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CRIMES EM ESPECIE AOL1

Conjunto de questões sobre crimes em espécie (incolumidade e saúde pública), com trechos jornalísticos e itens de verdadeiro/falso e múltipla escolha sobre explosão, incêndio, charlatanismo, tipicidade, forma, tentativa e aumento de pena.

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Questões resolvidas

Leia o trecho a seguir. “O Juízo da comarca de Francisco Sá [...] acolheu pedido do Ministério Público de Minas Gerais [...] e condenou seis integrantes de uma organização criminosa envolvida em explosões a caixas eletrônicos [...]. Ao analisar os elementos processuais, a Justiça entendeu haver muitas provas da prática, por cada um dos integrantes do grupo, dos delitos de organização criminosa, explosão com fim de obtenção de vantagem pecuniária, roubo qualificado e latrocínio tentado contra diversas vítimas, motivo pelo qual a condenação individual superou a faixa dos 30 anos de pena privativa de liberdade [...].” Fonte: MPMG obtém condenação a penas de mais de 30 anos para integrantes de organização criminosa envolvida em explosões de caixas eletrônicos. Notícias. Publicado em 22/01/2019. Diretoria de Imprensa da Superintendência de Comunicação Integrada do Ministério Público de Minas Gerais. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2020.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a incolumidade pública, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
I. ( ) O STJ não admite a incidência do princípio da consunção quando a explosão ocorrida durante o furto expuser a integridade física e o patrimônio de outrem a perigo concreto.
II. ( ) O crime de explosão é de forma livre, ante o fato de que o tipo objetivo deixa explicitamente de indicar a maneira pela qual a explosão poderá ser praticada.
III. ( ) As penas cominadas para o crime de explosão serão aumentadas de 1/3 se for cometido com o intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio.
IV. ( ) Se para o crime de explosão for utilizada pólvora em vez de dinamite, a pena cominada será a mesma, com a diferença de que se exclui a aplicação de multa nesse caso.
0. V, V, V, F.
1. V, F, V, F.
2. F, F, V, V.
3. V, V, F, F.
4. F, V, F, V.

Regiane, cansada e exausta pelos sucessivos defeitos de seu velho carro de mais de 20 anos de fabricação, levou-o até um lugar ermo, desabitado e consideravelmente distante, ateando fogo nele em seguida, de modo que pudesse dele se livrar mais rapidamente.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os crimes contra a incolumidade pública, pode-se afirmar que:
0. o fato é atípico, porque o fato não ocasionou perigo comum e concreto.
1. o fato é típico, porque Regiane causou incêndio que expôs a risco sua vida.
2. o fato é atípico, porque Regiane era proprietária da coisa incendiada.
3. Regiane cometeu o crime de incêndio na modalidade culposa.
4. Regiane cometeu o crime de incêndio em sua forma qualificada.

Leia o trecho a seguir. “O MMS [...], que é feito à base de um composto químico, dióxido de cloro, não é autorizado pela Anvisa para ser usado como remédio. Médicos afirmam que a substância, usada em alguns produtos de limpeza, é prejudicial à saúde. No entanto, frequentadores da paróquia da zona leste dão curso sobre como usar a substância para se curar de várias doenças, incluindo coronavírus. Ali, fala-se que, em dois dias, infectados com a doença, que já matou mais de 118 mil pessoas no Brasil, são curados em dois dias. As indicações acontecem durante aulas de naturopatia [...], com apoio e presença do padre Antônio Luiz Marchioni [...]. Fonte: RODRIGUES, Arthur. Em paróquia de SP, substância proibida é indicada para cura do coronavírus em até dois dias. Folha de São Paulo. Publicado em 28/08/2020.
Considerando essas informações e os conteúdos estudados sobre os crimes contra a saúde pública, analise as afirmativas a seguir:
I. A situação enseja a hipótese de crime de charlatanismo.
II. Essa hipótese típica não prevê a modalidade culposa.
III. Trata-se de delito de forma livre.
IV. A conduta retratada é unisubssitente e, por isso, incabível a tentativa.
0. II e III.
1. II, III e IV.
2. I e II.
3. III e IV.
4. I, II e III.

No dia 21 de janeiro de 1986, [...] em Brasília, um bebê foi levado da mãe [...] e passou 16 anos desaparecido, até ser localizado em Goiânia, em 2002, vivendo como filho de Vilma Martins Costa, com o nome Osvaldo Martins Borges. [...] Em 2002, o episódio ficou conhecido como caso Pedrinho, em referência ao nome que os pais verdadeiros escolheram. [...] no dia 26 de agosto [de 2003], o GLOBO noticiou a sentença (...) por subtração, falsificação de documentos [...] e simulação de parto.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra o estado de filiação, pode-se afirmar que Vilma, ao ser condenada por simulação de parto e registro de filho alheio como próprio, incorreu em crime:
0. que admite exclusão de tipicidade por erro de tipo e de proibição.
1. que exclui a possibilidade de concessão de perdão judicial.
2. de ação penal pública incondicionada e que exclui a modalidade tentada.
3. Incorreta: que admite tanto a modalidade dolosa como a modalidade culposa.
4. que dispensa o elemento subjetivo especial em suas modalidades.

