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CENTRO UNIVERSITÁRIO ESTÁCIO DE SÃO LUIS CURSO DE SERVIÇO SOCIAL PROCESSO DE TRABALHO EM SERVIÇO SOCIAL II Profª. ELIANE SÁ DANIELLE SAMPAIO-201902680189 IOJANEGLACE C V MARTINS- 201902444851 JOSE MARY N DOS SANTOS-201901444868 LEYDIARA COSTA LUZ- 201802247335 MARIA DA CONCEIÇÃO P MACAU – 201902444981 MARINEZ B DINIZ-201902444914 SILMA SOLANGE O FERNANDES- 201902686951 POLIANA COSTA ESTRELA -201902444922 SERVIÇO SOCIAL E SAÚDE São Luís -MA 2022 DANIELLE SAMPAIO-201902680189 IOJANEGLACE C V MARTINS- 201902444851 JOSE MARY N DOS SANTOS-201901444868 LEYDIARA COSTA LUZ- 201802247335 MARIA DA CONCEIÇÃO P MACAU – 201902444981 DANIELLE SAMPAIO-201902680189 IOJANEGLACE C V MARTINS- 201902444851 JOSE MARY N DOS SANTOS-201901444868 LEYDIARA COSTA LUZ- 201802247335 MARIA DA CONCEIÇÃO P MACAU – 201902444981 MARINEZ B DINIZ-201902444914 SILMA SOLANGE O FERNANDES- 201902686951 POLIANA COSTA ESTRELA -201902444922 SERVIÇO SOCIAL E SAÚDE Trabalho apresentado ao Curso de Serviço Social do Centro Universitário Estácio de São Luís, para obtenção de nota parcial na disciplina Processo De Trabalho Em Serviço Social II Orientadora: Profª. ELIANE SÁ São Luís -MA 2022 SUMARIO 1. SAUDE, REFORMA SANITARIA, SISTEMA ÚNICO DE SAUDE E DESAFIOS ATUAIS ..................................................................................................03 2. SERVIÇO SOCIAL E SAUDE .................................................................................05 3. ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NA SAUDE ...........................................07 3.1 Atribuições e Competências dos Assistentes Sociais .........................................07 3.2 Parâmetros para a Atuação de Assistentes Sociais na Saúde ..........................07 3.2.1 Atendimento Direto aos Usuários ..............................................................07 3.2.1.1 Ações Socioassistenciais ......................................................................08 3.2.1.2 Ações de Articulação com a Equipe de Saude .....................................10 3.2.1.3 Ações Socioeducativas .........................................................................12 3.2.2 Mobilização, Participação e Controle Social .............................................14 3.2.3 Investigação, Planejamento e Gestão .........................................................16 3.2.4 Assessoria, Qualificação e Formação Profissional ....................................18 REFERENCIAS 3 SERVIÇO SOCIAL NA SAÚDE 1. SAUDE, REFORMA SANITARIA, SISTEMA ÚNICO DE SAUDE E DESAFIOS SOCIAIS A concepção de Seguridade Social representa um dos maiores avanços da Constituição Federal de 1988, no que se refere Proteção Social e no atendimento as históricas reivindicações da classe trabalhadora. Está inserida no capítulo da ‘Ordem Social” e é composta pelo tripé Saúde, Assistência Social e Previdência Social. Representa a promessa de afirmação e extensão de direitos sociais em nosso país, em consonância com transformações sociopolíticas que se processaram. Nessa direção, destaca-se como significativo na concepção de direito social e dever do Estado; o Estatuto de política pública á assistência social. A saúde foi uma das áreas em que os avanços constitucionais foram mais significativos. O Sistema Único de Saúde (SUS), integrante da Seguridade Social e uma das proposições do Projeto de Reforma Sanitária, foram regulamentados, em 1990, pela Lei Orgânica da Saúde (LOS).Ao compreender o SUS como uma estratégia, o Projeto de Reforma Sanitária tem como base o Estado democrático de direito, responsável pelas políticas sociais, e consequentemente, pela saúde. Destacam-se como fundamentos dessa proposta a democratização do acesso, a universalização das políticas sociais e a garantia de direitos sociais. Nessa direção, ressalta-se a concepção ampliada de saúde, considerada como melhores condições de vida e trabalho, ou seja, com ênfase nos determinantes sociais; a nova organização do sistema de saúde por meio da construção do SUS, em consonância com os princípios da intersetorialidade, integralidade, descentralização, universalização, participação social e redefinição dos papéis institucionais das unidades políticas (União, Estado,Municípios,Territórios) na prestação dos serviços de Saúde. O Sistema ÚNICO DE Saúde (SUS) completou 20 anos de existência e, não obstante ter conseguido algumas inovações, o SUS real está longe do SUS constitucional. Há uma enorme distância entre a proposta do movimento sanitário e a prática do sistema público de saúde vigente. O SUS foi se consolidando como espaço destinado aos que não tem acesso aos subsistemas privados, como parte de um sistema segmentado. A proposição inscrita na Constituição de 1988 de um sistema público universal não se efetivou, apesar de alguns avanços, como acesso de camadas da população que antes não tinham direitos; o sistema de 4 imunização e de vigilância epidemiológica e sanitária; os progressos na alta complexidade, como os transplantes entre outros. 