Prévia do material em texto
TÉCNICO ADMINISTRAÇÃO SUMÁRIO Professor Flávio Jácome Gestão Ambiental Pág 01 a 13 Métodos Quantitativos Aplicados à Administração Pág 14 a 27 Sistemas Econômicos Pág 28 a 42 Processos e Operações Contábeis I Pág 43 a 55 Professora Ana Maria Magalhães Gestão Empresarial I Pág 056 a 65 Informática Aplicada Pág 067 a 85 Empreendedorismo Pág 086 a 103 Português Instrumental Pág 104 a 115 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS BOAS VINDAS Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas e recursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades organizadas em componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de comunicação como o APP Conexão 2.0. Espero que você esteja disposto a aprender muito. ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua residência e/ou internet. É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no cumprimento das atividades. Contamos com a sua valiosa colaboração! DICA PARA O ALUNO Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar continuidade ao seu aprendizado. Seguem algumas dicas para te ajudar: a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: GESTÃO AMBIENTAL PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8 1 EIXO TEMÁTICO: Gestão e Negócios TEMA/TÓPICO(S): Conceito, objetivo e finalidade. HABILIDADE(S): Explicar conceitos técnicos com estratégicas interpretativas e argumentativas; inferir o significado de palavras e expressões usados na prática profissional; justificar e contextualizar parte dos textos e outros materiais. CONTEÚDOS RELACIONADOS: Associação de outros termos técnicos mantendo a interdisciplinaridade com as outras disciplinas do Curso Técnico em Administração; práticas profissionais. INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em Administração REFERÊNCIAS: ANDRADE, R.O.B., TACHIZAWA, T. e CARVALHO, A.B. Gestão Ambiental: enfoque estratégico aplicado desenvolvimento sustentável. São Paulo: Makron Books, 2000. BARBIERI, José Carlos. Gestão Ambiental Empresarial: conceitos, modelos, instrumentos. São Paulo: Saraiva, 2004. DEMAJOROVIC, Jacques. Sociedade de risco e responsabilidade socioambiental. São Paulo: Senac, 2000. DONDIRE, Denis. Gestão Ambiental na Empresa. 2 ª. ed. São Paulo: Atlas, 1999. FEIGENBAUM, A. V. Controle da Qualidade Total. São Paulo, Makron Bookms, 1994. MOREIRA, Naria Suely. Estratégia e Implantação do Sistema de Gestão Ambiental. 2 ª.ed. Rio de Janeiro: EDG, 2001. REIS, Luiz Filipe Sousa Dias. Gestão Ambiental em pequenas e médias empresas. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002. VITERBOJK, Enio. Sistema integral de gestão ambiental. São Paulo: Aquariana: 1998. INTRODUÇÃO Gestão ambiental é um sistema de administração empresarial que dá ênfase na sustentabilidade. Desta forma, a gestão ambiental visa o uso de práticas e métodos administrativos que reduzir ao máximo o impacto ambiental das atividades econômicas nos recursos da natureza. A adoção de gestão ambiental é importante para uma empresa por diversos motivos. Em primeiro lugar porque ela associa sua imagem ao da preservação ambiental, melhorando no mercado as imagens das marcas de seus produtos. Empresas que adotam este sistema conseguem reduzir seus custos, evitando desperdícios e reutilizando materiais que antes eram descartados. Empresas com gestão ambiental melhoram suas relações comerciais com outras empresas que também seguem estes princípios. 2 SEMANA 1 INTRODUÇÃO A incorporação da variável ambiental dentro da gestão empresarial se tem convertido em uma necessidade inexplicável para aquelas empresas que não queriam atuar e cumprir com as obrigações perante a sociedade. Esta incorporação se desenvolve eficientemente mediante a inclusão junto ao sistema de gestão geral da empresa, conhecida como Sistema de Gestão Ambiental, que deve instrumentar – se mediante os meios e estruturas necessárias para que não fique só como uma mera declaração de intenções. Neste contexto, este artigo trata: do desenvolvimento econômico em relação ao meio ambiente; a responsabilidade ambiental da empresa; desenvolvimento sustentável; gestão ambiental; impacto ambiental; benefícios da gestão ambiental; sistema de gestão ambiental e dos padrões internacionais de gestão ambiental como: ISO 14000, BS 7750 e EMAS. Desenvolvimento econômico em relação ao meio ambiente Os avanços ocorridos na área ambiental quanto aos instrumentos técnicos, políticos e legais, principais atributos para a construção da estrutura de uma política de meio ambiente, são inegáveis e inquestionáveis. Nos últimos anos, saltos quantitativos foram dados, em especial no que se refere à consolidação de práticas e formulação de diretrizes que tratam a questão ambiental de forma sistêmica e integrada. Neste sentido, o desenvolvimento da tecnologia deverá ser orientado para metas de equilíbrio com a natureza e de incremento da capacidade de inovação dos países em desenvolvimento, e o programa será atendido como fruto de maior riqueza, maior benefício social equitativo e equilíbrio ecológico. Meyer (2000) enfoca que, para esta ótica, o conceito de desenvolvimento sustentável apresenta pontos básicos que devem considerar, de maneira harmônica: o crescimento econômico, maior percepção com os resultados sociais de correntes e equilíbrio ecológico na utilização dos recursos naturais. Assume-se que as reservas naturais são finitas, e que as soluções ocorrem através de tecnologias mais adequadas ao meio ambiente. Deve-se atender às necessidades básicas usando o princípio da reciclagem. 3 Parte-se do pressuposto de que haverá uma maior descentralização, que a pequena escala será prioritária, que haverá uma maior participação dos segmentos sociais envolvidos, e que haverá prevalescência de estruturas democráticas. A forma de viabilizar com equilíbrio todas essas características é o grande desafio a enfrentar nestes tempos. Nestesentido, Donaire (1999) diz que o retorno do investimento, antes, entendido simplesmente como lucro e enriquecimento de seus acionistas, ora em diante, passa, fundamentalmente, pela contribuição e criação de um mundo sustentável. Estes processos de produção de conhecimento têm oportunizado o desabrochar de práticas positivas e pró-ativas, que sinalizam o desabrochar de métodos e de experiências que comprovam, mesmo que em um nível ainda pouco disseminado, a possibilidade de fazer acontecer e tornar real o novo, necessário e irreversível, caminho de mudanças. Isto é corroborado por Souza (1993), ao dizer que as estratégias de marketing ecológico, adotadas pela maioria das empresas, visam a melhoria de imagem tanto da empresa quanto de seus produtos, através da criação de novos produtos verdes e de ações voltadas pela proteção ambiental. Desse modo, o gerenciamento ambiental passa a ser um fator estratégico que a alta administração das organizações deve analisar. Figura 1 - Motivação para proteção ambiental na empresa Neste contexto, as organizações deverão incorporar a variável ambiental no aspecto de seus cenários e na tomada de decisão, mantendo com isso uma postura responsável de respeito à questão ambiental. Empresas experientes identificam resultados econômicos e resultados estratégicos do engajamento da organização na causa ambiental. Estes resultados não se viabilizam de imediato, há necessidade de que sejam corretamente planejados e organizados todos os passos para a interiorização da variável ambiental na organização para que ela possa atingir o conceito de excelência ambiental, trazendo com isso vantagem competitiva. ATIVIDADES ATIVIDADES RESPONDA 1) Qual é a importância da variável ambiental dentro da gestão empresarial? 2) Qual é a orientação do desenvolvimento da tecnologia na incorporação? 3) Quais são os pontos básicos do conceito de desenvolvimento sustentável? 4) Qual o seu entendimento relacionado a importância das necessidades básicas usando o princípio da reciclagem? 5) Qual o significado de Marketing Ecológico? 4 SEMANA 2 Os dez passos necessários para a Excelência Ambiental são os seguintes: 1. Desenvolva e publique uma política ambiental. 2. Estabeleça metas e continue a avaliar os ganhos. 3. Defina claramente as responsabilidades ambientais de cada uma das áreas e do pessoal administrativo (linha de assessoria). 4. Divulgue interna e externamente a política, os objetivos e metas e as responsabilidades. 5. Obtenha recursos adequados. 6. Eduque e treine seu pessoal e informe os consumidores e a comunidade. 7. Acompanhe a situação ambiental da empresa e faça auditorias e relatórios. 8. Acompanhe a evolução da discussão sobre a questão ambiental. 9. Contribua para os programas ambientais da comunidade e invista em pesquisa e desenvolvimento aplicados à área ambiental. 10. Ajude a conciliar os diferentes interesses existentes entre todos os envolvidos: empresa, consumidores, comunidade, acionistas etc." A primeira dúvida que surge quando considerarmos a questão ambiental do ponto de vista empresarial é sobre o aspecto econômico. Qualquer providência que venha a ser tomada em relação à variável ambiental, a ideia é de que aumenta as despesas e o consequente acréscimo dos custos do processo produtivo. Donaire (1999) refere que "algumas empresas, porém, têm demonstrado que é possível ganhar dinheiro e proteger o meio ambiente mesmo não sendo uma organização que atua no chamado 'mercado verde', desde que as empresas possuam certa dose de criatividade e condições internas que possam transformar as restrições e ameaças ambientais em oportunidades de negócios”. ATIVIDADES RESPONDA 1) Escolha um tópico sobre os 10 passos necessários para a Excelência Ambiental, faça uma pesquisa sobre sua escolha e comente. 2) Qual é a primeira dúvida que surge quando considerarmos a questão ambiental do ponto de vista empresarial? porquê? 3) Explique como "algumas empresas” têm demonstrado que é possível ganhar dinheiro e proteger o meio ambiente? 5 SEMANA 3 A Responsabilidade Ambiental da Empresa Ecologia e empresa eram considerados dois conceitos e realidades inconexas. A ecologia é à parte da biologia que estuda a relação entre os organismos vivos e seu ambiente. Dessa forma a ecologia é entendida como uma ciência específica dos naturalistas, distanciada da visão da Ciência Econômica e Empresarial. Para a empresa o meio ambiente que estuda ecologia constitui simplesmente o suporte físico que fornece a empresa os recursos necessários para desenvolver sua atividade produtiva e o receptor de resíduos que segeram. Alguns setores já assumiram tais compromissos com o novo modelo de desenvolvimento, ao incorporarem nos modelos de gestão a dimensão ambiental. A gestão de qualidade empresarial passa pela obrigatoriedade de que sejam implantados sistemas organizacionais e de produção que valorizem os bens naturais, as fontes de matérias-primas, as potencialidades do quadro humano criativo, as comunidades locais e devem iniciar o novo ciclo, onde a cultura do descartável e do desperdício sejam coisas do passado. Atividades de reciclagem, incentivo à diminuição do consumo, controle de resíduo, capacitação permanentes dos quadros profissionais, em diferentes níveis e escalas de conhecimento, fomento ao trabalho em equipe e às ações criativas são desafios-chave neste novo cenário. A nova consciência ambiental, surgida no bojo das transformações culturais que ocorreram nas décadas de 60 e 70, ganhou dimensão e situou o meio ambiente como um dos princípios fundamentais do homem moderno. Nos anos 80s, os gastos com proteção ambiental começaram a ser vistos pelas empresas líderes não primordialmente como custos, mas como investimentos no futuro e, paradoxalmente, como vantagem competitiva. Figura 2 - O Sistema Econômico e o Meio Ambiente Fonte: Tietenberg (1994) SISTEMA AMBIENTAL Ar, Água, Vida Selvagem, Energia, Matéria-Prima Sol SISTEMA ECONÔMICO Outputs Produção Empresa Famílias Consumo Inputs “Extração” “Resíduos” 6 A inclusão da proteção do ambiente entre os objetivos da organização moderna amplia substancialmente todo o conceito de administração. Administradores, executivos e empresários introduziram em suas empresas programas de reciclagem, medidas para poupar energia e outras inovações ecológicas. Essas práticas difundiram-se rapidamente, e em breve vários pioneiros dos negócios desenvolveram sistemas abrangentes de administração de cunho ecológico. Para se entender a relação entre a empresa e o meio ambiente tem que se aceitar, como estabelece a teoria de sistemas, que a empresa é um sistema aberto. Sem dúvida nenhuma, as interpretações tradicionais da teoria da empresa como sistema tem incorrido em uma certa visão parcial dos efeitos da empresa geral e em seu entorno. A empresa é um sistema aberto porque está formado por um conjunto de elementos relacionados entre si, porque gera bens e serviços, empregos, dividendos, porém também consome recursos naturais escassos e gera contaminação e resíduos. Por isto é necessário que a economia da empresa defina uma visão mais ampla da empresa como um sistema aberto. Neste sentido Callenbach (1993), diz que é possível que os investidores e acionistas usem cada vez mais a sustentabilidade ecológica, no lugar da estrita rentabilidade, como critério para avaliar o posicionamento estratégico de longo prazo das empresas. ATIVIDADES RESPONDA 1) Explique o motivo da ecologia e empresa serem considerados dois conceitos e realidades inconexas. 2) Qual é o papel da gestão de qualidade empresarial em setores que assumiram compromissos com o novo modelo de desenvolvimento, ao incorporarem nos modelos de gestão a dimensão ambiental?3) Qual a importância da inclusão da proteção do ambiente entre os objetivos da organização moderna? 4) Para se entender a relação entre a empresa e o meio ambiente tem que se aceitar, como estabelece a teoria de sistemas. Explique 7 SEMANA 4 Desenvolvimento Sustentável – a expressão entra em cena Em 1983, a ONU cria a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento como um organismo independente. Em 1987, a comissão sobre a presidência de Gro Harlem Brundtland, primeira-ministra da Noruega, materializa um dos mais importantes documentos do nosso tempo – o relatório Nosso Futuro Comum, responsável pelas primeiras conceituações oficiais, formais e sistematizadas sobre o desenvolvimento sustentável - idéia-mestra do relatório. O segundo capítulo – “Em busca do desenvolvimento sustentável” – o relatório define o desenvolvimento sustentável com sendo “aquele que atende às necessidades do presentesem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades”. Em 1992 no Rio de Janeiro, na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, reconheceu-se à importância de assumir a idéia de sustentabilidade em qualquer programa ou atividade de desenvolvimento. Nesse aspecto as empresas têm um papel extremamente relevante. Através de uma prática empresarial sustentável, provocando mudança de valores e de orientação em seus sistemas operacionais, estarão engajadas à idéia de desenvolvimento sustentável e preservação do meio ambiente. Neste novo paradigma, Almeida (2002) diz que a idéia é de integração e interação, propondo uma nova maneira de olhar e transformar o mundo, baseada no diálogo entre saberes e conhecimentos diversos. No mundo sustentável, uma atividade –a econômica, por exemplo – não pode ser pensada ou praticada em separado, porque tudo está inter- relacionado, em permanente diálogo. Abaixo tem-se as diferenças entre o velho e o novo paradigmas: Quadro 1 – Paradigma cartesiano versus paradigma da sustentabilidade Cartesiano Sustentável Reducionista, mecanicista, tecnocêntrico Orgânico, holístico, participativo Fatos e valores não relacionados Fatos e valores fortemente relacionados Preceitos éticos desconectados das práticas cotidianas Ética integrada ao cotidiano Separação entre o objetivo e o subjetivo Interação entre o objetivo e o subjetivo Seres humanos e ecossistemas separados, em uma relação de dominação Seres humanos inseparáveis dos ecossistemas, em uma relação desinergia Conhecimento compartimentado e empírico Conhecimento indivisível, empírico e intuitivo Relação linear de causa e efeito Relação não’linear de causa e efeito Natureza entendida como descontínua, o todo formado pela soma das partes Natureza entendida como um conjunto de sistemas inter-relacionados, o todo maiorque a soma daspartes Bem-estar avaliado por relação de poder (dinheiro, influência, recursos) Bem-estar avaliado pela qualidade das inter- relações entre os sistemas ambientais e sociais Ênfase na quantidade (renda per capita) Ênfase na qualidade (qualidade de vida) Análise Síntese Centralização de poder Descentralização de poder Especialização Transdisciplinaridade Ênfase na competição Ênfase na cooperação Pouco ou nenhum limite tecnológico Limite tecnológico definido pela sustentabilidade Fonte: Almeida (2002). 8 Os empresários neste novo papel, tornam-se cada vez mais aptos a compreender e participar das mudanças estruturais na relação de forças nas áreas ambiental, econômica e social. Também, em sua grande parte, já decidiram que não querem ter mais passivo ambiental. Além disso, desenvolvimento sustentável introduz uma dimensão ética e política que considere o desenvolvimento como um processo de mudança social, com conseqüente democratização do acesso aos recursos naturais e distribuição eqüitativa dos custose benefícios do desenvolvimento. Camargo, apud Novaes (2002), diz que nos últimos dois séculos têm vivido sob a tríade da liberdade, da igualdade e da fraternidade. À medida que caminhamos para o século XXI, precisamos tomar como inspiração os quatros valores da liberdade, da igualdade, da fraternidade e da sustentabilidade. O desenvolvimento sustentável, além de equidade social e equilíbrio ecológico, segundo Donaire (1999), apresenta, como terceira vertente principal, a questão do desenvolvimento econômico. Induz um espírito de responsabilidade comum comoprocesso de mudança no qual a exploração de recursos materiais, os investimentos financeiros e as rotas do desenvolvimento tecnológico deverão adquirir sentidos harmoniosos. Neste sentido, o desenvolvimento da tecnologia deverá ser orientado para metas de equilíbrio com a natureza e de incremento da capacidade de inovação dos países em desenvolvimento, e o progresso será entendido como fruto de maior riqueza, maior benefício social eqüitativo e equilíbrio ecológico. Sachs apud Campos (2001) apresenta cinco dimensões do que se pode chamar desenvolvimento sustentável: Figura 4 - As cinco dimensões da sustentabilidade. Fonte: Sachs apud Campos (2001) A sustentabilidade social – que se entende como a criação de um processo de desenvolvimento sustentado por uma civilização com maior equidade na distribuição de renda e de bens, de modo a reduzir o abismo entre os padrões de vida dos ricos e dospobres. A sustentabilidade econômica – que deve ser alcançada através do gerenciamento e a locação mais eficientes dos recursos e de um fluxo constante de investimentos públicos eprivados. 9 A sustentabilidade ecológica – que pode ser alcançada através do aumento da capacidade de utilização dos recursos, limitação do consumo de combustíveis fósseis e de outros recursos e produtos que são facilmente esgotáveis, redução da geração de resíduos e de poluição, através da conservação de energia, de recursos e dareciclagem. A sustentabilidade espacial – que deve ser dirigida para a obtenção de uma configuração rural – urbana mais equilibrada e uma melhor distribuição territorial dos assentamentos humanos e das atividades econômicas. A sustentabilidade cultural – incluindo a procura por raízes endógenas de processos de modernização e de sistemas agrícolas integrados, que facilitem a geração de soluções específicas para o local, o ecossistema, a cultura e a área. A busca de sustentabilidade é um processo, sendo a própria construção do conceito uma tarefa ainda em andamento e muito longe do fim. Alguns resultados práticos já podem ser reconhecidos e celebrados como argumenta Almeida (2002), que entre julho de 1996 e julho de 2001, o Índice Dow Jones de Sustentabilidade ultrapassou com folga o Índice Dow Jones Geral: 18,4% para o primeiro, contra 14,8% para o segundo. O Índice Dow Jones de Sustentabilidade reflete a lucratividade das ações das 312 empresas com melhor desempenho sócio ambiental, dentre as cerca de três mil que compõem o Índice Dow Jones Geral, principal índice bolsista do mundo. As empresas que integram a lista do Dow Jones tem vários benefícios como: Reconhecimento público da preocupação com a área ambiental esocial. Reconhecimento dos stakeholders importantes tais como legisladores, clientes e empregados (por exemplo conduzir a uma lealdade melhor do cliente e doempregado). Benefício financeiro crescente pelos investimentos baseados noíndice. Os resultados altamente visíveis, internos e externos à companhia, como todos os componentes são anunciados publicamente pelo Boletim do Índice e a companhias são intituladas a usar “membro da etiqueta oficial deDJSI”. Verifica-se, portanto, que as empresas estão cuidando dos aspectos sociais e ambientais e muitas delas têm ganho econômico e maior durabilidade a longo prazo, ou seja, o risco do investidor é menor. ATIVIDADES RESPONDA 1) No segundo capítulo – “Embusca do desenvolvimento sustentável” – qual a definição do relatório? 