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Especialidades Clínicas e Cirúrgicas I 
Avaliação de Hematúria
· INTRODUÇÃO:
- Presença de hemácias na urina.
- Um dos principais indicativos de avaliação/investigação de pacientes.
- Causas diversas.
- Maioria das causas são patologias benignas.
- Cuidado para neoplasias.
· CLASSIFICAÇÃO:
- Macroscópica – coloração da urina sugere presença de sangue.
- Microscópica – são detectadas na sedimentoscopia. 
- Inicial (jato) – trato urinário inferior.
- Final (jato) – trato urinário superior.
Coagulos podem levar a obstrução. Se tiver obstrução passa sonda de demora para lavar a bexiga e aspirar o coágulo. Após remover, continua irrigando para evitar formação de novos coágulos. 
· ETIOLOGIA:
· RISCO DE MALIGNIDADE:
- Sexo masculino.
- Idade > 35 anos.
- Tabagismo pregresso ou atual.
- Exposição a produtos químicos ou corantes (benzenos ou aminas aromáticas) – indústria de tintas/petroquímicas.
- Hematúria macroscópica.
- Sintomas miccionais irritativos.
- História de ITU crônica.
- História de radioterapia pélvica.
- História de exposição à ciclofosfamida.
- História de corpo estranho crônico.
- História de exposição ao ácido arislóquico.
- História de abuso de analgésicos, que também está associada a um aumento da incidência de carcinoma de rim.
· INVESTIGAÇÃO:
- História clínica detalhada.
- Urina tipo 1.
- Urocultura.
- Exames de imagem (US, TC, RNM).
- Cistoscopia.
· CÂNCER DE BEXIGA:
O câncer de bexiga é a neoplasia maligna mais comum que envolve o sistema urinário e a nona neoplasia maligna mais comum em todo o mundo.
· EPIDEMIOLOGIA:
- O câncer de bexiga é o nono câncer mais comum no mundo, com 430.000 novos casos diagnosticados em 2012. Nos Estados Unidos, aproximadamente 80.000 novos casos e 18.000 mortes ocorrem a cada ano devido ao câncer de bexiga. Na Europa, havia um número estimado de 118.000 casos e 52.000 mortes em 2012. Em regiões desenvolvidas, como América do Norte e Europa, o câncer de bexiga é predominantemente urotelial.
· FATORES DE RISCO:
- Sexo masculino.
- Tabagismo pregresso ou atual.
- Exposição ocupacional a produtos químicos ou corantes (benzenos ou aminas aromáticas) – indústrias de tintas/petroquímicas.
- Idade (> 65 anos).
- Cistite crônica.
- Aumento da bexiga.
- Radioterapia.
- Analgésicos.
- Síndrome de Lynch.
· QUADRO CLÍNICO:
- Classicamente hematúria indolor (macro ou microscópica).
- Sintomas miccionais irritativos (frequência, urgência, disuria).
· TIPOS HISTOLÓGICOS:
- 90% carcinoma urotelial.
	Papilífero (mais frequente).
	Séssil.
	Infiltrativo (característica maligna).
	Nodular.
	Misto.
- Outros: adenocarcinoma, CEC e sarcomas.
· ESTADIAMENTO:
Carcinoma in-situ: lesão pré-maligna.
· DIAGNÓSTICO:
- Imagens: USG, TC, RNM,
- Cistoscopia com biópsia.
- Ressecção Transuretral de Bexiga (RTUb).
- Importante: avaliação patológica da infiltração da camada muscular.
Urina 1 – pesquisa de dismorfismo eritrocitário – hematúria glomerular – microscópica.
TC: padrão ouro para investigação de hematúria.
Cistoscopia: exame obrigatório para investigação de CA de bexiga. 
· TRATAMENTO:
 NMIBC:
- Preservação vesical.
- RUTb.
- Terapia intravesical (imuno-BCG).
- Seguimento. 
Tem melhor prognóstico.
 MIBC:
- Cistectomia e derivação.
- Linfadenectomia.
- Terapia sistêmica (QT).
	Adjuvante x Neoadjuvante.
QT neoadjuvante: obrigatória remoção vesical mesmo se o tumor tiver reposta completa (devido a recidivas).
- Protocolo de preservação vesical:
	QT + RDT.
Pacientes muito idosos em más condições clínicas. Precisa retirar todo o tumor para fazer esse protocolo.
São tratados como metastáticos.
 DOENÇA METASTÁTICA:
- Terapia sistêmica (QT).
- Tratamento cirúrgico em caso de hematúria (RTUb; cistectomia; somente derivação).
- Radioterapia paliativa (hematúria ou antálgica).

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