5 2. SERVIÇO SOCIAL E SAÚDE Na Saúde os avanços conquistados pela profissão são considerados insuficientes, pois o Serviço Social chega a década de 1990 ainda com uma incipiente alteração do trabalho institucional; continua enquanto categoria desarticulada do Movimento de Reforma Sanitária, sem nenhuma explícita e organizada ocupação na máquina do Estado. Pelos setores progressistas da profissão (encaminhamento operacionalizado pela Reforma Sanitária) e insuficiente produção sobre as “demandas postas à prática em saúde”(BRAVO,1996). Entretanto o projeto da reforma sanitária vem apresentando como demandas, a seleção que o assistente social trabalhe as seguintes questões: democratização do acesso as unidades e aos serviços de saúde, estratégias de aproximação das unidades de saúde com a realidade; trabalho interdisciplinar. Ênfase nas abordagens grupais; acesso democrático as informações e estímulo á participação popular. Destaca-se, a partir do exposto, que há uma relação entre o projeto ético-político e o da reforma sanitária, principalmente, nos seus grandes eixos: principais aportes e referencias teóricas formações profissionais e princípios. Os dois projetos são construídos no processo de redemocratização da sociedade brasileira. E se consolidam na década de 1980. As demandas democráticas e populares, a mobilização e organização dos trabalhadores urbanos e rurais colocam na agenda política brasileira a exigência de transformações políticas e sociais e a necessidade de articulação dos projetos profissionais aos projetos societários que são propostos para o conjunto da sociedade. Na Saúde, em que esse embate claramente se expressa, a crítica ao projeto hegemônico da profissão passa pela reatualização do discurso da cisão entre o estudo teórico e a intervenção, pela descrença da possibilidade da existência de políticas públicas e, sobretudo ,na suposta necessidade da construção de um saber específico na área , que caminha tanto para a negação da formação original do em SERVIÇO Social ou deslancha para um trato exclusivo de estudos na perspectiva da divisão clássica da prática médica. Sobre o último eixo assinalado, cabe aqui apresentar três expressões. A primeira é constatação de que ainda existe na categoria segmentos de profissionais que, ao realizarem a formação em saúde pública, passam a não se considerarem como assistentes sociais, recuperando uma auto apresentação de sanitaristas. A segunda tendência, na atualidade com mais vigor, é a de resgatar no exercício profissional um privilegiamento da intervençãono âmbito das tensões produzidas subjetivamente pelos sujeitos e tem sido autodenominada pelos executores como Serviço Social Clínico. 6 E, por fim, percebe-se, gradativamente, o discurso da necessidade da criação de entidades ou da realização de fóruns de capacitação e debates dedicados a importância da produção do conhecimento sobre o Serviço Social nas diferentes áreas de especialização da prática médica, de forma fragmentada. Assim, compreende-se que cabe ao Serviço Social-numa ação necessariamente articulada com outros segmentos que defendem o aprofundamento do Sistema Único de Saúde (SUS) - formular estratégias que busquem reforçar ou criar experiências nos serviços de saúde que efetivem o direito social à saúde, atentando que o trabalho do assistente social que queira ter como norte o projeto ético-político profissional tem de, necessariamente, estar articulado ao projeto da reforma sanitária. 7 3. ATUAÇÕES DO ASSISTENTE SOCIAL NA SAÚDE O Serviço Social na Saúde atua nas demandas sociais da saúde, visto que essa é compreendida como um aspecto biopsicossocial. No âmbito da saúde, o Assistente Social atua nas mais variadas expressões da questão social levando em consideração a compreensão e identificação do contexto e das condições sociais que interferem no processo de saúde-doença. Segundo Vasconcelos, a atenção prestada pelos assistentes sociais, em grande parte, permite aos usuários, sentirem-se respeitados, apoiados, contando no interior das instituições com um lugar para aliviar suas tensões, em longo prazo esta ação, como um fim em si mesmo, acaba por contribuir para que os mesmos sejam impedidos de utilizar esses espaços para PRESERVAR, AMPLIAR E REALIZAR SEUS DIREITOS. Alguns aspectos perpassam o fazer profissional e dimensionam em uma atuação: Integral, Interdisciplinar, Intersetorial. 