2) O desenvolvimento sustentável introduz uma dimensão ética e política que considere o desenvolvimento como um processo de mudança social, com conseqüente democratização do acesso aos recursos naturais e distribuição eqüitativa dos custose benefícios do desenvolvimento. Podemos dizer que essa frase é: ( ) Verdadeira ( ) Falsa 3) Quais são as cinco dimensões da sustentabilidade? 4) “As empresas que integram a lista do Dow Jones tem vários benefícios”, cite um benefício que você considera mais importante e justifique. 10 PARA ENRIQUECER SEUS CONHECIMENTOS. DICAS DE LEITURA, FILME, DOCUMENTÁRIO, OUTROS. Sugestões de links sobre temas diversos relacionados a Gestão Ambiental http://www.anpad.org.br https://www.greenpeace.org Estudo de caso da Tramontina https://www.youtube.com/watch?v=K8Qea293e2I Video – ISO 14001 https://www.youtube.com/watch?v=TBTyJNokg7k Leitura recomendada: 11 http://www.anpad.org.br/ http://www.anpad.org.br/ https://www.greenpeace.org/ https://www.greenpeace.org/ SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS Período Data: GÊNERO (ASSUNTO) Gestão e Negócios Objetivo Elaborar grupos de trabalho para apresentação sobre o tema da reciclagem e destino do lixo Habilidades Uso de conteúdos voltados para o conceito Gestão Ambiental na elaboração do material necessário através de pesquisa, leituras e aprofundamento dos trabalhos sobre reciclagem e economia verde Conteúdos relacionados Todos disponíveis na busca pelo melhor conteúdo sobre a aplicação das Teorias de reciclagem e economia verde Interdisciplina- ridade Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em Administração Referências FEIGENBAUM, A. V. Controle da Qualidade Total. São Paulo, Makron Bookms, 1994. MOREIRA, Naria Suely. Estratégia e Implantação do Sistema de Gestão Ambiental. 2 ª.ed. Rio de Janeiro: EDG, 2001. REIS, Luiz Filipe Sousa Dias. Gestão Ambiental em pequenas e médias empresas. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2002. PRÁTICA Serão divididos grupos de trabalhos nas turmas Manhã e Noite com a finalidade de elaborar um contexto aplicado por partes desses grupo sobre a importância do tema reciclagem e destino do lixo, com base em material disponível virtual e conteúdos bibliográficos apresentados. Esses grupos irão apresentar cada tópico sobre o tema reciclagem e destino do lixo e por fim esclarecer suas importâncias e estabelecer qual seria a prática ambiental, economia verde e coletas seletivas utilizados nos dias de hoje. A apresentação será através do meet. PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: GESTÃO AMBIENTAL PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8 12 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS PLANO DE ESTUDO TUTORADO ATIVIDADES COMPLEMENTARES ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: GESTÃO AMBIENTAL ANO DE ESCOLARIDADE: 1 MÓDULO PET VOLUME 1 1º BIMESTRE MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANA: 4 Nº DE AULAS POR SEMANA: 2 Nº DE AULAS POR BIMESTRE: 8 PET = 60% CARGA HORÁRIA ATIVIDADES COMPLEMENTARES = 40% CH ATIVIDADES COMPLEMENTARES Nº DE ATIVIDADES: 06 N/º da Atividade Listagem das Atividades complementares 01/06 Trabalho: Reciclagem e destino do lixo 02/06 Debate: A importância da Gestão Ambiental para a empresa 03/06 Pesquisa: Economia Verde: qual relação e influência na gestão de resíduos? 04/06 Atividade Google Formulário: Gestão Ambiental nos tempos atuais 05/06 Vídeo: Gestão Ambiental e ISO 14001 06/06 Práticas em grupos: debates relacionados ao vídeo Gestão Ambiental e ISO 14001 13 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINASGERAIS BOAS VINDAS Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas erecursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades organizadasem componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a cada bimestre.Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de comunicaçãocomo o APP Conexão 2.0. Espero que você esteja disposto a aprender muito. ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua residência e/ou internet. É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no cumprimento das atividades. Contamos com a sua valiosa colaboração! DICA PARA O ALUNO Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar continuidade ao seu aprendizado. Seguem algumas dicas para te ajudar: a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 3 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 12 14 EIXO TEMÁTICO: MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS A ADMINISTRAÇÃO TEMA/TÓPICO(S): JUROS SIMPLES E COMPOSTOS , PORCENTAGEM E DESCONTOS, SISTEMAS DE AMORTIZAÇÕES HABILIDADE(S): Realizar cálculos utilizando as fórmulas CONTEÚDOS RELACIONADOS: Juros e descontos simples; Juros Compostos e Amortizações ; Tabela SAC e Price INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em Administração REFERÊNCIAS: CASTANHEIRA, Nelson P. e SERENATO, Verginia S. Matemática financeira e análise financeira para todos os níveis: soluções algébricas, soluções na HP-12C. Curitiba : Juruá Ed., 2006. PARANÁ. Colégio Estadual Benedicto João Cordeiro, Ensinos Fundamental, Médio, Normal e Profissinal. Projeto Político Pedagógico. Curitiba, PR, 2013. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de Matemática para a Educação Básica. Curitiba, 2006. PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Proposta de Conteúdos para a Disciplina de Matemática. Disponível em: http://matematica.seed.pr.gov.br/arquivos/File/Conteudos_Basicos_Matematica.pdf PUCCINI, Ernesto Coutinho.Matemática Financeira. 2007. Disponível em: http://www.faad.icsa.ufpa.br/admead/documentos/submetidos/unidade1mf.pdf. Acesso dia 11/10/2014. SÁ, Ilydio Pereira de. Matemática comercial e financeira (na educação básica) para Educadores Matemáticos. Rio de Janeiro: Editora Sotese, 2005. SÁ, Ilydio Pereira de. Matemática Financeira para Educadores Críticos. Rio de Janeiro: Editora Ciência Moderna Ltda., 2011. SILVA, A. L. C. Matemática Financeira Aplicada. São Paulo: Atlas, 2005 INTRODUÇÃO A administração requer muito planejamento, organização e controle. Portanto, é indispensável que o administrador tenha habilidade em lidar com números. Muitas vezes ele deverá reparar orçamentos para projetos, planejar e controlar pesquisas, além de resolver situações que envolvam cálculos matemáticos e estatísticos. O trabalho do administrador está diretamente ligado com a exatidão dos números, e por isso ele precisa ter conhecimento destas duas disciplinas para ser bem-sucedido. O objetivo fundamental dos Métodos Quantitativos Aplicados à Administração é capacitar o administrador a trabalhar com as informações do mundo contemporâneo, entendendo, como base de tomada de decisão, os fatos estatísticos, econômicos e administrativos. Dessa forma, Métodos Quantitativos Aplicados à Administração enfoca as técnicas de análise de resultados, bem como as ferramentas necessárias para o conhecimento e identificação de situações do dia-a-dia no mundo dos negócios. 15 http://matematica.seed.pr.gov.br/arquivos/File/Conteudos_Basicos_Matematica.pdf SEMANA 1 ATIVIDADES JUROS Taxa de Juros Chamamos de taxa de juros à relação entre os juros recebidos ou pagos em um determinado período de tempo e o principal q eu deu origem a estes juros. Assim, se um investidor aplicou R$ 100,00 em uma aplicação de renda fixa e recebeu juros de R$ 10,00 ao final de um ano, a taxa de juros deste investimento foi 10% ao ano. Vê-se assim que a taxa de juros está sempre relacionada a um período, seja ele o dia, o mês, o ano, etc. A taxa de juros pode ser expressa em notação percentual (10% ao ano, por exemplo) ou em notação decimal (0,10 ao ano, por exemplo). Estas duas expressões são, evidentemente, equivalentes já que 10÷100 = 0,10. Os juros podem ser capitalizados no regime de juros simples, no regime de juros contínuos ou no regime de juros compostos. No Brasil, apenas os regimes de juros simples e de juros compostos são usados. JUROS SIMPLES Podemos definir juros como o rendimento de uma aplicação financeira, valor referente ao atraso no pagamento de uma prestação ou a quantia paga pelo empréstimo de um capital. Atualmente, o sistema financeiro utiliza o regime de juros compostos, por ser mais lucrativo. FÓRMULA A expressão matemática utilizada para o cálculo das situações envolvendo juros simples é a seguinte: J = C . i . t J = juros C = capital i = taxa de juros (em decimal) t = tempo de aplicação (mês, bimestre, trimestre, semestre, ano...) Exemplos: 1) João aplicou R$ 20.000,00 durante 3 meses em uma aplicação a juros simples com uma taxa de 6% ao mês. Qual o valor recebido por João ao final desta aplicação? Solução Podemos resolver esse problema, calculando quanto de juros João irá receber em cada mês aplicado. Ou seja, vamos descobrir quanto que é 6% de 20.000 Lembrando que porcentagem é uma razão cujo o denominador é igual a 100, temos: 6/100 Assim, para saber quanto de juros receberemos por mês, basta multiplicar o valor aplicado pela taxa de correção. 16 Juros recebido por mês = 20.000 x 0,06 = 1.200 Para 3 meses, temos = 1.200 x 3 = 3.600 Desta forma, o valor recebido no final de 3 meses será o valor aplicado mais os juros recebidos nos 3 meses: Valor recebido (montante) = 20.000 + 3.600 = 23.600 Exemplos: 1) João Victor fez um empréstimo de R$ 20.000,00 pelo prazo de 4 meses, à taxa de 3% ao mês. Calcule o valor do juro a ser pago. Capital (C): 20.000 Taxa (i): 3% = 3/100 = 0,03 Tempo (t): 4 meses = 22.400 2) Uma importância de R$ 15.000,00 foi aplicada pelo prazo de 2 anos, à taxa de 1,4% ao mês. Calcule o valor do juro a receber. (OBS: o tempo tem de estar na mesma unidade que a taxa, por exemplo, taxa em meses, tempo deve ser transformado em meses) Capital (C): 15000 Taxa (i): 1,4% = 1,4/100 = 0,014 Tempo (t): 2 anos = 2 · 12 = 24 meses 3) Calcule o juro produzido pelo capital de R$ 1.500,00 aplicado durante 1 ano com a taxa de: a) 3% ao mês Capital (C): 1500 Taxa (i): 3% = 3/100 = 0,03 Tempo (t): 1 ano = 12 meses CÁLCULO j = 20 000 · 0.03 · 4 j = 2 400 CÁLCULO j = 15 000 · 0.014 · 24 j = 5 040 CÁLCULO j = 1 500 · 0.03 · 12 j = 540 17 b) 36% ao ano Capital (C): 1500 Taxa (i): 36% = 36/100 = 0,36 Tempo (t): 1 ano Exemplos: Calcular os juros simples referente a um capital de $1.000,00 aplicado conforme baixo: Taxa de juros Prazo a) 15% ao ano 1 ano b) 17% ao ano 4 anos c) 21% ao ano 5 meses d) 26,8% ao ano 30 meses e) 38% ao ano 4 anos e 8 meses Respostas: a) j = c . i . n = 1.000 x 0,15 x 1 = 150 b) j = 1.000 x 0,17 x 4 = 680,00 c) j = 1.000 x 0,21 / 12x5= 1.000 x 0,0875 = 87,50 d) j = 1.000 x 0,268 / 12 x 30 = 1.000 x 0,67 = 670 e) j = 1.000 x 0,38 / 12 x 56 = 1.000 x 1,77333 = 1.773,33 Obs.: 4 anos e 8 meses = 56 meses Nos casos em que a taxa foi dividida por 12, é porque a taxa é anual e o número de períodos se refere a meses. EXERCICÍOS Questão 1 Um investidor aplica R$ 1.000,00 a juros simples de 3% ao mês. Determine o valor recebido após um ano: Questão 2 Calcule o juro que renderá um capital de R$ 15.000,00 aplicado a uma taxa de juros simples de 12% ao ano, durante seis meses. Questão 3 Um capital de 7.500,00 foi aplicado em um investimento que rende juro simples de 5% ao mês. Qual será o saldo dessa aplicação após seis meses? a) 2.250,00 b) 10.000,00 c) 9.750,00 d) 8.500,00 CÁLCULO j = 1500 · 0.36 · 1 j = 540 18 SEMANA 2 ATIVIDADES Exercicios sobre Juros Simples com respostas: FORMULAS: M= C + J J= c.i.t M= Montante C= Capital J= Juros i= Taxa t= tempo 1) Determinar quanto renderá um capital de $60.000,00 aplicado à taxa de juros simples de 24% a.a (ao ano), durante sete meses. 24/12 = 2% = 2/100 = 0,02 J= c.i.t J= 60.000,00 x 0,02 x 7 J = 8.400,00 2) Um capital de $28.000,00, aplicado durante oito meses, rendeu juros de $11.200,00. Determinar a taxa de juros simples anual. J= C.i.t 11.200,00 = 28.000,00 x i x 8 11.200,00/224.000,00 = i i = 0,05 a.m i = 0,05 x 12 = 0,60 i= 60% a.a. 3) Durante 155 dias, certo capital gerou um montante de $64.200,00. Sabendo-se que a taxa de juros simples é de 4% a.m (ao mês), determinar o valor do capital aplicado. M=C+J M=C+CIT I = 4%/30dias I= 0,133 /100 = 0,00133 64200,00 =C(1+0,00133*155) C=64200/1,206 C=53.204,41 4) Qual o valor dos juros contidos no montante de $100.000,00, resultante da aplicação de certo capital à taxa de juros simples de 42% a.a, durante 13 meses? M = C + j j= cit M = c + cit 42%/12 = 3,5% 100.000= c + c * 0,035 * 13 100.000= c + 0,455c 100.000= 1,455c c = 100.000/1,455 c = 68.728,52 j = m - c j = 100.000 - 68.728,52 j = 31.271,48 Resp: 31.271,48 19 Proporcionalidade de Taxas: 1) 50% a.a correspondem a que taxa quinzenal? 2,08% 50/12 ao mês dividir 2 por quinzena 2) 18% a.t correspondem a que taxa anual? 72% 18/3a.m = 6 6 x 12 meses = 72% 3) 25% em 115 dias correspondem a que taxa trimestral? 19,56% 25/115 = 0,217 0,217 x 90 = 19,56% 4) 200% em dois anos correspondem a que taxa mensal? 8,33% 200/24 = 8,33% 5) 0,17% ao dia correspondem a que taxa mensal e anual? 5,10% e 61,20% 0,17 x 30 = 0,17 x 360 EXERCICÍOS Encontre a taxa proporcional nas situações abaixo: a) 30% a.a.= a.s. b) 72% a.s.= a.b. c) 3% a.m.= a.q. d) 12% a.a.= a.t. e) 120% a.a.= a.q. f) 3 4 % a.b.= a.a. g) 80% a.a.= a.m. h) 24% a.s. a.q. i) 27% a.b.= a.t. j) 60% a.m.= a.d. k) 1,5% a.d.= a.t. 20 SEMANA 3 ATIVIDADES Sistema de Amortização O conceito de amortização é o processo de extinção de uma dívida através de pagamentos periódicos, que são realizados em função de um planejamento, de modo que cada prestação corresponde a soma do reembolso do capital ou dos juros do saldo devedor (juros sempre são calculados sobre o saldo devedor), podendo ainda ser o reembolso de ambos. Os principais sistemas de amortização são: Sistema de pagamento único: ocorre um único pagamento (capital + juros) no final do período estipulado; Sistema de pagamento variável: ocorre vários pagamentos diferenciados durante o período (às vezes somente juros, outras juros+capital); Sistema americano: ocorre um único pagamento ao final do período, porém os juros são calculados em várias fases durante o período; Sistema de amortização constante (SAC): geralmente o mais utilizado, os juros e o capital são calculados uma única vez e divididos para o pagamento em várias parcelas durante o período; Sistema price ou francês: geralmente usados em financiamentos de bens de consumo, todas as parcelas são iguais e com os juros já embutidos; Sistema de amortização misto: calcula-se o financiamento pelos métodos SAC e price e faz-se uma média aritmética das prestações desses dois sistemas, chegando ao valor da prestação do sistema misto. Exemplo de pagamento de financiamento através de um sistema de amortização constante (SAC). Valor do financiamento: R$ 150.000,00 Taxa de juros anual: 8,75% Período de pagamento: 6 anos Tabela de amortização: Período Juros Amortização Pagamento Saldo Devedor 0 - - - 150.000,00 1 13.125,00 25.000,00 38.125,00 125.000,00 2 10.937,50 25.000,00 35.937,50 100.000,00 3 8.750,00 25.000,00 33.750,00 75.000,00 4 6.562,50 25.000,00 31.562,00 50.000,00 5 4.375,00 25.000,00 29.375,00 25.000,00 6 2.187,00 25.000,00 27.187,00 0,00 21 EXERCÍCIOS Sistema de Amortização Constante (SAC) A amortização da dívida é constante e igual em cada período 1) Financiamento de R$ 300.000,00, taxa de 4% ao mês, durante 5 meses. (complete a coluna do pgto) n juros amort pgto SD 0 300000 1 12000 60000 240000 2 9600 60000 180000 3 7200 60000 120000 4 4800 60000 60000 5 2400 60000 0 2) Empréstimo de R$ 6.000,00, em oito vezes mensais, à taxa de 2,5% ao mês. (complete a coluna dos juros) n juros amort pgto SD 0 6000 1 750 900 5250 2 750 881 4500 3 750 863 3750 4 750 844 3000 5 750 825 2250 6 750 806 1500 7 750 788 750 8 750 769 0 3) Uma pessoa faz um financiamento de R$ 50.000,00 a ser pago em 15 anos, sendo a taxa de juros é de 3% ao mês. Sabendo-se que, no quarto mês, além do pagamento, essa pessoa fez um aporte adicional de R$5.000,00, calcule o saldo devedor do 6º mês. (complete o quadro) 0 juros amort pgto 50000 1 49722 2 49444 3 49167 4 43889 5 43611 6 43333 22 SEMANA 4 ATIVIDADES Desconto de Títulos e Duplicatas Atualmente no Brasil o regime de juros simples é utilizado principalmente em três situações: Desconto de títulos e duplicatas, Operações em moeda estrangeira Juros de mora. O desconto é uma modalidade de empréstimo de curto prazo para capital de giro, concedido através de adiantamento, mediante a cobrança de uma taxa de desconto, feito sobre títulos ou notas promissórias de crédito com recebimento futuro. Os juros são cobrados antecipadamente, na data de liberação dos recursos, com base na taxa de juros (também chamada de taxa de desconto) e no prazo a decorrer de cada título. No caso da Duplicata, o emitente do título, ao negocia-lo é obrigado a endossá-lo transferindo para a instituição financeira seus direitos creditícios. Apesar desta transferência de direitos creditícios, a empresa emitente continua responsável pela liquidez do título negociado de tal forma que não pagando o sacado, a instituição financeira poderá debitar seu valor na conta corrente do emitente. O valor que consta no título, e pelo qual ele será liquidado na data de seu vencimento, é chamado de valor de face do título. Já o valor pelo qual o título foi negociado é denominado valor de mercado. Vê-se, portanto, que o valor de mercado é igual ao valor de face menos os juros calculados com base na taxa de desconto. Exemplo: No dia 7/3/00 uma empresa descontou uma duplicata de R$ 5.000,00 de valor de face, com vencimento para o dia 03/04/00, a uma taxa de desconto de 3% ao mês. Calcular o valor líquido recebido pela empresa. Resposta: Juros = Valor do Título x Taxa de Desconto x Nº de dias 3.000 Juros = 5.000 x 3 x 27 = 135 3.000 Então, Líquido Recebido = R$ 5.000 – R$ 135 = R$ 4.865 23 EXERCÍCIOS 1) No dia 17/5/20 uma empresa descontou uma duplicata de R$ 7.000,00 de valor de face, com vencimento para o dia 15/06/20, a uma taxa de desconto de 4% ao mês. Calcular o valor líquido recebido pela empresa. 2) No dia 20/9/20 uma empresa descontou uma duplicata de R$ 8.000,00 de valor de face, com vencimento para o dia 10/10/20, a uma taxa de desconto de 2% ao mês. Calcular o valor líquido recebido pela empresa. 3) No dia 04/3/21 uma empresa descontou uma duplicata de R$ 5.000,00 de valor de face, com vencimento para o dia 02/04/21, a uma taxa de desconto de 3% ao mês. Calcular o valor líquido recebido pela empresa. 4) No dia 28/11/20 uma empresa descontou uma duplicata de R$ 2.000,00 de valor de face, com vencimento para o dia 24/12/20, a uma taxa de desconto de 3% ao mês. Calcular o valor líquido recebido pela empresa. 24 PARA ENRIQUECER SEUS CONHECIMENTOS. DICAS DE LEITURA, FILME, DOCUMENTÁRIO, OUTROS. JUROS SIMPLES https://www.youtube.com/watch?v=N27xZJj1m-4 DESCONTOS SIMPLES https://www.youtube.com/watch?v=E8z7EOjthFE DESCONTOS DE DUPLICATAS https://www.youtube.com/watch?v=E8z7EOjthFE AMORTIZAÇÃO - TABELA SAC E PRICE https://www.youtube.com/watch?v=TH4sqhQ4o-c 25 https://www.youtube.com/watch?v=N27xZJj1m-4 https://www.youtube.com/watch?v=E8z7EOjthFE https://www.youtube.com/watch?v=E8z7EOjthFE https://www.youtube.com/watch?v=TH4sqhQ4o-c SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINASGERAIS Período Data: GÊNERO (ASSUNTO) AMORTIZAÇÕES Objetivo Elaborar 03 grupos na sala , os alunos deverão pesquisar e apresentar 0 2 planilhas contendo financiamento nas tabelas SAC. Habilidades Realizar os cálculos fundamentais com relação a Juros , taxas, descontos e amortizações. Conteúdos relacionados SISTEMAS DE AMORTIZAÇÕES Interdisciplina- ridade Demais disciplinas do Grupo 1 do Curso Técnico de Administração Referências CAVALHEIRO, Luiz A.F. Elementos de Matemática Financeira. Rio de Janeiro, Editora FGV, 11a ed., 1989. FURTADO, DAIANI.Sistema de Amortização. Disponivel em: Acesso em: 21 de jul. de 2009. MEIRELLES,MARCOS. Sistemas de Amortização de Empréstimos e Finaciamentos. Disponivel em:< h ttp://www.fadepe.com.br/restrito/conteudo/ 2_adm_matem_finan_sac_saf_saa.doc.