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Biossegurança em massoterapia

Material sobre biossegurança na massoterapia: define biossegurança segundo a Anvisa; lista causas de acidentes e tipos de risco (acidentes, físicos, ergonômicos, químicos e biológicos); apresenta medidas preventivas e barreiras primárias (higienização de mãos e maca, EPI, troca de toalhas) e cita ventosa e moxabustão.

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BIOSSEGURANÇA
MASSOTERAPIA 
Profª Malu Pinheiro
O que é ?
A biossegurança é uma área de conhecimento definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como: “condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente”.
É de suma importância que o consultório de massagem esteja perfeitamente adequado e permita a minimização desses riscos. Sendo que as maiores causas de acidentes são:
Instrução inadequada
Supervisão ineficiente
Mau uso de equipamento
Negligência de normas existentes
Práticas inadequadas
Planejamento falho
Jornada excessiva de trabalho
Diferentes tipos de riscos
Acidentes: envolve os fatores que coloquem a pessoa em situação de perigo. Por exemplo: aparelhos, macas ou pisos escorregadios.
Diferentes tipos de risco
Riscos físicos: envolvem exposições de energia que podem ser prejudiciais. 
Por exemplo: ruídos, temperaturas, materiais cortantes e radioatividade.
Ventosa com fogo 
Ventosa com sangria 
Moxabustão 
Diferentes tipos de riscos
Risco ergométrico: envolve tudo que pode afetar a pessoa negativamente de forma psicofisiológica. Por exemplo: levantamento de pesos, excesso de trabalho, repetitividade e posturas inadequadas
Quais são os riscos físicos, químicos e biológicos ligados a massoterapia?
Normas de Biossegurança
	Tipos de riscos que estamos expostos:
Riscos de acidentes;
Riscos ergonômicos;
Riscos físicos;
Riscos químicos;
Riscos biológicos.
Cores dos riscos
Riscos Físicos: São os que precisam do ar como meio de condução para se propagar, diferentemente dos biológicos e químicos, que dependem do contato direto do trabalhador. Riscos físicos são por si só os agentes causadores como, por exemplo, ruídos, vibrações, temperatura, pressão, entre outros. Podendo acarretar uma doença profissional.
Radiações ionizantes: são as mais perigosas e de alta frequência: raios X, raios Gama (emitidos por materiais radiativos) e os raios cósmicos. Ionizar significa tornar eletricamente carregado. 
Riscos Químicos: substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.
Riscos Biológicos: são micro-organismos que podem contaminar o trabalhador e são, basicamente: as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários e vírus
Muitas atividades profissionais favorecem o contato com tais riscos. É o caso das indústrias de alimentação, hospitais, limpeza pública (coleta de lixo), laboratórios, etc. Estes micro-organismos podem provocar diversas doenças, entre elas: tuberculose, brucelose, malária, febre amarela.
RISCOS AMBIENTAIS
Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do trabalhador.
Barreira de Proteção Primária
Limpeza das mãos – Tem como principal motivo prevenir a transmissão de microrganismos e sujeiras que ficam nas mãos. A limpeza das mãos tem que ser feita entre e/ou durante cada atendimento e toda vez que se manipule algo que possa conter microrganismos ou sujeiras. A assepsia com álcool não substitui a lavagem das mãos com sabonete e água corrente, um completa o outro. O consultório deve ter torneiras que dispensem o contato das mãos do registro, pote de sabão líquido e papel toalha.
Limpeza da maca (cadeira de massagem) – Tem como principal motivo prevenir a transmissão de microrganismos e sujeiras que ficam na maca. A limpeza da maca tem que ser feita entre e/ou durante cada atendimento. Também envolve acobertar a maca com papel toalha ou lenço descartável. A limpeza da maca é feita com álcool ou outro antisséptico.
Equipamento de proteção – Tem como principal motivo minimizar riscos de contaminação e higiene pessoal. Equipamento de proteção envolve roupas adequadas como jaleco e roupas brancas, luvas, máscaras e toucas cirúrgicas.
Toalhas – A troca periódica das toalhas tem como principal motivo prevenir a transmissão de microrganismos e sujeiras que ficam na toalha. A troca de toalha tem que ser feita entre cada atendimento.
