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TÉCNICO 
ADMINISTRAÇÃO 
SUMÁRIO 
 
 
 
Professor Flávio Jácome 
 
Gestão Ambiental Pág 01 a 13 
Métodos Quantitativos Aplicados à Administração Pág 14 a 27 
Sistemas Econômicos Pág 28 a 42 
Processos e Operações Contábeis I Pág 43 a 55 
 
 
 
Professora Ana Maria Magalhães 
 
Gestão Empresarial I Pág 056 a 65 
Informática Aplicada Pág 067 a 85 
Empreendedorismo Pág 086 a 103 
Português Instrumental Pág 104 a 115 
 
 
 
 
 
 
 
 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS 
 
BOAS VINDAS 
 
Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! 
Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 
2021 promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos 
professores, colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. 
Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes 
ferramentas e recursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto 
de atividades organizadas em componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles 
serão enviados a cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes 
curriculares. 
Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de 
comunicação como o APP Conexão 2.0. 
Espero que você esteja disposto a aprender muito. 
 
ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS 
 
Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão 
suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos 
para nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e 
aulas que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão 
apresentados e em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. 
Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua 
residência e/ou internet. 
É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no 
cumprimento das atividades. 
Contamos com a sua valiosa colaboração! 
 
DICA PARA O ALUNO 
 
Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar 
a propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar 
continuidade ao seu aprendizado. 
Seguem algumas dicas para te ajudar: 
 
a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; 
b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; 
c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. 
Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: GESTÃO AMBIENTAL 
PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8 
 
1
 
 
EIXO TEMÁTICO: Gestão e Negócios 
TEMA/TÓPICO(S): Conceito, objetivo e finalidade. 
HABILIDADE(S): Explicar conceitos técnicos com estratégicas interpretativas e 
argumentativas; inferir o significado de palavras e expressões usados na prática profissional; 
justificar e contextualizar parte dos textos e outros materiais. 
CONTEÚDOS RELACIONADOS: Associação de outros termos técnicos mantendo a 
interdisciplinaridade com as outras disciplinas do Curso Técnico em Administração; práticas 
profissionais. 
INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em 
Administração 
 
REFERÊNCIAS: 
ANDRADE, R.O.B., TACHIZAWA, T. e CARVALHO, A.B. Gestão Ambiental: enfoque 
estratégico aplicado desenvolvimento sustentável. São Paulo: Makron Books, 2000. 
BARBIERI, José Carlos. Gestão Ambiental Empresarial: conceitos, modelos, instrumentos. 
São Paulo: Saraiva, 2004. 
DEMAJOROVIC, Jacques. Sociedade de risco e responsabilidade socioambiental. São Paulo: 
Senac, 2000. 
DONDIRE, Denis. Gestão Ambiental na Empresa. 2 ª. ed. São Paulo: Atlas, 1999. 
FEIGENBAUM, A. V. Controle da Qualidade Total. São Paulo, Makron Bookms, 1994. 
MOREIRA, Naria Suely. Estratégia e Implantação do Sistema de Gestão Ambiental. 2 ª.ed. Rio 
de Janeiro: EDG, 2001. 
REIS, Luiz Filipe Sousa Dias. Gestão Ambiental em pequenas e médias empresas. Rio de 
Janeiro: Qualitymark, 2002. 
VITERBOJK, Enio. Sistema integral de gestão ambiental. São Paulo: Aquariana: 1998. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
Gestão ambiental é um sistema de administração empresarial que dá ênfase na 
sustentabilidade. Desta forma, a gestão ambiental visa o uso de práticas e métodos 
administrativos que reduzir ao máximo o impacto ambiental das atividades econômicas nos 
recursos da natureza. 
 
A adoção de gestão ambiental é importante para uma empresa por diversos motivos. Em 
primeiro lugar porque ela associa sua imagem ao da preservação ambiental, melhorando no 
mercado as imagens das marcas de seus produtos. Empresas que adotam este sistema 
conseguem reduzir seus custos, evitando desperdícios e reutilizando materiais que antes 
eram descartados. Empresas com gestão ambiental melhoram suas relações comerciais 
com outras empresas que também seguem estes princípios. 
 
 
 
 
2
 
 
 SEMANA 1 
 
INTRODUÇÃO 
A incorporação da variável ambiental dentro da gestão empresarial se tem convertido em 
uma necessidade inexplicável para aquelas empresas que não queriam atuar e cumprir 
com as obrigações perante a sociedade. 
Esta incorporação se desenvolve eficientemente mediante a inclusão junto ao sistema de 
gestão geral da empresa, conhecida como Sistema de Gestão Ambiental, que deve 
instrumentar – se mediante os meios e estruturas necessárias para que não fique só como 
uma mera declaração de intenções. Neste contexto, este artigo trata: 
 do desenvolvimento econômico em relação ao meio ambiente; 
 a responsabilidade ambiental da empresa; 
 desenvolvimento sustentável; 
 gestão ambiental; 
 impacto ambiental; 
 benefícios da gestão ambiental; 
 sistema de gestão ambiental e 
 dos padrões internacionais de gestão ambiental como: ISO 14000, BS 7750 e EMAS. 
 
Desenvolvimento econômico em relação ao meio ambiente 
 
Os avanços ocorridos na área ambiental quanto aos instrumentos técnicos, políticos e 
legais, principais atributos para a construção da estrutura de uma política de meio 
ambiente, são inegáveis e inquestionáveis. Nos últimos anos, saltos quantitativos foram 
dados, em especial no que se refere à consolidação de práticas e formulação de diretrizes 
que tratam a questão ambiental de forma sistêmica e integrada. 
Neste sentido, o desenvolvimento da tecnologia deverá ser orientado para metas de 
equilíbrio com a natureza e de incremento da capacidade de inovação dos países em 
desenvolvimento, e o programa será atendido como fruto de maior riqueza, maior benefício 
social equitativo e equilíbrio ecológico. Meyer (2000) enfoca que, para esta ótica, o 
conceito de desenvolvimento sustentável apresenta pontos básicos que devem considerar, 
de maneira harmônica: 
 o crescimento econômico, maior percepção com os resultados sociais de correntes e 
 equilíbrio ecológico na utilização dos recursos naturais. 
 
Assume-se que as reservas naturais são finitas, e que as soluções ocorrem através de 
tecnologias mais adequadas ao meio ambiente. 
 
Deve-se atender às necessidades básicas usando o princípio da reciclagem. 
 
 
 
 
 
3
 
 
Parte-se do pressuposto de que haverá uma maior descentralização, que a pequena 
escala será prioritária, que haverá uma maior participação dos segmentos sociais 
envolvidos, e que haverá prevalescência de estruturas democráticas. 
A forma de viabilizar com equilíbrio todas essas características é o grande desafio a 
enfrentar nestes tempos. Nestesentido, Donaire (1999) diz que o retorno do investimento, 
antes, entendido simplesmente como lucro e enriquecimento de seus acionistas, ora em 
diante, passa, fundamentalmente, pela contribuição e criação de um mundo sustentável. 
Estes processos de produção de conhecimento têm oportunizado o desabrochar de 
práticas positivas e pró-ativas, que sinalizam o desabrochar de métodos e de experiências 
que comprovam, mesmo que em um nível ainda pouco disseminado, a possibilidade de 
fazer acontecer e tornar real o novo, necessário e irreversível, caminho de mudanças. 
Isto é corroborado por Souza (1993), ao dizer que as estratégias de marketing ecológico, 
adotadas pela maioria das empresas, visam a melhoria de imagem tanto da empresa 
quanto de seus produtos, através da criação de novos produtos verdes e de ações voltadas 
pela proteção ambiental. 
Desse modo, o gerenciamento ambiental passa a ser um fator estratégico que a alta 
administração das organizações deve analisar. 
Figura 1 - Motivação para proteção ambiental na empresa 
 
Neste contexto, as organizações deverão incorporar a variável ambiental no aspecto de 
seus cenários e na tomada de decisão, mantendo com isso uma postura responsável de 
respeito à questão ambiental. 
Empresas experientes identificam resultados econômicos e resultados estratégicos do 
engajamento da organização na causa ambiental. Estes resultados não se viabilizam de 
imediato, há necessidade de que sejam corretamente planejados e organizados todos os 
passos para a interiorização da variável ambiental na organização para que ela possa 
atingir o conceito de excelência ambiental, trazendo com isso vantagem competitiva. 
 
ATIVIDADES 
ATIVIDADES 
 
RESPONDA 
 
1) Qual é a importância da variável ambiental dentro da gestão empresarial? 
2) Qual é a orientação do desenvolvimento da tecnologia na incorporação? 
3) Quais são os pontos básicos do conceito de desenvolvimento sustentável? 
4) Qual o seu entendimento relacionado a importância das necessidades básicas usando 
o princípio da reciclagem? 
5) Qual o significado de Marketing Ecológico? 
 
 
4
 
 SEMANA 2 
 
Os dez passos necessários para a Excelência Ambiental são os seguintes: 
 
1. Desenvolva e publique uma política ambiental. 
2. Estabeleça metas e continue a avaliar os ganhos. 
3. Defina claramente as responsabilidades ambientais de cada uma das áreas e do 
pessoal administrativo (linha de assessoria). 
4. Divulgue interna e externamente a política, os objetivos e metas e as 
responsabilidades. 
5. Obtenha recursos adequados. 
6. Eduque e treine seu pessoal e informe os consumidores e a comunidade. 
7. Acompanhe a situação ambiental da empresa e faça auditorias e relatórios. 
8. Acompanhe a evolução da discussão sobre a questão ambiental. 
9. Contribua para os programas ambientais da comunidade e invista em pesquisa e 
desenvolvimento aplicados à área ambiental. 
10. Ajude a conciliar os diferentes interesses existentes entre todos os envolvidos: 
empresa, consumidores, comunidade, acionistas etc." 
 
A primeira dúvida que surge quando considerarmos a questão ambiental do ponto de 
vista empresarial é sobre o aspecto econômico. Qualquer providência que venha a ser 
tomada em relação à variável ambiental, a ideia é de que aumenta as despesas e o 
consequente acréscimo dos custos do processo produtivo. 
Donaire (1999) refere que "algumas empresas, porém, têm demonstrado que é possível 
ganhar dinheiro e proteger o meio ambiente mesmo não sendo uma organização que atua 
no chamado 'mercado verde', desde que as empresas possuam certa dose de 
criatividade e condições internas que possam transformar as restrições e ameaças 
ambientais em oportunidades de negócios”. 
 
ATIVIDADES 
 
RESPONDA 
 
1) Escolha um tópico sobre os 10 passos necessários para a Excelência Ambiental, faça 
uma pesquisa sobre sua escolha e comente. 
2) Qual é a primeira dúvida que surge quando considerarmos a questão ambiental do ponto 
de vista empresarial? porquê? 
3) Explique como "algumas empresas” têm demonstrado que é possível ganhar dinheiro e 
proteger o meio ambiente? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5
 
 SEMANA 3 
 
A Responsabilidade Ambiental da Empresa 
 
Ecologia e empresa eram considerados dois conceitos e realidades inconexas. A ecologia 
é à parte da biologia que estuda a relação entre os organismos vivos e seu ambiente. 
Dessa forma a ecologia é entendida como uma ciência específica dos naturalistas, 
distanciada da visão da Ciência Econômica e Empresarial. 
Para a empresa o meio ambiente que estuda ecologia constitui simplesmente o suporte 
físico que fornece a empresa os recursos necessários para desenvolver sua atividade 
produtiva e o receptor de resíduos que segeram. 
Alguns setores já assumiram tais compromissos com o novo modelo de desenvolvimento, 
ao incorporarem nos modelos de gestão a dimensão ambiental. 
A gestão de qualidade empresarial passa pela obrigatoriedade de que sejam implantados 
sistemas organizacionais e de produção que valorizem os bens naturais, as fontes de 
matérias-primas, as potencialidades do quadro humano criativo, as comunidades locais e 
devem iniciar o novo ciclo, onde a cultura do descartável e do desperdício sejam coisas 
do passado. Atividades de reciclagem, incentivo à diminuição do consumo, controle de 
resíduo, capacitação permanentes dos quadros profissionais, em diferentes níveis e 
escalas de conhecimento, fomento ao trabalho em equipe e às ações criativas são 
desafios-chave neste novo cenário. 
A nova consciência ambiental, surgida no bojo das transformações culturais que 
ocorreram nas décadas de 60 e 70, ganhou dimensão e situou o meio ambiente como um 
dos princípios fundamentais do homem moderno. Nos anos 80s, os gastos com proteção 
ambiental começaram a ser vistos pelas empresas líderes não primordialmente como 
custos, mas como investimentos no futuro e, paradoxalmente, como vantagem 
competitiva. 
 
Figura 2 - O Sistema Econômico e o Meio Ambiente 
 
 
 
Fonte: Tietenberg (1994) 
 
 
 
 
 
SISTEMA AMBIENTAL 
 
Ar, Água, Vida Selvagem, Energia, Matéria-Prima 
 
Sol 
SISTEMA ECONÔMICO 
 
Outputs 
Produção Empresa Famílias Consumo 
Inputs 
“Extração” “Resíduos” 
6
 
 
A inclusão da proteção do ambiente entre os objetivos da organização moderna amplia 
substancialmente todo o conceito de administração. Administradores, executivos e 
empresários introduziram em suas empresas programas de reciclagem, medidas para 
poupar energia e outras inovações ecológicas. Essas práticas difundiram-se rapidamente, 
e em breve vários pioneiros dos negócios desenvolveram sistemas abrangentes de 
administração de cunho ecológico. 
 
Para se entender a relação entre a empresa e o meio ambiente tem que se aceitar, como 
estabelece a teoria de sistemas, que a empresa é um sistema aberto. Sem dúvida 
nenhuma, as interpretações tradicionais da teoria da empresa como sistema tem 
incorrido em uma certa visão parcial dos efeitos da empresa geral e em seu entorno. 
 
A empresa é um sistema aberto porque está formado por um conjunto de elementos 
relacionados entre si, porque gera bens e serviços, empregos, dividendos, porém também 
consome recursos naturais escassos e gera contaminação e resíduos. Por isto é 
necessário que a economia da empresa defina uma visão mais ampla da empresa como 
um sistema aberto. 
 
Neste sentido Callenbach (1993), diz que é possível que os investidores e acionistas 
usem cada vez mais a sustentabilidade ecológica, no lugar da estrita rentabilidade, como 
critério para avaliar o posicionamento estratégico de longo prazo das empresas. 
 
 
ATIVIDADES 
 
 
RESPONDA 
 
1) Explique o motivo da ecologia e empresa serem considerados dois conceitos e 
realidades inconexas. 
2) Qual é o papel da gestão de qualidade empresarial em setores que assumiram 
compromissos com o novo modelo de desenvolvimento, ao incorporarem nos 
modelos de gestão a dimensão ambiental?3) Qual a importância da inclusão da proteção do ambiente entre os objetivos da 
organização moderna? 
4) Para se entender a relação entre a empresa e o meio ambiente tem que se aceitar, 
como estabelece a teoria de sistemas. Explique 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7
 
 SEMANA 4 
 
Desenvolvimento Sustentável – a expressão entra em cena 
 
Em 1983, a ONU cria a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento como 
um organismo independente. Em 1987, a comissão sobre a presidência de Gro Harlem 
Brundtland, primeira-ministra da Noruega, materializa um dos mais importantes 
documentos do nosso tempo – o relatório Nosso Futuro Comum, responsável pelas 
primeiras conceituações oficiais, formais e sistematizadas sobre o desenvolvimento 
sustentável - idéia-mestra do relatório. 
O segundo capítulo – “Em busca do desenvolvimento sustentável” – o relatório define o 
desenvolvimento sustentável com sendo “aquele que atende às necessidades do 
presentesem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a suas 
próprias necessidades”. 
Em 1992 no Rio de Janeiro, na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e 
Desenvolvimento, reconheceu-se à importância de assumir a idéia de sustentabilidade em 
qualquer programa ou atividade de desenvolvimento. 
Nesse aspecto as empresas têm um papel extremamente relevante. Através de uma 
prática empresarial sustentável, provocando mudança de valores e de orientação em seus 
sistemas operacionais, estarão engajadas à idéia de desenvolvimento sustentável e 
preservação do meio ambiente. 
Neste novo paradigma, Almeida (2002) diz que a idéia é de integração e interação, 
propondo uma nova maneira de olhar e transformar o mundo, baseada no diálogo entre 
saberes e conhecimentos diversos. No mundo sustentável, uma atividade –a econômica, 
por exemplo – não pode ser pensada ou praticada em separado, porque tudo está inter-
relacionado, em permanente diálogo. Abaixo tem-se as diferenças entre o velho e o novo 
paradigmas: 
Quadro 1 – Paradigma cartesiano versus paradigma da sustentabilidade 
 
Cartesiano Sustentável 
Reducionista, mecanicista, tecnocêntrico Orgânico, holístico, participativo 
Fatos e valores não relacionados Fatos e valores fortemente relacionados 
Preceitos éticos desconectados das práticas 
cotidianas 
Ética integrada ao cotidiano 
Separação entre o objetivo e o subjetivo Interação entre o objetivo e o subjetivo 
Seres humanos e ecossistemas separados, em 
uma relação de dominação 
Seres humanos inseparáveis dos 
ecossistemas, em uma relação desinergia 
Conhecimento compartimentado e empírico Conhecimento indivisível, empírico e intuitivo 
Relação linear de causa e efeito Relação não’linear de causa e efeito 
Natureza entendida como descontínua, o todo 
formado pela soma das partes 
Natureza entendida como um conjunto de sistemas 
inter-relacionados, o todo maiorque a soma 
daspartes 
Bem-estar avaliado por relação de poder 
(dinheiro, influência, recursos) 
Bem-estar avaliado pela qualidade das inter- 
relações entre os sistemas ambientais e sociais 
Ênfase na quantidade (renda per capita) Ênfase na qualidade (qualidade de vida) 
Análise Síntese 
Centralização de poder Descentralização de poder 
Especialização Transdisciplinaridade 
Ênfase na competição Ênfase na cooperação 
Pouco ou nenhum limite tecnológico Limite tecnológico definido pela 
sustentabilidade 
Fonte: Almeida (2002). 
 
8
 
 
Os empresários neste novo papel, tornam-se cada vez mais aptos a compreender e 
participar das mudanças estruturais na relação de forças nas áreas ambiental, econômica e 
social. Também, em sua grande parte, já decidiram que não querem ter mais passivo 
ambiental. 
Além disso, desenvolvimento sustentável introduz uma dimensão ética e política que 
considere o desenvolvimento como um processo de mudança social, com conseqüente 
democratização do acesso aos recursos naturais e distribuição eqüitativa dos custose 
benefícios do desenvolvimento. 
Camargo, apud Novaes (2002), diz que nos últimos dois séculos têm vivido sob a tríade da 
liberdade, da igualdade e da fraternidade. À medida que caminhamos para o século XXI, 
precisamos tomar como inspiração os quatros valores da liberdade, da igualdade, da 
fraternidade e da sustentabilidade. 
 
O desenvolvimento sustentável, além de equidade social e equilíbrio ecológico, segundo 
Donaire (1999), apresenta, como terceira vertente principal, a questão do desenvolvimento 
econômico. Induz um espírito de responsabilidade comum comoprocesso de mudança no 
qual a exploração de recursos materiais, os investimentos financeiros e as rotas do 
desenvolvimento tecnológico deverão adquirir sentidos harmoniosos. Neste sentido, o 
desenvolvimento da tecnologia deverá ser orientado para metas de equilíbrio com a 
natureza e de incremento da capacidade de inovação dos países em desenvolvimento, e o 
progresso será entendido como fruto de maior riqueza, maior benefício social eqüitativo e 
equilíbrio ecológico. 
 
Sachs apud Campos (2001) apresenta cinco dimensões do que se pode chamar 
desenvolvimento sustentável: 
 
Figura 4 - As cinco dimensões da sustentabilidade. 
 
 
Fonte: Sachs apud Campos (2001) 
 
 
A sustentabilidade social – que se entende como a criação de um processo de 
desenvolvimento sustentado por uma civilização com maior equidade na distribuição de 
renda e de bens, de modo a reduzir o abismo entre os padrões de vida dos ricos e 
dospobres. 
A sustentabilidade econômica – que deve ser alcançada através do gerenciamento e a 
locação mais eficientes dos recursos e de um fluxo constante de investimentos públicos 
eprivados. 
 
9
 
A sustentabilidade ecológica – que pode ser alcançada através do aumento da 
capacidade de utilização dos recursos, limitação do consumo de combustíveis fósseis e de 
outros recursos e produtos que são facilmente esgotáveis, redução da geração de resíduos 
e de poluição, através da conservação de energia, de recursos e dareciclagem. 
A sustentabilidade espacial – que deve ser dirigida para a obtenção de uma configuração 
rural – urbana mais equilibrada e uma melhor distribuição territorial dos assentamentos 
humanos e das atividades econômicas. 
A sustentabilidade cultural – incluindo a procura por raízes endógenas de processos de 
modernização e de sistemas agrícolas integrados, que facilitem a geração de soluções 
específicas para o local, o ecossistema, a cultura e a área. 
A busca de sustentabilidade é um processo, sendo a própria construção do conceito uma 
tarefa ainda em andamento e muito longe do fim. Alguns resultados práticos já podem ser 
reconhecidos e celebrados como argumenta Almeida (2002), que entre julho de 1996 e 
julho de 2001, o Índice Dow Jones de Sustentabilidade ultrapassou com folga o Índice 
Dow Jones Geral: 18,4% para o primeiro, contra 14,8% para o segundo. O Índice Dow 
Jones de Sustentabilidade reflete a lucratividade das ações das 312 empresas com melhor 
desempenho sócio ambiental, dentre as cerca de três mil que compõem o Índice Dow 
Jones Geral, principal índice bolsista do mundo. 
As empresas que integram a lista do Dow Jones tem vários benefícios como: 
 Reconhecimento público da preocupação com a área ambiental esocial. 
 Reconhecimento dos stakeholders importantes tais como legisladores, clientes e 
empregados (por exemplo conduzir a uma lealdade melhor do cliente e doempregado). 
 Benefício financeiro crescente pelos investimentos baseados noíndice. 
 Os resultados altamente visíveis, internos e externos à companhia, como todos os 
componentes são anunciados publicamente pelo Boletim do Índice e a companhias são 
intituladas a usar “membro da etiqueta oficial deDJSI”. 
 