> Acesso em: 21 set. De 2009. NOGUEIRA, José Jorge Meschiatti. Tabela Price: da Prova Documental e Precisa Elucidação do seu Anatocismo, Servanda Ed., 2002. PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 3 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 12 26 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINASGERAIS PLANO DE ESTUDO TUTORADO ATIVIDADES COMPLEMENTARES ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS ANO DE ESCOLARIDADE: 1 MÓDULO PET VOLUME 1 1º BIMESTRE MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANA: 4 Nº DE AULAS POR SEMANA: 3 Nº DE AULAS POR BIMESTRE: 12 PET = 60% CARGA HORÁRIA ATIVIDADES COMPLEMENTARES = 40% CH ATIVIDADES COMPLEMENTARES Nº DE ATIVIDADES: 06 N/º da Atividade Listagem das Atividades complementares 01/06 Entrega trabalho pelos 03 grupos: Sistemas Amortizações tabela SAC 02/06 Assirtir Video : Métodos quantitativos aplicados na Administração https://www.youtube.com/watch?v=7K-9kUCDgXU 03/06 Trabalho - Apresentar um resumo de até 20 linhas do video Métodos quantitativos aplicados na administração 04/06 Exercícios I - Google Forms – Cálculo Taxas proporcionais 05/06 Lista de Exercícios II – Enviados no Google forms 06/06 Trabalho – Pesquisa sobre qual tabela de amortização é melhor para financiamento imobiliário. 27 https://www.youtube.com/watch?v=7K-9kUCDgXU SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS BOAS VINDAS Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, colegas, novos componentescurriculares, e para muitos uma nova escola. Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas erecursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades organizadasem componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a cada bimestre.Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de comunicaçãocomo o APP Conexão 2.0. Espero que você esteja disposto a aprender muito. ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua residência e/ou internet. É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no cumprimento das atividades. Contamos com a sua valiosa colaboração! DICA PARA O ALUNO Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar continuidade ao seu aprendizado. Seguem algumas dicas para te ajudar: a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: SISTEMAS ECONÔMICOS PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8 28 EIXO TEMÁTICO: SISTEMAS ECONÔMICOS TEMA/TÓPICO(S): ECONOMIA HABILIDADE(S): Compreender os conceitos, divisões, objetivos e finalidade da Economia Identificar as características dos Sistemas Econômicos CONTEÚDOS RELACIONADOS: Conceitos de Economia, Macroeconomia, Microeconomia, características dos Sistemas Econômicos INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em Administração REFERÊNCIAS: DALLAGNOL, RENATA C. CHIARINI, Apostila Economia I, FAG- FACULDADE ASSIS GURGACZ, Cascavel, 2008. GONÇALVES, R. R. Economia aplicada. Rio de Janeiro: FGV, 2003. MULLER, Antonio. Manual de economia básica. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004. IBGE. Dados Econômicos. Disponível em: HTTP://www.ibge.gov.br. Acesso em 10/02/2009 PINHO, D. VASCONCELLOS, M. ET AL. Manual de Economia, Saraiva, São Paulo, 1998. POSSAMAI, Ademar, Apostila Economia, UNERJ, Jaraguá do Sul, 2001. RIANI, Economia: princípios básicos e introdução à microeconomia. São Paulo: Pioneira, 1998. ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à Economia. 19 Ed. Editora Atlas, São Paulo, 2002 SINGER, Paul I. Introdução à Economia Solidária. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, São Paulo, 2002. SILVA, C. R. L. LUIZ, S. Economia e mercados: introdução à economia. 18 ed. São Paulo: Saraiva, 2001. SILVA, F. G. JORGE, F. T. Economia aplicada à administração. 2 ed. São Paulo: Futura, 2000. VASCONCELOS, M. A. GARCIA, Fundamentos de economia. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2004. VICECONTI, P. E. V. DAS NEVES, S. Introdução à economia. 5 ed. (rev. e ampl.). São Paulo: Frase, 2002. INTRODUÇÃO O Estudo da Economia pode ser dividida em duas partes: microeconomia e macroeconomia. A primeira cuida do comportamento dos consumidores e das empresas em seus mercados, as razões que levam os consumidores a comprar mais, ou menos, de um determinado produto e a pagar mais, ou menos, por este bem. Estuda ainda os motivos que levam empresas a produzir certa quantidade de um produto e de que forma seus preços são estabelecidos. Leva- se em conta os mercados nos quais as empresas e consumidores atuam. A macroeconomia preocupa-se com o conjunto de decisões de todos os agentes econômicos, que ira se refletir em maior ou menor produção e nível de emprego. Inflação, taxa de juros, taxa de câmbio, nível de emprego global, crescimento econômico são objetos estudados na análise macroeconômica, além de cuidar das análises sobre as decisões tomadas pelo formulador de política econômica do país. O fenômeno recente da globalização da economia levou os governos a buscarem apoio de outras economias, formando blocos econômicos, para conseguirem melhor sustentação frente à forca das novas tecnologias e da pressão das multinacionais, do aumento da produtividade, do desemprego estrutural que ameaça a estabilidade social mesmo dos países mais desenvolvidos. Isto reforça a necessidade de aprofundar os conhecimentos na área das ciências econômicas. 29 SEMANA 1 ECONOMIA O conceito de economia é importante para todos nós, tanto no ambiente de trabalho quanto no dia a dia doméstico. Isso acontece porque os proble mas econômicos estão presentes em todos os instantes de nossas vidas. Por exemplo, às vezes nos deparamos com questões como: Por que mesmo ganhando mais tenho a impressão que consigo comprar menos? Por que os preços do supermercado e do combustível variam? Por que o preço dos alimentos diminui em períodosde safra e aumenta na entressafra? Por que existem pessoas desempregadas? Por que a água é barata, mesmo sendo necessária à vida, e os diamantes são caros, mesmo não sendo essenciais? Por que a renda per capita no sudeste é maior do que a no nordeste? A economia nos ajuda a entender essas e muitas outras questões e como elas influenciam as nossas vidas, ou seja, ajuda a analisar os problemas enfrentados pelas pessoas e empresas e como esses problemas podem ser contornados. O objetivo da economia é organizar políticas que articulem produção, distri buição e consumo de bens e serviços, com a finalidade de minimizar os problemas e maximizar os benefícios em favor da qualidade de vida da sociedade. Economia é a “[...] ciência que estuda o emprego de recursos escassos entre diferentes usos possíveis, com o fim de obter os melhores resultados, seja na produção de bens, ou na prestação de serviços” (SOUZA, 2007, p.2). A economia estuda como devem ser utilizados os recursos produtivos escassos na produção das diversas categorias de bens e serviços, colocados no mercado com o intuito de satisfazer suas infinitas necessidades (OLIVEIRA et al., 2006). Além disso, segundo Silva e Luiz (2001), a economia se ocupa das questões relativas à satisfação das necessidades dos indivíduos (necessidades individuais) e da sociedade (necessidades coletivas). 30 Do que trata a lei da escassez? Para satisfazer as necessidades materiais e não-materiais de uma sociedade é necessário produzir bens e serviços. Para isso, empregam-se os recursos produtivos. Esses recursos podem ter usos alternativos, isto é, podem ser utilizados para produzir diferentes produtos. Por exemplo, um produtor rural pode utilizar suas terras para produzir soja ou milho e uma indústria automobilística pode produzir tratores ou ônibus. Como os recursos que essas empresas dispõem são limitados, nem sempre a produção de todos os bens pode ser aumentada ao mesmo tempo, no curto prazo. A necessidade humana vem da sensação de carência ou do desejo de obter algum produto. As necessidades humanas básicas são: alimentação, vestuário, transporte, educação e cultura, saúde, segurança e lazer. Essas necessidades são consideradas ilimitadas, pois estamos sempre desejando possuir mais do que temos. Souza (2007) sinaliza que essas necessidades são limitadas pela renda do indivíduo, ou seja, as quantidades demandadas dos diferentes bens são limitadas pela renda dos indivíduos. Como as necessidades são ilimitadas, os consumidores, baseados em sua renda, estabelecem prioridades para seus gastos. Essas prioridades são subjetivas e baseadas nas preferências ou ne cessidades do consumidor. A escassez ocorre porque as necessidades humanas excedem a capacidade de produção possível com a utilização dos recursos limitados disponíveis. A lei da escassez analisa a utilização dos recursos escassos, escolhendo entre usos alternativos, para produzir bens e serviços úteis para a satisfação das necessidades dos consumidores. Vasconcellos e Garcia (2004) afirmam que a relação entre os recursos escassos e as necessidades ilimitadas acaba originando os problemas econômicos fundamentais, isto é, por não termos os recursos suficientes para atender todas as necessidades é necessário fazer escolhas sobre o que, quanto, como e para quem produzir. ATIVIDADES RESPONDA: 1) Dê o conceito de economia. 2) Qual é o objetivo da economia? 3) Quais são as necessidades humanas básicas que envolvem o sistema econômico? 31 SEMANA 2 Agentes Econômicos Em uma economia capitalista, são as famílias, as empresas e o governo, que respondem às seguintes questões: O quê? Quanto?, Como? e Para Quem Produzir?. É o que constitui o chamado "Mercado". São aspectos imprevisíveis, dinâmicos, ágeis. Já em uma economia centralizada, é o governo quem responde àquelas perguntas, formulando a partir de um órgão de planejamento central. Sistema Capitalista Sistema Socialista É uma economia baseada no mercado, composta por compradores (pessoas) e vendedores (empresas privadas ou corporativas); Os bens e serviços produzidos destinam-se a gerar lucro; O governo deve proteger o mercado livre, pois ele determina investimentos, produção, distribuição dos bens; A interferência do governo só é permitida ao fazer e aplicar regras ou políticas que regem a conduta dos negócios; Existe uma necessidade de produção e compra contínuas para que a economia capitalista funcione eficientemente; Os meios de produção são propriedade de empresas públicas ou cooperativas, e os indivíduos são compensados com base no princípio da igualdade; Existe igual oportunidade para todos; As indústrias em larga escala são esforços cooperativos e, assim, os retornos dessas indústrias devem ser devolvidos e beneficiar a sociedade como um todo; A atividade econômica e a produção são planejadas pela autoridade central de projetos e com base, principalmente, nas necessidades de consumo humano; As formas tradicionais da sociedade capitalista, como a propriedade privada, devem ser destruídas. O que produzir? A decisão de o que produzir é influenciada pelas necessidades dos consumidores, ou seja, pela demanda. O nível de renda da população também influencia quais produtos ela irá consumir. Quanto maior for a renda maiores serão as quantidades de produtos e serviços consumidos. Além disso, ao aumentar essa renda os consumidores passam a consumir não só uma maior quantidade de produtos, mas também produtos de melhor qualidade. Em relação às empresas, ao deixar de produzir um produto para produzir ou tro, elas têm um custo de oportunidade. O custo de oportunidade é o custo da oportunidade perdida, ou seja, ao deixar de produzir um produto para produzir outro, os ganhos que poderiam ser obtidos com o novo produto que não foi produzido deixam de ser obtidos. Um maior benefício associado à opção não escolhida pode representar o custo da alternativa escolhida. 32 Quanto produzir? O quanto produzir é a decisão de qual quantidade de cada um dos produtos será produzida. Essa quantidade é fixada pela interação entre a oferta (produtor) e a demanda (mercado consumidor), ou seja, quanto mais pessoas quiserem comprar um produto, mais ele será produzido. A quantidade consumida (demanda) também é influenciada pelo nível de ren da e a quantidade produzida (oferta) pela escassez dos recursos produtivos. Como produzir? Segundo Souza (2007), o como produzir está relacionado com a tecnologia utilizada. E, ao escolher entre essas diferentes tecnologias disponíveis, as empresas devem procurar obter a máxima eficiência. Complementando a questão do como produzir, Vasconcellos e Garcia (2004) argumentam que é necessário decidir dentre as diferentes opções os recursos de produção que deverão ser empregados para a obtenção de um determinado bem ou serviço. Esse conhecimento pode ser comprado de outros países através do pagamento de direitos (royalties) ou obtido a partir do de senvolvimento de produtos e processos de produção ou do aperfeiçoamento de produtos e processos existentes através de investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Ao decidir entre as diferentes opções de recursos deve-se levar em conside ração o preço dos recursos. Por exemplo, em países onde a mão de obra é barata, geralmente prefere-se utilizar processos de produção mais manuais. Em países onde a mão de obra é cara, as empresas tendem a investir em me canização para utilizar uma menor quantidade de mão de obra.Em geral, as empresas investem cada vez mais em tecnologia, pois devido à globalização da produção em nível mundial, as empresas precisam reduzir custos, para poder competir. 33 Para quem produzir? O para quem produzir inclui a definição de quais setores serão beneficiados pelos resultados da produção, determinando o acesso das pessoas a um conjunto de bens ou serviços, de acordo com os níveis de renda. De acordo com Souza (2007), do ponto de vista das empresas a decisão de para quem produzir é tomada em função da expectativa de obter lucro, ou seja, como utilizar os recursos que ela tem disponível para aumentar seu lucro. Por exemplo, uma empresa automobilística pode escolher entre produzir carros populares ou carros de luxo ou, ainda, uma combinação desses dois tipos de produto. ATIVIDADES ATIVIDADES RESPONDA 1) Em uma economia capitalista, são as famílias, as empresas e o governo, que respondem às quais questões? 2) Cite uma característica do sistema capitalista e do sistema socialista. 3) Qual é o significado do custo de oportunidade? 4) Faça a pesquisa do significado do pagamento de direitos (royalties). 34 SEMANA 3 O que é um Sistema Econômico? Uma pessoa consome um conjunto de bens e serviços produzidos em diver- sas áreas da atividade econômica. Essa pessoa, para poder consumir esse conjunto de bens e serviços, troca sua força de trabalho por um salário. O salário pago ao trabalhador pelo empresário permite que ele adquira os bens e serviços que necessita. Essa interação entre pessoas, ou famílias, e empresas ocorre no mercado. As empresas definem o que produzir, quanto produzir, como produzir e para quem produzir a partir das necessidades das pessoas (mercado consumidor) e da disponibilidade de recursos produtivos. Em economias de mercado, a regulação dessa interação é fornecida pela concorrência entre empresas e pelo sistema de preços. Quanto maior for a oferta de produtos, menores serão seus preços e quanto mais escassos esse produtos forem maiores serão seus preços. Pelo lado da demanda, quanto mais os produtos são procurados (demanda), mais eles serão valorizados e quanto menos forem procurados menores serão seus preços. Esse tipo de economia é caracterizada pela livre concorrência entre produtores e consumidores, o que estabelece os preços pelos quais os produtos serão vendidos. Nas economias centralizadas, a regulação é responsabilidade de um órgão central que define os rumos da economia. Um sistema econômico é a maneira como a sociedade se organiza visando solucionar a forma como utilizará seus recursos produtivos (trabalho, capital, recursos naturais, etc) para produzir bens e serviços para atender as necessidades da sociedade. Engloba o tipo de propriedade, a gestão da economia, os processos de circulação das mercadorias, o consumo e os níveis de desen- volvimento tecnológico e da divisão do trabalho. As empresas organizam seus recursos produtivos para que possam ser produzidos os bens e os serviços. Essas empresas são conhecidas como unidades produtoras. São exemplos de unidades produtoras: um laticínio, um fabrica de ração, uma escola, uma confecção de roupas, etc. Conforme Souza (2007), os bens produzidos nessas unidades produtoras podem ser classificados em: Bens e serviços de consumo: são bens e serviços destinados ao atendimento direto das necessidades das pessoas, ou seja, não precisam de nenhuma transformação para ser utilizados pelos consumidores. De acordo com sua durabilidade, podem ser classificados como duráveis (geladeiras, fogões, automóveis) ou como não duráveis (alimentos, produtos de limpeza). 35 Bens e serviços intermediários: são bens e serviços utilizados na produção de outros bens e serviços. Exemplos desse tipo de bens incluem insumos, matérias-primas e componentes, como chapas de aço, serviços de computação, minério de ferro, leite in natura, etc. Bens de capital: são bens utilizados na fabricação de outros bens, aumentando a eficiência do trabalho humano. Entretanto, não se desgastam totalmente no processo produtivo. São exemplos: máquinas, equipamentos, instalações, edifícios, computadores, estradas, etc. ATIVIDADES ATIVIDADES RESPONDA 1) Qual é o significado do sistema econômico? 2) Qual é o significado do Bens e serviços de consumo? cite exemplos. 3) Qual é o significado do Bens e serviços de intermediários? cite exemplos. 4) Qual é o significado do Bens de capital? cite exemplos. 5) 36 SEMANA 4 Setores da Atividade Econômica A atividade econômica concretiza-se pela produção de um conjunto diver- sificado de bens e serviços, cujo objetivo é satisfazer as necessidades das pessoas. Silva e Luiz (2001) e Souza (2007) dividem essas atividades econô micas em três grandes setores da economia de acordo com as características fundamentais de sua produção: Setor primário: é constituído pelas unidades produtoras que utilizam in- tensamente recursos naturais. Envolve as atividades agrícolas, pesqueiras, pecuárias, extração vegetal, reflorestamento e mineração. Setor secundário: é constituído pelas unidades produtoras dedicadas às atividades industriais através das quais os bens são transformados. Inclui a produção de veículos automotores, materiais de construção, produtos químicos e farmacêuticos, plásticos, eletrodomésticos, tratores, produtos alimentares, etc. Setor terciário: é formado pelas unidades produtoras que prestam ser- viços, tais como bancos, empresas de transporte, hospitais, comércio, turismo, meios de comunicação, etc. 37 Como o Sistema Econômico funciona? O funcionamento do sistema econômico ocorre da seguinte forma: As unidades produtoras (empresas), para produzir os bens e serviços, utilizam os recursos produtivos. Essas unidades remuneram esses recursos através de salários (pago aos trabalhadores), aluguéis (pago pelas instalações), juros (pago pelos financiamentos) e lucros (pago aos proprietários). A remuneração obtida proporciona às pessoas a possibilidade de adquirir os bens e os serviços produzidos pelas unidades produtoras. Em outras palavras, ela usa seu salário para comprar os bens que necessita como alimentos, roupas, etc. Essa interação entre o público (as pessoas) e as unidades produtoras (empresas) resulta, de acordo com Luiz e Silva (2001), em dois fluxos em um sistema econômico: um fluxo de bens e serviços e, de outro lado, um fluxo monetário. O fluxo de bens e serviços é conhecido como fluxo real ou fluxo do produto e representa a totalidade dos bens e serviços finais produzidos pelas unidades produtoras. Esse fluxo constitui a oferta da economia, ou seja, todos os bens e serviços produzidos pela economia. O fluxo monetário ou nominal inclui a totalidade da remuneração dos re cursos produtivos empregados pelas unidades produtoras, que incluem as rendas e despesas das famílias e os custos e receitas das empresas (SOUZA, 2007). Esse fluxo constitui a demanda ou procura da economia. A interação entre a oferta e a demanda de produtos determina os preços de mercado de cada bem ou serviço. Essas duas funções (oferta e demanda) são as mais importantes de um sistema econômico e formam o mercado, ou seja, o mercado é formado pelos fluxos real e monetário, respectivamente, a oferta e a demanda da economia. A figura abaixo mostraos fluxos monetário e real do sistema econômico e a formação do mercado. DEMANDA Juros Lucros Roupas Serviços Máquinas etc. OFERTA 38 De acordo com Vasconcellos e Garcia (2004), o sistema econômico é caracterizado pela circulação dos fluxos real e monetário. Essa circulação entre as entidades do sistema econômico permitelhe cumprir adequadamente o seu papel. A figura abaixo mostra a circulação no sistema econômico. ATIVIDADES RESPONDA 1) Quais são os três grandes setores da economia de acordo com as características fundamentais de sua produção? 