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1 
 
MENSURAÇÃO, GESTÃO, PERFOMANCE E RISCO 
 
 
 
2 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empre-
sários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação 
e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade ofere-
cendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a partici-
pação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação 
contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos 
e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber atra-
vés do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Sumário 
 
MENSURAÇÃO, GESTÃO, PERFOMANCE E RISCO ............................................... 1 
NOSSA HISTÓRIA ......................................................................................................... 2 
CONCEITOS .................................................................................................................... 4 
FUNÇÕES ........................................................................................................................ 6 
PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES ........................................................................................ 8 
ANÁLISE DE RISCO DE CRÉDITO ........................................................................... 11 
CRÉDITO ....................................................................................................................... 13 
LINHAS DE CRÉDITO ................................................................................................. 15 
RISCO DE CRÉDITO .................................................................................................... 17 
OS “C” DO CRÉDITO ................................................................................................... 18 
PONTUALIDADE ......................................................................................................... 23 
CAPACIDADE .............................................................................................................. 25 
CONDIÇÕES ................................................................................................................. 25 
CAPITAL ....................................................................................................................... 27 
COLATERAL ................................................................................................................ 28 
REFERÊNCIAS ............................................................................................................. 32 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
file://192.168.0.2/E$/Pedagogico/Controle%20-%20Cursos/POSTAGEM/MBA/MBA%20EXECUTIVO%20EM%20GESTÃO%20BANCARIA%20CPA-20/MENSURAÇÃO,%20GESTÃO,%20PERFOMANCE%20E%20RISCO/MENSURAÇÃO,%20GESTÃO,%20PERFOMANCE%20E%20RISCO.docx%23_Toc65595833
 
 
 
4 
CONCEITOS 
 
 
 
 
 
 
5 
O que é o Mercado Financeiro? 
Mercado financeiro é, por definição, um ambiente de compra e venda de 
valores mobiliários (ações, opções, títulos), câmbio (moedas estrangeiras) e 
mercadorias (ouro, produtos agrícolas). 
Nessas negociações, estão envolvidas diversas instituições, que facili-
tam o encontro entre agentes e regulam e fiscalizam as transações. 
No mercado financeiro, o investidor é aquele que dispõe de dinheiro so-
brando e que deseja multiplicá-lo. 
Os caminhos para isso são diversos, mas partem da mesma premissa: 
a verba é destinada a uma aplicação que oferece valorização de acordo com 
diretrizes acordadas entre as partes. 
Na renda fixa, por exemplo, o investidor pode projetar o rendimento na 
hora do investimento: ele saberá se o dinheiro vai se valorizar de forma prefi-
xada, com um juro anual definido, pós-fixada, atrelada a um indicador, ou híbrida, 
pagando um juros fixo mais a variação de um índice de preços. 
Já na renda variável, por outro lado, não há uma garantia de retorno. Um 
investimento em ações de uma empresa na bolsa de valores pode se valorizar 
ou desvalorizar, dependendo do interesse do mercado. 
Mas se por um lado há investidores, o que há na outra ponta do mercado 
financeiro? Os tomadores de recursos. Eles são as empresas, instituições ou 
pessoas que querem captar dinheiro para diversos fins, como pagamento de dí-
vidas, financiamento de maquinário, entre outros. 
O mercado financeiro permite o devido fluxo da economia. 
Quer um exemplo prático? 
https://www.btgpactualdigital.com/blog/investimentos/acoes/tudo-sobre-acoes/
 
 
 
6 
Digamos que você invista R$ 10.000,00 em um CDB (Certificado de De-
pósito Bancário) em um banco. Como contrapartida, você receberá, ao venci-
mento do título, juros prefixados de 10,3% ao ano. 
Então outra pessoa procura a mesma instituição financeira para solicitar 
um financiamento de R$ 10.000,00 para cobrir parte do valor de um automóvel 
que ela está comprando. 
O que acontece? O banco empresta esse dinheiro cobrando uma taxa 
superior àquela que está pagando para o investidor. 
Assim, duas pontas da economia foram conectadas pelo mercado finan-
ceiro. Essas instituições intermediárias facilitam, portanto, o encontro entre os 
tomadores e os investidores. 
Para isso, claro, o intermediário cobra uma taxa sobre as operações. 
A seguir, vamos entender em detalhes como funciona o mercado finan-
ceiro e como você pode fazer proveito desse conhecimento para investir melhor. 
 