Verifica-se, portanto, que as empresas estão cuidando dos aspectos sociais e ambientais e 
muitas delas têm ganho econômico e maior durabilidade a longo prazo, ou seja, o risco do 
investidor é menor. 
 
ATIVIDADES 
 
RESPONDA 
 
1) No segundo capítulo – “Embusca do desenvolvimento sustentável” – qual a definição 
do relatório? 
2) O desenvolvimento sustentável introduz uma dimensão ética e política que considere 
o desenvolvimento como um processo de mudança social, com conseqüente 
democratização do acesso aos recursos naturais e distribuição eqüitativa dos custose 
benefícios do desenvolvimento. 
Podemos dizer que essa frase é: 
( ) Verdadeira 
( ) Falsa 
3) Quais são as cinco dimensões da sustentabilidade? 
4) “As empresas que integram a lista do Dow Jones tem vários benefícios”, cite um 
benefício que você considera mais importante e justifique. 
 
 
 
 
 
10
 
 
PARA ENRIQUECER SEUS CONHECIMENTOS. 
DICAS DE LEITURA, FILME, DOCUMENTÁRIO, OUTROS. 
 
 
 
Sugestões de links sobre temas diversos relacionados a Gestão Ambiental 
 
http://www.anpad.org.br 
 
https://www.greenpeace.org 
 
 
Estudo de caso da Tramontina 
https://www.youtube.com/watch?v=K8Qea293e2I 
 
 
Video – ISO 14001 
https://www.youtube.com/watch?v=TBTyJNokg7k 
 
 
 
Leitura recomendada: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11
http://www.anpad.org.br/
http://www.anpad.org.br/
https://www.greenpeace.org/
https://www.greenpeace.org/
 
 
 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS 
 
 
Período Data: 
GÊNERO 
(ASSUNTO) 
 
Gestão e Negócios 
Objetivo 
Elaborar grupos de trabalho para apresentação sobre o tema da 
reciclagem e destino do lixo 
Habilidades 
Uso de conteúdos voltados para o conceito Gestão Ambiental na 
elaboração do material necessário através de pesquisa, leituras e 
aprofundamento dos trabalhos sobre reciclagem e economia verde 
Conteúdos 
relacionados 
Todos disponíveis na busca pelo melhor conteúdo sobre a aplicação das 
Teorias de reciclagem e economia verde 
Interdisciplina-
ridade 
 
Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em Administração 
Referências 
FEIGENBAUM, A. V. Controle da Qualidade Total. São Paulo, Makron 
Bookms, 1994. 
MOREIRA, Naria Suely. Estratégia e Implantação do Sistema de Gestão 
Ambiental. 2 ª.ed. Rio de Janeiro: EDG, 2001. 
REIS, Luiz Filipe Sousa Dias. Gestão Ambiental em pequenas e médias 
empresas. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002. 
 
PRÁTICA 
 
Serão divididos grupos de trabalhos nas turmas Manhã e Noite com a finalidade de elaborar 
um contexto aplicado por partes desses grupo sobre a importância do tema reciclagem e 
destino do lixo, com base em material disponível virtual e conteúdos bibliográficos 
apresentados. 
 
Esses grupos irão apresentar cada tópico sobre o tema reciclagem e destino do lixo e por 
fim esclarecer suas importâncias e estabelecer qual seria a prática ambiental, economia 
verde e coletas seletivas utilizados nos dias de hoje. 
 
A apresentação será através do meet. 
 
 
 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: GESTÃO AMBIENTAL 
PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8 
 
12
 
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS 
 PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ATIVIDADES COMPLEMENTARES 
 ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
 CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
 COMPONENTE CURRICULAR: GESTÃO AMBIENTAL 
 ANO DE ESCOLARIDADE: 1 MÓDULO 
 PET VOLUME 1 1º BIMESTRE 
 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANA: 4 
 Nº DE AULAS POR SEMANA: 2 Nº DE AULAS POR BIMESTRE: 8 
 PET = 60% CARGA HORÁRIA ATIVIDADES COMPLEMENTARES = 40% CH 
 ATIVIDADES COMPLEMENTARES Nº DE ATIVIDADES: 06 
 
 
N/º da Atividade Listagem das Atividades complementares 
01/06 
 
Trabalho: Reciclagem e destino do lixo 
02/06 
 
Debate: A importância da Gestão Ambiental para a empresa 
03/06 
 
Pesquisa: Economia Verde: qual relação e influência na 
gestão de resíduos? 
04/06 
 
Atividade Google Formulário: Gestão Ambiental nos tempos 
atuais 
05/06 
 
Vídeo: Gestão Ambiental e ISO 14001 
06/06 
 
Práticas em grupos: debates relacionados ao vídeo Gestão 
Ambiental e ISO 14001 
 
 
13
 
 
 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINASGERAIS 
 
BOAS VINDAS 
 
Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! 
Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 
promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, 
colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. 
Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas 
erecursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades 
organizadasem componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a 
cada bimestre.Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. 
Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de 
comunicaçãocomo o APP Conexão 2.0. 
Espero que você esteja disposto a aprender muito. 
 
ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS 
 
Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão 
suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para 
nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas 
que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e 
em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. 
Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua 
residência e/ou internet. 
É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no 
cumprimento das atividades. 
Contamos com a sua valiosa colaboração! 
 
DICA PARA O ALUNO 
 
Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a 
propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar 
continuidade ao seu aprendizado. 
Seguem algumas dicas para te ajudar: 
 
a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; 
b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; 
c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. 
 
Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! 
 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS 
PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 3 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 12 
 
14
 
EIXO TEMÁTICO: MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS A ADMINISTRAÇÃO 
TEMA/TÓPICO(S): JUROS SIMPLES E COMPOSTOS , PORCENTAGEM E DESCONTOS, 
SISTEMAS DE AMORTIZAÇÕES 
HABILIDADE(S): Realizar cálculos utilizando as fórmulas 
CONTEÚDOS RELACIONADOS: Juros e descontos simples; Juros Compostos e 
Amortizações ; Tabela SAC e Price 
INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em 
Administração 
 
REFERÊNCIAS: 
CASTANHEIRA, Nelson P. e SERENATO, Verginia S. Matemática financeira e análise 
financeira para todos os níveis: soluções algébricas, soluções na HP-12C. Curitiba : Juruá 
Ed., 2006. 
PARANÁ. Colégio Estadual Benedicto João Cordeiro, Ensinos Fundamental, Médio, Normal e 
Profissinal. Projeto Político Pedagógico. Curitiba, PR, 2013. 
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Matemática para 
a Educação Básica. Curitiba, 2006. 
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Proposta de Conteúdos para a Disciplina de 
Matemática. Disponível em: 
http://matematica.seed.pr.gov.br/arquivos/File/Conteudos_Basicos_Matematica.pdf 
PUCCINI, Ernesto Coutinho.Matemática Financeira. 2007. Disponível em: 
http://www.faad.icsa.ufpa.br/admead/documentos/submetidos/unidade1mf.pdf. 
Acesso dia 11/10/2014. 
SÁ, Ilydio Pereira de. Matemática comercial e financeira (na educação básica) 
para Educadores Matemáticos. Rio de Janeiro: Editora Sotese, 2005. 
SÁ, Ilydio Pereira de. Matemática Financeira para Educadores Críticos. Rio de 
Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda., 2011. 
SILVA, A. L. C. Matemática Financeira Aplicada. São Paulo: Atlas, 2005 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
A administração requer muito planejamento, organização e controle. Portanto, é indispensável 
que o administrador tenha habilidade em lidar com números. Muitas vezes ele deverá reparar 
orçamentos para projetos, planejar e controlar pesquisas, além de resolver situações que 
envolvam cálculos matemáticos e estatísticos. 
 
O trabalho do administrador está diretamente ligado com a exatidão dos números, e por isso 
ele precisa ter conhecimento destas duas disciplinas para ser bem-sucedido. O objetivo 
fundamental dos Métodos Quantitativos Aplicados à Administração é capacitar o administrador 
a trabalhar com as informações do mundo contemporâneo, entendendo, como base de tomada 
de decisão, os fatos estatísticos, econômicos e administrativos. 
 
Dessa forma, Métodos Quantitativos Aplicados à Administração enfoca as técnicas de análise 
de resultados, bem como as ferramentas necessárias para o conhecimento e identificação de 
situações do dia-a-dia no mundo dos negócios. 
 
 
 
 
 
 
15
http://matematica.seed.pr.gov.br/arquivos/File/Conteudos_Basicos_Matematica.pdf
 
 SEMANA 1 
 
ATIVIDADES 
 
JUROS 
Taxa de Juros 
Chamamos de taxa de juros à relação entre os juros recebidos ou pagos em um 
determinado período de tempo e o principal q eu deu origem a estes juros. Assim, se um 
investidor aplicou R$ 100,00 em uma aplicação de renda fixa e recebeu juros de R$ 10,00 
ao final de um ano, a taxa de juros deste investimento foi 10% ao ano. 
Vê-se assim que a taxa de juros está sempre relacionada a um período, seja ele o dia, o mês, 
o ano, etc. A taxa de juros pode ser expressa em notação percentual (10% ao ano, por 
exemplo) ou em notação decimal (0,10 ao ano, por exemplo). Estas duas expressões são, 
evidentemente, equivalentes já que 10÷100 = 0,10. 
Os juros podem ser capitalizados no regime de juros simples, no regime de juros contínuos ou 
no regime de juros compostos. No Brasil, apenas os regimes de juros simples e de juros 
compostos são usados. 
 
JUROS SIMPLES 
Podemos definir juros como o rendimento de uma aplicação financeira, valor referente ao 
atraso no pagamento de uma prestação ou a quantia paga pelo empréstimo de um capital. 
Atualmente, o sistema financeiro utiliza o regime de juros compostos, por ser mais lucrativo. 
 
FÓRMULA 
 
A expressão matemática utilizada para o cálculo das situações envolvendo juros 
simples é a seguinte: 
 
J = C . i . t 
J = juros 
C = capital 
i = taxa de juros (em decimal) 
t = tempo de aplicação (mês, bimestre, trimestre, semestre, ano...) 
 
Exemplos: 
 
1) João aplicou R$ 20.000,00 durante 3 meses em uma aplicação a juros simples com uma 
taxa de 6% ao mês. Qual o valor recebido por João ao final desta aplicação? 
 
Solução 
 
Podemos resolver esse problema, calculando quanto de juros João irá receber em cada 
mês aplicado. Ou seja, vamos descobrir quanto que é 6% de 20.000 
 
Lembrando que porcentagem é uma razão cujo o denominador é igual a 100, temos: 6/100 
 
Assim, para saber quanto de juros receberemos por mês, basta multiplicar o valor aplicado 
pela taxa de correção. 
 
 
16
 
Juros recebido por mês = 20.000 x 0,06 = 1.200 
 
Para 3 meses, temos = 1.200 x 3 = 3.600 
 
Desta forma, o valor recebido no final de 3 meses será o valor aplicado mais os juros 
recebidos nos 3 meses: 
 
Valor recebido (montante) = 20.000 + 3.600 = 23.600 
 
 
Exemplos: 
 
1) João Victor fez um empréstimo de R$ 20.000,00 pelo prazo de 4 meses, à taxa de 3% 
ao mês. Calcule o valor do juro a ser pago. 
 
 
Capital (C): 20.000 
 
Taxa (i): 3% = 3/100 = 0,03 
 
Tempo (t): 4 meses 
 
= 22.400 
 
2) Uma importância de R$ 15.000,00 foi aplicada pelo prazo de 2 anos, à taxa de 1,4% ao 
mês. Calcule o valor do juro a receber. 
 
(OBS: o tempo tem de estar na mesma unidade que a taxa, por exemplo, taxa em 
meses, tempo deve ser transformado em meses) 
 
 
Capital (C): 15000 
 
Taxa (i): 1,4% = 1,4/100 = 0,014 
 
Tempo (t): 2 anos = 2 · 12 = 24 meses 
 
 
3) Calcule o juro produzido pelo capital de R$ 1.500,00 aplicado durante 1 ano com a taxa 
de: 
 
a) 3% ao mês 
 
 
Capital (C): 1500 
 
Taxa (i): 3% = 3/100 = 0,03 
 
Tempo (t): 1 ano = 12 meses 
 
 
 
 
 
 
 
CÁLCULO 
 
 j = 20 000 · 0.03 · 4 
 j = 2 400 
CÁLCULO 
 
 j = 15 000 · 0.014 · 24 
 j = 5 040 
 
CÁLCULO 
 
 j = 1 500 · 0.03 · 12 
 j = 540 
 
17
 
b) 36% ao ano 
 
 
Capital (C): 1500 
 
Taxa (i): 36% = 36/100 = 0,36 
 
Tempo (t): 1 ano 
 
 
Exemplos: 
 
Calcular os juros simples referente a um capital de $1.000,00 aplicado conforme baixo: 
Taxa de juros Prazo 
a) 15% ao ano 1 ano 
b) 17% ao ano 4 anos 
c) 21% ao ano 5 meses 
d) 26,8% ao ano 30 meses 
e) 38% ao ano 4 anos e 8 meses 
Respostas: 
a) j = c . i . n = 1.000 x 0,15 x 1 = 150 
b) j = 1.000 x 0,17 x 4 = 680,00 
c) j = 1.000 x 0,21 / 12x5= 1.000 x 0,0875 = 87,50 
d) j = 1.000 x 0,268 / 12 x 30 = 1.000 x 0,67 = 670 
e) j = 1.000 x 0,38 / 12 x 56 = 1.000 x 1,77333 = 1.773,33 
Obs.: 4 anos e 8 meses = 56 meses 
Nos casos em que a taxa foi dividida por 12, é porque a taxa é anual e o número de períodos 
se refere a meses. 
 
EXERCICÍOS 
 
Questão 1 
Um investidor aplica R$ 1.000,00 a juros simples de 3% ao mês. Determine o valor 
recebido após um ano: 
 
Questão 2 
Calcule o juro que renderá um capital de R$ 15.000,00 aplicado a uma taxa de juros 
simples de 12% ao ano, durante seis meses. 
 
Questão 3 
Um capital de 7.500,00 foi aplicado em um investimento que rende juro simples de 5% ao 
mês. Qual será o saldo dessa aplicação após seis meses? 
a) 2.250,00 b) 10.000,00 
c) 9.750,00 d) 8.500,00 
 
 
 
CÁLCULO 
 
 j = 1500 · 0.36 · 1 
 j = 540 
 
18
 
 SEMANA 2 
 
ATIVIDADES 
 
Exercicios sobre Juros Simples com respostas: 
 
FORMULAS: M= C + J J= c.i.t 
 
M= Montante C= Capital J= Juros i= Taxa t= tempo 
 
1) Determinar quanto renderá um capital de $60.000,00 aplicado à taxa de juros simples 
de 24% a.a (ao ano), durante sete meses. 
24/12 = 2% = 2/100 = 0,02 
J= c.i.t 
J= 60.000,00 x 0,02 x 7 
J = 8.400,00 
 
2) Um capital de $28.000,00, aplicado durante oito meses, rendeu juros de $11.200,00. 
Determinar a taxa de juros simples anual. 
J= C.i.t 
11.200,00 = 28.000,00 x i x 8 
11.200,00/224.000,00 = i 
i = 0,05 a.m 
i = 0,05 x 12 = 0,60 
i= 60% a.a. 
 
3) Durante 155 dias, certo capital gerou um montante de $64.200,00. Sabendo-se que a 
taxa de juros simples é de 4% a.m (ao mês), determinar o valor do capital aplicado. 
M=C+J 
M=C+CIT 
I = 4%/30dias 
I= 0,133 /100 = 0,00133 
64200,00 =C(1+0,00133*155) 
C=64200/1,206 
C=53.204,41 
 
4) Qual o valor dos juros contidos no montante de $100.000,00, resultante da aplicação de 
certo capital à taxa de juros simples de 42% a.a, durante 13 meses? 
M = C + j j= cit 
M = c + cit 
42%/12 = 3,5% 
 
100.000= c + c * 0,035 * 13 
100.000= c + 0,455c 
100.000= 1,455c 
c = 100.000/1,455 
c = 68.728,52 
 
j = m - c 
j = 100.000 - 68.728,52 
j = 31.271,48 
 
Resp: 31.271,48 
 
 
 
19
 
Proporcionalidade de Taxas: 
 
1) 50% a.a correspondem a que taxa quinzenal? 2,08% 
 50/12 ao mês dividir 2 por quinzena 
 
2) 18% a.t correspondem a que taxa anual? 72% 
 18/3a.m = 6 6 x 12 meses = 72% 
 
3) 25% em 115 dias correspondem a que taxa trimestral? 19,56% 
 25/115 = 0,217 0,217 x 90 = 19,56% 
 
4) 200% em dois anos correspondem a que taxa mensal? 8,33% 
 200/24 = 8,33% 
 
5) 0,17% ao dia correspondem a que taxa mensal e anual? 5,10% e 61,20% 
 0,17 x 30 = 
 0,17 x 360 
 
 
EXERCICÍOS 
 
Encontre a taxa proporcional nas situações abaixo: 
 
a) 30% a.a.= a.s. 
 
b) 72% a.s.= a.b. 
 
c) 3% a.m.= a.q. 
 
d) 12% a.a.= a.t. 
 
e) 120% a.a.= a.q. 
 
f) 3 4 % a.b.= a.a. 
 
g) 80% a.a.= a.m. 
 
h) 24% a.s. a.q. 
 
i) 27% a.b.= a.t. 
 
j) 60% a.m.= a.d. 
 
 k) 1,5% a.d.= a.t. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20
 
 SEMANA 3 
 
ATIVIDADES 
Sistema de Amortização 
O conceito de amortização é o processo de extinção de uma dívida através de 
pagamentos periódicos, que são realizados em função de um planejamento, de modo que 
cada prestação corresponde a soma do reembolso do capital ou dos juros do saldo devedor 
(juros sempre são calculados sobre o saldo devedor), podendo ainda ser o reembolso de 
ambos. 
Os principais sistemas de amortização são: 
 Sistema de pagamento único: ocorre um único pagamento (capital + juros) no final do 
período estipulado; 
 Sistema de pagamento variável: ocorre vários pagamentos diferenciados durante o 
período (às vezes somente juros, outras juros+capital); 
 Sistema americano: ocorre um único pagamento ao final do período, porém os juros são 
calculados em várias fases durante o período; 
 Sistema de amortização constante (SAC): geralmente o mais utilizado, os juros e o 
capital são calculados uma única vez e divididos para o pagamento em várias parcelas 
durante o período; 
 Sistema price ou francês: geralmente usados em financiamentos de bens de consumo, 
todas as parcelas são iguais e com os juros já embutidos; 
 Sistema de amortização misto: calcula-se o financiamento pelos métodos SAC e price 
e faz-se uma média aritmética das prestações desses dois sistemas, chegando ao valor 
da prestação do sistema misto. 
Exemplo de pagamento de financiamento através de um sistema de amortização constante 
(SAC). 
 Valor do financiamento: R$ 150.000,00 
 Taxa de juros anual: 8,75% 
 Período de pagamento: 6 anos 
 
Tabela de amortização: 
Período Juros Amortização Pagamento Saldo Devedor 
0 - - - 150.000,00 
1 13.125,00 25.000,00 38.125,00 125.000,00 
2 10.937,50 25.000,00 35.937,50 100.000,00 
3 8.750,00 25.000,00 33.750,00 75.000,00 
4 6.562,50 25.000,00 31.562,00 50.000,00 
5 4.375,00 25.000,00 29.375,00 25.000,00 
6 2.187,00 25.000,00 27.187,00 0,00 
 
 
 
 
 
 
21
 
EXERCÍCIOS 
 
Sistema de Amortização Constante (SAC) 
 
A amortização da dívida é constante e igual em cada período 
 
1) Financiamento de R$ 300.000,00, taxa de 4% ao mês, durante 5 meses. 
(complete a coluna do pgto) 
 
n juros amort pgto SD 
0 300000 
1 12000 60000 240000 
2 9600 60000 180000 
3 7200 60000 120000 
4 4800 60000 60000 
5 2400 60000 0 
 
 
2) Empréstimo de R$ 6.000,00, em oito vezes mensais, à taxa de 2,5% ao mês. 
(complete a coluna dos juros) 
 
n juros amort pgto SD 
0 6000 
1 750 900 5250 
2 750 881 4500 
3 750 863 3750 
4 750 844 3000 
5 750 825 2250 
6 750 806 1500 
7 750 788 750 
8 750 769 0 
 
 
3) Uma pessoa faz um financiamento de R$ 50.000,00 a ser pago em 15 anos, sendo a 
taxa de juros é de 3% ao mês. Sabendo-se que, no quarto mês, além do pagamento, 
essa pessoa fez um aporte adicional de R$5.000,00, calcule o saldo devedor do 6º mês. 
(complete o quadro) 
 
 
0 juros amort pgto 50000 
1 49722 
2 49444 
3 49167 
4 43889 
5 43611 
6 43333 
 
 
 
 
 
 
 
 
22
 
 SEMANA 4 
 
ATIVIDADES 
 Desconto de Títulos e Duplicatas 
Atualmente no Brasil o regime de juros simples é utilizado principalmente em três situações: 
 Desconto de títulos e duplicatas, 
 Operações em moeda estrangeira 
 Juros de mora. 
 
