Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Nefrologia 
 
Caio Márcio Silva Cruz Página 1 
 
Introdução a Nefrologia: Laboratório 
 
Urinálise – E.A.S (interpretação) 
 
• Características físicas 
 
- Cor e Odor 
- pH: normalmente ácido: 4,5 – 6,9. 
 • >7,0 
 - Infecção por bactérias gram (-) 
produtoras de uréase. 
 - Armazenada por longo período (perda 
de Co²) 
 - Acidose Tubular Renal (urina alcalina, 
acidose metabólica) – tem 2 tipos, a tubulopatia 
proximal (perde bicarbonato) e a não eliminação 
de próton H+. 
 - Dieta vegetariana (não ingere 
aminoácidos, principal fonte de ácidos fixos) – 
Alcalose sistêmica. 
 
- Densidade (Valor normal: 1010 – 1025) 
 • Elevada: desidratação, glicosúria 
(↑soluto). Também a Diabetes Mellitus. 
 • Baixa: Diabetes Insipidus (central ou 
nefrogênico, a urina fica mais diluída), 
Insuficiência renal. 
 • Osmolalidade urinária: 50 – 1200 
mOsm/L. 
 • Estimativa de Osmolalidade a partir da 
densidade: multiplica os 2 últimos números da 
densidade por x35. 
 • Isostenúria: Osmolalidade urinária = 
plasma (280 – 295 mOsm/L) 
 
• Análise química 
 
 
 
 
- Estearase Leucocitária + (normal: -) 
 • Liberação de Estearase leucocitária por 
granulócitos. 
 • Infecção de Trato Urinário 
 • Falso +: corrimentos vaginais. 
 
- Glicosúria + (normal: - ) 
 • Hiperglicemia > 180 mg/% - ultrapassa 
o Tm. A glicose puxa também mais água para a 
urina. 
 • Glicosúria renal (glicosúria sem 
hiperglicemia) 
 - Gestação 
 - Tubulopatias proximais (onde a glicose 
é absorvida) 
 - Medicamentos para DM2 – inibidores 
do co-transporte sódio/glicose tipo 2 
(canaglifozina/dapaglifozina/empaglifozina) 
 
- Nitritos + (normal: -) 
 • Colonização urinária por bactérias gram 
(-) – provavelmente infecção urinária se tiver uma 
clínica sugestiva. 
 • Convertem nitrato em nitrito 
 • A negativação também não descarta a 
ITU. 
 
- Hemoglobina + (normal: -) 
 • Hematúria (glomerulonefrites, cálculos, 
tumores etc). 
 • Hemoglobinúria: hemólise intravascular 
maciça. Excede a capacidade de ligação da 
haptoglobina. Anemias hemolíticas autoimunes, 
Malária por falcíparo, intoxicação por água, 
acidente com jararacas. 
 • Mioglubinúria: Rabdomiólises 
(destruição do músculo esquelético por politrauma 
ou toxinas) 
 
- Bilirrubina + (normal: -) 
 • Hiperbilirrubinemia direta > 2.0 mg% 
(hidrossolúvel) 
 
- Cetonas + (normal: -) 
 • Detecta aceatoacetato e cetonas – não 
detecta ac. Beta-hidroxibutírico. 
 • Jejum prolongado, cetoacidose DM, 
doenças de deposito de Glicogênio (hipoglicemias 
prolongadas). 
 
Nefrologia 
 
Caio Márcio Silva Cruz Página 2 
 
- Proteína + (Qualitativa deve ser negativa) 
• Fita (dipstick) 
- Detecta albumina 
 - Menos sensíveis às globulinas e cadeias 
leves. 
 - Traços: 150mg/24hrs. 
 - 1+: 200 – 500mg/24hrs. 
 - 2+: 500mg – 1,5 g/24hrs. 
 - 3+: 2 – 5 g/24hrs 
 - 4+: > 7g/24hrs. 
 
Proteinúria em urina 24hrs – “padrão ouro” 
 
- Valor normal: < 150 mg/gestante: < 300 
mg/crianças < 5mg/kg ou < 4mg/m2/hora. 
 • Detecta albumina e globulinas 
 • Constituída pela mucoproteína de 
Tamm-Horsfal, albumina em pequena 
quantidade (<30 mg) e proteínas de baixo peso 
molecular (BPM) 
 • Proteinúria maciça – nefrótica – 
Glomerulopatias 
 - Adulto: > 3,5g/1.73 m2/24hrs (à custa de 
albumina) 
 - Crianças: 
 - > 50 mg/kg de peso/dia. 
 - 40 mg/m2/hora. 
- Relação Proteína/Creatinina (prot/creat – 
mg/mg) na urina isolada (Spot urina) – vn: < 
0,2. 
 • >3.0 – sugestivo de Proteinúria 
nefrótica. 
 
 
 
Teste do Ácido Sulfossalicílico (ASS) a 10% 
 
- Tubo de ensaio: pingar 10 gotas em mais ou 
menos 20 ml de urina recém emitida. 
- Detecta albumina e globulinas. 
 
