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Malária Autora: Marcela Rodrigues liba Luanda- 2026 Objectivos Objectivo Geral Compreender os principais aspectos da malária, incluindo causas, manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e prevenção. Objectivos Específicos •Descrever o conceito, a etiologia e as formas de transmissão da malária. •Identificar os sinais, sintomas e formas clínicas da doença. •Conhecer os métodos de diagnóstico e os principais diagnósticos diferenciais. •Descrever o tratamento, as complicações e as medidas de prevenção da malária. •Apresentar a patologia mais observada durante o estágio de Medicina Interna no Hospital Geral de Luanda. Conceito A malária é uma doença infecciosa parasitária causada por protozoários do género Plasmodium, transmitidos principalmente pela picada da fêmea do mosquito Anopheles infectada. É uma doença potencialmente fatal, porém prevenível e tratável. Epidemiologia Sengudo MINSA-2024, a malária está entre as principais causas de morbilidade e de mortalidade, afectando todo o país e todas as faixas etárias. Em Angola, a malária é endémica em todo o território nacional. Em 2024, a taxa de incidência a nível nacional foi de 340 casos/1.000 habitantes. Transmissão Transmissão natural: Produz-se pela picada do Anopheles fêmea infectado ao homem. Transmissão induzida: São exemplos desta via as transfusões de sangue, uso de agulhas ou seringa compartilhadas, malária adquirida no parto e acidentes de trabalho em pessoal de laboratório ou hospital. Agente Etiológico Cinco espécies de Plasmodium podem infectar seres humanos: 1. Plasmodium falciparum (mais grave e mais frequente em Angola) 2. Plasmodium vivax 3. Plasmodium ovale 4. Plasmodium malariae 5. Plasmodium knowlesi Ciclo de vida do plasmodium Classificação A classificação da malária baseia-se principalmente na avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, permitindo distinguir entre: Malária não complicada Malária complicada. (MINSA, 2023) Malária Não Complicada (Simples) Malária não complicada é definida como uma doença sintomática sem sinais de gravidade ou evidência clínica ou laboratorial de disfunção orgânica (OMS, 2015). Caracterizada por: Febre Astenia Anorexia Calafrios Cefaleia Mialgias Náuseas e vómitos Estado de consciência preservado Ausência de sinais de disfunção orgânica O paciente geralmente pode ser tratado por via oral e em regime ambulatório. (MINSA, 2023) Malária Grave ou Complicada Ocorre quando há confirmação de malária associada a sinais de gravidade, como: Alteração da consciência ou coma Convulsões repetidas Anemia grave (Hematócrito 100.000 parasitas/µl ou mais 2.5% de glóbulos vermelhos parasitados em indivíduos não imunes); Disfunção hepática (icterícia) Necessita de internamento e tratamento urgente. (MINSA, 2024) DIAGNÓSTICO Clínico: Sinais e sintomas Laboratorial : Gota espessa, pesquisa de plasmodium, Testes rápidos (TDR) DIAGNÓSTICO Exames complementares: •Hemograma; •Glicemia; •Ureia e creatinina; •Bilirrubinas; •Transaminases; •Gasometria arterial. Critérios de Internamento Internar quando houver: •Malária grave •Gestante •Criança pequena •Incapacidade de ingerir medicação oral •Vómitos persistentes •Convulsões •Desidratação grave •Anemia grave (HGB≤5 g/dL) •Hipoglicemia (20 kg • 2,4 mg/kg EV/IM às 0h, às 12h e às 24h e continuar • 2,4 mg/kg EV/IM diariamente até ao 6º dia (Total de 7 dias) (MINSA, 2024) Arteméter IM • Adultos — 160 mg no 1º dia e continuar com 80 mg durante 6 dias IM ou passar à via oral com um ACTs se evolução clínica e parasitológica favorável. • Crianças — Iniciar no 1º dia com dose de carga de 3,2 mg/Kg de peso e continuar com dose de manutenção de 1,6 mg/kg de peso durante mais 6 dias (ou passar a via oral segundo o esquema habitual). Quinina a) Posologia da Dihidrocloridrato de Quinina — Via Endovenosa • Dose de Ataque: 20 mg sal/Kg/dose, diluída em 5 a 10 ml/Kg de solução salina ou glicosada isotónica (de preferência a glicosada a 5% ou 10%) máximo 500 ml, a correr duran te 4 horas — 42 gotas/minuto. Não ultrapassar 750–800 mg por dose nos adultos. • Dose de Manutenção» — 10 mg sal/Kg/dose, na mesma diluição, repetir de 8/8 horas e correr durante 4 horas. (MINSA, 2024) Tratamento Tratamento de Suporte: •Oxigênio •Controle glicêmico •Antitérmicos •Hidratação cuidadosa •Transfusão se anemia grave (Hematócritode proteção e à procura precoce por assistência médica. Tais estratégias têm como finalidade reduzir a ocorrência de complicações graves, como disfunções renal, neurológica e hepática, frequentemente observadas nos casos complicados. (Liba MR.2026) Conclusão A malária continua a ser uma das principais causas de morbidade e mortalidade em Angola, representando um importante problema de saúde pública. O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno contribuem significativamente para a redução das complicações e da mortalidade. Além disso, a adoção de medidas preventivas e o controlo do vetor são essenciais para diminuir a transmissão da doença. Assim, o fortalecimento das estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento é indispensável para o combate eficaz da malária. Referências bibliográficas Angola. Ministério da Saúde, Programa nacional de Controlo da Malária. Manual de diagnóstico e tratamento da malária em Angola. 4 edição. Luanda: Ministério da Saúde, 2024 jan. World Health Organization (WHO). WHO Guidelines for Malaria. Geneva: WHO, 2025. World Health Organization – Malaria Fact Sheet. World Health Organization (WHO). Malaria Fact Sheet. Manual MSD. Malária. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/professional/infectious-diseases/extraintestinal- protozoa/malaria Liba MR. Relatório da rotação de medicina interna: Hospital Geral de Luanda, 25 de maio a 10 de julho de 2026. Luanda: Universidade Privada de Angola, Faculdade de Medicina; 2026. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/malaria?utm_source=chatgpt.com https://www.msdmanuals.com/professional/infectious-diseases/extraintestinal-protozoa/malaria Agradeço pela vossa atenção