FUNÇÕES 
 
Como funciona? 
Como vimos, o mercado financeiro funciona de forma a aproximar agen-
tes, como um investidor e um tomador de recursos. 
Eles não precisam conversar ou estabelecer contato entre si, pois essa 
ponte é feita através de aplicações da própria instituição financeira. Dessa forma, 
você pode investir seu dinheiro aplicando em um CDB e acabar fornecendo o 
capital necessário para que a instituição financeira ofereça um empréstimo a um 
empresário que precisa de capital de giro para o seu negócio. 
https://www.btgpactualdigital.com/blog/investimentos/cdb-ou-poupanca/
 
 
 
7 
Assim, o resumo é que quem possui recursos em excesso empresta para 
quem sofre com sua falta (e demonstra capacidade de pagar). 
Para normatizar o mercado, existem diversos órgãos importantes, entre 
eles: Conselho Monetário Nacional (CMN), o Conselho Nacional de Seguros Pri-
vados (CNSP) e o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). 
Eles dão as diretrizes operacionais a partir das quais as instituições fi-
nanceiras se baseiam. E quando falamos em “mercado” ou “mercado financeiro”, 
não se trata apenas de títulos de renda fixa ou de ações na bolsa. 
Veja como o mercado financeiro é dividido: 
Mercado de crédito: trata dos empréstimos bancários. É o mercado que 
você acessa ao solicitar um financiamento ou usar o cheque especial. 
Mercado aberto: cuida das empresas com capital aberto, ou seja, que 
negocia suas ações através da bolsa de valores, que regula a oferta e a de-
manda pelos papéis das companhias. 
Mercado de câmbio: é a plataforma de negociação de moedas estran-
geiras da relação justa entre as moedas dos países. 
 
 
 
8 
 
PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES 
Principais instituições do mercado financeiro 
Confira abaixo quais são algumas das principais instituições do mercado 
financeiro: 
Banco Central do Brasil 
Criado no fim de 1964, o Banco Central do Brasil, também chamadode 
Bacen, BC ou BCB, é uma autarquia do Sistema Financeiro Nacional, vinculada 
ao Ministério da Fazenda. 
É a principal instituição financeira do país. Cumpre a função de deposi-
tário do Tesouro Nacional e muitas outras. Confira: 
 
 Reservas cambiais do país (em ouro e em dólar) 
 
 
 
9 
 Monitoramento e supervisão do sistema financeiro 
nacional 
 Emissão de papel-moeda e moeda metálica 
 Definição do controle de moeda nacional e estran-
geira no país e regulação das taxas de juros 
 Provisionamento de liquidez e assistência para mem-
bros do sistema financeiro para garantir o equilíbrio do mercado. 
 
Comissão de Valores Mobiliários 
A Comissão de Valores Mobiliários busca fiscalizar o mercado de valores 
mobiliários, restringindo e punindo instituições que descumprem as diretrizes es-
tabelecidas. 
Instituições financeiras 
Instituições financeiras são os bancos comerciais, corretoras, bancos de 
desenvolvimento, cooperativas de crédito, sociedades de financiamento, socie-
dades corretoras, bancos de investimento, entre outras. 
Subdivisões do mercado financeiro 
O mercado financeiro pode ser subdividido da seguinte forma: 
Mercado de Capitais 
O Mercado de capitais trata de títulos, ações e derivativos em bolsas de 
valores, sociedades corretoras e outras instituições financeiras. 
Quando você investe em uma LCI ou LCA de um banco de investimen-
tos, está aplicando no mercado de capitais. Quando compra um lote de ações 
na bolsa de valores, também. 
 
https://www.btgpactualdigital.com/blog/investimentos/o-que-e-liquidez/
https://www.btgpactualdigital.com/blog/investimentos/renda-fixa/tudo-sobre-lci-e-lca
 
 
 
10 
Mercado de Crédito 
O mercado de crédito é onde são negociados os recursos de curto, mé-
dio e longo prazo para pessoas e empresas que buscam capital para capital de 
giro ou consumo. 
O Banco Central é o responsável por controlar e normatizar esse mer-
cado e, através do Conselho de Política Monetária, dita os juros básicos da eco-
nomia, que se refletem nos empréstimos. 
Mercado de Câmbio 
O mercado de câmbio é onde ocorre a troca de moeda de uma nação 
pela moeda de um outro país. Quando você vai viajar para os Estados Unidos e 
quer comprar dólar para garantir suas compras ou um passeio na Disney, está 
atuando no mercado de câmbio. 
 
