Prévia do material em texto
<p>Política de Saúde e Processos de Trabalho do Assistente Social</p><p>A contextualização histórica da política de saúde brasileira é desenhada por processos de avanços e retrocessos marcados pelas disputas impulsionadas no sistema capitalista. Como se comporta a classe trabalhadora ao longo do século XX na direção de verem asseguradas suas necessidades sociais?</p><p>a) Os trabalhadores são impelidos, ao longo do século XX, a participarem ativamente na constituição de um novo padrão sanitário, no Brasil.</p><p>b) O trabalho alienado, as extensas jornadas de trabalho, a fadiga laboral, o pouco tempo para descanso, são elementos suficientes para manter os trabalhadores afastados das lutas sociais.</p><p>c) O século XX marca o período de organização da classe trabalhadora, em busca de verem atendidas as necessidades sociais, em especial, no que tange à política de saúde.</p><p>O século XX marca o período de organização da classe trabalhadora, em busca de verem atendidas as necessidades sociais, em especial, no que tange à política de saúde. A constituição da saúde pública, tal como a conhecemos na atualidade, é fruto de intensa mobilização social por parte dos trabalhadores. A luta dos trabalhadores é para a aquisição de democracia e direitos sociais; portanto, questões físicas não são impedimento para a luta dos trabalhadores. A luta dos trabalhadores é em prol da garantia de direitos sociais e proteção social pública. É a ausência de participação do Estado na gestão da política social, que impulsiona os movimentos sociais.</p><p>d) A proteção social trabalhista, seja advinda do núcleo estatal ou do núcleo privado, atende de forma sistêmica às demandas dos trabalhadores.</p><p>e) A política social, no âmbito da saúde, é plenamente assegurada pelo Estado não cabendo intervenção dos trabalhadores.</p><p>A política de saúde integra o escopo da Seguridade Social brasileira, no contexto das políticas sociais. É sobre as políticas sociais que são referendados os princípios e valores da sociedade capitalista, incluídos no jogo de disputas de classes. Qual era o cenário das políticas sociais no período do movimento sanitarista brasileiro?</p><p>a) No movimento sanitarista, as políticas sociais foram se desenhando conforme as orientações do sistema capitalista neoliberal, naquele momento, sob a égide da privatização, da redução do Estado e da destituição da proteção social.</p><p>O movimento sanitarista ocorreu no momento em que as políticas sociais foram se desenhando, conforme as orientações do sistema capitalista neoliberal, naquele momento, sob a égide da privatização, da redução do Estado e destituição da proteção social. Embora em parte desse período de luta social, tenha sido possível perceber o modelo fordista-keynesiano, ele não foi exclusivamente marcado por esse modelo. A seguridade social foi uma arena de disputas de classes, portanto, é inverídico dizer que não houve conflitos na condução da política social. O Estado foi o principal interlocutor no campo das políticas sociais. E o período foi de intensa mobilização social para definição do papel do Estado no campo da proteção social.</p><p>b) O cenário das políticas sociais, ao longo do movimento sanitarista, era exclusivamente marcado pelo modelo fordista-taylorista.</p><p>c) Marcado pela inexistência de conflitos sociais.</p><p>d) Ausência de participação efetiva do Estado na condução e no desenvolvimento das políticas sociais.</p><p>e) Período de relativa ordem social, com pouca intervenção do Estado na proteção social, visto que essa proteção era unicamente produzida pela empresa privada.</p><p>Os processos deliberativos que permearam o movimento sanitarista, teve em sua composição a correlação de forças entre Estado e trabalhadores. Assinale a alternativa que apresenta qual era o objeto dessa disputa.</p><p>a) O aumento sistemático da participação médica na condução e gestão em todas as áreas da política de saúde.</p><p>b) Interiorização das ações de saúde para atendimento exclusivo à população rural em suas particularidades e enfermidades.</p><p>c) Defesa de ações de saúde, focalizadas em cada regionalidade e cuja gestão é centralizada na esfera nacional.</p><p>d) O financiamento da política de saúde seria de exclusividade de setores privatistas internacionais.</p><p>e) A garantia da execução da proteção social, regulamentada e operacionalizada pelo Estado, com vistas ao direito social coletivo.</p><p>A garantia da execução da proteção social, regulamentada e operacionalizada pelo Estado, com vistas ao direito social coletivo. A participação médica em exclusividade foi uma proposta apresentada pelo Estado no campo da saúde; no entanto, fora rejeitada pela perspectiva de atenção à saúde coletiva. Se a pulverização das ações em saúde tivesse sido uma meta do movimento sanitarista, ele teria sido pensado numa análise de totalidade e não focalista. O objeto da política social foi pensado na coletividade. A temática do financiamento tem sido cara às negociações do movimento sanitarista; este não fora o objeto da política social.</p><p>Os anos 1990 marcaram o aprofundamento da proposta neoliberal de privatização das políticas sociais, a redução da participação popular na esfera da discussão e implementação da saúde pública e a participação do mercado privatista na saúde, destacando a ideia da saúde-consumo. Quais aspectos retratam a redução da participação popular na definição da LOS?</p><p>a) A negativa do Estado em negociar com a classe trabalhadora assuntos relativos a consecução de políticas públicas.</p><p>b) A desarticulação do movimento sanitarista se deu após a aprovação da Constituição Federal de 1988, com o aprofundamento da proposta neoliberal de privatização das políticas sociais.</p><p>A desarticulação do movimento sanitarista se deu após a aprovação da Constituição Federal de 1988, com o aprofundamento da proposta neoliberal de privatização das políticas sociais. Embora fosse perceptível a redução da participação do Estado, este não fora o fator desmotivante. Parte significativa das reivindicações foram atendidas na Constituição, mas não foram esgotadas. Comtemplara parte das reivindicações. A investida do capital na participação ostensiva na política de saúde foi motivo de desmobilização por parte do movimento sanitarista.</p><p>c) A ausência de reivindicações da classe trabalhadora quanto à participação do Estado na gestão e condução da política pública.</p><p>d) A política de saúde, conforme consta na legislação, contemplava na sua integra as reivindicações do movimento sanitarista.</p><p>e) A investida do capital na participação ostensiva da política de saúde com mecanismos privatistas e excludentes.</p><p>Qual foi a contribuição dos assistentes sociais no movimento de Reforma Sanitária?</p><p>a) Os assistentes sociais participaram ativamente, desde o início, do movimento sanitarista por se identificarem com a proposta do movimento.</p><p>b) Nesse período, o serviço social ainda não figurava como profissão no cenário nacional e, por isso, não participou do movimento sanitarista.</p><p>c) Os assistentes sociais eram, em sua maioria, norte-americanos e, por isso, não se envolveram na luta do movimento sanitarista nacional.</p><p>d) Retrata a total ausência de assistentes sociais na cena nacional porque iniciavam-se na década de 1930 os cursos de formação desse profissional.</p><p>e) O Serviço Social participa do movimento sanitarista a partir de 1980, quando configura a sua maturidade intelectual teórico-metodológica e a aproximação com a tradição marxista.</p><p>O Serviço Social participa do movimento sanitarista a partir da década de 1980, período que configura a sua maturidade intelectual teórico-metodológica e a aproximação com a tradição marxista. Naquele momento, o assistente social tinha uma visão focalista, caritativa, por ter se vinculado à Igreja Católica. O Serviço Social aparece na cena brasileira na década de 1930, no início do movimento sanitarista, mas tinha perspectivas diferentes; sofre a influência acadêmica norte-americana, tão somente; e surge como</p><p>Qual foi o marco mais importante para o movimento da Reforma sanitária brasileira e para a reformulação das políticas de saúde, sendo o primeiro evento de discussão</p><p>a contar com a participação social?</p><p>a) II Simpósio de Política Nacional de Saúde - 1982.</p><p>b) I Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão) - 1986.</p><p>c) VIII Conferência Nacional de Saúde - 1986.</p><p>O primeiro evento a contar com participação popular foi a VIII Conferência Nacional de Saúde, que ocorreu em 1986 e contou com a participação de 4 mil cidadãos brasileiros.</p><p>d) I Simpósio de Política Nacional de Saúde - 1979.</p><p>e) Conferência Internacional sobre Cuidados Primários à Saúde - 1978.</p><p>O movimento sanitário pressionou o Ministério da Saúde a convocar uma Comissão Nacional para Reforma Sanitária (CNRS). A CNRS foi constituída em qual ano?</p><p>a) 1987.</p><p>b) 1992.</p><p>c) 1988.</p><p>d) 1986.</p><p>A CNRS foi constituída ainda em 1986, mesmo ano da VIII Conferência Nacional de Saúde. A CNRS contava com representantes de órgãos governamentais, congresso nacional e sociedade civil.</p><p>f) 1990.</p><p>O direito à saúde universal e igualitária, assim como a criação de um Sistema Único de Saúde, ocorreu com a publicação de qual legislação?</p><p>a) Decreto n.º 93.333, de 1987.</p><p>b) Lei n.º 8.080, de 1990.</p><p>c) Resolução n.º 333, de 2003.</p><p>d) Constituição Federal, de 1988.