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Normas Constitucionais

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NORMAS CONSTITUCIONAIS
IZABELLA F. REIS - 3° PERÍODO 2021/01 - PROFESSOR: CHRISTIANO LACERDA
Conceito.
Normas constitucionais são conceituadas como enunciados jurídicos, caracterizadas por sua superioridade hierárquica, natureza da linguagem, conteúdo específico e caráter político. 
Classificação quanto ao conteúdo.
As normas constitucionais classificadas quanto ao conteúdo são as normas material e/ou formalmente constitucionais. Sendo assim, a primeira refere-se aos conteúdos constitucionais mesmo fora do corpo constitucional. Já a outra classificação refere-se à forma de ingresso da norma, mesmo que não tenha matéria constitucional. 
As normas jurídicas que disponham sobre matéria constitucional são classificadas como normas material e formalmente constitucionais, tal como o art. 5º da CF/88. 
Classificação quanto à finalidade.
Quanto à finalidade, são classificadas em normas constitucionais de organização, definidoras de direitos ou programáticas.
A primeira classificação tem por objeto imediato a organização do exercício do poder político, subdivididas em: estrutura, competência e técnicas. Já as normas constitucionais definidoras de direito, têm por objeto imediato, a definição de direitos fundamentais. Por fim, as normas programáticas são as cuja objeto imediato restabelecimento de 
serviços públicos a ser alcançados pelo estado e sociedade sem especificação dos meios para obtenção das finalidades.
Classificação quanto à eficácia e aplicabilidade.
Por conseguinte, a aplicabilidade é referente a realizabilidade, enquanto que, a eficácia é relativa à potencialidade. As normas constitucionais quanto à eficácia e aplicabilidade, estão sujeitas a classificação bipartida, tripartida e quadripartida.
A classificação bipartida, estabelece a diferenciação entre as normas constitucionais auto aplicáveis e não aplicáveis ,a partir da realidade ou não da interposição do legislador ordinário. 
A classificação tripartida, considera que todas as normas constitucionais são providas de eficácia por estarem no texto constitucional, diferenciando-se em eficácia plena, as que dispõem de aplicabilidade direta, imediata e integral; eficácia contida dispõem de aplicabilidade direta, imediata e integral; e a eficácia limitada não são providas de aplicabilidade direta e imediata, vez que carecem de regulamentação para tornarem-se aplicáveis.
A classificação quadripartida, leva em consideração que a maneira de se modificar as constitucionais não é igual, sendo assim diversificam-se em: Eficácia absoluta consistem em normas intangíveis; eficácia plena, eficácia relativa restringível e eficácia relativa complementável correspondem às normas constitucionais de eficácia plena, contida e limitada sobre as quais versa a classificação tríplice, respectivamente. 
Classificação quanto à estrutura.
As normas constitucionais, quanto à estrutura, são divididas em regras e princípios, com fundamento em cinco critérios: conteúdo, origem, efeito, forma de aplicação e função. 
Quanto ao conteúdo, os princípios contêm previsão de um valor fundamental na ordem jurídica, genérico, já as regras prescrição de uma conduta entre sujeitos, ou seja, uma obrigação, permissão ou proibição. 
Quanto à origem, a validade dos princípios decorre do seu próprio conteúdo, ao passo que a validade das regras deflui de outras regras, em virtude da sua produção em conformidade com o ordenamento constitucional.
 Quanto aos efeitos, a eficácia das regras é delimitada pelo enunciado, ao passo que a eficácia dos princípios é relativamente indeterminada na ordem jurídica. 
Quanto à forma de aplicação, as regras incidem sobre o conceito dos fatos descritos nos seus antecedentes normativos, ao passo que os princípios não comportam a subsunção.
Quanto à função no ordenamento jurídico, os princípios são multifuncionais, ao passo que as regras são unifuncionais, porquanto aqueles são destinados especialmente às atividades produtiva, interpretativa e aplicativa destas, de forma a sistematizar o Direito Constitucional.