Mercado Monetário 
O mercado monetário é onde são realizados os empréstimos de curto 
prazo, com vencimentos inferiores a um ano. A negociação se dá principalmente 
através de títulos do Tesouro. 
O Banco Central e as instituições financeiras são os agentes desse mer-
cado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
ANÁLISE DE RISCO DE CRÉDITO 
O conceito de crédito no Mercado Financeiro está presente no dia-a-dia 
das pessoas e empresas, mais do que possam imaginar. Pois estas pessoas e 
empresas estão constantemente com o dilema de uma equação simples: a com-
binação dos recursos finitos com o conjunto das imaginações e necessidades 
infinitas. 
Nas organizações que operam com crédito, a análise das informações 
necessárias para o deferimento dos limites de seus clientes tem sido uma preo-
cupação constante, por ser a área de crédito uma parte importante no relaciona-
mento comercial, e por propiciar o incremento dos negócios e o próprio desen-
volvimento do país. 
É importante que as empresas tenham políticas de vendas bem defini-
das de preços, para as vendas a prazo. Além disso, é fundamental que a política 
de crédito trilhe no mesmo caminho. Ou seja, a definição das políticas de crédito 
tem que se basear em critérios técnicos e objetivos, pois a partir do processo de 
estabilização econômica, para que as empresas sobrevivam e cresçam numa 
economia melhor organizada terão, entre outros aspectos, necessariamente 
que: 
a. Administrar custos e preços; 
b. Definir e administrar de forma eficaz sua política de crédito. 
Uma das finalidades do Crédito em uma empresa é estar constante-
mente se adequando as necessidades de seus clientes. Por isso, é preciso co-
nhece–lo detalhadamente quanto à situação financeira e patrimonial, para ofe-
recer-lhe uma linha de crédito compatível com suas necessidades de financia-
mento e capacidade de amortização. 
No comércio: O crédito facilita a venda de mercadorias pelos comerci-
antes, permitindo que os clientes comprem no ato e paguem em parcelas. Algu-
mas empresas conseguem obter melhores resultados financeiros (ganho com o 
 
 
 
12 
parcelamento das vendas) do que o resultado operacional (ganho com a venda 
de mercadorias). 
Na indústria: Como no Comércio, o crédito facilita a compra de produtos 
industrializados, fazendo que o número de compradores potencial aumente. 
Nos bancos: É uma das "pontas" do negócio básico do banco, que é a 
intermediação financeira. O banco capta dinheiro com clientes que tem recursos 
disponíveis e os repassa aos tomadores de recursos. Seu lucro é obtido com a 
diferença entre o que ele recebe do tomador e quanto ele paga do aplicador/in-
vestidor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
CRÉDITO 
 
 
Na atualidade as empresas para vender seus produtos precisam do “cré-
dito” para efetuar suas vendas e acaba tendo que enfrentar dificuldades para 
conceder crédito, por falta de comprometimentos de alguns não honrando com 
seus compromissos o que gera por parte das empresas retração nos negócios 
para poder ter menos prejuízos o que vem reforçar Santos (2000), 
 “crédito, em finanças, é definido como a modalidade de financiamento 
destinada a possibilitar a realização de transações comerciais entre empresas e 
seus clientes”. 
Ainda complementa Beckman (1949) um dos pioneiros a pesquisar a 
importância do crédito na atividade econômica “a oferta de crédito por parte de 
 
 
 
14 
empresas e instituições financeiras deve ser vista como um importante recurso 
estratégico para alcançar a meta principal da administração financeira, ou seja, 
a de atender às necessidades de todos os supridores de capital e agregar valor 
ao patrimônio dos acionistas comuns. 
Enquanto Schrickel (1997) conceitua: “crédito é todo ato de vontade ou 
disposição de alguém destacar ou ceder, temporariamente, parte do seu patri-
mônio a um terceiro, com expectativa de que esta parcela volte a sua posse 
integralmente, depois de decorrido o tempo estipulado. 
 Esta parte do patrimônio pode estar materializada por dinheiro (emprés-
timo monetário) ou bens (empréstimos para uso, ou venda com pagamento par-
celado, ou a prazo)”. Conceder crédito, numa empresa comercial, industrial ou 
agrícola, significa vender seus produtos transferindo a posse deles mediante pro-
messa de pagamento futuro. 
O crédito de que alguém dispõe, portanto, é a sua capacidade de obter 
dinheiro, mercadoria ou serviço mediante compromisso de pagamento num 
prazo tratado. 
A análise de crédito basicamente concede valores a um conjunto de fa-
tores que permitam a emissão de um parecer sobre determinada operação de 
crédito. 
Para cada fator individual emite-se um valor subjetivo (positivo ou nega-
tivo) para este. Se o conjunto de fatores apresentarem valores positivos em 
maior número que os negativos, a tendência é que o parecer seja favorável à 
concessão do crédito, reforçando isto Schrickel (1997) defende que, o principal 
objetivo da análise de crédito numa instituição financeira (como para qualquer 
emprestador) é o de identificar os riscos nas situações de empréstimo, eviden-
ciar conclusões quanto à capacidade de repagamento do tomador, e fazer reco-
mendações relativas à melhor estruturação e tipo de empréstimo a conceder, à 
 
 
 