3.1 Atribuições e Competências dos Assistentes Sociais As assistentes Sócias na Saúde atuam em quatro grandes eixos: atendimento direto aos usuários; mobilização, participação, e controle social; investigação, planejamento e gestão; assessoria, qualificação e formação profissional. A partir do exposto, se explicitara as principais ações desenvolvidas pelo assistente social nesses quatros eixos. Importante destacar que esses eixos não devem ser compreendidos de forma segmentada, mas articulados dentro de uma concepção de totalidade. 3.2 Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Saúde. 3.2.1-Atendimento Direto aos usuários Entende-se que o atendimento direto aos usuários se nos dá diversos espaços de atuação profissional na saúde, sendo ele cada um daqueles que usam ou desfrutam de alguma coisa coletiva, ligada a um serviço público ou particular. Assim, pode –se compreender o termo usuário como mais amplo, capaz de ultrapassar o ideário passivo ou liberal, que percebe a saúde como um bem de consumo regulado pelas leis de mercado, no sentido de avançar para uma concepção de saúde enquanto direito humano e social, regulado pelas relações de cidadania (SAITO, ET.AL.2013). 8 Dessa forma, segundo o (CFESS,2010) nos traz parâmetros a relação entre o atendimento direto aos usuários se dá nos diversos espaços de atu7ação profissional na saúde, desde atenção básica até os serviços que se organizam a partir de ações de médias e alta complexidade, e ganham materialidade na estrutura da rede de serviços brasileira a partir das unidades da Estratégia de Saúde na Família, dos postos e centros de saúde, policlínicas, institutos ,maternidades, Centros de Apoio Psicossocial(CAPS),hospitais gerais, de emergências, e especializados, incluindo os universitários ,independente da instancia a qual vinculada seja federal, estadual ou municipal(CFESS,2010) Consegue se verificar que esse atendimento direto aos usuários na saúde, desde a atenção básica até os serviços de ações médias e alta complexidade envolvendo todos os serviços da própria rede de ações os serviços de saúde, vão ocorrer de forma regionalizada e hierarquizada sobre isso o trabalho dos profissionais na saúde acontece nesta concepção. Ressalta-se que dentro desse eixo que está nos parâmetros se divide em três sub ações. Sendo elas ações sócio assistenciais; ações de articulação interdisciplinar; ações sócios educativas Por isso, compreender a realização explicita é ferramenta fundamental para refletir sobre o cuidado, investigação, planejamento e gestão, mobilização participação e controle social, acessória e qualificação e formação profissional considerando-se transversal ao trabalho profissional, cabe-se ressaltar especialmente se essa reflexão ocorre durante a graduação, uma vez que os estudantes serão os futuros profissionais a utilizarem essas ações. 3.2.1.1- Ações Sociassistenciais Entende-se que o cotidiano profissional do serviço social é um processo para desvelar o que chegam como demanda para o serviço social, tais ações profissionais do serviço social tem se construindo nós serviço de saúde. Com a implantação SUS deu ênfase ao acolhimento como instrumento essencial para desenvolvimento dos processos humanizados, tal ação profissional constrói conhecimentos para o desvelamento da realidade social. Segundo Costa (2000) a inserção dos assistentes sociais nos serviços de saúde é mediada pelo conhecimento social da profissão e por um conjunto de necessidades que se definem e redefinem a partir das condições históricas sobre qual a saúde pública se desenvolveu no Brasil. Entretanto com os avanços novos contradições operacionais expõem problemas viabilizados pelo SUS, sendo algum deles: longas filas, burocratização, falha na gestão, falta de insumos, dificuldade para marcar consulta, falta de médicos, falta de qualidade no atendimento com os usuários. Essas questões vão aparecer no cotidiano dos serviços por meios das seguintes demandas explícitas: 9 • solução quanto ao atendimento (facilitar marcação de consultas e exames, solicitação de internação, alta e transferência); • reclamação com relação a qualidade do atendimento e/ou ao não atendimento (relações com a equipe, falta de medicamentos e exames diagnósticos, ausência de referência e contra-referências institucional, baixa cobertura das ações preventivas, entre outros); • não entendimento do tratamento indicado e falta de condições para realizar o tratamento, devido ao preço do medicamento prescrito, do transporte urbano necessário