O desconto é uma modalidade de empréstimo de curto prazo para capital de giro, concedido 
através de adiantamento, mediante a cobrança de uma taxa de desconto, feito sobre títulos ou 
notas promissórias de crédito com recebimento futuro. Os juros são cobrados 
antecipadamente, na data de liberação dos recursos, com base na taxa de juros (também 
chamada de taxa de desconto) e no prazo a decorrer de cada título. 
No caso da Duplicata, o emitente do título, ao negocia-lo é obrigado a endossá-lo 
transferindo para a instituição financeira seus direitos creditícios. Apesar desta transferência 
de direitos creditícios, a empresa emitente continua responsável pela liquidez do título 
negociado de tal forma que não pagando o sacado, a instituição financeira poderá debitar seu 
valor na conta corrente do emitente. 
O valor que consta no título, e pelo qual ele será liquidado na data de seu vencimento, é 
chamado de valor de face do título. Já o valor pelo qual o título foi negociado é denominado 
valor de mercado. Vê-se, portanto, que o valor de mercado é igual ao valor de face menos os 
juros calculados com base na taxa de desconto. 
 
Exemplo: 
 
No dia 7/3/00 uma empresa descontou uma duplicata de R$ 5.000,00 de valor de face, com 
vencimento para o dia 03/04/00, a uma taxa de desconto de 3% ao mês. Calcular o valor 
líquido recebido pela empresa. 
 
Resposta: 
 
Juros = 
Valor do Título x Taxa de Desconto x Nº de dias 
3.000 
 
 Juros = 5.000 x 3 x 27 = 135 
 3.000 
 
Então, Líquido Recebido = R$ 5.000 – R$ 135 = R$ 4.865 
 
 
 
 
 
 
23
 
 
 
EXERCÍCIOS 
 
1) No dia 17/5/20 uma empresa descontou uma duplicata de R$ 7.000,00 de valor de face, 
com vencimento para o dia 15/06/20, a uma taxa de desconto de 4% ao mês. Calcular o valor 
líquido recebido pela empresa. 
 
 
2) No dia 20/9/20 uma empresa descontou uma duplicata de R$ 8.000,00 de valor de face, 
com vencimento para o dia 10/10/20, a uma taxa de desconto de 2% ao mês. Calcular o valor 
líquido recebido pela empresa. 
 
3) No dia 04/3/21 uma empresa descontou uma duplicata de R$ 5.000,00 de valor de face, 
com vencimento para o dia 02/04/21, a uma taxa de desconto de 3% ao mês. Calcular o valor 
líquido recebido pela empresa. 
 
4) No dia 28/11/20 uma empresa descontou uma duplicata de R$ 2.000,00 de valor de face, 
com vencimento para o dia 24/12/20, a uma taxa de desconto de 3% ao mês. Calcular o valor 
líquido recebido pela empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24
 
 
PARA ENRIQUECER SEUS CONHECIMENTOS. 
DICAS DE LEITURA, FILME, DOCUMENTÁRIO, OUTROS. 
 
 
 
JUROS SIMPLES 
https://www.youtube.com/watch?v=N27xZJj1m-4 
 
DESCONTOS SIMPLES 
https://www.youtube.com/watch?v=E8z7EOjthFE 
 
DESCONTOS DE DUPLICATAS 
https://www.youtube.com/watch?v=E8z7EOjthFE 
 
 
AMORTIZAÇÃO - TABELA SAC E PRICE 
 
https://www.youtube.com/watch?v=TH4sqhQ4o-c 
 
 
 
 
 
 
25
https://www.youtube.com/watch?v=N27xZJj1m-4
https://www.youtube.com/watch?v=E8z7EOjthFE
https://www.youtube.com/watch?v=E8z7EOjthFE
https://www.youtube.com/watch?v=TH4sqhQ4o-c
 
 
 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINASGERAIS 
 
 
Período Data: 
GÊNERO 
(ASSUNTO) 
 
AMORTIZAÇÕES 
Objetivo 
Elaborar 03 grupos na sala , os alunos deverão pesquisar e apresentar 0 2 
planilhas contendo financiamento nas tabelas SAC. 
 
Habilidades 
Realizar os cálculos fundamentais com relação a Juros , taxas, descontos 
e amortizações. 
Conteúdos 
relacionados 
SISTEMAS DE AMORTIZAÇÕES 
Interdisciplina-
ridade 
 
Demais disciplinas do Grupo 1 do Curso Técnico de Administração 
Referências 
CAVALHEIRO, Luiz A.F. Elementos de Matemática Financeira. Rio de 
Janeiro, Editora FGV, 11a ed., 1989. 
FURTADO, DAIANI.Sistema de Amortização. Disponivel em: Acesso em: 
21 de jul. de 2009. MEIRELLES,MARCOS. Sistemas de Amortização de 
Empréstimos e Finaciamentos. Disponivel em:< h 
ttp://www.fadepe.com.br/restrito/conteudo/ 
2_adm_matem_finan_sac_saf_saa.doc.> Acesso em: 21 set. De 2009. 
NOGUEIRA, José Jorge Meschiatti. Tabela Price: da Prova Documental e 
Precisa Elucidação do seu Anatocismo, Servanda Ed., 2002. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS 
PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 3 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 12 
 
26
 
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINASGERAIS 
 PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ATIVIDADES COMPLEMENTARES 
 ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
 CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
 COMPONENTE CURRICULAR: MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS 
 ANO DE ESCOLARIDADE: 1 MÓDULO 
 PET VOLUME 1 1º BIMESTRE 
 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANA: 4 
 Nº DE AULAS POR SEMANA: 3 Nº DE AULAS POR BIMESTRE: 12 
 PET = 60% CARGA HORÁRIA ATIVIDADES COMPLEMENTARES = 40% 
CH 
 ATIVIDADES COMPLEMENTARES Nº DE ATIVIDADES: 06 
 
 
N/º da Atividade Listagem das Atividades complementares 
01/06 
 
Entrega trabalho pelos 03 grupos: Sistemas Amortizações 
tabela SAC 
02/06 
 
Assirtir Video : Métodos quantitativos aplicados na 
Administração 
https://www.youtube.com/watch?v=7K-9kUCDgXU 
 
03/06 
 
Trabalho - Apresentar um resumo de até 20 linhas do video 
Métodos quantitativos aplicados na administração 
04/06 
 
Exercícios I - Google Forms – Cálculo Taxas proporcionais 
05/06 
 
Lista de Exercícios II – Enviados no Google forms 
06/06 
 
Trabalho – Pesquisa sobre qual tabela de amortização é 
melhor para financiamento imobiliário. 
 
27
https://www.youtube.com/watch?v=7K-9kUCDgXU
 
 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS 
 
BOAS VINDAS 
 
Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! 
Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 
promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, 
colegas, novos componentescurriculares, e para muitos uma nova escola. 
Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas 
erecursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades 
organizadasem componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a 
cada bimestre.Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. 
Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de 
comunicaçãocomo o APP Conexão 2.0. 
Espero que você esteja disposto a aprender muito. 
 
ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS 
 
Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão 
suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para 
nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas 
que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e 
em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. 
Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua 
residência e/ou internet. 
É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no 
cumprimento das atividades. 
Contamos com a sua valiosa colaboração! 
 
DICA PARA O ALUNO 
 
Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a 
propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar 
continuidade ao seu aprendizado. 
Seguem algumas dicas para te ajudar: 
 
a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; 
b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; 
c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. 
Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! 
 
 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: SISTEMAS ECONÔMICOS 
PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8 
 
28
 
EIXO TEMÁTICO: SISTEMAS ECONÔMICOS 
TEMA/TÓPICO(S): ECONOMIA 
HABILIDADE(S): Compreender os conceitos, divisões, objetivos e finalidade da Economia 
Identificar as características dos Sistemas Econômicos 
CONTEÚDOS RELACIONADOS: Conceitos de Economia, Macroeconomia, Microeconomia, 
características dos Sistemas Econômicos 
INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em 
Administração 
REFERÊNCIAS: 
DALLAGNOL, RENATA C. CHIARINI, Apostila Economia I, FAG- FACULDADE ASSIS 
GURGACZ, Cascavel, 2008. 
GONÇALVES, R. R. Economia aplicada. Rio de Janeiro: FGV, 2003. 
MULLER, Antonio. Manual de economia básica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004. 
IBGE. Dados Econômicos. Disponível em: HTTP://www.ibge.gov.br. Acesso em 10/02/2009 
PINHO, D. VASCONCELLOS, M. ET AL. Manual de Economia, Saraiva, São Paulo, 1998. 
POSSAMAI, Ademar, Apostila Economia, UNERJ, Jaraguá do Sul, 2001. 
RIANI, Economia: princípios básicos e introdução à microeconomia. São Paulo: Pioneira, 
1998. 
ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à Economia. 19 Ed. Editora Atlas, São Paulo, 2002 
SINGER, Paul I. Introdução à Economia Solidária. São Paulo: Editora Fundação Perseu 
Abramo, São Paulo, 2002. 
SILVA, C. R. L. LUIZ, S. Economia e mercados: introdução à economia. 18 ed. São Paulo: 
Saraiva, 2001. 
SILVA, F. G. JORGE, F. T. Economia aplicada à administração. 2 ed. São Paulo: Futura, 2000. 
VASCONCELOS, M. A. GARCIA, Fundamentos de economia. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2004. 
VICECONTI, P. E. V. DAS NEVES, S. Introdução à economia. 5 ed. (rev. e ampl.). São Paulo: 
Frase, 2002. 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
O Estudo da Economia pode ser dividida em duas partes: microeconomia e macroeconomia. 
 
A primeira cuida do comportamento dos consumidores e das empresas em seus mercados, 
as razões que levam os consumidores a comprar mais, ou menos, de um determinado produto 
e a pagar mais, ou menos, por este bem. Estuda ainda os motivos que levam empresas a 
produzir certa quantidade de um produto e de que forma seus preços são estabelecidos. Leva-
se em conta os mercados nos quais as empresas e consumidores atuam. 
 
A macroeconomia preocupa-se com o conjunto de decisões de todos os agentes econômicos, 
que ira se refletir em maior ou menor produção e nível de emprego. Inflação, taxa de juros, 
taxa de câmbio, nível de emprego global, crescimento econômico são objetos estudados na 
análise macroeconômica, além de cuidar das análises sobre as decisões tomadas pelo 
formulador de política econômica do país. 
 
O fenômeno recente da globalização da economia levou os governos a buscarem apoio de 
outras economias, formando blocos econômicos, para conseguirem melhor sustentação frente 
à forca das novas tecnologias e da pressão das multinacionais, do aumento da produtividade, 
do desemprego estrutural que ameaça a estabilidade social mesmo dos países mais 
desenvolvidos. Isto reforça a necessidade de aprofundar os conhecimentos na área das 
ciências econômicas. 
 
 
 
29
 
 SEMANA 1 
 
ECONOMIA 
O conceito de economia é importante para todos nós, tanto no ambiente de trabalho quanto 
no dia a dia doméstico. Isso acontece porque os proble mas econômicos estão presentes em 
todos os instantes de nossas vidas. 
Por exemplo, às vezes nos deparamos com questões como: 
 
 Por que mesmo ganhando mais tenho a impressão que consigo comprar menos? 
 
 Por que os preços do supermercado e do combustível variam? 
 
 Por que o preço dos alimentos diminui em períodosde safra e aumenta na entressafra? 
 Por que existem pessoas desempregadas? 
 
 Por que a água é barata, mesmo sendo necessária à vida, e os diamantes são caros, 
mesmo não sendo essenciais? 
 
 Por que a renda per capita no sudeste é maior do que a no nordeste? 
 
A economia nos ajuda a entender essas e muitas outras questões e como elas influenciam as 
nossas vidas, ou seja, ajuda a analisar os problemas enfrentados pelas pessoas e empresas e como 
esses problemas podem ser contornados. 
 
O objetivo da economia é organizar políticas que articulem produção, distri buição e consumo de 
bens e serviços, com a finalidade de minimizar os problemas e maximizar os benefícios em favor 
da qualidade de vida da sociedade. 
 
Economia é a “[...] ciência que estuda o emprego de recursos escassos entre diferentes usos 
possíveis, com o fim de obter os melhores resultados, seja na produção de bens, ou na prestação 
de serviços” (SOUZA, 2007, p.2). 
 
 
A economia estuda como devem ser utilizados os recursos produtivos escassos na produção 
das diversas categorias de bens e serviços, colocados no mercado com o intuito de satisfazer 
suas infinitas necessidades (OLIVEIRA et al., 2006). Além disso, segundo Silva e Luiz (2001), a 
economia se ocupa das questões relativas à satisfação das necessidades dos indivíduos 
(necessidades individuais) e da sociedade (necessidades coletivas). 
 
 
 
30
 
 
 
Do que trata a lei da escassez? 
 
Para satisfazer as necessidades materiais e não-materiais de uma sociedade é necessário produzir 
bens e serviços. Para isso, empregam-se os recursos produtivos. 
 
Esses recursos podem ter usos alternativos, isto é, podem ser utilizados para produzir diferentes 
produtos. Por exemplo, um produtor rural pode utilizar suas terras para produzir soja ou milho e 
uma indústria automobilística pode produzir tratores ou ônibus. 
 
Como os recursos que essas empresas dispõem são limitados, nem sempre a produção de todos os 
bens pode ser aumentada ao mesmo tempo, no curto prazo. 
 
A necessidade humana vem da sensação de carência ou do desejo de obter algum produto. 
 
As necessidades humanas básicas são: 
 
 alimentação, 
 vestuário, 
 transporte, 
 educação e cultura, 
 saúde, segurança e lazer. 
 
Essas necessidades são consideradas ilimitadas, pois estamos sempre desejando possuir mais 
do que temos. 
 
Souza (2007) sinaliza que essas necessidades são limitadas pela renda do indivíduo, ou seja, 
as quantidades demandadas dos diferentes bens são limitadas pela renda dos indivíduos. Como 
as necessidades são ilimitadas, os consumidores, baseados em sua renda, estabelecem 
prioridades para seus gastos. Essas prioridades são subjetivas e baseadas nas preferências ou 
ne cessidades do consumidor. 
 
A escassez ocorre porque as necessidades humanas excedem a capacidade de produção 
possível com a utilização dos recursos limitados disponíveis. 
 
A lei da escassez analisa a utilização dos recursos escassos, escolhendo entre usos alternativos, 
para produzir bens e serviços úteis para a satisfação das necessidades dos consumidores. 
 
Vasconcellos e Garcia (2004) afirmam que a relação entre os recursos escassos e as 
necessidades ilimitadas acaba originando os problemas econômicos fundamentais, isto é, por 
não termos os recursos suficientes para atender todas as necessidades é necessário fazer 
escolhas sobre o que, quanto, como e para quem produzir. 
 
 
ATIVIDADES 
RESPONDA: 
1) Dê o conceito de economia. 
2) Qual é o objetivo da economia? 
3) Quais são as necessidades humanas básicas que envolvem o sistema econômico? 
 
31
 
 
 SEMANA 2 
 
Agentes Econômicos 
Em uma economia capitalista, são as famílias, as empresas e o governo, que respondem 
às seguintes questões: O quê? Quanto?, Como? e Para Quem Produzir?. É o que constitui 
o chamado "Mercado". São aspectos imprevisíveis, dinâmicos, ágeis. 
Já em uma economia centralizada, é o governo quem responde àquelas perguntas, 
formulando a partir de um órgão de planejamento central. 
 
Sistema Capitalista Sistema Socialista 
 
 É uma economia baseada no mercado, composta 
por compradores (pessoas) e vendedores 
(empresas privadas ou corporativas); 
 Os bens e serviços produzidos destinam-se a 
gerar lucro; 
 O governo deve proteger o mercado livre, pois ele 
determina investimentos, produção, distribuição 
dos bens; 
 A interferência do governo só é permitida ao fazer 
e aplicar regras ou políticas que regem a conduta 
dos negócios; 
 Existe uma necessidade de produção e compra 
contínuas para que a economia capitalista 
funcione eficientemente; 
 Os meios de produção são propriedade de 
empresas públicas ou cooperativas, e os 
indivíduos são compensados com base no 
princípio da igualdade; Existe igual oportunidade 
para todos; 
 As indústrias em larga escala são esforços 
cooperativos e, assim, os retornos dessas 
indústrias devem ser devolvidos e beneficiar a 
sociedade como um todo; 
 A atividade econômica e a produção são 
planejadas pela autoridade central de projetos e 
com base, principalmente, nas necessidades de 
consumo humano; 
 As formas tradicionais da sociedade capitalista, 
como a propriedade privada, devem ser 
destruídas. 
 
 
O que produzir? 
 
 
 
A decisão de o que produzir é influenciada pelas necessidades dos consumidores, ou seja, 
pela demanda. O nível de renda da população também influencia quais produtos ela irá 
consumir. Quanto maior for a renda maiores serão as quantidades de produtos e serviços 
consumidos. Além disso, ao aumentar essa renda os consumidores passam a consumir não 
só uma maior quantidade de produtos, mas também produtos de melhor qualidade. 
 
Em relação às empresas, ao deixar de produzir um produto para produzir ou tro, elas têm um custo 
de oportunidade. O custo de oportunidade é o custo da oportunidade perdida, ou seja, ao 
deixar de produzir um produto para produzir outro, os ganhos que poderiam ser obtidos com 
o novo produto que não foi produzido deixam de ser obtidos. 
 
Um maior benefício associado à opção não escolhida pode representar o custo da alternativa 
escolhida. 
 
32
 
 
Quanto produzir? 
 
 
 
 
O quanto produzir é a decisão de qual quantidade de cada um dos produtos será produzida. 
 
Essa quantidade é fixada pela interação entre a oferta (produtor) e a demanda (mercado 
consumidor), ou seja, quanto mais pessoas quiserem comprar um produto, mais ele será 
produzido. 
 
A quantidade consumida (demanda) também é influenciada pelo nível de ren da e a quantidade 
produzida (oferta) pela escassez dos recursos produtivos. 
 
Como produzir? 
 
 
 
Segundo Souza (2007), o como produzir está relacionado com a tecnologia utilizada. E, ao 
escolher entre essas diferentes tecnologias disponíveis, as empresas devem procurar obter a 
máxima eficiência. 
 
Complementando a questão do como produzir, Vasconcellos e Garcia (2004) argumentam que 
é necessário decidir dentre as diferentes opções os recursos de produção que deverão ser 
empregados para a obtenção de um determinado bem ou serviço. 
 
Esse conhecimento pode ser comprado de outros países através do pagamento de direitos 
(royalties) ou obtido a partir do de senvolvimento de produtos e processos de produção ou do 
aperfeiçoamento de produtos e processos existentes através de investimentos em pesquisa e 
desenvolvimento (P&D). 
 
Ao decidir entre as diferentes opções de recursos deve-se levar em conside ração o preço dos 
recursos. Por exemplo, em países onde a mão de obra é barata, geralmente prefere-se utilizar 
processos de produção mais manuais. Em países onde a mão de obra é cara, as empresas 
tendem a investir em me canização para utilizar uma menor quantidade de mão de obra.Em geral, 
as empresas investem cada vez mais em tecnologia, pois devido à globalização da produção em 
nível mundial, as empresas precisam reduzir custos, para poder competir. 
 
 
 
 
33
 
Para quem produzir? 
 
 
O para quem produzir inclui a definição de quais setores serão beneficiados pelos resultados 
da produção, determinando o acesso das pessoas a um conjunto de bens ou serviços, de 
acordo com os níveis de renda. 
 
De acordo com Souza (2007), do ponto de vista das empresas a decisão de para quem 
produzir é tomada em função da expectativa de obter lucro, ou seja, como utilizar os recursos 
que ela tem disponível para aumentar seu lucro. Por exemplo, uma empresa automobilística 
pode escolher entre produzir carros populares ou carros de luxo ou, ainda, uma combinação 
desses dois tipos de produto. 
 
 
ATIVIDADES 
 
ATIVIDADES 
 
RESPONDA 
1) Em uma economia capitalista, são as famílias, as empresas e o governo, que respondem 
às quais questões? 
2) Cite uma característica do sistema capitalista e do sistema socialista. 
3) Qual é o significado do custo de oportunidade? 
4) Faça a pesquisa do significado do pagamento de direitos (royalties). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
34
 
 SEMANA 3 
 
O que é um Sistema Econômico? 
 
Uma pessoa consome um conjunto de bens e serviços produzidos em diver- sas áreas da 
atividade econômica. Essa pessoa, para poder consumir esse conjunto de bens e serviços, troca 
sua força de trabalho por um salário. O salário pago ao trabalhador pelo empresário permite que 
ele adquira os bens e serviços que necessita. 
Essa interação entre pessoas, ou famílias, e empresas ocorre no mercado. As empresas 
definem o que produzir, quanto produzir, como produzir e para quem produzir a partir das 
necessidades das pessoas (mercado consumidor) e da disponibilidade de recursos produtivos. 
Em economias de mercado, a regulação dessa interação é fornecida pela concorrência entre 
empresas e pelo sistema de preços. Quanto maior for a oferta de produtos, menores serão seus 
preços e quanto mais escassos esse produtos forem maiores serão seus preços. 
Pelo lado da demanda, quanto mais os produtos são procurados (demanda), mais eles serão 
valorizados e quanto menos forem procurados menores serão seus preços. Esse tipo de 
economia é caracterizada pela livre concorrência entre produtores e consumidores, o que 
estabelece os preços pelos quais os produtos serão vendidos. 
Nas economias centralizadas, a regulação é responsabilidade de um órgão central que define 
os rumos da economia. 
Um sistema econômico é a maneira como a sociedade se organiza visando solucionar a forma 
como utilizará seus recursos produtivos (trabalho, capital, recursos naturais, etc) para produzir 
bens e serviços para atender as necessidades da sociedade. 
Engloba o tipo de propriedade, a gestão da economia, os processos de circulação das 
mercadorias, o consumo e os níveis de desen- volvimento tecnológico e da divisão do trabalho. 
As empresas organizam seus recursos produtivos para que possam ser produzidos os bens e 
os serviços. Essas empresas são conhecidas como unidades produtoras. São exemplos de 
unidades produtoras: um laticínio, um fabrica de ração, uma escola, uma confecção de roupas, 
etc. 
Conforme Souza (2007), os bens produzidos nessas unidades produtoras podem ser 
classificados em: 
 
Bens e serviços de consumo: são bens e serviços destinados ao atendimento direto das 
necessidades das pessoas, ou seja, não precisam de nenhuma transformação para ser utilizados 
pelos consumidores. 
 
