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Acesso em Banco de Dados Abertos 
Carlos Paiva1 
1Instituto multidisciplinar– Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) 
R. Savério José Bruno, s/n - Moquetá, Nova Iguaçu - RJ, 22356-000 
carlospaiva.contato@gmail.com 
Abstract. The present work has as its theme information technology and open 
database access. The methodology that was adopted in the formulation of the work 
was based on bibliographical research, through consultations in books, magazines, 
search of manuals, treatises, articles published on the internet. Thus, the general 
objective of this research seeks to point out the importance of information 
technology for access to open databases. The specific objectives seek to present and 
conceptualize what information technology is, highlight and conceptualize what a 
database is, and finally, present what open data is, its importance and advantages. 
Finally, the present research keeps the theme open, and it is proposed that, in the 
future, a new research will be carried out in order to update or contextualize the 
points discussed here. It is also proposed to carry out a case study, in order to 
contextualize what was studied here in practice. 
Resumo. O presente trabalho tem como tema a tecnologia da informação e o acesso 
em banco de dados abertos. A metodologia que foi adotada na formulação do 
trabalho foi baseada em pesquisas bibliográficas, através de consultas a livros, 
revistas, pesquisa de manuais, tratados, artigos publicados na internet. Assim, o 
objetivo geral desta pesquisa busca apontar a importância da tecnologia da 
informação para o acesso em banco de dados abertos. Os objetivos específicos 
buscam apresentar e conceituar o que é a tecnologia da informação, destacar e 
conceituar o que é um banco de dados e por fim, apresentar o que são dados 
abertos, sua importância e vantagens. Por fim, a presente pesquisa mantém o tema 
em aberto, ficando proposto que, em um futuro, seja feita uma nova pesquisa com a 
finalidade de atualizar ou contextualizar os pontos que aqui foram abordados. 
Também se propõe a realização de um estudo de caso, a fim de contextualizar o que 
aqui foi estudado na prática.1. General Information 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
Tendo em vista os grandes avanços tecnológicos impulsionados pelos fenômenos 
econômicos-sociais mais especificamente a globalização, a evolução tecnológica nas últimas 
décadas cresce há uma proporção inimaginável, e a cada ano que passa o mundo inteiro sente 
os efeitos desta transformação. 
Pode-se destacar algumas dessas tecnologias que ao passar dos anos sofreram grandes 
transformações, telefones que transformaram em smartsphones, computadores em poderosos 
 
notebooks, impressoras 3D, redes sociais e tantas outras que fazem parte do cotidiano da 
humanidade, com o crescente avanços na tecnologia, hoje a coleta dos dados sua manipulação 
e geração de informações ocorre em todos os lugares, trânsito, redes sociais, e-commerce, 
pesquisas industriais e tantos outros, a informação hoje está 24 horas coletando e 
manipulando grandes quantidades de dados para geração de conhecimento de forma interrupta 
(ELMASRI, 2011). 
O aumento de se investir em uma estrutura que consiga suportar e gerenciar essa 
enorme quantidade de dados faz com que as empresas cada vez mais invistam em hardwares e 
equipamento de alto custo para poder atender a esse crescimento e manter competitiva no 
mercado. 
Uma tendência sem precedentes que se destaca no mercado tecnológico é a aquisição 
de bancos de dados capazes de suportar a demanda de informações desenvolvidas no dia a dia 
de uma empresa de grande, médio e até pequeno porte. Muitas dessas empresas, investem até 
em Cloud Computing, computação em nuvem uma tecnologia em constante evolução, que 
vem crescendo e integrando com outras tecnologias como inteligência artificial e machine 
learning que juntas desenvolvem soluções cognitivas capazes de lidar com várias tarefas 
exclusivas humana (RAMAKRISHNAN, 2012). 
De forma simples, um banco de dados pode ser definido como uma coleção 
organizada de dados, geralmente armazenados e acessados eletronicamente de um sistema de 
computador. Onde os bancos de dados são mais complexos, eles geralmente são 
desenvolvidos usando técnicas de design e modelagem formais. O sistema de gerenciamento 
de banco de dados (DBMS) é o software que interage com usuários finais, aplicativos e o 
próprio banco de dados para capturar e analisar os dados (ALVES, 2009). 
O software DBMS abrange adicionalmente as principais instalações fornecidas para 
administrar o banco de dados. A soma total do banco de dados, o DBMS e os aplicativos 
associados podem ser chamados de "sistema de banco de dados". Muitas vezes, o termo 
"banco de dados" também é usado para se referir livremente a qualquer um dos DBMS, o 
sistema de banco de dados ou um aplicativo associado ao banco de dados (ELMASRI, 2011). 
Os cientistas da computação podem classificar os sistemas de gerenciamento de banco 
de dados de acordo com os modelos de banco de dados que eles suportam. Os bancos de 
dados relacionais se tornaram dominantes na década de 1980. Eles modelam dados como 
linhas e colunas em uma série de tabelas, e a grande maioria usa SQL para escrever e 
consultar dados. Nos anos 2000, os bancos de dados não relacionais tornaram-se populares, 
 