para o acesso à unidade de saúde, ou horário de tratamento incompatível com o horário de trabalho dos usuários; • desigualdade na distribuição e cobertura dos serviços de saúde, nos municípios e entre os municípios, obrigando a população a ter de fazer grandes deslocamentos para tentar acesso aos serviços; • agravamento das situações de morbidade e mortalidade por doenças passíveis de prevenção. As ações da socioeducativa vêm na perspectiva sócia educação em saúde para problematizar ações justamente com o usuário. Entretanto as ações socioassistenciais estão relacionadas com a materialidade do direito que não está sendo operacionalizado, que são as dificuldades dos usuários ao transitar pela rede, serviço que quando essas demandas chegam para o profissional de serviço social relativamente recusa-se, porque não se atribui ao profissional. Entende-se que quando se depara com essas demandas precisa se localizar dentro de uma totalidade e particularidade no sistema único de saúde SUS, em uma reflexão e debate objetivando o desvelamento da falta de acesso dos usuários aos diversos serviços do sistema único de saúde. Ressalta-se que essas ações fogem ao âmbito da competência do assistente social, pois não estão previstas na legislação profissional, seja referente ao ensino da graduação, expressa nas diretrizes curriculares aprovadas pelo MEC, seja nalei de regulamentação da profissão (IAMAMOTO, 2002)31. As principais ações a serem desenvolvidas pelo assistente social são: • democratizar as informações por meio de orientações (individuais e coletivas) e /ou encaminhamentos quanto aos direitos sociais da população usuária; • construir o perfil socioeconômico dos usuários, evidenciando as condições determinantes e condicionantes de saúde, com vistas a possibilitar a formulação 10 de estratégias de intervenção por meio da análise da situação socioeconômica (habitacional, trabalhista e previdenciária) e familiar dos usuários, bem como subsidiar a prática dos demais profissionais de saúde; • enfatizar os determinantes sociais da saúde dos usuários, familiares e acompanhantes por meio das abordagens individual e/ou grupal; • facilitar e possibilitar o acesso dos usuários aos serviços, bem como a garantia de direitos na esfera da seguridade social por meio da criação de mecanismos e rotinas de ação; • conhecer a realidade do usuário por meio da realização de visitas domiciliares, quando avaliada a necessidade pelo profissional do Serviço Social, procurando não invadir a privacidade dos mesmos e esclarecendo os seus objetivos profissionais; • conhecer e mobilizar a rede de serviços, tendo por objetivo viabilizar os direitos sociais por meio de visitas institucionais, quando avaliada a necessidade pelo Serviço Social; • fortalecer os vínculos familiares, na perspectiva de incentivar o usuário e sua família a se tornarem sujeitos do processo de promoção, proteção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde; • organizar, normatizar e sistematizar o cotidiano do trabalho profissional por meio da criação e implementação de protocolos e rotinas de ação; • formular estratégias de intervenção profissional e subsidiar a equipe de saúde quanto às informações sociais dos usuários por meio do registro no prontuário único, resguardadas as informações sigilosas que devem ser registradas em material de uso exclusivo do Serviço Social; • elaborar estudos socioeconômicos dos usuários e suas famílias, com vistas a subsidiar na construção de laudos e pareceres sociais a perspectiva de garantia de direitos e de acesso aos serviços sociais e de saúde; • buscar garantir o direito do usuário ao acesso aos serviços; • emitir manifestação técnica em matéria de serviço social, em pareceres individuais ou conjuntos, observando o disposto na Resolução CFESS nº 557/2009. 3.2.1.2-Ações de Articulação com a equipe de Saúde A articulação do profissional de Serviço Social e o trabalho em equipe precisam ser esclarecidos e expostos aos demais profissionais, para assim facilitar no protocolo de trabalho 11 que cada um irá exercer por parte das atribuições da saúde. O assistente social possui especificidades diferentes dos demais cargos da área da saúde, pois o mesmo ao participar do trabalho em equipe estabelece ações que precisam ser direcionadas de acordo com as condições de saúde do paciente, além de acompanhar o desenvolvimento da equipe médica nas ações realizadas. Cada profissional sabe a sua competência e suas particularidades, portanto para se trabalhar em conjunto não basta apenas dividir tarefas, e sim buscar saber o que cada um tem que fazer de acordo com as exigências de sua profissão. A partir