De acordo com sua durabilidade, podem ser classificados como duráveis (geladeiras, fogões, 
automóveis) ou como não duráveis (alimentos, produtos de limpeza). 
 
 
 
35
 
 
 
 
Bens e serviços intermediários: são bens e serviços utilizados na produção de outros bens e 
serviços. Exemplos desse tipo de bens incluem insumos, matérias-primas e componentes, como 
chapas de aço, serviços de computação, minério de ferro, leite in natura, etc. 
 
 
 
 
Bens de capital: são bens utilizados na fabricação de outros bens, aumentando a eficiência do 
trabalho humano. Entretanto, não se desgastam totalmente no processo produtivo. São 
exemplos: máquinas, equipamentos, instalações, edifícios, computadores, estradas, etc. 
 
 
 
ATIVIDADES 
ATIVIDADES 
 
RESPONDA 
1) Qual é o significado do sistema econômico? 
2) Qual é o significado do Bens e serviços de consumo? cite exemplos. 
3) Qual é o significado do Bens e serviços de intermediários? cite exemplos. 
4) Qual é o significado do Bens de capital? cite exemplos. 
5) 
 
 
 
36
 
 SEMANA 4 
 
Setores da Atividade Econômica 
 
A atividade econômica concretiza-se pela produção de um conjunto diver- sificado de bens e 
serviços, cujo objetivo é satisfazer as necessidades das pessoas. Silva e Luiz (2001) e Souza 
(2007) dividem essas atividades econô micas em três grandes setores da economia de acordo 
com as características fundamentais de sua produção: 
 
Setor primário: é constituído pelas unidades produtoras que utilizam in- tensamente recursos 
naturais. Envolve as atividades agrícolas, pesqueiras, pecuárias, extração vegetal, 
reflorestamento e mineração. 
 
 
 
Setor secundário: é constituído pelas unidades produtoras dedicadas às atividades industriais 
através das quais os bens são transformados. Inclui a produção de veículos automotores, 
materiais de construção, produtos químicos e farmacêuticos, plásticos, eletrodomésticos, tratores, 
produtos alimentares, etc. 
 
Setor terciário: é formado pelas unidades produtoras que prestam ser- viços, tais como bancos, 
empresas de transporte, hospitais, comércio, turismo, meios de comunicação, etc. 
 
 
 
 
 
37
 
Como o Sistema Econômico funciona? 
 
O funcionamento do sistema econômico ocorre da seguinte forma: 
 
 As unidades produtoras (empresas), para produzir os bens e serviços, utilizam os recursos 
produtivos. Essas unidades remuneram esses recursos através de salários (pago aos 
trabalhadores), aluguéis (pago pelas instalações), juros (pago pelos financiamentos) e lucros 
(pago aos proprietários). 
 
 A remuneração obtida proporciona às pessoas a possibilidade de adquirir os bens e os 
serviços produzidos pelas unidades produtoras. Em outras palavras, ela usa seu salário 
para comprar os bens que necessita como alimentos, roupas, etc. 
 
Essa interação entre o público (as pessoas) e as unidades produtoras (empresas) resulta, de 
acordo com Luiz e Silva (2001), em dois fluxos em um sistema econômico: um fluxo de bens 
e serviços e, de outro lado, um fluxo monetário. 
 
 O fluxo de bens e serviços é conhecido como fluxo real ou fluxo do produto e representa 
a totalidade dos bens e serviços finais produzidos pelas unidades produtoras. Esse fluxo 
constitui a oferta da economia, ou seja, todos os bens e serviços produzidos pela 
economia. 
 O fluxo monetário ou nominal inclui a totalidade da remuneração dos re cursos 
produtivos empregados pelas unidades produtoras, que incluem as rendas e despesas 
das famílias e os custos e receitas das empresas (SOUZA, 2007). Esse fluxo constitui a 
demanda ou procura da economia. 
 
A interação entre a oferta e a demanda de produtos determina os preços de mercado de cada 
bem ou serviço. Essas duas funções (oferta e demanda) são as mais importantes de um sistema 
econômico e formam o mercado, ou seja, o mercado é formado pelos fluxos real e monetário, 
respectivamente, a oferta e a demanda da economia. 
 
A figura abaixo mostraos fluxos monetário e real do sistema econômico e a formação do 
mercado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
DEMANDA 
Juros 
Lucros 
 
Roupas 
Serviços 
Máquinas 
etc. 
 
 
OFERTA 
 
38
 
De acordo com Vasconcellos e Garcia (2004), o sistema econômico é caracterizado pela 
circulação dos fluxos real e monetário. Essa circulação entre as entidades do sistema econômico 
permitelhe cumprir adequadamente o seu papel. 
 
A figura abaixo mostra a circulação no sistema econômico. 
 
 
 
 
ATIVIDADES 
 
RESPONDA 
1) Quais são os três grandes setores da economia de acordo com as características 
fundamentais de sua produção? 
2) Como o sistema econômico funciona? 
3) Quais são os fluxos em um sistema econômico? 
4) Quais são as duas funções mais importantes de um sistema econômico que formam o 
mercado? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mercado 
Bens e 
Serviços Famílias 
Aparelho 
Produtivo 
39
 
PARA ENRIQUECER SEUS CONHECIMENTOS. 
DICAS DE LEITURA, FILME, DOCUMENTÁRIO, OUTROS. 
 
 
 
Por que o CAPITALISMO é o melhor sistema econômico? 
https://www.youtube.com/watch?v=GQyvN8XhQVI 
 
 
Vantagens e desvantagens do capitalismo | PROFEPT 2020 
https://www.youtube.com/watch?v=kTjnrrMnozk 
 
 
Socialismo é melhor que Capitalismo 
https://www.youtube.com/watch?v=S0P-AHr8KxA 
 
 
Vídeo : Introdução a Macroeconomia parte 1 
https://www.youtube.com/watch?v=qXyctRXyMTY 
 
 
 
 
40
https://www.youtube.com/watch?v=GQyvN8XhQVI
https://www.youtube.com/watch?v=kTjnrrMnozk
https://www.youtube.com/watch?v=S0P-AHr8KxA
https://www.youtube.com/watch?v=qXyctRXyMTY
 
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINASGERAIS 
 
 
Período Data: 
GÊNERO 
(ASSUNTO) 
 
MACROECONOMIA 
Objetivo 
Elaborar 03 grupos na sala, os alunos deverão pesquisar e apresentar 
propostas (sugestões/idéias), para os seguintes problemas econômicos : 
1º. Grupo - Propostas para recuperar o crescimento Econômico; 
2º. Grupo - Propostas para conter a Inflação; 
3º. Grupo - Propostas para geração de emprego; 
Habilidades 
Identificar os objetos da Macroeconomia e buscar soluções para alguns dos 
principais desafios enfrentados pelo governo. 
Conteúdos 
relacionados 
Macroeconomia, Desemprego, Inflação e crescimento do PIB. 
Interdisciplina-
ridade 
 
Demais disciplinas do Grupo 1 do Curso Técnico de Administração 
Referências 
Blanchard, Olivier. Macroeconomia. São Paulo: 3 Edição, Prentice Hall., 
2004. 620p. 
C. Romer, D. Advanced Macroeconomics. McGraw-Hill, 3rd edition, 2006. 
678p. 
 Dornbusch, Rudiger; Fischer, Stanley. Macroeconomia. São Paulo: 
Pearson Makron Books, 5ª Edição, 1991, 931p. 
Froyen, Richard T. Macroeconomia. São Paulo: Editora Saraiva, 5ª Edição, 
2001. 
Mankiw, N. Gregory. Macroeconomia. Rio de Janeiro: LTC, 5ª Edição, 2004. 
379 p. 
Mankiw, N. Gregory. Princípios de Macroeconomia. São Paulo: Pioneira, 
Thomson Learning, 2005.548p. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: SISTEMAS ECONÔMICOS 
PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8 
 
41
 
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINASGERAIS 
 
 
N/º da Atividade Listagem das Atividades complementares 
01/06 
 
Entrega trabalho pelos 03 grupos: Macroeconomia 
02/06 
 
Palestra – Web Seminário – Economia do Brasil em 2021 
03/06 
 
Pesquisa – Projetos sobre políticas fiscais e tributárias 
04/06 
 
Atividade Google Formulário – Trabalho, Oferta e demanda 
05/06 
 
Lista de Exercícios II – Enviados no Google forms 
06/06 
 
Trabalho – Palestras sobre alternativas para Crise Brasileira 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: SISTEMAS ECONÔMICOS 
PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8 
 
42
 
 
 
 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS 
 
BOAS VINDAS 
 
Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! 
Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 
promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, 
colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. 
Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas 
erecursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades 
organizadasem componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a 
cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. 
Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de 
comunicação como o APP Conexão 2.0. 
Espero que você esteja disposto a aprender muito. 
 
ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS 
 
Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão 
suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para 
nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas 
que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e 
em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. 
Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua 
residência e/ou internet. 
É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no 
cumprimento das atividades. 
Contamos com a sua valiosa colaboração! 
 
DICA PARA O ALUNO 
 
Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a 
propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar 
continuidade ao seu aprendizado. 
Seguem algumas dicas para te ajudar: 
 
a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; 
b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; 
c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. 
Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! 
 
 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: PROCESSOS E OPERAÇÕES CONTÁBEIS 1 
PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 3 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 12 
 
43
 
 
 
EIXO TEMÁTICO: PROCESSOS DE OPERAÇÕES CONTÁBEIS 1 
TEMA/TÓPICO(S): CONTABILIDADE: CONCEITO, OBJETIVO E FINALIDADE 
HABILIDADE(S): Aplicar os fundamentos e conceitos da Contabilidade na gestão financeira. 
CONTEÚDOS RELACIONADOS: Firma Individual e Sociedades; Registros Obrigatórios; 
Conceito, Objetivo e Finalidade; Sistema de Informação; Usuários; Atividades 
INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em 
Administração 
 
REFERÊNCIAS: 
Fipecafi, Ernt Young. Manual de Normas Internacionais de Contabilidade: IFRS versus 
Normas Brasileiras. 
SANTOS, Cleônimo dos. Depreciação de bens do ativo imobilizado: Aspectos Práticos. São 
Paulo:IOB -Thomson, 2003. (Coleção prática IOB; v.6). 
IUDICIBUS, Sérgio de, MARION, José Carlos. Curso de contabilidade para não contadores. 
2. ed.- São Paulo: Atlas, 1999. 
Ribeiro, Osnir de, Moura, Contabilidade Geral. 3. ed. - São Paulo: Saraiva 2009. 
Szuster e Cardoso. Contabilidade Geral, 2009. 3ed. São Paulo: Atlas. 
Sites: www.cpc.org.br; www.cfc.org.br; www.crcsp.org.br; www.sebraesp.combr; 
ww.audibra.org.br; www.ibracon.org.br 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A contabilidade temcomo objetivo fundamental o controle do patrimônio de uma pessoa física 
ou jurídica, pública ou privada, com fins lucrativos (sociedade empresarial) ou não, o que 
abrange, inclusive, as entidades do chamado Terceiro Setor, os entes políticos da federação 
e as pessoas jurídicas da administração pública indireta. 
 
Dessa forma, a prática contábil ocupa-se da coleta, registro e processamento dos dados 
necessários à produção de demonstrativos financeiros e relatórios destinados à análise da 
situação patrimonial em determinado instante (um ponto no tempo) e bem assim dos 
elementos que justificam e revelam as alterações ocorridas entre momentos temporais 
distintos. 
 
 A Contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões. Na 
verdade, ela coleta todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente, 
registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem 
sobremaneira para a tomada de decisões. 
 
 
 
 
 
44
http://www.ibracon.org.br/
 
SEMANA 1 
 
CONTABILIDADE 
 
Antes de começar a estudar contabilidade e para maior entendimento você deve imaginar que 
você é a empresa, tudo o que acontece com a empresa, está acontecendo com você. 
 
Exemplo: se a empresas compra algo, quem compra é você. Quando a empresa vende, quem 
vende é você. 
 
 
Firma individual e Sociedade 
 
As empresas individuais são organizadas basicamente sob duas formas: 
 
Firma individual – um único proprietário 
 
Sociedade – dois ou mais proprietários. 
 
 
Empresa Individual – é a pessoa natural que exerce o comércio em seu próprio nome, 
individualmente e por sua conta e risco. Na firma individual o nome da empresa é o mesmo 
nome do indivíduo. 
 
 
Sociedade – quando a empresa tem dois ou mais sócios ou proprietários. 
 
Sociedade de Responsabilidade Limitada (LTDA) é a mais comum e constituída por dois ou 
mais sócios, nela a responsabilidade dos sócios pelo pagamento das obrigações é limitada a 
importância do capital social. 
 
 O capital social é dividido em cotas. 
 Quota e o menor valor em que se divide o capital social da empresa. 
 Nome da Sociedade Limitada. 
 Na empresas limitada a razão social deve constar a expressão LTDA. 
 
 
REGISTROS OBRIGATÓRIOS: 
 
 
 O contrato social das empresas do segmento de comércio deve ser registrado e arquivado 
na junta comercial e prestadora de serviço no cartório de títulos e documentos. 
 Receita Federal (CNPJ); 
 Secretaria da Fazenda (inscrição estadual); 
 Na Prefeitura Municipal (alvará de funcionamento). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45
 
CONCEITOS 
 
 A Contabilidade é um instrumento fundamental para o perfeito funcionamento das 
organizações. 
 È um sistema de registro e apuração ou medição da riqueza (Marion 1989); 
 É conceituada como a ciência que estuda controla o patrimônio das entidades e suas 
variações. 
 “É a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de controle e de registro relativo 
aos atos e fatos da administração econômicas”. 
 
 
OBJETIVO 
 
 O objetivo da contabilidade é o PATRIMÔNIO, manifesta-se na correta apresentação do 
patrimônio e na sua apreensão e análise das causas das suas mutações; 
 O objetivo de estudo da contabilidade é o PATRIMÔNIO e seu campo de aplicação são 
entidades econômico-administrativo. 
 
 
FINALIDADE 
 
 A finalidade da contabilidade e a de controlar o Patrimônio com objetivo de fornecer 
informações sobre a sua composição e suas variações. 
 Para alcançar sua finalidade ela processa o registro de todos os fatos relacionados a 
formação, movimentação e as variações do patrimônio administrativo vinculado a entidade, 
objetivando assegurar seu controle e fornecer dados e informações aos sócios, clientes, 
fornecedores, bancos, governo e acionistas etc. 
 
 
 
 
ATIVIDADES 
 
RESPONDA 
1) No seu entendimento qual a diferença entre a empresa individual e sociedade? 
2) Qual é o objetivo da Contabilidade? 
3) Qual é a finalidade da Contabilidade? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46
 
 
SEMANA 2 
 
ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE 
 
(CPC 01 - Deliberação CVM nº. 539/08 - Resolução CFC nº. 1.374/11) 
A Contabilidade para se desenvolver utiliza-se de um sistema de informação e avaliação que, 
por intermédio deste instrumento oferece ao usuário final as informações necessárias para 
suas decisões. Essa sistemática fornece diversas demonstrações, explicações, detalhes e 
análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade. 
 
Mas o que é um Sistema de Informação? 
 
Em linhas gerais é um conjunto organizado de dados oriundos de diversos documentos e 
regras com base em legislação ou norma contábil, adicionadas às técnicas de conciliações, 
acúmulo de dados e analises, para que possam resultar em relatórios. 
 
Um sistema de informação não é um programa de informática. São métodos de trabalho, 
criados com intuito de alcançar um objetivo. Este poderá ser manual ou computadorizado, 
sendo que esse método é organizado de tal maneira que colete, processe, transmita e 
dissemine os dados que representam informação para o usuário. 
 
Quem é o Usuário? 
 
É uma pessoa física ou jurídica que tenha interesse na informação de uma entidade. 
 
Existem dois tipos de usuários: 
 
 
(1) Usuários externos são de acordo com a Resolução CFC nº. 1.374/11: 
 
a) Investidores. Os provedores de capital de risco e seus analistas que se preocupam com o 
risco inerente ao investimento e o retorno que ele produz. Eles necessitam de informações 
para ajudá-los a decidir se devem comprar, manter ou vender investimentos. Os acionistas 
também estão interessados em informações que os habilitem a avaliar se a entidade tem 
capacidade de pagar dividendos. 
 
b) Empregados. Os empregados e seus representantes estão interessados em informações 
sobre a estabilidade e a lucratividade de seus empregadores. Também se interessam por 
informações que lhes permitam avaliar a capacidade que tem a entidade de prover sua 
remuneração, seus benefícios de aposentadoria e suas oportunidades de emprego. 
 
c) Credores por empréstimos. Estes estão interessados em informações que lhes permitam 
determinar a capacidade da entidade em pagar seus empréstimos e os correspondentes juros 
no vencimento. 
 
d) Fornecedores e outros credores comerciais. Os fornecedores e outros credores estão 
interessados em informações que lhes permitam avaliar se as importâncias que lhes são 
devidas serão pagas nos respectivos vencimentos. Os credores comerciais provavelmente 
estão interessados em uma entidade por um período menor do que os credores por 
empréstimos, a não ser que dependam da continuidade da entidade como um cliente 
importante. 
 
 
 
 
47
 
 
e) Clientes. Os clientes têm interesse em informações sobre a continuidade operacional da 
entidade, especialmente quando têm um relacionamento a longo prazo com ela, ou dela 
dependem como fornecedor importante.” 
 
(f) Governo e suas agências. “Os governos e suas agências estão interessados na 
destinação de recursos e, portanto, nas atividades das entidades. Necessitam também de 
informações a fim de regulamentar as atividades das entidades, estabelecer políticas fiscais 
e servir de base para determinar a renda nacional e estatísticas semelhantes.” 
 
 
(2 ) USUÁRIOS INTERNOS: Os administradores da entidade. 
 
Assim, as informações contábeis têm a finalidade de satisfazer as necessidades comuns da 
maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos eles utilizam as informações para a 
tomada de decisões econômicas, que de acordo com a Resolução CFC 1.374/11 são: 
 
(a) “decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais; 
(b) avaliar a Administração quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida, e quanto 
à qualidade de seu desempenho e prestação de contas; 
(c) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e proporcionar-lhes outros 
benefícios; 
(d) avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursosfinanceiros emprestados à 
entidade; 
(e) determinar políticas tributárias; 
(f) determinar a distribuição de lucros e dividendos; 
(g) elaborar e usar estatísticas da renda nacional; ou 
(h) regulamentar as atividades das entidades.” 
 
 
ATIVIDADES 
RESPONDA 
1) O que é um sistema de informação contábil (SIC)? Qual a sua importância? 
2) Quem são os usuários da contabilidade? Destaque 3 (três) exemplos de usuário e o 
objetivo de cada um deles. 
 
 
 
 
 
 
 
 
48
 
 
 SEMANA 3 
ENTIDADE 
 
A palavra “ENTIDADE” na contabilidade tem sentido amplo e nada tem a ver com entidades 
filantrópicas por exemplo. Entidade é o conjunto de todas as pessoas físicas ou jurídicas da 
qual a ciência contábil estuda buscando oferecer as respostas necessárias ao questionador. 
 
Assim, Entidades são em linhas gerais: 
 Todas as empresas (indiferente do tamanho) 
 Todas as entidades filantrópicas como ONG´s, Fundações, Igrejas, etc.; 
 Governo (Federal, Estadual, Municipal); 
 Autarquias (exemplo: Hospitais) 
 Cooperativas; 
 Autônomos; 
 Empresário; 
 Pessoa Física; 
 
Finalidade da Contabilidade 
 
A finalidade da contabilidade é o fornecimento de informações quantitativas e qualitativas aos 
usuários, visando à segurança da tomada de decisões acerca do futuro da entidade. De 
acordo com a resolução CFC N.º 1.374 de 2011, as informações prestadas aos usuários da 
contabilidade devem ser dotadas de características qualitativas fundamentais e de melhoria: 
 
Observe as características qualitativas fundamentais: 
 
 Relevância: As informações consideradas relevantes são aquelas que tenham 
capacidade de fazer a diferença na tomada de decisões. Deve ter valor preditivo, 
confirmatório, ou ambos; 
 
 Representação fidedigna: Para ser considerada útil, a informação contábil deve 
representar fenômenos relevantes com fidedignidade, devendo ser completa, neutra e 
livre de erro. 
 
Características qualitativas de melhoria: 
 
 Comparabilidade: Este atributo garante ao usuário a possibilidade de efetuar 
comparações entre determinados períodos, com o intuito de analisar a evolução da 
informação de uma entidade no tempo ou compará-la com outra entidade; 
 
 Verificabilidade: Visa assegurar ao usuário que a informação é fidedigna. Possui relação 
com a possibilidade de verificação dos valores mensurados pela contabilidade; 
 
 Tempestividade: A informação contábil deve chegar aos usuários em tempo hábil para a 
tomada de decisões; 
 
 Compreensibilidade: Parte-se da presunção de que o usuário tenha conhecimentos 
básicos a respeito da contabilidade, negócios e atividades da entidade, de forma que 
entenda as informações disponibilizadas pela contabilidade, que deverá apresentá-las 
com o máximo de clareza e concisão; 
 
 
 
49
 
 
Conhecendo o Patrimônio: O Patrimônio é conceituado como o conjunto de bens, direitos e 
obrigações susceptíveis de avaliação em moeda, vinculados a uma empresa ou pessoa física, 
num determinado momento. (CREPALDI, 2010). No que se refere ao âmbito empresarial, 
inicialmente o patrimônio é formado pelo capital social, ou seja, os valores e bens materiais 
resultantes das aplicações feitas pelos sócios visando o funcionamento da instituição. 
 