chamados de NoSQL, porque usam linguagens de consulta diferentes (RAMAKRISHNAN, 
2012). 
Dentro deste contexto o presente trabalho buscará responder qual a importância da 
tecnologia da informação para o acesso em banco de dados abertos? 
Assim, o objetivo geral desta pesquisa buscará apontar a importância da tecnologia da 
informação para o acesso em banco de dados abertos. Os objetivos específicos buscarão 
apresentar e conceituar o que é a tecnologia da informação, destacar e conceituar o que é um 
banco de dados e por fim, apresentar o que são dados abertos, sua importância e vantagens. 
Vislumbrando contribuir pra o meio acadêmico, esta pesquisa é justificada mediante 
sua rica contextualização quanto a temática, acrescentando ou reforçando o conhecimento 
existente na literatura sobre o assunto aqui abordado 
Além disso, a pesquisa também se justifica mediante sua apresentação contextual que 
simplifica a temática, agregando ao seu meio social, onde pessoas mesmo sem conhecimento 
técnico sobre o assunto poderão compreender e conhecer o cenário apresentando, dessa 
forma, a população pode ser informada quanto ao que se aborda na presente pesquisa. 
A metodologia que foi adotada na formulação do trabalho foi baseada em pesquisas 
bibliográficas, através de consultas a livros, revistas, pesquisa de manuais, tratados, artigos 
publicados na internet. A pesquisa bibliográfica procura explicar e discutir um tema com base 
em referências teóricas publicadas em livros, revistas, periódicos e outros. Busca também, 
conhecer e analisar conteúdos científicos sobre determinado tema. 
Para o estudo, foram aplicados os critérios de citações, pesquisas relacionadas ao 
tema, artigos que apresentam o tema em questão, artigos que não apresentam o tema, teses, 
dissertações além de textos, artigos e citações traduzidas. 
A coleta de dados foi desenvolvida seguindo as seguintes premissas: Leitura 
exploratória de todo o material selecionado, seja leitura objetiva ou uma leitura rápida, a fim 
de se verificar se a obra, documento e material complementar é de interesse para a presente 
pesquisa. 
Além deste modelo de leitura, foi adotado o modelo de leitura seletiva, o qual consiste 
em uma leitura com uma maior profundidade, buscando o material consistente para o 
trabalho. Por fim, foi realizado o registro das informações extraídas das fontes, sendo 
especificadas no trabalho, com nome e ano de publicação. 
Em uma última etapa, foi realizada uma leitura analítica de todo o material, tendo por 
finalidade a ciência de ordená-lo e sumariar as informaçõespesquisadas e elaboradas. Neste 
 
processo, foram consideradas as informações que possibilitassem obter a resposta do 
problema de pesquisa, por meio dos objetivos gerais e específicos. 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
2.1 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 
 
