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INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA 📚 AULA 01 - A PSICOLOGIA ENQUANTO CIÊNCIA 🧠 PSICOLOGIA DO SENSO COMUM 1. qualquer um entende um pouco dela, de psicólogo e de louco todo mundo tem um pouco. as pessoas em geral tem a sua própria psicologia. 2. é um conhecimento que vamos acumulando no nosso cotidiano, é o intuitivo, espontâneo, gerado por tentativas que resultaram em acertos ou erros. 3. a produção desse tipo de conhecimento percorre um caminho que vai do hábito à tradição, passa de geração para geração. 4. é a visão de mundo das pessoas, uma leitura. não nos preocupamos em definir as palavras usadas e nem por isso deixamos de ser entendidos pelo outro. 5. quando utilizamos termos como complexado e histérico, estamos usando termos definidos pela psicologia científica. podemos estar até próximos do conceito científico, mas geralmente nem o sabemos. PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA 1. compõe-se de um conjunto de conhecimentos sobre fatos ou aspectos da realidade (objeto de estudo), expresso por meio de uma linguagem precisa e rigorosa. 2. esses conhecimentos devem ser obtidos de maneira programada, sistemática e controlada, para que se permita a verificação da sua validade. 3. podemos apontar o objeto dos diversos ramos da ciência e saber exatamente como determinado conteúdo foi construído, possibilitando a reprodução da experiência. 4. o saber pode ser transmitido, verificado, utilizado e desenvolvido. ele caracteriza-se como um processo que aspira à objetividade 5. suas conclusões devem ser passíveis de verificação e isentas de emoção, para assim tornarem-se válidas para todos. 6. objeto específico, linguagem rigorosa, métodos e técnicas específicas, processo cumulativo do conhecimento, objetividade. AULA 02 - A PSICOLOGIA ENQUANTO CIÊNCIA 🧠 OBJETO DE ESTUDO DA PSICOLOGIA 1. um conhecimento, para ser considerado científico, requer um objeto específico de estudo. 2. um psicólogo comportamentalista dirá que o objeto de estudo da psicologia é o comportamento humano, já um psicólogo psicanalista dirá que o objeto de estudo da psicologia é o inconsciente. 3. alguns psicólogos dirão que o objeto de estudo da psicologia é a consciência humana, e outros ainda dirão que é a personalidade. 4. a diversidade de objetos de estudo da psicologia é explicada pelo fato deste campo do conhecimento ter-se constituído como uma área de sabedoria apenas muito recentemente. 5. um outro motivo que contribui para dificultar uma clara definição do objeto de estudo da psicologia é o fato do cientista - o pesquisador - confundir-se com o objeto a ser pesquisado. 5. no sentido mais amplo, o objeto de estudo da psicologia é o homem, e neste caso o pesquisador está inserido na categoria a ser estudada. 6. a concepção de homem que o pesquisador traz consigo “contamina” inevitavelmente a sua pesquisa em psicologia. 7. conforme a definição de homem adotada, teremos uma concepção de objeto de estudo que combine com ela. 8. atualmente, há uma riqueza de valores sociais que permitem várias concepções de homem, diríamos que no caso da psicologia, esta ciência estuda os “diversos homens” concebidos pelo conjunto social. 9. a psicologia hoje se caracteriza como uma ciência amplamente diversificada quanto aos seus objetos de estudo. A SUBJETIVIDADE COMO OBJETO DA PSICOLOGIA 1. a psicologia colabora com o estudo da subjetividade, pois essa é a sua forma particular e específica de contribuição para a compreensão da totalidade da vida humana. 2. a matéria prima da psicologia é o homem em todas as suas versões: as visíveis (nosso comportamento), as invisíveis (nossos sentimentos), as singulares (porque somos o que somos) e as genéricas (porque somos todos assim). 3. é o homem-corpo, homem-pensamento, homem-afeto, homem-ação e tudo isso está sintetizado no termo subjetividade. 4. a subjetividade é a síntese singular e individual que cada um de nós vai constituindo conforme vamos nos desenvolvendo e vivenciando as experiências da vida social e cultural. 