15 
luz das necessidades financeiras do solicitante, dos riscos identificados e man-
tendo, adicionalmente, sob perspectiva, a maximização dos resultados da insti-
tuição. 
O processo de concessão de crédito para pessoa física ou jurídica é 
muito parecido, ambos têm um fluxo bem semelhante. 
A pessoa física tem sua fontede renda (trabalho, autônomo ou emprega) 
e suas despesas (alimentação moradia, etc.) que podem ser de curto ou longo 
prazo por outro lado tem a empresa que tem sua fonte de renda (industrialização, 
comercialização, etc.) e suas despesas (matéria- prima, funcionários, etc.). 
Elas têm que fazer com que suas receitas sejam suficientes para honrar 
com suas despesas. 
LINHAS DE CRÉDITO 
Quando o analista concede crédito a um terceiro, tem a promessa de 
pagamento através de várias formas, tendo como principal objetivo à solvência 
da dívida, mas tem que estar ciente que com as constantes mudanças no mer-
cado o concessor pode acabar impossibilitado solver sua dívida, e também ter 
que estar ciente que existem pessoas (ou empresas) criadas com má intenção, 
ou seja, para dar golpes. 
Santos (2000) complementa que 
“a finalidade do crédito deve estar diretamente vinculada com a neces-
sidade do cliente. Por isso, é preciso conhecê-lo detalhadamente quanto à situ-
ação financeira e patrimonial, para oferecer-lhe uma linha de crédito compatível 
com suas necessidades de financiamento e capacidade de amortização”. 
 As linhas de crédito podem atender a três necessidades básicas: 
 
 
 
 
 
16 
Pessoas Físicas: 
a. Empréstimos emergenciais. Esses empréstimos destinam-se a aten-
der à necessidade imediata do cliente, para cobrir eventuais desequilíbrios orça-
mentários ou mesmo financiamentos de compras. Os empréstimos emergenciais 
são operações de curtíssimo prazo (prazo inferior a um mês), com a amortização 
concentrada na data de vencimento. 
b. Financiamentos de compras. Esses financiamentos permitem ao cli-
ente adquirir produtos e serviços para consumo e bem-estar, tais como alimen-
tos, vestuário e bens eletrodomésticos. Os financiamentos de compras são ope-
rações de curto prazo (prazo inferior a 12 meses), com a forma de amortização 
parcelada ou concentrada na data de vencimento. 
c. Investimentos. Os investimentos permitem ao cliente adquirir bens de 
maior valor para integrar seu patrimônio ou mesmo desempenhar suas ativida-
des profissionais, tais como: imóveis, veículos, máquinas e equipamentos. Os 
investimentos são operações de longo prazo (prazo superior a 12 meses), com 
a forma de amortização parcelada. 
 Empresas: 
a. Fluxo de caixa. Os empréstimos para fluxo de caixa destinam-se a 
cobrir eventuais desequilíbrios entre recebimentos e pagamentos, ocorridos por 
poucos dias. 
b. Investimentos. Normalmente, tais empréstimos proporcionam ao cli-
ente investimentos relacionados à ampliação ou construção de novas instala-
ções, e a aquisição de bens (máquinas, equipamentos e veículos). 
c. Capital de giro. Destina-se para clientes que pagam antes de receber 
e precisam de recursos para bancar essa diferença. 
Os produtos bancários destinados ao capital de giro podem financiar 
desde o começo do ciclo operacional (compra de matéria primas, mercadorias, 
 
 
 
17 
mão-de-obra e demais itens operacionais), até a fase final (período posterior às 
vendas, no qual ainda não ocorreu o recebimento) (Santos 2000). 
 
RISCO DE CRÉDITO 
O Mercado Financeiro está cercado de incertezas, ou seja, em um 
Mundo Globalizado os efeitos de guerras, eleições, crises, atentados terroristas, 
enfim, a maioria dos produtos/serviços ficaram vulneráveis (sensíveis) a fatos 
Mundiais. 
Complementando isto Silva (1997) comenta que as incertezas, 
 “ocorrem quando não se dispõe de dados históricos acerca de um fato, 
o que poderá exigir que o tomador de decisões fizesse uma distribuição proba-
bilística subjetiva, isto é, baseado em sua sensibilidade pessoal”. 
E que continua dizendo que “existe risco quando o tomador de decisões 
pode se basear em probabilidades objetivas para estimar diferentes resultados; 
de modo que sua expectativa se baseia em dados históricos e, portanto, a deci-
são é tomada a partir de estimativas julgadas aceitáveis pelo tomador de deci-
sões. 
O risco estará está presente em qualquer empréstimo ou venda, por-
tanto, não há isenção de risco”. A empresa sempre ao assumir uma posição de 
risco, tem que considerar a possibilidade de perda ou custo em decorrência da 
decisão tomada. 
 Portanto, definir um percentual máximo em relação aos seus recursos 
emprestados que pode ser interessante para saber o quanto vai suportar com 
perda, embutir este custo nas mercadorias, produto ou serviço e nas taxas de 
juros cobradas para reduzir suas perdas. 
 
