uma	“terapia-
diagnóstico”,	 pois,	 ao	 mesmo	 tempo	 que	 auxilia	 no	 diagnóstico,	 já	 consegue	
promover	 um	 reequilíbrio	 energético	 no	 hara,	 contribuindo	 de	 forma	 eficiente	
para	o	tratamento	na	MTC.
Segue	o	passo	a	passo	de	como	podemos	realizar	esta	técnica:
Realizar	o	 trabalho	 com	a	mão	direita;	 realizar	uma	pressão	 suave,	mas	
penetrante,	de	3	a	4	segundos	em	cada	área;	se	o	local	estiver	sensível	ou	tenso,	
mantenha	a	pressão	por	mais	algum	tempo.
SEQUÊNCIA	PRÁTICA:
A	mão	“mãe”	(mão	do	equilíbrio)	no	baixo	ventre	(tanden),	mão	direita	faz:
1)	Pressão	oblíqua	na	área	do	meridiano	de	coração	 (como	se	quisesse	penetrar	
embaixo	do	esterno).
2)	Pressão	perpendicular	diretamente	sobre	a	área	do	meridiano	de	estômago.
3)	Pressão	 oblíqua	 na	 área	 do	 meridiano	 de	 triplo-aquecedor	 (penetrando	 por	
baixo	da	costela).
4)	Pressão	oblíquana	área	do	meridiano	de	pulmão	(quase	na	ponta	da	costela).
A	mão	“mãe”	no	plexo	solar,	mão	direita	faz:
5)	Pressão	perpendicular	(e	com	a	mão	em	sentido	vertical)	na	área	do	meridiano	
de	rim,	à	direita	do	umbigo.
6)	Pressão	perpendicular	na	área	do	meridiano	de	intestino	delgado.
7)	Pressão	lateral,	de	fora	para	dentro,	contra	o	lado	do	cólon	(intestino	grosso).
IMPORTANT
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TÓPICO 2 | VISÃO DA MEDICINA ORIENTAL SOBRE SAÚDE
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8)	Pressão	perpendicular	na	área	do	meridiano	de	rim,	abaixo	do	umbigo.
9)	Pressão	perpendicular	na	área	do	meridiano	de	bexiga.
10)	 Pressão	 idêntica	 a	 7,	 no	 sentido	 inverso,	 na	 área	do	meridiano	de	 intestino	
grosso.
11)	Pressão	idêntica	a	6,	na	área	do	meridiano	de	intestino	delgado.
12)	Pressão	idêntica	a	5,	na	área	do	meridiano	de	rim,	à	esquerda	do	umbigo.
13)	 Pressão	 perpendicular,	 com	 a	mão	mais	 deitada,	 sobre	 o	 umbigo,	 área	 do	
meridiano	baço-pâncreas.
A	mão	“mãe”,	no	baixo	ventre	(tanden),	mão	direita	faz:
14)	Pressão	oblíqua,	penetrando	por	baixo	da	 costela,	na	 área	do	meridiano	de	
pulmão.
15)	Pressão	oblíqua	na	área	do	meridiano	de	fígado.
16)	Pressão	oblíqua	na	área	do	meridiano	de	vesícula	biliar.
17)	Pressão	perpendicular,	com	a	mão	ligeiramente	deitada,	na	área	do	meridiano	
de	circulação-sexo.
18)	Para	finalizar,	 faça	 algumas	pressões	 com	as	palmas	das	mãos	 em	volta	do	
hara,	no	sentido	horário.
FIGURA 5 – REPRESENTAÇÃO DOS PONTOS ENERGÉTICOS NO 
HARA (AMPUKU)
FONTE: Pradipto (1986)
ANAMNESE	–	tradicionalmente,	é	elaborada	com	base	em	dez	questões.	
As	áreas	comumente	utilizadas	são	referentes	aos	seguintes	tópicos:
•	 Calafrios	e	febre.
•	 Sudorese.
•	 Cabeça	e	corpo.
•	 Tórax	e	abdômen.
•	 Alimento	e	paladar.
•	 Fezes	e	urina.
•	 Sono.
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•	 Ouvidos	e	olhos.
•	 Sede	e	líquidos.
•	 Dor.
Além	destas,	duas	áreas	de	questões	são	incluídas	para	mulheres	e	crianças:	
condições	ginecológicas	e	problemas	de	infância.
É	conveniente	e	útil	pensar	na	vida	do	 indivíduo	em	três	períodos:	pré-
natal	 (a	saúde	dos	pais	na	época	da	concepção	e	durante	a	gestação	ou	choque	
emocionais	 durante	 a	 gestação);	 infância	 (do	 nascimento	 até	 a	 adolescência,	
podendo	 incluir	dieta,	amamentação,	emoções	vividas	ou	 reprimidas,	ambiente	
familiar	e	escolar);	vida	adulta	(causas	internas	e	externas).	
3.2 PRINCÍPIOS DE TRATAMENTO
Após	elaborar	um	diagnóstico,	o	próximo	passo	é	elaborar	um	princípio	
de	tratamento.	Estes	seguem	logicamente	o	estabelecimento	da	desarmonia	de	um	
padrão	relevante.
Outra	questão	importante	a	ser	considerada	na	elaboração	do	tratamento	é	
a	questão	de	quando	TONIFICAR	e	quando	SEDAR.
TONIFICAR	 inclui	 qualquer	método	 que	 fortaleça	 a	 condição	 corpórea	
e	 aumente	 a	 resistência	 à	 patologia.	 Diversas	 técnicas	 da	 Medicina	 Chinesa	
conseguem	 alcançar	 este	 objetivo,	 por	 exemplo,	 acupuntura,	 fitoterapia,	 dieta,	
exercícios,	 meditação	 ou,	 simplesmente,	 repouso.	 O	 método	 de	 tonificação	 é	
aplicado	quando	o	Qi	se	encontra	debilitado,	nos	padrões	de	deficiência.	De	um	
modo	geral,	pacientes	que	 se	 encontram	em	condições	mais	Yin	devem	 ter	 sua	
energia	para	tonificar,	aumentar	e	fortalecer	o	nível	de	Qi.
Nos	padrões	de	excesso,	caracterizados	pela	presença	de	fatores	patogênicos	
externos	 ou	 internos,	 a	 utilização	 do	 método	 de	 SEDAÇÃO	 deverá	 ser	 eleita	
como	tratamento.	Isto	inclui	técnicas	como	acupuntura,	fitoterapia,	massagem	ou	
ventosas.	Pacientes	que	 se	 encontram	em	condições	mais	YANG	devem	 ter	 sua	
energia	sedada,	desobstruindo	o	fluxo	de	Qi.
O	tratamento	também	poderá	ser	elaborado	de	acordo	com	a	constituição	
de	uma	pessoa.	De	acordo	com	a	MTC,	a	constituição	é	composta	da	essência	(Jing),	
de	Qi	e	da	Mente.	Saúde,	força,	vitalidade,	felicidade,	vontade,	estabilidade	mental	
e	 lucidez	dependem	de	um	bom	suprimento	dessas	 três	 substâncias	vitais	 e	da	
interação	harmoniosa	entre	elas.	Se	a	essência	(Jing)	herdada	for	forte,	constituirá	
uma	base	de	vida	saudável	do	ponto	de	vista	físico	e	mental;	a	pessoa	apresentará	
uma	forte	resistência	contra	patologias.
Existem	cinco	tipos	de	constituição	(“padrões”)	a	serem	identificados,	de	
maneira	que	cada	um	se	refere	a	um	dos	cinco	elementos:
TÓPICO 2 | VISÃO DA MEDICINA ORIENTAL SOBRE SAÚDE
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Madeira	–	os	 tipos	madeira	apresentam	face	escura,	corpo	alto	e	esbelto	
e	 ombros	 largos.	 São	 caracterizados	 por	 seus	 ossos	 e	 tendões	 fortes	 e	 devem	
apresentar	costas	eretas	e	fortes.	São	trabalhadores	e	apresentam	tendência	para	a	
preocupação.	Algumas	das	características	incluem:	postura	marcial,	olhar	quente	
e	acima	do	horizonte,	ombros	 largos,	 límpido	e	ágil,	biótipo	esportista,	 corpo	e	
espírito	 impaciente,	 juventude,	 boa	 memória,	 risco	 de	 alteração	 brusca	 com	 a	
idade,	 inteligência	 criativa	 mas	 desordenada,	 emotivo,	 ativo,	 age	 sem	 refletir,	
por	impulso	ou	intuição,	com	vigor	e	precipitação,	entusiasta,	otimista,	ansioso,	
decidido.
Fogo	 –	 os	 tipos	 fogo	 apresentam	 face	 avermelhada,	 cabeça	 pontuda	 e	
pequena	 ou	 queixo	 proeminente,	 cabelos	 ondulados	 ou	 poucos	 cabelos,	 mãos	
pequenas	e	andar	rápido.	São	ativos	e	energéticos.	Tendem	a	ser	despreocupados	
quanto	à	riqueza	material	e	gostam	da	beleza.	Algumas	características	 incluem:	
postura	variável,	fugaz,	fica	ao	mesmo	tempo	pálido	(com	tendência	a	desmaio)	e	
vermelho	pela	emoção,	sorri	e	chora,	é	inconstante,	seu	olhar	fala,	boa	memória,	
mas,	às	vezes,	comprometida	pela	emoção,	crise	de	emotividade,	possessividade,	
nervoso,	 ansioso,	 sonhador,	 lunático,	 exibicionista,	 exercita	o	poder	de	 sedução	
constantemente,	dupla	personalidade.
Metal	–	os	tipos	metal	apresentam	ombros	largos	e	quadrados,	face	pálida	
triangular,	corpo	de	constituição	forte	e	andar	 lento.	São	meticulosos,	racionais,	
independentes	 e	 determinados.	 Algumas	 características	 incluem:	 postura	
longilínea,	 gestos	 medidos	 e	 refinados,	 transmite	 equilíbrio	 gentil,	 aspirando	
confiança	e	objetividade,	é	flexível	e	ágil,	impassível,	senso	de	observação	exata,	
visão	 analítica,	 não	 emotivo,	 guarda	 sentimentos,	 é	 ativo	 secundário,	 pouco	
esforçado	e	diferenciado,	cultiva	hábitos	com	previsão	e	seriedade,	é	reservado,	
respeitoso,	pontual,	espírito	coletivo,	raramente	se	comove,	mas	esconde	se	isso	
acontece,	autopiedade.
Terra	–	os	 tipos	 terra	apresentam	uma	compleição	escura	e	corpo	obeso,	
cabeça	e	barriga	grandes,	coxas	fortes	e	mandíbulas	largas,	são	calmos	e	generosos	
e	não	são	ambiciosos.	Andam	sem	levantar	os	pés	e	seu	ponto	forte	são	os	músculos.	
Algumas	características	 incluem:	postura	equilibrada,	é	centrado,	 terreno,	ossos	
espessos,	ombros	e	quadril	 largos,	 forte	 como	um	touro,	mas	 lento	para	 reagir,	
pouco	flexível,	aparenta	inércia	nas	formas	e	gestos,	tomando	uma	postura	de	força,	
calmo	e	generoso,	pratica	esporte	por	prazer,	mas	não	possui	perfil	de	competição,	
olhos	risonhos	e	maliciosos,	lábios	carnudos,	teme	umidade	e	calor,	boa	memória,	
espírito	prático,	histórias	alegres,	provérbios,	associações	de	ideias,	extrovertido,	
às	vezes,	oportunista/político,	criançola.
Água	–	os	tipos	água	apresentam	face	e	corpo	arredondados	e	pele	branca	
e	macia.	Adoram	o	movimento	e	sua	espinha	é	mais	longa	do	que	o	normal.	São	
simpáticos	 e	 levemente	 preguiçosos	 e	 nem	 sempre	 dizem	 a	 verdade.	 São	 bons	
comerciantes	 e	 leais	 ao	 trabalho	 dos	 colegas.	 São	 atentos,	 sensíveis	 e	 algumas	
vezes	 psíquicos.	 Algumas	 características	 incluem:	 pessoa	 retrovertida,	 tímida,	
postura	 introvertida,	olhar	para	o	chão,	musculatura	flácida,	 friorenta,	 sensível,	
chorosa,	compreensão	intelectual	falha,	memória	curta,	é	muito	ligada	ao	passado	
32
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
(memória	emocional	boa),	pessoa	não	ativa,	desanimada,	evita	situações	de	risco,	
pessoa	modesta,discreta,	insatisfação	pessoal,	tendência	a	lombalgias,	reumatismo,	
personalidade	derrotista,	pessimista.
Algumas	 alterações	 energéticas	 possuem	 sintomas	 característicos	 que	
podemos	identificar	tanto	na	anamnese	quanto	na	observação	das	características	
do	 indivíduo,	 como	 citamos	 acima.	 Podemos	 exemplificar	 alguns	 sintomas	
clínicos	que	 se	 apresentam	em	 casos	de	 alterações	 energéticas	mais	 comuns	de	
encontrarmos	em	nossa	prática	com	a	MTC:
Presença	da	dor	–	a	dor	pode	se	apresentar	de	forma	espontânea	em	alguma	
região	do	corpo	e,	ao	identificarmos	o	meridiano	energético	que	passa	pela	região	
desta	dor,	percebemos	que,	quando	palpada,	ela	fica	parcialmente	ou	totalmente	
sensível,	e	todo	o	trajeto	da	linha	deste	meridiano	pode	ficar	sensível	à	palpação.
Normalmente,	se	há	presença	de	dor	na	região	posterior	do	corpo	(costas),	
identificaremos	 quadros	 crônicos.	 Se	 há	 presença	 de	 dor	 na	 região	 anterior	 do	
corpo	(tórax),	identificaremos	quadros	mais	agudos.
Exemplo	de	diagnóstico	de	um	caso	patológico	–	uma	disfunção	no	baço-
pâncreas	afeta	o	transporte	de	nutrientes;	consequentemente,	isso	afeta	a	produção	
do	sangue;	este,	por	sua	vez,	causa	insuficiência	da	nutrição	no	sangue	no	coração.	
Neste	caso,	no	ciclo	de	geração,	o	filho	(baço-pâncreas	–	terra)	está	afetando	a	mãe	
(coração	–	fogo).
Abaixo,	uma	relação	de	sintomas	comuns	de	encontrarmos	na	avaliação	
de	um	indivíduo,	que	nos	irá	auxiliar	no	diagnóstico	de	acordo	com	a	Teoria	dos	
Cinco	Elementos:
Elemento	Metal	 –	 problemas	 respiratórios	 e	 eliminação:	 asma,	 dispneia,	
constipação,	 diarreia,	 colite,	 depressão,	 febre,	 aversão	 ao	 frio,	 dor	 na	 clavícula,	
ombros	e	braços.
Elemento	Água	–	problemas	de	controle	de	líquidos:	pressão	alta,	doença	
degenerativa,	impotência,	cansaço	constante,	fobias,	medos,	lombalgia,	dor	na	sola	
dos	pés,	cefaleia,	rigidez	no	pescoço.
Elemento	Madeira	 –	 problemas	 nos	 nervos:	 tontura,	 insônia,	 pesadelos,	
roer	unhas	e	tiques,	dores	de	cabeça,	dores	lombares	e	pescoço,	erupções	cutâneas,	
raiva	e	violência,	alergia,	intoxicação	e	vícios,	cefaleia,	dor	no	quadril	e	face	lateral	
da	perna,	cãibras	nas	pernas,	dor	mamária.
Elemento	Fogo	–	problemas	com	pressão	alta	e	calor:	doenças	cardíacas,	
pressão	alta,	impotência,	palpitações,	derrames,	câimbras	intestinais,	diverticulite,	
indigestão	aguda,	dor	na	face	interna	ou	lateral	do	braço	e	ao	longo	da	escápula,	
dor	no	pescoço	e	cotovelos.
TÓPICO 2 | VISÃO DA MEDICINA ORIENTAL SOBRE SAÚDE
33
LEITURA COMPLEMENTAR
OS TSUBOS
Ao	longo	dos	meridianos,	encontramos	pontos	que	condensam	energia,	os	
chamados	“tsubos”,	cuja	tradução	é	“abertura”,	“buraco”.	São	pontos	no	meridiano	
onde	o	Qi	pode	ser	mais	 facilmente	contatado	e	manipulado.	Está	comprovado	
que	esses	pontos	têm	resistência	elétrica	menor	do	que	a	região	à	sua	volta.	Eles	
funcionam	como	uma	espécie	de	amplificador,	passando	Qi	de	um	ponto	para	o	
seguinte.
De	 acordo	 com	 as	 leis	 de	Qi,	 os	 tsubos	 têm	 efeitos	 sutis.	Alguns	 fazem	
a	 ligação	 com	 outro	meridiano;	 outros	 influenciam	 o	 equilíbrio	 dos	 elementos;	
outros,	ainda,	podem	acalmar	a	mente	ou	reduzir	a	febre.
Quando	um	meridiano	se	encontra	desequilibrado,	pode	haver	deficiência	
de	Qi	ou	excesso.
Chamamos	 de	 KYO	 a	 condição	 de	 deficiência/carência	 de	 energia.	
Chamamos	JITSU	a	condição	de	excesso	de	energia.
As	áreas	ou	tsubos	Kyo	costumam	parecer	vazias	tanto	na	inspeção	quanto	
na	palpação.	Há	amortecimento,	flacidez	e	afrouxamento.	Em	geral,	cedem	quando	
pressionadas	e	é	agradável	ao	paciente,	pois,	ao	serem	tocadas,	recebem	energia	
(tonificação).
As	 áreas	 ou	 tsubos	 Jitsu	 são	 mais	 superficiais,	 mais	 fáceis	 de	 serem	
apalpadas	e	estão	cheias	 (sobrecarregadas,	 com	excesso)	de	energia.	Há	 tensão,	
rigidez	e	fechamento.	Podem	ficar	doloridas	espontaneamente	ou	doem	quando	
são	pressionadas.	A	dor	costuma	ser	aguda	(sedação).	
Estes	princípios	são	usados	para	diagnósticos.	É	mais	difícil	achar	e	tratar	
pontos	Kyo,	pois	muitas	vezes	estão	encobertos	por	uma	tensão	superficial.	
Por	isso	é	muito	importante	que	o	paciente	alcance	um	estado	de	relaxamento	
profundo,	sem	o	qual	não	conseguiremos	identificar	e	tratar	as	regiões	do	corpo	
que	estão	mais	Kyo,	e	que	são	a	essência	de	desequilíbrio	na	circulação	energética.
A	 pressão	 sobre	 os	 pontos	 KYO	 deverá	 ser	 LENTA	 E	 PROFUNDA,	
tonificação,	o	que	toma	mais	tempo	devido	ao	calor	ter	que	penetrar	profundamente	
para	normalizar	a	energia.	TONIFICAR	é	diferente	de	excitar	(pressão	superficial	
e	rápida).
Elemento	Terra	–	problemas	ligados	aos	alimentos,	ao	ambiente	e	ao	hábitat:	
náusea,	 vômito,	 perda	 de	 apetite,	 ânsia	 por	 comida,	 bulimia,	 úlceras,	 anorexia,	
indigestão	 crônica,	 ansiedade,	 claustrofobia,	 paralisia	 facial,	 pernas	 e	 pés	 frios,	
debilidade	dos	músculos	da	perna.
34
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Um	 paciente	 que	 se	 encontra	 em	 condições	 mais	 YANG	 (pontos	 Jitsu),	
deverá	 ter	 sua	 energia	 SEDADA.	A	 pressão	 sobre	 os	 pontos	 JITSU	 deverá	 ser	
RÁPIDA	E	VIGOROSA.
FONTE: PRADIPTO, M. J. Zen Shiatsu - equilíbrio energético e consciência do corpo. São Paulo: 
Editora Summus, 1986.
35
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico você viu que:
•	 A	medicina	oriental	 trata	o	homem	como	um	todo,	numa	visão	 integral,	que	
percebe	a	doença	não	como	um	fenômeno	isolado	e	casual,	mas	como	parte	de	
um	contexto.	É	chamada	de	medicina	holística	e	se	propõe	a	tratar	uma	pessoa	
na	sua	totalidade,	e	não	apenas	a	parte	doente.	Vê	o	homem	como	responsável	
pelos	seus	atos,	e	sua	saúde/doença	como	uma	extensão	do	seu	estilo	de	vida.
•	 As	patologias	são	consideradas	uma	consequência	natural	dos	agentes	internos	
ou	externos	que	caracterizam	uma	vida.
•	 O	 diagnóstico	 chinês	 baseia-se	 na	 anamnese,	 no	 exame	 dos	 padrões	 que	 se	
formam	no	organismo,	na	observação	visual	de	todo	o	indivíduo,	e	ainda	através	
da	palpação.	
•	 O	princípio	de	tratamento	deve	ser	feito	após	o	diagnóstico	completo	e	deve	ser	
elaborado	de	acordo	com	a	patologia	e	sua	causa.	A	definição	de	tonificar	ou	
sedar	a	energia	Qi	de	um	indivíduo	será	baseada	no	diagnóstico	correto	e	de	
acordo	com	as	condições	físicas	e	emocionais	encontradas.	
36
Elabore	uma	ficha	de	avaliação	da	MTC.
AUTOATIVIDADE
37
TÓPICO 3
CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO 
DE TÉCNICAS ORIENTAIS
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
O	 conhecimento	 de	 técnicas	 naturais,	 baseadas	 na	 relação	 harmônica	
Homem-Universo,	 torna-se,	 atualmente,	 uma	 questão	 de	 sobrevivência	 para	
a	 humanidade.	Nos	 últimos	 anos,	 a	 necessidade	de	 relaxar	 corpo	 e	mente	 tem	
levado	um	número	crescente	de	pessoas	à	redescoberta	de	prática	antigas,	visando	
à	restauração	da	ordem	natural	interna	e	externamente.	Normalmente,	são	práticas	
desenvolvidas	 no	 Oriente	 há	 milhares	 de	 anos,	 com	 objetivos	 terapêuticos	 ou	
estéticos	extremamente	eficazes.	
Podemos	 considerar	 que	 estas	 técnicas	 existem	 desde	 que	 o	 primeiro	
homem	pressionou	ou	massageou	seu	corpo	instintivamente	ao	sentir	uma	dor,	
um	ato	 reflexo	de	 levar	 a	mão	 a	um	ponto	doloroso.	Em	 todas	 elas,	 o	 objetivo	
sempre	inclui	a	melhora	da	qualidade	de	vida	de	todos	os	seres	humanos.
2 AROMATERAPIA
A	aromaterapia	é	uma	terapia	que	utiliza	óleos	essenciais	puros	e	de	origem	
controlada	para	o	tratamento	de	distúrbios	de	saúde,	assim	como	prevenção	de	
doenças	e	manutenção	de	saúde.
De	 determinadas	 plantas	 aromáticas	 é	 extraído	 o	 óleo	 essencial	 a	 ser	
aplicado	 isoladamente	ou	em	combinação	com	outros	aromas,	dependendo	das	
enfermidades	e	do	indivíduo.
“Aromaterapia é uma parte da fitoterapia na qual se realiza a aplicação terapêutica 
de plantas aromáticas (que são plantas ricas em óleos essenciais) ou óleos essenciais naturais 
extraídos de diversas partes dessas plantas, por diversas vias de aplicação que podem passar ou 
não pelo sistemaolfativo, de forma que os óleos essenciais desenvolvem efeitos terapêuticos 
fisiológicos e psicológicos de forma farmacológica, sendo que, são adicionados aos efeitos 
farmacológicos os efeitos olfativos dos óleos essenciais quando utilizadas as vias que passam 
pelo sistema olfativo” (LYRA, 2010, p. 3).
NOTA
38
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Óleos	 essenciais	 são	 substâncias	 voláteis	 extremamente	 concentradas,	
que	 possuem	 princípios	 ativos	 de	 acordo	 com	 suas	 composições	 químicas.	
Dependendo	 da	 planta,	 o	 óleo	 essencial	 terá	 características	 diferenciadas	 de	
aroma,	cor	e	densidade.	Os	óleos	essenciais	podem	ser	usados	diluídos	em	veículos	
carregadores	sobre	a	pele,	através	de	massagens,	cremes,	loções,	gel	ou	puro,	ou	
ainda	através	da	inalação.	Dependendo	da	forma	de	uso,	provocará	efeitos	físicos,	
mentais	e	emocionais,	alterando	respiração,	batimentos	cardíacos,	pressão	arterial,	
estados	de	ânimo,	concentração	etc.
Esses	óleos	devem	ser	100%	puros	e	de	origem	rigorosamente	controlada,	
a	 fim	 de	 que	 sua	 composição	 química	 e	 energética	 não	 se	 altere,	mantendo-se	
adequada	 para	 fins	 terapêuticos.	 Eles	 podem	 ser	 extraídos	 de	 diversas	 regiões	
da	 planta:	 flor,	 folha,	 raiz,	 madeira,	 fruto,	 semente	 e	 resina.	 Aromaterapia	 de	
qualidade	se	faz	com	óleo	essencial	de	qualidade.
Temos	 que	 lembrar	 que	 a	 aromaterapia	 não	 é	 uma	 técnica	 diagnóstica.	
Para	diagnóstico,	utilizamos	outras	 técnicas,	 como	medicina	chinesa,	 iridologia,	
simples	anamnese,	entre	outras.	Um	bom	diagnóstico	é	pelo	menos	50%	de	um	
bom	 tratamento,	portanto,	 é	muito	 importante	 se	aperfeiçoar	em	bons	métodos	
diagnósticos	para	desenvolver	uma	terapia	eficiente	(LYRA,	2010).
Na	 aromaterapia	 se	 utilizam	 os	 óleos	 essenciais	 puros	 para	 os	 efeitos	
terapêuticos.	 Porém,	 estes	 podem	 ter	 os	 óleos	 vegetais	 como	 emoliente	 e	 base,	
principalmente	quando	for	utilizado	em	terapias	como	a	massagem,	por	exemplo.	
A	principal	diferença	entre	os	dois	tipos	de	óleo	está	no	tamanho	de	suas	
moléculas,	 sendo	 o	 óleo	 essencial	 com	moléculas	 pequenas	 (terpenos)	 e	 o	 óleo	
vegetal	 com	 moléculas	 grandes	 (ácidos	 grados).	 Além	 disso,	 o	 óleo	 essencial,	
quando	evapora,	deixa	resíduos,	é	leve	ao	tato,	é	aromático	e	terapêutico.	Enquanto	
o	óleo	vegetal,	quando	evapora,	deixa	nódoas,	é	untuoso	ao	tato,	tem	cheiro	típico	
de	óleo	e	é	emoliente.
Acesse:<http://pt.slideshare.net/emprendeperu/apostilaaromaterapialt>e 
consulte a tabela das diferenças dos óleo utilizados nesta técnica, além de se aprofundar no 
assunto com uma literatura clara e objetiva. Boa leitura!
2.1 HISTÓRIA DA AROMATERAPIA
Desde	 o	 início	 do	 desenvolvimento	 da	 química	 e	 da	 farmácia	 os	 óleos	
essenciais	 já	 vinham	 sendo	 pesquisados,	 principalmente	 suas	 propriedades	
terapêuticas,	mas	 teria	 sido	 por	 volta	 dos	 anos	 de	 1920	 que	 o	 químico	 francês	
René	 Maurice	 Gattefossé	 teria	 começado	 seus	 estudos	 com	 óleos	 essenciais	 e	
DICAS
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
39
sua	utilização	 terapêutica,	 levando-o	ao	 lançamento	do	1º	 livro	sobre	o	assunto	
Aromathérapie: Les huiles essentielles hormones végétales.	 Gattefossé	 foi	 quem,	 em	
1928,	inventou	a	palavra	“aromaterapia”.	
Logo	 com	 seu	 lançamento,	 Aromathérapie,	 de	 Gattefossé,	 atraiu	 grande	
atenção	de	pesquisadores,	estudiosos	e	profissionais	da	área	da	saúde,	dentre	estes	
um	médico,	Dr.	Jean	Valnet,	que	já	atuava	com	a	utilização	prática	da	fitoterapia.														
O	Dr.	Jean	Valnet	teria	sido	quem	estruturou	a	terapia	com	o	uso	de	óleos	
essenciais,	dando-lhe	uma	abordagem	mais	clínica	com	a	utilização	oral	de	óleos	
essenciais	e	seu	uso	como	medicamento.	Uma	das	maiores	observações	feitas	pelo	
Dr.	Jean	Valnet	foi	a	respeito	das	propriedades	antibióticas	dos	óleos	essenciais,	
o	que	ele	teria	notado	inicialmente	durante	a	Segunda	Guerra	Mundial,	quando	
esteve	atuando	como	médico	das	 forças	armadas	 francesas.	Então,	em	conjunto	
com	outros	pesquisadores	franceses,	como	o	Dr.	Jean-Claude	Lapraz	e	Christian	
Duraffourd,	demonstraram	que	óleos	essenciais	são	os	antibióticos	naturais	mais	
eficazes	contra	infecções.	
Posteriormente,	 depois	 da	 Segunda	 Guerra	 Mundial,	 a	 bioquímica	
australiana	 Marguerite	 Maury	 publicou,	 em	 1961,	 o	 livro	 Le Capital Jeunesse, 
traduzido	em	1964,	na	Inglaterra,	por	Danièle	Ryman,	tendo	sido	o	gancho	forte	
para	a	inserção	da	técnica	neste	país.	
Quando	 a	 aromaterapia	 foi	 importada	 para	 a	 Inglaterra,	 em	 meados	
do	 século	XIX,	 ela	 foi	 introduzida	 através	 da	 estética.	O	 código	 de	 práticas	 da	
estética	na	Inglaterra	não	permite	a	administração	de	nada	oralmente	e	isto	ficou	
registrado	 nos	 códigos	 das	 primeiras	 associações	 de	 aromaterapia	 e	 as	 últimas	
têm	feito	o	mesmo.	Assim,	a	prática	clínica	com	estudo	aprofundado	de	química	
e	 utilização	 oral	 na	 França	 deixou	 lugar,	 na	 Inglaterra,	 para	 uma	 forma	 mais	
simples	de	uso	dos	óleos	através	do	emprego	de	cremes,	massagem	e	 inalação.	
Esta	forma	de	prática	passou	a	ser	conhecida	pelos	franceses	como	o	“Estilo	Inglês	
de	Aromaterapia”,	o	que	fez	a	técnica	se	dividir	em	dois	grandes	sistemas:	aquele	
que	podemos	denominar,	hoje,	de	aromaterapia	francesa	(ou	aromatologia	–	que	
é	mais	profunda),	e	a	aromaterapia	inglesa	(ou	simplesmente	aromaterapia	–	que	
é	mais	simples).	
Não	podemos	datar	 com	exatidão	a	primeira	extração	por	destilação	do	
que	chamamos	de	óleos	essenciais.	Há	alguns	milhares	de	anos,	ervas	aromáticas,	
bálsamos	e	resinas	eram	empregados	para	embalsamar	cadáveres,	em	cerimônias	
religiosas	ou	sacrifícios,	e	nenhum	documento	que	permaneceu	daquela	época	fala	
com	exatidão	do	uso	de	óleos	essenciais	isolados.
A	história	da	aromaterapia	pode	ser	resumida	em	quatro	grandes	épocas:
Na	 primeira,	 plantas	 aromáticas	 eram	 utilizadas	 tais	 como	 elas	 são:	 na	
alimentação,	inicialmente,	sob	a	forma	de	macerações	e,	em	seguida,	em	infusões	
ou	decantações.
40
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
A	 segunda	 é	 aquela	 na	 qual	 as	 plantas	 aromáticas	 eram	 queimadas	 ou	
postas	para	infundir	ou	macerar	em	um	óleo	vegetal.	Nesta	época	surgiu	a	noção	
de	atividade	ligada	à	substância	odorificante.	
Durante	 a	 terceira	 época	 interveio	 a	pesquisa	de	 extração	da	 substância	
odorificante.	É	o	nascimento	do	conceito	de	óleo	essencial,	que	resultou	na	criação	
e	no	desenvolvimento	da	destilação.
Por	 fim,	 no	 período	 moderno,	 quarta	 época,	 o	 conhecimento	 dos	
componentes	dos	óleos	essenciais	é	levado	em	conta	para	explicar	as	atividades	
físicas,	químicas,	bioquímicas	e,	recentemente,	eletrônicas	dos	aromas	vegetais.
Na	China,	3.500	anos	antes	de	nossa	era,	ao	longo	do	rio	Jovem,	as	madeiras	
aromáticas	eram	utilizadas	como	incenso.	É	provável	que	nesta	mesma	época,	no	
mesmo	lugar,	foi	descoberto	o	processo	de	extração	de	óleos	essenciais	a	partir	da	
infusão	de	plantas.	Há	4.500	anos	aproximadamente,	Shen	Nung	redigiu	o	mais	
importante	 tratado	 de	 fitoterapia,	 no	 qual	 cita	 numerosas	 plantas	 aromáticas.	
Nesta	mesma	época,	o	Houang-Ti	Nei-Jing	Su-Wen	fazia	referências	à	utilização	
de	 preparações	 óleo-aromáticas	 para	 a	massagem.	O	 livro	 de	medicina	 interna	
do	antigo	Imperador	Amarelo	da	China	fala	sobre	o	uso	de	remédios	aromáticos,	
como	o	opium	e	o	gengibre,	muitos	destes	empregados	não	só	terapeuticamente,	
mas,	inclusive,	em	cerimônias	religiosas,	como	o	Li-ki	e	Tcheou-Li.
Os	 antigos	 egípcios	 isolaram	 vários	 perfumes	 e	 conheciam	 os	 óleos	
essenciais	 de	 terebintina	 e	 de	mastique,	 sem	 dúvida	 o	 primeiro	 óleo	 essencial	
obtido	a	partir	da	destilação	a	seco.	
Vasos	de	alabastro	encontrados	em	antigas	tumbas	dos	faraós	continham	
óleos	essenciais	e	datavam	de	mais	de	6.000	anos.Os	egípcios	empregaram	gomas	
e	 óleos	 no	 processo	 de	 embalsamento	 de	 cadáveres,	 eram	 peritos	 na	 área	 de	
cosmetologia	e	reconhecidos	por	seus	preparados	de	ervas.
Os	vinhos	 aromáticos	 eram	utilizados	por	 suas	virtudes	 anestésicas.	No	
entanto,	é	na	mumificação,	constituída	na	impregnação	completa	dos	tecidos	do	
defunto	com	uma	mistura	de	extratos	aromáticos,	e	de	maneira	particular	de	óleos	
de	cedro	e	de	manjericão,	que	seu	uso	nos	deixou	traços	mais	precisos.	Enfim,	as	
fumigações	aromáticas	eram	largamente	utilizadas	a	partir	da	mistura	de	sessenta	
plantas:	 o	 Kyphi.	 Este	 era	 igualmente	 empregado	 como	 remédio	 e	 queimado	
nas	 habitações	 para	 desinfetá-las.	 Esta	 mistura	 fitoaromática	 continuou	 a	 ser	
amplamente	utilizada	na	Grécia	e	em	Roma.
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
41
Dadas todas essas passagens culturais e mudanças, o panorama da aromaterapia 
não é bem definido mesmo na atualidade. Hoje em dia, ela é uma terapia essencialmente 
europeia (onde foi mais desenvolvida) e dividida entre a visão científica e os conhecimentos 
empíricos históricos não comprovados.
2.2 COMO FUNCIONA A AROMATERAPIA
A	aromaterapia	tem	dois	principais	mecanismos	de	ação:	o	mecanismo	de	
ação	farmacológico	e	o	mecanismo	de	ação	olfativo.	Conhecer	bem	os	mecanismos	
de	ação	dos	óleos	essenciais	é	importante	para	se	decidir	como	serão	aplicados	para	
cada	caso.	A	atuação	do	óleo	essencial	não	é	definida	pelo	seu	modo	de	aplicação,	
mas	cada	modo	de	aplicação	poderá	facilitar	certa	atuação	desejada.
O	mecanismo	de	ação	farmacológico	se	baseia	na	absorção	dos	componentes	
químicos	do	óleo	essencial,	ou	seja,	os	componentes	chegam	à	corrente	sanguínea.	
A	partir	de	lá,	cada	componente	irá	migrar	para	determinados	tecidos	por	afinidade	
e	atração	química.
O	mecanismo	de	 ação	 olfativo	 se	 baseia	 na	 captação	das	moléculas	 dos	
compostos	químicos	dos	óleos	essenciais	na	mucosa	nasal.	Quando	captados	pela	
mucosa	nasal,	os	óleos	essenciais	se	ligam	a	receptores	para	moléculas	aromáticas	
no	 epitélio	 olfativo.	 Esses	 receptores	 são	 projeções	 nervosas	 do	 bulbo	 olfativo,	
que	 se	 comunica	 com	 o	 sistema	 nervoso	 central	 em	 diversos	 níveis	 (corticais	
e	 subcorticais).	 A	 partir	 dessa	 comunicação,	 os	 aromas	 podem	 influenciar	 o	
funcionamento	do	sistema	nervoso,	influenciando,	portanto,	as	funções	de	centros	
mentais,	emocionais	e	de	controle	físico.
2.3 FICHAS DOS ÓLEOS ESSENCIAIS
Alecrim
Nome	científico:	Rosmarinus officinalis.
Nota:	baixa.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	madeira	(VB	e	F),	fogo	(ID	e	C),	
terra	(E)	e
metal	(IG).
Região	de	extração:	folha.
Arquétipo:	criatividade.
Par	de	oposição:	Tea-tree	(estafa).
Composição	química:	cetonas,	hidrocarbonetos	monoterpênicos	e	óxidos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	lamiaceae.
NOTA
42
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Propriedades:	 analgésico,	 antimicrobiano,	 antioxidante,	 antirreumático,	
antisséptico,	 	 antiespasmódico,	 afrodisíaco,	 adstringente,	 carminativo,	 cefálico,	
colagogo,	 colerético,	 cicatrizante,	 cordial,	 citofilático,	 diaforético,	 digestivo,	
emenagogo,	fungicida,	hepático,	hipertensivo,	nervino,	parasiticida,	restaurativo,	
rubefaciente,	estimulante	(circulatório,	córtex	adrenal,	hepatobiliar),	estomáquico,	
sudorífico,	tônico	(nervoso,	geral),	vulnerário.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	caspa,	dermatite,	eczema,	cabelo	oleoso,	 repelente	de	 insetos,	
crescimento	 capilar,	 regula	 seborreia,	 estimulante	 do	 couro	 cabeludo,	 lêndea,	
veias	varicosas.
Circulação,	músculo	 e	 articulações:	 arteriosclerose,	 retenção	de	 líquidos,	
gota,	dores	musculares,	palpitação,	má	circulação,	reumatismo.
Sistema	respiratório:	asma,	bronquite,	tosse.
Sistema	 digestivo:	 colite,	 dispepsia,	 flatulência,	 distúrbios	 hepáticos,	
hipercolesterolemia.
Sistema	gênito-urinário:	dismenorreia,	leucorreia.
Sistema	imune:	resfriado,	gripe,	infecção.
Sistema	 nervoso:	 fraqueza,	 dor	 de	 cabeça,	 hipotensão,	 nevralgia,	 fadiga	
nervosa,	exaustão	nervosa,	estresse.
Precauções:	 queima	 se	 colocado	 na	 região	 genital;	 excesso	 causa	
envenenamento;	 induz	à	epilepsia;	 induz	medo	e	 timidez	em	animais;	não	usar	
durante	a	gravidez;	não	usar	com	hipertensos,	epiléticos,	lactantes;	irritante;	pode	
causar	insônia	se	usado	à	noite;	antídoto	homeopático.
Bergamota
Nome	científico:	Citrus aurantium v. bergamia
Nota:	alta.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	 elementos:	 atua,	principalmente,	 em	madeira	 (VB),	 fogo	 (ID	 e	C),	
terra	(BP)	e	água	(B).
Região	de	extração:	fruto.
Arquétipo:	Relaxamento	ideal.
Composição	química:	ésteres	e	hidrocarbonetos	monoterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	rutaceae	(organizadores).
Propriedades:	 analgésico,	 anti-helmíntico,	 antidepressivo,	 antisséptico	
(pulmonar,	gênito-urinário),	antiespasmódico,	antitóxico,	carminativo,	digestivo,	
diurético,	desodorante,	febrífugo,	laxante,	parasiticida,	rubefaciente,	estimulante,	
estomáquico,	tônico,	vermífugo,	vulnerário.
Usos	tradicionais:
Pele:	 acne,	 bolhas,	 esfolados,	 eczema,	 repelente	 de	 insetos,	 picadas	 de	
insetos,	pele	oleosa,	psoríase,	manchas,	úlceras	varicosas,	feridas.
Sistema	respiratório:	halitose,	infecções	orais,	dor	de	garganta,	amigdalite.
Sistema	digestivo:	flatulência,	perda	de	apetite.
Sistema	gênito-urinário:	cistite,	leucorreia,	prurido.
Sistema	imune:	resfriado,	febre,	gripe,	doenças	infecciosas.
Sistema	nervoso:	ansiedade,	depressão,	estresse,	refrescante	e	animador.
Precauções:	 fotossensível,	 não	 tomar	 sol;	 cuidado	 com	 a	 pele	 sensível;	
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
43
máximo	de	1%	em	massagens;	não	usar	com	hipotensos	porque	abaixa	a	pressão	
arterial.
Camomila
Nome	científico:	Anthemis nobilis.
Nota:	média.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	madeira	(VB),	fogo	(ID),	terra	
(E,	BP)	e	metal	(IG).
Região	de	extração:	flor.
Arquétipo:	agitação.
Par	de	oposição:	Junípero	(exaustão).
Composição	química:	ésteres.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	asteraceae.
Propriedades:	 analgésico,	 antianêmico,	 antinevrálgico,	 antiflogístico,	
antisséptico,	 antiespasmódico,	 bactericida,	 carminativo,	 colagogo,	 cicatrizante,	
digestivo,	 emenagogo,	 febrífugo,	 hepático,	 hipnótico,	 sedativo	 nervoso,	
estomáquico,	sudorífico,	tônico,	vermífugo,	vulnerário.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	alergia,	bolhas,	queimaduras,	cortes,	esfolados,	dermatite,	dor	
de	ouvido,	eczema,	cuidados	com	os	cabelos,	inflamação,	picada	de	insetos,	pele	
sensível,	dor	de	dente,	feridas.
Sistema	 circulatório,	 músculos	 e	 articulações:	 artrite,	 juntas	 inflamadas,	
dores	musculares,	nevralgia,	reumatismo,	entorses.
Sistema	digestivo:	dispepsia,	cólica,	indigestão,	náusea.
Sistema	gênito-urinário:	dismenorreia,	menopausa,	menorragia.
Sistema	 nervoso:	 dor	 de	 cabeça,	 insônia,	 tensão	 nervosa,	 enxaqueca,	
estresse.
Precauções:	crise	da	cura	(piora	antes	de	melhorar);	aflora	emoção	na	parte	
do	corpo	que	precisa	ser	trabalhada;	há	muita	falsificação	de	camomila	azul	como	
artemísia;	nunca	usar	na	gravidez.
Canela
Nome	científico:	Cinnamomum zeylanicum.
Nota:	baixa
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	madeira	(VB,	F),	fogo	(TA,	CS),	
terra	(E,	BP)	metal	(IG,	P)	e	água	(B,	R).
Região	de	extração:	árvore.
Arquétipo:	homem.
Par	de	oposição:	Cravo	(mulher).
Composição	química:	fenilpropanos	(1).
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	lauraceae.
Propriedades:	 anti-helmíntico,	 antidiarreico,	 antídoto	 (para	 veneno),	
antimicrobiano,	 antisséptico,	 antiespasmódico,	 antiputrescente,	 afrodisíaco,	
adstringente,	 carminativo,	 digestivo,	 emenagogo,	 hemostático,	 orexigênico,	