2) Como o sistema econômico funciona? 3) Quais são os fluxos em um sistema econômico? 4) Quais são as duas funções mais importantes de um sistema econômico que formam o mercado? Mercado Bens e Serviços Famílias Aparelho Produtivo 39 PARA ENRIQUECER SEUS CONHECIMENTOS. DICAS DE LEITURA, FILME, DOCUMENTÁRIO, OUTROS. Por que o CAPITALISMO é o melhor sistema econômico? https://www.youtube.com/watch?v=GQyvN8XhQVI Vantagens e desvantagens do capitalismo | PROFEPT 2020 https://www.youtube.com/watch?v=kTjnrrMnozk Socialismo é melhor que Capitalismo https://www.youtube.com/watch?v=S0P-AHr8KxA Vídeo : Introdução a Macroeconomia parte 1 https://www.youtube.com/watch?v=qXyctRXyMTY 40 https://www.youtube.com/watch?v=GQyvN8XhQVI https://www.youtube.com/watch?v=kTjnrrMnozk https://www.youtube.com/watch?v=S0P-AHr8KxA https://www.youtube.com/watch?v=qXyctRXyMTY SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINASGERAIS Período Data: GÊNERO (ASSUNTO) MACROECONOMIA Objetivo Elaborar 03 grupos na sala, os alunos deverão pesquisar e apresentar propostas (sugestões/idéias), para os seguintes problemas econômicos : 1º. Grupo - Propostas para recuperar o crescimento Econômico; 2º. Grupo - Propostas para conter a Inflação; 3º. Grupo - Propostas para geração de emprego; Habilidades Identificar os objetos da Macroeconomia e buscar soluções para alguns dos principais desafios enfrentados pelo governo. Conteúdos relacionados Macroeconomia, Desemprego, Inflação e crescimento do PIB. Interdisciplina- ridade Demais disciplinas do Grupo 1 do Curso Técnico de Administração Referências Blanchard, Olivier. Macroeconomia. São Paulo: 3 Edição, Prentice Hall., 2004. 620p. C. Romer, D. Advanced Macroeconomics. McGraw-Hill, 3rd edition, 2006. 678p. Dornbusch, Rudiger; Fischer, Stanley. Macroeconomia. São Paulo: Pearson Makron Books, 5ª Edição, 1991, 931p. Froyen, Richard T. Macroeconomia. São Paulo: Editora Saraiva, 5ª Edição, 2001. Mankiw, N. Gregory. Macroeconomia. Rio de Janeiro: LTC, 5ª Edição, 2004. 379 p. Mankiw, N. Gregory. Princípios de Macroeconomia. São Paulo: Pioneira, Thomson Learning, 2005.548p. PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: SISTEMAS ECONÔMICOS PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8 41 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINASGERAIS N/º da Atividade Listagem das Atividades complementares 01/06 Entrega trabalho pelos 03 grupos: Macroeconomia 02/06 Palestra – Web Seminário – Economia do Brasil em 2021 03/06 Pesquisa – Projetos sobre políticas fiscais e tributárias 04/06 Atividade Google Formulário – Trabalho, Oferta e demanda 05/06 Lista de Exercícios II – Enviados no Google forms 06/06 Trabalho – Palestras sobre alternativas para Crise Brasileira PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: SISTEMAS ECONÔMICOS PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 2 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 8 42 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS BOAS VINDAS Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas erecursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades organizadasem componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de comunicação como o APP Conexão 2.0. Espero que você esteja disposto a aprender muito. ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua residência e/ou internet. É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no cumprimento das atividades. Contamos com a sua valiosa colaboração! DICA PARA O ALUNO Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar continuidade ao seu aprendizado. Seguem algumas dicas para te ajudar: a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: PROCESSOS E OPERAÇÕES CONTÁBEIS 1 PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 3 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 12 43 EIXO TEMÁTICO: PROCESSOS DE OPERAÇÕES CONTÁBEIS 1 TEMA/TÓPICO(S): CONTABILIDADE: CONCEITO, OBJETIVO E FINALIDADE HABILIDADE(S): Aplicar os fundamentos e conceitos da Contabilidade na gestão financeira. CONTEÚDOS RELACIONADOS: Firma Individual e Sociedades; Registros Obrigatórios; Conceito, Objetivo e Finalidade; Sistema de Informação; Usuários; Atividades INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em Administração REFERÊNCIAS: Fipecafi, Ernt Young. Manual de Normas Internacionais de Contabilidade: IFRS versus Normas Brasileiras. SANTOS, Cleônimo dos. Depreciação de bens do ativo imobilizado: Aspectos Práticos. São Paulo:IOB -Thomson, 2003. (Coleção prática IOB; v.6). IUDICIBUS, Sérgio de, MARION, José Carlos. Curso de contabilidade para não contadores. 2. ed.- São Paulo: Atlas, 1999. Ribeiro, Osnir de, Moura, Contabilidade Geral. 3. ed. - São Paulo: Saraiva 2009. Szuster e Cardoso. Contabilidade Geral, 2009. 3ed. São Paulo: Atlas. Sites: www.cpc.org.br; www.cfc.org.br; www.crcsp.org.br; www.sebraesp.combr; ww.audibra.org.br; www.ibracon.org.br INTRODUÇÃO A contabilidade temcomo objetivo fundamental o controle do patrimônio de uma pessoa física ou jurídica, pública ou privada, com fins lucrativos (sociedade empresarial) ou não, o que abrange, inclusive, as entidades do chamado Terceiro Setor, os entes políticos da federação e as pessoas jurídicas da administração pública indireta. Dessa forma, a prática contábil ocupa-se da coleta, registro e processamento dos dados necessários à produção de demonstrativos financeiros e relatórios destinados à análise da situação patrimonial em determinado instante (um ponto no tempo) e bem assim dos elementos que justificam e revelam as alterações ocorridas entre momentos temporais distintos. A Contabilidade é o grande instrumento que auxilia a administração a tomar decisões. Na verdade, ela coleta todos os dados econômicos, mensurando-os monetariamente, registrando-os e sumarizando-os em forma de relatórios ou de comunicados, que contribuem sobremaneira para a tomada de decisões. 44 http://www.ibracon.org.br/ SEMANA 1 CONTABILIDADE Antes de começar a estudar contabilidade e para maior entendimento você deve imaginar que você é a empresa, tudo o que acontece com a empresa, está acontecendo com você. Exemplo: se a empresas compra algo, quem compra é você. Quando a empresa vende, quem vende é você. Firma individual e Sociedade As empresas individuais são organizadas basicamente sob duas formas: Firma individual – um único proprietário Sociedade – dois ou mais proprietários. Empresa Individual – é a pessoa natural que exerce o comércio em seu próprio nome, individualmente e por sua conta e risco. Na firma individual o nome da empresa é o mesmo nome do indivíduo. Sociedade – quando a empresa tem dois ou mais sócios ou proprietários. Sociedade de Responsabilidade Limitada (LTDA) é a mais comum e constituída por dois ou mais sócios, nela a responsabilidade dos sócios pelo pagamento das obrigações é limitada a importância do capital social. O capital social é dividido em cotas. Quota e o menor valor em que se divide o capital social da empresa. Nome da Sociedade Limitada. Na empresas limitada a razão social deve constar a expressão LTDA. REGISTROS OBRIGATÓRIOS: O contrato social das empresas do segmento de comércio deve ser registrado e arquivado na junta comercial e prestadora de serviço no cartório de títulos e documentos. Receita Federal (CNPJ); Secretaria da Fazenda (inscrição estadual); Na Prefeitura Municipal (alvará de funcionamento). 45 CONCEITOS A Contabilidade é um instrumento fundamental para o perfeito funcionamento das organizações. È um sistema de registro e apuração ou medição da riqueza (Marion 1989); É conceituada como a ciência que estuda controla o patrimônio das entidades e suas variações. “É a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de controle e de registro relativo aos atos e fatos da administração econômicas”. OBJETIVO O objetivo da contabilidade é o PATRIMÔNIO, manifesta-se na correta apresentação do patrimônio e na sua apreensão e análise das causas das suas mutações; O objetivo de estudo da contabilidade é o PATRIMÔNIO e seu campo de aplicação são entidades econômico-administrativo. FINALIDADE A finalidade da contabilidade e a de controlar o Patrimônio com objetivo de fornecer informações sobre a sua composição e suas variações. Para alcançar sua finalidade ela processa o registro de todos os fatos relacionados a formação, movimentação e as variações do patrimônio administrativo vinculado a entidade, objetivando assegurar seu controle e fornecer dados e informações aos sócios, clientes, fornecedores, bancos, governo e acionistas etc. ATIVIDADES RESPONDA 1) No seu entendimento qual a diferença entre a empresa individual e sociedade? 2) Qual é o objetivo da Contabilidade? 3) Qual é a finalidade da Contabilidade? 46 SEMANA 2 ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE (CPC 01 - Deliberação CVM nº. 539/08 - Resolução CFC nº. 1.374/11) A Contabilidade para se desenvolver utiliza-se de um sistema de informação e avaliação que, por intermédio deste instrumento oferece ao usuário final as informações necessárias para suas decisões. Essa sistemática fornece diversas demonstrações, explicações, detalhes e análises de natureza econômica, financeira, física e de produtividade. Mas o que é um Sistema de Informação? Em linhas gerais é um conjunto organizado de dados oriundos de diversos documentos e regras com base em legislação ou norma contábil, adicionadas às técnicas de conciliações, acúmulo de dados e analises, para que possam resultar em relatórios. Um sistema de informação não é um programa de informática. São métodos de trabalho, criados com intuito de alcançar um objetivo. Este poderá ser manual ou computadorizado, sendo que esse método é organizado de tal maneira que colete, processe, transmita e dissemine os dados que representam informação para o usuário. Quem é o Usuário? É uma pessoa física ou jurídica que tenha interesse na informação de uma entidade. Existem dois tipos de usuários: (1) Usuários externos são de acordo com a Resolução CFC nº. 1.374/11: a) Investidores. Os provedores de capital de risco e seus analistas que se preocupam com o risco inerente ao investimento e o retorno que ele produz. Eles necessitam de informações para ajudá-los a decidir se devem comprar, manter ou vender investimentos. Os acionistas também estão interessados em informações que os habilitem a avaliar se a entidade tem capacidade de pagar dividendos. b) Empregados. Os empregados e seus representantes estão interessados em informações sobre a estabilidade e a lucratividade de seus empregadores. Também se interessam por informações que lhes permitam avaliar a capacidade que tem a entidade de prover sua remuneração, seus benefícios de aposentadoria e suas oportunidades de emprego. c) Credores por empréstimos. Estes estão interessados em informações que lhes permitam determinar a capacidade da entidade em pagar seus empréstimos e os correspondentes juros no vencimento. d) Fornecedores e outros credores comerciais. Os fornecedores e outros credores estão interessados em informações que lhes permitam avaliar se as importâncias que lhes são devidas serão pagas nos respectivos vencimentos. Os credores comerciais provavelmente estão interessados em uma entidade por um período menor do que os credores por empréstimos, a não ser que dependam da continuidade da entidade como um cliente importante. 47 e) Clientes. Os clientes têm interesse em informações sobre a continuidade operacional da entidade, especialmente quando têm um relacionamento a longo prazo com ela, ou dela dependem como fornecedor importante.” (f) Governo e suas agências. “Os governos e suas agências estão interessados na destinação de recursos e, portanto, nas atividades das entidades. Necessitam também de informações a fim de regulamentar as atividades das entidades, estabelecer políticas fiscais e servir de base para determinar a renda nacional e estatísticas semelhantes.” (2 ) USUÁRIOS INTERNOS: Os administradores da entidade. Assim, as informações contábeis têm a finalidade de satisfazer as necessidades comuns da maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos eles utilizam as informações para a tomada de decisões econômicas, que de acordo com a Resolução CFC 1.374/11 são: (a) “decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais; (b) avaliar a Administração quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida, e quanto à qualidade de seu desempenho e prestação de contas; (c) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e proporcionar-lhes outros benefícios; (d) avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursosfinanceiros emprestados à entidade; (e) determinar políticas tributárias; (f) determinar a distribuição de lucros e dividendos; (g) elaborar e usar estatísticas da renda nacional; ou (h) regulamentar as atividades das entidades.” ATIVIDADES RESPONDA 1) O que é um sistema de informação contábil (SIC)? Qual a sua importância? 2) Quem são os usuários da contabilidade? Destaque 3 (três) exemplos de usuário e o objetivo de cada um deles. 48 SEMANA 3 ENTIDADE A palavra “ENTIDADE” na contabilidade tem sentido amplo e nada tem a ver com entidades filantrópicas por exemplo. Entidade é o conjunto de todas as pessoas físicas ou jurídicas da qual a ciência contábil estuda buscando oferecer as respostas necessárias ao questionador. Assim, Entidades são em linhas gerais: Todas as empresas (indiferente do tamanho) Todas as entidades filantrópicas como ONG´s, Fundações, Igrejas, etc.; Governo (Federal, Estadual, Municipal); Autarquias (exemplo: Hospitais) Cooperativas; Autônomos; Empresário; Pessoa Física; Finalidade da Contabilidade A finalidade da contabilidade é o fornecimento de informações quantitativas e qualitativas aos usuários, visando à segurança da tomada de decisões acerca do futuro da entidade. De acordo com a resolução CFC N.º 1.374 de 2011, as informações prestadas aos usuários da contabilidade devem ser dotadas de características qualitativas fundamentais e de melhoria: Observe as características qualitativas fundamentais: Relevância: As informações consideradas relevantes são aquelas que tenham capacidade de fazer a diferença na tomada de decisões. Deve ter valor preditivo, confirmatório, ou ambos; Representação fidedigna: Para ser considerada útil, a informação contábil deve representar fenômenos relevantes com fidedignidade, devendo ser completa, neutra e livre de erro. Características qualitativas de melhoria: Comparabilidade: Este atributo garante ao usuário a possibilidade de efetuar comparações entre determinados períodos, com o intuito de analisar a evolução da informação de uma entidade no tempo ou compará-la com outra entidade; Verificabilidade: Visa assegurar ao usuário que a informação é fidedigna. Possui relação com a possibilidade de verificação dos valores mensurados pela contabilidade; Tempestividade: A informação contábil deve chegar aos usuários em tempo hábil para a tomada de decisões; Compreensibilidade: Parte-se da presunção de que o usuário tenha conhecimentos básicos a respeito da contabilidade, negócios e atividades da entidade, de forma que entenda as informações disponibilizadas pela contabilidade, que deverá apresentá-las com o máximo de clareza e concisão; 49 Conhecendo o Patrimônio: O Patrimônio é conceituado como o conjunto de bens, direitos e obrigações susceptíveis de avaliação em moeda, vinculados a uma empresa ou pessoa física, num determinado momento. (CREPALDI, 2010). No que se refere ao âmbito empresarial, inicialmente o patrimônio é formado pelo capital social, ou seja, os valores e bens materiais resultantes das aplicações feitas pelos sócios visando o funcionamento da instituição. Naturalmente, para atender aos objetivos da instituição, o capital social ganha novas formas, sendo convertido em diferentes bens. Além dos bens, os direitos e obrigações da empresa passam a compor seu patrimônio. Concomitantemente com o surgimento dos bens, surgem obrigações. Tipos de Bens: De acordo com Ribeiro (2010), bens são as coisas capazes de satisfazer as necessidades humanas e suscetíveis de avaliação econômica. Os bens, de forma geral, são classificados: Bens Tangíveis: Também conhecidos como corpóreos, concretos ou materiais. São aqueles que existem fisicamente (objeto). São exemplos de bens tangíveis: Numerários: dinheiro (em espécie) etc.; De Venda: estoque de mercadorias; Fixo ou imobilizado: São aqueles bens que possuem vida útil maior que um ano, exemplo: máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, veículos etc.; De Renda: os bens de renda não são essenciais para a manutenção das atividades da empresa. São considerados investimentos, como, por exemplo, imóveis para locação; De Consumo: são aqueles adquiridos pela instituição e destinados a consumo próprio. Depois de utilizados, passam a ser considerados despesas, exemplos: combustíveis, materiais de escritório, material de limpeza etc. Bens Intangíveis: Também conhecidos como incorpóreos, abstratos ou imateriais. São considerados bens, mesmo sem possuírem existência física. São essenciais aos objetivos da empresa, normalmente são representados, por exemplo, pelas marcas e patentes, entre outros. Para que um bem possa estar classificado no ativo da empresa, é necessário que a entidade tenha alguma forma de direito sobre o mesmo, o direito pode ser: Da propriedade: A propriedade é considerada mais ampla que a posse. O proprietário é o legítimo dono do bem, possui seu domínio, podendo usufruir do mesmo ou transferir sua posse a terceiros; Da posse: Possui somente o direito de usufruir o bem com a intenção de obter proveito. Fica sob sua posse de forma temporária, podendo ser vendido somente com a permissão do proprietário; Da propriedade e posse, simultaneamente: Sendo o proprietário e detendo a posse do bem, a empresa encontra-se com ampla liberdade sobre o mesmo, sem nenhum tipo de restrições. ATIVIDADES RESPONDA 1) Qual o conceito de Entidade? cite 3 exemplos. 2) Qual é a finalidade da Contabilidade? 3) Qual é o significado do Patrimônio? 4) Quais são as classificações dos Bens? cite 3 exemplos de cada. 50 SEMANA 4 Direitos Frequentemente, as empresas realizam transações de vendas a prazo. Em negociações desta natureza, o pagamento é efetuado após um período previamente acordado. Em consequência, a empresa passa a ter um direito a receber do cliente, correspondente ao produto da venda. Os direitos de uma entidade não são representados somente pelos valores oriundos de vendas de mercadorias a prazos. São também considerados direitos: o capital social a integralizar, aplicações em bancos, adiantamentos a fornecedores, aluguel de bens móveis e imóveis, empréstimos a terceiros etc. No que se refere ao registro nos livros contábeis da instituição, os direitos da entidade comumente são representados com o termo a receber, após a descrição do respectivo direito, exemplos: contas a receber, títulos a receber, aluguéis a receber etc. A conta “clientes” é uma exceção à regra, pois se trata de um direito e não carrega o termo a receber. Obrigações Consideram-se obrigações o conjunto de bens pertencentes a terceiros e que estejam sob a posse da entidade, bem como dívidas de qualquer natureza. Ao efetuar uma compra a prazo, a entidade adquire uma obrigação com o vendedor. Considera-se, neste caso, que o comprador terá somente a posse do bem, permanecendo a propriedade com o vendedor, até que efetue todo o pagamento referente à compra. Quanto aos registros nos livros contábeis da instituição, as obrigações da entidade comumente são representadas com o termo a pagar após sua descrição, exemplos: contas a pagar, salários a pagar, aluguéis a pagar, impostos a pagar (ou a recolher) etc. A conta “fornecedores” é uma exceção à regra, pois se trata de uma obrigação e não carrega o termo a pagar. 