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Bioética e Legislação 
em Vigilância Sanitária
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof.ª Esp. Milena Vicário Perez
Revisão Textual:
Prof. Me. Luciano Vieira Francisco
Biossegurança e Doenças Infectocontagiantes
• Importância da Biossegurança na Estética;
• Via de Transmissão;
• Riscos e Perigos no Ambiente de Trabalho;
• Doenças Infecciosas Transmitidas;
• Proteção Individual do Profissional;
• Higienização das Mãos;
• Cuidados Básicos no Ambiente de Trabalho.
• Aprender a importância da biossegurança nos consultórios de estética, prevenindo doen-
ças infectocontagiosas instaladas no dia a dia do ambiente de trabalho;
• Prevenir a transmissão de um cliente a outro, protegendo-os contra esses agentes infec-
ciosos e evitando a disseminação dos mesmos;
• Aprender como higienizar corretamente as mãos, conforme determinam os regulamentos 
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
OBJETIVOS DE APRENDIZADO
Biossegurança e Doenças 
Infectocontagiantes
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem 
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua 
formação acadêmica e atuação profissional, siga 
algumas recomendações básicas:
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e 
horário fixos como seu “momento do estudo”;
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;
No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos 
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua 
interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o 
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e de 
aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte 
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Mantenha o foco! 
Evite se distrair com 
as redes sociais.
Determine um 
horário fixo 
para estudar.
Aproveite as 
indicações 
de Material 
Complementar.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma 
Não se esqueça 
de se alimentar 
e de se manter 
hidratado.
Aproveite as 
Conserve seu 
material e local de 
estudos sempre 
organizados.
Procure manter 
contato com seus 
colegas e tutores 
para trocar ideias! 
Isso amplia a 
aprendizagem.
Seja original! 
Nunca plagie 
trabalhos.
UNIDADE Biossegurança e Doenças Infectocontagiantes
Importância da Biossegurança na Estética
Trata-se de assunto importante, porém, alguns profissionais ainda o desconhe-
cem, ficando expostos a riscos no próprio ambiente de trabalho, expondo também 
o seu paciente a esse risco.
A biossegurança na estética precisa de consciência e atenção do profissional 
para a prevenção de doenças no ambiente de trabalho, cobrando redobrados cui-
dados. Assim, é de suma importância a conscientização no que se refere aos ris-
cos potenciais inerentes ao exercício da profissão – tanto ao profissional, quanto 
ao cliente.
Para tanto, são estabelecidas normas pela Agência Nacional de Vigilância Sani-
tária (Anvisa) aos profissionais que atuam na estética, as quais consistidas em um 
documento elaborado como referência para que Estados e municípios instituam 
legislações locais aos estabelecimentos.
O documento da Anvisa é referência técnica ao funcionamento dos serviços de 
estética e embelezamento sem responsabilidade médica, criado em Brasília, DF, em 
dezembro de 2009. É aplicável a todo estabelecimento que inclua atividades de ca-
beleireiro, barbearia, depilação – exceto a laser –, manicure e pedicure, podologia, 
estética facial, estética corporal, massagem relaxante, banho de ofurô, massagem 
estética e outras atividades similares.
A biossegurança tem como objetivo prevenir doenças nesse ambiente de traba-
lho, pois a relação entre profissional e cliente pode estar sujeita a riscos, seja pela 
proximidade, seja pelo próprio contato físico. 
Assim, a norma da Vigilância Sanitária estabelece que os artigos descartáveis 
não devem ser reutilizados, pois perdem as suas características originais, podendo 
contaminar outro cliente. Ademais, todo profissional que atua na estética tem como 
dever utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante o procedimento 
de manicure, pedicure, podologia, depilação, limpeza de pele, retirada de barba e/
ou aplicação de produtos químicos, pois permanecem expostos a patógenos que 
causam doenças, tais como hepatite B e C, herpes, gripe, tuberculose, micose, Sín-
drome de Imunodeficiência Adquirida (Aids); além de produtos que exalam odores 
tóxicos e que podem causar lesões.