Dispositivos têm sido usados para auxiliar a computação por milhares de anos, 
provavelmente inicialmente na forma de um registro. O mecanismo Antikythera, que data de 
aproximadamente o começo do primeiro século aC, é geralmente considerado o mais antigo 
computador mecânico analógico conhecido, e o mais antigo mecanismo de engrenagem 
conhecido (GONÇALVES, 2011). 
Dispositivos de engrenagens comparáveis não surgiram na Europa até o século 16, e 
não foi até 1645 que a primeira calculadora mecânica capaz de executar as quatro operações 
aritméticas básicas foi desenvolvida (BEAL, 2012). 
Computadores eletrônicos, usando relés ou válvulas, começaram a aparecer no início 
dos anos 1940. O eletromecânico Zuse Z3, concluído em 1941, foi o primeiro computador 
programável do mundo e, pelos padrões modernos, uma das primeiras máquinas que poderia 
ser considerada uma máquina de computação completa. Colossus, desenvolvido durante a 
Segunda Guerra Mundial para decifrar mensagens alemãs, foi o primeiro computador digital 
eletrônico (GONÇALVES, 2011). 
Embora fosse programável, não era de propósito geral, sendo projetado para executar 
apenas uma única tarefa. Também faltava a capacidade de armazenar seu programa na 
memória; a programação foi realizada usando plugues e interruptores para alterar a fiação 
interna. O primeiro computador do programa eletrônico digital reconhecidamente moderno foi 
o Manchester Baby, que realizou seu primeiro programa em 21 de junho de 1948 
(FERNANDES, 2007). 
O desenvolvimento de transistores no final dos anos 1940 nos Laboratórios Bell 
permitiu que uma nova geração de computadores fosse projetada com um consumo de energia 
bastante reduzido. O primeiro computador de programa armazenado comercialmente 
disponível, o Ferranti Mark I, continha 4050 válvulas e tinha um consumo de energia de 25 
quilowatts. Em comparação, o primeiro computador transistorizado, desenvolvido na 
Universidade de Manchester e em operação em novembro de 1953, consumia apenas 150 
watts em sua versão final (GONÇALVES, 2011). 
 
 
2.1.1 Armazenamento de dados 
 
Os primeiros computadores eletrônicos, como o Colossus, usavam fitas perfuradas, 
uma longa tira de papel em que os dados eram representados por uma série de buracos, uma 
tecnologia agora obsoleta. armazenamento de dados eletrônico, que é usado em computadores 
modernos, data do II Guerra Mundial, quando uma forma de memória linha de atraso foi 
desenvolvido para remover a desordem de radar sinais, a primeira aplicação prática do que foi 
a linha de atraso de mercúrio (MORAES, TERENCE e ESCRIVÃO FILHO, 2004). 
O primeiro dispositivo de armazenamento digital de acesso aleatório foi o tubo 
Williams, baseado em um tubo de raios catódicos padrão, mas as informações armazenadas 
nele e a memória de linha de atraso eram voláteis, pois precisavam ser continuamente 
atualizadas e, portanto, eram perdidas quando a energia era removida. A primeira forma de 
armazenamento não-volátil de computadores foi o tambor magnético, inventado em 1932 e 
usado no Ferranti Mark 1, o primeiro computador eletrônico de uso geral comercialmente 
disponível no mundo (RODRIGUES FILHO, XAVIER e ADRIANO, 2001). 
A IBM introduziu o primeiro disco rígido em 1956, como um componente do seu 
sistema de computador 305 RAMAC: 6 A maioria dos dados digitais atuais ainda é 
armazenada magneticamente em discos rígidos, ou opticamente em mídia, como em CD-
ROMs: 4–5 Até 2002, a maioria das informações era armazenada em dispositivos analógicos, 
mas naquele ano a capacidade de armazenamento digital excedeu o analógico pela primeira 
vez (ALVES, 2009). 
A partir de 2007, quase 94% dos dados armazenados em todo o mundo foram 
realizados digitalmente: 52% em discos rígidos, 28% em dispositivos ópticos e 11% em fita 
magnética digital. Estima-se que a capacidade mundial de armazenar informações em 
dispositivos eletrônicos cresceu de menos de 3 exabytes em 1986 para 295 exabytes em 2007, 
dobrando aproximadamente a cada 3 anos (ELMASRI, 2011). 
 
2.2 BANCO DE DADOS 
 
Um banco de dados (também conhecido como BDD) é um conjunto de informações 
organizado para ser facilmente pesquisável, gerenciável e atualizado. Em um banco de dados, 
os dados são organizados em linhas, colunas e tabelas. Eles são indexados de forma que as 
informações buscadas possam ser facilmente encontradas por meio de um software de 
 