Leia o trecho a seguir. “[...] Segundo o Exército, a repressão ao porte ilegal do spray ‘é responsabilidade da Polícia Federal’. Mas a PF não tem dados sobre apreensão de spray de pimenta e diz que são as polícias estaduais que devem reprimir o uso ilegal. Quem for pego com o spray pode ter problemas. De acordo com o advogado criminalista Tales Castelo Branco, o Código Penal prevê que ‘expor a perigo a vida e a integridade física de outrem, usando de gás tóxico ou asfixiante’ pode levar a pena de um a quatro anos e multa. Só o porte, pena de dois anos.” Fonte: VIEIRA, William, Ilegal, spray de pimenta ganha lugar em bolsa feminina. Folha de São Paulo. Publicado em 26/12/2008.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os crimes contra a incolumidade pública, pode-se afirmar que o crime de uso de gás tóxico ou asfixiante:
0. admite as modalidades dolosa e culposa, excluindo a tentativa, por se tratar doutrinariamente de crime unissubsistente.
1. resta configurado na hipótese de o autor desejar expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa específica.
2. deve provocar a morte da vítima para que fique demonstrado o perigo concreto e, assim, tipificar a conduta.
3. foi tacitamente revogado pela Lei dos Crimes Ambientais, permanecendo em vigor, no entanto, em relação a uma modalidade.
4. abrange também o uso de gás lacrimogêneo, já que este é gás idôneo para provocar perigo concreto à integridade de terceiros.

Roberto, engenheiro civil responsável pela construção de um prédio de apartamentos na zona leste de São Paulo, não solucionou prontamente (podendo fazê-lo) alguns problemas estruturais constatados na edificação, planejando resolvê-los em momento posterior. Dias depois, houve o desabamento da construção, o que pôs em perigo um número indeterminado de trabalhadores da obra, vizinhos da construção e transeuntes que passavam pelo local no momento do acidente.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os crimes contra a incolumidade pública, pode-se afirmar que o crime de desabamento cometido por Roberto foi praticado por omissão, porque ele:
0. tinha vontade e consciência de causar o perigo comum ao se omitir.
1. teve vontade consciente de omitir as falhas de seus superiores.
2. tinha o dever jurídico de evitar o resultado pelo cargo que ocupa.
3. agiu de forma negligente, imprudente, sem perícia e sem assumir o risco.
4. deixou de assumir o risco de causar um acidente de perigo concreto.

Sebastião, funcionário encarregado de vistoria em barragem de minérios, acaba deixando uma brecha nela para ser consertada no mês seguinte. Cinco dias depois, ocorre o rompimento da barragem, do qual resulta inundação de toda a cidade.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a incolumidade pública, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I. Sebastião responderá pelo crime de inundação, na modalidade comissiva por omissão. Porque: II. Sendo garante, assumiu a possibilidade de inundação e o risco do resultado. A seguir, assinale a alternativa correta:
0. As asserções I e II são proposições falsas.
1. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
2. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
3. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
4. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

Anaide, proprietária de uma farmácia, com o intuito de auferir lucro, adquiriu de Mariana, comerciante de diversas marcas de produtos de beleza, produtos cosméticos adulterados, colocando-os à venda em prateleiras de seu estabelecimento.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a saúde pública, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I. As condutas de Anaide e Mariana são atípicas, deixando de ser punidas pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Porque: II. Os produtos adulterados se destinavam a fins distintos daqueles tidos como terapêuticos ou medicinais. A seguir, assinale a alternativa correta:
0. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
1. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
2. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
3. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
4. As asserções I e II são proposições falsas.

Nielsi, professora brasileira, foi flagrada retornando ao país, após sua primeira viagem de férias aos Estados Unidos, portando medicamentos anestésicos sem o devido registro no órgão brasileiro de vigilância sanitária competente para tanto.
Considerando essas informações e os conteúdos estudados sobre os crimes contra a saúde pública, analise as afirmativas a seguir:
I. Se for pequena a quantidade de medicamentos e destinada a uso próprio, existem fundamentos que autorizam a aplicação do princípio da insignificância no caso.
II. Pelo princípio da proporcionalidade, admite-se, segundo o STJ, a aplicação da pena prevista para o crime de tráfico de drogas para o crime de Nielsi.
III. Nessa hipótese, é vedada, segundo o STJ, a aplicação da minorante do tráfico privilegiado, mesmo com aplicação da pena de tráfico para Nielsi.
IV. A situação descrita prescinde da tutela penal, uma vez que a falta de registro dos medicamentos já implica a responsabilidade administrativa de Nielsi.
0. III e IV.
1. I, III e IV.
2. I, II e IV.
3. I e II.
4. II e III.