51 Aspectos quantitativos e qualitativos Visando à representação correta da composição do patrimônio de uma entidade, de forma que os interessados externos possam ter uma visão mais clara e precisa sobre o que o compõe, a contabilidade considera dois aspectos, o quantitativo e o qualitativo: Aspectos qualitativos: Visa agrupar os bens, direitose obrigações de acordo com suas características (natureza), atribuindo nome a cada item, exemplo: mercadorias, veículos, dinheiro, móveis e equipamentos etc. Aspectos quantitativos: Visa mensurar os bens, direitos e obrigações em valores, com o intuito de informar o total do patrimônio da entidade em moeda. Suponhamos que um investidor esteja interessado em dispor de recursos para uma determinada empresa e solicite informações sobre a sua composição patrimonial, se a informação passada fosse: o patrimônio da entidade X é formado pelo conjunto de bens, direitos e obrigações, não seria possível a visualização da dimensão deste patrimônio, para isso, torna-se fundamental a especificação dos aspectos qualitativos e quantitativos, permitindo que o possível investidor saiba quais itens compõem o patrimônio da empresa e seus valores respectivos. R Representação Gráfica d ATIVIDADES RESPONDA 1) Os direitos de uma entidade não são representados somente pelos valores oriundos de vendas de mercadorias a prazos, então o que também considerados direito? 2) Qual é o significado de obrigações? 3) Quais são os aspectos considerados pela contabilidade visando à representação correta da composição do patrimônio de uma entidade? 52 PARA ENRIQUECER SEUS CONHECIMENTOS. DICAS DE LEITURA, FILME, DOCUMENTÁRIO, OUTROS. FINALIDADE DA CONTABILIDADE https://www.youtube.com/watch?v=3CXlFD--KVA SISTEMA DE INFORMAÇÃO https://www.youtube.com/watch?v=gjDiSmwMI4U Representação Gráfica do Patrimônio: https://www.youtube.com/watch?v=FOwieAkuwew 53 https://www.youtube.com/watch?v=3CXlFD--KVA https://www.youtube.com/watch?v=gjDiSmwMI4U https://www.youtube.com/watch?v=FOwieAkuwew SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS Período Data: GÊNERO (ASSUNTO) CONTABILIDADE Objetivo Elaborar 03 grupos na sala , os alunos deverão pesquisar e apresentar um trabalho sobre : Diferenciações evidentes entre contabilidade financeira e contabilidade gerencial Habilidades Identificar as principais diferenças da contabilidade financeira e gerencial entre: os usuários, a finalidade, tipos de informações, horizonte de tempo, natureza da informação e as limitações. Conteúdos relacionados Conceitos de Contabilidade financeira e gerencial Interdisciplina- ridade Demais disciplinas do Grupo 1 do Curso Técnico de Administração Referências ALVES, R.V. Contabilidade gerencial: livro texto com exemplos, estudos de caso e atividades práticas. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2013. ATKINSON, A.A. et al. Contabilidade gerencial: informação para tomada de decisão e execução da estratégia. 4.ed. Rio de Janeiro, 2015. ATRILL, P; MCLANEY.E. Contabilidade gerencial para tomada de decisão. 1. ed.São Paulo : Saraiva, 2014. BRASIL. Lei 6.404 de 15 de dezembro de 1976. Disponível em: . Acessado em 05.Out.2017. BORGES, F.T.C; ZIOLI, E. de G.O; BIAZON, V. A contabilidade gerencial para a tomada de decisão: Uma análise do mercado de Paranavaí. In: Semana Acadêmica Economia criativa: Aproveitando a oportunidade em tempos de crise, 2015, Norte do Paraná. p.22. MARION, J.C. Contabilidade empresarial: texto. 17.ed.São Paulo, 2015. PADOVEZE, C. L. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 10.ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2016. PADOVEZE SANTOS, J.L; SCHMIDT, P; MACHADO, N.P; Fundamentos da teoria da contabilidade. v.6. São Paulo: Atlas, 2009. SILVA, A.d. Estrutura, análise e interpretação das demonstrações contábeis. PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: PROCESSOS DE OPERAÇÕES CONTÁBEIS 1 PROFESSOR: FLÁVIO JÁCOME ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 4 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 3 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 12 54 SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS PLANO DE ESTUDO TUTORADO ATIVIDADES COMPLEMENTARES ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: PROCESSOS DE OPERAÇÕES CONTÁBEIS 1 ANO DE ESCOLARIDADE: 1 MÓDULO PET VOLUME 1 1º BIMESTRE MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANA: 4 Nº DE AULAS POR SEMANA: 3 Nº DE AULAS POR BIMESTRE: 12 PET = 60% CARGA HORÁRIA ATIVIDADES COMPLEMENTARES = 40% CH ATIVIDADES COMPLEMENTARES Nº DE ATIVIDADES: 06 N/º da Atividade Listagem das Atividades complementares 01/06 Entrega trabalho pelos 03 grupos: Contabilidade financeira e gerencial 02/06 Palestra – O FUTURO DA PROFISSÃO CONTÁBIL E A CHAVE PARA O SUCESSO DAS EMPRESAS https://www.youtube.com/watch?v=L_y-XgGATLY 03/06 Trabalho – Fazer um resumo (até 20 linhas) sobre a Palestra o Futuro da Profissão contábil 04/06 Entregas exercicios dos Pets 05/06 Lista de Exercícios II – Enviados no Google forms 06/06 Trabalho – Os passos para Contabilidade Digital 55 https://www.youtube.com/watch?v=L_y-XgGATLY SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS BOAS VINDAS Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas e recursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades organizadas em componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de comunicação como o APP Conexão 2.0. Espero que você esteja disposto a aprender muito. ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua residência e/ou internet. É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no cumprimento das atividades. Contamos com a sua valiosa colaboração! DICA PARA O ALUNO Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar continuidade ao seu aprendizado. Seguem algumas dicas para te ajudar: a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: GESTÃO EMPRESARIAL 1 PROFESSORA: ANA MARIA MAGALHÃES ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO /SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 8 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 4 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 13 56 EIXO TEMÁTICO: Gestão e Negócio TEMA/TÓPICO(S): Conceito,objetivo e finalidade HABILIDADE(S): Explicar conceitos técnicos com estratégicas interpretativas e argumentativas; inferir o significado de palavras e expressões usados na prática profissional; justificar e contextualizar parte dos textos e outros materiais. CONTEÚDOS RELACIONADOS: Associação de outros termos técnicos mantendo a interdisciplinaridade com as outras disciplinas do curso técnico em Administração; práticas profissionais. INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em Administração REFERÊNCIAS: AMARU MAXIMIANO, Antonio Cesar. Introdução à Administração. São Paulo: Atlas, 2002. CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. São Paulo: Makron,1997 COSTA, Eliezer. Gestão Estratégica. São Paulo: Saraiva, 2002. DA SILVA, Reinaldo O. Teorias da Administração. São Paulo: Pioneira. 2001. KARLOF, B. Conceitos básicos de administração. São Paulo: Nobel, 1994. KWASNICKA, E. L. Teoria geral da administração: uma síntese. São Paulo: Atlas, 1987. LODI, J. B. História da administração. São Paulo: Pioneira, 1974. MAXIMIANO, A.C.A., Introdução à Administração. São Paulo: Atlas, 2002. MEIRELLES, MANUEL & PAIXÃO, MARISA REGINA. Teorias da Administração – Clássicas e Modernas. São Paulo: Futura, 2003 PARK, K. H. Introdução ao estudo da administração. São Paulo: Pioneira, 2002. INTRODUÇÃO Gestão empresarial é o conjunto de ações e estratégias aplicadas em um negócio, utilizando de seus recursos financeiros, estruturais e humanos. O sistema de uma organização é elaborado a partir de diferentes partes que a compõem, sempre com foco em crescimento e alcance de resultados maiores e melhores. Em um mercado cada vez mais competitivo, dinâmico e em constante mudança, é indispensável que a gestão empresarial seja assertiva para que as diretrizes e decisões geremo impacto positivo, necessário para a sustentação do negócio. 57 https://www.altgrupo.com.br/blog/10-melhores-estrategias-para-gerar-leads SEMANA 1 GESTÃO EMPRESARIAL I O que é gestão? Muitas vezes, no mundo corporativo, assumimos que todos sabem exatamente o que é gestão. Mas será que é assim mesmo? Nós gostamos de definir gestão como a atividade administrativa que via atingir os objetivos da companhia de maneira eficaz, valorizando o conhecimento e as habilidades das pessoas. Sendo assim, o gestor deve ter a capacidade de manter a sinergia entre o grupo, a estrutura e os recursos já existentes. Porém, pensando em esclarecer definitivamente o que é gestão, elencamos alguns fatos históricos a respeito, mas com a propriedade de quem vive imerso no ambiente gerencial, de gestor para gestor. Gestão e administração são a mesma coisa? Na análise gramatical, sim. E muitas vezes os dois termos são entendidos como sinônimos até por profissionais. Mas, na prática, há algumas sutis diferenças que precisam ser analisadas. Vamos à etimologia: administrar significa planejar algo, controlar e dirigir os recursos humanos, materiais e financeiros. Em sua concepção, o termo é mais voltado para o aspecto técnico, com foco no processo administrativo. Segundo o francês Henri Fayol, fundador da Teoria Clássica da Administração, o administrador é responsável por conduzir a empresa, levando em consideração alcançar os objetivos da organização. Sendo assim, a administração é racional e visa a atingir as metas e os propósitos da empresa. ATIVIDADE 1. O que é Gestão? 2. Com suas palavras explica: Gestão Administração 58 SEMANA 2 E o que é gestão? Atividade que tem como princípio fundamental incentivar a participação, estimular a autonomia e a responsabilidade dos funcionários. O foco é a questão gerencial, cujo processo é voltado para o político-administrativo. Ou seja, carrega componentes mais humanos, mais intuitivos do que a administração. Gestão na História: Uma breve linha do tempo A humanidade é “gestora” faz muito tempo. Ainda que o termo sequer existisse, poderíamos associá-lo à concepção tradicional de liderança. Foram técnicas rudimentares de gestão que permitiram que líderes construíssem cidades e impérios, que erguessem obras monumentais, como catedrais e castelos. O medo costumava ser a principal ferramenta utilizada pelos gestores – tais como os senhores dos escravos, que o usavam para forçar o trabalho dos seus subordinados. Até que, em meados do século XVIII, o inglês Adam Smith e outros economistas começaram a estudar o aumento da produtividade por meio da divisão do trabalho. A partir daí ela assume caráter mais científico, focada no crescimento de organizações. Conceitos como planejamento, controle da qualidade, custos de produção e estandardização já eram conhecidos pelos gestores antes mesmo do início do século XX. Ou seja, os primeiros passos para a gestão profissional datam de muito tempo. ATIVIDADE 1) O que é gestão no seu entender? 2) Quais são os conceitos conhecidos pelos gestores antes mesmo do início do século XX? 59 SEMANA 3 A gestão no início do Século XX Na primeira metade do século XX, houve uma divisão entre os especialistas: o engenheiro norte-americano Frederick Taylor defendia a gestão científica, enquanto o economista alemão Max Weber dava ênfase aos aspectos administrativos. Na tese de Taylor, eram prioridades a medição e a especificação de atividades e resultados. Naquele momento, foram criados procedimentos para que as tarefas fossem realizadas em menos tempo e ao menor custo. Já a gestão administrativa voltava-se para a organização em vez do desempenho no trabalho. Defendia-se uma organização hierárquica, com níveis superiores, médios e inferiores, e uma cadeia clara de controle e comando. Os gestores de topo se encarregavam da estratégia e do planejamento, ao passo que os gestores de nível médio gerenciavam os supervisores (que eram os gestores de nível mais baixo). Estes, por sua vez, chefiavam os trabalhadores operacionais (que realmente executavam o trabalho propriamente dito). No modelo de Weber, cada pessoa na organização seguia as ordens do seu superior direto. Durante esse período, alguns teóricos como Mary Parker Follet começavam a reconhecer a importância dos aspectos humanos na gestão, que começava a se humanizar. A gestão nos tempos atuais Lá pelo meio do século XX, começou-se a perceber que nem todo o conhecimento da gestão vinha das cabeças que estavam no topo. A partir daí uma nova ideia começou a ganhar terreno: todas as pessoas da organização poderiam contribuir muito mais para o seu sucesso se usassem a sua inteligência. Assim, ela foi se descentralizando. Além do fator inteligência, o crescente poder de sindicatos e as políticas promulgadas pelos governos democráticos, obrigaram os gestores de empresas a se preocupar mais com o lado humano da organização. Os princípios da ciência comportamental passaram a ser aplicados na gestão. Formas de conectar colaboradores aos objetivos de uma empresa começaram 60 a ser exploradas. A gestão de pessoas ganhou um peso fundamental no sucesso de qualquer negócio. Expressões como cultura organizacional, gerenciamento de conflitos e muitas outras se tornaram centrais para a administração. Afinal, hoje, pessoas são o principal ativo de uma organização. ATIVIDADE 1. Comente sobre a divisão no pensamento entre Taylor e Weber relacionados na gestão no início do século XX. 2. O que mudou sobre o conhecimento da gestão nos tempos atuais? 61 SEMANA 4 Evolução histórica: Principais Teorias e Escolas da Administração Os princípios da Administração Científica de Frederick Taylor Nos EUA no final do século XIX, em forte crescimento industrial, as empresas enfrentavam dificuldades de baixa produçãoindustrial devido à baixa qualificação e ineficiência dos trabalhadores. Devido a este problema, Frederick Winslow Taylor (1856-1915) estuda o sistema de produção fabril dando origem à “Teoria de administração científica”, com o objetivo do aumento da produtividade eliminando os desperdícios e perdas sofridas pelas empresas e elevar o nível de produtividade dos trabalhadores. Deste modo examina o método que designa por estudo de tempos e movimentos (time-and- motion studies). O objetivo de maximizar o output produzido por trabalhar seria atingido através da eliminação do esforço físico desperdiçado e pela especificação de uma sequência exata de atividades. Reduziu, assim, a quantidade de tempo, dinheiro e esforços para cada produção. 62 A simplificação das tarefas de cada operário, conseguida pelo princípio da especialização do trabalho, permitia: a) A contratação de trabalhadores com qualificações mínimas; b) A redução da possibilidade de erros na execução; c) A redução dos custos de formação (treino); d) O aumento da eficiência do trabalhador e maior produtividade. Os mais importantes princípios da administração científica, que seriam passíveis de prescrição a todas as situações da empresa, e todas as empresas, são: • Princípio do planejamento – substituir, no trabalho, o critério individual do operário, a improvisação e a atuação empírico-prática, pelos métodos científicos, através do planeamento e do método; • Princípio da formação ou preparação – selecionar cientificamente os trabalhadores de acordo com as suas aptidões, prepará-los e treiná-los para produzirem mais e melhor, de acordo com o método planeado. Além da preparação da mão-de-obra, preparar também as máquinas e equipamentos de produção, bem como atender à colocação física e à disposição racional do equipamento e materiais; • Princípio do controle – consiste em controlar o trabalho para se certificar de que está a ser executado conforme as normas e plano revisto; • Princípio da execução – distribuir distintamente as atribuições e as responsabilidades para a adequada execução do trabalho. 63 ATIVIDADE 1) Assista ao vídeo (link abaixo) e faça um resumo sobre o que você entendeu dos princípios da administração científica com base no exemplo da lava jato de João e Pedrinho demonstrado no vídeo. https://youtu.be/L9SuKjRCP8A 2) A simplificação das tarefas de cada operário, conseguida pelo princípio da especialização do trabalho, permitir: (marque a alternativa errada) a) A contratação de trabalhadores com qualificações máximas; b) A redução da possibilidade de erros na execução; c) A redução dos custos de formação (treino); d) O aumento da eficiência do trabalhador e maior produtividade. 3) Quais são os mais importantes princípios da administração científica, que seriam passíveis de prescrição a todas as situações da empresa, e todas as empresas. 64 PARA ENRIQUECER SEUS CONHECIMENTOS. DICAS DE LEITURA, FILME, DOCUMENTÁRIO, OUTROS. Sugestões de links sobre temas diversos relacionados a Gestão Empresarial www.capitalsocial.cnt.br https://endeavor.org.br/ http://www.sebrae.com.br /sites/PortalSebrae/ Estudo de caso da rede Lojas Americanas https://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-importncia-da-gesto-de- pessoas-estudo-de-caso- americanas-com/ Video – Gestão Empresarial https://www.youtube.com/watch?v=VsSMW_H-_40 Leitura recomendada: 65 http://www.capitalsocial.cnt.br/ https://endeavor.org.br/ http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-importncia-da-gesto-de-pessoas-estudo-de-caso- http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-importncia-da-gesto-de-pessoas-estudo-de-caso- http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/a-importncia-da-gesto-de-pessoas-estudo-de-caso- https://www.youtube.com/watch?v=VsSMW_H-_40 PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: INFORMÁTICA APLICADA PROFESSORA: ANA MARIA MAGALHÃES ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 02 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 4 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 08 BOAS VINDAS Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas e recursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades organizadas em componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de comunicação como o APP Conexão 2.0. Espero que você esteja disposto a aprender muito. ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua residência e/ou internet. É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no cumprimento das atividades. Contamos com a sua valiosa colaboração! DICA PARA O ALUNO Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar continuidade ao seu aprendizado. Seguem algumas dicas para te ajudar: a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS 66 EIXO TEMÁTICO: Gestão e Negócio TEMA/TÓPICO(S): Conceito, objetivo e finalidade HABILIDADE(S): A disciplina de Informática Aplicada visa demonstrar ao estudante como usar adequadamente os recursos computacionais disponíveis em ambientes diversos. Será abordado, nesta disciplina, o uso básico do Pacote do Office: Word, Excel, Power Point. CONTEÚDOS RELACIONADOS: Associação de outros termos técnicos mantendo a interdisciplinaridade com as outras disciplinas do curso técnico em Administração; práticas profissionais. INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em Administração REFERÊNCIAS: MICROSOFT WORD. O que você precisa saber sobre o Word 2007. Disponível em:<http://office.microsoft.com/pt-br/training/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o- word-2007-HA010225009.aspx>. Acesso em: 01 mar. 2012. MICROSOFT EXCEL. Excel: ajuda e instruções. Disponível em: <http://office.microsoft. com/pt-br/excel-help/>. Acesso em: 07 jan. 2012. MICROSOFT EXCEL. Operadores e cálculo e precedência. Disponível em: <http:// office.microsoft.com/pt-br/excel-help/operadores-de-calculo-e-precedencia-HP010078886. aspx?CTT=1>. Acesso em 02 dez. 2011. MICROSOFT POWERPOINT. O que é o PowerPoint? Disponível em: <http://office.microsoft. com/pt-br/novice/o-que-e-o-powerpoint-HA010265950.aspx>. Acesso em: 23 mar. 2012. INTRODUÇÃO A disciplina de Informática Aplicada visa demonstrar ao estudante como usar adequadamente os recursos computacionais disponíveisem ambientes diversos. Será abordado, nesta disciplina, o uso básico da suíte de aplicativos para escritório da Microsoft: o Microsoft Office. A disciplina aborda os conceitos iniciais da utilização do editor de textos Microsoft Word; e, apresenta-se o software de edição de planilhas eletrônicas Microsoft Excel, e, por fim, o software para edição de apresentações eletrônicas Microsoft PowerPoint. 