A Lei n.º 12.592/2012 preconiza que os profissionais sigam as normas e regras 
sanitárias, evitando, assim, maior risco de doenças infecciosas e dermatoses, pois 
podem ser causadas pelo uso compartilhado de toucas de banho e grampos, sendo 
obrigatória a esterilização de materiais e objetos utilizados nos atendimentos, assim 
como o descarte dos itens dessa destinação – tal lei é obrigatória para todos os 
profissionais da estética.
8
9
Via de Transmissão
A transmissão de agentes infecciosos ocorre de forma direta e indireta, sendo 
que a primeira corresponde ao contato físico entre transmissor e receptor por via 
cutânea ou secreção; já a forma indireta se dá por meio de materiais contami-
nados, ou pela transferência de microrganismos de uma pessoa, ou de materiais 
para outras, ou ainda de um paciente a outro – contaminação cruzada –, resul-
tando em infecção.
Figura 1
Fonte: Getty Images
Algumas infecções ocorrem pelo manuseio de materiais contaminados com san-
gue, secreções provenientes da extração de acne, meio de contato onde a pele não 
está íntegra, mucosa, ou pelo contato das mãos do profissional com o cliente.
A vigilância sanitária aponta que instrumentos da estética, tais como pinças, 
agulhas, extratores de comedões, eletrodos, pincéis, espátulas, toalhas, lençóis de 
tecido e tapetes para enfeitar a sala, servem de colonização e disseminação de 
doenças, necessitando de processos de limpeza, desinfecção e esterilização adequa-
das para não ficarem contaminados.
Riscos e Perigos no Ambiente de Trabalho
Risco é aquilo que há como prevenir; é o resultado ou a consequência do perigo, 
de modo que não existiriam riscos se não houvessem perigos.
9
UNIDADE Biossegurança e Doenças Infectocontagiantes
Por sua vez, perigo é uma condição ou um conjunto de circunstâncias com po-
tencial de causar ou contribuir para uma lesão ou morte.
Risco é uma função da natureza do perigo, acessibilidade ou acesso de contato, 
características da população exposta, probabilidade de ocorrência e das consequências.
Perigo é um agente químico, biológico ou físico – incluindo a radiação eletro-
magnética –, ou um conjunto de condições que apresentam uma fonte de risco.
Risco é o resultado medido do efeito potencial do perigo.
Perigo é a situação que contém uma fonte de energia ou de fatores fisiológicos e 
de conduta que, quando não controlada, conduz a ocorrências prejudiciais.
Figura 2
Fonte: Getty Images
Perigo Relacionado ao Trabalho
É definido como o conjunto de propriedades inerentes a um processo que em 
determinada condição pode causar efeitos adversos à saúde ou ao meio ambiente, 
dependendo do grau de exposição.
Ademais, perigo pode ser qualquer elemento potencialmente causador de danos, 
tais como:
• Materiais: substâncias tóxicas – solventes, ácidos, álcalis, metais, gases, plásti-
cos, resinas, material particulado sólido, perfurocortantes etc.;
• Equipamentos: partes móveissem dispositivo de proteção, condições de uso – 
defeituoso, má conservação, impróprio ao serviço, uso incorreto, guarda em 
local inseguro e/ou inadequado;
• Ambientes de trabalho: áreas de local de trabalho significativamente quentes, 
frias, empoeiradas, sujas, ruidosas e/ou escuras, com a presença de gases, 
vapores, fumos etc.; 
• Sistema de trabalho: fatores relacionados aos sistemas de trabalho, conteúdo 
e organização do trabalho, gerenciamento, cultura organizacional.
10
11
Risco Relacionado ao Trabalho
Risco ocupacional é a possibilidade de consequências negativas ou danos à saúde e 
integridade física e/ou moral do profissional, condições estas relacionadas ao trabalho.
O nível de risco é determinado pela combinação da severidade dos possíveis 
danos e da probabilidade ou chance de sua ocorrência.
Figura 3
Fonte: UNIFAL/MG
Figura 4 – Tipos de risco
Fonte: Acervo do Conteudista
11
UNIDADE Biossegurança e Doenças Infectocontagiantes
Riscos físicos:
São definidos como formas de energia a que possa estar exposto o profissional, 
cujos agentes mais comuns são a má iluminação do ambiente, sensação térmica 
dessa área – frio, calor ou umidade –, radiação solar, as pressões e os ruídos.