Leia o trecho a seguir: “[...] O [edifício] Palace 2 teve dois desmoronamentos: o primeiro ocorreu às 3h do dia 22 de fevereiro de 1998, com a queda das colunas 1 e 2 do prédio, onde havia 44 apartamentos, matando oito pessoas. No dia 24 de fevereiro, a prefeitura anunciou a implosão do edifício, mas antes da execução, marcada para cinco dias depois, ocorreu novo desmoronamento, por volta das 13h do dia 27, destruindo 22 apartamentos. A implosão foi feita às 12h de 28 de fevereiro de 1998 e pôs abaixo a totalidade do prédio, que tinha 176 apartamentos [...].” Fonte: NITAHARA, Akemi. Vinte anos após desmoronamento, vítimas do Palace 2 ainda não foram indenizadas. Agência Brasil. Rio de Janeiro. Publicado em 22/02/2018. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2020.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a incolumidade pública, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
I. ( ) O sujeito ativo ou autor do crime de desabamento (art. 256 do Código Penal) será o engenheiro responsável pela construção do imóvel.
II. ( ) O desabamento ou desmoronamento parcial não descaracteriza o crime, desde que decorra perigo comum e concreto a partir da conduta do autor.
III. ( ) Em caso de utilização de explosivo para causar o desabamento ou desmoronamento, haverá o crime de explosão (art. 251 do Código Penal).
IV. ( ) O crime de desabamento ou desmoronamento consuma-se com a produção do resultado morte ou lesão corporal de um número indeterminado de pessoas.
0. V, F, V, F.
1. F, V, V, F.
2. F, F, V, V.
3. F, V, F, V.
4. V, V, F, F

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Questões resolvidas

Leia o trecho a seguir. “O Juízo da comarca de Francisco Sá [...] acolheu pedido do Ministério Público de Minas Gerais [...] e condenou seis integrantes de uma organização criminosa envolvida em explosões a caixas eletrônicos [...]. Ao analisar os elementos processuais, a Justiça entendeu haver muitas provas da prática, por cada um dos integrantes do grupo, dos delitos de organização criminosa, explosão com fim de obtenção de vantagem pecuniária, roubo qualificado e latrocínio tentado contra diversas vítimas, motivo pelo qual a condenação individual superou a faixa dos 30 anos de pena privativa de liberdade [...].” Fonte: MPMG obtém condenação a penas de mais de 30 anos para integrantes de organização criminosa envolvida em explosões de caixas eletrônicos. Notícias. Publicado em 22/01/2019. Diretoria de Imprensa da Superintendência de Comunicação Integrada do Ministério Público de Minas Gerais. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2020.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a incolumidade pública, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
I. ( ) O STJ não admite a incidência do princípio da consunção quando a explosão ocorrida durante o furto expuser a integridade física e o patrimônio de outrem a perigo concreto.
II. ( ) O crime de explosão é de forma livre, ante o fato de que o tipo objetivo deixa explicitamente de indicar a maneira pela qual a explosão poderá ser praticada.
III. ( ) As penas cominadas para o crime de explosão serão aumentadas de 1/3 se for cometido com o intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio.
IV. ( ) Se para o crime de explosão for utilizada pólvora em vez de dinamite, a pena cominada será a mesma, com a diferença de que se exclui a aplicação de multa nesse caso.
0. V, V, V, F.
1. V, F, V, F.
2. F, F, V, V.
3. V, V, F, F.
4. F, V, F, V.

Regiane, cansada e exausta pelos sucessivos defeitos de seu velho carro de mais de 20 anos de fabricação, levou-o até um lugar ermo, desabitado e consideravelmente distante, ateando fogo nele em seguida, de modo que pudesse dele se livrar mais rapidamente.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os crimes contra a incolumidade pública, pode-se afirmar que:
0. o fato é atípico, porque o fato não ocasionou perigo comum e concreto.
1. o fato é típico, porque Regiane causou incêndio que expôs a risco sua vida.
2. o fato é atípico, porque Regiane era proprietária da coisa incendiada.
3. Regiane cometeu o crime de incêndio na modalidade culposa.
4. Regiane cometeu o crime de incêndio em sua forma qualificada.