do exposto, o assistente social terá que recorrer aos seus princípios éticos-políticos de acordo com o Código de Ética Profissional e Lei de Regulamentação da Profissão, ambos datados de 1993, e Diretrizes Curriculares da ABEPSS, datada de 1996, para não desempenhar ações que não convém por falta de conhecimento, frente às condições de trabalho. A citar algumas das funções que lhe são concedidas, porém não fazem parte do cargo do assistente social: • Marcação de consultas e exames, bem como solicitação de autorização para tais procedimentos aos setores competentes; • Solicitação e regulação de ambulância para remoção e alta; • Identificação de vagas em outras unidades nas situações de necessidade de transferência hospitalar; • Pesagem e medição de crianças e gestantes; • Convocação do responsável para informar sobre alta e óbito; • Comunicação de óbitos; • Emissão de declaração de comparecimento na unidade quando o atendimento for realizado por quaisquer outros profissionais que não o Assistente Social; • Montagem de processo e preenchimento de formulários para viabilização de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), medicação de alto custo e fornecimento de equipamentos (órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção), bem como a dispensação destes. Aqui descritas anteriormente são ações eminentes ao setor administrativo ou daqueles que possuem uma formação específica para realizar tal função, o que não vem ao caso do assistente social, que pela falta de informação dos critérios de atuação são expostos a desempenhar um papel que não é seu. Com a demanda de atribuições nas unidades de saúde surgem diversas dificuldades por parte do assistente social, no que implica no trabalho fragmentado de muitos profissionais. Entretanto, para impulsionar o assistente a desempenhar um papel importante na sociedade e exercer sua profissão sem percalços, poderiam antes de tudo, juntamente com o corpo da equipe de saúde realizar reuniões e debates, esclarecendo suas determinadas ações, rotinas e planos de trabalho. 12 Conselho diretor da unidade e/ou direção da unidade, bem como estabelecer articulação com os conselhos de saúde (da unidade e local) para que as demandas sejam analisadas coletivamente e as respostas tenham impacto no funcionamento da unidade e na política de saúde, por meio das mudanças necessárias. Se o profissional não tiver essa perspectiva de ação pode ser Responsabilizado pela execução e solução dos problemas apontados, Atuando na redução de tensões e não na mobilização e organização Popular. Cabe destacar, entretanto, que a ouvidoria não é uma Atribuição privativa dos assistentes sociais, podendo ser realizada por Outros profissionais e também está relacionada à gestão. 3.2.1.3- Ações Socieducativas O Assistente Social, na Saúde é inserido através de ações socioeducativas que construam e efetivem junto aos trabalhadores da saúde, espaços que garantam a participação popular diante das informações não apenas em forma de um atendimento, mas que possam adotar ciência a respeito dos demais subsídios. Em São Luís, temos uma experiência exitosa com início em 11 de junho de 2017, na Praça Benedito Leite, todos os domingos. Realizado pela prefeitura de são Luís. Que serve de Campo de Estágio para as Universidades, inclusive para o curso de Assistência social, aprender in loco a atuação do assistente social na saúde. As ações socioeducativas que os Assistentes Sociais realizam no seu trabalho profissional com famílias. Partimos da revisão sobre o Serviço Social, enquanto profissão inscrita na divisão sócia técnica do trabalho, que se desenvolve dirigindo aos usuários uma ação socioeducativa. Considerando que o Serviço Social tem a família como objeto de intervenção ao longo de sua trajetória. Algumas das ações socioeducativas realizadas na “feirinha São Luís” orientações e informações sobre as temáticas desenvolvidas: • Câncer de Mama • Arboviroses • Saúde Mental • Alimentação Saudável • Violência contra a Mulher • Saúde do Trabalhador • Obesidade Infantil 13 •Câncer de Pele • Doação de Órgãos • Cuidados com a Voz • Sistema de Ouvidoria • Hepatites Virais, etc. A SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO E SAÚDE UMA TENDA NA FEIRINHA • Acolhimento • Consulta de enfermagem com encaminhamentos à Rede Municipal de Saúde • Aferição de P.A/ Teste de Glicemia (em jejum) • Orientações sobre alimentação saudável e Nutrição • Informações e Orientações sobre a prática da atividade física/ critérios e procedimentos • AçõesEducativas sobre Covid-19, IST/ AIDS e Hepatites Virais- CTA NA RUA. • Distribuição de Preservativos/ lubrificantes e testes rápidos (MS) com as devidas orientações. • Auriculoterapia e Aromaterapia. • Proposta diferenciada, visando promover Educação em Saúde para a população • Mostrar que a Secretaria Municipal de Saúde de São Luís está presente na PROMOÇÃO DA SAÚDE e não só no tratamento da população enferma. • Cada mês é trabalhado uma Temática relacionada à importância da promoção de saúde e prevenção de doenças • Instituiu-se uma cor para cada mês, relacionada a Temática trabalhada, baseada no Calendário da Saúde, em sua maioria • Orientações e Informações sobre Prevenção das Endemias trabalhadas • Orientações Médicas • Disponibiliza-se folders, panfletos, cartazes, preservativos, gel lubrificante, souvenirs temáticos, etc. • Realiza-se Oficinas, Lançamento de Campanhas, entre outras • Serve de Campo de Estágio para as Universidades • Aplicação de Questionários na divulgação da Ouvidoria 14 CALENDARIO DAS AÇOES: MÊS COR AÇÃO JANEIRO BRANCO/ROXO Cuidados a Saúde Mental Orientações sobre Hanseníase FEVEREIRO LARANJA Prevenção do Câncer de Pele MARÇO LILÁS Violência contra a mulher ABRIL MARROM Prevenção e Controle das Arboviroses MAIO Cinza Saúde do Trabalhador JUNHO Verde Alimentação Saudável JULHO amarelo Prevenção as Hepatites Virais AGOSTO DOURADO Incentivo ao Aleitamento Materno SETEMBRO Bege Prevenção de Doenças do Coração OUTUBRO Rosa Prevenção do Cancer de mama NOVEMBRO AZUL Saúde do homem DEZEMBRO Vermelho Prevenção das IST’s E nessas ações o assistente social pode orientar, informar as famílias e aprender sobre qual a atuação do assistente social na saúde, pois existe um elo muito grande da assistência social na saúde. É possível afirmar que o Serviço Social atua segundo o conceito ampliado de saúde, no sentido de promover saúde, prevenir doenças e colaborar para a recuperação da saúde dos usuários através do atendimento direto, das atividades socioeducativas, mobilização, participação e controle social, Investigação, planejamento e gestão e assessoria, qualificação e formação profissional. (CFESS, 2009). 3,2.2-Mobilização, Participação e Controle Social A política de saúde pública instituída através do Sistema Único de saúde (SUS) surgido com o advento da Constituição Federal de 1988, e foi posteriormente materializada por meio das Leis no 8.080/90 e Lei no 8.142/90. A participação da comunidade figura como uma das diretrizes do SUS, e como um dos eixos de atuação do assistente social dentro da política pública de saúde. O trabalho tem como objetivo descrever e categorizar as ações desenvolvidas pelo Serviço Social, na política de saúde pública, presentes no eixo “mobilização, participação e controle social” preconizado pelos parâmetros do CFESS. Conclui-se que dentro da saúde pública o eixo “mobilização, participação e controle social”, presente nos Parâmetros para a 15 Atuação de Assistentes Sociais na Saúde, desenvolve ações que instrumentalizam os usuários da saúde para a participação social e controle social da gestão pública, controle social é um dos princípios do SUS. Da necessidade da participação popular na gestão pública. Acredito que o controle social é a gestão da saúde através das pessoas que participam dos conselhos garantindo à população uma saúde com qualidade. Dentre os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), a participação ou controle social na saúde destaca-se como de grande importância, pois é a garantia de que a população participará do processo de formulação e controle das políticas de saúde, Um dos espaços criados para estabelecer a comunicação entre os usuários e a instituição é a “ouvidoria”. A ouvidoria no SUS é um canal de articulação entre o cidadão e a gestão pública de saúde, que tem por objetivo melhorar a qualidade dos serviços prestados. Entre suas atribuições estão: receber as solicitações, reclamações, denúncias, elogios e sugestões encaminhadas pelos cidadãos e levá-las ao conhecimento dos órgãos competentes. Algumas reflexões devem ser levantadas sobre esse canal de comunicação direto entre o usuário e a instituição. As críticas e sugestões são apresentadas individualmente, sem levar em consideração que as dificuldades e impasses vividos pelos usuários são coletivos, resultante da não efetivação do SUS e, portanto, exige respostas coletivas. Os assistentes sociais, atualmente, têm sido convocados a implantar os serviços de ouvidoria nas unidades de saúde. Assim, cabe indagar porque os profissionais de Serviço Social têm sido chamados a assumir essa tarefa, bem como buscar identificar o diferencial estabelecido na sua formação e atuação profissional que os impulsionam a assumirem mais essa demanda. Considera-se que o assistente social, ao