computador. Sempre que novas informações são adicionadas, os dados são atualizados e, 
possivelmente, excluídos (MACHADO, 2020). 
Eles são responsáveis por criar, atualizar ou excluir os próprios dados. Eles também 
realizam pesquisas entre os dados que contêm mediante solicitação do usuário e iniciam 
aplicativos a partir dos dados (PICHILIANI, 2012). 
Os bancos de dados são usados por muitas empresas em todos os setores. Eles são 
usados principalmente por companhias aéreas para gerenciar reservas. Eles são usados para 
gerenciamento de produção. Para registros médicos em hospitais ou para registros legais em 
companhias de seguros. Bancos de dados maiores são normalmente usados por agências 
governamentais, grandes corporações ou universidades (NIEDERAUER, 2017). 
Os bancos de dados são armazenados como arquivos ou um conjunto de arquivos em 
um disco magnético, fita cassete, disco óptico ou outro tipo de dispositivo de armazenamento. 
Bancos de dados tradicionais (hierárquicos) são organizados por campos, registros e arquivos. 
Um campo é uma única informação. Um registro é uma coleção de campos. Um arquivo é 
uma coleção de registros (PICHILIANI, 2012). 
Por exemplo, uma lista telefônica é o equivalente a um arquivo. Ele contém um 
conjunto de registros e cada registro possui três campos: nome, endereço e número de 
telefone. A título de exemplo, também se pode citar catálogos de produtos ou estoques. 
A capacidade de consultar ou modificar um banco de dados (leitura ou gravação) é 
conferida a vários usuários por um gerenciador de banco de dados. Os bancos de dados são 
encontrados principalmente em sistemas de mainframe maiores, mas também podem ser 
encontrados em estações de trabalho distribuídas menores e outros sistemas de médio porte 
como IBM AS / 400s ou até mesmo computadores pessoais (NIEDERAUER, 2017). 
A história dos bancos de dados remonta à década de 1960, com o advento dos bancos 
de dados em rede e bancos de dados hierárquicos. Na década de 1980, surgiram os bancos de 
dados orientados a objetos. Hoje, os bancos de dados predominantes são SQL, NoSQL e 
bancos de dados em nuvem (ROB e CORONE, 2011). 
Também é possível classificar as bases de dados de acordo com seu conteúdo: 
bibliográfico, textos, números ou imagens. No entanto, na ciência da computação, os bancos 
de dados são geralmente classificados de acordo com sua abordagem organizacional. Existem 
muitos tipos diferentes de bancos de dados: relacionais, distribuídos, em nuvem, NoSQL 
(MACHADO, 2020). 
 
 
2.2.1 Principais tipos de bancos de dados 
 
No caso de um grande banco de dados, vários usuários devem ser capazes de 
manipular as informações nele contidas de forma rápida e a qualquer momento. Além disso, 
as grandes empresas tendem a acumular muitos arquivos independentes que incluem arquivos 
vinculados ou até mesmo dados sobrepostos (NIEDERAUER, 2017). No contexto da análise 
de dados, é necessário que os dados de vários arquivos possam ser vinculados. É por isso que 
diferentes tipos de bancos de dados foram desenvolvidos para atender a esses requisitos: 
orientados a texto, hierárquicos, de rede, relacionais, orientados a objetos, etc (PICHILIANI, 
2012). 
 
•Banco de dados hierárquico - Os bancos de dados hierárquicos estãoentre os bancos de 
dados mais antigos. Dentro desta categoria, os registros são organizados em uma estrutura de 
árvore. Cada nível de registros resulta de um conjunto de categorias menores 
(NIEDERAUER, 2017). 
 
•Banco de dados de rede - Os bancos de dados de rede também estão entre os mais antigos. 
Em vez de fornecer links exclusivos entre conjuntos de dados diferentes em vários níveis, os 
bancos de dados de rede criam links múltiplos entre conjuntos, colocando links, ou ponteiros, 
em um conjunto de registros ou outro. A rapidez e versatilidade das bases de dados em rede 
têm levado a uma adoção massiva deste tipo de base de dados nas empresas ou no domínio do 
e-commerce (ROB e CORONE, 2011). 
 
•Banco de dados orientado a texto - Um banco de dados orientado a texto, ou banco de dados 
de arquivo simples, vem na forma de um arquivo (uma tabela) no formato.txt ou.ini. Um 
arquivo simples é um arquivo de texto ou um arquivo que combina texto com um arquivo 
binário. Normalmente, nesses bancos de dados, cada linha tem apenas um registro. A maioria 
dos bancos de dados de PC são bancos de dados orientados a texto (MACHADO, 2020). 
 