Ruídos intensos acarretam reflexos em todo o organismo – e não somente no apa-
relho auditivo, mas também na capacidade de concentração e humor. A Organização 
Mundial da Saúde (OMS) indica que 55 decibéis correspondem ao início do estresse 
auditivo. Exemplo: o profissional pode ficar exposto a um nível de 85 decibéis por, 
no máximo, oito horas diárias.
O calor pode provocar desidratação, fadiga física, problemas cardiocirculatórios, 
entre outros; já as baixas temperaturas podem ocasionar feridas, rachaduras e/ou 
a predisposição para doenças respiratórias.
Em atividades relacionadas à estética temos como exemplo o uso da autoclave, a 
qual gera calor, de modo que o ambiente precisa ser climatizado para não provocar 
calor extremo às pessoas envolvidas.
Riscos de acidente:
São os fatores que colocam o profissional em situação vulnerável, podendo afe-
tar a sua integridade, o seu bem-estar físico e psíquico. Exemplos: máquinas e equi-
pamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão com fios elétricos, 
armazenamentos inadequados etc.
Os pontos de transmissão de força, bem como a projeção de peças das máqui-
nas e dos equipamentos podem ser fontes de acidentes.
Riscos químicos:
Estão associados a substâncias químicas, oferecendo perigo à vida dos profissionais. 
Nas atividades estéticas nos deparamos com a aplicação de cosméticos na pele 
e nos cabelos.
A aquisição, o transporte, manuseio e descarte de substâncias químicas são regu-
lamentados por diversos órgãos nacionais, tais como a Anvisa, Associação Brasileira 
de Normas Técnicas (ABNT) e o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Produtos contendo amônia, peróxidos, hidróxidos, tioglicolatos, substâncias al-
calinas, álcool e acetona constituem as principais fontes de risco químico em esta-
belecimentos de beleza.
Riscos ergonômicos:
São os fatores que podem interferir nas características psicofisiológicas do pro-
fissional, causando desconforto ou afetando a sua saúde. Exemplos: má postura 
nos atendimentos, repetitividade nos movimentos, ritmo excessivo de trabalho e 
levantamento de peso.
12
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Riscos biológicos:
São causados por fungos, bactérias, vírus, parasitas, protozoários e insetos.
Na área da Saúde incluem qualquer elemento que esteja contaminado com se-
creções, sangue, anexo cutâneo e pele não íntegra.
As vias de transmissão por contaminação dos microrganismos são as seguintes: 
• Aéreas: ocorrem pela inalação presente nas partículas de aerossóis – que são 
dispersos para longe – e gotículas – requerendo o contato próximo entre os 
indivíduos –, alcançando as mucosas da boca e do nariz;
• Cutâneas: ocorrem pelo contato das secreções ou do sangue, ambos contami-
nados, com a pele íntegra, sendo que as mãos representam importantes fontes 
de transmissão de microrganismos. Outra forma dessa transmissão é a picada 
com agulha contaminada. Segundo Marziale (2004), os acidentes ocasionados 
por agulhas infectadas representam entre 80% e 90% das transmissões de 
doenças infecciosas entre os trabalhadores da área da Saúde;
• Oculares: ocorrem pelo lançamento de gotículas ou aerossóis de material in-
fectante nos olhos – dado que a mucosa dos olhos é uma barreira menos efi-
ciente se comparada à pele.
Exposição ao Risco no Local de Trabalho
O tempo de contato com o perigo, ou seja, a duração em que o profissional fica 
exposto ao agente físico aumenta as chances de risco para esse indivíduo. A con-
centração e capacidade agressiva também são determinantes para tal risco.
Assim, a exposição pode ser apresentada de duas formas:
1. Crônica: signifi ca exposição a doses menores por um período maior, em lon-
ga duração. Quando aplicada a materiais que podem ser inalados ou absorvi-
dos através da pele, refere-se a períodos prolongados ou repetitivos de exposi-
ção de duração medida em dias, meses ou anos. Quando aplicada a materiais 
que são ingeridos, refere-se a doses repetitivas com períodos de dias, meses ou 
anos. O termo crônico não se refere ao grau mais severo dos sintomas, mas 
à implicação de exposições ou doses que podem ser relativamente perigosas;
2. Aguda: é a exposição de curta duração. Quando aplicada para materiais 
que podem ser inalados ou absorvidos através da pele, será a exposição de 
duração medida em segundos, minutos ou horas. 