assumir a ouvidoria, deve consolidar os dados obtidos nos atendimentos por meio de relatórios e coletivizá-los no conselho diretor da unidade e/ou direção da unidade, em como estabelecer articulação com os conselhos de saúde (da unidade e local) para que as demandas sejam analisadas coletivamente as respostas tenham impacto no funcionamento da unidade e na política de saúde, por meio das mudanças necessárias. Se o profissional não tiver essa perspectiva de ação pode ser Responsabilizado pela execução e solução dos problemas apontados, Atuando na redução de tensões e não na mobilização e organização Popular. Cabe destacar, entretanto, que a ouvidoria não é uma Atribuição privativa dos assistentes sociais, podendo ser realizada por Outros profissionais e também está relacionada à gestão. Outro aspecto importante na mobilização e participação social refere-se à articulação com movimentos sociais, tanto para fortalecer os fóruns ou conselhos como para estabelecer relações com determinadas. Demandas institucionais, bem como para discutir a política de saúde. E traçar alternativas para a garantia dos direitos sociais. Entretanto, é importante atentar que a participação e o controle social, bem como o acionamento de seus dispositivos, não se dão apenas pelo querer do assistente social, mas no contexto de correlações de forças. Essas ações 16 são também muito importantes na Estratégia Saúde. Da Família (ESF) e constituem uma contribuição fundamental do Profissional de Serviço Social. Ressaltam-se como ações desenvolvidas nesse âmbito: • estimular a participação dos usuários e familiares para a luta por Melhores condições de vida, de trabalho e de acesso aos serviços de saúde; • mobilizar e capacitar usuários, familiares, trabalhadores de Saúde e movimentos sociais para a construção e participação em fóruns, Conselhos e conferências de saúde e de outras políticas públicas; • contribuir para viabilizar a participação de usuários e familiares no Processo de elaboração, planejamento e avaliação nas unidades de saúde E na política local, regional, municipal, estadual e nacional de saúde; • articular permanentemente com as entidades das diversas Categorias profissionais a fim de fortalecer a participação social dos Trabalhadores de saúde nas unidades e demais espaços coletivos; • participar da ouvidoria da unidade com a preocupação de Democratizar as questões evidenciadas pelos usuários por meio De reuniões com o conselho diretor da unidade bem como com os Conselhos de saúde (da unidade, se houver, e locais ou distritais), a fim de coletivizar as questões e contribuir no planejamento da Instituição de forma coletiva. 3.2.3-Investigação, Planejamento e Gestão O Serviço Social no Brasil tem suas atribuições e competências conduzidas por documentos legais, os quais enfatizam direitos e dever no exercício profissional, partindo desse princípio tem: Código de Ética profissional, Lei de Regulamentação da Profissão, dentre outros.Com base nesses documentos legaisconsidera-se importante a inserção dos assistentes sociais nos espaços de gestão, planejamento, execução e avaliação de políticas públicas e programas sociais. Nesse contexto temos o Serviço Social no âmbito da saúde, enquanto um cenário que historicamente se deu a partir da necessidade de se lutar por acesso a saúde para todos e de qualidades, registrado uma trajetória de possibilites e limites no tocante ao significado e contribuição da profissão no sentido da implementação da política de saúde enquanto um direito do cidadão e dever do Estado Logo, a saúde foi uma das áreas em que os avanços constitucionais foram mais significativos. O Sistema Único de Saúde (SUS), integrante da seguridade social e uma das 17 proposições do projeto de reforma sanitária, foi regulamentada em 1990, pela Lei Orgânica da Saúde (LOS). Ao compreender o SUS como uma estratégia, o Projeto de Reforma sanitária tem por base o Estado democrático de direito, responsável pelas políticas sociais, consequentemente, pela saúde. Destacam-se como fundamentos dessa proposta a democratização do acesso, a universalização das ações; a melhoria da qualidade dos serviços, com a adoção de um novo modelo assistencial pautado na integralidade e equidade das ações; a democratização das informações e transparência no uso dos recursos e ações de governo; a descentralização com controle social democrático; a interdisciplinaridade nas ações. (CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL, 2013a, p. 117). O profissional de Serviço social na área da saúde atua em uma equipe interdisciplinar, tendo quatro eixos de atuação: atendimento direto aos usuários; mobilização, participação