Naturalmente, para atender aos objetivos da instituição, o capital social ganha novas formas, 
sendo convertido em diferentes bens. Além dos bens, os direitos e obrigações da empresa 
passam a compor seu patrimônio. Concomitantemente com o surgimento dos bens, surgem 
obrigações. 
 
Tipos de Bens: De acordo com Ribeiro (2010), bens são as coisas capazes de satisfazer as 
necessidades humanas e suscetíveis de avaliação econômica. 
 
Os bens, de forma geral, são classificados: 
 
Bens Tangíveis: Também conhecidos como corpóreos, concretos ou materiais. São aqueles 
que existem fisicamente (objeto). São exemplos de bens tangíveis: 
 Numerários: dinheiro (em espécie) etc.; 
 De Venda: estoque de mercadorias; 
 Fixo ou imobilizado: São aqueles bens que possuem vida útil maior que um ano, 
exemplo: máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, veículos etc.; 
 De Renda: os bens de renda não são essenciais para a manutenção das atividades da 
empresa. São considerados investimentos, como, por exemplo, imóveis para locação; 
 De Consumo: são aqueles adquiridos pela instituição e destinados a consumo próprio. 
Depois de utilizados, passam a ser considerados despesas, exemplos: combustíveis, 
materiais de escritório, material de limpeza etc. 
 
Bens Intangíveis: Também conhecidos como incorpóreos, abstratos ou imateriais. São 
considerados bens, mesmo sem possuírem existência física. São essenciais aos objetivos da 
empresa, normalmente são representados, por exemplo, pelas marcas e patentes, entre 
outros. Para que um bem possa estar classificado no ativo da empresa, é necessário que a 
entidade tenha alguma forma de direito sobre o mesmo, o direito pode ser: 
 Da propriedade: A propriedade é considerada mais ampla que a posse. O proprietário é 
o legítimo dono do bem, possui seu domínio, podendo usufruir do mesmo ou transferir sua 
posse a terceiros; 
 Da posse: Possui somente o direito de usufruir o bem com a intenção de obter proveito. 
Fica sob sua posse de forma temporária, podendo ser vendido somente com a permissão 
do proprietário; 
 Da propriedade e posse, simultaneamente: Sendo o proprietário e detendo a posse do 
bem, a empresa encontra-se com ampla liberdade sobre o mesmo, sem nenhum tipo de 
restrições. 
 
ATIVIDADES 
RESPONDA 
 
1) Qual o conceito de Entidade? cite 3 exemplos. 
2) Qual é a finalidade da Contabilidade? 
3) Qual é o significado do Patrimônio? 
4) Quais são as classificações dos Bens? cite 3 exemplos de cada. 
 
 
 
 
50
 
 
 SEMANA 4 
 
Direitos 
 
Frequentemente, as empresas realizam transações de vendas a prazo. Em negociações desta 
natureza, o pagamento é efetuado após um período previamente acordado. Em consequência, 
a empresa passa a ter um direito a receber do cliente, correspondente ao produto da venda. 
 
Os direitos de uma entidade não são representados somente pelos valores oriundos de 
vendas de mercadorias a prazos. 
 
São também considerados direitos: 
 
 o capital social a integralizar, 
 aplicações em bancos, 
 adiantamentos a fornecedores, 
 aluguel de bens móveis e imóveis, 
 empréstimos a terceiros etc. 
 
No que se refere ao registro nos livros contábeis da instituição, os direitos da entidade 
comumente são representados com o termo a receber, após a descrição do respectivo direito, 
exemplos: 
 
 contas a receber, 
 títulos a receber, 
 aluguéis a receber etc. 
 
A conta “clientes” é uma exceção à regra, pois se trata de um direito e não carrega o termo a 
receber. 
 
 
Obrigações 
 
Consideram-se obrigações o conjunto de bens pertencentes a terceiros e que estejam sob a 
posse da entidade, bem como dívidas de qualquer natureza. 
 
Ao efetuar uma compra a prazo, a entidade adquire uma obrigação com o vendedor. 
 
Considera-se, neste caso, que o comprador terá somente a posse do bem, permanecendo a 
propriedade com o vendedor, até que efetue todo o pagamento referente à compra. 
 
Quanto aos registros nos livros contábeis da instituição, as obrigações da entidade 
comumente são representadas com o termo a pagar após sua descrição, exemplos: 
 
 contas a pagar, 
 salários a pagar, 
 aluguéis a pagar, 
 impostos a pagar (ou a recolher) etc. 
 
 A conta “fornecedores” é uma exceção à regra, pois se trata de uma obrigação e não carrega 
o termo a pagar. 
 
 
 
51
 
 
Aspectos quantitativos e qualitativos 
 
Visando à representação correta da composição do patrimônio de uma entidade, de forma 
que os interessados externos possam ter uma visão mais clara e precisa sobre o que o 
compõe, a contabilidade considera dois aspectos, o quantitativo e o qualitativo: 
 
Aspectos qualitativos: Visa agrupar os bens, direitose obrigações de acordo com suas 
características (natureza), atribuindo nome a cada item, exemplo: 
 
 mercadorias, 
 veículos, 
 dinheiro, 
 móveis e equipamentos etc. 
 
 
Aspectos quantitativos: Visa mensurar os bens, direitos e obrigações em valores, com o 
intuito de informar o total do patrimônio da entidade em moeda. 
 
Suponhamos que um investidor esteja interessado em dispor de recursos para uma 
determinada empresa e solicite informações sobre a sua composição patrimonial, se a 
informação passada fosse: o patrimônio da entidade X é formado pelo conjunto de bens, 
direitos e obrigações, não seria possível a visualização da dimensão deste patrimônio, para 
isso, torna-se fundamental a especificação dos aspectos qualitativos e quantitativos, 
permitindo que o possível investidor saiba quais itens compõem o patrimônio da empresa e 
seus valores respectivos. 
R Representação Gráfica d 
 
 
ATIVIDADES 
 
RESPONDA 
 
1) Os direitos de uma entidade não são representados somente pelos valores oriundos de 
vendas de mercadorias a prazos, então o que também considerados direito? 
2) Qual é o significado de obrigações? 
3) Quais são os aspectos considerados pela contabilidade visando à representação correta 
da composição do patrimônio de uma entidade? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52
 
 
PARA ENRIQUECER SEUS CONHECIMENTOS. 
DICAS DE LEITURA, FILME, DOCUMENTÁRIO, OUTROS. 
 
 
 
 FINALIDADE DA CONTABILIDADE 
 
https://www.youtube.com/watch?v=3CXlFD--KVA 
SISTEMA DE INFORMAÇÃO 
https://www.youtube.com/watch?v=gjDiSmwMI4U 
 
 Representação Gráfica do Patrimônio: 
 https://www.youtube.com/watch?v=FOwieAkuwew 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53
https://www.youtube.com/watch?v=3CXlFD--KVA
https://www.youtube.com/watch?v=gjDiSmwMI4U
https://www.youtube.com/watch?v=FOwieAkuwew
 
 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS 
 
 
Período Data: 
GÊNERO 
(ASSUNTO) 
 
CONTABILIDADE 
Objetivo 
Elaborar 03 grupos na sala , os alunos deverão pesquisar e apresentar um 
trabalho sobre : Diferenciações evidentes entre contabilidade financeira e 
contabilidade gerencial 
 
Habilidades 
Identificar as principais diferenças da contabilidade financeira e gerencial 
entre: os usuários, a finalidade, tipos de informações, horizonte de tempo, 
natureza da informação e as limitações. 
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Interdisciplina-
ridade 
 
Demais disciplinas do Grupo 1 do Curso Técnico de Administração 
Referências 
ALVES, R.V. Contabilidade gerencial: livro texto com exemplos, estudos de 
caso e atividades práticas. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2013. 
 ATKINSON, A.A. et al. Contabilidade gerencial: informação para tomada 
de decisão e execução da estratégia. 4.ed. Rio de Janeiro, 2015. 
ATRILL, P; MCLANEY.E. Contabilidade gerencial para tomada de decisão. 
1. ed.São Paulo : Saraiva, 2014. BRASIL. Lei 6.404 de 15 de dezembro de 
1976. Disponível em: . Acessado em 05.Out.2017. 
BORGES, F.T.C; ZIOLI, E. de G.O; BIAZON, V. A contabilidade gerencial 
para a tomada de decisão: Uma análise do mercado de Paranavaí. In: 
Semana Acadêmica Economia criativa: Aproveitando a oportunidade em 
tempos de crise, 2015, Norte do Paraná. p.22. 
MARION, J.C. Contabilidade empresarial: texto. 17.ed.São Paulo, 2015. 
PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade 
introdutória e intermediária. 10.ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2016. PADOVEZE 
SANTOS, J.L; SCHMIDT, P; MACHADO, N.P; Fundamentos da teoria da 
contabilidade. v.6. São Paulo: Atlas, 2009. 
SILVA, A.d. Estrutura, análise e interpretação das demonstrações 
contábeis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: PROCESSOS DE OPERAÇÕES CONTÁBEIS 1 
PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 3 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 12 
 
54
 
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS 
 PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ATIVIDADES COMPLEMENTARES 
 ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
 CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
 COMPONENTE CURRICULAR: PROCESSOS DE OPERAÇÕES CONTÁBEIS 1 
 ANO DE ESCOLARIDADE: 1 MÓDULO 
 PET VOLUME 1 1º BIMESTRE 
 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANA: 4 
 Nº DE AULAS POR SEMANA: 3 Nº DE AULAS POR BIMESTRE: 12 
 PET = 60% CARGA HORÁRIA ATIVIDADES COMPLEMENTARES = 40% CH 
 ATIVIDADES COMPLEMENTARES Nº DE ATIVIDADES: 06 
 
 
N/º da Atividade Listagem das Atividades complementares 
01/06 
 
Entrega trabalho pelos 03 grupos: Contabilidade financeira e 
gerencial 
02/06 
 
Palestra – O FUTURO DA PROFISSÃO CONTÁBIL E A 
CHAVE PARA O SUCESSO DAS EMPRESAS 
 
 https://www.youtube.com/watch?v=L_y-XgGATLY 
 
03/06 
Trabalho – Fazer um resumo (até 20 linhas) sobre a Palestra 
o Futuro da Profissão contábil 
04/06 
 
Entregas exercicios dos Pets 
05/06 
 
Lista de Exercícios II – Enviados no Google forms 
06/06 
 
Trabalho – Os passos para Contabilidade Digital 
 
55
https://www.youtube.com/watch?v=L_y-XgGATLY
 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS 
 
 
BOAS VINDAS 
 
Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! 
Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 
promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, 
colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. 
Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas 
e recursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades 
organizadas em componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a 
cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. 
Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de 
comunicação como o APP Conexão 2.0. 
Espero que você esteja disposto a aprender muito. 
ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS 
 
Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão suspensas. 
Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para nossos 
estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas que deverá 
ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e em seguida 
o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. 
Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua residência 
e/ou internet. 
É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no 
cumprimento das atividades. 
Contamos com a sua valiosa colaboração! 
DICA PARA O ALUNO 
 
Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a 
propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar continuidade 
ao seu aprendizado. 
Seguem algumas dicas para te ajudar: 
 
a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; 
b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; 
c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. 
Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: GESTÃO EMPRESARIAL 1 
PROFESSORA: ANA MARIA MAGALHÃES ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO /SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 8 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 4 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 13 
 
56
 
EIXO TEMÁTICO: Gestão e Negócio 
TEMA/TÓPICO(S): Conceito,objetivo e finalidade 
HABILIDADE(S): Explicar conceitos técnicos com estratégicas interpretativas e argumentativas; 
inferir o significado de palavras e expressões usados na prática profissional; justificar e 
contextualizar parte dos textos e outros materiais. 
CONTEÚDOS RELACIONADOS: Associação de outros termos técnicos mantendo a 
interdisciplinaridade com as outras disciplinas do curso técnico em Administração; práticas 
profissionais. 
INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em 
Administração 
 
REFERÊNCIAS: 
AMARU MAXIMIANO, Antonio Cesar. Introdução à Administração. São Paulo: Atlas, 2002. 
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron,1997 
COSTA, Eliezer. Gestão Estratégica. São Paulo: Saraiva, 2002. 
DA SILVA, Reinaldo O. Teorias da Administração. São Paulo: Pioneira. 2001. 
KARLOF, B. Conceitos básicos de administração. São Paulo: Nobel, 1994. 
KWASNICKA, E. L. Teoria geral da administração: uma síntese. São Paulo: Atlas, 1987. 
LODI, J. B. História da administração. São Paulo: Pioneira, 1974. 
MAXIMIANO, A.C.A., Introdução à Administração. São Paulo: Atlas, 2002. 
MEIRELLES, MANUEL & PAIXÃO, MARISA REGINA. Teorias da Administração – Clássicas e 
Modernas. São Paulo: Futura, 2003 
PARK, K. H. Introdução ao estudo da administração. São Paulo: Pioneira, 2002. 
 
INTRODUÇÃO 
 
Gestão empresarial é o conjunto de ações e estratégias aplicadas em um negócio, utilizando 
de seus recursos financeiros, estruturais e humanos. 
 
O sistema de uma organização é elaborado a partir de diferentes partes que a compõem, 
sempre com foco em crescimento e alcance de resultados maiores e melhores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Em um mercado cada vez mais competitivo, dinâmico e em constante mudança, é 
indispensável que a gestão empresarial seja assertiva para que as diretrizes e decisões geremo 
impacto positivo, necessário para a sustentação do negócio. 
 
 
 
 
57
https://www.altgrupo.com.br/blog/10-melhores-estrategias-para-gerar-leads
SEMANA 1 
 
GESTÃO EMPRESARIAL I 
 
 
O que é gestão? 
 
Muitas vezes, no mundo corporativo, assumimos que todos sabem exatamente 
o que é gestão. Mas será que é assim mesmo? Nós gostamos de definir gestão 
como a atividade administrativa que via atingir os objetivos da companhia de 
maneira eficaz, valorizando o conhecimento e as habilidades das pessoas. 
Sendo assim, o gestor deve ter a capacidade de manter a sinergia entre o grupo, 
a estrutura e os recursos já existentes. 
Porém, pensando em esclarecer definitivamente o que é gestão, elencamos 
alguns fatos históricos a respeito, mas com a propriedade de quem vive imerso 
no ambiente gerencial, de gestor para gestor. 
 
 
Gestão e administração são a mesma coisa? 
 
Na análise gramatical, sim. E muitas vezes os dois termos são entendidos como 
sinônimos até por profissionais. Mas, na prática, há algumas sutis diferenças que 
precisam ser analisadas. 
Vamos à etimologia: administrar significa planejar algo, controlar e dirigir os 
recursos humanos, materiais e financeiros. Em sua concepção, o termo é mais 
voltado para o aspecto técnico, com foco no processo administrativo. 
Segundo o francês Henri Fayol, fundador da Teoria Clássica da Administração, 
o administrador é responsável por conduzir a empresa, levando em consideração 
alcançar os objetivos da organização. Sendo assim, a administração é racional 
e visa a atingir as metas e os propósitos da empresa. 
 
 
 
ATIVIDADE 
 
 
1. O que é Gestão? 
 
 
2. Com suas palavras explica: 
Gestão 
Administração 
 
 
 58
SEMANA 2 
 
 
E o que é gestão? 
 
Atividade que tem como princípio fundamental incentivar a participação, 
estimular a autonomia e a responsabilidade dos funcionários. O foco é a questão 
gerencial, cujo processo é voltado para o político-administrativo. Ou seja, carrega 
componentes mais humanos, mais intuitivos do que a administração. 
 
 
Gestão na História: 
Uma breve linha do tempo 
 
A humanidade é “gestora” faz muito tempo. Ainda que o termo sequer existisse, 
poderíamos associá-lo à concepção tradicional de liderança. Foram técnicas 
rudimentares de gestão que permitiram que líderes construíssem cidades e 
impérios, que erguessem obras monumentais, como catedrais e castelos. O 
medo costumava ser a principal ferramenta utilizada pelos gestores – tais como 
os senhores dos escravos, que o usavam para forçar o trabalho dos seus 
subordinados. 
Até que, em meados do século XVIII, o inglês Adam Smith e outros economistas 
começaram a estudar o aumento da produtividade por meio da divisão do 
trabalho. A partir daí ela assume caráter mais científico, focada no crescimento 
de organizações. 
Conceitos como planejamento, controle da qualidade, custos de produção e 
estandardização já eram conhecidos pelos gestores antes mesmo do início do 
século XX. 
Ou seja, os primeiros passos para a gestão profissional datam de muito tempo. 
 
 
 
ATIVIDADE 
 
 
1) O que é gestão no seu entender? 
 
2) Quais são os conceitos conhecidos pelos gestores antes mesmo do início 
do século XX? 
 
 
 
 
 
 
 59
SEMANA 3 
 
 
A gestão no início do Século XX 
 
Na primeira metade do século XX, houve uma divisão entre os especialistas: o 
engenheiro norte-americano Frederick Taylor defendia a gestão científica, 
enquanto o economista alemão Max Weber dava ênfase aos aspectos 
administrativos. 
Na tese de Taylor, eram prioridades a medição e a especificação de atividades 
e resultados. Naquele momento, foram criados procedimentos para que as 
tarefas fossem realizadas em menos tempo e ao menor custo. 
Já a gestão administrativa voltava-se para a organização em vez do 
desempenho no trabalho. Defendia-se uma organização hierárquica, com níveis 
superiores, médios e inferiores, e uma cadeia clara de controle e comando. 
Os gestores de topo se encarregavam da estratégia e do planejamento, ao passo 
que os gestores de nível médio gerenciavam os supervisores (que eram os 
gestores de nível mais baixo). Estes, por sua vez, chefiavam os trabalhadores 
operacionais (que realmente executavam o trabalho propriamente dito). 
No modelo de Weber, cada pessoa na organização seguia as ordens do seu 
superior direto. Durante esse período, alguns teóricos como Mary Parker Follet 
começavam a reconhecer a importância dos aspectos humanos na gestão, que 
começava a se humanizar. 
 
 
A gestão nos tempos atuais 
 
Lá pelo meio do século XX, começou-se a perceber que nem todo o 
conhecimento da gestão vinha das cabeças que estavam no topo. 
A partir daí uma nova ideia começou a ganhar terreno: todas as pessoas da 
organização poderiam contribuir muito mais para o seu sucesso se usassem a 
sua inteligência. 
Assim, ela foi se descentralizando. Além do fator inteligência, o crescente poder 
de sindicatos e as políticas promulgadas pelos governos democráticos, 
obrigaram os gestores de empresas a se preocupar mais com o lado humano da 
organização. 
Os princípios da ciência comportamental passaram a ser aplicados na gestão. 
Formas de conectar colaboradores aos objetivos de uma empresa começaram 
60
a ser exploradas. A gestão de pessoas ganhou um peso fundamental no sucesso 
de qualquer negócio. Expressões como cultura organizacional, gerenciamento 
de conflitos e muitas outras se tornaram centrais para a administração. Afinal, 
hoje, pessoas são o principal ativo de uma organização. 
 
 
 
 
ATIVIDADE 
 
 
 
1. Comente sobre a divisão no pensamento entre Taylor e Weber 
relacionados na gestão no início do século XX. 
 
2. O que mudou sobre o conhecimento da gestão nos tempos atuais? 
61
SEMANA 4 
 
Evolução histórica: 
Principais Teorias e Escolas da Administração 
 
Os princípios da Administração Científica de Frederick 
Taylor 
 
Nos EUA no final do século XIX, em forte crescimento industrial, as empresas 
enfrentavam dificuldades de baixa produçãoindustrial devido à baixa 
qualificação e ineficiência dos trabalhadores. 
Devido a este problema, Frederick Winslow Taylor (1856-1915) estuda o sistema 
de produção fabril dando origem à “Teoria de administração científica”, com o 
objetivo do aumento da produtividade eliminando os desperdícios e perdas 
sofridas pelas empresas e elevar o nível de produtividade dos trabalhadores. 
Deste modo examina o método que designa por estudo de tempos e movimentos 
(time-and- motion studies). O objetivo de maximizar o output produzido por 
trabalhar seria atingido através da eliminação do esforço físico desperdiçado e 
pela especificação de uma sequência exata de atividades. Reduziu, assim, a 
quantidade de tempo, dinheiro e esforços para cada produção. 
 
 
62
 
 
 
A simplificação das tarefas de cada operário, conseguida pelo princípio da 
especialização do trabalho, permitia: 
 
 
a) A contratação de trabalhadores com qualificações mínimas; 
b) A redução da possibilidade de erros na execução; 
c) A redução dos custos de formação (treino); 
d) O aumento da eficiência do trabalhador e maior produtividade. 
 
 
Os mais importantes princípios da administração científica, que seriam passíveis 
de prescrição a todas as situações da empresa, e todas as empresas, são: 
 
 
• Princípio do planejamento – substituir, no trabalho, o critério individual do 
operário, a improvisação e a atuação empírico-prática, pelos métodos científicos, 
através do planeamento e do método; 
• Princípio da formação ou preparação – selecionar cientificamente os 
trabalhadores de acordo com as suas aptidões, prepará-los e treiná-los para 
produzirem mais e melhor, de acordo com o método planeado. Além da 
preparação da mão-de-obra, preparar também as máquinas e equipamentos de 
produção, bem como atender à colocação física e à disposição racional do 
equipamento e materiais; 
• Princípio do controle – consiste em controlar o trabalho para se certificar 
de que está a ser executado conforme as normas e plano revisto; 
• Princípio da execução – distribuir distintamente as atribuições e as 
responsabilidades para a adequada execução do trabalho. 
63
ATIVIDADE 
 
 
1) Assista ao vídeo (link abaixo) e faça um resumo sobre o que você 
entendeu dos princípios da administração científica com base no exemplo da 
lava jato de João e Pedrinho demonstrado no vídeo. 
https://youtu.be/L9SuKjRCP8A 
 
 
2) A simplificação das tarefas de cada operário, conseguida pelo princípio da 
especialização do trabalho, permitir: (marque a alternativa errada) 
 
 
a) A contratação de trabalhadores com qualificações máximas; 
b) A redução da possibilidade de erros na execução; 
c) A redução dos custos de formação (treino); 
d) O aumento da eficiência do trabalhador e maior produtividade. 
 
