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MANDADO DE SEGURANÇA-DIREITO TRIBUTÁRIO

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FACULDADE DE TEOLOGIA, FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS GAMALIEL
BACHAREL EM DIREITO
ANDRÉIA SALÉM BRANDÃO COIMBRA MOTA
DIREITO-17
PRÁTICA TRIBUTÁRIA
Petição Inicial de Mandado de Segurança apresentado no
curso de graduação na Faculdade de Teologia, Filosofia e
Ciências Humanas Gamaliel FATEFIG como requisito parcial
para a obtenção de nota na disciplina de Prática Tributária
ministrada pela Professora: Aracy Wischansky.
TUCURUÍ-PARÁ
2020

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUÍZ(A) DE D IREITO DA__ VARA
DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE JUNDIAÍ ESTADO DE SÃO PAULO
ABCHOCOLATE, empresa de pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/
MF sob o xxx.xxx/xxxx-xx, com sede na Rua xxxxxx, n.º xx, Bairro xxxx, São
Paulo, Estado, CEP.: xxxx-xxx, por seu advogado que a esta subscreve (documento
1), com endereço profissional na Rua: xx, n.º xxx, Bairro: xxxxx, Cidade: xxxx,
CEP: xxxx vem, respeitosamente, à presença de Vossa Exce lência, com fulcro no
Art. 5º LXIX, LXX, da CF e Art. 1º e 7º da Lei nº 12.016/2009, impetrar:
MANDADO DE SEGURANÇA REPRESSIVO COM PEDIDO LIMINAR
Contra ato do Delegado da Delegacia da Receita Estadual que integra o
quadro de servidores do ESTADO, pessoa jurídica d e direito público interno, inscrito
no CNPJ nº xxxxxxx , com sede na Rua xx nº xxx Bairro xxx Cidade São Paulo, CEP
xxxxxx, endereço eletrônico xxxxx, pelos motivos de fato e de direito abaixo
aduzidos:
DOS FATOS
Verificando a proximidade de um evento festivo, a EMPRESA ABChocolate,
atuante no ramo de OVOS DE PÁSCOA, com sede na cidade de São Paulo,
realizou transferência de mercadorias de uma filial para outra filial, situada na cidade
de Jundiaí.
Na barreira fiscal de Jundiaí, durante a transferência de mercadorias (ovos
de páscoa), a EMPRESA ABC foi autuada pela falta de recolhimento de ICMS
relativos à operação. Além disso, a mercadoria da empresa foi apreendida em razão
do não-recolhimento do tributo.
DO CABIMENTO
No presente caso, resta cabível o Mandado de Segurança Repressivo, pois
não socorro em nenhum outro remédio constitucional, como habeas corpus,
habeas data, ação popular, ao fato que decorre de um “ato de autoridade”, uma vez
que houve a violação de direito líquido e certo do impetrante ao ser au tuada, pela
falta de recolhimento de ICMS relativos à operação, além de ter sua mercadoria
apreendida, pelo fato do não-recolhimento do tributo, nos termos do art. 5º, LXIX, da
CF, bem como artigos 1º,7, III, e seguintes da Lei nº 12.016/09.

Diante do exposto, o presente mandado de segurança se faz cabível para
assegurar o direito l íquido e certo do impetrante contra o ato ilegal p raticado pela
autoridade coatora.
DA TEMPESTIVIDADE
De acordo com o artigo 23 da lei 12.016/2009, o direito d e requerer Mandado
de Segurança extinguir-se-á decorridos 120 dias, contados da ciência pelo
interessado, do ato impugnado; e Súmula 632 do STF que declara: “É constitucional
lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança”.
Assim sendo, no presente caso não se passou os 120 dias, tornando o presente
mandado de segurança tempestivo (no prazo legal).
DO DIREITO
É ilegal o ato p raticado pe la autoridade, caracterizando uma violação ao
direito líquido e certo do impetrante a julgar pela atuação indevida e o recolhimento
de mercadorias, de acordo com o ordenamento do Art.155, §2º, inciso IX “a”, da
Constituição Federal de 1988 em que declara que o ICMS é cabível o pagamento ao
Estado em que é situado o estabelecimento destinatário da mercadoria ao
prescrever:
“Art. 155. Compete aos E stados e ao Distrito Federal instituir impostos
sobre: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
§ O imposto previsto no inciso II a tenderá a o seguinte: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)
IX - Incidirá também:
a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por
pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do
imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o
serviço prestado no exterior, ca bendo o imposto ao Estado onde
estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da
mercadoria, bem ou serviço;.”
De imediato já trazemos à baila Sumula do Superior Tribunal de Justiça, que
diz: Súmula 166: "Não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de
mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte".
Vale salientar que a apreensão d e mercadorias, como meio coercitivo para o
pagamento de tributos é inadmissível, sob pena de se admitir a ineficácia da Norma
Constitucional e, consequentemente, seriam ignorados os direitos fundamentais por
ela garantidos, inclusive o direito à propriedade.
Nesse sentido, a Súmula 323 do Sup remo Tribunal Federal assevera a
inadmissibilidade da apreensão como meio coercitivo para o pagamento de tributo:
Súmula 323: “É inadmissível a apreensão de mercadorias como meio coercitivo
para pagamento de tributos”.
DA LIMINAR – ART. 7º DA LEI 12.016/2009