Doenças Infecciosas Transmitidas
• Aids: é uma moléstia infectocontagiosa, provocada pelo retrovírus humano 
HIV, subtipos 1 e 2, caracterizada pela imunodepressão e pela destruição dos 
linfócitos T4. O vírus do HIV sobrevive por até quinze minutos em um instru-
mento que tenha sido contaminado;
13
UNIDADE Biossegurança e Doenças Infectocontagiantes
• Hepatite B: é causada pelo vírus HBV e transmitida através de instrumentos 
perfurocortantes contaminados, sendo o sangue o principal veículo de sua 
transmissão – embora a saliva, as lágrimas e o suor possam contribuir para 
a sua disseminação; o risco de contágio é de até 40%. O HBV permanece 
por até duas semanas em um instrumento infectado seco e a maioria dos 
 infectantes não exerce função sobre o qual. Dada a sua resistência aos agentes 
químicos, deve-se utilizar métodos adequados de esterilização para eliminá-los;
• Hepatite C: além do sangue, o vírus pode estar presente em qualquer secre-
ção orgânica. É altamente resistente, sobrevivendo por até três dias em instru-
mento seco contaminado, o qual deve ser devidamente esterilizado, pois nem 
álcool ou água fervente é suficiente para eliminar o risco;
• Onicomicoses: são caracterizadas por fungos nas unhas pela levedura 
albicans. As fontes de infecção são basicamente o solo, os animais, as pes-
soas, os cortadores de unha, as espátulas, os alicates e as toalhas úmidas.
Proteção Individual do Profissional
O EPI é todo dispositivo ou produto de uso individual, com o objetivo de prote-
ger cada profissional contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e saúde.
O uso desse tipo de equipamento deverá se dar quando houver contato com 
sangue, fluido corporal ou pele não íntegra, assim como no manuseio de materiais 
de superfícies sujas com sangue e fluidos, ou ainda em casos de risco do ambiente 
em que se desenvolve a atividade, o qual não ofereça completa proteção contra os 
potenciais acidentes de trabalho ou doenças profissionais e do trabalho.
Já os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) são utilizados no ambiente de 
trabalho com o objetivo de proteger os profissionais dos riscos internos, tais como 
acústicos de fontes de ruído, ventilação, proteção de partes móveis de máquinas e 
equipamentos, entre outros.
Portanto, o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos com-
pletamente, ou se oferecer proteção parcialmente.
Conforme dispõe a Norma Regulamentadora (NR) 6, do Ministério do Trabalho, 
a empresaé obrigada a fornecer aos colaboradores, gratuitamente, EPI adequado 
ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, com a finalidade de 
proteger a saúde e integridade física do profissional no ambiente de trabalho, sendo 
exemplos dos quais:
• Óculos: para a proteção dos olhos contra impactos de partículas e respin-
gos de produtos químicos ou determinados objetos e produtos que ofereçam 
riscos oculares;
• Máscaras: utilizadas quando houver risco de respingo em mucosa oral e/ou 
nasal, protegendo as vias aéreas superiores de microrganismos contidos nas 
partículas de produtos de tosses, espirros e da própria fala de outrem. Não se 
14
15
deve puxar a máscara ao pescoço, assim como não pode ser reutilizada se 
estiver úmida – devendo ser descartada no lixo de infectante após o seu uso;
• Touca descartável: previne a contaminação do profissional e paciente por 
microrganismos e piolhos. Trata-se de item obrigatório a ambos, sendo trocada 
por uma nova a cada ocasião – devendo ser descartada no lixo de infectante 
após o seu uso;
• Avental: utilizado para prevenir o contato de respingos de material orgânico 
ou de líquidos, sangue, fluido corporal etc. É desaconselhado utilizar avental 
em locais que não seja o seu ambiente de trabalho, devendo ser trocado se 
apresentar sujidade;
• Sapatos fechados: são utilizados com o intuito de prevenir, aos pés, materiais 
orgânicos e de trabalho, evitando acidentes e a transmissão de doenças.