 
3) Quais são os mais importantes princípios da administração científica, que 
seriam passíveis de prescrição a todas as situações da empresa, e todas as 
empresas. 
64
PARA ENRIQUECER SEUS CONHECIMENTOS. DICAS DE LEITURA, 
FILME, DOCUMENTÁRIO, OUTROS. 
 
 
Sugestões de links sobre temas diversos relacionados a Gestão 
Empresarial 
www.capitalsocial.cnt.br 
https://endeavor.org.br/ 
http://www.sebrae.com.br 
/sites/PortalSebrae/ 
 
 
Estudo de caso da rede Lojas Americanas 
https://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-importncia-da-gesto-de- 
pessoas-estudo-de-caso- americanas-com/ 
 
 
Video – Gestão Empresarial 
https://www.youtube.com/watch?v=VsSMW_H-_40 
 
 
 
Leitura recomendada: 
 
 
 
 
65
http://www.capitalsocial.cnt.br/
https://endeavor.org.br/
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/
http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-importncia-da-gesto-de-pessoas-estudo-de-caso-
http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-importncia-da-gesto-de-pessoas-estudo-de-caso-
http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-importncia-da-gesto-de-pessoas-estudo-de-caso-
https://www.youtube.com/watch?v=VsSMW_H-_40
 
 
 
 
 
 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: INFORMÁTICA APLICADA 
PROFESSORA: ANA MARIA MAGALHÃES ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 02 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 4 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 08 
 
 
BOAS VINDAS 
 
Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! 
Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 
promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, 
colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. 
Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas 
e recursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades 
organizadas em componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a 
cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. 
Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de 
comunicação como o APP Conexão 2.0. 
Espero que você esteja disposto a aprender muito. 
ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS 
 
Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão 
suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para 
nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas 
que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e 
em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. 
Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua 
residência e/ou internet. 
É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no 
cumprimento das atividades. 
Contamos com a sua valiosa colaboração! 
DICA PARA O ALUNO 
 
Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a 
propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar 
continuidade ao seu aprendizado. 
Seguem algumas dicas para te ajudar: 
 
a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; 
b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; 
c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. 
Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia 
mais! 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS 
66
 
EIXO TEMÁTICO: Gestão e Negócio 
TEMA/TÓPICO(S): Conceito, objetivo e finalidade 
HABILIDADE(S): A disciplina de Informática Aplicada visa demonstrar ao estudante como usar 
adequadamente os recursos computacionais disponíveis em ambientes diversos. Será abordado, nesta 
disciplina, o uso básico do Pacote do Office: Word, Excel, Power Point. 
CONTEÚDOS RELACIONADOS: Associação de outros termos técnicos mantendo a 
interdisciplinaridade com as outras disciplinas do curso técnico em Administração; práticas 
profissionais. 
INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em 
Administração 
 
REFERÊNCIAS: MICROSOFT WORD. O que você precisa saber sobre o Word 2007. 
Disponível em:<http://office.microsoft.com/pt-br/training/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o- 
word-2007-HA010225009.aspx>. Acesso em: 01 mar. 2012. 
MICROSOFT EXCEL. Excel: ajuda e instruções. Disponível em: <http://office.microsoft. 
com/pt-br/excel-help/>. Acesso em: 07 jan. 2012. 
MICROSOFT EXCEL. Operadores e cálculo e precedência. Disponível em: <http:// 
office.microsoft.com/pt-br/excel-help/operadores-de-calculo-e-precedencia-HP010078886. 
aspx?CTT=1>. Acesso em 02 dez. 2011. 
MICROSOFT POWERPOINT. O que é o PowerPoint? Disponível em: <http://office.microsoft. 
com/pt-br/novice/o-que-e-o-powerpoint-HA010265950.aspx>. Acesso em: 23 mar. 2012. 
 
INTRODUÇÃO 
 
A disciplina de Informática Aplicada visa demonstrar ao estudante como usar 
adequadamente os recursos computacionais disponíveisem ambientes diversos. 
 
 
 
 
 
 Será abordado, nesta disciplina, o uso básico da suíte de aplicativos para escritório da 
Microsoft: o Microsoft Office. 
 
 A disciplina aborda os conceitos iniciais da utilização do editor de textos Microsoft Word; e, 
apresenta-se o software de edição de planilhas eletrônicas Microsoft Excel, e, por fim, o 
software para edição de apresentações eletrônicas Microsoft PowerPoint. 
 
 
 
67
http://office.microsoft.com/pt-br/training/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-
http://office.microsoft.com/pt-br/training/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-
http://office.microsoft/
http://office.microsoft/
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.1 Elementos de um documento de texto 
Um documento de texto eletrônico é um arquivo de computador que contém 
informações sobre como este texto será exibido na tela ou em papel. Nesse 
arquivo são armazenadas informações que definem onde as palavras deverão ter 
um aspecto visual diferenciado, onde deverão estar os números das páginas, 
como as figuras irão aparecer no texto, entre outros (MICROSOFT WORD, 
2012). Essas características podem ser alteradas no decorrer do texto através da 
seleção do trecho a ser modificado e da aplicação de novas características pelo 
clique na barra de atalho do novo aspecto a ser aplicado. A interface 
principal do Word é apresentada na Figura 1.1. 
 
 
Para saber mais sobre editores 
de texto, acesse: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/ 
Editor_de_texto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assista a um vídeo sobre 
“Digitando e editando textos no 
word” em: 
http://www.youtube.com/ 
watch?v=2ci3nT5Ydcc 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.1: Interface principal do Word 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
Objetivos 
 
Familiarizar o estudante com os conceitos envolvidos na edição de 
textos eletrônicos com o editor de textos Microsoft Word. 
 
Reconhecer os elementos contidos em um documento de texto 
simples como a fonte utilizada, o alinhamento de parágrafo e 
estilos de formatação utilizados. 
 
 
SEMANA 1 
 
68
http://pt.wikipedia.org/wiki/
http://www.youtube.com/
 
 
 
 
 
1.1.1 A fonte 
Sempre que um texto em formato eletrônico for exibido na tela, ele é apre- 
sentado de acordo com as características definidas por quem o redigiu. Entre 
estas características está a fonte a ser utilizada no texto. 
 
As opções mais usualmente trabalhadas quanto às fontes em um documento 
de texto são disponibilizadas na barra de ferramentas do editor, conforme 
ilustra a Figura 1.2. 
 
Figura 1.2: Opções mais usuais de formatação de fonte 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
A fonte do texto nada mais é do que o formato da letra a ser utilizada. 
Geralmente um documento de texto utiliza uma mesma fonte do início ao 
fim. Para escolher a fonte, pode-se selecionar um dos vários tipos disponíveis 
na caixa de seleção de fontes, conforme ilustra a Figura 1.3. 
 
Figura 1.3: Caixa para seleção do tipo de fonte a ser utilizado 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
69
 
 
 
 
 
 
1.1.1.1 Tamanho da fonte 
No decorrer do documento podem aparecer tamanhos diferentes da fonte 
utilizada. Esse recurso é comum para destacar títulos de seções (partes) do 
texto, ou na identificação de fontes de figuras utilizadas, por exemplo. Para 
alterar o tamanho da fonte no texto, pode-se fazer uso da caixa de seleção 
de tamanho da fonte, conforme ilustra a Figura 1.4. 
 
Figura 1.4: Caixa de seleção para modificar o tamanho da fonte 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
1.1.1.2 Formatações especiais 
Também com a função de dar mais destaque, ou ênfase a uma determinada 
palavra, frase, ou título de seção podem ser utilizadas formatações especiais. 
Essas formatações envolvem alterações na forma como a fonte é apresentada. 
Exemplos: 
 
• Negrito – o negrito deixa o traço da fonte mais reforçado. 
 
• Itálico – o itálico deixa a fonte levemente inclinada à direita. 
 
• Sublinhado – o sublinhado deixa um traço sob a palavra. 
 
Essas formatações também podem aparecer combinadas em palavras ou 
frases. Exemplo: termos com as três formatações. 
70
 
 
 
 
 
 
Para escolher uma formatação de fonte, pode-se utilizar a barra de ferramentas 
com os atalhos (Figura 1.5): 
 
Figura 1.5: Atalhos para aplicar as formatações: negrito, itálico e/ou sublinhado 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
1.1.2 O parágrafo 
O parágrafo determina como as palavras e frases irão aparecer no decorrer 
do texto. Nele é definido o alinhamento das palavras com relação às margens 
do documento, o espaçamento entre linhas que haverá entre as frases, etc. 
 
As opções mais usualmente trabalhadas quanto aos parágrafos em um 
documento de texto são disponibilizadas na barra de ferramentas do editor, 
conforme ilustra a Figura 1.6. 
 
Figura 1.6: Opções mais usuais de formatação dos parágrafos 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
1.1.2.1 Alinhamento 
O alinhamento vai determinar a forma como as palavras serão organizadas 
visualmente no parágrafo. Esse recurso pode tornar a leitura do texto mais agra- 
dável, uma vez que a disposição visual do documento pode ficar mais atraente. 
 
Os parágrafos podem ser alinhados à esquerda, centralizados, alinhados à 
direita ou justificados, ocupando toda a extensão da página entre as margens 
esquerda e direita. Para alterar o alinhamento de um parágrafo, pode-se 
utilizar a barra de ferramentas com os atalhos (Figura 1.7): 
 
Figura 1.7: Atalhos para alinhar à esquerda, centralizar, alinhar à direita ou justificar um parágrafo 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
 
 
ATIVIDADE: 
 
Faça um texto, usando a formatação que acabamos de aprender. 
71
 
 
SEMANA 2 
 
 
 
1.1.2.2 Espaçamento entre linhas 
Esse espaçamento determina o nível de afastamento vertical entre as linhas 
do texto. É usual que documentos de texto mais extensos façam uso de espa- 
çamento entre linhas maiores, com o intuito de facilitar a leitura do mesmo. 
 
O espaçamento entre linhas pode ser alterado, selecionando o parágrafo ao 
qual se deseja aplicar o novo espaçamento e clicando na opção desejada, 
através do atalho para seleção de espaçamento entre linhas (Figura 1.8). 
 
Figura 1.8: Opções de espaçamento entre linhas no parágrafo 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
1.1.2.3 Marcadores e numerações 
A utilização de marcadores e numerações pode ser interessante no decorrer 
de um documento de texto, para relacionar itens de mesmo grau de impor- 
tância (marcadores), ou para itens em escalas diferentes de relevância, em 
um determinado contexto (numerações). 
 
Os marcadores podem ser utilizados através do atalho, conforme ilustra a Figura 1.9. 
72
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.9: Caixa para seleção de marcadores 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
Um exemplo de utilização de marcadores pode ser visto no texto que segue. 
 
Já as numerações podem aparecer de duas formas, em nível único, ou com 
subníveis. A seleção de numerações com um único nível se dá conforme 
ilustrada a Figura 1.10. 
Durante um dia, temos os seguintes turnos: 
 
• Manhã 
 
• Tarde 
 
• Noite 
73
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.10: Caixa de seleção para numeração de nível único 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
Como exemplo, observe o texto que segue. 
 
E as numerações com subníveis podem ser definidas através da utilização do 
atalho, conforme Figura 1.11. 
No GP da Austrália de Fórmula 1 ocorrido no dia 18/03/2012, as colocações 
dos pilotos foram: 
 
1. Jenson Button 
 
2. Sebastian Vettel 
 
3. Lewis Hamilton 
74
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.11: Caixa de seleção para numeração com subníveis 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
Pode ser considerado exemplo de texto, a própria organização dostítulos 
deste caderno didático. 
 
 
1.2 Criando um novo documento 
Ao abrir o Microsoft Word, abre-se um novo documento de texto em branco, 
sem nenhum texto. Nele é possível fazer uso dos recursos vistos anteriormente. 
Caso o aplicativo já esteja aberto, e o usuário queira iniciar um novo docu- 
mento de texto, ele deve utilizar o botão Office e selecionar a opção “Novo” 
conforme ilustra a Figura 1.12. 
75
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.12: Criando um novo documento 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
Uma alternativa para a criação de um novo documento é a utilização do 
atalho CTRL+O. 
 
 
1.3 Salvando um documento 
Concluída a edição de um documento, é necessário salvá-lo para que seu 
conteúdo não seja perdido. Ao salvar o documento de texto, é possível reabri-lo 
a qualquer momento, para leitura ou para sua atualização. 
 
Para salvar um documento deve-se utilizar o botão Office e selecionar a opção 
“Salvar”, conforme ilustra a Figura 1.13. 
 
Figura 1.13: Selecionando o menu salvar 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
 
 
 
76
 
 
 
 
 
 
Ao selecionar a opção para que o documento seja gravado, o Word irá exibir uma 
janela de diálogo com o usuário, solicitando que seja escolhido um local para 
salvar o documento, assim como o seu nome. A Figura 1.14 ilustra esta janela. 
 
Figura 1.14: Janela de diálogo de salvamento de documento 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
 
1.4 Abrindo um documento existente 
Um documento previamente editado pode ser reaberto para nova edição e/ 
ou leitura (MICROSOFT WORD, 2012). Este recurso permite que o trabalho 
com documentos de texto possa ser desenvolvido ao longo do tempo, ou 
em etapas. 
 
Para abrir um documento de texto, previamente salvo, deve-se utilizar o botão 
Office e selecionar a opção “Abrir”, conforme ilustrada a Figura 1.15. 
 
 
 
 
 
 
 
77
 
 
Figura 1.15: Selecionando o menu abrir documento 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
Conforme ilustra a mesma figura, pela janela de ajuda de contexto, também 
se pode abrir um documento pelo atalho CTRL+A. 
 
Depois de selecionada a opção de abertura de documento o Microsoft Word 
irá abrir uma janela de diálogo com o usuário solicitando a localização e o 
nome do documento a ser aberto. A Figura 1.16, ilustra a caixa de diálogo 
que solicita as informações para abertura do documento de texto. 
 
 
 
 
ATIVIDADE 
 
 
Usa o documento anterior e acrescenta nela as novas formatações que acabamos de aprender,
78
 
 
SEMANA 3 
 
 
 
 
 
Figura 1.16: Janela de diálogo com as opções para abertura de um documento 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
 
1.5 Imprimindo um documento de texto 
Até este momento foram apresentados recursos para escrever e ler o texto eletroni- 
camente. Também é possível fazer a leitura do documento em papel (MICROSOFT 
WORD, 2012). Para isso é necessário fazer a impressão deste documento. 
 
Para se fazer a impressão de um documento de texto, deve-se utilizar o botão 
Office e selecionar a opção “Imprimir” (Figura 1.17). 
 
Figura 1.17: Menu para impressão do documento 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
79
 
 
 
 
 
 
Após selecionar a opção para impressão, será exibida uma janela de diálogo 
para o usuário selecionar uma das impressoras instaladas no sistema opera- 
cional, conforme ilustra a Figura 1.18. 
 
Figura 1.18: Caixa de diálogo de seleção da impressora 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
 
Resumo 
A edição de documentos de texto pode ser bastante enriquecida com os 
recursos disponíveis atualmente. A utilização adequada dos recursos de edição 
permite que os documentos apresentem formatações diferentes de texto, 
destacando os pontos mais importantes, assim como as diferentes seções que 
compõem um determinado documento. Vimos, nesta seção, os elementos 
básicos que fazem parte de um documento de texto. 
 
 
ATIVIDADE 
1. Elabore um documento de texto descrevendo como foram os seus estu- 
dos prévios da área de informática. 
 
2. Altere a formatação do documento anterior destacando: 
 
• Em negrito e sublinhado – os aplicativos (programas) utilizados. 
 
• Em itálico – os anos em que teve o primeiro contato com o programa estudado. 
80
 
 
 
 
 
 
• Espaçamento duplo entre linhas em todo o documento. 
 
3. Salve o documento na pasta “Meus Documentos” com o nome Ativida- 
de1.docx. 
81
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.1 Inserindo elementos especiais 
É interessante, ao trabalhar com a edição de documentos de texto, fazer uso 
de imagens e tabelas. Esses recursos tornam a compreensão da argumentação 
do texto mais clara e eficiente. 
 
2.1.1 Inserindo imagens 
As figuras ou ilustrações têm a função de representar graficamente o que o texto 
tenta explicar ao leitor. Para inserir uma imagem em um documento de texto, 
deve-se selecionar a guia de ferramentas “Inserir”, ir à seção “Ilustrações”, e 
selecionar a opção “Imagem”, conforme ilustra a Figura 2.1. 
 
Figura 2.1: Selecionando a ferramenta para inserção de uma imagem 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
Depois de selecionada a ferramenta de inserção de imagem, será exibida uma 
janela de diálogo para que o usuário possa selecionar o arquivo da imagem 
a ser inserido no documento (Figura 2.2). 
Objetivos 
 
Apresentar as funcionalidades das tabelas e a inserção de imagens 
no Word. 
 
SEMANA 4 
 
 
82
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Assista a um vídeo sobre 
“Word 2007 – Criando 
tabelas e tabelas rápidas” em: 
http://www.youtube.com/ 
watch?v=nIdLsq7K2sc 
Figura 2.2: Janela de diálogo de seleção de arquivo de imagem 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
2.1.2 Inserindo uma tabela 
As tabelas são elementos que auxiliam na sumarização de dados a serem 
exibidos no documento de texto. Elas também podem ser utilizadas para 
organizar a disposição dos elementos textuais. 
 
A inserção de tabelas em um documento de texto deve ser feita através da 
utilização da ferramenta de inserção de tabelas, na guia “Inserir”, seção 
“Tabela”, conforme ilustra a Figura 2.3. 
 
Figura 2.3: Ferramenta para inserção de tabela em um documento 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
83
http://www.youtube.com/
 
 
 
 
 
 
Ao selecionar a ferramenta de inserção de tabela, será expandida a seção de 
inserção onde o usuário poderá escolher o número de linhas e colunas que a 
tabela a ser inserida possuirá. A Figura 2.4 ilustra a ferramenta de inserçãode 
tabela expandida. 
 
Figura 2.4: Ferramenta de inserção de tabela com a opção de seleção da quantidade 
de linhas e colunas 
Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 
 
 
Resumo 
Nesta aula visualizamos como elementos especiais podem ser utilizados para 
destacar ainda mais determinados conceitos, como é o caso da utilização de 
imagens, assim como a sumarização de dados, no caso das tabelas. 
 
 
ATIVIDADE 
1. Abra o documento Atividade1.docx. 
 
2. Insira uma imagem de cada um dos programas citados no documento. 
84
 
 
 
 
 
 
3. Coloque em uma tabela, no mesmo documento, o programa e o ano em 
que o mesmo foi estudado. 
 
4. Verifique como é possível salvar o documento com o nome Atividade2. 
docx, e o salve com esse nome. 
85
 
 
 
 
 
 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: EMPREENDEDORISMO 
PROFESSORA: ANA MARIA MAGALHÃES ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 02 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 4 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 08 
 
 
BOAS VINDAS 
 
Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! 
Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 
promete... Hoje vocêinicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, 
colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. 
Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas 
e recursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades 
organizadas em componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a 
cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. 
Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de 
comunicação como o APP Conexão 2.0. 
Espero que você esteja disposto a aprender muito. 
ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS 
 
Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão 
suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para 
nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas 
que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e 
em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. 
Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua 
residência e/ou internet. 
É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no 
cumprimento das atividades. 
Contamos com a sua valiosa colaboração! 
DICA PARA O ALUNO 
 
Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a 
propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar 
continuidade ao seu aprendizado. 
Seguem algumas dicas para te ajudar: 
 
a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; 
b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; 
c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. 
Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia 
mais! 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS 
86
 
EIXO TEMÁTICO: GESTÃO E NEGÓCIO 
TEMA/TÓPICO(S): Conceito, objetivo e finalidade 
HABILIDADE(S): Conceituar empreendedorismo; Caracterizar os tipos de empreendedor e de 
negócios; Desenvolver sua criatividade; Criar uma ideia para um negócio próprio; Realizar análises de 
mercado. Elaborar um plano de negócios. 
CONTEÚDOS RELACIONADOS: Associação de outros termos técnicos mantendo a 
interdisciplinaridade com as outras disciplinas do curso técnico em Administração; práticas 
profissionais. 
INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em 
Administração 
 
REFERÊNCIAS: ARELLANO, E. B.; LIMONGI-FRANÇA, A. C. Os processos de recrutamento e 
seleção. In: FLEURY, Maria Tereza Leme (Org.). As Pessoas na Organização. São Paulo: Gente, 
2002, v. 01, p. 63-72. BOHLANDER, G.; SNELL, S.; SHERMAN, A. Administração de Recursos 
Humanos. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003. DOLABELA, F. O Segredo de Luísa. São 
Paulo: Cultura, 1999. DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios. 3. 
ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. FLEURY, M. T. L. As Pessoas na Organização. São Paulo: Gente, 
2002. KAKUTA, S. Trends Brasil: tendências de negócios para micro e pequenas empresas. Porto 
Alegre: SEBRAE, 2007. LEITE, E. Empreendedorismo. Recife: Bagaço, 2000. TEE, R. Como 
Administrar sua Carreira. São Paulo: Publifolha, 2007. WEISS, D. Entrevista de Seleção: como 
conduzí-la com êxito. São Paulo: Nobel, 1992. WONG, R. Superdicas para Conquistar um Ótimo 
Emprego. São Paulo: Saraiva, 2008. 
 
INTRODUÇÃO 
 
Empreender nos dias atuais á cada vez mais difícil e requer preocupações quanto à 
velocidade da tecnologia e das tendências econômicas. Para atender requisitos de abrir 
negócio e obter sucesso. tem-se que obrigatoriamente conhecer a realidade do 
desenvolvimento atual em todos as suas vertentes, técnicas, econômicas e sociais. É 
necessário que os empreendedores tenham informações confiáveis do negócio, além de 
motivação, inovação e acompanhamento de tendências. 
 