 
 
18 
 Ao assumir riscos, a empresa deseja uma compensação. Esta compen-
sação está diretamente associada ao risco, ou seja, quanto maior ele for, maior 
deverão ser os retornos exigidos. 
 Qualquer que seja a forma de proteção ao risco, existe um custo asso-
ciado, o qual deve ser avaliado em função dos benefícios decorrentes. 
Voltado a este assunto Blatt (1998) diz que o segredo para não se levar 
calote 
 “está na administração do risco de crédito, apoiada em informações es-
pecializadas. Administrar o risco de crédito é uma medida de caráter preventivo 
contra maus pagadores, mas que permite manter as vendas aos bons clientes 
em tempos difíceis” 
 
OS “C” DO CRÉDITO 
C”C” do Crédito retrata a verdadeira índole de cada tomador de crédito, 
ou seja, demonstra quais as reais intenções deste tomador. Podendo propiciar 
uma maior compreensão das reais pretensões podendo reduzir os riscos na con-
cessão ainda. 
 
 
 
 
19 
 
 
 
No mesmo pensamento Schrickel (1997) trata este tema como de “vital 
importância relacionado à concessão de crédito: os 4 “C” (ou 5?) de Crédito”. 
Tendo por base a confiança, a concessão de crédito também é baseada 
em dois elementos fundamentais: 
a) À vontade do devedor de liquidar suas obrigações dentro das normas 
contratuais estabelecidas; e 
b) A habilidade do devedor de assim fazê-lo. 
A habilidade é presumível, detectável, desde que eficazmente quantifi-
cável por meio da análise de crédito (cadastro, demonstrações, economia, setor 
etc.). 
A habilidade de pagar é de suma importância, pois é ela que oferece 
elementos objetivos e quantificados de convencimento que ajudam a construir a 
decisão de emprestar. Mas não é tudo. 
 
 
 
20 
É preciso apelar para certa dose de subjetivismo, aquilo que se conven-
cionou chamar de feeling. Seja o que for, é preciso avaliar a honesta intenção 
do devedor em pagar. 
A conjugação destes dois elementos proporciona uma indubitável tecni-
cidade ao ato de emprestar. Em outras palavras, obtêm-se os argumentos 
acerca dos porquês da concessão do empréstimo 
 
 
 
 
21 
CARÁTER: 
 Hoje e a cada dia mais as empresas estão voltadas aos seus números 
em relação à inadimplência, ou seja, para se ganhar mais dinheiro precisa inici-
almente tentar não o perder com a má concessão de crédito. Existem pessoas 
de todos os tipos, imagina o que é conceder crédito a uma pessoa que está 
vendo pela primeira vez, neste sentido Silva (1998) diz que “Caráter refere se a 
intenção e à determinação do cliente de honrar ou não seus compromissos as-
sumidos”. 
Pode ser muito difícil identificar se alguém teve ou não intenção de pagar 
suas dívidas. 
A base de exame e indicação do caráter do tomador é a Ficha cadastral 
(ANEXO 1). Modernamente, os serviços de cadastro encontram-se integrados 
as atividades de análise de crédito, deixando de ser meramente uma área de 
manutenção e guarda de documentos e de obtenção e fornecimento de informa-
ções sobre os clientes. O que está relacionado com o pensamento de Gitman 
(1978) que descreve Caráter como: 
“O histórico do solicitante quanto ao cumprimento de suas obrigações 
financeiras, contratuais e morais. Os dados históricos de pagamentos e quais-
quer causas judiciais pendentes ou concluídas contra o cliente seriam utilizados 
na avaliação do seu caráter”. 
Pois, para se ter um histórico, temos que inicialmente termos uma Ficha 
Cadastral com os dados completos do tomador.O que não fica muito longe do pensamento de Santos (2000) ressalta 
que 
 “caráter está associado com as probabilidades de que os clientes amor-
tizem seus empréstimos. Para análise desse critério, é indispensável que exis-
tem informações históricas do cliente (interna e externa ao banco) que eviden-
ciem intencionalidade e pontualidade na amortização de empréstimos”. 
 
 
 