parasiticida,	 refrigerante,	 espasmolítico,	 estimulante	 (cardíaco,	 circulatório,	
respiratório),	estomáquico,	vermífugo.
44
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONALCHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Usos	tradicionais:
Pele:	lêndea,	esfolados,	cuidados	com	dentes	e	gengiva,	verrugas,	picada	
de	vespa.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	má	circulação,	reumatismo.
Sistema	digestivo:	anorexia,	colite,	diarreia,	dispepsia,	infecção	intestinal,	
má	digestão,	espasmo.
Sistema	gênito-urinário:	parto	(estimula	contrações),	frigilidade,	leucorreia,	
metrorragia,	períodos	irregulares.
Sistema	imune:	resfriado,	arrepio,	gripe,	doenças	infecciosas.
Sistema	nervoso:	fraqueza,	exaustão	nervosa,	estresse.
Precauções:	máximo	de	1%;	não	aplicar	diretamente	na	pele;	alta	dosagem	
é	irritante	e	abortivo;	melhor	usar	em	compressa,	spray	ambiental	e	aromatizador;	
não	usar	durante	a	gravidez;	não	usar	com	quem	tem	miomas	nem	na	menopausa;	
cuidado,	pois	aumenta	o	fluxo	sanguíneo	e	antecipa	a	menstruação;	limpa	o	sangue	
e	deixa	o	sangue	mais	fino.
Cedro
Nome	científico:	Cedrus altlantica.
Nota:	baixa.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	terra	(E).
Região	de	extração:	árvore.
Arquétipo:	Aconchego.
Composição	química:	aldeídos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	cupressaceae	(direcionadores).
Propriedades:	 antisséptico,	 antiputrescente,	 antisseborreico,	 afrodisíaco,	
adstringente,	 diurético,	 expectorante,	 fungicida,	mucolítico,	 sedativo	 (nervoso),	
estimulante	(circulatório),	tônico.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	caspa,	dermatite,	eczema,	infecções	fúngicas,	pele	oleosa,	queda	
de	cabelo,	erupções	cutâneas,	úlceras.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	artrite,	reumatismo.
Sistema	respiratório:	bronquite,	catarro,	congestão,	tosse.
Sistema	genito-urinário:	cistite,	leucorreia,	prurido.
Sistema	nervoso:	tensão	nervosa,	estresse.
Precauções:	não	usar	durante	a	gravidez;	não	usar	com	hipertensos;	pode	
irritar	a	pele.
Cipreste
Nome	científico:	Cupressus sempervirens.
Nota:	baixa.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	fogo	(TA)	e	água	(B).
Região	de	extração:	folha.
Arquétipo:	descanso	espiritual.
Composição	química:	hidrocarbonetos	monoterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	cupressaceae	(direcionadores).
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
45
Propriedades:	antirreumático,	antisséptico,	antiespasmódico,	adstringente,	
desodorante,	diurético,	hepático,	sudorífico,	tônico,	vasoconstritor.
Usos	tradicionais:
Pele:	hemorroidas,	pele	oleosa,	transpiração	excessiva,	repelente	de	insetos,	
sangramento	de	gengiva,	veias	varicosas,	feridas.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	celulite,	cãibra	muscular,	edema,	
má	circulação,	reumatismo.
Sistema	respiratório:	asma,	bronquite,	tosse	espasmódica.
Sistema	gênito-urinário:	dismenorreia,	menopausa,	menorragia.
Sistema	nervoso:	tensão	nervosa,	estresse.
Precauções:	excesso	pode	causar	entorpecimento	cerebral.
Citronela
Nome	científico:	Cymbopogon nardus.
Nota:	alta.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	terra	(E).
Região	de	extração:	folha.
Arquétipo:	limpeza.
Par	de	oposição:	Erva-doce	(desintoxicação).
Composição	química:	aldeídos,	ésteres	e	óxidos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	poaceae.
Propriedades:	 antisséptico,	 antiespasmódico,	 bactericida,	 desodorante,	
diaforético,	diurético,	 emenagogo,	 febrífugo,	 fungicida,	 inseticida,	 estomáquico,	
tônico,	vermífugo.
Usos	tradicionais:
Pele:	transpiração	excessiva,	pele	oleosa,	repelente	de	insetos.
Sistema	imune:	resfriado,	gripe,	infecções	leves.
Sistema	nervoso:	fadiga,	dor	de	cabeça,	enxaqueca,	nevralgia.
Precauções:	 não	 usar	 em	 casos	 de	 problemas	 cardíacos;	 pode	 causar	
taquicardia	 ou	 simples	 aceleramento	 dos	 batimentos	 cardíacos;	 pode	 causar	
alergia.
Cravo
Nome	científico:	Syzygyum aromaticum.
Nota:	baixa.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	madeira	(VB,	F)	e	fogo	(C).
Região	de	extração:	flor.
Arquétipo:	mulher.
Par	de	oposição:	Canela	(homem	adulto).
Composição	química:	fenilpropanos	(1).
Família	e	grupo	de	afinidade:	myrtaceae.
Propriedades:	 anti-helmíntico,	 antibiótico,	 antiemético,	 anti-histamínico,	
antirreumático,	 antinevrálgico,	 antioxidante,	 antisséptico,	 antiviral,	 afrodisíaco,	
carminativo,	 contrairritante,	 expectorante,	 larvicida,	 espasmolítico,	 estimulante,	
estomáquico,	vermífugo.
46
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Usos	tradicionais:
Pele:	 acne,	 pé	 de	 atleta,	 esfolado,	 queimaduras,	 cortes,	 repelente	 de	
mosquito,	dor	de	dente,	úlcera,	feridas.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	artrite,	reumatismo,	entorses.
Sistema	respiratório:	asma,	bronquite.
Sistema	digestivo:	cólica,	dispepsia,	náusea.
Sistema	imune:	resfriado,	gripe,	infecções	leves.
Precauções:	não	usar	internamente;	pode	aquecer	muito	a	pele;	não	aplicar	
em	feridas	expostas;	máximo	de	1%.
Erva-doce
Nome	científico:	Foeniculum vulgare.
Nota:	média.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	 elementos:	 atua,	 principalmente,	 em	madeira	 (VB),	 fogo	 (CS,	 C),	
terra	(E,	BP),	metal	(IG,	P),	água	(B,	R).
Região	de	extração:	semente.
Arquétipo:	desintoxicação.
Par	de	oposição:	Citronela	(limpeza).
Composição	química:	fenóis	e	hidrocarbonetos	sesquiterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	asteraceae.
Propriedades:	 aperitivo,	 anti-inflamatório,	 antimicrobiano,	 antisséptico,	
antiespasmódico,	 carminativo,	 depurativo,	 diurético,	 emenagogo,	 expectorante,	
galactagogo,	 laxante,	 orexigênico,	 estimulante	 (circulatório),	 esplênico,	
estomáquico,	tônico,	vermífugo.
Usos	tradicionais:
Pele:	esfolados,	pele	sem	vida,	envelhecida	e	oleosa,	piorreia.
Sistema	 circulatório,	 muscular	 e	 articular:	 celulite,	 obesidade,	 edema,	
reumatismo.
Sistema	respiratório:	asma,	bronquite.
Sistema	 digestivo:	 anorexia,	 cólica,	 constipação,	 dispepsia,	 flatulência,	
soluço,	náusea.
Sistema	 gênito-urinário:	 amenorreia,	 leite	 insuficiente	 (mãe	 em	 fase	 de	
amamentação),	menopausa.
Precauções:	 pode	 irritar	 a	 pele;	 pode	 causar	 excitação,	 alucinação	 e	 até	
convulsão.
Eucalipto
Nome	científico:	Eucalyptus globulus, staigeriana ou	citriodora.
Nota:	alta.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	fogo	(TA),	metal	(P)	e	água	(R).
Região	de	extração:	folha.
Arquétipo:	respiração	plena.
Composição	 química:	 álcoois	 sesquiterpênicos,	 hidrocarbonetos	
monoterpênicos	e	óxidos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	myrtaceae	(direcionadores).
Propriedades:	 analgésico,	 antinevrálgico,	 antirreumático,	 antisséptico,	
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
47
antiespasmódico,	 antiviral,	 balsâmico,	 cicatrizante,	 descongestionante,	
desodorante,	 depurativo,	 diurético,	 expectorante,	 febrífugo,	 hipoglicêmico,	
parasiticida,	profilático,	rubefaciente,	estimulante,	vermífugo,	vulnerário.
Usos	tradicionais:
Pele:	queimaduras,	farpas,	cortes,	herpes,	picada	de	insetos,	repelente	de	
insetos,	lêndea,	infecções	de	pele,	feridas.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	dores	musculares,	má	circulação,	
artrite	reumatoide,	entorses	e	outros.
Sistema	respiratório:	asma,	bronquite,	catarro,	tosse,	sinusite,	infecções	de	
garganta.
Sistema	gênito-urinário:	cistite,	leucorreia.
Sistema	imune:	varicela,	resfriado,	gripe,	epidemia,	sarampo.
Sistema	nervoso:	fraqueza,	dor	de	cabeça,	nevralgia.
Precauções:	pode	irritar	a	pele;	pode	sufocar	crianças	de	até	6	anos;	quando	
usado	para	acalmar,	usar	em	baixa	concentração;	antídoto	homeopático;	cuidado	
com	verbalização.
Gerânio
Nome	científico:	Pelargonium odorantissimo.
Nota:	média.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	fogo	(C),	terra	(E)	e	água	(B).
Região	de	extração:	flor.
Arquétipo:	guerreiro.
Par	de	oposição:	Ilang-ilang	(donzela).
Composição	química:	álcoois	monoterpênicos	e	ésteres.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	geraniaceae.
Propriedades:	 antidepressivo,	 anti-hemorrágico,	 anti-inflamatório,	
antisséptico,	 adstringente,cicatrizante,	 desodorante,	 diurético,	 fungicida,	
hemostático,	estimulante	(córtex	adrenal),	tônico,	vermífugo,	vulnerário.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	esfolados,	capilares	rompidos,	queimaduras,	pele	congestionada,	
cortes,	dermatite,	eczema,	hemorroidas,	lêndea,	pele	oleosa	e	envelhecida,	repelente	
de	mosquito,	úlcera,	feridas,	tínea.
Sistema	 circulatório,	muscular	 e	 articular:	 celulite,	mamas	 engorgitadas,	
edema,	má	circulação.
Sistema	respiratório:	dor	de	garganta,	amigdalite.
Sistema	gênito-urinário	e	endócrino:	glândulas	adrenocorticais,	distúrbios	
menstruais,	TPM.
Sistema	nervoso:	tensão	nervosa,	nevralgia,	estresse.
Precauções:	diluir	para	peles	sensíveis;	não	usar	durante	a	gravidez.
Ilangue-ilangue
Nome	científico:	Cananga odorata.
Nota:	média.
Yin/Yang: Yin.
48
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	madeira	(F),	fogo	(TA,	CS,	C),	
metal	(P)	e	água	(B,	R).
Região	de	extração:	flor	e	folha.
Arquétipo:	donzela.
Par	de	oposição:	Gerânio	(guerreiro).
Composição	química:	álcoois	sesquiterpênicos	e	ésteres.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	anonaceae.
Propriedades:	afrodisíaco,	antidepressivo,	anti-infeccioso,	antisseborreico,	
antisséptico,	 eufórico,	 hipotensor,	 nervino,	 regulador,	 sedativo	 (nervoso),	
estimulante	(circulatório),	tônico.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	crescimento	capilar,	condicionador	capilar,	picadas	de	insetos,	
pele	irritada	e	oleosa,	cuidados	gerais	com	a	pele.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	pressão	arterial	alta,	hiperpneia,	
taquicardia,	palpitação.
Sistema	 nervoso:	 depressão,	 frigilidade,	 impotência,	 insônia,	 tensão	
nervosa,	estresse.
Precauções:	não	usar	com	hipotensos;	em	alta	dosagens,	dá	dor	de	cabeça	
e	náusea.
Jasmim
Nome	científico:	Jasminum officinalis.
Nota:	média.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	 elementos:	 atua,	 principalmente,	 em	 terra	 (E,	 BP),	metal	 (IG,	 P)	 e	
água	(B,	R).
Região	de	extração:	flor.
Arquétipo:	rei.
Par	de	oposição:	Rosa	(rainha).
Composição	química:	álcoois	monoterpênicos	e	ésteres.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	oleaceae.
Propriedades:	 analgésico	 leve,	 antidepressivo,	 anti-inflamatório,	
antisséptico,	antiespasmódico,	afrodisíaco,	carminativo,	cicatrizante,	expectorante,	
galactagogo,	sedativo,	tônico	(uterino).
Usos	tradicionais:
Pele:	pele	seca,	irritada	e	sensível.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	espasmos	musculares,	entorses.
Sistema	respiratório:	dismenorreia,	frigilidade,	dores	de	parto,	distúrbios	
uterinos.
Sistema	nervoso:	depressão,	exaustão	nervosa,	estresse.
Precauções:	 contraindicado	 no	 primeiro	 trimestre	 de	 gravidez;	 cuidado	
com	o	excesso.
Junípero
Nome	científico:	Juniperus communis.
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
49
Nota:	baixa.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	fogo	(C),	terra	(E,	BP),	metal	(P)	
e	água	(R).
Região	de	extração:	fruto.
Arquétipo:	exaustão.
Par	de	oposição:	Camomila	(agitação).
Composição	 química:	 álcoois	 monoterpênicos	 e	 hidrocarbonetos	
monoterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	cupressaceae.
Propriedades:	 antirreumático,	 antisséptico,	 antiespasmódico,	 antitóxico,	
afrodisíaco,	 adstringente,	 carminativo,	 cicatrizante,	 depurativo,	 diurético,	
emenagogo,	nervino,	parasiticida,	rubefaciente,	sedativo,	estomáquico,	sudorífico,	
tônico,	vulnerário.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	dermatite,	eczema,	queda	de	cabelo,	hemorroidas,	pele	oleosa,	
tônico	da	pele,	feridas.
Sistema	 circulatório,	 muscular	 e	 articular:	 acúmulo	 de	 toxinas,	
arteriosclerose,	celulite,	gota,	obesidade,	reumatismo.
Sistema	imune:	resfriado,	gripe,	infecções.
Sistema	gênito-urinário:	amenorreia,	cistite,	dismenorreia,	leucorreia.
Sistema	nervoso:	ansiedade,	tensão	nervosa,	estresse.
Precauções:	muito	diurético;	não	usar	em	caso	de	cálculo	renal;	evitar	em	
caso	de	hemodiálise;	não	usar	durante	a	gravidez.
Laranja
Nome	científico:	Citrus cinensis v. dulce	ou	Citrus aurantium v. Amara.
Nota:	alta.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	madeira	(VB),	fogo	(ID),	terra	
(BP)	e	água	(B,	R).
Região	de	extração:	fruto.
Arquétipo:	noivo.
Par	de	oposição:	Néroli	(noiva).
Composição	química:	álcoois	monoterpênicos	e	ésteres.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	rutaceae	(organizadores).
Propriedades:	 antidepressivo,	 anti-inflamatório,	 antisséptico,	 bactericida,	
carminativo,	 colerético,	 digestivo,	 fungicida,	 hipotensor,	 sedativo	 (nervoso),	
estimulante	(digestivo,	linfático),	estomáquico,	tônico.
Usos	tradicionais:
Pele:	pele	sem	vida	e	oleosa,	úlceras	orais.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	obesidade,	palpitação,	retenção	
de	líquidos.
Sistema	respiratório:	bronquite,	arrepios.
Sistema	digestivo:	constipação,	dispepsia,	espasmos.
Sistema	imune:	resfriado,	gripe.
Sistema	nervoso:	tensão	nervosa,	estresse.
Precauções:	não	usar	durante	a	gravidez;	não	usar	com	crianças	pequenas	
50
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
(só	diluído);	usar	com	muito	cuidado	com	pessoas	que	têm	mioma;	não	tomar	sol;	
máximo	de	1%.
Lavanda
Nome	científico:	Lavandula officinalis.
Nota:	média.
Yin/Yang: Yin	e	Yang.
Cinco	 elementos:	 atua,	 principalmente,	 em	 fogo	 (C)	 e	 terra	 (E),	 mas	 a	
lavanda,	em	especial,	atua	equilibrando	todos.
Região	de	extração:	flor.
Arquétipo:	equilíbrio	perfeito.
Composição	química:	álcoois	monoterpênicos	e	ésteres.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	lamiaceae	(equilibrantes).
Propriedades:	analgésico,	anticonvulsivo,	antidepressivo,	antimicrobiano,	
antirreumático,	antisséptico,	antiespasmódico,	antitóxico,	carminativo,	colagogo,	
colerético,	 cicatrizante,	 cordial,	 citofilático,	 desodorante,	 diurético,	 emenagogo,	
hipotensivo,	inseticida,	nervino,	parasiticida,	rubefaciente,	sedativo,	estimulante,	
sudorífico,	tônico,	vermífugo,	vulnerário.
Usos	tradicionais:
Pele:	abcessos,	acne,	alergia,	pé	de	atleta,	bolhas,	esfolados,	queimaduras,	
caspa,	dermatite,	dor	de	ouvido,	eczema,	inflamação,	picada	de	insetos,	repelente	
de	 insetos,	 lêndea,	psoríase,	 tínea,	 escabiose,	dores,	manchas,	 todos	os	 tipos	de	
pele,	queimadura	solar,	feridas.
Sistema	 circulatório,	 muscular	 e	 articular:	 lumbago,	 dor	 muscular,	
reumatismo,	entorses.
Sistema	respiratório:	asma,	bronquite,	catarro,	halitose,	laringite,	infecção	
de	garganta,	tosse.
Sistema	digestivo:	cólicas	abdominais,	dispepsia,	flatulência,	náusea.
Sistema	gênito-urinário:	cistite,	dismenorreia,	leucorreia.
Sistema	imune:	resfriado.
Sistema	nervoso:	depressão,	dor	de	cabeça,	hipertensão,	insônia,	enxaqueca,	
tensão	nervosa,	estresse,	TPM,	dor	ciática,	choque,	vertigem.
Precauções:	nenhuma.
Limão
Nome	científico:	Citrus limonum.
Nota:	alta.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	madeira	(F).
Região	de	extração:	fruto.
Arquétipo:	militar.
Par	de	oposição:	Patchouli	(hippie).
Composição	química:	aldeídos	e	hidrocarbonetos	monoterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	rutaceae	(organizadores).
Propriedades:	antianêmico,	antimicrobiano,	antirreumático,	antiesclerótico,	
antiescorbútico,	 antisséptico,	 antiespasmódico,	 antitóxico,	 adstringente,	
bactericida,	carminativo,	cicatrizante,	depurativo,	diaforético,	diurético,	febrífugo,	
hemostático,	 hipotensor,	 inseticida,	 rubefaciente,	 estimulante	 dos	 glóbulos	
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
51
brancos,	tônico,	vermífugo.
Usos	tradicionais:
Pele:	 acne,	 anemia,	 unhas	 quebradiças,	 bolhas,	 esfolados,	 cortes,	 pele	
oleosa,	herpes,	picada	de	insetos,	úlceras	orais,	manchas,	veias	varicosas,	verrugas.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	artrite,	celulite,	pressão	arterial	
alta,	sangramento	nasal,	obesidade,	congestão,	má	circulação,	reumatismo.
Sistema	respiratório	asma,	infecções	de	garganta,bronquite,	catarro.
Sistema	digestivo:	dispepsia.
Sistema	imune:	resfriado,	gripe,	febre,	infecção.
Precauções:	 Não	 usar	 à	 noite	 porque	 pode	 causar	 insônia;	 usar	 com	
moderação;	pode	irritar	a	pele;	não	expor	a	pele	ao	sol;	banhos	de,	no	máximo,	5	
minutos.
Manjerona
Nome	científico:	Origanum marjorana.
Nota:	média.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	madeira	(VB),	fogo	(TA,	CS)	e	
terra	(BP).
Região	de	extração:	folha.
Arquétipo:	mãe.
Par	de	oposição:	Olíbano	(pai).
Composição	química:	álcoois	monoterpênicos	e	ésteres.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	lamiaceae.
Propriedades:	 analgésico,	 anafrodisíaco,	 antioxidante,	 antisséptico,	
antiespasmódico,	antiviral,	bactericida,	carminativo,	cefálico,	cordial,	diaforético,	
digestivo,	 diurético,	 emenagogo,	 expectorante,	 fungicida,	 hipotensor,	 laxante,	
nervino,	sedativo,	estomáquico,	tônico,	vasodilatador,	vulnerário.
Usos	tradicionais:
Pele:	esfolados,	carrapatos.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	artrite,	 lumbago,	dor	e	rigidez	
muscular,	reumatismo,	entorses,	distensões.
Sistema	respiratório:	asma,	bronquite,	tosse.
Sistema	digestivo:	cólica,	constipação,	dispepsia,	flatulência.
Sistema	gênito-urinário:	amenorreia,	dismenorreia,	leucorreia,	TPM.
Sistema	imune:	resfriado.
Sistema	nervoso:	dor	de	 cabeça,	 hipertensão,	 insônia,	 enxaqueca,	 tensão	
nervosa,	estresse.
Precauções:	pode	dar	dor	de	cabeça;	anafrodisíaco;	desaconselhável	durante	
a	gravidez;	não	usar	durante	a	menopausa;	não	usar	com	hipotensos;	narcótico	em	
dose	elevada.
Menta
Nome	científico:	Mentha piperita.
Nota:	alta.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	fogo	(ID,	TA),	terra	(E)	e	metal	
(IG).
52
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Região	de	extração:	folha.
Arquétipo:	criança	hiperativa.
Par	de	oposição:	Tangerina	(criança	tímida).
Composição	química:	álcoois	monoterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	lamiaceae.
Propriedades:	analgésico,	anti-inflamatório,	antimicrobiano,	antiflogístico,	
antiprurítico,	antisséptico,	antiespasmódico,	antiviral,	adstringente,	carminativo,	
cefálico,	colagogo,	cordial,	emenagogo,	expectorante,	febrífugo,	hepático,	nervino,	
estomáquico,	sudorífico,	vasoconstritor,	vermífugo.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	dermatite,	tínea,	escabiose,	dor	de	dente.
Sistema	 circulatório,	 muscular	 e	 articular:	 nevralgia,	 dor	 muscular,	
palpitação.
Sistema	respiratório:	asma,	bronquite,	halitose,	sinusite,	tosse	espasmódica.
Sistema	digestivo:	cólica,	cólicas	menstruais,	dispepsia,	flatulência,	náusea.
Sistema	imune:	resfriado,	gripe,	febre.
Sistema	 nervoso:	 desmaio,	 dor	 de	 cabeça,	 fadiga	 mental,	 enxaqueca,	
estresse	nervoso,	vertigem.
Precauções:	pode	dar	insônia	se	usado	à	noite;	máximo	de	1%;	não	usar	em	
crianças	recém-nascidas;	não	usar	em	pessoas	com	cálculo	biliar;	cuidado	com	pele	
sensível;	 antídoto	homeopatia;	 não	usar	 em	hipertensos;	 em	 cardíacos;	 durante	
a	gravidez,	somente	usar	por	inalação;	pode	ser	abortivo;	neurotóxico	em	doses	
elevadas.
Néroli
Nome	científico:	Citrus vulgaris.
Nota:	média.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	fogo	(TA,	C)	e	água	(B,	R).
Região	de	extração:	flor.
Arquétipo:	noiva.
Par	de	oposição:	Laranja	(noivo).
Composição	 química:	 álcoois	monoterpênicos,	 ésteres	 e	 hidrocarbonetos	
sesquiterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	rutaceae.
Propriedades:	 antidepressivo,	 antisséptico,	 antiespasmódico,	 afrodisíaco,	
bactericida,	 carminativo,	 cicatrizante,	 cordial,	desodorante,	digestivo,	 fungicida,	
hipnótico	leve,	estimulante	(nervoso),	tônico	(cardíaco,	circulatório).
Usos	tradicionais:
Pele:	cicatrizes,	estrias,	veias	rompidas,	pele	sensível	e	envelhecida,	tônico	
da	pele,	rugas.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	palpitação,	má	circulação.
Sistema	digestivo:	diarreia	crônica,	cólica,	flatulência,	espasmo,	dispepsia	
nervosa.
Sistema	 nervoso:	 ansiedade,	 depressão,	 tensão	 nervosa,	 TPM,	 choque,	
estresse,	emocional.
Precauções:	máximo	de	1%;	bom	para	pele	sensível,	crianças	e	gestantes.	
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
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Olíbano
Nome	científico:	Boswellia carterii.
Nota:	baixa.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	fogo	(ID,	TA),	terra	(BP),	metal	
(IG,	P)	e	água	(B,	R).
Região	de	extração:	resina.
Arquétipo:	pai.
Par	de	oposição:	Manjerona	(mãe).
Composição	química:	hidrocarbonetos	monoterpênicos	e	hidrocarbonetos	
sesquiterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	burceraceae	(espirituais).
Propriedades:	 anti-inflamatório,	 antisséptico,	 adstringente,	 carminativo,	
cicatrizante,	citofilático,	digestivo,	diurético,	emenagogo,	expectorante,	sedativo,	
tônico,	uterino,	vulnerário.
Usos	tradicionais:
Pele:	pele	seca	e	envelhecida,	cicatrizes,	feridas,	rugas.
Sistema	respiratório:	asma,	bronquite,	catarro,	tosse,	laringite.
Sistema	gênito-urinário:	cistite,	dismenorreia,	leucorreia,	metrorragia.
Sistema	imune:	resfriado,	gripe.
Sistema	nervoso:	ansiedade,	tensão	nervosa,	estresse,	meditação.
Precauções:	não	usar	de	estômago	vazio;	não	usar	com	hipotensos;	pode	
irritar	a	pele;	mexe	profundamente	com	a	energia.
Patchouli
Nome	científico:	Pogostemon cablin.
Nota:	baixa.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	fogo	(C).
Região	de	extração:	folha.
Arquétipo:	hippie.
Par	de	oposição:	Limão	(militar).
Composição	 química:	 álcoois	 sesquiterpênicos	 e	 hidrocarbonetos	
sesquiterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	lamiaceae.
Propriedades:	 antidepressivo,	 anti-inflamatório,	 antiemético,	
antimicrobiano,	 antiflogístico,	 antisséptico,	 antitóxico,	 antiviral,	 afrodisíaco,	
adstringente,	 bactericida,	 carminativo,	 cicatrizante,	 desodorante,	 digestivo,	
diurético,	 febrífugo,	 fungicida,	 nervino,	 profilático,	 estimulante	 (nervoso),	
estomáquico,	tônico.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	pé	de	atleta,	pele	rachada,	caspa,	dermatite,	eczema,	infecções		
fúngicas,	cuidados	com	os	cabelos,	impetigo,	repelente	de	insetos,	esfolados,	dores,	
pele	oleosa,	cabelo	oleoso,	poros	abertos,	feridas,	rugas.
Sistema	nervoso:	frigilidade,	exaustão	nervosa,	estresse.
Precauções:	pode	causar	dor	de	cabeça;	em	excesso,	o	efeito	estimulante	é	
revertido	em	sedativo.
54
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Pau-rosa
Nome	científico:	Aniba roseadora.
Nota:	média.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	fogo	(C)	e	terra	(E),	mas,	como	
a	lavanda,	o
pau-rosa	também	trabalha	equilibrando	todos	os	elementos.
Região	de	extração:	árvore.
Arquétipo:	jogo	de	cintura.
Composição	química:	álcoois	monoterpênicos	e	óxidos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	lauraceae	(equilibrantes).
Propriedades:	 analgésico	 leve,	 anticonvulsivo,	 antidepressivo,	
antimicrobiano,	antisséptico,	afrodisíaco,	bactericida,	estimulante	celular,	cefálico,	
desodorante,	estimulante	(imune),	regenerador	tecidual,	tônico.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	dermatite,	cicatrizes,	feridas,	rugas,	cuidados	gerais	com	a	pele,	
para	todos	os	tipos	de	pele.
Sistema	imune:	resfriado,	gripe,	febre.
Sistema	 nervoso:	 frigilidade,	 dor	 de	 cabeça,	 náusea,	 tensão	 nervosa,	
estresse.
Precauções:	tem	que	ser	de	boa	procedência,	pois	é	muito	adulterado.
Petitgrain
Nome	científico:	Citrus aurantium.
Nota:	alta.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	madeira	(F),	fogo	(ID,	C),	terra	
(E)	e	metal	(IG).
Região	de	extração:	folhas	e	frutos	novos.
Arquétipo:	detalhista.
Par	de	oposição:	Vetiver	(generalista).
Composição	química:	ésteres.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	rutaceae	(organizadores).
Propriedades:	 antisséptico,	 antiespasmódico,	 desodorante,	 digestivo,	
nervino,	estimulante	(digestivo,	nervoso),	estomáquico,	tônico.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	 transpiração	excessiva,	pele	oleosa,cabelos	oleosos,	 tônico	da	
pele.
Sistema	digestivo:	dispepsia,	flatulência.
Sistema	nervoso:	convalescença,	insônia,	exaustão	nervosa,	estresse.
Precauções:	se	a	extração	incluir	o	fruto	verde,	não	tomar	sol,	pois	se	torna	
fotossensível.
Rosa
Nome	científico:	Rosa damascena.
Nota:	média.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	fogo	(C)	e	metal	(P).
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
55
Região	de	extração:	flor.
Arquétipo:	rainha.
Par	de	oposição:	Jasmim	(rei).
Composição	química:	álcoois	monoterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	rosaceae.
Propriedades:	antidepressivo,	antiflogístico,	antisséptico,	antiespasmódico,	
antitubercular,	 antiviral,	 afrodisíaco,	 adstringente,	 bactericida,	 colérico,	
cicatrizante,	depurativo,	emenagogo,	hemostático,	hepático,	laxante,	regulador	do	
apetite,	sedativo	(nervoso),	estomáquico,	tônico	(coração,	fígado,	estômago,	útero).
Usos	tradicionais:
Pele:	capilares	rompidos,	conjuntivite	(água	de	rosas),	pele	seca,	eczema,	
herpes,	pele	envelhecida	e	sensível,	rugas.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	palpitação,	má	circulação.
Sistema	respiratório:	asma,	bronquite,	febre	do	feno.
Sistema	digestivo:	colecistite,	congestão	hepática,	náusea.
Sistema	 gênito-urinário:	 menstruação	 irregular,	 leucorreia,	 menorragia,	
distúrbios	uterinos.
Sistema	nervoso:	depressão,	impotência,	insônia,	frigilidade,	dor	de	cabeça,	
tensão	nervosa,	estresse.
Precauções:	 não	usar	 em	pele	 oleosa	 e	 em	acne	porque	 tem	 substâncias	
nutritivas	que	nutrem	os	microrganismos;	o	verdadeiro	é	atóxico.
Sálvia
Nome	científico:	Salvia sclarea.
Nota:	média.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	terra	(E).
Região	de	extração:	folha.
Arquétipo:	menopausa.
Par	de	oposição:	Sândalo	(crise	de	meia	idade).
Composição	química:	cetonas.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	lamiaceae.
Propriedades:	 anticonvulsivo,	 antidepressivo,	 antiflogístico,	 antisséptico,	
antiespasmódico,	afrodisíaco,	adstringente,	bactericida,	carminativo,	cicatrizante,	
desodorante,	digestivo,	emenagogo,	hipotensor,	nervino,	regulador	(de	seborreia),	
sedativo,	estomáquico,	tônico,	uterino.
Usos	tradicionais:
Pele:	 acne,	 bolhas,	 caspa,	 queda	 de	 cabelo,	 condições	 inflamadas,	 pele	
oleosa,	cabelo	oleoso,	oftalmia,	úlceras,	rugas.
Sistema	 circulatório,	 muscular	 e	 articular:	 pressão	 arterial	 alta,	 dor	
muscular.
Sistema	respiratório:	asma,	infecções	de	garganta,	tosse.
Sistema	digestivo:	cólica,	cólica	menstrual,	dispepsia,	flatulência.
Sistema	 genito-urinário:	 amenorreia,	 dores	 de	 parto,	 dismenorreia,	
leucorreia.
Sistema	 nervoso:	 depressão,	 frigilidade,	 impotência,	 enxaqueca,	 tensão	
nervosa,	estresse.
Precauções:	não	usar	durante	amamentação;	na	inalação,	usar,	no	máximo,	
56
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
10	minutos	a	cada	6	horas;	pode	causar	hemorragia;	evitar	tomar	álcool;	neurotóxico	
acima	 de	 10	 gotas;	 não	 usar	 durante	 a	 gravidez;	 não	 usar	 em	 epiléticos;	 em	
hipertensos;	não	usar	com	frequência	e	nem	por	tempo	prolongado;	pode	causar	
bradicardia	(60bpm).
Sândalo
Nome	científico:	Sandalum album.
Nota:	baixa.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	metal	(P).
Região	de	extração:	árvore.
Arquétipo:	crise	de	meia-idade.
Par	de	oposição:	Sálvia	(mulher	de	meia-idade).
Composição	química:	álcoois	monoterpênicos	e	aldeídos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	santalaceae.
Propriedades:	 antidepressivo,	 antiflogístico,	 antisséptico	 (urinário	 e	
pulmonar),	antiespasmódico,	afrodisíaco,	adstringente,	bactericida,	carminativo,	
cicatrizante,	diurético,	expectorante,	fungicida,	inseticida,	sedativo,	tônico.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	pele	seca,	pele	rachada,	loção	pós-barba,	pele	oleosa,	hidratante.
Sistema	respiratório:	bronquite,	catarro.
Sistema	digestivo:	diarreia,	náusea.
Sistema	gênito-urinário:	cistite.
Sistema	nervoso:	depressão,	insônia,	tensão	nervosa,	estresse.
Precauções:	causa	calor	no	estômago	e	enjoo	se	ingerido	(5	gotas);	em	alta	
dosagem,	irrita	o	trato	gástrico,	os	rins	e	a	derme.
Tangerina
Nome	científico:	Citrus nobilis v. tangerine.
Nota:	alta.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	madeira	(F).
Região	de	extração:	fruto.
Arquétipo:	criança	tímida.
Par	de	oposição:	Menta	(criança	hiperativa).
Composição	química:	hidrocarbonetos	monoterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	rutaceae	(organizadores).
Propriedades:	 antisséptico,	 antiespasmódico,	 carminativo,	 digestivo,	
diurético	leve,	laxante	leve,	sedativo,	estimulante	(digestivo	e	linfático),	tônico.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	pele	congestionada	e	oleosa,	cicatrizes,	manchas,	estrias,	tônico.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	retenção	de	líquidos,	obesidade.
Sistema	 digestivo:	 problemas	 digestivos,	 dispepsia,	 soluço,	 problemas	
intestinais.
Sistema	nervoso:	insônia,	tensão	nervosa,	inquietação.
Precauções:	máximo	de	2%;	pode	ser	usado	à	noite;	não	tomar	sol	de	jeito	
nenhum;	pode	usar	durante	a	gravidez	e	em	crianças	e	idosos.
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
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Tea tree
Nome	científico:	Melaleuca alternifolia.
Nota:	baixa.
Yin/Yang: Yin.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	madeira	(F),	fogo	(CS)	e	água	
(B).
Região	de	extração:	folhas.
Arquétipo:	estafa.
Par	de	oposição:	Alecrim	(criatividade).
Composição	química:	álcoois	monoterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	myrtaceae.
Propriedades:	 anti-infeccioso,	 anti-inflamatório,	 antisséptico,	 antiviral,	
bactericida,	 balsâmico,	 cicatrizante,	 diaforético,	 expectorante,	 fungicida,	
imunoestimulante,	parasiticida,	vulnerário.
Usos	tradicionais:
Pele:	 abcessos,	 acne,	 pé	 de	 atleta,	 vesículas,	 bolhas,	 queimaduras,	
esfolados,	caspa,	herpes,	picada	de	insetos,	pele	oleosa,	manchas,	verrugas,	feridas	
infeccionadas,	urticária.
Sistema	respiratório:	asma,	bronquite,	catarro,	tosse,	sinusite,	tuberculose.
Sistema	gênito-urinário:	candidíase,	vaginite,	cistite,	prurido.
Sistema	imune:	resfriado,	gripe,	febre,	doenças	infecciosas.
Precauções:	nenhuma.
Vetiver
Nome	científico:	Vetiveria zizanioide.
Nota:	baixa.
Yin/Yang: Yang.
Cinco	elementos:	atua,	principalmente,	em	terra	(E).
Região	de	extração:	raízes.
Arquétipo:	generalista.
Par	de	oposição:	Petitgrain	(detalhista).
Composição	 química:	 álcoois	 sesquiterpênicos,	 cetonas,	 ésteres	 e	
hidrocarbonetos	sesquiterpênicos.
Família	botânica	e	grupo	de	afinidade:	poaceae.
Propriedades:	 antisséptico,	 antiespasmódico,	 depurativo,	 rubefaciente,	
sedativo	 (nervoso),	 estimulante	 (circulatório,	produção	de	glóbulos	vermelhos),	
tônico,	vermífugo.
Usos	tradicionais:
Pele:	acne,	cortes,	pele	oleosa,	feridas.
Sistema	circulatório,	muscular	e	articular:	artrite,	dor	muscular,	reumatismo,	
entorses,	rigidez.
Sistema	nervoso:	fraqueza,	depressão,	insônia,	tensão	nervosa.
Precauções:	nenhuma.
2.4 APLICAÇÃO PRÁTICA DA AROMATERAPIA
A	aromaterapia	é	considerada	uma	terapia	alternativa	ou	complementar,	
embora	 seja	 um	 tratamento	 bastante	 antigo,	 que	 surgiu	 da	 fitoterapia	 e	 que	
58
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
é	 comumente	usada	em	conjunto	 com	esta.	É	utilizada	no	 tratamento	das	mais	
variadas	enfermidades	e	desequilíbrios,	sendo	considerada	uma	terapia	holística.	
A	aromaterapia	deve,	mesmo	assim,	ser	empregada	com	cautela	e,	de	preferência,	
guiada	por	um	profissional	especializado,	que	saberá	verificar	as	contraindicações,	
além	de	dosagens	e	melhores	formas	de	uso.
São	 necessários	 três	 itens	 principais	 para	 a	 prática	 clínica	 eficaz	 da	
aromaterapia	profissional:	
-	 Obter	um	bom	diagnóstico	e	conhecer	bem	a	patologia	a	ser	tratada.	Para	isso,	
é	 necessário	 saber	 avaliar	 adequadamente	 e	 estudar	 o	 caso	de	 cada	paciente	
detalhadamente.	Além	disso,o	 trabalho	multidisciplinar	 sempre	 enriquece	 o	
tratamento.
-	 Conhecimentos	 para	 a	 produção	 correta	 de	 um	 produto	 aromaterapêutico	
adequado	 para	 cada	 caso,	 assim	 como	 a	 aplicação	 correta	 do	 produto.	 Os	
elementos	 para	 isso	 são:	 limites	 de	 segurança,	 bases,	 sinergia,	 modos	 de	
aplicação.
-	 Material	de	qualidade	(principalmente	o	óleo	essencial).
 