 
 
O empreendedor está onde se necessita resolver complexas equações de atendimento e 
satisfação de pessoas, nas suas necessidades de bens e serviços. É para estes sonhadores 
que desejamos boa sorte e organizamos em coletas e pensamentos “holísticos” este 
caderno de estudo. Sejamos competitivos e que nossos sonhos sejam acompanhados e 
eternos, assim com certeza obteremos sucesso. 
 
 
 
87
 
 
SEMANA 1 
 
Conceitos de Empreendedorismo 
O conceito de empreendedorismo embora comumente relacionado a práticas 
pró-ativas e inovadoras, não está associado exclusivamente ao exercício de uma 
atividade econômica, e sim a qualquer atividade humana, em casa, na comunidade 
e dentro das organizações. Empreendedorismo é o estudo voltado para o 
desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um 
projeto (técnico, científico, empresarial, social). Tem origem no termo empreender 
que significa realizar, fazer ou executar. A capacidade de tomar a iniciativa, buscar 
soluções e agir no sentido de encontrar a solução para problemas econômicos ou 
sociais, pessoais ou de outros, por meio de empreendimentos. 
O conjunto de conceitos, métodos, instrumentos e práticas relacionadas com a 
criação, implantação e gestão de projetos, empresas ou organizações. Também é 
um movimento social para a criação de emprego e renda, que recebe o incentivo 
dos governos e instituições diversas. 
 
O processo empreendedor inicia-se quando um evento gerador de fatores externos, 
ambientais e sociais e/ou aptidões pessoais possibilita o início de um novo negócio 
ou projeto. Em situações de crise, a presença do empreendedorismo ganha 
contornos ainda mais fortes, já que a adversidade lhe é um ambiente ainda mais 
propício de destaque. 
O cenário global atual aponta, portanto, não só para alternativas econômicas 
inovadoras, mas, principalmente, para estratégias de promoção do desenvolvimento 
que estimulem e, de certa forma, dependam do empreendedorismo, com 
aproveitamento das vocações e potenciais locais. 
 
As fases do processo empreendedor são: identificar e avaliar a oportunidade; 
desenvolver o plano de negócios; determinar e captar os recursos necessários; e 
gerenciar o negócio. 
88
 
 
O empreendedorismo pode ser: 
 
Empreendedorismo corporativo – procura trabalhar os conceitos do 
empreendedorismo e da inovação atravÉs de programas voltados ao 
desenvolvimento do perfil empreendedor de funcionários e executivos e na 
implementação de novos projetos e negÖcios corporativos. Aplica-se a empresas já 
constituídas, de mÉdio e grande porte, atravÉs de treinamentos, palestras, 
seminários, workshops e consultorias. 
 
Empreendedorismo de start-up – procura trabalhar com potenciais 
empreendedores e empresas inovadoras em estágio inicial de desenvolvimento, 
atravÉs de treinamentos, palestras e consultorias relacionadas ao 
empreendedorismo, plano de negÖcios, inovação e capital de risco. 
 
O estudo do empreendedorismo tambÉm estimula a busca de oportunidades de 
negÖcios com produtos e serviços assim como a disposição de assumir desafios e 
responder por eles. Ao buscar oportunidades o empreendedor assumirá tambÉm 
o desafio de entender o mercado em que irá atuar, realizando pesquisas e 
observações que irão compor o Plano de NegÖcios e alicerçar o planejamento 
estratÉgico. 
 
O empreendedor deve ter conhecimento do futuro negÖcio e qualificar-se: em que 
mercado vai operar, quais são as características desse mercado, quem são os 
concorrentes e quais são seus pontos fortes, o que É necessário para operar no 
ramo em termos de equipamentos, know-how, recursos, onde estão as fontes de 
suprimento e outras informações relevantes, inclusive rede de contatos. É necessário 
cuidar da preparação do empreendedor tambÉm no aspecto econâmico, alÉm do 
dinheiro necessário para a montagem do negÖcio, É provável que o empreendedor 
precisede mais alguma reserva para que possa passar sem maiores transtornos pela 
fase inicial do novo negÖcio, realizando a análise mercadolÖgica e financeira de 
forma adequada ao projeto que será desenvolvido. 
 
 
 
 
89
 
 
 
ATIVIDADE 
 
Define: 
 
O que é um Empreendedor? 
 
O que é Empreendedorismo Corporativo? 
 
 
O que é Empreendedorismo Start up? 
 
90
 
 
SEMANA 2 
 
Habilidades Empreendedoras 
 
O desenvolvimento da capacidade empreendedora é possível a qualquer individuo, 
desde gestores que viraram empreendedores por necessidade ou escolha, até 
aqueles nasceram ou desenvolveram habilidades de empreendedor. Várias são as 
características que fazem parte do perfil de uma pessoa empreendedora, por 
exemplo: iniciativa, autoconfiança, resistência à frustração para se manter motivado 
e perseverar em situações de risco, mesmo onde tenha sido precavido e cauteloso. 
O empreendedor não fica esperando que os outros decidam por ele. Ele toma 
decisões e aceita a responsabilidade que acarretam. É necessário também 
persistência em realizações, que usualmente exigem intensos esforços iniciais. Os 
empreendedores são capazes de entusiasmarem-se com suas idéias e projetos, 
acreditando na capacidade de controlar a si mesmo e de influenciar o meio, de tal 
modo que possa atingir seus objetivos.Em geral delega e acredita nos resultados 
por meio de outros. 
 
Desenvolver apenas o talento não traz resultados competitivos e sustentáveis, é 
necessário também ao empreendedor preparar-se adequadamente. Para ter uma 
visão positiva de seu próprio potencial, o empreendedor precisa desenvolver a auto-
estima e auto-confiança, fazendo uma avaliação realista de suas conquistas, talentos 
e recursos pessoais. O empreendedor deve avaliar negócios condizentes com sua 
experiência.A preparação emocional inclui também a disciplina e a independência. A 
disciplina se faz presente: no controle das precipitações, na manutenção dos planos 
que foram pensados longamente, na manutenção de padrões de comportamento 
gerencialmente corretos para que seja um instrumento de direção e controle. 
 
Deve administrar pensando de forma impessoal, responsável, olhando o todo e para 
o futuro. 
91
 
 
Empreendedores de Sucesso 
 
 
Se determinada pessoa tem as características e aptidões mais comumente 
encontradas nos empreendedores, mais chances pode ter de ser bem sucedida. 
Identificar tais características tem contribuído para a compreensão de comportamentos 
que podem levar o empreendedor ao sucesso, um conjunto de condições, presentes no 
indivíduo, contribuirão para o seu sucesso como empreendedor. 
 
O conjunto que compõe o instrumental necessário ao empreendedor de sucesso, ou seja, 
o know-how tecnológico e o domínio de ferramentas gerenciais, é visto como uma 
conseqüência do processo de aprendizado de alguém capaz de atitudes definidoras de 
novos contextos.O indivíduo portador das condições necessárias para empreender 
saberá aprender o que for necessário para a criação, desenvolvimento e realização de 
sua visão. Geralmente o empreendedor considera o fracasso um resultado como outro 
qualquer, aprendendo com os próprios erros. Cria situações para obter feedback sobre 
o seu comportamento e sabe utilizar tais informações para o seu aprimoramento. 
 
Sabe fixar metas e alcançá-las. Diferencia-se. Tem a capacidade de ocupar um intervalo 
não ocupado por outros no mercado, descobrir nichos. Sabe buscar, utilizar e controlar 
recursos.Aceita o dinheiro como uma das medidas do seu desempenho. 
 
Tece "redes de relações" (contatos, amizades) moderadas, mas utilizadas intensamente 
como suporte para alcançar os seus objetivos. A rede de relações internas (com sócios, 
colaboradores) é mais importante que a externa.O empreendedor de sucesso em geral, 
conhece muito bem o ramo em que atua, traduzindo seus pensamentos em 
ações.Mantém um alto nível de consciência do ambiente em que vive, usando-a para 
detectar oportunidades de negócios. 
 
 
 
 
 
 
92
 
 
Estudo de Casos 
 
Estudar casos de sucesso registra e dissemina as melhores práticas de 
empreendedorismo individual e coletivo. O objetivo É divulgar iniciativas bem 
sucedidas, estimulando a replicação dessas ações por outros empreendedores. 
 
Cada caso de sucesso apresenta histÖrias reais de empresários que superaram os 
desafios da gestão. As experiências ilustram iniciativas criativas e empreendedoras 
e podem inspirar a disseminação e aplicação dessas soluções em contextos 
similares. 
 
Para conhecer exemplos de empreendedores bem sucedidos É importante 
considerar os aspectos que estudamos para definir o conceito de sucesso em um 
empreendimento. 
 
A proposta É conhecer intra-empreendedores – que investem dentro das 
organizações em que atuam e empreendedores que investiram em negÖcios 
prÖprios. Entrevistas e estudo de casos É uma forma diferenciada de aprender. 
 
 
ATIVIDADE 
 
 
Quais habilidades um Empreendedor precisa para ter sucesso em seu negócio? 
 
É possivel desenvolver da capacidade empreendedora de uma pessoas? Explicque. 
93
 
 
 
SEMANA 3 
 
Identificação de Oportunidades 
 
É no campo do pensamento que surgem muitas idÉias e oportunidades, que 
tambÉm podem ser descobertas no mercado.Há diferenças entre ideia e oportunidade 
de negÖcio. Uma ideia, mesmo sendo criativa, nem sempre representa uma 
oportunidade, por não poder ser realizada ou por não atender a uma necessidade 
humana. Já a oportunidade É caracterizada por um conjunto de eventos, situações 
ou circunstãncias que permitem a geração de mudanças positivas na empresa, entre 
os clientes ou atÉ na vida.A oportunidade deve ser viável e, para aproveitá-la, o 
empreendedor precisa dispor ou ser capaz de se organizar de forma a gerar os 
recursos necessários – tÉcnicos, humanos, estruturais ou financeiros, 
desenvolvendo esforços sem comprometer o que já realiza ou tornando a empresa 
pouco competitiva, por não ter a habilidade necessária para implantar a nova 
iniciativa no setor em que já atua. 
 
Existem oportunidades nas imperfeições do mercado, no alto custo operacional, 
no mau atendimento, na baixa qualidade de produtos ou serviços, nos desejos e 
necessidades mal ou não satisfeitas, nos estados de humor e espírito dos 
consumidores, nas mudanças relativas å saúde, alimentação e lazer, nas tendências. 
 
Uma ideia, uma opinião e uma experiência podem não ser, necessariamente, uma 
oportunidade, mas uma oportunidade depende sempre de uma boa ideia. 
 
No entanto, falta para as pequenas indústrias, pessoal tÉcnico qualificado e um 
sistema eficiente que permita a transferência de tecnologia oriunda das instituições 
de pesquisa, que estabeleçam a possibilidade de agregar conhecimento ao produto. 
Assim, as pequenas e mÉdias empresas brasileiras especialmente, carecem de 
ações que potencializem os fatores de sucesso muito mais pelas condições de 
oportunidade, isto É, ato empreendedor que visa oportunizar fatores críticos de 
sucesso diante de alternativas inovadoras e mercadologicamente viáveis, do que por 
94
 
 
mera condição situacional de necessidade, que diz respeito ao aproveitamento 
de alguma disponibilidade de recursos aos quais o empreendedor tem acesso, 
motivado por condições situacionais que não se caracterizam como efetiva 
oportunidade de ganho . 
 
Considerando que se pretende abordar aspectos relacionados à inovação no que diz 
respeito à ação empreendedora, seja ela de caráter individual, grupal, em 
organizações já estabelecidas ou mesmo em ações empreendedoras foram criadas 
recentemente ou que ainda não atingiram sua maturidade, pode-se articular a visão 
de inovação em relação ao conjunto abrangido pela definição retratada.Por este foco, 
há uma clara evidência de que a especialização, quando acompanhada de 
atualização tecnológica, pode estabelecer condições de prosperidade,desde que 
sejam considerados os aspectos relevantes de oportunidades que se criam para 
aqueles que estimulam a demanda através de inovações. A atualização tecnológica, 
a consideração das oportunidades diante da perspectiva inovadora e atuação em 
redes, fazem parte de um conjunto de mudanças necessárias à adequação das 
organizações ao mundo competitivo.Esta situação geradora da vantagem 
competitiva será explorada pela organização quando do entendimento de que a 
mudança deve ocorrer para explorar a oportunidade e assim estabelecer então a 
condição inovadora e competitiva. O mundo tem passado por grandes 
transformações, notadamente a partir das décadas de 50 e 60 com uma grande 
aceleração no ritmo das mudanças ambientais: aumento de freqüência das 
mudanças que afetam a organização e o aumento da velocidade com que as 
mudanças se difundem. Essas transformações, que acontecem tanto nas questões 
relacionadas a tecnologias e produtos, quanto na área social e política chegaram de 
forma contundente ao Brasil a partir do início da década de 90, após as alterações 
econômicas nacionais promovidas pela ampliação da nossa participação no mundo. 
Este conjunto de fatores faz-se atentar para os novos competidores da indústria, as 
forças entrantes, que disputam o mercado numa determinada indústria a partir de 
condições que as tornam competitivas, tais como, a inovação relacionada a novos 
produtos ou a produtos já existentes; e os produtos substitutos, que trazem em 
seu conjunto de competitividade, igualmente, fatores de inovação para conquista do 
mercado com produtos que compitam com aqueles já estabelecidos 
proporcionando algum diferencial ao cliente. 
95
 
 
As organizações, quando atuando em clusters (grupos, agrupamentos ou 
aglomerados em concentrações geográficas de empresas de determinado setor de 
atividade e companhias correlatas), se expandem diretamente em direção aos canais 
de distribuição e aos clientes e, lateralmente, em direção aos fabricantes de 
produtos complementares e empresas de setores afins. O objetivo é permitir a elas 
explorar o mercado através de redes de operação, beneficiando-se de alguns 
aspectos como o conhecimento tácito inerente aos clusters, assim como a facilidade 
de desenvolvimento através da aprendizagem organizacional coletiva, que pode ser 
melhor compartilhada com base nas redes de trabalho específico que promovem 
este aprendizado coletivo, fundamentados em experiências ou empreendimentos 
encorajados.Os clusters podem então crescer com o resultado do desenvolvimento 
econômico ou naturalmente, ou ainda, serem afetados pelas forças da evolução 
global. A formação destes clusters podem ser conseqüências não intencionais das 
micro-atividades como processos decisórios dos empreendedores. Exemplo: 
Pequenos negócios farmacêuticos se unem para concorrer com grandes redes, 
através da compra coletiva. Na década de 70, a expansão multinacional, os avanços 
tecnológicos e as mudanças estruturais na economia adquiriram maior importância 
para as organizações, juntamente com o acirramento da concorrência, provocando 
um aceleração das mudanças, criando um ambiente que permanece em 
transformação, trazendo constantemente novos desafios para a organização. Entre 
esses desafios está a globalização, fortemente baseada nos desenvolvimentos 
tecnológicos e sociais. A ruptura das barreiras existentes entre os países aumentou 
a complexidade do ambiente, no qual estão insertas as organizações, por possibilitar 
o aumento da quantidade de competidores e fornecedores, ampliar o mercado, e 
levar a organização a enfrentar diferentes culturas e legislações.As duas últimas 
décadas têm sido percebidas como uma era de aceleração sem precedentes na 
velocidade de evolução da economia. Essa aceleração foi produzida por um 
conjunto de eventos, dentre os quais os mais importantes são a globalização, a 
desregulamentação dos mercados e a evolução tecnológica. Dessa forma, o 
ambiente empresarial torna-se mais dinâmico, na medida em que as empresas 
passam a competir pela obtenção de vantagens cada vez mais temporárias. Nota- 
se que esse aumento na velocidade de evolução da economia não ocorre de forma 
uniforme em todos os setores, exigindo alto nível de empreendedorismo e 
96
 
 
planejamento. Fusões, aquisições e alianças estratégicas, assim como a 
terceirização de áreas corporativas tem se multiplicado em muitos setores. Por outro 
lado, empresas menores, algumas delas organizadas de forma virtual, têm se 
estabelecido em vários segmentos da economia, conquistando rapidamente nichos 
de mercado. O que se visualiza hoje é não mais a condição inicial de necessidade, 
agora, o pressuposto é o da oportunidade; oportunidade de expansão das 
organizações, dos mercados e da economia. Para tanto, é necessário 
desenvolvimento tecnológico, conhecimento e, sobretudo, aprendizagem 
organizacional. Deve-se então salientar a posição das redes organizacionais ou dos 
clusters como espaço propício a ações empreendedoras e de oportunidade e 
estímulo ao crescimento das PMEs, principalmente no que concerne à sinergia, 
inovação tecnológica e a própria geração de oportunidades de negócios. A inovação 
é o resultado de numerosas interações entre vários atores e instituições 
heterogêneas que, juntos, formam uma rede por onde o conhecimento circula e se 
transforma muitas vezes até chegar a um resultado econômico. Assim, o 
reconhecimento de oportunidade é a percepção da possibilidade de potencial para 
novos lucros através da fundação e formação de um novo empreendimento ou da 
melhoria significativa de um negócio já existente. Vislumbra-se aí o reconhecimento 
de oportunidade como uma atividade que pode ocorrer tanto antes da fundação da 
organização quanto depois. A partir da consciência da oportunidade cabe ao 
empreendedor desenvolver alguns pilares, que melhor orientarão sua ação: 1) 
Conceito de si. Todo empreendedor necessita muito de autoconhecimento para ter 
consciência do que sabe e, principalmente, do que não sabe. Assim, consegue 
construir complementaridades e buscar colaboradores. 2) Conhecimento do setor 
visado. Esse é o elemento central. Somente entendendo bem o ambiente de negócios 
e desenvolvendo um projeto/plano de negócios, ele poderá identificar oportunidades 
(clientes, concorrentes, ciclo de vida, legislação, tendências etc.), e sua ausência é 
causa constante de falências.3) Rede de relações. É preciso aprender a construir 
uma rede de pessoas que ajude a conhecer o ambiente e a concretizar o sonho. 4) 
Capacidade de liderança. O desenvolvimento desta é fundamental para transmitir um 
sonho e buscar pessoas a acompanhá-lo. 
 
 
 
97
 
 
 
ATIVIDADE 
 
Um Empreendedor que faliu, nunca foi um bom Empreendedor. Voce concorda? Justifique. 
 
98
 
 
 
SEMANA 4 
 
Tendências Culturais 
 
Os portugueses deixaram como herança cultural o estatismo, fruto da vinda da 
família real ao Brasil, um caso único no mundo em que a colônia se transforma em 
sede do império. 
 
No entanto, políticas e programas de governo integrados e coerentes com a realidade 
do empreendedorismo e do empreendedor, com especial atenção aos projetos de 
base tecnológica mais complexa e de ponta, podem favorecer uma estrutura e 
mecanismos de disponibilidade de capital voltada ao empreendedorismo e acessível 
ao empreendedor, envolvendo novos empreendimentos. O reforço e a disseminação 
de uma cultura de empreendedorismo, promovida por instituições diversas como, por 
exemplo, as escolas de primeiro e segundo graus, as universidades e institutos de 
tecnologia, o envolvimento dos meios de comunicação na divulgação de histórias de 
sucesso, a valorização de empreendedores modelos, concursos nacionais 
incentivando a criação de novos negócios, estão entre outras ações 
possíveis.Também favoreceria disseminar cultura empreendedora no país uma 
ampla reforma tributária,fiscal e legal, que tenha atenção especial à condição e 
particularidades do empreendedorismo. Inclui-se neste item a simplificação radical 
dos trâmites burocráticos exigidos do empreendedor para a criação e administração 
de um novo empreendimento. 
 
A promoção de uma mudança de valores e normas sociais, valorizando de forma 
mais incisiva o empreendedorismo e a atividade empreendedora, poderia ser 
reforçada por uma mudança de atitude e expectativas do próprio empreendedor, 
muitas vezes avesso a novos modelos de gestão, a participação de terceiros - no 
empreendimento possibilitando novas formas de capitalização, bem como a adoção 
de práticas gerenciais mais avançadas e produtivas. 
99
 
 
 
O Plano de Negócios 
Um negócio bem planejado terá mais chance de sucesso que aquele sem 
planejamento, na mesma igualdade de condições. Vivemos a época da "cultura 
de projeto" em nossa sociedade, onde as condutas de antecipação para prever e 
explorar o futuro fazem parte de nosso presente. A palavra projeto vem do verbo 
projetar, lançar-se para frente, dando sempre a idéia de movimento, de mudança. Em 
sua origem etimológica, o termo projeto que "vem do latim projectu, particípio passado 
do verbo projecere, significa lançar para diante". Desta forma, o projeto representa o 
laço entre presente e futuro, em uma atividade natural e intencional que o ser humano 
utiliza para procurar solucionar problemas e construir conhecimentos. 
 
No mundo contemporâneo, o projeto é a mola do dinamismo, se tomando em 
instrumento indispensável de ação e transformação que visa ajudar a enfrentar os 
desafios do cotidiano de forma refletida, consciente, sistematizada,e o que é 
essencial,participativa. 
Sendo assim, não é um conjunto de planos, nem somente um documento que trata 
de diretrizes, mas um produto específico que permite clarificar a ação,é um 
instrumento de trabalho que indica rumo, direção e deve ser construído com a 
participação de todos os públicos envolvidos: proponentes, parceiros, fornecedores 
e investidores, por exemplo. . 
A execução de um projeto deve: 
a) nascer da própria realidade, tendo como suporte a explicitação das causas 
dos problemas e das situações nas quais tais problemas aparecem; 
b) ser exeqüível e prever as condições necessárias ao desenvolvimento e à 
avaliação; 
c) ser uma ação articulada de todos os envolvidos, 
d) ser construído continuamente, pois, é também processo. 
 