</p><p>O direito à saúde e a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) são resultados da Reforma sanitária e estão descritos na Constituição Federal de 1988, art. 196-200.</p><p>f) Lei n.º 8.142, de 1990.</p><p>A legislação que regulamenta a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) definindo como instâncias colegiadas as conferências de saúde e conselhos de saúde é?</p><p>a) Decreto n.º 93.333, de 1987.</p><p>b) Lei n.º 8.080, de 1990.</p><p>c) Resolução n.º 333, de 2003.</p><p>d) Constituição Federal, de 1988.</p><p>e) Lei n.º 8.142, de 1990.</p><p>A lei que regula a participação popular no Sistema Único de Saúde (SUS) é a lei 8.142, de 1990, determinando que isso ocorra de duas formas: uma é a participação nos conselhos de saúde e a outra é nas conferências de saúde.</p><p>Participaram da VIII Conferência Nacional da Saúde:</p><p>a) Entidades públicas, profissionais, usuários e prestadores privados.</p><p>b) Entidades privadas, profissionais, usuários e prestadores públicos.</p><p>c) Entidades civis, profissionais, usuários e prestadores privados.</p><p>d) Entidades privadas, profissionais, usuários e prestadores privados.</p><p>e) Entidades civis, profissionais, usuários e prestadores públicos.</p><p>A VIII Conferência Nacional de Saúde, ocorrida em 1986, é considerada o maior evento em discussão dos problemas enfrentados pela saúde pública no Brasil, e contou com a presença de representantes de entidades civis, profissionais, usuários e prestadores públicos, porém não houve participação de prestadores privados.</p><p>A concepção de seguridade social representa importante avanço em relação à garantia de direitos para a população. No que diz respeito à saúde, como ela está apresentada no campo da seguridade social da Constituição Federal de 1988?</p><p>a) Saúde como direito de todos e dever do Estado.</p><p>A saúde é apresentada no campo da seguridade social da Constituição Federal no artigo 196, que a explicita como direito de todos e dever do Estado. Logo, está incorreto afirmar que seja direito apenas dos trabalhadores, visto que, com a promulgação da CF/88, ela se tornou de caráter universal. Também está incorreto afirmar que é um seguro privado e de responsabilidade de cada cidadão, uma vez que a saúde privada é considerada suplementar, não sendo necessário ter seguro para ter acesso à saúde. Da mesma forma, é incorreto quando se afirma que a saúde é direito apenas de brasileiros, visto que qualquer pessoa, brasileira ou não, poderá ser atendida pela saúde brasileira.</p><p>b) Saúde como direito de trabalhadores e dever do Estado.</p><p>c) Saúde como seguro privado e de responsabilidade de cada cidadão.</p><p>d) Saúde como direito e responsabilidade do Estado apenas para os mais pobres.</p><p>e) Saúde como direito apenas de brasileiros e de responsabilidade do Estado.</p><p>Sabe-se que a promulgação da Carta Magna em 1988 assegurou o direito da população à saúde e, ao Estado, o dever de assegurar esse direito a todos brasileiros. Assim, como o Estado garantirá o acesso à saúde para a população?</p><p>a) Mediante a regularização dos planos de saúde.</p><p>b) Mediante políticas sociais e econômicas.</p><p>Com a promulgação da CF/1988, e a saúde elencada como política de seguridade social, ela está garantida para a população mediante políticas sociais e econômicas. Desse modo, é incorreto afirmar que a saúde seja garantida por meio de contribuições à Previdência Social, impostos sobre cada serviço de saúde utilizado ou mediante regularização de planos de saúde e implantação de clínicas de saúde popular, visto que, a partir de sua inserção no campo da seguridade social, ela será de acesso à população mediante a formulação de políticas sociais e econômicas.</p><p>c) Mediante contribuição à Previdência Social.</p><p>d) Mediante impostos sobre cada serviço de saúde que usar.</p><p>e) Mediante clínicas populares.</p><p>Na Constituição Federal, na seção II da saúde, o artigo 198 informa que as ações e os serviços públicos de saúde devem integrar uma rede regionalizada, compor um sistema único e seguir algumas diretrizes.</p><p>Quais são essas diretrizes?</p><p>a) Centralização, atendimento seletivo e participação do Estado.</p><p>b) Semicentralização, atendimento pontual e participação do Estado.</p><p>c) Centralização, atendimento fragmentado e participação do Estado.</p><p>d) Semicentralização, atendimento burocrático e participação do Estado.</p><p>e) Descentralização, hierarquização, atendimento integral e participação da comunidade.</p><p>O artigo 198 apresenta quatro diretrizes para organização das ações e dos serviços de saúde: descentralização, hierarquização, atendimento de forma integral ao cidadão e participação da comunidade nas decisões a serem tomadas em relação ao desenvolvimento da política de saúde. Portanto, é incorreto afirmar que as diretrizes sejam para centralizar as ações e ofertar atendimentos seletivos, pontuais e fragmentados e com a participação somente do Estado, uma vez que o texto constitucional enfatiza justamente a participação da população na tomada de decisão relacionada a essa política e preza pelo atendimento pautado na integralidade e na universalidade e de forma descentralizada, primando pela autonomia de Estados e Municípios de desenvolverem suas ações e serviços em saúde para toda a população, colaborando com a não burocratização das ações.</p><p>A partir das contribuições do autor Paim e da publicação do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), sabe-se que no Brasil, mesmo com a implantação do SUS, a partir da Constituição Federal de 1988, ainda nos deparamos com outro tipo de projeto para a saúde brasileira. Qual é esse outro tipo de projeto?</p><p>a) Projeto socialista.</p><p>b) Projeto comunista.</p><p>c) Projeto privatista.</p><p>O projeto da reforma sanitária foi o que culminou na inserção da saúde como direito social e político de seguridade social na Constituição Federal de 1988 e que foi organizado em forma de Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, desde essa época, existia o projeto privatista, que vai de encontro aos princípios do projeto da reforma sanitária, uma vez que entende que a saúde deve ser um seguro e que, para se ter acesso a ela, se deve efetuar pagamentos. Assim, está incorreto afirmar que o outro projeto seja o da reforma sanitária, um projeto socialista, comunista ou humanista, estando correto, portanto, o projeto privatista.</p><p>d)Projeto de reforma sanitária.</p><p>e) Projeto humanista.</p><p>A saúde, na qualidade de política de seguridade social, deve ser organizada como Sistema Único de Saúde, com suas competências e atribuições determinadas. Desse modo, qual artigo da CF/1988 no campo da seguridade social orienta a organização do Sistema Único de Saúde, bem como suas atribuições?</p><p>a) Artigo 196.</p><p>b) Artigo 198.</p><p>c) Artigo 199.</p><p>d) Artigo 200.</p><p>A saúde, como política social, é orientada a ser organizada por meio de Sistema Único de Saúde. Essa organização, bem como suas atribuições, está sistematizada no artigo 200, com seus respectivos incisos, que elencam cada uma dessas atribuições direcionadas ao Sistema Único</p><p>de Saúde. Portanto, é incorreto afirmar que seja o artigo 196, visto que ele explicita a saúde como direito de todos e dever do Estado e indica o modo como a saúde será direcionada a todos. Do mesmo modo, é incorreto afirmar que seja o artigo 198, uma vez que ele indica como deve ser a organização das ações e dos serviços em saúde. Também não é correto afirmar que seja o artigo 199, pois ele se refere à assistência à saúde em relação à iniciativa privada. Por fim, está incorreto assinalar o artigo 201, pois ele se refere à Previdência Social.</p><p>e) Artigo 201.</p><p>A institucionalização da profissão se relaciona com a crescente intervenção do Estado no processo de regulação social. Nessa ocasião, as expressões e manifestações da questão social são consideradas como o objeto das políticas sociais.</p><p>Qual a finalidade das políticas sociais?</p><p>a) Assegurar as condições necessárias para o desenvolvimento da sociedade capitalista e responder às pressões realizadas pela classe operária.</p><p>As políticas sociais têm como finalidade assegurar as condições necessárias para o desenvolvimento da sociedade capitalista, garantindo, cada vez mais, acumulação de benefícios em prol do grande capital. Também, responder às pressões realizadas pela classe operária, por meio de mobilizações, exigindo o atendimento de suas necessidades individuais e coletivas. Não se trata apenas de assegurar os direitos dos trabalhadores ou de responder às demandas apresentadas em decorrência da questão social. Tampouco pode-se dizer que as políticas públicas existem para ampliar o campo de atuação profissional do assistente social.</p><p>b) Assegurar os direitos da classe trabalhadora, respondendo às demandas apresentadas em decorrência da questão social.</p><p>c) Garantir condições dignas de vida, para que os trabalhadores possam manter sua força de trabalho.</p><p>d) Ampliar o espaço de atuação profissional, respondendo às demandas apresentadas no campo de atuação profissional do assistente social.</p><p>e) Responder às expressões da questão social e ampliar o campo de atuação profissional do assistente social.</p><p>O Serviço Social é uma profissão inserida na divisão sociotécnica do trabalho. É uma especialização do trabalho coletivo, inserida no contexto de desenvolvimento das relações sociais capitalistas.</p><p>O que essa afirmativa representa?</p><p>a) Representa dizer que o assistente social é um profissional especializado para atuar em diversas áreas do conhecimento.