Por fim, as regras são as normas que exigem um cumprimento pleno, se é válida então é obrigatório seu enunciado, contendo determinação no campo fático e jurídico. Já os princípios, são mandados genéricos, caracterizam-se por poder ser cumpridos em diversos graus e aplicado por meio de ponderação. 
· Regras constitucionais. 
Refere-se aos enunciados normativos, com baixo grau de abstração e generalidade, que descreve situações fáticas e prescreve condutas intersubjetivas, sujeitas a três classificações:
As regras constitucionais sob a análise da realização do fato descrito no antecedente normativo, subdivididas em abstratas, antecedente descreve um fato de possível ocorrência no futuro, concretas, cujo antecedente descreve fato ocorrido no passado. 
Sob o ponto de vista da individualização do sujeito cuja conduta é regulada pelo consequente normativo, subclassificadas em gerais, prescreve conduta de pessoas indeterminadas, e individuais, prescrição de conduta de pessoas individualizadas. 
Tendo em vista o objeto imediato da regra jurídica, regulam a estrutura, modo pelo qual outra regra jurídica é criada, modificada ou extinta; e a conduta, regulação de comportamentos interpessoais. 
· Princípios constitucionais: 
Extraídos dos enunciados normativos, com elevado grau de abstração e generalidade, preveem valores que influenciam a ordem jurídica, com a finalidade de informar as atividades produtivas, interpretativas e aplicativas das regras.Recobertos de duas modalidades principais de eficácia jurídica, negativa, impossibilitando que sejam praticados atos; e positiva, autorizando atos. 
São revestidos de nove características, a saber: abertura, pelo sistema axiológico; pluralidade, dispersos pelo texto constitucional; unidade, estrutura sistêmica e coerência interna; equilíbrio, reciprocamente implicados; hierarquia, axiológica; polaridade, revisitados a partir da sua própria contrariedade; analogia, revelados por dedução ou indução; historicidade, são duradouros; e interdisciplinaridade, não são objeto exclusivo da Ciência do Direito Constitucional.
· Princípios constitucionais fundamentais: 
São sínteses das normas constitucionais, podendo ser direta ou indiretamente reconduzidas com o objetivo de organizar o Estado, formando o trinômio de atributos essenciais: democracia, república e federação. 
O princípio democrático é pertinente aos regimes políticos, o princípio republicano é referente às formas de governo, o princípio federativo é relativo às formas de estado.
· Princípios constitucionais gerais:
São desdobramentos dos princípios fundamentais, que são irradiados pelo ordenamento constitucional, com o objeto de limitar o poder imanente ao Estado, sendo eles a legalidade, igualdade, a inafastabilidade do controle judicial e o devido processo legal.
O princípio da legalidade, em conformidade com os arts. 5º, inc. II, e 37, caput, da CF/88, consiste na subordinação das pessoas, órgãos e entidades aos preceitos emanados do Poder Legislativo.
O princípio da igualdade, em concordância com os arts. 3º, inc. III, 5º, caput e incs. I e XIII, 7º, incs. XXX a XXXII, 14, caput, 37, incs. I e II, 226, § 5º, e 227, § 6º, da CF/88, corresponde à inadmissibilidade de diferenciações arbitrárias, exteriorizadas sob a forma de discriminação ou privilégio.
O princípio da inafastabilidade do controle judicial, com fundamento nos arts. 5º, inc. XXXV, e 217, § 1º, da CF/88, denomina a tutela jurisdicional adequada, efetiva e tempestiva das necessidades de Direito Material, por intermédio da preordenação das medidas necessárias à realização das pretensões deduzidas em juízo ou tribunal.
Por fim, o princípio do devido processo legal com fulcro no art. 5º, inc. LIV, da CF/88, designa o critério de aferição da validade dos atos oriundos do Poder Público, revestido de conteúdo dúplice, conforme seja investigado sob o ângulo processual ou substancial.

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