22 
Na Ficha Cadastral do cliente, deve estar refletida a performance do 
eventual tomador de crédito ou comprador, destacando os aspectos: 
a. Identificação: refere-se a uma identificação completa da empresa ou 
pessoa física, com base em seu contrato/estatuto social e demais documentos, 
os quais com precisão indica sua localização, participações em outras empresas 
e formação de grupo empresarial, composição de quadro de acionistas/sócios; 
contribui, de forma decisiva, para a concessão do crédito mais segura, evitando, 
inclusive, fraudes (concessão de crédito a empresas inexistentes). 
b. Pontualidade: considerando – se que o caráter refere-se à intenção 
de pagar e que, muitas vezes, a existência de registros de não pagamentos em 
dia das obrigações pode resultar de outros eventos, como por exemplo: dificul-
dades nos negócios que reduzem a capacidade de pagamento: deve-se, por-
tanto, considerar a pontualidade do cliente como um fator de grande relevância 
no risco do crédito. 
c. Existência de Restrições: consideram-se restrições eventos: protes-
tos, concordata, falência, ações judiciais e de penhora, emissão de cheques sem 
fundos, atraso no pagamento de impostos. 
d. Experiência em Negócios: em se tratando de cliente que já vem ope-
rando, é de grande importância o registro de fatos desabonadores que porven-
tura tenham marcado este relacionamento, como por exemplo: a impontualidade 
em negócios, pendências jurídicas discutindo cláusulas contratuais de negócios 
realizados, questionamento sobre taxas de juros ou tarifas de serviços cobrados, 
emissão de títulos ilegítimos. 
 e. Atuação na Praça: a história da empresa e sua tradição, devem ser 
objeto de anotação na ficha cadastral e servir de base para a formação do con-
ceito de cliente e apuração de risco. 
 
 
 
 
 
23 
PONTUALIDADE 
A experiência de crédito anterior seja interna ou externa é de grande 
ajuda para tentar entender o caráter do cliente. Deve-se sempre tentar obter in-
formações sobre o comportamento, como tomador de um cliente. Silva (1997) 
registra que “pontualidade do cliente, no cumprimento de suas obrigações, é 
considerada um fator relevante em seu conceito de crédito”. Procurar obter com 
outras instituições o seu histórico de pagamento, verificar se: 
a. Pagou em dia; 
b. Atrasou e qual foi o prazo médio destes atrasos; 
c. Os valores da operação são compatíveis com os valores da operação 
atual; 
 d. Houve um avalista na operação; 
e. Se os dados residenciais e da(s) fonte(s) de renda são iguais aos atu-
ais; 
f. Pagamentos pontuais passados não são garantia de pagamentos fu-
turos. 
PROTESTOS E OUTRAS RESTRIÇÕES 
Restrições são as informações negativas que as empresas e instituições 
financeiras que já operaram com o cliente e não tiveram os seus créditos pagos, 
divulgam através dos cartórios, empresas de informação, do Banco Central etc. 
Estes atos praticados pelas empresas e instituições financeiras, fazem 
parte de um conjunto de medidas adotadas por estas visando obter o pagamento 
da dívida ou a redução de suas perdas. 
 
 
 
24 
Complementando, Silva (1998) registra que “protesto ocorre por falta de 
pagamento, por falta de aceite, ou para provocar o vencimento antecipado de 
um título nos casos de falência. 
O protesto é, pois, uma espécie de prova da falta do devedor perante o 
credor e passa (ou pode passar) a caracterizar aquele que tem títulos protesta-
dos como inadimplente”. 
Às vezes no momento da concessão do crédito, o proponente já apre-
senta a regularização de algum restritivo. Esta regularização deve verificada com 
atenção sobre os seguintes pontos: Existem muitos tipos de restrições cadastrais 
e serão aqui descritos: 
Pefin: O Pefin é uma solução utilizada para informar ao cliente inadim-
plente a existência de pendências financeiras. As informações obtidas por meio 
do Pefin constituem um banco de dados com anotações de dívidas vencidas e 
não pagas de consumidores e empresas. Os dados armazenados no Pefin ficam 
disponíveis para consulta pelos clientes da Serasa Experian para apoio às suas 
decisões de crédito ou negócios. 
Cheque sem Fundos: O Cadastro de Emitentes de Cheques sem fun-
dos (CCF) abrange todas as praças do país e é operacionalizado pelo Banco do 
Central. Qualquer pessoa pode saber se está incluída no CCF - basta compare-
cer a uma Central de Atendimento do Banco Central portando um documento de 
identidade e informando o número de seu CPF. 
 Com a consulta, o cliente, caso esteja incluído, saberá o número-código 
da instituição e da agência que comandou a inclusão; ano, mês e quinzena da 
última ocorrência e a quantidade de ocorrências, por instituição e agência. 
Exclusão do CCF: A exclusão do CCF deverá ser pedida diretamente à 
agência que efetuou a inclusão. Quando esta agência pertence a um banco em 
regime de liquidação extrajudicial, a exclusão deve ser solicitada à agência do 
 
 
 