RISCOS DE INFECÇÃO NA MASSOTERAPIA
Feridas – Bolhas – Fístulas (abertura) – Acnes (erupções cutâneas) – Lesões por fungos ou bactérias na pele, unhas – Exposição em secreções a mucosa (boca e olhos).
 Infecção por HIV – O vírus HIV pode ser transmitido num ambiente de saúde, do doente para o profissional de saúde, de doente para doente, ou do profissional de saúde para o doente. O HIV já foi isolado de: sangue, sêmen, secreções vaginais, urina, fezes, ferimentos, saliva, lágrimas, leite materno, liquido amniótico, sinovial, pericárdico e líquido cefalorraquidiano. É possível que o HIV esteja presente em outros líquidos orgânicos. No entanto, até o momento, o sangue é o único líquido orgânico que está associado com a transmissão do HIV, num ambiente de saúde.
Assim é transmissível:
Através de sexo; 
uso da mesma seringa ou agulha por mais de uma pessoa; 
transfusão de sangue contaminado; 
mãe infectada pode passar o HIV para o filho durante a gravidez; 
no parto e na amamentação e instrumentos furam ou cortam que não sejam esterilizados.
Assim não é transmissível:
Sexo com camisinha, 
toque, 
sentar no mesmo local, 
piscina e etc..
Risco da Transmissão do HIV num Ambiente de Saúde para pacientes:
Material contaminado e reutilizado, sem desinfecção ou esterilização apropriados, transfusão de sangue contaminado, enxertos de pele, transplantes de órgãos, doação de sêmen contaminado, e contato com sangue ou outros fluídos orgânicos de um profissional de saúde infectado pelo HIV.
Para profissionais de saúde:
Perfuração da pele com agulha ou qualquer instrumento perfurante contaminado, por sangue ou quaisquer outros fluídos orgânicos, infectados pelo HIV, exposição da pele rachada, exposição de feridas abertas ou cortes a sangue ou outros fluídos orgânicos contaminados pelo HIV e respingos de sangue ou fluidos orgânicos contaminados, em mucosas (boca ou olho).
Contaminação cruzada:
Denominamos contaminação cruzada quando há a interposição nos ciclos de contaminação entre um ou mais pacientes. Ao transferirmos os micro-organismos de um local para outro através de materiais, equipamentos e mãos estaremos fazendo a contaminação cruzada.
CUIDADOS DO MASSOTERAPEUTA EM BIOSSEGURANÇA E PREVENÇÃO DE CONTAMINAÇÃO CRUZADA:
1) Lavar as mãos e antebraços com bastante água e sabão antes e depois de cada sessão de massagem.
2) A cada atendimento, substituir toda a roupa de cama utilizada no paciente por outras limpas, exemplos: toalhas, lençóis e fronhas. Poderão ser utilizados lençóis descartáveis hospitalares de papel.
3) Caso haja a necessidade de utilizarem-se cobertores e edredons, estes jamais devem tocar o corpo do paciente. Primeiramente o paciente deve ser coberto integralmente por um lençol antes de se colocar o cobertor. Caso houver contato direto da coberta com o paciente o mesmo não deve ser reutilizado sem antes ser devidamente lavado. Uma sugestão é a utilização de capas nos cobertores, e então somente estas precisarão ser trocadas a cada substituição de paciente.
4) Quando utilizados acessórios para o posicionamento do paciente (como rolos, cunhas e apoio de cabeceira) estes devem ser limpos antes e depois de cada atendimento. O uso de álcool etílico é suficiente.
5) Antes da utilização do creme, este deve ser colocado em uma recipiente à parte (cubeta) por uma espátula. O resto de creme contido na cubeta deve ser inutilizado após a massagem, jamais deve ser recolocado ao pote.
6) A cubeta e a espátula em contado com o creme usado no paciente devem ser lavados com água corrente e sabão antes de serem reutilizados.7) A cabine de atendimento do massoterapeuta deve ser constantemente higienizada com água, sabão e desinfetantes.
8) A maca deve ser limpa com água, sabão e um pano com álcool para dar o acabamento final.
9) O massoterapeuta deve fazer uso de luvas durante o atendimento de um paciente com fungos ou alguma lesão de pele infecciosa.
10) O uso de máscaras é necessário caso o massoterapeuta esteja com gripe ou resfriados, resguardando o paciente de possível transmissão via aérea.
11) Caso o profissional precise assuar o nariz durante uma sessão, o mesmo deve ser feito no lado de fora da sala, com toalha de papel e em seguida as mãos devem ser lavadas antes de retomar o atendimento.