Leia o trecho a seguir. “O MMS [...], que é feito à base de um composto químico, dióxido de cloro, não é autorizado pela Anvisa para ser usado como remédio. Médicos afirmam que a substância, usada em alguns produtos de limpeza, é prejudicial à saúde. No entanto, frequentadores da paróquia da zona leste dão curso sobre como usar a substância para se curar de várias doenças, incluindo coronavírus. Ali, fala-se que, em dois dias, infectados com a doença, que já matou mais de 118 mil pessoas no Brasil, são curados em dois dias. As indicações acontecem durante aulas de naturopatia [...], com apoio e presença do padre Antônio Luiz Marchioni [...]. Fonte: RODRIGUES, Arthur. Em paróquia de SP, substância proibida é indicada para cura do coronavírus em até dois dias. Folha de São Paulo. Publicado em 28/08/2020.
Considerando essas informações e os conteúdos estudados sobre os crimes contra a saúde pública, analise as afirmativas a seguir:
I. A situação enseja a hipótese de crime de charlatanismo.
II. Essa hipótese típica não prevê a modalidade culposa.
III. Trata-se de delito de forma livre.
IV. A conduta retratada é unisubssitente e, por isso, incabível a tentativa.
0. II e III.
1. II, III e IV.
2. I e II.
3. III e IV.
4. I, II e III.

No dia 21 de janeiro de 1986, [...] em Brasília, um bebê foi levado da mãe [...] e passou 16 anos desaparecido, até ser localizado em Goiânia, em 2002, vivendo como filho de Vilma Martins Costa, com o nome Osvaldo Martins Borges. [...] Em 2002, o episódio ficou conhecido como caso Pedrinho, em referência ao nome que os pais verdadeiros escolheram. [...] no dia 26 de agosto [de 2003], o GLOBO noticiou a sentença (...) por subtração, falsificação de documentos [...] e simulação de parto.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra o estado de filiação, pode-se afirmar que Vilma, ao ser condenada por simulação de parto e registro de filho alheio como próprio, incorreu em crime:
0. que admite exclusão de tipicidade por erro de tipo e de proibição.
1. que exclui a possibilidade de concessão de perdão judicial.
2. de ação penal pública incondicionada e que exclui a modalidade tentada.
3. Incorreta: que admite tanto a modalidade dolosa como a modalidade culposa.
4. que dispensa o elemento subjetivo especial em suas modalidades.

Leia o trecho a seguir. “[...] Segundo o Exército, a repressão ao porte ilegal do spray ‘é responsabilidade da Polícia Federal’. Mas a PF não tem dados sobre apreensão de spray de pimenta e diz que são as polícias estaduais que devem reprimir o uso ilegal. Quem for pego com o spray pode ter problemas. De acordo com o advogado criminalista Tales Castelo Branco, o Código Penal prevê que ‘expor a perigo a vida e a integridade física de outrem, usando de gás tóxico ou asfixiante’ pode levar a pena de um a quatro anos e multa. Só o porte, pena de dois anos.” Fonte: VIEIRA, William, Ilegal, spray de pimenta ganha lugar em bolsa feminina. Folha de São Paulo. Publicado em 26/12/2008.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os crimes contra a incolumidade pública, pode-se afirmar que o crime de uso de gás tóxico ou asfixiante:
0. admite as modalidades dolosa e culposa, excluindo a tentativa, por se tratar doutrinariamente de crime unissubsistente.
1. resta configurado na hipótese de o autor desejar expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa específica.
2. deve provocar a morte da vítima para que fique demonstrado o perigo concreto e, assim, tipificar a conduta.
3. foi tacitamente revogado pela Lei dos Crimes Ambientais, permanecendo em vigor, no entanto, em relação a uma modalidade.
4. abrange também o uso de gás lacrimogêneo, já que este é gás idôneo para provocar perigo concreto à integridade de terceiros.

Roberto, engenheiro civil responsável pela construção de um prédio de apartamentos na zona leste de São Paulo, não solucionou prontamente (podendo fazê-lo) alguns problemas estruturais constatados na edificação, planejando resolvê-los em momento posterior. Dias depois, houve o desabamento da construção, o que pôs em perigo um número indeterminado de trabalhadores da obra, vizinhos da construção e transeuntes que passavam pelo local no momento do acidente.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os crimes contra a incolumidade pública, pode-se afirmar que o crime de desabamento cometido por Roberto foi praticado por omissão, porque ele:
0. tinha vontade e consciência de causar o perigo comum ao se omitir.
1. teve vontade consciente de omitir as falhas de seus superiores.
2. tinha o dever jurídico de evitar o resultado pelo cargo que ocupa.
3. agiu de forma negligente, imprudente, sem perícia e sem assumir o risco.
4. deixou de assumir o risco de causar um acidente de perigo concreto.