A	aplicação	prática	dos	óleos	essenciais	inicia	com	seu	uso	oral,	mas,	como	
já	estudamos	em	seu	histórico,	esta	forma	de	aplicação	não	é	aceita	e	legalizada	em	
qualquer	região	do	mundo.
No uso interno, os óleos essenciais geralmente são diluídos em mel, tahini ou 
em algum óleo carregador. Porém, advertimos que esta forma de uso é restrita somente a 
profissionais treinados e capacitados ao seu uso através de algum curso de aromatologia. 
Não recomendamos o uso interno de óleos essenciais por leigos, por poder ocasionar efeitos 
colaterais e intoxicações.
A	utilização	dos	óleos	essenciais	ainda	pode	ser	feita	através	de	massagem,	
diluídos	 em	 óleos	 carregadores	 (vegetais),	 géis	 ou	 cremes,	 melhorando	 o	 efeito	
fisiológico	da	técnica	e	associando	ao	efeito	terapêutico	do	óleo	essencial	(massagem	
aromática).
Podemos,	ainda,	utilizar	os	óleos	essenciais	como	inalação.	Geralmente,	é	feita	
de	duas	formas:	o	que	denominamos	de	inalação	direta,	indicada	para	tratamento	de	
problemas	específicos	do	aparelho	respiratório,	como	asma,	bronquite,	sinusite	etc;	ou	
com	inalação	indireta,	para	trabalhar	o	emocional	pelo	cheiro.	
Outra	forma	muito	eficaz	da	utilização	dos	óleos	essenciais	é	através	de	banhos	
ou	compressas.	Para	banho	de	imersão,	podemos	diluir	gotas	de	óleo	essencial	em	
água	com	xampu,	álcool,	leite	ou	água	com	mel.		Para	compressas,	diluir	as	gotas	com	
água	e	umedecer	a	compressa,	aplicando	diretamente	sobre	uma	área.
IMPORTANT
E
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
59
3 BANHOS TERAPÊUTICOS
Há	milhares	de	anos,	diversas	civilizações	se	utilizavam	de	banhos	para	
purificar	e	relaxar	o	corpo,	além	de	combater	variados	tipos	de	doenças.	Em	3.550	
a.C.,	as	civilizações	mesopotâmicas	e	sumérias	se	utilizavam	das	margens	dos	rios	
Tigres	e	Eufrates	para	a	realização	de	rituais	aquáticos	de	purificação	espiritual.	
Em	 3.200	 a.C.	 os	 faraós	 egípcios	 também	 desenvolviam	 rituais	 espirituais	 de	
purificação	da	alma	e	preparação	para	a	próxima	vida	às	margens	do	rio	Nilo.	O	
povo	hebreu	(1.250	a.C.)	também	praticava	rituais	e	banhos	de	imersão	em	águas,	
buscando	 atingir	 a	purificação	moral.	 E	 ano	 após	 ano,	 a	 água	demonstrava	 ser	
mais	importante	para	os	povos	antigos,	que	buscavam	em	sua	essência	elementos	
naturais	 capazes	 de	 trazer	 benefícios	 que	 nenhuma	 medicina	 havia	 até	 então	
descoberto.
O	desenvolvimento	das	infraestruturas	de	banhos	da	antiguidade	teve	um	
importante	marco	em	25	a.C.,	quando	foi	inaugurada	uma	enorme	estância	termal	
pela	civilização	romana.	Até	mesmo	médicos	da	época	passaram	a	orientar	seus	
pacientes	no	 tratamento	nesses	spas	de	doenças	crônicas	e	outras	enfermidades.	
Combatentes	 de	 guerras	 procuravam	 as	 termas	 para	 a	 cura	 acelerada	 de	 seus	
ferimentos	de	 luta.	Vários	 tipos	de	 terapias	 corporais	 foram	 sendo	 adicionadas	
ao	menu	de	serviços	dos	spas,	mas	a	água	sempre	foi	seu	elemento	fundamental	
na	Europa.	Ainda	não	havia	estudos	científicos	que	comprovassem	os	benefícios	
da	água	no	tratamento	de	doenças,	de	forma	que	as	atividades	de	spas	 também	
sofreram	muita	 resistência	na	 época	 em	 função	de	 interesses	políticos.	Apenas,	
posteriormente,	 foram	 sendo	 concluídos	 estudos	 relacionados,	 inclusive	
comprovando	os	benefícios	da	água	sulfúrica	no	tratamento	de	doenças	de	pele	
e	da	água	rica	em	bromo	e	iodo	para	combate	à	infertilidade	feminina.	Em	1669,	
Thomas	 Guiddott	 publica	 o	 livro	 “Banhos	 Naturais”,	 listando	 os	 diferentes	
minerais	contidos	na	água	e	as	potencialidades	de	cada	um.
Para	economizar	água	e	evitar	incêndios,	boa	parte	dos	habitantes	do	Japão	
antigo	era	adepta	dos	banhos	públicos	que,	no	início,	eram	uma	espécie	de	sauna.
O	 misogi,	 ato	 de	 purificar	 o	 corpo,	 era	 indispensável	 em	 cerimônias	
religiosas.	Ainda	nos	dias	de	hoje	as	pessoas	têm	o	costume	de	enxaguarem	a	boca	
e	 lavarem	as	mãos	antes	de	 fazerem	visitas	aos	santuários	xintoístas.	A	história	
do	efeito	benéfico	de	águas	termais	e	o	conceito	spa	remontam	à	Grécia	Antiga	e	
à	 cultura	 romana.	Quando	os	 romanos	conquistaram	a	Europa,	 trouxeram	com	
eles	os	conhecimentos	dos	efeitos	positivos	das	águas	termais	e	procuraram-nas	
em	todo	o	lado.	Cidades	com	fontes	quentes	tornaram-se	destinos	populares.	Os	
designados	Dia	Spa	foram	construídos	nestas	fontes	quentes.
Os	banhos	com	pétalas	de	flores	são	muito	procurados	para	fins	terapêuticos	
e	 qualquer	 pessoa	 se	 sente	 leve	 de	 corpo	 e	 alma	 depois	 de	 um	 banho	 destes.	
Boa	parte	desses	 banhos	 são	ministrados	 em	ofurôs.	 Inicialmente	 chamados	de	
ishiburo	ou	iwaburo,	os	ofurôs	eram	um	tipo	rudimentar	de	sauna.	Utilizava-se	
uma	concavidade	natural,	ou	buracos	escavados	nas	montanhas	de	pedras,	onde	
60
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
eram	queimadas	folhas	secas	de	shida,	mais	conhecida	como	samambaia,	ou	de	
pinheiro	 para	 aquecer	 o	 lugar.	 Depois,	 as	 cinzas	 eram	 retiradas	 e	 colocava-se	
no	local	uma	esteira	sobre	a	qual	jogavam	a	água	do	mar	para	criar	vapor.	Esse	
processo	é	peculiar	no	Japão,	praticado	em	regiões	litorâneas	somente	no	verão.	
Os	 homens	 tinham	 o	 costume	 de	 se	 banharem	 usando	 fundoshi,	 faixa	
utilizada	 como	 roupa	 íntima,	 e	 as	 mulheres,	 koshimaki,	 roupas	 íntimas,	
compartilhando	o	mesmo	espaço.	Mais	 tarde	 surgiu	o	 chamado	kamaburô,	um	
grande	caldeirão	onde	se	queimavam	folhas	frescas,	seguindo	o	mesmo	processo	
do	iwaburo.	Foi	a	partir	da	Era	Edo	que	passou	a	ser	utilizada	a	atual	forma	de	
banho	de	imersão	com	água	quente	em	abundância.
O	Grande	Edo,	atual	Tóquio,	do	século	XVII,	era	uma	grande	metrópole	
com	 um	 milhão	 de	 habitantes.	 Lá,	 o	 banho	 público	 era	 muito	 utilizado	 por	
várias	 razões:	 à	 exceção	da	 classe	dos	nobres	 e	dos	daimiôs	 (senhores	 feudais),	
as	 demais	 famílias	 eram	proibidas	 de	 ter	 o	 banho	 em	 suas	 próprias	 casas,	 por	
medida	de	controle	de	água	e	prevenção	de	incêndios.	O	banho	público	era	uma	
espécie	de	 sauna,	mas	não	 conseguia	 atender	 a	um	grande	número	de	pessoas	
simultaneamente.	Assim,	passou-se	a	utilizar	o	nível	de	30	cm	de	água	quente	para	
o	aquecimento	a	partir	dos	pés	e,	depois,	banheiras	cheias	de	água	quente.	Supõe-
se	que	essa	adaptação	foi,	em	parte,	influenciada	pelo	costume	de	banhar-se	nas	
termas	de	todas	as	regiões	japonesas.
Hoje,	 os	banhos	 terapêuticos	 e	de	 relaxamento	 já	 são	parte	dos	 serviços	
oferecidos	aos	clientes	nos	melhores	spas	e	clínicas	de	estética	do	Brasil	e	do	mundo.
Abaixo,	alguns	exemplos	de	banhos	terapêuticos	que	podem	ser	oferecidos	
nos	serviços	de	spas:
- Banhos de Imersão
Material	 necessário:	 banheira,	 óleos	 essenciais,	 sais	 de	 banho,	 flores	 ou	
chás.
Água	fria	–	permanência	de	2	minutos.
Água	quente	–	permanência	de	20	minutos.
Indicação	–	relaxamento	e	equilíbrio	energético.
- Ofurô
Material	necessário:	banheira	própria	para	ofurô.
Água	quente	–	temperatura	da	água	varia	de	34	a	44°C	–	permanência	de	
20	minutos.
Indicação	 –	 relaxamento,	 a	 posição	 confortável	 e	 a	 flutuação	 remete	 à	
sensação	de	aconchego	do	útero	materno,	aumenta	o	fluxo	sanguíneo,	auxilia	na	
eliminação	de	toxinas	e	beneficia	o	sistema	imunológico.
- Escalda-pés
Material	necessário:	bacia	 (de	preferência	de	madeira),	óleos	essenciais	e	
chás.
Água	 quente	 –	 indicada	 para	 relaxamento,	 alívio	 de	 cólicas	 e	 dores	 de	
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
61
cabeça.	 O	 tempo	 de	 permanência	 pode	 variar	 de	 acordo	 com	 cada	 situação	 eresistência	da	pessoa.
Indicação	 –	 relaxamento,	 calmante,	 analgésica,	 micoses,	 ressecamentos,	
rachaduras,	dores	crônicas	e	alergias.
4 CROMOTERAPIA
Ao	longo	dos	séculos,	várias	pesquisas	foram	realizadas	com	a	luz	visível	
em	insetos,	peixes,	répteis,	aves	e	mamíferos,	com	resultados	notáveis.	No	trabalho	
com	plantas,	verificou-se	que	a	luz	visível	é	essencial	para	seu	bom	desenvolvimento	
e	crescimento.
Considerando	que	a	luz	colorida,	isto	é,	os	raios	visíveis	afetam	plantas	e	
animais,	certamente	há	razão	para	afirmar	que	ela	também	afeta	os	seres	humanos.
Desde	a	antiguidade,	a	luz	colorida	é	utilizada	como	terapia	para	o	homem,	
trabalhando	não	apenas	com	o	aspecto	físico,	mas	também	mental	e	espiritual.
Cromoterapia é a ciência que utiliza as cores do espectro solar para restaurar o 
equilíbrio físico e energético em áreas do corpo atingidas por uma disfunção. Está fundamentada 
em três ciências: Medicina (arte de curar), Física (transformações de energia) e Bioenergética 
(existência do corpo bioenergético, energia vital) (BALZANO, 2008).
A	 ciência	 reconhece	 que	 as	 ondas	 eletromagnéticas	 que	 ocupam	 as	
extremidades	superior	e	inferior	do	espectro	solar	podem	afetar	os	seres	humanos	
e,	 portanto,	 serem	 utilizadas	 terapeuticamente	 para	 tratar	 enfermidades.	 A	
cromoterapia	utiliza	as	sete	cores	do	espectro	solar	e	suas	vibrações	magnéticas	
(vermelho,	amarelo,	laranja,	verde,	azul,	anil	e	violeta),	sendo	que	cada	cor	tem	um	
determinado	comprimento	de	onda	e	frequência,	o	que	caracteriza	uma	atuação	
diferenciada	sobre	o	organismo	humano.
Antigos egípcios já conheciam a energia da vida, que denominavam de “heka”. 
Os hindus consideravam que a energia vital, o “prana”, é indispensável à vida. É provável que 
todos os pesquisadores se refiram, embora de maneira distinta, a uma mesma força ou energia 
vital. O ser humano vive, consciente ou inconscientemente, envolto por um complexo campo 
de radiações, formando um verdadeiro oceano de energias (BALZANO, 2001).
NOTA
NOTA
62
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Devido	 a	 atuar	 de	 forma	 energética	 sobre	 o	 organismo,	 a	 cromoterapia	
é	 considerada	 uma	 terapia	 alternativa,	 complementar	 e	 holística,	 relacionada,	
principalmente,	à	atuação	das	cores	nos	chakras	energéticos.	
Chakra é uma palavra em sânscrito, da Medicina Indiana, que significa “centro”, 
“roda”. Os sete principais chakras são: Básico, Esplênico, Solar, Cardíaco, Laríngeo, Frontal e 
Coronário.
Cada	cor	tem	uma	ou	mais	atuações	específicas	no	organismo,	a	semelhança	
das	diversas	substâncias	químicas.	
AZUL	–	 funciona	como	regenerador,	calmante,	 lubrificante	e	analgésico.	
O	azul	contribui	para	a	regeneração	dos	ossos,	tecido	conjuntivo,	artéria,	veias	e	
medulas,	exercendo	dupla	função,	pois	estende	sua	ação	também	como	atividade	
analgésica.	No	 aparelho	 digestivo,	 desempenha	 função	 importante	 de	 eliminar	
gases.	Acalma	o	sistema	nervoso	central	e	periférico,	auxiliando	nos	processos	de	
angústia,	depressão	e	estresse.	Também	é	indicado	para	insônia.
VERDE	–	exerce	a	função	de	antisséptico,	anti-inflamatório	e	anti-infeccioso,	
calmante,	isolante	de	área,	regenerador	e	dilatador.	O	verde	isola	as	áreas	atingidas	
por	uma	infecção,	evitando	a	contaminação	de	outros	órgãos.	Propicia	a	energia	
dilatadora	em	veias,	artérias	e	vasos,	quando	há	obstruções	que	não	permitam	o	
fluxo	normal	de	sangue.	Também	age	na	musculatura	como	nos	casos	de	parto,	
facilitando	a	dilatação	do	colo	do	útero.
AMARELO	 –	 essa	 cor	 tem	 sua	 principal	 função	 como	 revitalizadora,	
fortificante	e	estimulante	dos	campos	celulares	de	nervos,	músculos	e	ossos.	Ativa	
o	 funcionamento	 das	 diversas	 glândulas,	 estimula	 as	 funções	 peristálticas	 do	
intestino,	 suaviza	manchas	 e	 cicatrizes	 na	 pele,	 e	 funciona	 ainda	 como	 energia	
desintegradora	de	cálculos	renais	e	biliares.
ROSA	–	da	radiação	vermelha,	costuma	ser	mais	utilizada	na	cromoterapia	
a	tonalidade	rosa.	É	a	cor	específica	para	o	equilíbrio	da	corrente	sanguínea.	Tem	
função	de	acelerador,	ativador,	alimentador	e	eliminador	de	impurezas	do	sangue,	
bem	 como	 cauterizador	 e	 desobstruidor	 da	 circulação.	 Funciona	 ainda	 como	
queimador	de	gorduras.
VIOLETA	 –	 cauterizador	 e	 bactericida	 nos	 processos	 inflamatórios	 e	
infecciosos.	Só	exerce	sua	função	se	o	azul	é	aplicado	para	sua	fixação.	O	conjunto	
de	cores	verde,	violeta	e	azul	exerce	função	de	antibiótico	no	organismo,	com	a	
vantagem	de	não	provocar	efeitos	colaterais.
NOTA
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
63
LARANJA	 –	 energizador	 e	 regenerador	 dos	 mais	 diferentes	 tecidos,	 e	
ainda	atua	como	eliminador	de	gorduras.	Os	traumatismos	musculares,	as	fraturas	
e	fraquezas	ósseas	encontram	na	cor	laranja	o	seu	grande	regenerador.	
ANIL	–	sua	aplicação	é	indicada	para	hemorragia,	é	um	eficiente	coagulante.
Na unidade III veremos as formas de aplicação prática e mais detalhes sobre a 
cromoterapia.
5 SHIATSU
O shiatsu	 é	 uma	 técnica	 de	 manipulação	 dos	 pontos	 de	 acupuntura,	
utilizando-se	 da	 chamada	 “dígito	 pressão”,	 que	 pode	 ser	 administrada	 pelos	
dedos,	além	de	outras	áreas	do	corpo	do	terapeuta	como	ferramenta,	como	palmas	
das	mãos,	joelhos	e	cotovelos.
Shiatsu é	uma	palavra	japonesa:	SHI	significa	dedo;	ATSU	significa	pressão.	
Logo, shiatsu	significa	“PRESSÃO	COM	OS	DEDOS”.
O Ministério da Saúde Japonês nos dá a seguinte definição: “A terapia conhecida 
como shiatsu é uma forma de manipulação administrada pelos polegares, dedos e palmas, 
sem o uso de qualquer instrumento, mecânico ou de outro tipo, para aplicar a pressão à pele 
humana, corrigir disfunções internas, promover e manter saúde e tratar doenças específicas” 
(PRADIPTO, 1986, p. 15).
O shiatsu	é	utilizado	por	muitos	profissionais	da	saúde	para	tratar	doenças,	
normalmente	em	combinação	com	outras	terapias	orientais	(como	a	acupuntura,	
por	 exemplo).	 Para	 curar	 uma	 doença,	 porém,	 o	 shiatsu	 sozinho	 é	 uma	 técnica	
limitada.	
É	muito	útil	para	elevar	o	nível	de	energia	do	paciente,	regular	e	fortalecer	
o	funcionamento	dos	órgãos	e	estimular	a	resistência	natural	do	corpo	às	doenças.
ESTUDOS FU
TUROS
NOTA
64
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
É considerada uma técnica preventiva mais do que curativa!
5.1 SHIATSU E ESTÉTICA
Atualmente,	a	medicina	estética	é	 considerada	a	medicina	do	bem-estar.	
O	profissional	da	estética	precisa	ter	como	objetivo,	além	de	dar	ao	paciente	uma	
aparência	em	conformidade	com	sua	vontade,	melhorar	sua	qualidade	de	vida,	
fazendo	com	que	ele	se	sinta	bem	consigo	mesmo.	Um	indivíduo	que	busca	um	
profissional	da	estética	visa	à	harmonia	com	sua	imagem,	também	buscando	algo	
para	melhorar	sua	autoestima	e,	consequentemente,	sua	qualidade	de	vida.	Talvez	
esta	seja	a	principal	justificativa	para	entender	por	que	o	shiatsu	é	uma	das	técnicas	
orientais	 mais	 utilizadas	 na	 estética,	 apresentando	 resultados	 extremamente	
positivos.
O shiatsu	é	uma	terapia	holística,	equilibra	o	organismo	energeticamente,	
promove	 bem-estar	 e	 relaxamento,	 melhora	 a	 qualidade	 de	 vida	 e	 corrige	
disfunções	fisiológicas	e,	consequentemente,	as	imperfeições	estéticas.
Os principais objetivos do shiatsu aplicado na estética são: equilibrar a atividade 
dos hormônios da suprarrenal (hormônios femininos); eliminar a constipação intestinal (uma 
das principais causas de disfunções na pele); melhorar a qualidade do sono (renovação celular) 
(KAGOTANI, 2004).
5.2 HISTÓRICO
As	práticas	da	Medicina	Chinesa	foram	introduzidas	no	Japão	por	volta	do	
século	VI.	Depois	de	muitos	anos,	a	medicina	ocidental	dominou	a	saúde	por	todo	
o	período	MEIJI	 (1868-1912).	No	 início	do	 século	XX,	as	 limitações	das	 técnicas	
ocidentais	se	tornaram	evidentes	e	as	antigas	terapias	foram	reavaliadas.O shiatsu	foi	desenvolvido	a	partir	do	Anma,	massagem	chinesa	de	pressão	
nos	pontos	energéticos.	A	técnica	chinesa	Anma	era	regulamentada	pelo	governo	
e	 seus	 praticantes	 eram	obrigados	 a	 se	 licenciar.	 Para	 evitar	 a	 regulamentação,	
muitos	terapeutas	mudaram	o	nome	do	tratamento	que	faziam	para	shiatsu,	que,	
posteriormente,	foi	reconhecido	e	legitimado	devido	à	sua	eficácia	e	popularidade.
IMPORTANT
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TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
65
Em	1925,	foi	criada	a	Associação	de	Terapeutas	de	Shiatsu,	mas	a	técnica	só	
foi	oficialmente	reconhecida	no	Japão	em	1955,	pelo	Ministério	da	Saúde	e	Bem-
estar.	Foi	difundida	para	o	Ocidente	a	partir	de	sua	entrada	nos	Estados	Unidos	
por	volta	de	1950.
5.3 A TÉCNICA E SEUS PRINCÍPIOS
Para	se	tornar	um	bom	shiatsuterapeuta	é	necessário	o	conhecimento	da	
Medicina	 Tradicional	 Chinesa	 e	 da	Medicina	 Ocidental	 (anatomia,	 fisiologia	 e	
patologia).	O	terapeuta	deve	desenvolver/adquirir	alguns	requisitos	fundamentais:	
bom	conhecimento	teórico,	prática	extensa,	cuidadosa	e	variada	e	sensibilidade.
Para desenvolver a sensibilidade, podemos nos utilizar de técnicas de 
desenvolvimento pessoal e de aumento de energia vital (Qi), podendo ser conseguido também 
através de exercícios físicos, respiratórios e alongamentos.
Um	 tratamento	 com	 shiatsu	 abre	 a	 possibilidade	 para	 o	 paciente	 ir	
tomando	consciência	do	seu	estado	físico,	emocional	e	mental,	fazendo	com	que	
ele	participe	do	processo	de	“cura”	de	forma	ativa,	melhorando	sua	qualidade	de	
vida.	A	função	do	terapeuta	é	também	a	de	mostrar	sua	própria	visão,	procurando	
elucidar	e	orientar	o	paciente.	Porém,	não	somos	donos	da	verdade	e	não	devemos	
pretender	 passar	 verdades	 absolutas.	 Tentaremos	 compreender	 e	 aceitar	 as	
dúvidas	e	fraquezas	do	outro,	fornecendo	o	apoio	necessário.	Esta	postura	revelará	
nossa	 maturidade,	 a	 qual,	 aliada	 ao	 conhecimento,	 à	 prática	 e	 à	 sensibilidade	
desenvolvida,	nos	capacitará	a	bem	atender	aos	pacientes.	Quando	nos	dispomos	
a	ajudar	outro	ser,	isso	nos	ajuda	a	avançar	no	nosso	próprio	processo	de	cura.
No shiatsu, nosso maior mestre é o nosso paciente!
Diferente	 das	 técnicas	 ocidentais,	 o	 shiatsu	 não	 realiza	 toques	 suaves,	
amassamentos	ou	deslizamentos.	É	uma	técnica	dinâmica	que	permite	ao	terapeuta	
utilizar	 muitas	 áreas	 do	 seu	 corpo	 como	 ferramentas	 (dedos,	 mãos,	 joelhos,	
cotovelos	e	pés).	O	terapeuta	utilizará	o	peso	do	seu	próprio	corpo	para	realizar	as	
pressões,	sendo	que	ela	deve	vir	do	abdômen	(hara).
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UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
As	 principais	 indicações	 da	 técnica	 incluem:	 restaurar	 o	 equilíbrio/
funcionamento	 orgânico,	 e	 não	 tratar	 sintomas	 isolados;	 diminuição	 da	 tensão	
física	 e	 emocional;	 aliviar	 dores	 de	 cabeça,	 esgotamento	 físico	 e	 mental,	 dores	
musculares	 e	 posturais,	 problemas	 digestivos,	 estados	 emotivos,	 insônia,	 mal-
estar	 físico	 ou	psicológico	 sem	 causa	definida,	 e	uma	 série	de	outros	pequenos	
distúrbios.
As	 contraindicações	 podem	 ser	 relativas	 ou	 absolutas,	 ou	 seja,	 todo	
caso	deve	 ser	 analisado	 com	bom	senso.	Qualquer	pessoa	pode	 receber	 shiatsu, 
somente	precisamos	adaptá-lo	nos	casos	de	idosos,	crianças	e	gestantes	(adequar	
profundidade	do	toque,	sequência	e	ritmo).
Evita-se	aplicar	shiatsu	em	casos	de	câncer,	pelo	risco	de	disseminação	da	
doença,	 em	casos	de	doenças	 contagiosas	e	graves,	quadro	de	 infecções	graves,	
febre	alta	e	extrema	debilidade	física.	Nunca	pressionar	sobre	cortes,	machucados,	
queimaduras,	fraturas,	edemas,	escoriações,	varizes,	hematomas,	úlceras	e	hérnias.	
Cuidados	especiais	em	casos	de	epilepsia,	hipertensão	arterial,	artrites,	artroses,	
reumatismo	e	osteoporose.	
5.4 A PRÁTICA
O shiatsu é	realizado	no	chão,	por	isso,	temos	que	ter	um	espaço	apropriado,	
suficiente	para	permitir	livre	movimentação	para	trabalhar	em	todas	as	posições	
exigidas.
O	paciente	deverá	deitar	em	um	colchonete	(não	muito	mole)	ou	tatame,	
coberto	por	lençol.	O	terapeuta	poderá	ter	almofadas	(não	muito	moles	e	nem	muito	
altas)	para	apoiar	tanto	seu	corpo	(se	necessário)	como	o	do	próprio	paciente.	
Tanto	terapeuta	quanto	paciente	devem	vestir	roupas	leves	e	confortáveis,	
de	preferência	de	material	natural.
A	 frequência	 de	 tratamento	 depende	dos	 objetivos,	mas	 normalmente	 é	
indicada	uma	vez	por	semana,	com	duração	máxima	de	90	minutos	de	atendimento.
Sempre	 retirar	 lentes	 de	 contato	 e	 óculos.	 Evitar	 trabalhar	 logo	 após	 as	
refeições	(estômago	cheio)	ou	muito	faminto	(estômago	roncando).
A	pressão	será	exercida	sobre	os	pontos	(tsubos)	principais	dos	meridianos	
de	energia,	que	podem	estar	sensíveis,	variando	de	pessoa	para	pessoa,	ou	ainda	
de	um	lado	do	corpo	ao	outro.	Localizamos	o	ponto,	palpando-o,	pressionamos,	
respiramos,	procurando	relaxar	e	sentir	o	fluxo	de	energia.	É	importante	para	o	
relaxamento	manter	a	respiração	sempre	fluindo		em	ambas	as	partes.
Não	existe	regra	em	relação	à	duração	das	pressões	nos	pontos,	mas	em	
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
67
geral	variam	entre	5	a	10	segundos,	podendo	ou	não	realizar	movimentos	circulares	
junto	à	pressão.	Sempre	devemos	nos	manter	atentos	às	reações	dos	pacientes,	que	
guiarão	o	tempo	todo	nosso	atendimento.
Existem	 inúmeras	 técnicas	 (linhas)	 de	 shiatsu: shiatsu	 puro,	 zen shiatsu, 
shiatsu	 ocidental,	 tantra shiatsu, watsu	 (shiatsu	 na	 água),	 shiatsu	macrobiótico.	A	
sequência	prática	que	veremos	é	baseada	na	técnica	do	zen shiatsu.
Pode-se	 trabalhar	 em	 quatro	 posições	 diferentes:	 paciente	 sentado,	 em	
decúbito	lateral,	decúbito	ventral	ou	decúbito	dorsal.
Na Unidade III aprenderemos alguns pontos e sequências de aplicação prática 
do shiatsu facial e corporal.
6 QUICK MASSAGE
Esta	 técnica	 também	 é	 conhecida	 como	 massagem	 sentada,	 massagem	
rápida,	ou	shiatsu	expresso.
Surgiu com David Palmer no início da década de 80 com a adaptação de 
técnicas e criação de rotinas de massagem sentada. Palmer desenvolveu uma cadeira portátil 
que permitisse fácil acesso do terapeuta e conforto na acomodação do paciente.
A	técnica	é	realizada	em	uma	cadeira	portátil,	onde	o	paciente	fica	numa	
posição	confortável,	inspirada	na	posição	fetal.	O	advento	da	cadeira	portátil	fez	
com	que	houvesse	maior	popularização	e	disseminação	deste	tipo	de	massagem.	
De	acordo	com	o	tamanho	do	paciente,	alguns	ajustes	podem	ser	feitos	na	
cadeira,	para	permitir	que	o	terapeuta	tenha	acesso	às	áreas	a	serem	trabalhadas.	
Devido	 à	 posição,	 as	 principais	 áreas	 de	 acesso	 são	 a	 região	 cervical,	 torácica,	
lombar,	 ombros,	 membros	 superiores	 e	 cabeça.	 Desta	 forma,	 oferece	 ótimos	
resultados	terapêuticos	no	alívio	de	dores	e	desconfortos.	
NOTA
ESTUDOS FU
TUROS
68
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
O	 tempo	de	 aplicação	varia	 entre	quinze	 e	vinte	minutos.	Os	principais	
benefícios	 da	 quick massage	 são	 alívio	 da	 dor,	 desconfortos	 e	 tensão	muscular;	
ativação	 da	 circulação	 sanguínea	 e	 linfática;	 melhora	 do	 movimento	 articular;	
redução	 da	 ansiedade	 e	 irritação;	 proporciona	 estado	 de	 bem-estar	 e	 conforto;	
melhora	o	humor;	aumento	da	concentração	e	motivação;	e	promove	relaxamento.
Na Unidade III aprenderemos a sequência básica da quick massage.
7 REFLEXOLOGIA PODAL
A	reflexologia	é	uma	técnica	que	se	baseia	no	princípio	que	existem	áreas	
reflexas	nos	pés	e	nas	mãos	correspondentes	a	todos	os	órgãos,	glândulas	e	estruturas	
do	corpo.	É	considerada	uma	técnica	terapêutica,	alternativa	e	complementar	ao	
tratamento	de	diversas	doenças,	incluindo	câncer	e	estresse.
Neste	 tópico,	 estudaremos	especificamente	 a	 reflexologia	podal,	 ou	 seja,	
a	aplicação	de	pressão	sobre	pontos	reflexos	nospés	com	a	 indicação	de	aliviar	
tensões	e	equilibrar	a	energia	vital	do	paciente.	
7.1 HISTÓRICO
Não	 se	 conhece	 a	 origem	 exata	 da	 reflexologia.	 Acredita-se	 que	 se	
originou	na	China	há	cerca	de	quatro	mil	anos	a.C.	Porém,	através	de	documentos	
(pictogramas)	 encontrados	no	Egito,	 sabe-se	que	os	 egípcios	 antigos	utilizavam	
técnicas	de	massagem	nos	pés	para	recuperar	a	saúde	das	pessoas,	assim	como	os	
índios	americanos	e	outros	povos	utilizavam	essa	técnica	com	fins	terapêuticos.	
De	qualquer	modo,	em	um	ponto	há	unanimidade,	o	 fato	de	que	as	origens	da	
reflexologia	remontam	à	Antiguidade.
Dentre	as	suas	origens	modernas,	existem	várias	evidências	no	Ocidente	
que	mostram	 a	 aplicação	 terapêutica	 de	pressão	 específica	 em	 zonas	do	 corpo.	
Por	volta	de	1893,	 se	descobriu	que	condições	 físicas	de	determinadas	áreas	do	
corpo	melhoravam	quando	pontos	 específicos	dos	pés	 eram	massageados,	 com	
isso	iniciaram-se	os	estudos	da	Terapia	das	Zonas	(zonas	de	energia	que	dividem	
o	corpo	da	cabeça	aos	pés).	
Definiu-se	que	os	pés	respondiam	melhor	à	pressão	do	que	as	mãos,	não	só	
porque	neles	passam	os	principais	canais	ou	meridianos	que	conduzem	a	energia	
vital,	mas	também	porque	nos	pés	os	reflexos	são	estimulados	naturalmente	porque	
ESTUDOS FU
TUROS
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
69
permanecem	muito	tempo	sob	a	pressão	do	peso	corpóreo	estático	ou	dinâmico,	
o	que	gera	um	efeito	positivo	no	que	diz	respeito	ao	sistema	energético	do	corpo	
e	nos	sistemas	fisiológicos	relacionados.	Por	isso,	os	pés	foram	considerados,	em	
1017,	 pelo	Dr.	Wang	Wei,	 um	 acupuntor	 respeitado,	 como	 áreas	 especialmente	
importantes	a	tratar,	em	termos	de	cura.
No	início	do	século	passado,	o	Dr.	William	Fitzgerald,	reunindo	e	estudando	
todas	 as	 informações	 até	 então	 conhecidas,	 descobriu	 a	 possibilidade	do	 corpo	
ser	dividido	em	dez	zonas	verticais,	as	quais,	por	sua	vez,	correspondem	aos	dez	
dedos	dos	pés	e	das	mãos	–	Teoria	da	Zonoterapia.	
A	Terapia	das	Zonas	(Zonoterapia)	foi	ensinada	ao	Dr.	Riley	e	sua	esposa	
pelo	Dr.	Fitzgerald	que,	por	muitos	anos,	a	utilizaram	em	suas	práticas	médicas,	
possibilitando	 ao	 Dr.	 Riley	 tanto	 desenhar	 os	 primeiros	 diagramas	 detalhados	
dos	pontos	de	reflexologia	localizados	nos	pés	quanto	acrescentar	mais	oito	zonas	
horizontais	que	viabilizaram	a	localização	dos	pontos	reflexos	com	mais	precisão.	
Entretanto,	após	o	empenho	desses	médicos,	a	Dra.	Eunice	Ingham,	considerada	
a	mãe	da	Reflexologia	Moderna,	dedicou	muitos	anos	da	sua	vida	à	pesquisa	e	
à	 transformação	do	método	de	aplicação	de	pressão	nas	zonas	 em	uma	 técnica	
detalhada	e	completa,	por	volta	de	1930.	Tal	técnica,	no	século	XXI,	é	conhecida	
como	Reflexologia	Podal.
7.2 A TÉCNICA E SEUS PRINCÍPIOS
O	termo	reflexologia	é	o	estudo	dos	reflexos.	A	reflexologia	é	considerada	a	
ciência	e	a	arte	que	lida	com	o	princípio	de	que	nos	pés	e	nas	mãos	existem	áreas	de	
reflexos	que	correspondem	a	todos	os	órgãos,	glândulas	e	partes	do	corpo,	como	se	
nos	pés	estivesse	desenhado	todo	o	corpo	humano.	
Não	 se	 sabe	 exatamente	 como	 a	 reflexologia	 funciona,	 embora	 existam	
várias	 teorias.	 Acredita-se	 que	 a	 aplicação	 de	 pressão	 em	 pontos	 específicos	
possibilita	que	o	paciente	 relaxe	e	 faz	 com	que	 seu	corpo	 reaja	às	necessidades	
ou	disfunções,	pelo	reequilíbrio	energético.	Desta	 forma,	a	Reflexologia	Podal	é	
aplicada	como	uma	técnica	de	massagem	em	pontos	existentes	sobre	a	planta	e	o	
dorso	dos	pés,	que	representam	todos	os	órgãos	e	os	membros	do	corpo	humano,	
possibilitando	um	relaxamento	e	um	equilíbrio	corporal.	Ao	estimular	os	pés,	a	
energia	 corpórea	 produzida	 é	 liberada	 e	 utilizada	 pelo	 organismo	do	 paciente.	
Quando	o	fluxo	de	energia	é	desimpedido,	mantemo-nos	saudáveis.	Quando	há	
bloqueio	ou	congestão,	a	doença	aparece.	Tratando	os	reflexos,	os	bloqueios	são	
desfeitos	e	a	harmonia	de	todos	os	sistemas	é	restaurada.
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UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
O principal benefício da técnica é o relaxamento. Ao reduzir a tensão, melhora 
o suprimento sanguíneo, promovendo o funcionamento desimpedido dos nervos e 
restabelecendo a harmonia ou homeostase entre as funções corporais (LIDELL, 2000).
Para	 um	 terapeuta	 aplicar	 uma	 boa	 técnica	 de	 reflexologia	 podal,	 é	
necessário	estudar	os	princípios	dessa	ciência,	principalmente	a	teoria	das	zonas	e	
os	mapas	reflexos	dos	pés.
A	teoria	das	zonas	explica	a	ligação	entre	os	reflexos	dos	pés	e	as	partes	do	
corpo	às	quais	correspondem.	Segundo	esta	teoria,	existem	dez	zonas	ou	canais	
de	energia	que	percorrem	o	corpo	 longitudinalmente,	da	cabeça	aos	pés.	Cinco	
de	cada	lado,	um	para	cada	artelho	ou	dedo.	Todo	órgão,	glândula	ou	parte	do	
corpo	 situado	dentro	de	uma	zona	 tem	 seu	 reflexo	na	 zona	 correspondente	do	
pé.	Quando	há	uma	 zona	 sensível	 no	pé,	muitas	 vezes	 isso	 significa	 tensão	ou	
congestão	na	parte	do	corpo	situada	na	mesma	zona.	
Existem	três	pontos	de	referência	que	cruzam	os	pés	lateralmente:	a	linha	
do	diafragma,	a	linha	da	cintura	e	a	linha	do	calcanhar.	Estas	linhas	nos	orientam	
para	localizar	precisamente	os	pontos	reflexos.
7.3 APLICAÇÃO PRÁTICA
O	trabalho	com	a	reflexologia	deve	ser	feito	de	acordo	com	o	mapeamento	
dos	pontos	reflexos	nos	pés.	Os	mapas	dos	dois	pés	são	semelhantes,	mas	alguns	
pontos	 só	 aparecem	 em	 um	 dos	 pés	 devido	 a	 corresponder	 aos	 órgãos	 que	 se	
situam	em	um	dos	 lados	do	corpo	 (por	exemplo,	o	 fígado	fica	na	planta	do	pé	
direito).	É	tratado	um	pé	de	cada	vez.
Para ser um bom reflexologista, precisa-se adquirir o conhecimento da anatomia 
e fisiologia das estruturas do pé.
IMPORTANT
E
IMPORTANT
E
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
71
FIGURA 6 – MAPA DOS PONTOS REFLEXOS
FONTE: Disponível em: <https://expressodasilhas.cv/lifestyle/2016/02/15/reflexologia-dos-
pes/47616>. Acesso em: 12 Set. 2019.
Um	 tratamento	 típico	 de	 reflexologia	 podal	 dura	 em	 média	 de	 trinta	
a	quarenta	minutos.	Devemos	utilizar	 sempre	as	duas	mãos	para	massagear	os	
pontos,	principalmente	utilizando	os	polegares	e	também	o	indicador.
Você	deve	ficar	numa	posição	confortável,	e	o	paciente	também,	com	os	pés	
na	altura	do	seu	colo.	Normalmente,	não	se	utilizam	cremes	ou	óleos	para	aplicar	
a	massagem	nos	pontos	reflexos;	se	houver	necessidade,	pode	ser	utilizado	talco.	
Mas	é	comum	alguns	profissionais	da	massoterapia	e	da	estética	“adaptarem”	a	
aplicação	com	a	utilização	de	um	produto	deslizante.
 