Após o uso dos EPI, tais materiais devem ser realmente descartados – e não reutilizados no próximo paciente.
Figura 5
Fonte: Getty Images
O uso de jaleco deve ser contínuo durante o procedimento e somente para esse 
fim, não se estendendo aos ambientes externos, tais como a rua e os restaurantes.
Figura 6
Fonte: Getty Images
15
UNIDADE Biossegurança e Doenças Infectocontagiantes
A OMS recomenda o uso de luvas a fim de se prevenir dos riscos de contamina-
ção das mãos com sangue e outros fluidos corporais, assim como da disseminação 
de germes ao ambiente e da transmissão do profissional ao paciente e vice-versa – 
ou entre pacientes, ou entre profissionais. Há outro fator relevante, a correta higie-
nização das mãos antes de colocar as luvas.
A OMS alerta que também pode haver riscos de contaminação mesmo com o 
uso de luvas, pois estas, se defeituosas ou mal utilizadas, podem provocar igual 
contaminação, tornando-se necessário lavar as mãos após a retirada das quais.
Figura 7
Fonte: prefeitura.sp.gov.br
16
17
Higienização das Mãos
É a medida mais simples e eficaz para prevenir a propagação e manifestação de 
infecção, sendo reconhecida como uma das principais técnicas para a prevenção 
das infecções relacionadas à assistência à saúde.
O modo de higienizá-las engloba as formas simples, antisséptica e antisséptica 
cirúrgica – pré-cirúrgica.
Em 2010, a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.º 42, 
que dispõe sobre a obrigatoriedade da disponibilização de preparação alcoólica para 
 higienizar as mãos nos pontos de assistência em serviços de saúde, pois foi considerada 
baixa a prática de higienização das mãos. Cabe, segundo esse documento , a higieni-
zação a partir de produtos apropriados em cinco momentos, vejamos:
1. Antes de tocar o paciente;
2. Antes de realizar o procedimento;
3. Após riscos de exposição a fl uidos corporais;
4. Após tocar o paciente;
5. Após contato com superfícies próximas ao paciente.
A capacitação desses profissionais para os cinco momentos, mais lembretes e 
cartazes no local de trabalho – com apontamentos de segurança –, intensificam 
ainda mais essas estratégias para a prevenção de doenças.
Trata-se do ato de higienizar as mãos com água e sabão, removendo bactérias, suji-
dade, oleosidade da pele e suor. Com essa prática evitamos a transmissão de doenças.
Ademais, na Nota Técnica n.º 1/2018, a Anvisa fornece orientações gerais para 
a higienização das mãos em serviços de Saúde com o objetivo de conscientizar os 
profissionais quanto à promoção das boas práticas, esclarecendo sobre os requisitos 
básicos e necessários para a seleção de produtos e da aprimorada técnica.
Os requisitos básicos para a higienização antisséptica correspondem a utilizar 
solução adequada, averiguando se o produto possui o devido registro ou a notifica-
ção na Anvisa.
Para averiguação do produto higienizador antisséptico entre no site da Anvisa, dispo-
nível em: https://bit.ly/2VvHmVv e preencha o formulário de pesquisa com o nome do 
referido produto.
Ex
pl
or
17
UNIDADE Biossegurança e Doenças Infectocontagiantes
A concentração ideal da preparação alcoólica para a fricção antisséptica das 
mãos a ser utilizada em serviços de Saúde deve cumprir o estabelecido na RDC 
n.º 42/2010, contendo entre 60% e 80% na forma líquida e 70% na forma de gel e 
espuma. O tempo recomendado para a higienização corresponde de vinte a trinta 
segundos friccionando uma mão na outra.
Já no preparo pré-operatório das mãos, as unhas devem ser mantidas curtas, 
evitando, assim, o uso de unhas postiças; ademais, todos os objetos utilizados nas 
mãos e antebraços, tais como anéis, relógios e pulseiras, deverão ser removidos 
antes de cada procedimento.
A duração e técnica da higienização pré-operatória da aplicação podem ser acessadas 
em: https://bit.ly/2zVPlBT.Ex
pl
or
Figura 8
Fonte: anvisa.gov.br
Importante!