Sebastião, funcionário encarregado de vistoria em barragem de minérios, acaba deixando uma brecha nela para ser consertada no mês seguinte. Cinco dias depois, ocorre o rompimento da barragem, do qual resulta inundação de toda a cidade.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a incolumidade pública, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I. Sebastião responderá pelo crime de inundação, na modalidade comissiva por omissão. Porque: II. Sendo garante, assumiu a possibilidade de inundação e o risco do resultado. A seguir, assinale a alternativa correta:
0. As asserções I e II são proposições falsas.
1. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
2. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
3. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
4. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.

Anaide, proprietária de uma farmácia, com o intuito de auferir lucro, adquiriu de Mariana, comerciante de diversas marcas de produtos de beleza, produtos cosméticos adulterados, colocando-os à venda em prateleiras de seu estabelecimento.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a saúde pública, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I. As condutas de Anaide e Mariana são atípicas, deixando de ser punidas pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Porque: II. Os produtos adulterados se destinavam a fins distintos daqueles tidos como terapêuticos ou medicinais. A seguir, assinale a alternativa correta:
0. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
1. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
2. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
3. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
4. As asserções I e II são proposições falsas.

Nielsi, professora brasileira, foi flagrada retornando ao país, após sua primeira viagem de férias aos Estados Unidos, portando medicamentos anestésicos sem o devido registro no órgão brasileiro de vigilância sanitária competente para tanto.
Considerando essas informações e os conteúdos estudados sobre os crimes contra a saúde pública, analise as afirmativas a seguir:
I. Se for pequena a quantidade de medicamentos e destinada a uso próprio, existem fundamentos que autorizam a aplicação do princípio da insignificância no caso.
II. Pelo princípio da proporcionalidade, admite-se, segundo o STJ, a aplicação da pena prevista para o crime de tráfico de drogas para o crime de Nielsi.
III. Nessa hipótese, é vedada, segundo o STJ, a aplicação da minorante do tráfico privilegiado, mesmo com aplicação da pena de tráfico para Nielsi.
IV. A situação descrita prescinde da tutela penal, uma vez que a falta de registro dos medicamentos já implica a responsabilidade administrativa de Nielsi.
0. III e IV.
1. I, III e IV.
2. I, II e IV.
3. I e II.
4. II e III.

Leia o trecho a seguir: “[...] O [edifício] Palace 2 teve dois desmoronamentos: o primeiro ocorreu às 3h do dia 22 de fevereiro de 1998, com a queda das colunas 1 e 2 do prédio, onde havia 44 apartamentos, matando oito pessoas. No dia 24 de fevereiro, a prefeitura anunciou a implosão do edifício, mas antes da execução, marcada para cinco dias depois, ocorreu novo desmoronamento, por volta das 13h do dia 27, destruindo 22 apartamentos. A implosão foi feita às 12h de 28 de fevereiro de 1998 e pôs abaixo a totalidade do prédio, que tinha 176 apartamentos [...].” Fonte: NITAHARA, Akemi. Vinte anos após desmoronamento, vítimas do Palace 2 ainda não foram indenizadas. Agência Brasil. Rio de Janeiro. Publicado em 22/02/2018. Disponível em: . Acesso em: 30 ago. 2020.
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a incolumidade pública, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
I. ( ) O sujeito ativo ou autor do crime de desabamento (art. 256 do Código Penal) será o engenheiro responsável pela construção do imóvel.
II. ( ) O desabamento ou desmoronamento parcial não descaracteriza o crime, desde que decorra perigo comum e concreto a partir da conduta do autor.
III. ( ) Em caso de utilização de explosivo para causar o desabamento ou desmoronamento, haverá o crime de explosão (art. 251 do Código Penal).
IV. ( ) O crime de desabamento ou desmoronamento consuma-se com a produção do resultado morte ou lesão corporal de um número indeterminado de pessoas.
0. V, F, V, F.
1. F, V, V, F.
2. F, F, V, V.
3. F, V, F, V.
4. V, V, F, F