•Banco de dados SQL (relacional) - Os bancos de dados relacionais foram inventados em 
1970 por EF Codd da IBM. São documentos tabulares nos quais os dados são definidos de 
forma a serem acessíveis e poderem ser reorganizados de diferentes formas. Os bancos de 
dados relacionais são compostos por um conjunto de tabelas. Nessas tabelas, os dados são 
 
classificados por categoria. Cada tabela possui pelo menos uma coluna correspondente a uma 
categoria. Cada coluna contém uma certa quantidade de dados correspondentes a esta 
categoria. A API padrão para bancos de dados relacionais é Structured Query Language 
(SQL). Os bancos de dados relacionais são facilmente expansíveis e novas categorias de 
dados podem ser adicionadas após a criação do banco de dados original, sem a necessidade de 
modificar os aplicativos existentes (PICHILIANI, 2012). 
 
•Banco de dados distribuído - Um banco de dados distribuído é um banco de dados do qual 
certas partes são armazenadas em vários locais físicos. O processamento é distribuído ou 
replicado entre diferentes pontos de uma rede. Os bancos de dados distribuídos podem ser 
homogêneos ou heterogêneos. No caso de um sistema de banco de dados distribuído 
homogêneo, todos os locais físicos funcionam com o mesmo hardware e sob o mesmo sistema 
operacional e os mesmos aplicativos de banco de dados (ROB e CORONE, 2011). 
 
•Banco de dados em nuvem - Nesse contexto, ele é otimizado ou criado diretamente para 
ambientes virtualizados. Pode ser uma nuvem privada, uma nuvem pública ou uma nuvem 
híbrida. Os bancos de dados em nuvem oferecem várias vantagens, como a capacidade de 
pagar pelo armazenamento e largura de banda de acordo com o uso. Além disso, é possível 
alterar a escala a pedido. Esses bancos de dados também oferecem maior disponibilidade 
(MACHADO, 2020). 
 
•Banco de dados NoSQL - Os bancos de dados NoSQL são úteis para grandes conjuntos de 
dados distribuídos. Isso ocorre porque os bancos de dados relacionais não são projetados para 
big data e os conjuntos de dados muito grandes podem causar problemas de desempenho. Se 
uma empresa precisa analisar grandes quantidades de dados não estruturados ou dados 
armazenados em vários servidores de nuvem virtual, o banco de dados NoSQL é ideal. Com o 
surgimento do Big Data, os bancos de dados NoSQL são usados cada vez mais 
(NIEDERAUER, 2017). 
 
2.3 DADOS ABERTOS 
 
Os dados abertos são dados digitais, incluindo acesso e uso são deixados livres para os 
usuários, que podem ser de fontes privadas, mas principalmente públicas, em particular 
 
produzidos por uma comunidade ou assentamento público. São distribuídos de forma 
estruturada segundo um método e uma licença aberta que garante o seu livre acesso e 
reutilização por todos, sem restrições técnicas, legais ou financeiras (ISOTANI e 
BITTENCOURT, 2015). 
O acesso aos dados visa, por um lado, permitir aos cidadãos controlar melhor a 
administração, por outro lado, utilizar esses dados, o que implica que este direito de acesso 
seja acompanhado de um direito de reutilização dos dados Esses direitos de acesso e 
reutilização fazem parte do pensamento que considera a informação pública como um bem 
comum (conforme definido por Elinor Ostrom) cuja divulgação é de interesse público e geral 
(DE ABREU et al., 2020). 
A abertura dos dados é, portanto, ao mesmo tempo uma filosofia de acesso à 
informação, um movimento de defesa das liberdades e uma política pública. Alguns países 
foram pioneiros, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá e depois França. 
O movimento se espalhou notavelmente sob o impulso de ONGs como a Open Knowledge 
Foundation (OKFN) e a Open Government Partnership (PGO) (MARCONDES, 2016). 
 