 
 
 
Tipos de Proteinúria 
 
• Hiperprodução (Hiperfluxo) 
- Neoplasias de células plasmáticas – Mieloma. 
- Globulinas de cadeias leves Kapa e Lâmbda: 
25.000 a 45.000 daltons. (não positiva a fitinha) 
 
• Glomerular (mais frequente) 
- Ocorre nas Glomerulopatias – Predomínio de 
albumina. 
- Alteração da carga elétrica ou estrutura da 
MBG. 
- Por aumento da FF (>20%) – ICC 
descompensada/Febre/Exercício 
 
• Tubular (<2g/24hrs) – mais raro. 
- Tubulopatia proximal interfere com a 
reabsorção de proteínas de BPM normalmente 
filtradas. 
- Aumento da RBP e beta 2 microglobulina na 
urina. 
 
Nefrologia 
 
Caio Márcio Silva Cruz Página 3 
 
 
• Pesquisa da Microalbuminúria (valor normal: 
< 20 mcg/min ou < 30 mg/24hrs) 
- Marcador mais precoce de lesão glomerular 
(diabéticos e hipertensos) 
- Excreção elevada de albumina em pacientes 
com excreção de Proteinúria total normal – RIE 
- 20 a 200 microgramas/min (urina 12 hrs) ou 30 
a 300 mg/24hrs. 
- Amostra isolada de urina (spot urina) relação 
albumina (mg/creatinina (g) (RAC) 
 - Normal < 30 
 - Microalbuminúria (Albuminuria leve): 
30 -300. 
 - Macroalbuminúria (Albuminuria 
severa): > 300 
 
• Pesquisa de Proteína de Bence-Jones (teste 
qualitativo – em desuso – usa-se atualmente a 
Imunofixação ou Imunoeletroforese). 
- Detecta cadeias leves anormais kapa e lâmpda 
- Características térmicas 
- Neoplasias de células plasmáticas – MM de 
cadeias leves 
 
• Estudo do sedimento 
 
- Leucócitos ou Piócitos 
 - Homem: 3 – 5/campo (até 5000/ml de 
urina não centrifugada) 
 - Mulher: até 10/campo (até 10.000/ml de 
urina não centrifugada) 
 - Causas de piúria 
 • ITU, uretrite e prostatite, DST’s. 
 • Glomerulonefrites, nefrites túbulo-
intersticiais. 
 • Febre (hiperfiltra) 
 • Passagem de Cálculos 
 • Cirurgia urológica 
 • Tuberculose do trato urinário (febre 
vespertina, antecedente de Tuberculose 
Pulmonar) 
 
- Hemácias 
 - Até 5/campo (até 5.000/ml de urina não 
centrifugada) 
 - Causas de hematúria 
 • ITU, uretrite e prostatite. 
 • Glomerulonefrites, nefrites túbulo-
intersticiais. 
 • Membrana fina, Alport. 
 • Cálculos, Tumores, Cistos, TB urinária. 
 • Trombose de veia renal 
 
 - Classificação de Hematúria: 
 • Frequência: 
 - Permanente 
 - Isolada 
 - Recorrente 
 • Repercussão clínica 
 - Sintomática – Macroscópicas/Doenças 
sistêmicas. 
 - Assintomáticas – Microscópicas. 
 
Topografia/Macroscópica – Prova de 3 frascos: 
 
- Total – Rins e/ou trato urinário superior 
- Inicial – Uretral (sangramento só no começo da 
micção) 
- Final – Vesical (sangramento só no final da 
micção) 
 
Etiologia 
 
• Glomerulares – Nefrológicas 
 - Tom amarronzado na urina 
• Não glomerulares – Urológicas 
 - Se tem coágulo na urina, é urológico; se 
a urina for vermelho vivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cilindros hemáticos – a hemácia veio lá do 
glomérulo. 
Nefrologia 
 
Caio Márcio Silva Cruz Página 4 
 
Populações de Hemácias encontradas em 
sedimentoscopia urinária 
 
 
 
 
 
 
 
 
Microscopia eletrônica: hemácia emitindo 
prolongamento através de sítio rompido do 
capilar glomerular. 
 
A hemácia se espreme para sofrer diapedese. 
 
 
 
Formação dos cilindros 
 
 
 
Hematúrias 
 
• Hematúria glomerular – Nefrológica – Resumo 
- Não coagula 
- Dimorfismo Eritrocitário Global > 80%/campo 
- Acantócitos > 5%/campo 
- Cilindros hemáticos (+) 
- Proteinúria (albuminúria) associada (maioria 
das vezes) 
- Coloração marrom/vinho 
 
• Hematúria de origem urológica 
 
 
 
Nefrologia 
 
Caio Márcio Silva Cruz Página 5 
 
• Cilindros 
- Formados no túbulo distal (estreitos) e coleto (largos) 
- Composto pela mucoproteína de Tamm-Horsfall (MTH) – Uromodulina. 
- Tipos: 
 • Hialinos: MTH (fisiológico, desidratações), há em urinas mais concentradas. 
 • Epiteliais: MTH + Célula epitelial (NTA, NTI). 
 • Leucocitário: MTH + Leucócito (pielonefrite, NTI). 
 • Graxo: MTH + gorduras (síndrome nefrótica) 
 • Céreo: massa homogênea – final de um cilindro celular. 
 • Granuloso: cilindro celular degenerado 
- Corpúsculos ovais: células epiteliais com vacúolos de gordura (síndrome nefrótica)Cristais 
 
 
 
Formatos: 
 
• Achados histológicos 
 
- Biópsia renal – Indicações em Nefrologia 
 - Investigação de Glomerulopatias 
 - Disfunções agudas e crônicas do rim transplantado. 
 - IRA de etiologia não definida.