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CRIMES EM ESPECIE AOL1 
1. Pergunta 1 
/0,1 
Leia o trecho a seguir. 
“O Juízo da comarca de Francisco Sá [...] acolheu pedido do Ministério Público de Minas 
Gerais [...] e condenou seis integrantes de uma organização criminosa envolvida em 
explosões a caixas eletrônicos [...]. Ao analisar os elementos processuais, a Justiça 
entendeu haver muitas provas da prática, por cada um dos integrantes do grupo, dos 
delitos de organização criminosa, explosão com fim de obtenção de vantagem 
pecuniária, roubo qualificado e latrocínio tentado contra diversas vítimas, motivo pelo 
qual a condenação individual superou a faixa dos 30 anos de pena privativa de 
liberdade [...].” 
Fonte: MPMG obtém condenação a penas de mais de 30 anos para integrantes de 
organização criminosa envolvida em explosões de caixas eletrônicos. Notícias. 
Publicado em 22/01/2019. Diretoria de Imprensa da Superintendência de 
Comunicação Integrada do Ministério Público de Minas Gerais. Disponível em: 
<https://www.mpmg.mp.br/comunicacao/noticias/mpmg-obtem-condenacao-a-
penas-de-mais-de-30-anos-para-integrantes-de-organizacao-criminosa-envolvida-em-
explosoes-de-caixas-eletronicos.htm>. Acesso em: 30 ago. 2020. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a 
incolumidade pública, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) 
verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s). 
I. ( ) O STJ não admite a incidência do princípio da consunção quando a explosão 
ocorrida durante o furto expuser a integridade física e o patrimônio de outrem a 
perigo concreto. 
II. ( ) O crime de explosão é de forma livre, ante o fato de que o tipo objetivo deixa 
explicitamente de indicar a maneira pela qual a explosão poderá ser praticada. 
III. ( ) As penas cominadas para o crime de explosão serão aumentadas de 1/3 se for 
cometido com o intuito de obter vantagem pecuniária em proveito próprio ou alheio. 
IV. ( ) Se para o crime de explosão for utilizada pólvora em vez de dinamite, a pena 
cominada será a mesma, com a diferença de que se exclui a aplicação de multa nesse 
caso. 
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Ocultar opções de resposta 
0. 
V, V, V, F. 
1. 
V, F, V, F. 
Resposta correta 
2. 
F, F, V, V. 
3. 
V, V, F, F 
4. 
F, V, F, V. 
2. Pergunta 2 
/0,1 
Regiane, cansada e exausta pelos sucessivos defeitos de seu velho carro de mais de 20 
anos de fabricação, levou-o até um lugar ermo, desabitado e consideravelmente 
distante, ateando fogo nele em seguida, de modo que pudesse dele se livrar mais 
rapidamente. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os crimes contra a 
incolumidade pública, pode-se afirmar que: 
Ocultar opções de resposta 
0. 
o fato é atípico, porque o fato não ocasionou perigo comum e concreto. 
Resposta correta 
1. 
o fato é típico, porque Regiane causou incêndio que expôs a risco sua 
vida. 
2. 
o fato é atípico, porque Regiane era proprietária da coisa incendiada. 
3. 
Regiane cometeu o crime de incêndio na modalidade culposa. 
4. 
Regiane cometeu o crime de incêndio em sua forma qualificada. 
3. Pergunta 3 
/0,1 
Leia o trecho a seguir. 
“O MMS [...], que é feito à base de um composto químico, dióxido de cloro, não é 
autorizado pela Anvisa para ser usado como remédio. Médicos afirmam que a 
substância, usada em alguns produtos de limpeza, é prejudicial à saúde. No entanto, 
frequentadores da paróquia da zona leste dão curso sobre como usar a substância para 
se curar de várias doenças, incluindo coronavírus. Ali, fala-se que, em dois dias, 
infectados com a doença, que já matou mais de 118 mil pessoas no Brasil, são curados 
em dois dias. As indicações acontecem durante aulas de naturopatia [...], com apoio e 
presença do padre Antônio Luiz Marchioni [...]. 
Fonte: RODRIGUES, Arthur. Em paróquia de SP, substância proibida é indicada para 
cura do coronavírus em até dois dias. Folha de São Paulo. Publicado em 28/08/2020. 
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2020/08/em-
paroquia-de-sp-substancia-proibida-e-indicada-para-cura-do-coronavirus-em-ate-
dois-dias.shtml>.Acesso em: 30 ago. 2020. 
Considerando essas informações e os conteúdos estudados sobre os crimes contra a 
saúde pública, analise as afirmativas a seguir: 
I. A situação enseja a hipótese de crime de charlatanismo. 
II. Essa hipótese típica não prevê a modalidade culposa. 
III. Trata-se de delito de forma livre. 
IV. A conduta retratada é unisubssitente e, por isso, incabível a tentativa. 
Está correto apenas o que se afirma em 
Ocultar opções de resposta 
0. 
II e III. 
1. 
II, III e IV. 
2. 
I e II. 
Resposta correta 
3. 
III e IV. 
4. 
I, II e III. 
4. Pergunta 4 
/0,1 
No dia 21 de janeiro de 1986, [...] em Brasília, um bebê foi levado da mãe [...] e passou 