As	manobras	 basicamente	 consistem	 em	 trabalhar	 deslizando	 o	 polegar	
para	frente	e	para	trás	na	área	do	ponto	reflexo,	deslizando	o	indicador	para	frente,	
dobrando	ligeiramente	a	articulação	(junção)	onde	está	o	ponto,	fazendo	a	técnica	
do	“anzol”,	 fazendo	um	“gancho”	com	o	polegar	no	ponto	reflexo,	ou	ainda	as	
rotações	reflexas,	onde	mantemos	o	polegar	posicionado	e	giramos	o	pé	em	torno	
dele.
Na Unidade III veremos a atuação prática e maiores detalhes sobre a reflexologia podal.
ESTUDOS FU
TUROS
https://expressodasilhas.cv/lifestyle/2016/02/15/reflexologia-dos-pes/47616
https://expressodasilhas.cv/lifestyle/2016/02/15/reflexologia-dos-pes/47616
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UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
São poucos os trabalhos científicos existentes sobre a reflexologia, no entanto, a 
maioria desses trabalhos mostra que essa técnica tem algum efeito benéfico sobre o organismo, 
o que a torna uma terapia viável e que merece investimento.
8 DO-IN
DO-IN	é	uma	técnica	oriental	de	AUTOMASSAGEM,	na	qual	pressionamos	
nosso	próprio	corpo	em	busca	de	equilíbrio	e	conforto.	Embora	faltem	registros,	
presume-se	que	o	DO-IN	 tenha	se	desenvolvido	na	China	há	cerca	de	cinco	mil	
anos,	durante	o	reinado	de	Huang-Ti,	o	lendário	Imperador	Amarelo,	considerado	
o	pai	da	acupuntura	e	o	formulador	dos	fundamentosde	toda	medicina	chinesa.
Acredita-se	que	desde	a	Pré-história	os	primeiros	raios	de	sol	acordaram	o	
homem	e	este	desenvolveu	instintivamente	um	ritual	de	aquecimento	e	preparação	
para	a	vida	(para	enfrentar	as	lutas	e	as	atividades	diárias),	esfregando	as	mãos,	
o	rosto,	os	pés	e	o	corpo.	A	finalidade	era	abreviar	a	 fase	 intermediária	entre	o	
“estado	de	inércia”	e	a	“atividade	consciente”.
O homem primitivo passou a perceber a existência de uma relação direta em 
determinados pontos do seu corpo e uma espécie de energia fluindo por eles. O conhecimento 
destes pontos, aliado à compreensão gradativa de seus movimentos instintivos (espreguiçar-se, 
coçar-se etc.), proporcionou aos povos antigos a habilidade de curar a si mesmo e harmonizar 
o movimento interior ao cosmos (CANÇADO, 2005).
A	técnica	é	baseada	em	todos	os	conceitos	da	medicina	chinesa,	é	transmitida	
de	geração	em	geração	e	seu	nome	tem	o	significado	de	“caminho	de	casa”,	morada	
do	espírito	e	de	Qi,	a	energia	vital.
Sua	aplicação	prática	é	simples,	preventiva	e	tem	como	principal	objetivo	
regular,	equilibrar	o	fluxo	de	energia	vital,	Qi,	no	organismo.	Para	os	profissionais	
que	trabalham	com	o	toque	e	ajudam	outras	pessoas	a	se	equilibrarem,	a	técnica	
tem	 uma	 indicação	 muito	 precisa,	 que	 é	 a	 autodescoberta,	 a	 consciência	 do	
próprio	 corpo.	 É	uma	das	melhores	 formas	 que	há	de	 aprender	 a	 ser	 um	bom	
profissional,	descobrindo	como	é	bom	e	prazeroso	o	papel	duplo	de	fazer	e	receber	
um	tratamento.
IMPORTANT
E
NOTA
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
73
Uma	pequena	desvantagem	da	 técnica	 seria	não	alcançar	 todas	as	 áreas	
do	corpo,	mas	esta	é	compensada	pelos	benefícios	que	usufruímos.	Uma	grande	
vantagem	é	que	podemos	nos	automassagear	sempre	que	nos	sentirmos	cansados	
ou	tensos,	seja	no	trabalho,	em	casa	ou	nos	momentos	de	lazer.
Para	 realizar	 a	 prática	 do	 DO-IN	 temos	 que	 nos	 colocar	 em	 posições	
confortáveis	e	que	favoreçam	o	acesso	das	mãos	às	partes	que	serão	massageadas.	
Um	 conhecimento	 básico	 dos	 conceitos	 da	MTC	 e	 dos	 pontos	 dos	meridianos	
de	energia	 se	 faz	necessário.	Portanto,	a	 técnica	não	apresenta	contraindicações	
formais,	mas	alguns	cuidados	devem	ser	tomados	em	relação	ao	mapeamento	dos	
pontos,	especialmente	em	gestantes.
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UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Sente-se sobre as pernas. 
Com os polegares ou punhos 
descanse o peso do corpo sobre 
a sola dos pés.
Pressione pontos ao sacro e 
nádegas com os polegares
Pressione toda a sola do pé 
com os polegares. Repita no 
outro pé.
Deite-se de barriga para cima com os dedos de uma 
das mãos sobre os da outra pressione e massageie 
o abdômen. Faça pressões ao longo de um largo 
círculo imaginário, percorendo-o no sentido 
horário.
FIGURA 7 – PRÁTICA DO-IN
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
75
LEITURA COMPLEMENTAR
TERAPIAS COMPLEMENTARES
Terapia	 complementar	 é	 considerada	 a	 prática	 terapêutica	 utilizada	
concomitantemente	 ao	 tratamento	 convencional	 e	 que	 pode	 colaborar	 para	
o	 alcance	 dos	 efeitos	 esperados	 com	 o	 tratamento	 oficial	 (ELIAS,	 2006).	 Estas	
práticas	 utilizam-se	 de	 recursos	 terapêuticos	 com	 eficácia	 comprovada	 e	 que	
complementam	as	terapias	convencionais,	respeitando	a	individualidade	de	cada	
um	e	 empregando	 técnicas	 seguras,	 pautadas	na	 responsabilidade	profissional,	
com	o	pleno	conhecimento	e	consentimento	do	cliente.	As	terapias	complementares	
têm	 se	 difundido	 pelo	 mundo	 inteiro,	 com	 grande	 intensidade,	 ultimamente,	
apesar	 da	 sua	 remota	 utilização,	 pois	 historicamente	 pertencem	 ao	 patrimônio	
cultural	 e	 ao	 inconsciente	 coletivo	 da	 humanidade	 (LIMA,	 2007).	 O	 interesse	
da	 população	 pelas	 práticas	 complementares	 e	 integrativas	 vem	 crescendo,	
estimulando	os	órgãos	gestores	e	setores	da	saúde	mundial	para	a	implementação	
e	desenvolvimento	de	medidas	que	visem	corresponder	aos	anseios	da	sociedade	
nessa	 área	 (TEIXEIRA,	 2005).	 As	 terapias	 integrativas	 e	 complementares	 são	
hoje	praticadas	em	todo	o	mundo,	sendo	crescente	o	número	de	pessoas	que	se	
identificam	com	seus	princípios	 evidenciados	por	pesquisa	 e	publicações	 sob	a	
forma	de	artigos,	dissertações	e	teses,	enfatizando	assim	a	importância	e	utilização	
dessas	práticas	por	profissionais	da	área	de	saúde	(LAVERY,	2007).	Muitos	ainda	
acreditam	que	estas	 terapias	não	são	ensinadas	em	universidades,	o	que	é	uma	
distorção,	pois,	atualmente,	cursos	da	área	de	saúde,	como	enfermagem,	medicina,	
fisioterapia,	educação	física	e	outros,	na	graduação	ou	pós-graduação,	já	incluem	
em	seus	currículos	estas	abordagens.
As	terapias	alternativas	ou	complementares	trazem	uma	visão	holística	do	
ser	humano	fugindo	da	abordagem	fragmentada	e	mecanicista	do	modelo	médico	
dominante	que	visa	à	tecnologia,	especialidade	e	ao	mercantilismo	(SILVA,	2012).	
O	holismo	vem	da	palavra	grega	holos	(significa	“Todo”)	e	traz	uma	visão	geral	da	
realidade,	na	qual	a	emoção,	sensação,	sentimento,	razão	e	intuição	se	compensam	
e	se	vigoram	buscando	equilibrar	o	indivíduo	no	seu	aspecto	físico,	social,	mental,	
espiritual	e	ambiental	(TSUCHIYA;	NASCIMENTO,	2002).
Ao	prestar	assistência	ao	indivíduo,	o	profissional	de	saúde	deve	ter	uma	
visão	 holística,	 atuando	 tanto	 no	 corpo	 físico	 quanto	 nas	 energias	 mais	 sutis	
que	o	constituem,	pois	o	“Todo”	determina	o	comportamento	das	partes.	Como	
resultado,	o	ser	humano	se	torna	protagonista	do	cuidado	de	sua	própria	saúde	
(PARAGUANARÁ,	2009).	Além	de	seu	corpo	físico,	o	homem	possui	uma	mente	
e	um	espírito	que	não	devem	ser	separados.	As	pessoas	necessitam	ser	tratadas	
como	 um	 todo,	 sem	 conotação	 religiosa.	Waldow	 (2001),	 em	 seu	 livro	Cuidado 
Humano: o resgate necessário,	 nos	 lembra	 de	 que	 existem	 alguns	 pré-requisitos	
para	cuidar	das	pessoas,	ou	seja,	intencionalidade	em	ajudar,	desejo	genuíno	de	
favorecer	o	bem,	habilidade	de	centrar-se	(harmonizar-se),	boas	condições	físicas/
mentais/morais/espirituais	e	principalmente	sentimento	de	amor	e/ou	compaixão,	
76
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
respeito	e	dedicação.	As	terapias	complementares	possuem	várias	vantagens	que	
se	caracterizam	por	 intervenções	não	 invasivas,	sem	relatos	de	efeitos	colaterais	
prejudiciais.	Elas	têm	uma	importante	ação	preventiva	de	desequilíbrio	nos	níveis	
físico,	 mental	 e	 emocional,	 além	 de	 poderem	 ser	 usadas	 concomitantemente	 a	
outros	tratamentos	(TSUCHIYA,	NASCIMENTO,	2002).	Entendendo	saúde	como	
um	“complexo”	aglomerado	de	aspectos	físicos,	sociais,	espirituais,	emocionais	e	
ambientais,	observa-se	que	vários	são	os	profissionais	que	atuam	nesta	condição	ou	
qualidade	de	saúde/doença	da	população,	cada	um	dentro	de	suas	especificidades.	
Portanto,	quando	se	 fala	em	Terapias	não	Convencionais,	 fala-se	de	 terapias	de	
áreas	da	medicina,	da	enfermagem,	da	psicologia,	da	fisioterapia,	da	odontologia,	
da	 educação	 e	de	 todas	 as	modalidades	que	 auxiliam	o	 indivíduo	na	busca	de	
melhor	qualidade	de	vida.
As	práticas	complementares	não	convencionais	podem	ajudar	no	controle	
do	estresse	e	melhorar	a	qualidade	de	vida,	estimulando	a	relação	do	indivíduo	
com	o	ambiente,	com	seus	pares	e	consigo	mesmo,	utilizando	técnicas	e	métodos	
que	auxiliam	o	profissional	na	orientação	ao	indivíduo	em	adoções	de	hábitos	e	
costumes	saudáveis	(LIMA,	2009;	LIMA,	2010).	A	humanidade	dispõe	de	várias	
opções	 terapêuticas	 complementares	 que	 poderiam	 ser	 mais	 exploradas	 para	
alcançar	uma	vida	mais	saudável,	com	um	mínimo	de	qualidade	de	vida	(SILVA,	
2012).	A	inserção	destas	terapias	ao	cotidiano	das	pessoas	visa	à	harmonização	do	
ser	humano,	com	vistas	a	uma	assistência	 integral	que	vai	desde	o	acolhimento	
humanizado	 à	 promoção	 do	 autoconhecimento,	 harmonia	 eequilíbrio.	 Um	
grande	avanço	no	Brasil	que	reforça	a	importância	das	Terapias	Complementares	
foi	 a	 aprovação,	 em	 3	 de	maio	 de	 2006,	 pelo	Ministério	 da	 Saúde,	 da	 Política	
Nacional	de	Práticas	Integrativas	e	Complementares	(PNPIC),	Portaria	nº	971,	que	
“recomenda	a	adoção	pelas	Secretarias	de	Saúde	dos	Estados,	do	Distrito	Federal	e	
dos	Municípios,	da	implantação	e	implementação	das	ações	e	serviços	relativos	às	
Práticas	Integrativas	e	Complementares”	(BRASIL,	2006).
O	campo	das	Práticas	Integrativas	e	Complementares	contempla	sistemas	
complexos	 e	 recursos	 terapêuticos,	denominados	pela	Organização	Mundial	da	
Saúde	 (OMS)	 de	 medicina	 tradicional	 e	 complementar/alternativa	 (MT/MCA).	
No	 final	 da	 década	 de	 70,	 a	 OMS	 criou	 o	 Programa	 de	Medicina	 Tradicional,	
objetivando	 a	 formulação	 de	 políticas	 na	 área	 que	 culminaram	 no	 documento	
“Estratégia	 da	 OMS	 sobre	 Medicina	 Tradicional	 2002-2005”.	 No	 Brasil,	 estas	
abordagens	 ganharam	 ênfase	 a	 partir	 da	 década	 de	 80,	 principalmente	 após	 a	
criação	do	SUS	(BRASIL,	2006).	Apesar	de	citar	apenas	quatro	das	diversas	terapias	
existentes,	 a	 Portaria	 nº	 971/2006	 do	Ministério	 da	 Saúde	 é	 o	 um	marco	 inicial	
para	utilização	de	tantas	outras	terapias	no	SUS,	contemplando	assim	um	número	
maior	de	beneficiados	junto	à	população	mais	carente	do	país	(BRASIL,	2006).	As	
terapias	referenciadas	são:	1)	Medicina	Tradicional	Chinesa,	que	se	caracteriza	por	
um	sistema	médico	integral	milenar,	originado	na	China,	que	utiliza	linguagem	
que	 retrata	 simbolicamente	 as	 leis	 da	 natureza	 e	 que	 valoriza	 a	 inter-relação	
harmônica	 entre	 as	 partes	 visando	 à	 integridade,	 com	 ênfase	 na	 acupuntura;	
2)	 Homeopatia,	 enquanto	 sistema	 médico	 complexo;	 3)	 Plantas	 Medicinais	 e	
Fitoterapia,	 caracterizada	 pelo	 uso	 de	 plantas	 medicinais	 em	 suas	 diferentes	
formas	farmacêuticas,	sem	a	utilização	de	substâncias	ativas	isoladas,	ainda	que	de	
TÓPICO 3 | CONHECIMENTO BÁSICO E APRESENTAÇÃO DE TÉCNICAS ORIENTAIS
77
origem	vegetal;	4)	Termalismo	Social,	que	compreende	as	diferentes	maneiras	de	
utilização	da	água	mineral	e	sua	aplicação	em	tratamentos	de	saúde	com	finalidade	
terapêutica,	atuando	de	maneira	complementar	aos	demais	tratamentos	de	saúde.
FONTE: LIMA, Indiara Campos et al. Terapias complementares: um projeto de extensão. Revista 
Conexão UEPG, vol. 8, n. 1, 2012, p. 76-85.
78
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você viu que:
•	 É	 importante	 compreender	que	 existem	os	 limites	das	 técnicas	 orientais	 e	 os	
limites	 do	 profissional.	 Nenhuma	 técnica	 e	 nenhum	 profissional	 conseguirá	
resolver	todos	os	problemas.	Mas,	no	geral,	dentro	da	visão	holística,	as	terapias	
alternativas	podem	tratar	todos	os	aspectos	do	ser	humano:	físico,	energético,	
mental,	emocional	e	espiritual,	além	do	ambiental.
•	 Todas	 as	 técnicas	 orientais	 se	 enquadram	como	 terapia	holística. As	 terapias	
holísticas	podem	abordar	todos	os	aspectos	do	ser	humano	e	o	terapeuta	deve	
sempre	procurar	uma	abordagem	integral	do	paciente.	
•	 Apresentamos	a	aromaterapia,	cromoterapia,	banhos	terapêuticos,	reflexologia,	
shiatsu, quick massage	 e	 do-in.	 Cada	 técnica	 possui	 sua	 indicação	 e	 forma	 de	
aplicação	prática.
•	 O	 importante	 é	 o	 profissional	 estar	 habilitado	 para	 a	 técnica	 escolhida	 e	 ter	
critério	e	fundamentação	na	sua	escolha.	
79
Como	vimos,	o	shiatsu	é	a	técnica	mais	utilizada	na	estética.	
Relacione	 as	principais	 indicações	 e	 contraindicações	da	 técnica	
de	shiatsu.
AUTOATIVIDADE
80
81
TÓPICO 4
INTRODUÇÃO À MASSOTERAPIA
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Massoterapia	é	o	termo	dado	à	utilização	da	massagem	como	terapia.
É	difícil	definir	massagem	de	forma	precisa	e	completa.	Há	muitas	formas	
de	massagem	e	trabalhos	corporais	sendo	utilizados	com	diversas	finalidades.	Uma	
definição	geral	é	a	de	que	massagem	vem	a	ser	o	conjunto	de	técnicas	aplicadas	com	
as	mãos,	sobre	a	pele,	com	finalidades	estéticas	ou	terapêuticas.	Podemos	afirmar	
que	massagem	NÃO	é	uma	habilidade	única,	e	sim,	uma	coleção	de	habilidades.
A	massagem	pode	ser	um	meio	de	compensarmos	o	volume	de	pressões	
da	vida	profissional	e	doméstica.	Para	muitos	de	nós,	a	 rigidez	e	a	dor	 são	um	
modo	de	vida	ao	qual	nos	habituamos.	Muitas	vezes,	somente	quando	fazemos	ou	
recebemos	massagem	é	que	percebemos	como	nossos	músculos	estão	retesados	ou	
o	quanto	nossa	energia	é	consumida	pela	tensão.	
A	massagem,	por	mais	técnica	que	seja,	manipula	os	pontos	energéticos	do	
corpo	humano. 
Massagem não é somente física. É preciso concentração e dedicação. É uma 
troca de energia: a massagem é uma via de mão dupla.
2 HISTÓRIA DA MASSAGEM
A	massagem	talvez	seja	a	forma	mais	antiga	e	mais	simples	de	atendimento	
médico.	É	uma	das	mais	antigas	práticas	curativas	gravadas.
A	maioria	 das	 culturas	 tinha	parteiras	 que	utilizaram	a	massagem	para	
ajudar	a	mulher	durante	as	 fases	da	gravidez	e	do	 trabalho	de	parto.	Mulheres	
sempre	foram	curandeiras.	Elas	banhavam	os	doentes	e	cuidavam	deles,	bem	como	
dos	jovens	e	dos	idosos;	cuidavam	das	mulheres	grávidas	e	entregavam	os	bebês.
ATENCAO
82
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Historicamente,	as	mulheres	curandeiras	foram	perseguidas,	excluídas	da	
profissão	médica	e	até	mesmo	 impedidas	de	praticar	medicina	até	por	volta	do	
Século	XX.
Nos	 tempos	 antigos,	 a	 massagem	 era	 uma	 daquelas	 artes	 da	 cura	 que	
normalmente	 foi	 passada	 de	 geração	 para	 geração.	 As	 culturas	 indígenas	
transmitem	 sua	 tradição	de	 forma	oral	 e	 raramente	 tem	alguma	documentação	
escrita	sobre	as	suas	práticas	culturais.
A	comprovação	da	origem	exata	da	massagem	não	existe,	porém,	há	grande	
incidência	de	utilização	no	Antigo	Egito	devido	às	pinturas	nas	paredes	do	túmulo	
de	um	médico	em	Saqqara	(datada	de	2.330	a.C.).
Oriente	 –	 culturalmente,	 as	 pessoas	 se	 beneficiam	 com	 as	 técnicas	 de	
massagem.	Utilização	das	 técnicas	de	 forma	 ininterrupta	desde	os	 tempos	mais	
remotos	até	os	dias	atuais.	
Acupuntura	–	existe	há	4.000	anos	e	é	uma	medicina	popular	na	China.
“Médico	 Descalço”	 –	 pessoas	 que	 trabalham	 com	 a	 saúde	 na	 China	 e	
que	 recebem	 treinamento	 suficiente	 para	 atender	 às	 necessidades	 básicas	 dos	
habitantes.
Ocidente	–	não	tem	cultura	de	toque	para	cura,	a	massagem	é	relacionada	
somente	com	o	esporte.	Conceitos	mais	antigos	que	ligavam	o	corpo,	a	mente	e	
o	 espírito	 foram	 considerados	 como	 “anticientíficos”	 durante	 anos	 (Revolução	
Científica	há	250	anos).	O	corpo	humano	passou	a	ser	visto	como	uma	máquina	
sofisticada.	
Na	antiguidade,	eram	justamente	os	médicos	que	faziam	massagem,	uma	
arte	que,	na	época,	era	considerada	um	dos	mais	finos	tratamentos.	
A	palavra	grega	masséin	significa	justamente	apertar,	friccionar	e	amassar.
Médicos	gregos	e	romanos	–	massagem	é	uma	forma	de	aliviar	a	dor.	
No	antigo	Império	Romano,	a	massagem,	chamada	tripsis,	manteve	uma	
posição	elevada	e	foi	praticada	pelos	profissionais	com	formação	médica.	A	técnica	
foi	 desenvolvida,	 chegando	 a	 um	 alto	 grau	 de	 aperfeiçoamento,	 e	 começou	 a	
abranger	tratamentos	dos	mais	variados	tipos.
Plínio	 –	 naturista	 romano	 que	 recebia	 massagem	 regularmente	 para	
controlar	as	crises	de	asma	brônquica.
Júlio	Cesar	–	era	epilético,	recebia	massagem	para	aliviar	nevralgias	e	dores	
de	cabeça.
TÓPICO 4 | INTRODUÇÃO À MASSOTERAPIA
83
Queda	de	Roma	 (séc.	V	a.C.)	–	a	Europa	pouco	progrediu	no	campo	da	
medicina.	Árabes	começaram	a	estudar	e	desenvolver	os	ensinamentos	no	mundo	
clássico.
Na	antiga	ginástica	e	no	atletismo	a	massagem	era	considerada	necessária	
para	um	bom	desempenho	corporal	e	a	forma	mais	importante	de	tratamento	de	
dores	e	lesões	relacionadas	à	musculatura.
Durante	a	Idade	Média	pouco	se	desenvolveu	sobre	a	massagem	na	Europa/
no	Ocidente	devido	ao	desprezo	dos	prazeres	da	carne.
Séc.	XVI	–Ressurgimento	da	massagem	–	médico	francês	Ambroise	Paré.
Séc.	XIX	–	Massagem	sueca	–	desenvolvida	por	Per	Henrik	Linge	e	seus	
discípulos	Branting,	Georgii	e	De	Ron.	
Henrik	Ling	estudava,	com	interesse,	a	filosofia	e	a	literatura	das	antigas	
culturas,	tanto	do	Oriente	como	do	Ocidente.	Ele	criou	um	sistema	de	massagem	
aperfeiçoando	os	movimentos,	o	qual	é	usado	até	hoje.	Acreditou	e	provou	que	
a	massagem	não	só	tratava	músculos	tensos	e	melhorava	o	desempenho	atlético,	
como	também	tratava	problemas	 internos,	como	estômago,	 intestinos,	pulmões,	
coração	e	ainda	problemas	psicológicos.
Hoje	em	dia,	a	técnica	de	Ling,	chamada	de	massagem	sueca,	é	um	conceito	
de	qualidade	mundialmente	conhecido	e	é	a	forma	de	tratamento	alternativa	mais	
usada	no	Ocidente,	também	chamada	massagem	clássica	ou	massagem	ocidental.
Em 1813, foi fundada a primeira faculdade (Suécia - Estocolmo) a oferecer 
massagem em seu currículo. Clínicas e spas incluíram atendimentos com massagem.
A	massoterapia	está	passando	por	um	renascimento,	na	medida	em	que	
mais	 pessoas	 vêm	 descobrindo	 sua	 eficácia	 como	 método	 de	 relaxamento,	 de	
combate	 ao	 estresse,	 de	 alívio	da	dor	 e	da	disfunção.	Os	 recursos	manuais	 são	
resultados	da	fusão	de	várias	correntes	históricas,	incluindo	o	estudo	de	pioneiros,	
como	Wilhelm	Reich,	Ida	Rolf,	Janet	Travell,	David	Simons,	Leon	Chaitow	e	muitos	
outros.
NOTA
84
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
O conhecimento da anatomia e da fisiologia dos músculos, e sua relação com 
o sistema nervoso, ajuda o massoterapeuta a compreender as questões relacionadas à dor e 
disfunção, possibilitando o tratamento e a solução de tais problemas no ambiente clínico.
3 MÉTODOS E MANOBRAS DA TÉCNICA DE MASSAGEM 
CLÁSSICA
A	massagem	clássica	possui	manobras	básicas	que	servem	de	introdução	a	
todas	as	outras	técnicas	de	massagem	e	que	podem	ser	utilizadas	individualmente	
ou	associadas	para	provocar	os	efeitos	fisiológicos	objetivados	no	tratamento.
3.1 MANOBRAS CLÁSSICAS E SEUS EFEITOS
Podemos	dizer	que	os	movimentos	clássicos	guiam	toda	a	aplicação	técnica	
de	uma	massagem.
Pense neles como o “ABC” da massagem, com o qual você pode criar sua própria 
linguagem tátil (LIDELL, 2000).
Deslizamento	(effleurage)	–	passar	a	mão	sobre	a	pele,	superficialmente	ou	
profundamente	(deslizamento	superficial	e	deslizamento	profundo).	É	utilizado	em	
todas	as	áreas	do	corpo,	pode	iniciar	ou	terminar	uma	sequência	de	massagem,	ou	
ainda	pode	ser	utilizado	como	procedimento	de	transição	para	facilitar	a	passagem	
de	um	tipo	de	movimento	para	o	outro.	O	movimento	é	 longo,	amplo,	fluente	e	
calmante.	É	utilizado	para	aplicação	do	produto,	para	aquecer	uma	área	e	relaxar.	
É	importante	que	toda	a	superfície	das	mãos	fique	em	contato	com	a	pele.	Principal	
efeito	fisiológico,	aumenta	a	circulação	sanguínea	no	local	e	alonga	os	músculos.
Amassamento	 (petrissage)	 –	 amassar,	 puxar,	 franzir.	 Pode	 ser	 feito	 mais	
profundamente	 em	grandes	porções	de	massas	musculares.	Relaxa	 os	músculos,	
drenando	resíduos	metabólicos	e	estimulando	a	circulação	sanguínea	e	linfática.	É	
um	movimento	de	apertar	e	soltar	alternadamente,	num	movimento	circular	amplo.	
Aplicado	em	áreas	amplas,	puxar	é	um	movimento	firme	de	levantar	o	tecido.
IMPORTANT
E
DICAS
TÓPICO 4 | INTRODUÇÃO À MASSOTERAPIA
85
Fricção	(pressões	profundas)	–	profundo	e	concentrado,	utiliza	os	polegares	
ou	as	pontas	dos	dedos,	ou	ainda	a	base	das	mãos	para	penetrar	profundamente	
numa	 tensão	 de	 um	 ponto	 ou	 área.	 É	 importante	 aumentar	 gradativamente	
a	profundidade.	 Sempre	utilizar	 o	peso	do	 corpo	para	 auxiliar	na	 aplicação	da	
pressão.	É	muito	utilizado	ao	redor	de	articulações	ou	nas	camadas	superficiais	
dos	músculos.	
Percussão	 (cuteladas,	 socamento,	 tamborilamento,	 vibração,	 tapotagem)	
–	 ao	 contrário	 dos	 outros	 movimentos,	 é	 mais	 estimulante	 do	 que	 relaxante.	
Compreende	uma	série	de	movimentos	rítmicos	vigorosos,	feitos	repetidamente	
com	 alternância	 das	 mãos.	 Podem	 fazer	 barulhos,	 apertos,	 puxadas,	 beliscões.	
O	maior	 benefício	 fisiológico	 é	 o	 estímulo	de	 áreas	moles,	 tonificando	 a	 pele	 e	
melhorando	a	circulação.	Por	sua	abordagem	vigorosa,	deve	se	fazer	necessária	no	
atendimento.
3.2 MÉTODOS DE APLICAÇÃO
Dependendo	da	manobra,	da	área	e	do	objetivo,	diferentes	partes	do	corpo	
do	terapeuta	podem	ser	usadas	para	manipular	o	tecido.	As	principais	“ferramentas	
do	corpo”	que	podemos	utilizar	são:
Eminência Tenar e Hipotenar: Podem	 ser	 usadas	 para	 aplicar	 uma	
compressão	bastante	ampla.	São	especialmente	proveitosas	nos	músculos	maiores,	
como	os	do	membro	inferior,	os	glúteos,	os	do	ombro	e	os	paraespinais.	Também	
são	ótimas	para	trabalhar	sobre	áreas	ósseas	amplas,	como	a	crista	ilíaca.	Colocadas	
em	 movimento,	 as	 eminências	 comprimem	 uma	 faixa	 relativamente	 larga	 de	
tecido.	Ao	 usá-las,	 evite	 a	 hiperextensão	 do	 punho.	 Sinta	 o	 tecido	 enquanto	 o	
comprime	e	preste	atenção	nas	áreas	rígidas	e	endurecidas.	Use	essas	informações	
para	determinar	se	outro	movimento,	mais	localizado,	deve	ser	aplicado	em	áreas	
determinadas.
A Mão Fechada:	É	outra	maneira	de	 realizar	a	compressão	ampla.	Uma	
vantagem	 é	 a	 habilidade	 de	 alterná-la,	 aplicada	 com	 todo	 o	 comprimento	 das	
falanges	próximas	(os	ossos	dos	dedos)	ou	com	uma	compressão	mais	concentrada	
com	as	articulações	dos	dedos	(as	articulações	 interfalângicas	proximais).	Nesse	
caso,	também	se	deve	evitar	a	hiperextensão	do	punho.
As Articulações dos Dedos:	As	articulações	interfalângicas	proximais,	ou	
nós	dos	dedos	indicador	e	médio,	também	podem	ser	usadas	na	compressão.	Elas	
são	ótimas	alternativas	às	pontas	dos	dedos	para	evitar	o	esforço	constante.	Uma	
vez	que	essas	articulações	são	superfícies	mais	rígidas	e	menos	sensíveis	que	as	
pontas,	o	tecido	deve	ser	apalpado	primeiro	com	as	pontas	dos	dedos	antes	de	usar	
os	nós	para	a	compressão.	Nas	áreas	sensíveis,	como	a	face,	o	pescoço	e	as	costelas,	
é	preferível	usar	as	pontas	dos	dedos.
86
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
As Pontas dos Dedos:	A	 compressão	 fixa	 ou	 deslizante	 com	 as	 pontas	
dos	 dedos	 é	 ideal	 para	 o	 tratamento	 de	 áreas	 delimitadas	 e	 pequenas,	 como	
pontos-gatilho	ou	outros	pontos	de	dor	à	palpação.	É	 importante	 lembrar-se	da	
biomecânica	corporal	durante	a	aplicação	da	pressão	com	os	dedos,	uma	vez	que	
ela	pode	exercer	uma	força	considerável	sobre	os	músculos	da	mão	e	do	antebraço,	
especialmente	em	pontos	profundos	do	corpo.	Portanto,	é	aconselhável	apoiar	os	
dedos	ou	o	polegar	na	outra	mão	para	impedir	a	hiperextensão	das	articulações	
e	para	exercer	uma	pressão	adicional.	Em	cada	caso,	o	terapeuta	deve	decidir	se	
usará	ou	não	o	apoio,	de	acordo	com	a	necessidade.
Lembre-se	de	colocar	as	articulações	em	uma	linha	reta	e	de	usar	o	peso	do	
corpo	em	vez	da	força	muscular	sempre	que	praticável.	Quando	não	for	possível	
usar	o	peso	do	corpo,	como	na	abordagem	dos	músculos	posteriores	do	pescoço	
em	 um	 paciente	 em	 decúbito	 dorsal,	 deve-se	 procurar	 alinhar	 as	 articulações,	
pausando	e	alternando	as	mãos	frequentemente.
Embora	 possam	 ser	 usadas	 em	 qualquer	 lugar	 do	 corpo,	 as	 pontas	 dos	
dedos	são	empregadas	exclusivamente	em	algumas	áreas,	como	a	face,	o	pescoço,	
a	 axila,	 o	abdômen,	a	virilha	e	 em	 todo	o	 trabalho	em	regiões	 internas,	onde	o	
toque	deve	ser	controlado	e	sensível.	
O cotovelo:	Principalmente,	o	olécrano	da	ulna	(a	ponta	óssea	do	cotovelo)	é	
uma	ferramenta	extremamente	útil	para	a	compressão.	Sua	utilização	tem	diversas	
restrições:
1.	 Uma	 quantidade	 extraordinária	 de	 força	 pode	 ser	 exercida	 com	 o	 cotovelo,	
portanto,	a	compressão	deve	iniciar	lenta	e	aumentar	gradualmente,	com	muita	
atenção	às	respostas	do	paciente.
2.	 O	cotovelo	é	muito	menos	sensível	que	as	pontas	dos	dedos.Os	tecidos	devem	
ser	 explorados	 primeiro	 com	os	 dedos	 e	 somente	 depois	 o	 cotovelo	 é	 usado	
para	a	compressão,	uma	vez	que	a	necessidade	e	a	localização	já	tenham	sido	
estabelecidas.
3. O	uso	do	cotovelo	deve	ser	evitado	em	áreas	altamente	sensíveis,	como	a	face,	o	
pescoço	e	a	virilha.
O Antebraço: A	 região	 ulnar	 do	 antebraço	 é	 uma	 superfície	 ampla,	
adequada	para	a	 compressão	deslizante	profunda	dos	músculos	 longos	e	 retos,	
como	o	eretor	da	espinha	e	alguns	do	membro	 inferior.	Como	o	cotovelo,	ela	é	
insensível,	por	isso	faça	a	palpação	da	área	antes	de	tratar	com	o	antebraço.	
4 INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES DA MASSAGEM 
CLÁSSICA
A	 massagem	 será	 indicada	 toda	 vez	 que	 os	 efeitos	 resultantes	 de	 sua	
execução	forem	benéficos	ao	paciente,	e	será	contraindicada	toda	vez	que	tais	efeitos	
forem	prejudiciais	ao	paciente.	Pode	acontecer	que	um	dos	efeitos	seja	benéfico,	
TÓPICO 4 | INTRODUÇÃO À MASSOTERAPIA
87
mas	o	outro	prejudicial.	Neste	 caso,	 ela	estará	 contraindicada.	Ex.:	Gravidez.	O	
aumento	da	circulação	não	seria,	necessariamente,	prejudicial	se	a	massagem	fosse	
feita	na	região	do	útero,	pois	limparia	e	nutriria	aquela	região.	Contudo,	junto	ao	
incremento	circulatório,	haveria	o	aumento	dos	movimentos	involuntários	na	área	
e	estes	estariam	contraindicados.	
Se	estes	dois	 fundamentos	 forem	cumpridos,	não	haverá	necessidade	de	
uma	lista	de	indicações	e	contraindicações.
Contraindicações:	
•	 Alterações	circulatórias	graves	(trombose,	varizes,	úlceras	varicosas).
•	 Câncer.
•	 Pacientes	cardíacos,	diabéticos	ou	hipertensos	descompensados.
•	 Problemas	ósseos	ou	articulares	(artrite,	artrose,	osteoporose).
•	 Processos	infecciosos	(febre,	secreção).
•	 Inflamações	agudas	ou	crônicas.
•	 Problemas	respiratórios.
•	 Áreas	 de	 sepse,	 feridas	 abertas,	 cortes,	 ferimentos,	machucados,	 hematomas,	
edemas.
•	 Cirurgias	recentes.
5 COMPONENTES DA MASSAGEM CLÁSSICA
Massagem	clássica	possui	alguns	componentes	que	devem	ser	obedecidos	
para	atingir	os	seus	efeitos	fisiológicos	e	seus	objetivos.
Cada ser humano é um ser único, portanto, devemos adaptar os componentes 
da massagem de acordo com cada pessoa que iremos atender.
Dentre	os	componentes	da	massagem	podemos	citar:
Direção:	A	direção	deverá	ser	sempre	no	sentido	do	coração,	favorecendo	
o	retorno	da	circulação.
Pressão:	A	pressão	não	deve	ser	muito	leve,	sendo	interpretada	como	um	
carinho	pelo	paciente,	e	não	muito	forte	a	ponto	de	causar	desconforto	ao	paciente.	
A	 força	 de	 intensidade	 dos	movimentos	 deve	 variar	 segundo	 as	 condições	 do	
paciente	e	suas	características	estruturais.		
ATENCAO
88
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Velocidade	 e	 ritmo:	 A	 velocidade	 deve	 ser	 uniforme	 durante	 todo	 o	
momento.	O	ritmo	será	alternado,	de	acordo	com	a	região	e	com	o	estímulo	a	ser	
dado.	As	manobras	em	baixa	velocidade	produzem	efeito	calmante	e	analgésico;	
as	manobras	rápidas	produzem	efeito	estimulante	e	desintoxicante.
Meio:	os	principais	meios	utilizados	são	os	óleos	e	os	cremes.	
Posicionamento	do	paciente:	tanto	o	paciente	quanto	o	terapeuta	deverão	
estar	em	posições	cômodas,	confortáveis	e	práticas.
Falaremos mais adiante da importância do posicionamento e também da escolha 
do produto.
Duração:	 dependerá	 das	 regiões	 a	 serem	 tratadas.	 Podemos	 atuar	
localizadamente,	com	tempo	médio	de	40	minutos,	ou	globalmente,	com	tempo	
médio	de	60	minutos.	Não	se	recomenda	ultrapassar	90	minutos	de	atendimento.
6 EFEITOS FISIOLÓGICOS DA MASSAGEM CLÁSSICA
A	 massagem	 clássica	 produz	 efeitos	 fisiológicos	 em	 muitos	 sistemas	
do	 nosso	 organismo.	 Seguem	 os	 efeitos	 relacionados	 a	 cada	 um	 dos	 sistemas	
beneficiados	pela	técnica.
SISTEMA	 ÓSSEO:	 A	 produção	 do	 líquido	 sinovial,	 que	 lubrifica	 as	
articulações,	é	estimulada	com	a	massagem.		
SISTEMA	 MUSCULAR:	 A	 massagem	 ajuda	 a	 dissolver	 os	 nódulos	 de	
tensão	muscular,	produzidos	por	 tensão	crônica	 (má	postura,	por	exemplo),	ou	
por	um	trauma	físico	ou	emocional.			
SISTEMA	VASCULAR:	A	massagem	promove	a	circulação	porque	ajuda	
o	 fluxo	 venoso	 a	 ir	 para	 o	 coração,	 reduzindo	 assim	 a	 pressão	 do	 sangue	 e	
aumentando	a	porcentagem	de	oxigênio	nos	tecidos.
SISTEMA	 NERVOSO:	 Com	 a	 massagem,	 ativamos	 o	 sistema	 nervoso	
parassimpático,	 devido	 à	 presença	 de	 milhões	 de	 receptores	 sensoriais	 (ex.:	
receptores	de	tato,	dor,	temperatura	etc.)	existentes	na	pele,	relaxando	e	tonificando	
os	nervos,	melhorando	assim	o	estado	geral	de	todos	os	órgãos	do	corpo.		
ESTUDOS FU
TUROS
TÓPICO 4 | INTRODUÇÃO À MASSOTERAPIA
89
SISTEMA	TEGUMENTAR:	A	pele	tem	a	propriedade	de	conduzir	estímulos	
que	vêm	do	meio	ambiente	ao	sistema	nervoso	central.	Através	do	TOQUE	durante	
a	massagem	 ocorre	 uma	 ação	 contínua	 sobre	 as	 terminações	 nervosas	 na	 pele,	
de	forma	ritmada,	fazendo	com	que	a	propriedade	fisiológica	de	conduzir	estes	
estímulos	seja	esgotada	temporariamente,	obtendo	então	estado	de	relaxamento	
geral.
90
RESUMO DO TÓPICO 4
Neste tópico, você viu que:
•	 A	massoterapia	é	a	utilização	da	massagem	como	terapia/tratamento.
•	 Massagem	é	um	conjunto	de	habilidades	que	provocam	efeitos	fisiológicos	no	
organismo,	 é	 uma	 prática	muito	 antiga,	mas	 que	 vem	 crescendo	 até	 os	 dias	
atuais.	
•	 Quanto	à	massagem,	suas	indicações	e	contraindicações	estão	relacionadas	ao	
conhecimento	que	o	terapeuta	precisa	ter	em	relação	à	fisiologia	e	patologia.
•	 Os	efeitos	fisiológicos	causados	pela	massagem	atingem	diversos	sistemas	do	
organismo,	 e	 também	 envolvem	 os	 efeitos	 energéticos	 e	 emocionais	 para	 a	
pessoa	que	recebe	a	massagem.
•	 Os	componentes	utilizados	durante	a	massagem	variam	de	acordo	com	cada	
indicação	e	também	com	cada	cliente.
•	 As	 manobras	 clássicas	 da	 massagem	 e	 os	 efeitos	 que	 elas	 proporcionam	 ao	
serem	aplicadas.
•	 Várias	partes	do	corpo	do	 terapeuta,	 tais	como	mão	fechada,	polegar,	pontas	
dos	 dedos,	 articulação	 dos	 dedos,	 antebraço	 e	 cotovelo,	 são	 usadas	 como	
ferramentas	no	tratamento	dos	tecidos	moles.
91
AUTOATIVIDADE
1		Relacione	 as	 indicações	 e	 contraindicações	 da	 massagem	
clássica.
2		Descreva	os	efeitos	fisiológicos	da	manobra	de	deslizamento	na	
massagem	clássica.
92
93
TÓPICO 5
O PROFISSIONAL DE ESTÉTICA
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
A	Estética	é	uma	ciência	que	evolui	ao	longo	das	épocas,	e	que	teve,	desde	
sempre,	um	papel	muito	importante	em	relação	ao	bem-estar.
Atualmente,	a	formação	na	área	da	estética	envolve	uma	longa	trajetória	
de	 estudos	 e	 experiências	 práticas	 que	 fazem	 com	 que	 o	 profissional	 e,	
consequentemente,	a	profissão	se	torne	cada	vez	mais	valorizada	e	reconhecida.
Para	 se	 tornar	 um	 bom	 profissional,	 algumas	 regras	 éticas	 se	 fazem	
necessárias.	É	importante	que	o	profissional	tenha	conhecimento	do	código	de	ética	
da	sua	profissão,	sabendo	o	que	a	lei	permite	e	proíbe	em	relação	à	sua	atuação.	
Além	disso,	o	bom	profissional	deve	estar	qualificado	e	atualizado	em	relação	aos	
conhecimentos	técnicos	e	científicos,	deve	possuir	agilidade,	coordenação	motora,	
percepção,	paciência,	hábitos	de	higiene	de	si	mesmo	e	do	ambiente	de	trabalho.
2 RECONHECIMENTO E REGULAMENTAÇÃO DO 
PROFISSIONAL DE ESTÉTICA
Quando	 procuramos	 um	 profissional	 como	 clientes	 já	 depositamos	
confiança	nos	serviços	que	nos	será	prestado.	Portanto,	profissão	é	uma	atividade	
que	deve	ser	executada	com	dedicação	e	dignidade.	
É	 importante	saber	que	o	profissional	de	Estética	 requer	competências	e	
habilidades	que	devem	ser	respeitadas	para	atuação	na	área:
-	Ter	conhecimento	especializado.
-	Formação	(nível	exigido).
-	Ter	autonomia.
-	Ter	prestígio	social.
-	Ter	controle	de	qualidade.
-	Conhecer	o	código	de	ética.
-	Garantir	condições	de	trabalho.
-	Saber	se	valorizar	(remuneração).
-	 Interessar-se	 pelo	 modo	 como	 o	 conhecimento	 é	 produzido	 e	 avaliado	 nasinstituições	educativas.
94
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
Para	que	uma	ocupação,	um	ofício	se	torne	uma	profi	ssão,	há	a	necessidade	
de	seu	reconhecimento	por	meios	legais.
A Constituição Federal estabelece, entre os direitos e garantias fundamentais: “é 
livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profi ssão, atendidas as qualifi cações profi ssionais 
que a lei estabelecer” (art. 5º, inciso XIII).
A	profi	ssão	de	Esteticista	é	reconhecida	e	foi	regulamenta.
Lei nº 13.643/2018 - Regulamenta as profi ssões de Esteticista, que compreende o 
Esteticista e Cosmetólogo, e de Técnico em Estética. Foi sancionada no 3 de abril de 2018 pelo 
então Presidente da República, Michel Temer, e publicada no Diário Ofi cial da União - Seção 1, 
no dia 4 de abril de 2018.
Regulamentação	 profi	ssional	 é	 o	 ato	 de	 regulamentar,	 normatizar	 uma	
profi	ssão.	Trata-se	da	redação	e	da	publicação	de	regras	e	normas	para	o	exercício	
profi	ssional.	Consequentemente,	acontece	a	formação	de	um	Conselho	Profi	ssional	
e	a	elaboração	de	um	Código	de	Ética.
NOTA
NOTA
Em 2016 surge a Associação Nacional de Esteticistas e Cosmetólogos – ANESCO. 
Uma instituição que nasceu com o objetivo de representar a força da categoria. A ANESCO é 
uma associação totalmente comprometida de profi ssionais da Estética, que defende a profi ssão 
e auxilia no crescimento do profi ssional no Brasil.
IMPORTANT
E
<http://www.anesco.com.br/>
TÓPICO 5 | O PROFISSONAL DE ESTÉTICA
95
A	regulamentação	e,	consequentemente,	a	existência	de	um	conselho	e	do	
registro	nele	possibilitaria	que:	
-	 os	profissionais	como	classe	passassem	a	ter	maior	reconhecimento;
-	 os	cargos	e	salários	poderiam	ser	estudados	de	forma	mais	adequada;
-	 os	profissionais	teriam	a	quem	recorrer	quando	se	sentissem	lesados;
-	 os	profissionais	teriam	uma	fonte	de	orientação	e	de	informação;
-	 os	profissionais	poderiam	ainda	ter	um	canal	para	sugestões	e	reclamações;
-	 os	profissionais	poderiam	ter	um	órgão	para	fiscalizá-los	e	protegê-los;
-	 a	sociedade	seria	beneficiada,	pois	ao	contratar	os	serviços	de	um	profissional	
esteticista	teria	a	quem	recorrer	em	busca	de	orientação,	reclamação,	sugestão	
ou	consulta.
3 ÉTICA E POSTURA PROFISSIONAL
Ética	 é	 a	 ciência	 que	 estuda	 o	 comportamento	 humano	 em	 sociedade,	
considerando	 sua	 totalidade,	 diversidade	 e	 variedade.	 Caracteriza-se	 por	 um	
conjunto	de	normas	e	regras	que	orientam	a	conduta	humana.	É	a	parte	da	filosofia	
que	se	ocupa	com	o	valor	do	comportamento	humano.	A	reflexão	sobre	os	valores	
da	vida,	a	virtude	e	o	vício,	o	direito	e	o	dever,	o	bem	e	o	mal,	também	pertencem	
ao	vasto	campo	da	ética.
Baseia-se	no	 julgamento	que	fazemos	sobre	questões	como	o	que	é	certo	
ou	errado,	bom	ou	mau,	permitido	ou	proibido,	de	acordo	com	um	conjunto	de	
normas	ou	valores	adotados	historicamente	por	uma	sociedade.
Ética	 tem	 a	 ver	 com	 fins	 fundamentais	 (morar	 bem),	 com	 valores	
imprescindíveis	 (defender	 a	 vida,	 em	 especial	 dos	 indefesos),	 com	 princípios	
fundadores	 de	 ações	 (dar	 de	 comer	 a	 quem	 tem	 fome	 etc).	 Sentimo-nos	 bem	
“em	 casa”	quando	 criamos	mediações	 adequadas,	 como	hábitos,	 certas	normas	
e	maneiras	constantes	de	agir.	Por	elas	habituamos	humanamente	o	mundo,	que	
pode	ser	a	casa	concreta,	ou	o	nosso	nicho	ecológico	local,	regional,	nacional	ou	
nossa	casa	maior,	o	planeta	Terra.
A	ética	é	um	dos	mecanismos	de	regulação	das	relações	sociais	do	homem	
que	visa	garantir	a	coesão	social	e	harmonizar	os	interesses	individuais	e	coletivos.	
Está	dividida	em	três	tipos:
-	 ÉTICA	NORMATIVA	–	estuda	a	determinação	da	ação	ou	regra	correta.	Pode	
ser	dividida	em:	Ética	Teleológica	e	Ética	Deontológica.
-	 METAÉTICA	–	estuda	a	natureza,	a	função	e	a	justificação	dos	princípios	morais.
-	 ÉTICA	APLICADA	=	BIOÉTICA	–	 aplicação	de	princípios	 extraídos	da	 ética	
normativa	 para	 a	 resolução	 de	 problemas	 éticos	 cotidianos.	 Não	 se	 detém	
apenas	nos	princípios	da	teoria,	mas	apresenta	a	avaliação	das	consequências	
de	uma	ação,	bem	como	a	consideração	da	dignidade	da	pessoa	e	do	respeito	
pela	 liberdade	 de	 decisão.	 Desenvolveu-se	 em	 função	 da	 necessidade	 de	 se	
resolverem	os	problemas	relacionados	à	vida.	
96
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
A Ética Deontológica, ou Ética Profissional, está relacionada com a conduta de 
pessoa engajada na prática de uma profissão particular. Determina o que é correto, não segundo 
uma finalidade a ser atingida, mas segundo as regras e as normas em que se fundamentam 
uma ação. Segue normas previstas nos códigos de ética (CHRISTOFOLETTI; BECK, 2006).
3.1 POSTURA PROFISSIONAL
Postura	 profissional	 é	 importante	 para	 assegurarmos	 uma	 boa	 imagem	
do	profissional	e	também	do	seu	trabalho,	além	de	evitar	situações	que	venham	
constranger	o	paciente	ou	leve	o	profissional	a	ser	constrangido.
Para	se	garantir	uma	boa	postura	profissional,	algumas	regras	éticas	devem	
ser	seguidas:
-	 Estar	disponível	para	o	atendimento	na	hora	marcada.
-	 Evitar	interromper	o	atendimento,	independentemente	do	motivo.
-	 Encontrar-se	 em	 bom	 estado	 físico	 e	 psicológico	 para	 atender	 (preparo	
profissional).
-	 Evitar	assuntos	pessoais	durante	o	atendimento.
-	 Oferecer	ao	paciente	condições	ideais	quanto	à	limpeza	e	assepsia	do	local	de	
atendimento,	bem	como	tranquilidade	e	conforto	(ambiente	de	trabalho).
-	 Garantir	discrição	quanto	ao	tratamento	que	será	realizado.
-	 Garantir	sigilo	das	informações	colhidas	(sigilo	profissional).
-	 Ter	postura	de	compreensão	e	jamais	de	julgamento	ou	crítica.
-	 Ter	um	bom	diálogo	com	o	paciente.
-	 Ter	boa	apresentação	pessoal.
A	 boa	 apresentação	 pessoal	 ao	 atender	 um	 paciente	 é	 necessária,	 pois	
limpeza	e	boa	aparência	são	primordiais.	Na	área	da	saúde,	recomenda-se	que	o	
profissional	 tenha	 cuidados	 especiais	 com	 suas	mãos,	mantendo	 sempre	unhas	
bem	aparadas	e	limpas,	com	esmaltes	de	tons	claros,	cuidando	com	a	hidratação,	
presença	de	cortes,	ferimentos	ou	lesões	em	geral,	evitando	contato	com	alimentos	
ou	produtos	que	deixem	seu	odor.	Os	cabelos	cumpridos	deverão	estar	presos,	
retirar	pertences	pessoais	que	possam	levar	a	ferimentos	e	desconforto	ao	paciente.	
Roupas	limpas,	discretas	e	confortáveis	são	necessárias	para	uma	boa	impressão.	
O	profissional	que	optar	pelo	uso	do	branco	deve	saber	usá-lo	 (existem	roupas	
brancas	para	trabalho	e	para	passeio).
Saber	 falar	 com	 o	 paciente	 e	 saber	 ouvi-lo	 é	 obrigação	 do	 profissional,	
tendo	algumas	regras	básicas:
-	 Cumprimentar	o	paciente	usando	seu	nome.
-	 Saber	interpretar	o	paciente	e	se	ajustar	ao	seu	estilo.
IMPORTANT
E
TÓPICO 5 | O PROFISSONAL DE ESTÉTICA
97
-	 Saber	ouvir	o	paciente.
-	 Ficar	 atento	 para	 a	 possibilidade	 de	 que	 um	 aspecto	 especial	 da	 história	 do	
paciente	esteja	nas	“entrelinhas”,	e	mais	tarde	aparecerá.
-	 Evitar	o	paternalismo.	A	melhor	 forma	é	propor	para	solucionarem	 juntas	as	
queixas.
-	 O	contato	físico	é	muito	importante.
-	 Explicar	sempre	o	que	está	fazendo,	descrevendo	também	o	problema.
-	 Estar	consciente	de	que	os	pacientes	se	agarrarão	a	cada	palavra,	a	cada	expressão	
facial	e	a	cada	mudança	de	comportamento	do	profissional	(espelho/exemplo).
3.2 O SIGILO PROFISSIONAL
A	 garantia	 da	 privacidade	 e	 da	 confidencialidade	 das	 informações	 dos	
pacientes	é	que	gera	nos	profissionais	e	na	administração	de	serviços	de	saúde	o	
dever	ético	e	legal	de	manter	o	sigilo	das	informações.
O	segredo	compreende	as	informações	que	os	profissionais	têm	acesso	no	
exercício	das	suas	atividades	quando	transmitidas	pelo	paciente	ou	responsáveis.
O	segredo	profissional	se	estende	a	todos	os	profissionais	da	área	da	saúde,	
não	 sendo	 exclusivo	 daqueles	 que	 executam	 “atividades	 fim”,	 como	 médicos,	
psicólogos,	fisioterapeutas	etc.
Além	de	garantir	o	sigilodas	informações,	o	profissional	deve	garantir	a	
discrição	quanto	aos	tratamentos	que	serão	realizados,	evitando	também	a	troca	
de	informações	entre	os	pacientes,	principalmente	entre	familiares.
Manter	a	própria	privacidade,	bem	como	a	do	paciente,	evitando	qualquer	
relação	desagradável,	além	da	profissional.
Juramento Hipocrático – 430 a.C.: “Qualquer coisa que eu veja ou ouça, 
profissional ou privadamente, que não deva ser divulgada, eu conservarei em segredo e a 
ninguém contarei” Disponível em: <http://www.imesc.sp.gov.br/imesc/rev1f.htm> Acesso em: 
8 fev. 2015.
A	 confidencialidade	 de	 informações	 profissionais	 somente	 poderá	 ser	
quebrada	diante	de	algumas	situações	específicas,	sendo	justificadas	moralmente	e	
legalmente.	São	os	casos	de	doenças	de	informação	compulsória	(por	exemplo,	HIV);	
de	abuso	em	crianças,	adolescentes	e	idosos;	quando	houver	alta	probabilidade	de	
que	um	sério	dano	físico	a	uma	pessoa	identificável	e	específica	venha	a	ocorrer;	
um	benefício	real	resultará	da	quebra	de	confidencialidade;	último	recurso	após	ter	
IMPORTANT
E
98
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
sido	utilizada	persuasão	ou	outras	abordagens;	é	um	procedimento	generalizável,	
que	pode	ser	novamente	utilizado	em	situações	com	as	mesmas	características.
4 CONDIÇÕES E AMBIENTE DE TRABALHO
Vamos	 agora	 elucidar	 algumas	 orientações	 fundamentais	 para	 que	 um	
profissional	da	área	da	saúde	se	prepare	e	consiga	oferecer	um	bom	atendimento	
ao	seu	cliente,	garantindo	que	o	objetivo	do	tratamento	seja	alcançado.
4.1 O PREPARO DO PROFISSIONAL
Para	 realizar	 um	 bom	 atendimento	 em	 massoterapia,	 é	 necessário	 ter	
sensibilidade,	cuidado,	tempo	e	energia.
Primeiramente,	corpo	e	mente	precisam	estar	sincronizados.	Através	das	
mãos,	o	terapeuta	irá	perceber	a	singularidade	do	seu	cliente.	Este,	por	sua	vez,	irá	
receber	através	da	pele	a	dádiva	do	seu	toque.	
Estar	 centrado	 faz	 parte	 de	 sua	 postura	 profissional.	 Quando	 se	 está	
centrado,	você	é	guiado	por	sua	intuição,	sentindo	mais	rapidamente	onde	estão	
os	desequilíbrios	e	as	necessidades	do	seu	cliente.
Centrar-se é uma forma de focar, de reunir sua energia num ponto para poder 
canalizá-la mais facilmente para qualquer atividade que você escolher. É um estado de 
equilíbrio, tranquilidade, força e presença no momento (LIDELL, 2000).
O	seu	conforto	para	os	movimentos	que	serão	realizados	no	atendimento	
está	 intimamente	 ligado	 à	 sua	 postura	 e	 à	 sua	 respiração.	 RESPIRE.	 Seus	
movimentos	devem	estar	livres,	suas	roupas	confortáveis,	suas	mãos	limpas	e	sua	
mente	relaxada	para	que	a	energia	curativa	flua	livremente.	O	relaxamento	é	crucial	
para	qualquer	tipo	de	massagem.	Para	isso,	ambos	precisam	estar	confortáveis.			
A	 meditação	 é	 uma	 excelente	 forma	 de	 relaxar	 sua	 mente,	 levando	 ao	
alívio	 de	 tensões	 e,	 principalmente,	 aumentando	 sua	 sensibilidade	 e	 poder	 de	
concentração.
O	preparo	físico	é	fundamental	para	suportar	a	 jornada	do	seu	dia	a	dia	
de	 trabalho.	 Exercícios	 respiratórios	 irão	 auxiliar	 na	 calma,	 concentração	 e	 no	
DICAS
TÓPICO 5 | O PROFISSONAL DE ESTÉTICA
99
desempenho	das	 atividades.	Os	 exercícios	 físicos	 irão	 trazer	 força,	 resistência	 e	
flexibilidade.	Seja	qual	for	a	técnica	ou	o	método	escolhido,	pratique-o	diariamente,	
pois	eles	previnem	lesões	e	mantem	a	saúde.
Um dos segredos do sucesso do trabalho corporal é a consciência e o cuidado 
com o corpo do terapeuta. Portanto, é importante que ele aprenda uma mecânica corporal 
adequada, para que realize um tratamento eficaz, que não comprometa sua própria segurança.
4.2 AMBIENTE DE TRABALHO
Cada	técnica	de	massagem	poderá	exigir	um	tipo	de	ambiente,	materiais	e	
produtos	diferentes.	De	qualquer	maneira,	criar	um	ambiente	calmo	e	acolhedor	
será	sempre	mais	eficaz	para	o	tratamento.		
Para	garantir	que	um	atendimento	seja	de	qualidade,	vale	a	pena	escolher	
e	preparar	o	ambiente	e	seu	material	com	antecedência.
O	 local	 deverá	 garantir	 tranquilidade,	 conforto	 térmico	 e	 acústico,	
iluminação	adequada	e	agradável,	higiene	e	arejamento.	Cuidado	com	a	escolha	
do	endereço	 (muita	movimentação,	outras	 áreas	de	atuação,	 trânsito,	 comércio,	
vizinhança),	garantindo	o	isolamento	acústico	para	harmonizar	atendimento.
A	temperatura	é	adequada	para	conforto	do	cliente,	e	o	terapeuta	deverá	se	
adaptar.	Podemos	utilizar	o	aquecimento	apenas	da	maca	ou	de	todo	o	ambiente.	
O	conforto	físico	implica	o	espaço	físico	necessário	para	que	o	cliente	fique	
confortável	no	 equipamento	que	 será	utilizado	 e	 também	para	que	o	 terapeuta	
consiga	bom	desempenho	nos	procedimentos.
A	iluminação	poderá	ser	suave	e	indireta,	pois	luzes	brilhantes	impedem	
o	relaxamento.
Em	 relação	 à	 higiene,	 o	 ambiente	 deve	 estar	 sempre	 limpo,	 garantindo	
também	 a	 limpeza	 dos	 equipamentos,	 dos	 materiais	 utilizados,	 e	 realizando	
assepsia	a	cada	atendimento.
Em	 relação	 à	 estrutura	 física,	 o	 local	 deverá	 conter	 uma	 maca,	 mesa	
auxiliar,	escada	auxiliar,	aparelho	de	som,	relógio,	biombo,	cabides,	pia,	banheiro	
(próximo),	lixeiras.	Os	materiais,	equipamentos	e	produtos	variam	de	acordo	com	
cada	atendimento,	porém,	devemos	garantir	a	manutenção	e	o	bom	estado	dos	
DICAS
100
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
equipamentos,	além	do	controle	de	qualidade	(escolha	dos	materiais)	e	exigências	
da	vigilância	sanitária	em	relação	aos	produtos.
A altura da maca é variável de acordo com a técnica, com a manobra ou ainda 
com o paciente. Embora uma maca convencional geralmente seja suficiente para a prática da 
massagem, as demandas fazem com que a maca elétrica ajustável seja preferível.
Dentre	 os	 utensílios	 básicos	 a	 serem	 utilizados	 estão:	 lençóis,	 toalhas,	
travesseiros,	 rolos	 de	 apoio,	 toalhas	 higiênicas	 (papel	 descartável,	 lenços	
umedecidos),	amarradores	de	cabelos,	calcinhas	descartáveis,	espátulas,	cubetas	
e	pincéis.
Dentre	os	produtos,	óleos	e	cremes	de	massagem	são	os	mais	utilizados,	
além	de	álcool	para	higienização	e	assepsia.
Para	complementar	o	ambiente,	podemos	utilizar	músicas	calmas	e	suaves,	
em	volume	baixo,	e	ainda	recursos	aromáticos	de	acordo	com	cada	caso.
4.3 A ESCOLHA DO PRODUTO
Diversos	produtos	podem	ser	utilizados	para	se	aplicar	os	movimentos	da	
massagem.	A	escolha	do	produto	deverá	obedecer	 ao	objetivo	a	 ser	 atingido,	 à	
eficácia	da	manobra	e	ainda	respeitar	a	afinidade	do	cliente.
A	maioria	dos	produtos	para	massagem	está	sob	a	forma	de	óleo	ou	creme,	
sendo	mais	difícil	a	utilização	de	géis	ou	pomadas	(apenas	em	situações	específicas).
Os	cremes	são	mais	facilmente	absorvidos	pela	pele,	o	que	faz	com	que	o	
gasto	com	este	produto	seja	maior	de	acordo	com	as	condições	da	pele	do	paciente.	
O	deslizamento	das	mãos	é	um	pouco	menos	eficaz	com	a	utilização	do	creme,	e	
ainda	existe	a	desvantagem	deste	produto	não	auxiliar	na	condução	do	calor	das	
mãos	do	terapeuta.
É	provável	que	por	estas	características	citadas	acima	o	óleo	seja	o	produto	
de	preferência	para	realizar	uma	massagem.	É	mais	agradável	ao	toque,	conduz	
melhor	o	calor	das	mãos,	rende	mais	na	sua	aplicação	sobre	a	pele	e	favorece	muito	
os	deslizamentos,	 sem	atrito	com	a	pele	e	desconfortos	ao	 toque.	O	 ideal	é	que	
sejam	utilizados	óleos	vegetais,	podendo	ou	não	estar	associados	ao	uso	dos	óleos	
essências	 (aromaterapia).	 Se	 for	possível,	 aquecer	o	óleo	previamente	garante	o	
efeito	de	relaxamento.
IMPORTANT
E
TÓPICO 5 | O PROFISSONAL DE ESTÉTICA
101
4.4 DRAPEJAMENTO
A	maior	parte	do	exame	e	do	tratamento	da	massoterapia	requer	a	exposição	
do	 corpo.	 Portanto,	 devemos	 considerar	 formas	 de	 respeitar	 a	 privacidade	 e	 o	
pudor	do	paciente	sem	deixar	de	lado	o	objetivo	terapêutico.	
Drapejamento	 é	 o	 termo	 comumente	 usado	 para	 a	 cobertura	 de	 partes	
do	corpo	que	não	estão	sendoexaminadas	ou	 tratadas.	O	 termo	originou-se	no	
mundo	artístico	e	se	refere	ao	drapejamento	do	sujeito	retratado	em	uma	pintura	
ou	escultura.	No	século	XX,	começou	a	ser	usado	também	na	fotografia	e,	a	partir	
de	então,	foi	adotado	pela	medicina.
Os	 códigos	 de	 ética	 e	 as	 normas	 da	 prática	 das	 diferentes	 organizações	
variam	muito,	porém	todos	exigem	o	respeito	à	privacidade	e	ao	pudor	do	paciente.	
Portanto,	os	terapeutas	têm	a	responsabilidade	de	determinar	as	melhores	
maneiras	de	cumprir	tais	exigências	em	suas	clínicas	no	que	diz	respeito	a	cada	
paciente.
102
UNIDADE 1 | N. B. SOBRE M. TRADICIONAL CHINESA, INTRODUÇÃO À MASSAGEM, BEM COMO SUAS I. E ., MANOBRAS E MOVIMENTOS
LEITURA COMPLEMENTAR
LEI Nº 13.643, DE 3 DE ABRIL DE 2018.
 