2.3.1 Abrindo dados de pesquisa 
 
Ciência aberta e acesso aberto são dois tópicos relacionados, mas distintos. O acesso 
aberto diz respeito a publicações científicas, muitas vezes revisadas por pares. A abertura de 
dados científicos pode dizer respeito aos dados em que se baseiam estes artigos, ou a qualquer 
base de dados de natureza científica (por exemplo, registos meteorológicos ou outros), de 
forma a permitir a reprodução dos experimentos realizados, de forma a confirmar ou 
confirmá-los. invalidá-los (ALCANTARA et al., 2015). 
Também podem ser dados de institutos de pesquisa científica públicos (ou privados 
que se beneficiam de financiamento público, ou que desejam voluntariamente abrir e 
compartilhar seus dados), muitas vezes em paralelo com a divulgação gratuita dos resultados 
da pesquisa; neste contexto, falamos de “livre acesso” ou “livre disseminação”, cuja primeira 
definição foi dada pela Declaração Internacional de Acesso Aberto de Budapeste, realizada 
em14 de fevereiro de 2002, conhecido pela sigla BOAI (da English Budapest Open Access 
Initiative) (ISOTANI e BITTENCOURT, 2015). 
A partir daí, muitas outras iniciativas surgiram em outras partes do mundo, como, por 
exemplo, a Declaração de Berlim de 2003 sobre o acesso gratuito ao conhecimento em 
ciências e humanidades; seguida em março de 2005, a partir de Southampton, uma nova 
 
Declaração chamado Berlin III de reforçar as medidas adotadas como parte de Berlim I 
(MARCONDES, 2016). 
O projeto de sequenciamento do genoma humano foi viabilizado por um Open data 
Consortium criado por proposta de Jim Kent em 2003, cujos beneficiários serão, entre outros, 
países em desenvolvimento onde universidades e centros de pesquisa nem sempre possuem 
acesso a revistas científicas (DE ABREU et al., 2020). 
 
2.3.2 Impactos e benefícios 
 
2.3.2.1 Para pesquisa 
 
Em vários campos de pesquisa, apesar dos apelos por boas práticas de transparência e 
compartilhamento de dados, os dados brutos não são mencionados pelos autores, nem mesmo 
pelos revisores (ALCANTARA et al., 2015). 
Muitas fraudes científicas na pesquisa não puderam ser detectadas precocemente pelos 
comitês de revisão porque os autores se recusaram a compartilhar seus dados (até mesmo com 
seus coautores às vezes), especialmente no campo da psicologia, onde 50% dos experimentos 
mostram resultados não reproduzíveis, o que coloca sérios problemas de confiança nos 
resultados e deu origem a uma iniciativa chamada Iniciativa de Abertura dos Revisores por 
Pares, segundo a qual, quando não existem razões éticas para não o fazer, a transparência e a 
abertura dos dados devem ser valores fundamentais da ciência, nomeadamente para viabilizar 
o trabalho dos revisores (ISOTANI e BITTENCOURT, 2015). 
Existem vários meios modernos de compartilhamento de dados científicos, incluindo 
pré-publicação e pós-publicação. Além disso, autores que compartilham seus dados veem suas 
chances de serem citados aumentar (MARCONDES, 2016). 
 
2.3.2.2 Econômico 
 
Os dados abertospermitem, de maneira ideal, uma concorrência justa entre todas as 
empresas. No entanto, estudos sociológicos na Índia e no Canadá mostraram que o acesso e o 
uso de dados abertos são condicionados por critérios materiais (eletricidade, posse de 
equipamentos de informática) e sociais (educação) (ISOTANI e BITTENCOURT, 2015). 
Além disso, de acordo com alguns estudos, a divulgação desses dados públicos 
dividiria por cinco o capital necessário para o exercício de uma atividade profissional no setor 
 
de telefonia móvel. Em 2006 financiado pela Comissão Europeia, estima que o mercado 
europeu ligado à reutilização da informação pública representa 27 mil milhões de euros (DE 
ABREU et al., 2020). 
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Por meio desta pesquisa pode-se concluir que a relação entre a tecnologia da 
informação com o acesso em dados de bancos abertos está totalmente relacionada a questão 
do "conhecimento aberto", onde qualquer conteúdo, dado ou informação são livres e 
disponíveis para uso, sem qualquer restrição legal. 
Concluiu-se também que os dados devem estar disponíveis na íntegra e a um custo de 
reprodução não superior ao razoável, preferencialmente por download na Internet. As 
iniciativas de dados abertos podem ser organizadas em diferentes níveis e muitas vezes se 
sobrepõem às jurisdições. As iniciativas em nível de país apresentam dados em nível nacional 
e inferior, e geralmente são federadas, o que significa que agregam várias fontes de dados em 
um único local. 
As iniciativas municipais e subnacionais são semelhantes em design, mas com um 
escopo menor. Agências ou setores individuais podem ter seus próprios dados com um foco 
temático específico. Outras fontes podem conter tipos específicos de dados, como indicadores 
estatísticos, dados geoespaciais ou microdados, como pesquisas empresariais e domiciliares. 
 
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