5. a subjetividade é o mundo de ideias, significados e emoções construído internamente pelo sujeito a partir de suas relações sociais, de suas vivências e de sua constituição biológica, e é também a fonte de suas manifestações afetivas e comportamentais. 6. a subjetividade é a maneira de sentir, pensar, fantasiar, sonhar, amar e fazer de cada um. 7. a síntese que a subjetividade representa não é inata ao indivíduo. 8. o sujeito a constrói aos poucos, apropriando-se do material do mundo social e cultural, e faz isso ao mesmo tempo em que atua sobre este mundo, é ativo na sua construção. 9. criando e transformando o mundo (externo), o homem constrói e transforma a si próprio, bem como a forma que vê e se relaciona com os outros. PROCESSOS BÁSICOS ESTUDADOS PELA PSICOLOGIA 1. a aprendizagem é um processo de mudança do comportamento obtido através da experiência construída por fatores emocionais, neurológicos, racionais e ambientais. aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente. 2. a memória é o armazenamento de informações e fatos obtidos através de experiências ouvidas ou vividas. relaciona-se fortemente à aprendizagem que é a obtenção de novos conhecimentos, pois utiliza a memória para reter tais informações no cérebro. 3. a personalidade é uma construção psicológica que faz referência ao conjunto de características de uma pessoa. 4. a linguagem é o mecanismo que utilizamos para expressar e transmitir nossos conceitos, idéias e sentimentos. AULA 03 - A PSICOLOGIA ENQUANTO CIÊNCIA 🧠 FRONTEIRAS ENTRE CIÊNCIAS HUMANAS E CIÊNCIAS NATURAIS 1. sabemos que tanto as ciências humanas quanto as ciências naturais produzem e desenvolvem conhecimentos para a sociedade. CIÊNCIAS NATURAIS 1. estuda fatos observáveis que podem ser submetidos aos procedimentos de experimentação em laboratórios. 2. concebe a natureza como um conjunto articulado de seres e acontecimentos interdependentes, ligados por relações necessárias de causa e efeito, subordinação e dependência, ou por relações entre funções invariáveis e ações variáveis. 3. busca constâncias, regularidades, frequências e invariantes dos fenômenos. CIÊNCIAS HUMANAS 1. psicologia: estruturas e desenvolvimento das operações da mente humana (consciência, vontade, percepção, linguagem, memória, imaginação, emoções). 2. estruturas e desenvolvimento dos comportamentos humanos e animais, relações intersubjetivas dos indivíduos em grupo e em sociedade. 3. sociologia, história e filosofia. PSICOLOGIA ENQUANTO CIÊNCIA 1. a psicologia, como área da ciência, vem se desenvolvendo na história desde 1875, quando Wilhelm Wundt criou o primeiro Laboratório de Experimentos em Psicofisiologia, em Leipzig, na Alemanha. 2. esse marco histórico significou o desligamento das ideias psicológicas de ideias abstratas e espiritualistas, que defendiam a existência de uma alma nos homens, a qual seria a sede da vida psíquica. 3. a história da psicologia é de fortalecimento de seu vínculo com os princípios e métodos científicos. 4. a ideia de um homem autônomo, capaz de se responsabilizar pelo seu próprio desenvolvimento e pela sua vida, também vai se fortalecendo a partir desse momento. 5. hoje, a psicologia ainda não consegue explicar muitas coisas sobre o homem, pois é uma área da ciência relativamente nova (com pouco mais de cem anos). PSICOLOGIA E MISTICISMO 1. na ciência não se esgota o que há para se conhecer, pois a realidade está em permanente movimento e novas perguntas surgem a cada dia, o homem está em movimento e em transformação, colocando também novas perguntas para a psicologia. 2. alguns dos “desconhecimentos” da psicologia têm levado os psicólogos a buscarem respostas em outros campos do saber humano. com isso, algumas práticas não-psicológicas têm sido associadas às práticas psicológicas. 3. o tarô, a astrologia, a quiromancia, a numerologia, entre outras práticas adivinhatórias e/ou místicas, têm sido associadas ao fazer e ao saber psicológico, porém estas não são práticas da psicologia. 