Regulamenta	as	profissões	de	Esteticista,	que	compreende	o	Esteticista	e	
Cosmetólogo,	e	de	Técnico	em	Estética.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço	saber	que	o	Congresso	Nacional	
decreta	e	eu	sanciono	a	seguinte	Lei:
Art.	1o		Esta	Lei	regulamenta	o	exercício	das	profissões	de	Esteticista,	que	
compreende	o	Esteticista	e	Cosmetólogo,	e	de	Técnico	em	Estética.
Parágrafo	único.		Esta	Lei	não	compreende	atividades	em	estética	médica,	
nos	termos	definidos	no	art.	4o	da	Lei	no	12.842,	de	10	de	julho	de	2013.
Art.	2o	O	exercício	da	profissão	de	Esteticista	é	livre	em	todo	o	território	
nacional,	observadas	as	disposições	desta	Lei.
Art.	3o	Considera-se	Técnico	em	Estética	o	profissional	habilitado	em:
I-	 curso	 técnico	 com	 concentração	 em	 Estética	 oferecido	 por	 instituição	
regular	de	ensino	no	Brasil;
II-	 curso	 técnico	 com	 concentração	 em	 Estética	 oferecido	 por	 escola	
estrangeira,	com	revalidação	de	certificado	ou	diploma	pelo	Brasil,	em	instituição	
devidamente	reconhecida	pelo	Ministério	da	Educação.
Parágrafo	único.	 	O	profissional	que	possua	prévia	 formação	 técnica	em	
estética,	ou	que	comprove	o	exercício	da	profissão	há	pelo	menos	três	anos,	contados	
da	data	de	entrada	em	vigor	desta	 lei,	 terá	assegurado	o	direito	ao	exercício	da	
profissão,	na	forma	estabelecida	em	regulamento.
Art.	4o		Considera-se	Esteticista	e	Cosmetólogo	o	profissional:
I-	graduado	em	curso	de	nível	 superior	 com	concentração	em	Estética	 e	
Cosmética,	ou	equivalente,	oferecido	por	instituição	regular	de	ensino	no	Brasil,	
devidamente	reconhecida	pelo	Ministério	da	Educação;	
II-	 graduado	 em	 curso	 de	 nível	 superior	 com	 concentração	 em	 Estética	
e	 Cosmética,	 ou	 equivalente,	 oferecido	 por	 escola	 estrangeira,	 com	 diploma	
revalidado	 no	 Brasil,	 por	 instituição	 de	 ensino	 devidamente	 reconhecida	 pelo	
Ministério	da	Educação.
Art.	5o		Compete	ao	Técnico	em	Estética:
I-	executar	procedimentos	estéticos	faciais,	corporais	e	capilares,	utilizando	
como	 recursos	 de	 trabalho	 produtos	 cosméticos,	 técnicas	 e	 equipamentos	 com	
registro	na	Agência	Nacional	de	Vigilância	Sanitária	(Anvisa);
http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei 13.643-2018?OpenDocument
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12842.htm#art4
TÓPICO 5 | O PROFISSONAL DE ESTÉTICA
103
II-	 solicitar,	 quando	 julgar	 necessário,	 parecer	 de	 outro	 profissional	 que	
complemente	a	avaliação	estética;
III-	observar	a	prescrição	médica	ou	fisioterápica	apresentada	pelo	cliente,	
ou	solicitar,	após	exame	da	situação,	avaliação	médica	ou	fisioterápica.
Art.	6o		Compete	ao	Esteticista	e	Cosmetólogo,	além	das	atividades	descritas	
no	art.	5o	desta	lei:
I-	 a	 responsabilidade	 técnica	 pelos	 centros	 de	 estética	 que	 executam	 e	
aplicam	recursos	estéticos,	observado	o	disposto	nesta	Lei;
II-	a	direção,	a	coordenação,	a	supervisão	e	o	ensino	de	disciplinas	relativas	a	
cursos	que	compreendam	estudos	com	concentração	em	Estética	ou	Cosmetologia,	
desde	que	observadas	as	leis	e	as	normas	regulamentadoras	da	atividade	docente;
III-	a	auditoria,	a	consultoria	e	a	assessoria	sobre	cosméticos	e	equipamentos	
específicos	de	estética	com	registro	na	Anvisa;
IV-	a	elaboração	de	informes,	pareceres	técnico-científicos,	estudos,	trabalhos	
e	pesquisas	mercadológicas	ou	experimentais	relativos	à	Estética	e	à	Cosmetologia,	
em	sua	área	de	atuação;
V-	 a	 elaboração	 do	 programa	 de	 atendimento,	 com	 base	 no	 quadro	 do	
cliente,	estabelecendo	as	técnicas	a	serem	empregadas	e	a	quantidade	de	aplicações	
necessárias;
VI-	 observar	 a	 prescrição	 médica	 apresentada	 pelo	 cliente,	 ou	 solicitar,	
após	avaliação	da	situação,	prévia	prescrição	médica	ou	fisioterápica.
Art.	7o		O	Esteticista,	no	exercício	das	suas	atividades	e	atribuições,	deve	zelar:
I-	pela	observância	a	princípios	éticos;
II-	pela	 relação	de	 transparência	 com	o	 cliente,	prestando-lhe	o	 atendimento	
adequado	e	informando-o	sobre	técnicas,	produtos	utilizados	e	orçamento	dos	serviços;
III-	 pela	 segurança	 dos	 clientes	 e	 das	 demais	 pessoas	 envolvidas	 no	
atendimento,	evitando	exposição	a	riscos	e	potenciais	danos.
Art.	8o	 	O	Esteticista	deve	cumprir	e	fazer	cumprir	as	normas	relativas	à	
biossegurança	e	à	legislação	sanitária.
Art.	9o		Regulamento	disporá	sobre	a	fiscalização	do	exercício	da	profissão	
de	Esteticista	e	sobre	as	adequações	necessárias	à	observância	do	disposto	nesta	lei.
Art.	10.		Esta	lei	entra	em	vigor	na	data	de	sua	publicação.	
Brasília,	3	de	abril	de	2018;	197o	da	Independência	e	130o	da	República.	
MICHEL	TEMER 
 Torquato Jardim 
 Helton Yomura
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13643.htm>. Acesso 
em: 20 set. 2018
104
RESUMO DO TÓPICO 5
Neste tópico, você viu que:
•	 A	 importância	 do	 conhecimento	 sobre	 ética	 e	 suas	 aplicações	 na	 prática	 dos	
profissionais,	 bem	 como	 algumas	 regras	 que	 nos	 conduzem	 a	 ser	 um	 bom	
profissional	e	oferecer	um	atendimento	de	qualidade.
•	 A	preparação	do	profissional	envolve	o	conhecimento	teórico	e	científico,	que	
pode	ser	garantido	com	uma	boa	formação,	o	conhecimento	do	seu	código	de	
ética,	 o	 preparo	 físico,	 emocional	 e	mental	 para	 bem	 atender,	 o	 cuidado	 na	
escolha	de	seus	materiais	e	produtos.
•	 O	 terapeuta	 deve	 levar	 em	 consideração	 a	 privacidade	 e	 o	 conforto	 do	
paciente	 quando	 ele	 está	 despido.	 As	 regulamentações	 locais,	 as	 exigências	
das	 organizações	 profissionais,	 o	 ambiente	 profissional	 específico	 no	 qual	 o	
terapeuta	trabalha	e	o	conforto	pessoal	do	paciente	e	do	terapeuta	precisam	ser	
avaliados	quando	se	toma	decisões	sobre	o	drapejamento	do	paciente.
•	 A	massoterapia	 e	 a	 estética	 são	 áreas	 que	 estão	 em	 crescimento	 constante	 e	
rápido,	e	o	mercado	de	trabalho	cobrará	estas	exigências	para	que	os	profissionais	
garantam	a	qualidade	e	a	eficácia	dos	serviços	prestados.
105
Relacione	as	principais	caraterísticas	para	a	garantia	de	uma	
boa	postura	profissional.
AUTOATIVIDADE
106
107
UNIDADE 2
TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade você será capaz de:
•	 criar	e	elaborar	as	condições	e	elementos	ideais	para	a	massagem;
•	 aprimorar	técnicas	de	diferentes	artifícios	para	o	ambiente	de	massagem;
•	 explorar	as	técnicas	de	massagens	faciais	e	corporais;
•	 caracterizar	as	temáticas	para	cada	tipo	de	massagem;
•	 compreender	a	técnica	de	massagem	capilar.
Esta	unidade	está	dividida	em	seis	tópicos	e	em	cada	um	deles	você	encontra-
rá	atividades	visando	a	compreensão	dos	conteúdos	apresentados.
TÓPICO	1	–	AMBIENTE	PARA	A	MASSAGEM
TÓPICO	2	–	MASSAGEM	GERAL	E	LOCAL
TÓPICO	3	–	TÉCNICAS	DE	MASSAGEM	OCIDENTAL
TÓPICO	4	–	TÉCNICAS	DE	MASSAGEM	FACIAL
TÓPICO	5	–	TÉCNICAS	DE	MASSAGEM	CORPORAL
TÓPICO	6	–	TÉCNICAS	DE	MASSAGEM	CAPILAR
108
109
TÓPICO 1
AMBIENTE PARA A MASSAGEM
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
A	 massagem	 está	 intimamente	 ligada	 aos	 seres	 humanos	 desde	
a	 Antiguidade,	 das	 mais	 variadas	 formas.	 Mesmo	 com	 o	 avanço	 de	
tecnologias	eletroterápicas,	as	mãos	continuam	ocupando	papel	principal	em	todos	
os	tipos	demassagem,	seja	para	a	aplicação	das	técnicas	de	massagens,	seja	para	o	
preparo	do	ambiente	para	a	execução	delas.	
2 O LUGAR IDEAL
Quando	 nos	 referimos	 ao	 lugar	 ideal	 para	 prestarmos	 um	 serviço	 de	
massagem,	seja	ela	estética,	 terapêutica	ou	de	outros	segmentos,	devemos	 levar	
em	consideração	algumas	características	fundamentais,	como:	
•	 Ser	silencioso	ou	dar	preferência	para	os	sons	que	mais	agradam	o	cliente	que	
receberá	a	massagem;	se	você	oferece	uma	massagem	relaxante,	é	aconselhável	
um	som	calmo,	que	passe	serenidade,	tranquilidade	e	paz.	
•	 Possuir	uma	temperatura	agradável,	ou	seja,	nem	muito	quente	nem	muito	frio.	
Todo	o	ambiente	deve	oferecer	uma	sensação	que	seja	 favorável	para	o	bem-
estar	do	cliente.	
•	 Ter	 espaço	 onde	 o	 profissional	 possa	 se	 locomover	 ao	 redor	 da	 maca,	 sem	
dificuldades	para	a	execução	das	manobras.	
•	 A	 iluminação	 e	 as	 cores	 das	 luzes	 têm	 papel	 fundamental	 no	 ambiente	 de	
massagem,	 pois	 além	 de	 iluminar,	 trabalham	 com	 as	 diferentes	 cores,	 um	
tratamento	 terapêutico	 chamado	 cromoterapia,	 onde	 cada	 cor	 corresponde	
a	um	problema	do	cliente.	Por	exemplo:	para	um	cliente	ansioso	você	poderá	
utilizar	a	luz	verde	ou	azul.	Também	não	podemos	deixar	de	mencionar	as	velas	
coloridas	e	aromáticas,	que	são	novidades	e	 fazem	o	diferencial	em	qualquer	
ambiente.
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
110
O conceito de cromoterapia você verá adiante, no Tópico 1 da Unidade 3!
•	 O	aroma	no	ambiente	consiste	no	uso	de	essências	e	de	aromaterapia,	porém	
ambas	 são	 opcionais.	A	 aromaterapia	 exige	 conhecimento	mais	 aprofundado	
do	 profissional,	 pois	 reage	 nas	 reações	 fisiológicas	 sentidas	 diretamente	 no	
cliente,	como	também	intimidade	com	todos	os	óleos	essenciais	e	suas	indicações	
terapêuticas.	
As noções básicas de aromaterapia foram estudadas na Unidade 1, no Tópico 3!
•	 A	 superfície	 adequada	 é	 aquela	 relacionada	 à	 superfície	 onde	 o	 cliente	 se	
acomoda.	Estamos	falando	da	maca,	que	será	o	local	onde	o	cliente	permanecerá	
acomodado	 até	 o	 fim	 da	 massagem.	A	 maca	 tem	 que	 ser	 adequada	 para	 o	
tamanho	e	peso	padrão,	ou	seja,	material	resistente	que	suporte	de	50	a	300	kg,	
tamanho	aproximado	de	1,80m	a	1,90m.	Existe	uma	gama	de	macas	variadas	
no	mercado.	Você	poderá	escolher	a	que	se	encaixa	no	seu	segmento	de	serviço	
prestado,	ou	seja,	se	optou	por	tratamentos	para	Spa,	deverá	dar	prioridade	para	
macas	de	madeira	de	lei,	com	suporte	para	braços	e	cabeça;	se	você	optou	por	
estética	corporal,	poderá	usar	uma	maca	portátil,	que	 feche	e	 seja	de	uso	em	
domicílio	também,	e	assim	por	diante.
FIGURA 8 – MACA LINHA SPA
FONTE: Disponível em: <http://www.maxibel.com.br/estetica.
html>. Acesso em: 9 jan. 2015. 
ESTUDOS FU
TUROS
UNI
TÓPICO 1 | AMBIENTE PARA A MASSAGEM
111
Entre nesse site e saiba mais sobre os variados tipos de macas: <http://www.
lojaestetica.com.br/artigo.aspx?id=43>.
Nunca podemos fazer a escolha de terapias alternativas, como a cromoterapia e 
a aromaterapia, sem antes fazer uma anamnese, ou seja, um questionário de todo o histórico 
do cliente; você deve saber do estado mental, emocional, físico e energético do seu cliente, 
para que possa escolher a terapia que mais se adequar a cada caso.
3 A BIOSSEGURANÇA
Todos	os	 ambientes	para	massagem	devem	 seguir	 os	padrões	 e	normas	
estabelecidos	pela	Agência	Nacional	de	Vigilância	Sanitária	(ANVISA)	vigentes	no	
município	onde	você	irá	montar	sua	cabine	de	massagem.	A	maioria	dos	acidentes	
envolvendo	profissionais	da	área	do	bem-estar	e	imagem	pessoal	ocorre	devido	à	
negligência	dessas	normas.		
Biossegurança	não	é	uma	ciência	e,	sim,	uma	integração	entre	os	temas	e	
conhecimentos	variados	sobre	prevenção	e	aplicação	correta	das	normas	(COSTA;	
COSTA,	2003).		
Todos	 os	 profissionais	 que	 trabalham	 em	 contato	 com	 outras	 pessoas	
num	 ambiente	 fechado	 ficam	 sujeitos	 à	 contaminação	 de	 microrganismos,	
como	 também	 à	 transmissão	 deles.	A	 atmosfera	 do	 interior	 de	 uma	 cabine	 ou	
sala	de	massagem	possui	uma	carga	microbiana	considerável,	expondo	a	todos,	
você	 e	 seu	 cliente,	 como	 também	 os	 artigos	 utilizados	 para	 os	 procedimentos,	
como	 cubetas	 para	 colocar	 cremes	 e	 óleos,	 espátulas,	 pincéis,	 entre	 outros.	 Os	
meios	de	transmissão	podem	ser	por	contato	direto	ou	indireto,	como	o	toque	com	
as	mãos	contaminadas	ou	mesmo	um	espirro,	vetor	biológico	ou	mecânico	e	pelo	
ar,	com	a	inalação	e	penetração	através	da	pele	e	mucosas	(MASTROENI,	2005).
Para	 evitar	 o	 risco,	 devemos	 procurar	 implantar,	 no	 dia	 a	 dia	 dos	
atendimentos,	uma	rotina	de	limpeza.	Padronização	é	a	base	para	a	rotina	(CAMPOS,	
1992).	 Por	 isso	 devemos	 conhecer	 os	 procedimentos	 de	 limpeza,	 desinfecção	 e	
higienização,	para	podermos	tornar	o	ambiente	da	massagem	agradável	e	dentro	
das	normas	estabelecidas	pela	ANVISA.
DICAS
IMPORTANT
E
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
112
Para maiores informações sobre Biossegurança, acesse o site da ANVISA - 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no endereço: <http://portal.anvisa.gov.br/wps/
wcm/connect/527126804745890192e5d63fbc4c6735/Servicos+de+Estetica+e+Congeneres.
pdf?MOD=AJPERES>.
LEITURA COMPLEMENTAR
EFEITOS	DO	AMBIENTE	NA	QUALIDADE	DA	MASSAGEM
Existem	trabalhos	que	relatam	que	o	ambiente	é	responsável	por	grande	
parte	do	sucesso	em	massoterapia.	Música	ambiente	que	propicie	o	paciente	relaxar,	
pensar	em	coisas	boas,	influencia	diretamente	na	área	psicológica,	proporcionando	
um	alívio	de	 tensões	e	estresse.	E	para	que	nós	consigamos	um	resultado	além	
do	esperado,	não	custa	manter	um	ambiente	acolhedor,	onde	a	pessoa	se	sinta	à	
vontade,	feliz,	trazendo	mudança	na	vida	para	melhor.		
O design	também	se	mostra	benéfico	quando	o	assunto	é	acolher,	receber	
pacientes.	 	 Ao	 pensar	 em	 massagem,	 geralmente	 pensamos	 em	 beleza,	 saúde	
e	 bem-estar.	 Pensamos	 em	 ficarmos	 mais	 belos	 ou	 belas,	 mais	 alegres,	 com	
autoestima	 excelente.	 Pois	 bem,	 a	massagem	 tem	 indicações	 que	 variam	desde	
cura	de	doenças	a	efeitos	estéticos.	Seja	qual	for	a	intenção	do	paciente,	nós	temos	
sempre	que	pensar	no	bem-estar	dele.	
Para	isso,	além	das	nossas	técnicas,	higiene,	educação,	sigilo	profissional	e	
profissionalismo,	nós	temos	que	pensar	no	ambiente	para	o	paciente.	Precisamos	
nos	atentar	em	promover	um	ambiente	saudável	e	agradável,	para	que	o	mesmo	se	
sinta	à	vontade,	com	disposição	de	voltar	à	sessão,	pois	você	alcançou	o	resultado	
que	ele	esperava.		
Muitas	 pessoas	 vão	 à	massagem	para	 relaxar,	 pois,	muitas	 vezes,	 não	 é	
apenas	 o	 músculo	 dolorido	 que	 incomoda,	 é	 esta	 tensão	 que	 o	 paciente	 está	
sofrendo	que	está	fazendo	com	que	ele	sinta	dor.	
Nesta	situação,	a	conversa	com	o	cliente,	a	troca	de	sinais,	a	comunicação	
não	verbal	que	você	realiza	com	a	mão,	tudo	isso	deixará	o	paciente	à	vontade	e	
ele	irá	se	sentir	relaxado.		
Caso	 o	 paciente	 esteja	 tratando	 de	 alguma	 doença,	 esteja	 com	 dor,	 é	
necessário	que	nós	o	acalmemos,	fazer	com	que	ele	consiga	relaxar,	para	que	possa	
nos	ajudar	no	resultado	esperado.	
Além	do	diálogo,	da	conversa,	é	necessário	que	o	ambiente	esteja	adequado.	
DICAS
http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/38022/efeitos-do-ambiente-na-qualidade-da-massagem
http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/38022/efeitos-do-ambiente-na-qualidade-da-massagem
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http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/38022/efeitos-do-ambiente-na-qualidade-da-massagemhttp://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/38022/efeitos-do-ambiente-na-qualidade-da-massagem
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TÓPICO 1 | AMBIENTE PARA A MASSAGEM
113
É	importante	se	atentar	a	alguns	fatores,	como:	
•	 Temperatura:	a	 temperatura	deverá	estar	agradável,	não	sendo	quente	e	nem	
frio,	mas	em	temperatura	agradável	que	permita	o	relaxamento,	até	mesmo	uma	
“sonequinha”	na	hora	da	massagem.	
•	 Luz:	 as	 luzes	 não	 podem	 estar	 tão	 claras,	 pois	 atrapalham	 no	 relaxamento,	
também	não	podem	estar	totalmente	apagadas,	pois	você	não	conseguirá	realizar	
as	manobras	adequadamente.	Ela	deverá	ser	boa	tanto	para	o	profissional	como	
para	o	 cliente,	 pois	 aqui	um	depende	do	outro	 e	 todos	 com	um	objetivo	 em	
comum.	
•	 Ruídos/barulhos:	é	importante	que	não	tenha	barulho	em	demasia,	permitindo	
o	relaxamento	do	paciente,	neste	caso	é	importante	até	uma	música	ambiente	
e	som	agradável,	para	que	o	cliente	relaxe	a	mente	enquanto	o	profissional	o	
ajuda	a	relaxar	o	músculo.		
•	 Odores/cheiros:	os	cheiros,	tanto	os	agradáveis	e	os	desagradáveis,	não	devem	
ser	tão	intensos,	pois	muitas	pessoas	são	alérgicas	a	cheiros	e	isso	desencadeará	
reação	alérgica,	o	que	dificulta	o	relaxamento	muscular.		
Lembrem-se	de	que	 tudo	que	é	demais	 sobra;	 então,	 se	gostoso	demais,	
ruim	e	enjoativo	ficará	depois.		
•	 Funcionários	 e	 outros	 clientes	 influenciam,	 pois	 podem	 tornar	 o	 ambiente	
agradável	ou	não	ao	paciente;	caso	for	desagradável,	tente	marcar	em	horários	
diferentes,	e	caso	forem	os	funcionários	que	não	agradam,	tente	mudar	de	setor	
enquanto	realiza	o	atendimento.	
•	 Higiene:	a	aparência	do	local	é	indispensável	para	que	propicie	a	confiança	do	
cliente.	Mas	 o	mais	 importante	 é	 que	 não	 propague	microrganismo	 de	 uma	
pessoa	a	outra.	Por	isso	que	a	higienização	é	muito	importante.	
Dentro	da	higienização	poderemos	realçar	que	é	necessário:	
-	 Higiene	da	roupa	do	profissional;	
Higiene	da	cama	em	que	o	paciente	está;	caso	seja	de	lençol	de	pano,	trocar	
a	cada	paciente,	se	for	de	papel,	realizar	o	mesmo	procedimento	e,	para	ambos,	
limpar	a	cama	com	álcool	gel;	
Utilização	de	touca;	
Utilização	de	máscara;	
A	utilização	de	luvas	depende	da	área	em	que	for	realizada	a	massagem,	e	
caso	o	paciente	tenha	alguma	dermatite	de	contato;	
Cortar	a	unha;	
Escovar	os	dentes;	
Pentear	o	cabelo.	
FONTE: Disponível em: <http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/38022/
efeitos-do-ambiente-na-qualidade-da-massagem#ixzz3QXB1Nj26>. Acesso em: 12 jan. 2015. 
http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/38022/efeitos-do-ambiente-na-qualidade-da-massagem
http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/38022/efeitos-do-ambiente-na-qualidade-da-massagem
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114
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você viu que: 
•	 O	ambiente	de	massagem	deve	oferecer	um	local	ideal,	que	tenha	características	
agradáveis	para	todo	o	procedimento	oferecido,	como:	
-		 escolha	de	som	ambiente;	
-		 possuir	uma	temperatura	agradável	para	o	cliente;	
-	 possuir	 espaço	 adequado	 para	 você	 executar	 de	 forma	 correta	 todas	 as	
manobras;	
-		 ter	conhecimento	de	cromoterapia	e	oferecer	a	iluminação	ideal	ao	cliente;	
-	 compreender	 a	 aromaterapia	 para	 associar	 ao	 ambiente	 os	 aromas	
correspondentes	aos	sintomas	físicos	e	emocionais	do	cliente,	proporcionando	
a	ele	bem-estar	e	cura.
•	 Aplicar	 corretamente	 as	 normas	 de	 Biossegurança	 correspondentes	 para	
cada	município,	prevenindo	e	contribuindo	para	a	sua	saúde	e	do	seu	cliente.	
115
AUTOATIVIDADE
	 Agora	 que	você	 já	 tem	 conhecimento	de	 como	preparar	
corretamente	 um	 ambiente	 para	 massagem,	 descreva	 quatro	
atitudes	que	você	NÃO	poderá	adotar	no	ambiente	de	massagem.
116
117
TÓPICO 2
MASSAGEM GERAL E LOCAL
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
A	massagem	 é	 uma	 terapia	 que	 abrange	 vários	 tipos	 de	movimentos	 e	
também	outras	técnicas	onde	manipulamos	tecidos	moles	do	corpo.	Ela	é	indicada	
para	várias	finalidades,	como	relaxamento,	alívio	de	dores,	diminuição	do	estresse	
e	tratamentos	de	distúrbios	físicos,	estéticos,	energéticos	e	emocionais.
2 O QUE É MASSAGEM?
Massagem	 é	 toda	 técnica	 que	manipula	 tecidos	 moles	 do	 corpo	 com	 o	
objetivo	de	promover	a	restauração	da	saúde.	Essas	técnicas	são	variadas,	poderão	
ser	gerais	ou	locais,	dependendo	da	técnica	utilizada,	onde	você	usará,	na	maioria	
das	vezes,	as	próprias	mãos,	tratando	e	modelando	vários	problemas	de	saúde	e	
distúrbios	estéticos	relatados	por	seu	cliente	na	anamnese	realizada	na	avaliação.	
Nesse site você encontrará o Livro Aberto da Massagem, o qual reforçará seus 
estudos e seus conhecimentos! Boa leitura! 
<http://pt.wikibooks.org/wiki/Livro_aberto_da_massagem/Bases_teóricas>
Os	 tecidos	 moles	 do	 corpo	 reagem	 ao	 toque.	 Existem	 muitas	
teorias	 que	 explicam	 esse	 fato.	 Uma	 das	 mais	 persuasivas	 é	 que	 a	
dor	miofascial	é	causada	por	um	circuito	de	retroalimentação	(feedback)	
neuromuscular	 autoperpetuadora,	 no	 qual	 a	 estimulação	 por	 meio	
do	 toque	 interfere,	 restaurando	 assim	 a	 função	 normal.	Dependendo	
da	escolha	da	técnica,	a	intervenção	manual	nos	tecidos	disfuncionais	
interrompe	 esse	 processo	 de	 feedback,	 forçando	 uma	 certa	 mudança	
na	 resposta	 neural	 e,	 portanto,	 no	 tecido	 afetado	 propriamente	 dito	
(GORDON,	1998,	p.	5).	
DICAS
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
118
No link abaixo você tem acesso ao livro digitalizado Massoterapia Clínica: 
integrando anatomia e tratamento (São Paulo: Manole, 2003). Você pode encontrá-lo também 
na biblioteca! 
<https://docs.google.com/file/d/0B78qHOKZD117OERhM0JETS1
vY3c/edit?pli=1> 
Existem	diferentes	tipos	de	massagens.	Todos	exercem	o	papel	de	aliviar	
dores,	restaurar	a	homeostasia,	ou	seja,	o	equilíbrio	do	corpo	e	da	mente,	através	
de	técnicas	diferenciadas,	como shiatsu	 (pressão	com	os	polegares),	 reflexologia,	
massagem	oriental	baseada	na	Medicina	Tradicional	Chinesa	(você	pôde	conhecer	e	
ter	noções	na	Unidade	1),	massagem	terapêutica,	massagem	desportiva,	massagem	
relaxante,	massagem	estética,	massagem	na	gravidez	e	drenagem	linfática.
A reflexologia será estudada no Tópico 4 da Unidade 3, e todas as técnicas de 
massagens, como terapêutica, massagem desportiva, massagem relaxante, massagem estética, 
massagem na gravidez e drenagem linfática, serão apresentadas do Tópico 3, a seguir!
3 A DIFERENÇA ENTRE MASSAGEM GERAL E LOCAL
Quando	falamos	em	massagem	geral,	estamos	nos	referindo	às	massagens	
em	 todo	 o	 corpo,	 ou	 seja,	 todas	 as	 técnicas	 que	 envolvem	 o	 relaxamento,	 o	
equilíbrio	energético	do	indivíduo	como	um	todo.	Esse	termo,	“geral”	é	usado	para	
diferenciar	de	outras	técnicas	que	utilizam	pontos	específicos	no	corpo,	chamada	
de	massagem	 local,	 onde	 tratamos	 de	 pontos-gatilho	 (trigger point,	 em	 inglês),	
esses	pontos,	ilustrados	nas	figuras	10	e	11,	são	trabalhados	de	várias	formas	para	
aliviar	dores	e	tensões.
DICAS
ESTUDOS FU
TUROS
TÓPICO 2 | MASSAGEM GERAL E LOCAL
119
FIGURA 9 – PONTOS-GATILHO ANTERIORES
FONTE: Disponível em: <http://belezain.inf.br/estetica/tratestetico2.asp>. Acesso 
em: 20 jan. 2015 
Por	volta	do	final	da	década	de	 20,	um	alemão	 chamado	Max	Lange	
descobriu	que	nos	músculos	podiam	aparecer	pontos	sensíveis	e	que	o	tecido	
nesses	 pontos	 se	 apresentava	mais	 rígido	 que	 os	 circundantes.	 Esses	 pontos	
foram	batizados	em	1948	pela	doutora	Janet	Travell,	médica	da	Casa	Branca	na	
gestão	Kennedy.	Ela	os	chamou	de	pontos-gatilho	miofasciais	e	desenvolveu	
um	método	 de	 tratamento	 usando	 injeções	 de	 solução	 salina	 nestes	 pontos.	
Mais	 tarde	descobriu-se	que	era	possível	desativar	os	pontos-gatilho	usando	
apenas	a	pressão	direta	sobre	eles.	Então,	por	definição,	um	ponto-gatilho	é	um	
local	no	músculo	altamente	irritável	que	se	apresenta	rígido	à	palpação	e	que	
produz	dor,	 limitação	na	 amplitude	de	 alongamento,	 fraqueza	 sem	atrofia	 e	
sem	déficit	neurológico.	
FONTE: Disponível em: <http://www.massagem.net/Artigos_publicados/Trigger_points/trigger_
points.htm>. Acesso em: 20 de jan. 2015. 
Peroneal
longo
Tibial anterior
Reto
femoral
Vastos
Adutor longo
Braquial
Braquiorradial
Deltóide anterior
Grande peitoral
Bíceps
ANTERIOR
Estemocleidomastoideo
Pequeno peitoral
Deltóide anterior
Extensor longo dos
dedos
Extensores
curtos
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
120
FIGURA 10 – PONTOS-GATILHO POSTERIORES
As	 figuras	 9	 e	 10	 ilustram	 os	 principais	 pontos-gatilho	 dos	 respectivos	
músculos	do	nosso	corpo,	onde	utilizamos	as	técnicas	de	massagens	locais!		
FONTE: Disponível em: <http://belezain.inf.br/estetica/tratestetico2.asp>. Acesso 
em: 20 jan. 2015
Esse artigo trará para você, aluno, um aprofundamento sobre os pontos-gatilho! Boa 
leitura! <http://sanamaan.com.br/site/images/stories/PDF/Sindromes%20Dolorosas%20Miof_.pdf>
DICAS
TÓPICO 2 | MASSAGEM GERAL E LOCAL
121
Todas as massagens, sejam elas gerais ou locais, devem ser realizadas após uma 
anamnese (entrevista) detalhada sobre a queixa principal do seu cliente, estabelecendo qual 
o problema, bem como o procedimento e tratamento correto e o profundo conhecimento e 
domínio da técnica de massagem geral e/ou local para cada caso.
IMPORTANT
E
122
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você viu que: 
•	 A	massagem	é	uma	terapia	que	abrange	vários	tipos	de	movimentos	e	também	
outras	técnicas	onde	manipulamos	tecidos	moles	do	corpo	ou	pontos	específicos.
•	 Vimos	 também	 que	 nosso	 corpo	 reage	 de	 diferentes	 formas	 ao	 toque	 e	 que	
existem	muitas	teorias	que	explicam	esse	fato.
•	 Vimos	 que	 existem	 diversas	 técnicas	 de	 massagens,	 como:	 shiatsu	 (pressão	
com	os	polegares),	reflexologia,	massagem	terapêutica,	massagem	desportiva,	
massagem	 relaxante,	massagem	 estética,	massagem	na	 gravidez	 e	 drenagem	
linfática.	
•	 Vimos	a	diferença	entre	massagem	geral	e	massagem	local.
•	 O	corpo	humano	possui	uma	rede	de	pontos-gatilho	que	apontam	as	contraturas	
e	dores	musculares.	
123
AUTOATIVIDADE
Agora	que	você	possui	conhecimento	sobre	as	diferenças	entre	
as	massagens,	cite	duas	massagens	gerais	e	duas	locais.
124
125
TÓPICO 3
TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Estudaremos	neste	 tópico	 as	principais	 técnicas	de	massagem	ocidental.	
Com	exceção	da	técnica	de	drenagem	linfática,	que	possui	manobras	diferenciadas,	
todas	as	técnicasque	serão	estudadas	se	baseiam	nas	manobras	clássicas,	sendo	a	
aplicação	muito	parecida.	
Conforme	vimos	na	unidade	anterior,	a	massagem	clássica	ou	massagem	
ocidental	possui	manobras	e	componentes	específicos	que	podem	ser	adaptados	
de	acordo	com	cada	indicação.	
Às vezes, a resistência exige uma pressão firme, em outros casos a técnica deve 
ser mais delicada. O toque pode ser extremamente suave ou firme, móvel ou fixo, mas sempre 
evoca uma resposta dos tecidos moles.
ATENCAO
O	segredo	da	arte	da	manipulação	do	tecido	é	a	palpação	sensível.	[...]	É	
sempre	necessário	palpar	o	ponto	de	resistência	do	tecido	e	depois	tratá-lo	com	
a	pressão.	
FONTE: Disponível em: <http://www.revistapersonalite.com.br/MassoterapiaClinica40.php>. 
Acesso em: 12 fev. 2015
O	terapeuta	deve	avaliar	apropriadamente	a	disposição	do	 tecido	em	
responder	e	ajustar-se	à	pressão.	Essa	sensibilidade	atenta	pode	ser	chamada	
de	“diálogo	com	o	tecido”,	porque	o	terapeuta,	pela	palpação,	negocia	com	o	
tecido	a	pressão	necessária	para	obter	a	liberação.	Esse	“diálogo”	é	a	essência	
da	arte	de	manipular.
FONTE: Disponível em: <http://www.revistapersonalite.com.br/MassoterapiaClinica40.php>. 
Acesso em: 12 fev. 2015.
126
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
As contraindicações da massagem clássica se aplicam a todas as técnicas.
2 A ARTE DO TOQUE
O	toque	é	uma	 linguagem	universal	 -	para	os	seres	humanos	e	 todos	os	
animais	o	toque	é	de	importância	vital.	Dos	nossos	sentidos,	o	tato	é	o	primeiro	a	
desenvolvermos.	Os	carinhos	da	infância,	dados	pelos	pais,	influenciam	no	nosso	
desenvolvimento	e	amor	próprio.
S.	 M.	 Jourard	 -	 a	 percepção	 do	 toque	 que	 recebemos	 dos	 outros	 está	
claramente	 relacionada	 com	 o	 desenvolvimento	 da	 autoestima,	 do	 valor	 que	
damos	a	nós	mesmos,	a	construir	a	imagem	que	temos	de	nós	mesmos.
Quando	somos	privados	do	contato	com	nossos	semelhantes	(ex.:	separação	
física,	prisão),	desenvolvemos	sentimentos	de	solidão,	ansiedade	ou	punição.
Podemos	usar	para	transmitir	calor,	prazer,	conforto,	calma,	cura,	alívio	de	
dor,	desfazer	tensões	e,	sobretudo,	para	nos	comunicar	com	o	outro	ser.
As	mãos,	que	tanto	dão	quanto	recebem,	e	a	pele	são	instrumentos	dessa	
comunicação.	Através	das	mãos	você	percebe	e	descobre	a	singularidade	da	pessoa	
que	está	tocando;	através	da	pele,	a	pessoa	recebe	a	dádiva	de	seu	toque.
IMPORTANT
E
Através	do	toque,	o	terapeuta	“invade”	a	intimidade	energética	do	outro,	
e	por	isso	deve	ter	sensibilidade	em	perceber	um	estado	emocional	impróprio,	
o	que	dificultaria	a	harmonização	das	partes.
FONTE: Adaptado de: <http://clinicadeestetica.tripod.com/id1.html>. Acesso em: 12 fev. 2015.
Durante	um	atendimento	ocorre	uma	ação	contínua	sobre	as	terminações	
nervosas	na	pele,	de	forma	ritmada,	fazendo	com	que	a	propriedade	fisiológica	
de	conduzir	estes	estímulos	promova	um	relaxamento	geral.	
FONTE: Adaptado de: <http://massoterapiaquantica.blogspot.com.br/p/conheca-os-beneficios-
da-massagem.html>. Acesso em: 12 fev. 2015.
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
127
Dentro	do	aspecto	energético-vibracional,	o	toque	pode	atuar	de	forma	que	
o	sistema	energético	se	reequilibre,	regulando	a	fisiologia	celular.
3 MASSAGEM RELAXANTE
Todo	mundo	 tem	necessidade	de	 relaxar,	de	 escapar	da	 correria	do	dia	
a	dia,	ouvir	música,	observar	as	nuvens,	andar	pela	areia	da	praia...	 todas	essas	
são	 formas	 que	 usamos	 para	 tranquilizar	 a	 mente.	 Quando	 crianças,	 subimos	
e	 descemos	 árvores	 e	 corremos	 descalços	 pela	 rua.	 Mas	 à	 medida	 que	 vamos	
envelhecendo,	passamos	um	tempo	cada	vez	maior	exclusivamente	na	cabeça.
3.1 O RELAXAMENTO
Relaxamento	é	o	ato	de	desfazer	tensões,	descontrair.	O	estado	natural	do	ser	
humano	é	de	ausência	de	tensão.	A	tensão	é	originada	através	dos	pensamentos,	os	
quais	são	capazes	de	desencadear	fenômenos	físicos.	Por	quê?	Existe	uma	relação	
muito	íntima	entre	a	pele	e	o	sistema	nervoso,	feita	através	de	receptores	sensoriais	
e	de	neurotransmissores.	
Neurotransmissor	é	uma	substância	química	liberada	pelos	neurônios.	Nas	
células	serão	reconhecidos	e	farão	com	que	desempenhe	a	função	que	está	sendo	
levada	por	ele.	Cada	neurotransmissor	“carrega”	uma	função	diferente,	por	isso,	
estados	mentais	e	suas	correspondentes	emoções	têm	influência	sobre	o	estado	da	
pele	e	o	surgimento	de	algumas	doenças	dermatológicas,	como	a	acne,	dermatites,	
psoríase,	vitiligo,	câncer.
Um	relaxamento	profundo	pode	trazer	alguns	benefícios	preciosos	para	o	
ser	humano,	tanto	emocional	quanto	fisiologicamente:
-	melhora	o	estado	geral	da	pele;
-	elimina	fatores	desencadeantes	de	doenças;
-	desperta	pensamentos	positivos	e	de	bem-estar;
-	ativa	as	funções	circulatória,	cerebral	e	imunológica;
A	massagem	relaxante	pode	ser	um	meio	de	compensarmos	o	volume	
de	pressões	da	vida	profissional	e	doméstica.	Para	muitos	de	nós,	a	rigidez	e	
a	dor	são	um	modo	de	vida	ao	qual	nos	habituamos.	Muitas	vezes,	somente	
quando	 fazemos	 ou	 recebemos	 massagem	 é	 que	 percebemos	 como	 nossos	
músculos	estão	retesados	ou	quanto	de	nossa	energia	é	consumida	pela	tensão.	
A	massagem	pode	ser	encarada	como	uma	viagem	de	autodescoberta,	revelando	
o	prazer	de	estar	mais	relaxado	e	em	sintonia	corpo/mente.
FONTE: Adaptado de: <https://pt-br.facebook.com/MagnificaBelezaEEstetica/
photos/a.219712464820157.1073741828.219550228169714/220402744751129/>. Acesso em: 12 
fev. 2015.
128
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
-	reduz	insônia;
-	retarda	o	envelhecimento;
-	equilibra	corpo/mente/espírito.
Corpo,	 mente	 e	 espírito	 compartilham	 uma	 íntima	 relação.	 As	 funções	
físicas	e	biológicas	do	corpo	envolvem	anatomia	e	fisiologia,	e	também	respostas	
químicas.	O	processo	cognitivo	(mente)	 interpreta	as	sensações	físicas	e	põe	em	
movimento	 as	 respostas	 físicas.	As	 emoções	 são	 resultado	de	 uma	 combinação	
física,	emocional	e	cognitiva.
3.2 AS INDICAÇÕES
A	massagem	 relaxante	 está	 indicada	 toda	vez	 que	 os	 efeitos	 resultantes	
de	sua	execução	forem	benéficos	ao	paciente.	Praticamente	todas	as	pessoas	estão	
indicadas	para	esta	técnica,	visto	que	seu	principal	objetivo	é	o	relaxamento,	seja	
ele	físico,	mental	ou	emocional.
Podemos	relacionar	as	principais	indicações:
•	 Relaxamento	físico	ou	emocional.
•	 Aliviar	dor	muscular	ou	vascular.
•	 Estimular	a	circulação	sanguínea	e	linfática.
•	 Aliviar	nódulos	de	tensão	muscular.
•	 Melhorar	lubrificação	articular.
3.3 A PRÁTICA
SEQUÊNCIA	BÁSICA	(60	minutos):
•	 Preparação	do	ambiente.
•	 Anamnese.
•	 Posicionamento	do	paciente	e	do	terapeuta.
•	 Assepsia	de	extremidades.
•	 Concentração.
Início:	Decúbito	Ventral
COSTAS	(15	a	18	minutos):
•	 Toque	inicial	(centrar-se).
•	 Terapeuta	se	posiciona	atrás	da	cabeça	do	paciente	e	inicia	a	aplicação	do	óleo	
(movimento	longo).
•	 Deslizamento	superficial	ao	longo	da	coluna.
•	 Amassamento	dos	ombros	(com	as	mãos,	com	os	polegares).
•	 Fricção	com	os	polegares	ao	longo	da	coluna	(cervical-sacro).
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
129
•	 Terapeuta	se	posiciona	ao	lado	do	paciente.
•	 Trabalho	das	escápulas	(deslizamento	ao	redor	das	bordas,	pressão	em	toda	a	
região,	deslizar	na	espinha).
•	 Círculos	ao	longo	da	coluna	(sacro-cervical).
•	 Amassamento	(nádegas-cervical).
•	 Pinçamento	cervical.
•	 Trocar	o	lado	e	repetir	a	sequência.
•	 Finalização:	fricção	com	os	polegares	(lombar-cervical);	deslizamento	ao	longo	
da	coluna	com	os	polegares	(lombar-cervical);	deslizamento	superficial	ao	longo	
da	coluna	(lombar-cervical);	manobra	de	percussão.	
MEMBROS	INFERIORES	(POSTERIOR	–	cinco	minutos	cada	membro):
•	 Aplicação	do	óleo.
•	 Deslizamento	superficial	tornozelos-nádegas.
•	 Deslizamento	profundo.
•	 Amassamento	ao	longo	da	perna.
•	 Deslizamento	com	a	base	das	mãos.
•	 Bombeamento:	Movimento	de	pato.
•	 Finalização:	deslizamento	profundo;	deslizamento	superficial;	vibração.
Solicitar	que	o	paciente	mude	para	decúbito	dorsal.
PÉS	(dois	minutos):
•	 Aplicação	do	óleo.
•	 Fricção	com	polegaresna	planta	do	pé.
•	 Deslizamento	profundo	com	polegares	na	planta	do	pé.
•	 Rolinho	com	mão	fechada	na	planta	do	pé.
•	 Alongamento	dos	dedos.
•	 Deslizamento	profundo	entre	tendões	no	dorso	do	pé.
•	 Deslizamento	com	polegares	no	dorso	do	pé	(movimento	de	“abrir”	os	tendões).
•	 Deslizamento	superficial	ao	redor	dos	maléolos.
MEMBROS	INFERIORES	(ANTERIOR	–	quatro	minutos	cada	membro):
•	 Aplicação	do	óleo	em	toda	a	perna	=	deslizamento	superficial.
•	 Deslizamento	profundo	alternando	as	mãos	(perna	e	coxa).
•	 Círculos	ao	redor	do	joelho	com	polegares.
•	 Amassamento	(coxa).
•	 Bombeamento	(perna	e	coxa).
•	 Finalização:	deslizamento	superficial;	vibração	muscular;	vibração	com	tração	
do	membro.	
MEMBROS	SUPERIORES	(quatro	minutos	cada	membro):
•	 Mãos:	aplicação	do	óleo;	“abrir”	a	palma	da	mão	(pegada	com	dedos	mínimos);	
fricção	com	polegares	na	palma	da	mão;	alongar	os	dedos;	desobstruir	os	espaços	
130
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
entre	os	tendões	no	dorso	da	mão;	amassamento	do	punho.
•	 Aplicação	do	óleo	(deslizamento	superficial	ao	longo	do	braço).
•	 Deslizamento	profundo	do	antebraço.
•	 Deslizamento	profundo	do	braço	com	contorno	do	ombro.
•	 Amassamento	de	todo	o	braço.
•	 Finalização:	deslizamento	superficial;	vibração	de	todo	o	membro.
TÓRAX	(dois	minutos):
•	 Tração	cervical.
•	 Alongamento	do	trapézio	(ambos	os	lados).
•	 Aplicação	do	óleo	(movimento	longo	=	tórax,	ombros,	pescoço).
•	 Amassamento	do	músculo	peitoral	(somente	em	homens).
PESCOÇO,	ROSTO	E	CABEÇA	(10	minutos):
•	 Amassamento	do	trapézio.
•	 Posicionar	a	cabeça	para	o	lado:	amassamento	do	ombro	e	trapézio,	deslizamento	
profundo	no	pescoço	(musculatura	paravertebral),	fricção	no	couro	cabeludo.
•	 Trocar	o	lado	e	repetir	a	sequência.
•	 Alinhar	a	cabeça	e	realizar	deslizamento	na	cervical	(dedos	rente	às	vértebras),	
da	sétima	para	a	primeira	vértebra.
•	 Fricção	na	base	do	occipital.
•	 Posicionar	as	mãos	na	região	central	do	queixo	para	iniciar	o	relaxamento	facial.
•	 Queixo	e	mandíbula:	deslizamento	superficial	com	polegar	e	indicador	(pinça).
•	 Bochechas:	Fricção	com	indicadores	e	dedos	médios	em	toda	a	região.	
•	 Nariz:	deslizamento	superficial	com	polegares	ao	lado	do	nariz	+	deslizamento	
contornando	a	maçã	do	rosto.
•	 Olhos:	deslizamento	profundo	em	pálpebras	inferiores	e	deslizamento	superficial	
em	pálpebras	superiores.
•	 Sobrancelhas:	pinçamento	com	deslizamento	ao	longo	das	sobrancelhas.
•	 Testa:	deslizamento	superficial	com	polegares	do	centro	para	a	lateral	+	fricção	
em	toda	a	testa.
•	 Deslizamento	com	as	palmas	das	mãos	da	bochecha	para	a	orelha.
•	 Massagear	as	orelhas.
•	 Fricções	no	couro	cabeludo.
•	 “Puxadelas”	no	cabelo.
•	 Finalização	(energização)	=	opcional.
4 MASSAGEM TERAPÊUTICA
É	 denominada	 massagem	 terapêutica	 a	 técnica	 de	 recurso	 manual	 que	
utiliza,	 além	 das	 manobras	 clássicas	 da	 massagem,	 técnicas	 de	 manipulação	
articular	e	alongamentos	musculares,	tais	como	liberações	miofasciais,	pompages,	
quiropraxia,	entre	outras.
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
131
Para	se	aplicar	esta	técnica,	o	terapeuta	deve	dominar	as	manobras	clássicas	
e	se	aprofundar	no	estudo	de	terapias	manuais,	além	de	muito	treinamento	prático	
para	execução	de	suas	manobras.
As	principais	indicações	são:
•	 Dor	muscular.
•	 Limitação	da	amplitude	de	movimento.
•	 Retração/encurtamento	muscular	(falta	de	alongamento).
As	contraindicações	são	as	mesmas	da	massoterapia	em	geral.
Os	efeitos	fisiológicos	são	os	mesmos	da	massagem	clássica,	incluindo	efeitos	
nas	articulações,	 como	reposicionamento,	 e	 também	aumento	da	flexibilidade	e	
alívio	de	dor	muscular.
5 MASSAGEM DESPORTIVA
A	massagem	desportiva	 implica	a	utilização	de	um	conjunto	de	 técnicas	
específicas	 com	 o	 objetivo	 de	melhorar	 o	 desempenho	muscular,	 prevenindo	 e	
tratando	a	musculatura	tensa.
Esta	técnica	é,	frequentemente,	baseada	na	massagem	sueca.	Porém,	outras	
técnicas	estão	associadas:
•	 Massagem	sueca	(massagem	clássica)	-	manobras	de	deslizamentos	(effleurage),	
amassamento	(petrissage),	fricções	e	percussões.
•	 Massagem	Miofascial	(massagem	de	compressão/massagem	nos	trigger points).
•	 Drenagem	linfática.
•	 Mobilizações	articulares.
•	 Alongamentos	musculares.
A	 aplicação	 desta	 massagem	 segue	 um	 princípio	 geral	 de	 treinamento	
denominado	 “princípio	 da	 variedade”,	 onde	 o	 nosso	 organismo	 não	 progride	
quando	está	submetido	sempre	a	estímulos	iguais.	Por	esta	razão,	deve-se	alternar	
ou	introduzir	outras	técnicas	ou	métodos	que	mantenham	ativas	as	capacidades	de	
recuperação,	tais	como	a	eletroestimulação,	crioterapia,	hidroterapia,	entre	outras.
5.1 OBJETIVOS
A	grande	diferença	entre	a	massagem	desportiva	e	a	massagem	relaxante	
está	na	questão	do	vigor	e	da	velocidade.	
A	massagem	desportiva	usa	movimentos	e	manobras	mais	rápidos	e	mais	
fortes	para	 aumentar	 a	 circulação	 sanguínea,	 o	 que	 traz	uma	 recuperação	mais	
eficaz	depois	de	um	esforço	físico.	
132
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
A	técnica	pode	ser	aplicada	com	dois	objetivos	principais:	o	primeiro,	após	
um	esforço	físico	para	recuperar	a	musculatura.	O	segundo,	antes	do	esforço	físico	
para	preparar	a	musculatura	para	a	tarefa.
Cada	esporte	usa	grupos	musculares	diferentes	e	o	terapeuta	desportivo	
deve	estar	familiarizado	com	a	especialidade	em	que	o	atleta	faz	seu	treinamento,	
entendendo	como	os	músculos	agem	e	como	eles	podem	ser	afetados.
5.2 INDICAÇÕES E BENEFÍCIOS
A	massagem	desportiva	é	indicada	para	pessoas	que	fazem	esforços	físicos	
intensos	e	regulares,	 incluindo	os	atletas	de	alta	competição,	e	também	todas	as	
pessoas	que	pratiquem	exercício	físico	regular	e	exigente	em	termos	musculares,	e	
desde	que	não	apresentem	qualquer	contraindicação	para	a	massagem.
Enquanto	a	massagem	relaxante	libera	hormônios	que	acalmam	o	corpo,	
como	ocitocina	e	endorfinas,	a	massagem	desportiva,	devido	aos	movimentos	
mais	 vigorosos,	 pode	 liberar	 adrenalina,	 que	 agita	 o	 atleta	 antes	 do	 esforço	
físico.
Não	 costuma	 ser	 aplicada	 como	 uma	 massagem	 completa,	 que	 visa	
mais	um	relaxamento	geral.	A	massagem	desportiva	pode	concentrar	a	atuação	
em	áreas	isoladas	para	resolver	problemas	na	musculatura,	nos	tendões	ou	nas	
articulações.
FONTE: Adaptado de: <http://www.clinicademassagem.net.br/massagem-desportiva>. Acesso 
em: 12 fev. 2015.
Antes	de	se	proceder	à	massagem,	devemos	ter	o	cuidado	de	fazer	um	
exame	minucioso	do	estado	do	atleta.
Desde	um	interrogatório	a	um	exame	visual,	palpação,	a	mobilizações	
musculares	e	articulares,	que	podem	nos	indicar	o	grau	de	fadiga	do	desportista	
e	a	possível	presença	de	alguma	 lesão.	Devemos	observar:	a	 temperatura	do	
corpo,	os	movimentos	respiratórios,	frequência	do	pulso,	a	excitação	nervosa	
etc.	São	sinais	que	podem	auxiliar	bastante	o	massagista	desportivo.
O	 massagista	 desportivo,	 conhecendo	 os	 efeitos	 fisiológicos	 dos	
desportos,	 pode	 estabelecer	uma	ordem	de	prioridades	 em	 relação	 à	 zona	 a	
tratar,	a	duração	do	tratamento,	a	intensidade	e	a	mobilização	por	regiões.
FONTE: Adaptado de: <http://williamsportmassagem.blogspot.com.br/2011_07_01_archive.html>. 
Acesso em: 12 fev. 2014.
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
133
Benefícios:
•	 Aumento	da	rentabilidade	física.
•	 Reduz	 as	 chances	 de	 contusões	 por	 meio	 dos	 alongamentos	 e	 manobras	
profundas.
•	 Melhora	a	amplitude	dos	movimentos	e	a	flexibilidade	dos	músculos,	resultando	
numa	melhora	da	força	muscular	e	performance	do	atleta.
•	 Reduz	o	 tempo	de	 recuperação	muscular	 entre	 os	 exercícios	de	 treinamento,	
fazendo	com	que	o	atleta	se	sinta	mais	disposto.
•	 Acelera	a	eliminação	de	resíduos	metabólicos	produzidos	durante	os	exercícios.
•	 Previne	eventuais	lesões	musculares.
•	 Melhora	o	estado	muscular.
•	 Reduz	a	tensão	muscular.
5.3 SEQUÊNCIA PRÁTICA
DECÚBITO	VENTRAL
•	 Costas	 (deslizamento	 superficial,	 deslizamento	 profundo,	 pinçamento	 com	
rolamento,	fricções	com	os	polegares(compressão),	contorno	e	mobilização	das	
escápulas,	deslizamento	com	antebraço,	deslizamento	em	parafuso	nos	braços,	
alongamento	 do	 braço,	 massagem	 no	 trapézio,	 amassamento,	 pinçamento	
cervical,	deslizamento	e	pressão	no	sacro,	percussões,	tração	com	antebraços).
•	 Membros	 inferiores	 (deslizamento	 superficial,	 deslizamento	 profundo,	
deslizamento	com	antebraço,	deslizamento	com	polegar,	deslizamento	com	base	
das	mãos,	rolamento	com	a	mão	fechada,	amassamento,	fricção	com	polegares	
(compressão),	percussões,	tração	e	alongamento).
DECÚBITO	DORSAL
•	 Membros	 inferiores	 (deslizamento	 superficial,	 deslizamento	 profundo,	
deslizamento	com	antebraço,	deslizamento	com	polegar,	deslizamento	com	base	
das	mãos,	rolamento	com	a	mão	fechada,	amassamento,	fricção	com	polegares	
(compressão),	percussões,	tração).
•	 Membros	 superiores	 (deslizamento	 superficial,	 deslizamento	 profundo,	
deslizamento	 com	 antebraço,	 deslizamento	 com	 polegar,	 deslizamento	 com	
base	das	mãos,	amassamento,	pinçamento,	tração).
•	 Abdômen	 (deslizamento	 intercostal	 superficial,	 deslizamento	 intercostal	
profundo,	massagem	 intestinal,	 deslizamento	 em	parafuso,	 deslizamento	 em	
“coração”).
•	 Tórax	(deslizamento	superficial	e	profundo	em	peitoral	e	trapézio,	amassamento	
em	peitoral	e	trapézio,	fricções	na	cervical).
134
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
6 MASSAGEM ESTÉTICA
Podemos	definir	 a	massagem	estética	 (ou	massagem	modeladora)	 como	
um	conjunto	de	manobras	e	manipulações	exercido	sobre	pele	e	músculos,	com	
fins	estéticos.	São	utilizadas	manobras	da	massagem	clássica,	porém,	com	outra	
intensidade,	para	outros	objetivos.	
A	massagem	modeladora	visa	à	modelagem	do	corpo	através	da	estimulação	
da	pele	 e	dos	músculos,	 reduzindo	medidas,	distribuindo	gorduras	 localizadas	
e	 facilitando	 a	penetração	de	princípios	 ativos,	 dando	 assim	maior	 equilíbrio	 à	
estética	do	corpo.
6.1 EFEITOS FISIOLÓGICOS
6.1.1 Efeito reflexo
A	pele	e	o	sistema	nervoso	são	extremamente	interligados	devido	à	presença	
de	milhões	de	receptores	sensoriais	(ex.:	receptores	de	tato,	dor,	temperatura	etc.)	
existentes	na	pele	e	à	mesma	origem	embriológica	de	ambos,	o	ectoderma.	Uma	
porção	do	corpo	embrionário	se	volta	para	dentro	durante	o	seu	desenvolvimento	
e	formará	o	sistema	nervoso.	A	porção	exposta	do	sistema	nervoso	formará	a	pele.
Uma	 das	 principais	 funções	 das	 células	 e	 dos	 receptores	 sensoriais	
existentes	 na	 pele	 é	 captar	 estímulos	 externos.	Durante	 a	massagem	 são	dados	
estímulos	 diversos	 que	 irão	 ativar	 tais	 células	 e	 receptores	 para	 desempenhar	
determinada	função.	
Como	 o	 sistema	 nervoso	 é	 considerado	 o	mais	 nobre	 e	 importante	 dos	
sistemas	 do	 corpo,	 e	 se	 a	 pele	 é	 o	 nosso	 sistema	 nervoso	 externo,	 sua	 relação	
reflexológica	com	a	massagem	é	de	extrema	importância.
Na	massagem	modeladora,	 tais	 estímulos	 provocam	 aumento	 de	 tônus	
muscular	e	ativação	da	circulação	local,	entre	outros	efeitos.
6.1.2 Efeito mecânico
A	 ação	 mecânica	 da	 massagem	 é	 dada,	 principalmente,	 pela	 pressão	
exercida	sobre	pele	e	músculos	que	irá	produzir	efeitos	sobre	a	circulação	local,	
sobre	a	própria	musculatura	e	sobre	as	vísceras,	podendo	aumentar	o	peristaltismo	
intestinal,	 melhorar	 a	 circulação	 do	 fígado	 e	 estimular	 a	 ação	 do	 pâncreas	 e	
vesícula	biliar.	Além	disso,	a	pressão	exercida	promove	uma	“certa”	deformação	
da	fibra	muscular,	criando	espaços	entre	elas,	o	que	pode	fazer	com	que	a	gordura	
superficial	que	está	localizada	na	área	manipulada	“se	espalhe”.
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
135
6.1.3 Efeito muscular
Os	 músculos	 serão	 estimulados	 através	 da	 movimentação	 rápida	 das	
manobras	 da	 massagem.	 Ocorre	 uma	 deformação	 da	 fibra	 muscular	 com	
consequente	resposta	reflexa	de	contração	muscular,	aumentando	assim	o	tônus	
muscular.	Portanto,	a	massagem	modeladora	tornará	a	musculatura	mobilizada	
mais	firme	e	elástica,	melhorando	também	sua	nutrição,	 facilitando	assim	o	seu	
desenvolvimento.
A	 principal	 manobra	 que	 produz	 estímulo	 de	 contração	 muscular	 é	
chamada	de	tapping,	que	será	explicada	mais	adiante.
O	principal	objetivo	da	massagem	modeladora	é	aumentar	o	tônus	muscular	
e	a	circulação	local.	O	aumento	de	tônus	é	conseguido	através	de	estímulos	reflexos	
musculares	e	da	manobra	denominada	tapping.	Existem	diversos	tipos	de	tapping, 
mas	na	massagem	modeladora	utilizamos	o	tapping	de	deslizamento.
TAPPING – é uma técnica de estimulação que produz aumento do tônus e da 
contratibilidade dos músculos devido ao recrutamento de impulsos nervosos para os músculos. 
É feito sobre um músculo específico com um deslizamento moderado (mais ou menos forte), 
que ativa não apenas aquele músculo, mas todo o grupo muscular.
6.1.4 Efeito vascular
As	manobras	da	massagem	 irão	provocar	uma	vasodilatação	 local	 e	um	
aumento	da	temperatura	 local	da	pele	de	1	a	3	graus	centígrados,	devido	à	sua	
ação	mecânica	sobre	a	pele.	Além	disso,	o	volume	de	sangue	venoso	que	retorna	
ao	 coração	poderá	 se	 elevar,	 aumentando	o	 trabalho	 cardíaco	 e,	desta	 forma,	 o	
volume	de	sangue	arterial	que	chega	na	periferia	impulsionado	pelas	contrações	
cardíacas	também	será	maior.	Assim,	há	uma	melhora	da	nutrição	dos	tecidos	e	as	
trocas	fisiológicas	são	favorecidas,	facilitando	a	eliminação	de	toxinas	do	sangue.	
Por	isso	é	que	ocorre	uma	distribuição	de	gordura	localizada,	as	toxinas	(resíduos	
metabólicos)	não	ficam	estagnadas	no	local,	melhorando	o	fluxo	sanguíneo	local	e,		
consequentemente,	a	nutrição	das	células.	O	paciente	não	irá	emagrecer	(perda	de	
percentual	de	gordura),	por	isso	as	pessoas	que	estão	com	sobrepeso	têm	restrições.	
Devido	 ao	 efeito	 de	 vasodilatação,	 as	 manobras	 devem	 ser	 realizadas	
cuidadosamente	e	com	pressão	adequada,	evitando	a	formação	de	hematomas	no	
local.	Os	hematomas	aparecerão	se	a	pressão	exercida	for	inadequada,	levando	ao	
rompimento	do	vaso	sanguíneo.	O	hematoma	ainda	poderá	aparecer	devido	ao	
atrito	de	estruturas	ósseas.
ATENCAO
136
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
6.1.5 Efeito nervoso
A	pele	tem	a	propriedade	de	conduzir	estímulos	que	vêm	do	meio	ambiente	
ao	sistema	nervoso	central.	Por	isso,	é	ricamente	provida	de	terminações	nervosas	
que	irão	receber	estas	excitações.	
Se	 houver	 ação	 contínua	 sobre	 as	 terminações	 nervosas	 na	 pele,	 de	
forma	ritmada,	a	propriedade	fisiológica	de	conduzir	estes	estímulos	é	esgotada	
temporariamente,	 obtendo	 então	 uma	 hipoestesia	 regional	 temporária	 e	 um	
relaxamento	geral	(será	um	efeito	secundário	que	ocorrerá	após	um	certo	tempo	
da	realização	da	massagem).
6.2 COMPONENTES DA MASSAGEM MODELADORA
Direção:	é	importantíssima	no	trabalho	de	modelagem	do	corpo.	A	direção	
deverá	ser	sempre	no	sentido	das	fibras	musculares	da	região	mobilizada.
Pressão:	a	 força	de	 intensidade	dos	movimentos	deve	variar	 segundo	as	
condições	 do	 paciente	 e	 suas	 características	 estruturais.	 Inicialmente,	 a	 pressão	
deve	ser	moderada,	e	gradativamente	deverá	ser	acentuada.
Velocidade	e	ritmo:	As	manobras	em	baixa	velocidade	produzirão	efeito	
calmante	 e	 analgésico;	 as	 manobras	 rápidas	 produzirão	 efeito	 estimulante	 e	
desintoxicante.	Na	massagem	modeladora	a	velocidade	deve	ser	rápida,	porém	o	
ritmo	não	será	uniforme.
Meio:	são	utilizados	cosméticos	apropriados	para	cada	caso	específico.
Posicionamento	do	paciente:	tanto	o	paciente	quanto	o	terapeuta	deverão	
estar	em	posições	cômodas	e	práticas.
Duração:	 dependerá	 das	 regiões	 a	 serem	 tratadas,	 em	 média,	 de	 12	 a	 15	
minutos	por	região.
6.3 ORIENTAÇÕES PARA TRABALHAR COM MASSAGEM 
MODELADORA
•	 Assim	 como	 qualquer	 tratamento,	 o	 tratamento	 estético	 com	 massagem	
modeladora	deve	ser	PERSONALIZADO,	ou	seja,	uma	avaliação	completa	de	
cada	paciente	 deve	 ser	 feita	 antes	 de	 iniciarmos	 o	 tratamento,	 e	 os	 objetivos	
serão	traçados	de	acordo	com	cada	situação.	“Todo	ser	humano	é	um	serúnico”.
•	 Uma	 lista	 deverá	 ser	 prescrita	 para	 cada	 paciente	 com	 orientações	 a	 serem	
seguidas	durante	o	tratamento,	tais	como:	aumentar	a	ingestão	de	água	(um	a	dois	
litros	por	dia);	praticar	atividade	física;	alimentação	balanceada	(de	preferência,	
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
137
acompanhamento	 com	 nutricionista);	 utilização	 de	 bom	 creme	 hidratante	
diariamente;	utilização	de	bloqueador	solar	diariamente	(em	tratamento	facial,	
principalmente).
•	 Iniciar	 o	 tratamento	 com	 uma	 esfoliação	 corporal	 ou	 facial,	 e	 repetir	 a	 cada	
semana	ou	a	cada	15	dias,	finalizando	a	sessão	com	hidratação	da	pele.
•	 Utilizar	bom	princípio	ativo.
•	 O	tratamento	pode	ser	complementado	com	aplicação	de	máscaras	desintoxicantes	
ou	de	efeito	redutor	(argila,	fango,	gesso	lipolítico),	acompanhadas	de	calor.	
•	 Elaborar	programas	de,	no	mínimo,	10	sessões.	Após	atingido	o	objetivo,	um	
programa	de	manutenção	deve	ser	elaborado,	podendo	ser	semanal,	quinzenal	
ou	mensal.
•	 Realizar	duas	a	três	sessões	por	semana.
•	 Esclarecer	 todas	 as	 dúvidas	 do	 paciente	 antes	 de	 dar	 início	 ao	 tratamento,	
deixando-o	ciente	dos	possíveis	efeitos	que	poderão	ocorrer.
•	 Estar	disponível	para	o	tratamento	na	hora	marcada.
•	 Oferecer	ao	paciente	as	condições	ideais	quanto	a	limpeza	e	assepsia	do	local	de	
atendimento,	bem	como	segurança	e	conforto.
6.4 INDICAÇÕES
A	principal	indicação	da	massagem	modeladora	é,	como	o	próprio	nome	diz,	
a	modelagem	do	corpo.	Atua	efetivamente	na	gordura	localizada,	principalmente	
se	associada	ao	princípio	ativo	correto,	distribuindo	a	adiposidade	e	estimulando	
a	eliminação	de	toxinas.
É	 extremamente	 eficaz	 nos	 tratamentos	 para	 redução	 de	 medidas,	
auxiliando	no	tratamento	de	emagrecimento	(sempre	deixar	claro	que	não	se	trata	
de	um	tratamento	de	emagrecimento,	e	sim,	modelador).
Possui	atuação	importante	no	tratamento	de	Lipodistrofia	ginoide	(celulite)	
ou	flacidez,	porém,	como	recurso	auxiliar,	e	não	principal.
138
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
6.5.1 Facial
Região	 do	 pescoço	 até	 as	 bochechas	 (manobras	 de	 estimulação)	 –	 12	
minutos:
•	 Deslizamento	superficial	em	todo	o	rosto	para	aplicação	do	produto.
• Tapping	no	pescoço	(platisma).
• Tapping no	queixo	(mentoniano).
• Tapping	em	“Y”	(queixo	+	lábio	inferior).
• Tapping	no	lábio	superior	e	inferior	(orbicular	da	boca).
• Tapping	na	mandíbula	(risório	e	masseter).
• Tapping	na	fenda	nasogeniana	(levantador	do	lábio	superior	e	da	asa	do	nariz).
• Tapping	nas	bochechas	(masseter	e	zigomático).
•	 Pinçamento	nas	bochechas	(masseter	e	zigomático).
•	 Deslizamento	em	“leque”	com	 tapping na	maçã	do	 rosto	 (zigomático	maior	e	
menor).
Região	 dos	 olhos,	 têmporas	 e	 testa	 (manobras	 de	 relaxamento)	 –	 5	 a	 8	
minutos:
•	 Movimento	 longo	 (finalização):	 deslizamento	 profundo	 em	 queixo	 e	 lábio	
inferior;	deslizamento	 superficial	 em	 lábio	 superior	 e	 lateral	da	asa	do	nariz;	
deslizamento	profundo	em	pálpebra	inferior	e	superficial	em	pálpebra	superior;	
deslizamento	profundo	na	testa.	
•	 Deslizamento	 profundo	 em	 pálpebra	 inferior	 e	 deslizamento	 superficial	 em	
pálpebra	superior	(orbicular	dos	olhos).
•	 Deslizamento	 profundo	 entre	 as	 sobrancelhas	 (corrugador	 do	 supercílio	 e	
prócero).
•	 Deslizamento	profundo	na	testa	(frontal).
•	 Fricção	com	a	ponta	dos	dedos	ou	polegares	em	toda	a	testa	(frontal).
•	 Fricção	em	“8”	(espiral)	nas	têmporas	(temporal	e	orbicular	dos	olhos).
•	 Repetir	manobra	de	finalização.
6.5.2 Corporal
Coxas	(anterior,	posterior,	interno	e	culotes)	–	6	a	8	minutos	de	cada	lado:
•	 Deslizamento	superficial	para	aplicar	o	produto.
• Tapping	no	sentido	das	fibras	musculares.
•	 Deslizamento	em	“leque”	no	sentido	das	fibras	musculares.
•	 Modelagem	no	sentido	das	fibras	musculares.
•	 Pinçamento	no	sentido	distal-proximal.
6.5 SEQUÊNCIA DE MASSAGEM MODELADORA
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
139
•	 Rolamento	com	a	mão	fechada	no	sentido	das	fibras	musculares.
•	 Amassamento	no	sentido	distal-proximal.
•	 Passo	de	ganso	(amassamento	com	polegares)	no	sentido	distal-proximal.
•	 Deslizamento	superficial	para	finalização.
Glúteos	–	6	a	8	minutos	de	cada	lado:
•	 Deslizamento	superficial	para	aplicar	o	produto.
• Tapping	com	as	mãos	alternadas	(glúteo	máximo).
• Tapping	com	ambas	as	mãos	(glúteo	máximo).
•	 Deslizamento	com	tapping “ao	contrário”.
• Tapping	na	prega	glútea.
•	 Pinçamento	no	sentido	das	fibras.
•	 Deslizamento	superficial	na	direção	do	fluxo	linfático	(virilha).
Abdômen
Manobra	de	preparação	–	20	repetições
•	 Deslizamento	superficial	para	aplicar	o	produto.
•	 Deslizamento	superficial	=	onda	abdominal.
Manobras	de	estimulação	-	12	minutos
• Tapping	na	cintura	(oblíquo	do	abdômen).
• Tapping	sobre	o	músculo	reto	abdominal.
•	 Modelagem	em	todo	abdômen	(oblíquo	e	reto	abdominal).
•	 Rolamento	com	a	mão	fechada	em	todo	abdômen	(oblíquo	e	reto	abdominal).
•	 Rolamento	“em	pinça”	na	cintura.
•	 Amassamento	com	os	polegares	em	abdômen	inferior	(passo	de	ganso).
•	 Amassamento	na	cintura.
•	 Pinçamento	em	músculo	reto	abdominal.
Manobras	de	finalização	–	7	a	10	repetições
•	 Deslizamento	profundo	(fluxo	intestinal).
•	 Deslizamento	em	Espiral	(fluxo	intestinal).
•	 Deslizamento	de	drenagem	(manobra	em	“coração”).
Flancos	(faz	parte	da	sequência	de	abdômen)	ou	região	subaxilar	–	6	a	8	
minutos	de	cada	lado.
•	 Deslizamento	superficial	para	aplicar	o	produto.
• Tapping.
•	 Modelagem.
•	 Rolamento	com	a	mão	fechada.
•	 Passo	de	ganso	(amassamento	com	polegares).
•	 Amassamento	na	cintura.
140
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
Braços
•	 Posicionamento	adequado.
•	 Deslizamento	superficial	para	aplicar	o	produto.
• Tapping	no	sentido	das	fibras	musculares.
•	 Deslizamento	em	“leque”	no	sentido	das	fibras	musculares.
•	 Modelagem	no	sentido	das	fibras	musculares.
•	 Pinçamento	no	sentido	distal-proximal.
•	 Rolamento	com	a	mão	fechada	no	sentido	das	fibras	musculares.
•	 Passo	de	ganso	no	sentido	distal-proximal.
•	 Amassamento	no	sentido	distal-proximal.
•	 Deslizamento	superficial	para	finalização.
7 MASSAGEM NA GRAVIDEZ
Para	trabalharmos	com	gestantes	temos	que,	em	primeiro	lugar,	respeitar	
este	momento	único	e	especial	na	vida	de	uma	mulher.	Além	disso,	devemos	nos	
preparar	para	atender,	entendendo	cada	uma	das	alterações	físicas	e	emocionais	
que	as	gestantes	sofrem	durante	este	processo.	
Vários	ajustes	fisiológicos	e	endócrinos	ocorrem	direcionados	à	adaptação	
de	um	ambiente	ideal	para	o	desenvolvimento	de	outra	vida.
As	grandes	modificações	no	 corpo	podem	 trazer	 inúmeros	desconfortos	
para	 a	 futura	 mamãe.	 Por	 isso,	 além	 do	 acompanhamento	 médico	 pré-natal,	
é	 importante	 que	 a	 gestante	 se	 alimente	 bem,	 pratique	 exercícios	 físicos	 e	
respiratórios,	cuide	de	sua	pele	e,	principalmente,	faça	relaxamento.
A	massagem	é	muito	indicada	para	gestantes,	sendo	importante	considerar	
que	os	 três	primeiros	meses	de	gestação	 são	de	 risco.	Por	 isso,	normalmente,	 o	
obstetra	responsável	somente	irá	autorizar	a	massoterapia	a	partir	do	quarto	mês	
de	gestação.	
Outro	ponto	importante	no	atendimento	é	a	adaptação	do	posicionamento	
da	gestante	na	maca,	que	muitas	vezes	deverá	ser	feito	em	decúbito	lateral,	posição	
mais	confortável	e	benéfica	para	a	gestante.
As contraindicações são as mesmas da massoterapia em geral, sendo importante 
ressaltar que a região abdominal não deve ser massageada em hipótese alguma.
IMPORTANT
E
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
141
As	 técnicas	 mais	 indicadas	 para	 a	 gestante	 são	 massagem	 relaxante,	
massagem	facial,	shiatsu	e	drenagem	linfática,	sendo	esta	última	a	mais	utilizada,	
devido	ao	aumento	do	volume	de	líquidos	na	gravidez.	A	drenagem	linfática	pode	
ser	um	importante	coadjuvante	no	tratamento	pré-natal.
 