12) Jamais o massoterapeuta poderá tossir ou espirrar em cima de seu paciente. Caso necessário o fazer, o massoterapeuta deve pedir licença, retirar-se da sala e lavar as mãos em seguida.
13) Caso o massoterapeuta tenha os cabelos compridos, os mesmos devem ser bem presos antes do atendimento.
14) As unhas devem ser curtas e bem lixadas, com os cantos arredondados e se pintadas, utilizar esmaltes de cor clara.
15) O massoterapeuta deve prezar por vestimentas apropriadas (cuidado com decotes, saias curtas e justas), confortáveis, priorizando as de cor clara, o ideal é o branco. O uso de jaleco durante o atendimento é indispensável.
16) O calçado usado pelo massoterapeuta deve ser confortável, de preferência fechado. Sem saltos altos nem plataformas. Um solado com amortecedor é o mais indicado.
17) É vetado o uso de relógios, pulseiras e anéis. Caso utilize demais adornos como brincos e colares, estes devem ser discretos.
18) A sala de atendimento deve ser bem arejada. Sem muitos enfeites e objetos que dificultem a higienização adequada. Além disso, deve obedecer as normas da Vigilância Sanitária.
19) No sentido de prevenção as DORT, o massagista deve realizar: alongamentos preparatórios antes de iniciar seus atendimentos, alongamentos compensatórios entre um atendimento e outro (no meio de seu expediente de trabalho) e alongamentos no término de sua atividade laboral.
20) O massagista deve sempre prezar pelo seu posicionamento ergonômico perante a maca. Sua atenção deve ser constante.
OBS: Ao lado, paciente com fratura diafisária de fêmur e histórico de infecção hospitalar recidivante após refratura da placa de fixação interna. O uso de luvas é útil para a proteção do massoterapeuta e seu material e mesmo o paciente. Evitando assim
auto contaminação e contaminação cruzada.
Ausência de Investimentos em Ergonomia Promove:
Absenteísmos e perda de produtividade.
Custos financeiros devido ao afastamento.
Trabalhadores com restrições ao seu trabalho.
Deterioração das relações humanas.
Pressão sobre a empresa do fenômeno DORT.
LER/DORT
Lesão por Esforço Repetitivo / Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho são lesões ocorridas em ligamentos, músculos, tendões e em outros segmentos corporais relacionadas com o uso repetitivo de movimentos, posturas inadequadas e outros fatores como a força excessiva.
DORT
Relacionada com: 
a) uso repetitivo de movimentos; 
b) posturas inadequadas; c) outros fatores como a força excessiva.
Fatores de propensão a LER
1. Sobrecarga Física - trabalhadores com sobrecarga física apresentam maiores problemas na coluna cervical e nos ombros
2. Sobrecarga biomecânica estática.
3. Sobrecarga biomecânica, dinâmica ou de repetição.
4. Inexperiência: trabalhadores inexperientes apresentam maior índice de problemas em membros superiores.
5. Técnicas incorretas para execução de tarefas.
6. Espaço, ferramentas, acessórios, equipamentos e mobiliários inadequados.
7. Desrespeito postural a angulações, posicionamento e distâncias.
8. Utilização de instrumentos ou assentos de veículos que transmitem vibração excessiva.
9. Ambiente de trabalho inadequado, tais como: ventilação, temperatura e umidade.
10. Sobrecarga mental
11. Trabalho monótono.
12. Baixo suporte social e no trabalho.
FATORES DE PROPENSÃO A LER RELACIONADOS A CARGA HORÁRIA
1. Carga horária completa.
2. Trabalho noturno.
3. Trabalho monótono.
4. Excesso de jornadas de trabalho (horas extras).
5. Falta de intervalos apropriados
FATORES DE PROPENSÃO À LER RELACIONADOS À FAMÍLIA
1. Baixo suporte familiar.
2. Lazer inadequado ou insuficiente.
3. Solidão.
Ginástica Laboral
A Ginástica Laboral é uma atividade física diária realizada durante a jornada de trabalho com exercícios de compensação.
Além de exercícios físicos, consiste em alongamentos, relaxamento muscular e flexibilidade das articulações. Procura compensar as estruturas do corpo mais utilizadas durante o trabalho e ativar as não requeridas. Apesar da prática da Ginástica Laboral ser, em geral, coletiva, ela é moldada de acordo com a função do trabalhador.
Objetiva reduzir a tensão muscular, melhorar a circulação, reduzir a ansiedade, o estresse e a fadiga, melhorando a prontidão mental e facilitando o trabalho.