4. são outras formas de saber — de saber sobreo humano — que não podem ser confundidas com a psicologia. essas práticas, não são construídas no campo da ciência, a partir do método e dos princípios científicos. 5. estão em oposição aos princípios da psicologia, que vê não só o homem como ser autônomo, que se desenvolve e se constitui a partir de sua relação com o mundo social e cultural, mas também o homem sem destino pronto, que constrói seu futuro ao agir sobre o mundo. 6. as práticas místicas têm pressupostos opostos, pois nelas há a concepção de destino, da existência de forças que não estão no campo do humano e do mundo material. 7. a psicologia, ao relacionar-se com esses saberes, deve ser capaz de enfrentá-los sem preconceitos, reconhecendo que o homem construiu muitos “saberes” em busca de sua felicidade.é preciso demarcar nossos campos. esses saberes não estão no campo da psicologia, mas podem tornar-se seu objeto de estudo. 8. em certos casos, verificamos psicólogos que usam a prática mística como acompanhamento psicológico, sem critério científico comprovado. porém, estes são previstos pelo código de ética dos psicólogos e por isso são passíveis de punição. 9. é preciso reconhecer que pessoas que acreditam em práticas místicas têm o direito de consultar e de serem consultadas, e também temos de reconhecer, nós cientistas, que não sabemos muita coisa sobre o psiquismo humano e que, muitas vezes, novas descobertas seguem estranhos e insondáveis caminhos. o verdadeiro cientista deve ter os olhos abertos para o novo. 10. não se deve misturar a psicologia com práticas místicas que estão baseadas em pressupostos diversos e opostos ao da psicologia. 11. “mente é como pára-quedas: melhor aberta.” é preciso estar aberto para o novo, atento a novos conhecimentos que, tendo sido estudados no âmbito da ciência, podem trazer novos saberes, ou seja, novas respostas para perguntas ainda não respondidas. AULA 04 - A PSICOLOGIA ENQUANTO CIÊNCIA 🧠 1. a psicologia enquanto um ramo da filosofia estudava a alma. a psicologia científica nasce quando, de acordo com os padrões de ciência do século XIX, Wundt preconiza a psicologia “sem alma”. 2. o conhecimento tido como científico passa então a ser aquele produzido em laboratórios, com o uso de instrumentos de observação e medição. 3. se antes a psicologia estava subordinada à Filosofia, a partir daquele século ela passa a ligar-se a especialidades da medicina, que assumira antes da psicologia, o método de investigação das ciências naturais como critério rigoroso de construção do conhecimento. 4. essa psicologia científica, que se constituiu de três escolas — Associacionismo, Estruturalismo e Funcionalismo — foi substituída, no século 20, por novas teorias. ASSOCIACIONISMO 1. teve como principal representante Edward L. Thorndike por ter sido o formulador da primeira teoria da aprendizagem na psicologia. 2. nasceu em 31 de agosto de 1874, em Williamsburg, Massachusetts e faleceu em 09 de agosto de 1949. era filho de um pastor metodista, cresceu em Massachusetts. 3. enquanto era um estudante muito bem sucedido, inicialmente não gostou do seu primeiro curso de psicologia. seu interesse em psicologia cresceu depois de ler o livro clássico “princípios da psicologia” de William James. 4. quando se formou na Universidade Wesleyan em 1895 com um título de bacharel, Thorndike, em seguida, matriculou-se na Universidade de Harvard para estudar inglês e literatura francesa. durante seu primeiro semestre, no entanto, fez um curso de psicologia ministrado por William James e pelo seu segundo trimestre tinha decidido mudar sua concentração no estudo sobre a psicologia. 5. mudou para a Universidade de Columbia, onde estudou sob a orientação do psicólogo James McKeen Cattell. depois de ganhar seu doutorado de Columbia em 1898, Thorndike levou brevemente o cargo de professor assistente de pedagogia na Case Western Reserve University. 