67 http://office.microsoft.com/pt-br/training/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o- http://office.microsoft.com/pt-br/training/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o- http://office.microsoft/ http://office.microsoft/ 1.1 Elementos de um documento de texto Um documento de texto eletrônico é um arquivo de computador que contém informações sobre como este texto será exibido na tela ou em papel. Nesse arquivo são armazenadas informações que definem onde as palavras deverão ter um aspecto visual diferenciado, onde deverão estar os números das páginas, como as figuras irão aparecer no texto, entre outros (MICROSOFT WORD, 2012). Essas características podem ser alteradas no decorrer do texto através da seleção do trecho a ser modificado e da aplicação de novas características pelo clique na barra de atalho do novo aspecto a ser aplicado. A interface principal do Word é apresentada na Figura 1.1. Para saber mais sobre editores de texto, acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/ Editor_de_texto Assista a um vídeo sobre “Digitando e editando textos no word” em: http://www.youtube.com/ watch?v=2ci3nT5Ydcc Figura 1.1: Interface principal do Word Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 Objetivos Familiarizar o estudante com os conceitos envolvidos na edição de textos eletrônicos com o editor de textos Microsoft Word. Reconhecer os elementos contidos em um documento de texto simples como a fonte utilizada, o alinhamento de parágrafo e estilos de formatação utilizados. SEMANA 1 68 http://pt.wikipedia.org/wiki/ http://www.youtube.com/ 1.1.1 A fonte Sempre que um texto em formato eletrônico for exibido na tela, ele é apre- sentado de acordo com as características definidas por quem o redigiu. Entre estas características está a fonte a ser utilizada no texto. As opções mais usualmente trabalhadas quanto às fontes em um documento de texto são disponibilizadas na barra de ferramentas do editor, conforme ilustra a Figura 1.2. Figura 1.2: Opções mais usuais de formatação de fonte Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 A fonte do texto nada mais é do que o formato da letra a ser utilizada. Geralmente um documento de texto utiliza uma mesma fonte do início ao fim. Para escolher a fonte, pode-se selecionar um dos vários tipos disponíveis na caixa de seleção de fontes, conforme ilustra a Figura 1.3. Figura 1.3: Caixa para seleção do tipo de fonte a ser utilizado Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 69 1.1.1.1 Tamanho da fonte No decorrer do documento podem aparecer tamanhos diferentes da fonte utilizada. Esse recurso é comum para destacar títulos de seções (partes) do texto, ou na identificação de fontes de figuras utilizadas, por exemplo. Para alterar o tamanho da fonte no texto, pode-se fazer uso da caixa de seleção de tamanho da fonte, conforme ilustra a Figura 1.4. Figura 1.4: Caixa de seleção para modificar o tamanho da fonte Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 1.1.1.2 Formatações especiais Também com a função de dar mais destaque, ou ênfase a uma determinada palavra, frase, ou título de seção podem ser utilizadas formatações especiais. Essas formatações envolvem alterações na forma como a fonte é apresentada. Exemplos: • Negrito – o negrito deixa o traço da fonte mais reforçado. • Itálico – o itálico deixa a fonte levemente inclinada à direita. • Sublinhado – o sublinhado deixa um traço sob a palavra. Essas formatações também podem aparecer combinadas em palavras ou frases. Exemplo: termos com as três formatações. 70 Para escolher uma formatação de fonte, pode-se utilizar a barra de ferramentas com os atalhos (Figura 1.5): Figura 1.5: Atalhos para aplicar as formatações: negrito, itálico e/ou sublinhado Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 1.1.2 O parágrafo O parágrafo determina como as palavras e frases irão aparecer no decorrer do texto. Nele é definido o alinhamento das palavras com relação às margens do documento, o espaçamento entre linhas que haverá entre as frases, etc. As opções mais usualmente trabalhadas quanto aos parágrafos em um documento de texto são disponibilizadas na barra de ferramentas do editor, conforme ilustra a Figura 1.6. Figura 1.6: Opções mais usuais de formatação dos parágrafos Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 1.1.2.1 Alinhamento O alinhamento vai determinar a forma como as palavras serão organizadas visualmente no parágrafo. Esse recurso pode tornar a leitura do texto mais agra- dável, uma vez que a disposição visual do documento pode ficar mais atraente. Os parágrafos podem ser alinhados à esquerda, centralizados, alinhados à direita ou justificados, ocupando toda a extensão da página entre as margens esquerda e direita. Para alterar o alinhamento de um parágrafo, pode-se utilizar a barra de ferramentas com os atalhos (Figura 1.7): Figura 1.7: Atalhos para alinhar à esquerda, centralizar, alinhar à direita ou justificar um parágrafo Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 ATIVIDADE: Faça um texto, usando a formatação que acabamos de aprender. 71 SEMANA 2 1.1.2.2 Espaçamento entre linhas Esse espaçamento determina o nível de afastamento vertical entre as linhas do texto. É usual que documentos de texto mais extensos façam uso de espa- çamento entre linhas maiores, com o intuito de facilitar a leitura do mesmo. O espaçamento entre linhas pode ser alterado, selecionando o parágrafo ao qual se deseja aplicar o novo espaçamento e clicando na opção desejada, através do atalho para seleção de espaçamento entre linhas (Figura 1.8). Figura 1.8: Opções de espaçamento entre linhas no parágrafo Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 1.1.2.3 Marcadores e numerações A utilização de marcadores e numerações pode ser interessante no decorrer de um documento de texto, para relacionar itens de mesmo grau de impor- tância (marcadores), ou para itens em escalas diferentes de relevância, em um determinado contexto (numerações). Os marcadores podem ser utilizados através do atalho, conforme ilustra a Figura 1.9. 72 Figura 1.9: Caixa para seleção de marcadores Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 Um exemplo de utilização de marcadores pode ser visto no texto que segue. Já as numerações podem aparecer de duas formas, em nível único, ou com subníveis. A seleção de numerações com um único nível se dá conforme ilustrada a Figura 1.10. Durante um dia, temos os seguintes turnos: • Manhã • Tarde • Noite 73 Figura 1.10: Caixa de seleção para numeração de nível único Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 Como exemplo, observe o texto que segue. E as numerações com subníveis podem ser definidas através da utilização do atalho, conforme Figura 1.11. No GP da Austrália de Fórmula 1 ocorrido no dia 18/03/2012, as colocações dos pilotos foram: 1. Jenson Button 2. Sebastian Vettel 3. Lewis Hamilton 74 Figura 1.11: Caixa de seleção para numeração com subníveis Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 Pode ser considerado exemplo de texto, a própria organização dostítulos deste caderno didático. 1.2 Criando um novo documento Ao abrir o Microsoft Word, abre-se um novo documento de texto em branco, sem nenhum texto. Nele é possível fazer uso dos recursos vistos anteriormente. Caso o aplicativo já esteja aberto, e o usuário queira iniciar um novo docu- mento de texto, ele deve utilizar o botão Office e selecionar a opção “Novo” conforme ilustra a Figura 1.12. 75 Figura 1.12: Criando um novo documento Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 Uma alternativa para a criação de um novo documento é a utilização do atalho CTRL+O. 1.3 Salvando um documento Concluída a edição de um documento, é necessário salvá-lo para que seu conteúdo não seja perdido. Ao salvar o documento de texto, é possível reabri-lo a qualquer momento, para leitura ou para sua atualização. Para salvar um documento deve-se utilizar o botão Office e selecionar a opção “Salvar”, conforme ilustra a Figura 1.13. Figura 1.13: Selecionando o menu salvar Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 76 Ao selecionar a opção para que o documento seja gravado, o Word irá exibir uma janela de diálogo com o usuário, solicitando que seja escolhido um local para salvar o documento, assim como o seu nome. A Figura 1.14 ilustra esta janela. Figura 1.14: Janela de diálogo de salvamento de documento Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 1.4 Abrindo um documento existente Um documento previamente editado pode ser reaberto para nova edição e/ ou leitura (MICROSOFT WORD, 2012). Este recurso permite que o trabalho com documentos de texto possa ser desenvolvido ao longo do tempo, ou em etapas. Para abrir um documento de texto, previamente salvo, deve-se utilizar o botão Office e selecionar a opção “Abrir”, conforme ilustrada a Figura 1.15. 77 Figura 1.15: Selecionando o menu abrir documento Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 Conforme ilustra a mesma figura, pela janela de ajuda de contexto, também se pode abrir um documento pelo atalho CTRL+A. Depois de selecionada a opção de abertura de documento o Microsoft Word irá abrir uma janela de diálogo com o usuário solicitando a localização e o nome do documento a ser aberto. A Figura 1.16, ilustra a caixa de diálogo que solicita as informações para abertura do documento de texto. ATIVIDADE Usa o documento anterior e acrescenta nela as novas formatações que acabamos de aprender, 78 SEMANA 3 Figura 1.16: Janela de diálogo com as opções para abertura de um documento Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 1.5 Imprimindo um documento de texto Até este momento foram apresentados recursos para escrever e ler o texto eletroni- camente. Também é possível fazer a leitura do documento em papel (MICROSOFT WORD, 2012). Para isso é necessário fazer a impressão deste documento. Para se fazer a impressão de um documento de texto, deve-se utilizar o botão Office e selecionar a opção “Imprimir” (Figura 1.17). Figura 1.17: Menu para impressão do documento Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 79 Após selecionar a opção para impressão, será exibida uma janela de diálogo para o usuário selecionar uma das impressoras instaladas no sistema opera- cional, conforme ilustra a Figura 1.18. Figura 1.18: Caixa de diálogo de seleção da impressora Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 Resumo A edição de documentos de texto pode ser bastante enriquecida com os recursos disponíveis atualmente. A utilização adequada dos recursos de edição permite que os documentos apresentem formatações diferentes de texto, destacando os pontos mais importantes, assim como as diferentes seções que compõem um determinado documento. Vimos, nesta seção, os elementos básicos que fazem parte de um documento de texto. ATIVIDADE 1. Elabore um documento de texto descrevendo como foram os seus estu- dos prévios da área de informática. 2. Altere a formatação do documento anterior destacando: • Em negrito e sublinhado – os aplicativos (programas) utilizados. • Em itálico – os anos em que teve o primeiro contato com o programa estudado. 80 • Espaçamento duplo entre linhas em todo o documento. 3. Salve o documento na pasta “Meus Documentos” com o nome Ativida- de1.docx. 81 2.1 Inserindo elementos especiais É interessante, ao trabalhar com a edição de documentos de texto, fazer uso de imagens e tabelas. Esses recursos tornam a compreensão da argumentação do texto mais clara e eficiente. 2.1.1 Inserindo imagens As figuras ou ilustrações têm a função de representar graficamente o que o texto tenta explicar ao leitor. Para inserir uma imagem em um documento de texto, deve-se selecionar a guia de ferramentas “Inserir”, ir à seção “Ilustrações”, e selecionar a opção “Imagem”, conforme ilustra a Figura 2.1. Figura 2.1: Selecionando a ferramenta para inserção de uma imagem Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 Depois de selecionada a ferramenta de inserção de imagem, será exibida uma janela de diálogo para que o usuário possa selecionar o arquivo da imagem a ser inserido no documento (Figura 2.2). Objetivos Apresentar as funcionalidades das tabelas e a inserção de imagens no Word. SEMANA 4 82 Assista a um vídeo sobre “Word 2007 – Criando tabelas e tabelas rápidas” em: http://www.youtube.com/ watch?v=nIdLsq7K2sc Figura 2.2: Janela de diálogo de seleção de arquivo de imagem Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 2.1.2 Inserindo uma tabela As tabelas são elementos que auxiliam na sumarização de dados a serem exibidos no documento de texto. Elas também podem ser utilizadas para organizar a disposição dos elementos textuais. A inserção de tabelas em um documento de texto deve ser feita através da utilização da ferramenta de inserção de tabelas, na guia “Inserir”, seção “Tabela”, conforme ilustra a Figura 2.3. Figura 2.3: Ferramenta para inserção de tabela em um documento Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 83 http://www.youtube.com/ Ao selecionar a ferramenta de inserção de tabela, será expandida a seção de inserção onde o usuário poderá escolher o número de linhas e colunas que a tabela a ser inserida possuirá. A Figura 2.4 ilustra a ferramenta de inserçãode tabela expandida. Figura 2.4: Ferramenta de inserção de tabela com a opção de seleção da quantidade de linhas e colunas Fonte: Autores, extraído do programa Microsoft Word 2007 Resumo Nesta aula visualizamos como elementos especiais podem ser utilizados para destacar ainda mais determinados conceitos, como é o caso da utilização de imagens, assim como a sumarização de dados, no caso das tabelas. ATIVIDADE 1. Abra o documento Atividade1.docx. 2. Insira uma imagem de cada um dos programas citados no documento. 84 3. Coloque em uma tabela, no mesmo documento, o programa e o ano em que o mesmo foi estudado. 4. Verifique como é possível salvar o documento com o nome Atividade2. docx, e o salve com esse nome. 85 PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: EMPREENDEDORISMO PROFESSORA: ANA MARIA MAGALHÃES ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 02 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 4 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 08 BOAS VINDAS Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 promete... Hoje vocêinicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas e recursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades organizadas em componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de comunicação como o APP Conexão 2.0. Espero que você esteja disposto a aprender muito. ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua residência e/ou internet. É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no cumprimento das atividades. Contamos com a sua valiosa colaboração! DICA PARA O ALUNO Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar continuidade ao seu aprendizado. Seguem algumas dicas para te ajudar: a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS 86 EIXO TEMÁTICO: GESTÃO E NEGÓCIO TEMA/TÓPICO(S): Conceito, objetivo e finalidade HABILIDADE(S): Conceituar empreendedorismo; Caracterizar os tipos de empreendedor e de negócios; Desenvolver sua criatividade; Criar uma ideia para um negócio próprio; Realizar análises de mercado. Elaborar um plano de negócios. CONTEÚDOS RELACIONADOS: Associação de outros termos técnicos mantendo a interdisciplinaridade com as outras disciplinas do curso técnico em Administração; práticas profissionais. INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em Administração REFERÊNCIAS: ARELLANO, E. B.; LIMONGI-FRANÇA, A. C. Os processos de recrutamento e seleção. In: FLEURY, Maria Tereza Leme (Org.). As Pessoas na Organização. São Paulo: Gente, 2002, v. 01, p. 63-72. BOHLANDER, G.; SNELL, S.; SHERMAN, A. Administração de Recursos Humanos. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003. DOLABELA, F. O Segredo de Luísa. São Paulo: Cultura, 1999. DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando idéias em negócios. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. FLEURY, M. T. L. As Pessoas na Organização. São Paulo: Gente, 2002. KAKUTA, S. Trends Brasil: tendências de negócios para micro e pequenas empresas. Porto Alegre: SEBRAE, 2007. LEITE, E. Empreendedorismo. Recife: Bagaço, 2000. TEE, R. Como Administrar sua Carreira. São Paulo: Publifolha, 2007. WEISS, D. Entrevista de Seleção: como conduzí-la com êxito. São Paulo: Nobel, 1992. WONG, R. Superdicas para Conquistar um Ótimo Emprego. São Paulo: Saraiva, 2008. INTRODUÇÃO Empreender nos dias atuais á cada vez mais difícil e requer preocupações quanto à velocidade da tecnologia e das tendências econômicas. Para atender requisitos de abrir negócio e obter sucesso. tem-se que obrigatoriamente conhecer a realidade do desenvolvimento atual em todos as suas vertentes, técnicas, econômicas e sociais. É necessário que os empreendedores tenham informações confiáveis do negócio, além de motivação, inovação e acompanhamento de tendências. O empreendedor está onde se necessita resolver complexas equações de atendimento e satisfação de pessoas, nas suas necessidades de bens e serviços. É para estes sonhadores que desejamos boa sorte e organizamos em coletas e pensamentos “holísticos” este caderno de estudo. Sejamos competitivos e que nossos sonhos sejam acompanhados e eternos, assim com certeza obteremos sucesso. 87 SEMANA 1 Conceitos de Empreendedorismo O conceito de empreendedorismo embora comumente relacionado a práticas pró-ativas e inovadoras, não está associado exclusivamente ao exercício de uma atividade econômica, e sim a qualquer atividade humana, em casa, na comunidade e dentro das organizações. Empreendedorismo é o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto (técnico, científico, empresarial, social). Tem origem no termo empreender que significa realizar, fazer ou executar. A capacidade de tomar a iniciativa, buscar soluções e agir no sentido de encontrar a solução para problemas econômicos ou sociais, pessoais ou de outros, por meio de empreendimentos. O conjunto de conceitos, métodos, instrumentos e práticas relacionadas com a criação, implantação e gestão de projetos, empresas ou organizações. Também é um movimento social para a criação de emprego e renda, que recebe o incentivo dos governos e instituições diversas. O processo empreendedor inicia-se quando um evento gerador de fatores externos, ambientais e sociais e/ou aptidões pessoais possibilita o início de um novo negócio ou projeto. Em situações de crise, a presença do empreendedorismo ganha contornos ainda mais fortes, já que a adversidade lhe é um ambiente ainda mais propício de destaque. O cenário global atual aponta, portanto, não só para alternativas econômicas inovadoras, mas, principalmente, para estratégias de promoção do desenvolvimento que estimulem e, de certa forma, dependam do empreendedorismo, com aproveitamento das vocações e potenciais locais. As fases do processo empreendedor são: identificar e avaliar a oportunidade; desenvolver o plano de negócios; determinar e captar os recursos necessários; e gerenciar o negócio. 