Tipos de Ginástica Laboral:
Ginástica Preparatória (no início do expediente);
Ginástica Compensatória (durante o expediente)
Ginástica de Relaxamento (no final do expediente)
Alongamento 
O alongamento é a habilidade natural de mover livremente e sem dor as articulações do corpo em todos os tipos de movimentos. O trabalho de alongamento tem por objetivo a manutenção e desenvolvimento da flexibilidade. O alongamento por si só visa a manter os níveis de amplitude articular, assim como benefícios de reduções de tensões e pressões no corpo. 
A prática do alongamento deve ser dotada de posições fáceis (entrando e saindo de tais posições de forma lenta e gradual), procurando um ganho de amplitude na maioria das articulações e um aumento de elasticidade muscular. Devem ser realizados sem dores, a sensação é apenas de que está aumentando um pouco o comprimento muscular. Este alongamento deve ser sustentado por no mínimo 20 segundos.
Os alongamentos devem ser feitos antes de qualquer atividade física, pois, assim, estaremos preparando o corpo para as necessidades impostas pelos exercícios e após, trazendo o corpo de volta à calma. Cada pessoa possui o seu limite de alongamento (dependendo da idade, sexo e biótipo) que pode ser aumentado à medida que a prática deste se torna regular.
Durante a realização dos alongamentos, a respiração é um fator importante para a sua aquisição e manutenção. Quanto mais profunda for a respiração, melhor a oxigenação dos tecidos, o que melhora a resposta músculo-tendíneo. 
A prática de alongamentos é indispensável aos profissionais massoterapeutas, pois atua na prevenção de lesões relacionadas ao trabalho bastante comuns a esta categoria. Os alongamentos devem ser realizados com fins preparatórios antes de o profissional iniciar sua jornada de atendimentos, em intervalos durante uma sessão e outra (compensatório) e no final de seu expediente de trabalho, com o objetivo de relaxamento e reequilíbrio da musculatura e articulações mais utilizadas em suas condutas de atendimento.
MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES:
• Ginástica laboral (alongamentos);
• Manusear corretamente os equipamentos.
Normas de Biossegurança
	Biossegurança
	É um conjunto de procedimentos, ações, técnicas, metodologias, equipamentos e dispositivos capazes de eliminar ou minimizar riscos inerentes as atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento, tecnológico e prestação de serviços, que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.
Normas de Biossegurança
	Riscos de Acidentes
Considera-se risco de acidente qualquer fator que coloque o trabalhador em situação de perigo e possa afetar sua integridade, bem estar físico e moral. 
Exemplos de risco de acidente: as máquinas e equipamentos sem proteção, probabilidade de incêndio e explosão, arranjo físico inadequado, armazenamento inadequado, etc.
Normas de Biossegurança
	Riscos Ergonômicos
	 Considera-se risco ergonômicos qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador causando desconfortoou afetando sua saúde. São exemplos de risco ergonômicos: o levantamento e transporte manual de peso, o ritmo excessivo de trabalho, a monotonia, a repetitividade, a responsabilidade excessiva, a postura inadequada de trabalho, o trabalho em turnos, etc.
Normas de Biossegurança
	Riscos Físicos
	 Consideram-se agentes de risco físicos as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores, tais como: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, ultrassom, materiais cortantes e pontiagudos, etc.
Normas de Biossegurança
	Riscos Químicos
	 Consideram-se agentes de risco químicos as substâncias, compostas ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.
Normas de Biossegurança
	Riscos Biológicos
	 É um organismo, ou substância oriunda de um organismo que traz alguma ameaça (principalmente) à saúde humana. Constituem risco biológico o lixo hospitalar, amostras de microrganismo, vírus, ou toxinas de origem biológica que causam impacto na saúde humana. Pode incluir também substâncias danosas a animais.
Normas de Biossegurança
	Qual o objetivo da biossegurança na saúde?
Oferecer fundamentos para que os profissionais da saúde possam reduzir os riscos de exposição a materiais biológicos e os agravos infecciosos. 
	