6. no ano de 1900, casou-se com Elizabeth Moulton. foi professor de psicologia da Teachers College da Columbia University, onde ele iria continuar a ensinar para o resto de sua carreira. 7. formulou a lei do efeito, que foi fundamental para a teoria psicológica comportamentalista. *segundo a lei do efeito, formulada por Edward L. Thorndike, todo comportamento de um organismo vivo tende a se repetir, se nós recompensarmos o organismo assim que este emitir o comportamento. por outro lado, o comportamento tenderá a não acontecer, se o organismo for castigado após sua ocorrência. 8. o termo associacionismo refere-se à concepção de que a aprendizagem ocorre por associação de ideias das mais simples às mais complexas. ESTRUTURALISMO 1. Edward Bradford Titchener foi um psicólogo inglês que estudou com Wilhelm Wundt por vários anos. nasceu em 11 de janeiro de 1867 e morreu em 3 de agosto de 1927, foi o principal fundador do estruturalismo. 2. tornou-se professor da Cornell University e criou o maior programa de doutorado da época nos Estados Unidos. 3. definiu a psicologia como ciência da consciência ou da mente, herdada por Wundt. afirmava que cada totalidade psicológica compõe-se de elementos. 4. os elementos mentais são as sensações, imagens, afeições e sentimentos. usa-se da introspecção (observação treinada) para se chegar nos elementos mentais. WILHELM WUNDT 1. é mundialmente conhecido por ter criado o primeiro laboratório de Psicologia do mundo. o laboratório foi inaugurado em Leipzig, na Alemanha em 1879. 2. a fundação do laboratório é considerada por muitos como o início da Psicologia enquanto uma ciência, além de ser autor de uma vasta obra, importantíssima para a psicologia. 3. sua obra mais conhecida, publicada em 1872, se intitula Princípios de Psicologia Fisiológica. também trabalhou com estruturalismo, a abordagem da psicologia que procura explicar as estruturas que compõe a mente. FUNCIONALISMO 1. William James propôs o funcionalismo, foi um filósofo e importante psicólogo norte-americano e também um dos criadores da escola filosófica conhecida como “pragmatismo” e um dos pioneiros da “psicologia funcional”. 2. os funcionalistas queriam estudar a função da consciência e seus processos mentais básicos. a mente consciente é uma característica da mente em constante interação com o meio ambiente. BEHAVIORISMO DE JOHN WATSON 1. o termo behaviorismo foi inaugurado pelo americano John B. Watson, em artigo publicado em 1913, que apresentava o título “psicologia: como os behavioristas a vêem”. 2. o termo inglês behavior significa “comportamento”; por isso, para denominar essa tendência teórica, usamos Behaviorismo — e também, comportamentalismo, teoria comportamental, análise experimental do comportamento, análise do comportamento. 3. Watson, postulando o comportamento como objeto da psicologia, dava a esta ciência a consistência que os psicólogos da época vinham buscando — um objeto observável, mensurável, cujos experimentos poderiam ser reproduzidos em diferentes condições e sujeitos. 4. essas características foram importantes para que a psicologia alcançasse o status de ciência, rompendo definitivamente com a sua tradição filosófica. Watson também defendia uma perspectiva funcionalista para a psicologia, isto é, o comportamento deveria ser estudado como função de certas variáveis do meio. 5. certos estímulos levam o organismo a dar determinadas respostas e isso ocorre porque os organismos se ajustam aos seus ambientes por meio da hereditariedade e pela formação de hábitos. Watson buscava a construção de uma psicologia sem alma e sem mente, livre de métodos subjetivos, e que tivesse a capacidade de prever e controlar. BEHAVIORISMO DE SKINNER 1. esta linha de estudo ficou conhecida por behaviorismo radical, termo cunhado pelo próprio Skinner, em 1945, para designar uma filosofia da ciência do comportamento (que ele se propôs defender) por meio da análise experimental do comportamento. 2. a base da corrente skinneriana está na formulação do comportamento operante. o comportamento operante abrange um leque amplo da atividade humana — dos comportamentos do bebê de balbuciar,de agarrar objetos e de olhar os enfeites do berço aos mais sofisticados, apresentados pelo adulto. 