Além	de	todas	as	características	fisiológicas,	o	momento	da	massagem	pode	
funcionar	para	a	gestante	como	um	relaxamento	completo,	aliviando	as	tensões	
eeventuais	desconfortos,	proporcionando	um	contato	com	sua	nova	 identidade	
corporal	neste	momento	de	transformação.
 
Vamos	conhecer	agora	algumas	alterações	fisiológicas	da	gestação:
•	 Retenção	de	água	devido	ao	estrogênio.	Do	ganho	de	peso,	70%	é	água.
•	 Volume	sanguíneo	aumenta	em	40%.
•	 Multiplicação	e	hipertrofia	dos	vasos	linfáticos.
•	 Aumento	da	temperatura	corporal.
•	 Aumento	de	peso.
•	 Anemia	fisiológica	(cansaço	e	mal-estar).
•	 Deslocamento	do	centro	de	gravidade.
•	 Aumento	da	lordose	lombar	(compensações).
•	 Câimbras.
•	 Prisão	de	ventre.
Quando colocada em decúbito dorsal, a gestante pode sofrer a “Síndrome da 
hipotensão supina”, pois o útero comprime a veia cava inferior e aorta, diminuindo o retorno 
venoso ao coração, causando diminuição da pressão arterial (mal-estar, tontura).
8 DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL (DLM)
ATENCAO
Também	conhecida	 como	Linfodrenagem,	 este	método	de	 tratamento	
acelera	a	circulação	linfática,	através	de	movimentos	suaves	e	lentos	em	pontos	
estratégicos	do	 sistema	 linfático.	A	 técnica	é	 complexa,	 representada	por	um	
conjunto	de	manobras	muito	específicas.	A	DLM	possui	inúmeras	indicações,	
entre	 elas:	 edemas,	 linfoedemas,	 insuficiência	 venosa,	 acne,	 T.P.M.,	 pós-
traumatismos,	lipodistrofia	ginoide,	pós-operatório.
FONTE: Disponível em: <http://belezain.inf.br/estetica/linfodrenagem.asp>. Acesso em: 12 fev. 
2015.
142
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
8.1.1 Retorno de proteínas à circulação
A	mais	simples	e	importante	função	dos	vasos	linfáticos	é	permitir	o	retorno	
das	proteínas	à	circulação	quando	extravasam	dos	capilares	sanguíneos.	Alguns	
poros	 dos	 capilares	 são	 tão	 grandes	 que	uma	pequena	 quantidade	de	 proteína	
extravasa	do	plasma.	Se	estas	proteínas	não	retornassem	à	circulação,	a	pressão	
coloidosmótica	 (=	 pressão	 que	 as	 proteínas	 exercem	na	membrana	 capilar	 para	
equilibrar	com	a	pressão	do	líquido	plasmático)	do	indivíduo	cairia	a	níveis	muito	
baixos	e	haveria	perda	de	volume	sanguíneo,	levando	à	morte	dentro	do	espaço	de	
12	a	24	horas.	Além	disso,	não	há	nenhuma	outra	maneira	pela	qual	as	proteínas	
possam	retornar	à	circulação	sem	ser	por	meio	dos	vasos	linfáticos.
8.1.2 Drenagem de líquido em excesso no espaço intersticial
A	drenagem	de	líquido	em	excesso	no	espaço	intersticial	é	realizada	devido	
a	dois	mecanismos	principais:
A pressão do líquido intersticial	–	se	a	pressão	do	líquido	intersticial	se	
eleva	muito,	o	que	ocorre	quando	o	volume	de	líquido	se	torna	muito	grande,	o	
líquido	escoa	para	dentro	dos	capilares	linfáticos.	Assim	sendo,	quanto	maior	for	a	
pressão	tecidual,	maior	também	será	a	quantidade	de	linfa	formada	a	cada	minuto.
O escoamento da linfa - “Bombeamento Linfático”	–	é	um	mecanismo	do	
vaso	linfático	que	bombeia	a	linfa	ao	longo	de	seu	trajeto.	Todos	os	vasos	linfáticos	
possuem	válvulas	linfáticas	que	estão	orientadas	em	direção	central,	de	modo	que	
a	linfa	só	possa	fluir	em	direção	ao	ponto	em	que	os	vasos	linfáticos	drenam	para	
a	circulação,	e	nunca	de	volta	aos	tecidos.
A	 maior	 causa	 do	 Bombeamento	 Linfático	 é	 a	 contração	 periódica	 dos	
vasos,	cerca	de	uma	vez	a	cada	6	a	10	segundos.	A	contração	impulsiona	a	linfa	
para	 a	 próxima	 válvula	 linfática	 (=	 fase	 ativa	 da	 drenagem),	 distendendo	 um	
novo	segmento	do	vaso	linfático	(=	fase	passiva),	fazendo	com	que	ele	também	se	
contraia,	impulsionando	a	linfa	para	uma	próxima	válvula.	Este	efeito	ocorre	em	
cada	segmento	sucessivo	do	vaso	linfático	até	que	a	linfa	seja	totalmente	bombeada	
(drenada)	de	volta	à	circulação.
Além	 da	 contração	 intrínseca	 dos	 vasos	 linfáticos,	 o	 Bombeamento	
Linfático	 também	pode	 ser	produzido	pelo	movimento	dos	 tecidos	que	 cercam	
estes	vasos.	Por	exemplo,	a	contração	de	um	músculo	adjacente	a	um	vaso	linfático	
pode	 espremer	 o	 vaso	 e	 impulsionar	 a	 linfa	 para	 frente.	 Da	mesma	 forma,	 as	
pulsações	arteriais	ou	a	movimentação	ativa	de	um	membro	podem	espremer	o	
vaso	e	mover	a	linfa	para	frente	ao	longo	dos	canais	linfáticos.	Estes	mecanismos	
são	tão	importantes	quanto	as	próprias	contrações	intrínsecas	dos	vasos	linfáticos,	
8.1 FUNÇÕES DO SISTEMA LINFÁTICO
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
143
especialmente	durante	o	exercício	físico.
O	fluxo	da	linfa	varia	de	tempos	em	tempos,	mas,	em	média,	em	um	indivíduo	
adulto	em	condições	normais,	o	fluxo	em	todos	os	vasos	é	de	aproximadamente	
100	ml	por	hora.
8.1.3 Filtração da linfa pelos gânglios linfáticos
Outra	função	do	sistema	linfático	é	de	filtrar	a	linfa	que	retorna	dos	tecidos	
antes	 de	 esvaziá-la	 na	 circulação.	 À	 medida	 que	 a	 linfa	 passa	 pelos	 gânglios	
linfáticos,	 células	 especializadas	 fagocitam,	 digerem	 e	 liberam	 as	 proteínas,	
moléculas	 ou	 corpos	 estranhos	 que	 passam	 pela	 “peneira”	 (seios)	 do	 gânglio.	
Liberam	 os	 produtos	 na	 linfa	 em	 forma	 de	 aminoácidos	 ou	 outros	 produtos	
metabólicos	 de	 pequeno	 peso	 molecular.	 Outras	 células	 do	 gânglio	 produzem	
anticorpos,	os	quais	exercem	função	importante	na	proteção	do	organismo.
8.2 RELAÇÃO ENTRE O SISTEMA LINFÁTICO E O SISTEMA 
SANGUÍNEO
O	sistema	vascular	sanguíneo	é	um	anel	vascular	fechado	provido	de	uma	
bomba,	o	coração.	A	função	deste	sistema	é	assegurar	que	o	sangue	atinja	todas	
as	partes	do	organismo,	a	fim	de	que	cada	célula	possa	receber	nutrição	conforme	
suas	necessidades	funcionais,	e	retorne	ao	coração.	Assim,	no	sistema	vascular,	o	
sangue	flui	em	dois	sentidos:	do	coração	para	o	organismo	e	do	organismo	para	o	
coração.
O	sistema	linfático	não	é	um	sistema	fechado,	mas	comunica-se	diretamente	
com	o	sistema	sanguíneo	na	raiz	do	pescoço.	Consiste	em	um	sistema	de	capilares	
pequenos	que	começam	de	um	modo	cego,	captam	o	líquido	tecidual	não	absorvido	
pelos	capilares	sanguíneos,	e	uma	série	de	vasos	coletores	de	tamanho	cada	vez	
maior,	 drenam	 o	 líquido	 contido,	 a	 linfa,	 para	 dentro	 das	 veias	 subclávias	 (no	
pescoço).	O	fluxo	da	linfa	é	sempre	em	um	sentido,	isto	é,	para	o	coração.	Uma	das	
principais	características	do	sistema	linfático	é	a	presença	dos	gânglios	ao	longo	de	
seus	vasos,	através	dos	quais	a	linfa	tem	que	passar	para	ser	filtrada	antes	de	ser	
transferida	para	as	veias.
8.3 EFEITOS DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
O	principal	objetivo	das	manobras	realizadas	na	drenagem	linfática	manual	
é	o	aumento	do	volume	de	linfa	admitido	pelos	capilares	linfáticos,	e	o	aumento	da	
velocidade	do	transporte	da	linfa	através	dos	vasos	linfáticos.
144
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
8.3.1 Influência direta da drenagem linfática
•	 Aumento	do	volume	e	velocidade	da	linfa.
•	 Filtração	e	reabsorção	dos	capilares	sanguíneos.
•	 Aumento	da	quantidade	de	linfa	processada	dentro	dos	gânglios	linfáticos.
8.3.2 Influência indireta da drenagem linfática
•	 Nutrição	celular.
•	 Oxigenação	dos	tecidos.
•	 Desintoxicação	dos	tecidos	intersticiais.
•	 Desintoxicação	da	musculatura	esquelética,	promovendo	relaxamento	muscular.	
•	 Absorção	de	nutrientes	pelo	trato	digestivo.
•	 Aumento	 da	motricidade	 do	 intestino	 -	 a	musculatura	 do	 intestino	 aumenta	
de	amplitude	e	 frequência	de	contrações,	 facilitando	o	deslocamento	do	bolo	
intestinal	em	direção	ao	reto.	
•	 Distribuição	de	hormônios.
•	 Aumento	na	quantidade	de	líquidos	excretados.
•	 Estímulo	do	Sistema	Nervoso	Parassimpático	-	devido	aos	movimentos	lentos,	
leves	e	monótonos,	ocorre	estimulação	do	sistema	parassimpático,	que	age	de	
forma	relaxante	e	calmante.	
•	 Estímulo	das	imunorreações	-	aceleração	da	circulação	de	linfócitos	(células	de	
defesa)	e	da	distribuição	de	anticorpos.
Para	 que	 se	 consigam	 tais	 efeitos	 com	 a	 drenagem	 linfática	manual,	 as	
manobras	devem	ser	realizadas	com	exatidão.	A	pressão	adequada	com	a	qual	as	
manobras	são	praticadas	varia	conforme	as	condições	individuais	de	cada	caso.
Podemos definir como pressão adequada aquela que é suficientemente forte para 
propulsionar o líquido intersticial para dentro dos capilares linfáticose aumentar a reabsorção 
através dos capilares, porém, pressão que se mantenha abaixo dos valores da pressão interna 
dos capilares linfáticos e sanguíneos, a fim de evitar a obstrução dos mesmos. Uma pressão 
demasiadamente forte pode obstruir os capilares, chegando até a danificá-los, principalmente 
os linfáticos, pela sua estrutura frágil. A pressão manual varia de leve (casos de edema e tônus 
muscular rígido) a moderada (casos de turgor e musculatura normal).
ATENCAO
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
145
8.4 INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES
Indicações
•	 Edemas	e	linfedemas.
•	 Circulação	de	retorno	comprometida	(telangiectasias,	varizes,	sintomas).
•	 Relaxamento.
•	 Gestação	(a	partir	do	4º	mês).
•	 Retenção	de	líquidos.
•	 Mau	funcionamento	intestinal.
As	indicações	para	o	emprego	da	drenagem	linfática	manual	em	tratamentos	
estéticos	são:
•	 Tratamento	de	rosácea;	tratamento	para	rejuvenescimento.
•	 Tratamento	pré	e	pós-cirurgia	plástica.
•	 Edema	palpebral.
•	 Tratamento	para	Lipodistrofia	ginoide.
Contraindicações
•	 Câncer.
•	 Trombose	Venosa	Profunda	(TVP),	Tromboflebite,	Úlceras	varicosas.
•	 Hipertireoidismo.
•	 Pacientes	cardíacos,	hipertensos	ou	diabéticos	descompensados.
•	 Insuficiência	renal.
•	 Processos	infecciosos	(febre,	secreção).
•	 Certos	tipos	de	afecções	na	pele.
8.5 A PRÁTICA DA DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL
A	drenagem	manual	é	feita	por	manobras	superficiais	que	devem	pressionar	
o	tecido	superficial	(camadas	da	pele	e	tecido	adiposo)	sem	atingir	a	musculatura.	
Toda	 vez	 que	 um	 tecido	 intersticial	 recebe	 um	 aumento	 de	 pressão	 (pode	 ser	
interna	ou	externa),	forma-se	linfa.	Não	é	necessária	uma	condução,	visto	que	a	
linfa	procurará	os	vasos	profundos,	abaixo	do	local	onde	ocorre	a	"leve	pressão".
A linfa superficial é conduzida para “DENTRO”, para o interior da região “drenada”, 
e não para o CORAÇÃO.
ATENCAO
146
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
A	drenagem	linfática	é	basicamente	composta	de	dois	processos	que	visam	
transportar	e	remover	esse	líquido	de	edema	de	volta	à	circulação	sanguínea.	São	
eles:
•	 Evacuação	 -	 processo	 que	 é	 realizado	 em	 gânglios	 (ou	 linfonodos)	 e	 em	
outras	vias	 linfáticas	 com	o	objetivo	de	descongestioná-los.	As	manobras	 são	
executadas	de	proximal	para	distal,	criando	possibilidade	de	aspiração	da	linfa	
centripetamente,	tendo	a	função	de	atrair	a	linfa	distal	e	evacuar	os	vasos	pré-
coletores	e	coletores.
•	 Captação	 -	é	a	drenagem	propriamente	dita.	As	manobras	são	executadas	da	
região	 distal	 para	 a	 proximal,	 drenando	 a	 região	 afetada,	 tendo	 a	 função	de	
drenar,	absorver	o	líquido	acumulado	no	interstício.	
Para	 desenvolvermos	 uma	 drenagem	 eficiente,	 devemos	 seguir	 alguns	
itens	importantes,	como:
Pressão:	 a	 pressão	 varia	 de	 leve	 a	moderada,	 pressão	 em	 torno	de	 30	 a	
40	mmhg,	 dependendo	de	 cada	 caso.	Nas	manobras,	 a	 pressão	 deve	 aumentar	
e	 diminuir	 gradativamente.	 Os	 movimentos	 devem	 ser	 suaves,	 contínuos	 e	
harmônicos.
Ritmo:	o	ritmo	deve	ser	lento	(pois	a	linfa	desloca-se	em	torno	de	2,5	cm/
segundo).	Os	movimentos	possuem	uma	fase	ativa	(dirigida	aos	nódulos)	e	uma	
fase	passiva	(os	tecidos	fazem	um	retorno	e	sua	mão	volta	à	posição	inicial).	Sempre	
devemos	respeitar	o	ritmo	natural	do	fluxo	linfático	(de	6	a	10	segundos	para	cada	
manobra).
Repetição:	 movimentos	 devem	 ser	 repetidos	 de	 cinco	 a	 sete	 vezes.	 Os	
movimentos	com	deslizamento	(caminhos)	devem	ser	repetidos	três	vezes.
Direção:	Devemos	carrear	a	linfa	para	o	grupo	ganglionar	mais	próximo.
Sentido:	 o	 ponto	 de	 partida	 das	 manobras	 sempre	 será	 a	 região	 mais	
próxima	 do	 gânglio	 linfático	 (sentido	 proximal)	 para	 a	 região	 mais	 distante	
(sentido	distal).
Duração:	o	tempo	de	sessão	deve	ter	o	mínimo	de	30	minutos.
A drenagem deve começar sobre o ângulo venoso, independente das localizações 
das incisões, para garantir o livre escoamento da linfa.
DICAS
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
147
Tipos de movimento: Leduc	 (1998)	 preconiza	 a	 utilização	 de	 cinco	
movimentos	que	combinados	entre	si	formam	um	sistema	de	massagem:
•	 Drenagem	dos	linfonodos	(cadeias	ganglionares)	e	vias	linfáticas	(ductos)
•	 Círculos	com	os	dedos	ou	com	as	mãos.
•	 Círculos	com	o	polegar.
•	 Movimentos	combinados.
•	 Pressão	em	bracelete.
Na	técnica	apresentada	abaixo	utilizaremos	sete	movimentos:
•	 Rotação	 no	 lugar:	 rotação	 com	 os	 dedos	 ou	 com	 a	 mão	 espalmada,	 não	 há	
deslizamento	sobre	a	superfície	da	pele.
•	 Bombeamento	punho	-	dedos:	realiza-se	com	a	mão	aberta,	variando	a	pressão,	
não	há	deslizamento	sobre	a	pele.
•	 Movimento	em	Concha	ou	Bracelete:	realiza-se	com	ambas	as	mãos.
•	 Rotação	em	fuso	ou	espiral:	rotação	com	os	dedos	acompanhada	de	deslizamento	
sobre	a	superfície	da	pele.
•	 Passo	de	ganso:	realizado	com	os	polegares,	alternando-os	com	movimentos	de	
rolar.
•	 Movimento	em	Onda	ou	Bombeamento	lateral.	
•	 Movimento	de	mergulho:	realizado	com	as	pontas	dos	dedos,	afundando-os	na	
região.
A Drenagem Linfática Manual se dá pelo esvaziamento dos interstícios celulares 
superficiais que têm seu conteúdo capturado pelos capilares linfáticos, conduzindo, já como 
linfa, para os vasos mais profundos que empurrarão a linfa que ali se encontra (as válvulas 
impedem o refluxo). Nesta etapa (mais profunda) não atuamos, pois nossa pressão é superficial.
8.6 TIPOS DE EDEMA
Definição	-	O	edema	é	resultado	da	expansão	do	líquido	extracelular	do	
organismo.	É	um	sinal	comum	em	uma	variedade	de	moléstias,	e	todos	se	originam	
do	sangue	circulante,	sendo	que	sua	composição	é	semelhante	à	do	plasma.	
Os	principais	tipos	de	edema	em	que	podemos	indicar	a	técnica	de	drenagem	
linfática	são:
•	 Edema	 causado	por	Deficiência	Linfática	 =	Linfedema	 -	 a	 obstrução	 linfática	
pode	 originar	 edema,	 e	 ocorre	 em	diversas	 situações:	 após	 cirurgias	 radicais	
para	 carcinoma	de	 tórax	 ou	de	mama,	 onde	há	 grande	 remoção	de	 gânglios	
IMPORTANT
E
148
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
linfáticos;	o	carcinoma	de	gânglios	linfáticos	pode	produzir	o	mesmo	resultado;	
osteomielite	crônica;	lipodistrofia	ginoide	(celulite).
•	 Fibroedema	Geloide/Mucoide,	 Lipodistrofia	Ginoide	 ou	Celulite	 –	 desordem	
metabólica	 regional,	 cuja	 incidência	 é	 exclusivamente	 feminina,	 agregada	
ou	não	 à	 gordura,	 com	 topografia	 localizada	 em	quadris,	 nádegas,	membros	
inferiores	e,	em	menor	escala,	em	abdômen	e	membros	superiores.	Possui	três	
estágios,	mas	nem	sempre	evolui	até	o	último	estágio.	Pode	acontecer	de	uma	
pessoa	ter	o	problema	em	diferentes	níveis	e	em	diversas	partes	do	corpo.	Nos	
dois	primeiros	estágios	as	alterações	estruturais	não	envolvem	tanto	os	vasos	
linfáticos.	Mas	no	terceiro	estágio	as	células	estão	muito	inchadas,	comprimindo	
todas	as	estruturas	adjacentes,	como	vasos	sanguíneos	e	linfáticos	e	terminações	
nervosas	(dor).
•	 Edema	da	Síndrome	Pré-Menstrual	–	no	período	que	antecede	a	menstruação	há	
retenção	de	água	nos	diversos	tecidos	do	organismo,	com	aumento	do	líquido	
extracelular,	que	se	manifesta	de	forma	suave.	Na	forma	mais	intensa,	há	maior	
retenção	 de	 líquido,	 com	 formação	 de	 edema	 localizado	 ou	 generalizado,	
incluindo	 edema	 cerebral,	 intestinal,	 mamário,	 causando	 outros	 diversos	
sintomas	da	síndrome	(dores	de	cabeça,	cólicas,	mastalgia	etc.).
•	 Edema	 Gestacional	 –	 a	 gravidez	 está	 associada	 com	 edema	 de	 tornozelo	 e	
membros	 inferiores,	 frequentemente	durante	os	estágios	finais,	decorrente	do	
aumento	de	substâncias	hormonais	retentoras	de	sódio	(sal	e	água).	Em	adição	
com	o	aumento	do	volume	sanguíneo	circulante,	e	com	o	aumento	da	pressão	
intra-abdominal	decorrente	do	crescimento	do	útero,	ocorre	hipertensão	da	veia	
cava	inferior	e	consequente	estase	venosa	de	membros	inferiores.
•	 Edema	 Traumático	 –	 decorrente	 de	 lesão	 traumática	 com	 ruptura	 de	 vasos	
sanguíneos	e	linfáticos.
•	 Edema	 Cardíaco	 -	 O	 edema	 sistêmico,que	 é	 aliviado	 quando	 o	 paciente	 se	
deita	 com	 frequência,	 é	 um	 sinal	 de	 insuficiência	 cardíaca.	 Essa	 condição	 é	
invariavelmente	 acompanhada	 de	 obstrução	 das	 veias.	Ambas	 as	 disfunções	
provocam	aumento	na	pressão	arterial	dos	capilares,	o	que	leva	a	uma	maior	taxa	
de	filtragem	de	proteínas	plasmáticas	dos	capilares	para	os	espaços	intersticiais,	
forma-se	assim	o	edema.	A	congestão	nas	veias	é	uma	complicação	adicional	e	
deve-se	à	fragilidade	do	coração,	que	é	incapaz	de	receber	e	processar	o	sangue	
venoso.	Assim,	a	pressão	hidrostática	nas	veias	é	elevada,	o	que	evita	reingresso	
do	fluído	dos	tecidos	intersticiais	na	extremidade	venosa.	A	massagem	linfática	
é	 aplicada	 para	 auxiliar	 na	 drenagem	 do	 fluído	 para	 os	 vasos	 linfáticos	 e	
melhorar	o	retorno	venoso;	ela	é	particularmente	útil	nos	membros	inferiores.	O	
tratamento	é	realizado	por	curtos	períodos,	apenas	em	virtude	da	fraqueza	do	
coração,	entretanto,	pode	ser	repetido	com	frequência	(CASSAR,	2001).
•	 Edema	Renal	 -	Pode	ocorrer	 caso	o	 rim	perca	 sua	 capacidade	de	 eliminar	 as	
quantidades	normais	de	urina,	ocorre	assim	o	aumento	da	pressão	capilar.	O	
edema	se	situa	em	locais	com	grande	quantidade	de	tecido	conjuntivo	frouxo:	
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
149
na	face	em	volta	dos	olhos	e	pode	afetar	as	extremidades.	É	mais	intenso	pela	
manhã	 e	 a	 posição	 do	 corpo	 quase	 nada	 afeta	 no	 edema.	 Pode	 ser	 tratado	
com	 drenagem,	 mas	 é	 imprescindível	 indicação	 e	 acompanhamento	 médico	
(HERPERTZ,	2006)	
•	 Edema	Nutricional	–	a	desnutrição	leva	à	diminuição	dos	níveis	de	proteína	no	
organismo	(hipoproteinúria),	causando	edema	abdominal	devido	à	diminuição	
da	pressão	coloidosmótica	dentro	dos	vasos.
8.7 SEQUÊNCIA DE DRENAGEM LINFÁTICA CORPORAL
8.7.1 Abdômen
Paciente	em	decúbito	dorsal,	com	semiflexão	de	joelho:
•	 Respiração	diafragmática.
•	 Liberação	de	ducto	torácico,	ângulo	venoso	–	linfático	direito	e	esquerdo,	região	
inguinal.
•	 Deslizamento	de	drenagem	em	todo	o	abdômen	=	deslizamento	com	as	mãos	
unidas	no	centro	do	abdômen,	subindo	em	direção	ao	esterno	(solicitar	inspiração	
ao	paciente	enquanto	realiza	este	deslizamento).	Assim	que	o	paciente	começa	
a	 expiração,	 contornar	 as	 costelas	 com	 os	 polegares,	 descendo	 até	 a	 cintura.	
Contorna	a	cintura	com	ambas	as	mãos,	descendo	em	direção	à	região	inguinal,	
com	movimento	vibratório	das	mãos.	Repetir	quatro	vezes.
•	 Movimento	em	espiral	(rotação	em	fuso)	sobre	o	cólon	descendente	do	intestino.	
Repetir	três	vezes.
•	 Deslizamento	da	cintura,	com	as	duas	mãos	trabalhando	alternadamente,	em	
duas	linhas,	da	cintura	em	direção	ao	umbigo.	Realizar	primeiro	de	um	lado,	
e	 depois	 do	 outro,	 sete	 vezes	 em	 cada	 linha.	 Finalizar	 com	 movimento	 de	
mergulho	(sete	vezes)	sobre	a	Cisterna	do	Quilo.
•	 Movimento	 de	 espiral	 nos	 três	 cólons	 do	 intestino	 (ascendente,	 transverso	 e	
descendente),	repetindo	três	vezes.
•	 Movimento	de	roda	gigante	ao	redor	do	intestino,	repetindo	sete	vezes.
•	 Rotação	no	 lugar	 em	12	pontos	do	 intestino.	 Iniciar	 em	 três	pontos	no	 cólon	
descendente,	três	pontos	no	cólon	ascendente,	três	pontos	no	cólon	transverso,	
e	 repetir	 três	 pontos	 no	 cólon	 descendente	 em	 ordem	 invertida.	 Repetir	 o	
movimento	de	rotação	no	lugar	sete	vezes	em	cada	ponto.
•	 Passo	de	ganso	(amassamento)	em	duas	linhas	da	cintura	em	direção	ao	umbigo,	
três	vezes	em	cada	 linha.	Finalizar	com	movimento	de	mergulho	(sete	vezes)	
sobre	a	Cisterna	do	Quilo.
•	 Passo	 de	 ganso	 em	 quatro	 linhas	 do	 abdômen	 inferior	 (duas	 linhas	 de	 cada	
lado),	três	vezes	em	cada	linha,	partindo	do	umbigo	em	direção	à	região	inguinal	
(“raio	de	sol”).
•	 Bombeamento	lateral	sobre	a	crista	ilíaca,	sete	vezes	de	cada	lado.
•	 Repetir	o	deslizamento	de	drenagem	em	todo	o	abdômen.
150
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
FONTE: A autora
FIGURA 11 – DRENAGEM DE ABDÔMEN
8.7.2 Membros inferiores
Paciente	em	decúbito	dorsal,	com	elevação	dos	membros	inferiores:
•	 Respiração	diafragmática
•	 Liberação	de	ducto	torácico,	ângulo	venoso	–	linfático	direito	e	esquerdo,	região	
inguinal.
Terapeuta	se	posiciona	do	mesmo	lado	do	membro	a	ser	trabalhado:
•	 Bracelete	“parado”	em	três	porções	da	coxa	(início	na	porção	proximal,	média	e	
distal),	sete	vezes	em	cada	porção.
•	 Bracelete	“andando”	em	três	porções	da	coxa	(início	na	porção	proximal,	média	
e	distal),	duas	vezes	em	cada	porção,	levando	em	direção	à	virilha,	fi	nalizando	
com	bombeamento	inguinal.
1. LIBERAÇÃO DE DUCTO 
TORÁCICO, DIREITO, 
ESQUERDO E CADEIA 
INGUINAL
4. DESLIZAMENTO 
NA CINTURA
7. ROTAÇÃO NO
LUGAR EM 12 PONTOS
10. BOMBEAMENTO 
LATERAL NA CRISTA 
ILÍACA ESQUERDA
2. DESLIZAMENTO
DE DRENAGEM EM 
TODO O ABDÔMEN
8. PASSO DE
GANSO NA CINTURA
11. BOMBEAMENTO 
LATERAL NA CRISTA 
ILÍACA DIREITA
3. ESPIRAL EM CÓLON 
DESCENDENTE DO 
INTESTINO
9. PASSO DE GANSO 
EM "RAIO DE SOL"
12. DESLIZAMENTO 
DE DRENAGEM EM 
TODO O ABDÔMEN
6. ESPIRAL EM 
TODO O INTESTINO
5. RODA GIGANTE
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
151
•	 Liberação	dos	gânglios	da	região	poplítea	(sete	vezes).
•	 Drenagem	dos	joelhos:	duas	porções	(medial	e	lateral),	três	linhas	cada	porção,	
passo	de	ganso	três	vezes	em	cada	linha.
•	 Bracelete	“parado”	em	três	porções	da	perna	(início	na	porção	proximal,	média	
e	distal),	sete	vezes	em	cada	porção.
•	 Bracelete	“andando”	em	três	porções	da	perna	(início	na	porção	proximal,	média	
e	distal),	duas	vezes	em	cada	porção,	passando	nas	três	porções	da	coxa,	levando	
em	direção	à	virilha,	finalizando	com	bombeamento	inguinal.
•	 Passo	de	ganso	em	três	linhas	no	dorso	do	pé,	três	vezes	cada	linha.
•	 Deslizamento	dos	dedos,	três	vezes	cada	dedo.
•	 Para	finalizar,	solicitar	o	movimento	de	dorsiflexão	e	flexão	plantar	do	tornozelo	
ao	paciente,	realizando	contração	da	musculatura	da	panturrilha	(Bombeamento	
muscular).
 
Terapeuta	muda	sua	posição	para	o	outro	lado,	e	repete	os	movimentos	no	
outro	membro.
FIGURA 12 - DRENAGEM DE MEMBROS INFERIORES
FONTE: A autora
1. LIBERAÇÃO DE DUCTO 
TORÁCICO, DIREITO, 
ESQUERDO E CADEIA 
INGUINAL
4. BRACELETE ANDANDO 
ATÉ A VIRILHA, ANTERIOR 
E POSTERIOR COM 
ARRMEATE
7. LIBERAÇÃO DA 
CADEIA POPLÍTEA 
PASSO DE GANSO EM 
4 LINHAS NO JOELHO
10. BRACELETE 
ANDANDO ATÉ A VIRILHA, 
ANTERIOR E POSTERIOR 
COM ARREMATE
2. BRACELETE NO 
LUGAR 7X EM 3 
PORÇÕES ANTERIORES
5. BRACELETE ANDANDO 
ATÉ A VIRILHA, ANTERIOR 
E POSTERIOR COM 
ARREMATE
8. BRACELETE NO 
LUGAR 7X EM 3 
PORÇÕES NA PERNA
11. BRACELETE ANDANDO 
ATÉ A VIRILHA, ANTERIOR 
E POSTERIOR COM 
ARREMATE
3. BRACELETE NO 
LUGAR 7X EM 3 
PORÇÕES POSTERIORES
6. BRACELETE ANDANDO 
ATÉ A VIRILHA, 
ANTERIOR E POSTERIOR 
COM ARREMATE
9. BRACELETE ANDANDO 
ATÉ A VIRILHA, 
ANTERIOR E POSTERIOR 
COM ARREMATE
12. PASSO DE GANSO 
EM 3 LINHAS NO PÉ.
DESLIZAMENTO NOS 
DEDOS
152
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
8.7.3 Glúteos
A	drenagem	linfática	na	região	glútea	só	será	realizada	em	casos	específicos,	
como	pós-operatório	ou	lipodistrofia	ginoide	(celulite).
Paciente	em	decúbito	dorsal:
•	 Respiração	diafragmática.
•	 Liberação	de	ducto	torácico,	ângulo	venoso	–	linfático	direito	e	esquerdo,	região	
inguinal.
Paciente	em	decúbito	ventral	ou	decúbito	lateral	(preferencialmente).	OBS.:	
com	o	paciente	em	decúbito	ventral,	colocar	um	apoio	sob	o	abdômen	para	liberar	
a	região	inguinal.
•	 Deslizamento	superficial	em	todo	o	glúteo,	iniciando	com	os	dedos	e	finalizando	
com	a	região	tenar	e	hipotenar	das	mãos,	em	três	linhas,	sete	vezes	cada	linha.
•	 Movimento	de	espiral	(rotação	em	fuso)	nas	três	linhas,	três	vezes	cada	linha.
•	 Rotação	no	lugar,	em	quatro	pontos	do	glúteo,	sendo	o	primeiro	ponto	próximo	
ao	cóccix,	segundo	e	terceiro	pontos	no	centro	do	glúteo,	e	quarto	ponto	na	face	
lateral	do	glúteo	(em	direção	à	virilha).
•	 Passo	 de	 ganso	 em	 cinco	 linhas,	 desde	 o	 cóccix	 até	 a	 face	 lateral	 do	 glúteo,	
levando	em	direção	à	virilha,	trêsvezes	cada	linha.
•	 Bombeamento	punho	–	dedos	em	duas	linhas,	dois	pontos	em	cada	linha,	sete	
vezes	cada	ponto.
•	 Bombeamento	 lateral	 da	 porção	 inferior	 do	 glúteo,	 levando	 para	 cadeia	
ganglionar	vertical	da	coxa,	sete	vezes.
•	 Finalizar	a	drenagem	de	glúteos,	repetindo	o	primeiro	movimento	(deslizamento	
superficial	iniciando	com	os	dedos	e	finalizando	com	a	região	tenar	e	hipotenar	
das	mãos).	
 
