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do tumor de esôfago 
(ESTRATÉGIAMED, 2024). 
↠ O estadiamento pelo sistema TNM é o mais utilizado 
(T-tumor, N–linfonodos e M- metástases) 
(ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
 
ATENÇÃO: Os critérios para considerar um tumor incurável são a 
presença de metástases a distância, além da invasão de estruturas 
nobres e irressecáveis no mediastino, como grandes vasos torácicos, 
árvore respiratória e corpos vertebrais (tumor T4b). É importante 
destacar que o tumor que invade diafragma, pleura e pericárdio (T4a) 
ainda pode ser considerado ressecável (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
Síndromes do estômago 
NEOPLASIAS MALIGNAS DO ESTÔMAGO 
 
Adenocarcinoma 
↠ Essa é a quarta neoplasia mais comum em homens no 
Brasil e a sexta em mulheres (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
↠ Seus principais fatores carcinogênicos são a infecção 
crônica pelo Helicobacter pylori e o consumo regular de 
alimentos guardados em conservas, ricos em sal, curados, 
embutidos ou defumados (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
↠ O adenocarcinoma gástrico é assintomático nas fases 
iniciais e tem sintomas bastante inespecíficos na fase 
avançada, como epigastralgia, plenitude, emagrecimento, 
anemia e sangramento digestivo. Uma complicação 
possível é a obstrução do trato de saída gástrico, que 
ocorre quando o tumor se localiza no antro distal e obstrui 
o piloro. O paciente evolui com distensão importante, 
emagrecimento, vômitos não biliosos e alcalose 
hipoclorêmica/hipocalêmica. Hoje em dia o câncer é a 
principal causa de estenose pilórica, muito mais do que a 
úlcera péptica (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
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Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
 
↠ O “padrão-ouro” para o diagnóstico é a endoscopia 
digestiva alta (EDA) com biópsias. Para aumentar a 
detecção desse tumor, recomenda-se EDA em pacientes 
acima de 40 anos com queixas dispépticas crônicas, bem 
como na presença de qualquer sinal de alarme: 
emagrecimento, vômitos persistentes, anemia ou 
sangramento digestivo (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
 Úlcera que sugerem malignidade, são elas: tamanho > 2 
cm, bordas elevadas, irregulares e mal delimitadas, 
amputação de pregas e fundo necrótico. 
 Úlceras de aspecto benigno normalmente têmdo tumor de esôfago 
(ESTRATÉGIAMED, 2024). 
↠ O estadiamento pelo sistema TNM é o mais utilizado 
(T-tumor, N–linfonodos e M- metástases) 
(ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
 
ATENÇÃO: Os critérios para considerar um tumor incurável são a 
presença de metástases a distância, além da invasão de estruturas 
nobres e irressecáveis no mediastino, como grandes vasos torácicos, 
árvore respiratória e corpos vertebrais (tumor T4b). É importante 
destacar que o tumor que invade diafragma, pleura e pericárdio (T4a) 
ainda pode ser considerado ressecável (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
Síndromes do estômago 
NEOPLASIAS MALIGNAS DO ESTÔMAGO 
 
Adenocarcinoma 
↠ Essa é a quarta neoplasia mais comum em homens no 
Brasil e a sexta em mulheres (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
↠ Seus principais fatores carcinogênicos são a infecção 
crônica pelo Helicobacter pylori e o consumo regular de 
alimentos guardados em conservas, ricos em sal, curados, 
embutidos ou defumados (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
↠ O adenocarcinoma gástrico é assintomático nas fases 
iniciais e tem sintomas bastante inespecíficos na fase 
avançada, como epigastralgia, plenitude, emagrecimento, 
anemia e sangramento digestivo. Uma complicação 
possível é a obstrução do trato de saída gástrico, que 
ocorre quando o tumor se localiza no antro distal e obstrui 
o piloro. O paciente evolui com distensão importante, 
emagrecimento, vômitos não biliosos e alcalose 
hipoclorêmica/hipocalêmica. Hoje em dia o câncer é a 
principal causa de estenose pilórica, muito mais do que a 
úlcera péptica (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
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Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
 