88 O empreendedorismo pode ser: Empreendedorismo corporativo – procura trabalhar os conceitos do empreendedorismo e da inovação atravÉs de programas voltados ao desenvolvimento do perfil empreendedor de funcionários e executivos e na implementação de novos projetos e negÖcios corporativos. Aplica-se a empresas já constituídas, de mÉdio e grande porte, atravÉs de treinamentos, palestras, seminários, workshops e consultorias. Empreendedorismo de start-up – procura trabalhar com potenciais empreendedores e empresas inovadoras em estágio inicial de desenvolvimento, atravÉs de treinamentos, palestras e consultorias relacionadas ao empreendedorismo, plano de negÖcios, inovação e capital de risco. O estudo do empreendedorismo tambÉm estimula a busca de oportunidades de negÖcios com produtos e serviços assim como a disposição de assumir desafios e responder por eles. Ao buscar oportunidades o empreendedor assumirá tambÉm o desafio de entender o mercado em que irá atuar, realizando pesquisas e observações que irão compor o Plano de NegÖcios e alicerçar o planejamento estratÉgico. O empreendedor deve ter conhecimento do futuro negÖcio e qualificar-se: em que mercado vai operar, quais são as características desse mercado, quem são os concorrentes e quais são seus pontos fortes, o que É necessário para operar no ramo em termos de equipamentos, know-how, recursos, onde estão as fontes de suprimento e outras informações relevantes, inclusive rede de contatos. É necessário cuidar da preparação do empreendedor tambÉm no aspecto econâmico, alÉm do dinheiro necessário para a montagem do negÖcio, É provável que o empreendedor precisede mais alguma reserva para que possa passar sem maiores transtornos pela fase inicial do novo negÖcio, realizando a análise mercadolÖgica e financeira de forma adequada ao projeto que será desenvolvido. 89 ATIVIDADE Define: O que é um Empreendedor? O que é Empreendedorismo Corporativo? O que é Empreendedorismo Start up? 90 SEMANA 2 Habilidades Empreendedoras O desenvolvimento da capacidade empreendedora é possível a qualquer individuo, desde gestores que viraram empreendedores por necessidade ou escolha, até aqueles nasceram ou desenvolveram habilidades de empreendedor. Várias são as características que fazem parte do perfil de uma pessoa empreendedora, por exemplo: iniciativa, autoconfiança, resistência à frustração para se manter motivado e perseverar em situações de risco, mesmo onde tenha sido precavido e cauteloso. O empreendedor não fica esperando que os outros decidam por ele. Ele toma decisões e aceita a responsabilidade que acarretam. É necessário também persistência em realizações, que usualmente exigem intensos esforços iniciais. Os empreendedores são capazes de entusiasmarem-se com suas idéias e projetos, acreditando na capacidade de controlar a si mesmo e de influenciar o meio, de tal modo que possa atingir seus objetivos.Em geral delega e acredita nos resultados por meio de outros. Desenvolver apenas o talento não traz resultados competitivos e sustentáveis, é necessário também ao empreendedor preparar-se adequadamente. Para ter uma visão positiva de seu próprio potencial, o empreendedor precisa desenvolver a auto- estima e auto-confiança, fazendo uma avaliação realista de suas conquistas, talentos e recursos pessoais. O empreendedor deve avaliar negócios condizentes com sua experiência.A preparação emocional inclui também a disciplina e a independência. A disciplina se faz presente: no controle das precipitações, na manutenção dos planos que foram pensados longamente, na manutenção de padrões de comportamento gerencialmente corretos para que seja um instrumento de direção e controle. Deve administrar pensando de forma impessoal, responsável, olhando o todo e para o futuro. 91 Empreendedores de Sucesso Se determinada pessoa tem as características e aptidões mais comumente encontradas nos empreendedores, mais chances pode ter de ser bem sucedida. Identificar tais características tem contribuído para a compreensão de comportamentos que podem levar o empreendedor ao sucesso, um conjunto de condições, presentes no indivíduo, contribuirão para o seu sucesso como empreendedor. O conjunto que compõe o instrumental necessário ao empreendedor de sucesso, ou seja, o know-how tecnológico e o domínio de ferramentas gerenciais, é visto como uma conseqüência do processo de aprendizado de alguém capaz de atitudes definidoras de novos contextos.O indivíduo portador das condições necessárias para empreender saberá aprender o que for necessário para a criação, desenvolvimento e realização de sua visão. Geralmente o empreendedor considera o fracasso um resultado como outro qualquer, aprendendo com os próprios erros. Cria situações para obter feedback sobre o seu comportamento e sabe utilizar tais informações para o seu aprimoramento. Sabe fixar metas e alcançá-las. Diferencia-se. Tem a capacidade de ocupar um intervalo não ocupado por outros no mercado, descobrir nichos. Sabe buscar, utilizar e controlar recursos.Aceita o dinheiro como uma das medidas do seu desempenho. Tece "redes de relações" (contatos, amizades) moderadas, mas utilizadas intensamente como suporte para alcançar os seus objetivos. A rede de relações internas (com sócios, colaboradores) é mais importante que a externa.O empreendedor de sucesso em geral, conhece muito bem o ramo em que atua, traduzindo seus pensamentos em ações.Mantém um alto nível de consciência do ambiente em que vive, usando-a para detectar oportunidades de negócios. 92 Estudo de Casos Estudar casos de sucesso registra e dissemina as melhores práticas de empreendedorismo individual e coletivo. O objetivo É divulgar iniciativas bem sucedidas, estimulando a replicação dessas ações por outros empreendedores. Cada caso de sucesso apresenta histÖrias reais de empresários que superaram os desafios da gestão. As experiências ilustram iniciativas criativas e empreendedoras e podem inspirar a disseminação e aplicação dessas soluções em contextos similares. Para conhecer exemplos de empreendedores bem sucedidos É importante considerar os aspectos que estudamos para definir o conceito de sucesso em um empreendimento. A proposta É conhecer intra-empreendedores – que investem dentro das organizações em que atuam e empreendedores que investiram em negÖcios prÖprios. Entrevistas e estudo de casos É uma forma diferenciada de aprender. ATIVIDADE Quais habilidades um Empreendedor precisa para ter sucesso em seu negócio? É possivel desenvolver da capacidade empreendedora de uma pessoas? Explicque. 93 SEMANA 3 Identificação de Oportunidades É no campo do pensamento que surgem muitas idÉias e oportunidades, que tambÉm podem ser descobertas no mercado.Há diferenças entre ideia e oportunidade de negÖcio. Uma ideia, mesmo sendo criativa, nem sempre representa uma oportunidade, por não poder ser realizada ou por não atender a uma necessidade humana. Já a oportunidade É caracterizada por um conjunto de eventos, situações ou circunstãncias que permitem a geração de mudanças positivas na empresa, entre os clientes ou atÉ na vida.A oportunidade deve ser viável e, para aproveitá-la, o empreendedor precisa dispor ou ser capaz de se organizar de forma a gerar os recursos necessários – tÉcnicos, humanos, estruturais ou financeiros, desenvolvendo esforços sem comprometer o que já realiza ou tornando a empresa pouco competitiva, por não ter a habilidade necessária para implantar a nova iniciativa no setor em que já atua. Existem oportunidades nas imperfeições do mercado, no alto custo operacional, no mau atendimento, na baixa qualidade de produtos ou serviços, nos desejos e necessidades mal ou não satisfeitas, nos estados de humor e espírito dos consumidores, nas mudanças relativas å saúde, alimentação e lazer, nas tendências. Uma ideia, uma opinião e uma experiência podem não ser, necessariamente, uma oportunidade, mas uma oportunidade depende sempre de uma boa ideia. No entanto, falta para as pequenas indústrias, pessoal tÉcnico qualificado e um sistema eficiente que permita a transferência de tecnologia oriunda das instituições de pesquisa, que estabeleçam a possibilidade de agregar conhecimento ao produto. Assim, as pequenas e mÉdias empresas brasileiras especialmente, carecem de ações que potencializem os fatores de sucesso muito mais pelas condições de oportunidade, isto É, ato empreendedor que visa oportunizar fatores críticos de sucesso diante de alternativas inovadoras e mercadologicamente viáveis, do que por 94 mera condição situacional de necessidade, que diz respeito ao aproveitamento de alguma disponibilidade de recursos aos quais o empreendedor tem acesso, motivado por condições situacionais que não se caracterizam como efetiva oportunidade de ganho . Considerando que se pretende abordar aspectos relacionados à inovação no que diz respeito à ação empreendedora, seja ela de caráter individual, grupal, em organizações já estabelecidas ou mesmo em ações empreendedoras foram criadas recentemente ou que ainda não atingiram sua maturidade, pode-se articular a visão de inovação em relação ao conjunto abrangido pela definição retratada.Por este foco, há uma clara evidência de que a especialização, quando acompanhada de atualização tecnológica, pode estabelecer condições de prosperidade,desde que sejam considerados os aspectos relevantes de oportunidades que se criam para aqueles que estimulam a demanda através de inovações. A atualização tecnológica, a consideração das oportunidades diante da perspectiva inovadora e atuação em redes, fazem parte de um conjunto de mudanças necessárias à adequação das organizações ao mundo competitivo.Esta situação geradora da vantagem competitiva será explorada pela organização quando do entendimento de que a mudança deve ocorrer para explorar a oportunidade e assim estabelecer então a condição inovadora e competitiva. O mundo tem passado por grandes transformações, notadamente a partir das décadas de 50 e 60 com uma grande aceleração no ritmo das mudanças ambientais: aumento de freqüência das mudanças que afetam a organização e o aumento da velocidade com que as mudanças se difundem. Essas transformações, que acontecem tanto nas questões relacionadas a tecnologias e produtos, quanto na área social e política chegaram de forma contundente ao Brasil a partir do início da década de 90, após as alterações econômicas nacionais promovidas pela ampliação da nossa participação no mundo. Este conjunto de fatores faz-se atentar para os novos competidores da indústria, as forças entrantes, que disputam o mercado numa determinada indústria a partir de condições que as tornam competitivas, tais como, a inovação relacionada a novos produtos ou a produtos já existentes; e os produtos substitutos, que trazem em seu conjunto de competitividade, igualmente, fatores de inovação para conquista do mercado com produtos que compitam com aqueles já estabelecidos proporcionando algum diferencial ao cliente. 95 As organizações, quando atuando em clusters (grupos, agrupamentos ou aglomerados em concentrações geográficas de empresas de determinado setor de atividade e companhias correlatas), se expandem diretamente em direção aos canais de distribuição e aos clientes e, lateralmente, em direção aos fabricantes de produtos complementares e empresas de setores afins. O objetivo é permitir a elas explorar o mercado através de redes de operação, beneficiando-se de alguns aspectos como o conhecimento tácito inerente aos clusters, assim como a facilidade de desenvolvimento através da aprendizagem organizacional coletiva, que pode ser melhor compartilhada com base nas redes de trabalho específico que promovem este aprendizado coletivo, fundamentados em experiências ou empreendimentos encorajados.Os clusters podem então crescer com o resultado do desenvolvimento econômico ou naturalmente, ou ainda, serem afetados pelas forças da evolução global. A formação destes clusters podem ser conseqüências não intencionais das micro-atividades como processos decisórios dos empreendedores. Exemplo: Pequenos negócios farmacêuticos se unem para concorrer com grandes redes, através da compra coletiva. Na década de 70, a expansão multinacional, os avanços tecnológicos e as mudanças estruturais na economia adquiriram maior importância para as organizações, juntamente com o acirramento da concorrência, provocando um aceleração das mudanças, criando um ambiente que permanece em transformação, trazendo constantemente novos desafios para a organização. Entre esses desafios está a globalização, fortemente baseada nos desenvolvimentos tecnológicos e sociais. A ruptura das barreiras existentes entre os países aumentou a complexidade do ambiente, no qual estão insertas as organizações, por possibilitar o aumento da quantidade de competidores e fornecedores, ampliar o mercado, e levar a organização a enfrentar diferentes culturas e legislações.As duas últimas décadas têm sido percebidas como uma era de aceleração sem precedentes na velocidade de evolução da economia. Essa aceleração foi produzida por um conjunto de eventos, dentre os quais os mais importantes são a globalização, a desregulamentação dos mercados e a evolução tecnológica. Dessa forma, o ambiente empresarial torna-se mais dinâmico, na medida em que as empresas passam a competir pela obtenção de vantagens cada vez mais temporárias. Nota- se que esse aumento na velocidade de evolução da economia não ocorre de forma uniforme em todos os setores, exigindo alto nível de empreendedorismo e 96 planejamento. Fusões, aquisições e alianças estratégicas, assim como a terceirização de áreas corporativas tem se multiplicado em muitos setores. Por outro lado, empresas menores, algumas delas organizadas de forma virtual, têm se estabelecido em vários segmentos da economia, conquistando rapidamente nichos de mercado. O que se visualiza hoje é não mais a condição inicial de necessidade, agora, o pressuposto é o da oportunidade; oportunidade de expansão das organizações, dos mercados e da economia. Para tanto, é necessário desenvolvimento tecnológico, conhecimento e, sobretudo, aprendizagem organizacional. Deve-se então salientar a posição das redes organizacionais ou dos clusters como espaço propício a ações empreendedoras e de oportunidade e estímulo ao crescimento das PMEs, principalmente no que concerne à sinergia, inovação tecnológica e a própria geração de oportunidades de negócios. A inovação é o resultado de numerosas interações entre vários atores e instituições heterogêneas que, juntos, formam uma rede por onde o conhecimento circula e se transforma muitas vezes até chegar a um resultado econômico. Assim, o reconhecimento de oportunidade é a percepção da possibilidade de potencial para novos lucros através da fundação e formação de um novo empreendimento ou da melhoria significativa de um negócio já existente. Vislumbra-se aí o reconhecimento de oportunidade como uma atividade que pode ocorrer tanto antes da fundação da organização quanto depois. A partir da consciência da oportunidade cabe ao empreendedor desenvolver alguns pilares, que melhor orientarão sua ação: 1) Conceito de si. Todo empreendedor necessita muito de autoconhecimento para ter consciência do que sabe e, principalmente, do que não sabe. Assim, consegue construir complementaridades e buscar colaboradores. 2) Conhecimento do setor visado. Esse é o elemento central. Somente entendendo bem o ambiente de negócios e desenvolvendo um projeto/plano de negócios, ele poderá identificar oportunidades (clientes, concorrentes, ciclo de vida, legislação, tendências etc.), e sua ausência é causa constante de falências.3) Rede de relações. É preciso aprender a construir uma rede de pessoas que ajude a conhecer o ambiente e a concretizar o sonho. 4) Capacidade de liderança. O desenvolvimento desta é fundamental para transmitir um sonho e buscar pessoas a acompanhá-lo. 97 ATIVIDADE Um Empreendedor que faliu, nunca foi um bom Empreendedor. Voce concorda? Justifique. 98 SEMANA 4 Tendências Culturais Os portugueses deixaram como herança cultural o estatismo, fruto da vinda da família real ao Brasil, um caso único no mundo em que a colônia se transforma em sede do império. No entanto, políticas e programas de governo integrados e coerentes com a realidade do empreendedorismo e do empreendedor, com especial atenção aos projetos de base tecnológica mais complexa e de ponta, podem favorecer uma estrutura e mecanismos de disponibilidade de capital voltada ao empreendedorismo e acessível ao empreendedor, envolvendo novos empreendimentos. O reforço e a disseminação de uma cultura de empreendedorismo, promovida por instituições diversas como, por exemplo, as escolas de primeiro e segundo graus, as universidades e institutos de tecnologia, o envolvimento dos meios de comunicação na divulgação de histórias de sucesso, a valorização de empreendedores modelos, concursos nacionais incentivando a criação de novos negócios, estão entre outras ações possíveis.Também favoreceria disseminar cultura empreendedora no país uma ampla reforma tributária,fiscal e legal, que tenha atenção especial à condição e particularidades do empreendedorismo. Inclui-se neste item a simplificação radical dos trâmites burocráticos exigidos do empreendedor para a criação e administração de um novo empreendimento. A promoção de uma mudança de valores e normas sociais, valorizando de forma mais incisiva o empreendedorismo e a atividade empreendedora, poderia ser reforçada por uma mudança de atitude e expectativas do próprio empreendedor, muitas vezes avesso a novos modelos de gestão, a participação de terceiros - no empreendimento possibilitando novas formas de capitalização, bem como a adoção de práticas gerenciais mais avançadas e produtivas. 99 O Plano de Negócios Um negócio bem planejado terá mais chance de sucesso que aquele sem planejamento, na mesma igualdade de condições. Vivemos a época da "cultura de projeto" em nossa sociedade, onde as condutas de antecipação para prever e explorar o futuro fazem parte de nosso presente. A palavra projeto vem do verbo projetar, lançar-se para frente, dando sempre a idéia de movimento, de mudança. Em sua origem etimológica, o termo projeto que "vem do latim projectu, particípio passado do verbo projecere, significa lançar para diante". Desta forma, o projeto representa o laço entre presente e futuro, em uma atividade natural e intencional que o ser humano utiliza para procurar solucionar problemas e construir conhecimentos. No mundo contemporâneo, o projeto é a mola do dinamismo, se tomando em instrumento indispensável de ação e transformação que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano de forma refletida, consciente, sistematizada,e o que é essencial,participativa. Sendo assim, não é um conjunto de planos, nem somente um documento que trata de diretrizes, mas um produto específico que permite clarificar a ação,é um instrumento de trabalho que indica rumo, direção e deve ser construído com a participação de todos os públicos envolvidos: proponentes, parceiros, fornecedores e investidores, por exemplo. . A execução de um projeto deve: a) nascer da própria realidade, tendo como suporte a explicitação das causas dos problemas e das situações nas quais tais problemas aparecem; b) ser exeqüível e prever as condições necessárias ao desenvolvimento e à avaliação; c) ser uma ação articulada de todos os envolvidos, d) ser construído continuamente, pois, é também processo. Os principais itens que compõem a apresentação de um projeto relacionam-se de forma bastante orgânica, de modo que o desenvolvimento de uma etapa necessariamente leva à outra. 100 A organização do projeto em um documento nos auxilia a sistematizar o trabalho em etapas a serem cumpridas, compartilhar a imagem do que se quer alcançar, identificar as principais deficiências, a superar e apontar possíveis falhas durante a execução das atividades previstas. Um projeto pode ser considerado bem elaborado quando tem metodologia bem definida e clara. É a metodologia que vai dar aos avaliadores/pareceristas, a certeza de que os objetivos do projeto realmente tem condições de serem alcançados. Portanto este item deve merecer atenção especial por parte das instituições que elaborarem projetos. O Plano de Negócios é um plano base, um documento essencial para a estruturação e defesa de uma nova idéia de negócios. Sua elaboração envolve um processo de aprendizagem e auto conhecimento e, ainda, permite ao empreendedor situar-se no seu ambiente de negócios. É recomendável não negligenciar o estágio de planejamento formal de um novo negócio. A ansiedade do começo deve ser contida e os passos necessários devem ser dados para minimizar os erros que certamente virão. Todo negócio deve obrigatoriamente passar antecipadamente pela elaboração de um projeto, pois ele é um documento contendo a idéia básica e todas as considerações relacionadas ao início do novo negócio. Projeta os aspectos mercadológicos, gerenciais, operacionais e financeiros para os primeiros anos. Deve ir além de um exercício mental, é um planejamento escrito, é formal, é essencial para assegurar o tratamento sistemático de todos os aspectos importantes da nova empresa. Deve expor a idéia, descrever onde se está e apontar para onde se deseja ir e como propõe chegar lá. O projeto mostra todos os detalhes: quem são os empreendedores, qual o produto ou serviço, quais e quantos são clientes, quem são os concorrentes. Qual o processo tecnológico de produção e de vendas, qual é a estrutura de gerenciamento, quais as projeções financeiras para fluxo de caixa, receitas, despesas, custos e lucros. Ainda, a elaboração do projeto de negócio é importante para atrair parceiros e captar empréstimo junto aos órgãos de fomento. 