16 anos desaparecido, até ser localizado em Goiânia, em 2002, vivendo como filho de 
Vilma Martins Costa, com o nome Osvaldo Martins Borges. [...] Em 2002, o episódio 
ficou conhecido como caso Pedrinho, em referência ao nome que os pais verdadeiros 
escolheram. [...] no dia 26 de agosto [de 2003], o GLOBO noticiou a sentença (...) por 
subtração, falsificação de documentos [...] e simulação de parto. Ainda em 2003, [em] 
outubro, Vilma recebeu outra pena, [...] também por registro de filho alheio como 
próprio, dessa vez de Roberta [...]”. 
Fonte: LIMARQUE, Gustavo Villela. “Pedrinho viveu com sequestradora que acreditava 
ser sua mãe por 16 anos”. O Globo. Publicado em: 30 mai. 2017. Disponível 
em:<https://acervo.oglobo.globo.com/em-destaque/pedrinho-viveu-com-
sequestradora-que-acreditava-ser-sua-mae-por-16-anos-
21412399#ixzz6WdV35KRqstest>. Acesso em 30 ago. 2020. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra o estado 
de filiação, pode-se afirmar que Vilma, ao ser condenada por simulação de parto e 
registro de filho alheio como próprio, incorreu em crime: 
Ocultar opções de resposta 
0. 
que admite exclusão de tipicidade por erro de tipo e de proibição. 
Resposta correta 
1. 
que exclui a possibilidade de concessão de perdão judicial. 
2. 
de ação penal pública incondicionada e que exclui a modalidade tentada. 
3. Incorreta: 
que admite tanto a modalidade dolosa como a modalidade culposa. 
4. 
que dispensa o elemento subjetivo especial em suas modalidades. 
5. Pergunta 5 
/0,1 
Leia o trecho a seguir. 
“[...] Segundo o Exército, a repressão ao porte ilegal do spray ‘é responsabilidade da 
Polícia Federal’. Mas a PF não tem dados sobre apreensão de spray de pimenta e diz 
que são as polícias estaduais que devem reprimir o uso ilegal. Quem for pego com o 
spray pode ter problemas. De acordo com o advogado criminalista Tales Castelo 
Branco, o Código Penal prevê que ‘expor a perigo a vida e a integridade física de 
outrem, usando de gás tóxico ou asfixiante’ pode levar a pena de um a quatro anos e 
multa. Só o porte, pena de dois anos.” 
Fonte: VIEIRA, William, Ilegal, spray de pimenta ganha lugar em bolsa feminina. Folha 
de São Paulo. Publicado em 26/12/2008. Disponível em: 
<https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2612200809.htm>. Acesso em: 30 
ago. 2020. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os crimes contra a 
incolumidade pública, pode-se afirmar que o crime de uso de gás tóxico ou asfixiante: 
Ocultar opções de resposta 
0. 
admite as modalidades dolosa e culposa, excluindo a tentativa, por se 
tratar doutrinariamente de crime unissubsistente. 
1. 
resta configurado na hipótese de o autor desejar expor a perigo a vida ou 
a saúde de pessoa específica. 
2. 
deve provocar a morte da vítima para que fique demonstrado o perigo 
concreto e, assim, tipificar a conduta. 
3. 
foi tacitamente revogado pela Lei dos Crimes Ambientais, permanecendo 
em vigor, no entanto, em relação a uma modalidade. 
Resposta correta 
4. 
abrange também o uso de gás lacrimogêneo, já que este é gás idôneo para 
provocar perigo concreto à integridadede terceiros. 
6. Pergunta 6 
/0,1 
Roberto, engenheiro civil responsável pela construção de um prédio de apartamentos 
na zona leste de São Paulo, não solucionou prontamente (podendo fazê-lo) alguns 
problemas estruturais constatados na edificação, planejando resolvê-los em momento 
posterior. Dias depois, houve o desabamento da construção, o que pôs em perigo um 
número indeterminado de trabalhadores da obra, vizinhos da construção e 
transeuntes que passavam pelo local no momento do acidente. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os crimes contra a 
incolumidade pública, pode-se afirmar que o crime de desabamento cometido por 
Roberto foi praticado por omissão, porque ele: 
Ocultar opções de resposta 
0. 
tinha vontade e consciência de causar o perigo comum ao se omitir. 
1. 
teve vontade consciente de omitir as falhas de seus superiores 
2. 
tinha o dever jurídico de evitar o resultado pelo cargo que ocupa. 
Resposta correta 
3. 
agiu de forma negligente, imprudente, sem perícia e sem assumir o risco. 
4. 
deixou de assumir o risco de causar um acidente de perigo concreto. 
7. Pergunta 7 
/0,1 
Sebastião, funcionário encarregado de vistoria em barragem de minérios, acaba 
deixando uma brecha nela para ser consertada no mês seguinte. Cinco dias depois, 
ocorre o rompimento da barragem, do qual resulta inundação de toda a cidade. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a 
incolumidade pública, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: 
I. Sebastião responderá pelo crime de inundação, na modalidade comissiva por 
omissão. 
Porque: 