</p><p>b) Implica pensar que o assistente social também é um trabalho assalariado, que compra e vende sua força de trabalho.</p><p>A afirmativa representa que assistência social é um trabalho assalariado, que compra e vende sua força de trabalho para diversos empregadores – como Estado, instituições privadas, sem fins lucrativos, etc. O objetivo dessa força de trabalho qualificada ocorre no âmbito de processos e relações de trabalho, organizados por seus empregadores, que detêm o controle das condições necessárias à realização do trabalho profissional. Assim, não podemos dizer que o assistente social é um profissional altamente especializado, que pode atuar nas diversas áreas do conhecimento, tampouco que é um profissional autônomo, cujas determinações não possuem relação histórica nem impostas pela sociedade capitalista – pelo contrário.</p><p>c) Representa dizer que o Serviço Social é autônomo nas suas determinações e não possui relação com contexto histórico e com a sociedade capitalista.</p><p>d) Quer dizer que o assistente social está isento das regras impostas pelo mercado de trabalho.</p><p>e) Implica dizer que o assistente social é um profissional especializado, autônomo e independente.</p><p>O Serviço Social foi se inserindo e estruturando a partir de espaços sócio-ocupacionais. Marcados pela contradição existente no sistema estatal e pelas relações e conflitos de classe, tinha, na questão social, o foco de intervenção por parte do Estado (RAICHELIS, 2009). Com base no exposto, o que compete ao assistente social?</p><p>a) A relação com os segmentos mais vulnerabilizados pelas sequelas da questão social e que buscam, nas políticas sociais, respostas para suas necessidades mais imediatas e prementes.</p><p>Para os assistentes sociais, será reservada, prioritariamente, a relação com os segmentos sociais mais vulnerabilizados por sequelas da questão social – que buscam, nas políticas públicas, especialmente nas políticas sociais, respostas às suas necessidades mais imediatas. Apesar de o Estado desenvolver ações para limitar ou impedir mobilizações por parte da classe trabalhadora, essa não é uma competência profissional. Também não foca em aumentar a autonomia na profissão e satisfazer às necessidades dos usuários.</p><p>b) Desenvolver políticas públicas que sirvam como acalento e limitem a mobilização da classe trabalhadora.</p><p>c) Conhecer as expressões da questão social e influenciar os usuários a saírem da condição de vulnerabilidade, uma vez que eles são os responsáveis por estarem nessas condições.</p><p>d) Atender aos interesses do Estado, impedindo mobilizações por parte da classe trabalhadora.</p><p>e) Lutar contra o Estado e buscar autonomia para enfrentar as manifestações da questão social, satisfazendo às necessidades dos usuários.</p><p>A Lei 8080/90 dispõe sobre as condições para promoção, proteção e recuperação da saúde, para organização e funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Segundo essa lei, a saúde é um direito do ser humano e dever do Estado. O que isso implica dizer?</p><p>a) Saúde é um direito fundamental. Compete ao Estado o dever de oferecer saúde a todos os cidadãos brasileiros.</p><p>A Lei 8080 estabelece que a “saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”. É importante evidenciar que a legislação, portanto, coloca o acesso à saúde como direito fundamental, atribuindo ao Estado o dever de oferecer saúde a todos os cidadãos brasileiros. A saúde não é contributiva, como a previdência social. Não devem ter acesso a ela somente aqueles que necessitarem. Na realidade, essa é uma observação para a assistência social. Saúde, atualmente, tem um conceito mais amplo do que simplesmente ausência de doenças.</p><p>b) Saúde é considerada como ausência de doenças.</p><p>c) Fornecer saúde é responsabilidade da comunidade e da família, não devendo se estender ao Estado, pois ele tem outras prioridades.</p><p>d) O acesso a saúde deve respeitar o princípio da equidade, devendo ter acesso aqueles que dela necessitarem.</p><p>e) Saúde é contributiva, conforme determinado pela seguridade social.</p><p>A Lei 8080/90 apresenta elementos importantes para a área da saúde.</p><p>O que representam os níveis de saúde, segundo a referida lei?</p><p>a) O país esta no caminho certo para obter níveis altos de saúde.</p><p>b) A organização econômica e financeira do país.</p><p>c) A organização social, econômica e política do país.</p><p>A Lei 8080/90 apresenta o nível de saúde considerado como resultante da organização social, econômica e política do país. Estabelece que a “a saúde tem como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais". O nível de saúde não expressa a organização econômica ou financeira do país, nem que a população está tendo acesso a todos os níveis de assistência – ou que esteja sendo menos atingida por doenças e epidemias.</p><p>d) A população está tendo acesso a saúde em todos os níveis.</p><p>e) A população não tem sido atingida por doenças e epidemias.</p><p>f)</p><p>A participação dos profissionais do serviço social na área da saúde requer o trabalho vinculado às práticas de profissionais de outras instituições, especialmente, na formação de equipes multiprofissionais, como são as destinadas aos trabalhos relacionados à Saúde da Família, dos Idosos, da população carcerária e da atuação no atendimento domiciliar. Nesse caso, em que se fundamentará a atuação do profissional do Serviço Social, que compõe uma equipe multiprofissional na área da saúde?</p><p>a) Nos objetivos</p><p>definidos pela administração pública.</p><p>Nos espaços sócio-ocupacionais especializados, como o campo da saúde, os instrumentos técnico-operativos do assistente social se adequam aos dispositivos correlatos, ferramentas e plataformas da área de atuação. Entretanto, o assistente social não tem suas práticas moldadas pelo campo; de modo que seus objetivos profissionais permanecem orientados pela composição ético-política do Serviço Social. Esses são elementos que resguardam a perspectiva crítica e a necessidade de criar análises, articulando o objeto de trabalho num contexto mais amplo, na dimensão histórica, que dá sentido às estruturas sociopolíticas, e nos modelos produtivos vigentes, caracterizando sua atuação profissional, vinda de uma natureza essencialmente política.</p><p>b) Nos objetivos definidos pela gestão da equipe multiprofissional.</p><p>c) Nos objetivos do projeto ético-político da profissão.</p><p>d) Nos objetivos das políticas públicas estabelecidas pelo Estado.</p><p>e) Nos objetivos dos projetos da equipe multiprofissional.</p><p>A perspectiva crítica, com a qual o assistente social analisa como o campo da saúde e suas políticas públicas associadas trabalham para a concretização do ideal participativo e da cidadania, expressos pelo Estado Democrático de Direito na Constituição Federal de 1988, tornam sua atividade, nesse campo, um exercício essencialmente político.</p><p>Considerando a natureza política dos objetivos do assistente social, quando atuante no campo da saúde, e os objetivos correlatos à área de atuação, como podem ser definidos os instrumentos do profissional do Serviço Social na área da saúde?</p><p>a) Como mediadores da ação profissional entre as práticas técnico-operativas e os objetivos ético-políticos do assistente social.</p><p>Na configuração das práticas do assistente social no campo da saúde, como espaço sócio-ocupacional, os instrumentos de atuação se articulam com a intencionalidade do assistente social; podem, assim, serem definidos como mediadores entre as práticas, projetos e etapas, definidas pelas instituições, e a busca do assistente social pela promoção da participação, da cidadania e da efetividade do Estado Democrático de Direito e suas incidências sobre as condições globais de vida do usuário do sistema de saúde. De acordo com Castro e Oliveira: “os instrumentos são compreendidos como os elementos potencializadores e mediadores da ação profissional, devendo estar articulados com a finalidade e intencionalidade do assistente social; e as técnicas como as habilidades construídas para o trato do instrumento” (CASTRO & OLIVEIRA, 2012, p. 188).</p><p>b) Como produto exclusivo das determinações prático-metodológicas da instituição à qual o assistente social se vincula.</p><p>c) Como potencializadores do processo de agudização dos efeitos e práticas do sistema produtivo capitalista neoliberal.</p><p>d) Como expressões sistêmicas do aporte teórico-metodológico para as práticas profissionais definidas pelo Ministério da Saúde.</p><p>e) Como mediadores entre as demandas do sistema produtivo e as possibilidade econômico-instrumentais do Estado.</p><p>Como profissão crítica dos processos históricos e das relações de poder entre Estado e sociedade, cabe ao Serviço Social articular as práticas e programas desenvolvidos por setores das políticas sociais. São exemplos disso, o campo da saúde e a conjuntura econômico-produtiva, tendo em vista objetivos profissionais e a análise dos efeitos reais das políticas públicas para a efetividade da cidadania e o acesso aos bens e direitos sociais pelo usuário, especialmente o trabalhador.</p><p>Nesse sentido, qual é a crítica possível, ao campo da saúde, quando associado à conjuntura histórica e produtiva?</p><p>a) O ônus carregado pelas instituições do Estado, ao arcar com custos de políticas sociais universais, como a saúde.</p><p>b) A percepção do desmantelamento das estruturas e qualidade dos serviços sociais, oferecidos pelo Estado, na área da saúde.</p><p>Como política social, na conjuntura de um Estado democrático-participativo, o campo da saúde sofre os efeitos da agudização do capitalismo neoliberal, incluindo o progressivo desmantelamento das estruturas conquistadas mediante a luta dos trabalhadores, em decorrência do afastamento do Estado das políticas públicas para a seguridade; fator que gera inefetividade e lacunas em segmentos do campo, bem como o baixo estímulo ao engajamento dos sujeitos sociais em seus processos.</p><p>c) O desgaste do sistema público de saúde, constantemente subutilizado pela população brasileira.</p><p>d) A percepção da projeção das disputas e tensões de classe, comuns ao sistema capitalista, no campo da saúde.</p><p>e) O ônus dos trabalhadores ao arcarem, por meio dos impostos, com os custos de um sistema universal de atendimento à saúde.</p><p>O marco legislativo de regulamentação da profissão do assistente social (Lei n.º 8.662/93) indica as atribuições do trabalho desse profissional. Tais atribuições são orientadas para a cidadania e para o fomento da participação social; o que inclui, para além das especificidades técnico-operacionais das unidades de trabalho, o empreendimento de táticas de enfrentamento da pobreza e das desigualdades sociais.</p><p>A partir dessa afirmação, considere as sentenças a seguir sobre as atribuições profissionais do assistente social no campo da saúde:</p><p>I. Cabe ao assistente social elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais, correlatas à saúde, junto a órgãos da administração pública direta ou indireta, de empresas, de entidades e de organizações populares;</p><p>II. Cabe ao assistente social executar os planos, programas e projetos, elaborados e coordenados unilateralmente pelas instituições privadas ou de administração pública.</p><p>III. Cabe ao assistente social orientar os usuários da saúde, independente do segmento social ao qual pertençam, no sentido de identificar recursos e de fazer uso destes no atendimento e na defesa de seus direitos;</p><p>IV. Cabe ao assistente social planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a análise do comportamento dos vetores de doenças epidêmicas e para subsidiar ações dos profissionais da saúde;</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>a) I e II.</p><p>b) I e III.</p><p>c) I e IV.</p><p>De acordo com as atribuições dispostas na lei de regulamentação da profissão, cabe ao profissional do Serviço Social, que atua no campo da saúde, elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais do campo da saúde, ligadas à esfera pública ou privada. Além disso, cabe a esse profissional orientar a população acerca de seus direitos, como usuários do sistema de saúde e cidadãos; tal como apresenta o artigo:</p><p>”Art. 4.º Constituem competências do assistente social:</p><p>I - elaborar, implementar, executar e avaliar políticas sociais junto a órgãos da administração pública direta ou indireta, de empresas, de entidades e de organizações populares;</p><p>II - elaborar, coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos que sejam do âmbito de atuação do Serviço Social com participação da sociedade civil;</p><p>III - encaminhar providências e prestar orientação social a indivíduos, a grupos e à população; [...]</p><p>V - orientar indivíduos e grupos de diferentes segmentos sociais no sentido de identificar recursos e de fazer uso dos mesmos no atendimento e na defesa de seus direitos; [...]</p><p>VII - planejar, executar e avaliar pesquisas que possam contribuir para a análise da realidade social e para subsidiar ações profissionais;</p><p>VIII - prestar assessoria e consultoria a órgãos da administração pública direta e indireta, de empresas privadas e de outras entidades, com relação às matérias relacionadas no inciso II deste artigo;</p><p>IX - prestar assessoria e apoio aos movimentos sociais em matéria relacionada às políticas sociais, no exercício e na defesa dos direitos civis, políticos e sociais da coletividade” (BRASIL, Lei n.º 8.662/93).</p><p>A execução de planos, elaborados unilateralmente, pode se confrontar com as disposições do projeto ético-político, enquanto o estudo de vetores epidêmicos não faz parte das atribuições profissionais do assistente social, sendo prática correlata às</p><p>àreas da biologia.</p><p>d) I, II e IV.</p><p>e) III e IV.</p><p>De acordo com os “Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde”, do Conselho Federal do Serviço Social, existem sete contextos técnico-operacionais do assistente social na área da Saúde. A saber: o atendimento a usuários; as ações socioassistenciais; as ações de articulação com a equipe de saúde; as ações socioeducativas; as ações para a Mobilização, participação e controle social; a Investigação, o planejamento e a gestão de políticas; as assessorias, a qualificação e a formação profissional, voltada aos trabalhadores da saúde. Esses espaços técnico-operacionais requerem ações distintas, mas, de acordo com o CFESS, todas elas se voltam a um objetivo comum. Qual é esse objetivo?</p><p>a) A mediação entre usuário e sistema econômico-produtiva, no encaminhamento de verbas e recursos destinados à estrutura do sistema de saúde.</p><p>b) A mediação entre Estado e equipes multiprofissonais no delineamento de estratégias mais adequadas no atendimento ao usuário.</p><p>c) A mediação entre usuário e Estado, na defesa dos interesses do usuário e na promoção da participação social e efetividade da cidadania.</p><p>Embora o campo da saúde, como todos aqueles pertencentes às políticas sociais, seja definido por alguns pesquisadores como uma “arena de conflitos”, já que as relações de poder estabelecidas entre Estado e capital não se orientam para o pleno bem-estar dos trabalhadores – especialmente quando tal bem-estar é constitucionalmente definido como uma política social universal –, o objetivo da atuação dos profissionais do serviço social, neste campo, é, sempre, a mediação entre usuários e Estado; na defesa dos direitos e interesses dos usuários e, especialmente, na defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores, com vistas à promoção da integralidade do sujeito social, da autonomia, da cidadania e da participação social.</p><p>d) A mediação entre Estado e imprensa na democratização de informações acerca das ações em benefício da saúde.</p><p>e) A mediação entre usuário e Estado nas disputas e tensões entre sociedade civil e instituições, expressas nos movimentos contextatórios.</p><p>O Relatório de Dawson é um dos marcos da atenção primária à saúde, propõe a organização do sistema em níveis de atenção e esclarece as funções de cada nível e as relações existentes entre eles. Qual é a relação desse tipo de organização com a proposta vigente no Brasil?</p><p>a) Define o trabalho profissional na saúde primária, assim como na política de saúde atual.</p><p>b) Trata-se de uma primeira aproximação com a regionalização dos serviços de saúde, tendo a base territorial como referência.</p><p>Um dos principais aspectos da história da atenção à saúde primária, também considerado como um marco, é o Relatório de Dawson, que em 1920 propôs a organização do sistema de atenção à saúde em níveis, sendo eles: os serviços domiciliares, os centros de saúde primários, os secundários, os serviços suplementares e os hospitais de ensino. O referido documento esclareceu as funções de cada nível de atenção, as relações existentes entre eles e se constitui em uma primeira aproximação com a regionalização dos serviços de saúde, tendo a base territorial como referência, influenciando a organização do sistema de saúde em vários países. O relatório não detalha o trabalho na área, apesar de mencionar os serviços existentes, e a integralidade da assistência não é apresentada no referido documento, apesar de ser proposto o atendimento em vários níveis.</p><p>c) O relatório apresenta o princípio da universalidade presente nos dias atuais.</p><p>d) Trata-se de uma aproximação com o princípio da integralidade da assistência e do indivíduo ser atendido em todas as suas necessidades de forma completa.</p><p>e) Não há relação entre o sistema atual e o proposto no Relatório de Dawson.</p><p>A Conferência Internacional sobre atenção primária aconteceu em Alma-Ata, no Cazaquistão, em 1978. Qual é a sua importância para a atenção primária?</p><p>a) A conferência introduziu o conceito de atenção primária à saúde, que começou, de fato, a ser difundido entre os países.</p><p>A Conferência de Alma-Ata discutiu intervenções para combater as endemias em países em desenvolvimento, como os da África e América Latina, responsabilizados por ações seletivas, autoritárias e despreocupadas com o cuidado à saúde das pessoas, no entanto, sua importância para a atenção primária deve-se ao fato de que foi a partir daí que o conceito de atenção primária à saúde começou de fato a ser difundido entre os países, inclusive no Brasil. A inserção de tecnologias em saúde é bem posterior.</p><p>b) A conferência discutiu intervenções para combater as epidemias nos países desenvolvidos.</p><p>c) A conferência discutiu a introdução de novas tecnologias aplicadas à saúde.</p><p>d) A conferência discutiu propostas de intervenção para combater problemas endêmicos nos países em desenvolvimento.</p><p>e) A conferência introduziu importantes discussões relacionadas à área de doenças infecciosas.</p><p>De acordo com os Parâmetros para atuação do assistente social na política de saúde, o trabalho profissional é estruturado a partir de quatro eixos. Quais ações a seguir fazem parte do atendimento direto ao usuário?</p><p>a) Ações de captação de recursos e apoio a ONGs.</p><p>b) Ações para qualificação, gerenciamento e formação profissional.</p><p>c) Ações de planejamento, gestão e informação.</p><p>d) Ações de assessoria e prestação de serviços em movimentos sociais.</p><p>e) Ações socioassistenciais, interdisciplinares e socioeducativas.</p><p>Na saúde, os assistentes sociais atuam em quatro eixos, sendo: atendimento direto aos usuários; mobilização, participação e controle social; investigação, planejamento e gestão; e assessoria, qualificação e formação profissional. Os outros eixos apresentados não são vistos de forma desarticulada um do outro, mas a partir da visão de totalidade. O atendimento direto aos usuários envolve o desenvolvimento de ações socioassistenciais, de articulação interdisciplinar e socioeducativas.</p><p>Na área de saúde da família, os profissionais de Serviço Social estão inseridos em unidades como o NASF, a ESF e o PSE. Qual análise deve ser feita pelos profissionais de Serviço Social ao serem considerados os objetivos da atuação no NASF?</p><p>a) Os objetivos devem ser seguidos da forma como são propostos, para um desenvolvimento equânime do programa em todas as regiões.</p><p>b) Os objetivos estabelecidos não são passíveis de mudança.</p><p>c) Os profissionais devem ter em mente que os objetivos do Serviço Social no NASF devem ser adequados às realidades onde as práticas se desenvolvem.</p><p>Ao se estabelecer o processo de trabalho do assistente social no NASF, também são definidos objetivos da sua prática profissional. Tais objetivos são passíveis de mudança, não são os mesmos estabelecidos para o PSE, e não necessitam ser seguidos de forma rígida, uma vez que devem ser adequados às realidades onde as práticas se desenvolverão.</p><p>d) Os objetivos devem estar alinhados aos estabelecidos para o PSE.</p><p>e) Os objetivos se constituem apenas em um material escrito que pouco colabora para o desenvolvimento da prática profissional.</p><p>Tem como objetivo contribuir com a formação dos estudantes em sua totalidade por meio de ações de promoção, prevenção e atenção à saúde e enfrentamento de suas vulnerabilidades (BRASIL, 2009). Dessa forma, evidencia-se que a política de saúde reconhece o espaço escolar como um local privilegiado para ações de promoção da saúde, preventivas e de educação em saúde. A qual programa o texto acima está se referindo?</p><p>a) Programa Saúde na Escola.</p><p>A atenção primária à saúde prevê a atuação profissional em unidades como o Núcleo de Apoio à Saúde da Família, Estratégia Saúde da Família e Programa Saúde na Escola. A presente definição refere-se ao Programa Saúde na Escola. O NASF deve ser constituído por uma equipe na qual profissionais de diferentes áreas de conhecimento atuam em conjunto com os profissionais das equipes de Saúde da Família, compartilhando e apoiando as práticas em saúde nos territórios sob responsabilidade das equipes de saúde da família.</p><p>O Programa Saúde da Família é denominado, atualmente, como Estratégia Saúde da Família, pelo caráter provisório que a palavra programa nos remete. O atendimento aos usuários é feito diretamente em unidades de saúde e o Programa Bolsa Escola era um benefício assistencial, não sendo mais vigente e incorporado a outros existentes na atualidade.</p><p>b) Programa Saúde da Família.</p><p>c) Programa Saúde.</p><p>d) Programa do Núcleo de Apoio à Saúde da Família.</p><p>e) Programa Bolsa Escola.</p><p>É imperativo ao assistente social compreender a dimensão do trabalho no contexto da sociedade capitalista, uma vez que este conhecimento revela o processo de desenvolvimento da sociedade e as implicações ao exercício profissional.</p><p>Neste contexto, como se articulam a dimensão do trabalho e o exercício profissional do assistente social em saúde?</p><p>a) O trabalho diz respeito à forma como o homem se relaciona com a natureza, transformando-a para satisfazer suas necessidades básicas, não se articulando, portanto, com o assistente social.</p><p>b) O trabalho, no modo de produção capitalista, orienta as relações sociais entre trabalhadores, impedindo-os de se organizarem.</p><p>c) O trabalho é uma unidade pela qual o homem estabelece as relações sociais e, na esfera capitalista, cria condições para a divisão sócio-técnica do trabalho em que o assistente social atua.</p><p>O trabalho se articula ao exercício profissional do assistente social por meio da sua divisão sócio-técnica, na medida em que o homem estabelece as relações sociais e, assim, cria condições para atender as suas necessidades básicas. As transformações societárias capitalistas fragilizam a classe trabalhadora e impõem novas estratégias ao serviço social. Ainda que o modo de produção capitalista organize o trabalho, ele não impede o processo de lutas da classe trabalhadora. Por fim, a centralidade do trabalho está em estabelecer relações sociais, tornando-se a razão de ser do capitalismo.</p><p>d) O trabalho se alinha ao Serviço Social nas transformações societárias de cunho capitalista neoliberal.</p><p>e) O trabalho adquire centralidade tão somente na proposta capitalista de sociedade, provocando desigualdades sociais.</p><p>Os princípios do Código de Ética orientam o exercício profissional e possibilitam conhecer o sujeito social em sua totalidade.</p><p>Diante disso, como a ação educativa do assistente social pode contribuir com o sujeito social na saúde?</p><p>a) A ação educativa do assistente social contribui para que o sujeito social reconheça os saberes tácitos, potencializando-os em defesa de direitos sociais.</p><p>A ação educativa do assistente social reafirma os princípios do Código de Ética, pois contribui com o sujeito social no reconhecimento dos saberes tácitos, potencializando-os em defesa de direitos sociais. Portanto, as ações educativas extrapolam o repasse de informações e conteúdos referentes à saúde, e não se resumem à aplicação de determinadas técnicas, traduzindo-se, especialmente, quanto à dimensão política. A dimensão educativa do trabalho profissional incorpora o conteúdo atribuído aos aspectos relacionais, referindo-se à maneira como esses encontros produzem saberes e transformam os sujeitos sociais, politizando as lutas.</p><p>b) A ação educativa do assistente social consiste tão somente no repasse de informações e conteúdos sobre a política de saúde.</p><p>c) A ação educativa do assistente social refere-se às técnicas utilizadas nos atendimentos em grupo e na abordagem dos usuários.</p><p>d) A ação educativa do assistente social constitui-se na forma como o profissional relaciona-se com os usuários e com os outros trabalhadores do setor.</p><p>e) A ação educativa do assistente social está no uso da visita domiciliar como técnica de abordagem familiar.</p><p>O campo da promoção da saúde tem sido fértil para a inserção de assistentes sociais na política de saúde.</p><p>Neste sentido, como os assistentes sociais contribuem na perspectiva da promoção da saúde?</p><p>a) Os assistentes sociais contribuem com a promoção da saúde quando atuam de forma isolada na equipe multidisciplinar.</p><p>b) Os assistentes sociais contribuem com a promoção da saúde quando consideram o seu saber capaz de dar conta da complexidade dos fenômenos sociais.</p><p>c) Os assistentes sociais contribuem com a promoção da saúde quando desconsideram o movimento de lutas sociais e reconhecem o Estado perfeito.</p><p>d) Os assistentes sociais contribuem com a promoção da saúde quando descaracterizam os projetos institucionais que tentam garantir direitos sociais.</p><p>e) Os assistentes sociais contribuem com a promoção da saúde quando articulam os pressupostos do projeto profissional com os projetos societários em curso.</p><p>As contribuições do assistente social no espaço da saúde, se articuladas ao projeto profissional e ao projeto de sociedade, qualificam o protagonismo dos atores sociais na luta por direitos sociais. Dessa forma, o profissional deve atuar em equipes multiprofissionais, dialogando com os outros saberes para a promoção da saúde e, sobretudo, reconhecer o movimento de lutas por direitos sociais e as fragilidades de um Estado capitalista. Ainda que existam projetos institucionais cunhados pelo modelo privatista, é necessário considerá-los e transformá-los em objetos de luta.</p><p>As ações preventivas no campo da saúde integram o escopo das diretrizes previstas na regulamentação do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do modelo assistencial. O que é o modelo assistencial na política de saúde?</p><p>a) O objetivo do modelo assistencial é romper com práticas curativas e hospitalocêntricas, centradas no saber do médico.</p><p>O modelo assistencial previsto no projeto de Reforma Sanitária visa romper com práticas curativas e hospitalocêntricas, centradas no saber do médico, reconhecendo, assim, a saúde numa dimensão biopsicossocial e complexa, posto que reúne elementos relativos à economia, à política e ao saneamento básico, como uma construção coletiva. Dessa forma, é importante destacar a função das equipes multiprofissionais na compreensão da totalidade do fenômeno social na criação de estratégias de intervenção. Assim, tal modelo transforma os problemas individuais em coletivos, construindo respostas mais efetivas e descartando o modelo privatista de atenção em saúde.</p><p>b) O modelo assistencial pretende criar uma nova estrutura em saúde, amparada no conhecimento biopsicossocial, elaborado por profissional médico.</p><p>c) O modelo assistencial reconhece a necessidade de se trabalhar em equipes multiprofissionais, mas não dispõe de recursos para sua operacionalização.</p><p>d) O modelo assistencial alcança maior capilaridade nos municípios, por apresentar menor distância com a população para individualizar o problema.</p><p>e) O modelo assistencial desconsidera os princípios contemplados na política de saúde e propõe um reforço da lógica privatista.</p><p>O conceito de controle social vincula-se à atuação da Sociedade Civil como mecanismo de controle das ações do Estado no campo das políticas sociais. Neste contexto, qual é o papel da Sociedade Civil?</p><p>a) A Sociedade Civil constitui-se como um espaço de confronto no campo político e ideológico onde os projetos classistas são discutidos.</p><p>A Sociedade Civil constitui-se como um espaço de confronto no campo político e ideológico onde os projetos classistas são discutidos, sendo um espaço de disputas entre projetos societários distintos, sem reduzir a luta à contraposição ao Estado. Como espaço de disputas de projetos societários, existe a correlação de forças e a conformação de modelos, mas não há a sobreposição do modelo privatista, uma vez que qualifica as lutas sociais em defesa de direitos. As proposições do projeto neoliberal são discutidas no interior da Sociedade Civil no sentido de questioná-las e produzir respostas ao modelo de sociedade que se pretende construir.</p><p>b) A Sociedade Civil é vista como contraponto ao projeto de Estado e, como tal, figura-se na oposição às propostas estatais.</p><p>c) No processo de correlação de forças, a Sociedade Civil atende ao projeto classista que fortalece exclusivamente o modelo privatista.</p><p>d) A Sociedade Civil incorpora elementos do</p><p>conjunto das lutas sociais para desqualificá-los e se posicionar em defesa do Estado.</p><p>e) A Sociedade Civil retrata as proposições do projeto neoliberal sem questioná-las, tão somente reproduzindo-as.</p><p>O movimento da reforma sanitária tem relação com o contexto social, político e econômico vivenciado pelo Brasil durante o período da ditadura militar. Qual afirmativa expressa esse processo?</p><p>a) O movimento da reforma sanitária foi um processo de mobilização da sociedade brasileira pela redemocratização e expressou a indignação da sociedade frente às desigualdades existentes na saúde.</p><p>A política de saúde se relaciona diretamente com o contexto social e econômico da sociedade brasileira e sua evolução ao longo dos anos. Um dos grandes representantes políticos que integrou essa luta foi o sanitarista Sergio Arouca, que afirmou que “o movimento da reforma sanitária brasileira foi um processo de amplas mobilizações da sociedade brasileira pela redemocratização. Expressou a indignação da sociedade frente as aviltantes desigualdades, a mercantilização da saúde”. Dessa forma, não se trata de algo isolado ou com a mera intenção de colocar cidadãos e governo em lados opostos, nem uma estratégia utilizada pelos governos para precarizar ainda mais a saúde. Também não diz respeito a ausência de financiamento de pesquisas. Trata-se de um movimento organizado que buscava romper com as precárias condições de saúde da época.</p><p>b) O movimento da reforma sanitária evidenciou o descontentamento de um grupo de profissionais da área da saúde com a ausência de financiamento e bolsas de apoio à pesquisa durante a ditadura militar.</p><p>c) O movimento da reforma sanitária foi desencadeado por um grupo de profissionais que tinham a perspectiva apenas de tumultuar e gerar desentendimentos entre a população e o governo.</p><p>d) O movimento da reforma sanitária brasileira foi um acontecimento isolado, sem relação com um contexto mais amplo de sociedade, não sendo influenciado, portanto, por questões ligadas à política e à economia.</p><p>e) O movimento da reforma sanitária brasileira foi liderado pelo governo militar, período marcado pela ditadura e teve como finalidade oferecer condições mínimas de saúde aos brasileiros.</p><p>É possível dizer que os precursores da reforma sanitária foram o Centro Brasileiro de Estudos da Saúde Coletiva – CEBES, fundado em 1976 e a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO) em 1979.</p><p>No entanto, qual foi o ponto mais importante desse movimento?</p><p>a) A VII Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1970.</p><p>b) A VIII Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986;</p><p>No final da década de 70, surgiram o Centro Brasileiro de Estudos da Saúde Coletiva – CEBES, fundado em 1976 e a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO) em 1979 e que foram os precursores da reforma sanitária brasileira. É possível dizer que esse movimento, por sua vez, se desenvolveu a partir das entidades citadas, mas contando também com a participação de profissionais de diversas áreas da saúde, que integraram discussões políticas e lutas com o intuito de alcançar melhorias para toda a população e na área da saúde. O ponto alto desse movimento ocorreu na VIII Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, na qual, pela primeira vez, mais de cinco mil representantes de todos os seguimentos da sociedade civil discutiram um novo modelo de saúde para o Brasil, que culminou com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) pela Assembleia Nacional Constituinte em 1988. Não houve aglomerado de pessoas na esplanada dos ministérios, em Brasília, e o movimento também não tem relação com o fim do governo militar, na verdade, ocorreu em período de vigência desse governo. A promulgação da Lei 8080 foi posterior à Constituição Federal de 1988, que instituiu o SUS.</p><p>c) O fim do regime militar.</p><p>d) A promulgação da Lei 8080, de 1990, que institui o SUS.</p><p>e) O encontro de milhares de pessoas na esplanada dos ministérios em 1986.</p><p>O trabalho do assistente social é norteado pelo código de ética profissional e pela Lei de Regulamentação da Profissão. No ambiente hospitalar, o assistente social desenvolve sua prática junto com outros profissionais.</p><p>Nesse sentido, qual afirmativa está correta quando se pensa na troca de informações entre os profissionais?</p><p>a) O assistente social deve prestar todas as informações colhidas com o usuário à equipe de saúde, como forma de colaborar com o tratamento.</p><p>b) O assistente social deve manter sigilo das informações colhidas e realizar seu trabalho isoladamente.</p><p>c) Em trabalho multidisciplinar, o assistente social deve prestar informações dentro do estritamente necessário.</p><p>Como pode ser observado, nenhuma prática profissional está desvinculada de preceitos éticos, e no trabalho desenvolvido nos hospitais não é diferente. O código de ética regula a relação dos assistentes sociais com profissionais de outras áreas, prática bastante utilizada no contexto hospitalar. Em relação a troca de informações entre os profissionais, conforme disposto no art. 16, parágrafo único: em trabalho multidisciplinar, só poderão ser prestadas informações dentro dos limites do estritamente necessário. Assim, o profissional não pode revelar todas as informações colhidas, no entanto, trabalhar em equipe faz parte da profissão, assim, embora não deva repassar todas informações, deve sim trabalhar em conjunto com outros profissionais.</p><p>d) O assistente social somente pode prestar informações colhidas em atendimento para o poder judiciário.</p><p>e) O assistente social não pode revelar nenhum aspecto do seu trabalho com o usuário.</p><p>No ambiente hospitalar, o assistente social trabalha as manifestações da questão social que influenciam no processo saúde/doença de seus usuários. O trabalho nessa área normalmente é realizado em equipe multiprofissional. Nesse sentido, qual o principal desafio enfrentado pelo assistente social?</p><p>a) Ser respeitado como profissional da saúde.</p><p>b) Integrar-se nas equipes já formadas por médicos e enfermeiros.</p><p>c) A carga horária reduzida de trabalho e a grande demanda para atendimento.</p><p>d) A compreensão, por parte da equipe, de que o trabalho do serviço social pode ser compartilhado integralmente com outras pessoas.</p><p>e) Compreensão, por parte da equipe de saúde, das suas atribuições e competências face à dinâmica de trabalho imposta nas unidades de saúde.</p><p>Um desafio a ser enfrentado, nesse contexto, é a compreensão, por parte da equipe de saúde, das suas atribuições e competências face à dinâmica de trabalho imposta nas unidades de saúde, determinadas pelas pressões com relação à demanda e à fragmentação do trabalho ainda existente.</p><p>Em hospitais, muitas vezes, alguns trabalhos são requisitados do assistente social, como marcação de consultas e exames, comunicado de óbito, chamar transporte e fazer a documentação para o tratamento fora do domicílio.</p><p>Qual o posicionamento do CFESS para a atuação do assistente social na política de saúde?</p><p>a) Não compete ao serviço social realizar atividades de caráter eminentemente técnico-administrativo.</p><p>Os parâmetros para atuação do assistente social na política preveem que o assistente social não deve realizar atividades que possuem caráter eminentemente técnico-administrativo e que não se constituem em atribuições privativas da profissão. Não se trata de ajudar o usuário, uma vez que o serviço social trabalha a partir da perspectiva da garantia de direitos, nem de dividir o trabalho com outra pessoa, uma vez que não se trata de suas atribuições.</p><p>b) Compete ao serviço social realizar ações dessa natureza para favorecer o usuário no acesso aos seus direitos.</p><p>c) Compete ao assistente social ajudar os usuários, pois tem mais disponibilidade do que outros profissionais da área da saúde.</p><p>d) Compete ao assistente social colaborar com a equipe de trabalho, ainda que realize ações que não são privativas de sua área de atuação.</p><p>e) Compete ao assistente social compartilhar o seu trabalho com os demais membros da equipe.</p><p>A interação entre as áreas do conhecimento tem sido muito</p><p>utilizada por meio de ações multi, inter ou transdisciplinares. O que se entende por interdisciplinaridade?</p><p>a) O nível mais alto de relação entre as disciplinas.</p><p>b) A justaposição de conhecimentos.</p><p>c) Relação de reciprocidade e abertura para o diálogo, o que conduz a uma interação entre as áreas.</p><p>A interdisciplinaridade pode ser considerada como uma relação de reciprocidade e abertura para o diálogo, o que conduz a uma interação entre as áreas. Refere-se à busca pela unidade do saber, ao objetivo de construir uma perspectiva universalizante a partir da reunião de conhecimentos em torno de uma determinada situação, especialmente o saber científico. Quando se fala em justaposição de conhecimentos, refere-se à multidisciplinaridade, assim como quando se fala sobre a existência de diversas metodologias em que cada disciplina considera somente a sua para o desenvolvimento da atuação profissional.</p><p>d) Diversidade de metodologias, em que cada disciplina considera somente a sua para a atuação profissional.</p><p>e) Atuação em que há respeito entre as disciplinas e pouco envolvimento entre si.</p><p>Em muitos espaços sócio-ocupacionais, nem sempre é possível realizar um trabalho inter ou transdisciplinar. Quais são as características do trabalho multidisciplinar?</p><p>a) Há o estudo de um mesmo objeto ao mesmo tempo por várias disciplinas que pouco interagem entre si, respeitando-se os limites de cada uma.</p><p>A multidisciplinaridade pode ser considerada como a integração de conhecimentos por meio do estudo de um objeto de uma mesma e única disciplina ou por várias delas ao mesmo tempo. Além disso, caracteriza-se pela justaposição de ideias e encontra-se no primeiro nível do conhecimento. Não há, portanto, uma unicidade de metodologias uma vez que cada disciplina colabora com a sua teoria e metodologia, em limites bem definidos entre as diversas áreas. O trânsito entre uma disciplina e outra não acontece na multidisciplinaridade e, sim, na transdisciplinaridade.</p><p>b) A unicidade de metodologias.</p><p>c) A ausência de limites entre as disciplinas devido à forte interação entre elas.</p><p>d) O fato de ultrapassar as barreiras existentes nas profissões.</p><p>e) A liberdade para transitar entre as disciplinas, buscando o melhor de cada uma.</p><p>O Código de Ética é um dos instrumentos legais que normatizam a atuação profissional. No que se refere à atuação interdisciplinar, qual aspecto abaixo é uma afirmativa contida no Código de Ética?</p><p>a) Manter o sigilo profissional de forma que não sejam repassadas informações privativas do Serviço Social a outros profissionais da equipe.</p><p>O Código de Ética do assistente social define os direitos e deveres profissionais, inclusive na relação com outros profissionais, no âmbito do trabalho em equipe. Nesta perspectiva, assegura-se o sigilo profissional, de forma que não sejam repassadas informações privativas do Serviço Social a outros profissionais da equipe. A troca de informações deve ser feita dentro do estritamente necessário para qualificar o serviço prestado e desde que assegurado o seu caráter sigiloso. A atuação interdisciplinar ainda é considerada no Código de Ética como dever profissional que deve acontecer sempre que houver possibilidades. O Código traz ainda o compromisso com a qualidade dos serviços prestados e a qualificação profissional. Além disso, o Código prevê o incentivo, sempre que possível, da prática profissional interdisciplinar e proíbe a interferência no trabalho que esteja sendo realizado por outro profissional, sem o seu consentimento.</p><p>b) Incentivar a prática multiprofissional.</p><p>c) Intervir no trabalho desenvolvido pelo colega nos casos de atuação em equipe interdisciplinar.</p><p>d) A qualidade com o serviço prestado não tem relação direta com a atuação interdisciplinar.</p><p>e) O Código de Ética considera a atuação interdisciplinar como um direito do assistente social.</p><p>O assistente social pode desenvolver uma prática interdisciplinar em vários espaços sócio-ocupacionais. Qual alternativa abaixo contempla espaços de atuação interdisciplinares já sedimentados na profissão?</p><p>a) Saúde mental, área sociojurídica e Assistência Social.</p><p>Dentre os espaços sócio-ocupacionais em que há maiores possibilidades do desenvolvimento da atuação interdisciplinar, tem-se a área da saúde, dentre elas, a saúde mental, a área sociojuridica e a Assistência Social. Áreas como habitação ou organizações do terceiro setor ainda não têm se configurado como espaços de interação interdisciplinar em sua maioria, apesar de ser uma prerrogativa da profissão a atuação interdisciplinar.</p><p>b) Organizações do terceiro setor, as primeiras em que o trabalho interdisciplinar foi desenvolvido.</p><p>c) Área da habitação.</p><p>d) Todos os espaços de atuação já contam com trabalho interdisciplinar sedimentado.</p><p>e) A maioria dos espaços desenvolve apenas trabalho multidisciplinar. Não há relato de trabalho interdisciplinar importante em nenhuma área.</p><p>Considera-se o Serviço Social como uma profissão essencialmente interdisciplinar. Qual é o embasamento dessa afirmativa?</p><p>a) Não conseguir realizar um trabalho transdisciplinar.</p><p>b) Conseguir articular diferentes conhecimentos de modo peculiar, relacionando teoria e prática.</p><p>O Serviço Social é uma profissão essencialmente interdisciplinar, uma vez que consegue articular diferentes conhecimentos de modo peculiar, relacionando teoria e prática. Não se trata de ter influências sobre a opinião dos usuários, uma vez que isso não está preconizado no Código de Ética Profissional, tampouco diz respeito ao fato de ser a profissão que mais cresce no país. O Serviço Social pode realizar trabalho multi, inter ou transdisciplinar, pois sua formação favorece todo tipo de atuação.</p><p>c) O fato de que, por meio de sua atuação, consegue influenciar a opinião dos seus usuários.</p><p>d) O fato de que é a profissão que lida com o social que mais apresenta crescimento no país.</p><p>e) Transitar entre as diferentes áreas do conhecimento com facilidade.</p><p>O Serviço Social, nos anos 1940, atuava em uma perspectiva higienista como forma de manter o controle social. Qual corrente teórica se baseava o Serviço Social nesse período?</p><p>a) Neotomismo.</p><p>b) Tomismo.</p><p>c) Positivismo.</p><p>Observa-se que a gênese do Serviço Social no Brasil mantém o perfil higienista do profissional como forma de combate à pobreza, resultado do processo de desenvolvimento do capitalismo, incluindo o indivíduo na dinâmica da sociedade e criando mecanismos de controle social, que são características do positivismo. O tomismo e o neotomismo são correntes filosóficas que fundamentaram o Serviço Social nos anos 1930; a fenomenologia nos anos 1960; o marxismo após os anos 1980.</p><p>d) Marxismo.</p><p>e) Fenomenologia.</p><p>O Serviço Social se aproximou do campo da saúde mental desde a gênese da profissão. Sabendo que a metodologia de trabalho era o Serviço Social de caso, em que se pautava a atuação profissional?</p><p>a) Realização de trabalho em grupo.</p><p>b) Implementação da educação higiênica nas escolas e na família.</p><p>A implementação da educação higiênica nas escolas e na família foi proposta pelos higienistas americanos e brasileiros como estratégia de diagnóstico e de tratamento de ‘crianças-problema’. Isso ocorreu por meio dos Centros de Orientação Infantil e Juvenil, que atuavam na sistematização e disseminação do Serviço Social clínico. Portanto, trabalho em grupo, atendimento individual, aplicação de questionário e elaboração de relatório não faziam parte da atuação profissional.</p><p>c) Atendimento individual para maior controle social.</p><p>d) Aplicação de questionário e entrevista aos usuários.</p><p>e) Elaboração de relatórios estatísticos.</p><p>Após a década de 1960, o Serviço Social inicia o movimento de reconceituação que se traduz no repensar da teoria e da metodologia da profissão. Esse movimento de repensar a profissão se relaciona em qual aspecto com o movimento de reforma psiquiátrica no Brasil, após a promulgação da Constituição Federal de 1988?</p><p>a) Visa apenas à cura do transtorno mental.</p><p>b) Analisa apenas a patologia do sujeito.</p><p>c) Entende o transtorno mental desvinculado da realidade social.</p><p>d) Entende o transtorno mental na perspectiva da reabilitação psicossocial.</p><p>Os movimentos que surgiram a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988 traziam novo olhar acerca da pessoa com transtorno mental, além de favorecer o repensar da profissão em uma nova conceituação, o que gerou abertura para um novo modelo que compreende não apenas os aspectos patológicos, mas também lança o olhar para o sujeito na perspectiva da reabilitação psicossocial. Assim, visar apenas à cura, à patologia, desvincular o transtorno mental da realidade social e culpabilizar o sujeito não comtemplam os novos rumos traçados pela profissão que nesse momento se aproximava da teoria social crítica.</p><p>e) Analisa o sujeito na perspectiva da culpabilização.</p><p>Um dos objetivos da reforma psiquiátrica tem como a transformação do modelo de hospital psiquiátrico que objetiva apenas a internação para um modelo que compreende o sujeito em sua totalidade em uma visão integrada. Nesse sentido, em que se pauta a atuação do Serviço Social na saúde mental?</p><p>a) Intervir como terapeuta.</p><p>b) Desenvolver práticas do Serviço Social clínico.</p><p>c) Desenvolver o trabalho social apenas com o sujeito com transtorno mental.</p><p>d) Atuar na dimensão psicológica da reforma psiquiátrica.</p><p>e) Atuar de forma direta na dimensão social da reforma psiquiátrica.</p><p>O assistente social na saúde mental deve intervir sobre as múltiplas expressões da questão social presentes na vida da pessoa com transtorno mental, de modo a assegurar a unidade na reabilitação psicológica e social (psicossocial). Intervir como terapeuta, desenvolver práticas do Serviço Social clínico, desenvolver um trabalho individual e atuar na dimensão psicológica não são campos de atuação do Serviço Social, uma vez que o profissional irá trabalhar na perspectiva de fortalecimento dos direitos sociais, como o exercício da cidadania.</p><p>Um dos objetivos da reforma psiquiátrica é a desinstitucionalização do usuário em contraposição ao modelo de internação. O assistente social deve pautar sua atuação no fortalecimento dos direitos sociais e da autonomia dos sujeitos. Qual estratégia favorece tal fortalecimento?</p><p>a) Contribuir com o fortalecimento da rede intersetorial.</p><p>Articulação e atuação como referência em rede intersetorial devem ser exercidas pelo profissional de Serviço Social, ou seja, deve-se reivindicar a criação dessas redes e se apropriar desse espaço como forma de viabilizar direitos sociais em uma perspectiva integral, potencialmente capaz de fortalecer a autonomia do doente mental e, dessa forma, colaborar para o processo de desinstitucionalização do usuário. Atuar no fortalecimento do Serviço Social de grupo, na perspectiva das políticas neoliberais, na lógica da fragmentação e desenvolver o trabalho desarticulado com as demais políticas públicas se contrapõe aos princípios defendidos pela profissão e pela reforma psiquiátrica que tem por objetivo desenvolver as potencialidades e a autonomia dos sujeitos.</p><p>b) Atuar no fortalecimento do Serviço Social de grupo.</p><p>c) Atuar na perspectiva das políticas sociais neoliberais.</p><p>d) Atuar na lógica da fragmentação.</p><p>e) Desenvolver o trabalho desarticulado com as demais políticas públicas.</p><p>Sabe-se que o conceito de normalidade e anormalidade no campo da saúde mental foi concebido a partir de valores morais. Qual o conceito de normalidade adotado no texto?</p><p>a) Normalidade relaciona-se ao aparato legal construído por cada sociedade num determinado período histórico.</p><p>b) Normalidade depende da forma como as sociedades se relacionam na elaboração das decisões jurídicas.</p><p>c) Normalidade, para Medicina, diz respeito ao estabelecimento de normas conforme um valor, pressupondo a hierarquização das possibilidades normativas.</p><p>O conceito de normalidade foi pensado pela Medicina em relação às normas estabelecidas conforme um valor cujo critério de análise seguia um padrão hierarquizado. Trata-se das construções valorativas de uma determinada sociedade em tempo e espaço definidos. O princípio normalidade não se vincula ao aparato legal nem às decisões jurídicas. Esse conceito, inicialmente, não foi construído em oposição ao conceito de anormalidade, mas sim como um atributo moral estabelecido por determinada sociedade.</p><p>d) Normalidade é um conceito em construção, mas que se opõe ao conceito de anormalidade como substitutivo de uma condição social.</p><p>e) Normalidade é o cumprimento da legislação sem contestação e pressupõe que as regras estejam verdadeiramente corretas e sejam inquestionáveis.</p><p>A história da Psiquiatria brasileira data do período do Império, quando as pessoas que apresentavam conduta desviante eram submetidas à segregação social. A partir das análises de Foucault, que introduz ao conceito de normalidade a dimensão do poder, pergunta-se: qual o papel do poder na dimensão da loucura?</p><p>f) É pelo poder que se assume o papel de vigilância, correção e controle na sociedade, o disciplinamento às normas.</p><p>É a partir das análises de Foucault que o poder assume o papel de vigilância, correção e controle na sociedade, o disciplinamento às normas. Embora o Estado exerça a coerção na sociedade, são as normas morais que impõem os critérios de anormalidade. Pressupõe-se que as normas sejam seguidas sem contestação e as pessoas ajustadas a elas. Na relação de disputas entre classes sociais, a dimensão do poder está em jogo, no entanto, essa relação não se estabelece à loucura.</p><p>g) O poder exercido pelo Estado tem função coercitiva, inviabilizando condutas transgressoras que devam ser reprimidas ostensivamente.</p><p>h) O poder exerce o papel de normatizador das convenções sociais em que caberá à população seguir as regras sem contestá-las.</p><p>i) O poder exercido pela sociedade sobre a população é uma característica da classe dominante que utiliza desse mecanismo para oprimir.</p><p>j) É pelo poder que as regras são impostas na sociedade por determinada classe social a fim de que sejam cumpridas e inquestionáveis.</p><p>A Reforma Psiquiátrica prevê a desinstitucionalização em saúde mental. Em que consiste esse processo?</p><p>a) Desinstitucionalização significa dizer mudança de instituição para que os usuários sejam atendidos em outro equipamento público.</p><p>b) Desinstitucionalização em saúde mental trata-se do processo de retirada das pessoas internadas para tratamento em espaço aberto e convívio social.</p><p>O movimento de Reforma Psiquiátrica reivindica a desinstitucionalização das pessoas internadas em regime fechado, sem convívio social, para que sejam respeitadas como sujeitos de direitos e tratadas na comunidade. Embora seja uma mudança institucional, o propósito da desinstitucionalização é que as pessoas com sofrimento mental permaneçam em convívio social e familiar. Esse movimento é fruto da luta dos trabalhadores em saúde mental por melhores condições de trabalho e por respeito às pessoas internadas compulsoriamente. A desinstitucionalização foi aprovada na Lei do SUS com recurso financeiro garantido. O movimento atual é para a manutenção desse recurso e para o consequente aumento do percentual destinado à saúde mental.</p><p>c) Desinstitucionalização diz respeito à forma como os usuários da saúde mental são acolhidos de forma consentida nas instituições fechadas.</p><p>d) Desinstitucionalização é o processo de permanência em ambiente segregador, porém em outro espaço institucional.</p><p>e) Desinstitucionalização torna-se viável quando houver recursos financeiros e vontade política para resolver a questão dos encarcerados.</p><p>A Política Nacional de Saúde Mental propõe referendar as diretrizes do movimento de reforma psiquiátrica. Quais os objetivos da Reforma Psiquiátrica referendados pela legislação em saúde mental?</p><p>a) Reformar as instituições hospitalares para que possam atender a um público maior em situação de encarceramento.</p><p>b) Viabilizar o acesso voluntário ou compulsório de pessoas com sofrimento mental às instituições psiquiátricas em ambiente fechado.</p><p>c) Estabelecer contato com a rede de atenção de alta complexidade em saúde para ampliação de leitos de internação psiquiátrica de longa permanência.</p>d) Criação de novos manicômios em regiões afastadas dos centros urbanos para garantia da privacidade das pessoas internadas. e) Reduzir ao máximo o número de leitos em instituições fechadas e abrir unidades de tratamento em ambiente aberto como nos Centros de Atenção Psicossocial. O propósito do movimento psiquiátrico é reduzir ao máximo o número de leitos em instituições fechadas, proporcionando a integração social das pessoas com sofrimento mental para que sejam atendidas nos Centro de Atenção Psicossocial, em ambiente aberto, preservando o convívio social. O movimento de Reforma Psiquiátrica refuta qualquer iniciativa de segregação social e encarceramento das pessoas com sofrimento mental. Acredita-se que esse público em tratamento é capaz de fazer as próprias escolhas, sendo sujeito autônomo, evitando ações compulsórias advindas de outras pessoas. Promove parcerias com hospitais gerais para sessão de leitos à psiquiatria quando for necessário. O modelo assistencial avançou muito no atendimento às pessoas com sofrimento mental quanto à desinstitucionalização. Quais os desafios enfrentados para a manutenção e o avanço dos serviços comunitários? a) A extinção total dos leitos psiquiátricos no modelo hospitalar por entender a internação como tratamento nada eficaz. b) Redução dos recursos financeiros destinados à capacitação dos profissionais trabalhadores da saúde mental. c) Viabilizar ações higienistas promotoras de segregação social entendendo ser necessária a limpeza social. d) Consolidar e ampliar a rede de atenção comunitária e territorial promotora de reintegração social e cidadania. Há ainda muitos desafios a serem superados em saúde mental, mas sobretudo importa o envolvimento com a consolidação e a ampliação da rede de atenção comunitária e territorial promotora de reintegração social e cidadania. Deve-se manter leitos psiquiátricos, ainda que de forma reduzida, para os casos realmente necessários avaliados por equipe multidisciplinar. É necessário aumentar recursos financeiros para a capacitação de profissionais da saúde mental, a fim de manter atualizadas as ações previstas na Reforma Psiquiátrica. É preciso refutar as iniciativas higienistas e segregadoras destituidoras de direitos sociais dos cidadãos. Ainda, deve-se ampliar o serviço prestado pelo Centro de Atenção Psicossocial e promover a integração com a rede de atenção básica. e) Redução da atuação dos Centro de Atenção Psicossocial para fomentar os serviços prestados na atenção básica a partir do programa de saúde da família.