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Banco do Brasil mais próxima àquela. No caso de a agência ter sido fechada, 
mas o banco ainda operar em outro local, deve-se procurar a sede deste banco. 
Para que as ocorrências sejam excluídas do CCF, o cliente deverá com-
provar, junto à agência que originou a inclusão, o pagamento do cheque que deu 
origem à ocorrência e, nos casos de prática espúria, regularizar o débito. 
CAPACIDADE 
Entre os profissionais de crédito, ela pode ser definida como a capaci-
dade de pagamento de uma empresa de honrar suas dívidas e obrigações. Pode 
ser definida também como a habilidade e/ou a competência de se administrar à 
empresa. Para analisar a capacidade da empresa, é importante analisar: 
 - Seus administradores: a formação profissional destes, se possível à 
formação acadêmica também, sua exposição ao ramo de atuação na qual a em-
presa que ele dirige está inserida. 
 - A empresa: suas instalações, seus métodos de trabalho. Quanto maior 
o porte da empresa, mais profundamente pode-se "mergulhar" nela, até pelo fato 
que devido ao grande porte da empresa, a possibilidade das quantias envolvidas 
em operações de crédito e risco serem "astronômicas". Silva (1997) comple-
menta que, 
“o conhecimento da estrutura básica da empresa e entrevista com os 
respectivos diretores titulares das áreas de finanças, produção, marketing e ad-
ministração geral consolidará o conceito do analista a respeito da empresa.” 
 
CONDIÇÕES 
Gitman (1978) descreve: “as condições econômicas e empresariais vi-
gentes, bem como as circunstâncias particulares que possam afetar qualquer 
 
 
 
26 
das partes envolvidas na negociação. Por exemplo, caso a empresa tenha esto-
ques excessivos de um item que o solicitante deseje comprar a crédito, a em-
presa poderá propor vendas em condições mais favoráveis ou vender para cli-
entes com menos condições de obter crédito. 
 Enfim, a análise das condições econômicas e empresariais, assim como 
as circunstâncias especiais que possam afetar tanto o cliente como a empresa 
vendedora, fazem parte da avaliação das condições”. A partir desta reflexão 
pode-se dizer que se levam em consideração todos os fatores internos das em-
presas e suas particularidades, pois para cada ramo de atividade existem Políti-
cas de crédito diferentes. 
Silva (1998) ressalva que: 
 “as condições na análise de crédito são os fatores externos e macroe-
conômicos. Estes fatores externos, muitas vezes imprevisíveis, não são contro-
láveis pela empresa. Mudanças na política econômica do governo podem afetar 
positivamente ou negativamente uma empresa. 
Todaempresa está envolvida em um sistema onde diversas forças e 
fatores exercem influência sobre ela. Exemplos disto são, as conjunturas nacio-
nais e internacionais, o governo, o meio ambiente, a concorrência etc. 
O ramo de atividade também é um fator que influi na existência da em-
presa. Alguns ramos de atividade funcionam em uma cadeia e só atendem a um 
outro ramo, se este ramo entra em crise, com certeza a crise irá lhe afetar”. 
A sazonalidade é outro elemento de estudo, existem empresas que pro-
duzem para comercializar somente durante determinada época do ano, Exemplo 
são as fábricas de ovos de Páscoa. Existem também os produtores agrícolas 
que cultivam culturas que não se desenvolvem durante o ano todo. 
Como pôde observar condições refere-se a uma grande gama de levan-
tamentos sobre a empresa para poder ter realmente parâmetros para concessão 
de crédito, ou seja, precisa-se conhecer a empresa, seguindo este pensamento 
 
 
 
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Schrickel (1997) exemplifica que, “as condições do empréstimo em si devem ser 
bem entabuladas. Se o ciclo operacional de uma empresa é de 180 dias, pouco 
provavelmente ele terá condições de saldar compromissos em 45 dias”. 
 
CAPITAL 
Capital em uma análise de crédito de uma empresa não é entendido 
simplesmente como a conta de capital que usamos na contabilidade. 
 Para Silva (1997) “em resumo, o C de Capital compreende a situação 
econômica financeira e patrimonial”. 
Gitman (1978) reforça capital como: 
“A solidez financeira do solicitante, conforme indicada pelo patrimônio 
líquido da empresa. O total de exigíveis (a curto e longo prazos) em relação ao 
patrimônio líquido, bem como os índices de lucratividade são frequentemente 
usados para avaliar o capital do demandante de crédito”. 
Schrickel (1997) destaca que: 
 “no caso das empresas, o conceito de Capital é mais perceptível, eis 
que até intuitivamente nos vem à mente a figura do Capital Social constante em 
seu balanço patrimonial. Contudo, a ideia de Capital não deve restringir-se à 
mera rubrica Patrimonial Líquido do balanço, mas transcendê-la, alcançando 
toda estrutura econômico-financeira da empresa. 
O que é importante ter em mente é que o aspecto Capital nas empresas 
tomadoras de empréstimos implica uma análise global, as chamadas Análises 
de Balanço a Análise Econômico-financeira.” 
 
 
 
 
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COLATERAL 
Colateral refere-se às Garantias colocadas para dar mais credibilidade 
no cliente (empresa), ou seja, para tentar assegurar que ele honre com seus 
compromissos, Gitman (1978) contribui afirmando que colateral se refere 
 “ao montante de ativos colocados à disposição pelo solicitante para ga-
rantir o crédito. Naturalmente, quanto maior esse montante, maior será a proba-
bilidade de se recuperar o valor creditado, no caso de inadimplência. O exame 
do balanço patrimonial e avaliação de ativos em conjunto com o levantamento 
de pendências judiciais podem ser usados para estimar os colaterais”. 
Silva (1998) complementa conceituando que “colateral refere-se à capa-
cidade do cliente em oferecer garantias complementares.” 
A garantia é uma espécie de segurança adicional, e em alguns casos a 
concessão de crédito poderá dela depender. 
 
 
 
 
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Políticas, em administração de empresas, são instrumentos que deter-
minam padrões de decisão para resolução de situações de problemas seme-
lhantes. Determinado problema que surgir ocasionalmente pode exigir uma to-
mada de decisão singular, segundo suas peculiaridades, não sendo possível se 
estabelecer políticas. Quando, entretanto, tratar-se de fatos repetitivos, reco-
menda-se a adoção de uma política de resolução. (SOUZA, 1988). 
Segundo Jucius e Schlender (1979), “... as políticas proporcionam orien-
tação uniforme e consistente nos casos de problemas, questões ou situações 
que se repetem frequentemente”. 
 A política de crédito é também chamada por alguns autores de “padrão 
de crédito”, sendo seu objetivo básico a orientação das decisões de crédito, em 
face dos objetivos desejados e estabelecidos. 
 
 
 
30 
Podemos dizer que a política de crédito é: 
a. Um guia para a decisão de crédito, porém não é a decisão; 
b. Rege a concessão de crédito, porém não concede o crédito; 
c. Orienta a concessão de crédito para o objetivo desejado, mas não é o 
objetivo em si. 
O estabelecimento de qualquer política de crédito passa, necessaria-
mente, pelo estudo dos quatro elementos mais importantes que a integram, a 
saber: 
a. A análise dos padrões de crédito: Compreende os requisitos de segu-
rança mínimos que devem ser atendidos pelos clientes para que se conceda o 
crédito, além de determinar qual o montante a ser concedido. 
 b. Definição de prazos e condições de pagamento: O prazo de conces-
são de crédito refere-se ao tempo que os clientes da empresa terão para reem-
bolsá-la pelo fornecimento de bens e serviços. 
c. Descontos financeiros por pagamentos antecipados: O desconto fi-
nanceiro também se constitui num dos elementos da política de crédito de uma 
empresa podendo afetar todas as variáveis nela envolvidas (vendas, investi-
mento médio de duplicatas a receber, devedores duvidosos, período médio de 
recebimento e margens de lucro). 
As instituições que operam com crédito têm que definir claramente, atra-
vés da política geral de crédito, o nível de risco que está disposta a assumir e 
traduzir esta orientação em normativos internos, os quais deverão ser rigorosa-
mente seguidos pelos detentores de alçada para concessão de crédito. Desta 
forma, fica claro que quem assume riscos é a instituição e não os funcionários 
que tomam as decisões. 
A responsabilidade, nesse caso, deverá ser atribuída àqueles funcioná-
rios que não seguirem os normativos da empresa. 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
IUDÍCIBUS, Sérgio de e outros. Manual de contabilidade das sociedades 
por ações. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 
SCHRICKEL, Wolfgang Kurt. Análise de Crédito. 3. ed. São Paulo: Atlas, 
1997. 
SILVA, José Pereira. Análise e decisão de crédito. São Paulo: Atlas, 
1998. 
SILVA, José Pereira., Gestão e Análise de Risco de Crédito. São Paulo: 
Atlas, 1997. 
BECKMAN, T. D., OTTESON, S. F. Cases in credits and collections. New 
York: McGraw-Hill, 1949. SANTOS, José Odálio., Análise de Crédito: Empresas 
e Pessoas Físicas. São Paulo: Atlas, 2000. 
PEREIRA, Airton Gil Paz., Tudo sobre cadastro, crédito e cobrança. São 
Paulo: Nobel, 1991. 
BLATT, Adriano., Créditos problemáticos & inadimplência: um enfoque 
que estratégico da cobrança, negociações e recuperação de créditos. São Paulo: 
Editora STS, 1998. 
VENDRAMINI, Bráz Ismael., Análise de Crédito. Apostila: ACIM (Centro 
de Capacitação). Maringá, 2004. 
JUCIUS, Michel J. & SCHLENDER, William E. Introdução à administra-
ção. São Paulo: Atlas, 1979. Marcus Vinícius Moura de Oliveira, Texto inserido 
no Jus Navigandi nº 533 (22.12.2004). Elaborado em 08.2004. Navigandi, Tere-
sina, ano 9, n. 533, 22 dez. 2004. Disponível em: . Acesso em: 24 jul. 2006, 
24/07/2006 AS 21:36) 
 
 
 
 
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