Os principais itens que compõem a apresentação de um projeto relacionam-se de 
forma bastante orgânica, de modo que o desenvolvimento de uma etapa 
necessariamente leva à outra. 
100
 
 
A organização do projeto em um documento nos auxilia a sistematizar o trabalho em 
etapas a serem cumpridas, compartilhar a imagem do que se quer alcançar, 
identificar as principais deficiências, a superar e apontar possíveis falhas durante 
a execução das atividades previstas. Um projeto pode ser considerado bem 
elaborado quando tem metodologia bem definida e clara. É a metodologia que vai dar 
aos avaliadores/pareceristas, a certeza de que os objetivos do projeto realmente 
tem condições de serem alcançados. Portanto este item deve merecer atenção 
especial por parte das instituições que elaborarem projetos. 
 
O Plano de Negócios é um plano base, um documento essencial para a estruturação 
e defesa de uma nova idéia de negócios. Sua elaboração envolve um processo de 
aprendizagem e auto conhecimento e, ainda, permite ao empreendedor situar-se no 
seu ambiente de negócios. É recomendável não negligenciar o estágio de 
planejamento formal de um novo negócio. A ansiedade do começo deve ser contida 
e os passos necessários devem ser dados para minimizar os erros que certamente 
virão. Todo negócio deve obrigatoriamente passar antecipadamente pela elaboração 
de um projeto, pois ele é um documento contendo a idéia básica e todas as 
considerações relacionadas ao início do novo negócio. Projeta os aspectos 
mercadológicos, gerenciais, operacionais e financeiros para os primeiros anos. Deve 
ir além de um exercício mental, é um planejamento escrito, é formal, é essencial para 
assegurar o tratamento sistemático de todos os aspectos importantes da nova 
empresa. Deve expor a idéia, descrever onde se está e apontar para onde se deseja 
ir e como propõe chegar lá. 
 
O projeto mostra todos os detalhes: quem são os empreendedores, qual o produto 
ou serviço, quais e quantos são clientes, quem são os concorrentes. Qual o processo 
tecnológico de produção e de vendas, qual é a estrutura de gerenciamento, quais as 
projeções financeiras para fluxo de caixa, receitas, despesas, custos e lucros. Ainda, 
a elaboração do projeto de negócio é importante para atrair parceiros e captar 
empréstimo junto aos órgãos de fomento. 
101
 
 
Desta forma, o Plano de NegÖcio se destina a: 
 
 MANTENEDORES DAS INCUBADORAS (Sebrae, universidades, prefeituras, 
governo, associações etc.): para autorgar financiamentos a estas; 
 
 PARCEIROS: para definição de estratÉgias e discussão de formas de interação 
entre as partes; 
 
 BANCOS: para outorgar financiamentos para equipamentos, capital de giro, 
imÖveis, expansão da empresa etc.; 
 
 INVESTIDORES: empresas de capital de risco, pessoas jurídicas, bancos de 
investimentos, angels, etc; 
 
 FORNECEDORES: para negociação na compra de mercadoria, matÉria-prima e 
formas de pagamento. 
 
 A EMPRESA INTERNAMENTE: para comunicação da gerência com o conselho 
de administração e com os empregados (efetivos e em fase de contratação); 
 
 OS CLIENTES: para venda do produto e/ou serviço e publicidade da empresa; 
 
 SÓCIOS: para convencimento em particular do empreendimento e formalização 
da sociedade. 
 
Não existe uma estrutura rígida e específica para se escrever um plano de negÖcios, 
pois cada negÖcio tem particularidades e semelhanças, sendo impossível definir um 
modelo padrão de plano de negÖcios que seja universal e aplicado a qualquer 
negÖcio. Uma empresa de serviços É diferente de uma empresa que fabrica produtos 
ou bens de consumo, por exemplo. PorÉm, qualquer plano de negÖcios deve 
possuir um mínimo de seções as quais proporcionarão um entendimento completo 
do negÖcio. É preciso haver uma definição clara e objetiva das características do 
novo negÖcio. O conjunto das características de um negÖcio chama-se conceito do 
negÖcio: Qual É o mercado existente para o negÖcio, como ele É, como se 
comporta? Que parcela do mercado o negÖcio deve atender? A quem ele vai se 
destinar? Como o negÖcio trabalhará o posicionamento em relação å concorrência e 
como irá atender o cliente – de que forma irá se diferenciar. 
 
 
 
 
102
 
 
 
 
ATIVIDADE 
 
O que é um Plano de Negócio. 
O que deve conter em um Plano de Negócio? 
 
 
103
 
 
 
 
 
 
 
PLANO DE ESTUDO TUTORADO 
ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES 
CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO 
COMPONENTE CURRICULAR: PORTUGUÊS INSTRUMENTAL 
PROFESSORA: ANA MARIA MAGALHÃES ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO 
PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 
MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 02 
NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 4 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 08 
 
 
BOAS VINDAS 
 
Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! 
Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 
promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, 
colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. 
Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas 
e recursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades 
organizadas em componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a 
cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. 
Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de 
comunicação comoo APP Conexão 2.0. 
Espero que você esteja disposto a aprender muito. 
ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS 
 
Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão 
suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para 
nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas 
que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e 
em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. 
Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua 
residência e/ou internet. 
É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no 
cumprimento das atividades. 
Contamos com a sua valiosa colaboração! 
DICA PARA O ALUNO 
 
Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a 
propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar 
continuidade ao seu aprendizado. 
Seguem algumas dicas para te ajudar: 
 
a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; 
b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; 
c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. 
Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia 
mais! 
 
 
 
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS 
104
 
EIXO TEMÁTICO: GESTÃO E NEGÓCIO 
TEMA/TÓPICO(S): Conceito, objetivo e finalidade 
HABILIDADE(S): Desenvolver no estudante a linguagem escrita e oral a ser expressa em padrão 
satisfatório para a necessidade efetiva de sua área de atuação. Estimular, pela leitura de textos 
científicos e afins, o pensamento ordenado e lógico, condição primordial para uma exposição clara, 
precisa e objetiva das ideias, assim como para o entendimento das ideias centrais e secundárias do 
texto. 
CONTEÚDOS RELACIONADOS: Associação de outros termos técnicos mantendo a 
interdisciplinaridade com as outras disciplinas do curso técnico em Administração; práticas 
profissionais. 
INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em 
Administração 
 
REFERÊNCIAS: BLIKSTEIN, Izidoro. Técnicas de comunicação escrita. São Paulo: Ática, 2006. 
 . Como falar em público: técnicas de comunicação. São Paulo: Ática, 2006. CÂMARA JR., 
Joaquim Mattoso. Manual de expressão oral e escrita. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 2001. CRUZ NETO, 
Antônio. Só erra quem quer: resposta para mais de 500 dúvidas e dificuldades da língua. São Paulo: 
Iglu, 2000. DAL MOLIN, Beatriz Helena, et al. Mapa Referencial para Construção de Material Didático - 
Programa e-Tec Brasil. 2. ed. revisada. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, 
2008. FAULSTICH, Enilde L. de J. Como ler, entender e redigir um texto. Petrópolis: Vozes, 2004. 
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever aprendendo a pensar. 12. ed. 
Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1985. LAPA, Manuel Rodrigues. Estilística da língua 
portuguesa. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1998. MARTINET, André. Elementos de lingüística geral. 
Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1978. MENDES, Gilmar Ferreira; FORSTER JR., Nestor José. Manual 
de Redação da Presidência da República. 2.ed. rev. atual. Brasília: Presidência da República, 2002. 
 
INTRODUÇÃO 
 
A disciplina Português Instrumental visa oferecer subsídios ao estudante no que diz 
respeito ao desenvolvimento da linguagem escrita e oral a ser expressa em padrão satisfatório 
para a necessidade efetiva da área de atuação do curso, trabalhando os elementos essenciais 
da comunicação, e estimular o pensamento ordenado e lógico, condição primordial para uma 
exposição clara, precisa e objetiva, bem como para o entendimento das ideias centrais e 
secundárias dos textos aqui trabalhados. 
 
 
 
 
105
SEMANA 1 – ELEMENTOS ESSENCIAIS DA 
COMUNICAÇÃO HUMANA 
Embora possamos ser sábios do saber alheio, 
sensatos só poderíamos sê-lo graças à nossa própria 
sensatez. 
Montaigne 
 
1.1 Objetivos de aprendizagem 
- Compreender os conceitos Língua e Linguagem. 
 
 
1.2 Linguagem, língua e dialetos: conceitos e variedades linguísticas 
Apresentamos a seguir alguns conceitos que julgamos fundamen- 
tal que você os assimile e entenda. Contamos com sua participação e sua 
interação afetivo-educativa. 
a) Linguagem é a representação do pensamento por meio de sinais 
que permitem a comunicação e a interação entre as pessoas. Há 
outras concepções de linguagem que você pode pesquisar para 
ampliar o seu conceito. 
b) Língua é um sistema abstrato de regras, não só gramaticais, mas 
também, semânticas e fonológicas, por meio das quais a linguagem 
(ou fala) se revela. Martinet (1978) foi um dos primeiros linguistas a 
apresentar uma distinção clara entre língua e linguagem. Segundo 
ele, a linguagem designa propriamente a faculdade de que os 
homens dispõem para se compreenderem por meio de signos 
vocais. 
c) Dialetos são variedades originadas das diferenças de região,de 
idade, de sexo, de classes ou de grupos sociais e da própria 
106
evolução histórica da língua (ex.: gíria). 
d) Variedades linguísticas são as variações que uma língua 
apresenta, de acordo com as condições sociais, culturais, regionais 
e históricas em que é utilizada. 
Fonte: http://www.filologia.org.br/viiisenefil/1.gif 
 
e) Norma culta é a língua padrão, a variedade linguística de maior 
prestígio social. 
f) Norma popular são todas as variedades linguísticas diferentes da 
língua padrão. 
 
 
Fonte: http://historiasparaosmaispequeninos.files.wordpress. 
com/2007/09/justica.jpg 
 
1.2.1 Atividades de aprendizagem 
1. Depois de ler os conceitos de Linguagem, Língua e Dialetos, se- 
lecione um deles e faça um comentário 
 
2. Vá à Internet e pesquise sobre as formas de fala. Veja, também, junto 
aos amigos, o modo como eles falam e exercite os dialetos e as 
variedades linguísticas. 
 
 
 
SEMANA 2 
 
1.3 Comunicação: conotação e denotação 
107
http://www.filologia.org.br/viiisenefil/1.gif
http://historiasparaosmaispequeninos.files.wordpress/
Conceito: À raiz semântica ou protossignificado podemos chamar 
denotação; ao processo de desenvolvimento de um protossignificado, cha- 
maremos conotação. 
A distinção entre denotação e conotação faz-se por via analítica. 
Em um discurso autêntico, seja de natureza literária ou não, seja de caráter 
técnico ou de caráter científico. 
Denotação e conotação são, na maior parte das situações comuns de 
comunicação verbal, simultâneas e dialógicas. 
 
1.4 Níveis de linguagem 
O objetivo principal do estudo dos níveis de fala é encaminhar 
o estudante a reconhecer as diferenças entre a linguagem padrão e a lin- 
guagem coloquial, para que possa selecionar o registro adequado nas mais 
diferentes situações de comunicação. 
Fonte: http://bp0.blogger.com/_XARut1VNKR4/SE2ShXCMKgI/ 
AAAAAAAAAJo/prawClxIXzE/s1600-h/fofoca.jpg 
 
A fim de entendermos os diferentes níveis de linguagem e suas 
mudanças, temos de recorrer à sociolinguística, que é o ramo da linguística 
que tem como foco de estudos a relação direta entre língua e sociedade. 
O domínio dos diferentes níveis de linguagem propicia oportunida- 
des mais efetivas ao falante, de promover a adequação da sua linguagem às 
exigências do contexto social e, dessa forma, estabelecer uma comunicação 
mais eficiente e aumentar seu nível de compreensão, interação e interlocu- 
ção nas várias instâncias sociais nas quais estará inserido. 
 
1.5 Os modelos de comunicação 
O modelo mais simples para representar o processo de comunica- 
ção requer os elementos destacados na Figura 1.1. 
108
http://bp0.blogger.com/_XARut1VNKR4/SE2ShXCMKgI/
 
Figura 1.1 – Modelo simplificado do processo de comunicação 
Fonte: Adaptado de Monteiro (2001, p.10). 
 
1.5.1 O Emissor e o receptor 
O emissor envia uma mensagem, que tanto pode ser visual quan- 
toescrita, a um receptor. O receptor recebe a mensagem e, geralmente, dá 
uma resposta ao emissor. Essa resposta, no caso de uma conversa entre duas 
pessoas, se manifesta quando o receptor diz palavras tais como: "sim... estou 
entendendo", etc., muito comum em conversas telefônicas. 
A necessidade de resposta faz parte do processo de comunicação 
entre os seres humanos. Quando uma pessoa envia a mensagem e não re- 
cebe a resposta do receptor, o processo de comunicação não se completa. 
 
1.6 Elementos da Língua Portuguesa 
A gramática da Língua Portuguesa está dividida em grandes cam- 
pos de estudo: a fonética, a morfologia, a semântica, e a sintaxe. A fonéti- 
ca que estuda os sons da fala. A morfologia estuda a forma das palavras, 
ou seja, a representação gráfica, o vocábulo. A semântica preocupa-se não 
só com a representação gráfica do vocábulo, mas com seu significado. 
Portanto, é um campo da gramática que estuda a palavra, não apenas o 
vocábulo. 
Fonte: http://www.sxc.hu/photo/1067574 
 
A sintaxe é o campo da gramática que estuda a unidade linguís- 
tica em seu contexto oracional, ou seja, estuda os termos que compõem 
uma oração. A oração, em Língua Portuguesa, basicamente pode ter sujeito, 
terá sempre um predicado, e pode ter ou não complementos. 
109
http://www.sxc.hu/photo/1067574
Pode-se dizer, então, que a fonética e a morfologia tratam cada 
qual de um dos aspectos dos vocábulos, a semântica trata do significado 
que determinada palavra assume e a sintaxe trata da colocação dos termos 
nas orações, encarregando-se a fonética de estudar os sons das palavras 
Quem deseja escrever bem, deve respeitar as normas da variante 
padrão, empregar sua criatividade e ter ciência de que um texto é muito 
mais do que a soma ou justaposição de orações. É antes uma unidade de 
sentido, coesa e bem articulada acima de tudo. 
 
1.6.1 Atividades de aprendizagem 
1. Sem recorrer às anotações e a este caderno, produza um texto no 
qual demonstre que relembra dos conceitos. Assim, defina, tam- 
bém, no texto, língua, linguagem, dialetos, norma culta e os níveis 
de linguagem. 
 
 
1.7 Síntese 
 
Na unidade 1 você encontrou atividades que o levaram a compre- 
ender um pouco mais sobre língua e linguagem a partir de alguns conceitos 
aqui tratados. 
Esperamos que você, caro estudante, tenha também feito as con- 
sultas que indicamos nesta unidade, para que possamos caminhar na com- 
preensão e no desenvolvimento da unidade 2. 
110
SEMANA 3 – A LINGUAGEM DO TEXTO 
 
2.1 Objetivos de aprendizagem 
- Reconhecer os diferentes tipos de linguagem e de gênero, e utilizá- 
los adequadamente; 
- Considerar a leitura como objeto de qualificação social, atentando 
para o potencial crítico que ela confere ao indivíduo; 
- Compreender a relação indissociável entre leitura e escrita, 
explicitada pela potencial facilidade em elaborar um texto após 
contato regular e contínuo com textos de variadas origens e 
linguagens. 
Fonte: http://www.sxc.hu/photo/1067574 
 
2.2 A frase, a oração, o período 
a) Frase é todo enunciado de sentido completo, capaz de estabelecer 
comunicação. Pode ser nominal ou verbal. 
b) Oração é um enunciado que se estrutura em torno de um verbo 
ou locução verbal. 
Ex: A menina sujou seu vestido. 
c) Período constitui-se de uma ou mais orações. Pode ser simples ou 
composto. 
- Período simples: A menina ofereceu um livro a Joana. 
- Período composto: O povo anseia que haja uma eleição justa, 
pois a última obviamente não o foi. 
Fonte: http://www.trololo.com.br/images/ 
alfabeto_e_numeros_moveis.jpg 
111
http://www.sxc.hu/photo/1067574
http://www.trololo.com.br/images/
2.3 O Parágrafo: unidade de composição 
O parágrafo é uma unidade de composição constituída por um ou 
mais de um período, em que se desenvolve determinada ideia central ou 
nuclear, a que se agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas 
pelo sentido e logicamente decorrentes dela. 
 
2.4 Coesão e coerência 
a) Coesão: ou unidade, consiste no resultado do emprego correto 
dos termos conectivos da linguagem, o que permite expressar uma ideia de 
cada vez, omitindo o desnecessário e prendendo-se às relações existentes 
entre a ideia principal e as secundárias. Tal resultado em muito se deve ao 
correto emprego do tópico frasal. 
b) Coerência: valendo-nos da definição primariamente apresenta- 
da para coerência (a ligação perfeitamente inteligível das partes de um texto 
com o seu todo), podemos auferir que esta consiste em ordenar e interligar 
as ideias de maneira clara e lógica e de acordo com um plano definido. 
 
Fonte: PEIXOTO, Antonio 8/10/2008 
 
 
2.5 Atividades de aprendizagem 
 
1. Demonstre, por meio de um texto, que você domina os conceitos 
de oração, frase, período e parágrafo. Apresente, também, com 
suas palavras, um texto no qual fique clara a definição de coesão 
e coerência. 
112
SEMANA 4 – A ESTRUTURA DO TEXTO 
 
 
3.1 Objetivo de aprendizagem 
- Entender a relevância comunicativa na produção textual: ter o que 
dizer, querer dizê-lo para si mesmo ou para alguém, colocando-se 
como sujeito de suas próprias palavras. 
 
3.2 A estrutura de uma redação 
O leitor de uma redação deve poder detectar, claramente, três par- 
tes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Para sua melhor fixação, 
representamos as três partes de modo gráfico (Figura 3.1). 
Figura 3.1- Representação gráfica das partes de uma redação 
Fonte: Monteiro (2001, p. 13) 
 
O texto da redação deve ter a introdução, o desenvolvimento e a 
conclusão. Isto facilita o trabalho de quem se habilita a escrever, especial- 
mente uma redação como a que é solicitada para ingresso na universidade 
ou num processo de seleção para quem pleiteia um emprego. 
A Figura 3.1 apresenta as três partes de uma redação, que são 
elementos primordiais para o trabalho inicial de quem escreve. É partindo 
do conhecimento das partes que compõem o texto de uma redação que se 
pode planejar aquilo que se vai escrever. 
O processo de planejamento começa com a escolha do tema sobre 
o qual se vai escrever. Outro fator de sucesso para uma boa redação é que 
se faça uma pesquisa sobre o assunto, lendo o maior número possível de 
textos sobre o tema que será abordado no processo de uma nova escrita. 
Garcia (1985) diz que aprender a escrever bem é, antes de tudo, 
aprender a pensar. No fundo, quer dizer que o escritor deve aprender a 
organizar as ideias e a planejar o que vai escrever, para que no momento da 
escrita as palavras obedeçam a uma lógica e possam conduzir o leitor até o 
final do texto, com pleno entendimento de tudo o que foi dito. 
É importante lembrar que os textos literários possuem a especial 
licença para provocar suspense e, às vezes, demandar outras leituras para 
113
uma compreensão mais ampla. Assim, existe um jogo de palavras, muitas 
vezes travestidas de seu sentido denotativo, ganhando, pois, um sentido 
novo e especial dentro do texto, ou seja, um sentido conotativo, uma nova 
roupagem um papel diferente do que comumente possuem. 
Podemos dizer que, na linguagem literária, as palavras usam más- 
caras temporárias e específicas para um determinado contexto literário; 
portanto seu sentido está intimamente ligado a esse contexto. 
 
Fonte: http://www.eupodiatamatando.com/wp- content/ 
uploads/2007/01/mascaras_de_carnaval.jpg 
 
 
 ATIVIDADE 
 
 Faça um pequeno texto destacado: Introdução,Desenvolvimento e Conclusão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 114
http://www.eupodiatamatando.com/wp-
 SEMANA 5 
 
 
3.3 A forma e o conteúdo 
A separação entre forma e conteúdo nos livros didáticos tem o 
único fim de facilitar o aprendizado. No entanto, forma e conteúdo vivem 
intimamente ligados. 
Podemos dizer que a forma é o modo que você usa para pôr suas 
sensações, seus pensamentos e suas opiniões num papel, compondo o que 
chamamos de texto. A forma é algopessoal, é o "jeito" que cada um tem de 
escrever. Poderia ser chamada de estilo, pois a forma se caracteriza pelas 
palavras escolhidas (vocabulário), as conjunções e preposições (conectivos), os 
tempos verbais e os sinais de pontuação. 
Esses símbolos formam o código (a Língua Portuguesa) e são to- 
mados por empréstimo para as pessoas se expressarem. Se todas as pes- 
soas fizessem o mesmo "empréstimo" dos símbolos do código, na mesma 
sequência, com o mesmo sentido, etc., os textos escritos em qualquer lugar 
seriam todos iguais. Portanto, a forma é o modo particular que cada autor 
escolhe para expressar suas ideias. 
O conteúdo é o assunto sobre o qual se vai escrever. Suponhamos 
que você seja solicitado a redigir um texto sobre o calor. Você teria que 
saber o que é, onde, como e por que ocorre o fenômeno, enumerando, 
ainda, as causas, consequências e exemplos, bem como os fatos comple- 
mentares. 
 
 Percebemos, então, que os conteúdos (assuntos) 
podem ser os mesmos para várias redações. No entanto, mudará a forma 
como cada pessoa irá tratá-lo em seu texto. Neste caso você teria dois tipos 
de escolha de palavras para dois gêneros de textos diferentes. Um texto 
ficcional, lite- rário, no qual as palavras teriam um sentido mais conotativo e 
dois textos técnicos: um descritivo e outro dissertativo, ambos de natureza 
informativa nos quais as palavras estariam em seu sentido denotativo e 
referencial. 
 
 
 ATIVIDADE: 
 
 Define: Forma e Conteúdo
115

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