Deve-se fazer a assepsia das mãos do cliente antes do procedimento para evitar infecções.
Importante!
A higienização das mãos do profissional é tão importante quanto o uso do EPI, 
afinal, trata-se de atitude básica para a biossegurança na estética.
18
19
Cuidados Básicos no Ambiente de Trabalho
Durante a prestação de serviço alguns cuidados básicos devem ser tomados, 
vejamos: 
• Usar EPI adequado para cada atividade;
• Lembrar-se de que a utilização do jaleco deve ser restrita ao ambiente de trabalho;
• Manter as unhas cortadas;
• Evitar anéis, pulseiras e relógios durante o período de atendimento;
• Manter os cabelos presos;
• Usar sapatos fechados;
• Não comer na sala de atendimento;
• Observar sempre as regras de higiene e segurança do trabalho;
• Implementar normas de biossegurança com o objetivo de prevenir riscos para 
colaboradores, alunos, pacientes e ambiente de trabalho.
Figura 9 – “Qualidade signifi ca fazer certo quando 
ninguém está olhando” (Henry Ford, 1863-1947)
Fonte: Wikimedia Commons
19
UNIDADE Biossegurança e Doenças Infectocontagiantes
Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
 Vídeos
Biossegurança na estética segundo Ana Claudia Petkevicius e Débora Sozzo
https://youtu.be/bx60AAaI_6M
 Leitura
Lei n.º 12.592, de 18 de janeiro de 2012
Dispõe sobre o exercício das atividades profissionais de cabeleireiro, barbeiro, esteticista, 
manicure, pedicure, depilador e maquiador.
http://bit.ly/2vLfnmb
Nota Técnica n.º 1/2018 – GVIMS/GGTES/Anvisa: orientações gerais para higiene das mãos em serviços de Saúde
http://bit.ly/2vKkBih
Cadeia de transmissão dos agentes infecciosos
http://bit.ly/2vLfk9Z
Biossegurança e risco ocupacional entre os profissionais do segmento de beleza e estética: revisão integrativa
https://bit.ly/2TQUHXN
20
21
Referências
BRASIL. Lei n.º 12.592 – dispõe sobre o exercício das atividades profissionais de 
cabeleireiro, barbeiro, esteticista, pedicure, depilador e maquiador. Diário Oficial 
da União, Brasília, DF, 2012a.
________. Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) n.º 306, de 7 de dezembro 
de 2004. Dispõe sobre o regulamento técnico para gerenciamento de resíduos de 
serviços de Saúde. Brasília, DF, 2004.
________. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Higie-
nização das mãos em serviços de Saúde. Brasília, DF, 2018. Disponível em: 
<https://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/publicacoes/cate-
gory/higienizacao-das-maos>. Acesso em: 31 dez. 2018.
________. Manual de orientação para instalação e funcionamento de institu-
tos de belezasem responsabilidade médica. São Paulo, 2012b.
________. Referência técnica para o funcionamento dos serviços de estética e 
embelezamento sem responsabilidade médica. Brasília, DF, 2009.
BARSANO, P. Biossegurança: ações fundamentais para a promoção da saúde. 
São Paulo: Érica, 2014.
CARVALHO, A. Posturas profissionais e normas técnicas. Recife, PE: Sebrae, 2010.
MARZIALE, M. H. P. Riscos de contaminação ocasionados por acidentes de tra-
balho com material perfurocortantes entre trabalhadores de Enfermagem. Rev. 
Latino-Am. Enfermagem., São Paulo, 2004.
MORENO, P. Biossegurança em estética. Mundo da Estética, 19 mar. 2015. Dis-
ponível em: <https://www.mundoestetica.com.br/dicas/a-biosseguranca-em-esteti-
ca>. Acesso em: set. 2018.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Salve vidas: higienize suas mãos. 
 Brasília, DF, 2014.
PIATTI, I. Biossegurança estética e imagem corporal. Curitiba, PR: Editora do 
Autor, 2013.
RAMOS, J. Biossegurança em estabelecimento de estética e afins. São Paulo: 
Atheneu, 2009.
SANTOS, N. C. M. Legislação profissional em saúde. São Paulo: Érica, 2014.
21

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