↠ O “padrão-ouro” para o diagnóstico é a endoscopia 
digestiva alta (EDA) com biópsias. Para aumentar a 
detecção desse tumor, recomenda-se EDA em pacientes 
acima de 40 anos com queixas dispépticas crônicas, bem 
como na presença de qualquer sinal de alarme: 
emagrecimento, vômitos persistentes, anemia ou 
sangramento digestivo (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
 Úlcera que sugerem malignidade, são elas: tamanho > 2 
cm, bordas elevadas, irregulares e mal delimitadas, 
amputação de pregas e fundo necrótico. 
 Úlceras de aspecto benigno normalmente têm < 2 cm, 
bordas planas, simétricas e bem delimitadas, fundo fibrinoso 
e muita atividade inflamatória ao redor. 
ATENÇÃO: É obrigatório realizar biópsias de toda e qualquer úlcera 
péptica para análise histopatológica, pois não é possível confirmar o 
diagnóstico apenas pelo aspecto endoscópico. Muitas vezes, uma 
úlcera maligna pode ter aspecto inocente e sugerir benignidade. Uma 
úlcera péptica NUNCA se transforma em úlcera maligna, são doenças 
diferentes que podem ter aspecto semelhante (ESTRATÉGIAMED, 
2024). 
 
↠ A classificação de Lauren, além de descrever 
características microscópicas do tumor, ao classificá-los 
em INTESTINAL e DIFUSO, também aponta diferenças 
epidemiológicas, clínicas e prognósticas importantes. 
(ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
↠ O estadiamento é a avaliação do estágio evolutivo do 
câncer, incluindo seu grau de invasão local (no sítio 
primário), locorregional (linfonodos) e à distância 
(metástase para outros órgãos). O adenocarcinoma pode 
disseminar-se comumente por via linfática e invasão direta 
(peritônio, fígado, diafragma, cólon, pâncreas, rins, 
suprarrenais e retroperitônio) e menos comumente por 
via hematogênica (fígado, pulmões e ossos) 
(ESTRATÉGIAMED, 2024). 
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Júlia Morbeck – @med.morbeck 
 
 
 
↠ O manejo do adenocarcinoma gástrico é dividido em 
3 grupos: tumores precoces, tumores avançados 
tratáveis e tumores avançados intratáveis. O 
estadiamento é fundamental para definir em que grupo o 
paciente se encontra, pois o tratamento é bem diferente 
em cada estágio do tumor (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
TUMORES AVANÇADOS TRATÁVEIS: consideramos 
avançados os adenocarcinomas gástricos que invadem 
além da submucosa (T2 em diante), com ou sem a 
presença de linfonodos acometidos. São considerados 
tratáveis quando não têm evidências de metástase à 
distância (M1). O que fazer com esses tumores? Devemos 
fazer o tratamento considerado como “padrão”, ou seja, 
a gastrectomia com linfadenectomia à D2. Além disso, se 
já houver acometimento linfonodal e/ou o tumor já 
alcançar a subserosa (T3), ultrapassar a serosa (T4) ou 
tiver aspecto de “linite plástica”, há indicação para a terapia 
neoadjuvante, isso é, quimioterapia e/ou radioterapia pré-
operatórias. (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
O que é linfadenectomia à D2? É o que chamamos de linfadenectomia 
ampliada, com ressecção das cadeias linfonodais perigástricas e 
perivasculares gástricas (cadeias 01 a 12a), com retirada de, pelo menos, 
15 linfonodos (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
TUMORES AVANÇADOS INTRATÁVEIS: consideramos 
como intratáveis os tumores com evidência de 
metástases à distância ou com invasão de estruturas 
irressecáveis, como alguns dos grandes vasos abdominais 
(tronco celíaco, artéria esplênica proximal ou artéria 
hepática). Infelizmente, quase a metade dos pacientes 
com adenocarcinoma gástrico recebem o diagnóstico já 
nessa fase, com sobrevida média de apenas 5 ou 6 
meses. A proposta de tratamento é apenas paliativa, 
reduzindo os sintomas e diminuindo as complicações. Se 
o paciente tiver condições clínicas favoráveis, opta-se pela 
quimioterapia paliativa ou pela combinação da químio com 
a radioterapia (ESTRATÉGIAMED, 2024). 
 
Referências 
ESTRATÉGIAMED, 2024.

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