3. como nos diz Keller, o comportamento operante: “inclui todos os movimentos de um organismo dos quais se possa dizer que, em algum momento, têm efeito sobre ou fazem algo ao mundo em redor”. CAIXA DE SKINNER 1. um ratinho foi colocado na “caixa de Skinner” — um recipiente fechado no qual encontrava apenas uma barra. esta barra, ao ser pressionada por ele, acionava um mecanismo (camuflado) que lhe permitia obter uma gotinha de água, que chegava à caixa por meio de uma pequena haste. que resposta esperava-se do ratinho? — que pressionasse a barra. como isso ocorreu pela primeira vez? — por acaso. 2. durante a exploração da caixa, o ratinho pressionou a barra acidentalmente, o que lhe trouxe, pela primeira vez, uma gotinha de água, que, devido à sede, fora rapidamente consumida. por ter obtido água ao encostar na barra quando sentia sede, constatou-se a alta probabilidade de que, estando em situação semelhante, o ratinho a pressionasse novamente. 3. neste caso de comportamento operante, o que propicia a aprendizagem dos comportamentos é a ação do organismo sobre o meio e o efeito dela resultante — a satisfação de alguma necessidade, ou seja, a aprendizagem está na relação entre uma ação e seu efeito. REFORÇO 1. o estímulo reforçador é chamado de reforço. reforço é toda consequência que, seguindo uma resposta, altera a probabilidade futura de ocorrência dessa resposta. o reforço pode ser positivo ou negativo. 2. o reforço positivo é todo evento que aumenta a probabilidade futura da resposta que o produz. o reforço negativo é todo evento que aumenta a probabilidade futura da resposta que o remove ou atenua. SIGMUND FREUD 1. foi considerado o “pai da psicanálise”, nasceu em 06/05/1856 em Freiberg, Morávia. era o primogênito na sua família, sempre foi um excelente aluno, teve uma infância humilde, pois seus pais tinha pouco recurso. 2. fez estágio com o neurologista Jean Charcot, em Paris, quando teve contato com a técnica de hipnose. em 1880 o médico Joseph Breuer, havia tratado de uma jovem, Anna O, com o método catártico. em 1904, Freud menciona não praticar hipnotismo desde 1896, a não ser em casos excepcionais. passou a utilizar o método da associação livre de ideias e em 1896, usou pela primeira vez o termo psicanálise. 3. sua auto-análise começou em 1897 e em 1900, publicou a Interpretação dos Sonhos. passou a sua vida desenvolvendo, ampliando e elucidando a psicanálise, tentou controlar o movimento psicanalítico, expulsando os membros que discordavam de suas opiniões. 4. criou 24 volumes (obra), que foram publicados entre 1888 e 1939. em 1933, os nazistas queimaram uma pilha de seus livros em Berlim. sofria de câncer de boca e de mandíbula por conta do fumo, e fez 33 operações para deter a doença. PSICANÁLISE: BREVE HISTÓRICO E PREMISSAS DA TEORIA 1. a psicanálise foi fundada por Sigmund Freud. a partir da prática médica, recupera para a psicologia a importância da afetividade e postula o inconsciente como objeto de estudo, quebra a tradição da psicologia como ciência da consciência e da razão. 2. a psicanálise, enquanto método de investigação, caracteriza-se pelo método interpretativo, que busca o significado oculto daquilo que é manifesto por meio de ações e palavras ou pelas produções, como os sonhos, os delírios, as associações livres, os atos falhos. 3. a prática profissional refere-se à forma de tratamento — a análise — que busca o autoconhecimento ou a cura, que ocorre através desse autoconhecimento. em 1900, no livro “a interpretação dos sonhos”, Freud apresenta a primeira concepção sobre a estrutura e o funcionamento da personalidade. OBSERVAÇÕES 1. consciente - recebe ao mesmo tempo as informações do mundo exterior e as do mundo interior. 2. pré-consciente – todo aquele conteúdo que pelo ato da vontade a pessoa consegue trazer a consciência. 3. inconsciente - “conjunto dos conteúdos não presentes no campo atual da consciência”.