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Câncer de Esôfago
Epidemiologia
- Predomina no sexo masculino;
- Apresenta-se geralmente a partir dos 40 anos de idade;
2 subtipos histológicos (e fatores de risco)
Escamoso (vem do epitélio estratificado não queratinizado/escamoso): tabagismo, etilismo, acalasia, HPV (macete: escamoso externo, ou seja, fatores de risco que vêm de fora). ACOMETE A PARTE PROXIMAL!
Ainda é o tipo mais comum no Brasil, apesar do adenocarcinoma vir aumentando; 
É o tipo que responde melhor à radioquimioterapia;
Outros fatores de risco: Sd. De Plummer-Vinson (tríade: disfagia digestiva alta, anemia ferropriva e membranas esofágicas) e estenose cáustica (histórico de ingestão de cáusticos contribui para o desenvolvimento deste tipo de CA). Tilose palmar e plantar: doença genética caracterizada pela queratinização da palma das mãos e da planta dos pés. 
Adenocarcinoma (vem do epitélio cilíndrico. Obs: lembra da metaplasia intestinal que pode ocorrer na DRGE): DRGE, esôfago de Barrett, obesidade e tabagismo. ACOMETE A PARTE DISTAL!
Obs: há outros tipos histológicos, porém não são frequentes: leiomiossarcoma, melanoma primário do esôfago, linfoma, plasmocitoma; 
O esôfago raramente é local de metástases, mas quando isso acontece, vem especialmente: das mamas, pulmões e melanoma primário da pele. 
Clínica
- Disfagia e perda de peso EM MESES (é rápido...)
Outros sintomas:
· Rouquidão (envolvimento do nervo laríngeo recorrente);
· Dispneia (metástase pulmonar);
· Icterícia (metástase hepática);
· Hemorragia digestiva (raro).
Diagnóstico
- Endoscopia Digestiva Alta (EDA);
- Biópsia;
- Esofagografia baritada (sinal da maça mordida: redução súbita do lúmen)
Os tumores de esôfago em 50% das vezes estão localizados em terço médio. 
Tratamento
· Primeiro temos que fazer o ESTADIAMENTO DO TUMOR!
· Invasão tumoral: os tumores do terço superior e médio invadem nervo laríngeo recorrente (paciente pode ter rouquidão), árvore traqueobrônquica, aorta, etc. Já os tumores do terço distal invadem estômago, diafragma e pericárdio. 
· 75% dos pacientes no momento do diagnóstico de CA de esôfago já apresentam invasão linfática;
· Principais locais de metástases à distância (locais para onde o CA de esôfago manda metástases): fígado e pulmão; 
· O estadiamento se faz com o uso da ULTRASSONOGRAFIA ENDOSCÓPICA (e também de outros exames), para avaliarmos até qual camada a massa tumoral alcançou (lembre, de dentro para fora: mucosa, submucosa, muscular e adventícia);
· Tumores de mucosa são extremamente precoces;
Estadiamento:
- T1a 
Mucosectomia endoscópica (ou ablação endoscópica, etc);
- “Resto” (T1b – T4a) 
Esofagectomia com/sem quimioterapia e radioterapia neoadjuvante (essa QT e RT neoadjuvante são feitas antes da cirurgia. Atenção: essa cirurgia é altamente arriscada e há uma grande morbimortalidade pós-cirúrgica. A RT e a QT são feitas com o objetivo de facilitar o procedimento cirúrgico);
No pré-operatório, em caso de pacientes desnutridos em decorrência de disfagia, deve-se realizar a colocação de um stent esofagiano e postergar a cirurgia até a melhora nutricional (indivíduos desnutridos têm maior risco de complicações no pós-cirúrgico, como deiscência de anastomose); 
Deve ser feita a jejunostomia para a alimentação enteral no pós-operatório; 
A reconstrução do trânsito é feita com o uso do estômago;
A esofagectomia pode ser TRANSTORÁCICA ou TRANS-HIATAL:
- Transtorácica: é feita uma toracotomia à direita (tem a ver com o trajeto do esôfago torácico). Essa cirurgia é melhor do ponto de vista oncológico, porém mais mórbida (mata mais).
- Trans-hiatal: são feitas duas incisões: uma no pescoço e outra no abdome, e há o auxílio do hiato esofágico. Ela é menos mórbida que a transtorácica, porém mais recidivante (pior do ponto de vista oncológico)
- T4b ou M1 (M1: metástase) 
Esse paciente já tem metástase, logo o tratamento é PALIATIVO. 
Se não estiver conseguindo comer: não fazer gastrostomia, mas sim PRÓTESE ENDOSCÓPICA/STENT;
Prótese endoscópica:

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