Terapeuta	muda	sua	posição	para	o	outro	lado,	e	repete	os	movimentos	no	
outro	glúteo.
FIGURA 13 – DRENAGEM DE GLÚTEOS
10. DESLIZAMENTO 
CONTÍNUO
7. ROTAÇÃO NO 
LUGAR EM 4 PONTOS
4. ROTAÇÃO NO 
LIGAR EM 4 PONTOS
1. LIBERAÇÃO DO DUCTO 
TORÁCICO, DIREITO E 
ESQUERDO E CADEIA INGUINAL
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
153
8.7.4 Mama
Paciente	em	decúbito	dorsal:
•	 Respiração	diafragmática.
•	 Liberação	do	ducto	torácico,	ângulo	venoso	–	linfático	direito	e	esquerdo,	raglan,	
axilas	(sete	vezes	cada	ponto).
•	 Deslizamento	com	ambas	as	mãos	partindo	do	esterno,	contornando	as	mamas	
em	direção	às	axilas.	Repetir	sete	vezes.
•	 Deslizamento	 partindo	 do	 esterno,	 contornando	 as	 mamas,	 realizando	 um	
movimento	em	leque	com	os	dedos,	em	direção	às	axilas.	Repetir	sete	vezes.
Terapeuta	se	posiciona	do	lado	oposto	à	mama	que	será	trabalhada:
•	 Rotação	 no	 lugar	 em	 quatro	 pontos	 das	 mamas,	 sete	 vezes	 em	 cada	 ponto.	
Primeiro	ponto	no	esterno,	segundo	ponto	no	limite	superior	da	mama,	terceiro	
e	quarto	pontos	na	região	de	raglan.	
•	 Bombeamento	punho	 –	dedos	das	mamas.	Acomodar	 a	mama	 entre	 as	duas	
mãos,	levemente	encurvadas	e	bombear	do	esterno	em	direção	às	axilas.	
•	 Passo	de	ganso	nos	espaços	 intercostais,	 em	 três	 linhas	 (abaixo	da	mama,	no	
centro	e	na	cintura),	repetindo	o	movimento	três	vezes	em	cada	linha.
•	 Bombeamento	lateral	da	cintura	até	a	axila,	repetindo	o	movimento	três	vezes.
Terapeuta	muda	sua	posição	para	o	outro	lado,	e	repete	os	movimentos	na	
outra	mama.
FONTE: A autora
12. BOMBEAMENTO 
LATERAL DO OUTRO LADO
9. PASSO DE GANOS
EM 5 LINHAS
6. PASSO DE GANSO 
EM 5 LINHAS
3. ROTAÇÃO EM 
FUSO/ESPIRAL EM 3 
LINHAS
2. DESLIZAMENTO 
CONTÍNUO EM 3 
LINHAS
5. BOMBEAMENTO 
PUNHO - DEDOS 
EM 4 PONTOS
8. BOMBEAMENTO 
PUNHO-DEDOS 
EM 4 PONTOS
11. BOMBEAMENTO 
LATERAL DE UM LADO
154
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
• Para	finalizar,	repetir	sete	vezes	o	deslizamento	com	ambas	as	mãos	partindo	do	
esterno,	contornando	as	mamas	em	direção	às	axilas.
FIGURA 14 – DRENAGEM DE MAMA
FONTE: A autora
8.7.5 Membros Superiores
Paciente	em	decúbito	dorsal:
•	 Respiração	diafragmática.
•	 Liberação	do	ducto	torácico,	ângulo	venoso	–	linfático	direito	e	esquerdo,	raglan,	
axilas	(sete	vezes	cada	ponto).
1. LIBERAÇÃO DE 
DUCTOS, CADEIA RAGLAN 
E CADEIXA AXILAR
4. ROTAÇÃO NO 
LUGAR EM 4 PONTOS 
NA MAMA DIREITA
7. BOMBEAMENTO 
LATERAL A PARTIR 
DA CINTURA
10. PASSO DE GANSO 
EM 3 LINHAS ABAIXO 
DA MAMA ESQUERDA
2. DESLIZAMENTO 
CONTÍNUO
5. BOMBEAMENTO 
PUNHO-DEDOS NA 
MAMA DIREITA
3. DESLIZAMENTO 
"EM LEQUE"
6. PASSO DE GANSO 
EM 3 LINHAS ABAIXO 
DA MAMA DIREITA
9. BOMBEAMENTO 
PUNHO-DEDOS NA 
MAMA ESQUERDA
12. DESLIZAMENTO 
CONTÍNUO
8. ROTAÇÃO NO 
LUGAR EM 4 PONTOS 
NA MAMA ESQUERDA
11. BOMBEAMENTO 
LATERAL A PARTIR 
DA CINTURA
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
155
Terapeuta	se	posiciona	do	mesmo	lado	do	membro	a	ser	trabalhado:
•	 Drenagem	do	ombro,	com	movimentos	de	passo	de	ganso	em	três	porções	do	
músculo	deltoide,	três	vezes	em	cada	porção.
•	Bracelete	“parado”	em	três	porções	do	braço	(início	na	porção	proximal,	média	e	
distal),	sete	vezes	em	cada	porção.
•	Bracelete	“andando”	em	três	porções	do	braço	(início	na	porção	proximal,	média	
e	distal),	duas	vezes	em	cada	porção,	levando	em	direção	às	axilas.
•	Liberação	dos	gânglios	do	cotovelo	(sete	vezes).
•	Bracelete	 “parado”	 em	 três	 porções	do	 antebraço	 (início	 na	porção	proximal,	
média	e	distal),	sete	vezes	em	cada	porção.
•	Bracelete	“andando”	em	três	porções	do	antebraço	(início	na	porção	proximal,	
média	e	distal),	duas	vezes	em	cada	porção,	passando	nas	três	porções	do	braço,	
levando	em	direção	às	axilas.
•	Passo	de	ganso	em	três	linhas	no	dorso	das	mãos,	três	vezes	cada	linha.
•	Deslizamento	dos	dedos,	três	vezes	cada	dedo.
•	Bracelete	em	toda	a	mão	(sete	vezes).	
•	Para	finalizar,	solicitar	o	movimento	de	flexão	e	extensão	dos	dedos	ao	paciente,	
com	o	braço	posicionado	para	cima,	realizando	contração	da	musculatura	do	
antebraço	(Bombeamento	muscular).
Terapeuta	muda	sua	posição	para	o	outro	lado,	e	repete	os	movimentos	no	
outro	membro.	
FIGURA 15 – DRENAGEM DE MEMBROS SUERIORES
1. LIBERAÇÃO DE 
DUCTOS RAGLAN 
E CADEIA AXILAR
4. BRACELETE ANDANDO 
DA SEGUNDA PORÇÃO 
ATÉ A AXILA, 2 VEZES
7. BRACELETE NO LUGAR 
7 VEZES EM 3 PORÇÕES 
NO ANTEBRAÇO
10. BRACELETE ANDANDO 
DA 3ª PORÇÃO DO 
ANTEBRAÇO ATÉ AXILA, 
2 VEZES
2. PASSO DE GANSO EM 
3 LINHAS NO OMBRO E 
BRACELETE NO LUGAR 
7 VEZES EM TRÊS 
PORÇÕES NO BRAÇO
5. BRACELETE ANDANDO 
DA TERCEIRA PORÇÃO 
ATÉ A AXILA, 2 VEZES
8. BRACELETE ANDANDO 
DA 1ª PORÇÃO DO 
ANTEBRAÇO ATÉ AXILA, 
2 VEZES
11. PASSO DE GANSO EM 
3 LINHAS NO DORSO DA 
MÃO
DESLIZAMENTO 3 VEZES 
EM CADA DEDO
156
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
FONTE: A autora
8.7.6 Costas
Paciente	em	decúbito	dorsal:
•	 Respiração	diafragmática.
•	 Liberação	do	ducto	torácico,	ângulo	venoso	–	linfático	direito	e	esquerdo,	cadeia	
supraclavicular,	raglan,	axilas.
Paciente	em	decúbito	lateral:
Porção cervical: 
•	 Passo	de	ganso,	em	três	linhas,	três	vezes	em	cada	linha.	OBS.:	se	não	for	um	caso	
específico,	a	drenagem	da	região	cervical	pode	ser	substituída	por	massagem	
relaxante.
Porção torácica: 
•	 Bombeamento	 lateral	parado	em	três	posições	desde	a	axila	até	a	coluna,	em	
quatro	linhas,	sete	vezes	em	cada	posição.	
•	 Passo	de	ganso	da	coluna	em	direção	à	axila,	nas	quatro	linhas,	três	vezes	cada	
linha.
•	 Bombeamento	punho	–	dedos,	nas	quatro	linhas,	sete	vezes	cada	linha.
Porção Lombar:
•	 Bombeamento	 lateral	 em	 três	 posições	 desde	 a	 cintura	 até	 a	 coluna,	 em	 três	
linhas,	sete	vezes	cada	linha.
•	 Passo	de	ganso	da	coluna	em	direção	à	cisterna	do	quilo,	nas	 três	 linhas,	 três	
vezes	cada	linha.
•	 Bombeamento	punho	–	dedos,	nas	três	linhas,	sete	vezes	cada	linha.
Terapeuta	muda	sua	posição	para	o	outro	lado,	e	repete	os	movimentos	no	
outro	lado.	
3. BRACELETE ANDANDO 
DA 1ª PORÇÃO ATÉ AXILA 
- 2 VEZES
9. BRACELETE ANDANDO 
DA 2ª PORÇÃO ATÉ AXILA 
- 2x
12. BOMBEAMENTO 
EM BRACELETE EM 
TODA A MÃO6. MERGULHO 7X
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
157
FIGURA 16 – DRENAGEM DAS COSTAS
FONTE: A autora
8.8 SEQUÊNCIA DE DRENAGEM LINFÁTICA FACIAL
Podemos	iniciar	a	sequência	com	massagem	relaxante	na	região	de	ombros	
e	pescoço	como	preparação,	sendo	opcional	para	o	terapeuta,	não	ultrapassando	
cinco	minutos.
1. LIBERAÇÃO DE 
DUCTOS. RAGLAN E 
CADEIA AXILAR
4. BOMBEAMENTO 
PUNHP - DEDOS EM 
QUATRO LINHAS NA 
COLUNA TORÁCIA
7. BOMBEAMENTO 
PUNHO-DEDOS EM 3 
LINHAS NA COLUNA 
LOMBAR
2. POSICIONAR 
PACIENTE EM 
PECÚBITO LATERAL 
PASSO DE GANSO 
EM TRÊS LINHAS NA 
COLUNA CERVICAL
3. BOMBEAMENTO 
LATERAL EM 3 PONTOS 
DE 3 LINHAS NA 
COLUNA TORÁCICA 7x 
CADA PONTO
6. BOMBEAMENTO 
LATERAL EM 3 PONTOS 
DE 3 LINHAS NA 
COLUNA LOMBAR - 7x 
CADA
9. MUDAR PACIENTE DE 
LADO E REPETIR TODA 
A SEQUÊNCIA
5. PASSO DE GANSO 
EM QUATRO LINHAS NA 
COLUNA TORÁCICA 3x 
CADA LINHA
8. PASSO DE GANSO EM 
3 LINHAS NA COLUNA 
LOMBAR 3x CADA LINHA
3
7
8
9
5 4
2 1
158
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
Paciente	em	decúbito	dorsal:
•	 Respiração	diafragmática.
•	 Liberação	de	ducto	torácico,	ângulo	venoso	–	linfático	direito	e	esquerdo,	raglan,	
axilas,	cadeia	supraclavicular.
•	 Drenagem	do	pescoço:
 Porção anterior:	Bombeamento	em	bracelete	em	três	posições.	Primeira	posição	
é	proximal,	segunda	posição	é	média,	e	terceira	posição	é	distal,	sete	vezes	cada	
posição.
 Porção lateral:	Bombeamento	em	bracelete	em	duas	posições.Primeira	posição	
é	proximal	e	segunda	posição	é	distal,	sete	vezes	cada	posição.
 Porção posterior:	Bombeamento	em	bracelete	em	duas	posições.	Primeira	posição	
é	proximal	e	segunda	posição	é	distal,	sete	vezes	cada	posição.
Repetir	três	vezes	toda	a	drenagem	do	pescoço.
•	 Movimento	de	mergulho	em	três	porções	da	região	inframandibular,	sete	vezes	
cada	porção.
•	 Movimento	de	mergulho	em	três	porções	da	região	supramandibular,	sete	vezes	
cada	porção.
•	 Drenagem	 do	 queixo:	 bombeamento	 com	 a	 ponta	 dos	 dedos	 (iniciar	 com	 o	
indicador),	em	quatro	linhas	(duas	linhas	mediais	e	duas	linhas	laterais),	sete	
vezes	cada	linha.
•	 Drenagem	 dos	 lábios:	 movimento	 de	 espiral	 (rotação	 em	 fuso)	 com	 o	 dedo	
médio	em	duas	porções	do	lábio	inferior	e	duas	porções	do	lábio	superior,	três	
vezes	cada	porção.
•	 Drenagem	da	 fenda	 nasogeniana:	 bombeamento	 com	 a	 ponta	 dos	 dedos	 em	
duas	 posições	 da	 fenda,	 sete	 vezes	 cada	 posição.	 Primeira	 posição	 iniciando	
no	canto	do	nariz	e	 levando	para	baixo,	e	segunda	posição	do	canto	da	boca	
levando	para	baixo.
•	 Drenagem	do	nariz:	deslizamento	com	o	dedo	médio	em	três	porções	do	nariz,	
três	vezes	cada	porção.	Primeira	porção	é	proximal,	segunda	porção	é	média	e	
terceira	porção	é	distal.
•	 “A	Grande	Viagem”	=	drenagem	de	todo	o	rosto.	Bombeamento	com	a	ponta	
dos	dedos	em	três	porções,	sete	vezes	cada	porção.	Primeira	porção	iniciando	no	
canto	interno	dos	olhos	levando	para	baixo,	segunda	porção	iniciando	no	canto	
do	nariz	e	levando	para	baixo,	e	terceira	porção	do	canto	da	boca	levando	para	
baixo.
ARREMATE	01	
•	 Movimento	de	mergulho	em	três	porções	da	região	inframandibular.
•	 Bombeamento	 em	bracelete	 nas	 três	 posições	da	porção	 anterior	do	pescoço,	
com	ordem	invertida	(iniciar	na	posição	distal,	média	e	proximal).
•	 Movimento	de	mergulho	na	região	supraclavicular.	
•	 Movimento	de	mergulho	nos	ângulos	venoso-linfático	direito	e	esquerdo.
•	 Liberação	do	gânglio	amigdaliano:	movimento	de	mergulho,	sete	vezes.
•	 Liberação	das	cadeias	pré	e	pós-auriculares:	posição	de	garfo	(dedos	indicador	e	
TÓPICO 3 | TÉCNICAS DE MASSAGEM OCIDENTAL
159
médio	na	cadeia	pré-auricular,	e	dedos	anelar	e	mínimo	na	cadeia	pós-auricular).	
Realizar	movimento	de	mergulho	com	a	ponta	dos	dedos,	sete	vezes.
•	 Liberação	dos	gânglios	temporais:	movimento	de	mergulho	com	o	dedo	médio,	
sete	vezes.
•	 Liberação	dos	gânglios	glabelares:	movimento	de	mergulho	com	o	dedo	médio,	
sete	vezes.
•	 Drenagem	 da	 bochecha:	 bombeamento	 lateral	 em	 duas	 linhas	 (inferior	 e	
superior),	duas	porções	em	cada	linha,	sete	vezes	cada	porção.
•	 Drenagem	dos	olhos:	bombeamento	lateral	com	o	dedo	médio	em	três	porções	
(proximal,	média	e	distal)	da	pálpebra	inferior	e	três	porções	(proximal,	média	
e	 distal)	 da	 pálpebra	 superior,	 sete	 vezes	 cada	 porção,	 levando	 para	 cadeias	
auriculares.
•	 Drenagem	da	região	temporal	(“pés-de-galinha”):	bombeamento	com	a	ponta	
dos	dedos	 em	duas	 linhas	 (superior	 e	 inferior),	 partindo	do	 canto	dos	 olhos	
levando	em	direção	às	cadeias	auriculares,	sete	vezes	cada	linha.
•	 Drenagem	das	sobrancelhas:	deslizamento	em	pinçamento	(indicador	e	polegar),	
iniciando	medialmente	levando	em	direção	aos	gânglios	temporais,	três	vezes.
•	 Drenagem	da	testa:	bombeamento	lateral	em	duas	linhas	(inferior	e	superior),	
duas	porções	em	cada	linha,	sete	vezes	cada	porção.
ARREMATE	02
•	 Movimento	de	mergulho	nas	cadeias	auriculares.
•	 Movimento	de	mergulho	em	três	porções	da	região	inframandibular.
•	 Bombeamento	 em	bracelete	 nas	 três	 posições	da	porção	 anterior	do	pescoço,	
com	ordem	invertida	(iniciar	na	posição	distal,	média	e	proximal).
•	 Movimento	de	mergulho	na	região	supraclavicular.	
•	 Movimento	de	mergulho	nos	ângulos	venoso-linfático	direito	e	esquerdo.
•	 FINALIZAÇÃO	-	“O	ANJO	ABRE	SUAS	ASAS”	=	Movimento	de	despertar	o	
paciente.	Posicionar	os	polegares	“em	pé”	sobre	a	glabela.	 Iniciar	movimento	
deitando	os	polegares	sobre	a	 testa,	contorna	o	rosto	com	a	borda	 lateral	das	
mãos	e	finaliza	com	leves	batidas	na	bochecha	e	queixo.	Repetir	três	vezes.	
FIGURA 17 – DRENAGEM FACIAL
1. LIBERAÇÃO DE 
DUCTOS, RAGLAN, 
CADEIA AXILAR, CADEIA 
SUPRA-CLAVICULAR
4. DRENAGEM DA 
FENDA NASOGENIANA 
E NARIZ
7. LIBERAÇÃO DAS 
CADEIAS PRÉ E PÓS 
AURICULARES
10. DRENAGEM 
DA TESTA
160
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
FONTE: A autora
Para conhecer um pouco da história da técnica de drenagem linfática manual, 
você pode acessar os links abaixo!
<http://fisiovitae.com.br/wp-content/uploads/2011/08/NAYARA.pdf> 
<http://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/19/37_-_A_importYncia_da_Terapia_FYsica_
Complexa_no_tratamento_do_linfedema.pdf>
DICAS
12. "O ANJO ABRE 
SUAS ASAS"
9. DRENAGEM DOS 
OLHOS, PÉS DE GALINHA 
E SOBRANCELHAS
8. DRENAGEM
DAS BOCHECHAS
5. LIBERAÇÃO DA
CADEIA GLABELAR 
"A GRANDE VIAGEM" 
ARREMATE Nº 012. DRENAGEM 
DO PESCOÇO
POSTERIOR
ANTERIOR/LATERAL
6. LIBERAÇÃO DAS 
CADEIAS AMIGDALIANA 
E TEMPORAL
3. LIBERAÇÃO DE 
CAD. INFRA E SUPRA-
MAND. DRENAGEM 
DO QUEIXO, LÁBIOS 
INFERIORES E 
SUPERIORES
11. ARREMATE
Nº 02
161
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico vimos que:
•	 As	técnicas	de	massagem	ocidental	são	parecidas	em	seus	componentes,	mas	
devemos	adaptá-las	de	acordo	com	cada	indicação.
•	 Apresentamos	a	massagem	relaxante,	considerada	o	“carro-chefe”	das	técnicas	
ocidentais.
•	 Vimos	 a	massagem	 terapêutica	 e	 a	massagem	 desportiva,	 que	 são	 aplicadas	
especificamente	para	casos	de	dor.
•	 Vimos	a	massagem	modeladora,	que	tem	como	principal	objetivo	estimular	o	
tônus	muscular	e	modelar	o	tecido	adiposo	superficial.
•	 Falamos	sobre	as	indicações	da	massagem	em	gestantes	e	a	importância	de	uma	
indicação	correta	para	tornar	o	atendimento	benéfico	na	gestação.
•	 Conhecemos	 a	 drenagem	 linfática	manual,	 uma	 técnica	muito	 específica	 que	
compreende	 um	 conjunto	 de	 manobras	 que	 visam	 a	 melhor	 circulação	 de	
líquidos	no	nosso	organismo.
162
	 Dentre	 as	 técnicas	 que	 apresentamos	 neste	 tópico,	 uma	
das	 mais	 complexas	 e	 estudadas	 é	 a	 drenagem	 linfática.	 Faça	
uma	 comparação	 entre	 a	massagem	modeladora	 e	 a	 drenagem	
linfática	e	explique	os	principais	efeitos	fisiológicos	da	técnica	de	
drenagem	linfática.
AUTOATIVIDADE
163
TÓPICO 4
TÉCNICAS DE MASSAGEM FACIAL
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Para	realizarmos	uma	massagem	facial,	como	outras	massagens	também,	
você	deve	ter	conhecimento	do	significado	da	palavra	massofilaxia,	que	significa	
todas	 as	 diversificadas	 manobras	 específicas	 clássicas	 da	 massagem,	 que	 em	
geral	são	realizadas	com	as	mãos	e	pontas	dos	dedos	e	com	produtos	cosméticos	
deslizantes	sobre	os	músculos	e	tecidos,	e	que	têm	como	objetivo	resultados	tanto	
terapêuticos	como	estéticos.	
Nesse	 tópico	 você	 conhecerá	 as	 duas	 técnicas	 essenciais,	 onde	 todas	
as	 manobras	 clássicas	 serão	 encontradas	 e	 estudadas	 de	 maneiras	 diferentes,	
proporcionando	para	você,	aluno,	o	poder	de	criar	sua	própria	massagem	dentro	
dos	princípios	corretos	da	massofilaxia.
 
A	massagem	 facial	 aumenta	 o	 metabolismo	 celular	 e	 a	 permeabilidade	
cutânea,	desintoxica,	promove	o	relaxamento	e	bem-estar	(DIAS,	2005).	
A técnica de massagem local conhecida como shiatsu facial será vista na Unidade 3.
2 LIFTING MANUAL COSMÉTICO 
O Lifting	Manual	Cosmético	é	uma	técnica	de	massagem	geral	facial,	onde	
toda	a	face	é	manipulada	com	manobras	que	utilizam	os	dedos	e	as	palmas	das	
mãos.	 São	 manobras	 rítmicas,	 sincronizadas,	 com	 o	 objetivo	 de	 manipular	 os	
principais	grupos	musculares	(ilustrados	na	figura	a	seguir),	proporcionando	um	
efeito	de	tonicidade	muscular,	melhorando	instantaneamente	os	contornos	faciais.	
A	palavra	lifting	significa	“levantamento”	em	inglês.	
Indicado	para	pessoas	acima	dos	40	anos	que	apresentam	sinais	de	flacidez	
do	tecido	e	dos	músculos.
ESTUDOS FU
TUROS
164
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
Para que você, futuro profissional,possa realizar as técnicas com excelência, 
precisa saber todos os grupos musculares faciais, uma vez que todas as manobras agem 
especificamente sobre eles!
FIGURA 18 – MÚSCULOS FACIAIS
FONTE: Disponível em: <http://marilluzginasticafacialisometrica.blogspot.com.
br/>. Acesso em: 20 jan. 2015. 
3 MANOBRAS DO LIFTING MANUAL COSMÉTICO
As	 manobras	 iniciam	 depois	 que	 já	 tenha	 sido	 realizada	 a	 anamnese	
(entrevista).	
Confirmado	 que	 nem	 as	 mãos	 do	 profissional	 e	 nem	 a	 face	 do	 cliente	
possuem	lesões,	devemos	realizar	o	protocolo	a	seguir:	
•	 Higienizar	as	mãos	do	cliente	e	do	profissional;	A	primeira	coisa	que	o	cliente	
fará	ao	término	da	massagem	será	levar	as	mãos	ao	rosto.
ATENCAO
Frontal
Prócero
Orbicular do olho
Estenoclimastóideo
Trapézio
Masseter
Temporal
Elevador do
lábio superior
Zigomático menor
Orbicular da boca
Zigomático maior
Depressor do lábio inferior
Platisma
Elevador da asa
do nariz e do
lábio superior
Depressor do
ângulo da boca
Nasal
TÓPICO 4 | TÉCNICAS DE MASSAGEM FACIAL
165
•	 Com	 o	 cliente	 devidamente	 acomodado	 na	 maca	 e	 o	 cosmético	 separado	
num	recipiente	apropriado	ao	alcance	do	massagista,	o	profissional	deverá	se	
posicionar	atrás	da	maca,	onde	dará	início	ao	Lifting	Manual	Cosmético.
FIGURA 19 - MANOBRAS
FONTE: Marisa S. Remor 
	Conforme	a	figura,	podemos	compreender	as	manobras	da	seguinte	forma:	
 
Ilustração	1	e	2:		Espalhe	o	creme	de	massagem	facial	nas	mãos	devidamente	
higienizadas,	 deslizando	 no	 centro	 do	 colo	 do	 cliente	 em	 direção	 ao	 início	 do	
estômago,	 local	 chamado	 na	 anatomia	 de	 processo	 xifoide;	 realize	 três	 círculos	
com	o	cliente	expirando	o	ar,	e	suba	as	mãos	em	direção	aos	ombros,	contornando-
os	com	movimentos	circulares	passando	por	cima	do	músculo	deltoide	(músculo	
em	que	recebemos	vacina!)	e	continue	com	movimentos	circulares	pelo	músculo	
trapézio	até	chegar	no	pescoço.	Quando	você	terminar	os	dois	lados,	procure	na	
nuca	 o	 encaixe	 da	C1	 (cervical)	 com	o	 osso	 occipital	 e	 dê	 uma	 balançada	 para	
descontrair	a	tensão	do	pescoço.	Você	pode	repetir	a	manobra	duas	vezes,	pois	é	
muito	relaxante	para	o	cliente.	
 
Ilustração	3:	como	as	mãos	pararam	no	pescoço,	uma	mão	segura	o	pescoço	
e	 a	 outra	 desliza	 em	 direção	 ao	 ombro,	 onde	 você	 deverá	 fazer	 uma	 pressão	
conforme	a	ilustração,	alongando	o	músculo	esternocleidomastoideo.	
 
Ilustração	 4:	 deslize	 as	 mãos	 ao	 redor	 da	 boca	 (músculo	 orbicular	 dos	
166
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
lábios),	 subindo	pela	 lateral	do	nariz	 (músculo	nasal)	e	finalizando	em	cima	da	
sobrancelha	em	direção	às	laterais	(músculo	temporal).	
 
Ilustração	5:	deslize	as	mãos	espalmadas	de	um	lado	do	lóbulo	da	orelha	ao	
outro.	Uma	mão	vai	e	a	outra	em	seguida	vem.	
 
Ilustração	 6:	 com	 os	 dedos,	 deslize	 com	 as	 mãos	 alternadas,	 ou	 seja,	
primeiro	uma	logo	em	seguida	a	outra,	por	todo	o	pescoço,	de	um	lado	ao	outro	
(músculo	platisma),	finalizando	na	parte	de	baixo	do	queixo	(músculo	mentoniano)	
com	os	mesmos	movimentos	alternados.	
 
Ilustração	 7:	 com	 os	 polegares	 e	 ao	 mesmo	 tempo,	 faça	 movimentos	
circulares	(molinhas)	em	cima	do	maxilar,	do	meio	do	queixo	(medial)	até	o	lóbulo	
da	orelha	(lateral).	
 
Ilustração	 8:	 Com	 os	 polegares,	 faça	 o	 contorno	 dos	 lábios	 (músculo	
orbicular	dos	lábios)	até	a	parte	superior.		
 
Ilustração	9:	você	irá	fazer	a	mesma	coisa	da	ilustração	8,	porém	a	única	
diferença	é	que,	ao	invés	de	finalizar	na	parte	superior	do	lábio,	finaliza	subindo	
pela	aba	do	nariz	até	na	ponta	(músculo	nasal).	
 
Ilustração	10:	dando	sequência	na	ilustração	9,	com	a	ponta	dos	indicadores,	
alternadamente	de	leve	toque	puxando	para	cima	a	ponta	do	nariz	(músculo	nasal).	
 
Ilustração	11:	com	os	dois	 indicadores	alternados,	primeiro	um	depois	o	
outro,	deslize	na	testa	(músculo	frontal)	de	um	lado	para	o	outro.		
 
Ilustração	12:	com	os	indicadores,	faça	movimentos	juntos	de	dentro	para	
fora	ao	redor	dos	olhos	(músculo	orbicular	dos	olhos).	Essa	manobra	é	realizada	de	
dentro	para	fora	porque	devemos	sempre	massagear	no	sentido	contrário	da	ruga.	
 
Ilustração	 13:	 com	 o	 indicador	 e	 o	 dedo	médio	 da	mesma	mão	 juntos,	
deslize	ao	lado	do	olho,	primeiro	um	lado	e	depois	o	outro,	puxe	em	direção	às	
têmporas	(músculo	temporal)	imitando	olho	de	gato,	ao	puxar	passe	a	outra	mão	
logo	em	seguida	na	mesma	direção.	
 
Ilustração	14:	Cruze	as	mãos	e	descruze	deslizando	do	meio	(medial)	para	
o	lado	(lateral)	desde	a	testa	(músculo	frontal)	até	o	queixo.	
 
Ilustração	15:	com	as	mãos,	puxe	as	bochechas	(músculo	zigomático	maior)	
para	cima,	em	direção	à	ponta	superior	da	orelha	(pavilhão	auricular).	
Ilustração	 16:	 dedilhe	 (na	 sequência	 rápida:	 indicador,	 médio,	 anelar	 e	
mínimo),	 o	 bigode	 chinês	 (sulco	 nasogeniano),	 (músculo	 risório),	 sempre	 para	
cima	em	direção	ao	músculo	do	assobio	(bussinador),	cinco	vezes.	
 
TÓPICO 4 | TÉCNICAS DE MASSAGEM FACIAL
167
Ilustração	 17:	 deslize	 os	 indicadores	 ao	 mesmo	 tempo,	 da	 parte	
inferior	 dos	 lábios	 (músculo	 orbicular	 da	 boca)	 até	 o	 início	 da	 bochecha	
(músculo	 zigomático	maior).	 Quando	 o	 indicador	 travar	 e	 você	 não	 conseguir	
deslizar,	 faça	 a	 digitopuntura,	 ou	 seja,	 uma	manobra	 de	massagem	 local	 onde	
apertamos	 três	 segundos	 e	 soltamos	 um	 ponto-gatilho	 da	 face,	 para	 relaxar	 a	
mandíbula.	
 
Ilustração	18:	com	o	polegar	e	o	indicador,	dê	beliscões	alternados	em	toda	
a	face,	pequenos	pinçamentos.	
 
Ilustração	19:	repita	a	ilustração	4,	finalizando	com	as	mãos	em	forma	de	
concha	na	orelha	(pavilhão	auricular).	
4 MASSAGEM RELAXANTE FACIAL
A	técnica	de	massagem	relaxante	facial	consiste	na	realização	de	manobras	
clássicas,	como	deslizamento	superficial,	deslizamento	profundo,	pinçamento	nas	
sobrancelhas	e	movimentos	circulares.	O	objetivo	dessa	técnica	é	promover,	como	
o	próprio	nome	já	diz,	relaxamento.	Para	que	isso	aconteça,	as	manobras	devem	
ser	lentas	e	graduais.		
Como	 você	 já	 aprendeu	 no	 Tópico	 1	 da	 Unidade	 2,	 o	 ambiente	 para	
a	 massagem	 relaxante	 deve	 ser	 o	 mais	 tranquilo	 e	 aconchegante	 possível,	
proporcionando	bem-estar	e	fidelização	de	seu	cliente.
5 MANOBRAS DE MASSAGEM RELAXANTE
FIGURA 20 – MASSAGEM RELAXANTE
FONTE: Disponível em: <http://shivacare.blogspot.com.
br/2011/07/massofilaxia-facial.html>. Acesso em: 20 jan. 2015 
168
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
Assim	como	na	Técnica	do	Lifting	Manual	Cosmético,	você	deve	seguir	o	
protocolo	e	iniciar	a	massagem	relaxante	facial	só	depois	que	já	tenha	sido	realizada	
a	anamnese	(entrevista).	
Com	o	cliente	devidamente	acomodado	na	maca	e	o	cosmético	separado	
num	recipiente	apropriado	ao	alcance	da	sua	mão,	você	deverá	se	posicionar	atrás	
da	maca,	 onde	 iniciará	 a	manobra	 da	 figura	 anterior,	 e	 irá	 deslizar	 os	 dedos	 e	
polegares	lentamente	ao	mesmo	tempo,	do	meio	(medial)	para	as	laterais	(lateral),	
do	queixo	até	à	linha	do	cabelo	na	testa	(músculo	frontal).	
FIGURA 21 – MANOBRAS
 FONTE: Disponível em: <http://shivacare.blogspot.com.br/2011/07/
massofilaxia-facial.html>. Acesso em: 20 jan. 2015. 
A	 Figura	 21	 mostra	 quatro	 manobras,	 onde,	 após	 você	 realizar	 o	
deslizamento	 superficial	 por	 toda	 a	 face,	 irá	 dar	 “beliscões”	 do	meio	 (medial)	
para	os	lados	(lateral)	em	toda	a	sobrancelha	(primeira	foto),	com	o	indicador	e	o	
polegar	ao	mesmo	tempo,	tanto	na	hemiface	direita	quanto	na	esquerda.		
A	segunda	foto,	na	Figura	21,	mostra	a	mesma	manobra	da	primeira	foto,	
porém	primeiro	na	bochecha	 (músculo	 zigomático	maior)	direita	para	 somente	
depois	na	esquerda.	
A	terceira	foto	abaixo	da	primeira	à	sua	esquerda,	mostra	um	deslizamento	
mais	profundo,	com	as	mãos	de	um	lado	ao	outro	da	orelha	passando	por	cima	da	
linha	da	mandíbula,	com	mãos	alternadas,	lentamente.	
A	quarta	foto	mostra	o	deslizamento	com	a	ponta	dos	dedos	de	baixo	para	
cima	no	músculo	frontal,	ou	seja,	da	sobrancelhaem	direção	à	linha	do	cabelo.	
Para	finalizar,	você	deve	massagear	toda	a	orelha	(pavilhão	auricular)	com	
o	polegar	e	o	indicador	fazendo	movimentos	circulares	desde	o	lóbulo	da	orelha	
até	a	parte	mais	alta.	
http://shivacare.blogspot.com.br/2011/07/massofilaxia-facial.html
http://shivacare.blogspot.com.br/2011/07/massofilaxia-facial.html
TÓPICO 4 | TÉCNICAS DE MASSAGEM FACIAL
169
Você deve manter as unhas curtas e bem lixadas, pois poderá arranhar o cliente, 
causando desconforto e até mesmo lesões, favorecendo a contaminação da sua mão e da 
face do seu cliente. Você deverá dar atenção às contraindicações absolutas, aquelas que em 
hipótese alguma você poderá realizar a massagem, como inflamações agudas, infecções na 
pele da face, casos febris e câncer.
IMPORTANT
E
170
RESUMO DO TÓPICO 4
Neste tópico, você viu que: 
•	 As	técnicas	de	massagem	facial	podem	ser	gerais	ou	locais.
•	 Vimos	duas	técnicas	gerais:	o	Lifting	Manual	Cosmético	e	a	massagem	relaxante.
•	 Pudemos	observar	que	o	Lifting	Manual	Cosmético	tem	o	objetivo	de	“levantar”	
a	face,	com	o	estímulo	rítmico	e	sincronizado	das	manobras.
•	 Que	 a	 massagem	 relaxante	 utiliza	 manobras	 clássicas,	 como	 deslizamento	
superficial,	 profundo	 e	 pinçamentos	 em	 locais	 tensionados,	 promovendo	
relaxamento	e	bem-estar.
•	 Vimos	as	indicações	e	contraindicações	relativas	e	absolutas.	
•	 E	compreendemos	o	que	é	massofilaxia,	que	existem	manobras	clássicas	que,	
se	 utilizadas	 de	 maneira	 correta,	 você	 poderá	 criar	 sua	 própria	 massagem,	
respeitando	os	aspectos	fisiológicos	e	anatômicos	da	face.	
171
	 Agora	que	você	tem	conhecimento	das	técnicas	essenciais	
de	massagem	facial	e	das	manobras	clássicas,	seria	capaz	de	citar	
três	manobras?
AUTOATIVIDADE
172
173
TÓPICO 5
TÉCNICAS DE MASSAGEM CORPORAL
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Assim	como	você	aprendeu	no	tópico	anterior,	a	massofilaxia	compreende	
todas	as	manobras	clássicas	de	massagens,	sendo	que,	com	o	passar	dos	anos	e	com	
um	mercado	cada	vez	mais	em	ascensão,	novas	técnicas	foram	criadas	e	adaptadas.	
Porém,	o	que	você	deve	observar	é	que	as	manobras	sempre	serão	as	mesmas,	o	
que	muda,	diferenciando	uma	técnica	da	outra,	é	o	ritmo,	a	sequência	e	o	veículo	
cosmético	utilizado.	Portanto,	você	poderá	 trabalhar	 tanto	com	massagens	para	
estética	como	com	massagens	terapêuticas	e	relaxantes,	mas	sempre	respeitando	
as	 manobras	 clássicas	 de	 massagem,	 essas	 já	 comprovadas	 pela	 ciência	 como	
funcionais	sobre	o	sistema	imunológico	e	sistêmico	do	corpo	humano.	
Acesse esse endereço <http://www.faema.edu.br/revistas/index.php/Revista-
FAEMA/article/view/119/94> e leia o artigo: Os efeitos da Massoterapia sobre o Estresse Físico e 
Psicológico. Ótima leitura!
2 MANOBRAS CLÁSSICAS E SEUS EFEITOS
2.1 MANOBRA DE EFFLEURAGE
O	 nome	 Effleurer	 significa	 tocar	 levemente.	 Essa	 manobra	 consiste	 no	
deslizamento	superficial,	onde	você	 terá	o	primeiro	contato	com	seu	cliente.	Os	
movimentos	serão	sempre	ascendentes,	de	baixo	para	cima,	na	região	que	você	irá	
trabalhar.	Na	figura	a	seguir,	a	manobra	realizada	é	na	parte	das	costas	(grande	
dorsal),	com	o	cliente	em	decúbito	ventral	(barriga	para	baixo),	onde	você	pode	
observar	que	se	trata	de	uma	massagem	relaxante.	O	movimento	parte	da	região	
lombar	em	direção	aos	ombros	lentamente.	
DICAS
174
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
Seus	 efeitos	 consistem	 em	 espalhar	 o	 cosmético	 e	 estimular	 o	 sistema	
linfático	ajudando	a	eliminar	toxinas;	também	promove	relaxamento	e	alívio	nos	
músculos	mais	tensionados,	baixa	a	pressão	arterial	e,	consequentemente,	promove	
um	efeito	sedativo.
FIGURA 22 – MANOBRA DE EFFLEURAGE 
FONTE: Disponível em: <https://fisionat.files.wordpress.
com/2011/01/back-effleurage1.jpg>. Acesso em: 
20 jan. 2015. 
2.2 MANOBRA DE DESLIZAMENTO PROFUNDO
Diferente	da	manobra	de	effleurage	que	promove	deslizamento	superficial,	
a	manobra	de	deslizamento	profundo	exerce	uma	pressão	constante	nos	tecidos	
e	músculos,	provocando	efeitos	reflexos	e	mecânicos.	Efeitos	reflexos	são	aqueles	
que	causam	reações	involuntárias	em	uma	parte	do	nosso	corpo	enquanto	outra	é	
estimulada,	por	exemplo:	uma	massagem	bem	executada	nas	pernas	pode	promover	
alívio	da	dor	nas	costas,	e	vice-versa.	Já	os	efeitos	mecânicos	são	as	sensações	de	
relaxamento	 (massagem	 relaxante)	 ou	mesmo	 estimulante	 (massagem	 estética)	
que	a	manobra	proporciona.	Essa	manobra,	conforme	a	figura	a	seguir,	consiste	
em	movimentos	ascendentes	(de	baixo	para	cima),	com	as	mãos	alternadas	(uma	
depois	da	outra),	que	poderá	ser	 rítmica	ou	gradual;	as	mãos	ficam	abertas	e	o	
polegar	conduz	a	manobra.	
Os	 efeitos	 dessa	 manobra	 são	 o	 aumento	 da	 circulação	 sanguínea,	
desintoxicação	muscular	e	tensionamento	do	tecido.
FIGURA 23 – MANOBRA DE DESLIZAMENTO PROFUNDO
FONTE: Disponível em: <http://massagempro.blogspot.com.
br/>. Acesso em: 20 jan. 2015. 
http://massagempro.blogspot.com.br/
http://massagempro.blogspot.com.br/
TÓPICO 5 | TÉCNICAS DE MASSAGEM CORPORAL
175
2.3 MANOBRA PETRISSAGE OU AMASSAMENTO
Essa	manobra	só	deverá	ser	executada	após	a	effleurage,	pois	os	músculos	
já	 estarão	 aquecidos.	Consiste	 em	 literalmente	 “amassar”	 o	 tecido,	 são	 técnicas	
utilizadas	 para	 uma	massagem	mais	 profunda	 ou	 também	 leve,	 como	 você	 já	
aprendeu,	depende	de	qual	modalidade	de	massagem	você	irá	realizar.	As	duas	
mãos	são	colocadas	 lado	a	 lado,	na	área	a	ser	 realizada	a	manobra.	Pressione	a	
palma	da	mão	e	pegue	o	tecido,	“a	carne”	entre	o	polegar	e	os	dedos	e	pressione	
em	direção	à	mão	que	está	parada,	em	repouso,	solte	e	faça	o	mesmo	com	a	outra	
mão,	exatamente	como	mostra	a	figura	a	seguir.	
Seus	efeitos	consistem	em	liberar	a	tensão	dos	músculos	mais	tensionados,	
causar	hiperemia,	ou	seja,	deixar	a	região	mais	avermelhada	devido	ao	aumento	
do	fluxo	sanguíneo,	estimular	a	diminuição	de	gordura	na	região	(modelando).
FIGURA 24 – MANOBRA PETRISSAGE OU AMASSAMENTO
FONTE: Disponível em:  <http://corpoeestetica.com/massagem-
modeladora-como-funciona/>. Acesso em: 20 jan. 2015.
2.4 PERCUSSÃO OU TAPOTAGEM
Nessa	técnica,	conforme	a	figura	acima,	são	utilizados	vários	“golpes”	bem	
rápidos	com	as	mãos	alternadas,	uma	de	cada	vez;	com	as	palmas	viradas	uma	
para	a	outra,	“golpeie”	com	a	borda	exterior	das	mãos.	Levante	a	mão	assim	que	
tocar	na	pele,	e	logo	em	seguida,		“golpeie”	com	a	outra	mão.	Dependendo	de	qual	
modalidade	de	massagem	você	estará	executando,	certifique-se	de	que	você	não	
está	usando	de	força	extrema,	o	objetivo	é	apenas	estimular	áreas	musculares.	Essa	
manobra	sobre	ossos	é	contraindicada,	pois	o	cliente	sentirá	dor	e	desconforto.	
O	 efeito	 dessa	 técnica	 é	 estimular	 tecidos	 e	 músculos,	 aumentando	 a	
circulação	 e	 ativando	 o	 tônus	muscular.	 Ela	 é	muito	 utilizada	 para	massagens	
estéticas,	pois	estimula	a	síntese	de	colágeno	e	a	circulação,	melhorando	em	longo	
prazo	alguns	distúrbios	estéticos	corporais,	como	a	popular	“celulite”.
176
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
FIGURA 25 – PERCUSSÃO OU TAPOTAGEM
FONTE: Disponível em:  <https://fisionat.files.wordpress.
com/2011/01/back-effleurage1.jpg>. Acesso em: 20 jan. 2015. 
2.5 MANOBRA DE VIBRAÇÃO
Essa	manobra	consiste	em	vibrar	as	mãos	abertas	sobre	a	região	massageada	
com	o	objetivo	de	acalmar	e	finalizar	a	massagem.	Você	deve	colocar	as	mãos	uma	
ao	lado	da	outra	e	“tremer”	as	mãos	juntas	subindo	ou	descendo	o	local.	Seu	efeito	
é	relaxante,	acalma	o	tecido.	
FIGURA 26 – MANOBRA DE VIBRAÇÃO 
FONTE: Disponível em: <http://terapeuticamassagem.blogspot.com.
br/2011/09/massagem-geral-sueca.html>. Acesso em: 20 jan. 2015. 
3 INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES
3.1 INDICAÇÕES
•	 Distúrbios	 estéticos	 como	 celulite,	 gordura	 localizada,	 flacidez	 e	 retenção	
hídrica.	
•	 Musculatura	contraturada,	ou	seja,	com	nódulos.	
•	 Insônia.	
•	 Estresse.	
•	 Ansiedade.
https://fisionat.files.wordpress.com/2011/01/back-effleurage1.jpg
https://fisionat.files.wordpress.com/2011/01/back-effleurage1.jpghttp://terapeuticamassagem.blogspot.com.br/2011/09/massagem-geral-sueca.html
http://terapeuticamassagem.blogspot.com.br/2011/09/massagem-geral-sueca.html
TÓPICO 5 | TÉCNICAS DE MASSAGEM CORPORAL
177
3.2 CONTRAINDICAÇÕES
•	 Tumor	e	câncer	(somente	com	autorização	por	escrito	do	médico	responsável).	
•	 Gestação	(somente	com	autorização	do	obstetra).
•	 Infecções	agudas.	
•	 Estados	febris.	
•	 Fragilidade	capilar	(para	evitar	hematomas).	
•	 Problemas	vasculares.	
•	 Hipertensos	não	medicados.
Nesse endereço <http://pt.slideshare.net/inteligente19/manual-de-massagem> você 
encontrará o livro completo Manual de Massagem Terapêutica, de Mario Pol Cassar, e poderá 
aprofundar mais seus conhecimentos. Boa leitura!
DICAS
http://pt.slideshare.net/inteligente19/manual-de-massagem
178
RESUMO DO TÓPICO 5
Nesse tópico você viu que: 
•	 Independente	da	escolha	da	massagem,	seja	ela	massagem	relaxante,	massagem	
estética	ou	massagem	terapêutica,	todas	devem	seguir	as	manobras	clássicas	de	
massagem,	que	são	universais.
•	 O	que	difere	uma	massagem	da	outra	não	são	as	 técnicas,	 e	 sim	a	 sequência	
utilizada	e	a	sua	intensidade	e	ritmo.
•	 As	manobras	são	effleurage,	deslizamento	profundo,	amassamento,	tapotagem	e	
vibração.
•	 Os	efeitos	da	massagem	diferem	em	mecânicos	e	reflexos.
•	 Existem	indicações	e	contraindicações	na	aplicação	de	massagens.
179
Agora	que	você	possui	conhecimentos	sobre	as	técnicas	de	
massagem	corporal,	poderia	explicar	o	que	são	efeitos	reflexos	e	
efeitos	mecânicos	que	a	massagem	promove?
AUTOATIVIDADE
180
181
TÓPICO 6
TÉCNICAS DE MASSAGEM CAPILAR
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
A	massagem	capilar	ou	massagem	do	couro	cabeludo,	como	é	comumente	
chamada,	 tem	 como	 principal	 objetivo	 estimular	 o	 crescimento	 dos	 cabelos;	
mesmo	 que	 não	 exista	 nenhuma	 prova	 científica	 de	 que	 somente	 a	massagem	
consegue	combater	a	calvície	e	a	queda	de	cabelo,	por	problemas	endógenos,	de	
dentro	 para	 fora,	 como	 alopécia	 aerata,	 por	 exemplo,	 sua	 ação	 não	 se	 delimita	
apenas	a	esse	objetivo,	pois	promove	também	o	relaxamento	e	uma	melhor	estética	
dos	fios,	efeitos	terapêuticos	e	energéticos.
2 CONHECENDO O COURO CABELUDO
O	 pelo	 é	 uma	 estrutura	 de	 queratina	 morta,	 secretada	 por	 uma	 bolsa	
alongada	derivada	da	epiderme,	denominada	folículo	piloso	(PRUNIERAS,	1995).
 
Para	 você	 poder	 compreender	 os	 efeitos	 fisiológicos	 de	 bem-estar,	
relaxamento,	e	prazerosos	da	técnica	de	massagem	capilar,	precisa	compreender	a	
anatomia	do	couro	cabeludo.	
A	 pele	 está	 dividida	 em	 camadas,	 onde	 a	 epiderme	 é	 a	mais	 externa	 e	
possui	 uma	 pseudocamada	 (falsa	 camada)	 revestida	 de	 células	 mortas	 que	 se	
acumulam	quando	outras	células	mais	internas	começam	a	se	renovar	migrando	
para	a	superfície	da	epiderme.	Essa	camada	não	possui	 irrigação	sanguínea	e	é	
alimentada	pela	camada	abaixo	dela.	
A	derme	fica	 logo	abaixo	da	epiderme	e	é	vascularizada,	ou	seja,	possui	
vasos	sanguíneos,	ela	corresponde	por	90%	da	espessura	da	pele,	onde	encontramos	
muitos	constituintes	celulares,	como	células	que	fabricam	colágeno,	queratina,	entre	
outras;	nela	também	encontramos	os	receptores	nervosos,	sensíveis	às	condições	
do	toque;	nessa	camada	encontramos,	entre	outras	glândulas,	a	glândula	sebácea,	
que	produz	o	sebo,	óleo	que	protege	nossa	pele	e	que	lubrifica	os	pelos	e	cabelos,	
ilustrado	na	figura	a	seguir.	
Por	fim,	e	terceira	camada,	temos	a	hipoderme	ou	tela	subcutânea,	que	tem	
a	função	de	reserva	energética;	por	possuir	gordura	em	seu	interior,	nos	protege	
contra	impactos	e	ajuda	na	regulação	térmica.
182
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
FIGURA 27 – ESTRUTURA PEL
FONTE: Disponível em: <http://www.tratamentocalvicie.com.br/
artigo_08.php>. Acesso em: 20 jan. 2015. 
3 TÉCNICAS DE MASSAGEM
Existem	 diferentes	 técnicas	 gerais	 e	 locais	 de	 massagem	 capilar,	 como	
a	 clássica	 e	 a	 pressopuntura;	 em	geral,	mistura-se	 as	 técnicas	 para	unificar	 um	
protocolo	completo,	ficando	a	critério	de	cada	profissional.
3.1 TÉCNICA DE MASSAGEM CAPILAR CLÁSSICA
Essa	técnica	utiliza	os	movimentos	clássicos	da	massagem,	como	você	pôde	
conhecer	nos	Tópicos	4	e	5	dessa	unidade.		
Após	 a	 limpeza	 dos	 cabelos	 e	 do	 couro	 cabeludo	 -	 deixando	 claro	 que	
“usar	 as	unhas	 em	vez	de	 esfregar	o	 couro	 cabeludo	 com	as	pontas	dos	dedos	
pode	causar	lesões	no	couro	cabeludo,	a	unha	arranha,	machuca	e,	ao	contrário	
do	que	parece,	não	garante	uma	limpeza	adequada”	(CINTRA,	2008).	Acomode	
seu	cliente	confortavelmente	na	maca	em	decúbito	dorsal	(de	barriga	para	cima),	
se	 posicionando	 atrás	 do	 cliente	 e,	 com	 as	 mãos	 devidamente	 higienizadas	 e	
limpas,	você	irá	iniciar	um	deslizamento	com	as	pontas	dos	dedos,	com	as	mãos	
abertas	sobre	a	cabeça	do	cliente,	iniciando	da	linha	do	cabelo	na	testa	(frontal),	
passando	 em	 direção	 às	 têmporas	 (músculo	 temporal),	 descendo	 para	 a	 nuca	
com	movimentos	lentos	e	circulares,	finalizando	no	topo	da	cabeça,	conforme	as	
figuras	a	seguir.	Repita	as	manobras	em	todo	o	couro	cabeludo,	alternando	com	
movimentos	de	vaivém	com	as	mãos	alternadas,	uma	depois	da	outra,	de	frente	
para	trás,	sincronizando	os	movimentos.	
 
TÓPICO 6 | TÉCNICAS DE MASSAGEM CAPILAR
183
FIGURA 28 – MASSAGEM CAPILAR 1
FONTE: Disponível em: <https://adrianeboneck.com.br/cuidar-do-couro-
cabeludo-faz-o-cabelo-crescer-mais-rapido/>. Acesso em: 20 jan. 2015.
FIGURA 29 – MASSAGEM CAPILAR 2
FONTE: Disponível em: <http://www.namoradeira.com.br/beleza/
conheca-produtos-turbinar-hidratacao-dos-cabelos>. Acesso em: 
20 jan. 2015 
Essa	técnica	de	massagem	alivia	o	estresse,	é	muito	relaxante	e	uma	grande	
aliada	para	pessoas	que	possuem	dificuldades	em	manter	um	sono	saudável.	
3.2 TÉCNICA DE MASSAGEM CAPILAR PONTUAL OU 
PRESSOPUNTURA
A	 técnica	 de	 massagem	 capilar	 pontual	 ou	 pressopuntura	 (pressão	 em	
pontos)	consiste	em	utilizar	a	ponta	dos	dedos	com	pressões	leves	e	intensas	em	
pontos	 específicos	 da	 cabeça,	 pontos	 reflexos	 de	 energia	 e	 pontos	 referentes	 às	
regiões	do	corpo,	que	promovem	aumento	de	fluxo	sanguíneo	local	e	de	liberação	
de	tensão,	conforme	a	figura	abaixo.	
É	necessário	que	você	realize	a	entrevista	(anamnese)	correta	do	seu	cliente,	
para	poder	prestar	um	serviço	de	qualidade	conforme	as	necessidades	dele.
184
UNIDADE 2 | TIPOS DE MASSAGEM E TÉCNICAS
FIGURA 30 – MASSAGEM CAPILAR PONTUAL
FONTE: Disponível em: <http://www.revistapersonalite.com.br/
shiatsu_55.php>. Acesso em: 20 jan. 2015  
4 CONTRAINDICAÇÕES
•	 Fragilidade	capilar.	
•	 Infeções	do	couro	cabeludo.
•	 Cabelos	oleosos	em	excesso,	exige	moderação	na	quantidade	de	sessões.
Nesse endereço <http://fio.edu.br/cic/anais/2010_ix_cic/pdf/03BIO/04BIO.pdf> 
você encontra o artigo Doenças Fúngicas que acometem o couro cabeludo, é importante que 
você conheça e esclareça dúvidas de seus clientes!
DICAS
http://www.revistapersonalite.com.br/shiatsu_55.php
http://www.revistapersonalite.com.br/shiatsu_55.php
185
RESUMO DO TÓPICO 6
Nesse tópico você viu que: 
•	 As	 massagens	 capilares	 têm	 como	 principal	 objetivo	 estimular	 a	 circulação	
sanguínea	do	couro	cabeludo,	promovendo	relaxamento,	melhorando	a	estética	
dos	fios,	fortalecendo-os	e	deixando-os	mais	saudáveis.
•	 Viu	também	que	existem	diferentes	técnicas	de	massagens	capilares,	sendo	que	
as	duas	principais	são	a	massagem	clássica	geral	e	a	local	de	pressopuntura.
•	 A	 massagem	 clássica	 executa	 manobras	 de	 deslizamentos	 e	 movimentos	
circulares	e	que	a	massagem	de	pressopuntura	estimula	pontos	específicos	na	
cabeça	referentes	às	regiões	do	corpo	e	pontos	energéticos.
•	 As	contraindicações	são	poucas,	e	você	deve	ter	conhecimento	das	doenças	do	
couro	cabeludo	para	ser	um	profissional	com	excelência.	
186
AUTOATIVIDADE
Agora	que	você	conheceu	as	técnicas	de	massagem	capilar,	poderia	
explicar	quais	os	benefícios	dessa	massagem?
187
UNIDADE 3
TRATAMENTOS OFERECIDOS POR SPA, 
CONCEITOS, APLICAÇÃO E TERAPIASATUAIS NA ÁREA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir desta unidade você será capaz de:
•	 incorporar	os	princípios	da	cromoterapia,	pedras	quentes	e	frias,	bambu-
terapia,	 técnicas	de	Quick	Massagem,	Shiatsu	Facial	e	Corporal,	Massa-
gens	Ayurvédicas,	Terapias	com	Florais	e	reflexologia	nas	sessões	de	mas-
sagens;
•	 oferecer	novas	opções	de	tratamento	e	ampliar	os	protocolos	terapêuticos	
e	estéticos	para	seus	clientes;
•	 conhecer	os	tratamentos	oferecidos	por	um	spa	e	as	atualizações	na	área;
•	 diferenciar	as	técnicas	adequando	de	maneira	correta	para	cada	caso.
Esta	unidade	está	dividida	em	seis	tópicos.	Em	cada	um	deles	você	encontra-
rá	atividades	que	o(a)	ajudarão	a	fixar	os	conhecimentos	abordados.
TÓPICO	1	–	CONCEITO	E	APLICAÇÃO	DE	CROMOTERAPIA.	TERAPIAS	
DAS	PEDRAS	QUENTES	E	FRIAS.	BAMBUTERAPIA
TÓPICO	 2	 –	 CONCEITO,	 EFEITO,	 CONTRAINDICAÇÕES	 E	 TÉCNICAS	
DE	APLICAÇÃO	DE	QUICK	MASSAGEM.	SHIATSU	FACIAL	
E	CORPORAL.	MASSAGENS	AYURVÉDICAS
TÓPICO	3	–	TERAPIA	COM	FLORAIS
TÓPICO	4	–	REFLEXOLOGIA:	ESTUDO	DOS	ESTÍMULOS	NOS	PÉS	QUE	
PRODUZEM	UMA	RESPOSTA	REFLEXA	NUM	DETERMINA-
DO	ÓRGÃO	DO	CORPO	HUMANO
TÓPICO	5	–	TERAPIAS	ATUAIS	DA	ÁREA
TÓPICO	6	 –	TRATAMENTOS	OFERECIDOS	POR	UM	SPA:	ALGOTERA-
PIA,	ARGILOTERAPIA,	BALNEOTERAPIA,	MASSOTERAPIA
188
189
TÓPICO 1
CONCEITO E APLICAÇÃO DE 
CROMOTERAPIA. TERAPIAS DAS PEDRAS 
QUENTES E FRIAS. BAMBUTERAPIA
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
A	cromoterapia,	terapias	com	pedras	quentes	e	frias	e	a	bambuterapia	são	
técnicas	distintas,	porém	com	objetivos	similares.	Essas	terapias	se	encontram	no	
sentido	de	equilibrar,	 tratar	e	melhorar	de	um	modo	alternativo	e	 terapêutico	a	
saúde	e	a	beleza	dos	seres	humanos.
São	técnicas	que	em	suas	particularidades	trazem	inovações	aos	protocolos	
convencionais	de	massoterapia	e	estética.
2 CONCEITO E APLICAÇÃO DE CROMOTERAPIA
A	 natureza	 se	 manifesta	 através	 de	 muitas	 cores.	 Todos	 nós	 vivemos	
rodeados	de	cores,	que	vibram	em	tonalidades	e	matizes.	Por	isso,	para	algumas	
pessoas	é	uma	surpresa	descobrir	que	elas	podem	exercer	um	papel	de	cura.	
A	 palavra	 cromoterapia	 -	 cromo	 “cor”	 e	 terapia “tratamento	 curativo”	 -	
significa	tratamento	pela	aplicação	das	cores,	é	a	 terapia	que	utiliza	as	cores	do	
espectro	solar	para	tratar	e	harmonizar	o	equilíbrio	físico	e	energético	em	pontos	
específicos	do	corpo.
 
A	cromoterapia	teve	sua	origem	na	Antiguidade;	no	Egito,	por	exemplo,	
a	luz	era	utilizada	como	artifício	terapêutico	pelo	Sol,	onde	os	egípcios	usavam	o	
termo	“luz	ativadora	de	energia”,	e	a	luz	da	Lua	como	“luz	ativadora	calmante”.	
Boa	parte	dos	conhecimentos	do	Antigo	Egito	chegou	à	Grécia	através	dos	filósofos	
helênicos	 que	 estudaram	 lá.	 Hipócrates,	 Galeno,	 entre	 outros	 filósofos	 gregos,	
também	utilizavam	a	exposição	dos	raios	solares	para	fins	curativos,	chamavam	
de	Helioterapia,	de	Helios, “sol”.	Alguns	séculos	adiante,	no	período	chamado	de	
Renascença,	Leonardo	da	Vinci,	pintor	e	inventor	famoso	pelo	quadro	“Monalisa”,	
empregou	a	 luz	do	sol	filtrada	através	de	vidros	coloridos	para	fins	medicinais	
(BALZANO,	 2002).	 Mas	 foi	 na	 Índia	 que	 a	 aplicação	 da	 cromoterapia	 teve	 as	
maiores	contribuições	para	os	dias	de	hoje,	lá,	foi	o	berço	da	cromoterapia	como	
medicina	holística,	curando	através	dos	pontos	energéticos	chamados	de	chakras.	
 