e controle social; assessoria, qualificação e formação profissional; investigação, planejamento e gestão, entendo que esses eixos norteiam a pratica mas não podem ser vistos com blocos separados. Ao que refere-se ao atendimento ao usuário, esse se dá a partir do acesso atenção básica, como também nos serviços de média e alta complexidade. No segundo eixo o qual faz parte a mobilização, participação e controle social a atuação se dá na organização da população e usuários ao acesso aos direitos, estimulando a participação dos mesmos em fórum de debate, encontros, conferências e comissões no intuito de interferir de forma significativa na elaboração de políticas de saúde. O terceiro eixo assessoria, qualificação e formação envolve as atividades de assessoria e capacitação técnica no âmbito institucional, tendo em vista o aprimoramento profissional com o objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados à população. As atividades de assessoria desenvolvidas pelos profissionais de Serviço Social têm como foco principal a defesa da saúde pública e de qualidade. No quarto e último eixo temos a investigação, planejamento e gestão, ações que põem como perspectiva o fortalecimento da gestão democrática e participativa, neste espaço os (as) assistentes sociais têm sido requisitados para assumir funções nos níveis de planejamento, gestão, avaliação e coordenação de equipes, programas e projetos. Funções estas embasadas em estudos e pesquisas sobre as reais condições de vida e de saúde dos trabalhadores brasileiros e em estudos que buscam avaliar o desempenho da política e a repercussão dos investimentos. Neste aspecto e com base nos parâmetros para atuação dos assistentes sociais na Política de saúde, a inserção dos profissionais de Serviço Social nos espaços de gestão, planejamento e avaliação se faz em sintonia com o projeto ético político profissional. Por conseguinte, os parâmetros para atuação dos assistentes sociais na área de saúde compreendem que cabe ao Serviço Social envidar esforços no sentido do encaminhamento de uma ação necessariamente articulada com os demais segmentos 18 profissionais que defendem o SUS, com o objetivo de formular estratégias nos serviços de saúde que contribuam para a efetivação do direito social a saúde, enquanto direito universal coerente com os princípios do projeto de reforma sanitária e com o projeto ético político profissional do Serviço Social brasileiro. 3.2.4-Assessoria, Qualificação e Formação Profissional Segundo (matos,2006)A Assessoria é uma ação desenvolvida por um profissional com conhecimento da área que toma a realidade como o objeto de estudo e detém uma intenção de alterá-la .Portanto o assessor deve ser atualizado e com capacidade de mostrar alternativa e compromisso sendo um processo de mais tempo de aprendizagem e ações visando propor caminho e estratégia a equipe ou ao profissional que assessorar pois eles tem autonomia para intervir, a assessoria do serviço social e na área privatista , visa qualificar a área profissional, tendo comprometimento com o projeto profissional, sendo crítico , criativo e comprometido com o acesso aos direitos para os usuários. 19 REFERÊNCIAS CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Código de Ética do Assistente Social: Lei 8.662/93 de regulação da profissão. Brasília (DF), 1993. ________. Resolução nº 383, de 29 de março de 1999. Caracteriza o assistente social como profissional da saúde. Brasília (DF), 1999. ________. Parâmetros para atuação de Assistentes Sociais na política de saúde. Brasília (DF), 2010. CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE. Resolução nº 218, de 06 de março de 1997. Brasília (DF), 1997. SAITO, Danielle Yuri Takauti et al. Usuário, cliente ou paciente ?: qual o termo mais utilizado pelos estudantes de enfermagem? . Texto contexto enferm., Florianópolis v. 22, n.1, p175 -183, Mar. 2013. Disponível em:< http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104- 07072013000100021&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em 07 Mar 2022. SOUZA, Rodriane de Oliveira. Serviço Social na Saúde: Contribuições Politicas e Profissionais ao Exercício do Controle Social. Rio de Janeiro: ESS – UFRJ (Dissertação de Mestrado), 2001. VASCONCELOS, Ana Maria. Tendências da pratica profissional do Assistente Social na atenção à Saúde no município do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: ESS – UFRJ (tese de doutorado), 1999. http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072013000100021&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072013000100021&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt