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AULA 04 PROTOZOÁRIOS TECIDUAIS E SANGUÍNEOS VEICULADOS POR VETORES LEISHMANIOSES E TRIPANOSSOMÍASES LEISHMANIOSE Leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários parasitários do gênero Leishmania transmitidos pela picada de insetos da subfamília dos flebotomíneos Existem três tipos principais: 1) leishmaniose cutânea, 2) leishmaniose mucocutânea e 3) leishmaniose visceral. Mosquito-Palha Lutzomyia longipalpis LEISHMANIOSE Leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários parasitários do gênero Leishmania transmitidos pela picada de insetos da subfamília dos flebotomíneos Existem três tipos principais: 1) leishmaniose cutânea é a forma mais comum de leishmaniose. Trata-se de uma infecção da pele causada por um parasita unicelular e transmitida por uma picada de Mosquito-palha. Há cerca de vinte espécies de Leishmania que podem causar leishmaniose cutânea. LEISHMANIOSE Leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários parasitários do gênero Leishmania transmitidos pela picada de insetos da subfamília dos flebotomíneos Existem três tipos principais: 2) leishmaniose mucocutânea A leishmaniose mucocutânea é a mais temida forma de leishmaniose cutânea, uma vez que produz lesões destrutivas e desfigurantes do rosto. É, na maior parte das vezes, causada por Leishmania braziliensis, mas casos causados por L. aethiopica também foram descritos, embora raros. LEISHMANIOSE Leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários parasitários do gênero Leishmania transmitidos pela picada de insetos da subfamília dos flebotomíneos Existem três tipos principais: 3) leishmaniose visceral. também conhecida por seu nome indiano calazar (kala-azar) ou até Varíola Canina - é uma doença não contagiosa causada, entre outros, por três espécies de protozoários pertencentes ao gênero Leishmania, clínica e biologicamente distintas e com diferentes distribuições geográficas: Leishmania donovani, Leishmania chagasi e Leishmania infantum. GÊNERO LEISHMANIA Os Parasitas do gênero Leishmania são digenéticos (heteroxenos) e apresentam em seu ciclo de vida apenas duas formas evolutivas: a forma promastigota, que é flagelada e extracelular, e a forma amastigota, que é intracelular e sem movimentos. CICLO DE VIDA PREVENÇÃO (PROFILAXIA) As leishmanioses não são transmitidas pelo contato com pessoas infectadas, a prevenção se faz principalmente através de métodos que evitem o contato com os vetores: uso de repelentes, quando houver exposição a ambientes onde os vetores, habitualmente, possam ser encontrados; evitar a exposição nos horários de atividades do vetor (crepúsculo e noite); uso de mosquiteiros de malha fina (tamanho da malha 1,2 a 1,5 mm e denier 40 a 100), bem como a telagem de portas e janelas; manejo ambiental com limpeza de quintais e terrenos, a fim de alterar as condições do meio que propiciem o estabelecimento de criadouros para formas imaturas do vetor; poda de árvores, de modo a aumentar a insolação, para diminuir o sombreamento do solo e evitar as condições favoráveis (temperatura e umidade) ao desenvolvimento de larvas de flebotomíneos; PREVENÇÃO (PROFILAXIA) destino adequado do lixo orgânico, a fim de se impedir a aproximação de mamíferos comensais, como marsupiais e roedores, prováveis fontes de infecção para os flebotomíneos; limpeza periódica dos abrigos de animais domésticos; manutenção de animais domésticos distantes do intradomicílio durante a noite, de modo a reduzir a atração dos flebotomíneos para esse ambiente; em áreas potenciais de transmissão, sugere-se uma faixa de segurança de 400 a 500 metros entre as residências e a mata. Entretanto, uma faixa dessa natureza terá que ser planejada para evitar erosão e outros problemas ambientais. Em regiões onde os humanos atuam como reservatórios para os parasitos, o tratamento dos infectados, mesmo quando assintomáticos, é essencial para o controle da doença. No Brasil e em outros países, é recomendada a eutanásia de cães sororreagentes e/ou com parasitológico positivo para Leishmania como forma de controle da doença. TRIPANOSSOMÍASES Tripanossomíase ou tripanossomose é a designação geral dada a várias doenças de vertebrados causadas por protozoários parasitas do gênero Trypanosoma. Cerca de 500.000 pessoas em 36 países da África subsariana sofrem de tripanossomíase africana que é causada por Trypanosoma brucei gambiense ou Trypanosoma brucei rhodesiense. A outra forma humana da tripanossomíase, chamada doença de Chagas, causa cerca de 21.000 mortes por ano, sobretudo na América Latina. Tipos: 1) Tripanossomíase africana, transmitida pela mosca tsétsé infectada com Trypanosoma brucei DOENÇA DO SONO 2) Tripanossomíase americana transmitida por insectos da família Reduviidae, como o barbeiro infectados com Trypanosoma cruzi DOENÇA DE CHAGAS DOENÇA DO SONO O primeiro estágio da doença: tem início uma a três semanas após a picada. Neste primeiro estágio, os sintomas mais comuns são febre, dores de cabeça, comichão e dor nas articulações. Semanas a meses mais tarde tem início o segundo estágio. O segundo estágio da doença: Os sintomas mais comuns são confusão, descoordenação do corpo, formigueiro e dificuldade em dormir. O diagnóstico é feito pela observação do parasita ao microscópio numa amostra de sangue ou de linfa. Em muitos casos é necessário proceder a uma punção lombar para determinar em que estágio está a doença. CICLO DE VIDA DOENÇA DO SONO - PREVENÇÃO A prevenção das formas mais graves da doença consiste no rastreio da população em risco com análises ao sangue para a detecção de TbG. O tratamento é mais fácil quanto mais cedo for diagnosticada a doença e antes de ocorrerem sintomas neurológicos. O tratamento do primeiro estágio consiste na administração dos medicamentos pentamidina ou suramina. O tratamento do segundo estágio consiste na administração de eflornitina ou uma associação de nifurtimox e eflornitina para os casos de TbG. Embora o melarsoprol seja eficaz em ambos os estágios, geralmente só é usado para as infeções por TbR devido aos efeitos adversos potencialmente graves. Sem tratamento, a doença geralmente causa a morte. DOENÇA DE CHAGAS T. cruzi é transmitido para humanos e outros mamíferos principalmente pela via vetorial, geralmente através do contagio com as fezes de insetos hematófagos da subfamília Triatominae, popularmente denominados de "barbeiros" (p. ex.: Triatoma infestans). DOENÇA DE CHAGAS - SINTOMAS Os sintomas mudam ao longo do curso da infecção. Na fase inicial, eles podem não estar presentes ou podem ser: febre, gânglios linfáticos aumentados, dor de cabeça e inchaço no local da mordida. Após 8-12 semanas, os indivíduos entram na fase crônica da doença e em 60-70% nunca desenvolvem outros sintomas. Os 30 a 40% restantes apresentam sintomas adicionais de 10 a 30 anos após a infecção inicial. Isto inclui o alargamento dos ventrículos do coração em 20 a 30% levando a insuficiência cardíaca. A dilatação do esôfago ou o alargamento do cólon também podem ocorrer em 10% das pessoas. CICLO DE VIDA PREVENÇÃO - PROFILAXIA Atualmente, ainda não existe uma vacina contra a doença de Chagas e a prevenção é, em geral, focada em eliminar o inseto vetor com a utilização de sprays e tintas contendo inseticidas (piretroides sintéticos) e em melhorar as condições de saneamento e habitação nas áreas rurais. Para os moradores de áreas urbanas que vão passar temporadas, como férias ou acampamentos em regiões endêmicas, recomenda-se o uso de mosquiteiros. Algumas medidas de controle incluem: Uma armadilha contendo uma levedura pode ser utilizada para monitorar infestações de certas espécies de triatomíneos (Triatoma sordida, Triatoma brasiliensis, Triatoma pseudomaculata e Panstrongylus megistus); Foram apresentados resultados promissores com o tratamento dos habitats de vetores com o fungo Beauveria bassiana; EXERCÍCIO Doenças antes tidas como preocupantes, foram combatidas no passado, sendo praticamente erradicadas no Brasil. Ocorreque recentemente novos casos de doenças como a Leishmaniose tem surgido, principalmente nas grandes metrópoles. Para complicar, o quadro crônico assintomático da Tripanossomíase faz com que o combate à doença fique cada vez mais complicado. De que forma o ciclo de vida destes protozoários parasitos podem ser chaves de conhecimento para propostas de intervenção e inibição da transmissão dessas parasitoses?