Normas de Biossegurança
	A importância da biossegurança na saúde
Todos os profissionais na área da saúde, em um contexto multidisciplinar, devem compreender que a biossegurança é uma normalização de condutas visando a segurança e proteção da saúde de todos aqueles que trabalham na área da saúde, e não apenas um conjunto de regras criadas com o simples objetivo de atrapalhar ou dificultar nossa rotina de atendimento.
	
	
Normas de Biossegurança
	As condições de segurança dos trabalhadores da área de saúde dependem de vários fatores: 
características do local;
 material utilizado;
 cliente a ser assistido;
 informação e formação da equipe etc.
	
	
A Organização Mundial da Saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS), publica periodicamente manuais sobre normas de segurança. Com este instrumento visa atender a tal necessidade, fornecendo recomendações técnicas baseadas em referencial teórico atualizado para subsidiar a gerência, a assistência e instrumentalizar as equipes de trabalho para a educação continuada nas suas unidades de saúde.
Normas de Biossegurança
	
Visando reduzir os riscos de transmissão de microrganismos a partir de fontes conhecidas ou não, propôs-se em serviços de saúde a utilização de novas medidas chamadas precauções padrão (PP), que incluem as barreiras de EPI – equipamentos de proteção individual.
	
	
Normas de Biossegurança
	As normas de biossegurança também orienta quanto a apresentação pessoal dos trabalhadores da área da saúde.
Joias, Bijuterias e Relógios – em função da complexidade dos serviços, recomenda-se não usar;
	
Normas de Biossegurança
Unhas – Devem ser curtas e bem cuidadas. Não podem ultrapassar a “ponta dos dedos” e preferencialmente não devem conter esmalte, pois este libera partículas por micro fraturas e nas reentrâncias acomodam sujidades. Unhas postiças também não são recomendadas
	
	
Normas de Biossegurança
Uniforme – estabelecido pela instituição, deverá estar apresentável
	
	
Obs.: Os profissionais de saúde com lesões cutâneas secretantes ou exudativas devem evitar contato com o cliente/paciente.
Normas de Biossegurança
	Aos profissionais da área da saúde fica expressamente proibido, comer, beber, fumar no setor de atendimento ao cliente da área da saúde.
	
	
EPI e EPC
Equipamento de Proteção Individual - EPI
	São todos os dispositivos ou produtos utilizados individualmente pelo trabalhador, com a finalidade de protegê-lo contra possíveis riscos à sua saúde ou segurança durante a realização de determinada atividade. Um equipamento de proteção individual pode ser constituído de um ou mais dispositivos que, associados, protegem o indivíduo contra diferentes riscos
	
EPI e EPC
Equipamento de Proteção Coletiva - EPC
	São todos equipamentos de uso coletivo destinado a evitar acidentes e o aparecimento de doenças ocupacionais, destinado a proteger mais de uma pessoa ao mesmo tempo, em alguns casos podem proteger várias pessoas ao mesmo tempo.
	 Muitas vezes, podem ser dispositivos individuais, mas compartilhados pelo grupo, como máscara de solda, chuveiros de segurança e kit de primeiros-socorros.
	
EPI e EPC
Luvas
	São usadas como barreira de proteção preventiva contra contaminação das mãos ao manipular material contaminado, reduzindo a probabilidade de que microrganismos presentes nas mãos sejam transmitidos durante procedimentos.
	O uso de luvas não substitui a necessidade da lavagem das mãos porque elas podem ter pequenos orifícios inaparentes ou danificar-se durante o uso, podendo contaminar as mãos quando removidas.
	