UNIDADE 3 | TRATAMENTOS OFERECIDOS POR SPA, CONCEITOS, APLICAÇÃO E TERAPIAS ATUAIS NA ÁREA
190
Os chakras	 são	 canais	 energéticos	 no	 corpo,	 sendo	 que	 cada	 ponto	
corresponde	a	uma	área	de	cura,	como	você	pode	ver	na	ilustração	a	seguir,	onde	
poderá	 observar	 que	 existe	 uma	 cor	 correspondente	 para	 cada	 chakra.	 Existem	
sete	chakras,	classificados	em	três	superiores,	três	inferiores	e	um	central.	Olhando	
para	a	figura	a	seguir,	de	cima	para	baixo,	vemos	o	chakra coronário,	na	região	da	
cabeça;	o	frontal	localizado	no	“terceiro	olho”	é	o	visual;	o	laríngeo	é	o	da	voz;	o	
chakra	central	é	o	cardíaco,	das	emoções;	dos	inferiores,	o	primeiro	é	o	chakra do	
plexo	solar	ou	umbilical,	o	da	força,	o	próximo	é	o	sacro,	da	espiritualidade,	e	o	
último,	o	básico,	do	genital.
FIGURA 31 - CHAKRAS
FONTE: Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/energiaebonsfluidos/
ult602u92.shtml>. Acesso em: 20 jan. 2015.
Se	nos	aprofundarmos	na	história	da	cromoterapia,	voltaremos	à	Idade	da	
Pedra,	onde	encontraremos	registros	de	alquimia	e	cromoterapia,	onde	eles	usavam	
flores	de	diferentes	cores	maceradas	com	pedras	para	tratar	enfermidades.	Mas	foi	
somente	depois	da	metade	do	século	XX	que	o	meio	científico	começou	a	estudar	
e	a	pesquisar	as	aplicações	das	cores	no	processo	de	cura,	incluindo	pesquisas	na	
área	 de	 Física,	 Biologia	 e	Química.	Atualmente,	 continua	 sendo	utilizada	 como	
terapia	 complementar	às	 tradicionais,	pois	a	 comunidade	científica	ainda	não	a	
reconheceu	como	ciência	(GERBER,	2002).
Nesse site <http://pt.slideshare.net/projetacursosba/cromoterapia-8629513> você 
encontrará o livro digitalizado Cores para a vida e para a saúde, que vai te ajudar a compreender 
mais profundamente a cromoterapia. Boa leitura!
DICAS
TÓPICO 1 | CONCEITO E APLICAÇÃO DE CROMOTERAPIA. TERAPIAS DAS PEDRAS QUENTES E FRIAS. BAMBUTERAPIA
191
3 COMO FUNCIONA A CROMOTERAPIA
A	cromoterapia	utiliza	a	cor	para	tratar	diversos	problemas,	como	mentais,	
emocionais,	físicos	e	energéticos,	restaurando	a	saúde	e	harmonizando	as	pessoas.	
A	cor	pode	ser	usada	de	formas	muito	diferentes.
Você	já	deve	ter	estudado	em	citologia,	ciência	que	estuda	as	células,	que	
todas	as	células	do	corpo	humano	vibram	em	uma	determinada	frequência.	Quando	
estamos	 saudáveis	 e	 em	equilíbrio,	 a	 sequência	 e	 a	vibração	das	nossas	 células	
permanecem	constantes,	mas	uma	deficiência	na	saúde	a	perturba,	provocando	
desarmonia.	Acredita-se	que	a	escolha	de	uma	cor	que	vibre	na	mesma	frequência	
correta,	 restaurando	 assim	 o	 equilíbrio	 das	 células,	 inicie	 o	 processo	 de	 cura	
(LAVERY;	SULLIVAN,	1998).
A	luz	é	uma	energia	eletromagnética	e	cada	cor	tem	uma	vibração	e	um	
comprimento	de	onda.	Na	cromoterapia,	o	cromoterapeuta	trabalha	com	as	cores	
que	possuem	espectros	visíveis,	como	mostra	a	figura	a	seguir,	as	cores	primárias	
e	secundárias,	que	variam	de	violeta	(menor	comprimento)	ao	vermelho	(maior	
comprimento).		
FIGURA 32 – ESPECTROS VISÍVEIS
FONTE: Disponível em: <http://meioambiente.culturamix.com/natureza/por-que-o-ceu-parece-
ser-azul>. Acesso em: 20 jan. 2015.
Para	você	entender	como	se	aplica	a	cromoterapia,	precisa	compreender	o	
que	cada	cor	representa,	ou	seja,	para	qual	enfermidade,	qual	desequilíbrio	e	em	
qual	chakra	deve	ser	aplicada	a	cor.
Vermelho:	a	cor	vermelha	remete	aos	glóbulos	vermelhos,	ao	aumento	da	
circulação	 sanguínea	 causando	hiperemia,	deixando	a	 região	avermelhada;	 está	
intimamente	 relacionada	 ao	 aumento	 de	 oxigênio	 no	 local	 de	 aplicação,	 logo,	
levando	mais	células	de	defesa	para	combater	as	infecções	em	tecidos	não	íntegros,	
UNIDADE 3 | TRATAMENTOS OFERECIDOS POR SPA, CONCEITOS, APLICAÇÃO E TERAPIAS ATUAIS NA ÁREA
192
ou	 seja,	 com	 alguma	 lesão.	 Energeticamente,	 	 	 a	 cor	 vermelha	 está	 relacionada	
ao chakra	 básico,	 ponto	 principal	 da	 sexualidade	 e	 base	 dos	músculos	 e	 ossos,	
tem	papel	importante	na	medula	óssea,	onde	ocorre	a	produção	de	novas	células	
sanguíneas.
Verde:	a	cor	verde	é	a	cor	complementar	do	vermelho.	O	verde	também	é	
usado	para	regeneração	de	tecidos,	mas	não	na	intensidade	de	sua	complementar	
vermelha.	Ele	trabalha	a	absorção	de	nutrientes	pela	célula,	ajuda	no	surgimento	
e	 “renascimento”	 de	 novos	 tecidos.	 A	 cor	 verde	 acalma,	 remete	 ao	 estado	 de	
relaxamento,	diferente	do	vermelho,	que	causa	agitação.	O	verde	penetra	mais	que	
o	vermelho,	por	isso	a	sensação	é	menos	excitante	e	estimulante.	Energeticamente,	
o	verde	está	diretamente	conectado	ao	chakra	cardíaco,	do	coração.	Assim	como	a	
cor	verde	está	no	meio	entre	as	cores	frias	e	as	cores	quentes,	o	coração	tambémestá	parcialmente	no	meio	do	nosso	membro	superior	e	rege	o	funcionamento	do	
nosso	corpo.	É	a	cor	da	cura.
Devido	 a	 essa	 afinidade,	 os	 efeitos	 físico-químicos	 da	 luz	 violeta	 são	
semelhantes	aos	da	radiação	ultravioleta,	com	diferença	somente	na	intensidade	
da	ação	(GASPAR,	2011).
O chakra	correspondente	à	cor	violeta	é	o	coronário,	a	região	do	cérebro	que	
controla	o	medo,	a	ansiedade,	as	emoções	e	tudo	relacionado	aos	pensamentos.
Amarelo:	é	a	cor	do	Sol,	por	isso	está	representando	o	chakra	do	plexo	solar,	
engloba	todos	os	órgãos	e	vísceras,	 tudo	que	corresponde	ao	movimento,	como	
movimento	 peristáltico	 do	 intestino,	 produção	 de	 bílis	 na	 vesícula	 biliar	 e	 em	
outros	sistemas.	É	o	chakra	e	a	cor	da	limpeza	e	purificação	na	bioenergética.	Alguns	
autores	e	estudiosos	relacionam	o	amarelo	às	gorduras,	ao	açúcar,	correlacionando	
a	cromoterapia	para	obesidade	junto	à	cor	violeta	para	ansiedade.
Diferente	do	vermelho,	o	amarelo	estimula,	mas	não	causa	irritação,	por	
isso	é	muito	utilizado	para	estimular	o	sistema	nervoso	e	as	funções	mentais.
Azul:	a	cor	azul	é	uma	cor	que	na	verdade	não	existe,	ela	não	é	uma	cor	
concreta.	A	física	explica	de	maneira	fácil:	
Violeta:	É	a	luz	visível	de	menor	comprimento	de	onda	e,	portanto,	a	mais	
penetrante,	podendo	atingir	as	estruturas	orgânicas	em	maior	profundidade	do	
que	as	outras	cores.	A	luz	violeta	visível	pelo	olho	humano	tem	uma	quantidade	
variável	de	radiação	ultravioleta	misturada.	Quanto	maior	o	comprimento	de	
onda	(quanto	mais	próxima	do	azul	estiver	a	luz),	menor	será	a	proporção	de	
ultravioleta;	 quanto	 menor	 o	 comprimento	 de	 onda,	 maior	 a	 proporção	 de	
ultravioleta,	até	atingir	o	ponto	em	que	esta	radiação	ocorre	sem	luz	visível.
FONTE: Adaptado de: <http://templopenaverde.com.br/wp-content/uploads/Cromoterapia.pdf>. 
Acesso em: 20 fev. 2015.
TÓPICO 1 | CONCEITO E APLICAÇÃO DE CROMOTERAPIA. TERAPIAS DAS PEDRAS QUENTES E FRIAS. BAMBUTERAPIA
193
O	ar	e	a	água	são	incolores;	entretanto,	uma	grande	porção	deles	toma	
a	 cor	 azulada	porque	 os	 raios	 de	 luz	dessa	 cor	 são	 os	 que	menos	 se	
desviam	 em	 relação	 ao	 observador	 ao	 atravessarem	 a	 extensão	 da	
atmosfera	ou	do	leito	do	mar.	É	essa	luz,	selecionada	desta	forma,	que	
nos	dá	a	impressão	de	que	a	água	e	o	ar	são	azuis;	é	ela	que	se	reflete	na	
neve	branca,	dando-lhe	sombras	azuladas	(GASPAR,	2011,	p.	94).
O chakra	da	cor	azul	é	o	laríngeo,	situado	na	garganta,	onde	passam	o	ar	e	o	
líquido.	O	azul	é	a	cor	da	vontade,	da	clareza.	Local	onde	encontramos	a	glândula	
tireoide,	que	regula	todos	os	hormônios	do	nosso	corpo.	O	azul	é	a	cor	da	intuição.	
Laranja:	essa	cor	é	estimulante	como	o	vermelho,	mas	com	um	toque	de	
amarelo,	 trabalha	a	revitalização	do	corpo	e	da	mente.	O	chakra	correspondente	
é	o	sacro	ou	umbilical,	situado	bem	no	centro	da	bexiga,	um	pouquinho	abaixo	
do	umbigo.	Com	a	cor	laranja	você	poderá	trabalhar	problemas	de	baixo	ventre, 
como	 fertilidade,	 intestino,	 aparelho	 urinário.	 É	 a	 cor	 do	 conforto	 corporal,	 da	
descontração	e	do	prazer.
Anil	(violeta+azul):	é	o	chakra	central,	o	“terceiro	olho”;	corresponde	à	nossa	
atividade	mental,	 excesso	 de	 energia,	 exagero	 nas	 atitudes	 e	 em	 atividades.	A	
cromoterapia	estabelece	a	ordem,	desacelerando	as	atitudes	tomadas	sem	pensar.	
Reorganiza	pensamentos.
4 COMO SE APLICA A CROMOTERAPIA
Você	 encontrará	 diferentes	 formas	 de	 aplicação	 da	 cromoterapia.	 Em	
geral,	 os	 cromoterapeutas	 utilizam	 uma	 fonte	 de	 luz	 proporcional	 a	 cada	
chakra	 e/ou	 desordem	 emocional,	 mental,	 física	 e	 energética,	 encontradas	 na	
anamnese,	entrevista	realizada	previamente.	Geralmente,	está	associada	a	outros	
procedimentos	como	terapia	complementar.
Não	existe	protocolo	unificado,	como	você	pode	ver.	Conhecendo	cada	cor	
e	sua	aplicação,	você	poderá	personalizar	seus	atendimentos.
A	cromoterapia	poderá	ser	 feita	com	caneta	própria	para	esse	fim,	onde	
você	encontra	um	cristal	na	ponta	e	troca	as	lâminas	de	cores,	conforme	a	Figura	
33,	ou	esferas	de	vidro	já	coloridas,	como	na	Figura	34.
UNIDADE 3 | TRATAMENTOS OFERECIDOS POR SPA, CONCEITOS, APLICAÇÃO E TERAPIAS ATUAIS NA ÁREA
194
FIGURA 34 – ESFERAS DE VIDRO PARA CROMOTERAPIA
Geralmente,	aplica-se	a	cor	cinco	centímetros	de	distância	do	local	durante	
cinco	minutos	em	cada	região,	como	na	Figura	35.
FIGURA 35 – APLICAÇÃO DA CROMOTERAPIA
FIGURA 33 – CANETA PARA CROMOTERAPIA
FONTE: Disponível em: <http://belezaloja.com/caneta-para-
cromoterapia/bastao-cromatico-para-cromoterapia.html#>. 
Acesso em: 20 jan. 2015.
FONTE: Disponível em: <http://www.estetikaecia.com/
produtos/0014/0004/Cromoterapia>. Acesso em 30 jan. 2015.
FONTE: Disponível em: <http://holisticocromocaio.blogspot.com.
br/2014/06/equilibrio-e-harmonia-aplicando.html>. Acesso em: 20 
jan. 2015.
Atualmente,	existem	artifícios	modernos	para	aplicação	de	cromoterapia	
em	spas	e	no	domicílio	do	próprio	cliente,	como	duchas	e	chuveiros	com	incidência	
de	cores	alternadas,	como	mostra	a	figura	abaixo.
TÓPICO 1 | CONCEITO E APLICAÇÃO DE CROMOTERAPIA. TERAPIAS DAS PEDRAS QUENTES E FRIAS. BAMBUTERAPIA
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FIGURA 36 – CHUVEIRO COM INCIDÊNCIA DE CORES
FONTE: Disponível em: <http://holisticocromocaio.blogspot.
com.br/2014/06/equilibrio-e-harmonia-aplicando.html>. Acesso 
em: 20 jan. 2015.
A cromoterapia, muitas vezes, é utilizada com outras terapias, como reflexologia, 
shiatsu, limpeza de pele, massagem relaxante, como complemento de protocolo.
LEITURA COMPLEMENTAR
As cores no ambiente de terapia intensiva: percepções de pacientes e profissionais
Nélio	Barbosa	Boccanera
Sulvia	Fernandes	Borges	Boccanera
Maria	Alves	Barbosa
RESUMO
A	utilização	das	cores	no	ambiente	da	Unidade	de	Terapia	 Intensiva	–	UTI	pode	
interferir	no	bem-estar	dos	profissionais	e	clientes.	Este	estudo	teve	como	objetivo	
analisar	percepções	de	profissionais	e	pacientes	quanto	às	cores	utilizadas	no	ambiente	
de	terapia	intensiva,	identificando	aquelas	consideradas	agradáveis	e	desagradáveis.	
Trata-se	de	pesquisa	descritivo-exploratória,	com	enfoque	quanti-qualitativo.	A	amostra	
foi	constituída	de	clientes	internados	e	profissionais	que	trabalham	em	três	UTIs	de	
hospitais	públicos	localizados	em	Goiânia.	As	cores	consideradas	mais	agradáveis	para	
serem	utilizadas	em	UTI	foram	o	azul-claro	e	o	verde-claro.	Além	dessas,	apontaram	
o	amarelo-claro,	palha,	cinza,	rosa	e	goiaba.	O	vermelho	e	o	preto	foram	considerados	
as	cores	mais	desagradáveis	para	um	ambiente	de	UTI.	Os	profissionais	e	clientes	têm	
preferência	por	cores	variadas,	as	quais	podem	ser	utilizadas	no	sentido	de	melhorar	
o	clima	da	UTI.
DICAS
UNIDADE 3 | TRATAMENTOS OFERECIDOS POR SPA, CONCEITOS, APLICAÇÃO E TERAPIAS ATUAIS NA ÁREA
196
INTRODUÇÃO
As	cores	exercem	grande	influência	no	ambiente,	modificando-o,	animando-o	
ou	transformando-o,	e	assim,	podem	alterar	a	comunicação,	as	atitudes	e	a	aparência	
das	pessoas	presentes,	pois	todos	nós	temos	reações	às	cores.
A	utilização	das	cores	para	fins	de	cura	é	um	processo	não	agressivo	sobre	
o	organismo,	não	é	maléfica,	não	causa	efeitos	colaterais	e	não	atua	como	agente	de	
pressão	sobre	o	corpo.	A	cromoterapia	atua	diretamente	na	base	da	doença,	procurando	
restaurar	o	equilíbrio	entre	as	energias	vibratórias	do	corpo.	A	todo	instante	estamos	
em	contato	com	as	cores,	elas	fazem	parte	da	vida	e,	sem	elas,	o	mundo	seria	diferente.
A	cromoterapia	é	uma	ciência	que	usa	a	cor	para	estabelecer	o	equilíbrio	e	a	
harmonia	do	corpo,	da	mente	e	das	emoções,	sendo	utilizada	pelo	homem	desde	as	
antigas	civilizações.	Os	egípcios	adotaram	o	poder	de	cura	do	Sol	e	construíram	templos	
adornados	de	cores	e	luz	para	os	doentes.	Os	incas	também	adoravam	o	Sol.	A	mitologia	
considera	a	luz	do	espectro	solar	como	fonte	de	longevidade,	saúde	e	cura.	Utilizado	de	
forma	adequada,	hoje	o	Sol	se	constitui	em	um	elemento	que	complementa	a	prevenção	
e	cura	das	doenças,	sendo	então	reconhecido	como	meio	terapêutico.	As	pessoas	sentem	
grande	prazer	coma	cor	e	o	olho	necessita	da	cor	tanto	quanto	da	luz.	Os	métodos	
mais	conhecidos	de	tratamento	com	a	cromoterapia	são	os	banhos	de	luz;	entretanto,	
existem	outros	também	eficazes.	Existem	cores	de	pigmento	ou	cores	de	luzes,	estas	
originadas	de	corpos	de	luz	própria,	como	o	sol	ou	lâmpadas	coloridas.	Já	as	cores	de	
superfície	não	possuem	energia	radiante,	tornam-se	visíveis	graças	à	iluminação.	O	
cuidado	no	processo	de	expressão	estética	das	cores	pode	ser	através	da	mente,	das	
lâmpadas	coloridas,	da	dieta,	da	água	solarizada,	da	luz	solar,	nas	vestimentas	e	no	
ambiente	através	da	decoração.
De	acordo	com	os	pressupostos	teóricos,	o	ser	humano	é	um	todo	unificado,	
o	qual	possui	uma	 integridade	 individual	e	manifesta	características	que	são	mais	
e	diferentes	que	a	soma	de	suas	partes.	Também,	o	 indivíduo	e	o	ambiente	estão	
continuamente	trocando	matéria	e	energia	entre	si,	sendo	o	ambiente	um	campo	de	
energia	irredutível,	pandimensional,	identificados	por	padrões	que	integram	o	campo	
humano.	Para	ela,	o	processo	de	vida	dos	seres	humanos	evolui,	irreversivelmente	e	
em	uma	única	direção,	ao	longo	do	espaço-tempo.	Em	relação	aos	padrões	de	vida,	
expõe	que	são	a	identificação	dos	indivíduos	e	o	reflexo	de	sua	totalidade.	Colocando	
ainda	que	o	ser	humano	caracteriza-se	pela	capacidade	de	abstração	e	visualização,	
linguagem	e	pensamento,	sensibilidade	e	emoção.
A	natureza	está	sempre	em	busca	de	equilíbrio,	a	nossa	existência	é	caracterizada	
por	dualidades,	havendo	o	masculino	e	o	feminino,	o	positivo	e	o	negativo,	o	claro	e	
escuro,	dentre	outros	contrastes.	Nas	cores	também	existem	as	polaridades,	como	cores	
frias	e	cores	quentes.	O	vermelho	é	considerado	cor	quente	e	o	azul,	cor	fria.	Quanto	
mais	quente	for	considerada	a	cor,	mais	vermelho	ela	contém.	Quanto	mais	fria,	mais	
azul	ela	possui,	sendo	esta	consideração	simbólica,	mas	real,	quando	aplicada	à	cura.
TÓPICO 1 | CONCEITO E APLICAÇÃO DE CROMOTERAPIA. TERAPIAS DAS PEDRAS QUENTES E FRIAS. BAMBUTERAPIA
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Na	área	de	saúde	a	aplicação	de	cores	precisa	ser	adequada	para	transmitir	a	
sensação	de	maior	bem-estar	para	o	paciente,	família	e	profissionais.	Trabalhos	científicos	
já	verificaram	a	influência	da	estética	do	ambiente,	no	bem-estar	geral	dos	pacientes	e	da	
equipe	médica,	apontando	para	a	importância	de	cores	dentro	do	ambiente	da	Unidade	
de	Terapia	Intensiva	(UTI),	que	se	não	utilizadas	adequadamente,	podem	contribuir	
como	fator	de	estresse.	A	questão	da	estética	é	um	caminho	a	considerar	e	que	preconiza	
o	cuidado	atribuído	às	condições	do	ambiente.	Os	profissionais	de	saúde	devem	procurar	
implantar	medidas	que	favoreçam	a	promoção	do	bem-estar	físico	e	emocional	deles	
mesmos,	assim	como	da	sua	equipe,	dos	pacientes	e	familiares,	incluindo	a	melhoria	
no	ambiente	de	trabalho,	onde	é	fundamental	a	preocupação	com	as	cores	neste	local.
Entretanto,	percebe-se	que	a	escolha	da	cor	a	ser	utilizada	no	ambiente	hospitalar,	
e	especialmente	nas	Unidades	de	Terapia	Intensiva,	não	se	baseia	na	preferência	daqueles	
que	se	 inter-relacionam	neste	meio.	Deste	modo,	considera-se	oportuno	 investigar	
quais	são	as	cores	consideradas	agradáveis	e	desagradáveis	por	parte	de	profissionais	
e	clientes,	verificando,	 inclusive,	se	estas	coincidem	ou	não	com	aquelas	presentes	
nos	ambientes	de	UTI.	A	preocupação	com	a	utilização	adequada	das	cores	para	os	
ambientes,	inclusive	na	Unidade	de	Terapia	Intensiva,	deveria	existir	já	no	processo	de	
construção	dos	hospitais.
Para	os	pacientes	internados	e	profissionais	que	ali	trabalham,	a	UTI	é	um	espaço	
restrito,	único,	pequeno	e	tenso,	o	que	interfere	no	estado	emocional	do	indivíduo,	
levando	ao	desgaste	geral	do	organismo	e,	consequentemente,	provocando	estresse.	
Isto,	vendo	o	fato	de	permanecer	durante	horas	em	uma	área	de	muito	sofrimento	e	
pouco	atrativa	em	termos	de	decoração.
O	contato	apenas	com	cores	monótonas	ou	que	 lembram	doenças,	morte,	
pode	 interferir	nas	questões	 físicas	e	nos	aspectos	emocionais	e	psicológicos,	 tanto	
de	 forma	consciente	quanto	 inconsciente.	Desta	 forma,	a	harmonia	das	cores	nos	
mobiliários,	roupas,	paredes,	piso,	teto	e	na	decoração	dos	serviços	de	saúde	é	relevante,	
especialmente	se	considerarmos	o	período	de	internação	da	maioria	dos	pacientes	e	de	
trabalho	dos	profissionais.
Apesar	de	ser	reconhecida	a	importância	das	cores	na	vida	das	pessoas,	poucos	
trabalhos	referentes	à	aplicação	de	cores	no	ambiente	hospitalar	foram	encontrados	na	
literatura,	onde	quase	sempre	o	indivíduo	sofre	de	várias	privações	sensoriais,	entre	
elas	a	agradabilidade	visual.
Artifícios	simples,	como	a	aplicação	de	cor	adequada	ao	ambiente,	podem	
amenizar	o	estado	de	estresse	das	pessoas	internadas	ou	que	trabalham	em	Unidades	
de	Terapia	Intensiva,	justificando	a	realização	de	estudos	que	se	preocupem	com	essa	
temática.	
RESULTADOS E DISCUSSÃO
As	 cores	 exercem	 influência	 sobre	 as	 emoções	 e	 sentimentos.	Podemos	
experimentar	sensações	de	tristeza,	alegria	ou	apreensão.	As	mudanças	emocionais	
podem	desencadear-se	de	acordo	 com	a	associação	que	 fazemos	 com	as	 cores,	
UNIDADE 3 | TRATAMENTOS OFERECIDOS POR SPA, CONCEITOS, APLICAÇÃO E TERAPIAS ATUAIS NA ÁREA
198
provocando	também	reações	espontâneas,	não	pensadas.	Por	isso,	quando	se	usam	
cores	certas,	o	equilíbrio	e	a	harmonia	são	gradativamente	restaurados.	O	objetivo	do	
cuidado	utilizando	as	cores	no	indivíduo	e	no	meio	ambiente	é	a	busca	da	harmonia	
das	energias	das	cores	nestes.
A	participação	de	técnicos	de	enfermagem	no	estudo	foi	de	44%,	seguida	de	um	
percentual	de	28%	de	pacientes,	19%	de	enfermeiros,	11%	de	médicos	e	6%	de	outros	
profissionais.
É	importante	que	o	ambiente	apresente-se	agradável	a	quem	nele	permanece.	
As	cores	consideradas	mais	agradáveis	pelos	pacientes	e	pelos	profissionais	que	atuam	
em	UTI	foram	o	azul	claro,	o	verde	claro	e	o	branco,	conforme	relatos	a	seguir:
Branco	e	azul,	bem	claro,	transmitem	harmonia;	é	menos	pesado.	
Cores	claras,	o	azul	do	relógio.	
O	branco	do	teto.	
O	azul	claro	é	agradável,	não	há	azul	claro.	
A	cor	branca	está	associada,	entre	outros	aspectos,	à	simplicidade,	limpeza,	paz,	
pureza,	harmonia,	estabilidade.
O	verde	é	uma	cor	fria,	aliviando	e	acalmando	tanto	física	quanto	mentalmente.	
Pode,	primeiramente,	exercer	um	efeito	benéfico,	mas	depois	de	algum	tempo	torna-
se	fatigante.	É	a	cor	do	nitrogênio,	um	dos	componentes	mais	presentes	na	atmosfera,	
ajuda	a	formar	os	músculos,	os	ossos	e	as	células	de	outros	tecidos.	O	verde	atua	sobre	
o	sistema	nervoso	simpático,	além	de	aliviar	a	tensão	dos	vasos	sanguíneos	e	diminuir	
a	pressão	arterial.	Ele	é	considerado	como	uma	cor	 tranquilizante,	no	ambiente	de	
trabalho	poderá	ajudar	na	redução	do	estresse,	porém	deve	ser	utilizado	com	cautela,	
porque	com	o	tempo	pode	tornar-se	cansativo.
É	conveniente	pintar	as	paredes	de	azul	em	locais	sujeitos	a	muita	tensão,	atritos	
e	desavenças,	pois	esta	cor	proporciona	um	ambiente	calmo	e	organizado	em	residências	
ou	locais	de	trabalho.	O	azul	é	indicado	para	hospitais	e	clínicas,	entretanto,	pode	tornar	
o	ambiente	frio,	por	isto	deve	ser	usado	com	cuidado	e	discernimento.	Além	disso,	a	
cor	azul	reduz	o	estresse	e	a	tensão,	podendo,	também,	induzir	ao	sono	e	à	depressão.
A	cor	azul	é,	de	todas	as	cores,	a	mais	tranquilizadora.	Faz	com	que	o	cérebro	
secrete	11	hormônios	neurotransmissores	que	possuem	ação	 tranquilizante.	Esses	
hormônios	são	sinais	químicos	que	podem	atuar	acalmando	todo	o	corpo.	A	cor	azul	
claro	foi	referida	por	26%	dos	profissionais	e	29%	dos	pacientes,	o	branco	por	23%	e	29%,	
o	verde	claro	20%	e	14%,	o	amarelo	claro	8%	e	7%	e	palha	5%	e	7%,	respectivamente.	
Outras	cores	também	foram	citadas	pelos	profissionais,	como:	bege	(12%)	e	pêssego,	
cinza	claro,	rosa,	vinho	e	goiaba,	totalizando	2%	das	opiniões.	Os	pacientes	referiram	
ainda	as	cores:	cinza	(7%)	e	laranja	(7%).
O	discurso	dos	sujeitos	demonstra	sua	preferência	de	cores:
TÓPICO 1 | CONCEITO E APLICAÇÃO DE CROMOTERAPIA. TERAPIAS DASPEDRAS QUENTES E FRIAS. BAMBUTERAPIA
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O	laranja	e	amarelo	como	contraste.	A	cor	palha	dá	ideia	de	profundidade.	
Amarelo	para	chamar	a	atenção.	
O	bege	da	parede	é	melhor	que	branco.	O	branco	é	muito	neutro.	
São	agradáveis	o	bege	da	parede,	o	azul	do	respirador	e	o	verde	do	bird.	
Um	espaço	com	amarelo	 torna-se	quente	e	expansivo,	ativando	a	mente	e	
abrindo-a	para	novas	ideias.	A	cor	amarela	torna	a	pessoa	mais	sensível	à	consciência	e	
deixando-a	mais	alerta.	Além	disso,	auxilia	também	aqueles	que	possuem	dificuldade	
para	aprendizagem.	Aplicado	em	passagens,	corredores	e	lugares	onde	existe	pouca	
luz,	o	amarelo	pode	proporcionar	uma	sensação	de	maior	espaço.
A	cor	amarela	influencia	o	sistema	nervoso	simpático	e	parassimpático,	aumenta	
a	pressão	arterial,	pulsação	e	respiração,	tal	como	o	vermelho,	embora	de	forma	menos	
estável.	Veículos	(principalmente	avião)	com	o	interior	pintado	de	amarelo	produzem	
enjoo	nos	passageiros.	É	também	considerado	como	um	restaurador	dos	nervos.
A	vivacidade,	a	alegria,	o	desprendimento	e	a	leveza	estão	relacionados	à	cor	
amarela.	Produzindo	relaxamento,	desinibição,	brilho,	reflexibilidade,	alegria	espirituosa	
e	espiritualidade.	Age	como	antidistônica,	 levando	a	um	grau	de	equilíbrio	entre	o	
sistema	nervoso	simpático	e	parassimpático.	Aumenta	a	pressão	arterial,	reduzindo	a	
produção	de	ácidos	graxos.
O	laranja	é	uma	cor	que	também	aumenta	o	apetite,	mas	induz	o	relaxamento	
e	aumenta	o	potencial	para	o	sono,	ao	diminuir	a	frequência	do	fluxo	sanguíneo.
Atualmente,	nos	hospitais	percebe-se	a	necessidade	de	mudanças	e	preocupação	
em	alegrar	os	ambientes.	Os	tons	pálidos	de	cinza,	assim	como	o	branco	e	o	creme,	juntos	
com	uma	cor	vibrante,	realçam	as	cores,	podendo	ser	eficazes	no	ambiente	hospitalar.
Dependendo	das	características	do	ambiente,	 seus	cheiros,	 suas	 cores	e	a	
decoração,	podem	tornar	o	 local	desagradável.	Quanto	a	 isto,	 foram	encontradas	
opiniões	diversas,	as	quais	são	apresentadas	a	seguir:
Preto,	vermelho	e	branco	cansam.	Desde	que	haja	outras	cores	compondo,	o	
branco	pode	ser	usado	fazendo	parte	do	contraste.	Jamais	pintar	uma	parede	de	branco.	
São	desagradáveis	o	roxo,	o	preto	e	todas	as	cores	escuras,	com	exceção	do	
vermelho	para	algumas	coisinhas.	
Cores	fortes,	escuras	e	pesadas	como	verde	e	marrom.	
Cores	com	tons	fortes,	preto,	vermelho	e	amarelo	ouro.	Branco	sozinho.
O	preto	do	rodapé	não	agrada.	
O	piso	chumbo	com	preto	que	está	na	copa	e	no	vestuário.	
A	cor	preta	possui	o	espectro	de	cor	 completa	e	está	associada	à	 sujeira,	
sombra,	enterro,	morte	e	fim,	podendo	despertar	sentimentos	de	maldade,	miséria,	
UNIDADE 3 | TRATAMENTOS OFERECIDOS POR SPA, CONCEITOS, APLICAÇÃO E TERAPIAS ATUAIS NA ÁREA
200
pessimismo,	dor,	temor,	negação,	melancolia	e	angústia.	Se	utilizado	com	outra	cor	
torna-se	imponente.	Porém,	pode	induzir	à	indiferença,	inacessibilidade	e	prepotência	
ao	extremo.
Em	relação	à	utilização	do	vermelho	no	ambiente,	os	tons	escuros	podem	ativar	
a	violência	contida	nas	pessoas,	excita	as	tendências	básicas,	estimulando	o	indivíduo	a	
agir	antes	de	pensar.	Por	estimular	o	apetite	e	fazer	a	pessoa	perder	a	noção	de	tempo,	
são	utilizados	em	restaurantes,	bares,	teatros	e	cassinos.	O	excesso	de	amarelo	pode	
levar	à	indigestão,	gastrites	e	úlceras	gástricas.	As	cores	bege,	branca,	cinza	e	rosa,	que	
aparecem	como	agradáveis	no	gráfico	2,	também	foram	consideradas	desagradáveis	
por	algumas	pessoas,	como	mostra	o	gráfico	3	e	os	relatos	a	seguir:
O	bege	escuro	da	parede	é	uma	cor	mais	forte,	se	ficar	olhando	direto	cansa.	
É	a	cor	do	corredor,	não	seria	ideal	para	o	quarto	dos	pacientes,	mas	é	bom	para	os	
funcionários.	
As	cores	na	UTI	sempre	têm	cinza	e	branco,	cores	mortas,	horrível.	
Bege	na	parede	é	melhor	que	branco.	
O	branco	é	muito	neutro.	
Outras	cores	são	melhores,	comparadas	ao	branco.	
A	 literatura	refere	que	um	ambiente	 totalmente	branco	é	 tão	atemorizador	
quanto	um	preto.	Quando	se	 trabalha	com	ansiedade	e	preocupação,	qualquer	cor	
no	ambiente	com	os	tons	quentes	e	fortes	potencializa	esses	sentimentos,	e	devem	ser	
evitadas.	Uma	parede	vermelha	pode	deixar	as	pessoas	mais	ansiosas	e	irritadas.	Sendo	
assim,	um	estímulo	pode	se	tornar	estressor	em	função	da	interpretação	e	do	significado	
que	o	indivíduo	atribui.	
As	cores	azul	claro,	verde	claro,	amarelo	claro	e	palha	foram	consideradas	por	
profissionais	e	pacientes	como	as	mais	agradáveis	e,	além	disso,	destacadas	como	aquelas	
que	gostariam	de	estar	em	contato	dentro	do	ambiente	da	UTI.	
Cinza	bem	claro,	pois	é	uma	cor	agradável.	Que	tivesse	algumas	cores	que	
puxassem	para	o	verde.	Nos	quartos	poderia	ter	alguma	cor	verde.	Detalhes	coloridos,	
principalmente	tendo	o	verde	no	ambiente.	
Verde	água	nos	lençóis.	
Dentro	dos	tons	claros	alternar	azul	e	verde	claro.	
O	verde	atua	no	sistema	nervoso	como	sedativo	e	colabora	com	pessoas	com	
insônia,	esgotamento	e	irritação.	Age	como	harmonizador	emocional	e	estimulante	da	
pituitária.
Além	de	reduzir	a	pressão	sanguínea,	a	cor	azul	inibe	a	descarga	de	adrenalina	
e	age	como	hipnótico	sobre	o	sistema	nervoso	central,	estimula	atividades	intelectuais	
e	a	meditação.	É	uma	cor	passiva,	concêntrica,	perceptiva,	sensível,	 incorporativa	e	
TÓPICO 1 | CONCEITO E APLICAÇÃO DE CROMOTERAPIA. TERAPIAS DAS PEDRAS QUENTES E FRIAS. BAMBUTERAPIA
201
unificadora,	representa	suavidade,	tranquilidade	e	ternura,	trazendo	segurança	e	paz.
Os	pacientes	referiram	preferência	também	pela	cor	laranja	(8%).	A	utilização	
desta	cor	no	ambiente	estimula	as	pessoas	a	despertar	para	os	seus	potenciais,	 se	
tornando	mais	confiantes.	Estimula	a	comunicação,	a	criatividade,	a	afetividade	e	a	
vitalidade.
Quando	uma	pessoa	é	exposta	ao	vermelho	há	um	sinal	químico	que	vai	
da	glândula	pituitária	até	a	glândula	adrenal,	havendo	a	 liberação	de	epinefrina	e	
causando	alterações	fisiológicas	com	efeitos	metabólicos,	 isto	acarreta	aumento	da	
pressão	sanguínea,	do	pulso,	da	frequência	respiratória,	do	apetite	e	do	olfato,	há	uma	
predominância	do	sistema	nervoso	autônomo	e	as	reações	tornam-se	automáticas.
A	cor	branca,	considerada	uma	das	mais	agradáveis	e	que	deveria	existir	na	
UTI,	não	aparece	com	um	percentual	significativo,	talvez	por	estar	presente	com	maior	
frequência	nos	ambientes	hospitalares.	
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As	cores	possuem	significados	próprios	de	acordo	com	cada	indivíduo,	grupo,	
país	e	cultura,	fazendo	com	que	sejam	relacionadas	a	sentimentos,	comportamentos,	
ações,	experiências,	ambientes	ou	acontecimentos	específicos	de	seu	passado.	Em	
decorrência	disto,	 o	 cuidado	através	das	 cores	 é	um	processo	 individualizado,	
observando	a	necessidade	de	cada	pessoa	e	as	diferentes	formas	de	reação	às	cores.
Cada	cor	produz	um	efeito	no	ser	humano,	interferindo	no	físico	e,	dependendo	
do	espectro,	influenciando	na	mente	e	na	emoção.	Na	área	da	saúde,	a	influência	das	
cores	no	ambiente	terapêutico	já	vem	se	configurando	como	uma	preocupação.
Os	profissionais	que	se	encontravam	trabalhando	e	os	pacientes	 internados	
nas	Unidades	de	Terapia	Intensiva	referiram	que	as	cores	mais	agradáveis	e	presentes	
neste	ambiente	eram	o	azul	claro,	o	branco	e	o	verde	claro.	Além	das	cores	existentes,	
apontaram	as	cores	amarelo	claro,	palha,	cinza,	rosa	e	goiaba	como	aquelas	que	também	
gostariam	de	estar	em	contato	no	ambiente	da	UTI.
Cores	como	o	preto	e	o	vermelho	 foram	consideradas,	 tanto	por	pacientes	
quanto	por	profissionais,	como	desagradáveis	e	impróprias	para	a	UTI.	Além	disso,	
alguns	clientes	referiram	que	a	cor	branca,	usualmente	utilizada	nos	serviços	de	saúde,	
torna-se	desagradável	dentro	do	ambiente	de	terapia	intensiva.
A	cor	é	um	evento	que	pode	estar	sendo	ou	não	interpretado	e	significado	pelo	
indivíduo.	Tanto	em	um	como	em	outro	momento	a	cor	pode	ser	um	fator	estressor.	Pois	
ela	pode	estar	agindo	como	um	estímulo	insistente	sobre	a	pessoa	causando	estresse	
pela	sua	constância.
Se	considerarmos	que	as	pessoas	passam	grande	parte	de	suas	vidasno	ambiente	
de	trabalho,	os	serviços	de	saúde	também	deveriam	se	preocupar	com	as	questões	
relativas	às	cores	e	à	estética	deste	local.	Além	disso,	um	ambiente	agradável	pode	
UNIDADE 3 | TRATAMENTOS OFERECIDOS POR SPA, CONCEITOS, APLICAÇÃO E TERAPIAS ATUAIS NA ÁREA
202
5 CONCEITO E APLICAÇÃO DE PEDRAS QUENTES E FRIAS
Quando	 nos	 referimos	 à	 técnica	 terapêutica	 de	 pedras	 quentes	 e	 frias,	
estamos	 falando	 objetivamente	 do	 sistema	 de	 termoterapia,	 o	 tratamento	 pelo	
quente	e	pelo	frio.
Quando	usamos	temperaturas	alternadas	em	diferentes	regiões	do	corpo,	
conseguimos	produzir	reações	fisiológicas	e	orgânicas,	pois	nosso	corpo	trabalha	
para	manter	a	homeostasia,	ou	seja,	o	equilíbrio	perfeito	de	suas	funções.
 
A	terapia	de	pedras	quentes	e	frias	é	pura	e	simplesmente	uma	técnica	que	
usa	as	pedras	como	meio	de	propagar	temperaturas	que	podem	ser	quentes	e	frias,	
com	objetivos	terapêuticos	e	de	relaxamento.
 
Antes	de	aplicar	essa	terapia,	você	precisa	ter	profundo	conhecimento	de	
geologia,	principalmente	em	relação	às	pedras;	cada	pedra	tem	uma	característica	
particular,	e	seu	uso	é	bem	antigo.
 
A	terapia	de	utilizar	pedras	em	temperaturas	diferentes	nasceu	no	Oriente	
há	aproximadamente	dois	mil	anos;	os	monges	tibetanos	aplicavam	a	técnica	da	
terapia	com	pedras	quentes	sob	o	abdome	nos	períodos	de	jejum	para	acalmar	o	
sistema	digestório	e	diminuir	a	sensação	de	vazio	provocada	pela	fome.
 
As	pedras	utilizadas	para	a	técnica	de	pedras	quentes	são	diferentes	das	
pedras	utilizadas	para	a	aplicação	da	terapia	com	pedras	frias.
As	pedras	quentes	são	de	origem	vulcânica	(figura	a	seguir),	localizadas	na	
parte	mais	baixa	dos	vulcões,	a	geologia	chama	essas	pedras	de	pedras	plutônicas.	
Por	se	localizarem	na	parte	mais	baixa,	elas	resfriaram	lentamente	ao	longo	dos	
anos,	permitindo	uma	constituição	ideal	de	armazenamento	de	calor,	emitindo	a	
temperatura	até	4	cm	abaixo	da	pele,	explicando	assim	seus	efeitos	térmicos	sobre	
o	sistema	do	nosso	corpo.
amenizar	sensações	de	dor,	sofrimento,	tristeza	e	preocupação,	as	quais	acompanham	a	
maioria	dos	clientes	que	necessitam	permanecer	internados	nas	unidades	de	assistência	
à	saúde.
Por	fim,	na	Unidade	de	Terapia	Intensiva	as	pessoas	não	são	insensíveis	às	cores,	
profissionais	e	pacientes	descrevem,	segundo	suas	próprias	percepções,	as	sensações	
transmitidas	pelas	cores	neste	ambiente.	Os	ambientes	animados	e	inanimados	estão	
unificados	pelos	campos	de	energias,	estes	são	abertos,	fazendo	com	que	haja	troca	
entre	eles.	Sendo	assim,	especial	atenção	necessita	ser	voltada	à	aplicação	de	cores	e	
suas	diferentes	tonalidades	no	setor	da	UTI,	considerando,	inclusive,	que	as	cores	com	
seus	campos	de	onda	não	somente	decoram,	mas	também	podem	contribuir	para	o	
bem-estar	das	pessoas	que	estão	em	contato	com	este	ambiente.
FONTE: Adaptado de: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v40n3/v40n3a04>. Acesso em: 2 fev. 2015.
http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v40n3/v40n3a04
TÓPICO 1 | CONCEITO E APLICAÇÃO DE CROMOTERAPIA. TERAPIAS DAS PEDRAS QUENTES E FRIAS. BAMBUTERAPIA
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FIGURA 37 – PEDRAS QUENTES
FONTE: Disponível em: <http://harmoniearomaterapia.com.br/
loja/kit-de-pedras-quentes-vulcanicas/>. Acesso em: 20 jan. 2015.
Para	 a	 terapia	 de	 pedras	 frias,	 o	 terapeuta	 utiliza	 pedras	 derivadas	 do	
mármore.	O	mármore	é	uma	rocha	metamórfica,	devido	às	mudanças	químicas	
do	 calcário.	O	mármore	não	 é	um	bom	condutor	de	 calor,	 por	 isso	 ele	passa	 a	
sensação	térmica	de	que	está	sempre	frio,	pois	a	taxa	de	transferência	de	calor	é	
muito	rápida	e	ele	mantém	o	calor	longe	da	pele.	Devido	à	reação	química	com	o	
calcário,	as	pedras	frias	podem	ter	cores	e	tonalidades	diferentes	(figura	a	seguir).
A higienização das pedras é muito simples: você pode lavá-las com água e sabão e 
friccionar álcool 70% e esperar secar, e depois é só guardar numa embalagem longe de umidade.
FIGURA 38 – PEDRAS FRIAS
FONTE: Disponível em: <http://loja.relogiomagico.com.br/
produtos.asp?produto=215>. Acesso em: 20 jan. 2015.
6 TÉCNICA DE APLICAÇÃO
A	técnica	de	pedras	quentes	e	 frias	envolve	uma	massagem	para	aliviar	
a	 tensão	 muscular	 e	 utiliza	 como	 veículo	 cosmético	 óleo	 vegetal	 para	 melhor	
deslizamento	das	pedras.	
DICAS
UNIDADE 3 | TRATAMENTOS OFERECIDOS POR SPA, CONCEITOS, APLICAÇÃO E TERAPIAS ATUAIS NA ÁREA
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FIGURA 39 – AQUECIMENTO DAS PEDRAS
FONTE: Disponível em: <http://sp.quebarato.com.br/santo-andre/
massagem-co-pedras-quentes__1FE48B.html>. Acesso em: 20 jan. 2015.
As	pedras	têm	que	estar	numa	temperatura	agradável	à	sua	mão	e	à	pele	do	
cliente.	Você	irá	executar	manobras	de	massagem	clássica	corporal	de	deslizamento	
superficial	 sobre	as	 costas	do	cliente	 (grande	dorsal),	 com	movimentos	 lentos	e	
sincronizados.	Quando	você	identificar	pontos	de	tensão,	retire	uma	nova	pedra	
da	água	ou	da	bolsa	térmica	e	coloque	sobre	o	ponto,	como	mostra	a	figura	a	seguir.
FIGURA 40 – APLICAÇÃO DAS PEDRAS QUENTES
FONTE: Disponível em: <http://www.projetoalimente.com.br/wp-
content/uploads/2014/02/pedras-quentes.jpg>. Acesso em: 20 jan. 
2015.
Antes	de	qualquer	procedimento,	você	deverá	realizar	a	anamnese,	uma	
entrevista	para	identificar	as	verdadeiras	necessidades	do	seu	cliente.
 
Primeiramente,	 depois	 de	 todo	 o	 ambiente	 preparado,	 você	 terá	 que	
aquecer	as	pedras	em	recipiente	próprio,	que	poderá	ser	uma	panela	específica	
ou	uma	embalagem	térmica,	encontrada	em	casas	especializadas	em	produtos	e	
equipamentos	para	massagens,	como	mostra	a	figura	abaixo.
TÓPICO 1 | CONCEITO E APLICAÇÃO DE CROMOTERAPIA. TERAPIAS DAS PEDRAS QUENTES E FRIAS. BAMBUTERAPIA
205
Depois	que	o	calor	das	pedras	relaxar	os	músculos,	alterne	pedras	quentes	
e	frias	para	estimular	o	organismo	a	regular	a	temperatura	do	local,	melhorando	
assim	a	circulação	e	devolvendo	a	tonicidade	e	revitalização.
Verifique sempre a temperatura das pedras, você deve pedir para seu cliente 
segurá-las, tocá-las, pois cada pessoa reage de uma forma ao calor, o que pode estar adequado 
para você pode estar extremamente quente para o cliente. Verifique também se as pedras 
estão lisas e livres de ranhuras, para não causar lesões e desconforto ao seu cliente.
7 CONCEITO E APLICAÇÃO DE BAMBUTERAPIA
Para	os	chineses,	o	bambu	tem	um	significado	de	flexibilidade	e	força.	O	
bambu	foi	utilizado	na	massagem	primeiramente	com	efeito	relaxante,	pois	o	veículo	
cosmético	utilizado	era	óleo	quente,	 ou	 seja,	 o	mesmo	efeito	descongestionante	
dos	músculos	através	da	 termoterapia,	o	uso	do	calor	e	do	 frio.	Atualmente,	os	
profissionais	vêm	empregando	a	bambuterapia	como	uma	“ajuda”,	substituindo	
as	mãos	 em	manobras	 rápidas	 e	 rítmicas	 na	massagem	 estética,	 em	manobras	
clássicas,	como	deslizamento	profundo,	por	exemplo.
 
A	 bambuterapia	 foi	 criada	 por	 um	 fisioterapeuta	 francês	 chamado	 Gill	
Amsallem.	No	 14º	 Congresso	 Internacional	 de	 Estética,	 em	 agosto	 de	 2006,	 no	
Rio	de	Janeiro,	ele	apresentou	essa	técnica,	e	teve	grande	sucesso	nas	clínicas	de	
estética	e	spas	do	Brasil.
Também	conhecida	como	Bamboo Massage,	consiste	num	jogo	de	bambus,	
de	 diferentes	 tamanhos,	 como	mostra	 a	 figura	 abaixo,	 onde	 você	 poderá	 criar	
diferentes	protocolos	dentro	da	massagem	clássica.
FIGURA 41 – BAMBUS DE DIFERENTES TAMANHOS
FONTE: Disponível em: <http://www.fisiofernandes.com.br/kit-
bambu-com-12-pecas-lixado.html#.VNlK5CjM7N4>. Acesso em: 20 
jan. 2014.
IMPORTANT
E
UNIDADE 3 | TRATAMENTOS OFERECIDOS POR SPA, CONCEITOS, APLICAÇÃO E TERAPIAS ATUAIS NA ÁREA
206
8 APLICAÇÃO DA TÉCNICA
Os	 bambus	 possuem	 diferentes	 tamanhos	 e	 diâmetros,	 eles	 podem	 ser	
vistos	como	mais	uma	alternativa	de	complementar	uma	massagem;	podem	ser	
usados	tanto	na	massagem	facial	 (Figura	42)	como	também	na	corporal.	Cabe	a	
você	se	identificar	e	escolher	qual	técnica	manual	irá	substituir	pelo	bambu.	
Normalmente,	se	utiliza	o	bambu	para	técnicas	de	relaxamento	alternando	
com	a	massagem	manual.	A	sensação	é	prazerosa	e	diferente

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