II. Sendo garante, assumiu a possibilidade de inundação e o risco do resultado. 
A seguir, assinale a alternativa correta: 
Ocultar opções de resposta 
0. 
As asserções I e II são proposições falsas. 
1. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa 
correta da I.. 
Resposta correta 
2. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma 
justificativa correta da I. 
3. 
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
4. 
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
8. Pergunta 8 
/0,1 
Anaide, proprietária de uma farmácia, com o intuito de auferir lucro, adquiriu de 
Mariana, comerciante de diversas marcas de produtos de beleza, produtos cosméticos 
adulterados, colocando-os à venda em prateleiras de seu estabelecimento. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a saúde 
pública, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: 
I. As condutas de Anaide e Mariana são atípicas, deixando de ser punidas pelo crime de 
falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins 
terapêuticos ou medicinais. 
Porque: 
II. Os produtos adulterados se destinavam a fins distintos daqueles tidos como 
terapêuticos ou medicinais. 
A seguir, assinale a alternativa correta: 
Ocultar opções de resposta 
0. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa 
correta da I. 
1. 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma 
justificativa correta da I. 
2. 
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
3. 
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
4. 
As asserções I e II são proposições falsas. 
Resposta correta 
9. Pergunta 9 
/0,1 
Nielsi, professora brasileira, foi flagrada retornando ao país, após sua primeira viagem 
de férias aos Estados Unidos, portando medicamentos anestésicos sem o devido 
registro no órgão brasileiro de vigilância sanitária competente para tanto. 
Considerando essas informações e os conteúdos estudados sobre os crimes contra a 
saúde pública, analise as afirmativas a seguir: 
I. Se for pequena a quantidade de medicamentos e destinada a uso próprio, existem 
fundamentos que autorizam a aplicação do princípio da insignificância no caso. 
II. Pelo princípio da proporcionalidade, admite-se, segundo o STJ, a aplicação da pena 
prevista para o crime de tráfico de drogas para o crime de Nielsi. 
III. Nessa hipótese, é vedada, segundo o STJ, a aplicação da minorante do tráfico 
privilegiado, mesmo com aplicação da pena de tráfico para Nielsi. 
IV. A situação descrita prescinde da tutela penal, uma vez que a falta de registro dos 
medicamentos já implica a responsabilidade administrativa de Nielsi. 
Está correto apenas o que se afirma em 
Ocultar opções de resposta 
0. 
III e IV. 
1. 
I, III e IV. 
2. 
I, II e IV. 
3. 
I e II. 
Resposta correta 
4. 
II e III. 
10. Pergunta 10 
/0,1 
Leia o trecho a seguir: 
“[...] O [edifício] Palace 2 teve dois desmoronamentos: o primeiro ocorreu às 3h do dia 
22 de fevereiro de 1998, com a queda das colunas 1 e 2 do prédio, onde havia 44 
apartamentos, matando oito pessoas. No dia 24 de fevereiro, a prefeitura anunciou a 
implosão do edifício, mas antes da execução, marcada para cinco dias depois, ocorreu 
novo desmoronamento, por volta das 13h do dia 27, destruindo 22 apartamentos. A 
implosão foi feita às 12h de 28 de fevereiro de 1998 e pôs abaixo a totalidade do 
prédio, que tinha 176 apartamentos [...].” 
Fonte: NITAHARA, Akemi. Vinte anos após desmoronamento, vítimas do Palace 2 ainda 
não foram indenizadas. Agência Brasil. Rio de Janeiro. Publicado em 22/02/2018. 
Disponível em: <https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-02/vinte-anos-
apos-desmoronamento-vitimas-do-palace-2-ainda-nao-foram-indenizadas>. Acesso 
em: 30 ago. 2020. 
Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre crimes contra a 
incolumidade pública, analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) 
verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s). 
I. ( ) O sujeito ativo ou autor do crime de desabamento (art. 256 do Código Penal) será 
o engenheiro responsável pela construção do imóvel. 
II. ( ) O desabamento ou desmoronamento parcial não descaracteriza o crime, desde 
que decorra perigo comum e concreto a partir da conduta do autor. 
III. ( ) Em caso de utilização de explosivo para causar o desabamento ou 
desmoronamento, haverá o crime de explosão (art. 251 do Código Penal). 
IV. ( ) O crime de desabamento ou desmoronamento consuma-se com a produção do 
resultado morte ou lesão corporal de um número indeterminado de pessoas. 
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Ocultar opções de resposta 
0. 
V, F, V, F. 
1. 
F, V, V, F. 
Resposta correta 
2. 
F, F, V, V. 
3. 
F, V, F, V. 
4. 
V, V, F, F

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