EPI e EPC
Recomendações do usa de luvas
Usar luvas de látex sempre que houver chance de contato com sangue, fluídos do corpo, dejetos, etc...;
Usar luvas de PVC para manuseio e lavagem dos instrumentais/artigos;
Lavar superfícies de trabalho sempre usando luvas;
Não usar luvas fora da área de trabalho, não abrir portas, não atender telefone;
Nunca reutilizar as luvas, descartá-las de forma segura.
	
EPI e EPC
Avental/Jaleco
	Os vários tipos de avental são usados para fornecer uma barreira de proteção e reduzir a oportunidade de transmissão de microrganismos. Previne a contaminação das roupas do pessoal, protegendo a pele da exposição a sangue e fluídos corpóreos, salpicos e derramamentos de material infectado.
EPI e EPC
Recomendações do uso do Avental/Jaleco
São de uso constante nos gabinetes de podologia e constituem uma proteção para o profissional;
Devem sempre ser de mangas longas, com punho, gola de padre, confeccionados em algodão ou fibra sintética (não inflamável);
Os descartáveis devem ser resistentes e impermeáveis;
Uso de avental é permitido somente nas áreas de trabalho, nunca em refeitórios, escritórios, bibliotecas, ônibus, etc;
Avental nunca devem ser colocados no armário onde são guardados objetos pessoais;
Devem ser descontaminados antes de serem lavados.
EPI e EPC
Avental/ Jaleco descartável
	Usar em todos os atendimentos como equipamento de proteção individual;
	É utilizado sempre que houver risco de contaminação da roupa por sangue, fluidos corpóreos, secreções no manuseio de pacientes, e também no manuseio de materiais e equipamentos que possam levar a essa contaminação.
	Atenção! Remover o avental após o uso e lavar as mãos evitando transferência de microrganismos para outros pacientes ou ambientes.
EPI e EPC
Óculos de acrílico
	Deve ser usado quando houver riscos de contaminação dos olhos e/ou face com sangue, fluidos corpóreos, secreções, não sendo de uso exclusivamente individual; 
	Dever ser de material acrílico que não interfira com a acuidade visual do profissional e permita uma perfeita adaptação à face.
	Deve oferecer proteção lateral e com dispositivo e permite que evite embaçar.
EPI e EPC
Máscara cirúrgica
	Indicada para proteção da mucosa oro-nasal com como para a proteção ambiental de secreção respiratórias do profissional. A máscara deve possuir gramatura que garanta uma efetiva barreira, tem sido recomendada que seja confeccionada com no mínimo três camadas
EPI e EPC
Máscara N95
	Desenvolvida para proteger os profissionais da área da Saúde durante procedimentos médicos, cirúrgicos, odontológicos e laboratoriais ou outras situações em que haja a emissão de partículas ou vapores nocivos.
	Indicada para a proteção do pó feito do lixamento das lâminas ungueais e da plantar.
EPI e EPC
Gorro descartável
	Proteção de exposição dos cabelos e couro cabeludo à matéria orgânica ou produtos químicos, bem como proteção ambientalà escamas do couro cabeludo e cabelos.
EPI e EPC
Sapato fechado impermeável
	Proteção da pele do profissional, em locais úmidos ou com quantidade significativa de material infectante, como também na queda de instrumentais.
Postura Profissional 
Acidente com material biológico 
Limpeza e desinfecção de superfícies 
Produtos utilizados na desinfecção 
Desinfetantes 
Álcool 70%.
Hipoclorito de sódio.
Quaternários de amônia.
Formaldeído.
Glutaraldeído.
Peróxido de hidrogênio.
Detergentes neutros, Detergentes clorados, Detergente enzimático. 
Sabonetes antissépticos. 
Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde 
Micro-organismos que se agrupam sobre superfícies (película formada por açúcares, proteínas) 
Os biofilmes podem ser formados por bactérias, fungos, protozoários e algas. 
 
Em feridas, onde podem causar cicatrização tardia e persistente
Nos dentes, onde podem causar placa dentária
Em superfícies de alimentos, onde podem aumentar o risco de contaminação
Como se formam 
As bactérias aderem a uma superfície sólida
Multiplicam-se e produzem uma matriz polimérica extracelular
O biofilme maduro apresenta alta densidade de populações bacterianas
Etapas no processamento de produtos:
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