101 Desta forma, o Plano de NegÖcio se destina a: MANTENEDORES DAS INCUBADORAS (Sebrae, universidades, prefeituras, governo, associações etc.): para autorgar financiamentos a estas; PARCEIROS: para definição de estratÉgias e discussão de formas de interação entre as partes; BANCOS: para outorgar financiamentos para equipamentos, capital de giro, imÖveis, expansão da empresa etc.; INVESTIDORES: empresas de capital de risco, pessoas jurídicas, bancos de investimentos, angels, etc; FORNECEDORES: para negociação na compra de mercadoria, matÉria-prima e formas de pagamento. A EMPRESA INTERNAMENTE: para comunicação da gerência com o conselho de administração e com os empregados (efetivos e em fase de contratação); OS CLIENTES: para venda do produto e/ou serviço e publicidade da empresa; SÓCIOS: para convencimento em particular do empreendimento e formalização da sociedade. Não existe uma estrutura rígida e específica para se escrever um plano de negÖcios, pois cada negÖcio tem particularidades e semelhanças, sendo impossível definir um modelo padrão de plano de negÖcios que seja universal e aplicado a qualquer negÖcio. Uma empresa de serviços É diferente de uma empresa que fabrica produtos ou bens de consumo, por exemplo. PorÉm, qualquer plano de negÖcios deve possuir um mínimo de seções as quais proporcionarão um entendimento completo do negÖcio. É preciso haver uma definição clara e objetiva das características do novo negÖcio. O conjunto das características de um negÖcio chama-se conceito do negÖcio: Qual É o mercado existente para o negÖcio, como ele É, como se comporta? Que parcela do mercado o negÖcio deve atender? A quem ele vai se destinar? Como o negÖcio trabalhará o posicionamento em relação å concorrência e como irá atender o cliente – de que forma irá se diferenciar. 102 ATIVIDADE O que é um Plano de Negócio. O que deve conter em um Plano de Negócio? 103 PLANO DE ESTUDO TUTORADO ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR AFFONSO NEVES CURSO TÉCNICO EM ADMINISTRAÇÃO COMPONENTE CURRICULAR: PORTUGUÊS INSTRUMENTAL PROFESSORA: ANA MARIA MAGALHÃES ANO ESCOLARIDADE: 1º MÓDULO PET VOLUME 1 BIMESTRE: 1 MÊS: AGOSTO/SETEMBRO TOTAL DE SEMANAS: 02 NÚMERO DE AULAS POR SEMANA: 4 NÚMERO DE AULAS POR MÊS: 08 BOAS VINDAS Olá Estudante, seja bem-vindo (a)! Descansou bastante? Está preparado para novos desafios e muito aprendizado? O ano de 2021 promete... Hoje você inicia mais um ano escolar. E será bem diferente, novos professores, colegas, novos componentes curriculares, e para muitos uma nova escola. Enquanto as aulas presenciais não retornam, você irá estudar utilizando diferentes ferramentas e recursos. O PET – Plano de Estudo Tutorado é uma delas. Ele é um conjunto de atividades organizadas em componentes curriculares, a novidade é que nesse ano eles serão enviados a cada bimestre. Nele você vai encontrar atividades dos componentes curriculares. Ah! Você contará também com a ajuda de seus professores por meio de alguns canais de comunicação comoo APP Conexão 2.0. Espero que você esteja disposto a aprender muito. ORIENTAÇÕES AOS RESPONSÁVEIS Diante da situação atual mundial causada pela COVID-19, as aulas presenciais estão suspensas. Entretanto, como incentivo à continuidade das práticas de estudo, preparamos para nossos estudantes um plano de estudo dividido por bimestre (atividades por semanas e aulas que deverá ser realizado em casa). Os conceitos principais de cada aula serão apresentados e em seguida o estudante será desafiado a resolver algumas atividades. Para respondê-las, ele poderá fazer pesquisas em fontes variadas disponíveis em sua residência e/ou internet. É de suma importância que você auxilie seu(s) filho(s) na organização do tempo e no cumprimento das atividades. Contamos com a sua valiosa colaboração! DICA PARA O ALUNO Para ajudá-lo(a) nesse período conturbado, em que as aulas foram suspensas a fim de evitar a propagação da COVID-19, preparamos algumas atividades para que você possa dar continuidade ao seu aprendizado. Seguem algumas dicas para te ajudar: a) Siga uma rotina; d) Defina um local de estudos; b) Tenha equilíbrio; e) Conecte com seus colegas; c) Peça ajuda a sua família, ao professor; f) Use a tecnologia a seu favor. Contamos com seu esforço e dedicação para continuar aprendendo cada dia mais! SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS 104 EIXO TEMÁTICO: GESTÃO E NEGÓCIO TEMA/TÓPICO(S): Conceito, objetivo e finalidade HABILIDADE(S): Desenvolver no estudante a linguagem escrita e oral a ser expressa em padrão satisfatório para a necessidade efetiva de sua área de atuação. Estimular, pela leitura de textos científicos e afins, o pensamento ordenado e lógico, condição primordial para uma exposição clara, precisa e objetiva das ideias, assim como para o entendimento das ideias centrais e secundárias do texto. CONTEÚDOS RELACIONADOS: Associação de outros termos técnicos mantendo a interdisciplinaridade com as outras disciplinas do curso técnico em Administração; práticas profissionais. INTERDISCIPLINARIDADE: Demais disciplinas do grupo I do Curso Técnico em Administração REFERÊNCIAS: BLIKSTEIN, Izidoro. Técnicas de comunicação escrita. São Paulo: Ática, 2006. . Como falar em público: técnicas de comunicação. São Paulo: Ática, 2006. CÂMARA JR., Joaquim Mattoso. Manual de expressão oral e escrita. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 2001. CRUZ NETO, Antônio. Só erra quem quer: resposta para mais de 500 dúvidas e dificuldades da língua. São Paulo: Iglu, 2000. DAL MOLIN, Beatriz Helena, et al. Mapa Referencial para Construção de Material Didático - Programa e-Tec Brasil. 2. ed. revisada. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, 2008. FAULSTICH, Enilde L. de J. Como ler, entender e redigir um texto. Petrópolis: Vozes, 2004. GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever aprendendo a pensar. 12. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1985. LAPA, Manuel Rodrigues. Estilística da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1998. MARTINET, André. Elementos de lingüística geral. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1978. MENDES, Gilmar Ferreira; FORSTER JR., Nestor José. Manual de Redação da Presidência da República. 2.ed. rev. atual. Brasília: Presidência da República, 2002. INTRODUÇÃO A disciplina Português Instrumental visa oferecer subsídios ao estudante no que diz respeito ao desenvolvimento da linguagem escrita e oral a ser expressa em padrão satisfatório para a necessidade efetiva da área de atuação do curso, trabalhando os elementos essenciais da comunicação, e estimular o pensamento ordenado e lógico, condição primordial para uma exposição clara, precisa e objetiva, bem como para o entendimento das ideias centrais e secundárias dos textos aqui trabalhados. 105 SEMANA 1 – ELEMENTOS ESSENCIAIS DA COMUNICAÇÃO HUMANA Embora possamos ser sábios do saber alheio, sensatos só poderíamos sê-lo graças à nossa própria sensatez. Montaigne 1.1 Objetivos de aprendizagem - Compreender os conceitos Língua e Linguagem. 1.2 Linguagem, língua e dialetos: conceitos e variedades linguísticas Apresentamos a seguir alguns conceitos que julgamos fundamen- tal que você os assimile e entenda. Contamos com sua participação e sua interação afetivo-educativa. a) Linguagem é a representação do pensamento por meio de sinais que permitem a comunicação e a interação entre as pessoas. Há outras concepções de linguagem que você pode pesquisar para ampliar o seu conceito. b) Língua é um sistema abstrato de regras, não só gramaticais, mas também, semânticas e fonológicas, por meio das quais a linguagem (ou fala) se revela. Martinet (1978) foi um dos primeiros linguistas a apresentar uma distinção clara entre língua e linguagem. Segundo ele, a linguagem designa propriamente a faculdade de que os homens dispõem para se compreenderem por meio de signos vocais. c) Dialetos são variedades originadas das diferenças de região,de idade, de sexo, de classes ou de grupos sociais e da própria 106 evolução histórica da língua (ex.: gíria). d) Variedades linguísticas são as variações que uma língua apresenta, de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Fonte: http://www.filologia.org.br/viiisenefil/1.gif e) Norma culta é a língua padrão, a variedade linguística de maior prestígio social. f) Norma popular são todas as variedades linguísticas diferentes da língua padrão. Fonte: http://historiasparaosmaispequeninos.files.wordpress. com/2007/09/justica.jpg 1.2.1 Atividades de aprendizagem 1. Depois de ler os conceitos de Linguagem, Língua e Dialetos, se- lecione um deles e faça um comentário 2. Vá à Internet e pesquise sobre as formas de fala. Veja, também, junto aos amigos, o modo como eles falam e exercite os dialetos e as variedades linguísticas. SEMANA 2 1.3 Comunicação: conotação e denotação 107 http://www.filologia.org.br/viiisenefil/1.gif http://historiasparaosmaispequeninos.files.wordpress/ Conceito: À raiz semântica ou protossignificado podemos chamar denotação; ao processo de desenvolvimento de um protossignificado, cha- maremos conotação. A distinção entre denotação e conotação faz-se por via analítica. Em um discurso autêntico, seja de natureza literária ou não, seja de caráter técnico ou de caráter científico. Denotação e conotação são, na maior parte das situações comuns de comunicação verbal, simultâneas e dialógicas. 1.4 Níveis de linguagem O objetivo principal do estudo dos níveis de fala é encaminhar o estudante a reconhecer as diferenças entre a linguagem padrão e a lin- guagem coloquial, para que possa selecionar o registro adequado nas mais diferentes situações de comunicação. Fonte: http://bp0.blogger.com/_XARut1VNKR4/SE2ShXCMKgI/ AAAAAAAAAJo/prawClxIXzE/s1600-h/fofoca.jpg A fim de entendermos os diferentes níveis de linguagem e suas mudanças, temos de recorrer à sociolinguística, que é o ramo da linguística que tem como foco de estudos a relação direta entre língua e sociedade. O domínio dos diferentes níveis de linguagem propicia oportunida- des mais efetivas ao falante, de promover a adequação da sua linguagem às exigências do contexto social e, dessa forma, estabelecer uma comunicação mais eficiente e aumentar seu nível de compreensão, interação e interlocu- ção nas várias instâncias sociais nas quais estará inserido. 1.5 Os modelos de comunicação O modelo mais simples para representar o processo de comunica- ção requer os elementos destacados na Figura 1.1. 108 http://bp0.blogger.com/_XARut1VNKR4/SE2ShXCMKgI/ Figura 1.1 – Modelo simplificado do processo de comunicação Fonte: Adaptado de Monteiro (2001, p.10). 1.5.1 O Emissor e o receptor O emissor envia uma mensagem, que tanto pode ser visual quan- toescrita, a um receptor. O receptor recebe a mensagem e, geralmente, dá uma resposta ao emissor. Essa resposta, no caso de uma conversa entre duas pessoas, se manifesta quando o receptor diz palavras tais como: "sim... estou entendendo", etc., muito comum em conversas telefônicas. A necessidade de resposta faz parte do processo de comunicação entre os seres humanos. Quando uma pessoa envia a mensagem e não re- cebe a resposta do receptor, o processo de comunicação não se completa. 1.6 Elementos da Língua Portuguesa A gramática da Língua Portuguesa está dividida em grandes cam- pos de estudo: a fonética, a morfologia, a semântica, e a sintaxe. A fonéti- ca que estuda os sons da fala. A morfologia estuda a forma das palavras, ou seja, a representação gráfica, o vocábulo. A semântica preocupa-se não só com a representação gráfica do vocábulo, mas com seu significado. Portanto, é um campo da gramática que estuda a palavra, não apenas o vocábulo. Fonte: http://www.sxc.hu/photo/1067574 A sintaxe é o campo da gramática que estuda a unidade linguís- tica em seu contexto oracional, ou seja, estuda os termos que compõem uma oração. A oração, em Língua Portuguesa, basicamente pode ter sujeito, terá sempre um predicado, e pode ter ou não complementos. 109 http://www.sxc.hu/photo/1067574 Pode-se dizer, então, que a fonética e a morfologia tratam cada qual de um dos aspectos dos vocábulos, a semântica trata do significado que determinada palavra assume e a sintaxe trata da colocação dos termos nas orações, encarregando-se a fonética de estudar os sons das palavras Quem deseja escrever bem, deve respeitar as normas da variante padrão, empregar sua criatividade e ter ciência de que um texto é muito mais do que a soma ou justaposição de orações. É antes uma unidade de sentido, coesa e bem articulada acima de tudo. 1.6.1 Atividades de aprendizagem 1. Sem recorrer às anotações e a este caderno, produza um texto no qual demonstre que relembra dos conceitos. Assim, defina, tam- bém, no texto, língua, linguagem, dialetos, norma culta e os níveis de linguagem. 1.7 Síntese Na unidade 1 você encontrou atividades que o levaram a compre- ender um pouco mais sobre língua e linguagem a partir de alguns conceitos aqui tratados. Esperamos que você, caro estudante, tenha também feito as con- sultas que indicamos nesta unidade, para que possamos caminhar na com- preensão e no desenvolvimento da unidade 2. 110 SEMANA 3 – A LINGUAGEM DO TEXTO 2.1 Objetivos de aprendizagem - Reconhecer os diferentes tipos de linguagem e de gênero, e utilizá- los adequadamente; - Considerar a leitura como objeto de qualificação social, atentando para o potencial crítico que ela confere ao indivíduo; - Compreender a relação indissociável entre leitura e escrita, explicitada pela potencial facilidade em elaborar um texto após contato regular e contínuo com textos de variadas origens e linguagens. Fonte: http://www.sxc.hu/photo/1067574 2.2 A frase, a oração, o período a) Frase é todo enunciado de sentido completo, capaz de estabelecer comunicação. Pode ser nominal ou verbal. b) Oração é um enunciado que se estrutura em torno de um verbo ou locução verbal. Ex: A menina sujou seu vestido. c) Período constitui-se de uma ou mais orações. Pode ser simples ou composto. - Período simples: A menina ofereceu um livro a Joana. - Período composto: O povo anseia que haja uma eleição justa, pois a última obviamente não o foi. Fonte: http://www.trololo.com.br/images/ alfabeto_e_numeros_moveis.jpg 111 http://www.sxc.hu/photo/1067574 http://www.trololo.com.br/images/ 2.3 O Parágrafo: unidade de composição O parágrafo é uma unidade de composição constituída por um ou mais de um período, em que se desenvolve determinada ideia central ou nuclear, a que se agregam outras, secundárias, intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dela. 2.4 Coesão e coerência a) Coesão: ou unidade, consiste no resultado do emprego correto dos termos conectivos da linguagem, o que permite expressar uma ideia de cada vez, omitindo o desnecessário e prendendo-se às relações existentes entre a ideia principal e as secundárias. Tal resultado em muito se deve ao correto emprego do tópico frasal. b) Coerência: valendo-nos da definição primariamente apresenta- da para coerência (a ligação perfeitamente inteligível das partes de um texto com o seu todo), podemos auferir que esta consiste em ordenar e interligar as ideias de maneira clara e lógica e de acordo com um plano definido. Fonte: PEIXOTO, Antonio 8/10/2008 2.5 Atividades de aprendizagem 1. Demonstre, por meio de um texto, que você domina os conceitos de oração, frase, período e parágrafo. Apresente, também, com suas palavras, um texto no qual fique clara a definição de coesão e coerência. 112 SEMANA 4 – A ESTRUTURA DO TEXTO 3.1 Objetivo de aprendizagem - Entender a relevância comunicativa na produção textual: ter o que dizer, querer dizê-lo para si mesmo ou para alguém, colocando-se como sujeito de suas próprias palavras. 3.2 A estrutura de uma redação O leitor de uma redação deve poder detectar, claramente, três par- tes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Para sua melhor fixação, representamos as três partes de modo gráfico (Figura 3.1). Figura 3.1- Representação gráfica das partes de uma redação Fonte: Monteiro (2001, p. 13) O texto da redação deve ter a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Isto facilita o trabalho de quem se habilita a escrever, especial- mente uma redação como a que é solicitada para ingresso na universidade ou num processo de seleção para quem pleiteia um emprego. A Figura 3.1 apresenta as três partes de uma redação, que são elementos primordiais para o trabalho inicial de quem escreve. É partindo do conhecimento das partes que compõem o texto de uma redação que se pode planejar aquilo que se vai escrever. O processo de planejamento começa com a escolha do tema sobre o qual se vai escrever. Outro fator de sucesso para uma boa redação é que se faça uma pesquisa sobre o assunto, lendo o maior número possível de textos sobre o tema que será abordado no processo de uma nova escrita. Garcia (1985) diz que aprender a escrever bem é, antes de tudo, aprender a pensar. No fundo, quer dizer que o escritor deve aprender a organizar as ideias e a planejar o que vai escrever, para que no momento da escrita as palavras obedeçam a uma lógica e possam conduzir o leitor até o final do texto, com pleno entendimento de tudo o que foi dito. É importante lembrar que os textos literários possuem a especial licença para provocar suspense e, às vezes, demandar outras leituras para 113 uma compreensão mais ampla. Assim, existe um jogo de palavras, muitas vezes travestidas de seu sentido denotativo, ganhando, pois, um sentido novo e especial dentro do texto, ou seja, um sentido conotativo, uma nova roupagem um papel diferente do que comumente possuem. Podemos dizer que, na linguagem literária, as palavras usam más- caras temporárias e específicas para um determinado contexto literário; portanto seu sentido está intimamente ligado a esse contexto. Fonte: http://www.eupodiatamatando.com/wp- content/ uploads/2007/01/mascaras_de_carnaval.jpg ATIVIDADE Faça um pequeno texto destacado: Introdução,Desenvolvimento e Conclusão 114 http://www.eupodiatamatando.com/wp- SEMANA 5 3.3 A forma e o conteúdo A separação entre forma e conteúdo nos livros didáticos tem o único fim de facilitar o aprendizado. No entanto, forma e conteúdo vivem intimamente ligados. Podemos dizer que a forma é o modo que você usa para pôr suas sensações, seus pensamentos e suas opiniões num papel, compondo o que chamamos de texto. A forma é algopessoal, é o "jeito" que cada um tem de escrever. Poderia ser chamada de estilo, pois a forma se caracteriza pelas palavras escolhidas (vocabulário), as conjunções e preposições (conectivos), os tempos verbais e os sinais de pontuação. Esses símbolos formam o código (a Língua Portuguesa) e são to- mados por empréstimo para as pessoas se expressarem. Se todas as pes- soas fizessem o mesmo "empréstimo" dos símbolos do código, na mesma sequência, com o mesmo sentido, etc., os textos escritos em qualquer lugar seriam todos iguais. Portanto, a forma é o modo particular que cada autor escolhe para expressar suas ideias. O conteúdo é o assunto sobre o qual se vai escrever. Suponhamos que você seja solicitado a redigir um texto sobre o calor. Você teria que saber o que é, onde, como e por que ocorre o fenômeno, enumerando, ainda, as causas, consequências e exemplos, bem como os fatos comple- mentares. Percebemos, então, que os conteúdos (assuntos) podem ser os mesmos para várias redações. No entanto, mudará a forma como cada pessoa irá tratá-lo em seu texto. Neste caso você teria dois tipos de escolha de palavras para dois gêneros de textos diferentes. Um texto ficcional, lite- rário, no qual as palavras teriam um sentido mais conotativo e dois textos técnicos: um descritivo e outro dissertativo, ambos de natureza informativa nos quais as palavras estariam em seu sentido denotativo e referencial. ATIVIDADE: Define: Forma e Conteúdo 115